O perdão - assunto de Vénus e Neptuno

1 de setembro de 2010 ·

Este post foi publicado no 'Cova do Urso' a 8 Junho 2008


Ando há imensos anos a tentar aprender mais sobre o perdão, como parte do meu próprio desenvolvimento pessoal. E ainda ando nisso, na minha própria aprendizagem. E andarei, até ao último segundo.

O perdão é um campo muito mal compreendido da experiência humana. A maioria das pessoas pensa que não se consegue perdoar as humilhações, as negligências, as traições e os abusos que se sofre nas mãos dos outros. Não é bem assim.

O perdão liga-nos directamente à nossa consciência e à tentativa de conseguimos alterar (dissolver) alguns dos nossos padrões mais pesados e prejudiciais de pensamento, de crença e de comportamento.

As Leis do Universo dizem-nos que não há ninguém que não mereça o perdão. Independentemente do que fazemos, podemos libertar-nos dos erros cometidos no passado.

O perdão sara todas as feridas e ajuda-nos a estar mais disponíveis ao perdão e à aceitação dos outros.

Uma das ideias mais erradas sobre o perdão, talvez seja a de perdoar como forma de desculparmos o comportamento destrutivo de outras pessoas e de nos tornarmos ainda mais disponíveis à dor, ao embaraço e ao abuso.

Não queremos dar às outras pessoas a satisfação de serem perdoadas mas também não queremos ser um tapete que convida os outros a pisarem-nos.

Quando muito confusos, pode parecer que é a raiva e o ressentimento que nos mantém unidos e, por isso, tememos que a libertação desses sentimentos nos faça perder num abismo de emoções em conflito. Nada poderia estar mais longe da verdade.

O perdão não implica outras pessoas, antes pelo contrário, diz respeito à cura da nossa relação connosco próprios e ao fortalecimento da ligação com o nosso eu interno.

Quando exercemos o perdão, libertamo-nos das expectativas e dos padrões negativos; quando nos libertamos, disponibilizamo-nos para relações e experiências mais saudáveis e felizes.

Perdoar uma pessoa não significa que temos de a deixar entrar novamente na nossa vida, que se mude para a nossa casa ou tenha qualquer espécie de relacionamento connosco, a não ser que permitamos esse contacto ou que haja uma necessidade prática, por exemplo, no caso de haver filhos comuns. Mesmo nesta situação é possível minimizar o contacto.

Com o perdão, criamos um estado mental, emocional e espiritual que nos possibilita reclamar o poder do amor. O perdão ajuda a construir uma nova base de confiança e de comunicação entre as pessoas, mas esse não é o objectivo principal.

Várias são as situações em que não temos de continuar uma relação, com vista a perdoar a outra pessoa, a não ser que nós o queiramos.

Por vezes, o perdão ajuda a construir uma base nova de confiança e a estabelecer uma comunicação mais eficaz entre as partes envolvidas, contudo não é esse o objectivo principal do perdão.

O perdão pode dissolver o ressentimento e a culpa que de outra forma nos consumiria. Quando perdoamos, ajudamos a elevar as vibrações dos pensamentos e dos sentimentos para um nível que está em harmonia com o cosmos.

Sempre que perdoamos, somos facilmente perdoados, elevados e tocados pela respiração divina.

Claro, em tudo o que escrevi, está implícito também, o auto-perdão, o perdão a mim mesmo, o ter atraído essa situação para a minha vida.

Se tenho que perdoar alguém, antes de mais, devo perdoar-me a mim mesmo, por eu ser o responsável único de ter atraído para a minha vida essa experiência.

Parecendo que não, também tratei de astrologia neste texto. Tudo isto está no teu mapa natal. Procura, entre outros, Vénus e Neptuno e trabalha-os. Qualquer bom astrólogo(a) te poderá ajudar.

37 comentários:

Anónimo disse...
1 de setembro de 2010 às 07:56  

Gostei muito e faz parte do conseguir estar viva e em boas condições físicas e mentais.Perdoar é um acto de sanidade e de saúde pública.Namaste.Micah Forsado.

