Filmes da minha vida - Sete Crimes Capitais

2 de setembro de 2009 ·



O maduro e culto inspector William Somerset (Morgan Freeman), um veterano negro da polícia de Nova Iorque, está a sete dias da reforma do seu trabalho como investigador. O seu substituto é o detective David Mills (Brad Pitt), recentemente transferido, um jovem branco com quem William se desentende desde o primeiro momento. Os dois são arrastados para a investigação de uma série de crimes brutais e bizarros.

Alguém a
nda a matar de forma sistemática várias pessoas, duplicando os sete pecados capitais e assassinando cada um deles de forma particularmente sádica. Metódico, grotesco e criativo, o assassino John Doe (Kevin Spacey) executa cada morte com uma perfeição absoluta e está prestes a executar a sua missão. Será que irá conseguir?


David Fincher
é um daqueles realizadores que me coloca sempre em estado de profunda ansiedade por cada filme que anuncia. «Sete Crimes Capitais» (1995) é uma das obras primas do moderno cinema americano. Talvez um dos melhores policiais de sempre.

O argumento é inteligente, profundo, filosófico por vezes, com várias alusões ao cristianismo (os sete pecados capitais fazem parte da teologia cristã e católica), com pormenores e metáf
oras subtis, absolutamente deliciosas. O ambiente é negro, aliás se Hitchcock realizasse filmes nesta década, com certeza seriam parecidos com «Se7en». A banda sonora é perturbadora encaixando perfeitamente no filme.

O elenco é formidável dando outro nível à longa-metragem. Brad Pitt prova que não é só uma cara bonita e Morgan Freeman foi a escolha certa para o filme. Kevin Spacey aparece em apenas meia hora de filme e não deixamos de ficar arrebatados pela sua interpretação de John Doe.
Gwyneth Paltrow faz o papel de Tracy Mills, esposa do detective David Mills (Brad Pitt), numa interpretação excelente e intensa. No entanto, como ainda não atingira o estrelato, pois era o 3º filme que fazia, Gwyneth Paltrow tem um papel secundário neste filme, com poucas falas.


«Sete Crimes Capitais» não é um filme leve, nem para ser visto por todas as idades. É uma visão muito realista do crime de hoje em dia. David Fincher não teme em chocar a audiência, assim como não tem problemas em mostrar um mundo decadente. Um mundo em que o crime impera. Dotado de um twist final fantástico que completa a saga do serial killer de uma forma brutal, este é daqueles filmes que nos deixam estarrecidos e boquiabertos perante um clima macabro, original, de cortar à faca e completamente envolvente.

Vaidade - Inveja - Preguiça - Avareza - Gula - Luxúria - Ira

Os conceitos incorporados no que se conhece hoje como os «sete pecados capitais» trata-se de uma classificação de condições humanas conhecidas actualmente como «vícios» que é muito antiga e que precede o surgimento do cristianismo mas que foi usada mais tarde pelo catolicismo com o intuito de controlar, educar e proteger os seguidores, de forma a melhor compreender e melhor controlar os instintos básicos do ser humano.

O que foi visto como problema de saúde pelos antigos gregos, por exemplo, a depressão (melancolia, ou tristetia), chegou a ser transformado em pecado pelos grandes pensadores da Igreja Católica. Assim, a Igreja Católica classificou e seleccionou os pecados em dois tipos: os pecados que são perdoáveis sem a necessidade do sacramento da confissão, e os pecados capitais, merecedores de condenação. A partir de inícios do século XIV a popularidade dos sete pecados capitais entre artistas da época resultou numa popularização e mistura com a cultura humana no mundo inteiro.



O número 7 está muito presente no filme. O director David Fincher no início da película faz caminhar os protagonistas por uma rua onde o número de todas as portas começam por 7 (753, 748, 757...). Só reparei nisto quando vi o filme pela segunda vez.

O surpreendente final do filme - a «ira»
pela perda do ser amado. Os extremos tocam-se.

52 comentários:

Giselle Costa disse...
2 de setembro de 2009 às 10:04  

Oi querido Urso, deixei um recadinho lá em sua postagem mas não sei se você volta pra ler então, quero agradecer novamente pela indicação, é uma honra para uma blogueira "adolecente" como eu kkk

Sobre o filme, ÓTIMA indicação.

bjss
Gi

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 10:35  

Gisele

Foi um grande prazer indicar o seu blog.

