Dicionário Místico - Inferno e punições

12 de novembro de 2009 ·


Já tem um certo tempo que pretendo abordar a ideia de «inferno», mas não tenho encontrado uma forma que me distanciasse de credos religiosos e sem que este texto possa parecer um julgamento. É muito ténue esta linha divisória entre aquilo que acreditamos e o que os outros aceitam como válido nas suas crenças espirituais e religiosas.

Parece que, mais do que um lugar, o Inferno é um estado de consciência, pois as torturas sofridas pelas almas rebeldes reflectem o horror dos actos cometidos durante a sua estadia na Terra, cuja recordação as atormenta constantemente. Só esta noção de «almas rebeldes» incomoda-me muito, quanto mais a ideia de julgamento sobre o «horror dos actos cometidos». Não acredito neste sistema punitivo.

Na tradição cristã, o Inferno é um lugar cujo conceito é uma mistura do Sheol hebraico, uma caverna tenebrosa para onde vão todas as almas quando morrem e onde esperam o Juízo Final, e o Gehenna dos gregos, onde os espíritos de pessoas maléficas recebem o castigo das suas culpas. Cá estamos novamente à volta do conceito de punição, tão arreigado de conceitos ideológicos.

A descrição que o Cristianismo nos faz do Inferno é muito parecida com Hades, da mitologia grega, um lugar sombrio e subterrâneo, regido pelo deus Plutão. As imagens cristãs das labaredas do Inferno são bastante recentes (cerca de 2.000 anos) pois provêm do 'Novo Testamento', especialmente do «Apocalipse», onde o Inferno é descrito como um lago fervente de fogo e enxofre e que, segundo S. João, é a segunda morte.

O mais interessante no conceito cristão do Inferno é que só são condenados a estes tormentos eternos os espíritos rebeldes, aqueles que se recusam arrepender dos seus pecados. Outra ideia que contrario - a noção de pecado.

Parece que no arrependimento está a redenção do espírito, segunda as linhas cristãs. Quando um pecador se arrepende das suas más acções na Terra, o seu espírito não é condenado a ferver para sempre no lago de fogo e enxofre descrito no «Apocalipse». Este espírito passa para o Purgatório, onde é purificado das suas ofensas e pecados. Obviamente, tudo isto é uma treta pegada, do género: se fores bonzinho, dou-te um chocolate.

Ainda continuando com as teorias cristãs, a estadia de um espírito no Purgatório depende da gravidade das suas faltas na sua vida terrena. Mas se o seu arrependimento for sincero, não interessa quão terríveis tenham sido as suas faltas, pois acabarão por ser apagadas pelos seus sofrimentos.

Conseguem imaginar o que estas ideias produzem na humanidade mais ligada à cultura católica e cristã? São, no mínimo, 4.000 anos de castração emocional e mental, a impregnarem a nossa psique, em sucessivas reencarnações, de todas estas ideias completamente absurdas.

Com estes conceitos não há evolução espiritual. Há apenas medo à possível punição.

Deixem-me suspirar de alívio, por ter conseguido escrever este texto.


42 comentários:

adriana disse...
12 de novembro de 2009 às 19:39  

E mesmo um nó.
Mas até eles se desfazem...
Confiança no Espírito e Amor no Coração... não há inferno que aguente nem mal que atormente!
:))

António Rosa disse...
12 de novembro de 2009 às 19:47  

Olá Adriana

Estamos na fase de desfazer esses nós. Sem dúvida que só confiando no Alto.

:)))

Maria Paula Ribeiro disse...
12 de novembro de 2009 às 20:05  

Castrar é comigo lol
Vou aperfeiçoar a técnica de castrar estas crenças! ;)

António Rosa disse...
12 de novembro de 2009 às 20:21  

Maria Paula

Não digas em voz muito alta, porque ainda consideram pecado... LOL

besitos

Reyel disse...
12 de novembro de 2009 às 21:37  

Antônio,

Eu sou cristã, católica, espírita, pagã, enfim, uma salada. Mas veja bem, eu não sou fanática em nada disso a ponto de dizer que uma coisa não se mistura com a outra. Claro se vc for seguir tudo à risca, não vai dar mesmo. Mas procuro ligar as concordâncias, ou seja, o essêncial.

Qto ao Inferno sigo a doutrina do espiritismo, não existe fisicamente falando como um lugar específico. Nem mesmo o diabo.

Por certo colhemos o que plantamos, eu semeio assim meu céu ou meu inferno. E acredito portanto, como pagã, na lei do Tríplice Retorno.

