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André Villas Boas contratado como treinador principal do FC Porto

4 de junho de 2010 · 9 comentários

Luís André Pina Cabral Villas Boas, mais conhecido como André Villas Boas nasceu a 17 de Outubro de 1977 em Portugal. Exerceu funções como treinador de futebol na Associação Académica de Coimbra, e acaba de assinar contrato para ser o treinador do Futebol Clube do Porto. O acto de apresentação de Villas Boas é solene e o FC Porto não brinca em serviço: André Villas-Boas terá honras de sala VIP! A apresentação do novo treinador do FC Porto está agendada para as 13 horas do dia 4 Junho 2010 e o Dragão recebe o novo comandante no seu espaço de gala.

O Porto teve que desembolsar 500.000 euros para a Académica, para poder ficar com Andre Villas Boas, o jovem treinador de 32 anos. Daqui a uns anos ouviremos falar em milhões de euros, nas suas futuras transferências. Assim,está a ser criada mais uma grande estrela do futebol.

Villas Boas ao concluir o 12.º ano tinha a perspectiva de ingressar num curso de letras na universidade mas, acabou por se dedicar exclusivamente ao futebol, completando diversos cursos de treinador. Entre eles, inclui-se um ministrado pela UEFA, na Escócia (recomendado por José Mourinho) e outro, em Inglaterra (recomendado por Robson).

André Villas Boas juntou-se ao futebol quando, após convite de Bobby Robson, se tornou num dos seus olheiros no F.C. Porto. A sua função era a de compilar estatísticas e dados acerca das equipas e jogadores de outras equipas. Além disso, trabalhava como treinador dos iniciados chegando depois a segundo treinador dos juvenis, altura em que conheceu José Mourinho, tendo sido seu olheiro no Futebol Clube do Porto. As análises que André Villas Boas entregava a Mourinho surpreendiam pela precisão, pela forma metódica e pelo bom uso das tecnologias de vídeo e informática.

A competência e qualidade de André Villas Boas fazem-no acompanhar José Mourinho ao longo da sua carreira, no F.C. Porto e no Chelsea, como responsável pela observação dos adversários. Mais tarde, quando o “Special One” se muda para o Inter de Milão, passa a sentar-se no banco de suplentes como treinador adjunto. Portanto, acompanhou muito de perto os êxitos de José Mourinho, tendo contribuído decisivamente para muitas das suas decisões.

Em Outubro de 2009, surge a derradeira oportunidade. A convite do presidente da Académica, Villas Boas embarca no seu primeiro projecto enquanto treinador principal, no comando dos estudantes de Coimbra. No seu primeiro encontro, Villas Boas vai ao Estádio do Dragão (Porto) perder por 3-2 com os então campeões nacionais. No primeiro jogo em casa redime-se e conquista uma vitória por 2-0 diante do Vitória de Guimarães.

Que podemos dizer, em termos astrológicos desta contratação? A sua Vénus natal está num Ponto Cardinal, no grau zero de Balança / Libra. Obviamente está a ser tocada por planetas importantes: Úrano em Carneiro (oposição), Júpiter a sair de Peixes (oposição), Saturno a despedir-se de Virgem e a ingressar em Balança / Libra, fazendo conjunção. Neptuno faz conjunção exacta com a Parte da Fortuna. Que aspectos recebe o seu Sol natal, regente do desporto? Pouca coisa, mas influente: trígono de Neptuno e quintil (criatividade) de Plutão. Plutão em trânsito está a fazer outro quintil a Mercúrio. A sua contratação pelo Futebol Clube do Porto deu-se no dia em que o Sol em trânsito fazia 2 lindos trígonos a Plutão e ao seu eixo nodal. Portanto, coisas em grande e poderosas.

Energias astrológicas para as Legislativas 2009 - a necessidade de se seguir o caminho do meio, da política

19 de setembro de 2009 · 12 comentários


Energias astrológicas para as Legislativas 2009
- a necessidade de se seguir o caminho do meio, da política

Mapa de Portugal
15 Março 1143 - 12:00
Guimarães, Portugal

Os trânsitos correspondem ao dia das eleições legislativas, em Portugal, 27 Setembro 2009, ao início do sufrágio, 8:00, Lisboa. Pretendo com este texto comentar apenas as energias astrológicas que estão previstas para o nosso país. Não abordarei partidos ou políticos em concreto, mas apenas as energias que o céu está a solicitar dos seres humanos, dos políticos, dos governantes e dos portugueses.

