O Sistema Solar e o Modelo Humano

7 de fevereiro de 2011 ·


Numa primeira abordagem, a Astrologia e a Astronomia parecem estudar os mesmos fenómenos: estrelas, planetas e outros corpos celestes. Assim acontece, de facto. Existe, porém, uma diferença fundamental: a Astronomia estuda os aspectos físicos, objectivos e materiais dos corpos celestes, enquanto a Astrologia estuda o seu aspecto simbólico e mitológico e, sobretudo, a sua interacção com o modelo humano. É nesta dicotomia que reside a muito conhecida polémica daqueles que se atrevem a acusar a astrologia de coisa falsa. Regra geral, essas críticas são feitas por pessoas que nada sabem de astrologia, ou sabem apenas aquilo que as revistas e jornais divulgam que é «quase nada», em termos astrológicos.

Deixem-me dar-vos um exemplo que todos compreenderão: como posso comparar uma canja de galinha com um arroz de cabidela, que como sabem é feita com galinha ou frango? É possível esta comparação? Não. Como este texto não é para discutir as diferenças entre Astronomia e Astrologia, nem vou continuar por este caminho.

Num mapa astrológico estão representados dez corpos celestes genericamente designados por "planetas". Oito deles são, de facto, planetas: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno e Plutão. Fazem parte do Sistema Solar, tal como a própria Terra. Quanto aos outros dois objectos celestes, chamados 'planetas' em astrologia, temos: o Sol, que é uma estrela, como todos sabemos; e a Lua que é o satélite do nosso plaaneta. Estes dois corpos celestes, em astrologia, recebem a designação de  luminárias, por emitirem luz. No entanto, por uma questão prática, dizemos que são planetas.

Alguns astrólogos utilizam também o planeta Terra como factor de interpretação. Outros incluem no mapa corpos celestes não planetários, nomeadamente, estrelas fixas, asteróides e planetóides, dos quais Quíron é o mais conhecido e comentado. No simbolismo astrológico, os planetas representam diversas funções ou aspectos da natureza humana, de acordo com a sua posição relativa no Sistema Solar e de acordo com a mitologia que lhe está associada.

Diz-se que um planeta "está" num determinado signo. Por exemplo: Mercúrio está em Capricórnio. Significa isto que, visto a partir da Terra, o planeta Mercúrio (ao qual foi atribuída uma determinada carga simbólica) está a passar por uma área específica da abóbada celeste, o signo de Capricórnio (que, por sua vez, tem também um simbolismo associado).

Se compararmos um mapa astrológico a uma peça de teatro, podemos considerar os doze signos como outros tantos papéis ou formas de ser (energias arquetípicas). Nesta comparação, os planetas seriam os actores que representam esses papéis. As casas seriam o espaço cénico onde se desenrola a acção da peça teatral. Finalmente, os aspectos representam a interacção dos actores (planetas). A tal peça de teatro  (mapa astrológico) pode ser um história suave, agradável ou pode estar carregado de tintas fortes e densas. Como numa peça teatral, tudo é movimento, energia a funcionar e, tal como a própria vida, nenhum drama teatral é sempre intenso, do início ao fim, tal como uma comédia, também não está sempre a provocar gargalhadas aos espectadores. Há uma energia em movimento, com altos e baixos.

No exemplo dado mais atrás - Mercúrio está em Capricórnio -, diríamos que o planeta Mercúrio está, simbolicamente, a representar o papel de Capricórnio. Mercúrio está associado, entre outras coisas, à comunicação e à aprendizagem, mas, estando em Capricórnio, adquire contornos especiais próprios daquele signo. Capricórnio está associado à reserva, sobriedade e vontade de agir no colectivo. Assim, a capacidade de comunicar e de aprender de Mercúrio está tingida pela reserva e pela sobriedade de Capricórnio. A maneira de pensar é estruturada, prática e concreta com um senso de estratégia apurado. Não é um Mercúrio doidivana.


Vamos tentar estudar o Sistema Solar no seu todo.
O Sistema Solar como Modelo do ser Humano.