Deus p mim é Amor, como católica eu creio nisso, e por isso mesmo não posso crer que um ser de amor Onipotente possa castigar eternamente uma alma que seja.

É isso, bjo na alma!

Castelo de Asgard disse...
12 de novembro de 2009 às 22:19  

Quando penso em inferno penso concretamente em "mundo inferior" - não necessariamente punitivo apesar de "agreste". Tudo é causa e consequência, se por algum caminho chegamos ao Inferno é, sem dúvida, porque temos algo a aprender por lá. A descida e retorno do Inferno é o próprio conceito de Iniciação. Penso que haveria muito a ganhar se as ideias de culpa e punição fossem definitivamente enterradas junto com outras "pastas" religiosas que só fazem é turvar a vista de quem tenta evoluir.

Luz & Paz

Ariadne

marcelo dalla disse...
12 de novembro de 2009 às 22:30  

POis é, meu querido... esse tema dá pano pra manga.
É tudo uma questão de vibração, apenas isso.
Tratemos de elevar a nossa! rsrsrsrsrsrs
Ai vontade de ficar horas conversando sobre isso.
abraço

Rosan disse...
12 de novembro de 2009 às 23:12  

Antonio.
que dizer....é um assunto difícil mesmo, como tu disseste são muitas encarnações com estas coisas de inferno enraigadas em nosso espirito...
talves não com este nome inferno...mas um local inferior de baixas vibrações, onde sõmos atraídos quando muito devedores, pois de encarnação em encarnação, felizes os que já conseguiram resgatar todo o mal causado....
causa e efeito...
afinal aqui neste planeta não há inocentes, muito ou pouco todos temos débitos com o universo...


então como disse o Marcelo, vibremos no bem, e digo eu façamos o bem sempre que possível
falei de+
beijo

Sonia Beth disse...
12 de novembro de 2009 às 23:33  

Olá meu Rei.

Neste ponto eu fico com o espiritismo. Infeno e Céu = estado de consciência.

Porém não podemos esquecer do papel social de controle que as religiões desempenham, não é mesmo?Cada uma a seu modo.

beijocas

Samsara disse...
13 de novembro de 2009 às 00:09  

Interessante o teu texto.

Também não acredito no inferno como o pintam, mas acredito que tudo tem um sentido, e que até estes 4000 de castração têm um sentido, Deus não deixa nada ao acaso...

Beijinhos

angela disse...
13 de novembro de 2009 às 01:01  

Antonio
Que bom que conseguiu postar, é um assunto dificil.
Penso que as ideias de inferno e de ceu tem algo a ver com a geografia dos locais de origem das religiões, se são desertos escaldantes que matam a qualquer erro cometido ou locais de natureza abundante e generosa.
Não mealongo por que meu micro esta mal das pernas e desliga sem aviso previo.
beijos

Gisa disse...
13 de novembro de 2009 às 01:03  

hahahahaha gostei mesmo do desabafo que foi tudo isso.

Quer saber ? é um nó muito louco essa gravata, era disso que estava falando não é ? (ok ok to brincando)

Tb tenho meus pensamentos sobre o assunto mas as vezes paro e penso: BOM MESMO É FALAR DO PARAISO :P

de sua amiga maluquinha
bjka

Marise Catrine disse...
13 de novembro de 2009 às 09:51  

Querido António,

E mesmo assim há quem não se arrependa de nada!
É um facto (e falo por experiência própria), quanto mais abrimos a mente, quanto mais questionamos e reflectimos, mais duvidamos destas crenças e das religiões propriamente ditas.
É o que se chama, castração de pensamento.

Bem haja por este post.
*

tereza ferraz disse...
13 de novembro de 2009 às 10:03  

Bom dia António.
Um tema ótimo.
Mudança de sintonia, nos sendo desfeitos...
E externo nos conceitos, suspira-se...rompe-se!
beijo
PS: não estou falando do teu suspiro.

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 10:15  

Reyel,

Apreciei muito o seu testemunho. Cheguei a uma fase da minha vida em que não me sinto ligado a nenhuma religião, apesar da minha base familiar ser a católica. Depois disso, estudei outras religiões mas não as pratiquei.

Acredito na Lei do Carma.

Beijos

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 10:18  

Ariadne,

Espero que as novas gerações não absorvam os conceitos de culpa e punição, que marcaram muito a Era de Peixes.

Abraço

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 10:20  

Marcelo, meu querido,

Sei que é um tema quente. Creio que devem ser as ferações como a sua e mais para baixo a ensinarem e praticarem vibrações muito mais leves, para que estes «velhos» conceitos desapareçam nesta nova Era de Aquário.

