Carma e casas astrológicas

23 de novembro de 2007 ·


 
A Trajectória Cósmica do Nosso Espírito:
Carma, Reencarnação e Espiritualidade
 
 (Bibliografia consultada em obras de Stephen Arroyos, Dorothée Koechlin de Bizemont e Edgar Cayce)
 
 Haveria muito a dizer sobre a forma redonda do horóscopo: o círculo é um perfeito símbolo de unidade. O tema é uma mandala, isto é, uma visão do mundo, encerrada num círculo geometricamente dividido, cuja estrutura ajuda à meditação.
 
Assim, o tema torna-se um "suporte de mancia": um objecto que, pela sua forma, permite que a intuição seja libertada. Os videntes de toda a Antiguidade utilizaram o fogo, a fumaça, os seixos jogados ao acaso no solo, etc.
 
A intuição divinatória habitualmente tem necessidade de um suporte para se manifestar: não há dúvida de que o horóscopo representa também esse papel; a sua forma redonda, as suas divisões geométricas activam os mecanismos secretos da intuição. A cruz formada pelo horizonte e o meridiano, inscrita nos 360° da circunferência, são os símbolos eternos que falam ao subconsciente de cada um de nós.
 
A divisão do espaço celeste em quatro quadrantes, cada um com três casas, ou seja, 12, tem ressonâncias numerológicas e simbólicas tão fortes, que todas as religiões do mundo o utilizaram. Mandala é uma palavra indiana, mas a realidade é universal. A estrutura íntima do cosmos está provavelmente baseada nos números 3, 4 e 12. As religiões cristãs falam das "Doze tribos de Israel", dos “12 Apóstolos”, dos “quatro Evangelistas”, da “Santíssima Trindade”, etc. quatro e três são sete, e se combinam ainda em 9, 12, 45 e tantos números "sagrados" utilizados pela astrologia.
 
A acrescentar a isto a ideia transmitida pela entidade Kryon, do Serviço Magnético, que diz que a matemática cósmica tem o sistema 12 como suporte universal e não o sistema decimal, como o utilizamos nesta nossa terceira dimensão, aqui na Terra.
A divisão do tema em 12 casas delimitadas pelos quatro Ângulos do Céu é fundamental.
As casas são campos vitais, nos quais se aplica a nossa energia. Isso é válido não só para esta vida, como também para toda a nossa trajectória cósmica - compreendendo também as nossas vidas precedentes.
 
Teoricamente, a Terra está no centro do tema. Os detractores da astrologia vêem nisso uma prova de sua falsidade, já que sabemos bem que a Terra não é o centro do nosso sistema solar. A isto pode-se responder que o tema descreve o nosso ponto de vista de terrenos. Quando tivermos adquirido “perfeição” e objectividade, quando estivermos livres das cargas terrestres, passaremos para um plano cósmico solar: poderemos ter então um tema "visto do sol" – o chamado sistema heliocêntrico. Actualmente, aliás, muitos astrólogos utilizam tais temas, nessa perspectiva espiritual.
O ASCENDENTE
Representa o estado presente da entidade, o "ponto" da sua evolução para esta encarnação.
A partir desse local-chave organiza-se todo o horóscopo, esse mapa do céu que a pessoa "assinou" antes de nascer.
O Ascendente e a casa 1 exteriorizam a personalidade da pessoa nesta encarnação - mas não necessariamente o seu Ser profundo. Certos espaços dele mesmo podem permanecer secretos, ocultos enquanto dura esta vida. Muito simplesmente porque a entidade decidiu desenvolver uma aptidão, em vez de outra, que está programada para a vida seguinte: não se pode procurar um desenvolvimento em todos os sentidos, ao mesmo tempo!
 
O crescimento da alma é um longo trabalho que se faz de vida para vida, um detalhe após o outro. Recantos inteiros do nosso ser permanecem adormecidos a cada encarnação.
 
A partir do Ascendente, há quem pense que as casas 2, 3, etc. indicam vidas a vir, ao passo que, regredindo no sentido inverso, as casas 12, 11, 10, etc. significam as vidas precedentes, a começar pela última.
 
Inúmeros autores pensam que nós encarnamos segundo a ordem dos signos, de modo a aprender sucessivamente as 12 lições cósmicas inscritas no Zodíaco. Esse será, certamente, um dos segredos esotéricos melhor guardados da humanidade.
 
Pensa-se que as pessoas que têm uma casa 12 muito "habitada" por um número importante de planetas, entre os quais Neptuno, já cumpriram todo um ciclo. Seria sua última encarnação, para esse ciclo.
 
Mas é provável que percorramos várias vezes o Zodíaco a fim de rematar o que não fora terminado. A roda das casas e dos signos representa a "roda das reencarnações", ou samsara indiano.
O Ascendente seria então como um dos ponteiros de um relógio sobre um quadrante, indicando a hora da evolução da alma. Em suma, em que ponto ela está, na sua jornada cósmica. (Cf. a Bíblia: "Para mim, um dia é como mil anos", diz o Senhor.) O Ascendente indica onde plantamos a nossa tenda, nessa viagem através do tempo e dos espaços interplanetários. É exactamente uma etapa.
 
AS CASAS DE ÁGUA
As três casas que correspondem, por analogia, aos três signos da Água: a casa 4, a Caranguejo, a casa 8, a Escorpião, a casa 12 a Peixes, parecem estreitamente ligadas às coisas cármicas.
Elas contêm uma enorme quantidade de informações sobre as nossas vidas anteriores. Todas as três estão carregadas de um passado que ainda nos marca, sobretudo se são densamente habitadas. Planetas retrógrados, nós, luminárias, recebendo inúmeros aspectos, revelam as suas dimensões cármicas nessas casas.
A casas 12, a 8 e a 4 trazem os reflexos que adquirimos nas nossas vidas anteriores, reacções emocionais criadas pelos traumatismos e erros de outrora. Devemos livrar-nos desses resíduos afectivos e físicos, desses comportamentos do passado, para nos adaptarmos à nova encarnação. Mas podemos decifrá-los ainda claramente nessas casas.
As pessoas com "casas da Água" muito fortes, aliás, têm, em geral, reminiscências bastante fortes das suas vidas anteriores. Frequentemente são muito mediúnicos ou possuem enorme clarividência, e têm um contacto permanente com os planos invisíveis.
Infinitamente sensíveis aos ambientes, essas pessoas perceptivas sabem e sentem coisas que nem sempre têm palavras para exprimir. O tempo, para elas, não está limitado a esta encarnação; não vêem na matéria a simples realidade existente, como tantos dos nossos contemporâneos ocidentais. Não esquecem nada (se a 4 e a 8 estiverem, no seu caso, fortemente habitadas).
Esses "nativos da Água" vivem tempestades angustiantes, furacões internos que têm dificuldade em superar. Aspiram à serenidade, embora se apeguem a comportamentos obsoletos que só fazem acarretar outras tormentas. Isso verifica-se sobretudo quando o Sol e Lua se hospedam nessas casas.
Os psicólogos materialistas ocidentais - esses consertadores da alma - muitas vezes fracassam ao tratar essas pessoas, uma vez que as motivações destes têm raízes num nível cármico muito profundo - nas paixões violentas das suas vidas anteriores.
Evidentemente, os que cercam essas pessoas jamais compreendem por que eles reagem tão fortemente a tão pequeninas coisas. Um encontro aparentemente banal uma canção, uma paisagem, lançam-nos num estado de profunda perturbação, desencadeando as ressonâncias profundas da memória cármica.
A pessoa assim hospedada no fundo das grutas marinhas da casa 4 (ou 8, ou 12), não é feliz: aspira profundamente a se libertar de um fardo cármico de obsessões muito antigas. E, no entanto, raramente tem forças para dele libertar-se. Os medos, os fantasmas, os espectros dos quais gostaria de se livrar estão inscritos nessas três casas.
Mas para limpar dos seus armários todos os fantasmas que ali foram encerrados, é preciso coragem: afrontar lúcida e bravamente todos esses fantasmas que apodrecem na memória.
 
Enquanto a pessoa se recusar a abrir o armário para dar a vassourada, permanecerá prisioneira desses laços emocionais passados que a estrangulam. E isto pode ser feito, actualmente, com o processo de terapia de vidas passadas.
Uma parte da sua energia está paralisada. O primeiro passo para a libertação começa no dia em que a pessoa admite a possibilidade de ter dívidas para consigo mesmo. E talvez mesmo para com os outros!
 
Se se empenha nessa via de auto conhecimento, esses traumatismos tornarão a emergir à superfície consciente, criando um choque. A pessoa reviverá, para melhor exorcizá-las, as suas lembranças dolorosas e as suas fraquezas. Pouco a pouco, a força destas diminui, o seu peso alivia, libertando a energia vital do sujeito. Quase todos os grandes místicos descrevem esta experiência, embora sob formas muito diversas, segundo as regiões e as culturas. Toda a psicoterapia deveria, portanto:
1. Admitir o peso das vidas anteriores.
2. Avaliar esse peso e as suas consequências sobre o "aqui e agora".
A CASA 12
A atenção dos astrólogos tem-se fixado nesta casa. Com toda a certeza, é a mais "esotérica" das casas. Parece descrever a mais recente encarnação terrestre, ou pelo menos a mais marcante, das últimas vidas.
 
Talvez não a vida imediatamente anterior, se esta tiver sido muito curta, ou apenas vivida como feto: constatou-se que essas vidas de crianças mortas em idade muito tenra, ou nascidas mortas deixam por vezes poucos traços na memória da entidade, e no seu tema. Digamos que a casa 12 marca certamente a última experiência terrestre significativa.
 
Entre muitos astrólogos reencarnacionistas estudam-se os temas de mortos que precederam, por exemplo, casos de reencarnação quase imediata na mesma família. É um fenómeno que não é raro.
 
Numa casa 12, o signo na cúspide, ou ponta, os planetas aí localizados, a sua situação celeste, seus aspectos, tudo fornece precisões sobre a vida anterior precedente. Uma casa 12 pode estar vazia de planetas. Mas se olharmos para o regente do signo situado na cúspide dessa casa, as coisas esclarecem-se.
A casa 12 tem o mesmo simbolismo do signo de Peixes. Este é regido por Neptuno, planeta da dissolução. Assim, nesta casa, os planetas indicam um desejo de dissolução dos laços cármicos, dos vínculos que ainda atavam a pessoa a este mundo.
 
