O carma do 'agora'

20 de julho de 2011 ·


O carma do agora

Tenta fazer este simples exercício:

Pega num pedaço de papel e dobra-o ao meio. No lado esquerdo do papel, usando alguma coisa que saia facilmente (como giz, carvão ou lápis grosso) rabisca uma linha horizontal ondulada, a partir do lado esquerdo da página até à dobra central. As ondulações não precisam ser iguais.


Quando tiveres feito isso, dobra a página ao meio, esfregando o pedaço de papel para que cada linha ondulada, feita no lado esquerdo, saia no lado direito da página. Agora, abre a página e observa a linha ondulada movendo-se através de todo o papel. Repara como um lado é a imagem exacta do outro.


Mandala design by Marcelo Dalla - aqui.

Explicação do exercício:

A dobra no centro da folha de papel é exactamente onde tu estás em qualquer ponto naquilo que chamas "tempo". Ela é, na verdade, a realidade da tua experiência do "agora".

O lado esquerdo da página representa o teu passado; o lado direito, o teu futuro... Consegues agora então ver, porque sempre foi tão fácil para cartomantes e adivinhos preverem o futuro? O que eles sempre fizeram, na verdade, foi olhar para o reflexo ou a imagem reflectida do passado de um indivíduo e perceber que o mais provável é repetir-se no futuro.

Quanto mais uma pessoa se agarra às suas lembranças, sejam boas ou más, mais previsível é o seu futuro, porque não está verdadeiramente nas suas mãos mas, sim, no reflexo das suas lembranças do lado oposto da sua folha de papel.

Os altos e baixos da linha ondulada do lado esquerdo da página podem ser medidos em centímetros que podem ser igualados a semanas, meses ou anos. Podem-se prever acontecimentos semelhantes, até com respeito à data, medindo-se o mesmo número de centímetros e igualando-as a dias, meses ou anos no lado direito da página.

Existe uma grande distância na linha ondulada no lado esquerdo da folha de papel simbolizando o passado. Existe também uma grande distância no seu reflexo futuro na linha ondulada do lado direito do pedaço de papel.

O ponto no centro da linha formada pela dobra não tem direcção no tempo. Este ponto não se prolonga para o futuro nem vem do passado. E o facto mais surpreendente é que, quando o pedaço de papel é dobrado, o passado e o futuro reflectem-se, mas o ponto no centro não se recria nem no passado nem no futuro. É único. Esse é o ponto no tempo que representa o campo focalizado da experiência do "agora".

Ao projectarmos as nossas energias em direcção ao futuro ou ao passado, perdemos a nossa percepção de estarmos no presente. O "agora" presente é o momento em que tu lês esta frase, e quanto mais reflectires sobre como poderias corrigir no futuro erros passados, menos estarás em contacto com o presente desta frase.

Se estiveres constantemente vibrando com os ecos do teu passado e ao mesmo tempo projectando-te para a promessa do futuro, continuarás a mover aquele ponto no pedaço de papel, da esquerda para a direita.

Todas as vezes que moves aquele ponto para a esquerda, ele afasta-se do teu passado. Então, de acordo com a Lei da Reacção (igual e oposta), moverás aquele ponto para o futuro, que então recriará o teu passado.

No momento em que pensas sobre o teu passado de sucessos e fracassos, estás automaticamente a projectar os mesmos pensamentos no teu futuro. É assim que o Ser Humano vive a sua condição cármica.

Post inspirado no livro «O Carma do Agora» de Martin Schulman.

Bom fim-de-semana.


Republicação de um texto de 4 Setembro 2009, aqui no «Cova do Urso».


.

20 comentários:

MARCELO DALLA disse...
20 de julho de 2011 às 20:03  

Amigo querido!!!!
Quero muito ler este livro. Agora, com minhas mandalas neste post tenho certeza: preciso ler.
Auspicioso!!!!
Vou parar tudo neste momento, meditar e aplicar reiki em mim mesmo. Conectar-me com o AGORA.
Gratíssimo!!!!
bjo

Sandra Lage disse...
20 de julho de 2011 às 20:30  

Antonio,

Texto sensacionallll... vou me
conectar agorinha mesmo com o
"agora"!

