A tradição hindu do crematório

31 de julho de 2011 · 3 comentários


Shiva, divindade hindú. Ilustração daqui
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Este post foi publicado anteriormente no blogue «Ilha de Moçambique».

O Adepto vê, sente e vive na própria fonte de todas as verdades fundamentais a Essência Universal, e Espiritual da Natureza, SHIVA, o Criador, Destruidor e Regenerador.

Sabe-se que na Europa, opta-se cada vez mais pela cremação, tornando mais íntima e discreta, bem como laica, a cerimónia relacionada com a morte.

Pelo contrário, a cremação hindu, é profundamente religiosa e nada tem de privado ou de discreto. A ocasião é solene e pública, envolvendo toda a comunidade. É o mais importante rito de passagem que a família pode proporcionar ao falecido.

Assim era, também na ilha de Moçambique, quando havia uma comunidade hindu bastante próspera. Hoje, essa comunidade desapareceu e já não se pratica o hinduísmo, como religião formal e uma das grandes religiões do mundo.

Há vários anos, a comunidade hindu na ilha tinha os seus pilares religiosos principais, baseados no seu templo e no crematório. O templo (se ainda existe) ficava numa rua lateral ao mercado municipal da ilha.

Eu vivia muito perto deste templo. A minha casa era mesmo em frente à Câmara Municipal, portanto, ao transpor a porta da rua, virava à esquerda em direcção ao Mercado Municipal e na primeira esquina, voltava a virar à esquerda, andava uns metros e chegava ao templo.

Interior do templo hindú na ilha de Moçambique, 2007. Foto do «Petromax», aqui.
Sempre me senti muito atraído por este templo, mas na altura, adolescente, nada sabia do significado religioso que existia por detrás. Eu apenas gostava de entrar e sentar-me, apreciando os cheiros que lá havia. Odores a frutas, especiarias e incensos. Gostava muito de lá estar e, ainda por cima, era bem recebido por um senhor que cuidava do templo e do jardim. Um dia, ele autorizou-me a entrar na zona de orações, com todas as lavagens ao corpo que isso implicava.

Foi lá que, um dia, esse mesmo senhor me disse, mais ou menos isto: «tens vidas passadas na Índia e agora estás a viver o teu dharma». Foram precisos cerca de 20 a 25 anos para eu entender direito o sentido daquela frase. 

Por isso, hoje digo que não vivo com saudades da ilha, e apesar de ter este blogue, não sou um saudosista, mas sim alguém que teve a sorte de ter tido e vivido, naquele sítio específico, um tempo mágico. Apenas isso. E é esse tempo mágico que tento cultivar aqui no blogue. Digamos de outra forma: foi uma recompensa tida nesta minha reencarnação, por ter feito alguma coisa bem feita, em vidas passadas. Foi dharma, do bom. E é bom gostarmos desse tempo mágico. Um dia, tentarei escrever mais sobre este tema em particular.

Localização do templo


Olhando-se para a ilustração do Google Earth, ve-se em direcção ao canto superior direito, paralelo ao bonequinho amarelo, um edifício sem cobertura na parte central, que corresponde ao templo hindú, tal como se pode ver na fotografia mais acima, tirada em 2007.

Na tradição hindu, os corpos dos mortos são cremados ao ar livre, e o filho mais velho é o responsável por acender a pira funerária do pai ou da mãe. É a purificação do corpo que pertence a esta vida, pois o espírito parte para outras dimensões. Nas tradições religiosas diz-se «céu». Obviamente, o momento da cremação é antecedido de um ritual que concentra as atenções da comunidade hindu local, que fazem oferendas, colocando no corpo em cima da pira, pequenos objectos com um enorme significado, e que são feitos com cânfora, cárdamo, cravo e açúcar, com a finalidade de ajudar a erradicar as imperfeições da alma, segundo a crença hindú.

Os filhos e o/a viúvo/a, sempre vestidos de branco, tocam os pés do falecido/a em sinal de veneração e respeito, juntando depois as mãos à altura do peito, inclinam-se e afastam-se um pouco do local.  O filho mais velho então pega numa tocha acesa, dá 3 voltas em redor da pira e coloca-a no meio da lenha, aguardando que se faça a fogueira. Entretanto, os presentes iniciam a entoação de mantras que são repetidos 47 vezes, para ajudarem a alma a encaminhar-se para o seu destino, afastando-se do mundo dos vivos.

Pode demorar algum tempo, sempre acompanhados dos mantras, até se ouvir um estourar seco. Quando isso acontece, quer dizer que que a cabeça do falecido abriu-se (não se vê nada, pois as chamas não permitem) e a sua alma segue em direcção aos deuses, a Brahma, Shiva e Vishnu. Ou ao «céu», como alguns chamam. Os mantras são entoados com mais energia e os presentes atiram pétalas de flores às chamas. Termina assim o ritual, que, obviamente, simplifiquei. 

Todos os presentes são convidados a se dirigirem a uma zona distinta do templo/crematório, onde lhes é servida uma espécie de banquete, muito rico e diversificado, em memória do falecido.

Na ilha, e já mais crescido, com 19 anos, tive a oportunidade de assistir à cremação de uma pessoa da terra.

 Localização do crematório

Esta é a ponta Sul da ilha de Moçambique e o edifício descoberto corresponde ao crematório hindú, cujas fotografias actuais são apresentadas mais abaixo.


A ponta Sul da ilha, vendo-se ao fundo o Fortim de S. Lourenço. Mesmo na ponta final encontra-se o crematório. Autor da foto: Sr. João Manuel Borges, antigo piloto de barra da ilha. Esta foto faz parte da página no Facebook, de Jorge Henrique Borgesaqui.

O estado actual do crematório hindu
e as imagens do pilar e assentos nas rochas que se encontram em frente,
e nesse enfiamento, um pouco à esquerda, a ilha/fortim de S. Lourenço

Agora, que já não há hindus na ilha, a grande questão para as comunidades locais,
residem nestas perguntas:

«Que fazer com este espaço? Que utilidade pública pode ser dada a esta zona?»
Vista lateral do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui. 
Vista de frente do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.

Duas fotos do interior do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.

Fotos seguintes: Em frente ao crematório existe um pilar com os assentos cravados nas rochas.
Fotos recolhidas no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor das fotos: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.


Mesma foto, mas mais próxima.
Parte da minha família, faltando apenas a minha Mãe, que foi quem tirou a foto.
Foto tirada no mesmo local das duas fotografias anteriores:
o pilar e os assentos nas rochas. Foto de 1967.

No enfiamento do crematório e do pilar, temos esta vista: a ilha/fortim de S. Lourenço.
Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui


O texto que apresento a seguir, sobre o hinduísmo, foi recolhido na Wikipédia.

«O hinduísmo é uma tradição religiosa que se originou no subcontinente indiano. Num sentido mais abrangente, o hinduísmo engloba o bramanismo, a crença na "Alma Universal", Braman; num sentido mais específico, o termo refere-se ao mundo cultural e religioso da Índia pós-budista. Entre as suas raízes está a religião védica da Idade do Ferro na Índia e, como tal, o hinduísmo é citado frequentemente como a "religião mais antiga", a "mais antiga tradição viva" ou a "mais antiga das principais tradições existentes". É formado por diferentes tradições e composto por diversos tipos, e não possui um fundador. 

O hinduísmo é a terceira maior religião do mundo, depois do cristianismo e do islamismo, com aproximadamente um bilião de fiéis, distribuídos pela Índia, Nepal, Bangladesh, Sri Lanka, Paquistão, Malásia, Singapura, espalhada um pouco por todo o mundo.

Os hindus acreditam num espírito supremo cósmico, que é reverenciado de muitas formas, representado por divindades individuais. O hinduísmo é centrado sobre uma variedade de práticas que são vistas como meios de ajudar o indivíduo a experimentar a divindade que está em todas as partes, e a realizar a verdadeira natureza de seu Ser.

O hinduísmo não tem um "sistema unificado de crenças, codificado numa declaração de fé ou um credo", mas sim é um termo abrangente, que engloba a pluralidade de fenômenos religiosos que se originaram e são baseados nas tradições védicas.

O hinduísmo por vezes é caracterizado pela crença na reencarnação (samsara), determinada pela lei do karma (karma), e que a salvação é a liberdade deste ciclo de sucessivos nascimentos e mortes.

Carma (Karma) pode ser traduzido literalmente como "acção", "obra" ou "feito" e pode ser descrito como a "lei moral de causa e efeito". De acordo com os «Upanixades» um indivíduo, conhecido como o jiva-atma, desenvolve samskaras (impressões) a partir das acções, sejam elas físicas ou mentais. O linga sharira, um corpo mais subtil que o físico, porém menos subtil que a alma, armazena as impressões, e as carrega à vida seguinte, estabelecendo uma trajectória única para o indivíduo. Assim, o conceito de um carma infalível, neutro e universal, relaciona-se intrinsecamente à reencarnação, assim como à personalidade, característica e família de cada um. O carma une os conceitos de livre-arbítrio e destino.»


Foto encontrada na página do amigo e conterrâneo Jerry Gomes da Silva.
V~e-se a ponte que liga a ilha ao continente e à esquerda, o crematório hindu.

Eu era muito jovem

... quando li pela primeira vez o «Bhagavad Gita» («Bagavadguitá» em português). Tive que esperar uns quinze anos para o voltar a ler e poder entender as implicações desta obra maravilhosa. Obra muito especial e que ressoa dentro de mim, como nenhum outro Livro Sagrado que li ao longo da minha vida.

O «Bhagavad Gita» é considerado parte desta filosofia e foi escrito em 400 ou 300 a.C., é um texto central do hinduísmo, um diálogo filosófico entre o deus Krishna e o guerreiro Arjuna. Este é um dos mais populares e acessíveis textos do hinduísmo, e é de essencial importância para a religião. O Gita discute altruísmo, dever, devoção, meditação, integrando diferentes partes da filosofia hindu.

Um mantra hindú, dedicado a Vishnu





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Porque tive que encerrar o meu blogue «Ilha de Moçambique, memórias de António Rosa»

30 de julho de 2011 · 5 comentários

Vista aérea da parte norte da ilha de Moçambique,
vendo-se a Fortaleza de S. Sebastião e a Capela de Nossa Senhora do Baluarte.
Não sei quem é o autor da foto.
A 6 de Abril de 2011 comecei um blogue novo e dei-lhe o título de «Ilha de Moçambique, memórias de António Rosa». Escrevi então, como apresentação do blogue, o seguinte:

«As raízes da minha lenda pessoal são daqui, da ilha de Moçambique. Vivi aqui muitos anos, intercalando com ausências em outras cidades, por motivos de estudos e, também durante o serviço militar obrigatório. Pretendo com este blogue manter vivas essas memórias de um tempo encantado.» 

Foto do Google Earth
Hoje [30 Julho 2011] tive que encerrar esse blogue por um motivo mesmo muito prosaico: desapareceram cerca de 400 fotografias. Não faz sentido ter um blogue aberto ao público com espaços em branco no lugar de fotografias. Seria uma falta de respeito pelos leitores.

Só não desapareceram os poucos posts sobre a ilha que estavam aqui, no «Cova do Urso» e que copiei para o blogue «Ilha de Moçambique». Quem tem blogues na plataforma Blogger sabe que quando se cria um blogue, automaticamente o site de ilustrações Picassa [é tudo do Google] abre um álbum onde são arquivadas todas as ilustrações e fotografias que publicamos nesse blogue. É por isso que sei que o blogue já tinha 423 fotografias e constatei que desapareceram 397 fotos, pois as restantes 27, como vinham do «Cova do Urso», ainda estão visíveis no blogue agora encerrado ao público.

Na verdade, o que «tremeu» mesmo foram os links do albúm Picassa ao blogue, fazendo com que as fotos deixassem de estar visíveis aos leitores. Sumiram para o éter. Obviamente, também encerrei no Picassa a possibilidade desse álbum de fotos poder ser visto, pois falta a identificação dos respectivos autores. Não sei se terei forças para identificar os autores e conteúdo de todas as fotos, para assim poder abrir o álbum ao público.

Entretanto, como tenho estado a criar o álbum «Minha terra - Ilha de Moçambique», com todas as fotos devidamente referenciadas, pode ser visto aqui [no Picassa/Google+] ou aqui [no Facebook]. Viva a liberdade de escolha!

O blogue, apesar de não ter disponíveis a zona de comentáros, teve em cerca de 4 meses nos seus 44 comentários, 6.784 visualizações e exactamente 888 «gostos» endereçadores para o Facebook. É uma onda gigantesca para para um pequeno blogue de curta duração.

Regata de barcos à vela na ilha de Moçambique (Novembro 2009).
Foto de Paulo Pires Teixeira.

Quando criei o blogue, eu sabia que teria uma curta duração de vida, pois inevitavelmente, em termos energéticos, não mentais, dentro de mim mesmo já havia feito a grande escolha: Não viver com saudosismo da ilha de Moçambique. Não ser saudosista. Apesar das múltiplas referências que faço, e continuarei a fazer, em vários sítios, desse espaço único no nosso planeta. Continuarei a partilhar sentimentos e emoções, ideias e imagens. Sem saudosismo. É a minha lenda pessoal.
O meu próprio passado e a interacção com muitas pessoas que me ensinaram muito, fazem de mim alguém que se vê a si mesmo como tendo a «sorte» de ter tido e vivido, naquele sítio específico, um tempo mágico. Apenas isso. Um tempo mágico. Digamos de outra forma: foi uma recompensa tida nesta minha reencarnação, por ter feito alguma coisa bem feita, em vidas passadas. Foi dharma, do bom. E é bom gostarmos desse tempo mágico.

Por isso eu sinto-me, invisível, no barco acima, prosseguindo a minha caminhada, tentando viver o «aqui e agora».

A terminar, uma pequena nota astrológica e cármica do dia de hoje no meu mapa pessoal: Mercúrio [o blogue agora encerrado] em conjunção [fusão] com Saturno [o Senhor do Tempo e das regras] na minha casa IV [o espaço do mapa da «minha casa]. Carma resgatado, lá se foi o blogue. Por outro lado esse mesmo Saturno recebe um benéfico semi-sextil da Lua [a esfera emocional] e de Vénus [os afectos] e de Neptuno [os assuntos do Alto].

O que tiver que postar sobre a ilha será feita aqui, no «Cova do Urso». Mas irei restaurar aqui no Cova, alguns dos posts que me agradavam muito no «Ilha de Moçambique, para compensar o agora desaparecido, mas isso será feito com calma.

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Coimbra, vista de cima

29 de julho de 2011 · 4 comentários


 Estas fotografias são dedicadas aos meus amigos e casal:

José, que a investigação científica sobre a matéria negra no universo,
prossiga com a qualidade que nos habituou. Ver vídeo.

 Clicar nas imagens para ampliar.































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Previsões astrológicas e psicológicas para 2012

26 de julho de 2011 · 40 comentários

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora.
Aviso crucial a si, leitor ou leitora:
Neste texto não encontrará as previsões tradicionais, signo a signo.
Se é isso que procura, desista já de ler.

Previsões astrológicas e psicológicas para 2012
Texto por António Rosa e Susana Vitorino
Ilustrações de Inês de Barros Baptista
Este texto/lustrações é publicado em simultâneo nos blogues dos co-autores:
assim como no «SAPO Astral» [Portugal], na revista electrónica «Hierophant» [Brasil],
no site «Escola de Astrologia Nova-Lis» e no blogue de Magda Moita,
«Fuzil Cósmico»

Este texto foi especialmente ilustrado por
Inês de Barros Baptista
Conheça os seus blogues,
Também aquiaqui no Facebook

«A maioria dos homens passa a vida sem perceber e 
muitas vezes sem ao menos se perguntar,
o motivo real de sua presença na Terra.»
Trigueirinho

«...um imenso país financeiro chamado FMI»
André Louro de Almeida


Introdução

Este é um texto longo. Ainda por cima, feito a 6 mãos e 3 cabeças. Duas das cabeças dedicadas à escrita e uma, ilustrando lindamente o texto.  Desde já, o meu agradecimento à Susana Vitorino e à Inês de Barros Baptista. A Inês, com os seus vastíssimos conhecimentos de astrologia, bem que poderia estar a «escrevinhar», mas escolheu ilustrar, o que é uma enorme mais valia. É tão bom ter amigos. Como é que isto aconteceu? No Facebook, pedi ajuda pública e estas amigas ofereceram-se. É o lado luminoso das redes sociais.

Por favor, leitores, sejam espertos e não escrevam nos comentários, como costumam fazer, coisas do género: «apesar de longo...», pois isso mesmo acabou de ser confirmado.

Este texto sobre 2012 foi idealizado com a intenção de podermos fazer pedagogia astrológica, sem assustar ninguém, pois apenas pretendemos informar, educar e ajudar na discussão sobre um dos anos mais emblemáticos dos tempos actuais.
  
Susana Vitorino, que em boa hora aceitou o pedido para colaborar neste texto, é uma astróloga analista Junguiana por natureza. Excelente a fazer psicologia analítica. Fiquei muito satisfeito e feliz com esta colaboração, e o seu excelente texto está imediatamente a seguir a esta introdução. 

Com estas análises, ou entraremos numa das muitas listas negras, ainda existentes, ou muitos assobiarão para o lado, pensando mais ou menos isto: «Coitados deles!». O certo é que a Susana, a Inês e eu, apreciámos muito esta tarefa. 

O melhor será guardar este texto nos seus favoritos (para isso basta clicar no título do post e guardá-lo) ou copiar para o seu computador, para ir lendo, com calma. Por outro lado, se está à espera de previsões tradicionais do género, signo-a-signo, não vai encontrar isso. Portanto, quem avisa, amigo é.

Antes de mais, vamos dar realce a esta informação: o planeta regente de 2012 é a Lua. Curiosamente, esta luminária começa o ano estando no signo Carneiro/Áries, dando um impulso inicial a esta fase, desejando tomar iniciativas, querendo concretizar acções. Todos aqueles astrólogos que se debruçam com muita atenção sobre os eclipses que ocorrem, terão oportunidade de no ano em que a Lua é regente, verificarem que essa atenção será redobrada. Depois, será uma questão de critério e de maior ou menor ênfase nas suas análises. 

Reconheço que sou muito descuidado sobre este assunto e raramente me entusiasmo - astrologicamente falando -, sobre o tema dos eclipses e pouco tenho escrito sobre o assunto. Há astrólogos muito bem sucedidos nesta área. [exemplos de astrólogos bem sucedidos nesta área: aqui - aqui - aqui - aqui - aqui e há mais.]

Tentarmos fazer previsões para o ano de 2012, é como caminhar por um campo minado, pois tornou-se num ano mítico. Muito falado, muito comentado, muito empolado, pertence àquele género de coisas que fazem parte das convicções pessoais de cada pessoa. O ano de 2012 tornou-se num fenómeno global, onde imperam milhares de textos para todos os gostos, até deu um filme à Hollywood [aqui], gerou imensos vídeos, enfim, toda uma panóplia informativa.

Como disse, sobre o 2012 há interpretações para todos os gostos. Tentando simplificar, diria que há duas correntes maioritárias e opostas:

1 - Aqueles que advogam a possibilidade de um cataclismo tremendo para o nosso planeta: teorias e profecias sobre o calendário Maya, a existência de um planeta intruso, vários alinhamentos astronómicos e fórmulas numerológicas têm sido relacionadas com esta data, que conduzem à crença que em 21 Dezembro 2012 haverá uma ocorrência de tal magnitude, que conduzirá a profundas transformações físicas e catastrofistas do nosso planeta. Uma simples consulta no Google dar-lhe-á imensa informação sobre este assunto.

2 - E há a corrente contrária, também ela muito diversificada nos seus posicionamentos, que vão dos cientistas que rejeitam a visão catastrofista, até aos meios espiritualistas [diga-se que muito divididos] que advogam outros conceitos de transformação planetária, mas com suavidade, sem nenhuma conotação com catástrofes apocalípticas. 

Por isso, ter dito mais acima, que fazer previsões astrológicas para 2012 é como caminhar por um campo minado.

A nossa visão pessoal e astrológica sobre 2012 pertence à corrente pacífica do tema.

Não apreciamos a palavra «previsões» para estas análises que tenho feito nos últimos anos. Pois não é isso que fazemos. Mas como é assim que é chamado pela maioria das pessoas, sentimos que se deve usar, apesar de não corresponder ao estilo que desenvolvemos.

Vou colocar-me, desde já, na posição do descrente na catástrofe planetária. Crente, sim, em como o planeta está em transformação. Adianto já que estou à espera de ouvir as vozes que soarão, ao longo de 2012, com profecias a propósito da ocorrência de vulcões, terramotos, tufões, tempestades, ciclones e outros cataclismos próprios da natureza (aqui, mas da linha 'esperança' / aqui, da linha 'dura'). Mas também ouvirei as vozes extasiadas e deslumbradas daqueles que verão nestes mesmos fenómenos, temas transcendentais e místicos (aqui). Ambas as partes sentem que estão dentro da verdade universal. E, sinceramente, não sei qual delas é a mais cristalina.

