Quando Plutão transita pelos seus domínios - casa 8 [Parte 1]

6 de janeiro de 2009 ·

É um texto muito longo e algo desagradável para leitores mais sensíveis. Não perca tempo a ler, pois escrevi-o para tomar consciência de mim mesmo e para a minha própria memória futura. Escondê-lo em vez de o publicar seria pactuar com as minhas próprias trevas. A.R.
Parte 1
O obscuro caminho para casa

Vou tentar passar para aqui o resultado da minha experiência pessoal com o trânsito de Plutão pela minha casa 8, que tecnicamente acontece desde Janeiro de 2005, pois a cúspide está a 23º 32’ de Sagitário. Em boa verdade, tenho em conta 3 a 5 graus antes da cúspide, pois são os graus mínimos que os planetas trabalham intensamente na sua aproximação a uma nova casa. Plutão não foge à regra. Portanto, em rigor, considero a minha experiência deste trânsito a partir de Setembro de 2004, quando Plutão estava no grau 18 de Sagitário. Tinha eu 54 anos.

Não recomendo a ninguém esta experiência numa fase tão avançada da vida. É um desnudar completo, sem ter no mínimo um biombo de sombras chinesas para sentirmos uma aparente protecção. É mesmo o desnudar completo, que magoa muito. Quando somos mais jovens, tudo tem um sabor diferente. Como vou a caminho do 5º ano [em 2009] deste trânsito nada doce sai do que falo por experiência própria. Actualmente já não existe amargura em mim, pois tenho aprendido a aceitar-me. Apenas tento desligar-me de situações menos luminosas que ainda transporto dentro de mim.

Se há casa onde se confrontam os temas que mais profundamente alteram a «vida» de Plutão é quando ele passa pelos seus próprios domínios, neste caso, a casa 8. Não nos resta outra possibilidade que fazer uma visita muito prolongada ao nosso mundo subterrâneo e primevo (em certos casos) e ao nosso mundo mais interno (em outros casos), sempre com o propósito de investigarmos aqueles pensamentos que se encontram enraizados e integrar os sentimentos que não conseguimos aceitar de forma consciente.

Quando Plutão está nos seus domínios, na casa 8, ficamos demasiado susceptíveis para fazermos projecções de qualidade nas outras pessoas. Inconscientemente escolhemos algumas delas que representam o nosso lado mais obscuro e que ainda não tenhamos tido a força e a coragem de examinar. E são tantos cantos obscuros! A tendência é embirrarmos e ‘lutarmos’ com essas pessoas quando elas reflectem bem esse nosso lado mais sombrio. Que péssimas recordações isto me trouxe dos anos 2004/5. Tudo isto foi coincidente com uma conjunção de Plutão à Lua, em que pelo caminho perdi as mulheres da minha vida.

Existe em nós uma realidade crua, primordial, intensa e escondida que fomos suprimindo ao longo dos anos e acabámos por saber conviver com esta função obscura, aceitando-a e acabando por vivermos bem assim. Na verdade, fazemos isto: ou consideramos estas nossas facetas como “más” e tentamos esconder (o que é impossível) ou temos medo que se tornem sufocantes, se as expressarmos abertamente. Para afugentar esses medos é que estou a publicar este texto, o mais revelador de sempre, de mim mesmo.

Quando muito se fala em «paz interior», gostaria muito de saber se as pessoas consideram que essa paz é mesmo genuína, total e completa ou, pelo contrário, é uma paz nublada, pois escondemos por baixo de uma aparente beatitude e de muita conversa zen, o que de mais sombrio e pesado transportamos no íntimo. Eu reconheço que fiz milhentas vezes isso mesmo: tapei o meu inferno pessoal com um aparente manto de paz. Uma aparente paz no zen for me. Hoje, a situação melhorou, pois aprendi a expor-me mais, bastante indiferente ao que os outros pensam ou comentam. Isso aliviou-me e sossegou-me.

No entanto, usando as mesmas armas intensifiquei a prática da meditação que, aos poucos, muito me tem ajudado a purgar todo o lixo psíquico que transporto, curando-me lentamente. Não considero que tenha atingido essa tal «paz interior», essa situação zen. Nem sei se alguma vez conseguirei. Mas os diálogos com Ele aumentaram e já falamos com mais facilidade. Hoje, sinto em mim uma maior religiosidade, sem nenhuma religião a intermediar. Hoje é mais uma conversa tu-cá-tu-lá. Actualmente já Lhe consigo dizer coisas como esta: «Tenta entender-me um bocadinho que seja.» Eu sei que Ele me escuta. Quando consigo escutá-Lo é o meu lado divino a funcionar deixando-me muito sereno. Aqui fica uma experiência minha: quantas vezes estive em processos de meditação colectiva e em vez de me juntar à tentativa de elevação da vibração do grupo, estava mentalmente muito ocupado a vibrar em ondas de desejo sexual. Coisas da casa 8, como sabem! Nunca tive qualquer dificuldade em meditar quando consigo aquietar a minha mente. Nem nunca pertenci àquele grupo de pessoas que dizem não conseguir meditar. Consigo na boa (Lua na 8) e é nesses momentos que falo com Ele.

Claro que tenho muitos momentos de acalmia, sim. De alguma serenidade, sim. O trânsito teria que ir surtindo efeito! Plutão na minha 8 não me deixa dar atenção ao conformismo generalizado do «espiritualmente correcto». Sei que posso ser desancado, mas tinha que ser sincero. Enquanto não reconhecemos de bom grado e com simplicidade (não mental, mas do coração) a existência desse mundo subterrâneo em nós mesmos, pomos em perigo o nosso bem-estar psicológico e interno. E, claramente, também comprometemos o nosso lado espiritual.

Quem passa por este trânsito sabe que nos preocupam as capas mais profundas da nossa oitava casa, pois contradizem a imagem apresentável e aparentemente imaculada com que mostramos ao mundo. Não só ao mundo. Também aos nossos mais próximos, aquelas pessoas das casas 3, 4, 5, 7 e 11. Este trânsito de Plutão põe pressão em todas as partes envolvidas. É a altura de nos desvelarmos. Sabemos que temos que o fazer. Mas não sabemos como, pois fomos treinados uma vida inteira para escondermos o nosso verdadeiro interior. Como estilhaçar voluntariamente a nossa bela imagem tão cuidadosamente construída ao longo de anos?