O signo é representado por duas pequenas sardinhas atadas, em sentido contrário, por um fio muito curto: não é preciso dizer que no signo - assim como na casa - enfrentam-se entraves de todos os tipos. Se esses entraves são aceites corajosamente, segue-se uma libertação: desemboca-se então no grande fogo irresistível de Carneiro, o grande salto para adiante, que nenhum freio consegue mais suster.
Notem também que a casa 12 é a dos inimigos secretos: os nossos piores e mais secretos inimigos não são nossos defeitos?
Ela é considerada como a prisão ou o hospital do tema: no plano cármico, é bem um e outro: ali se curam as doenças espirituais e se "purgam" as penas.
A casa 12 também diz respeito aos pés, às patas, aos sapatos - tudo o que permite avançar. Pode-se extrapolar no plano cármico e deduzir que essa é a casa que nos permitirá ir ainda mais longe, andar na Lua, ou tomar emprestado um raio de Sol como degrau de uma escada.
Há frequentemente dois, ou mesmo três signos na casa 12. Esses signos múltiplos podem estar relacionados com várias vidas, ou então ainda com a mesma, vista sob duas iluminações diferentes.
Nunca se deve esquecer que a pessoa evolui, por sua liberdade e seu desejo de progresso. Entre o Ascendente na hora do nascimento (portanto a casa 12 natal) e o Ascendente na hora da morte, todo um caminho pode ter sido percorrido ou, ao contrário, uma nova dívida cármica pode ter sido acrescentada às precedentes!
O Ascendente na hora da morte, e a casa 12 anterior marcam a posição e definem a próxima encarnação. Mas alguns atribuem também essa possibilidade à casa 8, que veremos mais adiante. Afinal, conhecemos muito mal as leis certamente precisas - que regem as nossas permanências nos diferentes planos do cosmos.
Os iniciados atlantes, depois os egípcios e os celtas, conheceram-nas, assim como, ainda hoje, certos monges tibetanos, mas tratam-se de conhecimentos de alta iniciação, reservados apenas a alguns sábios.
Nesta era em que a Nova Energia desce sob o nosso planeta, muitas dessas informações já estão ao alcance da maioria, mas ainda continua a ser uma incógnita o real funcionamento das leis do universo.
Seria preciso poder comparar as casas 12 do nascimento, da morte e do renascimento.
No tema de qualquer pessoa, a casa 12, sobretudo se está carregada, ocasiona provações específicas, às quais não pode subtrair-se: porque ele mesmo as escolheu, antes de aceitar uma nova encarnação.
Ao tomar conhecimento desse dado, a pessoa muitas vezes o intui de maneira muito nítida: Diz "que é assim, que não há nada a fazer", ou ainda "que o vinho está servido, e é preciso bebê-lo". Sente que deve passar por tudo aquilo. Sabe-se cativo; o que nem sempre sabe (e que os astrólogos poderão dizer-lhe), é que escolheu livremente as provações significadas por esta casa 12.
Escolheu livremente a sua prisão, com um objectivo de progresso espiritual. Se aceitar essa ideia, a sua dor e a sua angústia poderão ser consideravelmente aliviadas. Em todo caso, tem o poder de se evadir dessa prisão material pela meditação, pela oração e pela imaginação.
A saída involuntária do corpo físico durante o sono dá uma trégua e um alívio às desgraças terrestres. É também por isso - penso eu -, que a Natureza previu o sono! Quanto às técnicas voluntárias de saída para o astral, também não são "anormais": transe e desdobramento são do conhecimento dos iniciados desde sempre (era mesmo assim que se praticava a anestesia necessária às operações cirurgias no antigo Egipto).
A aptidão para o sonho, para a prece, para a meditação, para a cura pelo pensamento e pela luz e para sair do corpo físico é extremamente desenvolvida nos proprietários de casas 12 densamente habitadas. É certo que todos eles têm infelicidades, mas também, em contrapartida, têm grandes poderes.
Essas pessoas muito marcadas pela casa 12, se tiverem escolhido uma encarnação de expiação e de sacrifício, têm, mais do que ninguém, o coração aberto à compaixão. O espírito dessa casa é o de saber inclinar-se com bondade sobre os sofrimentos dos outros.
 
Entretanto, se há muitos planetas retrógrados e mal aspectados, eles tendem a fugir do sofrimento: conheceram-no numa vida anterior, fugiram dele, ou aceitaram-no mal. São tentados, então, nesta vida, a fugir novamente dele. Este sofrimento, no entanto, parece necessário à liquidação das suas dívidas, e eles devem enfrentá-lo. Eis porque escolheram provações que desta vez são inevitáveis!
INFLUÊNCIA DA CASA 12 SOBRE O ASCENDENTE
Tenho notado que muitas das pessoas à minha volta, das quais tenho o mapa natal, respondem mais ao signo imediatamente anterior ao do Ascendente, do que ao próprio Ascendente.
 
Evidentemente, pode-se invocar a precessão dos equinócios, que acarreta actualmente uma defasagem de 23° a 24° para a nossa época. Isto dá, efectivamente, um signo de diferença, e explica que as pessoas de um signo ainda sintam a influência da constelação anterior. Mas o ayanamsa não explica tudo.
 
Um de meus consulentes, que tem o Ascendente a 25° de Sagitário, portanto perfeitamente no signo (menos 23° do ayanamsa, assim mesmo, dá para ele ainda 2° Sagitário!), tem todas as aparências físicas do tipo precedente, Escorpião: bem pequeno, bem escuro, traços cavados, olhar de laser brilhando com uma luminosidade metálica. Não só a aparência física, mas também, ao que parece, o comportamento também. E então?
 
Um dos meus amigos, nascido com o Sol em Leão, era o homem mais tímido, mais discreto, mais sentimental e mais passivo que conheci: mais Caranguejo -Caranguejo que outra coisa, e acabou sendo ludibriado por uma Leonina de verdade. Então, por que nasceu Leão?
 
Afinal, essas anomalias explicam-se na astrologia cármica: o signo que precede o Ascendente (portanto, na casa 12) indica as circunstâncias, os sentimentos, a profissão, o país e os actos, bastante recentes, que marcaram a pessoa na sua vida imediatamente anterior; não é de espantar que lhe fique uma forte impregnação disso tudo na actual encarnação.
 
Na primeira parte da vida, a pessoa ainda não se desligou bem dos seus hábitos cármicos; por vezes, mesmo, ele não se desliga de modo algum, ou porque não quer, ou porque não sente força para tanto. Funciona durante toda esta vida como na precedente, segundo esquemas hoje obsoletos, que ainda lhe estão colados à pele! Daí essa persistência dos traços de carácter do signo anterior.
 
O que vale para a casa 12 e para o Ascendente vale também para a casa que precede o Sol. Acontece, em astrologia, quando se ignora a hora do nascimento, tomar o Sol como Ascendente. A casa precedente é, então, a casa 12 "solar".
 
Este sistema dá resultados interessantes, sobretudo quando é empregado em "casas derivadas". Exemplo: para ter uma ideia do pai de um consulente, tomo o Sol como ponto de partida, e conto as casas a partir desse Sol: a 1° indica a personalidade do pai, a 2, a dos seus bens, etc.
 
Os astrólogos reencarnacionistas têm boas razões para pensar que o Sol, assim como o Ascendente, progride de vida em vida, no sentido dos signos do Zodíaco. Estes últimos são como portas, pelas quais passamos, uma após a outra.
Assim, aqueles que nascem, por exemplo, com o Ascendente Carneiro (ou o Sol), viveram uma experiência precedente marcada por Peixes. Seriam eles marinheiros, doentes hospitalizados, prisioneiros, místicos?. Em todo caso, completam um ciclo de existências para começar um novo. A sua experiência precedente, ao impor-lhes o sofrimento e o confinamento (seja este devido à doença ou a qualquer outra limitação física ou social), consolidou a sua força interior; eles começam, portanto, esse novo ciclo, em Carneiro, com uma imensa sede de liberdade!
Entretanto, parece que, em muitos casos, essa libertação é apenas progressiva: Quem sabe se esses retardatários devem renascer várias vezes com o mesmo Ascendente (ou com o mesmo signo solar) para liquidar a etapa precedente?
Vocês já notaram, suponho, que um bom número de pessoas com Ascendente (ou o Sol) em Touro, cuja agressividade vem mais de Carneiro. Eu próprio reconheço-me ter vivido nesta categoria uma parte considerável da minha vida e, ainda hoje, tenho situações inesperadas de uma certa intensidade e alguma agressividade no comportamento. Tenho o Ascendente em Touro.
 
Eis aí, bem evidente, a influência de uma casa 12 (solar) em Carneiro. O Touro, portanto, não elimina logo as influências marcianas que regeram as vidas precedentes.
 
Poderia também causar espanto encontrar tantos grandes trabalhadores com o Ascendente Gémeos (ou o Sol): mas é que eles conservaram hábitos laboriosos de seu passado taurino. Com bastante frequência são menos “light” do que faz prever a descrição do tipo Gémeos. Também me incluo nesta categoria com o meu Sol em Gémeos, na casa I. Sempre fui um trabalhador compulsivo, além de ter uma grande resistência física, que, com a idade, se está a esbater.
 
Certamente muitos alunos recordam-se da avalanche de textos e informações enviadas, ao longo dos meses. O que eles não viram foram os dias, semanas e meses agarrado ao computador a trabalhar, escrevendo esses textos. Isso permitiu-me juntar imenso material, que desembocou na criação deste site, anos depois. Se eu fosse um típico Gémeos, escreveria um apontamento ocasionalmente e seria tudo muito “clean”. Pois não, o que parece funcionar realmente é o signo anterior, que é o de Touro, tendo por outro lado, o meu ascendente também aí. Este próprio texto é um exemplo disso: escolhi trabalhá-lo e com intensidade. Alguém tirará proveito disso.
 
