Parece que precisamos passar pelo mesmo repetidas vezes

22 de setembro de 2010 ·


«A cada momento estamos a morrer e a renovar-nos. A cada momento vemos que uma nova consciência, um novo pensamento, uma nova esperança, uma nova luz está a nascer em nós. Quando algo novo se manifesta, nesse momento vemos que o velho foi transformado em algo mais elevado, mais íntimo, e mais profundo.»

Sri Chinmoy
Em algum momento da nossa vida - ou em vários momentos -, passamos por uma experiência máxima, por vezes no limite das nossas capacidades emocionais e não só. São momentos, mais ou menos prolongados, talvez uma época que nos proporciona tanto poder  interno que, sem aguentarmos mais, rompemos padrões que nos amarraram, dolorosamente, por toda a nossa vida. Muita gente chama a isto 'sair da depressão pós-transformação'.

Não obstante, um rompimento numa área particular é apenas o início do trabalho interno, da mesma forma que ter um bebé é apenas o começo de uma longa 'lenda pessoal' [expressão usada pela minha amiga Astrid]. As pessoas que não entendem isto, podem depois ter um desapontamento terrível, sentirem-se enganadas por elas próprias.

Porque essas experiências podem ser tão intensas, coactivas ou até mesmo sobrenaturais, que muitas vezes resultam na criação de ideais tão sobre-humanos, ou de um conjunto de novos padrões que ninguém poderia, de forma alguma, manter.

Somente quando abandonamos esse ideal sobre-humano é que a pessoa realmente transformada emerge: inspirada e sem inspiração; segura e insegura; alegre e solene; sábia e obtusa; independente e dependente; ainda imperfeita, mas transformada, reiteradamente transformada.

Parece que precisamos passar pelo mesmo ponto repetidas vezes, repetir vezes sem conta as mesmas situações e experiências. Somos assim. Somos seres humanos. O bom desta situação é que não há pressa; temos a nossa própria vida pela frente; temos a eternidade. Se não for nesta vida, será numa próxima... se houver.

Tenho estado a falar de trânsitos de Plutão, que também nos podem proporcionar grande alegria.

64 comentários:

Astrid Annabelle disse...
22 de setembro de 2010 às 13:23  

Bom dia meu querido António!
Olha você e a suas surpresas!!!
Estava lendo e quando menos esperei dei com o link...rssss

"sair da depressão pós-transformação'
Essa eu vou anotar...
"Somos assim. Somos seres humanos. O bom desta situação é que não há pressa; temos a nossa própria vida pela frente; temos a eternidade."
Sim senhor!!!!
Grande texto! Mais um para a coleção!!!
Este post caiu feito uma luva para mim hoje...
precisava ler isto.
Um beijo grande no seu coração.
Astrid Annabelle

Joana disse...
22 de setembro de 2010 às 13:37  

Tanta transformação porque estou a passar nos últimos 3 anos tem de dar em alegrias. Por isso, espero que elas surjam.

Beijinhos

Anónimo disse...
22 de setembro de 2010 às 13:42  

Querido António,

E somos duas : este post caiu em cheio para mim.....e o Plutão ainda vem não é?
" em algum momento da nossa vida passamos por uma experiência máxima..no limite das nossas capacidades ...." estou aí!!

Um grande,grande beijinho para esse ser maravilhoso que admiro

Dulce Bento

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 14:01  

Astrid, querida amiga,

Fico feliz em saber que este foi lhe foi útil, no dia de hoje. Dei muito de mim mesmo no tema e também lembrei-me de várias pessoas que tenho conhecido que passaram por estas situações. Até que percebi, que não há pressa. Faz parte das 4 Leis da Espiritualidade. :)))

Tenho que lhe contar isto que me aconteceu hoje: como estou a tratar da minha aposentação, e como fui militar durante 3 anos em zona de guerra, em Moçambique (1970-73), fui a Lisboa tratar da contagem desse tempo, num serviço do Ministério da Defesa, que se chama «Apoio aos Antigos Combatentes».

Como muitos sabem, vivi cerca de 30 anos em Moçambique e a casa paterna de origem, era na Ilha de Moçambique, situada ao Norte daquele país.

Quando entre hoje nos Antigos Combatentes e me sentei à espera da minha vez, olhei para as paredes do open space de atendimento (muito moderno) e lá estavam: 14 fotografias a cores, grandes e lindas da Ilha de Moçambique. E veio uma lagriminha que disfarcei com os óculos.

O coração fez 'taaaac tac'.

Grande beijo,

António

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 14:04  

Joana, querida,

Esta é apenas uma fase da tua vida. Mas sendo tu tão jovem, já terás oportunidade de passares por outras experiências. Obviamente, vão acontecendo ao longo da nossa vida.

Viva a Alegria, então. =))

Beijo,

António

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...
22 de setembro de 2010 às 14:04  

Os ciclos se repetem até aprendermos o que eles têm pra nos ofertar... senão repetimos de ano, e as lições se repetem indefinidamente... ah, 'lenda pessoal' é do Paulo Coelho em "O Alquimista" :D

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 14:05  

Dulce,

Só tenho a agradecer as suas palavras sempre tão generosas.

«...o Plutão ainda vem não é? »

Vem, sempre. Mas vamos aprendendo. Isso também é bom.

Beijos

António

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 14:09  

Olá Francisco,

Os ciclos de Plutão não se repetem na nossa vida. Outros ciclos, sim. Mas de Plutão, não acontece.

Também li 'O Alquimista' do Paulo Coelho. Um belo livro.

Abraço.

António

Nilce disse...
22 de setembro de 2010 às 14:19  

Gostei Antônio.
Romper com os padrões para a transformação, sem pressa. Temos muito tempo.

Parabéns pelo texto.

Bjs no coração!

Nilce

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 14:26  

Nilce

Sem pressa, mas sem esquecer.

Grato por ter vindo.

Beijo.