Enquanto «o pau vai e vem, folgam as costas», pelo que não me importaria nada de ver uma nave ET gigantesca no rio Tejo. Isso, sim, deixar-me-ia empolgado.

Vamos mas é ler a análise brilhantíssima de Susana Vitorino, já a seguir.

Alguém acha, em consciência, que o planeta não está em fase de transformação?


Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora.

A análise de Susana Vitorino


Falar sobre o ano 2012 é um bocadinho como profanar a campa que já muitos Velhos do Restelo e Amigos da Desgraça Colectiva adornaram com tanta veemência e prazer mórbido. Vou fazê-lo. Vou profanar essa campa, ou não fosse eu Escorpião, com um Mercúrio em Escorpião (peregrino: i.e. : sem aspectos) e com uma Lua que vive de braço dado com Plutão no IC. Até já estou a arregaçar as manguinhas. E sim, trouxe a minha malinha de CSI: claro! Para recolher as impressões digitais e mentais. Para procurar vestígios do sémen de quem tem prazer orgásmico só de pensar no dia do Juízo Final, fazer esfregaços em línguas bífidas para identificação de ADN Apocalíptico e procurar vestígios de sangue. Do que já foi derramado e do que ainda virá a ser...

Porque, meus amigos, let’s face it! como dizem os “amaricanos”: Bad News are Good News.E as más notícias vendem como pãezinhos quentes. Aqui, e em qualquer parte do mundo dito ocidentalizado. Vendem livros. Vendem capas de revista. Até vendem lenços para os que choram por antecipação o fim do mundo...

Chamem-me ingénua, louca, descrente, inculta, herege (hmmm! que sensação de déjà vue...), mas não acredito em nenhuma das correntes fundamentalistas que proliferam como silvas pela internet. A saber: a corrente que dá como certo o fim do mundo, porque o Calendário Maia termina numa data específica, e outros sábios da antiguidade o apregoaram. Como se, de um dia para o outro, o mundo fizesse: PUM! e fossemos todos varridos da face da terra. Hiroshima e Nagasaki revisitados? Talvez. Mas como nos diz o Sting numa canção que compôs ainda no tempo da Guerra Fria: The Russians Love Their Children Too. Portanto, por mais bunkers e panic rooms que haja por aí escondidos por esse mundo fora.... se o Planeta explodisse, o máximo que poderia acontecer era outras formas de vida inteligente estarem a apreciar um belíssimo fogo de artifício. Se fosse uma nova bomba atómica... Bom... “Ó Maria! Temos a despensa cheia de conduto, mas agora os miúdos não têm com quem brincar.” 

Deve ser triste. Digo eu, que sou filha única e gosto de dizer coisas.

A outra  corrente, é a corrente Cor de Rosa. Já li de tudo! Desde dizerem que virá uma nave que nos vai salvar. Ou que de repente, como que por magia, o ser humano dará um salto quântico evolutivo sem dor ou privação... no fundo, o «Imagine» do John Lennon tornado numa realidade em que basta enterrar a cabeça na areia como as avestruzes, e juntar água.

As aparições de Fátima foram em 1917 e os cogumelos continuam a fazer efeito! Uau!

A História mostra-nos que tudo acontece ciclicamente. Curiosamente, a Astrologia também. Ele há coisas do Arco da Velha! MEMORANDO PARA OS MAIS DISTRAÍDOS: Tudo na Natureza é cíclico.

Sempre que houve grandes convulsões na História da Humanidade, três palavras se fazem presentes: Fome, Peste e Guerra. Como se irá revelando esta trilogia no anos vindouros? Não sei. A Fome está instalada e a Guerra também. Mas agora já não se passa só lá naquele Continente belo, exótico e convenientemente distante ao qual chamam África. Passa-se mesmo debaixo dos nossos olhos e nos carrinhos vazios de qualquer Continente... 

A Peste... Bom, a Peste já la vamos. Tal como à Astrologia.

A Peste já não é a peste bubónica - mais conhecida por Peste Negra,  que dizimou milhares de pessoas na Baixa Idade Média. Esta não é a única referência a uma Peste ao longo da História, mas é, talvez, a mais conhecida. A Peste dos dois séculos que atravessamos, para mim, (e vale o que vale, como qualquer ponto de vista ou opinião) é o Medo e a Resistência e não Aceitação da Mudança. Clinicamente chamam-lhe: DEPRESSÃO. Há uns bons meses tive uma discussão com alguém do sexo masculino (sim, porque a Depressão é uma coisa de mulheres...), e ligado à área da saúde, que quase me pegou fogo por eu ter dito isto. “E o Cancro?” - espumava ele. “E a Sida?” A SIDA, digam-me o que me disserem (até já ouvi chamar-lhe um castigo divino por causa dos loucos anos Sessenta e Setenta: Make Love not War!), tenho a convicção de que foi uma doença criada laboratorialmente. Ponto. I rest my case. Podemos discutir isso noutra ocasião.

Cancro... ainda não tinha sido concebida, já lidava com essa estranha doença que é o corpo antropofágico. E continuo a lidar. Todos os dias. Um corpo que se consome a si mesmo a partir do interior. Por mais que doa, especialmente quando é no nosso quintal, é-me muito óbvio que advém de um auto desamor, de raivas internas que consomem como lava, do medo da Vida e de depressões não assumidas e mal tratadas. Poderia agora dissertar muito sobre isso, mas deixo o link de uma das pessoas que mais considero a nível mundial sobre o assunto: Lise Bourbeau (AQUI). O seu livro “Escuta o teu Corpo” marca uma viragem na minha vida, sem dúvida.

Jung dizia que os estados de Alienação (Depressão) eram estados de passagem. Ritos internos que nos faziam parar e pôr em perspectiva coisas das nossas vidas que de outra forma não ponderariamos. Na Astrologia esses estados são-nos dados pelos trânsitos de Saturno e com uma mãozinha delicada de Plutão, por vezes. Hélàs! Que entramos na Astrologia!

A maior parte de nós, quando cai num destes estados, fica em looping. Passa a ser um hamster girando continuamente na sua roda. 

O que se avizinha para o tão temido ano 2012 e suas imediações? Onde estamos a ser teimosamente hamsters?

De tudo aquilo que o António Rosa já falou, acrescentarei algumas coisinhas que me chamaram assim pelo cantinho do olho...

Começo então a destacar os coelhos que me saltaram da cartola:

1) A famosa quadratura de Úrano em Carneiro a Plutão em Capricórnio. Cruz Cardinal. Vai-nos dar ainda muita água pela barbinha... 

2) A Cruz Mutável, com a entrada de Neptuno em Peixes e Kiron em Peixes também. A entrada de Júpiter em Gémeos. O Eixo da Cura (XII -VI) ultra activado, e o da Comunicação (III-IX) também.

3) Na Cruz Fixa, e com a passagem ainda longa de Júpiter em Touro, vamos trabalhar o nosso Eixo do Despojamento (II - VIII), quando Saturno entrar em Escorpião.


A maior parte de nós, quando cai num destes estados, fica em looping. Passa a ser um hamster girando continuamente na sua roda. O que se avizinha para o tão temido ano 2012 e suas imediações? Onde estamos a ser teimosamente hamsters? 

Como o António avisou, e muito bem, no início deste artigo – não esperem previsões por signo ou “comuns”.

Tentarei  (“Se a tanto me ajudar o engenho e a arte”) compilar as três alíneas anteriores em texto corrido, quase conversado, convosco.

Antes de mais, gostaria de começar por colocar uma questão: Se andamos a viver como os hamsters na sua eterna roda giratória, então: Qual é o Caminho para sair da roda?

Eu diria que: Começar a ver para além da Matriz. E para começar a ver para além da Matriz vamos ter que começar a despir camadas e camadas e camadas de cima de nós, como se fossemos uma cebola, até ficarmos nus. Despidos. Literalmente. Neófitos.

Despojamento e retorno às origens. Voltar ao contacto com a Natureza. Gaia: Terra Mãe. A Lua como regente do ano deve ser só uma coincidência, não acham? Vivemos um movimento que nos impele para um resgate das energias Yin (femininas) e para um reequilíbrio entre Yin e Yang  (Feminino e Masculino), que tanto têm vivido desagregados e em polaridade. O Eixo da Cura, como referi, estará muito activado. Neptuno em Peixes vai requerer de nós um trabalho interno que poderá não ser nem óbvio, nem palpável. Está na altura de buscarmos as respostas dentro e não fora, pois estas estão viciadas. Sigam o vosso coração – aí reside o vosso tesouro. Para uma sociedade habituada a viver no primeiro quadrante e numa espécie de pinball no Eixo IV-X,  esta é a grande hecatombe que já começou e que o ano 2012 testará aos limites. Passo a explicar-me. 

A maior parte da população em todo o mundo (mundo ocidentalizado, industrializado e [suspostamente] educado incluído) vive entre a Casa I e a IV, fazendo ricochete para a X.

Bolas! E eu que nem pedi para nascer, mas foi mais forte que eu: Carneiro
Preciso ter roupa no corpo e comida na mesa e um tecto: Touro
Preciso de me Comunicar com os meus semelhantes:  Gémeos
Pertenço a um núcleo familiar, primeiro de sangue, depois escolhido por mim: Caranguejo
Quero sair lá para fora para o Mundo, ser alguém, mas, como não consigo sair da IV acabo por obedecer às ordens de cima – ao Governo, ao Patrão, às expectativas dos outros: Capricórnio
O resto do zodíaco é bonito para enfeitar. Especialmente se tiver o dedo mágico da Inês Barros Baptista.

Só variam os graus. Se isto for vivido na favela ou em grande parte do continente Africano, a grande questão é se vou chegar ao dia de amanhã. Se isto for vivido com mais verniz, a questão é: compro um BMW ou um Audi? Vou jantar ao 'Bica do Sapato' ou ao 'Gambrinus'? Mas a vibração é exactamente a mesma e o patamar também. Basicamente é em Touro que muita coisa se decide. Um menino do Ruanda deseja comer um prato de arroz. Um menino da sociedade dita ocidentalizada e de primeiro mundo deseja o último gadget informático.

Mais introspecção. Mais silêncio. Kiron é o regente de Virgem. Estará no seu oposto complementar: Peixes. Está na altura de pôr o dedo na ferida mais mítica do ser humano: a de que estamos sós. Ou alienamos de vez, ou iluminamos. Mas para iluminar é preciso percorrer o caminho de solitude (não de solidão) do Eremita. Erguer a candeia para alumiar os caminhos da Fé. Do Invisível. A medicina e a ciência poderão sentir-se ultrapassadas por conceitos que não querem aceitar. As Famílias Cósmicas, que fazem parte do território da Casa XII, começaram a (re)encontrar-se verdadeiramente, e não de uma forma mental. Poderão ter início exôdos como o de Atlântida – começará por se chamar Imigração. Serão anos fantásticos para aceder aos restantes 80% das suas capacidades cerebrais. Será que Neo vai conseguir dobrar  a colher?? Ver Aqui.

Tradução:
Rapaz: Não tentes dobrar a colher. É impossível. Em vez disso tenta apenas tomar consciência da verdade.
Neo: Que verdade?
Rapaz:  A colher não existe.
Neo: A colher não existe?
Rapaz: Depois verás que não é a colher que se dobra: és tu.

Bonito, não é? Pois é. Mas para que isto aconteça teremos que encontrar a nossa voz: única, pessoal e intransmissível: Úrano em Carneiro.  Está nas nossas mãos mudar. Não deixemos que a famosa frase de Gandhi, tantas vezes citada: “Sê a mudança que queres ver no mundo”, se transforme numa daquelas frases batidas e feitas. Está na altura de assumir a responsabilidade e não delegar no Pai Externo. Resgatar o poder pessoal. Plutão em Capricórnio. Tem que se ser claro e muito correcto nas intenções, senão o Senhor do Submundo arrasta-nos com ele. Rectidão, Verdade e Honestidade, são palavras a reter. Deixar de ser passivo e AGIR. (Ai, a culpa é do Governo, a culpa é do Pai Natal, a culpa é da Coca Cola… ) Agir: Úrano em Carneiro. Deitar abaixo os velhos paradigmas cristalizados e usar um bom produto anti-traças: Plutão em Capricórnio, mas sempre com rectidão, porque o Mestre Saturno não perdoa. Colherás o que semeares. Não será pacífico, como nenhuma quadratura o é. Mas as esquinas podem dobrar-se como a colher do Neo…

O António tem material mais que suficiente e esclarecedor para esta famosa quadratura. Eu apenas gostaria de deixar aqui uma referência cinematográfica para se ponderar sobre tudo isto que se está a passar no Mundo. Aconselho o visionamento do filme OS FILHOS DO HOMEM [um cheirinho, aqui], adaptado do romance da escritora P.D. James (1992) e realizado por Alfonso Cuarón em 2006 (antes de ter rebentado a grande crise, portanto!). A acção passa-se em 2027… Façam contas. Não falta muito. Percebam o lado visionário desta mulher nascida em 1920. O visionamento deste filme, poupar-me-á vários caracteres. A gerência agradece e o murro no estômago é necessário. Depois conversamos sobre a urgência de se trabalhar, honrar e integrar o feminino e o equilíbrio entre as duas energias. Hieros Gamos (ou casamento sagrado): precisa-se. Urgente.

Gostaria agora de falar um pouco sobre a passagem de Júpiter em Touro, uma vez que ela vai durar um ano, e  Júpiter só entrará em Gémeos a meio de 2012. Júpiter expande tudo aquilo em que toca. Até aqui, nada de novo. Mas um pormenor me chamou a atenção: é que durante a passagem de Júpiter quer em Touro, quer em Gémeos, a Lua Negra vai andar quase sempre de braço dado com Júpiter. Têm-me chamado a atenção várias capas de revista: nomeadamente a capa em que o tema era a droga o consumo e o tráfico, cada vez mais descarados nas universidades portuguesas. E outra em que o tema é a troca de favores sexuais entre alunos e professores, por boas notas, por passagens de ano, por dinheiro… vale tudo, menos… estudar. E ainda a procissão vai no adro. Estas conjunções da Lua Negra ao Júpiter ao longo destes dois signos são dignas de observação. O brilho de Júpiter pode ganhar contornos obsessivos, manipuladores, obscuros. Mas atenção! E aqui entra o Eixo II-VIII: todos os excessos cometidos apenas em nome do desejo, da vontade de TER, dos esquemas falaciosos, terão uma factura elevada quando Saturno entrar em Escorpião. O Fiscal das Finanças é Implacável. Aproveitem para iniciar ou voltar a estudar, escrever, expandir conhecimentos, quando o Júpiter estiver em Gémeos. Evitem o “diz-que-disse”. Evitem “emprenhar” pelos ouvidos.  Filtrar muito bem a informação que entra e a que sai. “A Verdade não se impõe, irradia.” Sejam arautos da Luz e não da vibração rasteirinha.

Não consigo terminar este assunto sem falar de dois casos lusos que me chocaram muito recentemente, mas que dão que pensar. O acidente com a actriz Sónia Brazão, e o acidente fatal  com o Cantor/Actor Angélico Vieira. Beleza e dinheiro não lhes faltava: TOURO. Famosos e badalados nas revistas com alguma assiduidade, passaram a ser capa de revista pelos piores motivos e os menos felizes. Júpiter expandiu, é um facto. A Lua Negra, fundiu. Não sei se me estou a fazer entender, até porque a Lua Negra é ainda um assunto um pouco distante para muita gente. A mim, fascina-me. (Mas, daqui a pouco isto é uma tese e não um artigo.) Para mim são sinais muito claros. Sinais de que está na altura de começar a viver o Júpiter Vertical – o que nos RE-Liga à Fonte, e não o Júpiter Horizontal, que quer sempre mais e mais e nunca está satisfeito. O Auto Indulgente. O Pantagruélico. Zeus montado em cima das ninfas ou das Mortais… Como sabemos, o resultado nunca foi bom.

Não esquecer que Júpiter é também o regente de Peixes – onde está o Neptuno e o Kiron. Resgate supremo de valores espirituais – em Verdade, não em “lindinho”. 

Para não me alongar mais, quero apenas deixar aqui uma grande acha nesta fogueira: Sedna.

Órbita de Sedna.

Glifo astrológico para Sedna
Sedna é um planeta TransNeptuniano descoberto a 14 de Novembro de 2003, anunciado ao mundo a 15 de Março de 2004. A Revolução Solar de Sedna é de cerca de 10.500 a 12 mil anos. Atingirá o seu Periélio (maior proximidade do Sol) no ano de 2076. O último Periélio de Sedna deu-se quando o planeta estava no fim da Idade do Gelo. Diz-vos alguma coisa? Há campaínhas a tocar aí dentro? Óptimo!

Este planetóide tem 2/3 o tamanho de Plutão e uma temperatura de -240º. Foi descoberto no signo de Touro. Está de momento no grau 21º de Touro.  Pela primeira vez na história da Astronomia / Astrologia foi dado a um planeta, um nome fora do panteão greco-romano. Sedna é uma Deusa Inuit, que se diz ter gerado as criaturas do Ártico. A sua história/mito tem muito em comum com Plutão. Para mim, Sedna está para a Civilização, como Plutão para o Colectivo. Sedna bem poderia ser a «Noiva Cadáver» de Tim Burton. Uma espécie de upgrade da Perséfone.

Descobri um artigo de muita qualidade sobre Sedna, entre a nossa rede bloguista. Do mais interessante que encontrei até agora a nível astrológico e psicológico sobre o tema. Queiram fazer o favor de ler no blog «Autoconhecimento e Astrologia, da Christiane» [clicar no título]. Muito bem alicerçado. Mais um para guardar.

Para que não fiquem a matutar demasiado no pseudo fim do mundo, este artigo autodestruir-se-á dentro de cinco segundos

Até já, no próximo apeadeiro*


Ilustração de Inês de Barros BaptistaProibido reproduzir sem autorização da autora.


A análise de António Rosa



Assinalo os seguintes eventos astrológicos que, em meu entender, são os mais significativos do ano, que desenvolveremos mais abaixo: 

A - Entre 2011 e 2017, Úrano, em Carneiro / Áries e Plutão, em Capricórnio, farão uma enorme quadratura no mapa do céu, que durará anos. Esperam-se mudanças tremendas em todo o tipo de governos e organizações no nosso planeta. E, em nós, também. Aguardemos para confirmar. (Um exemplo desta quadratura, aqui.)

B - Neptuno, finalmente, ingressa no signo Peixes, do qual é regente. Não vou insistir muito neste tema, pois convido-os a ler mais, aqui, pois é um assunto já tratado em 2011.

C - Júpiter ingressa em Gémeos, em Junho.

D - Saturno ingressa em Escorpião, em Outubro.

E - Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho, sempre no signo Gémeos. Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses.

F - Já agora, o famoso 21 Dezembro 2012, final do Calendário Maia de Contagem Longa, com o ciclo de 5.125 anos, o que alguns interpretam como o fim do mundo. No entanto, creio ser um disparate fazer uma análise ao mapa desta data. Talvez o faça na altura própria.


Mapa do Céu da quadratura
entre Úrano e Plutão

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora


Clicar no mapa para aumentar.
Repito: entre 2011 e 2017, Úrano, em Carneiro / Áries [aqui] e Plutão, em Capricórnio [aqui], ambos em signos cardinais, farão uma enorme quadratura no mapa do céu, que durará anos. Esperam-se mudanças em todo o tipo de governos e organizações no nosso planeta. E, em nós, também. Aguardemos para confirmar. (Um exemplo desta quadratura, aqui.)

Uma mudança ligeiramente significativa em Portugal, já se deu na banda da política, e foi a eleição de uma mulher para Presidente da Assembleia da República. Poderão perguntar: que mudança é esta? E a resposta óbvia é, alguma mudança de mentalidades. Imaginem quão mortificados terão ficado os «Velhos do Restelo» mencionados pela Susana Vitorino, mais acima. No entanto, quero deixar claro o seguinte: isto que se toma como «novo», em Portugal, não é tão novo assim, pois há décadas tivemos uma mulher como Primeiro-Ministro (os mais velhos lembram-se). Por outro lado, em termos esotéricos não tem nenhum significado, apenas a relevância de ser uma mulher a presidir à Assembleia dos representantes do povo. É um tema simples, bastante pobrezinho, mas de qualquer maneira, é sempre bem-vindo. Não vale a pena deitar foguetes, porque a maioria dos políticos actuais, para terem acesso a lugares de poder no actual contexto planetário, vão aos poucos abandonando a sua alma (uma ideia do André Louro de Almeida, com a qual concordo em absoluto).


Úrano em Carneiro/Áries [coisas repentinas, o inesperado, internet] a fazer funcionar a muito esperada quadratura [uma situação tensa e difícil, como esticar e rebentar] com Plutão em Capricórnio [o poder instituído], Em signos cardinais, dando maior ênfase aos acontecimentos.