HAZEL disse...
2 de setembro de 2009 às 11:03  

Também gosto deste filme. O Morgan Freeman é dos meus actores preferidos. Tem um charme que não sei explicar.

HAZEL disse...
2 de setembro de 2009 às 11:04  

Bem, mas não é por causa do charme do Morgan Freeman que gosto do filme. Gosto do Seven por causa dos requintes de malvadez com que cada pecado é representado. Maquiavélico, mas fascinante.

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 11:06  

Hazel

Concordo consigo. É mesmo excelente. Fascinante de tão maquiavélico. :)Como cinema, é exemplar.

tereza disse...
2 de setembro de 2009 às 12:42  

Bom dia António!
Um filme forte, os olhares - dos personagens- no final do filme, falam tudo!

Siala ap Maeve disse...
2 de setembro de 2009 às 12:45  

Atrevo-me a dizer que já vi este filme umas 3 vezes (a primeira no cinema), e não me canso. Inteligente, real, intenso, humano e de um suspense muito bem conseguido. Fincher agarra em nós e tranporta-nos para o lado de lá da tela...onde ficamos em estado alerta total até á ultima cena. Magistral!
Na mesma frequência também gostei muito do "o colecionador de ossos"
Beijos de Luz

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 12:46  

Tereza

Como está? É um filme forte, mas belíssimo e lançou os actores para a confirmação das suas carreiras.

Abraço

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 12:54  

Siala

'O coleccionador de ossos' também faz faz parte da minha mística cinematográfica. Angelina Jolie e Denzel Washington simplesmente fabulosos. Pode ser que o traga para o blogue.

Beijos

tereza disse...
2 de setembro de 2009 às 13:04  

Sim, belissímo.
Sou fá de carteirinha, este filme vi três vezes, e tras mensagem.

adriana disse...
2 de setembro de 2009 às 13:11  

António, Bom dia!

Texto primoroso.
O filme, de fato, não é fácil.
Mas, cumpre com absoluta competência o papel de denúncia.
Tenho cá comigo que a Modernidade apenas fez sofisticar a crueldade.
A plataforma permaneceu a mesma, ao longo dos séculos.
Eis o convite que nos toca a face. Mudarmos de plataforma...

Um abraço,

Anónimo disse...
2 de setembro de 2009 às 13:15  

Hola!
Estoy colgando en la web una blognovela: El fin del mundo. Si te apetece, me gustaría que le echases un vistazo y me dijeses qué te parece. Gracias.
http://findestemundo.blogspot.com

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 13:21  

Adriana

Muito agradecido pela apreciação. Realmente, com os meios disponíveis - intelectuais e materiais -, a modernidade também foi conduzida por esses caminhos de Deus. Todos são os seus caminhos. E todos chegaremos ao único caminho que nos conduz a um sentido maior.

Que tenha um resto de dia muito feliz.

Abraço

Maria Ribeiro disse...
2 de setembro de 2009 às 13:22  

ANTÓNIO ROSA: vi e continuo a ver... É daqueles filmes que nos mostra a dualidade BEM/MAL, de um modo realista, apesar de, terrífico!
ANTÓNIO, posso ser sincera consigo? Já agradeci o prémio que me atribuiu, mas... não sei o que fazer com ele...Até a minha filha, que é perita nestas coisas, diz que não sabe... Se é um "selo", é fácil...Ajude-me, se houver alguma coisa a fazer.
Beijo de lusibero

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 13:22  

Hola anonimo,

Voy a conocer tu blog, que me suena muy radical.

Cris - Canto de Contar Contos disse...
2 de setembro de 2009 às 13:31  

Antonio,

obrigada pelo abraço de urso, eu tava precisando muito mesmo!
Seven é fantastico, teu bom gosto nota-se.

beijos

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 13:33  

Maria

Deve estar a referir-se ao «BlogDay». Não é um prémio, nem um selo. Como indico no post, é uma iniciativa que começou em 2005 e cada blogue que queira participar deve indicar 5 blogues no dia 31 de Agosto de cada ano.

Portanto, não é para levar, nem para passar a ninguém.

Quanto muito, tomar nota numa agenda para no próximo ano entrar nesta gigantesca cadeia internacional.

