Um jornalista e terapeuta holístico brasileiro, José Joacir dos Santos, conta esta história: uma amiga sua, bem sucedida, solitária e na faixa dos 40, foi a uma vidente para saber se encontraria o amor da sua vida. A vidente descreveu em pormenor um homem que ela encontraria em breve. Assim aconteceu: ela conheceu o tal homem, mas foi descobrindo que era preguiçoso, mentiroso, desonesto, e além de todas estas qualidades, ainda tinha filhos de outras mulheres. Um belo dia, o namorado pediu a separação, ficou com metade de tudo o que ela tinha, e disse adeusinho. Desesperada, a amiga voltou à vidente para lhe cobrar o malogro do namoro. A vidente encolheu os ombros, e explicou: "Eu não lhe disse que ele era do bem. Só respondi ao que me perguntou."
"Como é que se reconhece uma alma gémea? No abraço. Quando duas almas gémeas se abraçam, sente-se o alívio imenso de não ter de viver. Não há necessidade, nem desejo, nem pensamento. A sensação é de sermos uma alma no ar que encontrou a sua casa, que voltou finalmente ao seu lugar, como se o outro corpo fosse o nosso que perdêramos desde a nascença."
E olhos bem abertos, porque o amor da vossa vida tende a estar onde menos se espera. "Geralmente até, a sua alma gémea é muito diferente de você. Podem ser diferenças de raça, de idade, de religião. Acontece muito. Porque o objectivo não é o corpo físico, é o reconhecimento da essência do outro independente do que ele é exteriormente." Isso é um teste? "É um teste, lógico. Porque se tudo fosse fácil, você não aprendia nada."
30.4.2013
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