O princípio «o que está em cima é como o que está em baixo» recorda-nos que o Homem é, do ponto de vista simbólico, um reflexo do próprio Sistema Solar. Podemos, assim, encarar o Sistema Solar como um ser vivo gigantesco, cujos "órgãos" ou funções estão representados pelos planetas e outros objectos celestes, sempre em movimento permanente.

No centro do Sistema Solar encontramos o Sol. Tal como a consciência humana se expressa através de diferentes formas, também a energia solar se diferencia através dos planetas. A posição relativa de cada planeta define a função que simboliza.

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. Liga a consciência central (Sol) ao exterior (o resto do Sistema). Define a forma como apreendemos o Universo e, por consequência, a forma como comunicamos.

A seguir a Mercúrio encontramos Vénus. Representa a nossa capacidade de qualificar (dar valor) a algo exterior a nós. É, por isso, frequentemente associado aos relacionamentos amorosos (só podemos gostar daquilo ou de alguém que valorizamos).

É na Terra que são vividas todas as experiências perceptivas e valorativas da Humanidade. É nela que as funções representadas pelos planetas se expressam. Representa o campo de experiência, o campo da vivência concreta.

Na órbita da Terra temos a Lua. Simboliza a receptividade, a sensibilidade ao exterior. Funciona também como um "amortecedor" das experiências físicas, indica os mecanismos de defesa, hábitos, acomodações e instintos. Representa os condicionamentos, a ilusão da forma. A experiência concreta (Terra) está protegida pela Lua, mas é por ela limitada e condicionada.

Seguidamente encontramos Marte, o primeiro planeta exterior. Simboliza todos os movimentos para "fora", a acção, a actividade exterior, a agressividade, a actividade guerreira e sexual.

Passamos depois para o domínio de Júpiter. Relaciona a esfera pessoal com a esfera social, faz a ponte entre o indivíduo, como ser separado, e os outros seres humanos. Simboliza expansão, o alargar das fronteiras pessoais.

Complementando Júpiter temos Saturno. Simboliza a estrutura, a contenção. Marca o limite da experiência pessoal e social. É o construtor das formas. Define e dá existência material a todas as coisas. É o que restringe o Homem, o fecha em estruturas rígidas, o aprisiona e limita aos factores que já consciencializou. Júpiter e Saturno são os planetas sociais.


Úrano, Neptuno e Plutão são os planetas invisíveis a olho nu. Levam-nos para além dos limites da vivência humana "normal", para lá da personalidade. São os Planetas Transpessoais, que vêm "desafiar" a personalidade.

Úrano é um apelo mental e ideológico. Representa a inovação, o inesperado, o original, o novo, o excêntrico, a individualização e a globalização. Neptuno representa um apelo emocional. É um anseio de absoluto e de transcendência. Simboliza a empatia, a dissolução do ego, o Amor Universal. Plutão, último planeta conhecido, representa um apelo físico, "visceral", de transformação. Vem destruir ("matar") os padrões não funcionais do ego e fazer emergir ("renascer") tudo o que está oculto no inconsciente.



24 comentários:

Tania Resende disse...
7 de fevereiro de 2011 às 09:55  

Muito bom, Antonio! Como leiga no assunto, este texto me esclareceu aspectos que não entendia muito bem!

Prá variar, se auto-superando!

Grata.

Ótima Semana!

Tania Resende

Maria de Fátima disse...
7 de fevereiro de 2011 às 10:25  

Olá António, fiquei a entender mais um pouco.Beijocas.

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...
7 de fevereiro de 2011 às 10:47  

Excelente texto, aprendi imenso. Grata :)

Astrid Annabelle disse...
7 de fevereiro de 2011 às 12:12  

Aprendi mais um pouco e muito bem.
Muito obrigado António querido!
Mais um post notável.
Um beijo para um lindo dia.
Astrid Annabelle

Diogo Didier disse...
7 de fevereiro de 2011 às 13:40  

Muito bom! gosto de aprender coisas novas e consigui assimilar muita coisa desse post...

