Até parece um programa de recuperação: os 7 passos de um trânsito de Plutão

1 de outubro de 2010 ·

Imagem do site: «The Mythical of J.R.R. Tolkien»

Este texto foi apresentado em 2005 aos meus antigos alunos de cursos de astrologia. Por qualquer razão, não o encontro no meu site 'Escola de Astrologia Nova-Lis'. Felizmente, publiquei-o aqui, no 'Cova do Urso' no dia 25 Setembro 2008. Passaram 2 anos e chegou a hora de o voltar a mostrar aos amigos e leitores.

Os 7 passos de um trânsito de Plutão podem ser simplificados assim:

1) Somos apanhados numa espécie de penumbra que vai escurecendo.

2) Entretanto, as condições da crise que se vive no momento, vão-se adensando e reformando lentamente todas as direções da nossa vida.

3) Neste processo viveremos velhos temores que não resolvemos a seu tempo. São sempre vários.

4) Como consequência das intermináveis transformações que são operadas, não podemos voltar às velhas defesas e resistências emocionais que funcionavam anteriormente e que nos deixaram afastados do crescimento interno. Quem passou por um contato Plutão Lua, sabe do que falo.

5) Ao descermos ao reino de Plutão ficamos despojados do que habitualmente usávamos para encobrir as nossas fragilidades, as nossas forças e os nossos poderes que não eram tão óbvios. É quando o rei vai nu.

6) Em algum canto da nossa alma, algum impulso leva-nos a querer viver esta experiência das profundidades plutónicas. Ir ao nosso abismo, olhar bem para os nossos demónios e regressar à superfície para respirar o ar fresco da vida. É um processo de vários mergulhos sem escafandro. É um dos momentos para cuidarmos da nossa criança interior, deixando-a confortável e feliz, se conseguirmos.

7) Quando o trânsito acaba, descobrimos que não somos a mesma pessoa que fomos no passado e, mais do que isso, que não podemos voltar a ser o que fomos. É a altura de termos uma conversa franca com a nossa Lua e atender às nossas necessidades [consoante o signo, casa e aspectos que forma no mapa natal].

Parece um daqueles programas de recuperação dos alcoólicos anónimos ou afins. É sim, um programa de recuperação, só que de nós mesmos.

[Minha tentativa de escrever segundo as normas do novo Acordo Ortográfico.]

.

35 comentários:

Paulo Braccini disse...
1 de outubro de 2010 às 13:48  

Esta possibilidade de podermos sempre mudar o curso das coisas e da vida é q alimenta a nossa esperança ...

bjux ao amigo

um ótimo fds

bjux

;-)

Sonia Beth disse...
1 de outubro de 2010 às 13:59  

António, muito boa este resumo. Valeu!
Um ótimo final de semana.

Astrid Annabelle disse...
1 de outubro de 2010 às 14:33  

Bom dia António!
Sabemos bem como funciona este trânsito!
Aprendi que tudo que chega ao nosso mundo serve como alerta para algo que estamos experimentando...por isso estou me questionando por que estou lendo isso HOJE?
Agradeço muito por seu belo texto e de me oferecer esta oportunidade de reflexão.
Um beijo grande
Astrid Annabelle

Tati Pastorello disse...
1 de outubro de 2010 às 14:33  

Antônio, você não faz ideia de como suas palavras me atingiram. Aliás sua postagem de ontem também fez isso comigo, mas numa intensidade que não consegui sequer comentar.
Sabe que eu escrevia sobre isso, não sobre a parte astrológica, que não domino, mas exatamente sobre esta confusão que acontece em mim neste momento. Guardei nos rascunhos por que não consegui concluir. Finalizava com não sei e reticências... Estou mesmo muito envolvida neste trânsito de plutão. Ainda não sei bem como deixar minha criança interior confortável e feliz. Estou em busca.
Obrigada, estes passos serão vitais para mim, hoje!
Um beijo.

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 14:48  

Paulo,

Adorei o seu comentário. existe sempre essa possibilidade e a vida já nos ensinou o suficiente.

