Quiron nas Casas

23 de novembro de 2007 ·


O texto a seguir foi extraído do livro “Astrologia, os Planetas e as 12 Casas”, de Pedro Ventura, publicado pela Angelorum-Novalis

Casa 1
A sensação ou a experiência duma fragilidade inerente à própria realidade física e pessoal, que abrange também a dificuldade numa afirmação pessoal perante a vida, o ambiente e novas situações.
A autonomia pessoal face ao exterior é sentida como insuficiente.
Pode dominar a insegurança, a sensação de inadequação e a desvantagem perante o mundo; a pessoa sente-se pequena, inibida, oca, com uma falta de consistência interior que suporte uma investida e uma afirmação pessoal.
O corpo físico pode ser alvo de sensações ou de características incomodativas, podendo levar a pessoa a sentir-se desajustada ou inferior aos outros.
O mundo físico pode ser sentido como hostil e estranho, fonte de dor e sofrimento.
Para compensar, algumas pessoas desenvolvem comportamentos agressivos, desafiantes, violentos mesmo, como forma de procurarem impor o seu território e a sua individualidade, e de tentarem ultrapassar os receios e as insuficiências interiores. Por vezes, rejeitam mesmo qualquer expressão de insuficiência.
Outras abandonam-se às sensações de impotência, derrotistas, incapazes de dar início a uma nova vida, não conseguindo ultrapassar as feridas iniciais e sendo arrastados por atitudes autodestrutivas e autocomplacentes.
Mas se encarado de forma positiva, esta posição de Quíron pode levar uma pessoa a experimentar um conhecimento mais profundo da essência da identidade pessoal, nomeadamente a corporal, e a tomar consciência da realidade que é mundo físico e material, além de adquirir uma outra visão da sua interioridade pessoal e das suas capacidades e riquezas inerentes.
O caminho para a libertação (e aceitação) pessoal passa, muitas vezes, pelo contacto com outras pessoas (igualmente vulneráveis, disfuncionais em termos físicos ou com dificuldades no contacto com o mundo), e pelo trabalho com elas, ajudando-as a ultrapassarem ou a assumirem os seus problemas e a descobrirem-se e desenvolverem-se enquanto indivíduos distintos.

Casa 2
O mundo dos recursos materiais e das disponibilidades financeiras ou da capacidade de utilizar os bens e capacidades pessoais é sentido e experimentado com fragilidade e de forma insegura.
Pode-lhe ser difícil assegurar uma estabilidade e abundância material ao longo da vida, ou pelo menos em certos momentos, podendo sentir que os seus recursos são muitas vezes insuficientes para poder fruir da vida e dos seus prazeres de forma gratificante; por vezes a existência começou marcada pelas dificuldades.
Dentro duma pessoa com Quíron na casa dois habita uma sensação de inadequação e de desvantagem perante o mundo e as suas riquezas, como se lhe fosse interdito gerar riqueza e/ou aplicá-la.
Por compensação, pode rejeitar a vida material e os seus prazeres, podendo mesmo abominar o dinheiro e o que ele pode comprar, renunciando ao prazer e à alegria que a vida nos pode dar através das coisas e dos sentidos.
O mundo material passa a ser sentido como hostil e estranho, fonte de dor e sofrimento, do qual se procura afastar, repudiando-o e menosprezado-o. Mas em certos casos, não faz mais do que aprofundar a sensação de impotência perante a vida e as suas possibilidades materiais.
Há quem, assumindo uma atitude derrotista, se entregue ao sentimento de incapacidade, ficando impedido de trabalhar a situação existente e alcançar uma nova visão da matéria e dos seus benefícios.
Mas também pode procurar aferrar-se ao que consegue economizar, caindo numa avareza mesquinha e pouco benéfica ou tornando-se materialista, mas fazendo sempre pouco para usar de forma expansiva e evoluída os recursos materiais e as suas próprias capacidades interiores. É marca da pessoa a defender um território pessoal que, na realidade, está enferrujado ou cheio de cardos.
Se encarado de forma positiva, esta posição de Quíron pode levar uma pessoa a experimentar um conhecimento mais profundo da essência da vida material, nomeadamente a financeira, e a tomar consciência da verdadeira realidade e desafio que é mundo físico e material, além de adquirir uma outra visão das suas próprias capacidades para se envolver na própria transformação, aproveitamento e fruição das riquezas existentes.
O caminho para a libertação (e aceitação) pessoal passa, muitas vezes, pelo contacto com outras pessoas, igualmente vulneráveis e arredadas da riqueza material e do conforto físico, ou, muitas vezes, por ajudar terceiros a desenvolverem as suas ligações à matéria e a saberem gerir os recursos e os bens internos e externos.
Com Quíron na Casa dois pode mesmo transcender as limitações materiais, tornando-se um exemplo para o mundo como alguém que ousou defrontar as insuficiências pessoais e vencer, sabendo extrair o melhor e mais criativo que os recursos materiais podem proporcionar.
A realidade material é uma das bases mais importantes sobre as quais a inteligência e o engenho humanos podem trabalhar, edificando novos mundos, dando consistência a novas realidades e aperfeiçoando novas formas de sentir e experimentar a beleza do mundo e o prazer da matéria.

Casa 3
Com Quíron na casa três serão os contactos com o meio familiar e o ambiente habitual e próximo que serão objecto das preocupações e dos sentimentos de rejeição e incapacidade tão presentes na expressão de Quíron.
Poderão ser afectadas a comunicação (os seus meios, fontes e locais), as trocas de ideias e as deslocações e visitas; mas também as pessoas do meio com que se fala e troca impressões quotidianamente (ou quase): os irmãos, mas também primos e tios (se viverem perto), os vizinhos e os colegas, ou quaisquer pessoas que se encontrem ligadas às actividades de comunicação, aprendizagem e divulgação de informações e conhecimentos.
Poderá ser a doença dum irmão, ou a sua forte ausência, a serem o motivo da dor interior, mas também poderá ser um grave conflito com os irmãos a determinar a ferida pessoal, quantas vezes como resultado de favoritismos por parte dos pais a um dos irmãos.
Poderão ser os anos de escola, em que experimentou o isolamento, a discriminação, a rejeição da sua pessoa e do que veiculava.
As dificuldades de aprendizagem podem também ter contribuído para se sentir incompetente e diminuído perante os outros.
Poderá ser a forma como fala ou expressa as suas opiniões, que seja a origem dos problemas; podem mesmo haver deficiências físicas ou doenças que compliquem a comunicação; poderá também ter dificuldades em conceber as suas próprias ideias, limitando-se, inibitoriamente, a veicular ideias alheias, como se temesse a rejeição pelo exterior dos seus pensamentos.
Outras vezes há uma grande diferença entre as opiniões pessoais e as habituais no seu ambiente, o que gera atritos e uma sensação de rejeição e de desfasamento.
A timidez é muito vulgar com esta posição de Quíron.
Mas também há quem seja afectado pelo excesso arrogante com que valoriza as suas próprias ideias e conceitos ou o mundo das ideias, como se procurasse através da ênfase combativa contrariar a ferida profunda que sente no seu interior.
A divulgação de ideias para se ultrapassarem os problema e a ferida dolorosa que se sente, partilhando e divulgando o que se aprendeu e sentiu, por vezes com recurso a livros ou a outros meios de informação mais vastos e rápidos, é uma saída criativa para uma pessoa com Quíron na casa três.
Através da comunicação das suas próprias dores a quem também as entende e sente, poderá ser dado um passo valioso na cicatrização da ferida de Quíron.

