Sexo e dinheiro

13 de fevereiro de 2009 ·

Os pilares da intimidade de uma relação são habitualmente trazidos por Plutão. A simbologia deste planeta em nós revela-se nas profundas necessidades de um casal. Entenda-se que ao usar a palavra «casal» não me estou a referir a géneros, nem a idades e muito menos a alianças de ouro no dedo anelar esquerdo ou direito. Refiro-me, tão só, a duas pessoas que estão numa relação sentimental e que, aparentemente, se deveriam amar.

É frequente numa relação sentimental haver dois temas típicos, muito importantes e absolutamente ligados: dinheiro e sexo. Coisas da casa 8, como sabem.

A ausência de uma destas coisas (dinheiro ou sexo) é portadora de uma vibração desgastante: todos ralham e ninguém tem razão. Porque as pessoas colocam a sua energia primária nestas questões. Não há mal nisto, pois aquilo que é primevo, pertence à necessidade de sobrevivência do ser humano e vem sempre ao de cima, em alguma ocasião.

Estes assuntos – sexo e dinheiro – fazem parte dessa energia muito antiga, básica e que provém biologicamente dos nossos antepassados, quando estes passaram de grupos nómadas a tribos agrícolas.
Aqui a questão é outra: se andamos nesta vida (aqui e agora) é para evoluirmos e isso inclui aprendermos a enfrentar essas necessidades ancestrais.


Obviamente que ao falar de «dinheiro» estou a usar uma síntese que significa «poder material», traduzida no passado por terras aráveis e no presente por conta bancária.

Num trânsito de Plutão, a natureza do sentimento que se nutre pelo outro vem ao de cima. É feroz! Pode ser terrível! Se mal manobrada pode abrir grandes fendas na relação, destruindo-a. Eu tenho no meu passado, todas as experiências possíveis de relações mal trabalhadas e pessimamente resolvidas. Por isso, o melhor é interromperem a leitura deste texto, pois posso estar a escrever uns quantos disparates.

Estes dois temas – sexo e dinheiro – são frequentemente os motivos verdadeiramente básicos de um mau relacionamento. Obviamente mascarados de outros motivos.

Voltando a quando a natureza do sentimento que se nutre pelo outro vem ao de cima, deixem-me já dizer-vos isto: apesar dos nossos temores, não temos que destruir a nossa relação afectiva. O ser humano, habitualmente, faz isso: destrói. No entanto, há imensos casos de sucesso.

Recomendo que conversando é que as pessoas se entendem. E isso é o que fazemos em pouca quantidade. Falarmos, dizendo a verdade e o que sentimos. Claro que é necessário que o outro nos ouça e não comece imediatamente a atirar pedras, raios e coriscos, como é prática habitual.

Revelarmos verdades internas importantes é o caminho certo para aclararmos o ar que se respira, oxigenando uma relação. Partindo sempre do princípio que o outro não vai a correr buscar um pedregulho para atirar à cabeça do companheiro. É o lado obscuro de Plutão. O seu lado luminoso é quando nos indica o caminho e vemos a luz ao fim do túnel. Os novos começos.

Enfrentem estas questões. Não sabotem a relação. Não sejam surdos ao que o outro diz. Suspeito, que quando tudo estiver resolvido entre o casal, vai haver sexo saboroso e vontade de se organizar a vida, sabendo gerir o dinheiro.

Os leitores não sabem, mas conto já. Ando em pânico com a ideia que vou ter que fazer várias Oficinas de Astrologia sob o tema «Está bem de vida sentimental?». A primeira das quais, já no dia 28, nas Caldas da Rainha. Por isso ando a escrever estas coisas. Para me preparar para as oficinas. Ainda bem que a Magda Moita estará lá comigo.

O comentário da Magda Moita neste post veio parar à página principal:

«Olá, bom dia!

Subscrevo as tuas palavras António, e também as tuas Astrid.

De facto é impressionante como os temas sexo e dinheiro, ou os dois em simultâneo, se repetem nos atendimentos, disfarçados de inúmeras eloquências mentais. Na generalidade as pessoas recusam-se a mudar o rumo das suas vidas, por milhões de motivos que julgam muito pertinentes, pois o ser humano é perito em engendrar desculpas.

