Astrologia e livre-arbítrio

20 de outubro de 2009 ·


Uma amiga que muito estimo fez-me a seguinte pergunta, aqui no blogue:

«Como é que o livre arbítrio "encaixa" na Astrologia, se esta estuda a posição dos astros quando nascemos (e não só), sendo que isso definirá o nosso futuro? Se tudo está "escrito no céu", onde fica o nosso poder de decisão?»

Atendendo que a resposta também foi dada no blogue, tive que usar da maior concisão que fui capaz. Saiu este pequeno texto:

Os astros não influenciam, nem decidem, nem determinam. Apenas dão pistas sobre o potencial de experimentarmos determinadas emoções.

O resto é com o ser humano.

O posicionamento dos astros num mapa de nascimento, dão-nos muitas informações daquilo que há poucos anos se convencionou chamar de psicologia. Mas fazem mais que isso, muito mais. Mostram-nos a pessoa complexa que somos.

Dou muitas vezes este pequeno exemplo sobre o livre-arbítrio:

No mesmo dia e hora e na mesma maternidade (cidade), 3 mulheres de classes sociais muito diferentes dão à luz um rapaz.

Os mapas dos rapazes são iguais.

Teoricamente, e a acreditar naquilo que se lê em livros e sites de astrologia, que falam muito de signos e pouco mais, os rapazes deveriam ter as mesmas características.

Obviamente, quando crescerem, serão pessoas bem diferentes.

Uma das mulheres que deu à luz é de uma classe social muito endinheirada, com grandes fortunas (bancos, seguros, etc).

Outra das mulheres é de classe média e vive de acordo com as suas circunstâncias.

A terceira mulher provém de um bairro social desfavorecido, onde se trafica o pior que se possa imaginar.

Logo à partida, estas crianças - com mapas iguais -, terão educação e oportunidades muito diferentes. Escolas diferentes. Motivações diferentes. Culturas diferentes. Ambientes sociais diferentes. Etc.

Mesmo partindo do princípio que cada mãe ama profundamente o seu filho e que lhes incuta os mesmos valores universais, estas crianças aprenderão a usar o livre-arbítrio de forma completamente distinta.

Logo ao nascer, são diferentes, com mapas iguais.

Ainda crianças e adolescentes, serão confrontados com escolhas (livre-arbítrio) completamente diferentes. Perante situações de vida similares.

Eu podería ir por aí fora, mas creio que está subentendido que o livre-arbítrio é um factor pessoal, mas que envolve situações externas a cada um, de forma bem marcada.

O mesmo se passará quando forem adultos.

Creio que este exemplo serve para ilustrar o que pretendo dizer.

Quando se olha a astrologia como meras previsões, pode-se cair com facilidade na ideia de que tudo está destinado. Não está.

As nossas escolhas e aceitação das respectivas consequências é que marcam aquilo que somos.

Eu escolho entrar em negação e não aceitar, sofrendo muito com isso? Ou escolho aceitar e sofrer o mínimo possível, mantendo-me bem comigo mesmo?

Muito obrigado.

46 comentários:

guntty disse...
20 de outubro de 2009 às 13:50  

Gostei do exemplo!

É uma explicação clara que tras umas luzes para o verdadeiro entendimento da astrologia que está muito deturpado nas massas sociais, infelizmente.

Obrigado eu.

Abraço

Joana disse...
20 de outubro de 2009 às 14:28  

Parabéns pelo texto. Gostei muito! :)

Beijocas

Astrid Annabelle disse...
20 de outubro de 2009 às 14:42  

Olá António!
Maravilha de texto.
Sempre é bom lembrar que o que vem de fora fornece pistas e jamais determina o caminho.
Somos sempre responsáveis por todas as nossas experiências...boas ou más.
Um beijo agradecido
Astrid Annabelle

Maria Paula Ribeiro disse...
20 de outubro de 2009 às 14:43  

Isto é o que eu chamo:

Claro, conciso e esplendidamente bem explicado!

Adorei, ;-)

Mestre é mestre e não há volta a dar, ;-)

Fabiano Mayrink disse...
20 de outubro de 2009 às 14:52  

livre arbitrio, deveria pra ser facil, pois nao acho muito, ultimamente estou muito bem, porem influencias de igreja me pertubam de vez enquando, eu respeito e ate gosto de ir as vezes, mais ficam matutando os mandamentos me perturba, isso nao gosto, pois isso prefiro ficam "neutro" ...

situaçao muito complicada pra mim

um abraço!

António Rosa disse...
20 de outubro de 2009 às 16:13  

Guntty

Muito obrigado. Tens razão com a massificação da astrologia, sem entendimento.

Abraço.

António Rosa disse...
20 de outubro de 2009 às 16:13  

Joana

Um beijinho grande e muito obrigado.

António Rosa disse...
20 de outubro de 2009 às 16:13  

Astrid

Palavras sábias sempre necessárias.
Que bom voltar a tê-la a ajudar-nos a reflectir.

Beijo.

António Rosa disse...
20 de outubro de 2009 às 16:14  

Maria Paula

Muito obrigado. Sabes muito de astrologia para poderes avaliar o textinho.

Beijos.

António Rosa disse...
20 de outubro de 2009 às 16:16  

Fabiano

Tem que aprender a tomar decisões que o deixem confortável consigo mesmo. As questões religiosas são sempre difíceis de solucionar, pois envolvem questões íntimas.

Abraço

Reyel disse...
20 de outubro de 2009 às 17:00  

Excelente texto, esclarecendo a mim tbm!!!

Sabe, vejo que o mesmo se dá com os oráculos como o tarô.

A pessoa que julga apenas superficialmente a astrologia e demais oráculos, julga com "pré-conceito", achando que essas coisas são erradas por afirmarem um destino e negarem assim o livre arbítrio pessoal.

Porém quem de fato se empenha em conhecer as coisas antes de tirar conclusões, sabe que não é bem assim. Então tudo se encaixa e faz sentido.

Confesso q antes de conhecer seu blog, eu tinha esse preconceito com a astrologia.

E agora com esse seu texto, fiquei satisfeitíssima por não haver fechado minha mente; tudo tem seu momento p ser esclarecido.

Obrigada, amigo.

Abençoado sejas!

Mitti disse...
20 de outubro de 2009 às 19:04  

Boa tarde Antônio!