Casa 4
A vida familiar em casa dos pais e a vida doméstica criada pelo próprio são o alvo da acção de Quíron, reflectindo o sentimento de rejeição ou de incapacidade para conseguir estabelecer e viver uma vida familiar segura, tranquila, apoiante e reconfortante.
A pessoa pode ter perdido os pais ou ter sido afastado deles durante a infância, a paternidade e a vida doméstica podem estar estreitamente ligados ao sofrimento.
Um dos pais pode ser desconhecido ou ter desaparecido antes da pessoa ter dele recordações.
O passado e as suas raízes (comunitárias ou étnicas) também poderão ser motivo de grande dor e dum sentimento de rejeição ou de incapacidade profundos.
Pode ter havido um afastamento da terra natal de forma muito dolorosa, deixando para trás uma história e uma cultura.
Pode ter havido uma grande falta de cuidados, de carinho e de atenção; pode mesmo ter faltado a noção de importância que se deveria sentir no seio da família, não sendo de admirar que possa haver uma grande dificuldade em constituir um lar agradável e seguro para começar uma nova vida familiar, como se pessoa sentisse um grande receio de reviver tudo de novo.
Mas, por vezes, como forma de compensar as deficiências sentidas, a pessoa pode procurar constituir um lar tão perfeito que provoca sofrimento nos demais, controlando todas as actividades e expressões afectivas segundo um ideal irrealista.
Um patriotismo exacerbado também pode não ser incomum com Quíron na casa quatro, bem como um grande tradicionalismo, por vezes rígido demais, procurando apenas satisfazer artificialmente algo que não tem consistência: uma base ancestral e pessoal.
Com Quíron na casa quatro a vida parece pedir que se ultrapassem as dores do passado e os sentimentos de inadequação e de rejeição para se poder estruturar uma nova dimensão pessoal com novas estruturas e valores. Por vezes, pessoas com este posicionamento voluntariam-se para ajudar quem não tenha família ou lar ou que foi abusada, violentada ou negligenciada pelos pais.

Casa 5
Filhos, romances e actividades criativas e recreativas são as áreas da vida que serão contaminadas pelos sentimentos de incapacidade, rejeição ou incompetência característicos de Quíron.
A pessoa pode transportar no seu interior uma ferida emocional que perturba a sua capacidade criativa e afecta as suas expressões afectivas e maternais.
É alguém que recua perante a possibilidade de exteriorizar o seu poder gerador.
Os filhos podem ser fonte de angústias, pela sua ausência, por problemas que lhes sejam inerentes ou por uma sensação de não se ser bom pai ou mãe.
Por vezes, parece que os filhos rejeitam ou são indiferentes aos esforços parentais para lhes proporcionarem boas condições materiais, emocionais e psicológicas.
Pode ter uma grande timidez que bloqueia a sua vida amorosa, mas também pode escolher parceiros que trarão problemas à sua autoconfiança sentimental e à sua criatividade.
As obras artesanais, artísticas, literárias, etc., que a pessoa leva a termo podem ser minimizadas e até objecto de menosprezo pelo exterior.
É normal experimentar-se um sentimento de fraca qualidade das obras pessoais ou de se expor ao ridículo através das mesmas, mesmo que isso seja apenas fruto da sua imaginação.
Não será raro o caso em que há uma grande timidez perante o público ou os admiradores das criações pessoais, ou que a pessoa se auto-iniba perdida em conflitos interiores.
Um sentimento de culpa poderá inviabilizar, por exemplo, as actividades lúdicas e os passatempos, havendo alguma dificuldade em relaxar e deleitar-se com as próprias qualidades e possibilidades recreativas.
É grande a dificuldade em actuar de forma solta e desinibida, explorando as suas potencialidades pessoais.
Pessoas com Quíron na casa cinco podem ser levadas a ajudar crianças e jovens com dificuldades ou a colaborarem, como terapeutas ou monitores, em actividades artísticas enquadrados em processos de cura psicológica, como arte-terapia.
Quantas vezes, não se descobre um artista, que foi obrigado a afastar-se por um acidente, por exemplo, a realizar-se ajudando artistas iniciantes ou dando aulas sobre expressão artística.
Contribuir através do ensino para que outros possam ter aquilo que foi negado é um caminho saudável para um Quíron na casa cinco.
Esta posição de Quíron dá a oportunidade da pessoa reconhecer a sua ferida pessoal e torná-la uma razão para se expressar criativamente ou para ajudar os outros a ultrapassarem as suas feridas.

Casa 6
Com Quíron na casa da actividade e das responsabilidades diárias, da manutenção e gestão das tarefas quotidianas — que permitem manter funcional e regulado não só o corpo físico, mas também a empresa ou a actividade profissional onde se ganha o sustento, a casa e a vida de todos os que estão dependentes — será muito provável que se experimente uma difícil adaptação a todas essas exigências, rotinas e serviços ou se consiga sentir a satisfação do dever cumprido e de tudo estar a funcionar como deve ser.
Algumas vezes é pela existência de doenças, por falhas de organização, por falta de provisões e recursos ou por falta de persistência e de empenho, por exemplo, que se verificam os problemas em dar uma continuidade responsável e diligente aos cuidados e deveres quotidianos, mas outras vezes, é no exagero sobrecompensador que se encontra a base do problema.
A hipocondria e a preocupação com dietas e o exercício físico, por exemplo, não serão raras com esta posição de Quíron, muitas vezes resultado dum esforço excessivo em procurar ultrapassar as sensações de incapacidade face aos cuidados de saúde e bem-estar pessoais que se sente serem negligenciados.
Muitas vezes com Quíron na casa seis a pessoa devota-se aos deveres e tarefas quotidianas com uma aplicação demasiado excessiva e conformista, principalmente na área do trabalho, sacrificando-se em nome duma eficiência ou duma perfeição que parece nunca alcançar.
A falta de reconhecimento (por parte dos superiores hierárquicos ou, no passado, pelos pais) do esforço despendido é uma das origens do problema de Quíron nesta casa.
Quando o problema é integrado positivamente na vida da pessoa há toda uma sabedoria em lidar com a saúde, com a organização do trabalho e das tarefas diárias, com os abastecimentos de bens e recursos, que será de grande valia para reorganizar e aperfeiçoar métodos de produtividade e para curar e tratar de pessoas que são vítimas de doenças e de outros problemas materiais, físicos, emocionais ou psicológicos que afectam as suas vidas.
O lado prático dos cuidados de saúde são aqui acentuados, mas será o papel do enfermeiro, por exemplo, a encontrar uma maior expressão prática e não tanto o do médico.