Usam do seu poder plutónico pela negativa, acabando com a sua própria raça e com a do outro. Ao invés, poderiam usar este mesmo poder interno para mergulhar fundo em si mesmo, reconhecendo-se e ousando falar das suas verdadeiras necessidades, dos seus sentimentos, enfim trabalhando as emoções, que à solta podem gerar muita infelicidade e sofrimento, quando irreflectidas.

A humanidade está viciada em tristeza, os nossos corpos de dor, “tem ideia” de tomar posse. Então o ser humano opta geralmente pelo caminho mais fácil, não dialogar. Depois instalam-se os monstros, fase em que já não há diálogo possível, e imperam as acusações. Numa última fase, talvez se encontre o silêncio. No silêncio deveria surgir a iluminação, e preparado, por me reconhecer, posso rumar para a redenção.

Talvez ressurjam belíssimos encontros românticos! No entanto devemos estar preparados, para a possibilidade de o tempo com determinada pessoa ter findado. Pode ter chegado a altura de aceitar que as estradas, das nossas vidas e dos nossos companheiros se bifurcaram, e em novos cruzamentos, surgiram outras personagens a colorir a nossa estadia por aqui. Porque afinal, não escolhemos quem amamos, por isso também não escolhemos quando deixamos de amar, ou não temos controle no facto de que a natureza do nosso amor por alguém transforma-se.

Usar do nosso poder plutónico para nos redimirmos, significa estar disposto a enfrentar o luto, daquilo que em nós nos impede de estar em paz connosco próprios. Esta é a única forma, de seguirmos livres na actual relação ou encararmos a próxima sem a premissa de voltarmos a repetir os mesmíssimos erros.

PS: confesso que estas novas oficinas causam-me um certo arrepio… Mas também eu acredito, que o que escrevo, e digo, é sempre para mim, para eu aprender.

Abraço,

Magda»



22 comentários:

Samsara disse...
13 de fevereiro de 2009 às 20:19  

É bem verdade Mestre.
Obrigada por mais uma lição.
Beijinhos

Maria Paula Ribeiro disse...
13 de fevereiro de 2009 às 21:33  

:-)

Subscrevo a Sam, Mestre.
Estou a ver que a tua lua te tem dado trabalho.
E podes treinar à vontade, preparando-te aqui, que a gente gosta. :-)

Beijinho e obrigado mestre.

PS: Vou acabar o exercício!

Astrid Annabelle disse...
14 de fevereiro de 2009 às 00:28  

É verdade António! A maioria das consultas que realizei versavam por estes temas...sexo e dinheiro...

"Estes dois temas – sexo e dinheiro – são frequentemente os motivos verdadeiramente básicos de um mau relacionamento. Obviamente mascarados de outros motivos."

E pior...tenho acompanhado alguns clientes por anos e não mudam...nem um pouquinho quando se trata dessas questões!
Continue treinando...eu sempre digo...quando ensinamos algo, é Deus querendo que escutemos às nossas próprias palavras, já que não ouvimos de outro jeito!!!
Beijo...gostei do post!
Astrid

António Rosa disse...
14 de fevereiro de 2009 às 09:59  

Pat,

Não me está a ser fácil escrever estas coisas. No entanto, estão a sair.

Beijinho

António Rosa disse...
14 de fevereiro de 2009 às 10:00  

Paula

E o Quíron, também.

Bom fim-de-semana.

Beijinho

António Rosa disse...
14 de fevereiro de 2009 às 10:02  

Astrid,

Também acredito que o que escrevo, é sempre para mim, para eu aprender.

Bom fim-de-semana.

Beijo.

