Capacidade de escolhas: redenção ou rendição?

5 de outubro de 2010 ·

Quando éramos pequenos, os nossos pais tomaram grande parte das decisões por nós e deram-nos os limites e a orientação necessários à nossa segurança. Contudo, se os pais continuassem a tomar a maioria das decisões por nós, nunca teríamos confiança nas nossas decisões e nas nossas capacidades; ou seja, não teríamos confiança nos requisitos exigidos num desenvolvimento pessoal eficaz e harmonioso. Não cresceríamos. Não evoluiríamos. Apesar da palavra 'evolução' poder ser um pouco dúbia no actual contexto social.

No que diz respeito aos níveis superiores da consciência humana e espiritual, não há razão para que outras entidades [leia-se: seres de outro plano] escolham por nós; independentemente de termos seis anos ou sessenta, precisamos desenvolver a maturidade psíquica e espiritual que resulta apenas do exercício do poder de escolha. Não contemos com os Amigos Invisíveis para escolher por nós, pois apenas estão empenhados em nos apoiar nas nossas decisões.

Eles ajudam-nos a fazer a transição da mentalidade de vítima à autonomia psíquica e espiritual. Há alturas em que até as pessoas mais diligentes e autónomas desejam que as pressões exercidas pela tomada de decisões lhes sejam retiradas. Que alguém assuma esse comando. Não é possível, pois as coisas não funcionam assim.

Por vezes, parece muito fácil sentarmo-nos e deixar que uma força exterior benigna tome a decisão, para que não tenhamos de ser nós a tomá-la. É um sinal de fuga de mim mesmo. Deve ser trabalhado como uma questão de medo e de vitimização, pois se eu não decidir por mim, sempre tenho a hipótese de culpar o outro, seja quem for, do que quer que seja. Vejo muito disto em casais, em que um deles se submete ao outro. Também fiz isso, no passado. É a marca da falta de amor. Uma das marcas.

O desejo secreto de alguém decidir por nós, torna-se na essência da mentalidade de vítima, um estado onde abdicamos da responsabilidade pessoal, desistimos do poder pessoal, ou da situação, em prol de outras pessoas e quando tudo corre mal escolhemos alguém em quem pôr as culpas. É um clássico, que configura o motivo invocado pela maioria dos casos de divórcio. Eu sou o 'santo'. O outro é a 'peste'.

No entanto, se obtivermos o apoio dos Seres de Luz, eles ajudarão a aliviar a pressão, a maioria da qual é gerada pela própria pessoa, e dar-nos-ão amor, a orientação e a protecção que necessitamos; todavia não tomarão as decisões por nós. Tem que ser assim. Com a orientação interna, exercer o direito de escolha é frequentemente estimulante, libertador, transformador. No imediato, pode não ser 'divertido', mas a médio prazo, olhamos para trás e podemos sorrir por termos exercido aquele direito de escolha. Seja qual for. É sempre o nosso privilégio. Passei recentemente por essa situação, em termos profissionais. Hoje, sinto-me bem.

Gostaria de deixar já claro que há uma única excepção neste direito de escolha nesta nossa reencarnação: na tua caminhada, com mais ou menos tropeções, vais sempre em direcção a Deus [chama-lhe o nome que quiseres], pois aí, nesse caminho, não tens livre-arbítrio. Esse é o teu destino. O meu, também. O de todos. Lamento dar-te esta notícia: não tens livre-arbítrio no teu destino - fundires-te contigo mesmo, a nível multidimensional. Porque Deus és tu. E tu és Ele.

Voltando ao tema principal deste texto, os Amigos Invisíveis têm prazer em nos ajudar a deixar o papel de vítima, a que nos responsabilizemos pelas verdadeiras necessidades e desejos e, consequentemente, a tornarmo-nos no condutor da nossa viagem. Quer material, quer espiritual. No plano material, o teu direito de escolha é óbvio. No plano espiritual, bom, isso é outra conversa, pois, quanto muito, podes adiar.

Na verdade, mais tarde ou mais cedo, todos assumimos o papel de condutores da nossa viagem espiritual aqui na quadrimensionalidade do planeta Terra. Sim, deveríamos deixar de dizer 'tridimensionalidade', pois cientificamente já se sabe há vários anos que o nosso planeta vibra em 4D. Por isso se falar tanto em que o planeta (e nós) vamos a caminho da quinta dimensão.