Casa 7
É muito provável que a pessoa tenha grandes dificuldades em concretizar relacionamentos de forma saudável e satisfatória ou passe por situações de sacrifício e de sofrimento através do parceiro.
Duma forma ou doutra, o sofrimento poderá estar bem presente na área dos relacionamentos e das parcerias e associações e reactivar feridas profundas cuja origem se perde na infância, mas que desembocam no contacto com os outros com quem se estabelecem contactos, acordos e contractos.
Por vezes, parece haver a dor da solidão, com uma timidez inibidora como resultado duma sensação de incapacidade, real ou imaginada, em se conseguir estabelecer parcerias, sejam elas afectivas, de amizade ou de negócios, ou então, numa grande dificuldade em se conseguir «existir» fora dum relacionamento e do suporte do parceiro.
Outras vezes experimenta-se o sofrimento dum relacionamento complicado e destrutivo, onde se confronta, na forma do parceiro, os males e as dores pessoais rejeitadas e reprimidas na obscuridade do subconsciente.
Outras ainda, é através da separação/divórcio que a ferida de Quíron é activada, com consequentes retraimentos e distanciamentos face a novas relações, mas também com recordações negativas e ressentimentos a serem levados para os novos relacionamentos e a serem projectados nos parceiros.
É comum haver alguma dificuldade em se afirmar perante o parceiro ou se diferenciar dele, pois tudo o que seja vontade própria e não harmónica com os outros poderá ser bastante complicado de assumir.
O que não implica que, da parte dos parceiros, dos amigos, sócios ou associados, não se possa sentir mais discórdia e conflito do que concórdia ou harmonia.
É a secundarização e minimização da pessoa face ao parceiro.
É a sensação de falta de afectos e de reconhecimento ou a violência que parecem minar os relacionamentos.
Com Quíron nesta casa a pessoa, ou o seu parceiro, podem assumir o papel de mestre ou guia no relacionamento, indicando, conscientemente ou não, o caminho para se lidar com as feridas que assim são expostas.
As áreas do aconselhamento psicológico ou relacional também podem ser uma saída bastante viável e valorizadora para alguém com esta posição, e que aprendeu muito sobre a importância e potencialidades, mas também fragilidades, que se materializam quando alguém se afasta de si mesmo para descobrir a realidade diferente que é o outro, um ser individual e distinto, que existe para além dos conceitos e ideias que se possam ter e fazer.
É a oportunidade para ensinar como conciliar a individualidade com a aceitação e reconhecimento da individualidade do parceiro. É a possibilidade de se expressar uma outra individualidade para além daquela que é representada pela casa Um.

Casa 8
O mundo dos recursos materiais, emocionais, sexuais e afectivos envolvidos nos relacionamentos conjugais ou os recursos financeiros e materiais desenvolvidos e afectados na actividade profissional e nas parcerias de negócios assumem uma grande importância com esta posição de Quíron.
A pessoa poderá sentir uma grande dificuldade em conseguir obter ou partilhar bens, valores e apoios materiais ou não com os parceiros. Não raras vezes, pode sentir-se muito pouco realizado nas associações e nos relacionamentos que forma, desenvolvendo-se um sentimento de insatisfação profundo.
Outras vezes, a dificuldade surge na incapacidade de conseguir estabelecer relacionamentos ou parcerias que sejam concretizadoras e cooperativas ou onde exista um grande envolvimento e intimidade.
A identidade e a vida sexual podem ser um ponto susceptível com Quíron na Casa Oito. A rejeição, um sentimento de insuficiência ou de inadequação ou uma marca crónica psicológica ou física, por exemplo, podem determinar uma grande dificuldade em se relacionar sexual e afectivamente.
Por vezes podem verificar-se conflitos, que parecem intransponíveis, entre os impulsos espirituais e a vivência mais desinibida da sexualidade.
utras vezes parece haver uma incompatibilidade entre os desejos da pessoa e os desejos do cônjuge, gerando uma sensação de infelicidade conjugal que corrói todas as boas intenções.
Por vezes, esta posição pode levar a que se encare o suicídio como uma forma alternativa para acabar a vida de forma pacífica ou planeada.
Outras vezes, procura-se encontrar uma solução existencial para o sofrimento, mantendo-o presente e procurando uma saída transcendente.
No entanto, qualquer que seja a solução dada, há sempre uma experiência profundamente sentida sobre a morte e sobre a realidade para além da vida terrena.
Pode ser sinal duma grande sensibilidade ao Além e às suas manifestações.
Quando encarada de forma positiva Quíron na casa Oito pode permitir uma grande compreensão sobre os mistérios da vida e da morte, o mundo da psicologia e da mente bem como sobre o mundo relacional e as suas interacções profundas, que poderá ser bem aproveitado na área do aconselhamento e da ajuda.
Está ao seu alcance uma noção mais profunda do sofrimento que a humanidade carrega ao longo dos tempos nestas áreas bem como das possibilidades do mesmo ser atenuado e revertido em sabedoria e crescimento.

Casa 9
A ferida de Quíron é projectada na área da religiosidade e da aderência às visões e crenças colectivas.
Pode haver uma sensação de separação e rejeição do mundo religioso e ideológico convencional, mas também uma adesão fanática e obstinada a crenças dogmáticas como forma de ultrapassar o sentido de inadequação.
Com esta posição é preciso fazer-se uma reavaliação dos sentimentos pessoais face à cultura e aos conceitos que a sociedade veicula, e por vezes, saber ultrapassar conceitos, ideologias, leis ou normas em vigor que promovam a discriminação e a rejeição dos valores pessoais, como se a pessoa transportasse consigo um estigma social.
Algumas vezes pode-se aderir a ideias que reneguem ou não enquadrem o próprio sofrimento, mas isso apenas é uma disfarçar um problema que exige uma solução criativa para se tratar as próprias feridas.
Algumas vezes o estrangeiro e os ambientes distantes e diferentes do habitual, bem como estrangeiros e forasteiros, poderão constituir uma fonte de problemas e de vulnerabilidades.
O convívio com a família do cônjuge também poderá não ser dos melhores, estando sujeito a muitas vicissitudes e sentimentos de rejeição ou de indiferença.
A pessoa pode sentir-se mal acolhida ou aceite em quaisquer locais ou ambientes que não os seus habituais.
Com Quíron na casa nove são, por vezes, as feridas profundas psicológicas ou físicas que se tornam o veículo para uma grande mudança nas concepções filosóficas e religiosas pessoais.
É, assumindo os condicionamentos impostos pela própria incapacidade física, ferida emocional ou sofrimento anímico que se descobre uma nova realidade, abrindo-se caminho para se tornar um divulgador de novos paradigmas e novas ideias que ajudem os outros a ultrapassarem os seus próprios problemas.