Abraço

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 10:22  

Rosan

A lei da Reencarnação ajuda-nos a sermos melhores seres humanos e a fazermos a nossa caminhada evolutiva Gostei muito de te ler. Beijos

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 10:23  

Sonia Beth,

São estados de consciência que inculcam o medo nas pessoas. Felizmente, as novas gerações já estão mais preparadas para não ligarem a estas coisas. Beijo.

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 10:25  

PatSam

Estou contigo nesse pensamento. São 4000 anos de aprendizagem em que o ser humano deu enormes saltos em frente, apesar destas mordaças ideológicas. Nós a serem desfeitos. Beijo

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 10:31  

Ângela

Foi um desafio fazer este desabafo. :) Beijo.

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 10:31  

Gisa

Quando encontrei esta ilustração, guardei-a imediatamente, pois sabia que seria útil num post com características desafiantes. Beijo.

Astrid Annabelle disse...
13 de novembro de 2009 às 10:39  

António, bom dia!
Quando vi as imagens sobre como dar um belo nó de gravata achei sinceramente que o discurso seria sobre isso...lol
Deve ser um "inferno" usar gravata!!!!
Agora falando sério...gostei muito da maneira que escreveu sobre este tema...bom hummm!!!... sou suspeita.(fã de carteirinha!)
Na minha humilde concepção é no aqui e no agora que vivenciamos o Inferno ou o Paraíso...
Sinta-se culpado e veja no que a sua vida se transforma...num Inferno!
Sinta-se encantado e estará no Paraíso.
Assim, naturalmente...
Beijo agradecido.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 10:45  

Marise,

Muito obrigado pela tua opinião, linda Marise. Este fim-de-semana tenciono dedicar um bom tempo a visitar todos os amigos bloguistas. Lá irei ao teu espaço. Beijos.

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 10:46  

Tereza,

É isso. Mudança de sintonia. Vejam mais... Beijos.

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 11:14  

Astrid,

Sem dúvida que é no dia-a-dia que aprendemos o que é viver com culpa e medos e logo a seguir sabemos o que é o inferno. Belo testemunho. Gostei muito.

Beijos

Fernanda disse...
13 de novembro de 2009 às 12:15  

António, o meu pai dizia que o Inferno era aqui e creio bem que isso seja verdade, para muitas pessoas!

Agora, o António acredita que cada acto nosso desencadeia uma consequência? Eu acredito. Então, um comportamento incorrecto, vai acarretar uma consequência desagradável. Isso é uma espécie de punição. Ou não? Parece-me que a ideia de inferno é isso mesmo, uma imagem.

Um abraço.

Mitti disse...
13 de novembro de 2009 às 13:14  

Oi Antonio, tudo bem?

Eu tenho uma teoria, que deve ser a de muitas pessoas ai pelo mundo....acho eu que o inferno é aqui mesmo sabe. Levando-se em consideração a teoria da colheita...aqui se faz, aqui se paga...essas coisas.

No momento tenho passado por situações complicadas na vida sabe, muita gente fala comigo pra eu pedir a Deus pra me ajudar e tal.

Com certeza peço a Deus sim pra me dar forças, mas eu tenho certeza que esse sofrimento é fruto de sementes não muito boas que plantei. Eu reconheço sim.

Peço muito a Jesus força e que já tá bom, já colhi....hehehehhee

Um gde abraço pra vc
ótimo post, estou sempre aprendendo aqui com vc

Maria Ribeiro disse...
13 de novembro de 2009 às 13:16  

António Rosa: é claro que ,à igreja católica, convinha dominar as consciências com a ideia de um deus punitivo!É que os padres e toda essa malta, nem vêem que , há dois mil anos andam a afastar os crentes dessa igreja...
Beijos de LUSIBERO

Cris França disse...
13 de novembro de 2009 às 19:36  

adoreia a tua idéia de colocar essa imagem relacionando o texto , realmente são anos de doutrina que n rompe facilmente, mas apenas o estudo e o entendimento nos levam além. beijos meu amigo.

Sandro Gomes disse...
13 de novembro de 2009 às 20:53  

É impressionante como a história do cristianismo pode ser descrita como a passagem do ABBA de Jesus de Nazaré ao terror do inferno, ou do amor ao medo. E colocaram Deus-Pai como mentor de uma churrascaria no pós-vida onde colocaria seus desafetos nos espetos do churrasqueiro-mor, o diabo!