Bom, para nos situarmos de imediato: esta quadratura é a maior responsável pelos escaldantes acontecimentos ocorridos no Médio-Oriente, que todos sabemos, ainda em 2011. E vai continuar, não se ficando apenas pelo que já aconteceu. Presidentes e governos foram derrubados. Mudanças enormes a se efectuarem. E os donos dos petro-dólares sempre do lado dos vencedores, a corrompê-los. Habitualmente, associa-se Úrano à Voz de Deus. Nestes casos islâmicos, nunca melhor aplicado. É sempre o novo [Úrano] a enfrentar o poder instituído [Plutão].

Em Portugal, e tudo ainda em 2011, manifestações gigantescas da auto-intitulada «Geração à rasca», conceito que se expandiu por outros países. É sempre o novo [Úrano] a enfrentar o poder instituído [Plutão]. Outro exemplo do que falo, foi o bota abaixo fulminante do governo Sócrates. É sempre para mexer e remexer. Haveria muitos exemplos a dar, mas creio que os leitores ficarão prevenidos para novas ocorrências que seguramente acontecerão no mundo. 



Antes de avançarmos com esta parte da análise, reproduzo aqui uma citação recente [23-6-2011] e muito oportuna de André Louro de Almeida, na sua página do Facebook (aqui): «Algum economista ou académico que possa nos explicar de forma clara que tipo de DÍVIDA Portugal tem, a quem, porquê e desde quando? Se isso era previsível já em 2007? Se o problema foi de falta de competência, falta de desenvolvimento, corrupção ou inércia? É que se o racional tanto se aplicar a Portugal como aos 50 países no mundo em crise financeira séria, temos bases para conceber a situação como global, estrutural e internacional e deixar de ver Portugal como dramaticamente responsável. Portugal é guardião da Tradição Templária Joanina, a Irlanda é guardiã da Tradição Celta e a Grécia é guardiã da Tradição Egipcio-Helenica. Estes 3 países estão em processo de se tornarem sub-sectores de um imenso país financeiro chamado FMI no qual os EUA tem 17% de quota, e que reflecte claramente os interesses da comunidade da alta finança ocidental. Mas gostava de ouvir os economistas.»



Cá temos a síntese desta quadratura: «um imenso país financeiro chamado FMI». Aos quais eu acrescentaria - um imenso poder de 3 agências de rating, que apenas zelam pelos interesses americanosComo a História nos ensinou, as mudanças de ciclos dão-se em simultâneo, quando se atingem os picos. É um processo típico de Plutão que vem ser alterado por Úrano.


Outro exemplo foi o caso «Blogger» em Maio 2011. Neste caso,  Plutão era representado pelos mega empreendedores da net Google / Blogger / YouTube / Twitter /Facebook / e os grandes servidores de todo o mundo. Tinha que estourar por algum lado. Estourou pelo lado que atinge milhões e milhões de pessoas em todo o mundo: na internet. Na prática deve-se interpretar como o «poder moderno» [Plutão] sendo confrontado com a «voz de Deus» [Úrano].

Se estivermos atentos a outras notícias do mundo, percebemos que há um «grande plano» em acção significativo desta quadratura. Recordemos apenas estes casos 'inesperados' muito recentes: os EUA mataram Bin Laden e em retaliação, a Al-Kaeda, provocou o ataque bombista que matou 80 pessoas no Paquistão. Nesta quadratura, é sempre o «poder» [Plutão] a ser confrontado. Por exemplo: o «poderoso» Bin Laden, senhor da Al-Kaeda (sobrevieu a 10 anos de intensas buscas) foi confrontado e... foi abatido. O «poderoso» e atómico Paquistão, na prática, hospedeiro de Bin Laden e sua organização, foi confrontado dentro das suas fronteiras pela Al-Kaeda, a quem dava abrigo escondido e camuflado, e os seus cidadãos foram abatidos.


Quem tiver tempo e pre-disposição, leia este artigo aqui, de 2008. Mas não é para ser lido às cegas, com um grande «amén», ok? É para reflectirmos nos acontecimentos mundiais.


Também reproduzo uma citação do livro «A Violência do Mundo» (2004) de Edgar Morin e Jean Baudrillard: «A probabilidade do triunfo absoluto do capitalismo não me parece certa ainda, mas é uma grande probabilidade. Contra ela existem, cada vez mais, forças que se levantam e que se levantarão ainda e ainda. Ora, os movimentos particularistas que apenas vêem o seu próprio problema estão muito dispersos e são, assim, incapazes de criar uma resposta mundial para um problema mundial. Hoje torna-se necessário caminhar para a busca de uma resposta ou de uma multiresposta mundial para um problema que nos diz respeito a todos (...)»


Ainda mantendo-nos em Portugal, gostaria de voltar à frase «Portugal é guardião da Tradição Templária Joanina, a Irlanda é guardiã da Tradição Celta e a Grécia é guardiã da Tradição Egipcio-Helenica» [e outros países, também] para levantar esta questão, à qual não tenho respostas: que  preparam as Hierarquias Espirituais destes países para os respectivos povos e habitantes? Falando apenas de Portugal, será que esta quadratura levará a que o nosso país saia dessa 'coisa' chamada «Euro»? E se voltarmos à antiga moeda, o «escudo», como será a situação? Voltará aos níveis que tinha quando aderimos à zona Euro, ou seja, a moeda irá desvalorizar-se para metade? Já imaginou que hoje pode ter um salário 'simpático' de 1.500 euros, que na prática correspondem a 300.000 escudos (300 contos), mas que, de um momento para o outro, se começar a receber em «escudos» pode acontecer que o salário se desvalorize para metade? Se a ideia for reduzir os custos e os preços, será que as empresas vão aguentar esses salários? Há quem tenha muito menos e consiga viver. Assistiremos, nos próximos anos, a um choque emocional de proporções épicas de uma só vez? Tenciono desenvolver este assunto, mais adiante, quando falarmos mais apropriadamente em «dinheiro», na secção Saturno em Escorpião. Vá pensando nisso, se vive em Portugal, independentemente da sua nacionalidade. Ou nos outros países mencionados. Se isto acontecer, os mais novos, que nem fazem ideia do que é o «escudo» vão andar mesmo 'zarabatinados'. Lá se vão as Playstation último modelo por água abaixo, porque continuarão a serem importadas e pagas em euros ou dólares, devidamente cambiados em escudos. Podemos intuir que há claramente 2 fases para estes acontecimentos poderem ocorrer: de 2012 a 2017 e, depois, até 2022.


Outra questão igualmente pertinente é que podemos continuar todos na zona euro, mas com a existência de um «euro» com 2 ou 3 câmbios diferentes. Um «euro» em Portugal, Grécia, Irlanda ou Itália não terá o mesmo valor que um «euro» na Alemanha, Holanda ou França. (ver aqui).


Tudo isto deveria merecer a nossa atenção e aplicar a nós mesmos, ao nosso interno, ao nosso poder pessoal. Ao nosso guerreiro interno. Em simultâneo, deveríamos estar atentos à vozinha que na nossa cabeça nos tenta dizer umas coisas e habitualmente, não ligamos nenhuma. A Susana Vitorino já explicou muito bem esta necessidade interna.

Investiguem nos vossos mapas natais onde cai esta quadratura e aí terão algumas das crises das vossas vidas. Se quiserem aprofundar um pouco mais, poderão clicar aqui. Isto não é mais do que uma continuação muito cerrada a assuntos já mencionados em 2010, aquiaqui e aqui. Ou, em linhas gerais e com mais variedade, aqui. Também temos, recentemente, o caso da Moody's que classificou como «lixo» a dívida pública portuguesa - ler aqui.

Quem quiser entender, a nível mais esotérico ou espiritual, este assunto da crise económica global, recomendo que leiam as conferências de André Louro de Almeida, dadas em 1998, sobre a «Matriz Melquisedeque» [tema completo: aqui - aqui - aqui - aqui], a «Matriz Cristóide» e «24 Portais locais em Portugal», que se tornaram mais actuais que nunca. A actual crise global foi descrita em detalhe nestas conferências. O assunto em geral, anda à volta da desactivação dos pilares da actual civilização do nosso planeta.


Antes de terminar o assunto da quadratura de Úrano a Plutão, estou interessado em recordar os leitores esta sigla - BRICS. São as iniciais em inglês, de 5 países em franco desenvolvimento e que serão, no futuro, os manda-chuvas do planeta: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Tal como a ilustração nos mostra quase na totalidade, pois falta a zona verde da África do Sul. Quem gosta destes assuntos deveria deter-se na questão Norte - Sul. São países gigantescos.

«Há fortes indícios de que os quatro países iniciais do BRIC têm procurado formar um "clube político" ou uma "aliança", e assim convertendo o seu crescente poder económico em uma maior influência geopolítica. Em 16 de Junho de 2009, os líderes dos países do BRIC realizaram a sua primeira reunião, em Ecaterimburgo, e emitiram uma declaração apelando para o estabelecimento de uma ordem mundial multipolar. Desde então, os BRICs realizam cúpulas anuais e, em 2011, convidaram a África do Sul a se juntar ao grupo, formando o BRICS.» - Fonte: Wikipedia

O potencial económico destes países é de tal ordem que poderiam tornar-se as cinco economias dominantes do mundo até o ano 2050. Estes países mudaram os seus sistemas políticos e adoptaram o capitalismo global. Não é por acaso que eventos de magna amplitude como os Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo de Futebol se realizem nestes países. Até dá a impressão que não sofrem o efeito desta quadratura entre Úrano e Plutão. Sofrem sim, mas de outro jeito, que à maneira portuguesa dizemos assim: «Quem sofre é o mexilhão»

Em todos estes países a classe média baixa adquiriu poder de consumo, a classe média alta aumentou o seu poder e os pobres continuam a ser pobres e explorados. Talvez tenham salários um pouco melhores. Quanto aos donos do «capital», ficaram ainda mais ricos. É o lado mais sombrio da humanidade.

Não me posso pronunciar muito sobre o Brasil porque não vivo lá e desconheço, na prática do dia-a-dia, a realidade tridimensional local. Mas não é preciso ser-se um génio para se perceber que, pelo seu gigantismo, o Brasil está divido em 3 grandes partes (com inúmeras sub-culturas): as grandes metrópoles, os outros e os esquecidos de Deus. Um passeio pela blogosfera brasileira e redes sociais mostram-nos à saciedade qual a egrégora dominante actual. Devido às suas origens com imensas misturas, o Brasil é pródigo em 'espiritualidade' de todos os géneros, por sua vez, aparentemente impregnadas das mais amplas e fantásticas conciliações de diversas fontes. 

Para quem quiser aprofundar, deixo aqui o mapa mais corrente do Brasil:

Ilustração de «Meio do Céu»

«O Brasil é de Virgem (signo ordeiro sim) e o Sol formava um trígono com Saturno (ordem, disciplina) naquela tarde de 7 de Setembro de 1822 por volta das 17hs, quando D.Pedro declarou nossa independência.» - Da mesma fonte de onde recolhi o mapa, o blogue «Meio do Céu», por Haroldo Mendonça.

Para os apreciadores de canalizações vagas, mas bonitinhas, sobre 2012, deixo-vos este link, por ser bastante inofensivo, mas ser revelador de uma certa correste espiritualista.

Esta quadratura, entre Úrano e Plutão, está e estará muito activa nos nossos mapas, nos signos cardinais: Carneiro/Áries, Câncer/Caranguejo, Libra/Balança e Capricórnio.



Neptuno em Peixes

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora
Este tema já foi muito debatido nos últimos tempos.
Seria cansativo repetir aqui.
No entanto, pode ler uma análise completa sobre Neptuno em Peixes, clicando aqui.
Também aqui.


Mapa do Céu quando
Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho,
sempre no signo Gémeos.
Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses.

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora


Clicar para aumentar.
O mês de Junho 2012 será marcado por eventos de grande importância planetária, pois irão ocorrer 3 momentos de grande significado para o nosso planeta, a saber:

1 - A 11 de Junho o planeta Júpiter ingressa no signo Gémeos, o que só ocorre a casa 12 anos.

2 - Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho, sempre no signo Gémeos. Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses.

3 - A 24 Junho vai verificar-se a quadratura exacta, no grau 8, entre Úrano e Plutão. Uma série de conjunções exactas.


Para mim é nos planetas retrógrados, quer natais, quer em trânsito, que vejo a “Inteligência Superior” a funcionar através da Astrologia, como linguagem meta-superior ou divina.

Procuro ver os retrógrados para além da “função interior da mente”. Entendo como sendo um estado de alma. Nesse sentido suspeito que ultrapassa a mente, indo directo às emoções, porque é destas que parte a vibração de como vivemos na crosta do planeta.

Um planeta numa situação de retrógrado, está de igual maneira para os 3 corpos da materialidade do ser humano - físico, mental e emocional. Por serem os corpos descartáveis de Nós mesmos, enquanto Seres. Porque a aprendizagem do ser humano é feita através da interacção da energia do planeta com os corpos da materialidade.

Existe “ali” uma certa dificuldade em se realizar. As “coisas” têm que ser feitas dentro de um registo peculiar que difere de planeta para planeta. Em linguagem corrente podemos chamar “medo” a esse aprisionamento do retrógrado. 



Um retrógrado, para mim, é como se quisesse dizer: “tens que fazer o exame para poderes prosseguir os estudos”. Que estudos? Os de mim mesmo. Acredito que sou apenas um corpo e vivo apenas para o materialismo mais imediato? Ou acredito que sou uma Alma provisoriamente num corpo, para fazer a experiência da fisicalidade?

É nesta subtil divisão que o retrógrado pode manifestar-me: se há um certo trânsito e transcendo-me... Habitualmente, com dor e sofrimento. Porque tenho que Me merecer a Mim mesmo. É aqui que entram as múltiplas definições de “destino”. E foi nesta base que a Astrologia perdeu credibilidade no fim do século 19 até aos anos 80, quando Plutão ajudou a que esta arte fosse recuperada e massificada.

A irredutibilidade do chamado “destino” enquanto “obrigação” de cumprirmos o que supostamente nos é atribuído. Ou esse “destino”, enquanto construtor da minha própria vida”. É aqui que os trânsitos dos retrógrados me obrigam a escolher.

- Ou escolho repetir e repetir e repetir. E aí estamos perante aquilo que se chama (e bem) de “função interior da mente”. E repito, repito, repito… sem querer ver que estou sempre a cair no mesmo padrão limitativo. 

É mais óbvio de constatar quando o planeta está Rx no natal. É a percepção equivocada que Eu sou apenas o meu corpo e gero os padrões repetitivos que atraio para mim mesmo e que me faz "pensar" e "dizer" que "não tenho sorte", ou que "tenho azar" (no amor, na saúde, no trabalho, etc.)

- Ou escolho não repetir. E aí estamos perante a função superior do Ser, através da Alma. Conseguimos sair dos padrões. Realizando e reconstruindo o próprio destino. Aqui Plutão e Saturno em trânsito têm uma enorme responsabilidade na actuação desse retro, levando com eles o lixo psíquico que temos em enorme quantidade.

Vénus retrógrado em trânsito em Gémeos

Neste signo da adolescência, em que o Ser ainda não atingiu a sua polaridade sexual, Vénus retrógrado indica uma instabilidade afectiva nas existências anteriores, nas quais a pessoa vivia o amor como um jogo meio leviano; deve agora aprender a se comprometer seriamente. resistindo à tentação de jogar os seus parceiros um contra o outro!

Vénus trata do Amor com maiúsculas. Estou a imaginar a cara de muitos espiritualistas à espera de textos mais conformes com as suas crenças. O Amor é universal. E ponto!


Vou facilitar a vida dos leitores dando umas pistas do significado deste trânsito retrógrado pelas casas nos mapas natais. Tratem de constatar se as ideias contidas nessas mini-pistas vos servem: clicar AQUI.

Mapa do Céu do ingresso de Júpiter em Gémeos
no dia 11 Junho 2012, às 18h22 TMG (Lisboa, Londres...)
Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora

«Para que um indivíduo possa manifestar-se livre e criativamente, num planeta de quarta dimensão, é necessário uma atitude mental completamente diferente da atitude humana actual.»
André Louro de Almeida

Júpiter está em exílio ou detrimento no signo de Gémeos, pois este está em oposição ao signo de Sagitário, do qual é regente. Antes de mais nada, relembro a bela interpretação de Susana Vitorino, sobre este Eixo da Comunicação. Júpiter entrará neste signo no dia 11 de Junho.


Durante alguns dias de Junho 2012 vamos assistir a um fenómeno raro no signo Gémeos: os benéficos do zodíaco, Júpiter e Vénus, terão a companhia do todo poderoso Sol e a nada depreciável ponta sul do Eixo Nodal. E a juntar-se à festa, a Lua vai bater à porta. A comunicação e a mensagem estarão em alta. 


Como este ajuntamento em Gémeos vai coincidir com a quadratura partil (em grau exacto) de Úrano a Plutão é de esperar uma enorme controvérsia em todo o mundo. Não faço ideia que evento seja esse que irá provocar uma autêntica explosão nas informações dos media.




Alguém se lembra da série de tv «V»? Uma coisa dessas poderia provocar tamanho alvoroço. Isto sou eu já a delirar, depois de vários dias à volta com estas análises. 


Mas nas nossas vidas pessoais as coisas estarão igualmente em ebulição, variando apenas em que casas temos nos nossos mapas natais os signos de Gémeos, Carneiro e Capricórnio. O melhor é aguardar, tanto mais que Júpiter não se sente cómodo neste signo, por estar em detrimento.


Lembrei-me agora que em Junho realizar-se-á o 14º Campeonato Europeu de Futebol, na Polónia e na Ucrânia. Será muito comentado. Outros eventos internacionais que terão muita repercursão são estes: o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II [se ainda for viva] que marca o 60 º aniversário da sua ascensão ao trono do Reino Unido; o centenário do naufrágio do «Titanic»; eleições presidenciais na França; Jogos Olímpicos de Verão de 2012 em Londres; e, obviamente, as eleições presidenciais dos Estados Unidos da América.


Olhando para todo o ano de 2012, o mês de Junho será bem mais «forte» do que o famigerado dia 21 Dezembro 2012. Se pensarmos que em Maio anterior verificar-se-á o eclipse solar anular, tudo isto deve funcionar de forma intensa. Mas os especialistas em eclipses já se encarregarão de analisar esta particularidade, tanto mais que em Novembro ocorrerá um eclipse solar total, visível no nordeste da Austrália e no Pacífico sul.

Aproveitando que estamos a tratar de Júpiter em Gémeos, e apenas pelo sentido que isto possa ter para qualquer um de nós, deixo a seguir as datas de diferentes calendários, tendo como referência o ano de 2012:



Calendário gregoriano - 2012 - MMXII
Ab urbe condita - 2765
Calendário arménio - 1461
Calendário chinês - 4708 – 4709
Calendário hebraico - 5772 – 5773
Calendários hindus
- Vikram Samvat - 2067 – 2068
- Shaka Samvat - 1934 – 1935
- Kali Yuga - 5113 – 5114
Calendário persa - 1390 – 1391
Calendário islâmico - 1433 – 1434
Calendário rúnico - 2262


É caso para perguntar: ‘Então, em que ficamos? Com tantos calendários que existem, ficámos todos travados apenas no Calendário Maia de Contagem Longa?

Nesta parte do artigo, contrariamente ao que tenho feito mais para trás, em vez de deitar uma olhada ao mundo no seu geral, irei dedicar a análise mais à pessoa em si, do que aos fenómenos mundiais ou nacionais massificados.

O compasso de «espera» que se vive actualmente, com Júpiter em Touro, uma espécie de «estar à espera de algo», será mudado para um maior frenesim. Por exemplo, a blogosfera neste momento vive momentos de maior calmaria (vejo por mim próprio), excepto para aqueles que são eternamente saltitantes (um forte Gémeos nos seus mapas), indo aqui e acolá, em busca de comentários para os seus próprios espaços. Este grupo específico da internet irá ao rubro quando Júpiter entrar em Gémeos. O mesmo se passará nas redes sociais. O Facebook vai enfrentar uma séria concorrência com o novo projecto «Google+», uma nova rede social a emergir. Ver aqui a demo. Tudo isto entrará em grande expansão já em breve. Sei bem do que falo, pois tenho o signo Gémeos muito acentuado no meu mapa. E tanto!

Ora, esta agitação frenética, está no extremo oposto daquilo que os «Instrutores» [não confundir com «Mestres»] mais credenciados em língua portuguesa recomendam: silêncio e interioridade. Deixo apenas 3 nomes que eu pessoalmente aprecio muito: Trigueirinho, André Louro de Almeida e Satyaprem. Não meto mais ninguém nesta lista muito selecta e reduzida, tá? Também não entra nenhum astrólogo nesta lista, porque já lá temos um representante? O resto que anda por aí somos meros «aprendizes» de qualquer coisa. São muitos e adoram chamarem-se «Mestres» uns aos outros. Pronto, lá desatei a minha tola língua geminiana. Nem São Pancrácio me vai ajudar.