Casa 10
Com Quíron na casa dez o papel de curador simbolizado por este astro adquire uma importância profissional mais concreta, pois muito provavelmente a pessoa irá abraçar uma carreira de terapeuta movida pela própria acção de Quíron, no entanto, também está associado a esta posição algumas dificuldades intrínsecas nessa mesma carreira, pois a mesma poderá não ser pacificamente aceite pela própria pessoa, com algum desconforto ou indefinição na sua concretização, ou pela sociedade que não garante um reconhecimento e um apoio inquestionável à mesma.
Quantas vezes não será a pessoa o exemplo vivo de conflitos entre paradigmas e abordagens profissionais distintas?
A forma como lida e se movimenta no mundo profissional e social e como encara o poder, o prestígio e o êxito aí obtidos reflectem e activam a ferida da rejeição e o sentimento de incapacidade e de fragilidade bem vivos e actuantes na pessoa.
O contributo pessoal dado ao mundo e a forma como a pessoa se procura inserir na sociedade é fonte de problemas e grandes dúvidas.
A vocação torna-se motivo de dificuldades e de grandes incertezas ou vítima da impossibilidades de sua concretização.
Em alguns casos a pessoa pode mesmo rejeitar completamente a vida profissional submergida em dores profundas que a impedem de contribuir de forma normal para a comunidade.
O fracasso, sentido internamente ou condicionado pelo próprio exterior, parecem marcar a sua vida profissional.
É muito provável que sinta uma grande dificuldade em se adaptar aos valores convencionais e perseguir uma carreira normal.
A relação com figuras de autoridade profissionais, os chefes, superiores hierárquicos, os patrões são muito perturbadoras e geradoras de sentimentos de impotência e de vulnerabilidade; a pessoa pode sentir que as suas visões são rejeitadas e a sua autoridade pessoal contrariada.
O desemprego ou a ausência duma vida profissional definida podem ser devastadores para uma pessoa com Quíron na casa dez.
Por vezes, é a própria pessoa que afasta a possibilidade de conquistar uma posição de prestígio, preferindo auto-anular-se e afastar-se de qualquer posição de destaque; outras vezes, para compensar a fragilidade interior, a pessoa pode, à custa da sua realização e vocação, seguir uma actividade profissional convencional e apagada, se bem que livre de desafios e competições.
Quando Quíron leva a pessoa a trabalhar na área do aconselhamento vocacional, por exemplo, poderá derramar muitas das suas benesses através da sabedoria que facilita a ajuda a outras pessoas, contudo, mesmo nesta situação convém evitar-se que as frustrações pessoais possam condicionar a actividade profissional, levando a que o profissional com Quíron nesta casa imponha directrizes aos clientes que ele próprio recusou ou se sentiu incapaz de concretizar.

Casa 11
Na casa onze revela-se o envolvimento social que vai para além da profissão (mesmo que esteja baseado e seja influenciado por esta), e o encontro produtivo entre as metas pessoais e os desejos e objectivos colectivos. É onde se observa a reunião das pessoas com os mesmos objectivos sociais e a mesma mentalidade ou interesses.
Quando Quíron ocupa esta casa serão estes assuntos referidos que serão «contaminados» pelos sentimentos de vulnerabilidade e pelas feridas de rejeição e incapacidade e de inadequação que Quíron simboliza.
Não será de estranhar que o medo de ser rejeitado e ver as suas propostas desprezadas seja grande e possa levar uma pessoa a desistir de participar activamente nos diferentes grupos a que deseja pertencer ou em que deveria participar.
Por vezes, até se integra em actividades sociais mas sente-se preterida e a sua colaboração minimizada ou mesmo desprezada pelos seus pares.
A sensação de discriminação e de alienação social, como se transportasse algo que a impedisse de se reunir aos seus semelhantes, pode ser muito grande, condenando-a a um isolamento doloroso e bloqueador da sua contribuição para o mundo.
Pode também, como defesa, fazer-se a opção de seguir uma linha convencional e conformista, abdicando da individualidade mental para se seguir passivamente uma orientação colectiva e perdendo-se o carácter renovador e criativo que está subjacente à casa onze, ganhando-se apenas uma pálida participação que não sustenta nenhum crescimento real quer da pessoa quer do grupo.
É como se se passasse a ser mais um no grande rebanho inerte que se observa em alguns grupos e colectividades.
Será mais vantajoso a uma pessoa com Quíron na casa onze associar-se a grupos onde o espírito positivo de Quíron esteja actuante, como por exemplo, em grupos ou associações vocacionados para a cura das muitas maleitas sociais e pessoais ou onde se desenvolva o ensino de processos curativos e diminuidores do sofrimento e da discriminação social.
Quantas vezes o sofrimento pessoal não impele algumas pessoas a procurarem contribuir para a sua eliminação ou redução no mundo?

Casa 12
Quando Quíron está situado na casa doze é o isolamento, as tribulações e as incapacidades que deixam a pessoa impotente perante a vida e o mundo, que se tornam a fonte dos problemas e que determinam uma dificuldade em se encontrar e definir uma individualidade e uma direcção pessoal para a vida.
Por vezes, parece que tudo conspira para a desgraça pessoal, a começar pelo seu próprio inconsciente.
Experiências passadas em hospitais, prisões e outras instituições onde a vontade humana é esquecida e a identidade é reprimida também poderão estar na origem do sofrimento associado a Quíron.
Algumas vezes são defeitos pessoais, profundamente instalados e inviabilizadores do crescimento anímico, os verdadeiros inimigos ocultos e as grandes prisões em que a pessoa se auto-limita e invalida.
No entanto, também não são incomuns as situações de ilusão e auto-engano, nomeadamente na área das experiências e do conhecimento espiritual, muitas vezes resultado de uma grande receptividade a ilusões e manipulações, podendo estas adquirir um tom desproporcionado e inflacionário.
Quantas vezes não se encontra no mártir uma pseudo-grandeza espiritual?
Quantas vezes o orgulho e o complexo de superioridade não se ocultam por detrás de grandes altruísmos e sacrifícios espirituais?
O orgulho de se ser humilde é a forma mais subtil de degeneração de quem já não cai em armadilhas materiais e primariamente egoístas.
E o que dizer da tentação de se sacrificar para salvar alguém em particular, ou salvar um grupo, ou mesmo o mundo?
Outras vezes ainda, a pessoa abandona voluntariamente o mundo e as suas actividades para cuidar da sua salvação espiritual, esquecendo a importância do contacto e da actividade altruísta para a verdadeira espiritualidade.
Por vezes, Quíron na casa doze indica uma escolha errada no caminho espiritual feita anteriormente e que agora precisa ser corrigida!
Num sentido positivo, Quíron na casa doze reflecte uma grande sensibilidade para com o sofrimento e uma grande atenção para com os problemas colectivos pouco noticiados, senão mesmo ocultos.
Esta posição pode gerar terapeutas, curadores e reformadores que procuram no inconsciente colectivo as forças e as soluções para se ultrapassarem os problemas crónicos da humanidade. Muitos deles trabalham longe das atenções do público.
Com esta posição de Quíron, a pessoa pode assumir uma posição desapegada e totalmente despojada perante a vida e os seus mistérios, mas duma forma consciente e criativa, procurando ultrapassar as limitações e queimando os seus próprios sofrimentos e complexos cristalizados na pira da auto-renúncia doadora e da actuação espiritual e regeneradora de si e dos outros.