Perfeita sua explicação sobre a astrologia e o livre-arbítrio...achei esclarecedor demais!!!


Eu as vezes acho tão complicado escolher algum caminho....=(

tenha um ótimo dia

bjoka

Samsara disse...
20 de outubro de 2009 às 21:27  

Meu querido António

Primeiro tenho que agradecer à Hazel ter colocado estas questões e depois a ti pelo teu texto.

Este é um assunto que me “incomoda” desde que me lembro de existir, com a Astrologia percebi que poderia chegar mais perto de resolver este enigma e é o que tenho tentado, aos poucos, mas sabe Deus se algum dia chegarei a alguma conclusão, seria muita pretensão minha, pois este é um tema que dura há séculos, precisamente por não ter uma resposta fácil e definitiva.

Já pensei de forma ligeiramente diferente, provavelmente daqui a algum tempo pensarei diferente, mas actualmente penso assim…sempre estudante.

Acho que o nosso livre arbítrio é muito pouco, para não dizer nenhum e resume-se à possibilidade de encarar o nosso destino de diversas maneiras, isto que digo está contido no último parágrafo do teu texto.

Relativamente a tudo o resto acho que está traçado, pois de outra forma a Astrologia simplesmente não funcionaria, e eu estou convicta que funciona.

No meio desta questão aparece outra que também falas no teu texto. Os astros influenciam ou são o espelho do que é a nossa vida? Acho que ambas ao mesmo tempo, mas em diferentes patamares. Esta é difícil de explicar, bolas. Espelham na medida que é assim que a Astrologia funciona como ferramenta para chegar à pessoa, como ela é e o que lhe vai acontecer, do ponto de vista do astrólogo, como uma ferramenta de auto conhecimento e previsão que é. Influenciam na medida que são um instrumento de Deus, que nos fazem cumprir o nosso destino nesta vida.

Em relação ao teu excelente exemplo de pessoas a nascer à mesma hora e no mesmo sítio eu tenho chegado a uma conclusão, pois é uma situação que desde que estudo astrologia me suscita muita curiosidade. E minha teoria é a seguinte, baseada nas casas astrológicas, cada uma representa uma área de vida, todas falam de nós, da nossa personalidade mas não só, cada uma nos fala também sobre o ambiente, personagens, situações, etc. Eu posso ter as tais 3 mulheres que nascem ao mesmo tempo, à mesma hora, mas essas mulheres não vão ter o mesmo Pai, nem a mesma mãe, nem os mesmos irmãos. Numa o Pai pode ser Pescador, a outra pode ter um Pai que tem um iate e adora pescar. Pode estar um Marte na casa VII dessas 3 mulheres, uma ter um marido militar, o outro ser boxer e o outro ser cirurgião, vão ser pessoas diferentes, mas significadas pelo mesmo planeta. As pessoas irão viver experiências análogas, em ambientes semelhantes, mas de forma diferente. É assim que eu encaro esta situação. E se forem gémeos? Pois…têm o mesmo Pai, a mesma mãe, mas já não têm o mesmo irmão e o mesmo marido ou os mesmos filhos, poderão ter diferença de minutos, o que pode mudar o signo do ascendente, o termo ou a face desse mesmo ascendente e isto é só o início da mudança, os ambientes diferentes, os amigos diferentes, farão a tal diferença ao longo da vida. Um mapa é de um homem ou de uma mulher? Não se pode definir ou não sabemos definir?

Ao longo do tempo na história da Astrologia, ela foi sendo acrescentada de diversos elementos de interpretação e predição, muitos substituídos. Actualmente usa-se de tudo, métodos antigos, novos, ambos ao mesmo tempo e funciona, é extraordinário, mas não funciona com uma precisão milimétrica, nem com o pormenor que são as realidades nas nossas vidas e é precisamente por isso que a resposta a esta pergunta não será nunca definitiva, nem unânime. Para mim a limitação de prever está no astrólogo e não na astrologia. No dia em que o astrólogo tiver o domínio sobre a Astrologia a resposta será fácil, haverá alguém que viverá tanto para o aprender? Por isso seremos eternos estudantes. Quererá Deus que saibamos tudo? Teremos nós humanos capacidade para entender tudo? Se calhar não, mas podemos ir tentando…

Beijinhos

angela disse...
20 de outubro de 2009 às 22:29  

Antonio
Brilhante explicação.
beijos

Bya.moon disse...
20 de outubro de 2009 às 22:31  

De muita utilidade, sempre tive esta indagação...Compartilhemos.

Rosan disse...
21 de outubro de 2009 às 00:49  

Gostei muito Antonio.
é mais ou meno assim que vejo também,
as vezes somos parecidos astrologicamente, mas pelas escolhas que fizemos, e as oportunidades que temos nos tornamos diversos...
obrigada pela explicação, crio que ficou claro para todos,
um beijo

Adelaide Figueiredo disse...
21 de outubro de 2009 às 02:24  

António,
Um texto para pensar, tanto para os astrólogos, como para os que os consultam.
Quando nascemos trazemos um mapa e esse mapa logo à nascença dá-nos o esboço da pessoa. Se os pais da criança quiserem podem tentar informar-se mais ou menos do temperamento, personalidade etc. Evidente que a criança não saberá nessa altura mas os pais prevenidos são capazes de detectarem as falhas ou as boas qualidades que o astrólogo lhes disse e até tentarem moldar a criança. Se ela for teimosa, preguiçosa, etc. Aí está a astrologia a trabalhar. Essa criança irá sendo modificada - esperemos que para bem. Portanto o meio ambiente e a astrologia estão a funcionar.
A astrologia prevê dificuldades, prevê bonança, prevê crises. Os planetas no seu posicionamento nas casas dão-nos informações que se nós pensarmos bem, podem ajudar-nos no nosso dia a dia. Se está anunciada uma crise podemos controlar melhor as coisas, se há uma altura de depressão sabemos que essa altura vai passar e podemos tentar seguir a vida de outra forma até a fase passar etc.
Penso que o nosso livre arbítrio é isso mesmo. Se estamos informados podemos fazer aquilo que queremos, às vezes para bem, outras para mal.
As situações estão escritas nos astros, mas nós podemos seguir sempre o caminho que queremos. Mas há uma coisa muito importante no meio de tudo isto: é que os astrólogos ainda não sabem ler tudo nos astros e é esse véu, esse mistério que me faz pensar que há um Ser Supremo que tudo comanda, a nós, incluindo os astrólogos e aos astros. Há um pedaço que nos está vadado a todos...
Este assunto daria pano para mangas.:)
Esta é a minha opinião.