Júpiter transitando em Gémeos pode manifestar-se na pessoa, na forma de um conhecimento amplo, uma necessidade de querer saber «tudo». Isto pode provocar uma grande dose de superficialidade, ou um conhecimento teórico sem nenhum apoio da experiência prática. Para evitar que assim seja, de tão tridimensional e cerebral, é necessário, que as pessoas de Gémeos, Sagitário, Peixes e Virgem consigam subir uma oitava superior e se esforcem por contactarem os seus os seus guias, anjos ou hierarquia espiritual. Aí, verificarão as diferenças.

Júpiter ao transitar pelo signo de Gémeos indica amor pela filosofia e pelo estudo de ideias importantes na história da religião, da espiritualidade, do esoterismo, da educação, do direito e da filosofia. A resultante expansão da mente abre novas linhas de comunicação e áreas de contacto social, que trazem benefícios em viagens, na escrita, no estudo e nos negócios relacionados ao desenvolvimento de novas ideias. E, sobretudo no desenvolvimento pessoal. Vale a pena reler este texto de André Louro de Almeida, aqui.

No entanto, é necessário um cuidado extremo na utilização do nosso corpo mental, pois pode induzir-nos em equívocos constantes. Os neurologistas já descobriram que, para os neurónios, não existe diferença entre algo vivido e algo imaginado. É tudo a mesma coisa, sendo a cilada, a potencialidade da nossa mente, nos mentir. É preciso sentir. É fundamental validar o que o coração nos pede.

As pessoas neste trânsito irão passar por uma curiosidade intelectual que poderá levar ao desenvolvimento mental, e, assim, poderem ser considerados intelectualmente avançados, mesmo que não tenham recebido uma educação formal.

Júpiter em Gémeos pode proporcionar ampla compreensão intelectual que abrange diversas áreas. As pessoas tendem a ser mentalmente inquietas, a realizar muitas viagens e dedicar-se superficialmente a muitas áreas de estudo.

Aqui, tenho que citar o brasileiro Satyaprem, de forma pouco comum, deixando um link e o leitor que vá lá ler: aqui. Apesar de eu gostar muito deste moderno Instrutor, reconheço que ele é um falador incansável. Só que aprecio o ‘main speach’ dele.

Se levada a extremos, essa actividade mental pode produzir um diletante intelectual. Contudo, a grande variedade de diferentes experiências intelectuais permite que estas pessoas reúnam o perfil geral das tendências sociais, políticas e históricas, o que lhes dará insights sobre o futuro e o destino da humanidade. Pois é! Preso por ter cão, ou preso por não o ter. Se não se faz silêncio, fica tudo em torno do ego. Se se faz um silêncio enorme, pode-se perder um posicionamento astrológico que permite sucessivos insigths, visões.

Obviamente, que a questão é sempre a mesma: que visões tenho? Serão como aquelas muitas pessoas que não me conhecem de lado nenhum, excepto desta coisa dos blogues e do Facebook e que me escrevem a anunciarem-me as maiores desgraças só porque sonharam comigo? Deixem-me respirar fundo. Até já aconteceu uma cliente telefonar para o centro «Cristal de Cura», onde dou consultas de astrologia, a solicitar uma consulta urgente porque tinha tido um sonho comigo. A data foi marcada e cancelada pela própria cliente 48 horas depois, com o argumento que tinha recebido uma iluminação para não ir. Só mesmo rindo. Depois dizem-me que ando céptico e que maltrato as pessoas, englobando muita gente numa coisa que chamo de «espiritualidade lindinha»

Devido ao trígono natural de Gémeos com Balança/Libra e Aquário, estas pessoas atraem muitos conhecidos e pseudo-associados, e assim podem ampliar os seus horizontes intelectuais em direcções novas e incomuns. Esses contactos sociais também podem proporcionar oportunidades para a expressão criativa da mente.

A lição de Mercúrio em Virgem, mostra-nos que o conhecimento mais preciso, detalhado, vem da experiência directa no trabalho pessoal. Este trânsito de Júpiter, ao contrário, corre o risco de criar um erudito sem nenhuma prática, a não ser que outros factores no mapa encorajem a experiência prática. 


Mapa do Céu do ingresso de Saturno em Escorpião
no dia 5 Outubro 2012, às 21h34 TMG (Lisboa, Londres...)
Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora
Clicar para ampliar.
«...um imenso país financeiro chamado FMI»

«O Eixo do Despojamento»
Susana Vitorino
«Os Estados Unidos saem sempre mais fortes das fases finais dos ‘ciclos longos’ e a sua capacidade de aprender com a história, a partir do exterior, e capazes de se adaptarem às novas realidades, construírem sobre o que já existe e não perderem tempo, como fazemos na Europa, revendo constantemente o que já foi resolvido
Luis Riestra Delgado
Economista espanhol
Profundo conhecedor de astrologia.
Texto  daqui.
Para amenizar esta parte do texto, aqui fica este vídeo.




Este trânsito é, sem dúvida, o tema mais escaldante de 2012. Saturno inicia o seu trânsito por Escorpião. Convém não nos esquecermos que estamos a viver sob a influência do gigantesco ciclo Saturno - Plutão, que dura sensivelmente 40 anos. Estamos na ponta final e numa das fases difíceis. Recomendo que leiam o texto sobre esse assunto, aqui.

O actual ciclo iniciou-se em 1982, com Saturno ainda em Balança, mas já a preparar-se para ingressar em Escorpião. Com a conjunção entre estes dois planetas, deu-se início a uma era de prosperidade e de inclusão social. As ditaduras tremeram e caíram, excepto 2 ou 3 casos (Cuba, Coreia do Norte). Entretanto, o ciclo evoluiu e está em fase decrescente.

Quando falamos do ciclo Saturno-Plutão, a nível mundano [países, regiões, planeta] estamos sempre a tratar de dois assuntos em simultâneo: economia e finanças. Saturno rege a economia e Plutão, as finanças. E ambos, em aspecto, podem tratar de outro tema: a guerra.

O actual ciclo Saturno-Plutão iniciou-se com a conjunção em 1982. Desde então, este ciclo passou por três picos muito importantes: uma quadratura em 1993, uma oposição em 2001 e a actual quadratura que teve início em 2010. O ciclo terminará com um novo, ainda um pouco distante no tempo: a conjunção de Janeiro de 2020, em Capricórnio. É importante lembrarmo-nos que esses eventos têm uma duração muito mais ampla. Ocupa um período de cerca 2 a 3 anos, pois há que contar com as retrogradações e os diversos encontros e aproximações que os planetas fazem entre si.

Tudo isto para reafirmar que em 2012 ainda estaremos sob o efeito da quadratura de 2010. E aquilo que assistimos no momento é a esta crise mundial, sendo intensamente prejudicados pela avidez e ganância de uns quantos, contra o resto do mundo.

O que realmente dá para vermos é que 3 agências de rating norte-americanas são o rosto visível do Governo Sombra do nosso planeta. Sabendo-se que a dívida norte-americana está praticamente descontralada, estas agências continuam a dar a notação máxima dos «AAA», como se tudo estivesse no melhor dos mundos.

Obviamente, a verdadeira «guerra» chama-se dólar versus euro.

Se isto, o dinheiro (dos outros), não é assunto de Escorpião, vou ali e já venho.

Como muito bem se sabe, há diferentes abordagens para o mesmo posicionamento astrológico. Há pessoas que se ficam pelo lado mais esotérico ou espiritual da interpretação, assim como há outras que são mais pragmáticas e analisam pelo lado mais terreno e tridimensional. Tentaremos fazer uma abordagem mista.

Convém relembramos que até Outubro de 2012, Saturno permanece em Balança/Libra, signo onde este planeta encontra a sua exaltação. Saturno gosta de estar nesta zona do zodíaco. Ao ingressar em Escorpião, a mudança será sentida imediatamente, pois não se sente confortável em signos do elemento Água.

Procedi a uma breve investigação dos acontecimentos mundiais ocorridos na última vez que Saturno esteve em Escorpião (1982 a 1985) e é muito interessante percebermos, em retrospectiva, a forma como este planeta associado a este signo funcionaram, numa altura de crescimento económico mundial e não de crise aberta como a que hoje se vive. Percebe-se, de alguma maneira, que os países que constituem o actual BRICS estiveram muito em foco com estes acontecimentos dignos de nota:

a) 1982 foi o Ano Internacional de Mobilização pelas Sanções à África do Sul, pela ONU, dando início às enormes mudanças de regime verificadas naquele país, que hoje é conhecido como um dos 5 grandes países emergentes no mundo.

b) Deu-se a maxi-desvalorização do cruzeiro no Brasil que provocou que milhares de desempregados promovessem uma onda de saques ao comércio da cidade de São Paulo. Foi um choque emocional em grande escala, que mexeu com o planeta. Pouco depois ocorreu o fim do regime militar brasileiro, com a eleição indirecta do primeiro presidente civil em 20 anos, seguindo-se as primeiras eleições directas para as prefeituras (Câmaras municipais) das capitais. O Brasil entrou em depressão económica profunda, mas os seus governantes souberam cumprir com o plano acordado com o FMI, fazendo daquele país, actualmente, um dos mais prósperos do planeta.

c) O Reino Unido e a República Popular da China assinaram o tratado inicial para a devolução do território de Hong Kong à China em 1997. Mais tarde, Portugal fez o mesmo com Macau. Era a criação de um país e dois regimes económicos: o comunista e o capitalista. O esclavagismo encoberto na China ainda não tinha desaparecido (nem sei se desapareceu). A China é um dos grandes detentores da dívida pública dos EUA. Ironias do nosso planeta.

d) O soviético Mikhail Gorbatchov foi eleito secretário-geral do PCUS (Partido Comunista da União Soviética). Foi o ponto de partida para o desmantelamento da União Soviética e o surgimento de inúmeros países. A Rússia, hoje em dia, faz parte do BRICS.

e) A primeira-minista Indira Gandhi foi assassinada, com tudo o que foi de terrível na época, mas os seus sucessores descobriram que ela deixara um Estado avançado e preparado para enfrentar as grandes potências mundiais. Hoje, é parte integrante do BRICS, por mérito próprio. O outsorsing dos EUA beneficiaram directamente a Índia, provocando desequilíbrios enormes na América, nomeadamente na área da informática.

Além destas ocorrências nos actuais BRICS, aconteceram no mundo eventos muito significativos neste período em que Saturno transitou por Escorpião:

- A Argentina invadiu as Ilhas Malvinas, dando início à Guerra das Malvinas, contra a Inglaterrra. Raúl Alfonsín foi eleito presidente da Argentina, substituindo o último presidente da ditadura.

- Em Portugal, Mário Soares foi eleito para o cargo de primeiro-ministro e incrementou a permanência, por direito próprio, na União Europeia e posterior adesão ao «euro».

- Deu-se invasão da minúscula Granada pelas forças norte-americanas. Ronald Reagan defendeu a intervenção com a necessidade da defesa dos interesses norte-americanos. Estava na cara que era um recado que os EUA queriam dar ao mundo, a anteceder o fim da «Guerra Fria», com o desmantelamente da antiga URSS.

- A película «Gandhi» arrebatou oito estatuetas no Oscar desse ano. Com todo o simbolismo pacifista que a película possui. A Índia de Gandhi, actualmente, faz parte do selecto clube BRICS.

- Oscar Niemeyer concebeu o Sambódromo, com tudo o que isso acarretou de prestígio para o Rio de Janeiro e o Brasil. Maravilhoso.

- Aconteceu o Live Aid, que foi assistido por mais de um bilião de pessoas.

- José Saramago publicou o livro «Memorial do Convento», iniciando a sua caminhada até ao Prémio Nobel, anos mais tarde.

- Michael Jackson lançou o seu lendário álbum «Thriller», tornando-se no álbum mais vendido da história  da música.

- A Espanha tornou-se membro da NATO, reforçando o poderio estratégico concedido ao Atlântico Norte, em detrimento de outras regiões do globo.

- A Apple lançou o computador Macintosh, que viria a revolucionar a história da computação.

Depois destes breves apontamento sobre os acontecimentos mais relevantes da anterior estadia de Saturno em Escorpião, vamo-nos debruçar sobre o momento actual.

Mas antes disso, convém olharmos um pouco para o simbolismo de Saturno: o mestre, o velho sábio, o eremita, o monge, as pessoas idosas, os avós, os antepassados. O juiz, o agente governamental e o polícia. O pai, o professor e o patrão (em simultâneo com o Sol). Os inimigos e os falsos amigos. E as suas funções são: delimitação, fronteira, diferenciação, selectividade, contracção, contenção, auto-controlo, realismo, amadurecimento, inserção social (como Júpiter, mas com um sentido mais hierárquico e estrutural — baseado no respeito e na adequação às regras e aos valores instituídos), superego, sombra (sentido junguiano), cristalização e materialização, medo e sentimento de culpa, vergonha.

Como olhar para Escorpião? 

O signo Escorpião apresenta estas características positivas básicas: magnéticos, enérgicos, intensos, independentes, solitários, corajosos. O lado menos luminoso pode apresentar-se assim: arrogante, obstinado, destruidor, manipulador, sugador emocional. Acção luminosa de Escorpião: o perseverante. Acção sombria: o destruidor. Pensamento luminoso de Escorpião: o profundo. Pensamento sombrio: a pessoa obstinada. Sentimentos luminosos de Escorpião: a pessoa poderosa. Sentimentos sombrios deste signo: o sugador emocional. Frases deste signo: Eu desejo – Eu manipulo – Eu quero. Palavra-chave: Intensidade.

Juntar este dois - Saturno e Escorpião -, não é propriamente a visão do Paraíso. É o planeta a mudar as  regras sociais, a alterar os planos político-ideológico. Como nos aguentaremos nesta barca tão insegura? Nenhum governo sabe. Nenhum político sabe. Nenhum banqueiro sabe. Eu, também não.

Que lado você irá escolher para a sua vida? A acção luminosa ou a sombria? O menu está servido e a escolha é sua.

Alguém duvida que este posicionamento astrológico irá trazer um acentuar daquilo que se vive hoje em dia e que chamamos de «crise»?

Uma coisa tenho a certeza: estamos todos a atravessar uma enorme mudança planetária. O sistema económico dominante vai desaparecer para dar lugar a um novo paradigma, que não se sabe ainda qual será. Excepto no seguinte conceito: o «Ter» irá dar lugar ao «Ser». Leiam e escutem um dos três grandes «Instrutores» do mundo lusófono - Satyaprem (aqui) e perceberão do que estou a falar. Dou outra ajudinha, no final deste texto, com a transcrição de um magnífico texto de outro «Instrutor», o português André Louro de Almeida.

Não vos quero deixar mais nervosos, por isso, o restante texto é de tom mais pessoal e não tanto dedicado à «astrologia mundana».

Saturno ao transitar pelo signo de Escorpião vai indicar responsabilidade em assuntos financeiros, como recursos corporativos, finanças conjuntas, impostos, heranças, seguros e questões relativas a propriedades alheias. Esta é a visão tridimensional deste trânsito.

A actividade nos negócios provavelmente irá lidar com financiamento empresarial, seguros, contabilidade, impostos. Se Saturno estiver sob tensão em Escorpião, podem ocorrer conflitos a respeito de heranças, impostos e finanças conjuntas, que, com frequência, provocam batalhas legais e perdas através de litígios.

As pessoas terão tendência a serem mais perfeccionistas no seu trabalho. Tentarão melhorar a estrutura do status quo. Se esta tendência for levada a extremos, podem adquirir a reputação de pessoas muito duras. Irão demonstrar pouca paciência com atitudes que reflectem preguiça ou má vontade no trabalho, pois não aceitarão a falta de perseverança nos outros, bem como em si mesmos. Há o potencial de utilizarem muita energia e força de vontade em realizações práticas.

A grande aprendizagem deste trânsito será a nível emocional, pois tudo será muito intenso, sobrecarregando o corpo com elevados níveis de tensão, podendo dar lugar a doenças muito graves. Vamos todos precisar de aprender a lidar com estas situações, de maneira calma e eficiente à medida que surgem. Meticulosidade, persistência e determinação são a regra de Saturno em Escorpião, proporcionando um impulso para o sucesso, igualado apenas por algumas outras posições. Falei em sucesso? Sim, mas na balança, do outro lado está a derrocada, o falhanço. Mais uma vez, somos nós quem escolhe.

Notar-se-á no ar o desejo ardente de mais autoridade e lutarão muito para realizar as suas ambições; se utilizam ou não meios honestos, dependerá dos aspectos de Saturno. É necessário que  pessoas percebam que é um trânsito rigoroso, pois seremos capazes de nutrir profundo ressentimento quando sentimos que fomos tratados injustamente. A possibilidade de fanatismos é muito grande.

Quando Saturno em trânsito estiver sob tensão com outros planetas, pode existir tendência a intrigas e conspirações. Podem também estar presentes o desejo de vingança e incapacidade para esquecer ofensas passadas.

Recomendo muito cuidado com as questões de saúde.

Quero deixar este pensamento: esta nossa humanidade é muito recente no nosso planeta. Estamos cá à apenas 12.000 anos. Isto comparado com o tempo de vida do planeta, quer dizer qualquer coisa. Os esotéricos chamam à nossa civilização, a 5ª Raça Raiz. Já coabitam no nosso planeta a 6ª Raça Raíz, que se perdeu um pouco pelo caminho, mas já começaram a chegar os integrantes de uma futura civilização a ser construída.

Em 12 mil anos passámos da condição de nómadas bípedes a construtores de arranha-céus. Esta nossa civilização convenceu-se que poderia dominar o nosso planeta. Como se isso fosse possível! As consequências estão à vista.

Será mesmo que já removeram os pilares desta nossa civilização? Eu penso que sim.

Pareceu-me oportuno terminar esta secção dedicada à entrada de Saturno em Escorpião, com umas palavras de André Louro de Almeida, que escreveu em 2008 e se mantém actuais, podendo ser encontrada no Facebook, clicando aqui.


«Um plano para "recuperar a economia" é, nesta etapa, um artificio para ganhar tempo. Esta crise foi criada em gabinetes secretos para forçar as nações do mundo a aceitarem regimes para-totalitários Com base no medo e na insegurança e não será por medidas económicas que pode ser evitada, pois está desenhada para eclodir, com ou sem planos financeiros de emergência.

A crise é artificial mas tem um imenso poder. E tem poder porque a Humanidade adormeceu e se fixou em símbolos de valor que são insuficientes para representar o Homem. A nossa moeda é uma moeda-número e não uma moeda-trabalho ou uma moeda-inteligência ou uma moeda-sensibilidade, representa um valor quantitativo divorciado da qualidade do homem.

O poder deste tipo de instabilidade para gerar pânico só é possível na medida em que as pessoas perderam amplitude emocional e serenidade existencial em relação aos "símbolos de valor". As agências obscuras que despoletaram esta crise fazem-no na certeza de que o valor é representado por quantidade-dinheiro e não por qualidade-dinheiro. E sem um símbolo de valor, consensual, uma sociedade desagrega-se rapidamente.

E a crise significa que chegou o momento da Humanidade, começando pelos que detêm o poder politico, financeiro e executivo, compreender que os nossos "símbolos de valor" - entre eles o dinheiro, um dos mais interessantes e eficazes - servem para criar a sequência: 


1 Desenvolvimento » 2 Sustentabilidade » 3 Saciabilidade » 4 Identidade » 5 Liberdade » 6 Pesquisa » 7 Libertação

... não para funcionarem como uma droga irresponsável que mantém o planeta em transe.
  
Desta crise pode emergir uma moeda-qualidade: uma forma de dinheiro desconhecida, que depende directamente da qualidade psíquica da vida para ter qualquer valor. Esse é o cenário futuro positivo. Uma nova moeda baseada no Ser. Uma moeda que simbolize valor real: trabalho + sustentabilidade ecológica + qualidade social + expansão de consciência.
  
Se assim não for creio que teremos rapidamente que recuperar a nossa relação rural com a Natureza.

Isto implica que o momento do reencontro e reunião, daqueles que estão interiormente em contacto com o plano para a iluminação da Terra, nas áreas de protecção às quais se sentem ligados, está a aproximar-se.»

Eckhart Tolle - 2012 e o fim do mundo
Duração: 1h 09m 06s








PARTE FINAL

Tal como fiz nas previsões para 2011, agora, em voz colectiva:

Só para si. Em voz baixa, muito baixinho.
Aqui fica um conselho apenas a quem realmente leu este texto.

«Esqueça-o, vire-lhe as costas e viva o seu dia-a-dia, fazendo surf com a vida.»
Contra nós, falamos, obviamente.

 O melhor mesmo é consultar um bom astrólogo, que não invente coisas,
nem diga tolices, pois trabalhará exclusivamente sobre o seu mapa pessoal.

Nós, os 3 autores deste post,
estamos neste universo:

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Blogues de Susana Vitorino:
Blogues de Inês de Barros Baptista:
[às vezes não tem título, mas sim umas estrelinhas e bolinhas]


Blogues de António Rosa:

Nós, no Facebook:
António Rosa e aqui

Depois do trabalho que foi preparar tudo isto, vou usufruir de um merecido descanso.