A questão nem se coloca se podemos dizer "não" a essa condução. Até à presente reencarnação podíamos dizer esse "não", e adiar para uma das reencarnações seguintes o momento de dizermos "sim" ao divino. Os terapeutas de TVP sabem que fizémos muito isso. Era o 'jogo'. Nestes momentos, já não temos essa hipótese. O planeta já está a reclamar.

Chegámos à antepenúltima página do nosso 'diário de bordo'. Temos apenas mais uma página para escrever e um restinho da última, que nem sequer ocupa a página toda. Estas páginas por escrever existem para chegarmos à grande alegria: ao momento em que te rendes, prostrado, por tanto teres combatido a ideia. A partir dessa rendição, saberás exactamente, milimetricamente, até ao mais profundo de ti mesmo, que conseguiste transformar a 'rendição' em 'redenção'. O divino não admite 'rendições'. Isso é coisa de capatazes, coronéis e cipaios aqui na crosta do planeta. Porque Ele recebe-te em absoluta redenção. Por Amor por Ti. É quando esta palavra 'amor' deixa de ser usada por ti, porque, simplesmente És.

Adiaste (adiei) para esta reencarnação o momento de dizer "sim" a que sejas tu mesmo a conduzires a tua viagem espiritual. Portanto, a questão nem se coloca em usarmos o nosso livre-arbítrio para dizer "sim" ou "não". Um dia, inevitavelmente, inexoravelmente, usá-lo-emos pela positiva. Todos nós, passamos por esse momento. 'Despertar' é isto. É quando dizes 'sim'.

A questão nem sequer reside no livre-arbítrio, mas «quando» o utilizamos.

O livre-arbítrio já não é dizeres ‘sim’, mas «quando» o dirás. Em consciência. Porque, no interno, já o disseste, mais atrás, só que ainda não te lembras. Chegou o momento.

Esse momento chega sempre.

Agora ou mais logo.

É só ouvires o teu coração

[texto publicado em 2009, neste blogue].

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5 de outubro de 2010

Capacidade de escolhas: redenção ou rendição?

Quando éramos pequenos, os nossos pais tomaram grande parte das decisões por nós e deram-nos os limites e a orientação necessários à nossa segurança. Contudo, se os pais continuassem a tomar a maioria das decisões por nós, nunca teríamos confiança nas nossas decisões e nas nossas capacidades; ou seja, não teríamos confiança nos requisitos exigidos num desenvolvimento pessoal eficaz e harmonioso. Não cresceríamos. Não evoluiríamos. Apesar da palavra 'evolução' poder ser um pouco dúbia no actual contexto social.

No que diz respeito aos níveis superiores da consciência humana e espiritual, não há razão para que outras entidades [leia-se: seres de outro plano] escolham por nós; independentemente de termos seis anos ou sessenta, precisamos desenvolver a maturidade psíquica e espiritual que resulta apenas do exercício do poder de escolha. Não contemos com os Amigos Invisíveis para escolher por nós, pois apenas estão empenhados em nos apoiar nas nossas decisões.

Eles ajudam-nos a fazer a transição da mentalidade de vítima à autonomia psíquica e espiritual. Há alturas em que até as pessoas mais diligentes e autónomas desejam que as pressões exercidas pela tomada de decisões lhes sejam retiradas. Que alguém assuma esse comando. Não é possível, pois as coisas não funcionam assim.

Por vezes, parece muito fácil sentarmo-nos e deixar que uma força exterior benigna tome a decisão, para que não tenhamos de ser nós a tomá-la. É um sinal de fuga de mim mesmo. Deve ser trabalhado como uma questão de medo e de vitimização, pois se eu não decidir por mim, sempre tenho a hipótese de culpar o outro, seja quem for, do que quer que seja. Vejo muito disto em casais, em que um deles se submete ao outro. Também fiz isso, no passado. É a marca da falta de amor. Uma das marcas.