As pessoas do Ascendente Caranguejo (ou o Sol) são muito mercurianas: lêem, escrevem, agitam-se e tagarelam como os Gémeos, quando o seu Mercúrio se espalha numa chuva de gotas brilhantes. Nos meios editoriais, onde trabalho, notei vários Caranguejo e Ascendente Caranguejo que me pareceram muito felizes nesse meio que, no entanto, é tipicamente mercuriano e geminiano.
De um Ascendente Leão (ou o Sol), espera-se uma personalidade que se afirma com vigor. Ora, não é raro encontrar, nessa savana, pessoas bastante menos vigorosas, que preferem demonstrar vigor e assertividade diante das pessoas, para poderem esconder as suas patas de argila. A casa 12 em Caranguejo é, por vezes, de tal maneira influente, que só se vê um ser sensível, emotivo, terno, agarrado com unhas e dentes ao status quo familiar. E não tendo coragem alguma para enfrentar as mutações afectivas que se imporiam.
O Ascendente Virgem (ou o Sol), em compensação, dá pessoas mais seguras, mais autoritárias do que anuncia o signo. Virgem designa simbolicamente o "colaborador dedicado", personagem eficaz, discreto, mas sem muito brilho. Em princípio, os Ascendentes Virgem têm por trás de si um passado anterior no qual abusaram do poder. O que lhes trouxe bastante transtorno! Assim, desconfiam das honras, da glória e de tudo o que chama muito a atenção. Entretanto, mesmo tendo escolhido a humildade para esta encarnação, essas pessoas de Virgem (Sol ou Ascendente) ainda têm bastantes reflexos leoninos. A sua casa 12 indica uma posição social brilhante na vida imediatamente anterior, uma educação aristocrática e refinada, da qual ainda permanecem traços.
O Ascendente (ou o Sol) Balança muitas vezes dá às pessoas uma juventude tímida; eles têm muito mais dificuldade de se afirmar do que os Virgem ainda leoninos. Foram eles que herdaram inibições virginianas! Muitas vezes o seu sucesso é tardio; precisam de tempo para conseguir livrar-se da lentidão, dos escrúpulos e das tendências críticas de Virgem.
Entre as pessoas do Ascendente Escorpião (ou o Sol), bem poucos encontram o equilíbrio afectivo e conjugal. A casa 12 em Balança permite adivinhar grandes problemas dessa ordem na vida precedente, fazendo com que as pessoas hesitem em dar totalmente o coração. Esses traumatismos ou dívidas antigas prolongam-se hoje, por vezes numa dificuldade ou impossibilidade de ter filhos, no caso das mulheres. E, no caso dos homens, uma infalível insatisfação na vida conjugal. Acontece também destes Ascendentes Escorpião renunciarem às alegrias amorosas, tal o traumatismo que ainda lhes provocam seus dissabores anteriores. Difíceis relações cármicas com a vida amorosa obscurecida por bastantes dívidas cármicas!
Notei também que os homens desse Ascendente Escorpião tinham problemas em suas relações com o dinheiro. Culpabilizando-se quando a despesa não é profissionalmente justificada, podem ser bastante avaros com o dinheiro e, ao mesmo tempo, lançar-se em enormes e irresponsáveis despesas! É que o dinheiro, ligado a Vénus, símbolo do poder financeiro, e também ligado ao sexo foi, em várias circunstâncias, muito mal utilizado por eles na vida precedente. Outrora muito egoístas, não gastaram esse dinheiro para servir a justiça social. A hesitação em abrir a bolsa é mais sensível nos homens do que nas mulheres. Tudo isso vale também para o Sol em Escorpião: difíceis relações cármicas com o dinheiro, obscurecida por bastantes dívidas cármicas!
As pessoas de Sagitário no Ascendente (ou o Sol) não deveriam apresentar outras características que não satisfação e alegria de viver. Ora, muitas vezes têm problemas de depressão, de humores sombrios, mais escorpiónicos do que sagitarianos. O seu senso crítico, totalmente diferente do entusiasmo jupiteriano, mina na sua fé, na sua confiança na vida e neles mesmos. São, no entanto, atraídos pelo mistério, pelo ocultismo. Mas, em muitos casos, desconfiam dessas coisas, pois tiveram anteriormente experiências muito penosas nesses campos. Adoptam, então, uma posição de racionalismo: não querem mais correr o risco de se entregar de corpo e alma a um mago negro. Os únicos Sagitários de verdade são, em minha opinião, aqueles que têm Júpiter no Ascendente, em conjunção com o Sol.
As pessoas com Ascendente Capricórnio (ou o Sol) surpreendem pelo seu entusiasmo, pela sua audácia conquistadora, o seu espírito de empreendimento. Por vezes, mesmo, o seu amor pela brincadeira franca faz pensar que nos enganamos de Ascendente! Eles têm muito mais de Sagitário do que do austero Saturno, e muitas vezes estão bem longe do Capricórnio típico. Mesma observação para o Sol, que não dá necessariamente nativos austeros e frios. Tendo tido muitas farras em suas vidas anteriores, dissipando-se em aventuras pelo mundo inteiro, as pessoas sentem, é verdade, a necessidade de disciplina rigorosa que caracteriza o Capricórnio. Em certos casos, realmente, eles começam a se organizar desde esta vida. Mas em outros, o gosto pela farra ainda não se extinguiu; a atracção pelas aventuras reaparece, sobretudo na primeira parte da vida.
Em compensação, reencontram-se muito mais traços capricornianos nas pessoas com Ascendente Aquário (ou o Sol nesse signo). Saturno, regente de Capricórnio, ainda está exaltado em Aquário: o que leva, portanto, a várias vidas seguidas, onde o planeta representa um papel preponderante. A falta de calor é surpreendente entre esses nativos: inteligentes, amistosos, são mais generosos racionalmente do que afectivamente. Oferecem uma curiosa mistura de egoísmo gelado e de amizade fiel. A adaptação às técnicas de vanguarda não impede, neles, o apego às mais antigas tradições familiares.
Por fim, as pessoas Ascendente Peixes (ou o Sol) manifestam por vezes um carácter anárquico e revoltado, que vem dos hábitos de Aquário. A esse signo do Ar, que não tem os pés na Terra, assim como aos Peixes, que simplesmente não têm pés, só nos resta desejar um cônjuge que lhe imporá o seu senso prático. A recusa dos limites, que caracteriza ao mesmo tempo Aquário e Peixes, torna-lhes difícil a perseverança em qualquer contrato social. Saturno já era regente do seu período Capricórnio, no ciclo anterior. No entanto, herdaram de Aquário uma grande generosidade nas concepções. Com muita frequência, a sua vida anterior precedente foi marcada por rupturas violentas, revoluções, aventuras movimentadas em nome de ideologias de vanguarda. Assim, muitos deles preferem, desta vez, uma vida mais calma: perderam o gosto dos confrontos violentos.
Nem sempre se muda de Ascendente ou de signo solar, de uma vida para outra: e certos exemplos mostram mesmo que a ordem de sucessão dos Ascendentes de uma vida para a outra não segue necessariamente a ordem dos signos. Pode-se supor que, quando uma entidade não completou o programa que corresponde a um signo, ali se reencarna de novo (parece ser este o caso de pessoas que as datas de reencarnação reconduzem ao mesmo mês, ou ao mesmo dia do mesmo mês. Em suma, "repetimos o ano" das estrelas quando somos reprovados no exame cósmico!
A CASA 4
Já falámos um pouco desta casa, mas ela merece uma atenção maior, dada a sua enorme importância cármica.
Irmã gémea do signo de Caranguejo, ela revela a atitude da pessoa com a família, para com o lar e para com a segurança que e espera disso tudo. E isso não só no que se refere à vida presente, mas também no que se refere àquelas, mais antigas, onde ele mesmo criou para si as atitudes mentais que ainda hoje o condicionam.
 
Por exemplo, a pessoa, frustrada numa infância precedente, tentará reencontrar os antigos parentes aos quais está ligado por poderosos laços cármicos. Através deles, procurará de novo a segurança que lhe faltara anteriormente. Se a sua relação com esses parentes tiver sido de amor, ele procurará encarnar-se de novo entre eles, por atracção de ternura. Se a relação tiver implicado dívidas, irá encamar-se também de maneira a que essas dívidas possam enfim ser pagas, num amor recíproco reencontrado (e um progresso espiritual comum).
 
É a casa do medo de sentir, por razões cármicas.
 
E normal decifrar na casa IV, em analogia com Caranguejo, traços do carma, já que ela concerne à infância: um número muito grande de crianças lembram-se ainda da sua vida precedente, e conseguem contá-la!
 
O Fundo-do-Céu, cúspide dessa casa 4, é uma articulação importante: marca, num certo sentido, a acumulação, a sedimentação dos carmas acumulados, assim como o novo ponto de partida desta vida. O Fundo-do-Céu, assim como o Nodo Norte, dão a motivação profunda da encarnação.
 
Caranguejo era considerado pelos antigos astrólogos gregos e latinos como a "porta de entrada das almas" neste mundo. Todo o seu simbolismo (o ovo, a água primordial, o crustáceo paleozóico, etc.) gira em torno dessa ideia do nascimento. O Caranguejo é um dos animais mais antigos do nosso planeta; ele não esquece nada. A sua memória é fenomenal. A casa 4 também!
Uma casa 4 muito habitada, recebendo muitos aspectos tem muitas revelações a fazer àquele que souber lê-la. Indica nitidamente o estado de espírito com o qual a pessoa retomou ao plano terrestre.
A CASA 8
Tendo a mesma significação de Escorpião (morte e ressurreição), muito rapidamente atraiu o olhar clarividente dos primeiros astrólogos esotéricos.
Há muito tempo que se sabe que essas pessoas, cuja casa 8 está carregada, são mediúnicas e têm aptidões "parapsicológicas". Essas capacidades particulares foram adquiridas em outras existências, graças a um treino especial, por vezes muito duro: provações de iniciação das quais às vezes não se saía com vida.
O treino religioso e parapsicológico, como era dado aos futuros iniciados nos templos do Egipto e da Atlântida (e ainda hoje no Tibete), era longo e exigente. Os candidatos à iniciação aprendiam a sair do seu corpo à vontade, e a retomar a ele sem dificuldades.
Os iniciados eram capazes de ler os pensamentos daqueles que vinham fazer-lhes uma consulta, ou de ver imediatamente, segundo as cores da aura, qual era o órgão doente.
Podiam falar com os animais, prever certos acontecimentos, impor a sua vontade à distância, comunicar por telepatia, e ainda mil outras coisas muito úteis! Podiam comunicar-se com os mortos, curar pelo poder do pensamento. A sua memória era sistematicamente treinada de modo a nada esquecer.
Actualmente, resta-lhes uma parte dessa memória: eles lembram-se mais ou menos das suas antigas aptidões. Nos templos, ensinava-se-lhes a concentrar o pensamento, para utilizá-lo como uma arma, e a forjar a vontade para utilizar esse pensamento.
Tais pessoas, reencarnados hoje, têm uma casa 8 interessante. Eu mesmo tenho a Lua nessa casa e tenho consciência de já ter sido outrora astrólogo. Ainda me vejo ali. E sinto realmente alguma dificuldade em compreender como estes assuntos espirituais e psicoterapeuticos podem não apaixonar todo o mundo, pois para mim eles são de uma evidência absolutamente brilhante! A presença do mundo invisível é-me familiar. Imagino o que será o caso de pessoas com Sol, Vénus, Júpiter e Urano nesta casa. Adoraria reviver essa situação
Só que tem acontecido que nem sempre essas capacidades têm sido utilizadas para servir. Desviados do seu objectivo - usados para fins egoístas e destrutivos criaram um carma muito pesado.
A pessoa deve retomar aqui para purgar esse desvio: feiticeiros, magos negros, falsos sacerdotes, bruxos devem reparar o mal que fizeram. Na sua nova encarnação, essas pessoas, marcadas pela casa 8, têm o gosto pelo segredo. Os seus parentes queixam-se de que são difíceis de compreender. É realmente curiosa a percepção inconsciente das pessoas que nos cercam: quantas vezes não me chamaram de “bruxo”?. Nem mesmo praticava a astrologia nessa época. Mas os meus parentes e amigos certamente percebiam em mim vidas passadas menos banais.
Muitos dessas pessoas são, efectivamente, perigosas: exercem uma influência oculta sobre os outros, que ainda estão sujeitos a cair nas suas armadilhas se eles abusam mais de uma vez desse poder. Um certo número de pessoas beneficia de um grande magnetismo sexual, que assegura o seu sucesso junto às multidões.
 
Muitas vezes um pesado carma de perversidade oculta-se por trás do seu mapa; esse carma não pode ser liquidado pela repressão pura e simples dos instintos, nem pela recusa em reconhecê-los. Mas antes pela dedicação total a uma causa desinteressada, na qual a pessoa prestará os serviços que se esperavam dele outrora. Investindo nisso todas as forças, canalizará os seus poderes para fins construtivos e optimistas.
 
Esse tipo de pessoa aparece muitas vezes como dilacerado entre um desejo profundo de abnegação, que lhe trará enfim a paz interior esperada há muito tempo - e uma tentação permanente de correr atrás das suas velhas rotinas cármicas (a paixão do poder gerado pelo sexo, o dinheiro, o misticismo desviado de seus caminhos)!.
 
Inúmeros são aqueles que, no momento actual, sucumbem à tentação de fazer o papel de gurus fascistas, aqueles que infantilizam os seus rebanhos para melhor pisar em cima deles. Falsos profetas, contra quem evidentemente é preciso prevenir-se, como da peste.
 
Como saber? Pois bem, é muito simples: os falsos profetas deixam em nós um sentimento de angústia. Os bons conselheiros, ao contrário, deixam-nos partir com um sentimento de leveza, de alegria de viver, de contacto com a alma.
 
As pessoas da casa 8 têm naturalmente a faculdade de reencontrar as suas vidas passadas. Estão aptas a compreender que a morte não é mais que uma porta pela qual todos nós passamos centenas de vezes. No entanto, as pessoas da casa 8 são as que têm a coragem de pensar no "pós-vida".
Passam a ter menos medo desta do que outros, quando se decidem a fazer o trabalho espiritual necessário. Na verdade, só encontram a paz quando mergulham a fundo nessa pesquisa. Mas aqueles, dentre eles, que se obstinam na sua recusa têm, evidentemente, mais medo da morte do que os outros.
A morte é seu domínio: se a abordam numa atitude positiva e espiritual, reencontram a serenidade - e também os seus poderes “psi”! Essas pessoas da 8 não podem viver como as demais pessoas, contentando-se em comer, beber, dormir, amar. O modelo de vida materialista que a sociedade de consumo lhes propõe jamais os satisfaz, e são os primeiros a se revoltar. Sabem que há muita coisa além da matéria.
Toda a pesquisa das vidas passadas deve, portanto, estudar cuidadosamente a 8, os seus regentes, seus ocupantes, os planetas regentes do signo na ponta dessa casa, etc.
Parece que esta casa 8 é a "porta de saída" das almas ao fim de uma vida terrestre. A situação dessa casa no momento da morte daria as indicações sobre a próxima encarnação (e, em particular, designaria o próximo Ascendente).
 