PARABÉNS querido! bjoxxxxxxxxx no coração!

Paulo Francisco disse...
7 de fevereiro de 2011 às 15:15  

Muito bom. Gostei muito...
Um abração!

Mercurio em Escorpiao disse...
7 de fevereiro de 2011 às 15:46  

Olá Antonio,

Isso explica que o mercurio é que manda nos pensamentos... Eu nunca me identifiquei com as ideias do signo Balança, que é o meu signo solar, aliás sempre achei um pouco fútil na verdade, embora tenha muitas coisas de balança entre as quais o facto de detestar conflitos e considerar-me uma pessoa que gosta de justiça. No entanto o meu mercurio está em Escorpião e realmente a maneira como penso é como um escorpião, sempre atraí amigos escorpiões e nos davamos lindamente.
Muito obrigado mais uma vez pelo exclarecimento maravilhoso.
Um bem haja

António Rosa disse...
7 de fevereiro de 2011 às 16:29  

Querida Tânia

Muito agradecido pelas palavras tão gentis. Sempre estimulando a que nos superemos.

Beijos

António

António Rosa disse...
7 de fevereiro de 2011 às 16:29  

Maria de Fátima

Um beijinho e um grande abraço.

António

António Rosa disse...
7 de fevereiro de 2011 às 16:30  

Olá querida Astrid

Neste momento, já não tenho mais posts em reserva, e a verdade é que nem sei em que pensar. Este fim-de-semana o passado veio todo cá para fora e instalou-se no FB. Fico muito feliz em saber que as pessoas estão a gostar de estarem no álbum «Autores de blogues amigos». Mas ainda faltam tantos... Vai-se fazendo, não é?

Beijos

António

António Rosa disse...
7 de fevereiro de 2011 às 16:30  

Diogo, meu querido

Muito agradecido pelas suas palavras tão simpáticas.

Grande abraço

António

António Rosa disse...
7 de fevereiro de 2011 às 16:32  

Paulo,

Um grande abraço.

Espreite aqui, pois você está lá, com os outros amigos:

http://www.facebook.com/album.php?id=1017777385&aid=2079401

Grande abraço

António

António Rosa disse...
7 de fevereiro de 2011 às 16:33  

Minha querida Mercúrio em Escorpião,

Como muito bem sabe, a astrologia não falha. Nós, seres humanos, sim, falhamos nos nossos caminhos, mas isso não tem mal, pois é apenas aprendizagem.

António

António Rosa disse...
7 de fevereiro de 2011 às 16:46  

Gaspas

Um beijinho de agradecimento.

António

Adelaide Figueiredo disse...
7 de fevereiro de 2011 às 23:04  

António,

Gostei da lição. Simples e elucidativa.
Desejo-lhe uma óptima semana.

Abraço

MARCELO DALLA disse...
8 de fevereiro de 2011 às 11:01  

Melhor explicado, impossível!!!! Tudo fica claro com a luz do dia, na forma como colocou.
Belo trabalho, meu querido!!! Como sempre!!!
abraço

Luma Rosa disse...
8 de fevereiro de 2011 às 12:27  

Uma verdadeira aula, que tomei a liberdade de imprimir! Não costumo ler nada sobre o assunto em jornais e revista e, o que tenho aprendido é por aqui!! Boa semana! Beijus,

António Rosa disse...
8 de fevereiro de 2011 às 13:02  

Olá Adelaide,

Muito obrigado pela apreciação.

Abraço

António

António Rosa disse...
8 de fevereiro de 2011 às 13:03  

Marcelo

Grande abraço, meu amigo.

António

António Rosa disse...
8 de fevereiro de 2011 às 13:03  

Luma

Gratidão foi o que senti ao ler as suas palavras.

Beijo

António

ManDrag disse...
8 de fevereiro de 2011 às 20:57  

Óptima lição! Parabéns!

Sucinto, claro, objectivo. Só não percebe quem não quer.