Anónimo disse...
1 de setembro de 2010 às 08:25  

Nem imagina como este assunto do perdão vem a propósito.
Estava aqui a pensar que o perdão é uma fruta com caroço. Come-se a polpa, mas quando se chega ao coroço..ai ai! O caroço também é para comer.

Bom dia, Maestro querido. Um grande abraço que gostaria que fosse ao vivo neste momento

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 08:46  

Micah,

Completamente de acordo. É um acto de saúde pública.Grato.

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 08:47  

Querida Anónima-Amiga das 8:25

Deixo-lhe o meu grande abraço e não se esqueça que o caroço também é para ser dissolvido.

Beijo.

Meri Pellens disse...
1 de setembro de 2010 às 08:58  

Maravilhoso texto!

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 09:09  

Meri

Grande abraço, querida.

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...
1 de setembro de 2010 às 09:47  

Bom texto! De facto tens razão... às vezes interpretamos mal o perdão! Est´tudo dentro de nós...

Filomena Nunes disse...
1 de setembro de 2010 às 10:12  

Bom dia António Rosa.
Alguém um dia disse ou escreveu; "perdoar o homem, não as suas acções!" E foi nesta base que comecei a entender o perdão..
Mais um texto excelente!

Beijinho <3

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 10:49  

Especialmente

Agradecido. Pela minha experiência de vida, posso garantir que a 'maioria' das vezes interpretamos mal o perdão. É um processo muito íntimo e que ninguém deve interferir.

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 10:49  

Filomena,

Sem dúvida alguma que é assim mesmo como diz: "perdoar o homem, não as suas acções!"

Não conheço outra forma.

Muito agradecido.

Beijinho

Isa disse...
1 de setembro de 2010 às 10:57  

"Perdoar uma pessoa não significa que temos de a deixar entrar novamente na nossa vida"
"Com o perdão, criamos um estado mental, emocional e espiritual que nos possibilita reclamar o poder do amor"

Foi só quando percebi isto que consegui arrancar a dor de mim, que impedia que a minha luz se "acendesse". É muito importante este texto, muito mesmo.

Obrigada António

Bj

Isa

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 11:40  

Isa

Muito agradecido pelo seu testemunho.

Grande beijo.

Astrid Annabelle disse...
1 de setembro de 2010 às 11:50  

Bom dia António!
Compreender o perdão é um algo absolutamente necessário nesse momento.
Temos que ter consciência de que no mundo externo nada há o que ser perdoado.
Devemos sim largar as escolhas que não nos fizeram bem e que deixaram um rastro de culpas, sobrecarregando o nosso corpo emocional, peso este que muitas vezes se materializa no corpo físico.
Ninguém escolhe fazer algo "errado". Escolhemos sim, o que nos parece melhor em um determinado momento. E essa escolha pode nos proporcionar uma experiência não muito boa.
Isso nos torna responsáveis e com autoridade suficiente para largar o que não nos convém. Largando, deixando ir, per+doando, nos livramos das culpas.
Com esta visão aquilo que escolhemos mal deixa de ter importância e desaparece.
Na época em que assimilei este conceito perdi trinta quilos no espaço de um mês. E tenho testemunhas!rsss
Senti vontade de compartilhar esta minha experiência sobre o perdão por que adorei o seu texto e quis assinar em baixo!
Um beijo grande
Astrid Annabelle

Cris França disse...
1 de setembro de 2010 às 12:02  

Antonio

que texto!

acho que todos os desafios pessoais que temos este é um dos maiores deles.
entender que o perdão não é para o outro, mas é para mim, é algo que custa.
Eu já tive tantos desafios nessa campo, e sei que ainda terei outros mais, mas hoje sigo com mais suavidade.
Havemos de ser muitos sinceros, mergulhar profundamente dentro de nós, usar de nosso censo de justiça e amor, para que possamos ter mais calma, mais paz e mais serenidade nesse campo.
Te ler foi inspirador. obrigada! bjs

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 12:21  

Astrid

Impressionante depoimento pessoal. Adorei e concordo plenamente. Eu próprio aprendi à minha custa, apesar de ainda andar em aprendizagem.