Por encontrarmos Marte em Câncer na Casa 1 de Portugal, é simples prever que qualquer que seja o partido ganhador destas eleições, terá pela frente um mandato 'aprisionado' e com muita oposição, porque Marte, no signo de Câncer/Caranguejo, está na sua queda. Portanto, devemos esperar um enorme caudal emocional, sendo necessário praticar a firmeza e a perseverança, aliado a uma vontade de prosseguir, por vezes sem conseguir, ou melhor, sem atingir o pleno, os objectivos traçados. A oposição, seja ela qual for estará sempre presente.

O meu receio com a classe política é este: a oposição fará o seu trabalho tendo em conta os interesses colectivos dos portugueses ou, simplesmente, serão apenas do 'contra'? A campanha que temos vivido nas últimas semanas não augura uma oposição consciente e de acordo com o interesse geral, e este posicionamento astrológico confirma isso.


Clique para aumentar a imagem.


Como o posicionamento de Marte na Casa 1 indica força, expansão, muita energia, estamos perante um caso bastante óbvio que o governo que sair destas eleições vai ter que praticar (e aprender) o caminho do meio, da política: equilíbrio e harmonia, pois são posicionamentos astrológicos extremados. De um lado, a energia positiva da casa 1, do outro lado, o aprisionamento do efeito de Câncer sobre Marte.

No entanto, não sejamos demasiado estritos nesta análise, pois é necessário realçar um aspecto muito importante: Câncer é um signo cardinal, Marte é regente de outro signo cardinal (Áries/Carneiro) e a casa 1 é angular. Resumindo: estamos perante o fogo fricativo da terceira dimensão (a crosta terrestre), que na prática quer dizer que o governo saído destas eleições reunir bastantes condições para governar, havendo, no entanto, oposição cerrada ao seu governo. É por isto que enfatizei mais acima este conceito: a necessidade de se seguir o caminho do meio , da política.

Uma coisa é certa com este posicionamento - ascendente e casa 1 em Câncer: o governo que tomar posse terá pela frente um signo que, em termos genéricos, fala de cuidar das famílias, a base fundamental de qualquer país. Famílias, simplesmente famílias, em todas as suas múltiplas formas da modernidade em que vivemos. Famílias tradicionais (mãe, pai, filhos), famílias divididas (pais separados e filhos), famílias mono-parentais (mães ou pais solteiros e filhos) e todas as derivações possíveis. Não pode haver obstrução aos interesses das famílias. Se o governo que sair destas eleições focalizar a sua atenção nas famílias portuguesas, a partir daí chegarão a toda a sociedade: educação, saúde, trabalho, economia, etc.

Outra característica deste posicionamento astrológico, está intimamente ligado à 'forma' de trabalhar do futuro governo: sendo a liderança (o 1º ministro) muito importante, os ministros terão voz própria e muita autonomia, sem se desviarem dos seus programas eleitorais, saberão representar o seu líder. Mas como o ser humano é caprichoso e cheio de vaidades, aguardemos para ver o que acontece.

Ao olhar para o mapa, inevitavelmente procurei por Saturno, pois tem sempre múltiplas leituras. Curiosamente, está nos últimos graus de Virgem e na Casa 4 de Portugal. Estamos claramente a falar de 'serviço' e 'famílias'. Não há acasos. Este mapa tem um tom, uma melodia, sempre a lembrar-nos as famílias como base de um povo. Mas também estamos a falar de carma colectivo. Este Saturno está a fazer uma oposição ao Sol natal de Portugal [Peixes, 23º], o que nos diz que a concretização dos objectivos do futuro governo passará por sérias oposições. É aqui que me permito ser algo céptico em relação aos políticos portugueses em geral: farão apenas o papel do 'contra', ou estão realmente interessados nos interesses dos portugueses? Daqui a 2 anos saberemos a resposta.