Bom fim-de-semana,

bjux

António

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 14:48  

Sônia

Bom fim-de-semana. Muito obrigado.

Beijo

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 14:48  

Querida Astrid,

Pois sabemos!! Já tirámos o curso, não é? Já nem sequer somos estagiários, pois estamos a fazer o curso completo. :))

Está a reler hoje, o que já tinha lido e comentado em 2008. Vou ter que olhar para o seu mapa.

Beijos

António

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 14:49  

Tati,

Muito agradecido pelo belíssimo comentário. Porque não publica esses seus textos, mesmo sem cloncluir. Informe os leitores que não estão concluídos. Muita gente se irá identificar, garanto isso. E será bom para si. Não deixe nos rascunhos.

Não me esqueci de si. Vou começar hoje a análise do seu mapa. :))

Bom fim-de-semana,

Beijo

António

Susana Vitorino disse...
1 de outubro de 2010 às 15:11  

Boa Tarde, o meu nome é Susana Vitorino e tenho um ataque de trânsitos de Plutão.

Os passos 1 e 2, já nasci com eles, os outros... Uff!

Só tenho uma coisa a dizer: C'um escafandro! :)))

Beijinhos repenicados (adorei os beijinhos repenicados e não quero outra coisa!)

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 15:43  

Susana,

Imagine como ando preguiçoso que ando a republicar coisas antigas!!

:)))

Beijos.

Repenicados.

António

inês bb disse...
1 de outubro de 2010 às 15:59  

c'um escafandro era muito mais fácil, ou mesmo com um simples tubo de plástico, daqueles que se enfiam na boca, mas (in)felizmente não há... por isso, é sem escafandro e até que a falta de ar nos revolva as entranhas! aqui a 'rainha' também vai nua, a sentir que a procissão vai no adro e que ainda há mais abismo para baixo! mas, pronto, vá lá, são só sete passos, não sei se aguentava o programa completo! (nos AA's são dez passos, não é?)
se for para voltar à superfície mais recomposta e mais forte, mais ciente e mais consciente de que a Lua, de facto, não se agarra, mas se preenche - lua de shakti, lua de shiva, lua minguando e crescendo ao som das estações, mas sempre lua - vale a pena o mergulho :))

e beijos repenicados é bom e também gosto, porque fazem aqueles estalinhos de encontro às bochechas e porque me lembram as duas tias gémeas e mágicas da minha infância.

e então é tudo por hoje :)

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 16:38  

Inês

Que belo comentário. Muito agradecido. Sei bem do que fala. É mesmo sem escafandro, e temos que ir mesmo ao fundo e fazer como os atletas, bater os pés no fundo desse poço, desse abismo, e vir à superfície respirar. Enquanto não batemos bem no fundo, o processo não está terminado, mesmo que tenhamos vindo muitas vezes à superfície respirar um pouco.

Sei bem do que falo, porque nos últimos anos tem sido um iô-iô assim: Plutão em oposição a Marte, Mercúrio, Sol e Úrano; conjunção à Lua. Agora, a terminar a oposição a Vénus e a meio caminho da oposição à Vénus. Tudo entre a 7 e a 8. Como cama elástica a ajudar: um trígono de Plutão a Saturno e um semi-sextil a Júpiter e à Parte da Fortuna. Nunca tudo é tão mau. :))

Pois parece serem só 7 passos! Foi uma forma de aligeirar o assunto. Ficamos tão expostos que inevitavelmente encaramos as nossas necessidades (Lua). Se assim não o fizermos, se resistirmos, se não aceitarmos, se não colaborarmos, a minha experiência astrológica, metafísica e pessoal ensinou-me que, a seguir, pode surgir-nos uma doença séria. Ponha-lhe séria, nisto.

Ainda ontem estive numa consulta com uma mulher jovem (42) que está à beira da crise final. No caso dela, a vida foi brutal: nos últimos 4 anos teve que ajudar o pai, a mãe e o ex-companheiro, todos com cancros e todos recuperaram.