Lindo! Lindo!

Beijos

António

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 12:22  

Cris

Mais um depoimento pessoal de grande importância. Felizmente que já somos muitos os que iniciámos essa aprendizagem, que não é nada fácil.

Muito obrigado.

Beijos.

Tereza Kawall disse...
1 de setembro de 2010 às 12:33  

Antonio querido,
Lindo seu texto, muito oportuno para esses dias abarrotados de dificuldades emocionais, apego, ciúmes ou ressentimentos.
Temos sempre que nos relembrar destas atitudes, nossa mente não dá muito sossego... tudo é um treino, olhar diferente para as mesmas coisas!
bj
Tereza

Adelaide Figueiredo disse...
1 de setembro de 2010 às 13:07  

É preciso perdoar, principalmente a nós mesmos e assim o perdão ao outro virá com mais fluidez. Isso custa, dói, por vezes sentimo-nos injustiçados, espezinhados, diminuídos pelo outro, raiva, ódio, abandono e muito mais, pois acontecem situações quase diariamente umas mais graves outras menos a todos nós. Fechar os olhos, pensar em libertarmo-nos e libertar o outro através do perdão, Na separação deixá-lo (a) ir e desejar-lhe sorte, na convivência tentar de novo. Sentir-nos em paz é o mais importante para seguir em frente com a alma e o coração aberto.

Adorei o texto. Talvez o meu comentário da 1ª postagem não fosse bem explícito por mim. Hoje talvez já tenha aprendido um pouco mais :)

Abraço

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 13:52  

Tereza

Muito agradecido e confirmando que também noto ainda a existência de sérios entraves emocionais. Ficamos presos por muito pouco.

Bj

António

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 13:55  

Adelaide

Passaram 2 anos desde a publicação do post pela primeira vez no Cova do Urso. Mal de nós todos se não tivéssemos crescido interiormente. Sobretudo para muitos de nós que estamos na terceira etapa da vida.

Grande abraço de muito agradecimento,

António

angela disse...
1 de setembro de 2010 às 20:34  

Um assunto delicado e difícil sem duvida, me enrolo nele sempre. Acabo sendo condescendeste, muito mais do que deveria por mim e pelo outro também.
beijos

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 20:49  

Ângela

Todos nós passamos por esses momentos, mas a vida vai ensinando.

Beijos.

Maria Paula Ribeiro disse...
1 de setembro de 2010 às 21:09  

António,

Podes publicar e republicar este maravilhoso post porque creio que em toda a nossa vida, passado, presente e futuro continuaremos a escolher caminhos onde seremos postos a perdoar. Este é o Mundo da dualidade e isso ocorrerá sempre. Mas quanto mais nos perdoarmos, maior é o nosso crescimento interior.
Nesta fase da minha cruz cardinal onde Plutão impere, muito aprendi com ele a perdoar, mas quem semeia o perdão, colherá o amor.... ;)

Bem-hajas Amigo e Mestre.
Astrid, permita-me dar-te um grande bem-hajas por belo e sentido testemunho.

Beijo
MP

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 21:14  

Maria Paula,

Não é verdade que o testemunho da Astrid é impressionante? Apeteceu-me muito fazer uma adenda ao post, mas outras pessoas, como tu, também deixaram testemunhos maravilhosos.

Muito obrigado, minha querida.

Beijos

António

Saulo Taveira disse...
1 de setembro de 2010 às 23:49  

"Quando exercemos o perdão, libertamo-nos das expectativas e dos padrões negativos; quando nos libertamos, disponibilizamo-nos para relações e experiências mais saudáveis e felizes."

O auto perdão e a libertação são os caminhos da vida, os caminhos abertos.

Belo texto. Obrigado.

Abraços.

