Sou um patinho feio ou um cisne lindo?

5 de junho de 2008 ·


Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que tens de ti, com muita paciência e amor, reconstrói. Não te sintas um patinho feio, mas um cisne lindo.

Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão, sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante, tu és a tua própria criação. E a mais valiosa. Não olhes para trás. Não olhes para os lados. Olha somente para dentro, para bem dentro de ti e faz dali o teu lugar de descanso, conforto e recomposição. Ama-te muito. Faz com que a tua auto-estima seja elevada. Com amor.

Como se faz isso? Como podemos amar-nos muito? Não estamos treinados para tal. Há muitas vidas que nos esquecemos de como nos podemos cuidar e amar.

Não basta dizer com a mente que te amas ou que gostas de ti. Tens que praticar a tua auto-estima, o teu amor próprio. Se não praticares, isso fica apenas no etérico mental e não conduz a lado nenhum. Uma forma positiva do coração te ouvir é felicitar-te diariamente e pessoalmente pelas coisas positivas que consegues executar no teu dia-a-dia. Felicita-te em voz alta, várias vezes ao dia. Aproveitando todas as ocorrências em que conseguiste dar um passo em frente, vencer a tua timidez, executar bem uma tarefa, cumprires bem o que planeaste. Das mais simples às mais complexas situações.

Assim, vais sendo um cisne lindo.

O mais certo foi teres sido tu próprio/a que não te soubeste valorizar. Ainda vais a tempo. Não devemos confundir o ego mental com a vontade indómita de pensarmos que somos os "donos da razão". Por assuntos muito antigos, no teu DNA existe uma partícula ínfima e invisível ao olho humano, que pode ser accionada pela tua alma [ou pela tua hierarquia], para passares por um momento menos sossegado (talvez de dor e sofrimento) e começares a dar atenção ao teu corpo físico e ao teu espírito. Para o amares. Infinitamente. Com todo o cuidado de quem reconstrói algo que se partiu.

O mais certo é termos vivido para os outros, ou continuamos a viver, dedicamo-nos demasiado aos outros, esperámos a aceitação dos outros e esquecemo-nos de nos felicitar diariamente (várias vezes ao dia) por fazermos as coisas bem feitas, por sentirmos que nos valorizavamos, dizendo simplesmente: "Hoje estou feliz e não preciso que ninguém valorize o que ando a fazer. Porque conheço o meu próprio valor."

Pois só assim, amando-te, valorizando-te, poderás amar os outros sem apegos. É assim que crias a tua auto-estima. Sem viveres dependente do amor do teu amado(a). Cria este universo para ti e sê feliz. O mundo agradecerá o teu trabalho interno. E terás o teu retorno.


Visão astrológica:

Saturno em Leão ou na Casa V ou em aspecto ao Sol, no mapa natal pode ser um indicador da necessidade de trabalhar estas questões. Quando Saturno transita por Leão, como o fez há uns anos, ou numa casa V, ou faz um aspecto com o Sol, pode significar que é o momento ideal para cuidarmos do patinho feio que temos em nós e transformá-lo num cisne lindo. Todos aprendemos isto à nossa própria custa e, algumas vezes, da forma mais dolorosa que se possa imaginar. Eu, incluído.

Este artigo foi escrito por mim em 2006 para o meu já apagado blogue "Postais da Novalis". Penso ter cabimento na “Cova do Urso”. Introduzi pequeníssimas alterações. Hoje em dia, este texto circula na internet, sem a respectiva autoria. - António Rosa

12 comentários:

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...
5 de junho de 2008 às 11:18  

Muito bonito e MUITO actual, nunca é demais falar principalmente quando o que dizemos se baseia na nossa experiência.

Abraço

Ana Cristina

António Rosa disse...
5 de junho de 2008 às 11:41  

Ana Cristina,

Muito obrigado. Também penso que é um tema sempre actual.

Abraço

António

Samsara disse...
5 de junho de 2008 às 20:00  

António, emocionei-me com este texto, achei-o dos mais bonitos que li sobre a auto-estima, se não o mais bonito.
Ainda bem que o trouxeste novamente à vida colocando-o aqui.
Bjs.

Anónimo disse...
5 de junho de 2008 às 20:08  

Olá!
Pois eu sou os dois: patinho feio e cisne lindo, a bela e o monstro, o sapo e o príncipe...

Princesa dos sapos

António Rosa disse...
5 de junho de 2008 às 20:24  

Olá Samsara,

Muito obrigado pelas tuas palavras. Também gosto deste texto. Nem sempre consigo pôr em prática. lol

kiss

António Rosa disse...
5 de junho de 2008 às 20:25  

Olá visitante das 20:08

E quem não é?

Grato pela visita.

Lucy disse...
6 de junho de 2008 às 01:14  

"Hoje estou feliz e não preciso que ninguém valorize o que ando a fazer. Porque conheço o meu próprio valor."


