Filmes da Minha Vida - O Barbeiro da Sibéria

26 de outubro de 2009 ·

O Barbeiro da Sibéria
«Sibirskiy tsiryulnik», Rússia/ França/ Itália, 1999)

Direcção / Realização: Nikita Mikhalkov
Elenco: Julia Ormond, Richard Harris, Oleg Menshikov, Alexei Petrenko,
Vladimir Ilyin, Marat Basharov, Daniel Olbrychski e Anna Mikhalkova

Este fim-de-semana, estava eu a fazer zapping aos canais secundários de televisão por cabo, quando num deles iam iniciar a exibição de um filme. Detive-me mais um minuto para ver que filme iriam exibir e aparece-me o deslumbrante «O Barbeiro da Sibéria». Revi este filme que na época me impressionara bastante e que visto em retrospectiva, é, sem dúvida, um dos filmes da minha vida.

Uma sumptuosa co-produção europeia, que muito deu que falar pelos seus custos, comparáveis ao mega-sucesso «Titanic». Em meu entender, «O Barbeiro da Sibéria» é bem melhor que o «Titanic». Apesar dos seus custos desorbitantes, o que os diferencia em termos de sucesso de público, é a origem da produção. Um é europeu e o outro é americano. O filme americano passou nas salas de todos os países e o europeu, por o ser, apesar de falado em inglês com uns apontamentos em russo, não teve a acesso às mesmas salas.


Douglas McCracken (Richard Harris) é um inventor que tenta vender aos russos a sua última criação: uma gigantesca máquina para desbastar florestas a que chama o «Barbeiro da Sibéria». McCracken contratara Jane Callahan (Julia Ormond), uma americana jovem e independente, para passar por sua filha e seduzir as autoridades ou futuros clientes na Rússia czarista de finais do séc. XIX.

Na sua viagem para a Rússia, Jane partilha a viagem de comboio com um grupo de jovens e irreverentes cadetes. Andrei Tolstoy (Oleg Menshikov) é um deles. Apesar do nome, este Tolstoy não é família do grande escritor russo. Entre duas taças de champanhe, o cadete apaixona-se perdidamente por Jane.

Já em Moscovo, e desejosa de rever Andre, Jane visita-o na Academia Militar, onde é também apresentada ao General Radlov (Aleksei Petrenko), o homem que o inventor McCracken lhe pedira para seduzir. Jane enfeitiça de tal forma o General Radlov que este quer casar com ela e pede ao cadete para o acompanhar a casa de McCracken, a fim de ler em inglês o seu pedido oficial de casamento. Mas, levado pela sua paixão, o jovem Andre revela os seus próprios sentimentos, enquanto lê o pedido do General.

É uma das cenas mais espantosas que o cinema já nos deu. De uma dramaticidade intensa, toda a construção da situação remete-nos para uma cena de ópera. Só mesmo um russo como o realizador Nikita Mikhalkov poderia fazer passar a intensidade cultural da situação. Um retrato perfeito de uma época, de uma vontade, de um amor na vida de uma jovem americana cuja vida mudará para sempre com esta situação inesperada.

Como pano de fundo temos uma cultura, uma Rússia antiga mas que nem por isso deixa de ser actual. Uma luta no gelo, um dia de perdão, um amor proibido, uma civilização de extremos. Um filme simplesmente apaixonante.

Soube-me bem rever as lindas paisagens das estepes geladas da Sibéria, e os excelentes desempenhos do russo Oleg Menshikov e da inglesa Julia Ormond, assim como do veterano Richard Harris. O desempenho do general é simplesmente delicioso. Um fotografia espectacular e uma partitura fabulosa na companhia de uma obra (dentro do filme) que dispensa apresentações - «Bodas de Fígaro», de Mozart.