António Rosa disse...
1 de setembro de 2010 às 23:52  

Saulo,

Dentro de dias irei reproduzir aqui um pos seu na íntegra, com todos os créditos devidos.~~

Grato e abraço

António

Glorinha L de Lion disse...
13 de setembro de 2010 às 16:27  

Antonio, meu querido, que belo depoimento. Pena que não irá participar da última blogagem. Eu tb estou em constante aprendizado, já fiz meu post sobre o perdão e o deixei programado e em algumas coisas do teu texto, vi que concordamos e muito.
Acho que o perdão é melhor para quem perdoa do que para o perdoado. Grande abraço amigo, até a próxima!

António Rosa disse...
13 de setembro de 2010 às 16:32  

Glorinha

Muito agradecido por ter vindo até ao post. Também gostaria muito de participar no último tema, mas como pode constatar, publiquei este post há poucos dias e nem sei mesmo o que poderia escrever para além disto.

Muito sucesso. Terei muito gosto em acompanhá-la na próxima série que certamente irá organizar.

Grande abraço

António

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...
17 de setembro de 2010 às 12:17  

Como de costume é mais um texto que a gente aprende boas coisas.
Eu sinto que algumas vezes meu perdão é superficial. Eu perdôo, mais para não pensar no assunto (e consequentemente não me nutrir de rancor) do que perdoar com profundidade, esquecer mesmo um mal que me foi feito. So se gosto muito da pessoa, perdôo em plenitude, senão crio um certo asco com a pessoa. Isso é errado, pq eu irradio uma negatividade que me faz mal.

Preciso aprender aonde está aquele bom shampoo que me lava a alma em profundidade rs.

Vou sentir saudades tb meu querido amigo, dessas boas blogagens coletivas! e seus textos sempre especiais, eu te agradeço pelo tanto que me ensina sempre.

um graaaande abraço, meu amigo!
bom dia

Tati Pastorello disse...
17 de setembro de 2010 às 12:18  

Oi Antônio, grande texto! Não entendo a parte astrológica relacionada, mas as palavras fizeram muito sentido para mim. O auto perdão, por vezes, parece o mais difícil de se obter. É trabalho árduo, para algumas vidas!
Beijos.

Nilce disse...
17 de setembro de 2010 às 14:34  

Oi, Antonio

Muito bom o seu texto.
Acho que pensamos mais ou menos a mesma coisa. Só que vc tem uma grande sabedoria e arte para escrever.
O perdão faz melhor a quem perdoa.
Bjs no coração!

Nilce

Luma Rosa disse...
17 de setembro de 2010 às 20:43  

O perdão nos cura, fecha a ferida e nos traz paz! Eu sei, mas é tão difícil perdoar! Acho que sou humana demais! (rs*)

Bom fim de semana! Beijus,

António Rosa disse...
18 de setembro de 2010 às 08:14  

Alexandre,

Muito agardecido por ter vindo e ter deixado estas suas linda das palavras.

Gosto do teu dizer!

E quem não precisa do «bom shampoo que me lava a alma em profundidade rs.». Eu, também.

Bom fim-de-semana.

Abraço

António

António Rosa disse...
18 de setembro de 2010 às 08:15  

Tati,

A parte astrológica é o que menos conta, pois destina-se a um grupo d eleitores mais restrito. Importante é que a ideia fosse captada.

Adorei a sua visita.

Bom fim-de-semana.

Abraço

António

António Rosa disse...
18 de setembro de 2010 às 08:17  

Nilce

Também sinto que pensamos de maneira similar, por isso identificar-me mito com o que escreve. Muito agradecido pelas palavras generosas.

Adorei a sua visita.

Bom fim-de-semana.

Beijo

António

António Rosa disse...
18 de setembro de 2010 às 08:18  

Luma

Se perdão fosse coisa fácil para o ser humano, acha que seria tão aprofundado como o é?

É difícil para todos.

Adorei a sua visita.

Bom fim-de-semana.