É o dia em que os blogues indicam outros blogues que não pertençam à mesma área de actuação.

Foi um prazer indicar o seu.

Abraço.

Rosan disse...
2 de setembro de 2009 às 13:51  

Oi Antonio.
Já assisti esse filme e é realmente muito bom, e tem Brad.
Apesar de hoje em dia, até talvez por causa das crianças, ando a ver muitos desenhos e Harry Poter, que também gosto muito.
Adoro esse filmes aparentemente "irreais", de outras dimensões,etc, por que será?
Beijo.

Maria Izabel Viégas disse...
2 de setembro de 2009 às 13:57  

Amigoooo António, aprecio muito Morgan Freeman. Quanto ao filme, ah! só vi uma vez ... e no cinema mesmo, concordo plenamente com o que a Adriana colocou sobre o sofisticar da crueldade pela Modernidade, sendo esta um continuum na História do Mundo. Na verdade , querido amigo, sai chocada, não consegui em muitas cenas ficar de olhos abertos, fechava-os. Sou extremante sensitiva e parece-me "acordar" para lembranças sei-lá-de que. Nunca mais o vi... mas o que assisti ;( mostrou-me esta trama inteligente. Aqui no Brasil, na TV a cabo o que mais passam são mensagens assim, de filmes apontando o mal em requintes de crueldade, como uma escola a ensinar ao povo a aceitar a crueldade como "normal". Aqui e creio que no mundo é senso comum o: "Ah, deixa prá lá, não foi comigo".
Graças aos céus ainda ficamos perplexos. Mas, em termos de Arte o filme é excelente, tens razão.
No meu caso, já nem vejo mais Bruce Willis nem Mel Gibson, com eles vem rajadas de metralhadoras e sangue. E ainda são republicanos! :))
esta sua amiga é muito peixinha, quando em vez!
Beijos neste belo coração,amado amigo!

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 14:46  

Rosan

Tudo tem a sua época. Este género de filmes já não se fazem mais. O que se faz actualmente e vão chegando às salas de forma bastante anónimas, são filmes muito marcados por ambientes ligados ao sobrenatural: mosteiros, vampiros, coisas assim. Claro que as comédias românticas - tão perigosas como estes filmes violentos -, estão sempre na onda.

Também gostei de ver os Harry Poter. Vi o primeiro em cinema e os outros em dvd.

Beijos

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 14:46  

Maria Izabel,

Como a compreendo! Há certos filmes que me trnasportam para situações muito estranhas, de grande identificação. No meu caso são os filmes que envolvem o Império Romano.

Como tenho Marte coladinho ao ascendente, na casa 1, funciono como um todo-o-terreno. Aguento ver tudo. Como muito perto tenho Mercúrio, consigo ver estes filmes e distanciar-me naquilo que puder.

São filmes preparados para deixarem o corpo emocional muito agitado, pois assim é que arrebatam as massas. Por isso filmes como os do Bruce Willis e Mel Gibson já nem se fazem, pois marcaram uma época, que envolvia grandes planos.

A Modernidade sofisticou a crueldade, mas também sofisticou a capacidade de análise e de conclusão. :)

Abraço e muito agradecido pelo testemunho.

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 14:47  

Cris

Quando cheguei ao teu blogue senti isso. outro grande abraço.

Marise Catrine disse...
2 de setembro de 2009 às 14:48  

Estou a ver que o meu querido António tem gostos muito semelhantes ao meu querido Guerreiro. Primeiro a Patagónia, agora o Seven... hummm, qual será a próxima...
;)

**

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 14:51  

Marise

Nem eu sei qual será a próxima, pois nas últimas 3 semanas tenho escrito pouquíssimos e esgotei os posts que tinha guardados em rascunho.

Vou ter que me concentrar e preparar meia dúzia para os ter de reserva.

Espero que tenhas tido boas férias.

Beijo

adriana disse...
2 de setembro de 2009 às 15:10  

António,

Você tem razão.
Todas as notas emanam da Fonte.
Cabe a cada parte de nós escolher os acordes a entoar.

Obrigada pelos votos e pela lembrança.
Fiquei feliz!
:)

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 15:50  

Adriana

:)))

Há coisa de uns 15/20 anos eu tinha imensa dificuldade em perceber isso que disse: «Todas as notas emanam da Fonte».