E com a manDALLA do meu amigo Dalla...

Grata!

Sandra

Astrid Annabelle disse...
20 de julho de 2011 às 21:51  

WOW!!!! Adorei meu querido António!
Ando mesmo trabalhando este AGORA...
it's Now or Never!!!!
Gostei tanto da didática do texto que irei fazer um link para cá, pois merece ser lido por muitos. E compartilhar igualmente.
Muitos beijinhos agradecidos.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...
20 de julho de 2011 às 22:33  

Voltei...

Preciso fazer uma pergunta, mesmo porque estou trabalhando com este tema.

Como você lida com a programação para o futuro imediato se estamos sempre no mesmo instante sagrado?

Eu compreendi bem o acesso ao passado mas estou com dificuldades para compreender o inverso.

Beijos agradecidos
Astrid Annabelle

Ana disse...
21 de julho de 2011 às 00:10  

Mais uma vez vejo que o agora me pertence amigo...Ontem eu estava com pouco de dinheiro...Conversando ao telefone com minha irmã, disse a ela, estava tudo certo...O $ vem quando eu realmente preciso...Hoje de manhã recebi $$ de forma inesperada, pelo meu trabalho!!
Sem tensão, sem nervosismo...eu sigo as orientações do querido Deepak chopra:a grande lance é não esperar nada do amanhã...Adoro viver assim!
Um beijo enorme ...
Ana

Lucília Benvinda disse...
21 de julho de 2011 às 01:19  

Fantástico! Muito elucidativo, mesmo! Hoje passei o dia a pensar no 'agora', na observação constante de tudo o que vai passando no momento, com muita atenção - assim sendo, não sobra tempo para ruminar passados nem conjecturar futuros, porque o nosso foco de atenção está voltado para cada pensamento de 'agora'.

Hoje devia ser meu 'carma' focar-me no 'agora'.

Muito agradecida!
Lucília Benvinda (ventos de mudança... :))

Maria Izabel Viégas disse...
21 de julho de 2011 às 05:39  

Gostei imenso deste teu post!
muito ao contrário do que li na filosofia do Satyaprem.
Definitivamente vivo muito bem sem aqueles conceitos do agora dele.Bom ele não se achar guru, pois não é!

Volto a ti, que é quem me importa, pois esclarece, foste a Schulman, genial homem! Este sim, vale a pena!

E tudo que aqui postas tem uma riqueza de ensinamentos não vagas e imprecisas, frutos de uma mente " voadora". E sim de um estudioso, profundo pesquisador.
Ai, amigo, estou a desabafar. E a te elogiar. Mas é a minha mais pura verdade. Aprendo contigo!!!!!

Estava eu ontem a perguntar ao meu filho, nos nossos papos da madrugada. Meu sociólogo, cientista social. Fiz-lhe uma pergunta, o verbo, no tempo presente? Logo após: outra pergunta. Que pergunta eu te fiz?
Ele me respondeu: Você me perguntou sobre (...)
Ao que. analisamos os tempos : A minha pergunta primeira já era passado. minha primeira frase-pensamnto lá no primeiro parágrafo... já é passado.
Estamos smpre "entre o passado e o futuro".
Talvez essa linha, a dobra, é um momento tão rápido, que já foi.
Nossa, amigo, me fiz entender?
Estamos a todo instante construindo o futuro.
Ele é fruto do que ouvi de ti, do que eu analisei, e me reformulei, aprendi ou não.
Assim, fica fácil aos videntes observarem o futuro pois somos sempre os mesmos, custamos a mudar, repetimos sempre as mesmas lições.
E a tendência a continuar ciclicamnete a repetir os mesmos padrões, já nos mostra o futuro!
Ouvi de um astrólogo que não fazia previsões. Olhava o mapa natal e, a partir do ali exposto, quadraturas , oposições, trigonos etc, personalidade exposta ali pelos signos... ia alertando sobre tudo que iria ou poderia acontecer. Dizia que não errava nunca. Imagina... é apostar na falta de visão do homem, um fatalismo e na não esperança de que alguns seres humanos podem repetir padrões, mas num nível mais elevado de cosciência!
Ah... amigo, desculpa meu testamento, talvez confuso pois estou "com um soninhooo"
mas queria muito te fala; gosto de conversar contigo pois entendes o ser humano. E apesar das falhas humanas ainda tens esperança.
E, ao contrário do Satyaprem, não botas confusão nas cabecinnhas perdidas. Tu elucidas. E mostra na prática, olhando os astros e estrelas!
Obrigada por seres meu amigo.