Beijo

António

Vera Braz Mendes disse...
9 de maio de 2013 às 11:24  

Verdade António. Muito bom este texto

1 de setembro de 2010

O perdão - assunto de Vénus e Neptuno

Este post foi publicado no 'Cova do Urso' a 8 Junho 2008


Ando há imensos anos a tentar aprender mais sobre o perdão, como parte do meu próprio desenvolvimento pessoal. E ainda ando nisso, na minha própria aprendizagem. E andarei, até ao último segundo.

O perdão é um campo muito mal compreendido da experiência humana. A maioria das pessoas pensa que não se consegue perdoar as humilhações, as negligências, as traições e os abusos que se sofre nas mãos dos outros. Não é bem assim.

O perdão liga-nos directamente à nossa consciência e à tentativa de conseguimos alterar (dissolver) alguns dos nossos padrões mais pesados e prejudiciais de pensamento, de crença e de comportamento.

As Leis do Universo dizem-nos que não há ninguém que não mereça o perdão. Independentemente do que fazemos, podemos libertar-nos dos erros cometidos no passado.

O perdão sara todas as feridas e ajuda-nos a estar mais disponíveis ao perdão e à aceitação dos outros.

Uma das ideias mais erradas sobre o perdão, talvez seja a de perdoar como forma de desculparmos o comportamento destrutivo de outras pessoas e de nos tornarmos ainda mais disponíveis à dor, ao embaraço e ao abuso.

Não queremos dar às outras pessoas a satisfação de serem perdoadas mas também não queremos ser um tapete que convida os outros a pisarem-nos.

Quando muito confusos, pode parecer que é a raiva e o ressentimento que nos mantém unidos e, por isso, tememos que a libertação desses sentimentos nos faça perder num abismo de emoções em conflito. Nada poderia estar mais longe da verdade.

O perdão não implica outras pessoas, antes pelo contrário, diz respeito à cura da nossa relação connosco próprios e ao fortalecimento da ligação com o nosso eu interno.

Quando exercemos o perdão, libertamo-nos das expectativas e dos padrões negativos; quando nos libertamos, disponibilizamo-nos para relações e experiências mais saudáveis e felizes.

Perdoar uma pessoa não significa que temos de a deixar entrar novamente na nossa vida, que se mude para a nossa casa ou tenha qualquer espécie de relacionamento connosco, a não ser que permitamos esse contacto ou que haja uma necessidade prática, por exemplo, no caso de haver filhos comuns. Mesmo nesta situação é possível minimizar o contacto.

Com o perdão, criamos um estado mental, emocional e espiritual que nos possibilita reclamar o poder do amor. O perdão ajuda a construir uma nova base de confiança e de comunicação entre as pessoas, mas esse não é o objectivo principal.

Várias são as situações em que não temos de continuar uma relação, com vista a perdoar a outra pessoa, a não ser que nós o queiramos.

Por vezes, o perdão ajuda a construir uma base nova de confiança e a estabelecer uma comunicação mais eficaz entre as partes envolvidas, contudo não é esse o objectivo principal do perdão.

O perdão pode dissolver o ressentimento e a culpa que de outra forma nos consumiria. Quando perdoamos, ajudamos a elevar as vibrações dos pensamentos e dos sentimentos para um nível que está em harmonia com o cosmos.

Sempre que perdoamos, somos facilmente perdoados, elevados e tocados pela respiração divina.

Claro, em tudo o que escrevi, está implícito também, o auto-perdão, o perdão a mim mesmo, o ter atraído essa situação para a minha vida.

Se tenho que perdoar alguém, antes de mais, devo perdoar-me a mim mesmo, por eu ser o responsável único de ter atraído para a minha vida essa experiência.

Parecendo que não, também tratei de astrologia neste texto. Tudo isto está no teu mapa natal. Procura, entre outros, Vénus e Neptuno e trabalha-os. Qualquer bom astrólogo(a) te poderá ajudar.

37 comentários:

Anónimo disse...