Numa encenação da ópera «Bodas de Fígaro» de Mozart, na Academia Militar, onde estava presente o Grão Duque e a sua família, Andre, cheio de ciúmes, ataca o General e à boa maneira da época, a situação resolve-se de forma refinada: o jovem Tolstoy é acusado de um atentado ao Grão Duque, e supostamente, o General colocou-se no meio, sendo golpeado pelo jovem, em vez do
Grão Duque, tendo recebido louvores por isso. Acusado de um atentado ao Senhor da Rússia, Tolstoy é preso e deportado para a Síbéria, condenado a trabalhos forçados. A partida de Andre e de centenas de outros presos para a Sibéria é outro dos grandes momentos do filme, saído directamente dos conceitos de encenação próprios de uma ópera.

Jane tenta em vão encontrá-lo, mas só dez anos depois volta à Sibéria, com o fim de revelar a Andre um segredo...

O realizador Nikita Mikhalkov e os actores Julia Ormond e Oleg Menshikov, no Festival de Cannes, a quando da apresentação do filme.

Nikita Mikhalkov (Moscovo, 21 de Outubro de 1945) é um cineasta russo, que nas décadas de 70 e 80 foi um conhecido dissidente soviético e pró-czarista. Entre os seus filmes mais notáveis, destacam-se «Olhos Negros», com Marcello Mastroianni e Silvana Mangano, filmado em Itália, e «Anna dos 6 aos 18», documentário filmado ao longo de 12 anos com a sua filha, tendo como pano de fundo a vida política soviética nos seus últimos anos, da morte de Leonid Brejnev ao golpe de Agosto de 1991. Em 1995 Nikita Mikhalkov ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro com «Utomlyonnye Solntsem».


Direcção: Nikita Mikhalkov
Roteiro: Rospo Pallenberg, Rustam Ibragimbekov, Nikita Mikhalkov
Fotografia: Franco Di Giacomo, Pavel Lebesev
Edição: Enzo Meniconi
Set Design: Vladimir Aronin
Guarda-roupa: Sergei Struchiov, Natacha Ivanova
Música: Eduard Artemyev
Produtores: Enzo Meniconi, Michel Seydouz, Nikita Michalkov
177 minutos

28 comentários:

Maria Ribeiro disse...
26 de outubro de 2009 às 13:33  

ANTÓNIO: também vi e fiquei fascinada, porque não conhecia este filme. Ainda choro, com trisres histórias de amor e traição, sejam elas de que parte do mundo forem. Fascinou-me a RÚSSIA DOUTROS TEMPOS , que eu acho tão igual à de hoje, em termos de paisagens, conceitos de honra e tradições familiares, usos e costumes. Nunca fui à RúSSIA, mas continuo a vÊ-la como a imaginávamos , há dezenas larguíssimas de anos.
BEIJO DE LUSIBERO

Mitti disse...
26 de outubro de 2009 às 14:15  

Olá Antonio!!

O filme pareceu-me envolvente!! É muito bom rever filmes que maracaram uma época.

Existem filmes que amo rever, duas, tres, quantas vezes passarem..eu estou vendo.

um abraço

tereza ferraz disse...
26 de outubro de 2009 às 14:56  

Boa tarde António.
Sim um belo filme que nos transporta.
Gosto muito de Julia Ormond.
Aqui no Brasil também não foi um filme divulgado.
Uma bela semana para ti.
beijo

angela disse...
26 de outubro de 2009 às 14:58  

Antonio
que bela partilha! Mas não contou o final do filme...Qual o segredo?
Vou ficar aqui curiosa..rs.
beijos

António Rosa disse...
26 de outubro de 2009 às 15:15  

Maria,

Tive a sorte de ter ido à Russia, mas foi no início dos anos 80 e não saí da cidade.É um país que me fascina.

Beijo

António Rosa disse...
26 de outubro de 2009 às 15:17  

Mitti,

O filme é muito especial, em minha opinião e também da Maria, lá mais acima.

Beijo.

