Entrevista a Márcio Nicolau, do 'InterTextual' - Anel do Coração

10 de janeiro de 2011 ·


Estava eu muito sossegado na minha vida blooguística, quando me apareceu um comentário aqui, e que fez despertar o meu interesse. Dizia assim: «A voz do outro, Antônio, é tão importante quanto a nossa, porque nos fala sobre nós mesmos, revelando quem somos. É importante, portanto, dar voz ao outro, exatamente o que você fez aqui.». Era um comentário do Márcio Nicolau. E eu pensei 'Hum! Penso assim mesmo.' Desde esse dia, tenho acompanhado a evolução boguística deste jovem. Conforme o ia conhecendo, ia pensando cá para comigo: 'adoraria ter a tua companhia no Anel do Coração'. Esse dia, chegou. É hoje.

Admiro a delicadeza, inteligência, cultura, o bom gosto, a qualidade e o bem-estar do Márcio. Na escrita, na poesia, na música, na interacção com todos. Admiro muito a actividade do Márcio Nicolau nos seus 3 blogues, que se complementam na perfeição. O seu blogue «InterTextual» é o espaço que ele dedica à sua actividade mais literária, sobretudo à poesia, havendo outros textos e é o ponto de união e divulgação do seu projecto. O seu blogue «Interview» é claramente um espaço de entrevistas, em que a poesia e a música andam de mãos dadas. O blogue  mais recente do Márcio, em parceria com o Saulo Taveira, tem o nome interessante de «Intermediário», e creio que aí surgirão grandes surpresas, pois será a escolha dos próprios que prevalecerá.

Só mesmo percebendo o seu trabalho, como o faz, como o desenvolve, os múltiplos níveis em que se movimenta e o jeito determinado de quem chegou a uma fase da vida e iniciou o movimento interno de deixar um legado público. Os próximos anos confirmarão, ou não, essa vontade. Pois só o seu livre-arbítrio é que conta, apesar que estarem reunidas as condições para cumprir um futuro brilhante.

Este fazedor de pontes do signo Virgem tem uma enorme missão a cumprir e, digamos, que só agora está a levantar a ponta do véu. Vamos conhecer o Márcio Nicolau que, em meu entender, representa o que de melhor a actual juventude pode oferecer. É muito bom seguir o rasto deste criador, pensador, poeta, escritor, comunicador, em suma, um fazedor de pontes, e que à maneira dele, está a fazer girar o seu próprio Anel do Coração.


Seus blogues: «InterTextual» e «Interview»
«Intermediário» em parceria com Saulo Taveira


Saulo Taveira
Poema de Márcio Nicolau, dito por Saulo Taveira

Texto-poema original, aqui.

Saulo Taveira é o autor do excelente blogue «Partitura» já mencionado aqui. O 'Partitura' é um blogue falado, entoado, meio cantado, em que o autor expressa o que sente e pensa no momento. Um blogue original, diferente daquilo a que estamos habituados. Vale a pena conhecer e acompanhar.

O leitor pode clicar nos nomes dos blogues mencionados ao 
longo da entrevista, acedendo a esses espaços.

Rio das Ostras, Brasil
Olá Márcio, é um prazer fazer-lhe esta entrevista. Admiro muito a sua actividade nos blogues. Fiquei com a sensação que você maturou um projecto muito pessoal e depois soltou, vindo tudo à superfície pública. A minha curiosidade, por enquanto, é esta: Quando e como começou esta sua actividade e por quê? É um reencontro consigo mesmo?

Sim, trata-se de um reencontro. Pra começar, sempre acreditei no diálogo e hoje ainda creio. Na adolescência mantinha intensa correspondência com amigos à distância, com o passar do tempo o diálogo se interrompeu, o blog é a retomada. Além disso, é o reflexo da minha personalidade, por isso os textos que se inter-relacionam com imagens e som, quem me conhece sabe que este é o meu espelho.

Pelos vistos, essa ideia de diálogo manteve-se viva. Passou de um diálogo a dois, a uma conversa com muitos. A adolescência foi um momento feliz? Lembra-se do que lia e que música ouvia, então?  Foram bases criadas em segurança para hoje saber seleccionar o que lê, o que ouve, o que escreve?

Sobre certo aspecto, feliz sim a adolescência. Li muito: Jorge Amado, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, Ruben Fonseca..., vários autores brasileiros. Ouvia MPB e foi nessa época que passei a colecionar canções, ler sobre os compositores e sobre a história da música, principalmente os anos 60. Sou quem sou hoje a partir disso.

Rio das Ostras, Brasil
Desde o momento em que conheci o «InterTextual», despertou em mim a curiosidade de conhecer todo o conteúdo. Felizmente,  consegui ler todo o blogue. Chamou muito a minha atenção que a maioria dos comentários pertencem a outros poetas. É uma grande tendência dos blogues de poesia: fazem parte de uma comunidade, e a energia funciona em círculo crescente. Apetece-lhe comentar esta situação? Não seria interessante alargar o universo de leitores? Ou os não-poetas ficam aflitos e não sabem interagir com a poesia?

Como a própria vida, há dois lados. Num círculo, portanto, fechados, estamos fortalecidos, o que é salutar. Todavia é necessária a expansão. Não creio que a poesia genuína é aquela que se mantém restrita. Há os que defendem essa idéia por acreditar que a generalização corrompa a sua natureza, guardiões do pensamento poético que se enclausuram. Rejeito texto seleto, me alimento do diálogo (insisto), mas seleciono o meu alimento e não consumo porcaria. "A poesia é pra comer" e penso em alimentar os que tem fome.

Como começou a existir a poesia, para si?

Há duas possíveis respostas, ambas verdadeiras. A primeira delas é: ainda não existe, existirá. Estou ainda em construção, o blog é oficina. Segunda assertiva: sempre existiu, agora está existindo. Disse Paulo Freire, um educador e, portanto, poeta: "O mundo não é. O mundo está sendo."

Estamos sempre em construção. Tem consciência que a sua poesia, ou melhor, parte da que publicou, está a ficar ainda mais enxuta e militante? Uma militância de modernidade. Aqui e aqui.

Passei por algumas fases breves desde que comecei a publicar no blog. Desconstruí minha própria sintaxe, explorei conteúdo nominal e agora lanço mão do ganho adquirido com tais experiências e me arrisco prosaico. Tua análise está correta, é crescente, também, a militância.

No seu blogue «Interview», você escolheu iniciar o projecto, entrevistando dois poetas, a Carmen Sílvia Presotto [do «Vidráguas»] e a Lou Albergaria [do «A Loba de Ray-Ban», «vago(O)risco» e do «Sementes de Amora»]. Excelentes poetas e entrevistas muito bem conseguidas. Estamos a falar sempre do mesmo: o circuito da poesia? [Depois das perguntas terem sido enviadas, no «Interview» foram publicadas excelentes entrevistas, uma sobre música, ao THiago Hendrick, (aqui) e outra, que suscitou um debate importante nos comentários, ao poeta e futuro advogado, Samuel Vigiano, (aqui)]

Outros temas são abordados: música, por exemplo. Pano de fundo, no entanto, para análise do comportamento e discussões filosóficas. Interessa o ser humano por dentro.

Fale-nos um pouco sobre você, o autor dos blogues, o que o faz mover, os seus interesses, o que o deixa feliz? Esteja à vontade para comentar aquilo que lhe parecer mais adequado.

Sou movido a som, estou em movimento. Quero dizer com isso que acredito no efeito sonoro da linguagem. Percebo o movimento, analiso, interpreto e respondo, produzo vibração em resposta aos sons harmônicos e aos ruídos. "Pra pedir silêncio, eu berro. Pra fazer barulho, eu mesmo faço."

Rio das Ostras, Brasil
Márcio, já lhe disse algures, que você é um fazedor de pontes. Identifico-me muito nisso. A confirmar esta minha ideia, como se não bastasse a forma como você se movimenta na internet, criou um projecto em parceria com o Saulo Taveira, que despertou muita atenção: o seu blogue «Intermediário». Recordo-me do 1º post, muito bom, em que você pegou numa provocação de Nelson Rodrigues, «Toda mulher gosta de apanhar?», e pediu às poetas Carmen Sílvia Presotto e à Lou Albergaria para comentarem, o que fizeram com brilhantismo. Gostei muito da provocação, mas o que me intrigou foi exactamente essa aparente separação de águas, com os seus blogues de poesia e entrevistas. Porque escolheu as mesmas pessoas que entrevistou? Fechando universos? Fazendo círculos uns dentro dos outros?

Sim, "uns dentro dos outros". A intenção é através das diferenças, revelar as semelhanças. O Intermediário além de intermediar, servir de ponte, quer fazer interferências. Produzir chiados e reduzindo hiatos, mostrar a imagem nítida. Uma antena capta a essência e as lentes flagram, por trás do texto, a pessoa.

A sua resposta «Produzir chiados e reduzindo hiatos, mostrar a imagem nítida. Uma antena capta a essência e as lentes flagram, por trás do texto, a pessoa.» é um poema disfarçado de resposta ou é a sua essência a afirmar?

São reveladoras sim estas palavras. Ou seja, quase sempre falamos de nós mesmos. (risos)

Que importância têm estes seus projectos na sua vida?

Serei redundante: vital.

Como classifica a literatura erótica e o que pensa da pornografia presente na web? Márcio, esta pergunta copiei-a a si mesmo, sabe disso, não é?

Nova redundância, percebo que a pergunta é retórica. A literatura erótica, já está classificada: erótica. E a pornografia na web, sabemos, está presente. Povoando imaginários.

Rio das Ostras, Brasil
Quem é o poeta Márcio Nicolau? Conheço parte do seu mapa natal e sei que você tem a sua Lua natal em Leão. Neste sentido, é para cumprir com a necessidade da sua alma. Assim, como vê a ideia de que um dos seus propósitos superiores de vida seja receber o reconhecimento e aplauso dos outros pelo que faz bem feito? Como se um holofote o iluminasse e você recebesse o aplauso? Está a cumpri-lo ou a sua mente tenta sabotar o que a alma lhe pede?

Virginiano recusa notoriedade e se constrange perante a evidência. Tímido. Por outro lado, foge dos holofotes, justamente porque, egocêntrico, se julga alvo simultâneo dos refletores todos. Além disso, hábil manipulador julga ser a sua opinião aguardada porque determinante, por isso, algumas vezes se esconde de si mesmo porque se superestima. Introspectivo, desenvolve o potencial analítico. Costumo dizer que me antecipo, eu chego antes, para "sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus".

Não receia que esse «Introspectivo, desenvolve o potencial analítico» o leve a distanciar-se das emoções, a analisá-las em demasia? Já agora, gostaria de saber porque considera ser «egocêntrico», só porque se vê como «alvo simultâneo dos refletores todos»? Que mal tem nisso? E se realmente a sua tarefa interna é fazer essa síntese?

O convívio com o outro diminui o risco do distanciamento excessivo a que você se refere. Quanto à segunda pergunta, o mal é perder a medida e se achar o centro do universo. A tarefa interna é achar o equilíbrio.

Para terminar esta parte, tem a certeza que se superestima, mesmo? Nesse caso, não deveria se esconder de si mesmo. Portanto, pergunto-lhe: tem em alta conta a sua inteligência ou a sua pessoa, a sua essência? Oxalá, me diga que sim.
Sim, por isso digo que me superestimo. Felizmente tenho uma virtude que me livra da arrogância: gosto de partilhar.

É uma 'necessidade', 'conhecimento' ou o 'gosto' pelo assunto, o que vale mais na criação de posts dos seus blogues?

O gosto pelo assunto quase sempre sinaliza conhecimento. Mas acredito que escrevemos por necessidade.

Eu sei que você visita outros blogues. Esta é a parte da pergunta em que você pode homenagear os blogues que mais aprecia. Por favor, indique alguns que mais gosta e porque são do seu agrado?

As autoras já mencionadas, claro, são parte das recomendações. «Vidraguas» é um portal, uma editora, um site bastante acolhedor. Os blogs da Lou são quentíssimos e me instigam. Há 3 outras páginas de poesia que julgo valiosíssimas: «Periódico Subversivo» da autora Aline Morais (uma Elisa Lucinda), «Soltando Linhas», da Pérola Anjos (uma brasileira) e «Coração Vagabundo», do Samuel Vigiano, um paulistano delicado que advoga em favor da palavra. Pérola e Aline participaram do «Intermediário» e o Samuel foi entrevistado em dezembro no «Interview», uma entrevista que causou estremecimento. Mas a poesia dele é muito sólida.

Sendo você da serra, o que mais o atrai no mar? Pergunta tola, não é?

A perspectiva do horizonte. Além disso, morar de frente pro mar e acompanhar os ciclos, variações, me ensinou a transitoriedade das coisas.

Gostaria muito que indicasse (com os respectivos linques) alguns posts escritos por si que, em seu entender, sejam muito especiais e, qual a razão para essa sua escolha.

Apenas um, publicado no dia 08 de dezembro de 2010. É a minha cara. Este aqui.

Encontro de poetas e amigos no lançamento do livro
«Postigos», de Carmen Silvia Presotto, no Rio de Janeiro.
Márcio Nicolau, à direita. Foto daqui.

Sendo você poeta e comunicador, gostaria de ter livros publicados? Qual é a sua relação com a modernidade literária na internet?

Blogs são ensaios, rascunhos. Livros são insubstituíveis. No entanto creio, mesmo que venha a me publicar em livro, manterei a página de diálogo virtual. A propósito, em novembro estreei em livro com um poema publicado em «Postigos», livro de Carmen Silvia Presotto que conta com outros convidados. Uma alegria.


Sobre «Postigos», aqui.

Compreendo essa «alegria» que diz ter sentido ao ver um poema seu publicado no «Postigos». Foi só isso que sentiu? Alegria?

Senti também insegurança quanto a validade artística da poesia escrita. Depois veio a alegria.

Apesar de ter blogues ainda jovens, considera que está a atingir os seus objectivos quando criou os criou?

Sim, cresceram muito rapidamente, graças ao feedback dos leitores. Interlocutores são fundamentais a um escritor em potencial.


Numa frase curta, pode dizer o que pensa sobre:

a) Blogoesfera -
Escritores amadores, alguns deles feras que deveriam se profissionalizar. Além disso universo psicoterápico.
b) O seu projecto bloguístico -
Experimentação. Via que se encaminha para a afirmação da personalidade criativa e, no percurso, responde à paisagem.
c) Amizade na  blogoesfera -
Possível.
d) Plágio -
elogio indireto. (Possivelmente o mais sincero).
e) Redes sociais -
Não posso falar mal, porque também sou peixe, mas acho que estão sendo mal empregadas.
f) O seu país -
Talvez responda dizer que não moraria em nenhum outro lugar do mundo.

Os comentários dos seus leitores são importantes para si? Interage com eles? Eu sei qual será a resposta, mas a ideia é dá-lo a conhecer a pessoas que não estejam ainda habituadas a si.

