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Oscar 2012 - Histórias da 'red carpet and parties'

27 de fevereiro de 2012 · 4 comentários


Devido à marca «Kodak» ter entrado em falência global, o nome deste teatro foi mudado à última hora para «Hollywood and Highland Center» [6801 Hollywood Boulevard, Los Angeles]. Provavelmente, a cerimónia de 2013 realizar-se-á no «Nokia Theatre» com capacidade para mais de 7.000 lugares sentados, podendo a Academia convidar muitas celebridades de outras áreas [tv, desporto, moda, música] de modo a recuperarem o antigo glamour da cerimónia.

A já longa [uns 15 anos] crise dentro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood é tão grande que tudo lhes acontece. Tentam inovar e não conseguem. Em 2011 a cerimónia roçou um tremendo flop e uma enorme perda [milhões de pessoas] de audiência na televisão.  O ano passado convidaram James Franco e Anne Hathaway como anfitriões da cerimónia, mas aquilo foi tão mal escrito, preparado e ensaiado, que a noite de entrega das estatuetas resultou num enorme amontoado de equívocos. Mais uma vez era necessário inovar, mudar, transformar. Que fizeram? Este ano [2012] viraram-se mais uma vez para o passado e apostaram em Billy Crystal (ocupando o buraco deixado por Eddie Murphy, primeiro nome escolhido) à frente do palco, na sua nona empreitada pelos Academy Awards.

O resultado foi uma cerimónia insípida, enxuta, rápida e sem surpresas e, sobretudo sem o glamour que os antigos organizadores deram à cerimónia. O espectáculo principal viu-se na red carpet, à entrada para o teatro, com uma mão cheia de celebridades a chamarem a atenção pela «star quality» que lhes é inerente, muito bem vestidas, com um discurso articulado e o resto dos 3.200 membros da indústria presentes no evento a parecerem estar todos e todas fardados/as, tal a ausência de glamour e brilho.

'O Artista' e 'A invenção de Hugo Cabret' levaram, juntos, dez prémios para casa. É a Academia e os seus membros a virarem-se para si próprios, premiando assuntos de cinema. Não vão longe, assim. São demasiados prémios para 2 filmes, quando havia muitos outros, com qualidade e merecedores de dois terços destas estatuetas.



Se olharmos para a foto acima, em dia de Oscar, vemos a passadeira vermelha [red carpet] dividida em 2 partes. À direita da foto está a imprensa, primeiro, os canais de televisão e a seguir os fotógrafos, em frente aos quais as celebridades vão caminhando meio metro de cada vez, fazendo pose, até que entram no teatro. Este processo demora cerca de 2 horas ou mais, entre o momento que chegam ao início do red carpet e a entrada no edifício. Os outros, os mais de 3.000 convidados da indústria não nomeados para as estatuetas, passam directos sem grandes paragens. Obviamente, a excepção são as grandes celebridades não nomeadas para esse ano, que têm direito a fazerem pose e a dizerem o nome dos estilitas que vestem ou calçam.

Se olharmos para o lado esquerdo da foto, vemos a arquibancada para os fãs. São cerca de 700 pessoas que se candidatam àqueles lugares. Para estarem presentes na cerimónia de 2012, os fãs de todo o mundo, dispuseram de uma semana, em Setembro de 2011, para se increverem online e, num sorteio aleatório foram escolhidos os que estarão presentes. A imensa gritaria que se ouve no red carpet provém deste grupo de fãs. Se não estivessem presentes, só se ouviria os fotógrafos a gritarem 'Angelina, smile to left'.

Quando a passadeira vermelha fica vazia, estes fãs são levados para um local muito próximo, com enormes telões, onde acompanham a cerimónia, sendo muito bem tratados pelos organizadores, com um buffet à disposição.

A seguir apresentamos algumas das «red carpet» mais famosas dessa noite:

RED CARPET DA CERIMÓNIA DA ACADEMIA


Gwyneth Paltrow 



O grande vencedor da noite, o director Michel Hazanavicius - 'O Artista', filme frânces.
Acompanhado da mulher, a actriz francesa Bérènice Bejo.


Rose Byrne


Jennifer Lopez vestida por Zuhair Murad. Para os parties, mudou de roupa,
à maneira antiga.


Cameron Diaz vestida por Gucci


Glenn Close nos seus fantásticos 64 anos



Sandra Bullock


Michelle Williams vestida por Louis Vuitton


Natalie Portman

[Estas fotos representam apenas uma pequena amostra dos presentes aos eventos]


RED CARPET DO ELTON JOHN AIDS
FOUNDATION OSCAR PARTY


Carmen Electra


Miley Cyrus vestida por Roberto Cavalli.