Magda Moita disse...
14 de fevereiro de 2009 às 12:21  

Olá, bom dia!
Subscrevo as tuas palavras António, e também as tuas Astrid.
De facto é impressionante como os temas sexo, e dinheiro, ou os dois em simultâneo, se repetem nos atendimentos, disfarçados de inúmeras eloquências mentais. Na generalidade as pessoas recusam-se a mudar o rumo das suas vidas, por milhões de motivos que julgam muito pertinentes, pois o Ser Humano é perito em engendrar desculpas.
Usam do seu poder Plutónico pela negativa, acabando com a sua própria raça e com a do outro. Ao invés, poderiam usar este mesmo poder interno para mergulhar fundo em si mesmo, reconhecendo-se e ousando falar das suas verdadeiras necessidades, dos seus sentimentos, enfim trabalhando as emoções, que à solta podem gerar muita infelicidade e sofrimento, quando irreflectidas.
A humanidade está viciada em tristeza, os nossos corpos de dor, “tem ideia” de tomar posse. Então o Ser Humano opta geralmente pelo caminho mais fácil, não dialogar. Depois instalaram-se os monstros, fase em que já não há diálogo possível, e imperam as acusações. Numa última fase, talvez se encontre o silêncio. No silêncio deveria surgir a iluminação, e preparado, por me reconhecer, posso rumar para a redenção.
Talvez ressurjam belíssimos encontros românticos! No entanto devemos estar preparados, para a possibilidade de o tempo com determinada pessoa ter findado. Pode ter chegado a altura de aceitar que as estradas, das nossas vidas e dos nossos companheiros se bifurcaram, e em novos cruzamentos, surgiram outras personagens a colorir a nossa estadia por aqui. Porque afinal, não escolhemos quem amamos, por isso também não escolhemos quando deixamos de amar, ou não temos controle no facto de que a natureza do nosso amor por alguém transforma-se.
Usar do nosso poder Plutónico para nos redimirmos, significa estar disposto a enfrentar o luto, daquilo que em nós nos impede de estar em paz connosco próprios. Esta é a única forma, de seguirmos livres na actual relação, ou encararmos a próxima sem a premissa de voltarmos a repetir os mesmíssimos erros.

PS: confesso que estas novas oficinas causam-me um certo arrepio… Mas também eu acredito, que o que escrevo, e digo, é sempre para mim, para eu aprender.

Abraço,

Magda

António Rosa disse...
14 de fevereiro de 2009 às 13:14  

Magda,

O teu comentário passou para a página principal.

E aqui estamos a aprender.

Beijokas.

Astrid Annabelle disse...
14 de fevereiro de 2009 às 13:37  

Com a sua devida licença António...
eu te aplaudo Magda!
Ótimo comentário! Merece ser lido e relido!
Beijos aos dois...António e Magda
Astrid

joana disse...
14 de fevereiro de 2009 às 14:18  

António,
Não sei se entendi tudo...
Acho que está a falar de questões de 'Poder'.
E um motivo para um mau relacionamento poder ser o uso desse Poder sem ter Amor por base.
Um beijo

Maria Paula Ribeiro disse...
14 de fevereiro de 2009 às 16:11  

:-) Já estava muito bom mas ainda ficou melhor.

Belíssimo trabalho mesmo.
Vocês formam uma dupla imbatível, sabiam?
Dupla, em "unidade", certo?

Beijinhos e bom fim-de-semana

António Rosa disse...
14 de fevereiro de 2009 às 17:02  

Joana

A astrologia e depois a psicologia começaram a usar a palavra «Poder». E é.

Mas eu vejo como questões básicas de sobrevivência do ser humano.

Uma longa história que começou há MUITO tempo... :)

Beijinho

António Rosa disse...
14 de fevereiro de 2009 às 17:02  

Joana

A astrologia e depois a psicologia começaram a usar a palavra «Poder». E é.

Mas eu vejo como questões básicas de sobrevivência do ser humano.

Uma longa história que começou há MUITO tempo... :)

Beijinho

António Rosa disse...
14 de fevereiro de 2009 às 17:03  

Paula

A Magda e eu trabalhamos juntos desde 2004. São muitos anos a partir pedra... :)

Beijinho.

joana disse...
14 de fevereiro de 2009 às 17:52  

Quando o António escreveu:

"A ausência de uma destas coisas (dinheiro ou sexo) é portadora de uma vibração desgastante: todos ralham e ninguém tem razão."

Quis dizer que entendo esta afirmação à luz de um jogo de Poder. ... de um com o outro e vice -versa (a casa dos 'outros'). Ou seja, o poder a ser exercitado como 'ausência' (tal como, por exemplo, o 'repressor' que descreveu da 'sabotagem sexual').