Respondo aos comentários com a minha presença em seus locais de origem. Bem entendido: não faço barganha, mas sinalizo abertura. Posiciono impressões, as vezes, críticas. Silencio ante a recusa ao diálogo ou atitudes mesquinhas que visem, de maneira apelativa e/ou medíocre, a auto-promoção. Acima das vaidades estão as idéias.

Márcio, convidei duas pessoas que estimas para te fazerem perguntas:


Carmen Sílvia Presotto [do «Vidráguas»] - «Márcio, vivemos um tempo em que, cada vez mais,  a TV, o cinema, a fotografia, a música e a palavra conVersam entre si e o Intertextual apresenta isso muito bem, então te pergunto: Podemos pensar que essa aproximação das Artes, um tempo híbrido de linguagem, seja uma nova possibilidade poética?»

As linguagens, de maneira natural, se inter-relacionam. Um lugar leva ao outro e, na internet, as fronteiras se cruzam e, ao mesmo tempo, inexistem. Cada pessoa, além disso, é um texto e as analogias revelam, muitas vezes, confluentes as leituras de mundo.


Lou Albergaria [do «A Loba de Ray-Ban», «vago(O)risco» e do «Sementes de Amora»]

a) «Homem na hora de sexo, também gosta de apanhar e só os neurónios reagem?»

Os passivos reagem com passividade.

b) «Você faria sexo com mais pessoas ao mesmo tempo, tipo uma mènage a trois? Se sim, estou na fila....hehehe»

Como diria o Cazuza: "Viver a liberdade, amar de verdade, só se for a dois". Amo você.

António: Márcio, seguem mais umas perguntas extras, está bem?

Entrando nos seus posts: é frequente acompanhar os seus poemas com som ou vídeos de músicas brasileiras. Já vi posts com Chico Buarque, Milton Nascimento, Marina Lima, Maria Rita, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Carlinhos Brown e muitos outros. Foi o que primeiro me chamou a atenção em si, pois saía fora do mais comum que se faz. Percebe-se que os seus interesses musicais atravessam várias gerações. Pode comentar esse lado da a sua vida que é a música? A parte mais central desta pergunta foi feita mais acima, pela Carmen.

Tenho grande interesse por música brasileira, que, todos sabem, é a melhor do mundo. Acredito serem poesias as letras de música e coleciono, de memória, várias canções. No «InterTextual» permito a intertextualidade. Outra coisa a saber: sou um saudosista incorrigível, o que explica o gosto por épocas musicais anteriores a mim. Apesar de atento ao que se ouve hoje.

Você é um jovem de 1980 e tem 'saudosismo' de épocas bem distantes da sua. Muito curiosa a palavra usada por si. Vou propor-lhe uma hipótese meramente metafísica, pode ser? Imagine que na sua vida anterior, nos anos 50 e 60, você era um jovem entre os vintes e os trintas e absorveu toda essa cultura, sobretudo a musical. Consegue imaginar-se nessa época? Como reage a isso? Por favor, não pense, reaja apenas.

Há duas respostas possíveis, a primeira, talvez a mais reativa, é a seguinte: vivi nessa época. A segunda, mais racional, é: o mergulho na história, através da leitura me fez viver essa época. Acredito em ambas.

Também eu, Márcio. Um leva ao outro.

Um outro aspecto dos seus posts é aquilo que eu chamo de «cidadania». Textos e vídeos sobre os direitos dos brasileiros e a vossa constituição. Gostei muito desta intervenção, muito intensa, mas digna. Militante, mas poética. Como encaras o mundo de hoje, tão cínico e cheio de perversões sociais? Desenvolve tudo o que quiseres.

Eu me preocupo. Principalmente com a omissão alheia e ausência de ideais de mudança. Também me preocupo com as falsas rebeldias, indignações aparentes escondem indiferença. A verborragia da mídia sensacionalista, por exemplo, me assusta como a hipótese de censura porque esvazia e descredita o discurso. Arma poderosa usada em excesso é tiro que sai pela culatra. Sabotagem, sem dúvida.

Aceita que eu lhe diga que gosto muito de si e dos seus blogue? Fique com um grande um abraço.

Muito obrigado, Antônio. A entrevista foi uma oportunidade ímpar de me olhar. Obrigado por fornecer o espelho de perguntas.

Os meus agradecimentos à Carmen Sílvia Presotto, à Lou Albergaria e ao
Saulo Tavares, que prontamente aceitaram colaborar neste entrevista.
São seus amigos de alma.

Márcio, muito obrigado.

António Rosa

Informação adicional:

Conheça a entrevista que o Márcio deu a Lou Albergaria, no



Leia o que o THiago Henrick, do «Entulho Musical», escreveu sobre ele, aqui.




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105 comentários:

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 00:03  

Sejam todos bem-vindos a esta conversa com o Márcio Nicolau.

Que passem muito bem.

Obrigado.

António Rosa

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 00:15  

Os meus agradecimentos ao Márcio Nicolau, à Carmen Sílvie Presoto, à Lou Albergaria, ao Saula Taveira pela colaboração prestada a esta entrevista.

Saudações carinhosas a todos.

António

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 00:20  

Oi Antônio, boa noite

Corrija por favor o link para a minha postagem favorita no InterTextual:

http://espacointertextual.blogspot.com/2010/12/musica-e-letra-para-marina-lima.html

Diogo Didier disse...
10 de janeiro de 2011 às 00:21  

Sempre postando belas entrevistas...gostei muito desse viu?! bjoxxxxxxxxxxx

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 00:37  

Diogo

Acabo de visitar o teu blogue e de cara já temos algo em comum: ser feliz é ser livre, eu também acredito nisso.

Rodrigo disse...
10 de janeiro de 2011 às 00:43  

Marcio é o cara!

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 00:53  

Rodrigo

você é um cara do tipo "efeito surpresa": não aparece sempre, mais surpreende.

O teu blogue um espaço muito bem cuidado. Gosto da linguagem bastante direta de que você se utiliza.

Se me permite, sugiro que promova debates sobre a sexualidade e (algo que já sugeri) explore o cronista em você. Não sei se você lembra de eu ter dito isso a você no artigo (por sinal, brilhante) que você criou sobre a trajetória pessoal e artística de algumas divas da música.

Gostaria de ler mais matérias assim lá.

Um abraço e obrigado por estar aqui.

Rodrigo disse...
10 de janeiro de 2011 às 01:00  

Obrigado pela gentileza em responder, saiba que pouco comento, mas sempre leio o teu espaço.

Boa semana, guri!
;)

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 01:21  

Antônio

a internauta Leila Brasil acaba de deixar um comentário no InterTextual em que agradece a oportunidade do encontro comigo. Deixo aqui o meu muito obrigado a ela e a você.

Fui até seu blogue e veja o que li (belíssimo):

http://entrelinhas-e-tintas.blogspot.com/2011/01/nossa-cancao.html

Fatima disse...
10 de janeiro de 2011 às 01:22  

Ótima semana meu querido amigo!
bjs.

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 02:11  

Nova resposta no InterTextual: Diogo Didier.

Registro o agradecimento.

carmen silvia presotto disse...
10 de janeiro de 2011 às 02:21  

António, antes de mais nada, quem agradece sou eu, estar aqui entre palavras, entre amigos, entre vistas profissionais da palavra, poeticamente dialogando é um honra, é um ofício e um comprometimento a mais Poesia e seriedade na blogEsfera sempre.

"Acima das vaidades estão as ideias" sempre... e saber disso não é tudo, é apenas o caminho para seguirmos. Porque juntos estamos trabalhando uma soma de desejos, onde um cresce crescerá todos... assim é a vida e o amor de construção.

Parabéns aos dois e confesso que me emociona tanta presença, tanto cuidado, tanto compartilhamento... sim, já somos mais e melhores, vivas e seguimos!!!

Carmen Silvia Presotto

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 02:34  

saber, Carmen, não só "não é tudo", como não é nada.

O importante é viver.

Pérola Anjos disse...
10 de janeiro de 2011 às 03:19  

O que dizer mais sobre o Marcio? Às vezes fico até sem jeito de elogiá-lo tanto, porque pode soar com estranheza, mas não deixarei de elogiá-lo nem de admirá-lo por causa de impressões, por causa da perversidade de alguns. Os meus elogios mais sinceros e costumeiros são dedicados a quem eu realmente gosto, realmente admiro e não há mal nenhum nisso. O meu coração é o meu ditador e enquanto eu me emocionar com os textos, com as poesias, com a verdade e a generosidade e a beleza que exala de cada palavra escrita nos textos do Marcio, eu vou sim elogiá-lo, vou sim tentar traduzir a alegria, a emoção que aquilo me causou. Eu me identifico com muita coisa do que o Marcio escreve, às vezes, sei lá, tenho a impressão que ele tinha que cruzar o meu caminho, não sei explicar muito bem, mas é como se ele fosse uma luz, acho que essa é a melhor palavra, uma luz que mostra o caminho, mas que também torna mais bela a escuridão.

Isso é carinho, é admiração, é alegria de contemplação, de um encontro bem mais que sublime, como tive alguns nesta blogoesfera, que entrei com o desejo de salvação, libertação, leveza, expansão e ganhei tão mais que isso. Conheci pessoas que iluminaram extaordinariamente a minha vida e iluminam e não têm a dimensão disso e Marcio é uma destas pessoas. E isso é puro e grandioso e verdadeiro.

Um ponto de luz. Um predestinado com dom das palavras. Grande poeta. Grande homem. Grande!

Você mora no meu coração, menino do Rio, Marcio Nicolau, menino do mundo.

Quero ler muitos livros seu. E vou.

António, obrigada por me revelar ainda mais o lado de dentro deste menino tão especial.

Um beijo afetuoso aos dois!

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 06:58  

Márcio,

Emendado.

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 06:58  

Olá Diogo,

Também digo: ser feliz é ser livre. Sem dúvida que estão ligados.

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 06:58  

Rodrigo,

Muito agradecido pot ter vindo.

Abraço.

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 06:59  

Márcio

Muito obrigado pela informação. Ela é muito simpática. Trocámos correspondência. Vou ver os blogues. dela.

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 07:08  

Márcio

É natural que muitas pessoas também deixem comentários no seu blogue. É frequente isso acontecer. Isso é muito bom, porque realmente fazem o que acham que devem fazer, com calma.

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 07:17  

Carmen,
Que belas palavras, as suas. É muito tê-la aqui. Esta entrevista é daquelas que nos deixa a todos melhores pessoas, pois compartilhamos várias vozes, ao mesmo tempo. É tanto assim que daqui por 48 horas vou tirar umas férias deste blogue, para descansar, para carregar pilhas. Foi inexcedível a facilidade com que você, a Lou, e o Saulo, se entregaram a colaborar neste mostrar um bocadinho mais de parte do pensamento do Márcio. Valeu muito a pena.

Felizmente, já somos mais.

Grato,

António

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 07:20  

Olá Pérola

Muito agradecido por estar aqui, nesta tertúlia à volta do Márcio. Também faço igual, Pérola: «Os meus elogios mais sinceros e costumeiros são dedicados a quem eu realmente gosto, realmente admiro e não há mal nenhum nisso.»

Um beijo e um agradecimento pela sua Presença. Estamos a somar.

Beijo

António

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 08:12  

Fátima

Um Beijinho para você.

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 09:22  

Pérola

Sempre tenho o que dizer a você. Você é preciosíssima. E a admiração é verdadeira. Como também é verdadeira a relação que se estabelece por meio dos blogues, em 2010 eu aprendi eu aprendi isso. No âmbito virtual se dão aproximações reais: afeto e desafetos, re-conhecimento, inter-ações. Nada disso é miragem, se pode mirar.

Siga obedecendo teu coração. Ele é quem sabiamente dita o caminho certo.

Vejo que você me vê (claramente) e isso me conforta. De fato, a idéia é pôr luz na escuridão, mas não negar que o breu existe pra que exista a própria luz em contrapartida.

Beijo gigante.

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 09:35  

Ao Rodrigo, Antônio, mais umas palavras: manifeste-se sempre, sugiro. Em favor, contra..., mas manifeste-se.

Não me refiro ao blogue, especificamente. Estou falando da vida.

Põe pra fora!!! É assim que eu penso e aconselho a fazer.

Não devemos prescindir do nosso direito de voz. Até porque, não se sabe quando ele nos será furtado. Por isso não devemos nos furtar.

Um abraço de novo, obrigado.

A você, Antônio, digo: menciono os interlocutores não pra fazer número, mas pra que percebam o que eu disse agora ao Rodrigo, que eles tem voz e devem usá-la.

Grato pela atenção, mais uma vez.

Astrid Annabelle disse...
10 de janeiro de 2011 às 09:46  

António e Márcio, bom dia!
Me surpreendi com a qualidade excepcional dessa entrevista!
Fiquei tocada realmente com certas frases do Márcio. Principalmente a resposta que deu sobre morar em frente ao mar...claro por ter havido enorme identificação.
Márcio irei acompanhar seus blogues mais de perto, agora com outra visão. Nada como conhecer um pouco mais sobre quem está nos bastidores de um blog!
Parabéns aos dois...sei o trabalho que é apresentar um post com esta qualidade visual e de conteúdo.
Um beijo grande para ambos.
Astrid Annabelle

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 10:02  

Astrid

você era aguardada! Ansiosamente.

Te vejo aqui sempre (não nos bastidores), mas a frente deste blogue. Lado a lado com o Antônio.

Por isso, venho de longe(sem você saber) flertando com você. Não sei bem porque mais eu sabia com certeza que uma hora nos veríamos assim: de perto.

Mas tome cuidado porque "de perto ninguém é normal". rs

Um beijo e obrigado.

Quanto ao mar, te digo, me livrou de vez da depressão.

Maria de Fátima disse...
10 de janeiro de 2011 às 10:25  

Olá António e Márcio, é sempre bom conhecer novos blogues e as pessoas que estão por detrás deles.Gostei muito de ler esta entrevista.Com mais tempo e calma irei fazer uma visita aos blogues citados.Beijocas aos dois.

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 10:26  

Maria de Fátima

bem vinda.

Astrid Annabelle disse...
10 de janeiro de 2011 às 10:40  

Márcio!
Você me fez sorrir!
Quando eu me referi ao estar nos bastidores quis dizer que nem sempre salta aos sentidos o coração do autor de um blog.
Aqui você deixou nas entrelinhas o seu coração de poeta. E isso eu senti claramente.
Felizes os que habitam à beira do mar...com toda a certeza estão longe das "normalidades" da vida! rsss
Beijo agradecido por seu carinho.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 10:48  

Olá Astrid,

Esta é uma entrevista memorável para mim, porque o Márcio deixou a sua marca, aquela que admiro. Depois desta entrevista, terei que me distanciar um pouco para, num futuro breve, poder dedicar-me por inteiro ao próximo convidado.

Muito obrigado pela suas palavras sobre a edição do post. Desde o primeiro momento que a configurei de modo a mostrar o que Márcio Nicolau faz e a admiração que encontra no seu caminho, como se pode ver, já por alguns comentários existentes. E muitos mais virão.