António

Astrid Annabelle disse...
22 de setembro de 2010 às 14:28  

António:
Quando o coração faz:
"O coração fez 'taaaac tac'"...é sinal de que toda a memória remota foi revolvida!!!
Isso emociona da cabeça aos pés!
Moçambique é lindo mesmo!
"Porque essas experiências podem ser tão intensas....."
Beijo grande e feliz
Astrid Annabelle

P.S.
*Francisco...o Paulo Coelho faz parte da minha lenda pessoal!!!rsss

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 14:48  

Querida Astrid,

«... toda a memória remota foi revolvida.»

Foi mesmo muito intenso.

Beijo,

António

Filomena Nunes disse...
22 de setembro de 2010 às 15:23  

António Rosa,
..mas que "rasteira", hein?? Eu à espera da notícia do post por mail e, passeando pelas últimas no fb, deparo com o post...

Bom, mas o importante é que aqui está com "tudo no sítio" como nos habituou..

São experiências pelas quais todos passamos mas, dar-lhes entendimento e integrar a lição é o que mais importa.

A frase-chave parece-me a do último parágrafo porque sublinha o estado de impermanência que é a própria vida em movimento; "Somos seres humanos. O bom desta situação é que não há pressa; temos a nossa própria vida pela frente; temos a eternidade. Se não for nesta vida, será numa próxima... se houver."

AMEM!!

João H disse...
22 de setembro de 2010 às 15:27  

Maravilhoso. ;))

Astrid Annabelle disse...
22 de setembro de 2010 às 15:31  

António!
Acabei de lhe enviar um email...estou avisando por aqui pois o Gmail é ....a "nossa paixão"!!!hehehe

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 15:42  

Olá Filomena,

Pelo início do seu comentário, deduzi que deve pertencer àquele grupo de pessoas (felizmente, numeroso) que recebe por email a informação automática por cada post que vou publicando. Muito obrigado por me acompanhar assim. Aproveito para explicar que há uma diferença de várias horas entre o momento de publicação do post e o envio do email pelo FeedBurn. Por isso tomou conhecimento pelo Facebook que, também sendo automático, demora alguns minutos em actualizar. Mais logo ou amanhã, o email chegará à sua caixa de correio.

Completamente de acordo consigo e a palavra é mesmo essa: impermanência.

Para aprendermos a não dar nada como seguro e garantido, como muito bem sabe.

Fico feliz em saber que gostou do post.

Abraço, abraços,

António

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 15:44  

João,

Muito agradecido.

Grande abraço.

António

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 15:44  

Astrid

Vou ler. :))))

Adelaide Figueiredo disse...
22 de setembro de 2010 às 15:48  

António,

"Parece que precisamos passar pelo mesmo ponto repetidas vezes, repetir vezes sem conta as mesmas situações e experiências. Somos assim. Somos seres humanos. O bom desta situação é que não há pressa; temos a nossa própria vida pela frente; temos a eternidade. Se não for nesta vida, será numa próxima... se houver."
Este parágrafo disse-me tanta coisa hoje!!!Penso que as repetições são para fazer melhor da nossa parte. Tentando sempre melhorar mas eu hoje sinto que é quase impossível ser nesta vida. Talvez na outra se a houver.
Hoje estou muito triste.
Grata pelas palvras. Sem saber escreveu mais um texto que me ajudou.

Grata

Abraço

marcelo dalla disse...
22 de setembro de 2010 às 16:03  

Amigo! O que seria de nós sem estes ciclos transformadores, não? Ficaríamos estagnados, presos no mesmo lugar.
Estou a passar por um...
Grande abraço!!!

Serginho Tavares disse...
22 de setembro de 2010 às 16:08  

E às vezes a gente esquece que tem toda uma vida pela frente...
Abração querido. Mais um excelente texto!

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 16:12  

Adelaide,

O meu conselho, que não é desconhecido para si, seja qual for a razão porque hoje está mais triste: fique em silêncio meditativo, e pense mais ou menos assim 'Encaro a minha tristeza com aceitação.' Se as lágrimas surgirem, nem que seja uma só, deixe-as sair. A sua alma vai agradecer.

Grato eu pela partilha

Grande abraço,

António

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 16:13  

Marcelo

Só lhe posso desejar alegria nessa transformação, se puder, claro! Você é um homem forte e iluminado, além de Bem Acompanhado pelo Alto.

Grande abraço

António

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 16:14  

Serginho

Como bem sabe, é muito fácil esquecermos que temos toda a vida pela frente...

Grande abraço, meu querido,

António

Cantinho da Cê disse...
22 de setembro de 2010 às 17:02  

Bom dia Antônio,

Talvez esse ciclo de passagens pelas mesmas coisas e tendo a vida toda para aprender seja uma forma mais amena de encontrarmor o caminho...

Adorei seu post...

Beijos,

Laura disse...
22 de setembro de 2010 às 17:07  

Olá. Já lá vão anos desde que me fui perdendo... do blogue que tem essa imagem linda, este mesmo o António Rosa.

Na verdade vou sonhando, tentando sonhar com coisas boas, que possam retornar em cheio...
É bom que haja sempre vida em movimento, vida para acontecer de formas diferentes e animadoras.
Um beijinho da laura

Eri disse...
22 de setembro de 2010 às 17:12  

Antonio...até parecia que estavas a falar directamente para mim e sobre a minha vida rssss " em algum momento da nossa vida passamos por uma experiência máxima..no limite das nossas capacidades ...." bem...não sei o que dizer. Desde 2007 que estou sucessivamente a passar por momentos desses...Temos todo o tempo...eu sei, mas eu gostava muito de conseguir romper alguns padrões nesta vida, just in case ;)

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 17:30  

Cê,

Boa tarde. Muito agradecido pelo seu comentário. Mais do que o 'caminho', estes ciclos servem nos encontramos a nós mesmos. É um outro caminho, para dentro de nós.