António Rosa disse...
26 de outubro de 2009 às 15:18  

Tereza,

É o problema dos filmes europeus - não conseguem a mesma audiência. Imagino que com os filmes brasileiros também se passe o mesmo. Beijo.

António Rosa disse...
26 de outubro de 2009 às 15:19  

Angela,

O final... é o segredo dela. Um filho nascido de uma única noite de amor e paixão.

Beijo.

Paulo Braccini disse...
26 de outubro de 2009 às 15:30  

parabéns pelo registro ... amo este filme ... ele é fascinante mesmo ...

bjux querido Antônio

;-)

angela disse...
26 de outubro de 2009 às 15:52  

Desconfiava, Antonio, mas sabe como é virginiano...e o Marcelo ainda me falou que tenho ascendente em touro. Haja terra.
beijos

António Rosa disse...
26 de outubro de 2009 às 16:55  

Paulo,

É um filme belo, com gente bela a viverem um drama fortíssimo, daqueles que são praticamente impossíveis nos dias de hoje.

Obrigado.

Abreijos.

António Rosa disse...
26 de outubro de 2009 às 16:58  

Angela

Quando Andre parte para a Sibéria, ela decide ficar na Rússia. Para isso, casou-se com o inventor e incentivou-o a avançar com a máquina, assim como conseguiu convencê-lo e às autoridades que o melhor sítio para experimentar a máquina cortadora de árvores, era a Sibéria, num local a 3 Kms do sítio onde Andre se encontrava.

E lá foi ela à procura dele. Localizou-o, mas não o viu.

:)))

Marise Catrine disse...
26 de outubro de 2009 às 18:39  

Olá querido António,
Não conheço o filme mas fiquei extremamente curiosa...
;)
Beijocas

HSLO disse...
26 de outubro de 2009 às 18:58  

Hum....quero assistir.

abraços


Hugo

marcelo dalla disse...
26 de outubro de 2009 às 19:27  

Ai ai ai meu amigo! ë bem o tipo de filme que eu gosto. Épico, histórico, bela fotografia, daqueles que nos levam à lágrimas. Acertei?

Vou procurar pra assistir.
abraços!!!

Giselle Costa disse...
27 de outubro de 2009 às 02:26  

Oi querido, quanto tempo... já estou anotando para procurar assistir, tenho certeza que é uma ótima dica.

Boa semana pra ti
bjs

António Rosa disse...
27 de outubro de 2009 às 07:48  

Marise, querida

Beijokas e grato por teres vindo.

António Rosa disse...
27 de outubro de 2009 às 07:48  

Hugo

Vale a pena ver. Abraço.

António Rosa disse...
27 de outubro de 2009 às 07:48  

Marcelo

É desses mesmo. Dos que levam às lágrimas. Abraços.

António Rosa disse...
27 de outubro de 2009 às 07:49  

Giselle

Vale a pena ficar atenta ao filme. Beijo.

Reyel disse...
27 de outubro de 2009 às 10:59  

Amigo,

Pelo que vc escreveu, este filme deve ser mesmo apaixonante!

Gosto muito de filmes, mas não assisto mais tanto como antes de ter um computador.

Bênçãos!

adriana disse...
27 de outubro de 2009 às 11:44  

Bom dia, António!
Já respondi ao seu comentário.
E vamos seguindo.
grande abraço,

adriana disse...
27 de outubro de 2009 às 13:14  

Respondido...

Principe Encantado disse...
27 de outubro de 2009 às 13:19  

Tenho ele em DVD e sempre estou revendo uma história que também me emociona demais, uma noite apenas de amor e que beleza.
Abraços forte

António Rosa disse...
27 de outubro de 2009 às 14:23  

Reyel

O computador veio ocupar uma parte importante do nosso tempo. Digo-o por experiência própria. Por isso, tenho o hábito de desligá-lo perto da hora do jantar, excepto nos dias das entrevistas.