AS CASAS NO EIXO DAS CASAS DE ÁGUA
A casa 6
Em analogia com o signo de Virgem, esta casa 6 é oposta à 12; ela indicações precisas sobre a origem cármica das doenças. Estas são causadas por desequilíbrio mental, espiritual ou emocional que se somatizam no corpo.
Há sempre uma ligação às duas casas, quando menos por polaridade, porque elas estão no mesmo eixo. Se a casa 6 está muito carregada (planetas mal aspectados, retrógrados, nodos, etc.), pode-se concluir daí que faltou à entidade espírito de colaboração numa vida passada.
Segundo a natureza dos planetas, dos signos na casa e das regências, pode-se precisar em quê e como. De qualquer modo, a casa 6 actual oferece sempre os meios positivos e concretos de liquidar a dívida cármica descrita pela 12 (ou, por vezes, é o contrário: a situação da 12 indica um pagamento da 6).
A casa 2
 
Em analogia com o signo de Touro, mostra como a entidade procura tranquilizar-se pela posse - ou pela privação - dos bens terrestres!
Evidentemente, esta casa 2 tem muito a dizer, sobretudo se está ligada por planetas, regências e aspectos à casa 8, que está em frente a ela. O facto de que os nodos estejam em eixo lembra-nos que toda a casa e todo o signo devem ser interpretados em função daquele que lhe está oposto.
Isto vale tanto para a interpretação "actual" dos mapas, quanto para a sua interpretação cármica. Aquele que tiver acumulado bens terrestres no passado terá desta vez uma casa 2 de despojamento - se tiver abusado desses bens. Se ele tiver, por exemplo, uma casa 8 em Touro indicando esses abusos no passado, uma grande avidez e um grande materialismo, terá uma casa 2 em Escorpião. Esse sinal de despojamento indica as perdas que deverá enfrentar nesta vida, voluntariamente (ou a contra gosto, se o recusar).
Evidentemente, esta é apenas uma ideia geral, e supõe que os planetas presentes nessas duas casas confirmem esta interpretação. O contrário, uma casa 2 em Touro, indica um nativo que optou pela posse: e todas as variedades de motivações podem estar presentes, das piores às melhores.
A palavra bíblica "O trabalhador merece o seu salário" aplica-se de maneira muito exacta a essa casa 2. O salário actual, indicado na casa 2, é a remuneração dos trabalhos de uma vida passada. A noção cármica de "pagar as dívidas" encontra aqui sua aplicação.
Eis aqui um exemplo que pode causar espanto a alguns: aqueles que ganham nas corridas de cavalos parecem, por vezes, ser herdeiros de uma vida passada onde haviam amado e protegido os cavalos! Em compensação, e de maneira mais geral, aqueles que perdem dinheiro com os animais (corridas, criações, etc.) parecem pagar por vidas passadas onde se haviam mostrado cruéis com eles.
Mas os traficantes de animais exóticos, que actualmente enriquecem com animais capturados, lamentavelmente transportados em caixas demasiado estreitas onde morrem de sede, de fome, de angústia e de sujeira, estão certamente fadados a acumular contra si um terrível carma: irão reencontrar-se arruinados e miseráveis na vida seguinte!
De um modo ou de outro irão sofrer o que fizeram padecer as pequenas almas sem defesa do reino animal. Há cada vez mais testemunhos sobre isso!
Os animais estão particularmente ligados às casas 6 (animais domésticos) e 2 (quando eles fazem parte da propriedade ou do rebanho do criador). Estão também ligados aos signos de Virgem e de Touro, de Sagitário quando se trata de cavalos, de Capricórnio quando se trata de caprinos, de Gémeos no caso dos pássaros, etc.
A casa 10 e os trânsitos planetários
Indica o programa de inserção social e profissional escolhido pela entidade antes da sua encarnação. Se não contém nenhum planeta, mas apenas o Nodo Norte, por exemplo, a pessoa estabeleceu o projecto de participar do mundo do trabalho; sai da família após uma vida passada na qual permanecera confinado.
Existe também o caso contrário: um Nodo Sul indicando uma entidade que tem por trás de si uma longa experiência passada que tem como eixo o trabalho profissional - e que agora quer voltar-se para a vida de família.
Como essas duas casas são opostas, isso não ocorre sem criar conflitos interiores e familiares.
Por exemplo, mulheres cujo mapa indica um programa de auto-realização pela vida profissional: a sua família e o seu marido não a entendem, persuadidos de que a única e exclusiva vocação da mulher está "no lar".
Embora se tenha sublinhado, mais ou menos em toda parte, na imprensa e na opinião, que o trabalho não era incompatível com uma vida feminina, esta verdade está longe de ser admitida universalmente: muitos pais não pensam em proporcionara às suas filhas uma qualificação que lhes garantiria, no entanto, uma dignidade e meios de vida. Infelizmente, a vida da mulher no lar, função de acolhida indispensável, está muito desvalorizada.
O imenso trabalho e a dedicação que ela exige são, hoje em dia, muito pouco reconhecidos. Certos temas indicam nitidamente que a pessoa fez esta escolha - outros, não. Mas esse não é um problema exclusivamente feminino: muito homens têm uma casa 10 desabitada, ao passo que o acento é colocado na casa 4: embora tenham escolhido uma encarnação masculina, prefeririam permanecer em casa. O rigor do conformismo social os culpabiliza, se fizerem isso. Vão, então, trabalhar fora, mas podem não se sentir felizes!
O Meio-do-Céu
É um ponto importante do mapa, por vezes, tanto quanto o Ascendente. Defini-lo como o início da casa 10 é insuficiente: é, na verdade, um ponto-chave, que focaliza todas as energias da entidade para esta vida. O Meio-do-Céu indica como a pessoa previu sua inserção profissional e social.
Alguns astrólogos dão uma atenção especial ao planeta "mais alto do céu" (que nem sempre coincide com o Zénite, ou Meio-do-Céu).
Parece que esse planeta importante e influente, em virtude desse recente trânsito, é indicado de várias maneiras no mapa: em conjunção com o Meio-do-Céu, ou com o Ascendente (na casa 12, depois 11, e depois 10).
O astrólogo deve observar muito atentamente não só os planetas na 1, na 12 e na 11, mas também na 10; e mesmo aqueles que ultrapassaram um pouco o Zénite e que já invadem a casa 9, mas que ainda estão em conjunção com o MC.
Essa questão, ainda bastante misteriosa, dos trânsitos planetários, será, penso eu, esclarecida nos próximos anos. Chegar-se-á a determinar no mapa o planeta de onde chega a entidade, para recomeçar uma nova vida terrestre. Por enquanto, ainda não sou capaz de fazê-lo com toda a certeza. Pode-se conseguir uma tal precisão através de intuição e vidência, que se confirma, em seguida, pelo estudo do mapa.
AS CASAS 3, 5, 7, 9, 11
 
Todas elas têm também um conteúdo cármico, embora ele seja menos imediatamente visível do que no caso das "casas de água".
 
A casa 5
Diz respeito aos filhos e aos amores, e indica evidentemente as dívidas cármicas que se acumularam nesse campo: filhos negligenciados, ou amores maltratados. E como somos "filhos das nossas obras", vê-se por essa casa o quanto a nossa vida presente é "filha" das passadas!
E por isso que acontece frequentemente filhos e amores retornarem de uma vida para outra: as mesmas entidades, embora situadas diferentemente no "organograma" familiar! Os mapas de famílias mostram vários casos desse "carmas familiares" onde uma filha se reencontra irmã, e vice-versa; onde os amores de um homem se dirigem para uma antiga esposa, ou para um antigo filho. Daí o apego inexplicável e ilógico que liga dois seres, nutridos de experiências comuns durante séculos, ou mesmo - quem sabe - milénios!
As entidades que se encarnam em nós como filhos podem ter sido já antigos filhos, um cônjuge, um amor, um irmão, ou uma irmã.
E por isso que a casa 3, que é a dos irmãos e irmãs, dos primos e dos condiscípulos, permite decifrar esse tipo de relações cármicas. De uma vida para outra, como já disse
A casa 7, que descreve o cônjuge, dá também algumas explicações cármicas. Por que homens brilhantes e inteligentes, desposam mulheres que não tinham nem a cultura, nem a educação, nem a inteligência deles? Ou o contrário. Os seus contemporâneos julgam severamente esses casamentos, inteiramente "descombinados". Para retomar o termo de uma época antiga, esses "casamentos desiguais" só poderiam ser explicados por uma necessidade cármica. Por que, então, um homem muito brilhante, muito célebre, muito rico, acharia admirável uma pessoa feia, insignificante, ou de muito baixo nível moral? Por que essa atracção entre dois seres separados pela nacionalidade, pela raça, pela religião e pela língua? Porque teceram entre eles, outrora, laços que ainda hoje os aproximam. A casa 7 indica esses laços. Ela está em analogia com o signo do casamento, Balança. Muitas pessoas casam-se essencialmente para liquidar alguma velha dívida oculta no fundo de uma gaveta cármica.
A casa 7 deve ser lida tendo constantemente em vista a casa 1: não só ela indica as virtudes e lições que faltam à pessoa, e para as quais ela se deve orientar - como também as pessoas indicadas na 7 (pelos planetas) são os instrumentos dessa progressão necessária. Por vezes muito dolorosa!
Do mesmo modo, a casa 9 completa a casa 3: esta última descreve o círculo de relações imediatas (actual ou passado) da pessoa; mas a casa 9, a do alhures, indica a via pela qual ele tentava - e continua a tentar - transcender esse imediato - isto é, explicá-lo por uma filosofia, enquadrá-lo numa ética, num ideal que lhe dê um sentido. A casa 9 é reveladora dos ideais que motivaram a entidade nas vidas passadas. Saturno retrógrado mal aspectado na casa 9 pode significar alguém que a sede do poder político devorou numa existência passada, sede que provavelmente motivou a sua actual reencarnação, podendo continuar a motivar todos os seus actos nesta vida.
Se a casa 3 dá informações sobre a instrução, os estudos e o nível intelectual do sujeito (não só para esta vida, mas também para as passadas), a casa 9 mostra o que ele faz desse saber intelectual, dessas faculdades mentais; mostra a serviço de que ideal espiritual e filosófico ele põe essa bagagem mental. A casa 9 está em analogia com o signo de Sagitário.
 
Os falsos profetas e gurus malfazejos têm frequentemente indicadores cármicos nessas casas 3 e 9: é o caso de Rasputin e de Adolf Hitler. A habilidade deles para fascinar os seus contemporâneos provém de aptidões adquiridas numa vida passada. Infelizmente, o caminho no qual eles decidiram guiar os outros não é mais que o do culto da sua personalidade - disfarçado sob uma ideologia mística progressista.
Para terminar este apanhado das casas, certas pessoas têm mais especialmente um carma amistoso: a sua escolha de destino é reencontrar amigos de outrora. Partindo das bases dessas antigas amizades, deverão aprender algumas lições espirituais: por exemplo, o discernimento, a amizade desinteressada, o espírito de colaboração, o respeito aos direitos dos outros, etc. A casa 11, em analogia com Aquário, indica a aptidão para uma comunicação mais ampla, para uma comunicação à distância, como permite hoje os “media”.
A aptidão para comunicar-se com grupos mais amplos do que a família ou a profissão é, muitas vezes, herança de outras vidas. É possível que civilizações como a dos atlantes e dos primeiros egípcios, que foram herdeiros deles, tenham disposto de meios de comunicação semelhantes ao rádio e à televisão (que pensamos ter inventado!). As pessoas que tiveram, outrora, tais aptidões, que se haviam tomado amplamente conhecidos num grupo humano ou num país, têm uma casa 11 muito habitada. Os planetas retrógrados e os maus aspectos indicam que esta comunicação com grandes grupos humanos fora, no caso deles, pouco satisfatória.
António Rosa 
 
 (Bibliografia consultada em obras de Stephen Arroyos, Dorothée Koechlin de Bizemont e Edgar Cayce)

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23 de novembro de 2007

Carma e casas astrológicas


 
A Trajectória Cósmica do Nosso Espírito:
Carma, Reencarnação e Espiritualidade
 
 (Bibliografia consultada em obras de Stephen Arroyos, Dorothée Koechlin de Bizemont e Edgar Cayce)
 
 Haveria muito a dizer sobre a forma redonda do horóscopo: o círculo é um perfeito símbolo de unidade. O tema é uma mandala, isto é, uma visão do mundo, encerrada num círculo geometricamente dividido, cuja estrutura ajuda à meditação.
 