E como terapeuta de viadas passadas... sei que o passado existe sim, mora em nós , é nossa essência. Somos o somatórios de todas as nossas vidas anteriores:
E ISSO É LINDO!
E se não removermos os casulos aprisionados, que não se abriram... somos 'acompanhados, obsediados' por "nossos" fantasmas.
BEIJOS!
E um Bom Dia!
Pronto..falei! ;)))))

António Rosa disse...
21 de julho de 2011 às 08:40  

Olá Marcelo,

O livro é muito importante para qualquer pessoa, mas sobretudo para nós, que praticamos astrologia.

O que o texto nos fala é dos eternos ciclos que ocorrem nas nossas vidas.

Um pequeno exemplo: outro dia estava a atender uma cliente com 38 anos, que tem Saturno a transitar-lhe pela Casa 11 e ela não percebia porque o seu grupo de amigos se estavam a «desfazer» (divórcios, mudanças de cidade, etc.).

Pedi-lhe para se recordar do que acontecera mais ou menos 30 anos antes, quando ela tinha 7 ou 8 anos.

E ela lembrou-se que os pais (e ela também) mudaram-se para outra cidade no interior. Os amigos que tinha, a escola onde andava, ficaram todos para trás.

No «agora», 30 anos depois estava a viver a mesma energia de Saturno, de outra maneira, claro, pois as idades não são as mesmas.

Os ciclos da vida e o nosso «agora»

Grande abraço.

António Rosa disse...
21 de julho de 2011 às 08:41  

Sandra,

Muito agradecido. Também sou fã do Marcelo Dalla, muito para além das suas maravilhosas mandalas. Da pessoa que é.

Abraço.

António Rosa disse...
21 de julho de 2011 às 08:42  

Querida Astrid,

:)))

Muito agradecido pelo link lá no Navegante do Infinito. Soube-me bem e foi uma surpresa que encontrei esta manhã.

Muitos beijinhos

António

António Rosa disse...
21 de julho de 2011 às 09:00  

Querida Astrid,

Como tenho desligadas as notificações do blogue, e como comecei a responder pessoa a pessoa, só agora me apercebi deste seu segundo comentário.

Se ler o comentário que dixei ao Marcelo vai encontrar parte da resposta, isto para quem pratica astrologia, claro. Para quem não a pratica, habitualmente, e de forma muito inconsciente, «obedecemos» às repetições de padrões do nosso subconsciente.

A prática da programação do futuro está consubstanciada nas frases e afirmações que encontramos em todo o lado. Há verdadeiros especilistas nesta área. Com isso obrigam a mente a focarem-se em outros assuntos. E de tanto repetirem, aquela nova verdade instala-se. São poucos os que realmente conseguem essas mudanças extraordinárias.

Em condição consciente, não se tem o acesso ao futuro, mas apenas a possibilidades de ocorrências. Repetimos ou não repetimos certa experiência? Como, de forma inconsciente, repetimos, voltamos a estar dentro de padrões.

A questão é sempre a nosa mente. É nesta que reside a noção de tempo. A nossa mente é que nos fala em passado ou futuro. O corpo biológico também obedece à noção de tempo, obviamente. Obviamente, as emoções, por fazerem parte do corpo físico, também estão sujeitas à mesma noção de tempo. É a egrégora do nosso planeta, como muito bem sabe.

Quando saimos deste círculo, isso desfaz-se. Mas também se desfaz qualquer programção que se pretenda fazer.

Na prática, e de forma virtual, como tentei encontrar para mim mesmo esta noção de passado e futuro? Criei um blogue para cada uma dessas fases. Foi uma pequena batota, para não ficar retido no passado, nem presente que daqui a nada é passado.