Podermos encher-nos de coragem (e vale a pena fazê-lo) e, simplesmente, dizer isto: «Sim, isto faz parte de mim, pois eu também sou este tipo safado». Sem que nos auto-julguemos severamente e aceitando o julgamento dos outros pode ser o começo de um processo de cura interna, que demorará anos a efectivar-se. Acreditem, quando chegamos a este ponto, já estamos fora de prazo. Completamente. Não na idade, mas no ego, que fica muito maltratado. Seguir negando as facetas primitivas e vitais da nossa natureza interna, dá-lhes um tremendo poder destrutivo sobre nós e de forma tão misteriosa que o destino intervém com mão pesada.

A vida deu-me imensas oportunidades para aprender isto, pois a minha actividade profissional de 30 anos de editor de livros e, especialmente desde 2000, de editor de livros espirituais, deu-me a ocasião de conviver e conhecer os maiores egos que se possam imaginar. Bom, mas eu não fui nenhum santinho, pois tenho estado no meio deles. Também fiz as minhas maldades e cheguei a julgar-me o maior, por os publicar. Que coisa mais tola e insignificante. A astrologia foi uma cura tremenda para mim.

As pessoas que tenham planetas na casa 8 e enfrentam este trânsito, sabem bem o quão infame pode ser Plutão. Derruba tudo. Destrói para reconstruir. É um processo doloroso. Se a pessoa entra naquela coisa da vitimização e começa a dizer «ai, coitadinho de mim», pode ter a certeza que vai levar na cabeça e bem forte. A simbologia de cada planeta tocado por Plutão não voltará a ser a mesma, pois entra numa oitava superior, de maior elevação. Por exemplo, os trânsitos de Úrano e Neptuno não garantem esta mesma eficácia plutónica.

Este processo plutónico não se resume à simples questão de introduzirmos algumas «atitudes positivas» que vejo tão frequentemente e que eu também tentei. Plutão assegura-se que sintamos profundamente todas essas transformações. Não há forma de brincar às escondidas como eventualmente podemos fazer com Neptuno, por exemplo. Algumas pessoas não estão preparadas para isto. Tenho visto tanta gente entrar em profunda depressão durante os anos que dura um longo trânsito de Plutão pela sua casa 8.

Somos atirados para caminhos fantasmagóricos que no passado conseguimos evitar. O mais certo é termos que enfrentar material interno que durante muito tempo evitámos cuidadosamente tratar. Chega sempre a hora. Plutão sabe que essas feridas dolorosas tão ciosamente guardadas e enterradas não estão curadas. Plutão sabe que essas feridas se não forem resolvidas têm uma vida própria de vampirismo, pois estão sempre a sugar-nos, esgotando-nos psicologicamente. Não se resolvem como nos programas do «Dr. Phil». Era bom que fosse. Aquilo é entertainment! A energia que se encontra presa em nós sem ventilação é a exactamente aquilo que Plutão pretende libertar. Sigamos a corrente vulcânica… pois, após a libertação, vem a reciclagem.

Certamente começaremos este trânsito admitindo para nós mesmos que talvez tenhamos guardo rancores sobre incidentes duros ou traumáticos do nosso passado. No meu caso foi lembrar-me com imensa nitidez do tempo em que andei na guerra colonial entre 1970 e 1973. Pela primeira vez na vida entrei em contacto com a morte violenta provocada por um conflito armado. Tive que purgar todas estas memórias três décadas depois. Ninguém queria acreditar que eu subitamente sentia e manifestava uma raiva por um assunto que eu pensava estar resolvido. Foi tudo muito vivencial e epidérmico. Dou por mim a ser contactado por pessoas que andaram comigo nessa guerra e que eu tinha perdido o contacto há dezenas de anos. É muito estranho.

Senti que necessitava fazer o perdão a mim mesmo de uma época violenta em que fui atirado para uma guerra salazarista com a qual não me identificava e que nem sequer tinha consciência porque era alistado à força com uma arma mortífera nas mãos.

Imensas pessoas do nosso passado passam perante a nossa mente ou aparecem fisicamente para percebemos que muitas situações não tinham ficado bem resolvidas. Pacificar e perdoar foi uma tarefa difícil. Ainda costuma ser. É o momento em que fazemos a limpeza aos nossos sentimentos. Não vale a pena ficarmos enraivecidos ao descobrirmos que afinal ainda temos que concluir tarefas do passado que não terminámos. O melhor é encerrar esses dossiers. Encerrá-los bem, sem egoísmo, com generosidade.

O resto da nossa carta determinará se podemos suportar e levar a bom termo esta experiência.

Dentro de dias publicarei a continuação deste artigo:

Parte 2 – Sexo, amores, dinheiro, justiça e morte

Update
Tencionava fazê-lo, mas a verdade é que nunca o completei.
É o meu próprio trânsito e faltou-me ânimo para tal.

.

48 comentários:

joana disse...
6 de janeiro de 2009 às 21:20  

Gostei muito António.

Ana Cristina disse...
6 de janeiro de 2009 às 22:21  

aprendemos sempre muito com testemunhos na 1ª pessoa, e :-) sendo encontros deste calibre, nunca são águas mornas.
Abraço e obrigada António

Samsara disse...
6 de janeiro de 2009 às 23:45  

Gostei muito António

Interessante que o teu processo de cura seja através da meditação, da astrologia, tem tudo a ver com casa 8.

Não passarei por este trânsito, dificilmente lá chegarei, mas a filhota terá o dela numa idade jovem, pelo teu texto depreendo que será melhor assim, apesar de crer que será igualmente doloroso.

Obrigada por partilhares este texto, acredito que te ajuda neste processo e a nós enriquece-nos.

Beijinhos

Maria Paula Ribeiro disse...
7 de janeiro de 2009 às 00:26  

António,

Louvável, este teu texto. Muito obrigado pela partilha.