O cristianismo não inventou o inferno, pois referências a lugares ou estados inferiores no pós-vida se encontram em diversas culturas pelo globo. Mas o cristianismo do segundo milênio transformou o inferno num dispositivo ideológico de controle social e institucional. Teorias teológicas estapafúrdias e pregações mirabolantes de bispos, padres e pastores cultivaram o medo no imaginário coletivo do ocidente.

Mas as coisas mudam, e a teologia cristã mais arejada mostra que o inferno não é tudo aquilo que fizeram as pessoas imaginar.
Vale a pena ler o filósofo e teólogo galego Torres Queiruga.

Inferno mesmo é no verão do Rio de Janeiro consertando asfalto sob o
sol de 40 graus. Ou passeando sob o sol de meio-dia no Senegal. Isso é churrasco!

Abraços.

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 21:20  

Fernanda

Muito agradecido por ter deixado o seu comentário. É muito bom notar que a maioria das pessoas que deixaram comentários afinam por vibrações similares. Nem sei porque receiei abordar este tema. :)

Abraço

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 21:20  

Mitti

Tudo bem, querida. Muito obrigado por ter vindo. Gostei da sua vibração. Muito bonita. Beijos.

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 21:20  

Maria

Foi um desastre em larga escala o que a igreja católica fez no que a este tema diz respeito. Em contrapartida fez trabalhos notáveis em outras áreas. Beijo.

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 21:20  

Cris

:))) Também achei graça à ilustração.


Beijo

António Rosa disse...
13 de novembro de 2009 às 21:22  

Sandro

Belíssimo e completo comentário.

Estou a escrever um texto sobre Plutão-Sol (sextil e trígobo) dedicado a si, pois foi você quem fez o comentário num dos posts mais atrás. Ainda não está acabado.

Abraço

Adelaide Figueiredo disse...
13 de novembro de 2009 às 22:16  

António,

Para mim o inferno é cá em baixo. Acho que há situações que são um verdadeiro inferno. Isto talvez seja mais uma tolice da minha cabeça, no entanto, penso muitas vezes que é aqui que pagamos os pecsdos das nossas vidas passadas. Lá estou eu a falar em pecado:). Eu diria antes as boas ou má acções.
Não consigo imaginar o inferno depois da morte. Apenas consigo pensar na libertação de todo o mal para entrar numa paz enorme onde não há mesmo inferno. Na minha mente há coisas que não consigo vislumbrar, há uma fronteira que não consigo transpor, mas não consigo pensar em inferno lá em cima:)

Bom fim de semana.

Abraço

Sandro Gomes disse...
14 de novembro de 2009 às 00:06  

Antônio,

Muito obrigado pelo futuro post sobre o trígono e sextil de Plutão-Sol.

Fiz uma pesquisa e descobri que vivi a quadratura de Plutão ao Sol natal quando tinha entre 10 e 12 anos (Plutão transitava pela minha Casa 8, por isso estava especialmente forte). Foi um período desafiador em minha vida, de grandes transformações. Não por acaso, foi nesse período que aflorou minha sexualidade intensamente.

Infelizmente, não tinha a maturidade necessária para entender e aprender com esse trânsito.

Abraços

Cirrus disse...
14 de novembro de 2009 às 16:07  

Sim, isto é mais ou menos assim: és cristão, logo és superior. Porquê? Porque se te portas mal, vais arder como um fósforo! Que remédio tens tu senão ser superior!

Como disseste, castração mental pura!

Maria Izabel Viégas disse...
17 de novembro de 2009 às 19:54  

António amigo, creio que cheguei tarde aqui, mas não possso deixar de elogiar o teu post. realmente foste ffeliz na aboradaem deste tama, tão complexo.
fiquei a pensar sobre o que disseste sobre : Imaginar há quantas encarnações fomos "impregnados", Talvez seja por tal que muitos de nós comecemos nossa vida na infãncia como católicos e depois fugimos para a Libertação! nunca entendi nem aceitei um Deus que permtisse tais prisões da alma. O ser há d um dia se corrigir, nem que seja noutro planeta.
Assim vamos formando nossa religiosidade com as lembranças de todos nossos aprendizados acerca da Fé. E isso é bom! Hoje temos liberdade de escolhas religiosas. No fundo Temos o pai, Jesus e maria como nossos guias.
Só algo é interessante: fiz uma pesquisa com algumas pessos fervorosamente Da Igreja católica e perguntei-lhes quais os dogmas da Igreja, ou seja, as Leis que regem.Ninguém sabia.
Como assumir uma religião ser saber o que está seguindo!?
Amigo, seremos nós hereges? Que bom se sou!Graças a DEUS!
Beijos no seu coração!