Beijos repenicados, também.

António

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...
1 de outubro de 2010 às 17:03  

entendo esse trânsito plutonico e abençoado seja.
se tudo está bem, o sol brilhando, nos acomodamos e ficamos a sentir a brisa de longe.
com a escuridão e a frieza do distante planeta (para mim Plutão é planeta) a Vida se torce, os problemas se levantam e ... cabeça e espírito tem que entrar em ação para sobreviver. Na hora do aperto e do terror encaramos os monstros que habitam o mundo e nós mesmos, enfrentamo-os para não morrer. E assim crescemos...

é o Diabo, servindo a Deus mais do que nunca, fazendo o indivíduo se desenvolver.

adorei a postagem! bom dia

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 17:24  

Alexandre,

«Na hora do aperto e do terror encaramos os monstros que habitam o mundo e nós mesmos, enfrentamo-os para não morrer. E assim crescemos...»

Assino por baixo.

Com todo o carinho,

Um abraço do

António

Ira Buscacio disse...
1 de outubro de 2010 às 17:46  

Antonio,

Não quero mais sair daqui!
Aprendo e me envolvo com tantos sentidos e sentimentos.
Intuitivamente, sempre soube nesses momentos conturbados que minha criança foi quem sempre me salvou e ainda salva.

Bjs e boa sexta-feira

Cantinho da Cê disse...
1 de outubro de 2010 às 18:25  

Boa tarde Antônio,

Creio que agora tenho mais noção do que seja o trânsito de plutão em nossas vidas. E agora mais que nunca tenho certeza que isso de fato tem acontecido comigo. Mas tenho certeza também que como você diz no final, saio mais forte desta experiência, já não sou a mesma...

Beijos e obrigada,

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 19:02  

Ira,

Muito agradecido pelo testemunho. Foi importante para eu confirmar o que escrevi.

Beijos.

António

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 19:02  

Cê,

Ora bem, já viu como aprendeu o que é um trânsito de Plutão???

Não me esqueci de si.

Beijos

António

Susana Vitorino disse...
1 de outubro de 2010 às 19:06  

António, a isso não se chama preguiça, chama-se... REciclagem. Aliás, assunto muito em voga. Diría que o António está dentro do espírito 'New Age' (pequena provocação... eheheh.

SÓ esses transitozinhos de Plutão? Coisa pouca, já se vê! (Passou oficialmente a ser o meu herói, só para que saiba!!!)

Inês, adorei o comentário. Vamos fazer um desfile de reis e raínhas nus?! ;)Xeque Mate ao Ego!

Beijinhos repenicados a todos*

marcelo dalla disse...
1 de outubro de 2010 às 19:09  

Amigo, estes posts sobre Plutão tem me feito refletir muito!!!!! Esta oposição de Lua-Plutão que vivo está quase no fim... o que aprendi pra poder inclusive ensinar depois?
Plutão na 1, Lua na 7... relacionamentos. Até onde vai o amor que posso dar? Até onde eu consigo? E até que ponto é melhor ficar sozinho?
Reflexões para uma vida!
grande abraço, meu amigo

Macá disse...
1 de outubro de 2010 às 19:24  

Antonio
Como já lhe disse antes, sou leiga no assunto, mas tenho que lhe dizer que o texto de hoje caiu-me muito bem.
Minha cabeça está em ebulição com tantas coisas que quero fazer e mudar. Acho que o Passo 6 está totalmente de acordo comigo.
Mas foi bom saber que sairei dessa mais fortalecida que antes.
um abraço
PS: Ah! vou lhe enviar meus dados, mas não precisa ter pressa tá?

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 19:31  

Susana

Bem mereço o alívio que Plutão me vai dar no início do próximo ano. uff!!! :)))

Gostei de saber isso do herói. :)) Posso escolher uma figurinha da banda desenhada?

Irei ler essa resposta no seu blogue.

beijos repenicados.

Isto hoje está demais.

A.