"Quando muito se fala em «paz interior», gostaria muito de saber se... o que de mais sombrio e pesado transportam(os) no íntimo."

Sou nova, mas partilho contigo, essa passagem...vivemos com momentos por nós, velados, e pensamos que temos uma paz... aparente...

Abraço, mestre ;)

adelaide figueiredo disse...
7 de janeiro de 2009 às 00:55  

António

Gostei muito deste texto.
Descreve admiravelmente todas as sensações trnsformadoras de Plutão

Não vou passar por este trânsito, mas deve ser imensamente difícil.

Obrigada pela partilha e um louvor pela sua coragem.Oxalá o desabafo o ajude a libertar-se um pouco.

Abraço

Adelaide Figueiredo

Anónimo disse...
7 de janeiro de 2009 às 12:15  

.... obrigado .... é a palavra mais adequada que encontro ! overwhelming .... este testemunho ! é estarmos a vermos ao espelho !!!! é algo que tem de ser lido e digerido, relido, repensado, olharmos para o nosso interior e meditarmos !

Obrigado !

Luis

P.S. - Um Imenso Obrigado pela sessão de ontem ....

Bem Hajas

Dunyazade disse...
7 de janeiro de 2009 às 12:43  

Uma prima minha está a passar por este trânsito: divorciou-se e está a sentir também problemas com umas questões de heranças familiares (casa 8).
Vou ficar à espera da continuação do seu testemunho.

Anónimo disse...
7 de janeiro de 2009 às 13:31  

Li. Não é perder tempo...
Agradeço a generosidade e coragem deste testemunho.
Um abraço, A.R.
(

António Rosa disse...
7 de janeiro de 2009 às 13:37  

Joana

Como ambos sabemos... é um processo. Obrigado.

António Rosa disse...
7 de janeiro de 2009 às 13:38  

Ana Cristina,

Não imagina como me senti bem escrevendo isto. A Parte 2 está quase pronta, mas vou esperar mais uns dias pois é mais escaldante por se tratarem dos assuntos mais mundanos da casa 8.

Obrigado.

António Rosa disse...
7 de janeiro de 2009 às 13:40  

Patrícia

Quando chegar a vez da Princesa tudo será mais fácil pois está a ser educada por uma mãe evoluida.

Obrigado.

António Rosa disse...
7 de janeiro de 2009 às 13:40  

Paula

Como te compreendo. Mas és tão jovem e isso conta a teu favor.

Obrigado.

António Rosa disse...
7 de janeiro de 2009 às 13:41  

Adelaide

Tem razão - é intensamente difícil. Mas purificador.

Obrigado.

António Rosa disse...
7 de janeiro de 2009 às 13:42  

Luis

Também gostei muito de ter convivido contigo ontem à noite.

Obrigado.

António Rosa disse...
7 de janeiro de 2009 às 13:44  

Dunyazade

Infelizmente na Parte 2 pouco ou nada falarei de heranças porque não as tive. Pelo contrário, o falecimento da minha mãe foi neste trânsito, mas tive que pagar as despesas, por não haver heranças.

Obrigado.

António Rosa disse...
7 de janeiro de 2009 às 13:44  

Anónimo

Obrigado por ter lido.

joana disse...
7 de janeiro de 2009 às 14:43  

António... aqui esse transito passou dos 0 aos 15... ou noutra interpretação... como tenho Plutão na cúspide da 8 é como ter esse trânsito a vida toda : )))

Lucy disse...
7 de janeiro de 2009 às 19:28  

Sensibilizada, fico à espera do 2º capítulo.

És um homem interessante, sabias?

Beijo.

António Rosa disse...
7 de janeiro de 2009 às 20:32  

Joana

Um posicionamento natal, como muito bem sabe, diferencia-se de um trânsito. é a diferença entre sermos e fazermos.

Beijinho

António Rosa disse...
7 de janeiro de 2009 às 20:33  

Lucy

Fiquei encantado com o teu comentário.

Dentro de dias sairá a 2ª parte com umas histórias «macacas» de amores mal amanhados.

Beijo

Fada Moranga disse...
7 de janeiro de 2009 às 21:17  

Ola Antonio!

Rico trabalho de casa! A casa 8 nao eh nada meiga... Eu ja nasci com o Saturno a entrar na 8 e o retorno e transito por toda a casa 8 foi coisa macaca! :-) Como o compreendo. Bem haja pela partilha! Um grande beijo*de Fada

PS: Fui ler a vossa conversa de ontem - foi bem boa!

António Rosa disse...
7 de janeiro de 2009 às 22:11  

Fada

De facto, ontem tivemos uma conversa muito animada. Senti a tua falta.

Anónimo disse...
9 de janeiro de 2009 às 03:29  

Antonio..
ao ler este magnifico testemunho
vi passar como um filme este meu transito tinha eu cerca de 35 anos,foi na casa 8 conj a saturno e ainda em casa escorpião..ora com esta idade claro que a quad plutão tambem estava a fazer moça...olhe a minha resistencia,para ter estes tres transitos numa vezada, e sem consciencia do que me estava acontecer,foi ir ao fundo do poço bater com a cabeça e quando queria voltar com a minha resistencia foi perder, perder perder numca mais fui a mesma...só percebi o que me aconteceu quando fiquei com umas luzinhas de astrologia,passado uns anos...por estes textos António são uma benção para quem o le e queira aprender astrologia,porque com consciencia a passar por estes transitos é garantido que fazemos da nossa vidinha mais leve,já não se resiste TANTO porque se compreende.
OBRIGADA António.
Maria

Maria

António Rosa disse...
9 de janeiro de 2009 às 07:54  

Maria

Muito obrigado pelo seu testemunho.

Abraço

António

HighLander77 disse...
9 de janeiro de 2009 às 11:31  

OI Antonio,

Adorei o que escreveu pois foi sentido, honesto e humilde. Senti na pele como e a casa 8 e os transitos de Plutao e sei que e preciso mta coragem para escrever sobre esses assuntos na primeira pessoa.