:))

Beijos

António

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 17:30  

Laura, minha querida,

Que bom que está aqui. E que a reencontrei. Convivemos muito no meu antigo blogue 'Postais da Novalis', que apaguei há alguns anos. :)))

Vou já visitá-la e pô-la na minha lista d eblogues que quero seguir de perto.

A vida é movimento, como muito bem sabe.

Que saudades!

Como a minha amiga Astrid me disse mais acima, hoje parece ser dia da 'memória ser revolvida'.

Grande beijo, Laura,

António

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 17:31  

Eri,

Tenho que analisar o seu mapa, mas não tenho tido tempo, mas irei fazer um esforço. À primeira vista e por intuiição, eu diria que apesar do tempo decorrido, a sua experiência de vida parece estar a chegar ao limite!!

Sabe muito bem que não há ajuda externa para rompermos esses padrões. O máximo que há são 'agentes' para acelerarem essa mudança.

Beijos

António

Laura disse...
22 de setembro de 2010 às 17:46  

Olaré, fiquei tão feliz por me dares um arzinho da tua graça...podemos tratar-nos por tu? eu adoro e já não sou menina, só na cabecinha...vou nos 58... para mim tudo é alegria e vida para aviar da melhor das formas possíveis e imaginárias,sempre em direcção ao bem e ao Alto...
Não consigo ficar velha, a minha natureza sagitariana não deixa e meus pensamentos abrindo caminhos para tudo o que for melhor para todos, levam-me a querer estar sempre em tons de alegria.
Um xi apertadinho da laura

António Rosa disse...
22 de setembro de 2010 às 18:41  

Laura

Claro que nos podemos tratar por tu. Também não sou menino. Tenho 61. :)))

É mesmo bom que mantens a jovialidade e alegria de viver.

Outro xi para ti, Laura.

Isa Grou disse...
22 de setembro de 2010 às 19:42  

Olá António!

Bendito sejam os 'ciclos da Vida' não?
São Belas oportunidades para 'nos aprimorarmos' na Escola da Vida...

Beijos.

Maria Paula Ribeiro disse...
22 de setembro de 2010 às 20:52  

Boa noite António,

Se me permites, vou "embrulhar" estas sábias palavras e vou levá-las no meu sono profundo ;)))

Bem-hajas por tão maravilhoso texto!

Beijinhos

Pérola Anjos disse...
22 de setembro de 2010 às 21:10  

E cada velho caminho que passamos, torna-se novo, porque nunca passamos por ele do mesmo jeito...

A vida é uma eterna renovação!

Texto bonito e intenso!

beijos!

Valdeir Almeida disse...
22 de setembro de 2010 às 21:25  

Antônio,

E a cada situação vivenciada, aumenta o nível de "sofrimento".

A vida nos dá oportunidade para rompermos nosso próprio padrão. Nesse momento, não há alternativa, é necessário a mudança. No início é doloroso, mas depois vivemos a alegria de sermos nós mesmos.

Abração e ótima quinta-feira.

Isa disse...
22 de setembro de 2010 às 21:52  

Compreendo agora o porquê de me ver repetir as mesmas situações vestidas de cores diferentes tantas vezes... Venha a eternidade...

Adoro os seus textos!

Um beijo,

Isa

Laura disse...
22 de setembro de 2010 às 22:34  

António, não seis e lembras mas sou surda, leio nos lábios, já fiz um implante de cocleares, resultou, ouço a música, escrevo canções, fados, poesia, o que for, ainda não sei ouvir as vozes ou seja, foram 50 anos de surdez profunda, assim, aos poucos acho que lá chegarei mas adoro ouvir música, é lindo, é bom...

Eh, é um jovem como eu, ora pois.. Beijinho da laura

Patrícia Melo disse...
22 de setembro de 2010 às 22:40  

As ebulições internas, angústias, questionamentos e, enfim, as escolhas...
O externo reflete o interno, quando estamos prontos, decidimos, viramos a mesa, corremos os riscos possíveis, emergimos... crescemos, amdurecemos e tudo se repete. Somos seres em evolução.
Gostei muito da reflexão.
Beijos, namastê.

Rosan disse...
23 de setembro de 2010 às 00:20  

olá.
quando estamos passando por momentos transitorios de dificuldades, não imaginamos que isto nos fará mais fortes e melhores, se assimo quisermos, ...mas depois que a alegria volta, olhamos para trás e percebemos o quanto tudo nos mudou, e quanto nos fortaleceu, e assim a vida segue, a nos dar lições, e nós escolher se queremos aprender hoje ou amanhã, sem pressa, mas constantemente, sempre melhor.
que fiquemos alegres, em estar seguindo e aprendendo.

beijo de luz

Ana disse...
23 de setembro de 2010 às 00:52  

Amigo querido, se prestarmos atenção existe uma sincronicidade muito grande no passado-presente e futuro! As ocorrencias do meu passado que sem motivos retornassem a minha mente,muitas vezes, aparecem como acontecimentos similares que me envolviam em situações semelhantes no presente.Se vc observar bem , muita coisa passada, vc vive HOJE,mais uma vez de maneira similar...Como se fosse, mais uma chance, o que precisava ser vivido!
Isso acontece muitas vezes comigo, muitas...Eu passava naquela rua sempre há 20 anos atras, nunca ia imaginar que um dia fosse mudar para aquele bairro...Eu estagiei na Aeronáutica e depois de anos, retornei ao mesmo lugar!O mais chocante foi o meu encontro com o meu marido:desde 10 anos de idade, estávamos perto, muito perto, sempre!Ele estudava na msm escola(em horario diferente), fazia a mesma academia, morava ao lado do meu trabalho, até saímos na mesma ala de escola de samba,no mesmo ano...A hora que tinha ser:FOI!AMOR A PRIMEIRA VISTA!Os sinais estão sempre aí, é que somos escravos do tempo e da mente!Não percebemos que tudo é muito mais simples q imaginamos!beijos

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 07:56  

Isa

Por alguma razão existem. São necessários para a nossa evolução. É a Escola da Vida, como bem disse.