Grata por ter colocado esta questão.

IdoMind disse...
21 de outubro de 2009 às 10:21  

Bom dia querido António,

Eu tenho um amigo que usa a seguinte expressão " Temos de trabalhar com aquilo que temos"

É assim que vejo o céu sob o qual nascemos: o mapa dos recursos e das dificuldades com que teremos de trabalhar.

Quanto mais depressa tomarmos consciência das barreiras e dos instrumentos ao nosso dispor para as ultrapassarmos melhor...

Independentemente das influências sobre as quais nasci ( e que escolhi nascer) posso sempre optar por remar contra a maré - a maneira dificil e muito, muito mais cansativa- ou entrar na corrente e ir manuseando o meu barquito o melhor que conseguir ao longo da travessia, orientada pelo mapa do conhecimento de mim própria.

É o que acho.

Beijos doce António

Maria Ribeiro disse...
21 de outubro de 2009 às 13:02  

Meu querido ANTÓNIO ROSA: mas não é o livre arbítrio a capacidade de que Um DEUS dotou o homem, para ele compreender onde está o BEM e o MAL?
Os existencialistas ateus dizem que essa é uma atitude muito cómoda desse DEUS, que, dessemodo, "daí" lava as suas mãos ,sempre que o homem erra!Mas DEUS sabia que o ser humano é imperfeito... Por isso, apesar de ser o único ser racional da criação, pode errar...
BEIJOS DE LUSIBERO

tereza ferraz disse...
21 de outubro de 2009 às 13:58  

Bom dia António.
"As nossas escolhas e aceitação das respectivas consequências é que marcam aquilo que somos."
Belo texto!
Grata

António Rosa disse...
21 de outubro de 2009 às 16:22  

Reyel,

Muito agradecido pelo testemunho.
É comum procedermos assim, quando não se conhece a matéria que julgamos.

O menos comum, é o que vc fez, ter open mind e permitir que novos conhecimentos funcionem em nós. Por isso, parabéns.

Beijo

António Rosa disse...
21 de outubro de 2009 às 16:22  

Mitti,

Quando a escolha se torna complicada, só há um caminho: deixar o coração falar, evitando que a mente se sobreponha,

Beijos

António Rosa disse...
21 de outubro de 2009 às 16:23  

PatSam

Belíssima análise. Apreciei muito. Portanto, também estás de acordo que os factores externos à pessoa influenciam cultural e geneticaamente na hora de se tomar uma decisão. Sempre foi assim.

Beijo.

António Rosa disse...
21 de outubro de 2009 às 16:23  

Angela,


Sempre presente, Grato. Beijo.

António Rosa disse...
21 de outubro de 2009 às 16:23  

Bya.moon

Ainda bem que houve alguma clarificação. Beijo.

António Rosa disse...
21 de outubro de 2009 às 16:23  

Rosan

Era o que dizia acima: dependendo de factores externos a nós, quer cultural, quer geneticamente. Muito agradecido. Beijo.

António Rosa disse...
21 de outubro de 2009 às 16:24  

Adelaide,

Também apreciei muito a sua análise. É verdade: se os s
astrólogos soubessem ler tudo ou prever tudo, o «mistério» da vida acabava-se. Muito agradecido.

António Rosa disse...
21 de outubro de 2009 às 16:24  

IdoMind

Essa frase é mesmo muito boa: «temos que trabalhar com aquilo que temos». Nem mais. Beijos.

António Rosa disse...
21 de outubro de 2009 às 16:27  

Maria

Hoje em dia, não sei se o livre arbítrio destina-se a sabermos onde está o Bem ou o Mal. A pessoa saberá que escolheu mal pelas consequências que virão, porque chegam sempre.

Acho graça a essa atitude dos existencialistas! :)

Muito agradecido por ter vindo.

Beijo.

António Rosa disse...
21 de outubro de 2009 às 16:27  

Tereza

É o Sopro da Vida!

Beijo

Reyel disse...
21 de outubro de 2009 às 21:30  

Amigo, tem selinho p vc aqui:

http://espelho-virtual.blogspot.com/2009/10/primeiro-selinho-do-espelho-virtual.html

Bjo na alma!

marcelo dalla disse...
22 de outubro de 2009 às 03:38  

Querido! Saudade de vir aqui!!!!
Sim, tenho relfetido muito sobre isso... nosso POTENCIAL - é o que o mapa nos mostra.

Sobre a inlfuênica dos astros, outro dia li algo interessante e importante: os astros não nos influenciam, apenas refletem, como num espelho... e por aí vai...
Eis outra discussão a ser desenvolvida.

abraço

HAZEL disse...
22 de outubro de 2009 às 11:27  

Muitíssimo obrigada, António.

Foi, efectivamente, muito esclarecedor.

Compreendi que os astros dão-nos pistas para determinados acontecimentos, mas a forma como reagimos e as decisões que tomamos é da nossa responsabilidade - o livre-arbítrio em todo o seu esplendor!

As nossas decisões/reacções/emoções são sempre reflexo da nossa personalidade, e esta é o resultado da esperiência de vida que tivemos.

Pode haver dois mapas iguais, mas não há duas vidas iguais.

Portanto, assunto inteiramente esclarecido!

Muito obrigada.

Maria Ribeiro disse...
22 de outubro de 2009 às 17:40  

MEU QUERIDO ANTÓNIO: eu só venho falar se tiver alguma coisa válida para dizer, no seu especialíssimo blog...
BEIJOS AMIGOS DE LUSIBERO

Christiane Forcinito Ashlay Silva de Oliveira disse...
22 de outubro de 2009 às 20:24  

Antônio

MUITO BOM!!!!! É é nisso que eu brigo com os católicos fundamentalistas compreende?

E inclusive até não recomendo para muitos a consulta com um astrólogo, pois infelizmente há muitos profissionais que não possuem ética e há também pessoas que irão ficar tão comprometidas com o que vão ouvir que isso podem levá-las a tomarem decisões que outrora não tomariam...

Por isso, como católica sempre recomendo a Análise do mapa natal como autoconhecimento e para pessoas mais conscientes até recomendo sim...

