Energias astrológicas para as Legislativas 2009
- a necessidade de se seguir o caminho do meio, da política
Mapa de Portugal
15 Março 1143 - 12:00
Guimarães, Portugal
Os trânsitos correspondem ao dia das eleições legislativas, em Portugal, 27 Setembro 2009, ao início do sufrágio, 8:00, Lisboa. Pretendo com este texto comentar apenas as energias astrológicas que estão previstas para o nosso país. Não abordarei partidos ou políticos em concreto, mas apenas as energias que o céu está a solicitar dos seres humanos, dos políticos, dos governantes e dos portugueses.
Por encontrarmos Marte em Câncer na Casa 1 de Portugal, é simples prever que qualquer que seja o partido ganhador destas eleições, terá pela frente um mandato 'aprisionado' e com muita oposição, porque Marte, no signo de Câncer/Caranguejo, está na sua queda. Portanto, devemos esperar um enorme caudal emocional, sendo necessário praticar a firmeza e a perseverança, aliado a uma vontade de prosseguir, por vezes sem conseguir, ou melhor, sem atingir o pleno, os objectivos traçados. A oposição, seja ela qual for estará sempre presente.
O meu receio com a classe política é este: a oposição fará o seu trabalho tendo em conta os interesses colectivos dos portugueses ou, simplesmente, serão apenas do 'contra'? A campanha que temos vivido nas últimas semanas não augura uma oposição consciente e de acordo com o interesse geral, e este posicionamento astrológico confirma isso.
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Como o posicionamento de Marte na Casa 1 indica força, expansão, muita energia, estamos perante um caso bastante óbvio que o governo que sair destas eleições vai ter que praticar (e aprender) o caminho do meio, da política: equilíbrio e harmonia, pois são posicionamentos astrológicos extremados. De um lado, a energia positiva da casa 1, do outro lado, o aprisionamento do efeito de Câncer sobre Marte.
No entanto, não sejamos demasiado estritos nesta análise, pois é necessário realçar um aspecto muito importante: Câncer é um signo cardinal, Marte é regente de outro signo cardinal (Áries/Carneiro) e a casa 1 é angular. Resumindo: estamos perante o fogo fricativo da terceira dimensão (a crosta terrestre), que na prática quer dizer que o governo saído destas eleições reunir bastantes condições para governar, havendo, no entanto, oposição cerrada ao seu governo. É por isto que enfatizei mais acima este conceito: a necessidade de se seguir o caminho do meio , da política.
Uma coisa é certa com este posicionamento - ascendente e casa 1 em Câncer: o governo que tomar posse terá pela frente um signo que, em termos genéricos, fala de cuidar das famílias, a base fundamental de qualquer país. Famílias, simplesmente famílias, em todas as suas múltiplas formas da modernidade em que vivemos. Famílias tradicionais (mãe, pai, filhos), famílias divididas (pais separados e filhos), famílias mono-parentais (mães ou pais solteiros e filhos) e todas as derivações possíveis. Não pode haver obstrução aos interesses das famílias. Se o governo que sair destas eleições focalizar a sua atenção nas famílias portuguesas, a partir daí chegarão a toda a sociedade: educação, saúde, trabalho, economia, etc.
Outra característica deste posicionamento astrológico, está intimamente ligado à 'forma' de trabalhar do futuro governo: sendo a liderança (o 1º ministro) muito importante, os ministros terão voz própria e muita autonomia, sem se desviarem dos seus programas eleitorais, saberão representar o seu líder. Mas como o ser humano é caprichoso e cheio de vaidades, aguardemos para ver o que acontece.
Ao olhar para o mapa, inevitavelmente procurei por Saturno, pois tem sempre múltiplas leituras. Curiosamente, está nos últimos graus de Virgem e na Casa 4 de Portugal. Estamos claramente a falar de 'serviço' e 'famílias'. Não há acasos. Este mapa tem um tom, uma melodia, sempre a lembrar-nos as famílias como base de um povo. Mas também estamos a falar de carma colectivo. Este Saturno está a fazer uma oposição ao Sol natal de Portugal [Peixes, 23º], o que nos diz que a concretização dos objectivos do futuro governo passará por sérias oposições. É aqui que me permito ser algo céptico em relação aos políticos portugueses em geral: farão apenas o papel do 'contra', ou estão realmente interessados nos interesses dos portugueses? Daqui a 2 anos saberemos a resposta.
O posicionamento celeste de Saturno no mapa de Portugal não está muito favorecido. Será que iremos viver mais carma, no sentido de imensas dificuldades a serem transpostas, ou iremos viver situações positivas de um Saturno sem chumbo e peso que seriam: organização, olhares matriciais e envolventes, cuidados intensivos, legislação e suporte adequados.
O signo Virgem procura analisar, esmiuçar, entender, correndo o risco de se aprisionar na sua própria energia. Quando este signo se eleva, é para fazer o esforço suplementar de a partir do seu próprio puzle erguer os olhos e começar a vislumbrar o horizonte.
Conseguido isto - o olhar em frente -, falta a seguir, o último passo - em frente e para cima. É o signo por excelência que nos ensina a servir, sem submissão, porque seria servidão. Apenas estar ao serviço. Neste caso, de interesses maiores, como sejam o dos portugueses, do seu bem estar, da sua evolução enquanto seres humanos que escolheram nascer neste país.
O corpo crístico está presente neste signo. Sendo assim, deposito a esperança que rapidamente se resolvam os carmas colectivos para podermos olhar para o horizonte e depois, para cima. Em linguagem comum, que se saia rapidamente da crise económica e financeira e que se comece a respirar ar fresco e puro. Merecemos. Dará trabalho, mas será compensador.
O meu terceiro olhar recaiu em Mercúrio retrógrado, também em Virgem e também na quarta casa de Portugal. Aguardemos que os desentendimentos, a incompreensão e o estarem de costas uns para os outros não seja demasiado grave para o nosso país. Ao menos deposito a esperança que a famosa 'segunda agenda' funcione. Que o futuro governos faça as coisas cuidadosamente. Que os políticos se deixem de demagogias. Que o povo não sofra mais. Que impere a harmonia e a tranquilidade.
Obviamente, não pretendo transformar estes apontamentos num longuíssimo relatório astrológico. Por isso, termino com o posicionamento da Lua, que está em Capricórnio na casa 7 de Portugal, a casa do outro, neste caso, o cidadão comum. Uma Lua rigorosa, perfeccionista, intensa e profundamente interna. Como se põe em prática uma Lua destas? Eu próprio fiquei um pouco apreensivo, pois creio que não estou habituado, em Portugal, a ver a classe política concentrada nas suas tarefas, a fazer o melhor que pode, a lutar pelo interesse comum. Esta Lua exige tudo isso.
Talvez os colegas possam fazer as suas interpretações do mapa. Se isso acontecer, incorporarei na página principal.
Viva a democracia, o estágio mais elevado da actual humanidade!