Maria Izabel Viégas disse...
17 de novembro de 2009 às 19:58  

E , falando em inferno, castigo meu: como errei em escrita ,no comentário acima, Perdão!
Mas... que imagem genial a do nó da gravata. Que imagem terrível, muito boa escolha, genial. Não sei dar nó em gravatas e me causava medo que mo pedissem.Genial escolha! ;))

Tania Resende disse...
22 de novembro de 2009 às 21:30  

Adorei! Abaixo as idéias de inferno, de pecado e de todas as idéias que nos limitam e que nos prendem na terceira dimensão!

Suspiro com você... belo texto e maravilhoso ponto de vista!!!

Tania Resende

12 de novembro de 2009

Dicionário Místico - Inferno e punições


Já tem um certo tempo que pretendo abordar a ideia de «inferno», mas não tenho encontrado uma forma que me distanciasse de credos religiosos e sem que este texto possa parecer um julgamento. É muito ténue esta linha divisória entre aquilo que acreditamos e o que os outros aceitam como válido nas suas crenças espirituais e religiosas.

Parece que, mais do que um lugar, o Inferno é um estado de consciência, pois as torturas sofridas pelas almas rebeldes reflectem o horror dos actos cometidos durante a sua estadia na Terra, cuja recordação as atormenta constantemente. Só esta noção de «almas rebeldes» incomoda-me muito, quanto mais a ideia de julgamento sobre o «horror dos actos cometidos». Não acredito neste sistema punitivo.

Na tradição cristã, o Inferno é um lugar cujo conceito é uma mistura do Sheol hebraico, uma caverna tenebrosa para onde vão todas as almas quando morrem e onde esperam o Juízo Final, e o Gehenna dos gregos, onde os espíritos de pessoas maléficas recebem o castigo das suas culpas. Cá estamos novamente à volta do conceito de punição, tão arreigado de conceitos ideológicos.

A descrição que o Cristianismo nos faz do Inferno é muito parecida com Hades, da mitologia grega, um lugar sombrio e subterrâneo, regido pelo deus Plutão. As imagens cristãs das labaredas do Inferno são bastante recentes (cerca de 2.000 anos) pois provêm do 'Novo Testamento', especialmente do «Apocalipse», onde o Inferno é descrito como um lago fervente de fogo e enxofre e que, segundo S. João, é a segunda morte.

O mais interessante no conceito cristão do Inferno é que só são condenados a estes tormentos eternos os espíritos rebeldes, aqueles que se recusam arrepender dos seus pecados. Outra ideia que contrario - a noção de pecado.

Parece que no arrependimento está a redenção do espírito, segunda as linhas cristãs. Quando um pecador se arrepende das suas más acções na Terra, o seu espírito não é condenado a ferver para sempre no lago de fogo e enxofre descrito no «Apocalipse». Este espírito passa para o Purgatório, onde é purificado das suas ofensas e pecados. Obviamente, tudo isto é uma treta pegada, do género: se fores bonzinho, dou-te um chocolate.

Ainda continuando com as teorias cristãs, a estadia de um espírito no Purgatório depende da gravidade das suas faltas na sua vida terrena. Mas se o seu arrependimento for sincero, não interessa quão terríveis tenham sido as suas faltas, pois acabarão por ser apagadas pelos seus sofrimentos.

Conseguem imaginar o que estas ideias produzem na humanidade mais ligada à cultura católica e cristã? São, no mínimo, 4.000 anos de castração emocional e mental, a impregnarem a nossa psique, em sucessivas reencarnações, de todas estas ideias completamente absurdas.

Com estes conceitos não há evolução espiritual. Há apenas medo à possível punição.

Deixem-me suspirar de alívio, por ter conseguido escrever este texto.


42 comentários:

adriana disse...

E mesmo um nó.
Mas até eles se desfazem...
Confiança no Espírito e Amor no Coração... não há inferno que aguente nem mal que atormente!
:))

António Rosa disse...

Olá Adriana

Estamos na fase de desfazer esses nós. Sem dúvida que só confiando no Alto.

:)))

Maria Paula Ribeiro disse...

Castrar é comigo lol
Vou aperfeiçoar a técnica de castrar estas crenças! ;)

António Rosa disse...

Maria Paula

Não digas em voz muito alta, porque ainda consideram pecado... LOL

besitos

Reyel disse...

Antônio,

Eu sou cristã, católica, espírita, pagã, enfim, uma salada. Mas veja bem, eu não sou fanática em nada disso a ponto de dizer que uma coisa não se mistura com a outra. Claro se vc for seguir tudo à risca, não vai dar mesmo. Mas procuro ligar as concordâncias, ou seja, o essêncial.