Beijos,

António

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 07:56  

Maria Paula,

Muitos beijinhos,

António

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 07:56  

Pérola,

Essa eterna renovação é importante. Sem ela, não chegaríamos ao nosso próprio propósito.

Beijo

António

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 07:56  

Valdeir

Somos 'empurrados' para a nossa própria evolução e isso passa por quebrarmos aqueles padrões repetitivos das nossas vidas.

Abraço

António

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 08:05  

Isa

Somos nós mesmos quem repete e padroniza situações. Conheço um caso extrema de uma mulher que sendo ainda nova, apaixona-se sempre por homens que são uns autênticos bandidos. As relações terminam porque foi assaltada, roubada ou maltratada. E não sai daí.

Beijos

António

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 08:05  

Laura

Lembrava-me sim da surdez. Parabéns pelo implante e que agora tens uma qualidade de vida fundamental. Beijos

António

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 08:05  

Patrícia

Adorei: «Somos seres em evolução.»

Beijo

António

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 08:05  

Rosan

Sempre as aprendizagens. Sempre. Belo comentário.

Muito obrigado

Beijos

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 08:06  

Ana

Sabe como se chama a isso que explicou tão bem? Limpeza cármica ou limpeza das memória celulares. São assuntos que na altura não ficaram bem resolvidos e a vida proporciona outras possibilidades.

Adorei o seu testemunho.

Muitos beijos

António

Ezequiel Coelho disse...
23 de setembro de 2010 às 11:08  

António,

Abençoado sejas, por tocar tão profundamente as vidas de tantos de nós.

Um forte abraço.

Ezequiel

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 11:55  

Ezequiel.

Um grande abraço para ti.

Grato.

António

Adriano Mariano disse...
23 de setembro de 2010 às 14:20  

... meu blog me aproxima de muitos universos que, talvez, eu não pudesse visitá-los de outra forma. O seu é um. É uma forma de pensamento que muitas vezes identifico algumas 'passagens' que vivi. Como escrevi no texto C'est la vie, quando falo de 'obstáculos' e 'superação destes'.

Enfim, bom ler mais este texto!
Obrigado!

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 14:31  

Adriano,

Todos nós, de blogues diferentes, vamos interagindo consoante a vida nos dá essas oportunidades. Recordo-e do seu post 'C'est la vie'.

Obrigado.

António

Manuela ramos Cunha disse...
23 de setembro de 2010 às 15:50  

Tema muito interessante e bem a propósito das mudanças de estação que provocam depressão e outros distúrbios mais...como apatia, desencanto e às vezes falta de fé!

Mas é justamente no sobrenatural que nos devemos debruçar.
Não somos nós os manipuladores da natureza e muito menos sabemos controlar os nossos ímpetos causados por essas mudanças extra homens...e, que tanto nos abalam!

Gostei do texto, apenas lhe acrescentaria FÉ !
Só assim...nos melhoramos, controlamos e unidos modificamos o que tivermos a modificar e aceitar até à eternidade com muita alegria. É como ir deixando o plano físico de alma alegre. Do outro lado é que está a nossa maior glória e paz, aqui tudo é perecível...e o homem também o é AQUI!

Estes serão sempre o motivo das nossas conversas existênciais!

As histórias repetem-se até darmos o nosso contributo até ao fim, com sabedoria!

Obrigada António e desculpe a invasão.

Um abraço da Nela

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 16:29  

Manuela,

Gostei muito do seu comentário e não foi nada invasivo. Neste blogue cada pessoa manifesta o que pensa e sente. Sem travões da minha parte, no que aos comentários diz respeito. :)

Acabei de vir do seu blogue, que fui conhecer e gostei bastante.

Vamo-nos encontrando, certamente.

Abraço

Hanah disse...
23 de setembro de 2010 às 18:54  

Olá Antonio,
ainda hoje estava a lembrar do post que fez da oposição de Plutão...
Ai, ai, ai, ai, ai,;)
este post veio tranquilizar...por que o stress é grande e são eles os causadores da depressões, ou seja resistência à mudanças, e ai é só lembrar da música do Gilberto Gil...
"Andar com fé eu vou que a fé não costuma faia."
bjos

António Rosa disse...
23 de setembro de 2010 às 19:23  

Hannah,

Adorei a citação de Gilberto Gil.

Tudo com calma.

beijos

António

Marcio Nicolau disse...
24 de setembro de 2010 às 00:44  

Gostei da forma como você apresenta o ser que emerge, paradoxal: "inspirado e sem inspiração; seguro e inseguro; alegre e solene; sábio e obtuso; independente e dependente; ainda imperfeito, mas transformado, reiteradamente transformado." Bastante condescendente com a imperfeita natureza humana. E concordo, com você: sim, "precisamos passar pelo mesmo ponto repetidas vezes" Acredito, por isso, que a vida siga e a morte seja apenas um intervalo nesta jornada evolutiva. Não fosse assim, repito, dada a natureza imperfeita do ser, estaríamos diante de um ideal inatingível e a existência se resumiria a uma tentativa inútil. E estou certo: não é.

Um abraço e obrigado pela presença no InterTextual.

António Rosa disse...
24 de setembro de 2010 às 06:08  

Márcio

Agradecido pelo seu comentário. Também acredito no mesmo. Nem entendo de outra maneira. Obrigado pela sua presença.

António

Saulo Taveira disse...
25 de setembro de 2010 às 23:28  

É meu amigo, vai e volta... assim é a vida, os ciclos. Rompê-los é difícil e doloroso, pl menos pra mim. Identificar o que é meu, o que é do outro, o que pertence aos meus familiares e não a mim, o não enquadrar-me e não ser tão compreendido dificulta esse avanço. Somo inseguros a vida toda, eternos adolescentes em busca de aceitação, enquadrar-se... Enfim, romper com isso é o nascer da Fenix.Tenho trabalhado nisso, sei que seguirei a vida toda fazendo-o. Sempre há o que vir à tona.