Hoje convivo tranquilamente com essa ideia. Foi necessário um mergulho fundo em mim mesmo para perceber que o meu lado sombrio estava ali e que a questão era a de 'sempre' - a nossa escolha.

Muito obrigado.

.Lis disse...
2 de setembro de 2009 às 17:12  

Antonio,
Como todos os seus leitores deixo registrado a boa escolha desse filme com Brad Pitt e Morgan Freeman.Excelente, tipo de filme que podemos ver mais vezes que o normal.
E reiterar a admiração pela postagem no Coletivo, muito interessante sobre , provavelmente ocorrido em outra vida. Muito bom.
Abraços

angela disse...
2 de setembro de 2009 às 17:55  

Estão todos perfeitos nesse filme. Ele acaba com o coração da gente de tão cruel e terrivel.
Muito boa a postagem, suas explicações e fotos escolhidas e esse final de extremo conflito interior.
abraços

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 18:24  

Angela

O conflito final deveria merecer a nossa melhor atenção, sobretudo aqueles de nós que desejamos muito que a palavra «amor» tenha um sentido real. Era fundamental percebermos que, enquanto humanos, estamos a um passo de viver emocionalmente situações opostas, logo polares.

abraço

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 18:38  

.Lis

Muito obrigado pela sua gentileza. Abraço.

Fabiano Mayrink disse...
2 de setembro de 2009 às 18:46  

Oi Antonio, que bom que gostou da receita rs...

ja passou em minha mente em estudar decoraçao de interiores sim, mais aqui em minha cidade nao tem e é um curso caro, eu gosto muito muito de biologia sempre pensei em fazer este curso so que mesmo gostando muito tenho a conciencia que o "retorno" demora um pouco infelismente...


o filme deve ser muito bom de se assintir sem falar no elenco, deve ser otimo!

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 19:32  

Fabiano

Termina o de biologia, arranja um bom trabalho, muda para uma cidade onde possas tirar segundo curso, custeado por você? Parece um bom plano a longo prazo?

Abraço

Samsara disse...
2 de setembro de 2009 às 19:59  

Olá António

É sem dúvida um dos meus filmes preferidos. Excelente texto!
Fiquei com vontade de rever e já o vi várias vezes.

Beijinhos

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 20:10  

Olá Pat

Já estás no activo. É bom ter-te de novo entre nós, depois de umas férias maravilhosas. Beijos.

marcelo dalla disse...
2 de setembro de 2009 às 20:28  

Olá querido! Este é um dos filmes que marcou minha vida. Roteiro inteligente e muito bem executado. E seu texto está ótimo tb, daria um belo crítico de cinema!
abreijos

Luma disse...
2 de setembro de 2009 às 20:45  

O filme é perturbador e questiona sobre a nossa própria sanidade. António, o que você faria no lugar do David Mills no final? Beijus

HSLO disse...
2 de setembro de 2009 às 20:51  

Esse filme é show...adoro.

abraços

Hugo

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 21:05  

Marcelo

:))) Adoro cinema, mas não me vejo como crítico. Obrigado.

Abraço

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 21:05  

Luma

Nem sei responder à sua questão. Se o final fosse outro, o roteiro teria que ser mudado lá pelo meio, pois a «ira» foi a última ilustração dos 7 pecados capitais. O final que tem dá-lhe o toque de originalidade. O 'rapaz' vira 'vilão'.

Beijo

António Rosa disse...
2 de setembro de 2009 às 21:05  

Hugo

Já somos muitos.

Abraço.

Margot disse...
2 de setembro de 2009 às 21:09  

Olá António,

Espero que estejas bem...já te enviei por mail as previsões para este mês,seguiram na segunda feira mas fiquei sem saber se o recebeste.Depois diz-me qualquer coisa
Beijocas
Margot**

HAZEL disse...
2 de setembro de 2009 às 22:10  

Boas noites, António

Recorda-se do meu necessaire?
Pois aparece no post de hoje, junto com outras "velharias" que tanto aprecio.

Oficialmente convidado para conhecer! ;)

Um abraço!

LUZ disse...
3 de setembro de 2009 às 00:00  

Ola Antonio, lembra de mim? E do livrinho que tds escrevemos, sobre o Amor? E a vinda para o Montejunto nao se con cretizou ? :))) Eu ca estou pelo litoral ... até ver.