Um beijo grande. Até logo

António

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 10:50  

Olá Maria de Fátima,

É sempre bom sentir e contar com a tua Presença.

Beijinhos

António

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 11:02  

Queridos amigos,

Estou muito bem disposto e vou já deixar uma dica sorridente e astrológica:

- ontem à noite e hoje de manhã a Lua tem estado em Peixes: sossegada, sonolenta, introvertida, sem pressa e a preguiça do fim-de-semana está a ir embora, aos poucos.

- da parte da tarde, a Lua entra em Áries e fica brava, mais quente, com maior inquietude, mais gente a se movimentar, e o blogue a encher-se de comentários, ligando o motor da vontade.

:))))

Beijos e abraços.

António

Saulo Taveira disse...
10 de janeiro de 2011 às 12:17  

Nossa, o que dizer sobre a entrevista?
António, você é 1000. Muito bem direcionada, perguntas acertadas e fortes, reveladoras.
Marcio, sempre disposto e aberto a mostrar-se, revelar-se.
Parabéns a ambos que cumprem a missão com verdade, integridade, sempre afim do bem do próximo.

Quanto aos comentários até aqui, li todos e são maravilhosos. Teus seguidores sempre fiéis, meu amigo António. Mas quero destacar o da Pérola, essa doce amiga que toma prasi nossos sentimentos de carinho e amor mais reais. Pérola disse que o Marcio é uma luz que ilumina e embeleza a escuridão. Além de achar lindo, penso que é o dizer mais próximo da pessoa do Marcio. Sim,
"Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus..."

Beijos, meus queridos. Ainda volto mais aqui.

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 12:53  

Querido Saulo,

Agora, ao ler o seu comentário, fiquei sossegado. Reconheço que estava ansioso para saber a tua opinião, por ser muito importante para mim, pois além de teres colaborado com a entrevista, fazendo a leitura do texto do Márcio, tenho sempre em conta a tua visão e a tua voz.

Muito obrigado. Sinto isso mesmo, que cumprimos a nossa missão, sendo que, da minha parte, há a intenção de apresentar um Márcio mais multifacetado. Oxalá tenha conseguido.

Foi muito fácil trabalhar com o Márcio, pois é uma pessoa que compreende o trabalho interno bloguístico, que é demorado e artesanal.

Os comentários têm sido muito especiais. O da Pérola é uma preciosidade. Mas mais virão, pois só esta tarde tudo começará a rolar.

Um beijo de agradecimento.

António

Paulo Braccini disse...
10 de janeiro de 2011 às 13:15  

Mais uma preciosidade q o amigo Antônio nos apresenta ... o pouco q vi me mostra um Márcio com ares de genialidade ... passarei a seguir com habitualidade ...

um grande beijo aos dois

;-)

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 13:23  

Querido Paulo,

Vai apreciar, tenho a certeza.

Muito agradecido por ter vindo.

Abraço.

Anónimo disse...
10 de janeiro de 2011 às 15:28  

E o cordão dos puxa saco cada dia aumenta mais.

Jozi Elen Fleck disse...
10 de janeiro de 2011 às 17:11  

Achei.
Querido. Como disse antes, teu espaço é um "inter-texto". E relendo, posso dizer que já se trata de "hipertexto". És para mim uma referência de criatividade textual. Escreves com qualidade. É um texto bom de ler e sem egos. Sem aquela coisa chata do "intelectualismo".
Vou te divulgar no "Entreblogs"
Anota aí meu e-mail
professorajozielen@yahoo.com.br

Podes entrar em contato comigo?
Abraço forte.
Jozi
O Lugar das Cores escritas

Maria Paula Ribeiro disse...
10 de janeiro de 2011 às 17:18  

Boa tarde António e Márcio,

Hoje vi com calma, e com cala li....
Muito bom sentir que moldes a entrevista com a cara do entrevistado, que devo adiantar é uma beleza lê-lo!

Bem-hajas por mais uma entrevista/entrevistador de luxo! ;)
E ainda por cima vive à beira serra!...

;) Beijos aos dois.
Maria Paula

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 17:27  

Jozi,

Que palavras tão bonitas para o Márcio!!

Muito agradecido por ter vindo.

Abraço.

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 17:30  

Maria Paula

Sei que estás a fazer um esforço pessoal em teres vindo, quando o teu corpo está a pedir que cuides dele e não te distraias com blogues. Só a muita amizade é que te trouxe.

Em compensação, ficaste a conhecer uma pessoa da tua geração que está, tal como tu na tua área, a fazer um trabalho cultural notável.

As melhoras e grande beijinho.

António

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 17:36  

Anónimo das 15:28

«E o cordão dos puxa saco cada dia aumenta mais.»

Sinceramente, não entendo o sentido desta sua frase, mas soa-me como coisa feia.

Deixe-nos em paz, sim?

marcelo dalla disse...
10 de janeiro de 2011 às 17:39  

Olá amigos!!!!!
Fiquei surpreso com a qualidade desta entrevista. Interativa, inteligente, espontânea, sincera... e poética!

Parabéns ao Marcio, me identifiquei muito com suas opiniões. Pretendo visitar mais seus blogs daqui pra frente!!!!

E parabéns ao Antônio, que se superou como entrevistador!!!

Gratidão!
Mais tarde eu volto, quero reler tudo com mais calma para absorver melhor...
abraços!!!

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 18:30  

Marcelo

Muito obrigado por ter vindo e ter tecido tão bonitas opiniões. Ainda continua de férias, ou já está em São Paulo?

Grande abraço.

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 18:44  

Astrid

o bastidor é o avesso do espetáculo. Eu gosto muito.

Até me lembrei de uns versos que a Maria Bethania canta:

"O mais importante do bordado
é o avesso é o avesso
O mais importante em mim
É o que eu não conheço
O que eu não conheço

O que de mim aparece
É o que dentro de mim
Deus tece
Quando te espero chegar
Eu me enfeito eu me enfeito
Jogo perfume no ar
Enfeito meu pensamento
As vezes quando te encontro
Eu mesmo nem me conheço
Descubro novos limites
Eu perco o endereço

É o segredo do ponto
O rendado do tempo
é como me foi passado
O ensinamento."

Beijo beijo.

Astrid Annabelle disse...
10 de janeiro de 2011 às 18:47  

António e Márcio! Agora, boa tarde!
Voltei para reler a entrevista.
Está excelente mesmo!
E assim vamos girando o Anel do Coração!
Beijos para os dois.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 18:50  

Astrid

Teve direito a uma canção de Dona Maria.

Beijos grandes. Por aqui, chove muito.

:))

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 18:56  

Como previsto, Antônio, há mais gente aqui a se movimentar com o passar das horas, inclusive alguns mascarados, se é que me entende.

Como o carnaval se aproxima, vou inclusive deixar uma marchinha, a do CORDÃO DO BOLA PRETA, tradicional. Diz assim:

"Quem não chora não mama!
Segura, meu bem, a chupeta.
Lugar quente é na cama
Ou então no Bola Preta.

Vem pro Bola, meu bem,
Com alegria infernal!
Todos são de coração!
Todos são de coração
(Foliões do carnaval).
(Sensacional!)"

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 19:02  

Saulo

lindo foi o que foi disse, que a Pérola "toma pra si os nossos sentimentos."

Percebe a dimensão disto? Percebe a beleza desta apropriação?

É "como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma capsula PROTETORA"

Por isso o Antônio aguardava a tua visão, entende?

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 19:09  

Paulo

acontecimentos mudam os hábitos. Que bom que você agora terá um costume novo, o de me visitar.

A entrevista com o THiago e a publicação de um texto do Athila Goyaz já haviam nos aproximado.

Mas agora é a chance de essa aproximação se efetivar.

Fico feliz.

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 19:14  

Entrarei em contato com a Jozi, Antônio.

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 19:17  

Maria Paula

faço minhas tuas palavras. O Antônio conseguiu dar a matéria uma forma que eu diria que é a minha cara.

Obrigadíssimo.

Marcio Nicolau disse...
10 de janeiro de 2011 às 19:21  

Marcelo

é bom quando nos surpreendemos positivamente. Quase sempre é quando não temos expectativas.

Absorva as palavras, como você disse, mas devolva algumas delas depois. Estarei aqui quando você voltar e vou gostar de saber o que você levou consigo.

Um abraço e muito obrigado.

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 19:42  

Márcio,

Sim, muitos mascarados. Muitos...

:)))))

Depois te envio um email a dizer quantos. Chega a ser divertido.

Mas os que interessam cá chegarão. Espero isso.

Cris França disse...
10 de janeiro de 2011 às 20:52  

Oi meu amigo urso

Dá cá um grande abraço que estava com saudades, e não aceito menor, abraço de urso é o melhor.

chego devagarzinho, ainda da falta de jeito dos dias fora.

chego feliz em dia de Anel do coração

não conhecia o Márcio, vou lá ler e conhecer

gostei da frase de amor do Cazuza que ele mencionou, e da maneira divertida como ele vê o plágio, bom humor é sempre fundamental.

estou feliz em estar por aqui, vi que vc colocou o canto na atualização da sua nova lista de blogs e isso mem tocou profundamente, gostaria de agradecer.

você foi um dos meus primeiros amigos que fiz no mundo dos blogs e gosto de saber que mesmo que passe o tempo, a gente não se perde.

beijos meu querido
Parabéns Márcio, sucesso e vida longa!

Athila Goyaz disse...
10 de janeiro de 2011 às 20:53  

Gostei, o Marcio como sempre cheio de bons argumentos!
António
Parabéns pela entrevista!
Abraços aos dois!

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 21:02  

Olá Cris, querida,

Você vem das suas férias com uma energia positiva fantástica. Arrebatando os nossos corações.

Ainda bem que apreciou a prosa do Márcio. Com tempo, você irá conhecer a poesia dele e sei que se vai identificar.

Como me iria esquecer do 'Canto'? Impossível. Também estou lá dentro. Lembra-se daquela estória ilustrada?

Muitos beijos.

A.

António Rosa disse...
10 de janeiro de 2011 às 21:03  

Athila

Que bom que passou por aqui. Sei que o Márcio o considera muito e, por isso, vai gostar.

Um abraço de agradecimento,

António

Felipe Faverani disse...
10 de janeiro de 2011 às 21:46  

Olá, António e Marcio, como vão?
Essa entrevista é de uma qualidade ímpar! Adorei de verdade. Parabéns ao entrevistador e também ao entrevistado!
Abraço.

TH disse...
10 de janeiro de 2011 às 21:52  

Muito boa a entrevista!
Feliz na maneira qu foi conduzida e nas respostas do querido Marcio.
Ao mesmo tempo profunda no conteudo e leve na maneira de se abordar...

Admiro demais vocês dois - e mais ainda agora, depois de conferir a interação bem sintonizada e harmônica...

Sou parceiro do Marcio na parte musical da vida dele, e, com certeza, numa proveitosa amizade que está começando...

PARABENS AOS DOIS!

Astrid Annabelle disse...
10 de janeiro de 2011 às 23:33  

António e Márcio, agora boa noite!
Quando eu postei meu último comentário não constava ainda o que me escreveu Márcio, com os versos cantados pela Bethânia, ou a Dona Maria, como disse o António!
Ah! que música linda. Sou fã da boa música brasileira. Conheço, assim como você, muitas delas de cor. Vivi muito...muito mesmo...ao som da MPB!!!
..."As vezes quando te encontro
Eu mesmo nem me conheço
Descubro novos limites
Eu perco o endereço"...
Lindo demais.
Agradeço de coração.
Eu agora vou me retirar por hoje. Só não compareci mais por conta do sinal da net que está sofrível!
Um beijo grande para os dois e durmam com os anjos!
Astrid Annabelle

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:06  

Cris França

Bom humor é sinal de inteligência, mas não digo isso como forma de me auto-elogiar. Na verdade, o meu humor varia bastante... rs

E acredito sinceramente que plagiar alguém é homenagear esta pessoa.

Ademais, "nada se cria, tudo se transforma". Ou como dizia o sábio Chacrinha: "nada se cria, tudo se copia".

Vá lá saber quando é que uma apropriação é mesmo indevida... Há muita coisa que não sabemos, Cris.

Obrigado. O que você me deseja é algo que eu muito quero: vida longa.

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:12  

Bons argumentos, Athila? Não sei não... Se julgou assim, então desconfie. Desse tipo de intenções, há um lugar que está cheio...

Sempre cheio? Também não diria isso. Às vezes, sim, estou cheio. De tudo. Mas há também um vazio.

A tua amizade recente ajuda a preencher. Disse o Antônio muito bem: prezo muito você. Por isso, não suma, heim?!

Em breve, cumprirei a promessa, o entrevistado será você.

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:15  

Felipe

virginiano amigo,

fico curioso pra saber em que nos espelhamos eu e você. De tudo o que eu disse, que será que te pareceu familiar?

Obrigado por ter vindo.

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:15  

O Felipe, Antônio, é um escritor excepcional. Fique de olho nele.

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:16  

TH

Já te disse: sou neto do teu avô. Você é meu irmão.

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:17  

Astrid

precisamos conversar mais sobre música então.

Sabia que você era das minhas...

Um enorme beijo.

António Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:41  

Olá Felipe,

Pode apostar que irei conhecer melhor o seu trabalho. Muito agradecido por ter vindo. Vou seguir a recomendação do Márcio que diz que você é um escritor excepcional. Vai ser um prazer acompanhá-lo.

Grande abraço.

António

António Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:43  

THiago

Você nem imagina como fiquei feliz por ter vindo, pois admiro-o muito. Como sabe, conheci-o por intermédio do Márcio e ele nunca falha nas suas escolhas. Admiro-o muito, mas não tenho nem 0,1% dos seus conhecimento musicais. Foi bom sentir essa vossa amizade. Espero poder aprender muito consigo, se me aceitar como visita regular do seu blogue, mas sem pretensões a ter que transmitir conhecimentos,mas sim, para aprender. Amo a sua maneira aberta e disponível de contactar.

Grande abraço,

António

António Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:47  

Astrid,

Minha querida amiga do coração, andamos há tanto anos netas coisas da blogosfera que devemos ser os dois 'cotas' da auto-ajuda e metafísica mais antigos que interagimos continuamente. Somos uma dupla. Somos uma parceria. Porque sabemos e sentimos que para além dos nossos já gastos corpos físicos desta 3D, somos juntos muito mais. Estamos preparando o nosso caminho de regresso. Mas quando se encontra pessoas, aqui reunidas, percebemos que independentemente da especialidade de cada um, todos nascemos para fazer com gosto aquilo que amamos. E esse é o factor de unidade que fica e muitos sentem.

Esta entrevista do Márcio foi preparada com carinho, com ternura, mas também com reverência e respeito. Percebi que já não sou o blogueiro que era e, vou tirar uns dias de descanso do Cova do Urso, para ler toda esta juventude e encontrar força para prosseguir mais uma etapa da caminhada.