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 19:33  

Marcelo,

Nem preciso de lhe dizer que não foram apenas os relacionamentos, os assuntos dessa viagem Plutão-Lua. Mexeu em toda a sua vida por estar a transitar na 1. Veja só o que você conseguiu em tão pouco tempo.

Cuide muito da sua saúde, tá?

Abraço e boa viagem com o 'Porte'.

António

António Rosa disse...
1 de outubro de 2010 às 19:34  

Macá,

Agradeço os dados e o ter-me dito que não há pressa. neste momento, tenho fila de espera! :))))

Beijo.

António

Marcio Nicolau disse...
1 de outubro de 2010 às 22:50  

Genial!! São passos para a reforma íntima.

Hanah disse...
1 de outubro de 2010 às 23:07  

Olá Antonio,

adorei as indicações, obrigado ,

gostei da parte da lua, vou sentar e ter uma conversa séria com ela. Ela radical 5 scorpio, e trasitando pela (1/2) em câncer, oposição com Plutão 7 tá um melodrama ariano demais pro meu gosto. ;º Fora a quadratura com o sol e mercúrio na 4 e meio do céu. Num parece mais o negócio Tá punk.
Vou fazer elas se conversarem um pouquinho, pra ver se chegam num meio termo.

Beijos

Susana Vitorino disse...
1 de outubro de 2010 às 23:28  

Marcelo, já nasci com uma Lua com "attachment" de Plutão, e agora Plutão está a fazer quadratura com a Lua Natal. Se quiseres figurinhas para a troca... Ah! Minha Lua não está na 7, mas é uma Lua Libriana ;)

António, é CLARO que pode escolher uma figurinha de Banda Desenhada! Aguardo a escolha, com ansiedade Lua Plutónica, claro está! :)))

BJIR (Beijinhos Repenicados) :)

Patrícia Gonçalves disse...
2 de outubro de 2010 às 02:26  

António, aprendi muito bem isso, lá atrás, na verdade, nos idos 2005! Meu casamento acabou, minha filha quase morreu, minha empregada morreu, tive um acidente de carro, pegou fogo em minha cozinha... Olha, eu queria nascer de novo!

Pra dizer a verdade, os últimos 5 anos de minha foram educativos!!! Realmente, sou outra pessoa!

beijo grande

Pérola Anjos disse...
2 de outubro de 2010 às 06:06  

Lembrei de um verso que, infelizmente, não consigo lembrar o autor, e diz assim: "Um homem não pode entrar duas vezes no mesmo lago, o homem não será o mesmo e assim também o lago."

Estamos em eterna mutação, aprimoramento, e cada nova experiência que vivemos, traumática ou não, faz com que a gente desenvolva forças que vem nem sei de onde, mas que nos ajudar a seguir a enfrentar novas situações, sem escudos, sem escafandros até. Ganhamos mais força, apesar de.

Muito bom o texto!

Beijos!

António Rosa disse...
2 de outubro de 2010 às 09:34  

Márcio,

Obrigado. Sempre no sentido da evolução e para enfrentarmos os nossos medos e outros fantasmas.

Abraço

António

António Rosa disse...
2 de outubro de 2010 às 09:34  

Hanah,

Você é sempre muito gentil, deixando o seu testemunho. Desejo que esse diálogo seja produtivo.

Beijo

António

António Rosa disse...
2 de outubro de 2010 às 09:35  

Susana

A figurinha de BD escolhida há muitos, mas muitos anos é esta.

Este post rendeu... vou tentar responder-lhe hoje. Desculpe-me, sim? mas não esperava tanto movimento. :))

Beijos

António Rosa disse...
2 de outubro de 2010 às 09:36  

Pérola

Muito agradecido pelas suas palavras. Assino por baixo.

Beijo

António

Ana Paula Rezende disse...
2 de outubro de 2010 às 16:05  

O texto descreve perfeitamente as sensações e as transformações que ocorrem durante esse contato plutoniano com nossa alma.

De fato, não poderemos a voltar a forma anterior porque profundas metamorfoses acontecem.
Parece uma alquimia, com muito chumbo...