Beijos. Belas palavras.

António Rosa disse...
26 de setembro de 2010 às 10:10  

Saulo,

é uma 'tarefa' que nos acompanha toda a nossa vida. Ainda bem que tem feito o trabalho de casa. :)) Sem isso, afundamo-nos completamente.

Belas palavras, as tuas.

Beijo

António

Bill Oliveira disse...
22 de outubro de 2013 às 20:55  

Querido amigo António, eu estou aqui e te ler e a agradecer, por ter aprendido a me deixar, a deixar a transformação acontecer... hoje vejo a morte como parte natural da vida... de cada minuto.
Estou me renascendo.
Amando este 2013!

Beijo de Luz!

William

António Rosa disse...
23 de outubro de 2013 às 14:25  

William,

Um grande abraço agradecido.

22 de setembro de 2010

Parece que precisamos passar pelo mesmo repetidas vezes


«A cada momento estamos a morrer e a renovar-nos. A cada momento vemos que uma nova consciência, um novo pensamento, uma nova esperança, uma nova luz está a nascer em nós. Quando algo novo se manifesta, nesse momento vemos que o velho foi transformado em algo mais elevado, mais íntimo, e mais profundo.»

Sri Chinmoy
Em algum momento da nossa vida - ou em vários momentos -, passamos por uma experiência máxima, por vezes no limite das nossas capacidades emocionais e não só. São momentos, mais ou menos prolongados, talvez uma época que nos proporciona tanto poder  interno que, sem aguentarmos mais, rompemos padrões que nos amarraram, dolorosamente, por toda a nossa vida. Muita gente chama a isto 'sair da depressão pós-transformação'.

Não obstante, um rompimento numa área particular é apenas o início do trabalho interno, da mesma forma que ter um bebé é apenas o começo de uma longa 'lenda pessoal' [expressão usada pela minha amiga Astrid]. As pessoas que não entendem isto, podem depois ter um desapontamento terrível, sentirem-se enganadas por elas próprias.

Porque essas experiências podem ser tão intensas, coactivas ou até mesmo sobrenaturais, que muitas vezes resultam na criação de ideais tão sobre-humanos, ou de um conjunto de novos padrões que ninguém poderia, de forma alguma, manter.

Somente quando abandonamos esse ideal sobre-humano é que a pessoa realmente transformada emerge: inspirada e sem inspiração; segura e insegura; alegre e solene; sábia e obtusa; independente e dependente; ainda imperfeita, mas transformada, reiteradamente transformada.

Parece que precisamos passar pelo mesmo ponto repetidas vezes, repetir vezes sem conta as mesmas situações e experiências. Somos assim. Somos seres humanos. O bom desta situação é que não há pressa; temos a nossa própria vida pela frente; temos a eternidade. Se não for nesta vida, será numa próxima... se houver.

Tenho estado a falar de trânsitos de Plutão, que também nos podem proporcionar grande alegria.

64 comentários:

Astrid Annabelle disse...

Bom dia meu querido António!
Olha você e a suas surpresas!!!
Estava lendo e quando menos esperei dei com o link...rssss

"sair da depressão pós-transformação'
Essa eu vou anotar...
"Somos assim. Somos seres humanos. O bom desta situação é que não há pressa; temos a nossa própria vida pela frente; temos a eternidade."
Sim senhor!!!!
Grande texto! Mais um para a coleção!!!
Este post caiu feito uma luva para mim hoje...
precisava ler isto.
Um beijo grande no seu coração.
Astrid Annabelle

Joana disse...

Tanta transformação porque estou a passar nos últimos 3 anos tem de dar em alegrias. Por isso, espero que elas surjam.

Beijinhos

Anónimo disse...

Querido António,

E somos duas : este post caiu em cheio para mim.....e o Plutão ainda vem não é?
" em algum momento da nossa vida passamos por uma experiência máxima..no limite das nossas capacidades ...." estou aí!!

Um grande,grande beijinho para esse ser maravilhoso que admiro

Dulce Bento

António Rosa disse...

Astrid, querida amiga,

Fico feliz em saber que este foi lhe foi útil, no dia de hoje. Dei muito de mim mesmo no tema e também lembrei-me de várias pessoas que tenho conhecido que passaram por estas situações. Até que percebi, que não há pressa. Faz parte das 4 Leis da Espiritualidade. :)))

Tenho que lhe contar isto que me aconteceu hoje: como estou a tratar da minha aposentação, e como fui militar durante 3 anos em zona de guerra, em Moçambique (1970-73), fui a Lisboa tratar da contagem desse tempo, num serviço do Ministério da Defesa, que se chama «Apoio aos Antigos Combatentes».

Como muitos sabem, vivi cerca de 30 anos em Moçambique e a casa paterna de origem, era na Ilha de Moçambique, situada ao Norte daquele país.

Quando entre hoje nos Antigos Combatentes e me sentei à espera da minha vez, olhei para as paredes do open space de atendimento (muito moderno) e lá estavam: 14 fotografias a cores, grandes e lindas da Ilha de Moçambique. E veio uma lagriminha que disfarcei com os óculos.

O coração fez 'taaaac tac'.

Grande beijo,

António

António Rosa disse...

Joana, querida,

Esta é apenas uma fase da tua vida. Mas sendo tu tão jovem, já terás oportunidade de passares por outras experiências. Obviamente, vão acontecendo ao longo da nossa vida.

Viva a Alegria, então. =))

Beijo,

António

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Os ciclos se repetem até aprendermos o que eles têm pra nos ofertar... senão repetimos de ano, e as lições se repetem indefinidamente... ah, 'lenda pessoal' é do Paulo Coelho em "O Alquimista" :D

António Rosa disse...

Dulce,

Só tenho a agradecer as suas palavras sempre tão generosas.

«...o Plutão ainda vem não é? »

Vem, sempre. Mas vamos aprendendo. Isso também é bom.

Beijos

António

António Rosa disse...