Assim, o tema torna-se um "suporte de mancia": um objecto que, pela sua forma, permite que a intuição seja libertada. Os videntes de toda a Antiguidade utilizaram o fogo, a fumaça, os seixos jogados ao acaso no solo, etc.
 
A intuição divinatória habitualmente tem necessidade de um suporte para se manifestar: não há dúvida de que o horóscopo representa também esse papel; a sua forma redonda, as suas divisões geométricas activam os mecanismos secretos da intuição. A cruz formada pelo horizonte e o meridiano, inscrita nos 360° da circunferência, são os símbolos eternos que falam ao subconsciente de cada um de nós.
 
A divisão do espaço celeste em quatro quadrantes, cada um com três casas, ou seja, 12, tem ressonâncias numerológicas e simbólicas tão fortes, que todas as religiões do mundo o utilizaram. Mandala é uma palavra indiana, mas a realidade é universal. A estrutura íntima do cosmos está provavelmente baseada nos números 3, 4 e 12. As religiões cristãs falam das "Doze tribos de Israel", dos “12 Apóstolos”, dos “quatro Evangelistas”, da “Santíssima Trindade”, etc. quatro e três são sete, e se combinam ainda em 9, 12, 45 e tantos números "sagrados" utilizados pela astrologia.
 
A acrescentar a isto a ideia transmitida pela entidade Kryon, do Serviço Magnético, que diz que a matemática cósmica tem o sistema 12 como suporte universal e não o sistema decimal, como o utilizamos nesta nossa terceira dimensão, aqui na Terra.
A divisão do tema em 12 casas delimitadas pelos quatro Ângulos do Céu é fundamental.
As casas são campos vitais, nos quais se aplica a nossa energia. Isso é válido não só para esta vida, como também para toda a nossa trajectória cósmica - compreendendo também as nossas vidas precedentes.
 
Teoricamente, a Terra está no centro do tema. Os detractores da astrologia vêem nisso uma prova de sua falsidade, já que sabemos bem que a Terra não é o centro do nosso sistema solar. A isto pode-se responder que o tema descreve o nosso ponto de vista de terrenos. Quando tivermos adquirido “perfeição” e objectividade, quando estivermos livres das cargas terrestres, passaremos para um plano cósmico solar: poderemos ter então um tema "visto do sol" – o chamado sistema heliocêntrico. Actualmente, aliás, muitos astrólogos utilizam tais temas, nessa perspectiva espiritual.
O ASCENDENTE
Representa o estado presente da entidade, o "ponto" da sua evolução para esta encarnação.
A partir desse local-chave organiza-se todo o horóscopo, esse mapa do céu que a pessoa "assinou" antes de nascer.
O Ascendente e a casa 1 exteriorizam a personalidade da pessoa nesta encarnação - mas não necessariamente o seu Ser profundo. Certos espaços dele mesmo podem permanecer secretos, ocultos enquanto dura esta vida. Muito simplesmente porque a entidade decidiu desenvolver uma aptidão, em vez de outra, que está programada para a vida seguinte: não se pode procurar um desenvolvimento em todos os sentidos, ao mesmo tempo!
 
O crescimento da alma é um longo trabalho que se faz de vida para vida, um detalhe após o outro. Recantos inteiros do nosso ser permanecem adormecidos a cada encarnação.
 
A partir do Ascendente, há quem pense que as casas 2, 3, etc. indicam vidas a vir, ao passo que, regredindo no sentido inverso, as casas 12, 11, 10, etc. significam as vidas precedentes, a começar pela última.
 
Inúmeros autores pensam que nós encarnamos segundo a ordem dos signos, de modo a aprender sucessivamente as 12 lições cósmicas inscritas no Zodíaco. Esse será, certamente, um dos segredos esotéricos melhor guardados da humanidade.
 
Pensa-se que as pessoas que têm uma casa 12 muito "habitada" por um número importante de planetas, entre os quais Neptuno, já cumpriram todo um ciclo. Seria sua última encarnação, para esse ciclo.
 
Mas é provável que percorramos várias vezes o Zodíaco a fim de rematar o que não fora terminado. A roda das casas e dos signos representa a "roda das reencarnações", ou samsara indiano.
O Ascendente seria então como um dos ponteiros de um relógio sobre um quadrante, indicando a hora da evolução da alma. Em suma, em que ponto ela está, na sua jornada cósmica. (Cf. a Bíblia: "Para mim, um dia é como mil anos", diz o Senhor.) O Ascendente indica onde plantamos a nossa tenda, nessa viagem através do tempo e dos espaços interplanetários. É exactamente uma etapa.
 
AS CASAS DE ÁGUA
As três casas que correspondem, por analogia, aos três signos da Água: a casa 4, a Caranguejo, a casa 8, a Escorpião, a casa 12 a Peixes, parecem estreitamente ligadas às coisas cármicas.
Elas contêm uma enorme quantidade de informações sobre as nossas vidas anteriores. Todas as três estão carregadas de um passado que ainda nos marca, sobretudo se são densamente habitadas. Planetas retrógrados, nós, luminárias, recebendo inúmeros aspectos, revelam as suas dimensões cármicas nessas casas.
A casas 12, a 8 e a 4 trazem os reflexos que adquirimos nas nossas vidas anteriores, reacções emocionais criadas pelos traumatismos e erros de outrora. Devemos livrar-nos desses resíduos afectivos e físicos, desses comportamentos do passado, para nos adaptarmos à nova encarnação. Mas podemos decifrá-los ainda claramente nessas casas.
As pessoas com "casas da Água" muito fortes, aliás, têm, em geral, reminiscências bastante fortes das suas vidas anteriores. Frequentemente são muito mediúnicos ou possuem enorme clarividência, e têm um contacto permanente com os planos invisíveis.
Infinitamente sensíveis aos ambientes, essas pessoas perceptivas sabem e sentem coisas que nem sempre têm palavras para exprimir. O tempo, para elas, não está limitado a esta encarnação; não vêem na matéria a simples realidade existente, como tantos dos nossos contemporâneos ocidentais. Não esquecem nada (se a 4 e a 8 estiverem, no seu caso, fortemente habitadas).
Esses "nativos da Água" vivem tempestades angustiantes, furacões internos que têm dificuldade em superar. Aspiram à serenidade, embora se apeguem a comportamentos obsoletos que só fazem acarretar outras tormentas. Isso verifica-se sobretudo quando o Sol e Lua se hospedam nessas casas.
Os psicólogos materialistas ocidentais - esses consertadores da alma - muitas vezes fracassam ao tratar essas pessoas, uma vez que as motivações destes têm raízes num nível cármico muito profundo - nas paixões violentas das suas vidas anteriores.
Evidentemente, os que cercam essas pessoas jamais compreendem por que eles reagem tão fortemente a tão pequeninas coisas. Um encontro aparentemente banal uma canção, uma paisagem, lançam-nos num estado de profunda perturbação, desencadeando as ressonâncias profundas da memória cármica.
A pessoa assim hospedada no fundo das grutas marinhas da casa 4 (ou 8, ou 12), não é feliz: aspira profundamente a se libertar de um fardo cármico de obsessões muito antigas. E, no entanto, raramente tem forças para dele libertar-se. Os medos, os fantasmas, os espectros dos quais gostaria de se livrar estão inscritos nessas três casas.
Mas para limpar dos seus armários todos os fantasmas que ali foram encerrados, é preciso coragem: afrontar lúcida e bravamente todos esses fantasmas que apodrecem na memória.
 
Enquanto a pessoa se recusar a abrir o armário para dar a vassourada, permanecerá prisioneira desses laços emocionais passados que a estrangulam. E isto pode ser feito, actualmente, com o processo de terapia de vidas passadas.
Uma parte da sua energia está paralisada. O primeiro passo para a libertação começa no dia em que a pessoa admite a possibilidade de ter dívidas para consigo mesmo. E talvez mesmo para com os outros!
 
Se se empenha nessa via de auto conhecimento, esses traumatismos tornarão a emergir à superfície consciente, criando um choque. A pessoa reviverá, para melhor exorcizá-las, as suas lembranças dolorosas e as suas fraquezas. Pouco a pouco, a força destas diminui, o seu peso alivia, libertando a energia vital do sujeito. Quase todos os grandes místicos descrevem esta experiência, embora sob formas muito diversas, segundo as regiões e as culturas. Toda a psicoterapia deveria, portanto:
1. Admitir o peso das vidas anteriores.
2. Avaliar esse peso e as suas consequências sobre o "aqui e agora".
A CASA 12
A atenção dos astrólogos tem-se fixado nesta casa. Com toda a certeza, é a mais "esotérica" das casas. Parece descrever a mais recente encarnação terrestre, ou pelo menos a mais marcante, das últimas vidas.
 
Talvez não a vida imediatamente anterior, se esta tiver sido muito curta, ou apenas vivida como feto: constatou-se que essas vidas de crianças mortas em idade muito tenra, ou nascidas mortas deixam por vezes poucos traços na memória da entidade, e no seu tema. Digamos que a casa 12 marca certamente a última experiência terrestre significativa.
 
Entre muitos astrólogos reencarnacionistas estudam-se os temas de mortos que precederam, por exemplo, casos de reencarnação quase imediata na mesma família. É um fenómeno que não é raro.
 
Numa casa 12, o signo na cúspide, ou ponta, os planetas aí localizados, a sua situação celeste, seus aspectos, tudo fornece precisões sobre a vida anterior precedente. Uma casa 12 pode estar vazia de planetas. Mas se olharmos para o regente do signo situado na cúspide dessa casa, as coisas esclarecem-se.
A casa 12 tem o mesmo simbolismo do signo de Peixes. Este é regido por Neptuno, planeta da dissolução. Assim, nesta casa, os planetas indicam um desejo de dissolução dos laços cármicos, dos vínculos que ainda atavam a pessoa a este mundo.
 