Tomamos consciência do peso do conhecimento e voltamos a nos fascinar com o ar fresco quando saímos dessa profundeza de Hades.

É difícil e essencial....passar por ele com consciência é de suma importância.
Obrigada po essa possibilidade....

Beijos!

António Rosa disse...
2 de outubro de 2010 às 16:24  

Ana Paula

Belíssimo testemunho que muito agradeço.

Estou gratamente surpreendido com os nomes novos que têm cá vindo, assim como no post acima, sobre a quadratura de Saturno a Vénus.

Beijos

António

1 de outubro de 2010

Até parece um programa de recuperação: os 7 passos de um trânsito de Plutão

Imagem do site: «The Mythical of J.R.R. Tolkien»

Este texto foi apresentado em 2005 aos meus antigos alunos de cursos de astrologia. Por qualquer razão, não o encontro no meu site 'Escola de Astrologia Nova-Lis'. Felizmente, publiquei-o aqui, no 'Cova do Urso' no dia 25 Setembro 2008. Passaram 2 anos e chegou a hora de o voltar a mostrar aos amigos e leitores.

Os 7 passos de um trânsito de Plutão podem ser simplificados assim:

1) Somos apanhados numa espécie de penumbra que vai escurecendo.

2) Entretanto, as condições da crise que se vive no momento, vão-se adensando e reformando lentamente todas as direções da nossa vida.

3) Neste processo viveremos velhos temores que não resolvemos a seu tempo. São sempre vários.

4) Como consequência das intermináveis transformações que são operadas, não podemos voltar às velhas defesas e resistências emocionais que funcionavam anteriormente e que nos deixaram afastados do crescimento interno. Quem passou por um contato Plutão Lua, sabe do que falo.

5) Ao descermos ao reino de Plutão ficamos despojados do que habitualmente usávamos para encobrir as nossas fragilidades, as nossas forças e os nossos poderes que não eram tão óbvios. É quando o rei vai nu.

6) Em algum canto da nossa alma, algum impulso leva-nos a querer viver esta experiência das profundidades plutónicas. Ir ao nosso abismo, olhar bem para os nossos demónios e regressar à superfície para respirar o ar fresco da vida. É um processo de vários mergulhos sem escafandro. É um dos momentos para cuidarmos da nossa criança interior, deixando-a confortável e feliz, se conseguirmos.

7) Quando o trânsito acaba, descobrimos que não somos a mesma pessoa que fomos no passado e, mais do que isso, que não podemos voltar a ser o que fomos. É a altura de termos uma conversa franca com a nossa Lua e atender às nossas necessidades [consoante o signo, casa e aspectos que forma no mapa natal].

Parece um daqueles programas de recuperação dos alcoólicos anónimos ou afins. É sim, um programa de recuperação, só que de nós mesmos.

[Minha tentativa de escrever segundo as normas do novo Acordo Ortográfico.]

.

35 comentários:

Paulo Braccini disse...

Esta possibilidade de podermos sempre mudar o curso das coisas e da vida é q alimenta a nossa esperança ...

bjux ao amigo

um ótimo fds

bjux

;-)

Sonia Beth disse...

António, muito boa este resumo. Valeu!
Um ótimo final de semana.

Astrid Annabelle disse...

Bom dia António!
Sabemos bem como funciona este trânsito!
Aprendi que tudo que chega ao nosso mundo serve como alerta para algo que estamos experimentando...por isso estou me questionando por que estou lendo isso HOJE?
Agradeço muito por seu belo texto e de me oferecer esta oportunidade de reflexão.
Um beijo grande
Astrid Annabelle

Tati Pastorello disse...

Antônio, você não faz ideia de como suas palavras me atingiram. Aliás sua postagem de ontem também fez isso comigo, mas numa intensidade que não consegui sequer comentar.
Sabe que eu escrevia sobre isso, não sobre a parte astrológica, que não domino, mas exatamente sobre esta confusão que acontece em mim neste momento. Guardei nos rascunhos por que não consegui concluir. Finalizava com não sei e reticências... Estou mesmo muito envolvida neste trânsito de plutão. Ainda não sei bem como deixar minha criança interior confortável e feliz. Estou em busca.
Obrigada, estes passos serão vitais para mim, hoje!
Um beijo.