Beijos

António Rosa disse...
21 de julho de 2011 às 09:03  

Olá Ana,

O agora é sempre nosso, mesmo quando dizemos: «amanhã vou pagar a luz». :)))

Desde há vários anos que vivo essa experiência com o dinheiro. Como vivo de um pequeno negócio e não de um salário fixo, as experiências são intensas. E o truque é esse mesmo: Sem tensão, sem nervosismo...

Beijos

António Rosa disse...
21 de julho de 2011 às 09:07  

Olá Lucília Benvinda

Constou-me (na verdade li-te), que a partir de agora deixaste para trás a Lucy. :)))

O que dizes no teu comentário é a filosofia básica da«felicidade». E gostei muito da forma como o enunciaste.

Grande abraço

António

António Rosa disse...
21 de julho de 2011 às 09:12  

Querida Maria Izabel,

Aprecio muito essas conversas entre mãe e filho. Pela madrugada dentro. Admiro a vossa capacidade de resistirem à cama para um bom sono.

Também sou apreciador de Schulman, por isso me ter inspirado nele.

Muito agradecido pela palavras generosas. Tenho andado muito quieto.

Se introduzirmos a questão de vidas passadas, o «agora» fica ainda mais frágil. Por isso é que o autor lhe chamou de «carma do agora», pois é isso que estamos sempre a viver.

Aquela dobra é uma fracção pequena de 1 segundo. O eterno agora.

Muito bem analisado.

Muitos beijos agradecidos.

António

Astrid Annabelle disse...
21 de julho de 2011 às 12:13  

Um beijo agradecido por sua resposta querido António.
Ao ler suas palavras me veio a idéia de que na terceira dimensão não temos como decifrar o que seja estar no eterno agora...precisamos sair dessa dimensão e aí sim, saindo da linha do tempo estaremos num estado de panavision total.... só aqui e agora e sempre...eternidade....
E vamos que vamos......

* e a nossa querida Lucy, perdeu o "Y" e virou Lucília Benvinda!!!!*

Beijão
Astrid Annabelle

António Rosa disse...
21 de julho de 2011 às 18:36  

Astrid,

Só agora me apercebi do seu comentário.

Gostei de saber que a Lucília está a usar o nome sem «y». Gosto do nome dela. É polissilábico e doce.

Beijo.

Christiane disse...
22 de julho de 2011 às 05:11  

Eu amei este post... Obrigada por compatilhar.

Gosto de ler os comentarios e aprendi em um deles Antonio, em que vc fala sobre uma analise de uma mulher com 38 anos... Serviu para mim. Obrigada novamente.

Li "Lucília" aqui nos comentários rsss.. Minha primeira filha se chama Lucília.

Já é tarde e preciso dormir, queria escrever mais, porém meu sono não me permite; Boa noite.

Chris

Christiane disse...
22 de julho de 2011 às 05:12  

Meu amigo

Obrigada por nos ensinar tanto. Até lendo os comentarios aprendo...

Ah e um adendo.. MInha filha mais velha se chama Lucilia..

Preciso dormir, queria escrever mais mas meu sono esta...

beijosss

Adelaide Figueiredo disse...
22 de julho de 2011 às 13:07  

António,

Aproveitando o PC cá de casa que está livre, vim ter aqui e gostei de ler o artigo.
Tendemos a repetir os mesmos erros que já cometemos no passado. Todos temos uma tendência a permitir processos de repetição (coisas boas e más), mas à medida que o tempo passa desenvolvemos um melhor julgamento dos acontecimentos. à medida que amadurecemos ampliamos a nossa capacidade percetiva e entendemos os fatos passados com maior clareza e reagimos às repetições futuras com mais maturidade.
A diferença entre o passado e o presente é o momento que passa mas o encarar cada vez com mais maturidade o futuro. Repetição sim, mas é nisso que se dá a evolução.


Um grande abraço

Adelaide

Filomena Nunes disse...
11 de agosto de 2011 às 18:16  

Hoje consegui abrir os comentários. Ultimamente não tenho conseguido, vá-se lá saber porquê!!

É um grande livro!! Grande e inspirado autor.. Schulman, Arroyo, Liz Greene e Sasportas foram dos 1ºs autores de astrologia que li.

O artigo está muito bom, como nos habituou.. :))

Já está lá no fb.. mas o António Rosa já viu.