Olá Francisco,

Os ciclos de Plutão não se repetem na nossa vida. Outros ciclos, sim. Mas de Plutão, não acontece.

Também li 'O Alquimista' do Paulo Coelho. Um belo livro.

Abraço.

António

Nilce disse...

Gostei Antônio.
Romper com os padrões para a transformação, sem pressa. Temos muito tempo.

Parabéns pelo texto.

Bjs no coração!

Nilce

António Rosa disse...

Nilce

Sem pressa, mas sem esquecer.

Grato por ter vindo.

Beijo.

António

Astrid Annabelle disse...

António:
Quando o coração faz:
"O coração fez 'taaaac tac'"...é sinal de que toda a memória remota foi revolvida!!!
Isso emociona da cabeça aos pés!
Moçambique é lindo mesmo!
"Porque essas experiências podem ser tão intensas....."
Beijo grande e feliz
Astrid Annabelle

P.S.
*Francisco...o Paulo Coelho faz parte da minha lenda pessoal!!!rsss

António Rosa disse...

Querida Astrid,

«... toda a memória remota foi revolvida.»

Foi mesmo muito intenso.

Beijo,

António

Filomena Nunes disse...

António Rosa,
..mas que "rasteira", hein?? Eu à espera da notícia do post por mail e, passeando pelas últimas no fb, deparo com o post...

Bom, mas o importante é que aqui está com "tudo no sítio" como nos habituou..

São experiências pelas quais todos passamos mas, dar-lhes entendimento e integrar a lição é o que mais importa.

A frase-chave parece-me a do último parágrafo porque sublinha o estado de impermanência que é a própria vida em movimento; "Somos seres humanos. O bom desta situação é que não há pressa; temos a nossa própria vida pela frente; temos a eternidade. Se não for nesta vida, será numa próxima... se houver."

AMEM!!

João H disse...

Maravilhoso. ;))

Astrid Annabelle disse...

António!
Acabei de lhe enviar um email...estou avisando por aqui pois o Gmail é ....a "nossa paixão"!!!hehehe

António Rosa disse...

Olá Filomena,

Pelo início do seu comentário, deduzi que deve pertencer àquele grupo de pessoas (felizmente, numeroso) que recebe por email a informação automática por cada post que vou publicando. Muito obrigado por me acompanhar assim. Aproveito para explicar que há uma diferença de várias horas entre o momento de publicação do post e o envio do email pelo FeedBurn. Por isso tomou conhecimento pelo Facebook que, também sendo automático, demora alguns minutos em actualizar. Mais logo ou amanhã, o email chegará à sua caixa de correio.

Completamente de acordo consigo e a palavra é mesmo essa: impermanência.

Para aprendermos a não dar nada como seguro e garantido, como muito bem sabe.

Fico feliz em saber que gostou do post.

Abraço, abraços,

António

António Rosa disse...

João,

Muito agradecido.

Grande abraço.

António

António Rosa disse...

Astrid

Vou ler. :))))

Adelaide Figueiredo disse...

António,

"Parece que precisamos passar pelo mesmo ponto repetidas vezes, repetir vezes sem conta as mesmas situações e experiências. Somos assim. Somos seres humanos. O bom desta situação é que não há pressa; temos a nossa própria vida pela frente; temos a eternidade. Se não for nesta vida, será numa próxima... se houver."
Este parágrafo disse-me tanta coisa hoje!!!Penso que as repetições são para fazer melhor da nossa parte. Tentando sempre melhorar mas eu hoje sinto que é quase impossível ser nesta vida. Talvez na outra se a houver.
Hoje estou muito triste.
Grata pelas palvras. Sem saber escreveu mais um texto que me ajudou.

Grata

Abraço

marcelo dalla disse...

Amigo! O que seria de nós sem estes ciclos transformadores, não? Ficaríamos estagnados, presos no mesmo lugar.
Estou a passar por um...
Grande abraço!!!

Serginho Tavares disse...

E às vezes a gente esquece que tem toda uma vida pela frente...
Abração querido. Mais um excelente texto!

António Rosa disse...

Adelaide,

O meu conselho, que não é desconhecido para si, seja qual for a razão porque hoje está mais triste: fique em silêncio meditativo, e pense mais ou menos assim 'Encaro a minha tristeza com aceitação.' Se as lágrimas surgirem, nem que seja uma só, deixe-as sair. A sua alma vai agradecer.

Grato eu pela partilha

Grande abraço,

António

António Rosa disse...

Marcelo

Só lhe posso desejar alegria nessa transformação, se puder, claro! Você é um homem forte e iluminado, além de Bem Acompanhado pelo Alto.

Grande abraço

António

António Rosa disse...

Serginho

Como bem sabe, é muito fácil esquecermos que temos toda a vida pela frente...

Grande abraço, meu querido,

António

Cantinho da Cê disse...

Bom dia Antônio,

Talvez esse ciclo de passagens pelas mesmas coisas e tendo a vida toda para aprender seja uma forma mais amena de encontrarmor o caminho...

Adorei seu post...

Beijos,

Laura disse...

Olá. Já lá vão anos desde que me fui perdendo... do blogue que tem essa imagem linda, este mesmo o António Rosa.

Na verdade vou sonhando, tentando sonhar com coisas boas, que possam retornar em cheio...
É bom que haja sempre vida em movimento, vida para acontecer de formas diferentes e animadoras.
Um beijinho da laura

Eri disse...

Antonio...até parecia que estavas a falar directamente para mim e sobre a minha vida rssss " em algum momento da nossa vida passamos por uma experiência máxima..no limite das nossas capacidades ...." bem...não sei o que dizer. Desde 2007 que estou sucessivamente a passar por momentos desses...Temos todo o tempo...eu sei, mas eu gostava muito de conseguir romper alguns padrões nesta vida, just in case ;)

António Rosa disse...

Cê,

Boa tarde. Muito agradecido pelo seu comentário. Mais do que o 'caminho', estes ciclos servem nos encontramos a nós mesmos. É um outro caminho, para dentro de nós.