Irem atrás de previsões pois estas pessoas possuem clareza para compreender o "espírito" de um posicionamento astrológico.

Elas vão compreender seu momento e saberão fazer com que esta informação seja um instrumento positivo para que façam boas escolhas ou aprendam boas lições...

É a mesma coisa que você usar um GPS quando necessário, mas sem ficar dependente deste...

Grande abraço e grande beijo à você Antônio e à todos!

Christiane :)

Cris França disse...
22 de outubro de 2009 às 21:12  

deixei um selinho para vc no meu blog espero que aceite e que goste. beijos!

Sonia Beth disse...
22 de outubro de 2009 às 22:16  

Oi Antonio, tuido bom?
Olha o que eu encotrei hoje :
Universos Paralelos traz um ensinamento sobre livre-arbítrio :
http://extra.globo.com/blogs/cabala/posts/2009/10/22/cabala-universos-paralelos-231086.asp

beijocas

António Rosa disse...
23 de outubro de 2009 às 10:28  

Reyel

Peço desculpa pela demora em responder ao seu comentário, mas nos últimos dias tenho estado a desligar o computador muito cedo, pois o corpo tem andado a pedir algum recolhimento.

Muito obrigado pelos selos.

Irei fazer um post com todos os selos que me têm oferecido nas últimas semanas.

Grande beijinho

António Rosa disse...
23 de outubro de 2009 às 10:28  

Marcelo,

Meu querido amigo, peço-te desculpa de só responder hoje, mas tenho andado como que alheado, mas hoje lá consegui ânimo para blogar.

Seria bom que um dia, todos nós, que somos eternos estudantes de astrologia, manifestássemos as nossas ideias sobre estes temas.

Abraço

António Rosa disse...
23 de outubro de 2009 às 10:29  

Hazel,

Fico feliz em saber que consegui explicar a sua dúvida astrológica. Um grande beijo

António Rosa disse...
23 de outubro de 2009 às 10:53  

Querida Maria,

Vou transcrever aqui o que acabei de escrever no seu blogue:

++++

Voltei de novo, para retribuir a tua visita.

Antes de mais, dizer que li atentamente todos os comentários e idenfifiquei-me particularmente com o do Carlos Albuquerque e do Cirrus.

São claros como água.

Tenho que confessar que enquanto leitor do escritor José Saramago, passei momentos magníficos com alguns dos seus livros e com passagens isoladas de outros.

A personagem Belimunda estará sempre comigo. Forever. E outros. "O Ano da Morte de Ricardo Reis" deixou-me marcas profundas. E outros. Os últimos livros, nem tanto. Mas ninguém consegue ser sempre genial. Nem Fernando Pessoa o foi, sempre. Nem Eça o foi, sempre. A grande maioria dos escritores e artistas, tal como nós, meros seres humanos, têm dias... A genialidade não é uma constante. A qualidade pode ser uma constante, difícil de atingir.

A verdade é que todos temos telhados de vidro. A Igreja de Roma, também. Só que confundir uma igreja com a «religiosidade» das pessoas, em meu entender, vai uma enorme distância.

Como o Cirrus bem disse, há um abismo entre o Antigo e o Novo Testamento. Há uma fronteira. Chama-se Jesus, o da Nazaré. Foi esse homem quem veio marcar a diferença.

Sabes o que penso, mesmo, mesmo? Que Saramago não é ateu, como gosta de se intitular. Vejo-o mais como um agnóstico, aquele que declara o absoluto inacessível ao espírito humano. Não me lembro dele ter negado a existência de Deus, o que o definiria como ateu. Limita-se a criticar esse Deus, a Bíblia e a Igreja Católica. Bom, mas isso ouço eu com frequência me conversas de cafés.

Beijo e boa semana.

António Rosa disse...
23 de outubro de 2009 às 10:57  

Querida Christiane

Que bom ver-te aqui. Fundamentalismos há em todas as crenças e pensamentos.

O que importa é estarmos em paz connosco mesmos. Grande beijo

António Rosa disse...
23 de outubro de 2009 às 10:57  

Cris,

Vou escrever-lhe este fim-de-semana. Muito obrigado pelo selo. Vou já lá buscar.

Beijos

António Rosa disse...
23 de outubro de 2009 às 10:57  

Sónia

Muito obrigado pela pista deixada. Vou ler com a maior atenção. Tudo o que vem de si trás sempre muita credibilidade.

Grande beijo

Maria Izabel Viégas disse...
24 de outubro de 2009 às 10:24  

António querido amigo,
estou aqui desolée.
Já pela terceira vez, deixo aqui comentários sobre este tema , clico e eles se perdem.
Fiz três testamentos rssrs. ;(( perdidos virtuamente. Vou tentar escrever de nooooovo :) Ascendente capricórnio e lua Escorpião rsrs não se abate assim. depois, claro!
mas querido amigo,este tema: livre arbítrio transcende ser explicado pela Astrologia. é um tem que merece maiores debates. Qualquer pessoa que saiba o mínimo de Astrologia deverá saber que e a Alma que aqui nasce que "determina' o momento certo de sua chegada, que é ela que "entra" no momnto em que as posições dos astros representam o "desenho' , a mandala correspondente , adequada, igual a seu SER. Quem achar que os astros é que determinam , ou não passou do primeiro capítulo, se é estudante ou é um Ser que não acredita que aqui viemos com uma Alma , que esta não é uma "tábula rasa".
O conceito de Livre Arbítrio versus Destinação ou Fatalidade é uma discussão maior, de cunho religioso.
Quem acredita numa consulta astrológica e que procura um astrólogo e não aceita Livre Arbítrio está confuso naquilo que crê.
Somos uma Alma que aqui nasce e morre vai para o Céu, Inferno(?) ou para o Nada. Ou somos uma alma que aquia dentra para cumprir os designios que ela própria é compelida pelas Leis Maiores e segue a procurar evoluir na "roda das encarnações".
Esta é questão maior, em que se acredita , numa só vida ou em uma perspectiva maior?
É o que o Pedro Elias coloca: " o verdadeiro despertar não vem do interesse que possamos ter neste tipo de assuntos,nem nas práticas ou técinas que possamoa praticar, mas sim no'sentir do pulsar da Vida' em tudo que nos cerca."
Acreditar em livre Arbítrio é um pensar maior.
E em nada a Astrologia precisa explicar ou se enquadrar. Astrologia é o pulsar da Vida. Astrologia não tem nada a explicar sobre este encaixar, acredita-se na astrologia séria ou não.
Se formos pensar além, numa visão Maior, podem dois gêmeos nascerem no mesmo momento , terem o mesmíssimo mapa , mas ...são duas Almas diferentes. O corpo , se univitelinos, são idênticos, a ALMA NÂO!
Lembrando que não é só fator externo que faz uma pessoa diferente da outra, o funcionanento de uma só glândula, podem mudar o humor de uma pessoa e torná-la diferente no seu agir.
Tu foste generoso e completo na tua explicação,como sempre.
Astrologia ,Numerologia, Tarot,outros oráculos são sérios , e com um bom intérprete a decodificar a simbologia fala a mesma Língua, descreve o mesmo ser, pois todos os caminhos levam a Deus.
beijos, amigo amado!