Abraco,

Paulo

Táxi Pluvioso disse...
9 de janeiro de 2009 às 14:01  

Então a despromoção de Plutão não afectou a astrologia?

Aqui ficar um exemplo de arte barata com a queda dos preços dos alimentos.

António Rosa disse...
9 de janeiro de 2009 às 15:48  

Olá Paulo,

Senti necessidade de falar comigo mesmo sobre este trânsito do pérfido Plutão.

Abraço

António Rosa disse...
9 de janeiro de 2009 às 15:56  

Ora via, Taxi Pluvioso,

De facto a tão famosa de Plutão a planeta-anão não afectou a astrologia, pois são assuntos COMPLETAMENTE diferentes.

Enquanto a despromoção é assunto da astronomia enquanto que o Plutão astrológico está inserido numa «linguagem de símbolos».

Abraço

António

Esp Valentim disse...
9 de janeiro de 2009 às 19:15  

Todos os dias agradeço lá para cima a oportunidade que me foi dada de te encontrar.
Penso que este texto já está publicado à algum tempo, no entanto, só hoje o li. Vá se lá saber porquê.
Como sabes, já te disse várias vezes, sinto-me priviligiada, diria muito honrada, em aprender com os teus ensinamentos.
Este teu texto é mais uma bela lição de vida para todos aqueles que contigos querem, podem e sobretudo, devem aprender.
Obrigado AMIGO!
Ass: Esp Valentim

António Rosa disse...
9 de janeiro de 2009 às 21:12  

Olá Esp,

Que surpresa ver-te por aqui.

Muito obrigado pelas tuas palavras que me deixaram derretido.

Sabes bem que temos a nossa labuta diária e tens sido preciosa na minha vida.

Um beijo grande, grande, grande

António

Patrícia disse...
10 de janeiro de 2009 às 15:40  

Olá antónio! venho retribuir (um pouco tarde eu sei..) a mensagem de feliz ano novo!! que tenha 1 ano novo cheio de descobertas e crescimento com esse transito de plutao a ajudar! e que esse transito seja frutifero para sair dele ainda mais luminoso!!
um abraço! Patrícia

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2009 às 20:01  

Olá Patrícia

Muito obrigado pelas tuas lindas palavras. desejo-te tudo de bom.

Beijinho

António Rosa disse...
13 de janeiro de 2009 às 09:16  

Gostaria de colocar este texto entre os mais comentados e para isso necessito apenas de mais 4 comentários para poder entrar.

Desculpem a franqueza.

António

Astrid Annabelle disse...
14 de janeiro de 2009 às 07:57  

António,
hoje li com bastante atenção este seu texto maravilhoso e corajoso.
Quando se reporta à paz tão falada e divulgada pelos ditos zen da vida
me fez sorrir.
Sinto na pele muito do que expõe...e tenho uma certeza adquirida...quando eu penso que tudo está bem imediatamente vem mais uma liçãozinha básica...
Mas somos felizardos por vivenciar esta purificação com consciência!
Obrigado meu amigo e aguardo curiosa pela parte dois!
Um beijo.
Astrid

António Rosa disse...
14 de janeiro de 2009 às 08:12  

Astrid

Vou chegando a uma fase da minha vida em que estou a perder a «vergonha» de me expor. Mas também diga-se que não estou nem aí para vozes discordantes.

Durante muitos anos vivia preocupado em com o que os outros pensassem. Desde 1998 fui perdendo, perdendo...

E essas perdas ensinaram-me que o caminho faço-o eu.

Beijo

António Rosa disse...
14 de janeiro de 2009 às 08:12  

.

António Rosa disse...
14 de janeiro de 2009 às 08:12  

.

Daniela Scheifler disse...
5 de setembro de 2010 às 13:57  

Oi, Antônio!

Excelente texto. Plutão também está transitando minha casa 8. E quando ele estava já por entrar nela, fez conjunção com Netuno natal e quadratura ao Sol. Foi um período e tanto. De muitas mudanças e 'vergonha' por não ser tão bonitinha quanto achava que era. rs Foi um momento de extrema e dolorosa lucidez com relação à idealização das pessoas e dos relacionamentos. Passou e deixou preciosas riquezas. Tenho Lua/Plutão no mapa e quanto mais o tempo passa mais vejo a força e a riqueza desse aspecto. Dentre em breve (2012), estarei vivendo a quadratura de Plutão com ele mesmo. E com a Lua, envolvendo casas 5 e 8. Mais transformações emocionais, sexuais e criativas à vista. E vamos lá. :-)

Adorei o texto dos trintões também.

beijos pra você!

Fabiana de Brito Gomes disse...
18 de junho de 2012 às 16:53  

Minha vida é ter "Plutão na casa 8". Ainda estou viva.

Lua Jeudi disse...
15 de março de 2013 às 11:01  

Estava procurando sobre Plutão em conjunção com a lua na carta Natal. Mas valeu ter lido sobre esse trânsito!

Lua Jeudi disse...
15 de março de 2013 às 11:04  

Aliás, Plutão em conjunção com a lua na casa 8 da carta natal. Tenso, porém agora transita casa 7 , não menos tenso nos relacionamentos.

Sarah Moustafa disse...
3 de abril de 2013 às 23:55  
Este comentário foi removido pelo autor.
Sarah Moustafa disse...
3 de abril de 2013 às 23:55  

António onde está a segunda parte deste elucidativo texto sobre o transito de plutão na 8? Não encontro e gostava muito de o ler estou a iniciar esse mesmo transito e a precisar de alguma informação! =)

beijinhos

António Rosa disse...
4 de abril de 2013 às 10:43  

Sarah

Infelizmente nunca o completei.
É o meu próprio trânsito e faltou-me ânimo para tal. Ainda bem que me chamou a atenção disso, o que me permitiu fazer um pequeno texto no próprio post a informar que nunca cheguei a fazer a 2ª parte. Sinceramente, não sei se o chegarei a fazer pois a primeira parte foi feita em 2009. Já lá vão uns anos.

Muito agradecido.

Vera Braz Mendes disse...
4 de abril de 2013 às 12:35  

Bom dia! Gostei tanto António. Tào plutonicamente alquimico. Obrigada, muito obrigada pela partilha. É por isto que todos os dias o admiro.