Astrid, ainda há pouco tempo (meses) tive oportunidade de mais uma vez ter visto um show de poesia de Dona Maria Bethânia e sentei-me no chão, como qualquer jovem e ela vendo-me pediu a um jovem que me desse a cadeira, porque ela sabia que ossos duros sofrem mais.

O meu próximo post já está feito e será dedicado aos pais,a propósito de questões astrológicas. Dessa vez é para os pais e as mães ficam um bocadinho de lado. Depois... férias do Cova di urso, 5 ou 6 dias.

Grande beijo

António

marcelo dalla disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:47  

Olá queridos!!!
Voltei, li e reli a entevista. O que dizer? Fiquei sem fôlego. É uma injeção de ânimo, uma satisfação imensa conhecer pessoas com tamanha sensibilidade e inteligência. De coração, sem exageros.

Um blog é realmente uma oficina. Vou linkar essa oficina do Marcio lá na minha pra acompanhar melhor sua "carpintaria" com as palavras. hehehe

Antônio, vi q vc fez diferente dessa vez. As perguntas foram feitas de acordo com as respostas. Como conseguiu essa façanha?

Já tô em São Paulo, a pleno vapor!!!

Grande abraço mais uma vez em vocês dois!!!!

António Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:50  

Márcio e todos os amigos

Foi um dia maravilhoso e estou feliz com a sua interacção com os amigos que viera,

Agora é hora de descansar.

Vemo-nos amanhã, por aqui, pois faltam vir mais umas pessoas.

Grande abraço

Abraço

António Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 00:56  

Marcelo

Que bom que veio.

Quanto à sua pergunta, a resposta é fácil: a gentileza do Márcio permitiu que ele respondesse a um núcleo centrar de perguntas e quando recebi as respostas, inspiraram-me a dar continuado, fazendo links atrás de likns de ideias, frases, tudo isso. Além de termos contado com a colaboração de poetas.

Grande abraço

António

Ira Buscacio disse...
11 de janeiro de 2011 às 03:22  

Antonio,

Vc foi perfeito! Trouxe o Marcio a tona, com uma entrevista inteligente e emocional, pois sei da admiração e amizade mútua.
Um menino que possui uma identidade comovente. Lúcido, consciente e fazedor de pensares. Sou sua admiradora e faço questão de usar o cordão dos "puxa saco", pq ele faz parte de uma blogosfera do bem, inteligente e com atitude de digninade.
Bom conhecer sempre mais, vc e ele, que abrem os braços e fazem um país, onde gosto de viver, o da fraternidade. Parabéns, aos dois, tão queridos e obrigada pela entrevista Valeu!
Bjssssssssss

Luma Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 03:31  

Muito boa entrevista, ambos brilhantes nas perguntas e respostas. Gostei de saber que o entrevistado é meu vizinho e assim como eu é das montanhas :) Que gosta de Elisa Lucinda - Fiz uma oficina com ela e recomendo!! Beijus,

Felipe Faverani disse...
11 de janeiro de 2011 às 03:40  

Oi, Marcio, tudo bem?
Respondendo ao seu comentário: temos sim muitas coisas em comum.
Jorge Amado e Érico Veríssimo são dois dos escritores brasileiros que eu mais admiro e fico contente em saber que fizeram parte da sua adolescência também. Eu entrei em contato com os dois quando tinha quinze anos - hoje tenho vinte. Desde então eu os estudo e cada nova leitura das suas obras é um aprendizado.
Me identifiquei muito com a sua descrição do que é ser um virginiano principalmente. Foi apenas na pergunta abaixo, feita pelo António sobre o distanciamento das emoções que o potencial analítico pode provocar, que não pude concordar com você. Ultimamente eu tenho tido dificuldade de viver emoções propostas, embora continue escrevendo sobre elas. E, para variar, estou analisando essa incapacidade. rs
Eu realmente gostei muito da sua entrevista. Só vai fazer-me admirá-lo ainda mais.
Grande abraço e obrigado pelo elogio. E Antônio: será um prazer tê-lo no meu espaço também.

António Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 07:24  

Olá Ira,

Muito obrigado pelo carinho em ter vindo conhecer melhor o Márcio, 'ver', como ele gosta de dizer. Felizmente existe essa blogosfera que menciona, apesar de tudo ser válido e cada um poder expressar-se da maneira que melhor souber e entender. E esse país 'fraternidade', também tem o seu nome bem vincado.

Beijo.

António

António Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 07:24  

Luma,

Minha querida, sempre presente e isso é gostoso. Ainda por cima descobrir que o convidado é seu vizinho. Viva a festa, então. Muitos beijos.

António

António Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 07:25  

Felipe,

Irei visitá-lo, sim. Muito obrigado.

António

Pérola Anjos disse...
11 de janeiro de 2011 às 13:02  

Marcio e Saulo, preciosíssimos são vocês, meus amores! Dois iluminados, assim como iluminado é o Antonio e suas ricas intervenções.

“Siga obedecendo teu coração. Ele é quem sabiamente dita o caminho certo”. Sim, Marcio, ele sempre dita o caminho certo, ainda que o certo pareça incerto, ainda que o percurso pareça tortuoso e que as paisagens só apareçam no final. Elas sempre aparecem e “nada disso é miragem, se pode mirar”.

Abraços apertados!

Nilce disse...
11 de janeiro de 2011 às 15:07  

Oi Antônio

Muito boa a entrevista.
Parabéns ao Marcio Nicolau, muito inteligente, culto e ainda um poeta.
Muitas respostas sensacionais para um jovem.
Obrigada aos dois.

Bjs no coração!

Nilce

HSLO disse...
11 de janeiro de 2011 às 16:23  

António,

Parabéns pela entrevista. Já acompanhou o blog do Nicolau, uma pessoa super inteligente e que escreve muito bem.

A entrevista ficou um sucesso.

abraços

António Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 16:46  

Pérola

Preciosa é você que nos orienta para ouvirmos e obedecermos ao nosso coração. Quem faz sabotagem é a nossa mente, que mente. Precisamos treinar a nossa mente para validar o que o coração pede. Tenho aprendido isso a penas duras. Esta entrevista é o resultado prático dessa aprendizagem.

Abraço grande e mais uma vez, muito obrigado por ter vindo.

António

António Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 16:46  

Nilce, minha querida,

A sua presença é sempre muito bem acolhida por aqui. Imagino que viu o selinho lá em cima. :))) Dia 18 está perto. A partir de amanhã vou estar um bocado ausente, mas garanto-lhe que no dia 18 teremos aqui a celebração. Adoro estas festas.

Beijos

António

António Rosa disse...
11 de janeiro de 2011 às 16:47  

Hugo,

Que bom que veio. Sei que você acompanha o blogue do Márcio e também do Saulo. Já nos temos cruzado por lá. Como diz a Carmen: 'conVivendo' e 'conVersando'.

Grande abraço, meu amigo, e grato pela visita.

António

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 21:19  

Marcelo

você captou a essência.

Uma oficina é onde se executa um projeto. E gosto mais ainda do termo que você utilizou, a carpintaria, pois me remete a um conceito de "simplicidade", uma meta a ser atingida.

Abraço fraterno.

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 21:23  

Ira

Você me comove. A tua expressão escrita é repleta de honestidade. Você não faz tipo, mas é o tipo de mulher que me dá tesão. Você faz parte agora da minha vida.

Um beijo enorme.

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 21:27  

Luma, vizinha

onde você mora?

Que inveja de você! rs Gostaria muito de já ter assistido a Elisa Lucinda.

Um beijo.

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 21:28  

Felipe

vou lhe dizer (no alto dos meus 30 anos, rs): quando menos se espera a emoção nos inunda.

Abraço.

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 21:33  

não sou tão jovem, Nilce. E não falo só desta vida.

Obrigado demais pela presença.

Marcio Nicolau disse...
11 de janeiro de 2011 às 21:35  

Hey, Hugo, obrigado

Um projeto só é bem sucedido de fato quando há afeto na iniciativa.

Eu agora tenho uma enorme dívida.

Antônio

não sei como posso lhe retribuir.

Saulo Taveira disse...
11 de janeiro de 2011 às 21:50  

António, meu amigo

Minha visão são reflexo de muito do que aprendo aqui, na blogsfera, com você como amigo.

Você conseguiu alcançar o teu objetivo muito bem. O Marcio, como já relatei a você antes, um dos seres mais lindos que pude encontrar nessa experiência de viver, é um homem, digno, coerente, certo do querer bem ao próximo, ao mundo.

Obrigado pelo carinho comigo, com ele e com todos aqui presentes. Muito aprendo com o exemplo de homem blogueiro que és.

Ao Marcio,

parabéns pela honestidade. Você, como a Lou já constatou em poema, É. Simples assim.

Beijos aos dois.

Ira Buscacio disse...
12 de janeiro de 2011 às 11:46  

Marcio,

Encontrar vc e Saulo é ficar diante de coisas que acredito. Faz um bom tempo que optei por viver sem os vícios dessa sociedade consumista e selvagem. Sou livre. Estou limpa e vivo um dia de cada vez. Ter vcs no meu cotidiano é mais que tesão... é gozo!
E pra gente que ama a música deixo uma frase de uma canção que gosto mt e cabe mt bem aqui:
Se todos fossem iguais a vcs, que maravilha viver!
Bjssssssssss

carmen silvia presotto disse...
12 de janeiro de 2011 às 21:32  

Anel do Coração

é um cordão
um tempo
um diálogo
e onde cada acorde ressoa escutamos vibrações de troca

Ter essa moeda, é riqueza, pois
sabemos que na blogEsfera há os puxa-sacos, há os passantes, há quem deixa comentários sem ler e há os que deixam rastros sinceros, porque desejam usar a internet de uma forma correcta, feito um abraço entre marés e, ali, onde os braços somem para chegarem as ideias, está o nosso maior enlace e aqui me encontro...

Anel de Coração
é uma espreita para espantar o vazio
indica, comenta, conVersa
assim lavaremos nossas cardiopatias, porque aqui sentimos palavras plenas habitando o momento.

A todos que aqui leio, um beijo, porque seguimos, "vá duove o cuore domanda", aqui não é dizer, é feito.

Carmen Silvia Presotto

Luma Rosa disse...
13 de janeiro de 2011 às 19:44  

Marcio, somos vizinhos de cidade. Moro em Cabo Frio. Mas você pode fazer uma oficina com a Elisa também! Basta esperar uma vaga :) Beijus,

Marcio Nicolau disse...
13 de janeiro de 2011 às 20:22  

Oi Luma

Próximos mesmo.

Estou longe há uns dias e bastante aflito com o que aconteceu em Teresópolis (minha cidade natal) e em Nova Friburgo (onde também morei). Uma tristeza.

Mas passará.

Um beijo.

Marcio Nicolau disse...
13 de janeiro de 2011 às 20:23  

Obrigado a todos. Muito obrigado Antônio.

Lou Albergaria disse...
14 de janeiro de 2011 às 12:54  

Antes de qualquer coisa, quero agradecer por todo carinho, afeto e amizade. Muito obrigada de coração!!! Será que mereço...Acabo de lembrar de uma canção da MARINA, é claro:

"Às vezes eu quero chorar
Mas o dia nasce e eu esqueço
Meus olhos se escondem
Onde explodem paixões
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa p'ra lembrar
Às vezes eu quero demais
E eu nunca sei se eu mereço
Os quartos escuros pulsam
E pedem por nós
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa p'ra lembrar
Se você quiser eu posso tentar mas
Eu não sei dançar
Tão devagar
Pra te acompanhar..."

Márcio é MEU MENINO AMADO.
Nada reto, nada explícito, nada etéreo...
os pés bem plantados na terra
e a mente em todas as eras, épocas, fazendo-nos atravessar pontes, mergulhar em ondas, vasculhar conchas, mas não se engane: Márcio só deixará você saber o que ele quiser que saiba.

Não dá para fazer uma leitura simples dele. São inúmeras metáforas, símbolos, signos, infinitas intertextualidades...Ler Márcio é ir muito além do óbvio. Meu parceiro de CALEIDOSCÓPIO...

cada verso um prisma
olhar atento
nas cores do vinho
múltiplas faces contempla
máscaras no vinagre diluídas
O Mundo transtornado!
falsos silogismos varre
Errática -palavra Liberta:
"cura procura (Lou)cura"
rompe-se enfim O Casulo;
é a poesia do renascimento...


Apenas mais um para Márcio Nicolau...meu amigo, parceiro; o encantador de palavras. Já estamos fazendo algumas coisas juntos e faremos muito mais, pois nossa cura está na Arte e não acreditamos em Arte desprovida de loucura! Por isso, tamanha afinidade. Se falar na Lua em LEÃO...hehehe...bom demais saber disso. Agora muitas peças se encaixam. Antes ficava intrigada: como posso ter tanto em comum com um virginiano?!!! Logo um virginiano!!!

"...nós gatos já nascemos pobres,
porém já nascemos livres..."

Minha Poesia PRECISAVA da análise precisa e organização meticulosa do Márcio. Ele até me ajuda em alguns versos ao me mostrar "jogos de linguagem" que por distração muitas vezes não consigo enxergar. Ele não só me mostra como me dá de presente versos mágicos e sem cobrar créditos por isso. Então, só posso ver em Márcio um grande AMIGO, parceiro de ALMA E DE POESIA...Enfim, TUDO!!!!
Em apenas uma frase:
MÁRCIO NICOLAU É, PORRA!!!! E fim.

AMO VOCÊ!!!! É um amor que transcende qualquer compreensão ou sentimento...simplesmente não se explica; apenas É.

Como diria o Saulo, citando SUASSUNA - esse OUTRO MENINO AMADO que é um assombro:
"...só sei que é assim..."

Maktub!

BEIJOS!!!

Parabéns, Antônio, pela brilhante entrevista!!!


pô...mas se for a dois é de verdade...tem certeza?!!...ôH, SACO...Hahahaha...

Lu

Táxi Pluvioso disse...
15 de janeiro de 2011 às 02:19  

Bom, essa odeia de que os blogs crescem, nunca tinha pensado nisso.

Jozi Elen Fleck disse...
16 de janeiro de 2011 às 08:03  

Meu deus, António.
Que sucesso!
Tua entrevista com o Márcio rendeu um fórum aqui.
Que beleza, né?
Coisa boa isso tudo.
Abraços,
Jozi
O Lugar das Cores Escritas

Marcio Nicolau disse...
16 de janeiro de 2011 às 21:48  

Lou

sem você isso aqui não ficaria completo.

Marcio Nicolau disse...
16 de janeiro de 2011 às 21:49  

Jozi

recebi teus comentários no InterTextual. Fico feliz com teu entusiasmo.

Conversaremos mais, certamente.