Um grande abraço <3

Filomena

20 de julho de 2011

O carma do 'agora'


O carma do agora

Tenta fazer este simples exercício:

Pega num pedaço de papel e dobra-o ao meio. No lado esquerdo do papel, usando alguma coisa que saia facilmente (como giz, carvão ou lápis grosso) rabisca uma linha horizontal ondulada, a partir do lado esquerdo da página até à dobra central. As ondulações não precisam ser iguais.


Quando tiveres feito isso, dobra a página ao meio, esfregando o pedaço de papel para que cada linha ondulada, feita no lado esquerdo, saia no lado direito da página. Agora, abre a página e observa a linha ondulada movendo-se através de todo o papel. Repara como um lado é a imagem exacta do outro.


Mandala design by Marcelo Dalla - aqui.

Explicação do exercício:

A dobra no centro da folha de papel é exactamente onde tu estás em qualquer ponto naquilo que chamas "tempo". Ela é, na verdade, a realidade da tua experiência do "agora".

O lado esquerdo da página representa o teu passado; o lado direito, o teu futuro... Consegues agora então ver, porque sempre foi tão fácil para cartomantes e adivinhos preverem o futuro? O que eles sempre fizeram, na verdade, foi olhar para o reflexo ou a imagem reflectida do passado de um indivíduo e perceber que o mais provável é repetir-se no futuro.

Quanto mais uma pessoa se agarra às suas lembranças, sejam boas ou más, mais previsível é o seu futuro, porque não está verdadeiramente nas suas mãos mas, sim, no reflexo das suas lembranças do lado oposto da sua folha de papel.

Os altos e baixos da linha ondulada do lado esquerdo da página podem ser medidos em centímetros que podem ser igualados a semanas, meses ou anos. Podem-se prever acontecimentos semelhantes, até com respeito à data, medindo-se o mesmo número de centímetros e igualando-as a dias, meses ou anos no lado direito da página.

Existe uma grande distância na linha ondulada no lado esquerdo da folha de papel simbolizando o passado. Existe também uma grande distância no seu reflexo futuro na linha ondulada do lado direito do pedaço de papel.

O ponto no centro da linha formada pela dobra não tem direcção no tempo. Este ponto não se prolonga para o futuro nem vem do passado. E o facto mais surpreendente é que, quando o pedaço de papel é dobrado, o passado e o futuro reflectem-se, mas o ponto no centro não se recria nem no passado nem no futuro. É único. Esse é o ponto no tempo que representa o campo focalizado da experiência do "agora".

Ao projectarmos as nossas energias em direcção ao futuro ou ao passado, perdemos a nossa percepção de estarmos no presente. O "agora" presente é o momento em que tu lês esta frase, e quanto mais reflectires sobre como poderias corrigir no futuro erros passados, menos estarás em contacto com o presente desta frase.

Se estiveres constantemente vibrando com os ecos do teu passado e ao mesmo tempo projectando-te para a promessa do futuro, continuarás a mover aquele ponto no pedaço de papel, da esquerda para a direita.

Todas as vezes que moves aquele ponto para a esquerda, ele afasta-se do teu passado. Então, de acordo com a Lei da Reacção (igual e oposta), moverás aquele ponto para o futuro, que então recriará o teu passado.

No momento em que pensas sobre o teu passado de sucessos e fracassos, estás automaticamente a projectar os mesmos pensamentos no teu futuro. É assim que o Ser Humano vive a sua condição cármica.

Post inspirado no livro «O Carma do Agora» de Martin Schulman.

Bom fim-de-semana.


Republicação de um texto de 4 Setembro 2009, aqui no «Cova do Urso».


.

20 comentários:

MARCELO DALLA disse...

Amigo querido!!!!
Quero muito ler este livro. Agora, com minhas mandalas neste post tenho certeza: preciso ler.
Auspicioso!!!!
Vou parar tudo neste momento, meditar e aplicar reiki em mim mesmo. Conectar-me com o AGORA.
Gratíssimo!!!!
bjo

Sandra Lage disse...

Antonio,

Texto sensacionallll... vou me
conectar agorinha mesmo com o
"agora"!

E com a manDALLA do meu amigo Dalla...

Grata!

Sandra

Astrid Annabelle disse...