Entendo isto nesse contexto. Porque acho (digo 'acho' porque não tenho a experiência) que pode haver num casal ausência de sexo ou dinheiro e haver sintonia. E aqui não estou a falar de uma ausência por 'recusa'.

O António falou de 'questões básicas da sobrevivência de um ser humano' e estou de acordo que sem aceitar e viver essas questões básicas não há 'transformação'.

Beijinho

António Rosa disse...
14 de fevereiro de 2009 às 19:18  

Joana,

Excelente. É isso mesmo. Quando há amor, as dificuldades tendem a ser superadas e vividas como casal, como unidade.

joana disse...
14 de fevereiro de 2009 às 19:54  

: )

Fada Moranga disse...
14 de fevereiro de 2009 às 20:03  

Haja alguem que fale deste tema! Bem haja! Fui abencoada com o Saturno natal a entrar na casa 8 e tenho tido muito boas oportunidades de fazer trabalho de casa. Talvez um dia me especialize... :-)
Um grande beijo*deFada

António Rosa disse...
15 de fevereiro de 2009 às 14:11  

Olá Fada,

Então, bons trabalhos de casa :)

Abraço

adelaide Figueiredo disse...
16 de fevereiro de 2009 às 02:51  

António,

Belo post! A Magda também deu uma ajuda e ainda ficou melhor.
Eu apemas consigo dizer que hoje em dia as pessoas dão demasiado valor ao dinheiro e ao sexo e quando a coisa dá para o torto esquecem os sentimentos que uniram um casal. As pessoas desistem por dá cá aquela palha e só o tal "poder" lhes interessa. Hoje, com os hábitos mais modernos (liberdade sexual) as uniões de dois seres (e não é preciso estar casado para que isso possa acontecer) ficam bem mais frágeis.
É a sociedade dos novos tempos - sexo, dinheiro e porque não dizer, falta de tempo para o precioso diálogo que tão necessário é.

Abraço

Adelaide Figueiredo

António Rosa disse...
16 de fevereiro de 2009 às 09:28  

Adelaide

Tem toda a razão. Como muito bem disse, hoje em dia, parece não haver paciência para investirem numa relação mais profunda. Parece ser tudo muito ligeiro e fácil de concretizar. Inicia-se uma relação (os que iniciam) em bases pouco firmes e regra geral, baseadas em valores pouco consentâneos com o seu amor-próprio. Uma chamada sexual é suficiente para se acreditar que ali está a «alma gémea», quando não está...

Muito bom o seu depoimento.

Abraço

Táxi Pluvioso disse...
17 de fevereiro de 2009 às 14:57  

De Plutão? O amor vem do Banco Central Europeu em notinhas de euro.

13 de fevereiro de 2009

Sexo e dinheiro

Os pilares da intimidade de uma relação são habitualmente trazidos por Plutão. A simbologia deste planeta em nós revela-se nas profundas necessidades de um casal. Entenda-se que ao usar a palavra «casal» não me estou a referir a géneros, nem a idades e muito menos a alianças de ouro no dedo anelar esquerdo ou direito. Refiro-me, tão só, a duas pessoas que estão numa relação sentimental e que, aparentemente, se deveriam amar.

É frequente numa relação sentimental haver dois temas típicos, muito importantes e absolutamente ligados: dinheiro e sexo. Coisas da casa 8, como sabem.

A ausência de uma destas coisas (dinheiro ou sexo) é portadora de uma vibração desgastante: todos ralham e ninguém tem razão. Porque as pessoas colocam a sua energia primária nestas questões. Não há mal nisto, pois aquilo que é primevo, pertence à necessidade de sobrevivência do ser humano e vem sempre ao de cima, em alguma ocasião.

Estes assuntos – sexo e dinheiro – fazem parte dessa energia muito antiga, básica e que provém biologicamente dos nossos antepassados, quando estes passaram de grupos nómadas a tribos agrícolas.
Aqui a questão é outra: se andamos nesta vida (aqui e agora) é para evoluirmos e isso inclui aprendermos a enfrentar essas necessidades ancestrais.


Obviamente que ao falar de «dinheiro» estou a usar uma síntese que significa «poder material», traduzida no passado por terras aráveis e no presente por conta bancária.