Confissões de uma borboleta disse...
20 de janeiro de 2011 às 18:17  

Antônio peço desculpas por não ter vindo antes, só hoje vi sua mensagem. Tenho imensa consideração pelo Márcio, adoro o Intertextual, acho autêntico, irreverente e inusitado...o que me leva a está sempre presente e comentando.Foi bom conhecer um pouco do Márcio, a entrevista fez com que ele ganhasse vida para mim. Na blogesfera temos a mania de esquecer que as pessoas existem de fato. E o Márcio condiz com o que escreve. Obrigada pelo convite...Beijos para os dois.

Marcio Nicolau disse...
22 de janeiro de 2011 às 02:49  

mais uma confissão aqui, agora da Borboleta.

Novo colorido ao debate.

Um beijo Karla. Muito obrigado pela consideração. Isso é raro.

António Rosa disse...
22 de janeiro de 2011 às 12:19  

Olá Borboleta

É sempre tempo de darmos um abraço a quem queremos bem. Aqui, o que importa é o Márcio.

Beijo.

António

10 de janeiro de 2011

Entrevista a Márcio Nicolau, do 'InterTextual' - Anel do Coração


Estava eu muito sossegado na minha vida blooguística, quando me apareceu um comentário aqui, e que fez despertar o meu interesse. Dizia assim: «A voz do outro, Antônio, é tão importante quanto a nossa, porque nos fala sobre nós mesmos, revelando quem somos. É importante, portanto, dar voz ao outro, exatamente o que você fez aqui.». Era um comentário do Márcio Nicolau. E eu pensei 'Hum! Penso assim mesmo.' Desde esse dia, tenho acompanhado a evolução boguística deste jovem. Conforme o ia conhecendo, ia pensando cá para comigo: 'adoraria ter a tua companhia no Anel do Coração'. Esse dia, chegou. É hoje.

Admiro a delicadeza, inteligência, cultura, o bom gosto, a qualidade e o bem-estar do Márcio. Na escrita, na poesia, na música, na interacção com todos. Admiro muito a actividade do Márcio Nicolau nos seus 3 blogues, que se complementam na perfeição. O seu blogue «InterTextual» é o espaço que ele dedica à sua actividade mais literária, sobretudo à poesia, havendo outros textos e é o ponto de união e divulgação do seu projecto. O seu blogue «Interview» é claramente um espaço de entrevistas, em que a poesia e a música andam de mãos dadas. O blogue  mais recente do Márcio, em parceria com o Saulo Taveira, tem o nome interessante de «Intermediário», e creio que aí surgirão grandes surpresas, pois será a escolha dos próprios que prevalecerá.

Só mesmo percebendo o seu trabalho, como o faz, como o desenvolve, os múltiplos níveis em que se movimenta e o jeito determinado de quem chegou a uma fase da vida e iniciou o movimento interno de deixar um legado público. Os próximos anos confirmarão, ou não, essa vontade. Pois só o seu livre-arbítrio é que conta, apesar que estarem reunidas as condições para cumprir um futuro brilhante.

Este fazedor de pontes do signo Virgem tem uma enorme missão a cumprir e, digamos, que só agora está a levantar a ponta do véu. Vamos conhecer o Márcio Nicolau que, em meu entender, representa o que de melhor a actual juventude pode oferecer. É muito bom seguir o rasto deste criador, pensador, poeta, escritor, comunicador, em suma, um fazedor de pontes, e que à maneira dele, está a fazer girar o seu próprio Anel do Coração.


Seus blogues: «InterTextual» e «Interview»
«Intermediário» em parceria com Saulo Taveira


Saulo Taveira
Poema de Márcio Nicolau, dito por Saulo Taveira

Texto-poema original, aqui.

Saulo Taveira é o autor do excelente blogue «Partitura» já mencionado aqui. O 'Partitura' é um blogue falado, entoado, meio cantado, em que o autor expressa o que sente e pensa no momento. Um blogue original, diferente daquilo a que estamos habituados. Vale a pena conhecer e acompanhar.

O leitor pode clicar nos nomes dos blogues mencionados ao 
longo da entrevista, acedendo a esses espaços.

Rio das Ostras, Brasil
Olá Márcio, é um prazer fazer-lhe esta entrevista. Admiro muito a sua actividade nos blogues. Fiquei com a sensação que você maturou um projecto muito pessoal e depois soltou, vindo tudo à superfície pública. A minha curiosidade, por enquanto, é esta: Quando e como começou esta sua actividade e por quê? É um reencontro consigo mesmo?

Sim, trata-se de um reencontro. Pra começar, sempre acreditei no diálogo e hoje ainda creio. Na adolescência mantinha intensa correspondência com amigos à distância, com o passar do tempo o diálogo se interrompeu, o blog é a retomada. Além disso, é o reflexo da minha personalidade, por isso os textos que se inter-relacionam com imagens e som, quem me conhece sabe que este é o meu espelho.

Pelos vistos, essa ideia de diálogo manteve-se viva. Passou de um diálogo a dois, a uma conversa com muitos. A adolescência foi um momento feliz? Lembra-se do que lia e que música ouvia, então?  Foram bases criadas em segurança para hoje saber seleccionar o que lê, o que ouve, o que escreve?

Sobre certo aspecto, feliz sim a adolescência. Li muito: Jorge Amado, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, Ruben Fonseca..., vários autores brasileiros. Ouvia MPB e foi nessa época que passei a colecionar canções, ler sobre os compositores e sobre a história da música, principalmente os anos 60. Sou quem sou hoje a partir disso.

Rio das Ostras, Brasil
Desde o momento em que conheci o «InterTextual», despertou em mim a curiosidade de conhecer todo o conteúdo. Felizmente,  consegui ler todo o blogue. Chamou muito a minha atenção que a maioria dos comentários pertencem a outros poetas. É uma grande tendência dos blogues de poesia: fazem parte de uma comunidade, e a energia funciona em círculo crescente. Apetece-lhe comentar esta situação? Não seria interessante alargar o universo de leitores? Ou os não-poetas ficam aflitos e não sabem interagir com a poesia?

Como a própria vida, há dois lados. Num círculo, portanto, fechados, estamos fortalecidos, o que é salutar. Todavia é necessária a expansão. Não creio que a poesia genuína é aquela que se mantém restrita. Há os que defendem essa idéia por acreditar que a generalização corrompa a sua natureza, guardiões do pensamento poético que se enclausuram. Rejeito texto seleto, me alimento do diálogo (insisto), mas seleciono o meu alimento e não consumo porcaria. "A poesia é pra comer" e penso em alimentar os que tem fome.

Como começou a existir a poesia, para si?

Há duas possíveis respostas, ambas verdadeiras. A primeira delas é: ainda não existe, existirá. Estou ainda em construção, o blog é oficina. Segunda assertiva: sempre existiu, agora está existindo. Disse Paulo Freire, um educador e, portanto, poeta: "O mundo não é. O mundo está sendo."

Estamos sempre em construção. Tem consciência que a sua poesia, ou melhor, parte da que publicou, está a ficar ainda mais enxuta e militante? Uma militância de modernidade. Aqui e aqui.

Passei por algumas fases breves desde que comecei a publicar no blog. Desconstruí minha própria sintaxe, explorei conteúdo nominal e agora lanço mão do ganho adquirido com tais experiências e me arrisco prosaico. Tua análise está correta, é crescente, também, a militância.

No seu blogue «Interview», você escolheu iniciar o projecto, entrevistando dois poetas, a Carmen Sílvia Presotto [do «Vidráguas»] e a Lou Albergaria [do «A Loba de Ray-Ban», «vago(O)risco» e do «Sementes de Amora»]. Excelentes poetas e entrevistas muito bem conseguidas. Estamos a falar sempre do mesmo: o circuito da poesia? [Depois das perguntas terem sido enviadas, no «Interview» foram publicadas excelentes entrevistas, uma sobre música, ao THiago Hendrick, (aqui) e outra, que suscitou um debate importante nos comentários, ao poeta e futuro advogado, Samuel Vigiano, (aqui)]

Outros temas são abordados: música, por exemplo. Pano de fundo, no entanto, para análise do comportamento e discussões filosóficas. Interessa o ser humano por dentro.

Fale-nos um pouco sobre você, o autor dos blogues, o que o faz mover, os seus interesses, o que o deixa feliz? Esteja à vontade para comentar aquilo que lhe parecer mais adequado.

Sou movido a som, estou em movimento. Quero dizer com isso que acredito no efeito sonoro da linguagem. Percebo o movimento, analiso, interpreto e respondo, produzo vibração em resposta aos sons harmônicos e aos ruídos. "Pra pedir silêncio, eu berro. Pra fazer barulho, eu mesmo faço."

Rio das Ostras, Brasil
Márcio, já lhe disse algures, que você é um fazedor de pontes. Identifico-me muito nisso. A confirmar esta minha ideia, como se não bastasse a forma como você se movimenta na internet, criou um projecto em parceria com o Saulo Taveira, que despertou muita atenção: o seu blogue «Intermediário». Recordo-me do 1º post, muito bom, em que você pegou numa provocação de Nelson Rodrigues, «Toda mulher gosta de apanhar?», e pediu às poetas Carmen Sílvia Presotto e à Lou Albergaria para comentarem, o que fizeram com brilhantismo. Gostei muito da provocação, mas o que me intrigou foi exactamente essa aparente separação de águas, com os seus blogues de poesia e entrevistas. Porque escolheu as mesmas pessoas que entrevistou? Fechando universos? Fazendo círculos uns dentro dos outros?

Sim, "uns dentro dos outros". A intenção é através das diferenças, revelar as semelhanças. O Intermediário além de intermediar, servir de ponte, quer fazer interferências. Produzir chiados e reduzindo hiatos, mostrar a imagem nítida. Uma antena capta a essência e as lentes flagram, por trás do texto, a pessoa.

A sua resposta «Produzir chiados e reduzindo hiatos, mostrar a imagem nítida. Uma antena capta a essência e as lentes flagram, por trás do texto, a pessoa.» é um poema disfarçado de resposta ou é a sua essência a afirmar?

São reveladoras sim estas palavras. Ou seja, quase sempre falamos de nós mesmos. (risos)

Que importância têm estes seus projectos na sua vida?

Serei redundante: vital.

Como classifica a literatura erótica e o que pensa da pornografia presente na web? Márcio, esta pergunta copiei-a a si mesmo, sabe disso, não é?

Nova redundância, percebo que a pergunta é retórica. A literatura erótica, já está classificada: erótica. E a pornografia na web, sabemos, está presente. Povoando imaginários.

Rio das Ostras, Brasil
Quem é o poeta Márcio Nicolau? Conheço parte do seu mapa natal e sei que você tem a sua Lua natal em Leão. Neste sentido, é para cumprir com a necessidade da sua alma. Assim, como vê a ideia de que um dos seus propósitos superiores de vida seja receber o reconhecimento e aplauso dos outros pelo que faz bem feito? Como se um holofote o iluminasse e você recebesse o aplauso? Está a cumpri-lo ou a sua mente tenta sabotar o que a alma lhe pede?

Virginiano recusa notoriedade e se constrange perante a evidência. Tímido. Por outro lado, foge dos holofotes, justamente porque, egocêntrico, se julga alvo simultâneo dos refletores todos. Além disso, hábil manipulador julga ser a sua opinião aguardada porque determinante, por isso, algumas vezes se esconde de si mesmo porque se superestima. Introspectivo, desenvolve o potencial analítico. Costumo dizer que me antecipo, eu chego antes, para "sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus".

Não receia que esse «Introspectivo, desenvolve o potencial analítico» o leve a distanciar-se das emoções, a analisá-las em demasia? Já agora, gostaria de saber porque considera ser «egocêntrico», só porque se vê como «alvo simultâneo dos refletores todos»? Que mal tem nisso? E se realmente a sua tarefa interna é fazer essa síntese?

O convívio com o outro diminui o risco do distanciamento excessivo a que você se refere. Quanto à segunda pergunta, o mal é perder a medida e se achar o centro do universo. A tarefa interna é achar o equilíbrio.

Para terminar esta parte, tem a certeza que se superestima, mesmo? Nesse caso, não deveria se esconder de si mesmo. Portanto, pergunto-lhe: tem em alta conta a sua inteligência ou a sua pessoa, a sua essência? Oxalá, me diga que sim.
Sim, por isso digo que me superestimo. Felizmente tenho uma virtude que me livra da arrogância: gosto de partilhar.

É uma 'necessidade', 'conhecimento' ou o 'gosto' pelo assunto, o que vale mais na criação de posts dos seus blogues?

O gosto pelo assunto quase sempre sinaliza conhecimento. Mas acredito que escrevemos por necessidade.

Eu sei que você visita outros blogues. Esta é a parte da pergunta em que você pode homenagear os blogues que mais aprecia. Por favor, indique alguns que mais gosta e porque são do seu agrado?

As autoras já mencionadas, claro, são parte das recomendações. «Vidraguas» é um portal, uma editora, um site bastante acolhedor. Os blogs da Lou são quentíssimos e me instigam. Há 3 outras páginas de poesia que julgo valiosíssimas: «Periódico Subversivo» da autora Aline Morais (uma Elisa Lucinda), «Soltando Linhas», da Pérola Anjos (uma brasileira) e «Coração Vagabundo», do Samuel Vigiano, um paulistano delicado que advoga em favor da palavra. Pérola e Aline participaram do «Intermediário» e o Samuel foi entrevistado em dezembro no «Interview», uma entrevista que causou estremecimento. Mas a poesia dele é muito sólida.

Sendo você da serra, o que mais o atrai no mar? Pergunta tola, não é?

A perspectiva do horizonte. Além disso, morar de frente pro mar e acompanhar os ciclos, variações, me ensinou a transitoriedade das coisas.

Gostaria muito que indicasse (com os respectivos linques) alguns posts escritos por si que, em seu entender, sejam muito especiais e, qual a razão para essa sua escolha.

Apenas um, publicado no dia 08 de dezembro de 2010. É a minha cara. Este aqui.

Encontro de poetas e amigos no lançamento do livro
«Postigos», de Carmen Silvia Presotto, no Rio de Janeiro.
Márcio Nicolau, à direita. Foto daqui.

Sendo você poeta e comunicador, gostaria de ter livros publicados? Qual é a sua relação com a modernidade literária na internet?

Blogs são ensaios, rascunhos. Livros são insubstituíveis. No entanto creio, mesmo que venha a me publicar em livro, manterei a página de diálogo virtual. A propósito, em novembro estreei em livro com um poema publicado em «Postigos», livro de Carmen Silvia Presotto que conta com outros convidados. Uma alegria.


Sobre «Postigos», aqui.

Compreendo essa «alegria» que diz ter sentido ao ver um poema seu publicado no «Postigos». Foi só isso que sentiu? Alegria?

Senti também insegurança quanto a validade artística da poesia escrita. Depois veio a alegria.

Apesar de ter blogues ainda jovens, considera que está a atingir os seus objectivos quando criou os criou?

Sim, cresceram muito rapidamente, graças ao feedback dos leitores. Interlocutores são fundamentais a um escritor em potencial.


