Londres 2012 - A delegação brasileira ficará nas instalações Crystal Palace, antes e durante as competições olímpicas

9 de julho de 2012 ·


Enquanto Londres se prepara para virar a capital mundial do desporto, durante os Jogos Olímpicos de 2012, em um canto no sul da cidade só se fala em Brasil. Rodeado por um belo parque de 200 hectares, o Centro Desportivo Nacional Crystal Palace faz os últimos ajustes para se tornar uma espécie de quartel-general da numerosa delegação brasileira, antes e durante a Olimpíada.

Mesmo a meses do início dos jogos, a presença verde e amarela já é sentida no enorme complexo desportivo. Cartazes com o logotipo do «Time do Brasil» e do «Rio 2016» estão sendo espalhados por toda parte.

O centro desportivo foi sede de vários eventos importantes. A área recebeu o seu nome por causa do antigo Crystal Palace (Palácio de Cristal) – uma enorme estrutura de vidro e ferro construída para a Grande Exposição de 1851, no Hyde Park. No ano seguinte, a estrutura foi transferida para o sul de Londres. Em uma noite de novembro de 1936, porém, a bela construção foi destruída por um incêndio. Hoje restam apenas ruínas.

Os atletas brasileiros já estão a caminho do Crystal Palace para realizarem treinos e aclimatização. Quando as competições começarem, em 27 de Julho, os atletas mudam-se para a Vila Olímpica ou Aldeia Olímpica. No lugar dos atletas, no centro desportivo, vão ficar os membros da delegação não credenciados para as acomodações oficiais, como médicos, auxiliares técnicos, treinadores e fisioterapeutas.

Ter um espaço exclusivo para a preparação antes e durante uma olimpíada é prática comum de países com forte tradição olímpica, mas uma novidade para o Brasil. Neste ano, apenas outros quatro países – os gigantes desportivos Estados Unidos, Rússia, Austrália e Alemanha – terão estruturas parecidas. Claramente, e ainda bem, os brasileiros estão a preparar-se para o «Rio 2016»

O Crystal Palace foi escolhido por reunir instalações desportivas de alta qualidade para o treinamento simultâneo de várias modalidades. O complexo acomoda tem 87 quartos no seu hotel, chamado «The Lodge». Para os treinos, o espaço dispõe de uma pista de atletismo de 400 metros e oito raias certificadas pela Associação Internacional de Federações de Atletismo, IAAF na sigla em inglês, com capacidade para 16,5 mil espectadores, entre outras instalações para a prática do esporte.

Há também três piscinas e uma série de ginásios cobertos que podem ser usados para várias modalidades, como basquete, vôlei, handebol, badminton, ginástica, artes marciais e esgrima. O complexo conta ainda com campos oficiais de futebol e hóquei sobre grama natural e sintética, quadras de tênis e squash e salas de musculação e condicionamento. O centro também será sede do acompanhamento de biomecânica, bioquímica, psicologia e análise de performance em vídeo.

O Crystal Palace quer agradar aos atletas também pelo estômago, com a culinária brasileira dominando o cardápio. Acostumado a criar iguarias nutritivas para atletas de alto nível, o chefe de cozinha do centro esteve no Brasil em Abril durante 2 semanas, para aprender os segredos da comidinha caseira tão amada pelos brasileiros [e por mim, claro!]. Obviamente a delegção leva os seus próprios chefs, mas é preciso compreender que a responsabilidade do espaço pertence ao chef residente do Crystal Palace. A ideia é oferecer aos atletas uma alimentação parecida com a que estão acostumados em casa para reduzir ao máximo o desconforto de treinar e competir em outro continente. Isto, sem descurar as questões nutricionais dos atletas.

O que é que o chef do Crystal Palace mais estranhou na culinária brasileira? “O arroz e feijão chamou a nossa atenção por serem tão diferentes do que comemos aqui na Inglaterra”.

Além da infraestrutura, a localização é um ponto que contou a favor para a escolha do complexo pelo COB. O Crystal Palace fica a 20 quilómetros do Parque Olímpico. O local é ligado à região de Stratford, onde acontece a maioria dos eventos, pelo novo serviço de Overground – trens de superfície integrados ao sistema de metrô de Londres.

