Parte 2
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Terminei o texto anterior afirmando isto: Os astros continuam a girar enquanto a consciência do ser humano se amplia e adquire maior capacidade para entender outras realidades do universo, de quem captamos informações. Este é um período de transição, de ponte, entre uma civilização que finaliza e uma nova que se está a iniciar sobre bases absolutamente diferentes às anteriores.
Se é um período de transição e de pontes, podemos afirmar que há espaço para todas as «astrologias». Porque o ser humano não avança no seu processo de igual forma, pois somos seres únicos e irrepetíveis. A humanidade, enquanto tal, dá enormes saltos quânticos, mas o ser humano individual faz o seu percurso, por vezes com muita lentidão.
É neste sentido que todas as «astrologias» serão necessárias durante muito tempo. Mas isto não invalida que surjam novas maneiras de se pensar aquilo que chamamos futuro.
Uma grande amiga comentava comigo, recentemente: «Como poderemos ficar interpretando através de modelos antigos o novo ‘modus vivendi’... Os astros evoluíram, as mentes evoluíram, o cosmos evoluiu... então nada do que havia antes terá continuidade da mesma forma...»
Por uma razão muito simples, querida amiga, porque cada pessoa tem o seu próprio momento. E a todos chegará aquele instante sagrado em que já não nos fixaremos tanto no passado e no futuro, ma sim, no aqui e agora. Porque a mudança não é total nem repentina. É gradual. E indo, de passo em passo, a humanidade chegará à Era de Aquário.
Os «novos astrólogos», quando chegarem irão provocar muita estranheza e serão os astrólogos que já estão a funcionar há vários anos, quem se encarregarão de os denegrir. Foi sempre assim. Ainda hoje é assim entre as diferentes correntes astrológicas. Porque é que seria diferente com a «Nova Astrologia»?
Os «novos astrólogos» terão que utilizar os meios de divulgação existentes: pela escrita, pelo som ou pelo vídeo. É a única maneira de se fazerem conhecer e de anunciarem que estará aí uma «Nova Astrologia». Não vale a pena sentirmos dentro de nós que faremos parte dessa elite astrológica que irá surgir, se não nos damos a conhecer. Será fundamental para os «novos astrólogos» difundirem o seu pensamento, pelos meios que existirem na altura à disposição da maioria. Não há outra forma, por enquanto, pois a telepatia ainda não funciona com multidões.
Tal como hoje em dia ainda se pratica a Astrologia helénica a Astrologia Indiana, a Astrologia Chinesa, a Astrologia Medieval, lado a lado com a Astrologia Karmica, a Astrologia Psicológica, a Astrologia Transpessoal e a Astrologia Contemporânea, assim vai acontecer com a «Nova Astrologia».
Não é por ter havido um salto quântico entre a Idade Média e os Dias de Hoje, que as pessoas acompanharam de IGUAL modo a evolução. Como muito bem se sabe, há lugar para tudo, pois são necessárias todas as ferramentas para os diferentes estádios de evolução em que a humanidade se encontra.
A «continuidade» arrasta-se... sempre, dando lugar a coisas novas, coexistindo tudo. O universo é assim, também. É movimento. Há não sei quantos biliões de anos que o nosso planeta e o nosso Sol não existiam. Mas lá se formaram, coexistindo com o que então havia. E, também, a seu tempo, desaparecerão, pois tudo no universo é acção e movimento, que se transforma.
Temos a enorme obrigação de percebermos que esta humanidade tem quase 8 biliões de pessoas e que o desnivelamento evolutivo é muito acentuado e, infelizmente, é por baixo que as coisas são avaliadas.
A astrologia nas suas múltiplas formas soube falar para o corpo biológico, depois para a mente e psique, mais tarde para a alma, faltando agora encontrar a ponte para falar para o Eu Energético, ou seja, o nosso Espírito, para podermos dizer que a Astrologia, no seu todo, atende ao ser humano em plenitude.