Big abraço,
Lucy

Mariz disse...
6 de junho de 2008 às 01:20  

Salvé António Rosa!
Sem saber que tinha escrito e que andava por aí na net este seu artigo, escrevi também eu, um post com o mesmo título, mas cujo teor diverge um pouco do seu.
A energia faz destas coisas...lei da atracção a trabalhar, será?...
Gostei muito...porque é isso mesmo que relata. Não devemos estar dependentes do que os outros dizem ou pensam de nós, do que fazemos, ou dos conceitos que têm...se serão idênticos ou díspares.
Somos todos iguais e não há que ter complexos ou sentirmo-nos frustrados etc.etc.tc.
É á custa de muito sofrimento e dor - não só pelo apego ou expectativas, mas essencialmente, porque o projecto anímico que trazemos se impõe de tal forma que por vezes, nos faz inverter a marcha, pelo abandono de tudo e todos, para aí ficarmos sós, absolutamente isolados, entre o céu e a terra, seguindo um acto laborioso sem limite de tempo ou espaço de tentar "servir" o melhor que podemos.
Só se entendem bem os "sinais" por vezes, quando a troco de nada, e como num estalar de dedos, passamos a grande luz e sentimos então, o quão generosa e complacente é a atmosfera que aí se respira e sente! E então... nunca mais somos os mesmos!
Hoje, quase não sofro porque aprendi que nada nem ninguém tem poder sobre mim e vice-versa...só DEUS!
Grata Antonio!
Saiba que não o plagiei, juro! - nem poderia...

Mariz

ESPAVO! - reconhecendo a Luz que há em si - como em MU

António Rosa disse...
6 de junho de 2008 às 08:55  

Olá Lucy

Hoje estou feliz e não preciso que ninguém valorize o que ando a fazer. Porque conheço o meu próprio valor.

:):)

Abraços

António

António Rosa disse...
6 de junho de 2008 às 08:59  

Olá Mariz,

Muito agradecido pelo seu comentário. É excelente.

Ao comentar que este meu texto anda na internet, refiro-me não ao título, que é comum e vulgar, mas a TODO conteúdo, com algumas variações - uns colocam a 100%,outros retiraram a "visão astrológica".

Sei que este género de textos são úteis a quem os lê.

Abraços
António

Astrid Annabelle disse...
7 de junho de 2008 às 14:30  

António,
sempre o passado e o futuro se encontram no infinito presente...tempos foram onde foi feito um link defendendo os direitos autorais do devido texto.
Estamos, como você mesmo diz, no tempo de nos auto-avaliarmos! Que sejamos cisnes lindos!!!!
Abreijos.
Ma Jivan Prabhuta

António Rosa disse...
7 de junho de 2008 às 16:19  

Astrid,

Bem me lembro desse linque. Mas vc é especial e tem esses cuidados, ainda hoje.

Abreijos

António

5 de junho de 2008

Sou um patinho feio ou um cisne lindo?


Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que tens de ti, com muita paciência e amor, reconstrói. Não te sintas um patinho feio, mas um cisne lindo.

Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão, sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante, tu és a tua própria criação. E a mais valiosa. Não olhes para trás. Não olhes para os lados. Olha somente para dentro, para bem dentro de ti e faz dali o teu lugar de descanso, conforto e recomposição. Ama-te muito. Faz com que a tua auto-estima seja elevada. Com amor.

Como se faz isso? Como podemos amar-nos muito? Não estamos treinados para tal. Há muitas vidas que nos esquecemos de como nos podemos cuidar e amar.

Não basta dizer com a mente que te amas ou que gostas de ti. Tens que praticar a tua auto-estima, o teu amor próprio. Se não praticares, isso fica apenas no etérico mental e não conduz a lado nenhum. Uma forma positiva do coração te ouvir é felicitar-te diariamente e pessoalmente pelas coisas positivas que consegues executar no teu dia-a-dia. Felicita-te em voz alta, várias vezes ao dia. Aproveitando todas as ocorrências em que conseguiste dar um passo em frente, vencer a tua timidez, executar bem uma tarefa, cumprires bem o que planeaste. Das mais simples às mais complexas situações.

Assim, vais sendo um cisne lindo.

O mais certo foi teres sido tu próprio/a que não te soubeste valorizar. Ainda vais a tempo. Não devemos confundir o ego mental com a vontade indómita de pensarmos que somos os "donos da razão". Por assuntos muito antigos, no teu DNA existe uma partícula ínfima e invisível ao olho humano, que pode ser accionada pela tua alma [ou pela tua hierarquia], para passares por um momento menos sossegado (talvez de dor e sofrimento) e começares a dar atenção ao teu corpo físico e ao teu espírito. Para o amares. Infinitamente. Com todo o cuidado de quem reconstrói algo que se partiu.

O mais certo é termos vivido para os outros, ou continuamos a viver, dedicamo-nos demasiado aos outros, esperámos a aceitação dos outros e esquecemo-nos de nos felicitar diariamente (várias vezes ao dia) por fazermos as coisas bem feitas, por sentirmos que nos valorizavamos, dizendo simplesmente: "Hoje estou feliz e não preciso que ninguém valorize o que ando a fazer. Porque conheço o meu próprio valor."