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23 de novembro de 2007

Quiron nas Casas


O texto a seguir foi extraído do livro “Astrologia, os Planetas e as 12 Casas”, de Pedro Ventura, publicado pela Angelorum-Novalis

Casa 1
A sensação ou a experiência duma fragilidade inerente à própria realidade física e pessoal, que abrange também a dificuldade numa afirmação pessoal perante a vida, o ambiente e novas situações.
A autonomia pessoal face ao exterior é sentida como insuficiente.
Pode dominar a insegurança, a sensação de inadequação e a desvantagem perante o mundo; a pessoa sente-se pequena, inibida, oca, com uma falta de consistência interior que suporte uma investida e uma afirmação pessoal.
O corpo físico pode ser alvo de sensações ou de características incomodativas, podendo levar a pessoa a sentir-se desajustada ou inferior aos outros.
O mundo físico pode ser sentido como hostil e estranho, fonte de dor e sofrimento.
Para compensar, algumas pessoas desenvolvem comportamentos agressivos, desafiantes, violentos mesmo, como forma de procurarem impor o seu território e a sua individualidade, e de tentarem ultrapassar os receios e as insuficiências interiores. Por vezes, rejeitam mesmo qualquer expressão de insuficiência.
Outras abandonam-se às sensações de impotência, derrotistas, incapazes de dar início a uma nova vida, não conseguindo ultrapassar as feridas iniciais e sendo arrastados por atitudes autodestrutivas e autocomplacentes.
Mas se encarado de forma positiva, esta posição de Quíron pode levar uma pessoa a experimentar um conhecimento mais profundo da essência da identidade pessoal, nomeadamente a corporal, e a tomar consciência da realidade que é mundo físico e material, além de adquirir uma outra visão da sua interioridade pessoal e das suas capacidades e riquezas inerentes.
O caminho para a libertação (e aceitação) pessoal passa, muitas vezes, pelo contacto com outras pessoas (igualmente vulneráveis, disfuncionais em termos físicos ou com dificuldades no contacto com o mundo), e pelo trabalho com elas, ajudando-as a ultrapassarem ou a assumirem os seus problemas e a descobrirem-se e desenvolverem-se enquanto indivíduos distintos.

Casa 2
O mundo dos recursos materiais e das disponibilidades financeiras ou da capacidade de utilizar os bens e capacidades pessoais é sentido e experimentado com fragilidade e de forma insegura.
Pode-lhe ser difícil assegurar uma estabilidade e abundância material ao longo da vida, ou pelo menos em certos momentos, podendo sentir que os seus recursos são muitas vezes insuficientes para poder fruir da vida e dos seus prazeres de forma gratificante; por vezes a existência começou marcada pelas dificuldades.
Dentro duma pessoa com Quíron na casa dois habita uma sensação de inadequação e de desvantagem perante o mundo e as suas riquezas, como se lhe fosse interdito gerar riqueza e/ou aplicá-la.
Por compensação, pode rejeitar a vida material e os seus prazeres, podendo mesmo abominar o dinheiro e o que ele pode comprar, renunciando ao prazer e à alegria que a vida nos pode dar através das coisas e dos sentidos.
O mundo material passa a ser sentido como hostil e estranho, fonte de dor e sofrimento, do qual se procura afastar, repudiando-o e menosprezado-o. Mas em certos casos, não faz mais do que aprofundar a sensação de impotência perante a vida e as suas possibilidades materiais.
Há quem, assumindo uma atitude derrotista, se entregue ao sentimento de incapacidade, ficando impedido de trabalhar a situação existente e alcançar uma nova visão da matéria e dos seus benefícios.
Mas também pode procurar aferrar-se ao que consegue economizar, caindo numa avareza mesquinha e pouco benéfica ou tornando-se materialista, mas fazendo sempre pouco para usar de forma expansiva e evoluída os recursos materiais e as suas próprias capacidades interiores. É marca da pessoa a defender um território pessoal que, na realidade, está enferrujado ou cheio de cardos.
Se encarado de forma positiva, esta posição de Quíron pode levar uma pessoa a experimentar um conhecimento mais profundo da essência da vida material, nomeadamente a financeira, e a tomar consciência da verdadeira realidade e desafio que é mundo físico e material, além de adquirir uma outra visão das suas próprias capacidades para se envolver na própria transformação, aproveitamento e fruição das riquezas existentes.
O caminho para a libertação (e aceitação) pessoal passa, muitas vezes, pelo contacto com outras pessoas, igualmente vulneráveis e arredadas da riqueza material e do conforto físico, ou, muitas vezes, por ajudar terceiros a desenvolverem as suas ligações à matéria e a saberem gerir os recursos e os bens internos e externos.
Com Quíron na Casa dois pode mesmo transcender as limitações materiais, tornando-se um exemplo para o mundo como alguém que ousou defrontar as insuficiências pessoais e vencer, sabendo extrair o melhor e mais criativo que os recursos materiais podem proporcionar.
A realidade material é uma das bases mais importantes sobre as quais a inteligência e o engenho humanos podem trabalhar, edificando novos mundos, dando consistência a novas realidades e aperfeiçoando novas formas de sentir e experimentar a beleza do mundo e o prazer da matéria.

Casa 3
Com Quíron na casa três serão os contactos com o meio familiar e o ambiente habitual e próximo que serão objecto das preocupações e dos sentimentos de rejeição e incapacidade tão presentes na expressão de Quíron.
Poderão ser afectadas a comunicação (os seus meios, fontes e locais), as trocas de ideias e as deslocações e visitas; mas também as pessoas do meio com que se fala e troca impressões quotidianamente (ou quase): os irmãos, mas também primos e tios (se viverem perto), os vizinhos e os colegas, ou quaisquer pessoas que se encontrem ligadas às actividades de comunicação, aprendizagem e divulgação de informações e conhecimentos.
Poderá ser a doença dum irmão, ou a sua forte ausência, a serem o motivo da dor interior, mas também poderá ser um grave conflito com os irmãos a determinar a ferida pessoal, quantas vezes como resultado de favoritismos por parte dos pais a um dos irmãos.
Poderão ser os anos de escola, em que experimentou o isolamento, a discriminação, a rejeição da sua pessoa e do que veiculava.
As dificuldades de aprendizagem podem também ter contribuído para se sentir incompetente e diminuído perante os outros.
Poderá ser a forma como fala ou expressa as suas opiniões, que seja a origem dos problemas; podem mesmo haver deficiências físicas ou doenças que compliquem a comunicação; poderá também ter dificuldades em conceber as suas próprias ideias, limitando-se, inibitoriamente, a veicular ideias alheias, como se temesse a rejeição pelo exterior dos seus pensamentos.
Outras vezes há uma grande diferença entre as opiniões pessoais e as habituais no seu ambiente, o que gera atritos e uma sensação de rejeição e de desfasamento.
A timidez é muito vulgar com esta posição de Quíron.
Mas também há quem seja afectado pelo excesso arrogante com que valoriza as suas próprias ideias e conceitos ou o mundo das ideias, como se procurasse através da ênfase combativa contrariar a ferida profunda que sente no seu interior.
A divulgação de ideias para se ultrapassarem os problema e a ferida dolorosa que se sente, partilhando e divulgando o que se aprendeu e sentiu, por vezes com recurso a livros ou a outros meios de informação mais vastos e rápidos, é uma saída criativa para uma pessoa com Quíron na casa três.
Através da comunicação das suas próprias dores a quem também as entende e sente, poderá ser dado um passo valioso na cicatrização da ferida de Quíron.