Gostei muito e faz parte do conseguir estar viva e em boas condições físicas e mentais.Perdoar é um acto de sanidade e de saúde pública.Namaste.Micah Forsado.

Anónimo disse...

Nem imagina como este assunto do perdão vem a propósito.
Estava aqui a pensar que o perdão é uma fruta com caroço. Come-se a polpa, mas quando se chega ao coroço..ai ai! O caroço também é para comer.

Bom dia, Maestro querido. Um grande abraço que gostaria que fosse ao vivo neste momento

António Rosa disse...

Micah,

Completamente de acordo. É um acto de saúde pública.Grato.

António Rosa disse...

Querida Anónima-Amiga das 8:25

Deixo-lhe o meu grande abraço e não se esqueça que o caroço também é para ser dissolvido.

Beijo.

Meri Pellens disse...

Maravilhoso texto!

António Rosa disse...

Meri

Grande abraço, querida.

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Bom texto! De facto tens razão... às vezes interpretamos mal o perdão! Est´tudo dentro de nós...

Filomena Nunes disse...

Bom dia António Rosa.
Alguém um dia disse ou escreveu; "perdoar o homem, não as suas acções!" E foi nesta base que comecei a entender o perdão..
Mais um texto excelente!

Beijinho <3

António Rosa disse...

Especialmente

Agradecido. Pela minha experiência de vida, posso garantir que a 'maioria' das vezes interpretamos mal o perdão. É um processo muito íntimo e que ninguém deve interferir.

António Rosa disse...

Filomena,

Sem dúvida alguma que é assim mesmo como diz: "perdoar o homem, não as suas acções!"

Não conheço outra forma.

Muito agradecido.

Beijinho

Isa disse...

"Perdoar uma pessoa não significa que temos de a deixar entrar novamente na nossa vida"
"Com o perdão, criamos um estado mental, emocional e espiritual que nos possibilita reclamar o poder do amor"

Foi só quando percebi isto que consegui arrancar a dor de mim, que impedia que a minha luz se "acendesse". É muito importante este texto, muito mesmo.

Obrigada António

Bj

Isa

António Rosa disse...

Isa

Muito agradecido pelo seu testemunho.

Grande beijo.

Astrid Annabelle disse...

Bom dia António!
Compreender o perdão é um algo absolutamente necessário nesse momento.
Temos que ter consciência de que no mundo externo nada há o que ser perdoado.
Devemos sim largar as escolhas que não nos fizeram bem e que deixaram um rastro de culpas, sobrecarregando o nosso corpo emocional, peso este que muitas vezes se materializa no corpo físico.
Ninguém escolhe fazer algo "errado". Escolhemos sim, o que nos parece melhor em um determinado momento. E essa escolha pode nos proporcionar uma experiência não muito boa.
Isso nos torna responsáveis e com autoridade suficiente para largar o que não nos convém. Largando, deixando ir, per+doando, nos livramos das culpas.
Com esta visão aquilo que escolhemos mal deixa de ter importância e desaparece.
Na época em que assimilei este conceito perdi trinta quilos no espaço de um mês. E tenho testemunhas!rsss
Senti vontade de compartilhar esta minha experiência sobre o perdão por que adorei o seu texto e quis assinar em baixo!
Um beijo grande
Astrid Annabelle

Cris França disse...

Antonio

que texto!

acho que todos os desafios pessoais que temos este é um dos maiores deles.
entender que o perdão não é para o outro, mas é para mim, é algo que custa.
Eu já tive tantos desafios nessa campo, e sei que ainda terei outros mais, mas hoje sigo com mais suavidade.
Havemos de ser muitos sinceros, mergulhar profundamente dentro de nós, usar de nosso censo de justiça e amor, para que possamos ter mais calma, mais paz e mais serenidade nesse campo.
Te ler foi inspirador. obrigada! bjs

António Rosa disse...

Astrid

Impressionante depoimento pessoal. Adorei e concordo plenamente. Eu próprio aprendi à minha custa, apesar de ainda andar em aprendizagem.