Beijo

António Rosa disse...
27 de outubro de 2009 às 14:23  

Adriana

Muito obrigado.
Grande abraço.

António Rosa disse...
27 de outubro de 2009 às 14:23  

Príncipe Encantado,

É bem o que dizes: uma noite apenas de amor e beleza. A ideia é fantástica, não achas? Abraço.

Dana disse...
27 de janeiro de 2017 às 14:53  

Este filme é risos e lágrimas, alegria e admiração. Nikita Mikhalkov mais uma vez canta o espírito russo e mostra como o russo sabe como amor e ódio. E meu segundo filme russo favorito é o "Collector" ( http://filmesonlinegratis.club/4211-collector-2016.html ).

26 de outubro de 2009

Filmes da Minha Vida - O Barbeiro da Sibéria

O Barbeiro da Sibéria
«Sibirskiy tsiryulnik», Rússia/ França/ Itália, 1999)

Direcção / Realização: Nikita Mikhalkov
Elenco: Julia Ormond, Richard Harris, Oleg Menshikov, Alexei Petrenko,
Vladimir Ilyin, Marat Basharov, Daniel Olbrychski e Anna Mikhalkova

Este fim-de-semana, estava eu a fazer zapping aos canais secundários de televisão por cabo, quando num deles iam iniciar a exibição de um filme. Detive-me mais um minuto para ver que filme iriam exibir e aparece-me o deslumbrante «O Barbeiro da Sibéria». Revi este filme que na época me impressionara bastante e que visto em retrospectiva, é, sem dúvida, um dos filmes da minha vida.

Uma sumptuosa co-produção europeia, que muito deu que falar pelos seus custos, comparáveis ao mega-sucesso «Titanic». Em meu entender, «O Barbeiro da Sibéria» é bem melhor que o «Titanic». Apesar dos seus custos desorbitantes, o que os diferencia em termos de sucesso de público, é a origem da produção. Um é europeu e o outro é americano. O filme americano passou nas salas de todos os países e o europeu, por o ser, apesar de falado em inglês com uns apontamentos em russo, não teve a acesso às mesmas salas.


Douglas McCracken (Richard Harris) é um inventor que tenta vender aos russos a sua última criação: uma gigantesca máquina para desbastar florestas a que chama o «Barbeiro da Sibéria». McCracken contratara Jane Callahan (Julia Ormond), uma americana jovem e independente, para passar por sua filha e seduzir as autoridades ou futuros clientes na Rússia czarista de finais do séc. XIX.

Na sua viagem para a Rússia, Jane partilha a viagem de comboio com um grupo de jovens e irreverentes cadetes. Andrei Tolstoy (Oleg Menshikov) é um deles. Apesar do nome, este Tolstoy não é família do grande escritor russo. Entre duas taças de champanhe, o cadete apaixona-se perdidamente por Jane.

Já em Moscovo, e desejosa de rever Andre, Jane visita-o na Academia Militar, onde é também apresentada ao General Radlov (Aleksei Petrenko), o homem que o inventor McCracken lhe pedira para seduzir. Jane enfeitiça de tal forma o General Radlov que este quer casar com ela e pede ao cadete para o acompanhar a casa de McCracken, a fim de ler em inglês o seu pedido oficial de casamento. Mas, levado pela sua paixão, o jovem Andre revela os seus próprios sentimentos, enquanto lê o pedido do General.

É uma das cenas mais espantosas que o cinema já nos deu. De uma dramaticidade intensa, toda a construção da situação remete-nos para uma cena de ópera. Só mesmo um russo como o realizador Nikita Mikhalkov poderia fazer passar a intensidade cultural da situação. Um retrato perfeito de uma época, de uma vontade, de um amor na vida de uma jovem americana cuja vida mudará para sempre com esta situação inesperada.

Como pano de fundo temos uma cultura, uma Rússia antiga mas que nem por isso deixa de ser actual. Uma luta no gelo, um dia de perdão, um amor proibido, uma civilização de extremos. Um filme simplesmente apaixonante.