Qto ao Inferno sigo a doutrina do espiritismo, não existe fisicamente falando como um lugar específico. Nem mesmo o diabo.

Por certo colhemos o que plantamos, eu semeio assim meu céu ou meu inferno. E acredito portanto, como pagã, na lei do Tríplice Retorno.

Deus p mim é Amor, como católica eu creio nisso, e por isso mesmo não posso crer que um ser de amor Onipotente possa castigar eternamente uma alma que seja.

É isso, bjo na alma!

Castelo de Asgard disse...

Quando penso em inferno penso concretamente em "mundo inferior" - não necessariamente punitivo apesar de "agreste". Tudo é causa e consequência, se por algum caminho chegamos ao Inferno é, sem dúvida, porque temos algo a aprender por lá. A descida e retorno do Inferno é o próprio conceito de Iniciação. Penso que haveria muito a ganhar se as ideias de culpa e punição fossem definitivamente enterradas junto com outras "pastas" religiosas que só fazem é turvar a vista de quem tenta evoluir.

Luz & Paz

Ariadne

marcelo dalla disse...

POis é, meu querido... esse tema dá pano pra manga.
É tudo uma questão de vibração, apenas isso.
Tratemos de elevar a nossa! rsrsrsrsrsrs
Ai vontade de ficar horas conversando sobre isso.
abraço

Rosan disse...

Antonio.
que dizer....é um assunto difícil mesmo, como tu disseste são muitas encarnações com estas coisas de inferno enraigadas em nosso espirito...
talves não com este nome inferno...mas um local inferior de baixas vibrações, onde sõmos atraídos quando muito devedores, pois de encarnação em encarnação, felizes os que já conseguiram resgatar todo o mal causado....
causa e efeito...
afinal aqui neste planeta não há inocentes, muito ou pouco todos temos débitos com o universo...


então como disse o Marcelo, vibremos no bem, e digo eu façamos o bem sempre que possível
falei de+
beijo

Sonia Beth disse...

Olá meu Rei.

Neste ponto eu fico com o espiritismo. Infeno e Céu = estado de consciência.

Porém não podemos esquecer do papel social de controle que as religiões desempenham, não é mesmo?Cada uma a seu modo.

beijocas

Samsara disse...

Interessante o teu texto.

Também não acredito no inferno como o pintam, mas acredito que tudo tem um sentido, e que até estes 4000 de castração têm um sentido, Deus não deixa nada ao acaso...

Beijinhos

angela disse...

Antonio
Que bom que conseguiu postar, é um assunto dificil.
Penso que as ideias de inferno e de ceu tem algo a ver com a geografia dos locais de origem das religiões, se são desertos escaldantes que matam a qualquer erro cometido ou locais de natureza abundante e generosa.
Não mealongo por que meu micro esta mal das pernas e desliga sem aviso previo.
beijos

Gisa disse...

hahahahaha gostei mesmo do desabafo que foi tudo isso.

Quer saber ? é um nó muito louco essa gravata, era disso que estava falando não é ? (ok ok to brincando)

Tb tenho meus pensamentos sobre o assunto mas as vezes paro e penso: BOM MESMO É FALAR DO PARAISO :P

de sua amiga maluquinha
bjka

Marise Catrine disse...

Querido António,

E mesmo assim há quem não se arrependa de nada!
É um facto (e falo por experiência própria), quanto mais abrimos a mente, quanto mais questionamos e reflectimos, mais duvidamos destas crenças e das religiões propriamente ditas.
É o que se chama, castração de pensamento.

Bem haja por este post.
*

tereza ferraz disse...

Bom dia António.
Um tema ótimo.
Mudança de sintonia, nos sendo desfeitos...
E externo nos conceitos, suspira-se...rompe-se!
beijo
PS: não estou falando do teu suspiro.

António Rosa disse...

Reyel,

Apreciei muito o seu testemunho. Cheguei a uma fase da minha vida em que não me sinto ligado a nenhuma religião, apesar da minha base familiar ser a católica. Depois disso, estudei outras religiões mas não as pratiquei.

Acredito na Lei do Carma.

Beijos

António Rosa disse...

Ariadne,

Espero que as novas gerações não absorvam os conceitos de culpa e punição, que marcaram muito a Era de Peixes.

Abraço

António Rosa disse...

Marcelo, meu querido,

Sei que é um tema quente. Creio que devem ser as ferações como a sua e mais para baixo a ensinarem e praticarem vibrações muito mais leves, para que estes «velhos» conceitos desapareçam nesta nova Era de Aquário.

Abraço

António Rosa disse...