Kim e Kourtney Kardashian, acompanhadas por Heidi Klum


Katy Perry vestida por Blumarine


RED CARPET DA VANITY FAIR OSCAR PARTY 2012




Irina Shayk


Tom Cruise e Katie Holmes, vestida por Elie Saab, ambos de navy blue.


Salma Hayek


Jennifer Lopez vestida por Zuhair Murad. Na red carpet da cerimónia, envergava outro vestido. Foi das poucas estrelas que mudou de traje, à maneira antiga. Sempre acompanhada pelo actual namorado Casper Smart, os fotógrafos presentes, apesar de sempre ávidos de sensacionalismo, não o quiseram fotografar junto da vedeta. Isso fica para os papparazi de rua.

============

Vestido como personagem de «O Ditador», Sacha Baron Cohen derruba pote de cinzas no repórter Ryan Seacres. Sacha Baron Cohen não quis nem saber do facto de ter sido desconvidado para o Oscar 2012. Ele não só foi ao tapete vermelho do evento vestido como o personagem do seu novo filme, «O Ditador», o Admiral-General Aladeen, como causou a maior polémica. Com uma suposta urna repleta de cinzas com a foto do ex-líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong Il, o comediante cercado de belas mulheres, parou para dar uma entrevista ao repórter do canal «E!», Ryan Seacrest. Tudo ia muito bem até ele resolver virar o recipiente sobre o apresentador do programa «American Idol». Como se fosse o personagem, Sacha fez de conta que tinha derramado as cinzas sem querer. Sobrou para Seacrest um sorriso bem sem graça e o smoking impecável completamente sujo. Sacha acabou sendo expulso do local por seguranças. Assista ao momento:

Filmes da minha vida - Duas irmãs e um rei [The other boleyn girl]

3 de setembro de 2008 · 7 comentários


[Scarlett Johansson (Mary) e Natalie Portman (Anna)]

O filme “Duas Irmãs e um Rei” (2008) começa na época da vida de Henrique VIII de Inglaterra [Eric Bana], em que ele vivia torturado pela impossibilidade de sua mulher, a rainha Catarina de Aragão [Ana Torrente], lhe conseguir dar um filho varão. Dos vários filhos legítimos que teve, só sobreviveu Mary, que chegou a reinar cerca de 2 anos. Catarina de Aragão chegara à menopausa, portanto, sem possibilidade de poder dar ao reino um “príncipe do género masculino”. Henrique era um homem ambicioso, déspota, dominado pelos seus desejos, que mudou esta Europa que conhecemos hoje.

Convém relembrar que nessa época, a coroa inglesa praticava o catolicismo e mantinha fidelidade ao Vaticano. No entanto, as ideias protestantes já impregnavam os meios académicos e filosóficos.


O Duque de Norfolk [David Morrissey] como braço direito do rei Henrique, organizou uma caçada real de 2 dias, instalando o rei e a sua numerosa comitiva na mansão de sua irmã, Lady Elizabeth [Kristin Scot Thomas], casada com Thomas Boleyn [Mark Rylance]. Excelentes interpretações, as destes conhecidos autores.

Norfolk não se limitou a organizar a caçada real na propriedade dos Bolena. Arquitectou todo um escorpiónico plano para melhor dominar o rei. Para isso contou com o apoio do cunhado e o desagrado submisso de sua irmã. Os Bolena tinham 3 filhos: Anna [Natalie Portman], Mary [Scarlett Johansson] e George [Jim Sturgess].

Anna e Mary são as figuras centrais deste filme plutónico e têm interpretações absolutamente fascinantes. Apesar de Anna ser a filha mais velha e, portanto, deveria ter sido a primeira a casar-se, os pais Bolena decidiram casar primeiro a filha mais nova, Mary, com um fidalgo rural local, pois as personalidades das irmãs eram bem diferentes e Anna, pela sua inteligência e vivacidade, parecia ter condições para fazer um melhor casamento, podendo, por isso, esperar mais algum tempo.

O plano de Norfolk era simples: Anna Bolena deveria conquistar o rei naqueles dois dias, tornando-se sua amante. Isso faria com que a família Bolena fosse para a corte, em Londres, onde passariam a ser personagens influentes.