Casa 4
A vida familiar em casa dos pais e a vida doméstica criada pelo próprio são o alvo da acção de Quíron, reflectindo o sentimento de rejeição ou de incapacidade para conseguir estabelecer e viver uma vida familiar segura, tranquila, apoiante e reconfortante.
A pessoa pode ter perdido os pais ou ter sido afastado deles durante a infância, a paternidade e a vida doméstica podem estar estreitamente ligados ao sofrimento.
Um dos pais pode ser desconhecido ou ter desaparecido antes da pessoa ter dele recordações.
O passado e as suas raízes (comunitárias ou étnicas) também poderão ser motivo de grande dor e dum sentimento de rejeição ou de incapacidade profundos.
Pode ter havido um afastamento da terra natal de forma muito dolorosa, deixando para trás uma história e uma cultura.
Pode ter havido uma grande falta de cuidados, de carinho e de atenção; pode mesmo ter faltado a noção de importância que se deveria sentir no seio da família, não sendo de admirar que possa haver uma grande dificuldade em constituir um lar agradável e seguro para começar uma nova vida familiar, como se pessoa sentisse um grande receio de reviver tudo de novo.
Mas, por vezes, como forma de compensar as deficiências sentidas, a pessoa pode procurar constituir um lar tão perfeito que provoca sofrimento nos demais, controlando todas as actividades e expressões afectivas segundo um ideal irrealista.
Um patriotismo exacerbado também pode não ser incomum com Quíron na casa quatro, bem como um grande tradicionalismo, por vezes rígido demais, procurando apenas satisfazer artificialmente algo que não tem consistência: uma base ancestral e pessoal.
Com Quíron na casa quatro a vida parece pedir que se ultrapassem as dores do passado e os sentimentos de inadequação e de rejeição para se poder estruturar uma nova dimensão pessoal com novas estruturas e valores. Por vezes, pessoas com este posicionamento voluntariam-se para ajudar quem não tenha família ou lar ou que foi abusada, violentada ou negligenciada pelos pais.

Casa 5
Filhos, romances e actividades criativas e recreativas são as áreas da vida que serão contaminadas pelos sentimentos de incapacidade, rejeição ou incompetência característicos de Quíron.
A pessoa pode transportar no seu interior uma ferida emocional que perturba a sua capacidade criativa e afecta as suas expressões afectivas e maternais.
É alguém que recua perante a possibilidade de exteriorizar o seu poder gerador.
Os filhos podem ser fonte de angústias, pela sua ausência, por problemas que lhes sejam inerentes ou por uma sensação de não se ser bom pai ou mãe.
Por vezes, parece que os filhos rejeitam ou são indiferentes aos esforços parentais para lhes proporcionarem boas condições materiais, emocionais e psicológicas.
Pode ter uma grande timidez que bloqueia a sua vida amorosa, mas também pode escolher parceiros que trarão problemas à sua autoconfiança sentimental e à sua criatividade.
As obras artesanais, artísticas, literárias, etc., que a pessoa leva a termo podem ser minimizadas e até objecto de menosprezo pelo exterior.
É normal experimentar-se um sentimento de fraca qualidade das obras pessoais ou de se expor ao ridículo através das mesmas, mesmo que isso seja apenas fruto da sua imaginação.
Não será raro o caso em que há uma grande timidez perante o público ou os admiradores das criações pessoais, ou que a pessoa se auto-iniba perdida em conflitos interiores.
Um sentimento de culpa poderá inviabilizar, por exemplo, as actividades lúdicas e os passatempos, havendo alguma dificuldade em relaxar e deleitar-se com as próprias qualidades e possibilidades recreativas.
É grande a dificuldade em actuar de forma solta e desinibida, explorando as suas potencialidades pessoais.
Pessoas com Quíron na casa cinco podem ser levadas a ajudar crianças e jovens com dificuldades ou a colaborarem, como terapeutas ou monitores, em actividades artísticas enquadrados em processos de cura psicológica, como arte-terapia.
Quantas vezes, não se descobre um artista, que foi obrigado a afastar-se por um acidente, por exemplo, a realizar-se ajudando artistas iniciantes ou dando aulas sobre expressão artística.
Contribuir através do ensino para que outros possam ter aquilo que foi negado é um caminho saudável para um Quíron na casa cinco.
Esta posição de Quíron dá a oportunidade da pessoa reconhecer a sua ferida pessoal e torná-la uma razão para se expressar criativamente ou para ajudar os outros a ultrapassarem as suas feridas.

Casa 6
Com Quíron na casa da actividade e das responsabilidades diárias, da manutenção e gestão das tarefas quotidianas — que permitem manter funcional e regulado não só o corpo físico, mas também a empresa ou a actividade profissional onde se ganha o sustento, a casa e a vida de todos os que estão dependentes — será muito provável que se experimente uma difícil adaptação a todas essas exigências, rotinas e serviços ou se consiga sentir a satisfação do dever cumprido e de tudo estar a funcionar como deve ser.
Algumas vezes é pela existência de doenças, por falhas de organização, por falta de provisões e recursos ou por falta de persistência e de empenho, por exemplo, que se verificam os problemas em dar uma continuidade responsável e diligente aos cuidados e deveres quotidianos, mas outras vezes, é no exagero sobrecompensador que se encontra a base do problema.
A hipocondria e a preocupação com dietas e o exercício físico, por exemplo, não serão raras com esta posição de Quíron, muitas vezes resultado dum esforço excessivo em procurar ultrapassar as sensações de incapacidade face aos cuidados de saúde e bem-estar pessoais que se sente serem negligenciados.
Muitas vezes com Quíron na casa seis a pessoa devota-se aos deveres e tarefas quotidianas com uma aplicação demasiado excessiva e conformista, principalmente na área do trabalho, sacrificando-se em nome duma eficiência ou duma perfeição que parece nunca alcançar.
A falta de reconhecimento (por parte dos superiores hierárquicos ou, no passado, pelos pais) do esforço despendido é uma das origens do problema de Quíron nesta casa.
Quando o problema é integrado positivamente na vida da pessoa há toda uma sabedoria em lidar com a saúde, com a organização do trabalho e das tarefas diárias, com os abastecimentos de bens e recursos, que será de grande valia para reorganizar e aperfeiçoar métodos de produtividade e para curar e tratar de pessoas que são vítimas de doenças e de outros problemas materiais, físicos, emocionais ou psicológicos que afectam as suas vidas.
O lado prático dos cuidados de saúde são aqui acentuados, mas será o papel do enfermeiro, por exemplo, a encontrar uma maior expressão prática e não tanto o do médico.