Bj

Herodoto F. Bento-DeMello disse...
4 de abril de 2013 às 13:05  

Poxa António que experiência louca... e eu que pensava que enfrentar Plutão na minha casa IV era a experiência mais difícil...
Sempre aprendo muito com as tuas análises. Este texto exige várias leituras.
Grato

António Rosa disse...
5 de abril de 2013 às 19:02  

Olá Vera,

Imagine que há 2 dias que me esqueço de ver os emails e só agora é que reparei que tinha deixado um comentário, que muito agradeço. Escrevi-o em Janeiro de 2009 e reli-o agora e a verdade é que me soou bem. Aproveitei para limar umas gralhas.

Muito obrigado pela sua presença e comentário.

António Rosa disse...
5 de abril de 2013 às 19:04  

Amigo Hérodoto,

Tenho Plutão na tal na 4. :)

Este artigo foi escrito em 2008 e o trânsito ainda vai durar mais uns anos.

Muito obrigado por vindo e deixado o seu comentário.

Abraço.

6 de janeiro de 2009

Quando Plutão transita pelos seus domínios - casa 8 [Parte 1]

É um texto muito longo e algo desagradável para leitores mais sensíveis. Não perca tempo a ler, pois escrevi-o para tomar consciência de mim mesmo e para a minha própria memória futura. Escondê-lo em vez de o publicar seria pactuar com as minhas próprias trevas. A.R.
Parte 1
O obscuro caminho para casa

Vou tentar passar para aqui o resultado da minha experiência pessoal com o trânsito de Plutão pela minha casa 8, que tecnicamente acontece desde Janeiro de 2005, pois a cúspide está a 23º 32’ de Sagitário. Em boa verdade, tenho em conta 3 a 5 graus antes da cúspide, pois são os graus mínimos que os planetas trabalham intensamente na sua aproximação a uma nova casa. Plutão não foge à regra. Portanto, em rigor, considero a minha experiência deste trânsito a partir de Setembro de 2004, quando Plutão estava no grau 18 de Sagitário. Tinha eu 54 anos.

Não recomendo a ninguém esta experiência numa fase tão avançada da vida. É um desnudar completo, sem ter no mínimo um biombo de sombras chinesas para sentirmos uma aparente protecção. É mesmo o desnudar completo, que magoa muito. Quando somos mais jovens, tudo tem um sabor diferente. Como vou a caminho do 5º ano [em 2009] deste trânsito nada doce sai do que falo por experiência própria. Actualmente já não existe amargura em mim, pois tenho aprendido a aceitar-me. Apenas tento desligar-me de situações menos luminosas que ainda transporto dentro de mim.

Se há casa onde se confrontam os temas que mais profundamente alteram a «vida» de Plutão é quando ele passa pelos seus próprios domínios, neste caso, a casa 8. Não nos resta outra possibilidade que fazer uma visita muito prolongada ao nosso mundo subterrâneo e primevo (em certos casos) e ao nosso mundo mais interno (em outros casos), sempre com o propósito de investigarmos aqueles pensamentos que se encontram enraizados e integrar os sentimentos que não conseguimos aceitar de forma consciente.

Quando Plutão está nos seus domínios, na casa 8, ficamos demasiado susceptíveis para fazermos projecções de qualidade nas outras pessoas. Inconscientemente escolhemos algumas delas que representam o nosso lado mais obscuro e que ainda não tenhamos tido a força e a coragem de examinar. E são tantos cantos obscuros! A tendência é embirrarmos e ‘lutarmos’ com essas pessoas quando elas reflectem bem esse nosso lado mais sombrio. Que péssimas recordações isto me trouxe dos anos 2004/5. Tudo isto foi coincidente com uma conjunção de Plutão à Lua, em que pelo caminho perdi as mulheres da minha vida.

Existe em nós uma realidade crua, primordial, intensa e escondida que fomos suprimindo ao longo dos anos e acabámos por saber conviver com esta função obscura, aceitando-a e acabando por vivermos bem assim. Na verdade, fazemos isto: ou consideramos estas nossas facetas como “más” e tentamos esconder (o que é impossível) ou temos medo que se tornem sufocantes, se as expressarmos abertamente. Para afugentar esses medos é que estou a publicar este texto, o mais revelador de sempre, de mim mesmo.

Quando muito se fala em «paz interior», gostaria muito de saber se as pessoas consideram que essa paz é mesmo genuína, total e completa ou, pelo contrário, é uma paz nublada, pois escondemos por baixo de uma aparente beatitude e de muita conversa zen, o que de mais sombrio e pesado transportamos no íntimo. Eu reconheço que fiz milhentas vezes isso mesmo: tapei o meu inferno pessoal com um aparente manto de paz. Uma aparente paz no zen for me. Hoje, a situação melhorou, pois aprendi a expor-me mais, bastante indiferente ao que os outros pensam ou comentam. Isso aliviou-me e sossegou-me.

No entanto, usando as mesmas armas intensifiquei a prática da meditação que, aos poucos, muito me tem ajudado a purgar todo o lixo psíquico que transporto, curando-me lentamente. Não considero que tenha atingido essa tal «paz interior», essa situação zen. Nem sei se alguma vez conseguirei. Mas os diálogos com Ele aumentaram e já falamos com mais facilidade. Hoje, sinto em mim uma maior religiosidade, sem nenhuma religião a intermediar. Hoje é mais uma conversa tu-cá-tu-lá. Actualmente já Lhe consigo dizer coisas como esta: «Tenta entender-me um bocadinho que seja.» Eu sei que Ele me escuta. Quando consigo escutá-Lo é o meu lado divino a funcionar deixando-me muito sereno. Aqui fica uma experiência minha: quantas vezes estive em processos de meditação colectiva e em vez de me juntar à tentativa de elevação da vibração do grupo, estava mentalmente muito ocupado a vibrar em ondas de desejo sexual. Coisas da casa 8, como sabem! Nunca tive qualquer dificuldade em meditar quando consigo aquietar a minha mente. Nem nunca pertenci àquele grupo de pessoas que dizem não conseguir meditar. Consigo na boa (Lua na 8) e é nesses momentos que falo com Ele.