Tania Resende disse...
26 de outubro de 2009 às 12:32  

Excelente explicação! Adorei!

Tania Resende

20 de outubro de 2009

Astrologia e livre-arbítrio


Uma amiga que muito estimo fez-me a seguinte pergunta, aqui no blogue:

«Como é que o livre arbítrio "encaixa" na Astrologia, se esta estuda a posição dos astros quando nascemos (e não só), sendo que isso definirá o nosso futuro? Se tudo está "escrito no céu", onde fica o nosso poder de decisão?»

Atendendo que a resposta também foi dada no blogue, tive que usar da maior concisão que fui capaz. Saiu este pequeno texto:

Os astros não influenciam, nem decidem, nem determinam. Apenas dão pistas sobre o potencial de experimentarmos determinadas emoções.

O resto é com o ser humano.

O posicionamento dos astros num mapa de nascimento, dão-nos muitas informações daquilo que há poucos anos se convencionou chamar de psicologia. Mas fazem mais que isso, muito mais. Mostram-nos a pessoa complexa que somos.

Dou muitas vezes este pequeno exemplo sobre o livre-arbítrio:

No mesmo dia e hora e na mesma maternidade (cidade), 3 mulheres de classes sociais muito diferentes dão à luz um rapaz.

Os mapas dos rapazes são iguais.

Teoricamente, e a acreditar naquilo que se lê em livros e sites de astrologia, que falam muito de signos e pouco mais, os rapazes deveriam ter as mesmas características.

Obviamente, quando crescerem, serão pessoas bem diferentes.

Uma das mulheres que deu à luz é de uma classe social muito endinheirada, com grandes fortunas (bancos, seguros, etc).

Outra das mulheres é de classe média e vive de acordo com as suas circunstâncias.

A terceira mulher provém de um bairro social desfavorecido, onde se trafica o pior que se possa imaginar.

Logo à partida, estas crianças - com mapas iguais -, terão educação e oportunidades muito diferentes. Escolas diferentes. Motivações diferentes. Culturas diferentes. Ambientes sociais diferentes. Etc.

Mesmo partindo do princípio que cada mãe ama profundamente o seu filho e que lhes incuta os mesmos valores universais, estas crianças aprenderão a usar o livre-arbítrio de forma completamente distinta.

Logo ao nascer, são diferentes, com mapas iguais.

Ainda crianças e adolescentes, serão confrontados com escolhas (livre-arbítrio) completamente diferentes. Perante situações de vida similares.

Eu podería ir por aí fora, mas creio que está subentendido que o livre-arbítrio é um factor pessoal, mas que envolve situações externas a cada um, de forma bem marcada.

O mesmo se passará quando forem adultos.

Creio que este exemplo serve para ilustrar o que pretendo dizer.

Quando se olha a astrologia como meras previsões, pode-se cair com facilidade na ideia de que tudo está destinado. Não está.

As nossas escolhas e aceitação das respectivas consequências é que marcam aquilo que somos.

Eu escolho entrar em negação e não aceitar, sofrendo muito com isso? Ou escolho aceitar e sofrer o mínimo possível, mantendo-me bem comigo mesmo?

Muito obrigado.

46 comentários:

guntty disse...

Gostei do exemplo!

É uma explicação clara que tras umas luzes para o verdadeiro entendimento da astrologia que está muito deturpado nas massas sociais, infelizmente.

Obrigado eu.

Abraço

Joana disse...

Parabéns pelo texto. Gostei muito! :)

Beijocas

Astrid Annabelle disse...

Olá António!
Maravilha de texto.
Sempre é bom lembrar que o que vem de fora fornece pistas e jamais determina o caminho.
Somos sempre responsáveis por todas as nossas experiências...boas ou más.
Um beijo agradecido
Astrid Annabelle

Maria Paula Ribeiro disse...

Isto é o que eu chamo:

Claro, conciso e esplendidamente bem explicado!

Adorei, ;-)

Mestre é mestre e não há volta a dar, ;-)

Fabiano Mayrink disse...

livre arbitrio, deveria pra ser facil, pois nao acho muito, ultimamente estou muito bem, porem influencias de igreja me pertubam de vez enquando, eu respeito e ate gosto de ir as vezes, mais ficam matutando os mandamentos me perturba, isso nao gosto, pois isso prefiro ficam "neutro" ...

situaçao muito complicada pra mim

um abraço!

António Rosa disse...

Guntty

Muito obrigado. Tens razão com a massificação da astrologia, sem entendimento.

Abraço.

António Rosa disse...

Joana

Um beijinho grande e muito obrigado.

António Rosa disse...

Astrid

Palavras sábias sempre necessárias.
Que bom voltar a tê-la a ajudar-nos a reflectir.

Beijo.

António Rosa disse...

Maria Paula

Muito obrigado. Sabes muito de astrologia para poderes avaliar o textinho.

Beijos.

António Rosa disse...

Fabiano

Tem que aprender a tomar decisões que o deixem confortável consigo mesmo. As questões religiosas são sempre difíceis de solucionar, pois envolvem questões íntimas.

Abraço

Reyel disse...

Excelente texto, esclarecendo a mim tbm!!!

Sabe, vejo que o mesmo se dá com os oráculos como o tarô.

A pessoa que julga apenas superficialmente a astrologia e demais oráculos, julga com "pré-conceito", achando que essas coisas são erradas por afirmarem um destino e negarem assim o livre arbítrio pessoal.