Com a chegada do rei à propriedade dos Bolena, os planos do Duque de Norfolk deram uma reviravolta inesperada (Úrano) pois o rei feriu-se nessa caçada devido a um descuido de Anna. É trazido em braços para a mansão dos Bolena, tendo Anna sido imediatamente afastada da presença do soberano. Colocaram a jovem Mary (mesmo casada) a cuidar do rei, que acaba por se interessar por ela, ao ponto de, quando regressa a Londres, ter ordenado que a jovem casada vá para a corte, acompanhada da família, marido incluído. Era assim, naquele tempo. Claro que todos sabiam o que se passaria.

Abandonando a simplicidade da vida no campo, as duas irmãs entram na perigosa e excitante vida da corte e, o que começara por ser uma iniciativa para ajudar a família, transforma-se numa rivalidade impiedosa entre Anna e Mary pelo amor do rei.

[Natalie Portman (Anna) e Eric Bana (Henrique VII) ]

Inicialmente, Mary ganha os favores do Rei Henrique e torna-se sua amante, dando-lhe dois filhos ilegítimos, posteriormente adoptados pelo seu segundo marido, e assim, automaticamente afastados da linhagem real e da condição de herdeiros ao trono. Mas Anna, esperta, intriguista e destemida, consegue afastar tanto a sua irmã como a mulher do Rei, a Rainha Catarina de Aragão, na sua incessante perseguição ao rei.

Embora os sentimentos de Mary por Henrique sejam genuínos, a sua irmã Anna tem os olhos postos no grande prémio - ela não descansará até ser Rainha de Inglaterra. Enquanto as irmãs Bolena lutam pelo amor do rei - uma levada pela ambição, a outra pela afeição genuína - a Inglaterra divide-se. Anna deu uma filha ao rei, mais tarde conhecida como a poderosa Elizabeth I de Inglaterra. Uma filha legítima, depois, considerada bastarda. Elizabeth, depois de terem decepado a cabeça de sua mãe, cresceu e foi educada por sua tia Mary. Creio que a História (com "H" grande) é conhecida por todos.

Já percebemos, portanto, que o filme funciona sob a égide de Escorpião, com a presença constante de Plutão, Sol, Vénus e Marte. Manipulação, poder, secretismos, desejo, sexo…

Um filme maravilhoso.


29 segundos de vídeo.

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27 de fevereiro de 2012

Oscar 2012 - Histórias da 'red carpet and parties'


Devido à marca «Kodak» ter entrado em falência global, o nome deste teatro foi mudado à última hora para «Hollywood and Highland Center» [6801 Hollywood Boulevard, Los Angeles]. Provavelmente, a cerimónia de 2013 realizar-se-á no «Nokia Theatre» com capacidade para mais de 7.000 lugares sentados, podendo a Academia convidar muitas celebridades de outras áreas [tv, desporto, moda, música] de modo a recuperarem o antigo glamour da cerimónia.

A já longa [uns 15 anos] crise dentro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood é tão grande que tudo lhes acontece. Tentam inovar e não conseguem. Em 2011 a cerimónia roçou um tremendo flop e uma enorme perda [milhões de pessoas] de audiência na televisão.  O ano passado convidaram James Franco e Anne Hathaway como anfitriões da cerimónia, mas aquilo foi tão mal escrito, preparado e ensaiado, que a noite de entrega das estatuetas resultou num enorme amontoado de equívocos. Mais uma vez era necessário inovar, mudar, transformar. Que fizeram? Este ano [2012] viraram-se mais uma vez para o passado e apostaram em Billy Crystal (ocupando o buraco deixado por Eddie Murphy, primeiro nome escolhido) à frente do palco, na sua nona empreitada pelos Academy Awards.

O resultado foi uma cerimónia insípida, enxuta, rápida e sem surpresas e, sobretudo sem o glamour que os antigos organizadores deram à cerimónia. O espectáculo principal viu-se na red carpet, à entrada para o teatro, com uma mão cheia de celebridades a chamarem a atenção pela «star quality» que lhes é inerente, muito bem vestidas, com um discurso articulado e o resto dos 3.200 membros da indústria presentes no evento a parecerem estar todos e todas fardados/as, tal a ausência de glamour e brilho.

'O Artista' e 'A invenção de Hugo Cabret' levaram, juntos, dez prémios para casa. É a Academia e os seus membros a virarem-se para si próprios, premiando assuntos de cinema. Não vão longe, assim. São demasiados prémios para 2 filmes, quando havia muitos outros, com qualidade e merecedores de dois terços destas estatuetas.