Abraço grd, Lina

Maria Ribeiro disse...
3 de setembro de 2009 às 00:03  

Obrigada, meu amigo! AGORA, JÁ PERCEBI E VOU ESTAR ATENTA...MAIS UMA VEZ AGRADEÇOA CONSIDERAÇAO,ELEVADÍSSIMA!
BEIJO DE LUSIBERO

Shin Tau disse...
3 de setembro de 2009 às 01:22  

António,

não poderia estar mais de acordo contigo sobre o filme e o realizador, mesmo se achei fraco (para ele) este Estranho caso do Benjamim Buton, acho que prefiro o seu lado negro ;) mas o filme continua a ser bom.

O terror é o meu género preferido, adoro poder experienciar toda a crueldade e ser confrontada com todo o tipo de coisas pérfidas, testar os meus limites e desenterrar sentimentos e emoções que de outra forma são ocultados.

Ainda agora, acabo de chegar do MoteL, festival de terror de Lisboa, e não deixo de ter de referir como é engraçado que a maioria das pessoas age perante o medo provocado pelo filme a rir, como se o facto de acreditarem que aquilo é a brincar torna menos real as sensações que tiveram. Acho tão interessante de analisar que fico fascinada rkrkrkrkrkr

Muitas vezes me julgaram por conseguir ver esse tipo de filmes, dizendo que não é normal pois é desarmonico e que aquilo me faria mal. Sinceramente e com o maior respeito, não acredito nisso. Fico apenas grata por conseguir ver beleza no caos e saber que todos os filmes (pelo menos aqueles que merecem esse título) têm sempre uma mensagem para os olhos de quem quer ver.

Ui...estou inspirada. Voltando ao Fincher, um dos meus realizadores preferidos "Fight Club" OBRA PRIMA, este teu post não poderia vir mais a calhar. Há tempos andava a perguntar-me que relação existiria entre os sete pecados e os sete chakras, mas não cheguei a conclusões definitivas, muitos deles se aplicam a váris chakras.

Lanço-te o desafio a ti!!! Sete pecados e sete chakras rkrkrkrkrkr

BEijocas e já tenho saudades de ouvir a tua gargalhada, será possível???

Shin Tau disse...
3 de setembro de 2009 às 01:27  

Dado a adiantar da hora, onde se lê MoteL, deve ler-se MoteLX, até parece que vim de um sítio mais engraçado rkrkrkrkrkrkr o resto já não consigo corrigir...

Kisses

António Rosa disse...
3 de setembro de 2009 às 08:21  

Olá Margot

Só hoje de manhã é que vi o email. Vou já tratar disso. Beijo

António Rosa disse...
3 de setembro de 2009 às 08:21  

Hazel

Vou já ver o seu post. Obrigado pelo convite :)

António Rosa disse...
3 de setembro de 2009 às 08:21  

Luz

Pois é, ainda continuo sem ir para Montejunto e a esta altura do campeonato, não sei se coseguirei realizar esse desejo.

Beijo

António Rosa disse...
3 de setembro de 2009 às 08:21  

Maria

Foi um prazer. Beijo.

António Rosa disse...
3 de setembro de 2009 às 08:21  

Shin Tau

Oh la la! Apreciei muito o teu testemunho. Também noto que as pessoas reagem rindo. Será nervoso miudinho. Também gostei muito do «Fight Club».

Quanto à relação dos 7 pecados capitais com os 7 chacras nada sei e creio mesmo como tu própria dizes que não há ligação directa. Mas vamos aprofundar.

Beijo

Paulo Braccini disse...
4 de setembro de 2009 às 22:42  

que beleza Antônio ... este filme realmente está na minha lista dos que marcaram minha vida ... suas informações sobre a obra são detalhadas e riquíssimas ... parabéns

bom fds e um ótimo feriado

bjux

;-)

2 de setembro de 2009

Filmes da minha vida - Sete Crimes Capitais



O maduro e culto inspector William Somerset (Morgan Freeman), um veterano negro da polícia de Nova Iorque, está a sete dias da reforma do seu trabalho como investigador. O seu substituto é o detective David Mills (Brad Pitt), recentemente transferido, um jovem branco com quem William se desentende desde o primeiro momento. Os dois são arrastados para a investigação de uma série de crimes brutais e bizarros.