Porém quem de fato se empenha em conhecer as coisas antes de tirar conclusões, sabe que não é bem assim. Então tudo se encaixa e faz sentido.

Confesso q antes de conhecer seu blog, eu tinha esse preconceito com a astrologia.

E agora com esse seu texto, fiquei satisfeitíssima por não haver fechado minha mente; tudo tem seu momento p ser esclarecido.

Obrigada, amigo.

Abençoado sejas!

Mitti disse...

Boa tarde Antônio!

Perfeita sua explicação sobre a astrologia e o livre-arbítrio...achei esclarecedor demais!!!


Eu as vezes acho tão complicado escolher algum caminho....=(

tenha um ótimo dia

bjoka

Samsara disse...

Meu querido António

Primeiro tenho que agradecer à Hazel ter colocado estas questões e depois a ti pelo teu texto.

Este é um assunto que me “incomoda” desde que me lembro de existir, com a Astrologia percebi que poderia chegar mais perto de resolver este enigma e é o que tenho tentado, aos poucos, mas sabe Deus se algum dia chegarei a alguma conclusão, seria muita pretensão minha, pois este é um tema que dura há séculos, precisamente por não ter uma resposta fácil e definitiva.

Já pensei de forma ligeiramente diferente, provavelmente daqui a algum tempo pensarei diferente, mas actualmente penso assim…sempre estudante.

Acho que o nosso livre arbítrio é muito pouco, para não dizer nenhum e resume-se à possibilidade de encarar o nosso destino de diversas maneiras, isto que digo está contido no último parágrafo do teu texto.

Relativamente a tudo o resto acho que está traçado, pois de outra forma a Astrologia simplesmente não funcionaria, e eu estou convicta que funciona.

No meio desta questão aparece outra que também falas no teu texto. Os astros influenciam ou são o espelho do que é a nossa vida? Acho que ambas ao mesmo tempo, mas em diferentes patamares. Esta é difícil de explicar, bolas. Espelham na medida que é assim que a Astrologia funciona como ferramenta para chegar à pessoa, como ela é e o que lhe vai acontecer, do ponto de vista do astrólogo, como uma ferramenta de auto conhecimento e previsão que é. Influenciam na medida que são um instrumento de Deus, que nos fazem cumprir o nosso destino nesta vida.

Em relação ao teu excelente exemplo de pessoas a nascer à mesma hora e no mesmo sítio eu tenho chegado a uma conclusão, pois é uma situação que desde que estudo astrologia me suscita muita curiosidade. E minha teoria é a seguinte, baseada nas casas astrológicas, cada uma representa uma área de vida, todas falam de nós, da nossa personalidade mas não só, cada uma nos fala também sobre o ambiente, personagens, situações, etc. Eu posso ter as tais 3 mulheres que nascem ao mesmo tempo, à mesma hora, mas essas mulheres não vão ter o mesmo Pai, nem a mesma mãe, nem os mesmos irmãos. Numa o Pai pode ser Pescador, a outra pode ter um Pai que tem um iate e adora pescar. Pode estar um Marte na casa VII dessas 3 mulheres, uma ter um marido militar, o outro ser boxer e o outro ser cirurgião, vão ser pessoas diferentes, mas significadas pelo mesmo planeta. As pessoas irão viver experiências análogas, em ambientes semelhantes, mas de forma diferente. É assim que eu encaro esta situação. E se forem gémeos? Pois…têm o mesmo Pai, a mesma mãe, mas já não têm o mesmo irmão e o mesmo marido ou os mesmos filhos, poderão ter diferença de minutos, o que pode mudar o signo do ascendente, o termo ou a face desse mesmo ascendente e isto é só o início da mudança, os ambientes diferentes, os amigos diferentes, farão a tal diferença ao longo da vida. Um mapa é de um homem ou de uma mulher? Não se pode definir ou não sabemos definir?

Ao longo do tempo na história da Astrologia, ela foi sendo acrescentada de diversos elementos de interpretação e predição, muitos substituídos. Actualmente usa-se de tudo, métodos antigos, novos, ambos ao mesmo tempo e funciona, é extraordinário, mas não funciona com uma precisão milimétrica, nem com o pormenor que são as realidades nas nossas vidas e é precisamente por isso que a resposta a esta pergunta não será nunca definitiva, nem unânime. Para mim a limitação de prever está no astrólogo e não na astrologia. No dia em que o astrólogo tiver o domínio sobre a Astrologia a resposta será fácil, haverá alguém que viverá tanto para o aprender? Por isso seremos eternos estudantes. Quererá Deus que saibamos tudo? Teremos nós humanos capacidade para entender tudo? Se calhar não, mas podemos ir tentando…

Beijinhos

angela disse...

Antonio
Brilhante explicação.
beijos

Bya.moon disse...

De muita utilidade, sempre tive esta indagação...Compartilhemos.

Rosan disse...

Gostei muito Antonio.
é mais ou meno assim que vejo também,
as vezes somos parecidos astrologicamente, mas pelas escolhas que fizemos, e as oportunidades que temos nos tornamos diversos...
obrigada pela explicação, crio que ficou claro para todos,
um beijo

Adelaide Figueiredo disse...

António,
Um texto para pensar, tanto para os astrólogos, como para os que os consultam.
Quando nascemos trazemos um mapa e esse mapa logo à nascença dá-nos o esboço da pessoa. Se os pais da criança quiserem podem tentar informar-se mais ou menos do temperamento, personalidade etc. Evidente que a criança não saberá nessa altura mas os pais prevenidos são capazes de detectarem as falhas ou as boas qualidades que o astrólogo lhes disse e até tentarem moldar a criança. Se ela for teimosa, preguiçosa, etc. Aí está a astrologia a trabalhar. Essa criança irá sendo modificada - esperemos que para bem. Portanto o meio ambiente e a astrologia estão a funcionar.
A astrologia prevê dificuldades, prevê bonança, prevê crises. Os planetas no seu posicionamento nas casas dão-nos informações que se nós pensarmos bem, podem ajudar-nos no nosso dia a dia. Se está anunciada uma crise podemos controlar melhor as coisas, se há uma altura de depressão sabemos que essa altura vai passar e podemos tentar seguir a vida de outra forma até a fase passar etc.
Penso que o nosso livre arbítrio é isso mesmo. Se estamos informados podemos fazer aquilo que queremos, às vezes para bem, outras para mal.
As situações estão escritas nos astros, mas nós podemos seguir sempre o caminho que queremos. Mas há uma coisa muito importante no meio de tudo isto: é que os astrólogos ainda não sabem ler tudo nos astros e é esse véu, esse mistério que me faz pensar que há um Ser Supremo que tudo comanda, a nós, incluindo os astrólogos e aos astros. Há um pedaço que nos está vadado a todos...
Este assunto daria pano para mangas.:)
Esta é a minha opinião.