O posicionamento celeste de Saturno no mapa de Portugal não está muito favorecido. Será que iremos viver mais carma, no sentido de imensas dificuldades a serem transpostas, ou iremos viver situações positivas de um Saturno sem chumbo e peso que seriam: organização, olhares matriciais e envolventes, cuidados intensivos, legislação e suporte adequados.

O signo Virgem procura analisar, esmiuçar, entender, correndo o risco de se aprisionar na sua própria energia. Quando este signo se eleva, é para fazer o esforço suplementar de a partir do seu próprio puzle erguer os olhos e começar a vislumbrar o horizonte.

Conseguido isto - o olhar em frente -, falta a seguir, o último passo - em frente e para cima. É o signo por excelência que nos ensina a servir, sem submissão, porque seria servidão. Apenas estar ao serviço. Neste caso, de interesses maiores, como sejam o dos portugueses, do seu bem estar, da sua evolução enquanto seres humanos que escolheram nascer neste país.

O corpo crístico está presente neste signo. Sendo assim, deposito a esperança que rapidamente se resolvam os carmas colectivos para podermos olhar para o horizonte e depois, para cima. Em linguagem comum, que se saia rapidamente da crise económica e financeira e que se comece a respirar ar fresco e puro. Merecemos. Dará trabalho, mas será compensador.

O meu terceiro olhar recaiu em Mercúrio retrógrado, também em Virgem e também na quarta casa de Portugal. Aguardemos que os desentendimentos, a incompreensão e o estarem de costas uns para os outros não seja demasiado grave para o nosso país. Ao menos deposito a esperança que a famosa 'segunda agenda' funcione. Que o futuro governos faça as coisas cuidadosamente. Que os políticos se deixem de demagogias. Que o povo não sofra mais. Que impere a harmonia e a tranquilidade.

Obviamente, não pretendo transformar estes apontamentos num longuíssimo relatório astrológico. Por isso, termino com o posicionamento da Lua, que está em Capricórnio na casa 7 de Portugal, a casa do outro, neste caso, o cidadão comum. Uma Lua rigorosa, perfeccionista, intensa e profundamente interna. Como se põe em prática uma Lua destas? Eu próprio fiquei um pouco apreensivo, pois creio que não estou habituado, em Portugal, a ver a classe política concentrada nas suas tarefas, a fazer o melhor que pode, a lutar pelo interesse comum. Esta Lua exige tudo isso.

Talvez os colegas possam fazer as suas interpretações do mapa. Se isso acontecer, incorporarei na página principal.

Viva a democracia, o estágio mais elevado da actual humanidade!

A aceitação de Plutão

28 de agosto de 2009 · 44 comentários


Não é a primeira vez que abordo o intenso trânsito de Plutão em oposição a Úrano, a que tenho sido submetido nos últimos 2 anos, como pode ser visto aqui e aqui. No meu mapa natal, Úrano está num ponto cardinal [em Câncer, 0º 4']. Mais 'cardinal' não podia ser. Quase que me apetece dizer que tem sido o factor de grandes alegrias e também de grandes preocupações ao longo da minha vida.

Plutão está a chegar ao fim deste enorme e pesado trânsito astrológico. Dia 11 de Setembro terminará o seu movimento retrógrado e prepara-se para se afastar desse Úrano tão temperamental, o que ocorrerá definitivamente no início de 2010. Mas pelo menos será um alívio saber que já não voltará a esse ponto sensível do meu mapa, colocado na minha casa 2 - a área astrológica que trata das questões financeiras. Tem sido o jogo do iô-iô [nem sei se é assim que se escreve]. Altos e baixos sucessivos e aflitivos. Estonteante.

Em resumo, o que posso contar é que nestes dois últimos anos, a minha vida tem sido submetida a uma revisão total, em todos os aspectos, dos materiais aos metafísicos. Foi o longo processo da aprendizagem da aceitação. Aceitar não é uma coisa automática, pois dentro da nossa mente, a resistência está em permanente trabalho. Voltarei ao tema da aceitação, mais abaixo.