António Rosa disse...

Paulo,

Adorei o seu comentário. existe sempre essa possibilidade e a vida já nos ensinou o suficiente.

Bom fim-de-semana,

bjux

António

António Rosa disse...

Sônia

Bom fim-de-semana. Muito obrigado.

Beijo

António Rosa disse...

Querida Astrid,

Pois sabemos!! Já tirámos o curso, não é? Já nem sequer somos estagiários, pois estamos a fazer o curso completo. :))

Está a reler hoje, o que já tinha lido e comentado em 2008. Vou ter que olhar para o seu mapa.

Beijos

António

António Rosa disse...

Tati,

Muito agradecido pelo belíssimo comentário. Porque não publica esses seus textos, mesmo sem cloncluir. Informe os leitores que não estão concluídos. Muita gente se irá identificar, garanto isso. E será bom para si. Não deixe nos rascunhos.

Não me esqueci de si. Vou começar hoje a análise do seu mapa. :))

Bom fim-de-semana,

Beijo

António

Susana Vitorino disse...

Boa Tarde, o meu nome é Susana Vitorino e tenho um ataque de trânsitos de Plutão.

Os passos 1 e 2, já nasci com eles, os outros... Uff!

Só tenho uma coisa a dizer: C'um escafandro! :)))

Beijinhos repenicados (adorei os beijinhos repenicados e não quero outra coisa!)

António Rosa disse...

Susana,

Imagine como ando preguiçoso que ando a republicar coisas antigas!!

:)))

Beijos.

Repenicados.

António

inês bb disse...

c'um escafandro era muito mais fácil, ou mesmo com um simples tubo de plástico, daqueles que se enfiam na boca, mas (in)felizmente não há... por isso, é sem escafandro e até que a falta de ar nos revolva as entranhas! aqui a 'rainha' também vai nua, a sentir que a procissão vai no adro e que ainda há mais abismo para baixo! mas, pronto, vá lá, são só sete passos, não sei se aguentava o programa completo! (nos AA's são dez passos, não é?)
se for para voltar à superfície mais recomposta e mais forte, mais ciente e mais consciente de que a Lua, de facto, não se agarra, mas se preenche - lua de shakti, lua de shiva, lua minguando e crescendo ao som das estações, mas sempre lua - vale a pena o mergulho :))

e beijos repenicados é bom e também gosto, porque fazem aqueles estalinhos de encontro às bochechas e porque me lembram as duas tias gémeas e mágicas da minha infância.

e então é tudo por hoje :)

António Rosa disse...

Inês

Que belo comentário. Muito agradecido. Sei bem do que fala. É mesmo sem escafandro, e temos que ir mesmo ao fundo e fazer como os atletas, bater os pés no fundo desse poço, desse abismo, e vir à superfície respirar. Enquanto não batemos bem no fundo, o processo não está terminado, mesmo que tenhamos vindo muitas vezes à superfície respirar um pouco.

Sei bem do que falo, porque nos últimos anos tem sido um iô-iô assim: Plutão em oposição a Marte, Mercúrio, Sol e Úrano; conjunção à Lua. Agora, a terminar a oposição a Vénus e a meio caminho da oposição à Vénus. Tudo entre a 7 e a 8. Como cama elástica a ajudar: um trígono de Plutão a Saturno e um semi-sextil a Júpiter e à Parte da Fortuna. Nunca tudo é tão mau. :))

Pois parece serem só 7 passos! Foi uma forma de aligeirar o assunto. Ficamos tão expostos que inevitavelmente encaramos as nossas necessidades (Lua). Se assim não o fizermos, se resistirmos, se não aceitarmos, se não colaborarmos, a minha experiência astrológica, metafísica e pessoal ensinou-me que, a seguir, pode surgir-nos uma doença séria. Ponha-lhe séria, nisto.