WOW!!!! Adorei meu querido António!
Ando mesmo trabalhando este AGORA...
it's Now or Never!!!!
Gostei tanto da didática do texto que irei fazer um link para cá, pois merece ser lido por muitos. E compartilhar igualmente.
Muitos beijinhos agradecidos.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Voltei...

Preciso fazer uma pergunta, mesmo porque estou trabalhando com este tema.

Como você lida com a programação para o futuro imediato se estamos sempre no mesmo instante sagrado?

Eu compreendi bem o acesso ao passado mas estou com dificuldades para compreender o inverso.

Beijos agradecidos
Astrid Annabelle

Ana disse...

Mais uma vez vejo que o agora me pertence amigo...Ontem eu estava com pouco de dinheiro...Conversando ao telefone com minha irmã, disse a ela, estava tudo certo...O $ vem quando eu realmente preciso...Hoje de manhã recebi $$ de forma inesperada, pelo meu trabalho!!
Sem tensão, sem nervosismo...eu sigo as orientações do querido Deepak chopra:a grande lance é não esperar nada do amanhã...Adoro viver assim!
Um beijo enorme ...
Ana

Lucília Benvinda disse...

Fantástico! Muito elucidativo, mesmo! Hoje passei o dia a pensar no 'agora', na observação constante de tudo o que vai passando no momento, com muita atenção - assim sendo, não sobra tempo para ruminar passados nem conjecturar futuros, porque o nosso foco de atenção está voltado para cada pensamento de 'agora'.

Hoje devia ser meu 'carma' focar-me no 'agora'.

Muito agradecida!
Lucília Benvinda (ventos de mudança... :))

Maria Izabel Viégas disse...

Gostei imenso deste teu post!
muito ao contrário do que li na filosofia do Satyaprem.
Definitivamente vivo muito bem sem aqueles conceitos do agora dele.Bom ele não se achar guru, pois não é!

Volto a ti, que é quem me importa, pois esclarece, foste a Schulman, genial homem! Este sim, vale a pena!

E tudo que aqui postas tem uma riqueza de ensinamentos não vagas e imprecisas, frutos de uma mente " voadora". E sim de um estudioso, profundo pesquisador.
Ai, amigo, estou a desabafar. E a te elogiar. Mas é a minha mais pura verdade. Aprendo contigo!!!!!

Estava eu ontem a perguntar ao meu filho, nos nossos papos da madrugada. Meu sociólogo, cientista social. Fiz-lhe uma pergunta, o verbo, no tempo presente? Logo após: outra pergunta. Que pergunta eu te fiz?
Ele me respondeu: Você me perguntou sobre (...)
Ao que. analisamos os tempos : A minha pergunta primeira já era passado. minha primeira frase-pensamnto lá no primeiro parágrafo... já é passado.
Estamos smpre "entre o passado e o futuro".
Talvez essa linha, a dobra, é um momento tão rápido, que já foi.
Nossa, amigo, me fiz entender?
Estamos a todo instante construindo o futuro.
Ele é fruto do que ouvi de ti, do que eu analisei, e me reformulei, aprendi ou não.
Assim, fica fácil aos videntes observarem o futuro pois somos sempre os mesmos, custamos a mudar, repetimos sempre as mesmas lições.
E a tendência a continuar ciclicamnete a repetir os mesmos padrões, já nos mostra o futuro!
Ouvi de um astrólogo que não fazia previsões. Olhava o mapa natal e, a partir do ali exposto, quadraturas , oposições, trigonos etc, personalidade exposta ali pelos signos... ia alertando sobre tudo que iria ou poderia acontecer. Dizia que não errava nunca. Imagina... é apostar na falta de visão do homem, um fatalismo e na não esperança de que alguns seres humanos podem repetir padrões, mas num nível mais elevado de cosciência!
Ah... amigo, desculpa meu testamento, talvez confuso pois estou "com um soninhooo"
mas queria muito te fala; gosto de conversar contigo pois entendes o ser humano. E apesar das falhas humanas ainda tens esperança.
E, ao contrário do Satyaprem, não botas confusão nas cabecinnhas perdidas. Tu elucidas. E mostra na prática, olhando os astros e estrelas!
Obrigada por seres meu amigo.