O signo é representado por duas pequenas sardinhas atadas, em sentido contrário, por um fio muito curto: não é preciso dizer que no signo - assim como na casa - enfrentam-se entraves de todos os tipos. Se esses entraves são aceites corajosamente, segue-se uma libertação: desemboca-se então no grande fogo irresistível de Carneiro, o grande salto para adiante, que nenhum freio consegue mais suster.
Notem também que a casa 12 é a dos inimigos secretos: os nossos piores e mais secretos inimigos não são nossos defeitos?
Ela é considerada como a prisão ou o hospital do tema: no plano cármico, é bem um e outro: ali se curam as doenças espirituais e se "purgam" as penas.
A casa 12 também diz respeito aos pés, às patas, aos sapatos - tudo o que permite avançar. Pode-se extrapolar no plano cármico e deduzir que essa é a casa que nos permitirá ir ainda mais longe, andar na Lua, ou tomar emprestado um raio de Sol como degrau de uma escada.
Há frequentemente dois, ou mesmo três signos na casa 12. Esses signos múltiplos podem estar relacionados com várias vidas, ou então ainda com a mesma, vista sob duas iluminações diferentes.
Nunca se deve esquecer que a pessoa evolui, por sua liberdade e seu desejo de progresso. Entre o Ascendente na hora do nascimento (portanto a casa 12 natal) e o Ascendente na hora da morte, todo um caminho pode ter sido percorrido ou, ao contrário, uma nova dívida cármica pode ter sido acrescentada às precedentes!
O Ascendente na hora da morte, e a casa 12 anterior marcam a posição e definem a próxima encarnação. Mas alguns atribuem também essa possibilidade à casa 8, que veremos mais adiante. Afinal, conhecemos muito mal as leis certamente precisas - que regem as nossas permanências nos diferentes planos do cosmos.
Os iniciados atlantes, depois os egípcios e os celtas, conheceram-nas, assim como, ainda hoje, certos monges tibetanos, mas tratam-se de conhecimentos de alta iniciação, reservados apenas a alguns sábios.
Nesta era em que a Nova Energia desce sob o nosso planeta, muitas dessas informações já estão ao alcance da maioria, mas ainda continua a ser uma incógnita o real funcionamento das leis do universo.
Seria preciso poder comparar as casas 12 do nascimento, da morte e do renascimento.
No tema de qualquer pessoa, a casa 12, sobretudo se está carregada, ocasiona provações específicas, às quais não pode subtrair-se: porque ele mesmo as escolheu, antes de aceitar uma nova encarnação.
Ao tomar conhecimento desse dado, a pessoa muitas vezes o intui de maneira muito nítida: Diz "que é assim, que não há nada a fazer", ou ainda "que o vinho está servido, e é preciso bebê-lo". Sente que deve passar por tudo aquilo. Sabe-se cativo; o que nem sempre sabe (e que os astrólogos poderão dizer-lhe), é que escolheu livremente as provações significadas por esta casa 12.
Escolheu livremente a sua prisão, com um objectivo de progresso espiritual. Se aceitar essa ideia, a sua dor e a sua angústia poderão ser consideravelmente aliviadas. Em todo caso, tem o poder de se evadir dessa prisão material pela meditação, pela oração e pela imaginação.
A saída involuntária do corpo físico durante o sono dá uma trégua e um alívio às desgraças terrestres. É também por isso - penso eu -, que a Natureza previu o sono! Quanto às técnicas voluntárias de saída para o astral, também não são "anormais": transe e desdobramento são do conhecimento dos iniciados desde sempre (era mesmo assim que se praticava a anestesia necessária às operações cirurgias no antigo Egipto).
A aptidão para o sonho, para a prece, para a meditação, para a cura pelo pensamento e pela luz e para sair do corpo físico é extremamente desenvolvida nos proprietários de casas 12 densamente habitadas. É certo que todos eles têm infelicidades, mas também, em contrapartida, têm grandes poderes.
Essas pessoas muito marcadas pela casa 12, se tiverem escolhido uma encarnação de expiação e de sacrifício, têm, mais do que ninguém, o coração aberto à compaixão. O espírito dessa casa é o de saber inclinar-se com bondade sobre os sofrimentos dos outros.
 
Entretanto, se há muitos planetas retrógrados e mal aspectados, eles tendem a fugir do sofrimento: conheceram-no numa vida anterior, fugiram dele, ou aceitaram-no mal. São tentados, então, nesta vida, a fugir novamente dele. Este sofrimento, no entanto, parece necessário à liquidação das suas dívidas, e eles devem enfrentá-lo. Eis porque escolheram provações que desta vez são inevitáveis!
INFLUÊNCIA DA CASA 12 SOBRE O ASCENDENTE
Tenho notado que muitas das pessoas à minha volta, das quais tenho o mapa natal, respondem mais ao signo imediatamente anterior ao do Ascendente, do que ao próprio Ascendente.
 
Evidentemente, pode-se invocar a precessão dos equinócios, que acarreta actualmente uma defasagem de 23° a 24° para a nossa época. Isto dá, efectivamente, um signo de diferença, e explica que as pessoas de um signo ainda sintam a influência da constelação anterior. Mas o ayanamsa não explica tudo.
 
Um de meus consulentes, que tem o Ascendente a 25° de Sagitário, portanto perfeitamente no signo (menos 23° do ayanamsa, assim mesmo, dá para ele ainda 2° Sagitário!), tem todas as aparências físicas do tipo precedente, Escorpião: bem pequeno, bem escuro, traços cavados, olhar de laser brilhando com uma luminosidade metálica. Não só a aparência física, mas também, ao que parece, o comportamento também. E então?
 
Um dos meus amigos, nascido com o Sol em Leão, era o homem mais tímido, mais discreto, mais sentimental e mais passivo que conheci: mais Caranguejo -Caranguejo que outra coisa, e acabou sendo ludibriado por uma Leonina de verdade. Então, por que nasceu Leão?
 
Afinal, essas anomalias explicam-se na astrologia cármica: o signo que precede o Ascendente (portanto, na casa 12) indica as circunstâncias, os sentimentos, a profissão, o país e os actos, bastante recentes, que marcaram a pessoa na sua vida imediatamente anterior; não é de espantar que lhe fique uma forte impregnação disso tudo na actual encarnação.
 
Na primeira parte da vida, a pessoa ainda não se desligou bem dos seus hábitos cármicos; por vezes, mesmo, ele não se desliga de modo algum, ou porque não quer, ou porque não sente força para tanto. Funciona durante toda esta vida como na precedente, segundo esquemas hoje obsoletos, que ainda lhe estão colados à pele! Daí essa persistência dos traços de carácter do signo anterior.
 
O que vale para a casa 12 e para o Ascendente vale também para a casa que precede o Sol. Acontece, em astrologia, quando se ignora a hora do nascimento, tomar o Sol como Ascendente. A casa precedente é, então, a casa 12 "solar".
 
Este sistema dá resultados interessantes, sobretudo quando é empregado em "casas derivadas". Exemplo: para ter uma ideia do pai de um consulente, tomo o Sol como ponto de partida, e conto as casas a partir desse Sol: a 1° indica a personalidade do pai, a 2, a dos seus bens, etc.
 
Os astrólogos reencarnacionistas têm boas razões para pensar que o Sol, assim como o Ascendente, progride de vida em vida, no sentido dos signos do Zodíaco. Estes últimos são como portas, pelas quais passamos, uma após a outra.
Assim, aqueles que nascem, por exemplo, com o Ascendente Carneiro (ou o Sol), viveram uma experiência precedente marcada por Peixes. Seriam eles marinheiros, doentes hospitalizados, prisioneiros, místicos?. Em todo caso, completam um ciclo de existências para começar um novo. A sua experiência precedente, ao impor-lhes o sofrimento e o confinamento (seja este devido à doença ou a qualquer outra limitação física ou social), consolidou a sua força interior; eles começam, portanto, esse novo ciclo, em Carneiro, com uma imensa sede de liberdade!
Entretanto, parece que, em muitos casos, essa libertação é apenas progressiva: Quem sabe se esses retardatários devem renascer várias vezes com o mesmo Ascendente (ou com o mesmo signo solar) para liquidar a etapa precedente?
Vocês já notaram, suponho, que um bom número de pessoas com Ascendente (ou o Sol) em Touro, cuja agressividade vem mais de Carneiro. Eu próprio reconheço-me ter vivido nesta categoria uma parte considerável da minha vida e, ainda hoje, tenho situações inesperadas de uma certa intensidade e alguma agressividade no comportamento. Tenho o Ascendente em Touro.
 
Eis aí, bem evidente, a influência de uma casa 12 (solar) em Carneiro. O Touro, portanto, não elimina logo as influências marcianas que regeram as vidas precedentes.
 
Poderia também causar espanto encontrar tantos grandes trabalhadores com o Ascendente Gémeos (ou o Sol): mas é que eles conservaram hábitos laboriosos de seu passado taurino. Com bastante frequência são menos “light” do que faz prever a descrição do tipo Gémeos. Também me incluo nesta categoria com o meu Sol em Gémeos, na casa I. Sempre fui um trabalhador compulsivo, além de ter uma grande resistência física, que, com a idade, se está a esbater.
 
Certamente muitos alunos recordam-se da avalanche de textos e informações enviadas, ao longo dos meses. O que eles não viram foram os dias, semanas e meses agarrado ao computador a trabalhar, escrevendo esses textos. Isso permitiu-me juntar imenso material, que desembocou na criação deste site, anos depois. Se eu fosse um típico Gémeos, escreveria um apontamento ocasionalmente e seria tudo muito “clean”. Pois não, o que parece funcionar realmente é o signo anterior, que é o de Touro, tendo por outro lado, o meu ascendente também aí. Este próprio texto é um exemplo disso: escolhi trabalhá-lo e com intensidade. Alguém tirará proveito disso.
 