Lindo! Lindo!

Beijos

António

António Rosa disse...

Cris

Mais um depoimento pessoal de grande importância. Felizmente que já somos muitos os que iniciámos essa aprendizagem, que não é nada fácil.

Muito obrigado.

Beijos.

Tereza Kawall disse...

Antonio querido,
Lindo seu texto, muito oportuno para esses dias abarrotados de dificuldades emocionais, apego, ciúmes ou ressentimentos.
Temos sempre que nos relembrar destas atitudes, nossa mente não dá muito sossego... tudo é um treino, olhar diferente para as mesmas coisas!
bj
Tereza

Adelaide Figueiredo disse...

É preciso perdoar, principalmente a nós mesmos e assim o perdão ao outro virá com mais fluidez. Isso custa, dói, por vezes sentimo-nos injustiçados, espezinhados, diminuídos pelo outro, raiva, ódio, abandono e muito mais, pois acontecem situações quase diariamente umas mais graves outras menos a todos nós. Fechar os olhos, pensar em libertarmo-nos e libertar o outro através do perdão, Na separação deixá-lo (a) ir e desejar-lhe sorte, na convivência tentar de novo. Sentir-nos em paz é o mais importante para seguir em frente com a alma e o coração aberto.

Adorei o texto. Talvez o meu comentário da 1ª postagem não fosse bem explícito por mim. Hoje talvez já tenha aprendido um pouco mais :)

Abraço

António Rosa disse...

Tereza

Muito agradecido e confirmando que também noto ainda a existência de sérios entraves emocionais. Ficamos presos por muito pouco.

Bj

António

António Rosa disse...

Adelaide

Passaram 2 anos desde a publicação do post pela primeira vez no Cova do Urso. Mal de nós todos se não tivéssemos crescido interiormente. Sobretudo para muitos de nós que estamos na terceira etapa da vida.

Grande abraço de muito agradecimento,

António

angela disse...

Um assunto delicado e difícil sem duvida, me enrolo nele sempre. Acabo sendo condescendeste, muito mais do que deveria por mim e pelo outro também.
beijos

António Rosa disse...

Ângela

Todos nós passamos por esses momentos, mas a vida vai ensinando.

Beijos.

Maria Paula Ribeiro disse...

António,

Podes publicar e republicar este maravilhoso post porque creio que em toda a nossa vida, passado, presente e futuro continuaremos a escolher caminhos onde seremos postos a perdoar. Este é o Mundo da dualidade e isso ocorrerá sempre. Mas quanto mais nos perdoarmos, maior é o nosso crescimento interior.
Nesta fase da minha cruz cardinal onde Plutão impere, muito aprendi com ele a perdoar, mas quem semeia o perdão, colherá o amor.... ;)

Bem-hajas Amigo e Mestre.
Astrid, permita-me dar-te um grande bem-hajas por belo e sentido testemunho.

Beijo
MP

António Rosa disse...

Maria Paula,

Não é verdade que o testemunho da Astrid é impressionante? Apeteceu-me muito fazer uma adenda ao post, mas outras pessoas, como tu, também deixaram testemunhos maravilhosos.

Muito obrigado, minha querida.

Beijos

António

Saulo Taveira disse...

"Quando exercemos o perdão, libertamo-nos das expectativas e dos padrões negativos; quando nos libertamos, disponibilizamo-nos para relações e experiências mais saudáveis e felizes."

O auto perdão e a libertação são os caminhos da vida, os caminhos abertos.

Belo texto. Obrigado.

Abraços.

António Rosa disse...

Saulo,

Dentro de dias irei reproduzir aqui um pos seu na íntegra, com todos os créditos devidos.~~

Grato e abraço

António

Glorinha L de Lion disse...

Antonio, meu querido, que belo depoimento. Pena que não irá participar da última blogagem. Eu tb estou em constante aprendizado, já fiz meu post sobre o perdão e o deixei programado e em algumas coisas do teu texto, vi que concordamos e muito.
Acho que o perdão é melhor para quem perdoa do que para o perdoado. Grande abraço amigo, até a próxima!