Numa frase curta, pode dizer o que pensa sobre:

a) Blogoesfera -
Escritores amadores, alguns deles feras que deveriam se profissionalizar. Além disso universo psicoterápico.
b) O seu projecto bloguístico -
Experimentação. Via que se encaminha para a afirmação da personalidade criativa e, no percurso, responde à paisagem.
c) Amizade na  blogoesfera -
Possível.
d) Plágio -
elogio indireto. (Possivelmente o mais sincero).
e) Redes sociais -
Não posso falar mal, porque também sou peixe, mas acho que estão sendo mal empregadas.
f) O seu país -
Talvez responda dizer que não moraria em nenhum outro lugar do mundo.

Os comentários dos seus leitores são importantes para si? Interage com eles? Eu sei qual será a resposta, mas a ideia é dá-lo a conhecer a pessoas que não estejam ainda habituadas a si.

Respondo aos comentários com a minha presença em seus locais de origem. Bem entendido: não faço barganha, mas sinalizo abertura. Posiciono impressões, as vezes, críticas. Silencio ante a recusa ao diálogo ou atitudes mesquinhas que visem, de maneira apelativa e/ou medíocre, a auto-promoção. Acima das vaidades estão as idéias.

Márcio, convidei duas pessoas que estimas para te fazerem perguntas:


Carmen Sílvia Presotto [do «Vidráguas»] - «Márcio, vivemos um tempo em que, cada vez mais,  a TV, o cinema, a fotografia, a música e a palavra conVersam entre si e o Intertextual apresenta isso muito bem, então te pergunto: Podemos pensar que essa aproximação das Artes, um tempo híbrido de linguagem, seja uma nova possibilidade poética?»

As linguagens, de maneira natural, se inter-relacionam. Um lugar leva ao outro e, na internet, as fronteiras se cruzam e, ao mesmo tempo, inexistem. Cada pessoa, além disso, é um texto e as analogias revelam, muitas vezes, confluentes as leituras de mundo.


Lou Albergaria [do «A Loba de Ray-Ban», «vago(O)risco» e do «Sementes de Amora»]

a) «Homem na hora de sexo, também gosta de apanhar e só os neurónios reagem?»

Os passivos reagem com passividade.

b) «Você faria sexo com mais pessoas ao mesmo tempo, tipo uma mènage a trois? Se sim, estou na fila....hehehe»

Como diria o Cazuza: "Viver a liberdade, amar de verdade, só se for a dois". Amo você.

António: Márcio, seguem mais umas perguntas extras, está bem?

Entrando nos seus posts: é frequente acompanhar os seus poemas com som ou vídeos de músicas brasileiras. Já vi posts com Chico Buarque, Milton Nascimento, Marina Lima, Maria Rita, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Carlinhos Brown e muitos outros. Foi o que primeiro me chamou a atenção em si, pois saía fora do mais comum que se faz. Percebe-se que os seus interesses musicais atravessam várias gerações. Pode comentar esse lado da a sua vida que é a música? A parte mais central desta pergunta foi feita mais acima, pela Carmen.

Tenho grande interesse por música brasileira, que, todos sabem, é a melhor do mundo. Acredito serem poesias as letras de música e coleciono, de memória, várias canções. No «InterTextual» permito a intertextualidade. Outra coisa a saber: sou um saudosista incorrigível, o que explica o gosto por épocas musicais anteriores a mim. Apesar de atento ao que se ouve hoje.

Você é um jovem de 1980 e tem 'saudosismo' de épocas bem distantes da sua. Muito curiosa a palavra usada por si. Vou propor-lhe uma hipótese meramente metafísica, pode ser? Imagine que na sua vida anterior, nos anos 50 e 60, você era um jovem entre os vintes e os trintas e absorveu toda essa cultura, sobretudo a musical. Consegue imaginar-se nessa época? Como reage a isso? Por favor, não pense, reaja apenas.

Há duas respostas possíveis, a primeira, talvez a mais reativa, é a seguinte: vivi nessa época. A segunda, mais racional, é: o mergulho na história, através da leitura me fez viver essa época. Acredito em ambas.

Também eu, Márcio. Um leva ao outro.

Um outro aspecto dos seus posts é aquilo que eu chamo de «cidadania». Textos e vídeos sobre os direitos dos brasileiros e a vossa constituição. Gostei muito desta intervenção, muito intensa, mas digna. Militante, mas poética. Como encaras o mundo de hoje, tão cínico e cheio de perversões sociais? Desenvolve tudo o que quiseres.

Eu me preocupo. Principalmente com a omissão alheia e ausência de ideais de mudança. Também me preocupo com as falsas rebeldias, indignações aparentes escondem indiferença. A verborragia da mídia sensacionalista, por exemplo, me assusta como a hipótese de censura porque esvazia e descredita o discurso. Arma poderosa usada em excesso é tiro que sai pela culatra. Sabotagem, sem dúvida.

Aceita que eu lhe diga que gosto muito de si e dos seus blogue? Fique com um grande um abraço.

Muito obrigado, Antônio. A entrevista foi uma oportunidade ímpar de me olhar. Obrigado por fornecer o espelho de perguntas.

Os meus agradecimentos à Carmen Sílvia Presotto, à Lou Albergaria e ao
Saulo Tavares, que prontamente aceitaram colaborar neste entrevista.
São seus amigos de alma.

Márcio, muito obrigado.

António Rosa

Informação adicional:

Conheça a entrevista que o Márcio deu a Lou Albergaria, no



Leia o que o THiago Henrick, do «Entulho Musical», escreveu sobre ele, aqui.




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105 comentários:

António Rosa disse...

Sejam todos bem-vindos a esta conversa com o Márcio Nicolau.

Que passem muito bem.

Obrigado.

António Rosa

António Rosa disse...

Os meus agradecimentos ao Márcio Nicolau, à Carmen Sílvie Presoto, à Lou Albergaria, ao Saula Taveira pela colaboração prestada a esta entrevista.

Saudações carinhosas a todos.

António

Marcio Nicolau disse...

Oi Antônio, boa noite

Corrija por favor o link para a minha postagem favorita no InterTextual:

http://espacointertextual.blogspot.com/2010/12/musica-e-letra-para-marina-lima.html

Diogo Didier disse...

Sempre postando belas entrevistas...gostei muito desse viu?! bjoxxxxxxxxxxx

Marcio Nicolau disse...

Diogo

Acabo de visitar o teu blogue e de cara já temos algo em comum: ser feliz é ser livre, eu também acredito nisso.

Rodrigo disse...

Marcio é o cara!

Marcio Nicolau disse...

Rodrigo

você é um cara do tipo "efeito surpresa": não aparece sempre, mais surpreende.

O teu blogue um espaço muito bem cuidado. Gosto da linguagem bastante direta de que você se utiliza.

Se me permite, sugiro que promova debates sobre a sexualidade e (algo que já sugeri) explore o cronista em você. Não sei se você lembra de eu ter dito isso a você no artigo (por sinal, brilhante) que você criou sobre a trajetória pessoal e artística de algumas divas da música.

Gostaria de ler mais matérias assim lá.

Um abraço e obrigado por estar aqui.

Rodrigo disse...

Obrigado pela gentileza em responder, saiba que pouco comento, mas sempre leio o teu espaço.

Boa semana, guri!
;)

Marcio Nicolau disse...

Antônio

a internauta Leila Brasil acaba de deixar um comentário no InterTextual em que agradece a oportunidade do encontro comigo. Deixo aqui o meu muito obrigado a ela e a você.

Fui até seu blogue e veja o que li (belíssimo):

http://entrelinhas-e-tintas.blogspot.com/2011/01/nossa-cancao.html

Fatima disse...

Ótima semana meu querido amigo!
bjs.

Marcio Nicolau disse...

Nova resposta no InterTextual: Diogo Didier.

Registro o agradecimento.

carmen silvia presotto disse...

António, antes de mais nada, quem agradece sou eu, estar aqui entre palavras, entre amigos, entre vistas profissionais da palavra, poeticamente dialogando é um honra, é um ofício e um comprometimento a mais Poesia e seriedade na blogEsfera sempre.

"Acima das vaidades estão as ideias" sempre... e saber disso não é tudo, é apenas o caminho para seguirmos. Porque juntos estamos trabalhando uma soma de desejos, onde um cresce crescerá todos... assim é a vida e o amor de construção.

Parabéns aos dois e confesso que me emociona tanta presença, tanto cuidado, tanto compartilhamento... sim, já somos mais e melhores, vivas e seguimos!!!

Carmen Silvia Presotto

Marcio Nicolau disse...

saber, Carmen, não só "não é tudo", como não é nada.

O importante é viver.

Pérola Anjos disse...

O que dizer mais sobre o Marcio? Às vezes fico até sem jeito de elogiá-lo tanto, porque pode soar com estranheza, mas não deixarei de elogiá-lo nem de admirá-lo por causa de impressões, por causa da perversidade de alguns. Os meus elogios mais sinceros e costumeiros são dedicados a quem eu realmente gosto, realmente admiro e não há mal nenhum nisso. O meu coração é o meu ditador e enquanto eu me emocionar com os textos, com as poesias, com a verdade e a generosidade e a beleza que exala de cada palavra escrita nos textos do Marcio, eu vou sim elogiá-lo, vou sim tentar traduzir a alegria, a emoção que aquilo me causou. Eu me identifico com muita coisa do que o Marcio escreve, às vezes, sei lá, tenho a impressão que ele tinha que cruzar o meu caminho, não sei explicar muito bem, mas é como se ele fosse uma luz, acho que essa é a melhor palavra, uma luz que mostra o caminho, mas que também torna mais bela a escuridão.

Isso é carinho, é admiração, é alegria de contemplação, de um encontro bem mais que sublime, como tive alguns nesta blogoesfera, que entrei com o desejo de salvação, libertação, leveza, expansão e ganhei tão mais que isso. Conheci pessoas que iluminaram extaordinariamente a minha vida e iluminam e não têm a dimensão disso e Marcio é uma destas pessoas. E isso é puro e grandioso e verdadeiro.

Um ponto de luz. Um predestinado com dom das palavras. Grande poeta. Grande homem. Grande!

Você mora no meu coração, menino do Rio, Marcio Nicolau, menino do mundo.

Quero ler muitos livros seu. E vou.

António, obrigada por me revelar ainda mais o lado de dentro deste menino tão especial.

Um beijo afetuoso aos dois!

António Rosa disse...

Márcio,

Emendado.

António Rosa disse...

Olá Diogo,

Também digo: ser feliz é ser livre. Sem dúvida que estão ligados.

António Rosa disse...

Rodrigo,

Muito agradecido pot ter vindo.

Abraço.

António Rosa disse...

Márcio

Muito obrigado pela informação. Ela é muito simpática. Trocámos correspondência. Vou ver os blogues. dela.

António Rosa disse...

Márcio

É natural que muitas pessoas também deixem comentários no seu blogue. É frequente isso acontecer. Isso é muito bom, porque realmente fazem o que acham que devem fazer, com calma.

António Rosa disse...

Carmen,
Que belas palavras, as suas. É muito tê-la aqui. Esta entrevista é daquelas que nos deixa a todos melhores pessoas, pois compartilhamos várias vozes, ao mesmo tempo. É tanto assim que daqui por 48 horas vou tirar umas férias deste blogue, para descansar, para carregar pilhas. Foi inexcedível a facilidade com que você, a Lou, e o Saulo, se entregaram a colaborar neste mostrar um bocadinho mais de parte do pensamento do Márcio. Valeu muito a pena.

Felizmente, já somos mais.

Grato,

António

António Rosa disse...

Olá Pérola

Muito agradecido por estar aqui, nesta tertúlia à volta do Márcio. Também faço igual, Pérola: «Os meus elogios mais sinceros e costumeiros são dedicados a quem eu realmente gosto, realmente admiro e não há mal nenhum nisso.»

Um beijo e um agradecimento pela sua Presença. Estamos a somar.

Beijo

António

António Rosa disse...

Fátima

Um Beijinho para você.

Marcio Nicolau disse...

Pérola

Sempre tenho o que dizer a você. Você é preciosíssima. E a admiração é verdadeira. Como também é verdadeira a relação que se estabelece por meio dos blogues, em 2010 eu aprendi eu aprendi isso. No âmbito virtual se dão aproximações reais: afeto e desafetos, re-conhecimento, inter-ações. Nada disso é miragem, se pode mirar.

Siga obedecendo teu coração. Ele é quem sabiamente dita o caminho certo.

Vejo que você me vê (claramente) e isso me conforta. De fato, a idéia é pôr luz na escuridão, mas não negar que o breu existe pra que exista a própria luz em contrapartida.

Beijo gigante.

Marcio Nicolau disse...

Ao Rodrigo, Antônio, mais umas palavras: manifeste-se sempre, sugiro. Em favor, contra..., mas manifeste-se.

Não me refiro ao blogue, especificamente. Estou falando da vida.

Põe pra fora!!! É assim que eu penso e aconselho a fazer.

Não devemos prescindir do nosso direito de voz. Até porque, não se sabe quando ele nos será furtado. Por isso não devemos nos furtar.

Um abraço de novo, obrigado.

A você, Antônio, digo: menciono os interlocutores não pra fazer número, mas pra que percebam o que eu disse agora ao Rodrigo, que eles tem voz e devem usá-la.

Grato pela atenção, mais uma vez.

Astrid Annabelle disse...

António e Márcio, bom dia!
Me surpreendi com a qualidade excepcional dessa entrevista!
Fiquei tocada realmente com certas frases do Márcio. Principalmente a resposta que deu sobre morar em frente ao mar...claro por ter havido enorme identificação.
Márcio irei acompanhar seus blogues mais de perto, agora com outra visão. Nada como conhecer um pouco mais sobre quem está nos bastidores de um blog!
Parabéns aos dois...sei o trabalho que é apresentar um post com esta qualidade visual e de conteúdo.
Um beijo grande para ambos.
Astrid Annabelle

Marcio Nicolau disse...

Astrid

você era aguardada! Ansiosamente.

Te vejo aqui sempre (não nos bastidores), mas a frente deste blogue. Lado a lado com o Antônio.

Por isso, venho de longe(sem você saber) flertando com você. Não sei bem porque mais eu sabia com certeza que uma hora nos veríamos assim: de perto.

Mas tome cuidado porque "de perto ninguém é normal". rs

Um beijo e obrigado.

Quanto ao mar, te digo, me livrou de vez da depressão.

Maria de Fátima disse...

Olá António e Márcio, é sempre bom conhecer novos blogues e as pessoas que estão por detrás deles.Gostei muito de ler esta entrevista.Com mais tempo e calma irei fazer uma visita aos blogues citados.Beijocas aos dois.

Marcio Nicolau disse...

Maria de Fátima

bem vinda.

Astrid Annabelle disse...

Márcio!
Você me fez sorrir!
Quando eu me referi ao estar nos bastidores quis dizer que nem sempre salta aos sentidos o coração do autor de um blog.
Aqui você deixou nas entrelinhas o seu coração de poeta. E isso eu senti claramente.
Felizes os que habitam à beira do mar...com toda a certeza estão longe das "normalidades" da vida! rsss
Beijo agradecido por seu carinho.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...