O desejo secreto de alguém decidir por nós, torna-se na essência da mentalidade de vítima, um estado onde abdicamos da responsabilidade pessoal, desistimos do poder pessoal, ou da situação, em prol de outras pessoas e quando tudo corre mal escolhemos alguém em quem pôr as culpas. É um clássico, que configura o motivo invocado pela maioria dos casos de divórcio. Eu sou o 'santo'. O outro é a 'peste'.

No entanto, se obtivermos o apoio dos Seres de Luz, eles ajudarão a aliviar a pressão, a maioria da qual é gerada pela própria pessoa, e dar-nos-ão amor, a orientação e a protecção que necessitamos; todavia não tomarão as decisões por nós. Tem que ser assim. Com a orientação interna, exercer o direito de escolha é frequentemente estimulante, libertador, transformador. No imediato, pode não ser 'divertido', mas a médio prazo, olhamos para trás e podemos sorrir por termos exercido aquele direito de escolha. Seja qual for. É sempre o nosso privilégio. Passei recentemente por essa situação, em termos profissionais. Hoje, sinto-me bem.

Gostaria de deixar já claro que há uma única excepção neste direito de escolha nesta nossa reencarnação: na tua caminhada, com mais ou menos tropeções, vais sempre em direcção a Deus [chama-lhe o nome que quiseres], pois aí, nesse caminho, não tens livre-arbítrio. Esse é o teu destino. O meu, também. O de todos. Lamento dar-te esta notícia: não tens livre-arbítrio no teu destino - fundires-te contigo mesmo, a nível multidimensional. Porque Deus és tu. E tu és Ele.

Voltando ao tema principal deste texto, os Amigos Invisíveis têm prazer em nos ajudar a deixar o papel de vítima, a que nos responsabilizemos pelas verdadeiras necessidades e desejos e, consequentemente, a tornarmo-nos no condutor da nossa viagem. Quer material, quer espiritual. No plano material, o teu direito de escolha é óbvio. No plano espiritual, bom, isso é outra conversa, pois, quanto muito, podes adiar.

Na verdade, mais tarde ou mais cedo, todos assumimos o papel de condutores da nossa viagem espiritual aqui na quadrimensionalidade do planeta Terra. Sim, deveríamos deixar de dizer 'tridimensionalidade', pois cientificamente já se sabe há vários anos que o nosso planeta vibra em 4D. Por isso se falar tanto em que o planeta (e nós) vamos a caminho da quinta dimensão.

A questão nem se coloca se podemos dizer "não" a essa condução. Até à presente reencarnação podíamos dizer esse "não", e adiar para uma das reencarnações seguintes o momento de dizermos "sim" ao divino. Os terapeutas de TVP sabem que fizémos muito isso. Era o 'jogo'. Nestes momentos, já não temos essa hipótese. O planeta já está a reclamar.

Chegámos à antepenúltima página do nosso 'diário de bordo'. Temos apenas mais uma página para escrever e um restinho da última, que nem sequer ocupa a página toda. Estas páginas por escrever existem para chegarmos à grande alegria: ao momento em que te rendes, prostrado, por tanto teres combatido a ideia. A partir dessa rendição, saberás exactamente, milimetricamente, até ao mais profundo de ti mesmo, que conseguiste transformar a 'rendição' em 'redenção'. O divino não admite 'rendições'. Isso é coisa de capatazes, coronéis e cipaios aqui na crosta do planeta. Porque Ele recebe-te em absoluta redenção. Por Amor por Ti. É quando esta palavra 'amor' deixa de ser usada por ti, porque, simplesmente És.

Adiaste (adiei) para esta reencarnação o momento de dizer "sim" a que sejas tu mesmo a conduzires a tua viagem espiritual. Portanto, a questão nem se coloca em usarmos o nosso livre-arbítrio para dizer "sim" ou "não". Um dia, inevitavelmente, inexoravelmente, usá-lo-emos pela positiva. Todos nós, passamos por esse momento. 'Despertar' é isto. É quando dizes 'sim'.

A questão nem sequer reside no livre-arbítrio, mas «quando» o utilizamos.

O livre-arbítrio já não é dizeres ‘sim’, mas «quando» o dirás. Em consciência. Porque, no interno, já o disseste, mais atrás, só que ainda não te lembras. Chegou o momento.

Esse momento chega sempre.

Agora ou mais logo.

É só ouvires o teu coração

[texto publicado em 2009, neste blogue].

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