Grata por ter colocado esta questão.

IdoMind disse...

Bom dia querido António,

Eu tenho um amigo que usa a seguinte expressão " Temos de trabalhar com aquilo que temos"

É assim que vejo o céu sob o qual nascemos: o mapa dos recursos e das dificuldades com que teremos de trabalhar.

Quanto mais depressa tomarmos consciência das barreiras e dos instrumentos ao nosso dispor para as ultrapassarmos melhor...

Independentemente das influências sobre as quais nasci ( e que escolhi nascer) posso sempre optar por remar contra a maré - a maneira dificil e muito, muito mais cansativa- ou entrar na corrente e ir manuseando o meu barquito o melhor que conseguir ao longo da travessia, orientada pelo mapa do conhecimento de mim própria.

É o que acho.

Beijos doce António

Maria Ribeiro disse...

Meu querido ANTÓNIO ROSA: mas não é o livre arbítrio a capacidade de que Um DEUS dotou o homem, para ele compreender onde está o BEM e o MAL?
Os existencialistas ateus dizem que essa é uma atitude muito cómoda desse DEUS, que, dessemodo, "daí" lava as suas mãos ,sempre que o homem erra!Mas DEUS sabia que o ser humano é imperfeito... Por isso, apesar de ser o único ser racional da criação, pode errar...
BEIJOS DE LUSIBERO

tereza ferraz disse...

Bom dia António.
"As nossas escolhas e aceitação das respectivas consequências é que marcam aquilo que somos."
Belo texto!
Grata

António Rosa disse...

Reyel,

Muito agradecido pelo testemunho.
É comum procedermos assim, quando não se conhece a matéria que julgamos.

O menos comum, é o que vc fez, ter open mind e permitir que novos conhecimentos funcionem em nós. Por isso, parabéns.

Beijo

António Rosa disse...

Mitti,

Quando a escolha se torna complicada, só há um caminho: deixar o coração falar, evitando que a mente se sobreponha,

Beijos

António Rosa disse...

PatSam

Belíssima análise. Apreciei muito. Portanto, também estás de acordo que os factores externos à pessoa influenciam cultural e geneticaamente na hora de se tomar uma decisão. Sempre foi assim.

Beijo.

António Rosa disse...

Angela,


Sempre presente, Grato. Beijo.

António Rosa disse...

Bya.moon

Ainda bem que houve alguma clarificação. Beijo.

António Rosa disse...

Rosan

Era o que dizia acima: dependendo de factores externos a nós, quer cultural, quer geneticamente. Muito agradecido. Beijo.

António Rosa disse...

Adelaide,

Também apreciei muito a sua análise. É verdade: se os s
astrólogos soubessem ler tudo ou prever tudo, o «mistério» da vida acabava-se. Muito agradecido.

António Rosa disse...

IdoMind

Essa frase é mesmo muito boa: «temos que trabalhar com aquilo que temos». Nem mais. Beijos.

António Rosa disse...

Maria

Hoje em dia, não sei se o livre arbítrio destina-se a sabermos onde está o Bem ou o Mal. A pessoa saberá que escolheu mal pelas consequências que virão, porque chegam sempre.

Acho graça a essa atitude dos existencialistas! :)

Muito agradecido por ter vindo.

Beijo.

António Rosa disse...

Tereza

É o Sopro da Vida!

Beijo

Reyel disse...

Amigo, tem selinho p vc aqui:

http://espelho-virtual.blogspot.com/2009/10/primeiro-selinho-do-espelho-virtual.html

Bjo na alma!

marcelo dalla disse...

Querido! Saudade de vir aqui!!!!
Sim, tenho relfetido muito sobre isso... nosso POTENCIAL - é o que o mapa nos mostra.

Sobre a inlfuênica dos astros, outro dia li algo interessante e importante: os astros não nos influenciam, apenas refletem, como num espelho... e por aí vai...
Eis outra discussão a ser desenvolvida.

abraço

HAZEL disse...

Muitíssimo obrigada, António.

Foi, efectivamente, muito esclarecedor.

Compreendi que os astros dão-nos pistas para determinados acontecimentos, mas a forma como reagimos e as decisões que tomamos é da nossa responsabilidade - o livre-arbítrio em todo o seu esplendor!

As nossas decisões/reacções/emoções são sempre reflexo da nossa personalidade, e esta é o resultado da esperiência de vida que tivemos.

Pode haver dois mapas iguais, mas não há duas vidas iguais.

Portanto, assunto inteiramente esclarecido!

Muito obrigada.

Maria Ribeiro disse...

MEU QUERIDO ANTÓNIO: eu só venho falar se tiver alguma coisa válida para dizer, no seu especialíssimo blog...
BEIJOS AMIGOS DE LUSIBERO

Christiane Forcinito Ashlay Silva de Oliveira disse...

Antônio

MUITO BOM!!!!! É é nisso que eu brigo com os católicos fundamentalistas compreende?

E inclusive até não recomendo para muitos a consulta com um astrólogo, pois infelizmente há muitos profissionais que não possuem ética e há também pessoas que irão ficar tão comprometidas com o que vão ouvir que isso podem levá-las a tomarem decisões que outrora não tomariam...

Por isso, como católica sempre recomendo a Análise do mapa natal como autoconhecimento e para pessoas mais conscientes até recomendo sim...

Irem atrás de previsões pois estas pessoas possuem clareza para compreender o "espírito" de um posicionamento astrológico.

Elas vão compreender seu momento e saberão fazer com que esta informação seja um instrumento positivo para que façam boas escolhas ou aprendam boas lições...

É a mesma coisa que você usar um GPS quando necessário, mas sem ficar dependente deste...

Grande abraço e grande beijo à você Antônio e à todos!

Christiane :)

Cris França disse...

deixei um selinho para vc no meu blog espero que aceite e que goste. beijos!