António Rosa disse...

Glorinha

Muito agradecido por ter vindo até ao post. Também gostaria muito de participar no último tema, mas como pode constatar, publiquei este post há poucos dias e nem sei mesmo o que poderia escrever para além disto.

Muito sucesso. Terei muito gosto em acompanhá-la na próxima série que certamente irá organizar.

Grande abraço

António

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Como de costume é mais um texto que a gente aprende boas coisas.
Eu sinto que algumas vezes meu perdão é superficial. Eu perdôo, mais para não pensar no assunto (e consequentemente não me nutrir de rancor) do que perdoar com profundidade, esquecer mesmo um mal que me foi feito. So se gosto muito da pessoa, perdôo em plenitude, senão crio um certo asco com a pessoa. Isso é errado, pq eu irradio uma negatividade que me faz mal.

Preciso aprender aonde está aquele bom shampoo que me lava a alma em profundidade rs.

Vou sentir saudades tb meu querido amigo, dessas boas blogagens coletivas! e seus textos sempre especiais, eu te agradeço pelo tanto que me ensina sempre.

um graaaande abraço, meu amigo!
bom dia

Tati Pastorello disse...

Oi Antônio, grande texto! Não entendo a parte astrológica relacionada, mas as palavras fizeram muito sentido para mim. O auto perdão, por vezes, parece o mais difícil de se obter. É trabalho árduo, para algumas vidas!
Beijos.

Nilce disse...

Oi, Antonio

Muito bom o seu texto.
Acho que pensamos mais ou menos a mesma coisa. Só que vc tem uma grande sabedoria e arte para escrever.
O perdão faz melhor a quem perdoa.
Bjs no coração!

Nilce

Luma Rosa disse...

O perdão nos cura, fecha a ferida e nos traz paz! Eu sei, mas é tão difícil perdoar! Acho que sou humana demais! (rs*)

Bom fim de semana! Beijus,

António Rosa disse...

Alexandre,

Muito agardecido por ter vindo e ter deixado estas suas linda das palavras.

Gosto do teu dizer!

E quem não precisa do «bom shampoo que me lava a alma em profundidade rs.». Eu, também.

Bom fim-de-semana.

Abraço

António

António Rosa disse...

Tati,

A parte astrológica é o que menos conta, pois destina-se a um grupo d eleitores mais restrito. Importante é que a ideia fosse captada.

Adorei a sua visita.

Bom fim-de-semana.

Abraço

António

António Rosa disse...

Nilce

Também sinto que pensamos de maneira similar, por isso identificar-me mito com o que escreve. Muito agradecido pelas palavras generosas.

Adorei a sua visita.

Bom fim-de-semana.

Beijo

António

António Rosa disse...

Luma

Se perdão fosse coisa fácil para o ser humano, acha que seria tão aprofundado como o é?

É difícil para todos.

Adorei a sua visita.

Bom fim-de-semana.

Beijo

António

Vera Braz Mendes disse...

Verdade António. Muito bom este texto

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Caro leitor, tem muito por onde escolher. Sinta-se bem neste blogue. Pode copiar os textos que entender para seu uso pessoal, para estudar, para crescer interiormente e para ser feliz. Considere-me como estando do seu lado. No entanto, se é para reproduzir em outro blogue ou website, no mínimo, tenha a delicadeza de indicar que o texto é do «Cova do Urso» e, como tal, usar o respectivo link, este: http://cova-do-urso.blogspot.pt/ - São as regras da mais elementar cortesia na internet. E não é porque eu esteja apegado aos textos, pois no momento em que são publicados, vão para o universo. Mas, porque o meu blogue, o «Cova do Urso» merece ser divulgado. Porquê? Porque é um dos melhores do género, em língua portuguesa (no mínimo) e merece essa atenção.


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O «Cova do Urso» nasceu a 22-11-2007, às 21:34, em Queluz, Portugal.

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