Claro que tenho muitos momentos de acalmia, sim. De alguma serenidade, sim. O trânsito teria que ir surtindo efeito! Plutão na minha 8 não me deixa dar atenção ao conformismo generalizado do «espiritualmente correcto». Sei que posso ser desancado, mas tinha que ser sincero. Enquanto não reconhecemos de bom grado e com simplicidade (não mental, mas do coração) a existência desse mundo subterrâneo em nós mesmos, pomos em perigo o nosso bem-estar psicológico e interno. E, claramente, também comprometemos o nosso lado espiritual.

Quem passa por este trânsito sabe que nos preocupam as capas mais profundas da nossa oitava casa, pois contradizem a imagem apresentável e aparentemente imaculada com que mostramos ao mundo. Não só ao mundo. Também aos nossos mais próximos, aquelas pessoas das casas 3, 4, 5, 7 e 11. Este trânsito de Plutão põe pressão em todas as partes envolvidas. É a altura de nos desvelarmos. Sabemos que temos que o fazer. Mas não sabemos como, pois fomos treinados uma vida inteira para escondermos o nosso verdadeiro interior. Como estilhaçar voluntariamente a nossa bela imagem tão cuidadosamente construída ao longo de anos?

Podermos encher-nos de coragem (e vale a pena fazê-lo) e, simplesmente, dizer isto: «Sim, isto faz parte de mim, pois eu também sou este tipo safado». Sem que nos auto-julguemos severamente e aceitando o julgamento dos outros pode ser o começo de um processo de cura interna, que demorará anos a efectivar-se. Acreditem, quando chegamos a este ponto, já estamos fora de prazo. Completamente. Não na idade, mas no ego, que fica muito maltratado. Seguir negando as facetas primitivas e vitais da nossa natureza interna, dá-lhes um tremendo poder destrutivo sobre nós e de forma tão misteriosa que o destino intervém com mão pesada.

A vida deu-me imensas oportunidades para aprender isto, pois a minha actividade profissional de 30 anos de editor de livros e, especialmente desde 2000, de editor de livros espirituais, deu-me a ocasião de conviver e conhecer os maiores egos que se possam imaginar. Bom, mas eu não fui nenhum santinho, pois tenho estado no meio deles. Também fiz as minhas maldades e cheguei a julgar-me o maior, por os publicar. Que coisa mais tola e insignificante. A astrologia foi uma cura tremenda para mim.

As pessoas que tenham planetas na casa 8 e enfrentam este trânsito, sabem bem o quão infame pode ser Plutão. Derruba tudo. Destrói para reconstruir. É um processo doloroso. Se a pessoa entra naquela coisa da vitimização e começa a dizer «ai, coitadinho de mim», pode ter a certeza que vai levar na cabeça e bem forte. A simbologia de cada planeta tocado por Plutão não voltará a ser a mesma, pois entra numa oitava superior, de maior elevação. Por exemplo, os trânsitos de Úrano e Neptuno não garantem esta mesma eficácia plutónica.

Este processo plutónico não se resume à simples questão de introduzirmos algumas «atitudes positivas» que vejo tão frequentemente e que eu também tentei. Plutão assegura-se que sintamos profundamente todas essas transformações. Não há forma de brincar às escondidas como eventualmente podemos fazer com Neptuno, por exemplo. Algumas pessoas não estão preparadas para isto. Tenho visto tanta gente entrar em profunda depressão durante os anos que dura um longo trânsito de Plutão pela sua casa 8.

Somos atirados para caminhos fantasmagóricos que no passado conseguimos evitar. O mais certo é termos que enfrentar material interno que durante muito tempo evitámos cuidadosamente tratar. Chega sempre a hora. Plutão sabe que essas feridas dolorosas tão ciosamente guardadas e enterradas não estão curadas. Plutão sabe que essas feridas se não forem resolvidas têm uma vida própria de vampirismo, pois estão sempre a sugar-nos, esgotando-nos psicologicamente. Não se resolvem como nos programas do «Dr. Phil». Era bom que fosse. Aquilo é entertainment! A energia que se encontra presa em nós sem ventilação é a exactamente aquilo que Plutão pretende libertar. Sigamos a corrente vulcânica… pois, após a libertação, vem a reciclagem.

Certamente começaremos este trânsito admitindo para nós mesmos que talvez tenhamos guardo rancores sobre incidentes duros ou traumáticos do nosso passado. No meu caso foi lembrar-me com imensa nitidez do tempo em que andei na guerra colonial entre 1970 e 1973. Pela primeira vez na vida entrei em contacto com a morte violenta provocada por um conflito armado. Tive que purgar todas estas memórias três décadas depois. Ninguém queria acreditar que eu subitamente sentia e manifestava uma raiva por um assunto que eu pensava estar resolvido. Foi tudo muito vivencial e epidérmico. Dou por mim a ser contactado por pessoas que andaram comigo nessa guerra e que eu tinha perdido o contacto há dezenas de anos. É muito estranho.

Senti que necessitava fazer o perdão a mim mesmo de uma época violenta em que fui atirado para uma guerra salazarista com a qual não me identificava e que nem sequer tinha consciência porque era alistado à força com uma arma mortífera nas mãos.

Imensas pessoas do nosso passado passam perante a nossa mente ou aparecem fisicamente para percebemos que muitas situações não tinham ficado bem resolvidas. Pacificar e perdoar foi uma tarefa difícil. Ainda costuma ser. É o momento em que fazemos a limpeza aos nossos sentimentos. Não vale a pena ficarmos enraivecidos ao descobrirmos que afinal ainda temos que concluir tarefas do passado que não terminámos. O melhor é encerrar esses dossiers. Encerrá-los bem, sem egoísmo, com generosidade.

O resto da nossa carta determinará se podemos suportar e levar a bom termo esta experiência.