Abraço

António Rosa disse...
9 de fevereiro de 2011 às 13:58  

ManDrag

Muito obrigado. Um comentário assim de quem sabe muito, é muito bom de receber.

Abraço

António

Filomena Nunes disse...
10 de fevereiro de 2011 às 17:40  

António Rosa,

Mais uma magnífica aula...
Vou divulgar por todos os meus meios.

Ultimamente tenho usado muito a expressão " Na divulgação pode estar a solução".

Emprego-a mais uma vez!!

Um abraço bom :))

Filomena

António Rosa disse...
11 de fevereiro de 2011 às 11:24  

Filomena,

Agradecer-lhe aqui, também.

Beijinho

A.

7 de fevereiro de 2011

O Sistema Solar e o Modelo Humano


Numa primeira abordagem, a Astrologia e a Astronomia parecem estudar os mesmos fenómenos: estrelas, planetas e outros corpos celestes. Assim acontece, de facto. Existe, porém, uma diferença fundamental: a Astronomia estuda os aspectos físicos, objectivos e materiais dos corpos celestes, enquanto a Astrologia estuda o seu aspecto simbólico e mitológico e, sobretudo, a sua interacção com o modelo humano. É nesta dicotomia que reside a muito conhecida polémica daqueles que se atrevem a acusar a astrologia de coisa falsa. Regra geral, essas críticas são feitas por pessoas que nada sabem de astrologia, ou sabem apenas aquilo que as revistas e jornais divulgam que é «quase nada», em termos astrológicos.

Deixem-me dar-vos um exemplo que todos compreenderão: como posso comparar uma canja de galinha com um arroz de cabidela, que como sabem é feita com galinha ou frango? É possível esta comparação? Não. Como este texto não é para discutir as diferenças entre Astronomia e Astrologia, nem vou continuar por este caminho.

Num mapa astrológico estão representados dez corpos celestes genericamente designados por "planetas". Oito deles são, de facto, planetas: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno e Plutão. Fazem parte do Sistema Solar, tal como a própria Terra. Quanto aos outros dois objectos celestes, chamados 'planetas' em astrologia, temos: o Sol, que é uma estrela, como todos sabemos; e a Lua que é o satélite do nosso plaaneta. Estes dois corpos celestes, em astrologia, recebem a designação de  luminárias, por emitirem luz. No entanto, por uma questão prática, dizemos que são planetas.

Alguns astrólogos utilizam também o planeta Terra como factor de interpretação. Outros incluem no mapa corpos celestes não planetários, nomeadamente, estrelas fixas, asteróides e planetóides, dos quais Quíron é o mais conhecido e comentado. No simbolismo astrológico, os planetas representam diversas funções ou aspectos da natureza humana, de acordo com a sua posição relativa no Sistema Solar e de acordo com a mitologia que lhe está associada.

Diz-se que um planeta "está" num determinado signo. Por exemplo: Mercúrio está em Capricórnio. Significa isto que, visto a partir da Terra, o planeta Mercúrio (ao qual foi atribuída uma determinada carga simbólica) está a passar por uma área específica da abóbada celeste, o signo de Capricórnio (que, por sua vez, tem também um simbolismo associado).

Se compararmos um mapa astrológico a uma peça de teatro, podemos considerar os doze signos como outros tantos papéis ou formas de ser (energias arquetípicas). Nesta comparação, os planetas seriam os actores que representam esses papéis. As casas seriam o espaço cénico onde se desenrola a acção da peça teatral. Finalmente, os aspectos representam a interacção dos actores (planetas). A tal peça de teatro  (mapa astrológico) pode ser um história suave, agradável ou pode estar carregado de tintas fortes e densas. Como numa peça teatral, tudo é movimento, energia a funcionar e, tal como a própria vida, nenhum drama teatral é sempre intenso, do início ao fim, tal como uma comédia, também não está sempre a provocar gargalhadas aos espectadores. Há uma energia em movimento, com altos e baixos.