Soube-me bem rever as lindas paisagens das estepes geladas da Sibéria, e os excelentes desempenhos do russo Oleg Menshikov e da inglesa Julia Ormond, assim como do veterano Richard Harris. O desempenho do general é simplesmente delicioso. Um fotografia espectacular e uma partitura fabulosa na companhia de uma obra (dentro do filme) que dispensa apresentações - «Bodas de Fígaro», de Mozart.

Numa encenação da ópera «Bodas de Fígaro» de Mozart, na Academia Militar, onde estava presente o Grão Duque e a sua família, Andre, cheio de ciúmes, ataca o General e à boa maneira da época, a situação resolve-se de forma refinada: o jovem Tolstoy é acusado de um atentado ao Grão Duque, e supostamente, o General colocou-se no meio, sendo golpeado pelo jovem, em vez do
Grão Duque, tendo recebido louvores por isso. Acusado de um atentado ao Senhor da Rússia, Tolstoy é preso e deportado para a Síbéria, condenado a trabalhos forçados. A partida de Andre e de centenas de outros presos para a Sibéria é outro dos grandes momentos do filme, saído directamente dos conceitos de encenação próprios de uma ópera.

Jane tenta em vão encontrá-lo, mas só dez anos depois volta à Sibéria, com o fim de revelar a Andre um segredo...

O realizador Nikita Mikhalkov e os actores Julia Ormond e Oleg Menshikov, no Festival de Cannes, a quando da apresentação do filme.

Nikita Mikhalkov (Moscovo, 21 de Outubro de 1945) é um cineasta russo, que nas décadas de 70 e 80 foi um conhecido dissidente soviético e pró-czarista. Entre os seus filmes mais notáveis, destacam-se «Olhos Negros», com Marcello Mastroianni e Silvana Mangano, filmado em Itália, e «Anna dos 6 aos 18», documentário filmado ao longo de 12 anos com a sua filha, tendo como pano de fundo a vida política soviética nos seus últimos anos, da morte de Leonid Brejnev ao golpe de Agosto de 1991. Em 1995 Nikita Mikhalkov ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro com «Utomlyonnye Solntsem».


Direcção: Nikita Mikhalkov
Roteiro: Rospo Pallenberg, Rustam Ibragimbekov, Nikita Mikhalkov
Fotografia: Franco Di Giacomo, Pavel Lebesev
Edição: Enzo Meniconi
Set Design: Vladimir Aronin
Guarda-roupa: Sergei Struchiov, Natacha Ivanova
Música: Eduard Artemyev
Produtores: Enzo Meniconi, Michel Seydouz, Nikita Michalkov
177 minutos

28 comentários:

Maria Ribeiro disse...

ANTÓNIO: também vi e fiquei fascinada, porque não conhecia este filme. Ainda choro, com trisres histórias de amor e traição, sejam elas de que parte do mundo forem. Fascinou-me a RÚSSIA DOUTROS TEMPOS , que eu acho tão igual à de hoje, em termos de paisagens, conceitos de honra e tradições familiares, usos e costumes. Nunca fui à RúSSIA, mas continuo a vÊ-la como a imaginávamos , há dezenas larguíssimas de anos.
BEIJO DE LUSIBERO

Mitti disse...

Olá Antonio!!

O filme pareceu-me envolvente!! É muito bom rever filmes que maracaram uma época.

Existem filmes que amo rever, duas, tres, quantas vezes passarem..eu estou vendo.

um abraço

tereza ferraz disse...

Boa tarde António.
Sim um belo filme que nos transporta.
Gosto muito de Julia Ormond.
Aqui no Brasil também não foi um filme divulgado.
Uma bela semana para ti.
beijo

angela disse...

Antonio
que bela partilha! Mas não contou o final do filme...Qual o segredo?
Vou ficar aqui curiosa..rs.
beijos

António Rosa disse...