Dentro de dias publicarei a continuação deste artigo:

Parte 2 – Sexo, amores, dinheiro, justiça e morte

Update
Tencionava fazê-lo, mas a verdade é que nunca o completei.
É o meu próprio trânsito e faltou-me ânimo para tal.

.

48 comentários:

joana disse...

Gostei muito António.

Ana Cristina disse...

aprendemos sempre muito com testemunhos na 1ª pessoa, e :-) sendo encontros deste calibre, nunca são águas mornas.
Abraço e obrigada António

Samsara disse...

Gostei muito António

Interessante que o teu processo de cura seja através da meditação, da astrologia, tem tudo a ver com casa 8.

Não passarei por este trânsito, dificilmente lá chegarei, mas a filhota terá o dela numa idade jovem, pelo teu texto depreendo que será melhor assim, apesar de crer que será igualmente doloroso.

Obrigada por partilhares este texto, acredito que te ajuda neste processo e a nós enriquece-nos.

Beijinhos

Maria Paula Ribeiro disse...

António,

Louvável, este teu texto. Muito obrigado pela partilha.

"Quando muito se fala em «paz interior», gostaria muito de saber se... o que de mais sombrio e pesado transportam(os) no íntimo."

Sou nova, mas partilho contigo, essa passagem...vivemos com momentos por nós, velados, e pensamos que temos uma paz... aparente...

Abraço, mestre ;)

adelaide figueiredo disse...

António

Gostei muito deste texto.
Descreve admiravelmente todas as sensações trnsformadoras de Plutão

Não vou passar por este trânsito, mas deve ser imensamente difícil.

Obrigada pela partilha e um louvor pela sua coragem.Oxalá o desabafo o ajude a libertar-se um pouco.

Abraço

Adelaide Figueiredo

Anónimo disse...

.... obrigado .... é a palavra mais adequada que encontro ! overwhelming .... este testemunho ! é estarmos a vermos ao espelho !!!! é algo que tem de ser lido e digerido, relido, repensado, olharmos para o nosso interior e meditarmos !

Obrigado !

Luis

P.S. - Um Imenso Obrigado pela sessão de ontem ....

Bem Hajas

Dunyazade disse...

Uma prima minha está a passar por este trânsito: divorciou-se e está a sentir também problemas com umas questões de heranças familiares (casa 8).
Vou ficar à espera da continuação do seu testemunho.

Anónimo disse...

Li. Não é perder tempo...
Agradeço a generosidade e coragem deste testemunho.
Um abraço, A.R.
(

António Rosa disse...

Joana

Como ambos sabemos... é um processo. Obrigado.

António Rosa disse...

Ana Cristina,

Não imagina como me senti bem escrevendo isto. A Parte 2 está quase pronta, mas vou esperar mais uns dias pois é mais escaldante por se tratarem dos assuntos mais mundanos da casa 8.

Obrigado.

António Rosa disse...

Patrícia

Quando chegar a vez da Princesa tudo será mais fácil pois está a ser educada por uma mãe evoluida.

Obrigado.

António Rosa disse...

Paula

Como te compreendo. Mas és tão jovem e isso conta a teu favor.

Obrigado.

António Rosa disse...

Adelaide

Tem razão - é intensamente difícil. Mas purificador.

Obrigado.

António Rosa disse...

Luis

Também gostei muito de ter convivido contigo ontem à noite.

Obrigado.

António Rosa disse...

Dunyazade

Infelizmente na Parte 2 pouco ou nada falarei de heranças porque não as tive. Pelo contrário, o falecimento da minha mãe foi neste trânsito, mas tive que pagar as despesas, por não haver heranças.

Obrigado.

António Rosa disse...

Anónimo

Obrigado por ter lido.

joana disse...

António... aqui esse transito passou dos 0 aos 15... ou noutra interpretação... como tenho Plutão na cúspide da 8 é como ter esse trânsito a vida toda : )))

Lucy disse...

Sensibilizada, fico à espera do 2º capítulo.

És um homem interessante, sabias?

Beijo.

António Rosa disse...

Joana

Um posicionamento natal, como muito bem sabe, diferencia-se de um trânsito. é a diferença entre sermos e fazermos.

Beijinho

António Rosa disse...

Lucy

Fiquei encantado com o teu comentário.

Dentro de dias sairá a 2ª parte com umas histórias «macacas» de amores mal amanhados.

Beijo

Fada Moranga disse...

Ola Antonio!

Rico trabalho de casa! A casa 8 nao eh nada meiga... Eu ja nasci com o Saturno a entrar na 8 e o retorno e transito por toda a casa 8 foi coisa macaca! :-) Como o compreendo. Bem haja pela partilha! Um grande beijo*de Fada

PS: Fui ler a vossa conversa de ontem - foi bem boa!

António Rosa disse...

Fada

De facto, ontem tivemos uma conversa muito animada. Senti a tua falta.

Anónimo disse...

Antonio..
ao ler este magnifico testemunho
vi passar como um filme este meu transito tinha eu cerca de 35 anos,foi na casa 8 conj a saturno e ainda em casa escorpião..ora com esta idade claro que a quad plutão tambem estava a fazer moça...olhe a minha resistencia,para ter estes tres transitos numa vezada, e sem consciencia do que me estava acontecer,foi ir ao fundo do poço bater com a cabeça e quando queria voltar com a minha resistencia foi perder, perder perder numca mais fui a mesma...só percebi o que me aconteceu quando fiquei com umas luzinhas de astrologia,passado uns anos...por estes textos António são uma benção para quem o le e queira aprender astrologia,porque com consciencia a passar por estes transitos é garantido que fazemos da nossa vidinha mais leve,já não se resiste TANTO porque se compreende.
OBRIGADA António.
Maria

Maria

António Rosa disse...

Maria

Muito obrigado pelo seu testemunho.

Abraço

António

HighLander77 disse...

OI Antonio,

Adorei o que escreveu pois foi sentido, honesto e humilde. Senti na pele como e a casa 8 e os transitos de Plutao e sei que e preciso mta coragem para escrever sobre esses assuntos na primeira pessoa.

Abraco,

Paulo

Táxi Pluvioso disse...

Então a despromoção de Plutão não afectou a astrologia?