Num trânsito de Plutão, a natureza do sentimento que se nutre pelo outro vem ao de cima. É feroz! Pode ser terrível! Se mal manobrada pode abrir grandes fendas na relação, destruindo-a. Eu tenho no meu passado, todas as experiências possíveis de relações mal trabalhadas e pessimamente resolvidas. Por isso, o melhor é interromperem a leitura deste texto, pois posso estar a escrever uns quantos disparates.

Estes dois temas – sexo e dinheiro – são frequentemente os motivos verdadeiramente básicos de um mau relacionamento. Obviamente mascarados de outros motivos.

Voltando a quando a natureza do sentimento que se nutre pelo outro vem ao de cima, deixem-me já dizer-vos isto: apesar dos nossos temores, não temos que destruir a nossa relação afectiva. O ser humano, habitualmente, faz isso: destrói. No entanto, há imensos casos de sucesso.

Recomendo que conversando é que as pessoas se entendem. E isso é o que fazemos em pouca quantidade. Falarmos, dizendo a verdade e o que sentimos. Claro que é necessário que o outro nos ouça e não comece imediatamente a atirar pedras, raios e coriscos, como é prática habitual.

Revelarmos verdades internas importantes é o caminho certo para aclararmos o ar que se respira, oxigenando uma relação. Partindo sempre do princípio que o outro não vai a correr buscar um pedregulho para atirar à cabeça do companheiro. É o lado obscuro de Plutão. O seu lado luminoso é quando nos indica o caminho e vemos a luz ao fim do túnel. Os novos começos.

Enfrentem estas questões. Não sabotem a relação. Não sejam surdos ao que o outro diz. Suspeito, que quando tudo estiver resolvido entre o casal, vai haver sexo saboroso e vontade de se organizar a vida, sabendo gerir o dinheiro.

Os leitores não sabem, mas conto já. Ando em pânico com a ideia que vou ter que fazer várias Oficinas de Astrologia sob o tema «Está bem de vida sentimental?». A primeira das quais, já no dia 28, nas Caldas da Rainha. Por isso ando a escrever estas coisas. Para me preparar para as oficinas. Ainda bem que a Magda Moita estará lá comigo.

O comentário da Magda Moita neste post veio parar à página principal:

«Olá, bom dia!

Subscrevo as tuas palavras António, e também as tuas Astrid.

De facto é impressionante como os temas sexo e dinheiro, ou os dois em simultâneo, se repetem nos atendimentos, disfarçados de inúmeras eloquências mentais. Na generalidade as pessoas recusam-se a mudar o rumo das suas vidas, por milhões de motivos que julgam muito pertinentes, pois o ser humano é perito em engendrar desculpas.

Usam do seu poder plutónico pela negativa, acabando com a sua própria raça e com a do outro. Ao invés, poderiam usar este mesmo poder interno para mergulhar fundo em si mesmo, reconhecendo-se e ousando falar das suas verdadeiras necessidades, dos seus sentimentos, enfim trabalhando as emoções, que à solta podem gerar muita infelicidade e sofrimento, quando irreflectidas.

A humanidade está viciada em tristeza, os nossos corpos de dor, “tem ideia” de tomar posse. Então o ser humano opta geralmente pelo caminho mais fácil, não dialogar. Depois instalam-se os monstros, fase em que já não há diálogo possível, e imperam as acusações. Numa última fase, talvez se encontre o silêncio. No silêncio deveria surgir a iluminação, e preparado, por me reconhecer, posso rumar para a redenção.

Talvez ressurjam belíssimos encontros românticos! No entanto devemos estar preparados, para a possibilidade de o tempo com determinada pessoa ter findado. Pode ter chegado a altura de aceitar que as estradas, das nossas vidas e dos nossos companheiros se bifurcaram, e em novos cruzamentos, surgiram outras personagens a colorir a nossa estadia por aqui. Porque afinal, não escolhemos quem amamos, por isso também não escolhemos quando deixamos de amar, ou não temos controle no facto de que a natureza do nosso amor por alguém transforma-se.

Usar do nosso poder plutónico para nos redimirmos, significa estar disposto a enfrentar o luto, daquilo que em nós nos impede de estar em paz connosco próprios. Esta é a única forma, de seguirmos livres na actual relação ou encararmos a próxima sem a premissa de voltarmos a repetir os mesmíssimos erros.