Rosan

A lei da Reencarnação ajuda-nos a sermos melhores seres humanos e a fazermos a nossa caminhada evolutiva Gostei muito de te ler. Beijos

António Rosa disse...

Sonia Beth,

São estados de consciência que inculcam o medo nas pessoas. Felizmente, as novas gerações já estão mais preparadas para não ligarem a estas coisas. Beijo.

António Rosa disse...

PatSam

Estou contigo nesse pensamento. São 4000 anos de aprendizagem em que o ser humano deu enormes saltos em frente, apesar destas mordaças ideológicas. Nós a serem desfeitos. Beijo

António Rosa disse...

Ângela

Foi um desafio fazer este desabafo. :) Beijo.

António Rosa disse...

Gisa

Quando encontrei esta ilustração, guardei-a imediatamente, pois sabia que seria útil num post com características desafiantes. Beijo.

Astrid Annabelle disse...

António, bom dia!
Quando vi as imagens sobre como dar um belo nó de gravata achei sinceramente que o discurso seria sobre isso...lol
Deve ser um "inferno" usar gravata!!!!
Agora falando sério...gostei muito da maneira que escreveu sobre este tema...bom hummm!!!... sou suspeita.(fã de carteirinha!)
Na minha humilde concepção é no aqui e no agora que vivenciamos o Inferno ou o Paraíso...
Sinta-se culpado e veja no que a sua vida se transforma...num Inferno!
Sinta-se encantado e estará no Paraíso.
Assim, naturalmente...
Beijo agradecido.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...

Marise,

Muito obrigado pela tua opinião, linda Marise. Este fim-de-semana tenciono dedicar um bom tempo a visitar todos os amigos bloguistas. Lá irei ao teu espaço. Beijos.

António Rosa disse...

Tereza,

É isso. Mudança de sintonia. Vejam mais... Beijos.

António Rosa disse...

Astrid,

Sem dúvida que é no dia-a-dia que aprendemos o que é viver com culpa e medos e logo a seguir sabemos o que é o inferno. Belo testemunho. Gostei muito.

Beijos

Fernanda disse...

António, o meu pai dizia que o Inferno era aqui e creio bem que isso seja verdade, para muitas pessoas!

Agora, o António acredita que cada acto nosso desencadeia uma consequência? Eu acredito. Então, um comportamento incorrecto, vai acarretar uma consequência desagradável. Isso é uma espécie de punição. Ou não? Parece-me que a ideia de inferno é isso mesmo, uma imagem.

Um abraço.

Mitti disse...

Oi Antonio, tudo bem?

Eu tenho uma teoria, que deve ser a de muitas pessoas ai pelo mundo....acho eu que o inferno é aqui mesmo sabe. Levando-se em consideração a teoria da colheita...aqui se faz, aqui se paga...essas coisas.

No momento tenho passado por situações complicadas na vida sabe, muita gente fala comigo pra eu pedir a Deus pra me ajudar e tal.

Com certeza peço a Deus sim pra me dar forças, mas eu tenho certeza que esse sofrimento é fruto de sementes não muito boas que plantei. Eu reconheço sim.

Peço muito a Jesus força e que já tá bom, já colhi....hehehehhee

Um gde abraço pra vc
ótimo post, estou sempre aprendendo aqui com vc

Maria Ribeiro disse...

António Rosa: é claro que ,à igreja católica, convinha dominar as consciências com a ideia de um deus punitivo!É que os padres e toda essa malta, nem vêem que , há dois mil anos andam a afastar os crentes dessa igreja...
Beijos de LUSIBERO

Cris França disse...

adoreia a tua idéia de colocar essa imagem relacionando o texto , realmente são anos de doutrina que n rompe facilmente, mas apenas o estudo e o entendimento nos levam além. beijos meu amigo.

Sandro Gomes disse...

É impressionante como a história do cristianismo pode ser descrita como a passagem do ABBA de Jesus de Nazaré ao terror do inferno, ou do amor ao medo. E colocaram Deus-Pai como mentor de uma churrascaria no pós-vida onde colocaria seus desafetos nos espetos do churrasqueiro-mor, o diabo!

O cristianismo não inventou o inferno, pois referências a lugares ou estados inferiores no pós-vida se encontram em diversas culturas pelo globo. Mas o cristianismo do segundo milênio transformou o inferno num dispositivo ideológico de controle social e institucional. Teorias teológicas estapafúrdias e pregações mirabolantes de bispos, padres e pastores cultivaram o medo no imaginário coletivo do ocidente.