E como terapeuta de viadas passadas... sei que o passado existe sim, mora em nós , é nossa essência. Somos o somatórios de todas as nossas vidas anteriores:
E ISSO É LINDO!
E se não removermos os casulos aprisionados, que não se abriram... somos 'acompanhados, obsediados' por "nossos" fantasmas.
BEIJOS!
E um Bom Dia!
Pronto..falei! ;)))))

António Rosa disse...

Olá Marcelo,

O livro é muito importante para qualquer pessoa, mas sobretudo para nós, que praticamos astrologia.

O que o texto nos fala é dos eternos ciclos que ocorrem nas nossas vidas.

Um pequeno exemplo: outro dia estava a atender uma cliente com 38 anos, que tem Saturno a transitar-lhe pela Casa 11 e ela não percebia porque o seu grupo de amigos se estavam a «desfazer» (divórcios, mudanças de cidade, etc.).

Pedi-lhe para se recordar do que acontecera mais ou menos 30 anos antes, quando ela tinha 7 ou 8 anos.

E ela lembrou-se que os pais (e ela também) mudaram-se para outra cidade no interior. Os amigos que tinha, a escola onde andava, ficaram todos para trás.

No «agora», 30 anos depois estava a viver a mesma energia de Saturno, de outra maneira, claro, pois as idades não são as mesmas.

Os ciclos da vida e o nosso «agora»

Grande abraço.

António Rosa disse...

Sandra,

Muito agradecido. Também sou fã do Marcelo Dalla, muito para além das suas maravilhosas mandalas. Da pessoa que é.

Abraço.

António Rosa disse...

Querida Astrid,

:)))

Muito agradecido pelo link lá no Navegante do Infinito. Soube-me bem e foi uma surpresa que encontrei esta manhã.

Muitos beijinhos

António

António Rosa disse...

Querida Astrid,

Como tenho desligadas as notificações do blogue, e como comecei a responder pessoa a pessoa, só agora me apercebi deste seu segundo comentário.

Se ler o comentário que dixei ao Marcelo vai encontrar parte da resposta, isto para quem pratica astrologia, claro. Para quem não a pratica, habitualmente, e de forma muito inconsciente, «obedecemos» às repetições de padrões do nosso subconsciente.

A prática da programação do futuro está consubstanciada nas frases e afirmações que encontramos em todo o lado. Há verdadeiros especilistas nesta área. Com isso obrigam a mente a focarem-se em outros assuntos. E de tanto repetirem, aquela nova verdade instala-se. São poucos os que realmente conseguem essas mudanças extraordinárias.

Em condição consciente, não se tem o acesso ao futuro, mas apenas a possibilidades de ocorrências. Repetimos ou não repetimos certa experiência? Como, de forma inconsciente, repetimos, voltamos a estar dentro de padrões.

A questão é sempre a nosa mente. É nesta que reside a noção de tempo. A nossa mente é que nos fala em passado ou futuro. O corpo biológico também obedece à noção de tempo, obviamente. Obviamente, as emoções, por fazerem parte do corpo físico, também estão sujeitas à mesma noção de tempo. É a egrégora do nosso planeta, como muito bem sabe.

Quando saimos deste círculo, isso desfaz-se. Mas também se desfaz qualquer programção que se pretenda fazer.

Na prática, e de forma virtual, como tentei encontrar para mim mesmo esta noção de passado e futuro? Criei um blogue para cada uma dessas fases. Foi uma pequena batota, para não ficar retido no passado, nem presente que daqui a nada é passado.

Beijos

António Rosa disse...

Olá Ana,

O agora é sempre nosso, mesmo quando dizemos: «amanhã vou pagar a luz». :)))

Desde há vários anos que vivo essa experiência com o dinheiro. Como vivo de um pequeno negócio e não de um salário fixo, as experiências são intensas. E o truque é esse mesmo: Sem tensão, sem nervosismo...

Beijos

António Rosa disse...

Olá Lucília Benvinda

Constou-me (na verdade li-te), que a partir de agora deixaste para trás a Lucy. :)))

O que dizes no teu comentário é a filosofia básica da«felicidade». E gostei muito da forma como o enunciaste.

Grande abraço

António

António Rosa disse...