Casa 7
É muito provável que a pessoa tenha grandes dificuldades em concretizar relacionamentos de forma saudável e satisfatória ou passe por situações de sacrifício e de sofrimento através do parceiro.
Duma forma ou doutra, o sofrimento poderá estar bem presente na área dos relacionamentos e das parcerias e associações e reactivar feridas profundas cuja origem se perde na infância, mas que desembocam no contacto com os outros com quem se estabelecem contactos, acordos e contractos.
Por vezes, parece haver a dor da solidão, com uma timidez inibidora como resultado duma sensação de incapacidade, real ou imaginada, em se conseguir estabelecer parcerias, sejam elas afectivas, de amizade ou de negócios, ou então, numa grande dificuldade em se conseguir «existir» fora dum relacionamento e do suporte do parceiro.
Outras vezes experimenta-se o sofrimento dum relacionamento complicado e destrutivo, onde se confronta, na forma do parceiro, os males e as dores pessoais rejeitadas e reprimidas na obscuridade do subconsciente.
Outras ainda, é através da separação/divórcio que a ferida de Quíron é activada, com consequentes retraimentos e distanciamentos face a novas relações, mas também com recordações negativas e ressentimentos a serem levados para os novos relacionamentos e a serem projectados nos parceiros.
É comum haver alguma dificuldade em se afirmar perante o parceiro ou se diferenciar dele, pois tudo o que seja vontade própria e não harmónica com os outros poderá ser bastante complicado de assumir.
O que não implica que, da parte dos parceiros, dos amigos, sócios ou associados, não se possa sentir mais discórdia e conflito do que concórdia ou harmonia.
É a secundarização e minimização da pessoa face ao parceiro.
É a sensação de falta de afectos e de reconhecimento ou a violência que parecem minar os relacionamentos.
Com Quíron nesta casa a pessoa, ou o seu parceiro, podem assumir o papel de mestre ou guia no relacionamento, indicando, conscientemente ou não, o caminho para se lidar com as feridas que assim são expostas.
As áreas do aconselhamento psicológico ou relacional também podem ser uma saída bastante viável e valorizadora para alguém com esta posição, e que aprendeu muito sobre a importância e potencialidades, mas também fragilidades, que se materializam quando alguém se afasta de si mesmo para descobrir a realidade diferente que é o outro, um ser individual e distinto, que existe para além dos conceitos e ideias que se possam ter e fazer.
É a oportunidade para ensinar como conciliar a individualidade com a aceitação e reconhecimento da individualidade do parceiro. É a possibilidade de se expressar uma outra individualidade para além daquela que é representada pela casa Um.

Casa 8
O mundo dos recursos materiais, emocionais, sexuais e afectivos envolvidos nos relacionamentos conjugais ou os recursos financeiros e materiais desenvolvidos e afectados na actividade profissional e nas parcerias de negócios assumem uma grande importância com esta posição de Quíron.
A pessoa poderá sentir uma grande dificuldade em conseguir obter ou partilhar bens, valores e apoios materiais ou não com os parceiros. Não raras vezes, pode sentir-se muito pouco realizado nas associações e nos relacionamentos que forma, desenvolvendo-se um sentimento de insatisfação profundo.
Outras vezes, a dificuldade surge na incapacidade de conseguir estabelecer relacionamentos ou parcerias que sejam concretizadoras e cooperativas ou onde exista um grande envolvimento e intimidade.
A identidade e a vida sexual podem ser um ponto susceptível com Quíron na Casa Oito. A rejeição, um sentimento de insuficiência ou de inadequação ou uma marca crónica psicológica ou física, por exemplo, podem determinar uma grande dificuldade em se relacionar sexual e afectivamente.
Por vezes podem verificar-se conflitos, que parecem intransponíveis, entre os impulsos espirituais e a vivência mais desinibida da sexualidade.
utras vezes parece haver uma incompatibilidade entre os desejos da pessoa e os desejos do cônjuge, gerando uma sensação de infelicidade conjugal que corrói todas as boas intenções.
Por vezes, esta posição pode levar a que se encare o suicídio como uma forma alternativa para acabar a vida de forma pacífica ou planeada.
Outras vezes, procura-se encontrar uma solução existencial para o sofrimento, mantendo-o presente e procurando uma saída transcendente.
No entanto, qualquer que seja a solução dada, há sempre uma experiência profundamente sentida sobre a morte e sobre a realidade para além da vida terrena.
Pode ser sinal duma grande sensibilidade ao Além e às suas manifestações.
Quando encarada de forma positiva Quíron na casa Oito pode permitir uma grande compreensão sobre os mistérios da vida e da morte, o mundo da psicologia e da mente bem como sobre o mundo relacional e as suas interacções profundas, que poderá ser bem aproveitado na área do aconselhamento e da ajuda.
Está ao seu alcance uma noção mais profunda do sofrimento que a humanidade carrega ao longo dos tempos nestas áreas bem como das possibilidades do mesmo ser atenuado e revertido em sabedoria e crescimento.

Casa 9
A ferida de Quíron é projectada na área da religiosidade e da aderência às visões e crenças colectivas.
Pode haver uma sensação de separação e rejeição do mundo religioso e ideológico convencional, mas também uma adesão fanática e obstinada a crenças dogmáticas como forma de ultrapassar o sentido de inadequação.
Com esta posição é preciso fazer-se uma reavaliação dos sentimentos pessoais face à cultura e aos conceitos que a sociedade veicula, e por vezes, saber ultrapassar conceitos, ideologias, leis ou normas em vigor que promovam a discriminação e a rejeição dos valores pessoais, como se a pessoa transportasse consigo um estigma social.
Algumas vezes pode-se aderir a ideias que reneguem ou não enquadrem o próprio sofrimento, mas isso apenas é uma disfarçar um problema que exige uma solução criativa para se tratar as próprias feridas.
Algumas vezes o estrangeiro e os ambientes distantes e diferentes do habitual, bem como estrangeiros e forasteiros, poderão constituir uma fonte de problemas e de vulnerabilidades.
O convívio com a família do cônjuge também poderá não ser dos melhores, estando sujeito a muitas vicissitudes e sentimentos de rejeição ou de indiferença.
A pessoa pode sentir-se mal acolhida ou aceite em quaisquer locais ou ambientes que não os seus habituais.
Com Quíron na casa nove são, por vezes, as feridas profundas psicológicas ou físicas que se tornam o veículo para uma grande mudança nas concepções filosóficas e religiosas pessoais.
É, assumindo os condicionamentos impostos pela própria incapacidade física, ferida emocional ou sofrimento anímico que se descobre uma nova realidade, abrindo-se caminho para se tornar um divulgador de novos paradigmas e novas ideias que ajudem os outros a ultrapassarem os seus próprios problemas.