Não poderia estar mais de acordo com a astróloga e minha amiga Ana Cristina Corrêa Mendes, quando publicou o seu excelente artigo «Morte Anunciada», do qual destaco este excerto: «Durante este período em que esteve retrógrado, alguns de nós (com planetas ou ângulos entre os 0º-3º dos signos Cardinais; Carneiro, Balança, Câncer e Capricórnio), não fomos meros espectadores de um processo, em breve outros tantos se juntam à medida que o transito for entrando lentamente por Capricórnio. São processos que levam anos e que à medida que o tempo vai passando nos fazem pensar que foi uma outra pessoa que teve aquela vida e não nós de tal forma nos transformámos.»

Há dois anos eu teria ficado muito apreensivo com as situações que hoje encaro com a maior normalidade. É o tal processo de aceitação. Foi a aprendizagem de viver com o essencial, pondo de parte o supérfluo. Mas a aprendizagem maior, foi perceber que tudo aquilo que damos como certo, não existe.

Tal como a Ana Cristina afirma aqui:
«Por ser Plutão símbolo das raízes e do que está enterrado, a história é sempre mais ou menos brutal no sentido de radical e transformadora de uma forma ou de outra não nos deixa incólumes, algo se perde (e nada se perde) tudo se transforma.»

Brutal é a palavra adequada. Quanto mais brutal, mais profunda tem que ser a aceitação do que ocorre. Aceitar não significa ficar de braços cruzados e chorar pelos cantos. Não ficar de braços cruzados também não quer dizer que tenhamos que remar contra a maré. Nada disso. Apenas saber navegar, saber surfar, com a vida, aceitando com o coração. A aceitação não é uma construção mental. É uma surfagem à vista, onda-a-onda, passo-a-passo, sentindo tudo o que se está a fazer e aquilo que também deixamos de fazer. Com a certeza que o Universo é sábio e tudo faz para que não nos falte aquilo que 'realmente' precisamos para viver. Aceitar sem desesperança. Com amor por tudo à nossa volta, incluindo aquilo que é difícil na nossa vida.


O que posso confirmar é que se processarmos convenientemente a aceitação, parece que «foi uma outra pessoa que teve aquela vida e não nós».

.


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4 de junho de 2010

André Villas Boas contratado como treinador principal do FC Porto

Luís André Pina Cabral Villas Boas, mais conhecido como André Villas Boas nasceu a 17 de Outubro de 1977 em Portugal. Exerceu funções como treinador de futebol na Associação Académica de Coimbra, e acaba de assinar contrato para ser o treinador do Futebol Clube do Porto. O acto de apresentação de Villas Boas é solene e o FC Porto não brinca em serviço: André Villas-Boas terá honras de sala VIP! A apresentação do novo treinador do FC Porto está agendada para as 13 horas do dia 4 Junho 2010 e o Dragão recebe o novo comandante no seu espaço de gala.

O Porto teve que desembolsar 500.000 euros para a Académica, para poder ficar com Andre Villas Boas, o jovem treinador de 32 anos. Daqui a uns anos ouviremos falar em milhões de euros, nas suas futuras transferências. Assim,está a ser criada mais uma grande estrela do futebol.

Villas Boas ao concluir o 12.º ano tinha a perspectiva de ingressar num curso de letras na universidade mas, acabou por se dedicar exclusivamente ao futebol, completando diversos cursos de treinador. Entre eles, inclui-se um ministrado pela UEFA, na Escócia (recomendado por José Mourinho) e outro, em Inglaterra (recomendado por Robson).

André Villas Boas juntou-se ao futebol quando, após convite de Bobby Robson, se tornou num dos seus olheiros no F.C. Porto. A sua função era a de compilar estatísticas e dados acerca das equipas e jogadores de outras equipas. Além disso, trabalhava como treinador dos iniciados chegando depois a segundo treinador dos juvenis, altura em que conheceu José Mourinho, tendo sido seu olheiro no Futebol Clube do Porto. As análises que André Villas Boas entregava a Mourinho surpreendiam pela precisão, pela forma metódica e pelo bom uso das tecnologias de vídeo e informática.