PS: confesso que estas novas oficinas causam-me um certo arrepio… Mas também eu acredito, que o que escrevo, e digo, é sempre para mim, para eu aprender.

Abraço,

Magda»



22 comentários:

Samsara disse...

É bem verdade Mestre.
Obrigada por mais uma lição.
Beijinhos

Maria Paula Ribeiro disse...

:-)

Subscrevo a Sam, Mestre.
Estou a ver que a tua lua te tem dado trabalho.
E podes treinar à vontade, preparando-te aqui, que a gente gosta. :-)

Beijinho e obrigado mestre.

PS: Vou acabar o exercício!

Astrid Annabelle disse...

É verdade António! A maioria das consultas que realizei versavam por estes temas...sexo e dinheiro...

"Estes dois temas – sexo e dinheiro – são frequentemente os motivos verdadeiramente básicos de um mau relacionamento. Obviamente mascarados de outros motivos."

E pior...tenho acompanhado alguns clientes por anos e não mudam...nem um pouquinho quando se trata dessas questões!
Continue treinando...eu sempre digo...quando ensinamos algo, é Deus querendo que escutemos às nossas próprias palavras, já que não ouvimos de outro jeito!!!
Beijo...gostei do post!
Astrid

António Rosa disse...

Pat,

Não me está a ser fácil escrever estas coisas. No entanto, estão a sair.

Beijinho

António Rosa disse...

Paula

E o Quíron, também.

Bom fim-de-semana.

Beijinho

António Rosa disse...

Astrid,

Também acredito que o que escrevo, é sempre para mim, para eu aprender.

Bom fim-de-semana.

Beijo.

Magda Moita disse...

Olá, bom dia!
Subscrevo as tuas palavras António, e também as tuas Astrid.
De facto é impressionante como os temas sexo, e dinheiro, ou os dois em simultâneo, se repetem nos atendimentos, disfarçados de inúmeras eloquências mentais. Na generalidade as pessoas recusam-se a mudar o rumo das suas vidas, por milhões de motivos que julgam muito pertinentes, pois o Ser Humano é perito em engendrar desculpas.
Usam do seu poder Plutónico pela negativa, acabando com a sua própria raça e com a do outro. Ao invés, poderiam usar este mesmo poder interno para mergulhar fundo em si mesmo, reconhecendo-se e ousando falar das suas verdadeiras necessidades, dos seus sentimentos, enfim trabalhando as emoções, que à solta podem gerar muita infelicidade e sofrimento, quando irreflectidas.
A humanidade está viciada em tristeza, os nossos corpos de dor, “tem ideia” de tomar posse. Então o Ser Humano opta geralmente pelo caminho mais fácil, não dialogar. Depois instalaram-se os monstros, fase em que já não há diálogo possível, e imperam as acusações. Numa última fase, talvez se encontre o silêncio. No silêncio deveria surgir a iluminação, e preparado, por me reconhecer, posso rumar para a redenção.
Talvez ressurjam belíssimos encontros românticos! No entanto devemos estar preparados, para a possibilidade de o tempo com determinada pessoa ter findado. Pode ter chegado a altura de aceitar que as estradas, das nossas vidas e dos nossos companheiros se bifurcaram, e em novos cruzamentos, surgiram outras personagens a colorir a nossa estadia por aqui. Porque afinal, não escolhemos quem amamos, por isso também não escolhemos quando deixamos de amar, ou não temos controle no facto de que a natureza do nosso amor por alguém transforma-se.
Usar do nosso poder Plutónico para nos redimirmos, significa estar disposto a enfrentar o luto, daquilo que em nós nos impede de estar em paz connosco próprios. Esta é a única forma, de seguirmos livres na actual relação, ou encararmos a próxima sem a premissa de voltarmos a repetir os mesmíssimos erros.

PS: confesso que estas novas oficinas causam-me um certo arrepio… Mas também eu acredito, que o que escrevo, e digo, é sempre para mim, para eu aprender.

Abraço,

Magda

António Rosa disse...

Magda,

O teu comentário passou para a página principal.