Alguém a
nda a matar de forma sistemática várias pessoas, duplicando os sete pecados capitais e assassinando cada um deles de forma particularmente sádica. Metódico, grotesco e criativo, o assassino John Doe (Kevin Spacey) executa cada morte com uma perfeição absoluta e está prestes a executar a sua missão. Será que irá conseguir?


David Fincher
é um daqueles realizadores que me coloca sempre em estado de profunda ansiedade por cada filme que anuncia. «Sete Crimes Capitais» (1995) é uma das obras primas do moderno cinema americano. Talvez um dos melhores policiais de sempre.

O argumento é inteligente, profundo, filosófico por vezes, com várias alusões ao cristianismo (os sete pecados capitais fazem parte da teologia cristã e católica), com pormenores e metáf
oras subtis, absolutamente deliciosas. O ambiente é negro, aliás se Hitchcock realizasse filmes nesta década, com certeza seriam parecidos com «Se7en». A banda sonora é perturbadora encaixando perfeitamente no filme.

O elenco é formidável dando outro nível à longa-metragem. Brad Pitt prova que não é só uma cara bonita e Morgan Freeman foi a escolha certa para o filme. Kevin Spacey aparece em apenas meia hora de filme e não deixamos de ficar arrebatados pela sua interpretação de John Doe.
Gwyneth Paltrow faz o papel de Tracy Mills, esposa do detective David Mills (Brad Pitt), numa interpretação excelente e intensa. No entanto, como ainda não atingira o estrelato, pois era o 3º filme que fazia, Gwyneth Paltrow tem um papel secundário neste filme, com poucas falas.


«Sete Crimes Capitais» não é um filme leve, nem para ser visto por todas as idades. É uma visão muito realista do crime de hoje em dia. David Fincher não teme em chocar a audiência, assim como não tem problemas em mostrar um mundo decadente. Um mundo em que o crime impera. Dotado de um twist final fantástico que completa a saga do serial killer de uma forma brutal, este é daqueles filmes que nos deixam estarrecidos e boquiabertos perante um clima macabro, original, de cortar à faca e completamente envolvente.

Vaidade - Inveja - Preguiça - Avareza - Gula - Luxúria - Ira

Os conceitos incorporados no que se conhece hoje como os «sete pecados capitais» trata-se de uma classificação de condições humanas conhecidas actualmente como «vícios» que é muito antiga e que precede o surgimento do cristianismo mas que foi usada mais tarde pelo catolicismo com o intuito de controlar, educar e proteger os seguidores, de forma a melhor compreender e melhor controlar os instintos básicos do ser humano.

O que foi visto como problema de saúde pelos antigos gregos, por exemplo, a depressão (melancolia, ou tristetia), chegou a ser transformado em pecado pelos grandes pensadores da Igreja Católica. Assim, a Igreja Católica classificou e seleccionou os pecados em dois tipos: os pecados que são perdoáveis sem a necessidade do sacramento da confissão, e os pecados capitais, merecedores de condenação. A partir de inícios do século XIV a popularidade dos sete pecados capitais entre artistas da época resultou numa popularização e mistura com a cultura humana no mundo inteiro.



O número 7 está muito presente no filme. O director David Fincher no início da película faz caminhar os protagonistas por uma rua onde o número de todas as portas começam por 7 (753, 748, 757...). Só reparei nisto quando vi o filme pela segunda vez.

O surpreendente final do filme - a «ira»
pela perda do ser amado. Os extremos tocam-se.

52 comentários:

Giselle Costa disse...

Oi querido Urso, deixei um recadinho lá em sua postagem mas não sei se você volta pra ler então, quero agradecer novamente pela indicação, é uma honra para uma blogueira "adolecente" como eu kkk

Sobre o filme, ÓTIMA indicação.

bjss
Gi

António Rosa disse...

Gisele

Foi um grande prazer indicar o seu blog.

HAZEL disse...

Também gosto deste filme. O Morgan Freeman é dos meus actores preferidos. Tem um charme que não sei explicar.

HAZEL disse...

Bem, mas não é por causa do charme do Morgan Freeman que gosto do filme. Gosto do Seven por causa dos requintes de malvadez com que cada pecado é representado. Maquiavélico, mas fascinante.