A competência e qualidade de André Villas Boas fazem-no acompanhar José Mourinho ao longo da sua carreira, no F.C. Porto e no Chelsea, como responsável pela observação dos adversários. Mais tarde, quando o “Special One” se muda para o Inter de Milão, passa a sentar-se no banco de suplentes como treinador adjunto. Portanto, acompanhou muito de perto os êxitos de José Mourinho, tendo contribuído decisivamente para muitas das suas decisões.

Em Outubro de 2009, surge a derradeira oportunidade. A convite do presidente da Académica, Villas Boas embarca no seu primeiro projecto enquanto treinador principal, no comando dos estudantes de Coimbra. No seu primeiro encontro, Villas Boas vai ao Estádio do Dragão (Porto) perder por 3-2 com os então campeões nacionais. No primeiro jogo em casa redime-se e conquista uma vitória por 2-0 diante do Vitória de Guimarães.

Que podemos dizer, em termos astrológicos desta contratação? A sua Vénus natal está num Ponto Cardinal, no grau zero de Balança / Libra. Obviamente está a ser tocada por planetas importantes: Úrano em Carneiro (oposição), Júpiter a sair de Peixes (oposição), Saturno a despedir-se de Virgem e a ingressar em Balança / Libra, fazendo conjunção. Neptuno faz conjunção exacta com a Parte da Fortuna. Que aspectos recebe o seu Sol natal, regente do desporto? Pouca coisa, mas influente: trígono de Neptuno e quintil (criatividade) de Plutão. Plutão em trânsito está a fazer outro quintil a Mercúrio. A sua contratação pelo Futebol Clube do Porto deu-se no dia em que o Sol em trânsito fazia 2 lindos trígonos a Plutão e ao seu eixo nodal. Portanto, coisas em grande e poderosas.

19 de setembro de 2009

Energias astrológicas para as Legislativas 2009 - a necessidade de se seguir o caminho do meio, da política


Energias astrológicas para as Legislativas 2009
- a necessidade de se seguir o caminho do meio, da política

Mapa de Portugal
15 Março 1143 - 12:00
Guimarães, Portugal

Os trânsitos correspondem ao dia das eleições legislativas, em Portugal, 27 Setembro 2009, ao início do sufrágio, 8:00, Lisboa. Pretendo com este texto comentar apenas as energias astrológicas que estão previstas para o nosso país. Não abordarei partidos ou políticos em concreto, mas apenas as energias que o céu está a solicitar dos seres humanos, dos políticos, dos governantes e dos portugueses.

Por encontrarmos Marte em Câncer na Casa 1 de Portugal, é simples prever que qualquer que seja o partido ganhador destas eleições, terá pela frente um mandato 'aprisionado' e com muita oposição, porque Marte, no signo de Câncer/Caranguejo, está na sua queda. Portanto, devemos esperar um enorme caudal emocional, sendo necessário praticar a firmeza e a perseverança, aliado a uma vontade de prosseguir, por vezes sem conseguir, ou melhor, sem atingir o pleno, os objectivos traçados. A oposição, seja ela qual for estará sempre presente.

O meu receio com a classe política é este: a oposição fará o seu trabalho tendo em conta os interesses colectivos dos portugueses ou, simplesmente, serão apenas do 'contra'? A campanha que temos vivido nas últimas semanas não augura uma oposição consciente e de acordo com o interesse geral, e este posicionamento astrológico confirma isso.


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Como o posicionamento de Marte na Casa 1 indica força, expansão, muita energia, estamos perante um caso bastante óbvio que o governo que sair destas eleições vai ter que praticar (e aprender) o caminho do meio, da política: equilíbrio e harmonia, pois são posicionamentos astrológicos extremados. De um lado, a energia positiva da casa 1, do outro lado, o aprisionamento do efeito de Câncer sobre Marte.

No entanto, não sejamos demasiado estritos nesta análise, pois é necessário realçar um aspecto muito importante: Câncer é um signo cardinal, Marte é regente de outro signo cardinal (Áries/Carneiro) e a casa 1 é angular. Resumindo: estamos perante o fogo fricativo da terceira dimensão (a crosta terrestre), que na prática quer dizer que o governo saído destas eleições reunir bastantes condições para governar, havendo, no entanto, oposição cerrada ao seu governo. É por isto que enfatizei mais acima este conceito: a necessidade de se seguir o caminho do meio , da política.