E aqui estamos a aprender.

Beijokas.

Astrid Annabelle disse...

Com a sua devida licença António...
eu te aplaudo Magda!
Ótimo comentário! Merece ser lido e relido!
Beijos aos dois...António e Magda
Astrid

joana disse...

António,
Não sei se entendi tudo...
Acho que está a falar de questões de 'Poder'.
E um motivo para um mau relacionamento poder ser o uso desse Poder sem ter Amor por base.
Um beijo

Maria Paula Ribeiro disse...

:-) Já estava muito bom mas ainda ficou melhor.

Belíssimo trabalho mesmo.
Vocês formam uma dupla imbatível, sabiam?
Dupla, em "unidade", certo?

Beijinhos e bom fim-de-semana

António Rosa disse...

Joana

A astrologia e depois a psicologia começaram a usar a palavra «Poder». E é.

Mas eu vejo como questões básicas de sobrevivência do ser humano.

Uma longa história que começou há MUITO tempo... :)

Beijinho

António Rosa disse...

Joana

A astrologia e depois a psicologia começaram a usar a palavra «Poder». E é.

Mas eu vejo como questões básicas de sobrevivência do ser humano.

Uma longa história que começou há MUITO tempo... :)

Beijinho

António Rosa disse...

Paula

A Magda e eu trabalhamos juntos desde 2004. São muitos anos a partir pedra... :)

Beijinho.

joana disse...

Quando o António escreveu:

"A ausência de uma destas coisas (dinheiro ou sexo) é portadora de uma vibração desgastante: todos ralham e ninguém tem razão."

Quis dizer que entendo esta afirmação à luz de um jogo de Poder. ... de um com o outro e vice -versa (a casa dos 'outros'). Ou seja, o poder a ser exercitado como 'ausência' (tal como, por exemplo, o 'repressor' que descreveu da 'sabotagem sexual').

Entendo isto nesse contexto. Porque acho (digo 'acho' porque não tenho a experiência) que pode haver num casal ausência de sexo ou dinheiro e haver sintonia. E aqui não estou a falar de uma ausência por 'recusa'.

O António falou de 'questões básicas da sobrevivência de um ser humano' e estou de acordo que sem aceitar e viver essas questões básicas não há 'transformação'.

Beijinho

António Rosa disse...

Joana,

Excelente. É isso mesmo. Quando há amor, as dificuldades tendem a ser superadas e vividas como casal, como unidade.

joana disse...

: )

Fada Moranga disse...

Haja alguem que fale deste tema! Bem haja! Fui abencoada com o Saturno natal a entrar na casa 8 e tenho tido muito boas oportunidades de fazer trabalho de casa. Talvez um dia me especialize... :-)
Um grande beijo*deFada

António Rosa disse...

Olá Fada,

Então, bons trabalhos de casa :)

Abraço

adelaide Figueiredo disse...

António,

Belo post! A Magda também deu uma ajuda e ainda ficou melhor.
Eu apemas consigo dizer que hoje em dia as pessoas dão demasiado valor ao dinheiro e ao sexo e quando a coisa dá para o torto esquecem os sentimentos que uniram um casal. As pessoas desistem por dá cá aquela palha e só o tal "poder" lhes interessa. Hoje, com os hábitos mais modernos (liberdade sexual) as uniões de dois seres (e não é preciso estar casado para que isso possa acontecer) ficam bem mais frágeis.
É a sociedade dos novos tempos - sexo, dinheiro e porque não dizer, falta de tempo para o precioso diálogo que tão necessário é.

Abraço

Adelaide Figueiredo

António Rosa disse...

Adelaide

Tem toda a razão. Como muito bem disse, hoje em dia, parece não haver paciência para investirem numa relação mais profunda. Parece ser tudo muito ligeiro e fácil de concretizar. Inicia-se uma relação (os que iniciam) em bases pouco firmes e regra geral, baseadas em valores pouco consentâneos com o seu amor-próprio. Uma chamada sexual é suficiente para se acreditar que ali está a «alma gémea», quando não está...

Muito bom o seu depoimento.

Abraço

Táxi Pluvioso disse...

De Plutão? O amor vem do Banco Central Europeu em notinhas de euro.

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