As pessoas do Ascendente Caranguejo (ou o Sol) são muito mercurianas: lêem, escrevem, agitam-se e tagarelam como os Gémeos, quando o seu Mercúrio se espalha numa chuva de gotas brilhantes. Nos meios editoriais, onde trabalho, notei vários Caranguejo e Ascendente Caranguejo que me pareceram muito felizes nesse meio que, no entanto, é tipicamente mercuriano e geminiano.
De um Ascendente Leão (ou o Sol), espera-se uma personalidade que se afirma com vigor. Ora, não é raro encontrar, nessa savana, pessoas bastante menos vigorosas, que preferem demonstrar vigor e assertividade diante das pessoas, para poderem esconder as suas patas de argila. A casa 12 em Caranguejo é, por vezes, de tal maneira influente, que só se vê um ser sensível, emotivo, terno, agarrado com unhas e dentes ao status quo familiar. E não tendo coragem alguma para enfrentar as mutações afectivas que se imporiam.
O Ascendente Virgem (ou o Sol), em compensação, dá pessoas mais seguras, mais autoritárias do que anuncia o signo. Virgem designa simbolicamente o "colaborador dedicado", personagem eficaz, discreto, mas sem muito brilho. Em princípio, os Ascendentes Virgem têm por trás de si um passado anterior no qual abusaram do poder. O que lhes trouxe bastante transtorno! Assim, desconfiam das honras, da glória e de tudo o que chama muito a atenção. Entretanto, mesmo tendo escolhido a humildade para esta encarnação, essas pessoas de Virgem (Sol ou Ascendente) ainda têm bastantes reflexos leoninos. A sua casa 12 indica uma posição social brilhante na vida imediatamente anterior, uma educação aristocrática e refinada, da qual ainda permanecem traços.
O Ascendente (ou o Sol) Balança muitas vezes dá às pessoas uma juventude tímida; eles têm muito mais dificuldade de se afirmar do que os Virgem ainda leoninos. Foram eles que herdaram inibições virginianas! Muitas vezes o seu sucesso é tardio; precisam de tempo para conseguir livrar-se da lentidão, dos escrúpulos e das tendências críticas de Virgem.
Entre as pessoas do Ascendente Escorpião (ou o Sol), bem poucos encontram o equilíbrio afectivo e conjugal. A casa 12 em Balança permite adivinhar grandes problemas dessa ordem na vida precedente, fazendo com que as pessoas hesitem em dar totalmente o coração. Esses traumatismos ou dívidas antigas prolongam-se hoje, por vezes numa dificuldade ou impossibilidade de ter filhos, no caso das mulheres. E, no caso dos homens, uma infalível insatisfação na vida conjugal. Acontece também destes Ascendentes Escorpião renunciarem às alegrias amorosas, tal o traumatismo que ainda lhes provocam seus dissabores anteriores. Difíceis relações cármicas com a vida amorosa obscurecida por bastantes dívidas cármicas!
Notei também que os homens desse Ascendente Escorpião tinham problemas em suas relações com o dinheiro. Culpabilizando-se quando a despesa não é profissionalmente justificada, podem ser bastante avaros com o dinheiro e, ao mesmo tempo, lançar-se em enormes e irresponsáveis despesas! É que o dinheiro, ligado a Vénus, símbolo do poder financeiro, e também ligado ao sexo foi, em várias circunstâncias, muito mal utilizado por eles na vida precedente. Outrora muito egoístas, não gastaram esse dinheiro para servir a justiça social. A hesitação em abrir a bolsa é mais sensível nos homens do que nas mulheres. Tudo isso vale também para o Sol em Escorpião: difíceis relações cármicas com o dinheiro, obscurecida por bastantes dívidas cármicas!
As pessoas de Sagitário no Ascendente (ou o Sol) não deveriam apresentar outras características que não satisfação e alegria de viver. Ora, muitas vezes têm problemas de depressão, de humores sombrios, mais escorpiónicos do que sagitarianos. O seu senso crítico, totalmente diferente do entusiasmo jupiteriano, mina na sua fé, na sua confiança na vida e neles mesmos. São, no entanto, atraídos pelo mistério, pelo ocultismo. Mas, em muitos casos, desconfiam dessas coisas, pois tiveram anteriormente experiências muito penosas nesses campos. Adoptam, então, uma posição de racionalismo: não querem mais correr o risco de se entregar de corpo e alma a um mago negro. Os únicos Sagitários de verdade são, em minha opinião, aqueles que têm Júpiter no Ascendente, em conjunção com o Sol.
As pessoas com Ascendente Capricórnio (ou o Sol) surpreendem pelo seu entusiasmo, pela sua audácia conquistadora, o seu espírito de empreendimento. Por vezes, mesmo, o seu amor pela brincadeira franca faz pensar que nos enganamos de Ascendente! Eles têm muito mais de Sagitário do que do austero Saturno, e muitas vezes estão bem longe do Capricórnio típico. Mesma observação para o Sol, que não dá necessariamente nativos austeros e frios. Tendo tido muitas farras em suas vidas anteriores, dissipando-se em aventuras pelo mundo inteiro, as pessoas sentem, é verdade, a necessidade de disciplina rigorosa que caracteriza o Capricórnio. Em certos casos, realmente, eles começam a se organizar desde esta vida. Mas em outros, o gosto pela farra ainda não se extinguiu; a atracção pelas aventuras reaparece, sobretudo na primeira parte da vida.
Em compensação, reencontram-se muito mais traços capricornianos nas pessoas com Ascendente Aquário (ou o Sol nesse signo). Saturno, regente de Capricórnio, ainda está exaltado em Aquário: o que leva, portanto, a várias vidas seguidas, onde o planeta representa um papel preponderante. A falta de calor é surpreendente entre esses nativos: inteligentes, amistosos, são mais generosos racionalmente do que afectivamente. Oferecem uma curiosa mistura de egoísmo gelado e de amizade fiel. A adaptação às técnicas de vanguarda não impede, neles, o apego às mais antigas tradições familiares.
Por fim, as pessoas Ascendente Peixes (ou o Sol) manifestam por vezes um carácter anárquico e revoltado, que vem dos hábitos de Aquário. A esse signo do Ar, que não tem os pés na Terra, assim como aos Peixes, que simplesmente não têm pés, só nos resta desejar um cônjuge que lhe imporá o seu senso prático. A recusa dos limites, que caracteriza ao mesmo tempo Aquário e Peixes, torna-lhes difícil a perseverança em qualquer contrato social. Saturno já era regente do seu período Capricórnio, no ciclo anterior. No entanto, herdaram de Aquário uma grande generosidade nas concepções. Com muita frequência, a sua vida anterior precedente foi marcada por rupturas violentas, revoluções, aventuras movimentadas em nome de ideologias de vanguarda. Assim, muitos deles preferem, desta vez, uma vida mais calma: perderam o gosto dos confrontos violentos.
Nem sempre se muda de Ascendente ou de signo solar, de uma vida para outra: e certos exemplos mostram mesmo que a ordem de sucessão dos Ascendentes de uma vida para a outra não segue necessariamente a ordem dos signos. Pode-se supor que, quando uma entidade não completou o programa que corresponde a um signo, ali se reencarna de novo (parece ser este o caso de pessoas que as datas de reencarnação reconduzem ao mesmo mês, ou ao mesmo dia do mesmo mês. Em suma, "repetimos o ano" das estrelas quando somos reprovados no exame cósmico!
A CASA 4
Já falámos um pouco desta casa, mas ela merece uma atenção maior, dada a sua enorme importância cármica.
Irmã gémea do signo de Caranguejo, ela revela a atitude da pessoa com a família, para com o lar e para com a segurança que e espera disso tudo. E isso não só no que se refere à vida presente, mas também no que se refere àquelas, mais antigas, onde ele mesmo criou para si as atitudes mentais que ainda hoje o condicionam.
 
Por exemplo, a pessoa, frustrada numa infância precedente, tentará reencontrar os antigos parentes aos quais está ligado por poderosos laços cármicos. Através deles, procurará de novo a segurança que lhe faltara anteriormente. Se a sua relação com esses parentes tiver sido de amor, ele procurará encarnar-se de novo entre eles, por atracção de ternura. Se a relação tiver implicado dívidas, irá encamar-se também de maneira a que essas dívidas possam enfim ser pagas, num amor recíproco reencontrado (e um progresso espiritual comum).
 
É a casa do medo de sentir, por razões cármicas.
 
E normal decifrar na casa IV, em analogia com Caranguejo, traços do carma, já que ela concerne à infância: um número muito grande de crianças lembram-se ainda da sua vida precedente, e conseguem contá-la!
 
O Fundo-do-Céu, cúspide dessa casa 4, é uma articulação importante: marca, num certo sentido, a acumulação, a sedimentação dos carmas acumulados, assim como o novo ponto de partida desta vida. O Fundo-do-Céu, assim como o Nodo Norte, dão a motivação profunda da encarnação.
 
Caranguejo era considerado pelos antigos astrólogos gregos e latinos como a "porta de entrada das almas" neste mundo. Todo o seu simbolismo (o ovo, a água primordial, o crustáceo paleozóico, etc.) gira em torno dessa ideia do nascimento. O Caranguejo é um dos animais mais antigos do nosso planeta; ele não esquece nada. A sua memória é fenomenal. A casa 4 também!
Uma casa 4 muito habitada, recebendo muitos aspectos tem muitas revelações a fazer àquele que souber lê-la. Indica nitidamente o estado de espírito com o qual a pessoa retomou ao plano terrestre.
A CASA 8
Tendo a mesma significação de Escorpião (morte e ressurreição), muito rapidamente atraiu o olhar clarividente dos primeiros astrólogos esotéricos.
Há muito tempo que se sabe que essas pessoas, cuja casa 8 está carregada, são mediúnicas e têm aptidões "parapsicológicas". Essas capacidades particulares foram adquiridas em outras existências, graças a um treino especial, por vezes muito duro: provações de iniciação das quais às vezes não se saía com vida.
O treino religioso e parapsicológico, como era dado aos futuros iniciados nos templos do Egipto e da Atlântida (e ainda hoje no Tibete), era longo e exigente. Os candidatos à iniciação aprendiam a sair do seu corpo à vontade, e a retomar a ele sem dificuldades.
Os iniciados eram capazes de ler os pensamentos daqueles que vinham fazer-lhes uma consulta, ou de ver imediatamente, segundo as cores da aura, qual era o órgão doente.
Podiam falar com os animais, prever certos acontecimentos, impor a sua vontade à distância, comunicar por telepatia, e ainda mil outras coisas muito úteis! Podiam comunicar-se com os mortos, curar pelo poder do pensamento. A sua memória era sistematicamente treinada de modo a nada esquecer.
Actualmente, resta-lhes uma parte dessa memória: eles lembram-se mais ou menos das suas antigas aptidões. Nos templos, ensinava-se-lhes a concentrar o pensamento, para utilizá-lo como uma arma, e a forjar a vontade para utilizar esse pensamento.
Tais pessoas, reencarnados hoje, têm uma casa 8 interessante. Eu mesmo tenho a Lua nessa casa e tenho consciência de já ter sido outrora astrólogo. Ainda me vejo ali. E sinto realmente alguma dificuldade em compreender como estes assuntos espirituais e psicoterapeuticos podem não apaixonar todo o mundo, pois para mim eles são de uma evidência absolutamente brilhante! A presença do mundo invisível é-me familiar. Imagino o que será o caso de pessoas com Sol, Vénus, Júpiter e Urano nesta casa. Adoraria reviver essa situação
Só que tem acontecido que nem sempre essas capacidades têm sido utilizadas para servir. Desviados do seu objectivo - usados para fins egoístas e destrutivos criaram um carma muito pesado.
A pessoa deve retomar aqui para purgar esse desvio: feiticeiros, magos negros, falsos sacerdotes, bruxos devem reparar o mal que fizeram. Na sua nova encarnação, essas pessoas, marcadas pela casa 8, têm o gosto pelo segredo. Os seus parentes queixam-se de que são difíceis de compreender. É realmente curiosa a percepção inconsciente das pessoas que nos cercam: quantas vezes não me chamaram de “bruxo”?. Nem mesmo praticava a astrologia nessa época. Mas os meus parentes e amigos certamente percebiam em mim vidas passadas menos banais.
Muitos dessas pessoas são, efectivamente, perigosas: exercem uma influência oculta sobre os outros, que ainda estão sujeitos a cair nas suas armadilhas se eles abusam mais de uma vez desse poder. Um certo número de pessoas beneficia de um grande magnetismo sexual, que assegura o seu sucesso junto às multidões.
 
Muitas vezes um pesado carma de perversidade oculta-se por trás do seu mapa; esse carma não pode ser liquidado pela repressão pura e simples dos instintos, nem pela recusa em reconhecê-los. Mas antes pela dedicação total a uma causa desinteressada, na qual a pessoa prestará os serviços que se esperavam dele outrora. Investindo nisso todas as forças, canalizará os seus poderes para fins construtivos e optimistas.
 
Esse tipo de pessoa aparece muitas vezes como dilacerado entre um desejo profundo de abnegação, que lhe trará enfim a paz interior esperada há muito tempo - e uma tentação permanente de correr atrás das suas velhas rotinas cármicas (a paixão do poder gerado pelo sexo, o dinheiro, o misticismo desviado de seus caminhos)!.
 
Inúmeros são aqueles que, no momento actual, sucumbem à tentação de fazer o papel de gurus fascistas, aqueles que infantilizam os seus rebanhos para melhor pisar em cima deles. Falsos profetas, contra quem evidentemente é preciso prevenir-se, como da peste.
 
Como saber? Pois bem, é muito simples: os falsos profetas deixam em nós um sentimento de angústia. Os bons conselheiros, ao contrário, deixam-nos partir com um sentimento de leveza, de alegria de viver, de contacto com a alma.
 
As pessoas da casa 8 têm naturalmente a faculdade de reencontrar as suas vidas passadas. Estão aptas a compreender que a morte não é mais que uma porta pela qual todos nós passamos centenas de vezes. No entanto, as pessoas da casa 8 são as que têm a coragem de pensar no "pós-vida".
Passam a ter menos medo desta do que outros, quando se decidem a fazer o trabalho espiritual necessário. Na verdade, só encontram a paz quando mergulham a fundo nessa pesquisa. Mas aqueles, dentre eles, que se obstinam na sua recusa têm, evidentemente, mais medo da morte do que os outros.
A morte é seu domínio: se a abordam numa atitude positiva e espiritual, reencontram a serenidade - e também os seus poderes “psi”! Essas pessoas da 8 não podem viver como as demais pessoas, contentando-se em comer, beber, dormir, amar. O modelo de vida materialista que a sociedade de consumo lhes propõe jamais os satisfaz, e são os primeiros a se revoltar. Sabem que há muita coisa além da matéria.
Toda a pesquisa das vidas passadas deve, portanto, estudar cuidadosamente a 8, os seus regentes, seus ocupantes, os planetas regentes do signo na ponta dessa casa, etc.
Parece que esta casa 8 é a "porta de saída" das almas ao fim de uma vida terrestre. A situação dessa casa no momento da morte daria as indicações sobre a próxima encarnação (e, em particular, designaria o próximo Ascendente).
 