9 de julho de 2012

Londres 2012 - A delegação brasileira ficará nas instalações Crystal Palace, antes e durante as competições olímpicas


Enquanto Londres se prepara para virar a capital mundial do desporto, durante os Jogos Olímpicos de 2012, em um canto no sul da cidade só se fala em Brasil. Rodeado por um belo parque de 200 hectares, o Centro Desportivo Nacional Crystal Palace faz os últimos ajustes para se tornar uma espécie de quartel-general da numerosa delegação brasileira, antes e durante a Olimpíada.

Mesmo a meses do início dos jogos, a presença verde e amarela já é sentida no enorme complexo desportivo. Cartazes com o logotipo do «Time do Brasil» e do «Rio 2016» estão sendo espalhados por toda parte.

O centro desportivo foi sede de vários eventos importantes. A área recebeu o seu nome por causa do antigo Crystal Palace (Palácio de Cristal) – uma enorme estrutura de vidro e ferro construída para a Grande Exposição de 1851, no Hyde Park. No ano seguinte, a estrutura foi transferida para o sul de Londres. Em uma noite de novembro de 1936, porém, a bela construção foi destruída por um incêndio. Hoje restam apenas ruínas.

Os atletas brasileiros já estão a caminho do Crystal Palace para realizarem treinos e aclimatização. Quando as competições começarem, em 27 de Julho, os atletas mudam-se para a Vila Olímpica ou Aldeia Olímpica. No lugar dos atletas, no centro desportivo, vão ficar os membros da delegação não credenciados para as acomodações oficiais, como médicos, auxiliares técnicos, treinadores e fisioterapeutas.

Ter um espaço exclusivo para a preparação antes e durante uma olimpíada é prática comum de países com forte tradição olímpica, mas uma novidade para o Brasil. Neste ano, apenas outros quatro países – os gigantes desportivos Estados Unidos, Rússia, Austrália e Alemanha – terão estruturas parecidas. Claramente, e ainda bem, os brasileiros estão a preparar-se para o «Rio 2016»

O Crystal Palace foi escolhido por reunir instalações desportivas de alta qualidade para o treinamento simultâneo de várias modalidades. O complexo acomoda tem 87 quartos no seu hotel, chamado «The Lodge». Para os treinos, o espaço dispõe de uma pista de atletismo de 400 metros e oito raias certificadas pela Associação Internacional de Federações de Atletismo, IAAF na sigla em inglês, com capacidade para 16,5 mil espectadores, entre outras instalações para a prática do esporte.

Há também três piscinas e uma série de ginásios cobertos que podem ser usados para várias modalidades, como basquete, vôlei, handebol, badminton, ginástica, artes marciais e esgrima. O complexo conta ainda com campos oficiais de futebol e hóquei sobre grama natural e sintética, quadras de tênis e squash e salas de musculação e condicionamento. O centro também será sede do acompanhamento de biomecânica, bioquímica, psicologia e análise de performance em vídeo.

O Crystal Palace quer agradar aos atletas também pelo estômago, com a culinária brasileira dominando o cardápio. Acostumado a criar iguarias nutritivas para atletas de alto nível, o chefe de cozinha do centro esteve no Brasil em Abril durante 2 semanas, para aprender os segredos da comidinha caseira tão amada pelos brasileiros [e por mim, claro!]. Obviamente a delegção leva os seus próprios chefs, mas é preciso compreender que a responsabilidade do espaço pertence ao chef residente do Crystal Palace. A ideia é oferecer aos atletas uma alimentação parecida com a que estão acostumados em casa para reduzir ao máximo o desconforto de treinar e competir em outro continente. Isto, sem descurar as questões nutricionais dos atletas.

O que é que o chef do Crystal Palace mais estranhou na culinária brasileira? “O arroz e feijão chamou a nossa atenção por serem tão diferentes do que comemos aqui na Inglaterra”.

Além da infraestrutura, a localização é um ponto que contou a favor para a escolha do complexo pelo COB. O Crystal Palace fica a 20 quilómetros do Parque Olímpico. O local é ligado à região de Stratford, onde acontece a maioria dos eventos, pelo novo serviço de Overground – trens de superfície integrados ao sistema de metrô de Londres.

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