Se olharmos para a foto acima, em dia de Oscar, vemos a passadeira vermelha [red carpet] dividida em 2 partes. À direita da foto está a imprensa, primeiro, os canais de televisão e a seguir os fotógrafos, em frente aos quais as celebridades vão caminhando meio metro de cada vez, fazendo pose, até que entram no teatro. Este processo demora cerca de 2 horas ou mais, entre o momento que chegam ao início do red carpet e a entrada no edifício. Os outros, os mais de 3.000 convidados da indústria não nomeados para as estatuetas, passam directos sem grandes paragens. Obviamente, a excepção são as grandes celebridades não nomeadas para esse ano, que têm direito a fazerem pose e a dizerem o nome dos estilitas que vestem ou calçam.

Se olharmos para o lado esquerdo da foto, vemos a arquibancada para os fãs. São cerca de 700 pessoas que se candidatam àqueles lugares. Para estarem presentes na cerimónia de 2012, os fãs de todo o mundo, dispuseram de uma semana, em Setembro de 2011, para se increverem online e, num sorteio aleatório foram escolhidos os que estarão presentes. A imensa gritaria que se ouve no red carpet provém deste grupo de fãs. Se não estivessem presentes, só se ouviria os fotógrafos a gritarem 'Angelina, smile to left'.

Quando a passadeira vermelha fica vazia, estes fãs são levados para um local muito próximo, com enormes telões, onde acompanham a cerimónia, sendo muito bem tratados pelos organizadores, com um buffet à disposição.

A seguir apresentamos algumas das «red carpet» mais famosas dessa noite:

RED CARPET DA CERIMÓNIA DA ACADEMIA


Gwyneth Paltrow 



O grande vencedor da noite, o director Michel Hazanavicius - 'O Artista', filme frânces.
Acompanhado da mulher, a actriz francesa Bérènice Bejo.


Rose Byrne


Jennifer Lopez vestida por Zuhair Murad. Para os parties, mudou de roupa,
à maneira antiga.


Cameron Diaz vestida por Gucci


Glenn Close nos seus fantásticos 64 anos



Sandra Bullock


Michelle Williams vestida por Louis Vuitton


Natalie Portman

[Estas fotos representam apenas uma pequena amostra dos presentes aos eventos]


RED CARPET DO ELTON JOHN AIDS
FOUNDATION OSCAR PARTY


Carmen Electra


Miley Cyrus vestida por Roberto Cavalli.


Kim e Kourtney Kardashian, acompanhadas por Heidi Klum


Katy Perry vestida por Blumarine


RED CARPET DA VANITY FAIR OSCAR PARTY 2012




Irina Shayk


Tom Cruise e Katie Holmes, vestida por Elie Saab, ambos de navy blue.


Salma Hayek


Jennifer Lopez vestida por Zuhair Murad. Na red carpet da cerimónia, envergava outro vestido. Foi das poucas estrelas que mudou de traje, à maneira antiga. Sempre acompanhada pelo actual namorado Casper Smart, os fotógrafos presentes, apesar de sempre ávidos de sensacionalismo, não o quiseram fotografar junto da vedeta. Isso fica para os papparazi de rua.

============

Vestido como personagem de «O Ditador», Sacha Baron Cohen derruba pote de cinzas no repórter Ryan Seacres. Sacha Baron Cohen não quis nem saber do facto de ter sido desconvidado para o Oscar 2012. Ele não só foi ao tapete vermelho do evento vestido como o personagem do seu novo filme, «O Ditador», o Admiral-General Aladeen, como causou a maior polémica. Com uma suposta urna repleta de cinzas com a foto do ex-líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong Il, o comediante cercado de belas mulheres, parou para dar uma entrevista ao repórter do canal «E!», Ryan Seacrest. Tudo ia muito bem até ele resolver virar o recipiente sobre o apresentador do programa «American Idol». Como se fosse o personagem, Sacha fez de conta que tinha derramado as cinzas sem querer. Sobrou para Seacrest um sorriso bem sem graça e o smoking impecável completamente sujo. Sacha acabou sendo expulso do local por seguranças. Assista ao momento:

3 de setembro de 2008

Filmes da minha vida - Duas irmãs e um rei [The other boleyn girl]


[Scarlett Johansson (Mary) e Natalie Portman (Anna)]

O filme “Duas Irmãs e um Rei” (2008) começa na época da vida de Henrique VIII de Inglaterra [Eric Bana], em que ele vivia torturado pela impossibilidade de sua mulher, a rainha Catarina de Aragão [Ana Torrente], lhe conseguir dar um filho varão. Dos vários filhos legítimos que teve, só sobreviveu Mary, que chegou a reinar cerca de 2 anos. Catarina de Aragão chegara à menopausa, portanto, sem possibilidade de poder dar ao reino um “príncipe do género masculino”. Henrique era um homem ambicioso, déspota, dominado pelos seus desejos, que mudou esta Europa que conhecemos hoje.