A astrologia é a «ferramenta» [uns chamarão de ciência, outros, de arte, e outros ainda de linguagem] que estuda e interpreta a relação entre os seres humanos e o cosmos. Sempre que há uma grande mudança na humanidade, há também uma mudança na maneira de ver e interpretar a vida e, assim, descobre-se um mundo novo para explorar. A Astrologia, como ciência, procura acompanhar todos os novos conhecimentos para ajudar a compreender a vida do cosmos. É de lá que viemos. É para lá que iremos. É por isso que aqui em baixo, na superfície do planeta, já se começou a receber uma nova forma de interpretar a relação entre os seres humanos e seu mapa natal. É a isto que chamo de saltos quânticos. A leitura de um mapa natal, hoje em dia, não se faz da mesma maneira que há 50 anos, ou 500 ou 2.000. Tudo muda, tudo se movimenta.
Em outras palavras, neste momento cósmico, quando um ser humano, ao nascer, tem o seu primeiro sopro de ar [vem a vida], absorve todas as energias cósmicas que dizem respeito a esse dia em concreto, essa hora especial e essa localidade. Esse momento cósmico torna-se o mapa natal daquele que nasce e dá-nos informações preciosas sobre o caminho cósmico da sua evolução pessoal, o que vem aprender, como vem interagir e, para o futuro, como se «entenderá» com o planeta onde nasceu.
Sabemos que actualmente estamos profundamente ligados às energias tremendamente subtis e distantes do centro da nossa galáxia. Eu intuo que essas energias sejam processadas pelas constelações e transmitidas daí ao nosso sistema solar. É com estes impulsos vibracionais que se reestruturam as pesadas couraças do ego que estão continuamente a caírem fazendo desaparecer crenças de outros tempos.
Se falamos em constelações temos que mencionar as «estrelas fixas». Será que os «novos astrólogos» irão apresentar-nos uma leitura mais dinâmica que a actual, que já é muito antiga? Mais uma vez afirmo que não faço ideia do que vos espera o futuro. Sim, escrevi 'vos espera' porque estou a fazer planos para, em vez de 'seguir viagem' como está combinado, retorne como «novo astrólogo». Garanto-vos que esta ideia, para mim, tem imensa piada. O melhor mesmo é nem co-criar esta situação.
Voltando a falar de constelações e estrelas fixas, deixo um «case study»: sabemos que o comportamento da mega-estrela Betelgeuse, justo a mais vermelha do cinturão de Orión, e após 20 anos de observação, indica-nos que estamos a presenciar a sua explosão e que esta ocorreu há mais de 590 anos. O assunto não é comparável à questão do planeta-anão Plutão. É muito mais delicado e cientificamente preciso. Levanto um mapa com as «estrelas fixas» e vou à procura do grau 28 de Gémeos, e onde deveria estar Betelgeuse, só há uns gases que são radiação pura, que se vai tornar ainda mais brilhante e a seguir desaparecerá. Que fique claro, sou um astrólogo tão antigo que nem sei explicar isto. Espero que no futuro surjam astrólogos que nos ponham em dia com estas questões. Porque não são só um símbolo, como muito bem gostamos de definir para não arranjarmos uns valentes sarilhos.
Neste salto quântico da consciência creio que as mesmas constelações conhecidas irão fornecer novas informações para o próximo caminho da evolução planetária, para o encaminhamento da «nova astrologia».
Isto já vai grande e prometi conter-me nestes artigos. Fico-me por aqui, desejando a todos um Bom Ano de 2013 e que os Novos Astrólogos apareçam com rapidez e conhecimentos sólidos. E que os que existimos, saibamos acarinhá-los e apoiá-los no seu desbravamento humano.
Na próxima Parte, a terceira, tenciono tratar de um assunto muito delicado e que eu próprio ainda estou a tentar compreender bem: creio que a nossa galáxia é «governada» por 13 grandes seres que na nossa linguagem chamamos de «signos». Na verdade, parecem ser 12 grandes seres que convergem para o centro, em que está o 13º deles.
Abraço-vos,
AR, 7 Janeiro 2013
Até ao próximo texto, na Parte 3.
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