Olá Astrid,

Esta é uma entrevista memorável para mim, porque o Márcio deixou a sua marca, aquela que admiro. Depois desta entrevista, terei que me distanciar um pouco para, num futuro breve, poder dedicar-me por inteiro ao próximo convidado.

Muito obrigado pela suas palavras sobre a edição do post. Desde o primeiro momento que a configurei de modo a mostrar o que Márcio Nicolau faz e a admiração que encontra no seu caminho, como se pode ver, já por alguns comentários existentes. E muitos mais virão.

Um beijo grande. Até logo

António

António Rosa disse...

Olá Maria de Fátima,

É sempre bom sentir e contar com a tua Presença.

Beijinhos

António

António Rosa disse...

Queridos amigos,

Estou muito bem disposto e vou já deixar uma dica sorridente e astrológica:

- ontem à noite e hoje de manhã a Lua tem estado em Peixes: sossegada, sonolenta, introvertida, sem pressa e a preguiça do fim-de-semana está a ir embora, aos poucos.

- da parte da tarde, a Lua entra em Áries e fica brava, mais quente, com maior inquietude, mais gente a se movimentar, e o blogue a encher-se de comentários, ligando o motor da vontade.

:))))

Beijos e abraços.

António

Saulo Taveira disse...

Nossa, o que dizer sobre a entrevista?
António, você é 1000. Muito bem direcionada, perguntas acertadas e fortes, reveladoras.
Marcio, sempre disposto e aberto a mostrar-se, revelar-se.
Parabéns a ambos que cumprem a missão com verdade, integridade, sempre afim do bem do próximo.

Quanto aos comentários até aqui, li todos e são maravilhosos. Teus seguidores sempre fiéis, meu amigo António. Mas quero destacar o da Pérola, essa doce amiga que toma prasi nossos sentimentos de carinho e amor mais reais. Pérola disse que o Marcio é uma luz que ilumina e embeleza a escuridão. Além de achar lindo, penso que é o dizer mais próximo da pessoa do Marcio. Sim,
"Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus..."

Beijos, meus queridos. Ainda volto mais aqui.

António Rosa disse...

Querido Saulo,

Agora, ao ler o seu comentário, fiquei sossegado. Reconheço que estava ansioso para saber a tua opinião, por ser muito importante para mim, pois além de teres colaborado com a entrevista, fazendo a leitura do texto do Márcio, tenho sempre em conta a tua visão e a tua voz.

Muito obrigado. Sinto isso mesmo, que cumprimos a nossa missão, sendo que, da minha parte, há a intenção de apresentar um Márcio mais multifacetado. Oxalá tenha conseguido.

Foi muito fácil trabalhar com o Márcio, pois é uma pessoa que compreende o trabalho interno bloguístico, que é demorado e artesanal.

Os comentários têm sido muito especiais. O da Pérola é uma preciosidade. Mas mais virão, pois só esta tarde tudo começará a rolar.

Um beijo de agradecimento.

António

Paulo Braccini disse...

Mais uma preciosidade q o amigo Antônio nos apresenta ... o pouco q vi me mostra um Márcio com ares de genialidade ... passarei a seguir com habitualidade ...

um grande beijo aos dois

;-)

António Rosa disse...

Querido Paulo,

Vai apreciar, tenho a certeza.

Muito agradecido por ter vindo.

Abraço.

Anónimo disse...

E o cordão dos puxa saco cada dia aumenta mais.

Jozi Elen Fleck disse...

Achei.
Querido. Como disse antes, teu espaço é um "inter-texto". E relendo, posso dizer que já se trata de "hipertexto". És para mim uma referência de criatividade textual. Escreves com qualidade. É um texto bom de ler e sem egos. Sem aquela coisa chata do "intelectualismo".
Vou te divulgar no "Entreblogs"
Anota aí meu e-mail
professorajozielen@yahoo.com.br

Podes entrar em contato comigo?
Abraço forte.
Jozi
O Lugar das Cores escritas

Maria Paula Ribeiro disse...

Boa tarde António e Márcio,

Hoje vi com calma, e com cala li....
Muito bom sentir que moldes a entrevista com a cara do entrevistado, que devo adiantar é uma beleza lê-lo!

Bem-hajas por mais uma entrevista/entrevistador de luxo! ;)
E ainda por cima vive à beira serra!...

;) Beijos aos dois.
Maria Paula

António Rosa disse...

Jozi,

Que palavras tão bonitas para o Márcio!!

Muito agradecido por ter vindo.

Abraço.

António Rosa disse...

Maria Paula

Sei que estás a fazer um esforço pessoal em teres vindo, quando o teu corpo está a pedir que cuides dele e não te distraias com blogues. Só a muita amizade é que te trouxe.

Em compensação, ficaste a conhecer uma pessoa da tua geração que está, tal como tu na tua área, a fazer um trabalho cultural notável.

As melhoras e grande beijinho.

António

António Rosa disse...

Anónimo das 15:28

«E o cordão dos puxa saco cada dia aumenta mais.»

Sinceramente, não entendo o sentido desta sua frase, mas soa-me como coisa feia.

Deixe-nos em paz, sim?

marcelo dalla disse...

Olá amigos!!!!!
Fiquei surpreso com a qualidade desta entrevista. Interativa, inteligente, espontânea, sincera... e poética!

Parabéns ao Marcio, me identifiquei muito com suas opiniões. Pretendo visitar mais seus blogs daqui pra frente!!!!

E parabéns ao Antônio, que se superou como entrevistador!!!

Gratidão!
Mais tarde eu volto, quero reler tudo com mais calma para absorver melhor...
abraços!!!

António Rosa disse...

Marcelo

Muito obrigado por ter vindo e ter tecido tão bonitas opiniões. Ainda continua de férias, ou já está em São Paulo?

Grande abraço.

Marcio Nicolau disse...

Astrid

o bastidor é o avesso do espetáculo. Eu gosto muito.

Até me lembrei de uns versos que a Maria Bethania canta:

"O mais importante do bordado
é o avesso é o avesso
O mais importante em mim
É o que eu não conheço
O que eu não conheço

O que de mim aparece
É o que dentro de mim
Deus tece
Quando te espero chegar
Eu me enfeito eu me enfeito
Jogo perfume no ar
Enfeito meu pensamento
As vezes quando te encontro
Eu mesmo nem me conheço
Descubro novos limites
Eu perco o endereço

É o segredo do ponto
O rendado do tempo
é como me foi passado
O ensinamento."

Beijo beijo.

Astrid Annabelle disse...

António e Márcio! Agora, boa tarde!
Voltei para reler a entrevista.
Está excelente mesmo!
E assim vamos girando o Anel do Coração!
Beijos para os dois.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...

Astrid

Teve direito a uma canção de Dona Maria.

Beijos grandes. Por aqui, chove muito.

:))

Marcio Nicolau disse...

Como previsto, Antônio, há mais gente aqui a se movimentar com o passar das horas, inclusive alguns mascarados, se é que me entende.

Como o carnaval se aproxima, vou inclusive deixar uma marchinha, a do CORDÃO DO BOLA PRETA, tradicional. Diz assim:

"Quem não chora não mama!
Segura, meu bem, a chupeta.
Lugar quente é na cama
Ou então no Bola Preta.

Vem pro Bola, meu bem,
Com alegria infernal!
Todos são de coração!
Todos são de coração
(Foliões do carnaval).
(Sensacional!)"

Marcio Nicolau disse...

Saulo

lindo foi o que foi disse, que a Pérola "toma pra si os nossos sentimentos."

Percebe a dimensão disto? Percebe a beleza desta apropriação?

É "como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma capsula PROTETORA"

Por isso o Antônio aguardava a tua visão, entende?

Marcio Nicolau disse...

Paulo

acontecimentos mudam os hábitos. Que bom que você agora terá um costume novo, o de me visitar.

A entrevista com o THiago e a publicação de um texto do Athila Goyaz já haviam nos aproximado.

Mas agora é a chance de essa aproximação se efetivar.

Fico feliz.

Marcio Nicolau disse...

Entrarei em contato com a Jozi, Antônio.

Marcio Nicolau disse...

Maria Paula

faço minhas tuas palavras. O Antônio conseguiu dar a matéria uma forma que eu diria que é a minha cara.

Obrigadíssimo.

Marcio Nicolau disse...

Marcelo

é bom quando nos surpreendemos positivamente. Quase sempre é quando não temos expectativas.

Absorva as palavras, como você disse, mas devolva algumas delas depois. Estarei aqui quando você voltar e vou gostar de saber o que você levou consigo.

Um abraço e muito obrigado.

António Rosa disse...

Márcio,

Sim, muitos mascarados. Muitos...

:)))))

Depois te envio um email a dizer quantos. Chega a ser divertido.

Mas os que interessam cá chegarão. Espero isso.

Cris França disse...

Oi meu amigo urso

Dá cá um grande abraço que estava com saudades, e não aceito menor, abraço de urso é o melhor.

chego devagarzinho, ainda da falta de jeito dos dias fora.

chego feliz em dia de Anel do coração

não conhecia o Márcio, vou lá ler e conhecer

gostei da frase de amor do Cazuza que ele mencionou, e da maneira divertida como ele vê o plágio, bom humor é sempre fundamental.

estou feliz em estar por aqui, vi que vc colocou o canto na atualização da sua nova lista de blogs e isso mem tocou profundamente, gostaria de agradecer.

você foi um dos meus primeiros amigos que fiz no mundo dos blogs e gosto de saber que mesmo que passe o tempo, a gente não se perde.

beijos meu querido
Parabéns Márcio, sucesso e vida longa!

Athila Goyaz disse...

Gostei, o Marcio como sempre cheio de bons argumentos!
António
Parabéns pela entrevista!
Abraços aos dois!

António Rosa disse...

Olá Cris, querida,

Você vem das suas férias com uma energia positiva fantástica. Arrebatando os nossos corações.

Ainda bem que apreciou a prosa do Márcio. Com tempo, você irá conhecer a poesia dele e sei que se vai identificar.

Como me iria esquecer do 'Canto'? Impossível. Também estou lá dentro. Lembra-se daquela estória ilustrada?

Muitos beijos.

A.

António Rosa disse...

Athila

Que bom que passou por aqui. Sei que o Márcio o considera muito e, por isso, vai gostar.

Um abraço de agradecimento,

António

Felipe Faverani disse...

Olá, António e Marcio, como vão?
Essa entrevista é de uma qualidade ímpar! Adorei de verdade. Parabéns ao entrevistador e também ao entrevistado!
Abraço.

TH disse...

Muito boa a entrevista!
Feliz na maneira qu foi conduzida e nas respostas do querido Marcio.
Ao mesmo tempo profunda no conteudo e leve na maneira de se abordar...

Admiro demais vocês dois - e mais ainda agora, depois de conferir a interação bem sintonizada e harmônica...

Sou parceiro do Marcio na parte musical da vida dele, e, com certeza, numa proveitosa amizade que está começando...

PARABENS AOS DOIS!

Astrid Annabelle disse...

António e Márcio, agora boa noite!
Quando eu postei meu último comentário não constava ainda o que me escreveu Márcio, com os versos cantados pela Bethânia, ou a Dona Maria, como disse o António!
Ah! que música linda. Sou fã da boa música brasileira. Conheço, assim como você, muitas delas de cor. Vivi muito...muito mesmo...ao som da MPB!!!
..."As vezes quando te encontro
Eu mesmo nem me conheço
Descubro novos limites
Eu perco o endereço"...
Lindo demais.
Agradeço de coração.
Eu agora vou me retirar por hoje. Só não compareci mais por conta do sinal da net que está sofrível!
Um beijo grande para os dois e durmam com os anjos!
Astrid Annabelle

Marcio Nicolau disse...

Cris França

Bom humor é sinal de inteligência, mas não digo isso como forma de me auto-elogiar. Na verdade, o meu humor varia bastante... rs

E acredito sinceramente que plagiar alguém é homenagear esta pessoa.

Ademais, "nada se cria, tudo se transforma". Ou como dizia o sábio Chacrinha: "nada se cria, tudo se copia".

Vá lá saber quando é que uma apropriação é mesmo indevida... Há muita coisa que não sabemos, Cris.

Obrigado. O que você me deseja é algo que eu muito quero: vida longa.

Marcio Nicolau disse...

Bons argumentos, Athila? Não sei não... Se julgou assim, então desconfie. Desse tipo de intenções, há um lugar que está cheio...

Sempre cheio? Também não diria isso. Às vezes, sim, estou cheio. De tudo. Mas há também um vazio.

A tua amizade recente ajuda a preencher. Disse o Antônio muito bem: prezo muito você. Por isso, não suma, heim?!

Em breve, cumprirei a promessa, o entrevistado será você.

Marcio Nicolau disse...

Felipe

virginiano amigo,

fico curioso pra saber em que nos espelhamos eu e você. De tudo o que eu disse, que será que te pareceu familiar?

Obrigado por ter vindo.

Marcio Nicolau disse...

O Felipe, Antônio, é um escritor excepcional. Fique de olho nele.

Marcio Nicolau disse...

TH

Já te disse: sou neto do teu avô. Você é meu irmão.

Marcio Nicolau disse...

Astrid

precisamos conversar mais sobre música então.

Sabia que você era das minhas...

Um enorme beijo.

António Rosa disse...

Olá Felipe,

Pode apostar que irei conhecer melhor o seu trabalho. Muito agradecido por ter vindo. Vou seguir a recomendação do Márcio que diz que você é um escritor excepcional. Vai ser um prazer acompanhá-lo.

Grande abraço.

António

António Rosa disse...

THiago

Você nem imagina como fiquei feliz por ter vindo, pois admiro-o muito. Como sabe, conheci-o por intermédio do Márcio e ele nunca falha nas suas escolhas. Admiro-o muito, mas não tenho nem 0,1% dos seus conhecimento musicais. Foi bom sentir essa vossa amizade. Espero poder aprender muito consigo, se me aceitar como visita regular do seu blogue, mas sem pretensões a ter que transmitir conhecimentos,mas sim, para aprender. Amo a sua maneira aberta e disponível de contactar.

Grande abraço,

António

António Rosa disse...

Astrid,

Minha querida amiga do coração, andamos há tanto anos netas coisas da blogosfera que devemos ser os dois 'cotas' da auto-ajuda e metafísica mais antigos que interagimos continuamente. Somos uma dupla. Somos uma parceria. Porque sabemos e sentimos que para além dos nossos já gastos corpos físicos desta 3D, somos juntos muito mais. Estamos preparando o nosso caminho de regresso. Mas quando se encontra pessoas, aqui reunidas, percebemos que independentemente da especialidade de cada um, todos nascemos para fazer com gosto aquilo que amamos. E esse é o factor de unidade que fica e muitos sentem.