Convém relembrar que nessa época, a coroa inglesa praticava o catolicismo e mantinha fidelidade ao Vaticano. No entanto, as ideias protestantes já impregnavam os meios académicos e filosóficos.


O Duque de Norfolk [David Morrissey] como braço direito do rei Henrique, organizou uma caçada real de 2 dias, instalando o rei e a sua numerosa comitiva na mansão de sua irmã, Lady Elizabeth [Kristin Scot Thomas], casada com Thomas Boleyn [Mark Rylance]. Excelentes interpretações, as destes conhecidos autores.

Norfolk não se limitou a organizar a caçada real na propriedade dos Bolena. Arquitectou todo um escorpiónico plano para melhor dominar o rei. Para isso contou com o apoio do cunhado e o desagrado submisso de sua irmã. Os Bolena tinham 3 filhos: Anna [Natalie Portman], Mary [Scarlett Johansson] e George [Jim Sturgess].

Anna e Mary são as figuras centrais deste filme plutónico e têm interpretações absolutamente fascinantes. Apesar de Anna ser a filha mais velha e, portanto, deveria ter sido a primeira a casar-se, os pais Bolena decidiram casar primeiro a filha mais nova, Mary, com um fidalgo rural local, pois as personalidades das irmãs eram bem diferentes e Anna, pela sua inteligência e vivacidade, parecia ter condições para fazer um melhor casamento, podendo, por isso, esperar mais algum tempo.

O plano de Norfolk era simples: Anna Bolena deveria conquistar o rei naqueles dois dias, tornando-se sua amante. Isso faria com que a família Bolena fosse para a corte, em Londres, onde passariam a ser personagens influentes.

Com a chegada do rei à propriedade dos Bolena, os planos do Duque de Norfolk deram uma reviravolta inesperada (Úrano) pois o rei feriu-se nessa caçada devido a um descuido de Anna. É trazido em braços para a mansão dos Bolena, tendo Anna sido imediatamente afastada da presença do soberano. Colocaram a jovem Mary (mesmo casada) a cuidar do rei, que acaba por se interessar por ela, ao ponto de, quando regressa a Londres, ter ordenado que a jovem casada vá para a corte, acompanhada da família, marido incluído. Era assim, naquele tempo. Claro que todos sabiam o que se passaria.

Abandonando a simplicidade da vida no campo, as duas irmãs entram na perigosa e excitante vida da corte e, o que começara por ser uma iniciativa para ajudar a família, transforma-se numa rivalidade impiedosa entre Anna e Mary pelo amor do rei.

[Natalie Portman (Anna) e Eric Bana (Henrique VII) ]

Inicialmente, Mary ganha os favores do Rei Henrique e torna-se sua amante, dando-lhe dois filhos ilegítimos, posteriormente adoptados pelo seu segundo marido, e assim, automaticamente afastados da linhagem real e da condição de herdeiros ao trono. Mas Anna, esperta, intriguista e destemida, consegue afastar tanto a sua irmã como a mulher do Rei, a Rainha Catarina de Aragão, na sua incessante perseguição ao rei.

Embora os sentimentos de Mary por Henrique sejam genuínos, a sua irmã Anna tem os olhos postos no grande prémio - ela não descansará até ser Rainha de Inglaterra. Enquanto as irmãs Bolena lutam pelo amor do rei - uma levada pela ambição, a outra pela afeição genuína - a Inglaterra divide-se. Anna deu uma filha ao rei, mais tarde conhecida como a poderosa Elizabeth I de Inglaterra. Uma filha legítima, depois, considerada bastarda. Elizabeth, depois de terem decepado a cabeça de sua mãe, cresceu e foi educada por sua tia Mary. Creio que a História (com "H" grande) é conhecida por todos.

Já percebemos, portanto, que o filme funciona sob a égide de Escorpião, com a presença constante de Plutão, Sol, Vénus e Marte. Manipulação, poder, secretismos, desejo, sexo…

Um filme maravilhoso.


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