Querida Maria Izabel,

Aprecio muito essas conversas entre mãe e filho. Pela madrugada dentro. Admiro a vossa capacidade de resistirem à cama para um bom sono.

Também sou apreciador de Schulman, por isso me ter inspirado nele.

Muito agradecido pela palavras generosas. Tenho andado muito quieto.

Se introduzirmos a questão de vidas passadas, o «agora» fica ainda mais frágil. Por isso é que o autor lhe chamou de «carma do agora», pois é isso que estamos sempre a viver.

Aquela dobra é uma fracção pequena de 1 segundo. O eterno agora.

Muito bem analisado.

Muitos beijos agradecidos.

António

Astrid Annabelle disse...

Um beijo agradecido por sua resposta querido António.
Ao ler suas palavras me veio a idéia de que na terceira dimensão não temos como decifrar o que seja estar no eterno agora...precisamos sair dessa dimensão e aí sim, saindo da linha do tempo estaremos num estado de panavision total.... só aqui e agora e sempre...eternidade....
E vamos que vamos......

* e a nossa querida Lucy, perdeu o "Y" e virou Lucília Benvinda!!!!*

Beijão
Astrid Annabelle

António Rosa disse...

Astrid,

Só agora me apercebi do seu comentário.

Gostei de saber que a Lucília está a usar o nome sem «y». Gosto do nome dela. É polissilábico e doce.

Beijo.

Christiane disse...

Eu amei este post... Obrigada por compatilhar.

Gosto de ler os comentarios e aprendi em um deles Antonio, em que vc fala sobre uma analise de uma mulher com 38 anos... Serviu para mim. Obrigada novamente.

Li "Lucília" aqui nos comentários rsss.. Minha primeira filha se chama Lucília.

Já é tarde e preciso dormir, queria escrever mais, porém meu sono não me permite; Boa noite.

Chris

Christiane disse...

Meu amigo

Obrigada por nos ensinar tanto. Até lendo os comentarios aprendo...

Ah e um adendo.. MInha filha mais velha se chama Lucilia..

Preciso dormir, queria escrever mais mas meu sono esta...

beijosss

Adelaide Figueiredo disse...

António,

Aproveitando o PC cá de casa que está livre, vim ter aqui e gostei de ler o artigo.
Tendemos a repetir os mesmos erros que já cometemos no passado. Todos temos uma tendência a permitir processos de repetição (coisas boas e más), mas à medida que o tempo passa desenvolvemos um melhor julgamento dos acontecimentos. à medida que amadurecemos ampliamos a nossa capacidade percetiva e entendemos os fatos passados com maior clareza e reagimos às repetições futuras com mais maturidade.
A diferença entre o passado e o presente é o momento que passa mas o encarar cada vez com mais maturidade o futuro. Repetição sim, mas é nisso que se dá a evolução.


Um grande abraço

Adelaide

Filomena Nunes disse...

Hoje consegui abrir os comentários. Ultimamente não tenho conseguido, vá-se lá saber porquê!!

É um grande livro!! Grande e inspirado autor.. Schulman, Arroyo, Liz Greene e Sasportas foram dos 1ºs autores de astrologia que li.

O artigo está muito bom, como nos habituou.. :))

Já está lá no fb.. mas o António Rosa já viu.

Um grande abraço <3

Filomena

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Caro leitor, tem muito por onde escolher. Sinta-se bem neste blogue. Pode copiar os textos que entender para seu uso pessoal, para estudar, para crescer interiormente e para ser feliz. Considere-me como estando do seu lado. No entanto, se é para reproduzir em outro blogue ou website, no mínimo, tenha a delicadeza de indicar que o texto é do «Cova do Urso» e, como tal, usar o respectivo link, este: http://cova-do-urso.blogspot.pt/ - São as regras da mais elementar cortesia na internet. E não é porque eu esteja apegado aos textos, pois no momento em que são publicados, vão para o universo. Mas, porque o meu blogue, o «Cova do Urso» merece ser divulgado. Porquê? Porque é um dos melhores do género, em língua portuguesa (no mínimo) e merece essa atenção.


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O «Cova do Urso» nasceu a 22-11-2007, às 21:34, em Queluz, Portugal.

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