Pois só assim, amando-te, valorizando-te, poderás amar os outros sem apegos. É assim que crias a tua auto-estima. Sem viveres dependente do amor do teu amado(a). Cria este universo para ti e sê feliz. O mundo agradecerá o teu trabalho interno. E terás o teu retorno.


Visão astrológica:

Saturno em Leão ou na Casa V ou em aspecto ao Sol, no mapa natal pode ser um indicador da necessidade de trabalhar estas questões. Quando Saturno transita por Leão, como o fez há uns anos, ou numa casa V, ou faz um aspecto com o Sol, pode significar que é o momento ideal para cuidarmos do patinho feio que temos em nós e transformá-lo num cisne lindo. Todos aprendemos isto à nossa própria custa e, algumas vezes, da forma mais dolorosa que se possa imaginar. Eu, incluído.

Este artigo foi escrito por mim em 2006 para o meu já apagado blogue "Postais da Novalis". Penso ter cabimento na “Cova do Urso”. Introduzi pequeníssimas alterações. Hoje em dia, este texto circula na internet, sem a respectiva autoria. - António Rosa

12 comentários:

Ana Cristina Corrêa Mendes disse...

Muito bonito e MUITO actual, nunca é demais falar principalmente quando o que dizemos se baseia na nossa experiência.

Abraço

Ana Cristina

António Rosa disse...

Ana Cristina,

Muito obrigado. Também penso que é um tema sempre actual.

Abraço

António

Samsara disse...

António, emocionei-me com este texto, achei-o dos mais bonitos que li sobre a auto-estima, se não o mais bonito.
Ainda bem que o trouxeste novamente à vida colocando-o aqui.
Bjs.

Anónimo disse...

Olá!
Pois eu sou os dois: patinho feio e cisne lindo, a bela e o monstro, o sapo e o príncipe...

Princesa dos sapos

António Rosa disse...

Olá Samsara,

Muito obrigado pelas tuas palavras. Também gosto deste texto. Nem sempre consigo pôr em prática. lol

kiss

António Rosa disse...

Olá visitante das 20:08

E quem não é?

Grato pela visita.

Lucy disse...

"Hoje estou feliz e não preciso que ninguém valorize o que ando a fazer. Porque conheço o meu próprio valor."


Big abraço,
Lucy

Mariz disse...

Salvé António Rosa!
Sem saber que tinha escrito e que andava por aí na net este seu artigo, escrevi também eu, um post com o mesmo título, mas cujo teor diverge um pouco do seu.
A energia faz destas coisas...lei da atracção a trabalhar, será?...
Gostei muito...porque é isso mesmo que relata. Não devemos estar dependentes do que os outros dizem ou pensam de nós, do que fazemos, ou dos conceitos que têm...se serão idênticos ou díspares.
Somos todos iguais e não há que ter complexos ou sentirmo-nos frustrados etc.etc.tc.
É á custa de muito sofrimento e dor - não só pelo apego ou expectativas, mas essencialmente, porque o projecto anímico que trazemos se impõe de tal forma que por vezes, nos faz inverter a marcha, pelo abandono de tudo e todos, para aí ficarmos sós, absolutamente isolados, entre o céu e a terra, seguindo um acto laborioso sem limite de tempo ou espaço de tentar "servir" o melhor que podemos.
Só se entendem bem os "sinais" por vezes, quando a troco de nada, e como num estalar de dedos, passamos a grande luz e sentimos então, o quão generosa e complacente é a atmosfera que aí se respira e sente! E então... nunca mais somos os mesmos!
Hoje, quase não sofro porque aprendi que nada nem ninguém tem poder sobre mim e vice-versa...só DEUS!
Grata Antonio!
Saiba que não o plagiei, juro! - nem poderia...

Mariz

ESPAVO! - reconhecendo a Luz que há em si - como em MU

António Rosa disse...

Olá Lucy

Hoje estou feliz e não preciso que ninguém valorize o que ando a fazer. Porque conheço o meu próprio valor.

:):)

Abraços

António

António Rosa disse...

Olá Mariz,

Muito agradecido pelo seu comentário. É excelente.

Ao comentar que este meu texto anda na internet, refiro-me não ao título, que é comum e vulgar, mas a TODO conteúdo, com algumas variações - uns colocam a 100%,outros retiraram a "visão astrológica".

Sei que este género de textos são úteis a quem os lê.

Abraços
António

Astrid Annabelle disse...

António,
sempre o passado e o futuro se encontram no infinito presente...tempos foram onde foi feito um link defendendo os direitos autorais do devido texto.
Estamos, como você mesmo diz, no tempo de nos auto-avaliarmos! Que sejamos cisnes lindos!!!!
Abreijos.
Ma Jivan Prabhuta

António Rosa disse...

Astrid,

Bem me lembro desse linque. Mas vc é especial e tem esses cuidados, ainda hoje.

Abreijos

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