:))

Beijos

António

António Rosa disse...

Laura, minha querida,

Que bom que está aqui. E que a reencontrei. Convivemos muito no meu antigo blogue 'Postais da Novalis', que apaguei há alguns anos. :)))

Vou já visitá-la e pô-la na minha lista d eblogues que quero seguir de perto.

A vida é movimento, como muito bem sabe.

Que saudades!

Como a minha amiga Astrid me disse mais acima, hoje parece ser dia da 'memória ser revolvida'.

Grande beijo, Laura,

António

António Rosa disse...

Eri,

Tenho que analisar o seu mapa, mas não tenho tido tempo, mas irei fazer um esforço. À primeira vista e por intuiição, eu diria que apesar do tempo decorrido, a sua experiência de vida parece estar a chegar ao limite!!

Sabe muito bem que não há ajuda externa para rompermos esses padrões. O máximo que há são 'agentes' para acelerarem essa mudança.

Beijos

António

Laura disse...

Olaré, fiquei tão feliz por me dares um arzinho da tua graça...podemos tratar-nos por tu? eu adoro e já não sou menina, só na cabecinha...vou nos 58... para mim tudo é alegria e vida para aviar da melhor das formas possíveis e imaginárias,sempre em direcção ao bem e ao Alto...
Não consigo ficar velha, a minha natureza sagitariana não deixa e meus pensamentos abrindo caminhos para tudo o que for melhor para todos, levam-me a querer estar sempre em tons de alegria.
Um xi apertadinho da laura

António Rosa disse...

Laura

Claro que nos podemos tratar por tu. Também não sou menino. Tenho 61. :)))

É mesmo bom que mantens a jovialidade e alegria de viver.

Outro xi para ti, Laura.

Isa Grou disse...

Olá António!

Bendito sejam os 'ciclos da Vida' não?
São Belas oportunidades para 'nos aprimorarmos' na Escola da Vida...

Beijos.

Maria Paula Ribeiro disse...

Boa noite António,

Se me permites, vou "embrulhar" estas sábias palavras e vou levá-las no meu sono profundo ;)))

Bem-hajas por tão maravilhoso texto!

Beijinhos

Pérola Anjos disse...

E cada velho caminho que passamos, torna-se novo, porque nunca passamos por ele do mesmo jeito...

A vida é uma eterna renovação!

Texto bonito e intenso!

beijos!

Valdeir Almeida disse...

Antônio,

E a cada situação vivenciada, aumenta o nível de "sofrimento".

A vida nos dá oportunidade para rompermos nosso próprio padrão. Nesse momento, não há alternativa, é necessário a mudança. No início é doloroso, mas depois vivemos a alegria de sermos nós mesmos.

Abração e ótima quinta-feira.

Isa disse...

Compreendo agora o porquê de me ver repetir as mesmas situações vestidas de cores diferentes tantas vezes... Venha a eternidade...

Adoro os seus textos!

Um beijo,

Isa

Laura disse...

António, não seis e lembras mas sou surda, leio nos lábios, já fiz um implante de cocleares, resultou, ouço a música, escrevo canções, fados, poesia, o que for, ainda não sei ouvir as vozes ou seja, foram 50 anos de surdez profunda, assim, aos poucos acho que lá chegarei mas adoro ouvir música, é lindo, é bom...

Eh, é um jovem como eu, ora pois.. Beijinho da laura

Patrícia Melo disse...

As ebulições internas, angústias, questionamentos e, enfim, as escolhas...
O externo reflete o interno, quando estamos prontos, decidimos, viramos a mesa, corremos os riscos possíveis, emergimos... crescemos, amdurecemos e tudo se repete. Somos seres em evolução.
Gostei muito da reflexão.
Beijos, namastê.

Rosan disse...

olá.
quando estamos passando por momentos transitorios de dificuldades, não imaginamos que isto nos fará mais fortes e melhores, se assimo quisermos, ...mas depois que a alegria volta, olhamos para trás e percebemos o quanto tudo nos mudou, e quanto nos fortaleceu, e assim a vida segue, a nos dar lições, e nós escolher se queremos aprender hoje ou amanhã, sem pressa, mas constantemente, sempre melhor.
que fiquemos alegres, em estar seguindo e aprendendo.

beijo de luz

Ana disse...

Amigo querido, se prestarmos atenção existe uma sincronicidade muito grande no passado-presente e futuro! As ocorrencias do meu passado que sem motivos retornassem a minha mente,muitas vezes, aparecem como acontecimentos similares que me envolviam em situações semelhantes no presente.Se vc observar bem , muita coisa passada, vc vive HOJE,mais uma vez de maneira similar...Como se fosse, mais uma chance, o que precisava ser vivido!
Isso acontece muitas vezes comigo, muitas...Eu passava naquela rua sempre há 20 anos atras, nunca ia imaginar que um dia fosse mudar para aquele bairro...Eu estagiei na Aeronáutica e depois de anos, retornei ao mesmo lugar!O mais chocante foi o meu encontro com o meu marido:desde 10 anos de idade, estávamos perto, muito perto, sempre!Ele estudava na msm escola(em horario diferente), fazia a mesma academia, morava ao lado do meu trabalho, até saímos na mesma ala de escola de samba,no mesmo ano...A hora que tinha ser:FOI!AMOR A PRIMEIRA VISTA!Os sinais estão sempre aí, é que somos escravos do tempo e da mente!Não percebemos que tudo é muito mais simples q imaginamos!beijos

António Rosa disse...

Isa

Por alguma razão existem. São necessários para a nossa evolução. É a Escola da Vida, como bem disse.

Beijos,

António

António Rosa disse...

Maria Paula,

Muitos beijinhos,

António

António Rosa disse...

Pérola,

Essa eterna renovação é importante. Sem ela, não chegaríamos ao nosso próprio propósito.

Beijo

António

António Rosa disse...