Esta entrevista do Márcio foi preparada com carinho, com ternura, mas também com reverência e respeito. Percebi que já não sou o blogueiro que era e, vou tirar uns dias de descanso do Cova do Urso, para ler toda esta juventude e encontrar força para prosseguir mais uma etapa da caminhada.

Astrid, ainda há pouco tempo (meses) tive oportunidade de mais uma vez ter visto um show de poesia de Dona Maria Bethânia e sentei-me no chão, como qualquer jovem e ela vendo-me pediu a um jovem que me desse a cadeira, porque ela sabia que ossos duros sofrem mais.

O meu próximo post já está feito e será dedicado aos pais,a propósito de questões astrológicas. Dessa vez é para os pais e as mães ficam um bocadinho de lado. Depois... férias do Cova di urso, 5 ou 6 dias.

Grande beijo

António

marcelo dalla disse...

Olá queridos!!!
Voltei, li e reli a entevista. O que dizer? Fiquei sem fôlego. É uma injeção de ânimo, uma satisfação imensa conhecer pessoas com tamanha sensibilidade e inteligência. De coração, sem exageros.

Um blog é realmente uma oficina. Vou linkar essa oficina do Marcio lá na minha pra acompanhar melhor sua "carpintaria" com as palavras. hehehe

Antônio, vi q vc fez diferente dessa vez. As perguntas foram feitas de acordo com as respostas. Como conseguiu essa façanha?

Já tô em São Paulo, a pleno vapor!!!

Grande abraço mais uma vez em vocês dois!!!!

António Rosa disse...

Márcio e todos os amigos

Foi um dia maravilhoso e estou feliz com a sua interacção com os amigos que viera,

Agora é hora de descansar.

Vemo-nos amanhã, por aqui, pois faltam vir mais umas pessoas.

Grande abraço

Abraço

António Rosa disse...

Marcelo

Que bom que veio.

Quanto à sua pergunta, a resposta é fácil: a gentileza do Márcio permitiu que ele respondesse a um núcleo centrar de perguntas e quando recebi as respostas, inspiraram-me a dar continuado, fazendo links atrás de likns de ideias, frases, tudo isso. Além de termos contado com a colaboração de poetas.

Grande abraço

António

Ira Buscacio disse...

Antonio,

Vc foi perfeito! Trouxe o Marcio a tona, com uma entrevista inteligente e emocional, pois sei da admiração e amizade mútua.
Um menino que possui uma identidade comovente. Lúcido, consciente e fazedor de pensares. Sou sua admiradora e faço questão de usar o cordão dos "puxa saco", pq ele faz parte de uma blogosfera do bem, inteligente e com atitude de digninade.
Bom conhecer sempre mais, vc e ele, que abrem os braços e fazem um país, onde gosto de viver, o da fraternidade. Parabéns, aos dois, tão queridos e obrigada pela entrevista Valeu!
Bjssssssssss

Luma Rosa disse...

Muito boa entrevista, ambos brilhantes nas perguntas e respostas. Gostei de saber que o entrevistado é meu vizinho e assim como eu é das montanhas :) Que gosta de Elisa Lucinda - Fiz uma oficina com ela e recomendo!! Beijus,

Felipe Faverani disse...

Oi, Marcio, tudo bem?
Respondendo ao seu comentário: temos sim muitas coisas em comum.
Jorge Amado e Érico Veríssimo são dois dos escritores brasileiros que eu mais admiro e fico contente em saber que fizeram parte da sua adolescência também. Eu entrei em contato com os dois quando tinha quinze anos - hoje tenho vinte. Desde então eu os estudo e cada nova leitura das suas obras é um aprendizado.
Me identifiquei muito com a sua descrição do que é ser um virginiano principalmente. Foi apenas na pergunta abaixo, feita pelo António sobre o distanciamento das emoções que o potencial analítico pode provocar, que não pude concordar com você. Ultimamente eu tenho tido dificuldade de viver emoções propostas, embora continue escrevendo sobre elas. E, para variar, estou analisando essa incapacidade. rs
Eu realmente gostei muito da sua entrevista. Só vai fazer-me admirá-lo ainda mais.
Grande abraço e obrigado pelo elogio. E Antônio: será um prazer tê-lo no meu espaço também.

António Rosa disse...

Olá Ira,

Muito obrigado pelo carinho em ter vindo conhecer melhor o Márcio, 'ver', como ele gosta de dizer. Felizmente existe essa blogosfera que menciona, apesar de tudo ser válido e cada um poder expressar-se da maneira que melhor souber e entender. E esse país 'fraternidade', também tem o seu nome bem vincado.

Beijo.

António

António Rosa disse...

Luma,

Minha querida, sempre presente e isso é gostoso. Ainda por cima descobrir que o convidado é seu vizinho. Viva a festa, então. Muitos beijos.

António

António Rosa disse...

Felipe,

Irei visitá-lo, sim. Muito obrigado.

António

Pérola Anjos disse...

Marcio e Saulo, preciosíssimos são vocês, meus amores! Dois iluminados, assim como iluminado é o Antonio e suas ricas intervenções.

“Siga obedecendo teu coração. Ele é quem sabiamente dita o caminho certo”. Sim, Marcio, ele sempre dita o caminho certo, ainda que o certo pareça incerto, ainda que o percurso pareça tortuoso e que as paisagens só apareçam no final. Elas sempre aparecem e “nada disso é miragem, se pode mirar”.

Abraços apertados!

Nilce disse...

Oi Antônio

Muito boa a entrevista.
Parabéns ao Marcio Nicolau, muito inteligente, culto e ainda um poeta.
Muitas respostas sensacionais para um jovem.
Obrigada aos dois.

Bjs no coração!

Nilce

HSLO disse...

António,

Parabéns pela entrevista. Já acompanhou o blog do Nicolau, uma pessoa super inteligente e que escreve muito bem.

A entrevista ficou um sucesso.

abraços

António Rosa disse...

Pérola

Preciosa é você que nos orienta para ouvirmos e obedecermos ao nosso coração. Quem faz sabotagem é a nossa mente, que mente. Precisamos treinar a nossa mente para validar o que o coração pede. Tenho aprendido isso a penas duras. Esta entrevista é o resultado prático dessa aprendizagem.

Abraço grande e mais uma vez, muito obrigado por ter vindo.

António

António Rosa disse...

Nilce, minha querida,

A sua presença é sempre muito bem acolhida por aqui. Imagino que viu o selinho lá em cima. :))) Dia 18 está perto. A partir de amanhã vou estar um bocado ausente, mas garanto-lhe que no dia 18 teremos aqui a celebração. Adoro estas festas.

Beijos

António

António Rosa disse...

Hugo,

Que bom que veio. Sei que você acompanha o blogue do Márcio e também do Saulo. Já nos temos cruzado por lá. Como diz a Carmen: 'conVivendo' e 'conVersando'.

Grande abraço, meu amigo, e grato pela visita.

António

Marcio Nicolau disse...

Marcelo

você captou a essência.

Uma oficina é onde se executa um projeto. E gosto mais ainda do termo que você utilizou, a carpintaria, pois me remete a um conceito de "simplicidade", uma meta a ser atingida.

Abraço fraterno.

Marcio Nicolau disse...

Ira

Você me comove. A tua expressão escrita é repleta de honestidade. Você não faz tipo, mas é o tipo de mulher que me dá tesão. Você faz parte agora da minha vida.

Um beijo enorme.

Marcio Nicolau disse...

Luma, vizinha

onde você mora?

Que inveja de você! rs Gostaria muito de já ter assistido a Elisa Lucinda.

Um beijo.

Marcio Nicolau disse...

Felipe

vou lhe dizer (no alto dos meus 30 anos, rs): quando menos se espera a emoção nos inunda.

Abraço.

Marcio Nicolau disse...

não sou tão jovem, Nilce. E não falo só desta vida.

Obrigado demais pela presença.

Marcio Nicolau disse...

Hey, Hugo, obrigado

Um projeto só é bem sucedido de fato quando há afeto na iniciativa.

Eu agora tenho uma enorme dívida.

Antônio

não sei como posso lhe retribuir.

Saulo Taveira disse...

António, meu amigo

Minha visão são reflexo de muito do que aprendo aqui, na blogsfera, com você como amigo.

Você conseguiu alcançar o teu objetivo muito bem. O Marcio, como já relatei a você antes, um dos seres mais lindos que pude encontrar nessa experiência de viver, é um homem, digno, coerente, certo do querer bem ao próximo, ao mundo.

Obrigado pelo carinho comigo, com ele e com todos aqui presentes. Muito aprendo com o exemplo de homem blogueiro que és.

Ao Marcio,

parabéns pela honestidade. Você, como a Lou já constatou em poema, É. Simples assim.

Beijos aos dois.

Ira Buscacio disse...

Marcio,

Encontrar vc e Saulo é ficar diante de coisas que acredito. Faz um bom tempo que optei por viver sem os vícios dessa sociedade consumista e selvagem. Sou livre. Estou limpa e vivo um dia de cada vez. Ter vcs no meu cotidiano é mais que tesão... é gozo!
E pra gente que ama a música deixo uma frase de uma canção que gosto mt e cabe mt bem aqui:
Se todos fossem iguais a vcs, que maravilha viver!
Bjssssssssss

carmen silvia presotto disse...

Anel do Coração

é um cordão
um tempo
um diálogo
e onde cada acorde ressoa escutamos vibrações de troca

Ter essa moeda, é riqueza, pois
sabemos que na blogEsfera há os puxa-sacos, há os passantes, há quem deixa comentários sem ler e há os que deixam rastros sinceros, porque desejam usar a internet de uma forma correcta, feito um abraço entre marés e, ali, onde os braços somem para chegarem as ideias, está o nosso maior enlace e aqui me encontro...

Anel de Coração
é uma espreita para espantar o vazio
indica, comenta, conVersa
assim lavaremos nossas cardiopatias, porque aqui sentimos palavras plenas habitando o momento.

A todos que aqui leio, um beijo, porque seguimos, "vá duove o cuore domanda", aqui não é dizer, é feito.

Carmen Silvia Presotto

Luma Rosa disse...

Marcio, somos vizinhos de cidade. Moro em Cabo Frio. Mas você pode fazer uma oficina com a Elisa também! Basta esperar uma vaga :) Beijus,

Marcio Nicolau disse...

Oi Luma

Próximos mesmo.

Estou longe há uns dias e bastante aflito com o que aconteceu em Teresópolis (minha cidade natal) e em Nova Friburgo (onde também morei). Uma tristeza.

Mas passará.

Um beijo.

Marcio Nicolau disse...

Obrigado a todos. Muito obrigado Antônio.

Lou Albergaria disse...

Antes de qualquer coisa, quero agradecer por todo carinho, afeto e amizade. Muito obrigada de coração!!! Será que mereço...Acabo de lembrar de uma canção da MARINA, é claro:

"Às vezes eu quero chorar
Mas o dia nasce e eu esqueço
Meus olhos se escondem
Onde explodem paixões
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa p'ra lembrar
Às vezes eu quero demais
E eu nunca sei se eu mereço
Os quartos escuros pulsam
E pedem por nós
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa p'ra lembrar
Se você quiser eu posso tentar mas
Eu não sei dançar
Tão devagar
Pra te acompanhar..."

Márcio é MEU MENINO AMADO.
Nada reto, nada explícito, nada etéreo...
os pés bem plantados na terra
e a mente em todas as eras, épocas, fazendo-nos atravessar pontes, mergulhar em ondas, vasculhar conchas, mas não se engane: Márcio só deixará você saber o que ele quiser que saiba.

Não dá para fazer uma leitura simples dele. São inúmeras metáforas, símbolos, signos, infinitas intertextualidades...Ler Márcio é ir muito além do óbvio. Meu parceiro de CALEIDOSCÓPIO...

cada verso um prisma
olhar atento
nas cores do vinho
múltiplas faces contempla
máscaras no vinagre diluídas
O Mundo transtornado!
falsos silogismos varre
Errática -palavra Liberta:
"cura procura (Lou)cura"
rompe-se enfim O Casulo;
é a poesia do renascimento...


Apenas mais um para Márcio Nicolau...meu amigo, parceiro; o encantador de palavras. Já estamos fazendo algumas coisas juntos e faremos muito mais, pois nossa cura está na Arte e não acreditamos em Arte desprovida de loucura! Por isso, tamanha afinidade. Se falar na Lua em LEÃO...hehehe...bom demais saber disso. Agora muitas peças se encaixam. Antes ficava intrigada: como posso ter tanto em comum com um virginiano?!!! Logo um virginiano!!!

"...nós gatos já nascemos pobres,
porém já nascemos livres..."

Minha Poesia PRECISAVA da análise precisa e organização meticulosa do Márcio. Ele até me ajuda em alguns versos ao me mostrar "jogos de linguagem" que por distração muitas vezes não consigo enxergar. Ele não só me mostra como me dá de presente versos mágicos e sem cobrar créditos por isso. Então, só posso ver em Márcio um grande AMIGO, parceiro de ALMA E DE POESIA...Enfim, TUDO!!!!
Em apenas uma frase:
MÁRCIO NICOLAU É, PORRA!!!! E fim.

AMO VOCÊ!!!! É um amor que transcende qualquer compreensão ou sentimento...simplesmente não se explica; apenas É.

Como diria o Saulo, citando SUASSUNA - esse OUTRO MENINO AMADO que é um assombro:
"...só sei que é assim..."

Maktub!

BEIJOS!!!

Parabéns, Antônio, pela brilhante entrevista!!!


pô...mas se for a dois é de verdade...tem certeza?!!...ôH, SACO...Hahahaha...

Lu

Táxi Pluvioso disse...

Bom, essa odeia de que os blogs crescem, nunca tinha pensado nisso.

Jozi Elen Fleck disse...

Meu deus, António.
Que sucesso!
Tua entrevista com o Márcio rendeu um fórum aqui.
Que beleza, né?
Coisa boa isso tudo.
Abraços,
Jozi
O Lugar das Cores Escritas

Marcio Nicolau disse...

Lou

sem você isso aqui não ficaria completo.

Marcio Nicolau disse...

Jozi

recebi teus comentários no InterTextual. Fico feliz com teu entusiasmo.

Conversaremos mais, certamente.

Confissões de uma borboleta disse...

Antônio peço desculpas por não ter vindo antes, só hoje vi sua mensagem. Tenho imensa consideração pelo Márcio, adoro o Intertextual, acho autêntico, irreverente e inusitado...o que me leva a está sempre presente e comentando.Foi bom conhecer um pouco do Márcio, a entrevista fez com que ele ganhasse vida para mim. Na blogesfera temos a mania de esquecer que as pessoas existem de fato. E o Márcio condiz com o que escreve. Obrigada pelo convite...Beijos para os dois.

Marcio Nicolau disse...

mais uma confissão aqui, agora da Borboleta.

Novo colorido ao debate.

Um beijo Karla. Muito obrigado pela consideração. Isso é raro.

António Rosa disse...

Olá Borboleta

É sempre tempo de darmos um abraço a quem queremos bem. Aqui, o que importa é o Márcio.

Beijo.

António

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