.

31 de julho de 2011

A tradição hindu do crematório


Shiva, divindade hindú. Ilustração daqui
. 
Este post foi publicado anteriormente no blogue «Ilha de Moçambique».

O Adepto vê, sente e vive na própria fonte de todas as verdades fundamentais a Essência Universal, e Espiritual da Natureza, SHIVA, o Criador, Destruidor e Regenerador.

Sabe-se que na Europa, opta-se cada vez mais pela cremação, tornando mais íntima e discreta, bem como laica, a cerimónia relacionada com a morte.

Pelo contrário, a cremação hindu, é profundamente religiosa e nada tem de privado ou de discreto. A ocasião é solene e pública, envolvendo toda a comunidade. É o mais importante rito de passagem que a família pode proporcionar ao falecido.

Assim era, também na ilha de Moçambique, quando havia uma comunidade hindu bastante próspera. Hoje, essa comunidade desapareceu e já não se pratica o hinduísmo, como religião formal e uma das grandes religiões do mundo.

Há vários anos, a comunidade hindu na ilha tinha os seus pilares religiosos principais, baseados no seu templo e no crematório. O templo (se ainda existe) ficava numa rua lateral ao mercado municipal da ilha.

Eu vivia muito perto deste templo. A minha casa era mesmo em frente à Câmara Municipal, portanto, ao transpor a porta da rua, virava à esquerda em direcção ao Mercado Municipal e na primeira esquina, voltava a virar à esquerda, andava uns metros e chegava ao templo.

Interior do templo hindú na ilha de Moçambique, 2007. Foto do «Petromax», aqui.
Sempre me senti muito atraído por este templo, mas na altura, adolescente, nada sabia do significado religioso que existia por detrás. Eu apenas gostava de entrar e sentar-me, apreciando os cheiros que lá havia. Odores a frutas, especiarias e incensos. Gostava muito de lá estar e, ainda por cima, era bem recebido por um senhor que cuidava do templo e do jardim. Um dia, ele autorizou-me a entrar na zona de orações, com todas as lavagens ao corpo que isso implicava.

Foi lá que, um dia, esse mesmo senhor me disse, mais ou menos isto: «tens vidas passadas na Índia e agora estás a viver o teu dharma». Foram precisos cerca de 20 a 25 anos para eu entender direito o sentido daquela frase. 

Por isso, hoje digo que não vivo com saudades da ilha, e apesar de ter este blogue, não sou um saudosista, mas sim alguém que teve a sorte de ter tido e vivido, naquele sítio específico, um tempo mágico. Apenas isso. E é esse tempo mágico que tento cultivar aqui no blogue. Digamos de outra forma: foi uma recompensa tida nesta minha reencarnação, por ter feito alguma coisa bem feita, em vidas passadas. Foi dharma, do bom. E é bom gostarmos desse tempo mágico. Um dia, tentarei escrever mais sobre este tema em particular.

Localização do templo


Olhando-se para a ilustração do Google Earth, ve-se em direcção ao canto superior direito, paralelo ao bonequinho amarelo, um edifício sem cobertura na parte central, que corresponde ao templo hindú, tal como se pode ver na fotografia mais acima, tirada em 2007.

Na tradição hindu, os corpos dos mortos são cremados ao ar livre, e o filho mais velho é o responsável por acender a pira funerária do pai ou da mãe. É a purificação do corpo que pertence a esta vida, pois o espírito parte para outras dimensões. Nas tradições religiosas diz-se «céu». Obviamente, o momento da cremação é antecedido de um ritual que concentra as atenções da comunidade hindu local, que fazem oferendas, colocando no corpo em cima da pira, pequenos objectos com um enorme significado, e que são feitos com cânfora, cárdamo, cravo e açúcar, com a finalidade de ajudar a erradicar as imperfeições da alma, segundo a crença hindú.

Os filhos e o/a viúvo/a, sempre vestidos de branco, tocam os pés do falecido/a em sinal de veneração e respeito, juntando depois as mãos à altura do peito, inclinam-se e afastam-se um pouco do local.  O filho mais velho então pega numa tocha acesa, dá 3 voltas em redor da pira e coloca-a no meio da lenha, aguardando que se faça a fogueira. Entretanto, os presentes iniciam a entoação de mantras que são repetidos 47 vezes, para ajudarem a alma a encaminhar-se para o seu destino, afastando-se do mundo dos vivos.

Pode demorar algum tempo, sempre acompanhados dos mantras, até se ouvir um estourar seco. Quando isso acontece, quer dizer que que a cabeça do falecido abriu-se (não se vê nada, pois as chamas não permitem) e a sua alma segue em direcção aos deuses, a Brahma, Shiva e Vishnu. Ou ao «céu», como alguns chamam. Os mantras são entoados com mais energia e os presentes atiram pétalas de flores às chamas. Termina assim o ritual, que, obviamente, simplifiquei. 

Todos os presentes são convidados a se dirigirem a uma zona distinta do templo/crematório, onde lhes é servida uma espécie de banquete, muito rico e diversificado, em memória do falecido.

Na ilha, e já mais crescido, com 19 anos, tive a oportunidade de assistir à cremação de uma pessoa da terra.

 Localização do crematório

Esta é a ponta Sul da ilha de Moçambique e o edifício descoberto corresponde ao crematório hindú, cujas fotografias actuais são apresentadas mais abaixo.


A ponta Sul da ilha, vendo-se ao fundo o Fortim de S. Lourenço. Mesmo na ponta final encontra-se o crematório. Autor da foto: Sr. João Manuel Borges, antigo piloto de barra da ilha. Esta foto faz parte da página no Facebook, de Jorge Henrique Borgesaqui.

O estado actual do crematório hindu
e as imagens do pilar e assentos nas rochas que se encontram em frente,
e nesse enfiamento, um pouco à esquerda, a ilha/fortim de S. Lourenço

Agora, que já não há hindus na ilha, a grande questão para as comunidades locais,
residem nestas perguntas:

«Que fazer com este espaço? Que utilidade pública pode ser dada a esta zona?»
Vista lateral do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui. 
Vista de frente do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.

Duas fotos do interior do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.

Fotos seguintes: Em frente ao crematório existe um pilar com os assentos cravados nas rochas.
Fotos recolhidas no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor das fotos: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.


Mesma foto, mas mais próxima.
Parte da minha família, faltando apenas a minha Mãe, que foi quem tirou a foto.
Foto tirada no mesmo local das duas fotografias anteriores:
o pilar e os assentos nas rochas. Foto de 1967.

No enfiamento do crematório e do pilar, temos esta vista: a ilha/fortim de S. Lourenço.
Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui


O texto que apresento a seguir, sobre o hinduísmo, foi recolhido na Wikipédia.

«O hinduísmo é uma tradição religiosa que se originou no subcontinente indiano. Num sentido mais abrangente, o hinduísmo engloba o bramanismo, a crença na "Alma Universal", Braman; num sentido mais específico, o termo refere-se ao mundo cultural e religioso da Índia pós-budista. Entre as suas raízes está a religião védica da Idade do Ferro na Índia e, como tal, o hinduísmo é citado frequentemente como a "religião mais antiga", a "mais antiga tradição viva" ou a "mais antiga das principais tradições existentes". É formado por diferentes tradições e composto por diversos tipos, e não possui um fundador. 

O hinduísmo é a terceira maior religião do mundo, depois do cristianismo e do islamismo, com aproximadamente um bilião de fiéis, distribuídos pela Índia, Nepal, Bangladesh, Sri Lanka, Paquistão, Malásia, Singapura, espalhada um pouco por todo o mundo.

Os hindus acreditam num espírito supremo cósmico, que é reverenciado de muitas formas, representado por divindades individuais. O hinduísmo é centrado sobre uma variedade de práticas que são vistas como meios de ajudar o indivíduo a experimentar a divindade que está em todas as partes, e a realizar a verdadeira natureza de seu Ser.

O hinduísmo não tem um "sistema unificado de crenças, codificado numa declaração de fé ou um credo", mas sim é um termo abrangente, que engloba a pluralidade de fenômenos religiosos que se originaram e são baseados nas tradições védicas.

O hinduísmo por vezes é caracterizado pela crença na reencarnação (samsara), determinada pela lei do karma (karma), e que a salvação é a liberdade deste ciclo de sucessivos nascimentos e mortes.

Carma (Karma) pode ser traduzido literalmente como "acção", "obra" ou "feito" e pode ser descrito como a "lei moral de causa e efeito". De acordo com os «Upanixades» um indivíduo, conhecido como o jiva-atma, desenvolve samskaras (impressões) a partir das acções, sejam elas físicas ou mentais. O linga sharira, um corpo mais subtil que o físico, porém menos subtil que a alma, armazena as impressões, e as carrega à vida seguinte, estabelecendo uma trajectória única para o indivíduo. Assim, o conceito de um carma infalível, neutro e universal, relaciona-se intrinsecamente à reencarnação, assim como à personalidade, característica e família de cada um. O carma une os conceitos de livre-arbítrio e destino.»


Foto encontrada na página do amigo e conterrâneo Jerry Gomes da Silva.
V~e-se a ponte que liga a ilha ao continente e à esquerda, o crematório hindu.

Eu era muito jovem

... quando li pela primeira vez o «Bhagavad Gita» («Bagavadguitá» em português). Tive que esperar uns quinze anos para o voltar a ler e poder entender as implicações desta obra maravilhosa. Obra muito especial e que ressoa dentro de mim, como nenhum outro Livro Sagrado que li ao longo da minha vida.

O «Bhagavad Gita» é considerado parte desta filosofia e foi escrito em 400 ou 300 a.C., é um texto central do hinduísmo, um diálogo filosófico entre o deus Krishna e o guerreiro Arjuna. Este é um dos mais populares e acessíveis textos do hinduísmo, e é de essencial importância para a religião. O Gita discute altruísmo, dever, devoção, meditação, integrando diferentes partes da filosofia hindu.

Um mantra hindú, dedicado a Vishnu





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30 de julho de 2011

Porque tive que encerrar o meu blogue «Ilha de Moçambique, memórias de António Rosa»

Vista aérea da parte norte da ilha de Moçambique,
vendo-se a Fortaleza de S. Sebastião e a Capela de Nossa Senhora do Baluarte.
Não sei quem é o autor da foto.
A 6 de Abril de 2011 comecei um blogue novo e dei-lhe o título de «Ilha de Moçambique, memórias de António Rosa». Escrevi então, como apresentação do blogue, o seguinte:

«As raízes da minha lenda pessoal são daqui, da ilha de Moçambique. Vivi aqui muitos anos, intercalando com ausências em outras cidades, por motivos de estudos e, também durante o serviço militar obrigatório. Pretendo com este blogue manter vivas essas memórias de um tempo encantado.» 

Foto do Google Earth
Hoje [30 Julho 2011] tive que encerrar esse blogue por um motivo mesmo muito prosaico: desapareceram cerca de 400 fotografias. Não faz sentido ter um blogue aberto ao público com espaços em branco no lugar de fotografias. Seria uma falta de respeito pelos leitores.

Só não desapareceram os poucos posts sobre a ilha que estavam aqui, no «Cova do Urso» e que copiei para o blogue «Ilha de Moçambique». Quem tem blogues na plataforma Blogger sabe que quando se cria um blogue, automaticamente o site de ilustrações Picassa [é tudo do Google] abre um álbum onde são arquivadas todas as ilustrações e fotografias que publicamos nesse blogue. É por isso que sei que o blogue já tinha 423 fotografias e constatei que desapareceram 397 fotos, pois as restantes 27, como vinham do «Cova do Urso», ainda estão visíveis no blogue agora encerrado ao público.

Na verdade, o que «tremeu» mesmo foram os links do albúm Picassa ao blogue, fazendo com que as fotos deixassem de estar visíveis aos leitores. Sumiram para o éter. Obviamente, também encerrei no Picassa a possibilidade desse álbum de fotos poder ser visto, pois falta a identificação dos respectivos autores. Não sei se terei forças para identificar os autores e conteúdo de todas as fotos, para assim poder abrir o álbum ao público.

Entretanto, como tenho estado a criar o álbum «Minha terra - Ilha de Moçambique», com todas as fotos devidamente referenciadas, pode ser visto aqui [no Picassa/Google+] ou aqui [no Facebook]. Viva a liberdade de escolha!

O blogue, apesar de não ter disponíveis a zona de comentáros, teve em cerca de 4 meses nos seus 44 comentários, 6.784 visualizações e exactamente 888 «gostos» endereçadores para o Facebook. É uma onda gigantesca para para um pequeno blogue de curta duração.

Regata de barcos à vela na ilha de Moçambique (Novembro 2009).
Foto de Paulo Pires Teixeira.

Quando criei o blogue, eu sabia que teria uma curta duração de vida, pois inevitavelmente, em termos energéticos, não mentais, dentro de mim mesmo já havia feito a grande escolha: Não viver com saudosismo da ilha de Moçambique. Não ser saudosista. Apesar das múltiplas referências que faço, e continuarei a fazer, em vários sítios, desse espaço único no nosso planeta. Continuarei a partilhar sentimentos e emoções, ideias e imagens. Sem saudosismo. É a minha lenda pessoal.
O meu próprio passado e a interacção com muitas pessoas que me ensinaram muito, fazem de mim alguém que se vê a si mesmo como tendo a «sorte» de ter tido e vivido, naquele sítio específico, um tempo mágico. Apenas isso. Um tempo mágico. Digamos de outra forma: foi uma recompensa tida nesta minha reencarnação, por ter feito alguma coisa bem feita, em vidas passadas. Foi dharma, do bom. E é bom gostarmos desse tempo mágico.

Por isso eu sinto-me, invisível, no barco acima, prosseguindo a minha caminhada, tentando viver o «aqui e agora».

A terminar, uma pequena nota astrológica e cármica do dia de hoje no meu mapa pessoal: Mercúrio [o blogue agora encerrado] em conjunção [fusão] com Saturno [o Senhor do Tempo e das regras] na minha casa IV [o espaço do mapa da «minha casa]. Carma resgatado, lá se foi o blogue. Por outro lado esse mesmo Saturno recebe um benéfico semi-sextil da Lua [a esfera emocional] e de Vénus [os afectos] e de Neptuno [os assuntos do Alto].

O que tiver que postar sobre a ilha será feita aqui, no «Cova do Urso». Mas irei restaurar aqui no Cova, alguns dos posts que me agradavam muito no «Ilha de Moçambique, para compensar o agora desaparecido, mas isso será feito com calma.

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29 de julho de 2011

Coimbra, vista de cima


 Estas fotografias são dedicadas aos meus amigos e casal:

José, que a investigação científica sobre a matéria negra no universo,
prossiga com a qualidade que nos habituou. Ver vídeo.

 Clicar nas imagens para ampliar.































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26 de julho de 2011

Previsões astrológicas e psicológicas para 2012

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora.
Aviso crucial a si, leitor ou leitora:
Neste texto não encontrará as previsões tradicionais, signo a signo.
Se é isso que procura, desista já de ler.

Previsões astrológicas e psicológicas para 2012
Texto por António Rosa e Susana Vitorino
Ilustrações de Inês de Barros Baptista
Este texto/lustrações é publicado em simultâneo nos blogues dos co-autores:
assim como no «SAPO Astral» [Portugal], na revista electrónica «Hierophant» [Brasil],
no site «Escola de Astrologia Nova-Lis» e no blogue de Magda Moita,
«Fuzil Cósmico»

Este texto foi especialmente ilustrado por
Inês de Barros Baptista
Conheça os seus blogues,
Também aquiaqui no Facebook

«A maioria dos homens passa a vida sem perceber e 
muitas vezes sem ao menos se perguntar,
o motivo real de sua presença na Terra.»
Trigueirinho

«...um imenso país financeiro chamado FMI»
André Louro de Almeida


Introdução

Este é um texto longo. Ainda por cima, feito a 6 mãos e 3 cabeças. Duas das cabeças dedicadas à escrita e uma, ilustrando lindamente o texto.  Desde já, o meu agradecimento à Susana Vitorino e à Inês de Barros Baptista. A Inês, com os seus vastíssimos conhecimentos de astrologia, bem que poderia estar a «escrevinhar», mas escolheu ilustrar, o que é uma enorme mais valia. É tão bom ter amigos. Como é que isto aconteceu? No Facebook, pedi ajuda pública e estas amigas ofereceram-se. É o lado luminoso das redes sociais.

Por favor, leitores, sejam espertos e não escrevam nos comentários, como costumam fazer, coisas do género: «apesar de longo...», pois isso mesmo acabou de ser confirmado.

Este texto sobre 2012 foi idealizado com a intenção de podermos fazer pedagogia astrológica, sem assustar ninguém, pois apenas pretendemos informar, educar e ajudar na discussão sobre um dos anos mais emblemáticos dos tempos actuais.
  
Susana Vitorino, que em boa hora aceitou o pedido para colaborar neste texto, é uma astróloga analista Junguiana por natureza. Excelente a fazer psicologia analítica. Fiquei muito satisfeito e feliz com esta colaboração, e o seu excelente texto está imediatamente a seguir a esta introdução. 

Com estas análises, ou entraremos numa das muitas listas negras, ainda existentes, ou muitos assobiarão para o lado, pensando mais ou menos isto: «Coitados deles!». O certo é que a Susana, a Inês e eu, apreciámos muito esta tarefa. 

O melhor será guardar este texto nos seus favoritos (para isso basta clicar no título do post e guardá-lo) ou copiar para o seu computador, para ir lendo, com calma. Por outro lado, se está à espera de previsões tradicionais do género, signo-a-signo, não vai encontrar isso. Portanto, quem avisa, amigo é.

Antes de mais, vamos dar realce a esta informação: o planeta regente de 2012 é a Lua. Curiosamente, esta luminária começa o ano estando no signo Carneiro/Áries, dando um impulso inicial a esta fase, desejando tomar iniciativas, querendo concretizar acções. Todos aqueles astrólogos que se debruçam com muita atenção sobre os eclipses que ocorrem, terão oportunidade de no ano em que a Lua é regente, verificarem que essa atenção será redobrada. Depois, será uma questão de critério e de maior ou menor ênfase nas suas análises. 

Reconheço que sou muito descuidado sobre este assunto e raramente me entusiasmo - astrologicamente falando -, sobre o tema dos eclipses e pouco tenho escrito sobre o assunto. Há astrólogos muito bem sucedidos nesta área. [exemplos de astrólogos bem sucedidos nesta área: aqui - aqui - aqui - aqui - aqui e há mais.]

Tentarmos fazer previsões para o ano de 2012, é como caminhar por um campo minado, pois tornou-se num ano mítico. Muito falado, muito comentado, muito empolado, pertence àquele género de coisas que fazem parte das convicções pessoais de cada pessoa. O ano de 2012 tornou-se num fenómeno global, onde imperam milhares de textos para todos os gostos, até deu um filme à Hollywood [aqui], gerou imensos vídeos, enfim, toda uma panóplia informativa.

Como disse, sobre o 2012 há interpretações para todos os gostos. Tentando simplificar, diria que há duas correntes maioritárias e opostas:

1 - Aqueles que advogam a possibilidade de um cataclismo tremendo para o nosso planeta: teorias e profecias sobre o calendário Maya, a existência de um planeta intruso, vários alinhamentos astronómicos e fórmulas numerológicas têm sido relacionadas com esta data, que conduzem à crença que em 21 Dezembro 2012 haverá uma ocorrência de tal magnitude, que conduzirá a profundas transformações físicas e catastrofistas do nosso planeta. Uma simples consulta no Google dar-lhe-á imensa informação sobre este assunto.

2 - E há a corrente contrária, também ela muito diversificada nos seus posicionamentos, que vão dos cientistas que rejeitam a visão catastrofista, até aos meios espiritualistas [diga-se que muito divididos] que advogam outros conceitos de transformação planetária, mas com suavidade, sem nenhuma conotação com catástrofes apocalípticas. 

Por isso, ter dito mais acima, que fazer previsões astrológicas para 2012 é como caminhar por um campo minado.

A nossa visão pessoal e astrológica sobre 2012 pertence à corrente pacífica do tema.

Não apreciamos a palavra «previsões» para estas análises que tenho feito nos últimos anos. Pois não é isso que fazemos. Mas como é assim que é chamado pela maioria das pessoas, sentimos que se deve usar, apesar de não corresponder ao estilo que desenvolvemos.

Vou colocar-me, desde já, na posição do descrente na catástrofe planetária. Crente, sim, em como o planeta está em transformação. Adianto já que estou à espera de ouvir as vozes que soarão, ao longo de 2012, com profecias a propósito da ocorrência de vulcões, terramotos, tufões, tempestades, ciclones e outros cataclismos próprios da natureza (aqui, mas da linha 'esperança' / aqui, da linha 'dura'). Mas também ouvirei as vozes extasiadas e deslumbradas daqueles que verão nestes mesmos fenómenos, temas transcendentais e místicos (aqui). Ambas as partes sentem que estão dentro da verdade universal. E, sinceramente, não sei qual delas é a mais cristalina.