Valdeir

Somos 'empurrados' para a nossa própria evolução e isso passa por quebrarmos aqueles padrões repetitivos das nossas vidas.

Abraço

António

António Rosa disse...

Isa

Somos nós mesmos quem repete e padroniza situações. Conheço um caso extrema de uma mulher que sendo ainda nova, apaixona-se sempre por homens que são uns autênticos bandidos. As relações terminam porque foi assaltada, roubada ou maltratada. E não sai daí.

Beijos

António

António Rosa disse...

Laura

Lembrava-me sim da surdez. Parabéns pelo implante e que agora tens uma qualidade de vida fundamental. Beijos

António

António Rosa disse...

Patrícia

Adorei: «Somos seres em evolução.»

Beijo

António

António Rosa disse...

Rosan

Sempre as aprendizagens. Sempre. Belo comentário.

Muito obrigado

Beijos

António Rosa disse...

Ana

Sabe como se chama a isso que explicou tão bem? Limpeza cármica ou limpeza das memória celulares. São assuntos que na altura não ficaram bem resolvidos e a vida proporciona outras possibilidades.

Adorei o seu testemunho.

Muitos beijos

António

Ezequiel Coelho disse...

António,

Abençoado sejas, por tocar tão profundamente as vidas de tantos de nós.

Um forte abraço.

Ezequiel

António Rosa disse...

Ezequiel.

Um grande abraço para ti.

Grato.

António

Adriano Mariano disse...

... meu blog me aproxima de muitos universos que, talvez, eu não pudesse visitá-los de outra forma. O seu é um. É uma forma de pensamento que muitas vezes identifico algumas 'passagens' que vivi. Como escrevi no texto C'est la vie, quando falo de 'obstáculos' e 'superação destes'.

Enfim, bom ler mais este texto!
Obrigado!

António Rosa disse...

Adriano,

Todos nós, de blogues diferentes, vamos interagindo consoante a vida nos dá essas oportunidades. Recordo-e do seu post 'C'est la vie'.

Obrigado.

António

Manuela ramos Cunha disse...

Tema muito interessante e bem a propósito das mudanças de estação que provocam depressão e outros distúrbios mais...como apatia, desencanto e às vezes falta de fé!

Mas é justamente no sobrenatural que nos devemos debruçar.
Não somos nós os manipuladores da natureza e muito menos sabemos controlar os nossos ímpetos causados por essas mudanças extra homens...e, que tanto nos abalam!

Gostei do texto, apenas lhe acrescentaria FÉ !
Só assim...nos melhoramos, controlamos e unidos modificamos o que tivermos a modificar e aceitar até à eternidade com muita alegria. É como ir deixando o plano físico de alma alegre. Do outro lado é que está a nossa maior glória e paz, aqui tudo é perecível...e o homem também o é AQUI!

Estes serão sempre o motivo das nossas conversas existênciais!

As histórias repetem-se até darmos o nosso contributo até ao fim, com sabedoria!

Obrigada António e desculpe a invasão.

Um abraço da Nela

António Rosa disse...

Manuela,

Gostei muito do seu comentário e não foi nada invasivo. Neste blogue cada pessoa manifesta o que pensa e sente. Sem travões da minha parte, no que aos comentários diz respeito. :)

Acabei de vir do seu blogue, que fui conhecer e gostei bastante.

Vamo-nos encontrando, certamente.

Abraço

Hanah disse...

Olá Antonio,
ainda hoje estava a lembrar do post que fez da oposição de Plutão...
Ai, ai, ai, ai, ai,;)
este post veio tranquilizar...por que o stress é grande e são eles os causadores da depressões, ou seja resistência à mudanças, e ai é só lembrar da música do Gilberto Gil...
"Andar com fé eu vou que a fé não costuma faia."
bjos

António Rosa disse...

Hannah,

Adorei a citação de Gilberto Gil.

Tudo com calma.

beijos

António

Marcio Nicolau disse...

Gostei da forma como você apresenta o ser que emerge, paradoxal: "inspirado e sem inspiração; seguro e inseguro; alegre e solene; sábio e obtuso; independente e dependente; ainda imperfeito, mas transformado, reiteradamente transformado." Bastante condescendente com a imperfeita natureza humana. E concordo, com você: sim, "precisamos passar pelo mesmo ponto repetidas vezes" Acredito, por isso, que a vida siga e a morte seja apenas um intervalo nesta jornada evolutiva. Não fosse assim, repito, dada a natureza imperfeita do ser, estaríamos diante de um ideal inatingível e a existência se resumiria a uma tentativa inútil. E estou certo: não é.

Um abraço e obrigado pela presença no InterTextual.

António Rosa disse...

Márcio

Agradecido pelo seu comentário. Também acredito no mesmo. Nem entendo de outra maneira. Obrigado pela sua presença.

António

Saulo Taveira disse...

É meu amigo, vai e volta... assim é a vida, os ciclos. Rompê-los é difícil e doloroso, pl menos pra mim. Identificar o que é meu, o que é do outro, o que pertence aos meus familiares e não a mim, o não enquadrar-me e não ser tão compreendido dificulta esse avanço. Somo inseguros a vida toda, eternos adolescentes em busca de aceitação, enquadrar-se... Enfim, romper com isso é o nascer da Fenix.Tenho trabalhado nisso, sei que seguirei a vida toda fazendo-o. Sempre há o que vir à tona.

Beijos. Belas palavras.

António Rosa disse...

Saulo,

é uma 'tarefa' que nos acompanha toda a nossa vida. Ainda bem que tem feito o trabalho de casa. :)) Sem isso, afundamo-nos completamente.

Belas palavras, as tuas.

Beijo

António

Bill Oliveira disse...

Querido amigo António, eu estou aqui e te ler e a agradecer, por ter aprendido a me deixar, a deixar a transformação acontecer... hoje vejo a morte como parte natural da vida... de cada minuto.
Estou me renascendo.
Amando este 2013!

Beijo de Luz!

William

António Rosa disse...

William,

Um grande abraço agradecido.

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