Maria,

Tive a sorte de ter ido à Russia, mas foi no início dos anos 80 e não saí da cidade.É um país que me fascina.

Beijo

António Rosa disse...

Mitti,

O filme é muito especial, em minha opinião e também da Maria, lá mais acima.

Beijo.

António Rosa disse...

Tereza,

É o problema dos filmes europeus - não conseguem a mesma audiência. Imagino que com os filmes brasileiros também se passe o mesmo. Beijo.

António Rosa disse...

Angela,

O final... é o segredo dela. Um filho nascido de uma única noite de amor e paixão.

Beijo.

Paulo Braccini disse...

parabéns pelo registro ... amo este filme ... ele é fascinante mesmo ...

bjux querido Antônio

;-)

angela disse...

Desconfiava, Antonio, mas sabe como é virginiano...e o Marcelo ainda me falou que tenho ascendente em touro. Haja terra.
beijos

António Rosa disse...

Paulo,

É um filme belo, com gente bela a viverem um drama fortíssimo, daqueles que são praticamente impossíveis nos dias de hoje.

Obrigado.

Abreijos.

António Rosa disse...

Angela

Quando Andre parte para a Sibéria, ela decide ficar na Rússia. Para isso, casou-se com o inventor e incentivou-o a avançar com a máquina, assim como conseguiu convencê-lo e às autoridades que o melhor sítio para experimentar a máquina cortadora de árvores, era a Sibéria, num local a 3 Kms do sítio onde Andre se encontrava.

E lá foi ela à procura dele. Localizou-o, mas não o viu.

:)))

Marise Catrine disse...

Olá querido António,
Não conheço o filme mas fiquei extremamente curiosa...
;)
Beijocas

HSLO disse...

Hum....quero assistir.

abraços


Hugo

marcelo dalla disse...

Ai ai ai meu amigo! ë bem o tipo de filme que eu gosto. Épico, histórico, bela fotografia, daqueles que nos levam à lágrimas. Acertei?

Vou procurar pra assistir.
abraços!!!

Giselle Costa disse...

Oi querido, quanto tempo... já estou anotando para procurar assistir, tenho certeza que é uma ótima dica.

Boa semana pra ti
bjs

António Rosa disse...

Marise, querida

Beijokas e grato por teres vindo.

António Rosa disse...

Hugo

Vale a pena ver. Abraço.

António Rosa disse...

Marcelo

É desses mesmo. Dos que levam às lágrimas. Abraços.

António Rosa disse...

Giselle

Vale a pena ficar atenta ao filme. Beijo.

Reyel disse...

Amigo,

Pelo que vc escreveu, este filme deve ser mesmo apaixonante!

Gosto muito de filmes, mas não assisto mais tanto como antes de ter um computador.

Bênçãos!

adriana disse...

Bom dia, António!
Já respondi ao seu comentário.
E vamos seguindo.
grande abraço,

adriana disse...

Respondido...

Principe Encantado disse...

Tenho ele em DVD e sempre estou revendo uma história que também me emociona demais, uma noite apenas de amor e que beleza.
Abraços forte

António Rosa disse...

Reyel

O computador veio ocupar uma parte importante do nosso tempo. Digo-o por experiência própria. Por isso, tenho o hábito de desligá-lo perto da hora do jantar, excepto nos dias das entrevistas.

Beijo

António Rosa disse...

Adriana

Muito obrigado.
Grande abraço.

António Rosa disse...

Príncipe Encantado,

É bem o que dizes: uma noite apenas de amor e beleza. A ideia é fantástica, não achas? Abraço.

Dana disse...

Este filme é risos e lágrimas, alegria e admiração. Nikita Mikhalkov mais uma vez canta o espírito russo e mostra como o russo sabe como amor e ódio. E meu segundo filme russo favorito é o "Collector" ( http://filmesonlinegratis.club/4211-collector-2016.html ).

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