Enquanto «o pau vai e vem, folgam as costas», pelo que não me importaria nada de ver uma nave ET gigantesca no rio Tejo. Isso, sim, deixar-me-ia empolgado.

Vamos mas é ler a análise brilhantíssima de Susana Vitorino, já a seguir.

Alguém acha, em consciência, que o planeta não está em fase de transformação?


Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora.

A análise de Susana Vitorino


Falar sobre o ano 2012 é um bocadinho como profanar a campa que já muitos Velhos do Restelo e Amigos da Desgraça Colectiva adornaram com tanta veemência e prazer mórbido. Vou fazê-lo. Vou profanar essa campa, ou não fosse eu Escorpião, com um Mercúrio em Escorpião (peregrino: i.e. : sem aspectos) e com uma Lua que vive de braço dado com Plutão no IC. Até já estou a arregaçar as manguinhas. E sim, trouxe a minha malinha de CSI: claro! Para recolher as impressões digitais e mentais. Para procurar vestígios do sémen de quem tem prazer orgásmico só de pensar no dia do Juízo Final, fazer esfregaços em línguas bífidas para identificação de ADN Apocalíptico e procurar vestígios de sangue. Do que já foi derramado e do que ainda virá a ser...

Porque, meus amigos, let’s face it! como dizem os “amaricanos”: Bad News are Good News.E as más notícias vendem como pãezinhos quentes. Aqui, e em qualquer parte do mundo dito ocidentalizado. Vendem livros. Vendem capas de revista. Até vendem lenços para os que choram por antecipação o fim do mundo...

Chamem-me ingénua, louca, descrente, inculta, herege (hmmm! que sensação de déjà vue...), mas não acredito em nenhuma das correntes fundamentalistas que proliferam como silvas pela internet. A saber: a corrente que dá como certo o fim do mundo, porque o Calendário Maia termina numa data específica, e outros sábios da antiguidade o apregoaram. Como se, de um dia para o outro, o mundo fizesse: PUM! e fossemos todos varridos da face da terra. Hiroshima e Nagasaki revisitados? Talvez. Mas como nos diz o Sting numa canção que compôs ainda no tempo da Guerra Fria: The Russians Love Their Children Too. Portanto, por mais bunkers e panic rooms que haja por aí escondidos por esse mundo fora.... se o Planeta explodisse, o máximo que poderia acontecer era outras formas de vida inteligente estarem a apreciar um belíssimo fogo de artifício. Se fosse uma nova bomba atómica... Bom... “Ó Maria! Temos a despensa cheia de conduto, mas agora os miúdos não têm com quem brincar.” 

Deve ser triste. Digo eu, que sou filha única e gosto de dizer coisas.

A outra  corrente, é a corrente Cor de Rosa. Já li de tudo! Desde dizerem que virá uma nave que nos vai salvar. Ou que de repente, como que por magia, o ser humano dará um salto quântico evolutivo sem dor ou privação... no fundo, o «Imagine» do John Lennon tornado numa realidade em que basta enterrar a cabeça na areia como as avestruzes, e juntar água.

As aparições de Fátima foram em 1917 e os cogumelos continuam a fazer efeito! Uau!

A História mostra-nos que tudo acontece ciclicamente. Curiosamente, a Astrologia também. Ele há coisas do Arco da Velha! MEMORANDO PARA OS MAIS DISTRAÍDOS: Tudo na Natureza é cíclico.

Sempre que houve grandes convulsões na História da Humanidade, três palavras se fazem presentes: Fome, Peste e Guerra. Como se irá revelando esta trilogia no anos vindouros? Não sei. A Fome está instalada e a Guerra também. Mas agora já não se passa só lá naquele Continente belo, exótico e convenientemente distante ao qual chamam África. Passa-se mesmo debaixo dos nossos olhos e nos carrinhos vazios de qualquer Continente... 

A Peste... Bom, a Peste já la vamos. Tal como à Astrologia.

A Peste já não é a peste bubónica - mais conhecida por Peste Negra,  que dizimou milhares de pessoas na Baixa Idade Média. Esta não é a única referência a uma Peste ao longo da História, mas é, talvez, a mais conhecida. A Peste dos dois séculos que atravessamos, para mim, (e vale o que vale, como qualquer ponto de vista ou opinião) é o Medo e a Resistência e não Aceitação da Mudança. Clinicamente chamam-lhe: DEPRESSÃO. Há uns bons meses tive uma discussão com alguém do sexo masculino (sim, porque a Depressão é uma coisa de mulheres...), e ligado à área da saúde, que quase me pegou fogo por eu ter dito isto. “E o Cancro?” - espumava ele. “E a Sida?” A SIDA, digam-me o que me disserem (até já ouvi chamar-lhe um castigo divino por causa dos loucos anos Sessenta e Setenta: Make Love not War!), tenho a convicção de que foi uma doença criada laboratorialmente. Ponto. I rest my case. Podemos discutir isso noutra ocasião.

Cancro... ainda não tinha sido concebida, já lidava com essa estranha doença que é o corpo antropofágico. E continuo a lidar. Todos os dias. Um corpo que se consome a si mesmo a partir do interior. Por mais que doa, especialmente quando é no nosso quintal, é-me muito óbvio que advém de um auto desamor, de raivas internas que consomem como lava, do medo da Vida e de depressões não assumidas e mal tratadas. Poderia agora dissertar muito sobre isso, mas deixo o link de uma das pessoas que mais considero a nível mundial sobre o assunto: Lise Bourbeau (AQUI). O seu livro “Escuta o teu Corpo” marca uma viragem na minha vida, sem dúvida.

Jung dizia que os estados de Alienação (Depressão) eram estados de passagem. Ritos internos que nos faziam parar e pôr em perspectiva coisas das nossas vidas que de outra forma não ponderariamos. Na Astrologia esses estados são-nos dados pelos trânsitos de Saturno e com uma mãozinha delicada de Plutão, por vezes. Hélàs! Que entramos na Astrologia!

A maior parte de nós, quando cai num destes estados, fica em looping. Passa a ser um hamster girando continuamente na sua roda. 

O que se avizinha para o tão temido ano 2012 e suas imediações? Onde estamos a ser teimosamente hamsters?

De tudo aquilo que o António Rosa já falou, acrescentarei algumas coisinhas que me chamaram assim pelo cantinho do olho...

Começo então a destacar os coelhos que me saltaram da cartola:

1) A famosa quadratura de Úrano em Carneiro a Plutão em Capricórnio. Cruz Cardinal. Vai-nos dar ainda muita água pela barbinha... 

2) A Cruz Mutável, com a entrada de Neptuno em Peixes e Kiron em Peixes também. A entrada de Júpiter em Gémeos. O Eixo da Cura (XII -VI) ultra activado, e o da Comunicação (III-IX) também.

3) Na Cruz Fixa, e com a passagem ainda longa de Júpiter em Touro, vamos trabalhar o nosso Eixo do Despojamento (II - VIII), quando Saturno entrar em Escorpião.


A maior parte de nós, quando cai num destes estados, fica em looping. Passa a ser um hamster girando continuamente na sua roda. O que se avizinha para o tão temido ano 2012 e suas imediações? Onde estamos a ser teimosamente hamsters? 

Como o António avisou, e muito bem, no início deste artigo – não esperem previsões por signo ou “comuns”.

Tentarei  (“Se a tanto me ajudar o engenho e a arte”) compilar as três alíneas anteriores em texto corrido, quase conversado, convosco.

Antes de mais, gostaria de começar por colocar uma questão: Se andamos a viver como os hamsters na sua eterna roda giratória, então: Qual é o Caminho para sair da roda?

Eu diria que: Começar a ver para além da Matriz. E para começar a ver para além da Matriz vamos ter que começar a despir camadas e camadas e camadas de cima de nós, como se fossemos uma cebola, até ficarmos nus. Despidos. Literalmente. Neófitos.

Despojamento e retorno às origens. Voltar ao contacto com a Natureza. Gaia: Terra Mãe. A Lua como regente do ano deve ser só uma coincidência, não acham? Vivemos um movimento que nos impele para um resgate das energias Yin (femininas) e para um reequilíbrio entre Yin e Yang  (Feminino e Masculino), que tanto têm vivido desagregados e em polaridade. O Eixo da Cura, como referi, estará muito activado. Neptuno em Peixes vai requerer de nós um trabalho interno que poderá não ser nem óbvio, nem palpável. Está na altura de buscarmos as respostas dentro e não fora, pois estas estão viciadas. Sigam o vosso coração – aí reside o vosso tesouro. Para uma sociedade habituada a viver no primeiro quadrante e numa espécie de pinball no Eixo IV-X,  esta é a grande hecatombe que já começou e que o ano 2012 testará aos limites. Passo a explicar-me. 

A maior parte da população em todo o mundo (mundo ocidentalizado, industrializado e [suspostamente] educado incluído) vive entre a Casa I e a IV, fazendo ricochete para a X.

Bolas! E eu que nem pedi para nascer, mas foi mais forte que eu: Carneiro
Preciso ter roupa no corpo e comida na mesa e um tecto: Touro
Preciso de me Comunicar com os meus semelhantes:  Gémeos
Pertenço a um núcleo familiar, primeiro de sangue, depois escolhido por mim: Caranguejo
Quero sair lá para fora para o Mundo, ser alguém, mas, como não consigo sair da IV acabo por obedecer às ordens de cima – ao Governo, ao Patrão, às expectativas dos outros: Capricórnio
O resto do zodíaco é bonito para enfeitar. Especialmente se tiver o dedo mágico da Inês Barros Baptista.

Só variam os graus. Se isto for vivido na favela ou em grande parte do continente Africano, a grande questão é se vou chegar ao dia de amanhã. Se isto for vivido com mais verniz, a questão é: compro um BMW ou um Audi? Vou jantar ao 'Bica do Sapato' ou ao 'Gambrinus'? Mas a vibração é exactamente a mesma e o patamar também. Basicamente é em Touro que muita coisa se decide. Um menino do Ruanda deseja comer um prato de arroz. Um menino da sociedade dita ocidentalizada e de primeiro mundo deseja o último gadget informático.

Mais introspecção. Mais silêncio. Kiron é o regente de Virgem. Estará no seu oposto complementar: Peixes. Está na altura de pôr o dedo na ferida mais mítica do ser humano: a de que estamos sós. Ou alienamos de vez, ou iluminamos. Mas para iluminar é preciso percorrer o caminho de solitude (não de solidão) do Eremita. Erguer a candeia para alumiar os caminhos da Fé. Do Invisível. A medicina e a ciência poderão sentir-se ultrapassadas por conceitos que não querem aceitar. As Famílias Cósmicas, que fazem parte do território da Casa XII, começaram a (re)encontrar-se verdadeiramente, e não de uma forma mental. Poderão ter início exôdos como o de Atlântida – começará por se chamar Imigração. Serão anos fantásticos para aceder aos restantes 80% das suas capacidades cerebrais. Será que Neo vai conseguir dobrar  a colher?? Ver Aqui.

Tradução:
Rapaz: Não tentes dobrar a colher. É impossível. Em vez disso tenta apenas tomar consciência da verdade.
Neo: Que verdade?
Rapaz:  A colher não existe.
Neo: A colher não existe?
Rapaz: Depois verás que não é a colher que se dobra: és tu.

Bonito, não é? Pois é. Mas para que isto aconteça teremos que encontrar a nossa voz: única, pessoal e intransmissível: Úrano em Carneiro.  Está nas nossas mãos mudar. Não deixemos que a famosa frase de Gandhi, tantas vezes citada: “Sê a mudança que queres ver no mundo”, se transforme numa daquelas frases batidas e feitas. Está na altura de assumir a responsabilidade e não delegar no Pai Externo. Resgatar o poder pessoal. Plutão em Capricórnio. Tem que se ser claro e muito correcto nas intenções, senão o Senhor do Submundo arrasta-nos com ele. Rectidão, Verdade e Honestidade, são palavras a reter. Deixar de ser passivo e AGIR. (Ai, a culpa é do Governo, a culpa é do Pai Natal, a culpa é da Coca Cola… ) Agir: Úrano em Carneiro. Deitar abaixo os velhos paradigmas cristalizados e usar um bom produto anti-traças: Plutão em Capricórnio, mas sempre com rectidão, porque o Mestre Saturno não perdoa. Colherás o que semeares. Não será pacífico, como nenhuma quadratura o é. Mas as esquinas podem dobrar-se como a colher do Neo…

O António tem material mais que suficiente e esclarecedor para esta famosa quadratura. Eu apenas gostaria de deixar aqui uma referência cinematográfica para se ponderar sobre tudo isto que se está a passar no Mundo. Aconselho o visionamento do filme OS FILHOS DO HOMEM [um cheirinho, aqui], adaptado do romance da escritora P.D. James (1992) e realizado por Alfonso Cuarón em 2006 (antes de ter rebentado a grande crise, portanto!). A acção passa-se em 2027… Façam contas. Não falta muito. Percebam o lado visionário desta mulher nascida em 1920. O visionamento deste filme, poupar-me-á vários caracteres. A gerência agradece e o murro no estômago é necessário. Depois conversamos sobre a urgência de se trabalhar, honrar e integrar o feminino e o equilíbrio entre as duas energias. Hieros Gamos (ou casamento sagrado): precisa-se. Urgente.

Gostaria agora de falar um pouco sobre a passagem de Júpiter em Touro, uma vez que ela vai durar um ano, e  Júpiter só entrará em Gémeos a meio de 2012. Júpiter expande tudo aquilo em que toca. Até aqui, nada de novo. Mas um pormenor me chamou a atenção: é que durante a passagem de Júpiter quer em Touro, quer em Gémeos, a Lua Negra vai andar quase sempre de braço dado com Júpiter. Têm-me chamado a atenção várias capas de revista: nomeadamente a capa em que o tema era a droga o consumo e o tráfico, cada vez mais descarados nas universidades portuguesas. E outra em que o tema é a troca de favores sexuais entre alunos e professores, por boas notas, por passagens de ano, por dinheiro… vale tudo, menos… estudar. E ainda a procissão vai no adro. Estas conjunções da Lua Negra ao Júpiter ao longo destes dois signos são dignas de observação. O brilho de Júpiter pode ganhar contornos obsessivos, manipuladores, obscuros. Mas atenção! E aqui entra o Eixo II-VIII: todos os excessos cometidos apenas em nome do desejo, da vontade de TER, dos esquemas falaciosos, terão uma factura elevada quando Saturno entrar em Escorpião. O Fiscal das Finanças é Implacável. Aproveitem para iniciar ou voltar a estudar, escrever, expandir conhecimentos, quando o Júpiter estiver em Gémeos. Evitem o “diz-que-disse”. Evitem “emprenhar” pelos ouvidos.  Filtrar muito bem a informação que entra e a que sai. “A Verdade não se impõe, irradia.” Sejam arautos da Luz e não da vibração rasteirinha.

Não consigo terminar este assunto sem falar de dois casos lusos que me chocaram muito recentemente, mas que dão que pensar. O acidente com a actriz Sónia Brazão, e o acidente fatal  com o Cantor/Actor Angélico Vieira. Beleza e dinheiro não lhes faltava: TOURO. Famosos e badalados nas revistas com alguma assiduidade, passaram a ser capa de revista pelos piores motivos e os menos felizes. Júpiter expandiu, é um facto. A Lua Negra, fundiu. Não sei se me estou a fazer entender, até porque a Lua Negra é ainda um assunto um pouco distante para muita gente. A mim, fascina-me. (Mas, daqui a pouco isto é uma tese e não um artigo.) Para mim são sinais muito claros. Sinais de que está na altura de começar a viver o Júpiter Vertical – o que nos RE-Liga à Fonte, e não o Júpiter Horizontal, que quer sempre mais e mais e nunca está satisfeito. O Auto Indulgente. O Pantagruélico. Zeus montado em cima das ninfas ou das Mortais… Como sabemos, o resultado nunca foi bom.

Não esquecer que Júpiter é também o regente de Peixes – onde está o Neptuno e o Kiron. Resgate supremo de valores espirituais – em Verdade, não em “lindinho”. 

Para não me alongar mais, quero apenas deixar aqui uma grande acha nesta fogueira: Sedna.

Órbita de Sedna.

Glifo astrológico para Sedna
Sedna é um planeta TransNeptuniano descoberto a 14 de Novembro de 2003, anunciado ao mundo a 15 de Março de 2004. A Revolução Solar de Sedna é de cerca de 10.500 a 12 mil anos. Atingirá o seu Periélio (maior proximidade do Sol) no ano de 2076. O último Periélio de Sedna deu-se quando o planeta estava no fim da Idade do Gelo. Diz-vos alguma coisa? Há campaínhas a tocar aí dentro? Óptimo!

Este planetóide tem 2/3 o tamanho de Plutão e uma temperatura de -240º. Foi descoberto no signo de Touro. Está de momento no grau 21º de Touro.  Pela primeira vez na história da Astronomia / Astrologia foi dado a um planeta, um nome fora do panteão greco-romano. Sedna é uma Deusa Inuit, que se diz ter gerado as criaturas do Ártico. A sua história/mito tem muito em comum com Plutão. Para mim, Sedna está para a Civilização, como Plutão para o Colectivo. Sedna bem poderia ser a «Noiva Cadáver» de Tim Burton. Uma espécie de upgrade da Perséfone.

Descobri um artigo de muita qualidade sobre Sedna, entre a nossa rede bloguista. Do mais interessante que encontrei até agora a nível astrológico e psicológico sobre o tema. Queiram fazer o favor de ler no blog «Autoconhecimento e Astrologia, da Christiane» [clicar no título]. Muito bem alicerçado. Mais um para guardar.

Para que não fiquem a matutar demasiado no pseudo fim do mundo, este artigo autodestruir-se-á dentro de cinco segundos

Até já, no próximo apeadeiro*


Ilustração de Inês de Barros BaptistaProibido reproduzir sem autorização da autora.


A análise de António Rosa



Assinalo os seguintes eventos astrológicos que, em meu entender, são os mais significativos do ano, que desenvolveremos mais abaixo: 

A - Entre 2011 e 2017, Úrano, em Carneiro / Áries e Plutão, em Capricórnio, farão uma enorme quadratura no mapa do céu, que durará anos. Esperam-se mudanças tremendas em todo o tipo de governos e organizações no nosso planeta. E, em nós, também. Aguardemos para confirmar. (Um exemplo desta quadratura, aqui.)

B - Neptuno, finalmente, ingressa no signo Peixes, do qual é regente. Não vou insistir muito neste tema, pois convido-os a ler mais, aqui, pois é um assunto já tratado em 2011.

C - Júpiter ingressa em Gémeos, em Junho.

D - Saturno ingressa em Escorpião, em Outubro.

E - Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho, sempre no signo Gémeos. Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses.

F - Já agora, o famoso 21 Dezembro 2012, final do Calendário Maia de Contagem Longa, com o ciclo de 5.125 anos, o que alguns interpretam como o fim do mundo. No entanto, creio ser um disparate fazer uma análise ao mapa desta data. Talvez o faça na altura própria.


Mapa do Céu da quadratura
entre Úrano e Plutão

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora


Clicar no mapa para aumentar.
Repito: entre 2011 e 2017, Úrano, em Carneiro / Áries [aqui] e Plutão, em Capricórnio [aqui], ambos em signos cardinais, farão uma enorme quadratura no mapa do céu, que durará anos. Esperam-se mudanças em todo o tipo de governos e organizações no nosso planeta. E, em nós, também. Aguardemos para confirmar. (Um exemplo desta quadratura, aqui.)

Uma mudança ligeiramente significativa em Portugal, já se deu na banda da política, e foi a eleição de uma mulher para Presidente da Assembleia da República. Poderão perguntar: que mudança é esta? E a resposta óbvia é, alguma mudança de mentalidades. Imaginem quão mortificados terão ficado os «Velhos do Restelo» mencionados pela Susana Vitorino, mais acima. No entanto, quero deixar claro o seguinte: isto que se toma como «novo», em Portugal, não é tão novo assim, pois há décadas tivemos uma mulher como Primeiro-Ministro (os mais velhos lembram-se). Por outro lado, em termos esotéricos não tem nenhum significado, apenas a relevância de ser uma mulher a presidir à Assembleia dos representantes do povo. É um tema simples, bastante pobrezinho, mas de qualquer maneira, é sempre bem-vindo. Não vale a pena deitar foguetes, porque a maioria dos políticos actuais, para terem acesso a lugares de poder no actual contexto planetário, vão aos poucos abandonando a sua alma (uma ideia do André Louro de Almeida, com a qual concordo em absoluto).


Úrano em Carneiro/Áries [coisas repentinas, o inesperado, internet] a fazer funcionar a muito esperada quadratura [uma situação tensa e difícil, como esticar e rebentar] com Plutão em Capricórnio [o poder instituído], Em signos cardinais, dando maior ênfase aos acontecimentos.