Uma coisa é certa com este posicionamento - ascendente e casa 1 em Câncer: o governo que tomar posse terá pela frente um signo que, em termos genéricos, fala de cuidar das famílias, a base fundamental de qualquer país. Famílias, simplesmente famílias, em todas as suas múltiplas formas da modernidade em que vivemos. Famílias tradicionais (mãe, pai, filhos), famílias divididas (pais separados e filhos), famílias mono-parentais (mães ou pais solteiros e filhos) e todas as derivações possíveis. Não pode haver obstrução aos interesses das famílias. Se o governo que sair destas eleições focalizar a sua atenção nas famílias portuguesas, a partir daí chegarão a toda a sociedade: educação, saúde, trabalho, economia, etc.

Outra característica deste posicionamento astrológico, está intimamente ligado à 'forma' de trabalhar do futuro governo: sendo a liderança (o 1º ministro) muito importante, os ministros terão voz própria e muita autonomia, sem se desviarem dos seus programas eleitorais, saberão representar o seu líder. Mas como o ser humano é caprichoso e cheio de vaidades, aguardemos para ver o que acontece.

Ao olhar para o mapa, inevitavelmente procurei por Saturno, pois tem sempre múltiplas leituras. Curiosamente, está nos últimos graus de Virgem e na Casa 4 de Portugal. Estamos claramente a falar de 'serviço' e 'famílias'. Não há acasos. Este mapa tem um tom, uma melodia, sempre a lembrar-nos as famílias como base de um povo. Mas também estamos a falar de carma colectivo. Este Saturno está a fazer uma oposição ao Sol natal de Portugal [Peixes, 23º], o que nos diz que a concretização dos objectivos do futuro governo passará por sérias oposições. É aqui que me permito ser algo céptico em relação aos políticos portugueses em geral: farão apenas o papel do 'contra', ou estão realmente interessados nos interesses dos portugueses? Daqui a 2 anos saberemos a resposta.

O posicionamento celeste de Saturno no mapa de Portugal não está muito favorecido. Será que iremos viver mais carma, no sentido de imensas dificuldades a serem transpostas, ou iremos viver situações positivas de um Saturno sem chumbo e peso que seriam: organização, olhares matriciais e envolventes, cuidados intensivos, legislação e suporte adequados.

O signo Virgem procura analisar, esmiuçar, entender, correndo o risco de se aprisionar na sua própria energia. Quando este signo se eleva, é para fazer o esforço suplementar de a partir do seu próprio puzle erguer os olhos e começar a vislumbrar o horizonte.

Conseguido isto - o olhar em frente -, falta a seguir, o último passo - em frente e para cima. É o signo por excelência que nos ensina a servir, sem submissão, porque seria servidão. Apenas estar ao serviço. Neste caso, de interesses maiores, como sejam o dos portugueses, do seu bem estar, da sua evolução enquanto seres humanos que escolheram nascer neste país.

O corpo crístico está presente neste signo. Sendo assim, deposito a esperança que rapidamente se resolvam os carmas colectivos para podermos olhar para o horizonte e depois, para cima. Em linguagem comum, que se saia rapidamente da crise económica e financeira e que se comece a respirar ar fresco e puro. Merecemos. Dará trabalho, mas será compensador.

O meu terceiro olhar recaiu em Mercúrio retrógrado, também em Virgem e também na quarta casa de Portugal. Aguardemos que os desentendimentos, a incompreensão e o estarem de costas uns para os outros não seja demasiado grave para o nosso país. Ao menos deposito a esperança que a famosa 'segunda agenda' funcione. Que o futuro governos faça as coisas cuidadosamente. Que os políticos se deixem de demagogias. Que o povo não sofra mais. Que impere a harmonia e a tranquilidade.