No exemplo dado mais atrás - Mercúrio está em Capricórnio -, diríamos que o planeta Mercúrio está, simbolicamente, a representar o papel de Capricórnio. Mercúrio está associado, entre outras coisas, à comunicação e à aprendizagem, mas, estando em Capricórnio, adquire contornos especiais próprios daquele signo. Capricórnio está associado à reserva, sobriedade e vontade de agir no colectivo. Assim, a capacidade de comunicar e de aprender de Mercúrio está tingida pela reserva e pela sobriedade de Capricórnio. A maneira de pensar é estruturada, prática e concreta com um senso de estratégia apurado. Não é um Mercúrio doidivana.


Vamos tentar estudar o Sistema Solar no seu todo.
O Sistema Solar como Modelo do ser Humano.

O princípio «o que está em cima é como o que está em baixo» recorda-nos que o Homem é, do ponto de vista simbólico, um reflexo do próprio Sistema Solar. Podemos, assim, encarar o Sistema Solar como um ser vivo gigantesco, cujos "órgãos" ou funções estão representados pelos planetas e outros objectos celestes, sempre em movimento permanente.

No centro do Sistema Solar encontramos o Sol. Tal como a consciência humana se expressa através de diferentes formas, também a energia solar se diferencia através dos planetas. A posição relativa de cada planeta define a função que simboliza.

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. Liga a consciência central (Sol) ao exterior (o resto do Sistema). Define a forma como apreendemos o Universo e, por consequência, a forma como comunicamos.

A seguir a Mercúrio encontramos Vénus. Representa a nossa capacidade de qualificar (dar valor) a algo exterior a nós. É, por isso, frequentemente associado aos relacionamentos amorosos (só podemos gostar daquilo ou de alguém que valorizamos).

É na Terra que são vividas todas as experiências perceptivas e valorativas da Humanidade. É nela que as funções representadas pelos planetas se expressam. Representa o campo de experiência, o campo da vivência concreta.

Na órbita da Terra temos a Lua. Simboliza a receptividade, a sensibilidade ao exterior. Funciona também como um "amortecedor" das experiências físicas, indica os mecanismos de defesa, hábitos, acomodações e instintos. Representa os condicionamentos, a ilusão da forma. A experiência concreta (Terra) está protegida pela Lua, mas é por ela limitada e condicionada.

Seguidamente encontramos Marte, o primeiro planeta exterior. Simboliza todos os movimentos para "fora", a acção, a actividade exterior, a agressividade, a actividade guerreira e sexual.

Passamos depois para o domínio de Júpiter. Relaciona a esfera pessoal com a esfera social, faz a ponte entre o indivíduo, como ser separado, e os outros seres humanos. Simboliza expansão, o alargar das fronteiras pessoais.

Complementando Júpiter temos Saturno. Simboliza a estrutura, a contenção. Marca o limite da experiência pessoal e social. É o construtor das formas. Define e dá existência material a todas as coisas. É o que restringe o Homem, o fecha em estruturas rígidas, o aprisiona e limita aos factores que já consciencializou. Júpiter e Saturno são os planetas sociais.


Úrano, Neptuno e Plutão são os planetas invisíveis a olho nu. Levam-nos para além dos limites da vivência humana "normal", para lá da personalidade. São os Planetas Transpessoais, que vêm "desafiar" a personalidade.

Úrano é um apelo mental e ideológico. Representa a inovação, o inesperado, o original, o novo, o excêntrico, a individualização e a globalização. Neptuno representa um apelo emocional. É um anseio de absoluto e de transcendência. Simboliza a empatia, a dissolução do ego, o Amor Universal. Plutão, último planeta conhecido, representa um apelo físico, "visceral", de transformação. Vem destruir ("matar") os padrões não funcionais do ego e fazer emergir ("renascer") tudo o que está oculto no inconsciente.



24 comentários:

Tania Resende disse...

Muito bom, Antonio! Como leiga no assunto, este texto me esclareceu aspectos que não entendia muito bem!

Prá variar, se auto-superando!

Grata.

Ótima Semana!

Tania Resende

Maria de Fátima disse...

Olá António, fiquei a entender mais um pouco.Beijocas.