Bom, para nos situarmos de imediato: esta quadratura é a maior responsável pelos escaldantes acontecimentos ocorridos no Médio-Oriente, que todos sabemos, ainda em 2011. E vai continuar, não se ficando apenas pelo que já aconteceu. Presidentes e governos foram derrubados. Mudanças enormes a se efectuarem. E os donos dos petro-dólares sempre do lado dos vencedores, a corrompê-los. Habitualmente, associa-se Úrano à Voz de Deus. Nestes casos islâmicos, nunca melhor aplicado. É sempre o novo [Úrano] a enfrentar o poder instituído [Plutão].

Em Portugal, e tudo ainda em 2011, manifestações gigantescas da auto-intitulada «Geração à rasca», conceito que se expandiu por outros países. É sempre o novo [Úrano] a enfrentar o poder instituído [Plutão]. Outro exemplo do que falo, foi o bota abaixo fulminante do governo Sócrates. É sempre para mexer e remexer. Haveria muitos exemplos a dar, mas creio que os leitores ficarão prevenidos para novas ocorrências que seguramente acontecerão no mundo. 



Antes de avançarmos com esta parte da análise, reproduzo aqui uma citação recente [23-6-2011] e muito oportuna de André Louro de Almeida, na sua página do Facebook (aqui): «Algum economista ou académico que possa nos explicar de forma clara que tipo de DÍVIDA Portugal tem, a quem, porquê e desde quando? Se isso era previsível já em 2007? Se o problema foi de falta de competência, falta de desenvolvimento, corrupção ou inércia? É que se o racional tanto se aplicar a Portugal como aos 50 países no mundo em crise financeira séria, temos bases para conceber a situação como global, estrutural e internacional e deixar de ver Portugal como dramaticamente responsável. Portugal é guardião da Tradição Templária Joanina, a Irlanda é guardiã da Tradição Celta e a Grécia é guardiã da Tradição Egipcio-Helenica. Estes 3 países estão em processo de se tornarem sub-sectores de um imenso país financeiro chamado FMI no qual os EUA tem 17% de quota, e que reflecte claramente os interesses da comunidade da alta finança ocidental. Mas gostava de ouvir os economistas.»



Cá temos a síntese desta quadratura: «um imenso país financeiro chamado FMI». Aos quais eu acrescentaria - um imenso poder de 3 agências de rating, que apenas zelam pelos interesses americanosComo a História nos ensinou, as mudanças de ciclos dão-se em simultâneo, quando se atingem os picos. É um processo típico de Plutão que vem ser alterado por Úrano.


Outro exemplo foi o caso «Blogger» em Maio 2011. Neste caso,  Plutão era representado pelos mega empreendedores da net Google / Blogger / YouTube / Twitter /Facebook / e os grandes servidores de todo o mundo. Tinha que estourar por algum lado. Estourou pelo lado que atinge milhões e milhões de pessoas em todo o mundo: na internet. Na prática deve-se interpretar como o «poder moderno» [Plutão] sendo confrontado com a «voz de Deus» [Úrano].

Se estivermos atentos a outras notícias do mundo, percebemos que há um «grande plano» em acção significativo desta quadratura. Recordemos apenas estes casos 'inesperados' muito recentes: os EUA mataram Bin Laden e em retaliação, a Al-Kaeda, provocou o ataque bombista que matou 80 pessoas no Paquistão. Nesta quadratura, é sempre o «poder» [Plutão] a ser confrontado. Por exemplo: o «poderoso» Bin Laden, senhor da Al-Kaeda (sobrevieu a 10 anos de intensas buscas) foi confrontado e... foi abatido. O «poderoso» e atómico Paquistão, na prática, hospedeiro de Bin Laden e sua organização, foi confrontado dentro das suas fronteiras pela Al-Kaeda, a quem dava abrigo escondido e camuflado, e os seus cidadãos foram abatidos.


Quem tiver tempo e pre-disposição, leia este artigo aqui, de 2008. Mas não é para ser lido às cegas, com um grande «amén», ok? É para reflectirmos nos acontecimentos mundiais.


Também reproduzo uma citação do livro «A Violência do Mundo» (2004) de Edgar Morin e Jean Baudrillard: «A probabilidade do triunfo absoluto do capitalismo não me parece certa ainda, mas é uma grande probabilidade. Contra ela existem, cada vez mais, forças que se levantam e que se levantarão ainda e ainda. Ora, os movimentos particularistas que apenas vêem o seu próprio problema estão muito dispersos e são, assim, incapazes de criar uma resposta mundial para um problema mundial. Hoje torna-se necessário caminhar para a busca de uma resposta ou de uma multiresposta mundial para um problema que nos diz respeito a todos (...)»


Ainda mantendo-nos em Portugal, gostaria de voltar à frase «Portugal é guardião da Tradição Templária Joanina, a Irlanda é guardiã da Tradição Celta e a Grécia é guardiã da Tradição Egipcio-Helenica» [e outros países, também] para levantar esta questão, à qual não tenho respostas: que  preparam as Hierarquias Espirituais destes países para os respectivos povos e habitantes? Falando apenas de Portugal, será que esta quadratura levará a que o nosso país saia dessa 'coisa' chamada «Euro»? E se voltarmos à antiga moeda, o «escudo», como será a situação? Voltará aos níveis que tinha quando aderimos à zona Euro, ou seja, a moeda irá desvalorizar-se para metade? Já imaginou que hoje pode ter um salário 'simpático' de 1.500 euros, que na prática correspondem a 300.000 escudos (300 contos), mas que, de um momento para o outro, se começar a receber em «escudos» pode acontecer que o salário se desvalorize para metade? Se a ideia for reduzir os custos e os preços, será que as empresas vão aguentar esses salários? Há quem tenha muito menos e consiga viver. Assistiremos, nos próximos anos, a um choque emocional de proporções épicas de uma só vez? Tenciono desenvolver este assunto, mais adiante, quando falarmos mais apropriadamente em «dinheiro», na secção Saturno em Escorpião. Vá pensando nisso, se vive em Portugal, independentemente da sua nacionalidade. Ou nos outros países mencionados. Se isto acontecer, os mais novos, que nem fazem ideia do que é o «escudo» vão andar mesmo 'zarabatinados'. Lá se vão as Playstation último modelo por água abaixo, porque continuarão a serem importadas e pagas em euros ou dólares, devidamente cambiados em escudos. Podemos intuir que há claramente 2 fases para estes acontecimentos poderem ocorrer: de 2012 a 2017 e, depois, até 2022.


Outra questão igualmente pertinente é que podemos continuar todos na zona euro, mas com a existência de um «euro» com 2 ou 3 câmbios diferentes. Um «euro» em Portugal, Grécia, Irlanda ou Itália não terá o mesmo valor que um «euro» na Alemanha, Holanda ou França. (ver aqui).


Tudo isto deveria merecer a nossa atenção e aplicar a nós mesmos, ao nosso interno, ao nosso poder pessoal. Ao nosso guerreiro interno. Em simultâneo, deveríamos estar atentos à vozinha que na nossa cabeça nos tenta dizer umas coisas e habitualmente, não ligamos nenhuma. A Susana Vitorino já explicou muito bem esta necessidade interna.

Investiguem nos vossos mapas natais onde cai esta quadratura e aí terão algumas das crises das vossas vidas. Se quiserem aprofundar um pouco mais, poderão clicar aqui. Isto não é mais do que uma continuação muito cerrada a assuntos já mencionados em 2010, aquiaqui e aqui. Ou, em linhas gerais e com mais variedade, aqui. Também temos, recentemente, o caso da Moody's que classificou como «lixo» a dívida pública portuguesa - ler aqui.

Quem quiser entender, a nível mais esotérico ou espiritual, este assunto da crise económica global, recomendo que leiam as conferências de André Louro de Almeida, dadas em 1998, sobre a «Matriz Melquisedeque» [tema completo: aqui - aqui - aqui - aqui], a «Matriz Cristóide» e «24 Portais locais em Portugal», que se tornaram mais actuais que nunca. A actual crise global foi descrita em detalhe nestas conferências. O assunto em geral, anda à volta da desactivação dos pilares da actual civilização do nosso planeta.


Antes de terminar o assunto da quadratura de Úrano a Plutão, estou interessado em recordar os leitores esta sigla - BRICS. São as iniciais em inglês, de 5 países em franco desenvolvimento e que serão, no futuro, os manda-chuvas do planeta: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Tal como a ilustração nos mostra quase na totalidade, pois falta a zona verde da África do Sul. Quem gosta destes assuntos deveria deter-se na questão Norte - Sul. São países gigantescos.

«Há fortes indícios de que os quatro países iniciais do BRIC têm procurado formar um "clube político" ou uma "aliança", e assim convertendo o seu crescente poder económico em uma maior influência geopolítica. Em 16 de Junho de 2009, os líderes dos países do BRIC realizaram a sua primeira reunião, em Ecaterimburgo, e emitiram uma declaração apelando para o estabelecimento de uma ordem mundial multipolar. Desde então, os BRICs realizam cúpulas anuais e, em 2011, convidaram a África do Sul a se juntar ao grupo, formando o BRICS.» - Fonte: Wikipedia

O potencial económico destes países é de tal ordem que poderiam tornar-se as cinco economias dominantes do mundo até o ano 2050. Estes países mudaram os seus sistemas políticos e adoptaram o capitalismo global. Não é por acaso que eventos de magna amplitude como os Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo de Futebol se realizem nestes países. Até dá a impressão que não sofrem o efeito desta quadratura entre Úrano e Plutão. Sofrem sim, mas de outro jeito, que à maneira portuguesa dizemos assim: «Quem sofre é o mexilhão»

Em todos estes países a classe média baixa adquiriu poder de consumo, a classe média alta aumentou o seu poder e os pobres continuam a ser pobres e explorados. Talvez tenham salários um pouco melhores. Quanto aos donos do «capital», ficaram ainda mais ricos. É o lado mais sombrio da humanidade.

Não me posso pronunciar muito sobre o Brasil porque não vivo lá e desconheço, na prática do dia-a-dia, a realidade tridimensional local. Mas não é preciso ser-se um génio para se perceber que, pelo seu gigantismo, o Brasil está divido em 3 grandes partes (com inúmeras sub-culturas): as grandes metrópoles, os outros e os esquecidos de Deus. Um passeio pela blogosfera brasileira e redes sociais mostram-nos à saciedade qual a egrégora dominante actual. Devido às suas origens com imensas misturas, o Brasil é pródigo em 'espiritualidade' de todos os géneros, por sua vez, aparentemente impregnadas das mais amplas e fantásticas conciliações de diversas fontes. 

Para quem quiser aprofundar, deixo aqui o mapa mais corrente do Brasil:

Ilustração de «Meio do Céu»

«O Brasil é de Virgem (signo ordeiro sim) e o Sol formava um trígono com Saturno (ordem, disciplina) naquela tarde de 7 de Setembro de 1822 por volta das 17hs, quando D.Pedro declarou nossa independência.» - Da mesma fonte de onde recolhi o mapa, o blogue «Meio do Céu», por Haroldo Mendonça.

Para os apreciadores de canalizações vagas, mas bonitinhas, sobre 2012, deixo-vos este link, por ser bastante inofensivo, mas ser revelador de uma certa correste espiritualista.

Esta quadratura, entre Úrano e Plutão, está e estará muito activa nos nossos mapas, nos signos cardinais: Carneiro/Áries, Câncer/Caranguejo, Libra/Balança e Capricórnio.



Neptuno em Peixes

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora
Este tema já foi muito debatido nos últimos tempos.
Seria cansativo repetir aqui.
No entanto, pode ler uma análise completa sobre Neptuno em Peixes, clicando aqui.
Também aqui.


Mapa do Céu quando
Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho,
sempre no signo Gémeos.
Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses.

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora


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O mês de Junho 2012 será marcado por eventos de grande importância planetária, pois irão ocorrer 3 momentos de grande significado para o nosso planeta, a saber:

1 - A 11 de Junho o planeta Júpiter ingressa no signo Gémeos, o que só ocorre a casa 12 anos.

2 - Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho, sempre no signo Gémeos. Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses.

3 - A 24 Junho vai verificar-se a quadratura exacta, no grau 8, entre Úrano e Plutão. Uma série de conjunções exactas.


Para mim é nos planetas retrógrados, quer natais, quer em trânsito, que vejo a “Inteligência Superior” a funcionar através da Astrologia, como linguagem meta-superior ou divina.

Procuro ver os retrógrados para além da “função interior da mente”. Entendo como sendo um estado de alma. Nesse sentido suspeito que ultrapassa a mente, indo directo às emoções, porque é destas que parte a vibração de como vivemos na crosta do planeta.

Um planeta numa situação de retrógrado, está de igual maneira para os 3 corpos da materialidade do ser humano - físico, mental e emocional. Por serem os corpos descartáveis de Nós mesmos, enquanto Seres. Porque a aprendizagem do ser humano é feita através da interacção da energia do planeta com os corpos da materialidade.

Existe “ali” uma certa dificuldade em se realizar. As “coisas” têm que ser feitas dentro de um registo peculiar que difere de planeta para planeta. Em linguagem corrente podemos chamar “medo” a esse aprisionamento do retrógrado. 



Um retrógrado, para mim, é como se quisesse dizer: “tens que fazer o exame para poderes prosseguir os estudos”. Que estudos? Os de mim mesmo. Acredito que sou apenas um corpo e vivo apenas para o materialismo mais imediato? Ou acredito que sou uma Alma provisoriamente num corpo, para fazer a experiência da fisicalidade?

É nesta subtil divisão que o retrógrado pode manifestar-me: se há um certo trânsito e transcendo-me... Habitualmente, com dor e sofrimento. Porque tenho que Me merecer a Mim mesmo. É aqui que entram as múltiplas definições de “destino”. E foi nesta base que a Astrologia perdeu credibilidade no fim do século 19 até aos anos 80, quando Plutão ajudou a que esta arte fosse recuperada e massificada.

A irredutibilidade do chamado “destino” enquanto “obrigação” de cumprirmos o que supostamente nos é atribuído. Ou esse “destino”, enquanto construtor da minha própria vida”. É aqui que os trânsitos dos retrógrados me obrigam a escolher.

- Ou escolho repetir e repetir e repetir. E aí estamos perante aquilo que se chama (e bem) de “função interior da mente”. E repito, repito, repito… sem querer ver que estou sempre a cair no mesmo padrão limitativo. 

É mais óbvio de constatar quando o planeta está Rx no natal. É a percepção equivocada que Eu sou apenas o meu corpo e gero os padrões repetitivos que atraio para mim mesmo e que me faz "pensar" e "dizer" que "não tenho sorte", ou que "tenho azar" (no amor, na saúde, no trabalho, etc.)

- Ou escolho não repetir. E aí estamos perante a função superior do Ser, através da Alma. Conseguimos sair dos padrões. Realizando e reconstruindo o próprio destino. Aqui Plutão e Saturno em trânsito têm uma enorme responsabilidade na actuação desse retro, levando com eles o lixo psíquico que temos em enorme quantidade.

Vénus retrógrado em trânsito em Gémeos

Neste signo da adolescência, em que o Ser ainda não atingiu a sua polaridade sexual, Vénus retrógrado indica uma instabilidade afectiva nas existências anteriores, nas quais a pessoa vivia o amor como um jogo meio leviano; deve agora aprender a se comprometer seriamente. resistindo à tentação de jogar os seus parceiros um contra o outro!

Vénus trata do Amor com maiúsculas. Estou a imaginar a cara de muitos espiritualistas à espera de textos mais conformes com as suas crenças. O Amor é universal. E ponto!


Vou facilitar a vida dos leitores dando umas pistas do significado deste trânsito retrógrado pelas casas nos mapas natais. Tratem de constatar se as ideias contidas nessas mini-pistas vos servem: clicar AQUI.

Mapa do Céu do ingresso de Júpiter em Gémeos
no dia 11 Junho 2012, às 18h22 TMG (Lisboa, Londres...)
Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora

«Para que um indivíduo possa manifestar-se livre e criativamente, num planeta de quarta dimensão, é necessário uma atitude mental completamente diferente da atitude humana actual.»
André Louro de Almeida

Júpiter está em exílio ou detrimento no signo de Gémeos, pois este está em oposição ao signo de Sagitário, do qual é regente. Antes de mais nada, relembro a bela interpretação de Susana Vitorino, sobre este Eixo da Comunicação. Júpiter entrará neste signo no dia 11 de Junho.


Durante alguns dias de Junho 2012 vamos assistir a um fenómeno raro no signo Gémeos: os benéficos do zodíaco, Júpiter e Vénus, terão a companhia do todo poderoso Sol e a nada depreciável ponta sul do Eixo Nodal. E a juntar-se à festa, a Lua vai bater à porta. A comunicação e a mensagem estarão em alta. 


Como este ajuntamento em Gémeos vai coincidir com a quadratura partil (em grau exacto) de Úrano a Plutão é de esperar uma enorme controvérsia em todo o mundo. Não faço ideia que evento seja esse que irá provocar uma autêntica explosão nas informações dos media.




Alguém se lembra da série de tv «V»? Uma coisa dessas poderia provocar tamanho alvoroço. Isto sou eu já a delirar, depois de vários dias à volta com estas análises. 


Mas nas nossas vidas pessoais as coisas estarão igualmente em ebulição, variando apenas em que casas temos nos nossos mapas natais os signos de Gémeos, Carneiro e Capricórnio. O melhor é aguardar, tanto mais que Júpiter não se sente cómodo neste signo, por estar em detrimento.


Lembrei-me agora que em Junho realizar-se-á o 14º Campeonato Europeu de Futebol, na Polónia e na Ucrânia. Será muito comentado. Outros eventos internacionais que terão muita repercursão são estes: o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II [se ainda for viva] que marca o 60 º aniversário da sua ascensão ao trono do Reino Unido; o centenário do naufrágio do «Titanic»; eleições presidenciais na França; Jogos Olímpicos de Verão de 2012 em Londres; e, obviamente, as eleições presidenciais dos Estados Unidos da América.


Olhando para todo o ano de 2012, o mês de Junho será bem mais «forte» do que o famigerado dia 21 Dezembro 2012. Se pensarmos que em Maio anterior verificar-se-á o eclipse solar anular, tudo isto deve funcionar de forma intensa. Mas os especialistas em eclipses já se encarregarão de analisar esta particularidade, tanto mais que em Novembro ocorrerá um eclipse solar total, visível no nordeste da Austrália e no Pacífico sul.

Aproveitando que estamos a tratar de Júpiter em Gémeos, e apenas pelo sentido que isto possa ter para qualquer um de nós, deixo a seguir as datas de diferentes calendários, tendo como referência o ano de 2012:



Calendário gregoriano - 2012 - MMXII
Ab urbe condita - 2765
Calendário arménio - 1461
Calendário chinês - 4708 – 4709
Calendário hebraico - 5772 – 5773
Calendários hindus
- Vikram Samvat - 2067 – 2068
- Shaka Samvat - 1934 – 1935
- Kali Yuga - 5113 – 5114
Calendário persa - 1390 – 1391
Calendário islâmico - 1433 – 1434
Calendário rúnico - 2262


É caso para perguntar: ‘Então, em que ficamos? Com tantos calendários que existem, ficámos todos travados apenas no Calendário Maia de Contagem Longa?

Nesta parte do artigo, contrariamente ao que tenho feito mais para trás, em vez de deitar uma olhada ao mundo no seu geral, irei dedicar a análise mais à pessoa em si, do que aos fenómenos mundiais ou nacionais massificados.

O compasso de «espera» que se vive actualmente, com Júpiter em Touro, uma espécie de «estar à espera de algo», será mudado para um maior frenesim. Por exemplo, a blogosfera neste momento vive momentos de maior calmaria (vejo por mim próprio), excepto para aqueles que são eternamente saltitantes (um forte Gémeos nos seus mapas), indo aqui e acolá, em busca de comentários para os seus próprios espaços. Este grupo específico da internet irá ao rubro quando Júpiter entrar em Gémeos. O mesmo se passará nas redes sociais. O Facebook vai enfrentar uma séria concorrência com o novo projecto «Google+», uma nova rede social a emergir. Ver aqui a demo. Tudo isto entrará em grande expansão já em breve. Sei bem do que falo, pois tenho o signo Gémeos muito acentuado no meu mapa. E tanto!

Ora, esta agitação frenética, está no extremo oposto daquilo que os «Instrutores» [não confundir com «Mestres»] mais credenciados em língua portuguesa recomendam: silêncio e interioridade. Deixo apenas 3 nomes que eu pessoalmente aprecio muito: Trigueirinho, André Louro de Almeida e Satyaprem. Não meto mais ninguém nesta lista muito selecta e reduzida, tá? Também não entra nenhum astrólogo nesta lista, porque já lá temos um representante? O resto que anda por aí somos meros «aprendizes» de qualquer coisa. São muitos e adoram chamarem-se «Mestres» uns aos outros. Pronto, lá desatei a minha tola língua geminiana. Nem São Pancrácio me vai ajudar.