Obviamente, não pretendo transformar estes apontamentos num longuíssimo relatório astrológico. Por isso, termino com o posicionamento da Lua, que está em Capricórnio na casa 7 de Portugal, a casa do outro, neste caso, o cidadão comum. Uma Lua rigorosa, perfeccionista, intensa e profundamente interna. Como se põe em prática uma Lua destas? Eu próprio fiquei um pouco apreensivo, pois creio que não estou habituado, em Portugal, a ver a classe política concentrada nas suas tarefas, a fazer o melhor que pode, a lutar pelo interesse comum. Esta Lua exige tudo isso.

Talvez os colegas possam fazer as suas interpretações do mapa. Se isso acontecer, incorporarei na página principal.

Viva a democracia, o estágio mais elevado da actual humanidade!

28 de agosto de 2009

A aceitação de Plutão


Não é a primeira vez que abordo o intenso trânsito de Plutão em oposição a Úrano, a que tenho sido submetido nos últimos 2 anos, como pode ser visto aqui e aqui. No meu mapa natal, Úrano está num ponto cardinal [em Câncer, 0º 4']. Mais 'cardinal' não podia ser. Quase que me apetece dizer que tem sido o factor de grandes alegrias e também de grandes preocupações ao longo da minha vida.

Plutão está a chegar ao fim deste enorme e pesado trânsito astrológico. Dia 11 de Setembro terminará o seu movimento retrógrado e prepara-se para se afastar desse Úrano tão temperamental, o que ocorrerá definitivamente no início de 2010. Mas pelo menos será um alívio saber que já não voltará a esse ponto sensível do meu mapa, colocado na minha casa 2 - a área astrológica que trata das questões financeiras. Tem sido o jogo do iô-iô [nem sei se é assim que se escreve]. Altos e baixos sucessivos e aflitivos. Estonteante.

Em resumo, o que posso contar é que nestes dois últimos anos, a minha vida tem sido submetida a uma revisão total, em todos os aspectos, dos materiais aos metafísicos. Foi o longo processo da aprendizagem da aceitação. Aceitar não é uma coisa automática, pois dentro da nossa mente, a resistência está em permanente trabalho. Voltarei ao tema da aceitação, mais abaixo.

Não poderia estar mais de acordo com a astróloga e minha amiga Ana Cristina Corrêa Mendes, quando publicou o seu excelente artigo «Morte Anunciada», do qual destaco este excerto: «Durante este período em que esteve retrógrado, alguns de nós (com planetas ou ângulos entre os 0º-3º dos signos Cardinais; Carneiro, Balança, Câncer e Capricórnio), não fomos meros espectadores de um processo, em breve outros tantos se juntam à medida que o transito for entrando lentamente por Capricórnio. São processos que levam anos e que à medida que o tempo vai passando nos fazem pensar que foi uma outra pessoa que teve aquela vida e não nós de tal forma nos transformámos.»

Há dois anos eu teria ficado muito apreensivo com as situações que hoje encaro com a maior normalidade. É o tal processo de aceitação. Foi a aprendizagem de viver com o essencial, pondo de parte o supérfluo. Mas a aprendizagem maior, foi perceber que tudo aquilo que damos como certo, não existe.

Tal como a Ana Cristina afirma aqui:
«Por ser Plutão símbolo das raízes e do que está enterrado, a história é sempre mais ou menos brutal no sentido de radical e transformadora de uma forma ou de outra não nos deixa incólumes, algo se perde (e nada se perde) tudo se transforma.»

Brutal é a palavra adequada. Quanto mais brutal, mais profunda tem que ser a aceitação do que ocorre. Aceitar não significa ficar de braços cruzados e chorar pelos cantos. Não ficar de braços cruzados também não quer dizer que tenhamos que remar contra a maré. Nada disso. Apenas saber navegar, saber surfar, com a vida, aceitando com o coração. A aceitação não é uma construção mental. É uma surfagem à vista, onda-a-onda, passo-a-passo, sentindo tudo o que se está a fazer e aquilo que também deixamos de fazer. Com a certeza que o Universo é sábio e tudo faz para que não nos falte aquilo que 'realmente' precisamos para viver. Aceitar sem desesperança. Com amor por tudo à nossa volta, incluindo aquilo que é difícil na nossa vida.


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