Era uma vez um Gnomo na FarmVille

25 de outubro de 2009 ·

Era uma vez um Gnomo na 'FarmVille'...

Numa pequena comunidade agrícola chamada 'FarmVille', com a aproximação da quadra do Natal, os perus começaram a ficar inquietos e passavam muitas horas em reuniões, não se sabe bem porque razão.


Os outros animais, percebendo tamanha inquietação, resolveram
sossegar os perus, fazendo uma festa vegetariana, como sinal de solidariedade.
A festa foi magnífica e estiveram presentes todos os representantes da comunidade.



Quando regressaram às suas casas, os animais foram surpreendidos e ficaram em alvoroço com a presença de um circo a ser montado.
Será que o circo tinha animais em cativeiro, sem condições de alojamento, sem espaço, para trabalharem como artistas circenses? O dono do circo garantiu que não havia nada disso, que só havia humanos como trapezistas, acrobatas, malabaristas e palhaços e, isso sim, prometeu-lhes uma grande surpresa.



A comunidade de animais, muito contentes, decidiu ir ao circo.

Formaram fila e em pares bonitinhos...



... tomaram caminho, rumo a uns momentos inéditos.




Foram ao circo, mas antes passaram bons momentos no parque de diversões. Estavam em pleno espectáculo...



... quando por artes mágicas com pozinhos de pirilimpimpim
lhes apareceu o senhor Gnomo!


Nunca antes fora vista tal presença. Já lhes haviam dito que havia Gnomos na natureza, mas nunca os tinham visto. Era a primeira vez que este Ser aparecia na comunidade.
Os gnomos são os seres elementais da terra. Como seres mágicos são protectores da natureza e dos seus segredos assim como dos ja
rdins, quintas e fazendas. Têm a capacidade de penetrar em todos os poros de terra e até de se introduzirem nas raízes das montanhas, protegendo o nosso planeta. São os guardiões de tesouros mais puros da humanidade: a natureza.


Afinal, o dono do circo dissera a verdade. Esta era a surpresa prometida por ele.
O senhor Gnomo convidou todos os presentes no circo a se dirigirem com ele a um bosque próximo, para realizarem um ritual de protecção ao nosso planeta. Claro que, imediatamente, todos aceitaram e lá foram em direcção ao bosque.



Ao passarem pela aldeia, os outros animais que não tinham ido ao circo juntaram-se aos seus amigos e vizinhos, todos em direcção ao bosque.




Como se pode ver, a comitiva em parada era numerosa. Iria ser um ritual de protecção ao planeta, bem bonito. Mas não sabiam - nem o senhor Gnomo -, que lhes estava reservada a surpresa de passarem por momentos mais inquietantes.



Dentro do bosque, vendo-os chegar, estava um grupo de renas, que se preparavam para trabalharem no Natal, acompanhando o
Papai Noel, como se diz no Brasil, ou o Pai Natal, como é conhecido em Portugal. Ficaram muito assustadas.



As pobres renas estavam muito intimidadas com aquela parada cheia de animais desconhecidos e que se dirigia ao interior do bosque. Pensaram o pior, cheias de medo. Mas as renas sabiam que, quando se tem medo de alguma coisa, o melhor mesmo é avançarmos e enfrentarmos a situação. Foi o que elas fizeram. Contudo, como estavam preparadas para o espírito do Natal, de concórdia e amor, não foram agressivas. Simplesmente, saíram do bosque e surpreenderam o senhor Gnomo e os outros animais.



Quem apanhou um susto grande, maior que o das renas, foram os outros animais, ao verem aqueles seres corpulentos e com chifres. E assim ficaram, frente-a-frente, como se de uma batalha campal se tratasse.

Mas o senhor Gnomo tomou a iniciativa e pediu que todos se acalmassem e formassem uma roda à volta dele. Assim fizeram.




E ele explicou: temos medo do que desconhecemos. E todos, desconhecemos tanta coisa. Desconhecemos o futuro, o outro, nós mesmos. Só conhecemos e muito mal, a um palmo do nosso nariz. Por isso, os animais tiveram medo uns dos outros. Por não se conhecerem. Quando se fala em carma, estamos a falar dos nossos medos. Como enfrentamos os nossos medos? Simplesmente, atravessando-os, como quem atravessa uma porta, rumo ao desconhecido. É a viagem das nossas vidas.