Mas as coisas mudam, e a teologia cristã mais arejada mostra que o inferno não é tudo aquilo que fizeram as pessoas imaginar.
Vale a pena ler o filósofo e teólogo galego Torres Queiruga.

Inferno mesmo é no verão do Rio de Janeiro consertando asfalto sob o
sol de 40 graus. Ou passeando sob o sol de meio-dia no Senegal. Isso é churrasco!

Abraços.

António Rosa disse...

Fernanda

Muito agradecido por ter deixado o seu comentário. É muito bom notar que a maioria das pessoas que deixaram comentários afinam por vibrações similares. Nem sei porque receiei abordar este tema. :)

Abraço

António Rosa disse...

Mitti

Tudo bem, querida. Muito obrigado por ter vindo. Gostei da sua vibração. Muito bonita. Beijos.

António Rosa disse...

Maria

Foi um desastre em larga escala o que a igreja católica fez no que a este tema diz respeito. Em contrapartida fez trabalhos notáveis em outras áreas. Beijo.

António Rosa disse...

Cris

:))) Também achei graça à ilustração.


Beijo

António Rosa disse...

Sandro

Belíssimo e completo comentário.

Estou a escrever um texto sobre Plutão-Sol (sextil e trígobo) dedicado a si, pois foi você quem fez o comentário num dos posts mais atrás. Ainda não está acabado.

Abraço

Adelaide Figueiredo disse...

António,

Para mim o inferno é cá em baixo. Acho que há situações que são um verdadeiro inferno. Isto talvez seja mais uma tolice da minha cabeça, no entanto, penso muitas vezes que é aqui que pagamos os pecsdos das nossas vidas passadas. Lá estou eu a falar em pecado:). Eu diria antes as boas ou má acções.
Não consigo imaginar o inferno depois da morte. Apenas consigo pensar na libertação de todo o mal para entrar numa paz enorme onde não há mesmo inferno. Na minha mente há coisas que não consigo vislumbrar, há uma fronteira que não consigo transpor, mas não consigo pensar em inferno lá em cima:)

Bom fim de semana.

Abraço

Sandro Gomes disse...

Antônio,

Muito obrigado pelo futuro post sobre o trígono e sextil de Plutão-Sol.

Fiz uma pesquisa e descobri que vivi a quadratura de Plutão ao Sol natal quando tinha entre 10 e 12 anos (Plutão transitava pela minha Casa 8, por isso estava especialmente forte). Foi um período desafiador em minha vida, de grandes transformações. Não por acaso, foi nesse período que aflorou minha sexualidade intensamente.

Infelizmente, não tinha a maturidade necessária para entender e aprender com esse trânsito.

Abraços

Cirrus disse...

Sim, isto é mais ou menos assim: és cristão, logo és superior. Porquê? Porque se te portas mal, vais arder como um fósforo! Que remédio tens tu senão ser superior!

Como disseste, castração mental pura!

Maria Izabel Viégas disse...

António amigo, creio que cheguei tarde aqui, mas não possso deixar de elogiar o teu post. realmente foste ffeliz na aboradaem deste tama, tão complexo.
fiquei a pensar sobre o que disseste sobre : Imaginar há quantas encarnações fomos "impregnados", Talvez seja por tal que muitos de nós comecemos nossa vida na infãncia como católicos e depois fugimos para a Libertação! nunca entendi nem aceitei um Deus que permtisse tais prisões da alma. O ser há d um dia se corrigir, nem que seja noutro planeta.
Assim vamos formando nossa religiosidade com as lembranças de todos nossos aprendizados acerca da Fé. E isso é bom! Hoje temos liberdade de escolhas religiosas. No fundo Temos o pai, Jesus e maria como nossos guias.
Só algo é interessante: fiz uma pesquisa com algumas pessos fervorosamente Da Igreja católica e perguntei-lhes quais os dogmas da Igreja, ou seja, as Leis que regem.Ninguém sabia.
Como assumir uma religião ser saber o que está seguindo!?
Amigo, seremos nós hereges? Que bom se sou!Graças a DEUS!
Beijos no seu coração!

Maria Izabel Viégas disse...

E , falando em inferno, castigo meu: como errei em escrita ,no comentário acima, Perdão!
Mas... que imagem genial a do nó da gravata. Que imagem terrível, muito boa escolha, genial. Não sei dar nó em gravatas e me causava medo que mo pedissem.Genial escolha! ;))

Tania Resende disse...

Adorei! Abaixo as idéias de inferno, de pecado e de todas as idéias que nos limitam e que nos prendem na terceira dimensão!

Suspiro com você... belo texto e maravilhoso ponto de vista!!!

Tania Resende

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