Sonia Beth disse...

Oi Antonio, tuido bom?
Olha o que eu encotrei hoje :
Universos Paralelos traz um ensinamento sobre livre-arbítrio :
http://extra.globo.com/blogs/cabala/posts/2009/10/22/cabala-universos-paralelos-231086.asp

beijocas

António Rosa disse...

Reyel

Peço desculpa pela demora em responder ao seu comentário, mas nos últimos dias tenho estado a desligar o computador muito cedo, pois o corpo tem andado a pedir algum recolhimento.

Muito obrigado pelos selos.

Irei fazer um post com todos os selos que me têm oferecido nas últimas semanas.

Grande beijinho

António Rosa disse...

Marcelo,

Meu querido amigo, peço-te desculpa de só responder hoje, mas tenho andado como que alheado, mas hoje lá consegui ânimo para blogar.

Seria bom que um dia, todos nós, que somos eternos estudantes de astrologia, manifestássemos as nossas ideias sobre estes temas.

Abraço

António Rosa disse...

Hazel,

Fico feliz em saber que consegui explicar a sua dúvida astrológica. Um grande beijo

António Rosa disse...

Querida Maria,

Vou transcrever aqui o que acabei de escrever no seu blogue:

++++

Voltei de novo, para retribuir a tua visita.

Antes de mais, dizer que li atentamente todos os comentários e idenfifiquei-me particularmente com o do Carlos Albuquerque e do Cirrus.

São claros como água.

Tenho que confessar que enquanto leitor do escritor José Saramago, passei momentos magníficos com alguns dos seus livros e com passagens isoladas de outros.

A personagem Belimunda estará sempre comigo. Forever. E outros. "O Ano da Morte de Ricardo Reis" deixou-me marcas profundas. E outros. Os últimos livros, nem tanto. Mas ninguém consegue ser sempre genial. Nem Fernando Pessoa o foi, sempre. Nem Eça o foi, sempre. A grande maioria dos escritores e artistas, tal como nós, meros seres humanos, têm dias... A genialidade não é uma constante. A qualidade pode ser uma constante, difícil de atingir.

A verdade é que todos temos telhados de vidro. A Igreja de Roma, também. Só que confundir uma igreja com a «religiosidade» das pessoas, em meu entender, vai uma enorme distância.

Como o Cirrus bem disse, há um abismo entre o Antigo e o Novo Testamento. Há uma fronteira. Chama-se Jesus, o da Nazaré. Foi esse homem quem veio marcar a diferença.

Sabes o que penso, mesmo, mesmo? Que Saramago não é ateu, como gosta de se intitular. Vejo-o mais como um agnóstico, aquele que declara o absoluto inacessível ao espírito humano. Não me lembro dele ter negado a existência de Deus, o que o definiria como ateu. Limita-se a criticar esse Deus, a Bíblia e a Igreja Católica. Bom, mas isso ouço eu com frequência me conversas de cafés.

Beijo e boa semana.

António Rosa disse...

Querida Christiane

Que bom ver-te aqui. Fundamentalismos há em todas as crenças e pensamentos.

O que importa é estarmos em paz connosco mesmos. Grande beijo

António Rosa disse...

Cris,

Vou escrever-lhe este fim-de-semana. Muito obrigado pelo selo. Vou já lá buscar.

Beijos

António Rosa disse...

Sónia

Muito obrigado pela pista deixada. Vou ler com a maior atenção. Tudo o que vem de si trás sempre muita credibilidade.

Grande beijo

Maria Izabel Viégas disse...

António querido amigo,
estou aqui desolée.
Já pela terceira vez, deixo aqui comentários sobre este tema , clico e eles se perdem.
Fiz três testamentos rssrs. ;(( perdidos virtuamente. Vou tentar escrever de nooooovo :) Ascendente capricórnio e lua Escorpião rsrs não se abate assim. depois, claro!
mas querido amigo,este tema: livre arbítrio transcende ser explicado pela Astrologia. é um tem que merece maiores debates. Qualquer pessoa que saiba o mínimo de Astrologia deverá saber que e a Alma que aqui nasce que "determina' o momento certo de sua chegada, que é ela que "entra" no momnto em que as posições dos astros representam o "desenho' , a mandala correspondente , adequada, igual a seu SER. Quem achar que os astros é que determinam , ou não passou do primeiro capítulo, se é estudante ou é um Ser que não acredita que aqui viemos com uma Alma , que esta não é uma "tábula rasa".
O conceito de Livre Arbítrio versus Destinação ou Fatalidade é uma discussão maior, de cunho religioso.
Quem acredita numa consulta astrológica e que procura um astrólogo e não aceita Livre Arbítrio está confuso naquilo que crê.
Somos uma Alma que aqui nasce e morre vai para o Céu, Inferno(?) ou para o Nada. Ou somos uma alma que aquia dentra para cumprir os designios que ela própria é compelida pelas Leis Maiores e segue a procurar evoluir na "roda das encarnações".
Esta é questão maior, em que se acredita , numa só vida ou em uma perspectiva maior?
É o que o Pedro Elias coloca: " o verdadeiro despertar não vem do interesse que possamos ter neste tipo de assuntos,nem nas práticas ou técinas que possamoa praticar, mas sim no'sentir do pulsar da Vida' em tudo que nos cerca."
Acreditar em livre Arbítrio é um pensar maior.
E em nada a Astrologia precisa explicar ou se enquadrar. Astrologia é o pulsar da Vida. Astrologia não tem nada a explicar sobre este encaixar, acredita-se na astrologia séria ou não.
Se formos pensar além, numa visão Maior, podem dois gêmeos nascerem no mesmo momento , terem o mesmíssimo mapa , mas ...são duas Almas diferentes. O corpo , se univitelinos, são idênticos, a ALMA NÂO!
Lembrando que não é só fator externo que faz uma pessoa diferente da outra, o funcionanento de uma só glândula, podem mudar o humor de uma pessoa e torná-la diferente no seu agir.
Tu foste generoso e completo na tua explicação,como sempre.
Astrologia ,Numerologia, Tarot,outros oráculos são sérios , e com um bom intérprete a decodificar a simbologia fala a mesma Língua, descreve o mesmo ser, pois todos os caminhos levam a Deus.
beijos, amigo amado!

Tania Resende disse...

Excelente explicação! Adorei!

Tania Resende

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