Aqui ficar um exemplo de arte barata com a queda dos preços dos alimentos.

António Rosa disse...

Olá Paulo,

Senti necessidade de falar comigo mesmo sobre este trânsito do pérfido Plutão.

Abraço

António Rosa disse...

Ora via, Taxi Pluvioso,

De facto a tão famosa de Plutão a planeta-anão não afectou a astrologia, pois são assuntos COMPLETAMENTE diferentes.

Enquanto a despromoção é assunto da astronomia enquanto que o Plutão astrológico está inserido numa «linguagem de símbolos».

Abraço

António

Esp Valentim disse...

Todos os dias agradeço lá para cima a oportunidade que me foi dada de te encontrar.
Penso que este texto já está publicado à algum tempo, no entanto, só hoje o li. Vá se lá saber porquê.
Como sabes, já te disse várias vezes, sinto-me priviligiada, diria muito honrada, em aprender com os teus ensinamentos.
Este teu texto é mais uma bela lição de vida para todos aqueles que contigos querem, podem e sobretudo, devem aprender.
Obrigado AMIGO!
Ass: Esp Valentim

António Rosa disse...

Olá Esp,

Que surpresa ver-te por aqui.

Muito obrigado pelas tuas palavras que me deixaram derretido.

Sabes bem que temos a nossa labuta diária e tens sido preciosa na minha vida.

Um beijo grande, grande, grande

António

Patrícia disse...

Olá antónio! venho retribuir (um pouco tarde eu sei..) a mensagem de feliz ano novo!! que tenha 1 ano novo cheio de descobertas e crescimento com esse transito de plutao a ajudar! e que esse transito seja frutifero para sair dele ainda mais luminoso!!
um abraço! Patrícia

António Rosa disse...

Olá Patrícia

Muito obrigado pelas tuas lindas palavras. desejo-te tudo de bom.

Beijinho

António Rosa disse...

Gostaria de colocar este texto entre os mais comentados e para isso necessito apenas de mais 4 comentários para poder entrar.

Desculpem a franqueza.

António

Astrid Annabelle disse...

António,
hoje li com bastante atenção este seu texto maravilhoso e corajoso.
Quando se reporta à paz tão falada e divulgada pelos ditos zen da vida
me fez sorrir.
Sinto na pele muito do que expõe...e tenho uma certeza adquirida...quando eu penso que tudo está bem imediatamente vem mais uma liçãozinha básica...
Mas somos felizardos por vivenciar esta purificação com consciência!
Obrigado meu amigo e aguardo curiosa pela parte dois!
Um beijo.
Astrid

António Rosa disse...

Astrid

Vou chegando a uma fase da minha vida em que estou a perder a «vergonha» de me expor. Mas também diga-se que não estou nem aí para vozes discordantes.

Durante muitos anos vivia preocupado em com o que os outros pensassem. Desde 1998 fui perdendo, perdendo...

E essas perdas ensinaram-me que o caminho faço-o eu.

Beijo

António Rosa disse...

.

António Rosa disse...

.

Daniela Scheifler disse...

Oi, Antônio!

Excelente texto. Plutão também está transitando minha casa 8. E quando ele estava já por entrar nela, fez conjunção com Netuno natal e quadratura ao Sol. Foi um período e tanto. De muitas mudanças e 'vergonha' por não ser tão bonitinha quanto achava que era. rs Foi um momento de extrema e dolorosa lucidez com relação à idealização das pessoas e dos relacionamentos. Passou e deixou preciosas riquezas. Tenho Lua/Plutão no mapa e quanto mais o tempo passa mais vejo a força e a riqueza desse aspecto. Dentre em breve (2012), estarei vivendo a quadratura de Plutão com ele mesmo. E com a Lua, envolvendo casas 5 e 8. Mais transformações emocionais, sexuais e criativas à vista. E vamos lá. :-)

Adorei o texto dos trintões também.

beijos pra você!

Fabiana de Brito Gomes disse...

Minha vida é ter "Plutão na casa 8". Ainda estou viva.

Lua Jeudi disse...

Estava procurando sobre Plutão em conjunção com a lua na carta Natal. Mas valeu ter lido sobre esse trânsito!

Lua Jeudi disse...

Aliás, Plutão em conjunção com a lua na casa 8 da carta natal. Tenso, porém agora transita casa 7 , não menos tenso nos relacionamentos.

Sarah Moustafa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sarah Moustafa disse...

António onde está a segunda parte deste elucidativo texto sobre o transito de plutão na 8? Não encontro e gostava muito de o ler estou a iniciar esse mesmo transito e a precisar de alguma informação! =)

beijinhos

António Rosa disse...

Sarah

Infelizmente nunca o completei.
É o meu próprio trânsito e faltou-me ânimo para tal. Ainda bem que me chamou a atenção disso, o que me permitiu fazer um pequeno texto no próprio post a informar que nunca cheguei a fazer a 2ª parte. Sinceramente, não sei se o chegarei a fazer pois a primeira parte foi feita em 2009. Já lá vão uns anos.

Muito agradecido.

Vera Braz Mendes disse...

Bom dia! Gostei tanto António. Tào plutonicamente alquimico. Obrigada, muito obrigada pela partilha. É por isto que todos os dias o admiro.

Bj

Herodoto F. Bento-DeMello disse...

Poxa António que experiência louca... e eu que pensava que enfrentar Plutão na minha casa IV era a experiência mais difícil...
Sempre aprendo muito com as tuas análises. Este texto exige várias leituras.
Grato

António Rosa disse...

Olá Vera,

Imagine que há 2 dias que me esqueço de ver os emails e só agora é que reparei que tinha deixado um comentário, que muito agradeço. Escrevi-o em Janeiro de 2009 e reli-o agora e a verdade é que me soou bem. Aproveitei para limar umas gralhas.

Muito obrigado pela sua presença e comentário.

António Rosa disse...

Amigo Hérodoto,

Tenho Plutão na tal na 4. :)

Este artigo foi escrito em 2008 e o trânsito ainda vai durar mais uns anos.

Muito obrigado por vindo e deixado o seu comentário.

Abraço.

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