Depois de tudo esclarecido e explicado, todos os animais confraternizaram e animaram-se uns aos outros. Excepto os perus, que continuam apreensivos.

1 comentários:

Julia disse...
7 de novembro de 2019 às 08:48  

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25 de outubro de 2009

Era uma vez um Gnomo na FarmVille

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Os outros animais, percebendo tamanha inquietação, resolveram
sossegar os perus, fazendo uma festa vegetariana, como sinal de solidariedade.
A festa foi magnífica e estiveram presentes todos os representantes da comunidade.



Quando regressaram às suas casas, os animais foram surpreendidos e ficaram em alvoroço com a presença de um circo a ser montado.
Será que o circo tinha animais em cativeiro, sem condições de alojamento, sem espaço, para trabalharem como artistas circenses? O dono do circo garantiu que não havia nada disso, que só havia humanos como trapezistas, acrobatas, malabaristas e palhaços e, isso sim, prometeu-lhes uma grande surpresa.



A comunidade de animais, muito contentes, decidiu ir ao circo.

Formaram fila e em pares bonitinhos...



... tomaram caminho, rumo a uns momentos inéditos.




Foram ao circo, mas antes passaram bons momentos no parque de diversões. Estavam em pleno espectáculo...



... quando por artes mágicas com pozinhos de pirilimpimpim
lhes apareceu o senhor Gnomo!


Nunca antes fora vista tal presença. Já lhes haviam dito que havia Gnomos na natureza, mas nunca os tinham visto. Era a primeira vez que este Ser aparecia na comunidade.
Os gnomos são os seres elementais da terra. Como seres mágicos são protectores da natureza e dos seus segredos assim como dos ja
rdins, quintas e fazendas. Têm a capacidade de penetrar em todos os poros de terra e até de se introduzirem nas raízes das montanhas, protegendo o nosso planeta. São os guardiões de tesouros mais puros da humanidade: a natureza.


Afinal, o dono do circo dissera a verdade. Esta era a surpresa prometida por ele.
O senhor Gnomo convidou todos os presentes no circo a se dirigirem com ele a um bosque próximo, para realizarem um ritual de protecção ao nosso planeta. Claro que, imediatamente, todos aceitaram e lá foram em direcção ao bosque.



Ao passarem pela aldeia, os outros animais que não tinham ido ao circo juntaram-se aos seus amigos e vizinhos, todos em direcção ao bosque.




Como se pode ver, a comitiva em parada era numerosa. Iria ser um ritual de protecção ao planeta, bem bonito. Mas não sabiam - nem o senhor Gnomo -, que lhes estava reservada a surpresa de passarem por momentos mais inquietantes.



Dentro do bosque, vendo-os chegar, estava um grupo de renas, que se preparavam para trabalharem no Natal, acompanhando o
Papai Noel, como se diz no Brasil, ou o Pai Natal, como é conhecido em Portugal. Ficaram muito assustadas.



As pobres renas estavam muito intimidadas com aquela parada cheia de animais desconhecidos e que se dirigia ao interior do bosque. Pensaram o pior, cheias de medo. Mas as renas sabiam que, quando se tem medo de alguma coisa, o melhor mesmo é avançarmos e enfrentarmos a situação. Foi o que elas fizeram. Contudo, como estavam preparadas para o espírito do Natal, de concórdia e amor, não foram agressivas. Simplesmente, saíram do bosque e surpreenderam o senhor Gnomo e os outros animais.



Quem apanhou um susto grande, maior que o das renas, foram os outros animais, ao verem aqueles seres corpulentos e com chifres. E assim ficaram, frente-a-frente, como se de uma batalha campal se tratasse.

Mas o senhor Gnomo tomou a iniciativa e pediu que todos se acalmassem e formassem uma roda à volta dele. Assim fizeram.




E ele explicou: temos medo do que desconhecemos. E todos, desconhecemos tanta coisa. Desconhecemos o futuro, o outro, nós mesmos. Só conhecemos e muito mal, a um palmo do nosso nariz. Por isso, os animais tiveram medo uns dos outros. Por não se conhecerem. Quando se fala em carma, estamos a falar dos nossos medos. Como enfrentamos os nossos medos? Simplesmente, atravessando-os, como quem atravessa uma porta, rumo ao desconhecido. É a viagem das nossas vidas.

Depois de tudo esclarecido e explicado, todos os animais confraternizaram e animaram-se uns aos outros. Excepto os perus, que continuam apreensivos.

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