Casa 10
Com Quíron na casa dez o papel de curador simbolizado por este astro adquire uma importância profissional mais concreta, pois muito provavelmente a pessoa irá abraçar uma carreira de terapeuta movida pela própria acção de Quíron, no entanto, também está associado a esta posição algumas dificuldades intrínsecas nessa mesma carreira, pois a mesma poderá não ser pacificamente aceite pela própria pessoa, com algum desconforto ou indefinição na sua concretização, ou pela sociedade que não garante um reconhecimento e um apoio inquestionável à mesma.
Quantas vezes não será a pessoa o exemplo vivo de conflitos entre paradigmas e abordagens profissionais distintas?
A forma como lida e se movimenta no mundo profissional e social e como encara o poder, o prestígio e o êxito aí obtidos reflectem e activam a ferida da rejeição e o sentimento de incapacidade e de fragilidade bem vivos e actuantes na pessoa.
O contributo pessoal dado ao mundo e a forma como a pessoa se procura inserir na sociedade é fonte de problemas e grandes dúvidas.
A vocação torna-se motivo de dificuldades e de grandes incertezas ou vítima da impossibilidades de sua concretização.
Em alguns casos a pessoa pode mesmo rejeitar completamente a vida profissional submergida em dores profundas que a impedem de contribuir de forma normal para a comunidade.
O fracasso, sentido internamente ou condicionado pelo próprio exterior, parecem marcar a sua vida profissional.
É muito provável que sinta uma grande dificuldade em se adaptar aos valores convencionais e perseguir uma carreira normal.
A relação com figuras de autoridade profissionais, os chefes, superiores hierárquicos, os patrões são muito perturbadoras e geradoras de sentimentos de impotência e de vulnerabilidade; a pessoa pode sentir que as suas visões são rejeitadas e a sua autoridade pessoal contrariada.
O desemprego ou a ausência duma vida profissional definida podem ser devastadores para uma pessoa com Quíron na casa dez.
Por vezes, é a própria pessoa que afasta a possibilidade de conquistar uma posição de prestígio, preferindo auto-anular-se e afastar-se de qualquer posição de destaque; outras vezes, para compensar a fragilidade interior, a pessoa pode, à custa da sua realização e vocação, seguir uma actividade profissional convencional e apagada, se bem que livre de desafios e competições.
Quando Quíron leva a pessoa a trabalhar na área do aconselhamento vocacional, por exemplo, poderá derramar muitas das suas benesses através da sabedoria que facilita a ajuda a outras pessoas, contudo, mesmo nesta situação convém evitar-se que as frustrações pessoais possam condicionar a actividade profissional, levando a que o profissional com Quíron nesta casa imponha directrizes aos clientes que ele próprio recusou ou se sentiu incapaz de concretizar.

Casa 11
Na casa onze revela-se o envolvimento social que vai para além da profissão (mesmo que esteja baseado e seja influenciado por esta), e o encontro produtivo entre as metas pessoais e os desejos e objectivos colectivos. É onde se observa a reunião das pessoas com os mesmos objectivos sociais e a mesma mentalidade ou interesses.
Quando Quíron ocupa esta casa serão estes assuntos referidos que serão «contaminados» pelos sentimentos de vulnerabilidade e pelas feridas de rejeição e incapacidade e de inadequação que Quíron simboliza.
Não será de estranhar que o medo de ser rejeitado e ver as suas propostas desprezadas seja grande e possa levar uma pessoa a desistir de participar activamente nos diferentes grupos a que deseja pertencer ou em que deveria participar.
Por vezes, até se integra em actividades sociais mas sente-se preterida e a sua colaboração minimizada ou mesmo desprezada pelos seus pares.
A sensação de discriminação e de alienação social, como se transportasse algo que a impedisse de se reunir aos seus semelhantes, pode ser muito grande, condenando-a a um isolamento doloroso e bloqueador da sua contribuição para o mundo.
Pode também, como defesa, fazer-se a opção de seguir uma linha convencional e conformista, abdicando da individualidade mental para se seguir passivamente uma orientação colectiva e perdendo-se o carácter renovador e criativo que está subjacente à casa onze, ganhando-se apenas uma pálida participação que não sustenta nenhum crescimento real quer da pessoa quer do grupo.
É como se se passasse a ser mais um no grande rebanho inerte que se observa em alguns grupos e colectividades.
Será mais vantajoso a uma pessoa com Quíron na casa onze associar-se a grupos onde o espírito positivo de Quíron esteja actuante, como por exemplo, em grupos ou associações vocacionados para a cura das muitas maleitas sociais e pessoais ou onde se desenvolva o ensino de processos curativos e diminuidores do sofrimento e da discriminação social.
Quantas vezes o sofrimento pessoal não impele algumas pessoas a procurarem contribuir para a sua eliminação ou redução no mundo?

Casa 12
Quando Quíron está situado na casa doze é o isolamento, as tribulações e as incapacidades que deixam a pessoa impotente perante a vida e o mundo, que se tornam a fonte dos problemas e que determinam uma dificuldade em se encontrar e definir uma individualidade e uma direcção pessoal para a vida.
Por vezes, parece que tudo conspira para a desgraça pessoal, a começar pelo seu próprio inconsciente.
Experiências passadas em hospitais, prisões e outras instituições onde a vontade humana é esquecida e a identidade é reprimida também poderão estar na origem do sofrimento associado a Quíron.
Algumas vezes são defeitos pessoais, profundamente instalados e inviabilizadores do crescimento anímico, os verdadeiros inimigos ocultos e as grandes prisões em que a pessoa se auto-limita e invalida.
No entanto, também não são incomuns as situações de ilusão e auto-engano, nomeadamente na área das experiências e do conhecimento espiritual, muitas vezes resultado de uma grande receptividade a ilusões e manipulações, podendo estas adquirir um tom desproporcionado e inflacionário.
Quantas vezes não se encontra no mártir uma pseudo-grandeza espiritual?
Quantas vezes o orgulho e o complexo de superioridade não se ocultam por detrás de grandes altruísmos e sacrifícios espirituais?
O orgulho de se ser humilde é a forma mais subtil de degeneração de quem já não cai em armadilhas materiais e primariamente egoístas.
E o que dizer da tentação de se sacrificar para salvar alguém em particular, ou salvar um grupo, ou mesmo o mundo?
Outras vezes ainda, a pessoa abandona voluntariamente o mundo e as suas actividades para cuidar da sua salvação espiritual, esquecendo a importância do contacto e da actividade altruísta para a verdadeira espiritualidade.
Por vezes, Quíron na casa doze indica uma escolha errada no caminho espiritual feita anteriormente e que agora precisa ser corrigida!
Num sentido positivo, Quíron na casa doze reflecte uma grande sensibilidade para com o sofrimento e uma grande atenção para com os problemas colectivos pouco noticiados, senão mesmo ocultos.
Esta posição pode gerar terapeutas, curadores e reformadores que procuram no inconsciente colectivo as forças e as soluções para se ultrapassarem os problemas crónicos da humanidade. Muitos deles trabalham longe das atenções do público.
Com esta posição de Quíron, a pessoa pode assumir uma posição desapegada e totalmente despojada perante a vida e os seus mistérios, mas duma forma consciente e criativa, procurando ultrapassar as limitações e queimando os seus próprios sofrimentos e complexos cristalizados na pira da auto-renúncia doadora e da actuação espiritual e regeneradora de si e dos outros.

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