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Excelente texto, aprendi imenso. Grata :)

Astrid Annabelle disse...

Aprendi mais um pouco e muito bem.
Muito obrigado António querido!
Mais um post notável.
Um beijo para um lindo dia.
Astrid Annabelle

Diogo Didier disse...

Muito bom! gosto de aprender coisas novas e consigui assimilar muita coisa desse post...

PARABÉNS querido! bjoxxxxxxxxx no coração!

Paulo Francisco disse...

Muito bom. Gostei muito...
Um abração!

Mercurio em Escorpiao disse...

Olá Antonio,

Isso explica que o mercurio é que manda nos pensamentos... Eu nunca me identifiquei com as ideias do signo Balança, que é o meu signo solar, aliás sempre achei um pouco fútil na verdade, embora tenha muitas coisas de balança entre as quais o facto de detestar conflitos e considerar-me uma pessoa que gosta de justiça. No entanto o meu mercurio está em Escorpião e realmente a maneira como penso é como um escorpião, sempre atraí amigos escorpiões e nos davamos lindamente.
Muito obrigado mais uma vez pelo exclarecimento maravilhoso.
Um bem haja

António Rosa disse...

Querida Tânia

Muito agradecido pelas palavras tão gentis. Sempre estimulando a que nos superemos.

Beijos

António

António Rosa disse...

Maria de Fátima

Um beijinho e um grande abraço.

António

António Rosa disse...

Olá querida Astrid

Neste momento, já não tenho mais posts em reserva, e a verdade é que nem sei em que pensar. Este fim-de-semana o passado veio todo cá para fora e instalou-se no FB. Fico muito feliz em saber que as pessoas estão a gostar de estarem no álbum «Autores de blogues amigos». Mas ainda faltam tantos... Vai-se fazendo, não é?

Beijos

António

António Rosa disse...

Diogo, meu querido

Muito agradecido pelas suas palavras tão simpáticas.

Grande abraço

António

António Rosa disse...

Paulo,

Um grande abraço.

Espreite aqui, pois você está lá, com os outros amigos:

http://www.facebook.com/album.php?id=1017777385&aid=2079401

Grande abraço

António

António Rosa disse...

Minha querida Mercúrio em Escorpião,

Como muito bem sabe, a astrologia não falha. Nós, seres humanos, sim, falhamos nos nossos caminhos, mas isso não tem mal, pois é apenas aprendizagem.

António

António Rosa disse...

Gaspas

Um beijinho de agradecimento.

António

Adelaide Figueiredo disse...

António,

Gostei da lição. Simples e elucidativa.
Desejo-lhe uma óptima semana.

Abraço

MARCELO DALLA disse...

Melhor explicado, impossível!!!! Tudo fica claro com a luz do dia, na forma como colocou.
Belo trabalho, meu querido!!! Como sempre!!!
abraço

Luma Rosa disse...

Uma verdadeira aula, que tomei a liberdade de imprimir! Não costumo ler nada sobre o assunto em jornais e revista e, o que tenho aprendido é por aqui!! Boa semana! Beijus,

António Rosa disse...

Olá Adelaide,

Muito obrigado pela apreciação.

Abraço

António

António Rosa disse...

Marcelo

Grande abraço, meu amigo.

António

António Rosa disse...

Luma

Gratidão foi o que senti ao ler as suas palavras.

Beijo

António

ManDrag disse...

Óptima lição! Parabéns!

Sucinto, claro, objectivo. Só não percebe quem não quer.

Abraço

António Rosa disse...

ManDrag

Muito obrigado. Um comentário assim de quem sabe muito, é muito bom de receber.

Abraço

António

Filomena Nunes disse...

António Rosa,

Mais uma magnífica aula...
Vou divulgar por todos os meus meios.

Ultimamente tenho usado muito a expressão " Na divulgação pode estar a solução".

Emprego-a mais uma vez!!

Um abraço bom :))

Filomena

António Rosa disse...

Filomena,

Agradecer-lhe aqui, também.

Beijinho

A.

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