Ainda ontem estive numa consulta com uma mulher jovem (42) que está à beira da crise final. No caso dela, a vida foi brutal: nos últimos 4 anos teve que ajudar o pai, a mãe e o ex-companheiro, todos com cancros e todos recuperaram.

Beijos repenicados, também.

António

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

entendo esse trânsito plutonico e abençoado seja.
se tudo está bem, o sol brilhando, nos acomodamos e ficamos a sentir a brisa de longe.
com a escuridão e a frieza do distante planeta (para mim Plutão é planeta) a Vida se torce, os problemas se levantam e ... cabeça e espírito tem que entrar em ação para sobreviver. Na hora do aperto e do terror encaramos os monstros que habitam o mundo e nós mesmos, enfrentamo-os para não morrer. E assim crescemos...

é o Diabo, servindo a Deus mais do que nunca, fazendo o indivíduo se desenvolver.

adorei a postagem! bom dia

António Rosa disse...

Alexandre,

«Na hora do aperto e do terror encaramos os monstros que habitam o mundo e nós mesmos, enfrentamo-os para não morrer. E assim crescemos...»

Assino por baixo.

Com todo o carinho,

Um abraço do

António

Ira Buscacio disse...

Antonio,

Não quero mais sair daqui!
Aprendo e me envolvo com tantos sentidos e sentimentos.
Intuitivamente, sempre soube nesses momentos conturbados que minha criança foi quem sempre me salvou e ainda salva.

Bjs e boa sexta-feira

Cantinho da Cê disse...

Boa tarde Antônio,

Creio que agora tenho mais noção do que seja o trânsito de plutão em nossas vidas. E agora mais que nunca tenho certeza que isso de fato tem acontecido comigo. Mas tenho certeza também que como você diz no final, saio mais forte desta experiência, já não sou a mesma...

Beijos e obrigada,

António Rosa disse...

Ira,

Muito agradecido pelo testemunho. Foi importante para eu confirmar o que escrevi.

Beijos.

António

António Rosa disse...

Cê,

Ora bem, já viu como aprendeu o que é um trânsito de Plutão???

Não me esqueci de si.

Beijos

António

Susana Vitorino disse...

António, a isso não se chama preguiça, chama-se... REciclagem. Aliás, assunto muito em voga. Diría que o António está dentro do espírito 'New Age' (pequena provocação... eheheh.

SÓ esses transitozinhos de Plutão? Coisa pouca, já se vê! (Passou oficialmente a ser o meu herói, só para que saiba!!!)

Inês, adorei o comentário. Vamos fazer um desfile de reis e raínhas nus?! ;)Xeque Mate ao Ego!

Beijinhos repenicados a todos*

marcelo dalla disse...

Amigo, estes posts sobre Plutão tem me feito refletir muito!!!!! Esta oposição de Lua-Plutão que vivo está quase no fim... o que aprendi pra poder inclusive ensinar depois?
Plutão na 1, Lua na 7... relacionamentos. Até onde vai o amor que posso dar? Até onde eu consigo? E até que ponto é melhor ficar sozinho?
Reflexões para uma vida!
grande abraço, meu amigo

Macá disse...

Antonio
Como já lhe disse antes, sou leiga no assunto, mas tenho que lhe dizer que o texto de hoje caiu-me muito bem.
Minha cabeça está em ebulição com tantas coisas que quero fazer e mudar. Acho que o Passo 6 está totalmente de acordo comigo.
Mas foi bom saber que sairei dessa mais fortalecida que antes.
um abraço
PS: Ah! vou lhe enviar meus dados, mas não precisa ter pressa tá?

António Rosa disse...

Susana

Bem mereço o alívio que Plutão me vai dar no início do próximo ano. uff!!! :)))

Gostei de saber isso do herói. :)) Posso escolher uma figurinha da banda desenhada?

Irei ler essa resposta no seu blogue.

beijos repenicados.

Isto hoje está demais.

A.

António Rosa disse...