Júpiter transitando em Gémeos pode manifestar-se na pessoa, na forma de um conhecimento amplo, uma necessidade de querer saber «tudo». Isto pode provocar uma grande dose de superficialidade, ou um conhecimento teórico sem nenhum apoio da experiência prática. Para evitar que assim seja, de tão tridimensional e cerebral, é necessário, que as pessoas de Gémeos, Sagitário, Peixes e Virgem consigam subir uma oitava superior e se esforcem por contactarem os seus os seus guias, anjos ou hierarquia espiritual. Aí, verificarão as diferenças.

Júpiter ao transitar pelo signo de Gémeos indica amor pela filosofia e pelo estudo de ideias importantes na história da religião, da espiritualidade, do esoterismo, da educação, do direito e da filosofia. A resultante expansão da mente abre novas linhas de comunicação e áreas de contacto social, que trazem benefícios em viagens, na escrita, no estudo e nos negócios relacionados ao desenvolvimento de novas ideias. E, sobretudo no desenvolvimento pessoal. Vale a pena reler este texto de André Louro de Almeida, aqui.

No entanto, é necessário um cuidado extremo na utilização do nosso corpo mental, pois pode induzir-nos em equívocos constantes. Os neurologistas já descobriram que, para os neurónios, não existe diferença entre algo vivido e algo imaginado. É tudo a mesma coisa, sendo a cilada, a potencialidade da nossa mente, nos mentir. É preciso sentir. É fundamental validar o que o coração nos pede.

As pessoas neste trânsito irão passar por uma curiosidade intelectual que poderá levar ao desenvolvimento mental, e, assim, poderem ser considerados intelectualmente avançados, mesmo que não tenham recebido uma educação formal.

Júpiter em Gémeos pode proporcionar ampla compreensão intelectual que abrange diversas áreas. As pessoas tendem a ser mentalmente inquietas, a realizar muitas viagens e dedicar-se superficialmente a muitas áreas de estudo.

Aqui, tenho que citar o brasileiro Satyaprem, de forma pouco comum, deixando um link e o leitor que vá lá ler: aqui. Apesar de eu gostar muito deste moderno Instrutor, reconheço que ele é um falador incansável. Só que aprecio o ‘main speach’ dele.

Se levada a extremos, essa actividade mental pode produzir um diletante intelectual. Contudo, a grande variedade de diferentes experiências intelectuais permite que estas pessoas reúnam o perfil geral das tendências sociais, políticas e históricas, o que lhes dará insights sobre o futuro e o destino da humanidade. Pois é! Preso por ter cão, ou preso por não o ter. Se não se faz silêncio, fica tudo em torno do ego. Se se faz um silêncio enorme, pode-se perder um posicionamento astrológico que permite sucessivos insigths, visões.

Obviamente, que a questão é sempre a mesma: que visões tenho? Serão como aquelas muitas pessoas que não me conhecem de lado nenhum, excepto desta coisa dos blogues e do Facebook e que me escrevem a anunciarem-me as maiores desgraças só porque sonharam comigo? Deixem-me respirar fundo. Até já aconteceu uma cliente telefonar para o centro «Cristal de Cura», onde dou consultas de astrologia, a solicitar uma consulta urgente porque tinha tido um sonho comigo. A data foi marcada e cancelada pela própria cliente 48 horas depois, com o argumento que tinha recebido uma iluminação para não ir. Só mesmo rindo. Depois dizem-me que ando céptico e que maltrato as pessoas, englobando muita gente numa coisa que chamo de «espiritualidade lindinha»

Devido ao trígono natural de Gémeos com Balança/Libra e Aquário, estas pessoas atraem muitos conhecidos e pseudo-associados, e assim podem ampliar os seus horizontes intelectuais em direcções novas e incomuns. Esses contactos sociais também podem proporcionar oportunidades para a expressão criativa da mente.

A lição de Mercúrio em Virgem, mostra-nos que o conhecimento mais preciso, detalhado, vem da experiência directa no trabalho pessoal. Este trânsito de Júpiter, ao contrário, corre o risco de criar um erudito sem nenhuma prática, a não ser que outros factores no mapa encorajem a experiência prática. 


Mapa do Céu do ingresso de Saturno em Escorpião
no dia 5 Outubro 2012, às 21h34 TMG (Lisboa, Londres...)
Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora
Clicar para ampliar.
«...um imenso país financeiro chamado FMI»

«O Eixo do Despojamento»
Susana Vitorino
«Os Estados Unidos saem sempre mais fortes das fases finais dos ‘ciclos longos’ e a sua capacidade de aprender com a história, a partir do exterior, e capazes de se adaptarem às novas realidades, construírem sobre o que já existe e não perderem tempo, como fazemos na Europa, revendo constantemente o que já foi resolvido
Luis Riestra Delgado
Economista espanhol
Profundo conhecedor de astrologia.
Texto  daqui.
Para amenizar esta parte do texto, aqui fica este vídeo.




Este trânsito é, sem dúvida, o tema mais escaldante de 2012. Saturno inicia o seu trânsito por Escorpião. Convém não nos esquecermos que estamos a viver sob a influência do gigantesco ciclo Saturno - Plutão, que dura sensivelmente 40 anos. Estamos na ponta final e numa das fases difíceis. Recomendo que leiam o texto sobre esse assunto, aqui.

O actual ciclo iniciou-se em 1982, com Saturno ainda em Balança, mas já a preparar-se para ingressar em Escorpião. Com a conjunção entre estes dois planetas, deu-se início a uma era de prosperidade e de inclusão social. As ditaduras tremeram e caíram, excepto 2 ou 3 casos (Cuba, Coreia do Norte). Entretanto, o ciclo evoluiu e está em fase decrescente.

Quando falamos do ciclo Saturno-Plutão, a nível mundano [países, regiões, planeta] estamos sempre a tratar de dois assuntos em simultâneo: economia e finanças. Saturno rege a economia e Plutão, as finanças. E ambos, em aspecto, podem tratar de outro tema: a guerra.

O actual ciclo Saturno-Plutão iniciou-se com a conjunção em 1982. Desde então, este ciclo passou por três picos muito importantes: uma quadratura em 1993, uma oposição em 2001 e a actual quadratura que teve início em 2010. O ciclo terminará com um novo, ainda um pouco distante no tempo: a conjunção de Janeiro de 2020, em Capricórnio. É importante lembrarmo-nos que esses eventos têm uma duração muito mais ampla. Ocupa um período de cerca 2 a 3 anos, pois há que contar com as retrogradações e os diversos encontros e aproximações que os planetas fazem entre si.

Tudo isto para reafirmar que em 2012 ainda estaremos sob o efeito da quadratura de 2010. E aquilo que assistimos no momento é a esta crise mundial, sendo intensamente prejudicados pela avidez e ganância de uns quantos, contra o resto do mundo.

O que realmente dá para vermos é que 3 agências de rating norte-americanas são o rosto visível do Governo Sombra do nosso planeta. Sabendo-se que a dívida norte-americana está praticamente descontralada, estas agências continuam a dar a notação máxima dos «AAA», como se tudo estivesse no melhor dos mundos.

Obviamente, a verdadeira «guerra» chama-se dólar versus euro.

Se isto, o dinheiro (dos outros), não é assunto de Escorpião, vou ali e já venho.

Como muito bem se sabe, há diferentes abordagens para o mesmo posicionamento astrológico. Há pessoas que se ficam pelo lado mais esotérico ou espiritual da interpretação, assim como há outras que são mais pragmáticas e analisam pelo lado mais terreno e tridimensional. Tentaremos fazer uma abordagem mista.

Convém relembramos que até Outubro de 2012, Saturno permanece em Balança/Libra, signo onde este planeta encontra a sua exaltação. Saturno gosta de estar nesta zona do zodíaco. Ao ingressar em Escorpião, a mudança será sentida imediatamente, pois não se sente confortável em signos do elemento Água.

Procedi a uma breve investigação dos acontecimentos mundiais ocorridos na última vez que Saturno esteve em Escorpião (1982 a 1985) e é muito interessante percebermos, em retrospectiva, a forma como este planeta associado a este signo funcionaram, numa altura de crescimento económico mundial e não de crise aberta como a que hoje se vive. Percebe-se, de alguma maneira, que os países que constituem o actual BRICS estiveram muito em foco com estes acontecimentos dignos de nota:

a) 1982 foi o Ano Internacional de Mobilização pelas Sanções à África do Sul, pela ONU, dando início às enormes mudanças de regime verificadas naquele país, que hoje é conhecido como um dos 5 grandes países emergentes no mundo.

b) Deu-se a maxi-desvalorização do cruzeiro no Brasil que provocou que milhares de desempregados promovessem uma onda de saques ao comércio da cidade de São Paulo. Foi um choque emocional em grande escala, que mexeu com o planeta. Pouco depois ocorreu o fim do regime militar brasileiro, com a eleição indirecta do primeiro presidente civil em 20 anos, seguindo-se as primeiras eleições directas para as prefeituras (Câmaras municipais) das capitais. O Brasil entrou em depressão económica profunda, mas os seus governantes souberam cumprir com o plano acordado com o FMI, fazendo daquele país, actualmente, um dos mais prósperos do planeta.

c) O Reino Unido e a República Popular da China assinaram o tratado inicial para a devolução do território de Hong Kong à China em 1997. Mais tarde, Portugal fez o mesmo com Macau. Era a criação de um país e dois regimes económicos: o comunista e o capitalista. O esclavagismo encoberto na China ainda não tinha desaparecido (nem sei se desapareceu). A China é um dos grandes detentores da dívida pública dos EUA. Ironias do nosso planeta.

d) O soviético Mikhail Gorbatchov foi eleito secretário-geral do PCUS (Partido Comunista da União Soviética). Foi o ponto de partida para o desmantelamento da União Soviética e o surgimento de inúmeros países. A Rússia, hoje em dia, faz parte do BRICS.

e) A primeira-minista Indira Gandhi foi assassinada, com tudo o que foi de terrível na época, mas os seus sucessores descobriram que ela deixara um Estado avançado e preparado para enfrentar as grandes potências mundiais. Hoje, é parte integrante do BRICS, por mérito próprio. O outsorsing dos EUA beneficiaram directamente a Índia, provocando desequilíbrios enormes na América, nomeadamente na área da informática.

Além destas ocorrências nos actuais BRICS, aconteceram no mundo eventos muito significativos neste período em que Saturno transitou por Escorpião:

- A Argentina invadiu as Ilhas Malvinas, dando início à Guerra das Malvinas, contra a Inglaterrra. Raúl Alfonsín foi eleito presidente da Argentina, substituindo o último presidente da ditadura.

- Em Portugal, Mário Soares foi eleito para o cargo de primeiro-ministro e incrementou a permanência, por direito próprio, na União Europeia e posterior adesão ao «euro».

- Deu-se invasão da minúscula Granada pelas forças norte-americanas. Ronald Reagan defendeu a intervenção com a necessidade da defesa dos interesses norte-americanos. Estava na cara que era um recado que os EUA queriam dar ao mundo, a anteceder o fim da «Guerra Fria», com o desmantelamente da antiga URSS.

- A película «Gandhi» arrebatou oito estatuetas no Oscar desse ano. Com todo o simbolismo pacifista que a película possui. A Índia de Gandhi, actualmente, faz parte do selecto clube BRICS.

- Oscar Niemeyer concebeu o Sambódromo, com tudo o que isso acarretou de prestígio para o Rio de Janeiro e o Brasil. Maravilhoso.

- Aconteceu o Live Aid, que foi assistido por mais de um bilião de pessoas.

- José Saramago publicou o livro «Memorial do Convento», iniciando a sua caminhada até ao Prémio Nobel, anos mais tarde.

- Michael Jackson lançou o seu lendário álbum «Thriller», tornando-se no álbum mais vendido da história  da música.

- A Espanha tornou-se membro da NATO, reforçando o poderio estratégico concedido ao Atlântico Norte, em detrimento de outras regiões do globo.

- A Apple lançou o computador Macintosh, que viria a revolucionar a história da computação.

Depois destes breves apontamento sobre os acontecimentos mais relevantes da anterior estadia de Saturno em Escorpião, vamo-nos debruçar sobre o momento actual.

Mas antes disso, convém olharmos um pouco para o simbolismo de Saturno: o mestre, o velho sábio, o eremita, o monge, as pessoas idosas, os avós, os antepassados. O juiz, o agente governamental e o polícia. O pai, o professor e o patrão (em simultâneo com o Sol). Os inimigos e os falsos amigos. E as suas funções são: delimitação, fronteira, diferenciação, selectividade, contracção, contenção, auto-controlo, realismo, amadurecimento, inserção social (como Júpiter, mas com um sentido mais hierárquico e estrutural — baseado no respeito e na adequação às regras e aos valores instituídos), superego, sombra (sentido junguiano), cristalização e materialização, medo e sentimento de culpa, vergonha.

Como olhar para Escorpião? 

O signo Escorpião apresenta estas características positivas básicas: magnéticos, enérgicos, intensos, independentes, solitários, corajosos. O lado menos luminoso pode apresentar-se assim: arrogante, obstinado, destruidor, manipulador, sugador emocional. Acção luminosa de Escorpião: o perseverante. Acção sombria: o destruidor. Pensamento luminoso de Escorpião: o profundo. Pensamento sombrio: a pessoa obstinada. Sentimentos luminosos de Escorpião: a pessoa poderosa. Sentimentos sombrios deste signo: o sugador emocional. Frases deste signo: Eu desejo – Eu manipulo – Eu quero. Palavra-chave: Intensidade.

Juntar este dois - Saturno e Escorpião -, não é propriamente a visão do Paraíso. É o planeta a mudar as  regras sociais, a alterar os planos político-ideológico. Como nos aguentaremos nesta barca tão insegura? Nenhum governo sabe. Nenhum político sabe. Nenhum banqueiro sabe. Eu, também não.

Que lado você irá escolher para a sua vida? A acção luminosa ou a sombria? O menu está servido e a escolha é sua.

Alguém duvida que este posicionamento astrológico irá trazer um acentuar daquilo que se vive hoje em dia e que chamamos de «crise»?

Uma coisa tenho a certeza: estamos todos a atravessar uma enorme mudança planetária. O sistema económico dominante vai desaparecer para dar lugar a um novo paradigma, que não se sabe ainda qual será. Excepto no seguinte conceito: o «Ter» irá dar lugar ao «Ser». Leiam e escutem um dos três grandes «Instrutores» do mundo lusófono - Satyaprem (aqui) e perceberão do que estou a falar. Dou outra ajudinha, no final deste texto, com a transcrição de um magnífico texto de outro «Instrutor», o português André Louro de Almeida.

Não vos quero deixar mais nervosos, por isso, o restante texto é de tom mais pessoal e não tanto dedicado à «astrologia mundana».

Saturno ao transitar pelo signo de Escorpião vai indicar responsabilidade em assuntos financeiros, como recursos corporativos, finanças conjuntas, impostos, heranças, seguros e questões relativas a propriedades alheias. Esta é a visão tridimensional deste trânsito.

A actividade nos negócios provavelmente irá lidar com financiamento empresarial, seguros, contabilidade, impostos. Se Saturno estiver sob tensão em Escorpião, podem ocorrer conflitos a respeito de heranças, impostos e finanças conjuntas, que, com frequência, provocam batalhas legais e perdas através de litígios.

As pessoas terão tendência a serem mais perfeccionistas no seu trabalho. Tentarão melhorar a estrutura do status quo. Se esta tendência for levada a extremos, podem adquirir a reputação de pessoas muito duras. Irão demonstrar pouca paciência com atitudes que reflectem preguiça ou má vontade no trabalho, pois não aceitarão a falta de perseverança nos outros, bem como em si mesmos. Há o potencial de utilizarem muita energia e força de vontade em realizações práticas.

A grande aprendizagem deste trânsito será a nível emocional, pois tudo será muito intenso, sobrecarregando o corpo com elevados níveis de tensão, podendo dar lugar a doenças muito graves. Vamos todos precisar de aprender a lidar com estas situações, de maneira calma e eficiente à medida que surgem. Meticulosidade, persistência e determinação são a regra de Saturno em Escorpião, proporcionando um impulso para o sucesso, igualado apenas por algumas outras posições. Falei em sucesso? Sim, mas na balança, do outro lado está a derrocada, o falhanço. Mais uma vez, somos nós quem escolhe.

Notar-se-á no ar o desejo ardente de mais autoridade e lutarão muito para realizar as suas ambições; se utilizam ou não meios honestos, dependerá dos aspectos de Saturno. É necessário que  pessoas percebam que é um trânsito rigoroso, pois seremos capazes de nutrir profundo ressentimento quando sentimos que fomos tratados injustamente. A possibilidade de fanatismos é muito grande.

Quando Saturno em trânsito estiver sob tensão com outros planetas, pode existir tendência a intrigas e conspirações. Podem também estar presentes o desejo de vingança e incapacidade para esquecer ofensas passadas.

Recomendo muito cuidado com as questões de saúde.

Quero deixar este pensamento: esta nossa humanidade é muito recente no nosso planeta. Estamos cá à apenas 12.000 anos. Isto comparado com o tempo de vida do planeta, quer dizer qualquer coisa. Os esotéricos chamam à nossa civilização, a 5ª Raça Raiz. Já coabitam no nosso planeta a 6ª Raça Raíz, que se perdeu um pouco pelo caminho, mas já começaram a chegar os integrantes de uma futura civilização a ser construída.

Em 12 mil anos passámos da condição de nómadas bípedes a construtores de arranha-céus. Esta nossa civilização convenceu-se que poderia dominar o nosso planeta. Como se isso fosse possível! As consequências estão à vista.

Será mesmo que já removeram os pilares desta nossa civilização? Eu penso que sim.

Pareceu-me oportuno terminar esta secção dedicada à entrada de Saturno em Escorpião, com umas palavras de André Louro de Almeida, que escreveu em 2008 e se mantém actuais, podendo ser encontrada no Facebook, clicando aqui.


«Um plano para "recuperar a economia" é, nesta etapa, um artificio para ganhar tempo. Esta crise foi criada em gabinetes secretos para forçar as nações do mundo a aceitarem regimes para-totalitários Com base no medo e na insegurança e não será por medidas económicas que pode ser evitada, pois está desenhada para eclodir, com ou sem planos financeiros de emergência.

A crise é artificial mas tem um imenso poder. E tem poder porque a Humanidade adormeceu e se fixou em símbolos de valor que são insuficientes para representar o Homem. A nossa moeda é uma moeda-número e não uma moeda-trabalho ou uma moeda-inteligência ou uma moeda-sensibilidade, representa um valor quantitativo divorciado da qualidade do homem.

O poder deste tipo de instabilidade para gerar pânico só é possível na medida em que as pessoas perderam amplitude emocional e serenidade existencial em relação aos "símbolos de valor". As agências obscuras que despoletaram esta crise fazem-no na certeza de que o valor é representado por quantidade-dinheiro e não por qualidade-dinheiro. E sem um símbolo de valor, consensual, uma sociedade desagrega-se rapidamente.

E a crise significa que chegou o momento da Humanidade, começando pelos que detêm o poder politico, financeiro e executivo, compreender que os nossos "símbolos de valor" - entre eles o dinheiro, um dos mais interessantes e eficazes - servem para criar a sequência: 


1 Desenvolvimento » 2 Sustentabilidade » 3 Saciabilidade » 4 Identidade » 5 Liberdade » 6 Pesquisa » 7 Libertação

... não para funcionarem como uma droga irresponsável que mantém o planeta em transe.
  
Desta crise pode emergir uma moeda-qualidade: uma forma de dinheiro desconhecida, que depende directamente da qualidade psíquica da vida para ter qualquer valor. Esse é o cenário futuro positivo. Uma nova moeda baseada no Ser. Uma moeda que simbolize valor real: trabalho + sustentabilidade ecológica + qualidade social + expansão de consciência.
  
Se assim não for creio que teremos rapidamente que recuperar a nossa relação rural com a Natureza.

Isto implica que o momento do reencontro e reunião, daqueles que estão interiormente em contacto com o plano para a iluminação da Terra, nas áreas de protecção às quais se sentem ligados, está a aproximar-se.»

Eckhart Tolle - 2012 e o fim do mundo
Duração: 1h 09m 06s








PARTE FINAL

Tal como fiz nas previsões para 2011, agora, em voz colectiva:

Só para si. Em voz baixa, muito baixinho.
Aqui fica um conselho apenas a quem realmente leu este texto.

«Esqueça-o, vire-lhe as costas e viva o seu dia-a-dia, fazendo surf com a vida.»
Contra nós, falamos, obviamente.

 O melhor mesmo é consultar um bom astrólogo, que não invente coisas,
nem diga tolices, pois trabalhará exclusivamente sobre o seu mapa pessoal.

Nós, os 3 autores deste post,
estamos neste universo:

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Blogues de Inês de Barros Baptista:
[às vezes não tem título, mas sim umas estrelinhas e bolinhas]


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Depois do trabalho que foi preparar tudo isto, vou usufruir de um merecido descanso.


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