AS CASAS NO EIXO DAS CASAS DE ÁGUA
A casa 6
Em analogia com o signo de Virgem, esta casa 6 é oposta à 12; ela indicações precisas sobre a origem cármica das doenças. Estas são causadas por desequilíbrio mental, espiritual ou emocional que se somatizam no corpo.
Há sempre uma ligação às duas casas, quando menos por polaridade, porque elas estão no mesmo eixo. Se a casa 6 está muito carregada (planetas mal aspectados, retrógrados, nodos, etc.), pode-se concluir daí que faltou à entidade espírito de colaboração numa vida passada.
Segundo a natureza dos planetas, dos signos na casa e das regências, pode-se precisar em quê e como. De qualquer modo, a casa 6 actual oferece sempre os meios positivos e concretos de liquidar a dívida cármica descrita pela 12 (ou, por vezes, é o contrário: a situação da 12 indica um pagamento da 6).
A casa 2
 
Em analogia com o signo de Touro, mostra como a entidade procura tranquilizar-se pela posse - ou pela privação - dos bens terrestres!
Evidentemente, esta casa 2 tem muito a dizer, sobretudo se está ligada por planetas, regências e aspectos à casa 8, que está em frente a ela. O facto de que os nodos estejam em eixo lembra-nos que toda a casa e todo o signo devem ser interpretados em função daquele que lhe está oposto.
Isto vale tanto para a interpretação "actual" dos mapas, quanto para a sua interpretação cármica. Aquele que tiver acumulado bens terrestres no passado terá desta vez uma casa 2 de despojamento - se tiver abusado desses bens. Se ele tiver, por exemplo, uma casa 8 em Touro indicando esses abusos no passado, uma grande avidez e um grande materialismo, terá uma casa 2 em Escorpião. Esse sinal de despojamento indica as perdas que deverá enfrentar nesta vida, voluntariamente (ou a contra gosto, se o recusar).
Evidentemente, esta é apenas uma ideia geral, e supõe que os planetas presentes nessas duas casas confirmem esta interpretação. O contrário, uma casa 2 em Touro, indica um nativo que optou pela posse: e todas as variedades de motivações podem estar presentes, das piores às melhores.
A palavra bíblica "O trabalhador merece o seu salário" aplica-se de maneira muito exacta a essa casa 2. O salário actual, indicado na casa 2, é a remuneração dos trabalhos de uma vida passada. A noção cármica de "pagar as dívidas" encontra aqui sua aplicação.
Eis aqui um exemplo que pode causar espanto a alguns: aqueles que ganham nas corridas de cavalos parecem, por vezes, ser herdeiros de uma vida passada onde haviam amado e protegido os cavalos! Em compensação, e de maneira mais geral, aqueles que perdem dinheiro com os animais (corridas, criações, etc.) parecem pagar por vidas passadas onde se haviam mostrado cruéis com eles.
Mas os traficantes de animais exóticos, que actualmente enriquecem com animais capturados, lamentavelmente transportados em caixas demasiado estreitas onde morrem de sede, de fome, de angústia e de sujeira, estão certamente fadados a acumular contra si um terrível carma: irão reencontrar-se arruinados e miseráveis na vida seguinte!
De um modo ou de outro irão sofrer o que fizeram padecer as pequenas almas sem defesa do reino animal. Há cada vez mais testemunhos sobre isso!
Os animais estão particularmente ligados às casas 6 (animais domésticos) e 2 (quando eles fazem parte da propriedade ou do rebanho do criador). Estão também ligados aos signos de Virgem e de Touro, de Sagitário quando se trata de cavalos, de Capricórnio quando se trata de caprinos, de Gémeos no caso dos pássaros, etc.
A casa 10 e os trânsitos planetários
Indica o programa de inserção social e profissional escolhido pela entidade antes da sua encarnação. Se não contém nenhum planeta, mas apenas o Nodo Norte, por exemplo, a pessoa estabeleceu o projecto de participar do mundo do trabalho; sai da família após uma vida passada na qual permanecera confinado.
Existe também o caso contrário: um Nodo Sul indicando uma entidade que tem por trás de si uma longa experiência passada que tem como eixo o trabalho profissional - e que agora quer voltar-se para a vida de família.
Como essas duas casas são opostas, isso não ocorre sem criar conflitos interiores e familiares.
Por exemplo, mulheres cujo mapa indica um programa de auto-realização pela vida profissional: a sua família e o seu marido não a entendem, persuadidos de que a única e exclusiva vocação da mulher está "no lar".
Embora se tenha sublinhado, mais ou menos em toda parte, na imprensa e na opinião, que o trabalho não era incompatível com uma vida feminina, esta verdade está longe de ser admitida universalmente: muitos pais não pensam em proporcionara às suas filhas uma qualificação que lhes garantiria, no entanto, uma dignidade e meios de vida. Infelizmente, a vida da mulher no lar, função de acolhida indispensável, está muito desvalorizada.
O imenso trabalho e a dedicação que ela exige são, hoje em dia, muito pouco reconhecidos. Certos temas indicam nitidamente que a pessoa fez esta escolha - outros, não. Mas esse não é um problema exclusivamente feminino: muito homens têm uma casa 10 desabitada, ao passo que o acento é colocado na casa 4: embora tenham escolhido uma encarnação masculina, prefeririam permanecer em casa. O rigor do conformismo social os culpabiliza, se fizerem isso. Vão, então, trabalhar fora, mas podem não se sentir felizes!
O Meio-do-Céu
É um ponto importante do mapa, por vezes, tanto quanto o Ascendente. Defini-lo como o início da casa 10 é insuficiente: é, na verdade, um ponto-chave, que focaliza todas as energias da entidade para esta vida. O Meio-do-Céu indica como a pessoa previu sua inserção profissional e social.
Alguns astrólogos dão uma atenção especial ao planeta "mais alto do céu" (que nem sempre coincide com o Zénite, ou Meio-do-Céu).
Parece que esse planeta importante e influente, em virtude desse recente trânsito, é indicado de várias maneiras no mapa: em conjunção com o Meio-do-Céu, ou com o Ascendente (na casa 12, depois 11, e depois 10).
O astrólogo deve observar muito atentamente não só os planetas na 1, na 12 e na 11, mas também na 10; e mesmo aqueles que ultrapassaram um pouco o Zénite e que já invadem a casa 9, mas que ainda estão em conjunção com o MC.
Essa questão, ainda bastante misteriosa, dos trânsitos planetários, será, penso eu, esclarecida nos próximos anos. Chegar-se-á a determinar no mapa o planeta de onde chega a entidade, para recomeçar uma nova vida terrestre. Por enquanto, ainda não sou capaz de fazê-lo com toda a certeza. Pode-se conseguir uma tal precisão através de intuição e vidência, que se confirma, em seguida, pelo estudo do mapa.
AS CASAS 3, 5, 7, 9, 11
 
Todas elas têm também um conteúdo cármico, embora ele seja menos imediatamente visível do que no caso das "casas de água".
 
A casa 5
Diz respeito aos filhos e aos amores, e indica evidentemente as dívidas cármicas que se acumularam nesse campo: filhos negligenciados, ou amores maltratados. E como somos "filhos das nossas obras", vê-se por essa casa o quanto a nossa vida presente é "filha" das passadas!
E por isso que acontece frequentemente filhos e amores retornarem de uma vida para outra: as mesmas entidades, embora situadas diferentemente no "organograma" familiar! Os mapas de famílias mostram vários casos desse "carmas familiares" onde uma filha se reencontra irmã, e vice-versa; onde os amores de um homem se dirigem para uma antiga esposa, ou para um antigo filho. Daí o apego inexplicável e ilógico que liga dois seres, nutridos de experiências comuns durante séculos, ou mesmo - quem sabe - milénios!
As entidades que se encarnam em nós como filhos podem ter sido já antigos filhos, um cônjuge, um amor, um irmão, ou uma irmã.
E por isso que a casa 3, que é a dos irmãos e irmãs, dos primos e dos condiscípulos, permite decifrar esse tipo de relações cármicas. De uma vida para outra, como já disse
A casa 7, que descreve o cônjuge, dá também algumas explicações cármicas. Por que homens brilhantes e inteligentes, desposam mulheres que não tinham nem a cultura, nem a educação, nem a inteligência deles? Ou o contrário. Os seus contemporâneos julgam severamente esses casamentos, inteiramente "descombinados". Para retomar o termo de uma época antiga, esses "casamentos desiguais" só poderiam ser explicados por uma necessidade cármica. Por que, então, um homem muito brilhante, muito célebre, muito rico, acharia admirável uma pessoa feia, insignificante, ou de muito baixo nível moral? Por que essa atracção entre dois seres separados pela nacionalidade, pela raça, pela religião e pela língua? Porque teceram entre eles, outrora, laços que ainda hoje os aproximam. A casa 7 indica esses laços. Ela está em analogia com o signo do casamento, Balança. Muitas pessoas casam-se essencialmente para liquidar alguma velha dívida oculta no fundo de uma gaveta cármica.
A casa 7 deve ser lida tendo constantemente em vista a casa 1: não só ela indica as virtudes e lições que faltam à pessoa, e para as quais ela se deve orientar - como também as pessoas indicadas na 7 (pelos planetas) são os instrumentos dessa progressão necessária. Por vezes muito dolorosa!
Do mesmo modo, a casa 9 completa a casa 3: esta última descreve o círculo de relações imediatas (actual ou passado) da pessoa; mas a casa 9, a do alhures, indica a via pela qual ele tentava - e continua a tentar - transcender esse imediato - isto é, explicá-lo por uma filosofia, enquadrá-lo numa ética, num ideal que lhe dê um sentido. A casa 9 é reveladora dos ideais que motivaram a entidade nas vidas passadas. Saturno retrógrado mal aspectado na casa 9 pode significar alguém que a sede do poder político devorou numa existência passada, sede que provavelmente motivou a sua actual reencarnação, podendo continuar a motivar todos os seus actos nesta vida.
Se a casa 3 dá informações sobre a instrução, os estudos e o nível intelectual do sujeito (não só para esta vida, mas também para as passadas), a casa 9 mostra o que ele faz desse saber intelectual, dessas faculdades mentais; mostra a serviço de que ideal espiritual e filosófico ele põe essa bagagem mental. A casa 9 está em analogia com o signo de Sagitário.
 
Os falsos profetas e gurus malfazejos têm frequentemente indicadores cármicos nessas casas 3 e 9: é o caso de Rasputin e de Adolf Hitler. A habilidade deles para fascinar os seus contemporâneos provém de aptidões adquiridas numa vida passada. Infelizmente, o caminho no qual eles decidiram guiar os outros não é mais que o do culto da sua personalidade - disfarçado sob uma ideologia mística progressista.
Para terminar este apanhado das casas, certas pessoas têm mais especialmente um carma amistoso: a sua escolha de destino é reencontrar amigos de outrora. Partindo das bases dessas antigas amizades, deverão aprender algumas lições espirituais: por exemplo, o discernimento, a amizade desinteressada, o espírito de colaboração, o respeito aos direitos dos outros, etc. A casa 11, em analogia com Aquário, indica a aptidão para uma comunicação mais ampla, para uma comunicação à distância, como permite hoje os “media”.
A aptidão para comunicar-se com grupos mais amplos do que a família ou a profissão é, muitas vezes, herança de outras vidas. É possível que civilizações como a dos atlantes e dos primeiros egípcios, que foram herdeiros deles, tenham disposto de meios de comunicação semelhantes ao rádio e à televisão (que pensamos ter inventado!). As pessoas que tiveram, outrora, tais aptidões, que se haviam tomado amplamente conhecidos num grupo humano ou num país, têm uma casa 11 muito habitada. Os planetas retrógrados e os maus aspectos indicam que esta comunicação com grandes grupos humanos fora, no caso deles, pouco satisfatória.
António Rosa 
 
 (Bibliografia consultada em obras de Stephen Arroyos, Dorothée Koechlin de Bizemont e Edgar Cayce)

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