Marcelo,

Nem preciso de lhe dizer que não foram apenas os relacionamentos, os assuntos dessa viagem Plutão-Lua. Mexeu em toda a sua vida por estar a transitar na 1. Veja só o que você conseguiu em tão pouco tempo.

Cuide muito da sua saúde, tá?

Abraço e boa viagem com o 'Porte'.

António

António Rosa disse...

Macá,

Agradeço os dados e o ter-me dito que não há pressa. neste momento, tenho fila de espera! :))))

Beijo.

António

Marcio Nicolau disse...

Genial!! São passos para a reforma íntima.

Hanah disse...

Olá Antonio,

adorei as indicações, obrigado ,

gostei da parte da lua, vou sentar e ter uma conversa séria com ela. Ela radical 5 scorpio, e trasitando pela (1/2) em câncer, oposição com Plutão 7 tá um melodrama ariano demais pro meu gosto. ;º Fora a quadratura com o sol e mercúrio na 4 e meio do céu. Num parece mais o negócio Tá punk.
Vou fazer elas se conversarem um pouquinho, pra ver se chegam num meio termo.

Beijos

Susana Vitorino disse...

Marcelo, já nasci com uma Lua com "attachment" de Plutão, e agora Plutão está a fazer quadratura com a Lua Natal. Se quiseres figurinhas para a troca... Ah! Minha Lua não está na 7, mas é uma Lua Libriana ;)

António, é CLARO que pode escolher uma figurinha de Banda Desenhada! Aguardo a escolha, com ansiedade Lua Plutónica, claro está! :)))

BJIR (Beijinhos Repenicados) :)

Patrícia Gonçalves disse...

António, aprendi muito bem isso, lá atrás, na verdade, nos idos 2005! Meu casamento acabou, minha filha quase morreu, minha empregada morreu, tive um acidente de carro, pegou fogo em minha cozinha... Olha, eu queria nascer de novo!

Pra dizer a verdade, os últimos 5 anos de minha foram educativos!!! Realmente, sou outra pessoa!

beijo grande

Pérola Anjos disse...

Lembrei de um verso que, infelizmente, não consigo lembrar o autor, e diz assim: "Um homem não pode entrar duas vezes no mesmo lago, o homem não será o mesmo e assim também o lago."

Estamos em eterna mutação, aprimoramento, e cada nova experiência que vivemos, traumática ou não, faz com que a gente desenvolva forças que vem nem sei de onde, mas que nos ajudar a seguir a enfrentar novas situações, sem escudos, sem escafandros até. Ganhamos mais força, apesar de.

Muito bom o texto!

Beijos!

António Rosa disse...

Márcio,

Obrigado. Sempre no sentido da evolução e para enfrentarmos os nossos medos e outros fantasmas.

Abraço

António

António Rosa disse...

Hanah,

Você é sempre muito gentil, deixando o seu testemunho. Desejo que esse diálogo seja produtivo.

Beijo

António

António Rosa disse...

Susana

A figurinha de BD escolhida há muitos, mas muitos anos é esta.

Este post rendeu... vou tentar responder-lhe hoje. Desculpe-me, sim? mas não esperava tanto movimento. :))

Beijos

António Rosa disse...

Pérola

Muito agradecido pelas suas palavras. Assino por baixo.

Beijo

António

Ana Paula Rezende disse...

O texto descreve perfeitamente as sensações e as transformações que ocorrem durante esse contato plutoniano com nossa alma.

De fato, não poderemos a voltar a forma anterior porque profundas metamorfoses acontecem.
Parece uma alquimia, com muito chumbo...

Tomamos consciência do peso do conhecimento e voltamos a nos fascinar com o ar fresco quando saímos dessa profundeza de Hades.

É difícil e essencial....passar por ele com consciência é de suma importância.
Obrigada po essa possibilidade....

Beijos!

António Rosa disse...

Ana Paula

Belíssimo testemunho que muito agradeço.

Estou gratamente surpreendido com os nomes novos que têm cá vindo, assim como no post acima, sobre a quadratura de Saturno a Vénus.

Beijos

António

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