António Rosa disse...

Hazel

Concordo consigo. É mesmo excelente. Fascinante de tão maquiavélico. :)Como cinema, é exemplar.

tereza disse...

Bom dia António!
Um filme forte, os olhares - dos personagens- no final do filme, falam tudo!

Siala ap Maeve disse...

Atrevo-me a dizer que já vi este filme umas 3 vezes (a primeira no cinema), e não me canso. Inteligente, real, intenso, humano e de um suspense muito bem conseguido. Fincher agarra em nós e tranporta-nos para o lado de lá da tela...onde ficamos em estado alerta total até á ultima cena. Magistral!
Na mesma frequência também gostei muito do "o colecionador de ossos"
Beijos de Luz

António Rosa disse...

Tereza

Como está? É um filme forte, mas belíssimo e lançou os actores para a confirmação das suas carreiras.

Abraço

António Rosa disse...

Siala

'O coleccionador de ossos' também faz faz parte da minha mística cinematográfica. Angelina Jolie e Denzel Washington simplesmente fabulosos. Pode ser que o traga para o blogue.

Beijos

tereza disse...

Sim, belissímo.
Sou fá de carteirinha, este filme vi três vezes, e tras mensagem.

adriana disse...

António, Bom dia!

Texto primoroso.
O filme, de fato, não é fácil.
Mas, cumpre com absoluta competência o papel de denúncia.
Tenho cá comigo que a Modernidade apenas fez sofisticar a crueldade.
A plataforma permaneceu a mesma, ao longo dos séculos.
Eis o convite que nos toca a face. Mudarmos de plataforma...

Um abraço,

Anónimo disse...

Hola!
Estoy colgando en la web una blognovela: El fin del mundo. Si te apetece, me gustaría que le echases un vistazo y me dijeses qué te parece. Gracias.
http://findestemundo.blogspot.com

António Rosa disse...

Adriana

Muito agradecido pela apreciação. Realmente, com os meios disponíveis - intelectuais e materiais -, a modernidade também foi conduzida por esses caminhos de Deus. Todos são os seus caminhos. E todos chegaremos ao único caminho que nos conduz a um sentido maior.

Que tenha um resto de dia muito feliz.

Abraço

Maria Ribeiro disse...

ANTÓNIO ROSA: vi e continuo a ver... É daqueles filmes que nos mostra a dualidade BEM/MAL, de um modo realista, apesar de, terrífico!
ANTÓNIO, posso ser sincera consigo? Já agradeci o prémio que me atribuiu, mas... não sei o que fazer com ele...Até a minha filha, que é perita nestas coisas, diz que não sabe... Se é um "selo", é fácil...Ajude-me, se houver alguma coisa a fazer.
Beijo de lusibero

António Rosa disse...

Hola anonimo,

Voy a conocer tu blog, que me suena muy radical.

Cris - Canto de Contar Contos disse...

Antonio,

obrigada pelo abraço de urso, eu tava precisando muito mesmo!
Seven é fantastico, teu bom gosto nota-se.

beijos

António Rosa disse...

Maria

Deve estar a referir-se ao «BlogDay». Não é um prémio, nem um selo. Como indico no post, é uma iniciativa que começou em 2005 e cada blogue que queira participar deve indicar 5 blogues no dia 31 de Agosto de cada ano.

Portanto, não é para levar, nem para passar a ninguém.

Quanto muito, tomar nota numa agenda para no próximo ano entrar nesta gigantesca cadeia internacional.

É o dia em que os blogues indicam outros blogues que não pertençam à mesma área de actuação.

Foi um prazer indicar o seu.

Abraço.

Rosan disse...

Oi Antonio.
Já assisti esse filme e é realmente muito bom, e tem Brad.
Apesar de hoje em dia, até talvez por causa das crianças, ando a ver muitos desenhos e Harry Poter, que também gosto muito.
Adoro esse filmes aparentemente "irreais", de outras dimensões,etc, por que será?
Beijo.

Maria Izabel Viégas disse...

Amigoooo António, aprecio muito Morgan Freeman. Quanto ao filme, ah! só vi uma vez ... e no cinema mesmo, concordo plenamente com o que a Adriana colocou sobre o sofisticar da crueldade pela Modernidade, sendo esta um continuum na História do Mundo. Na verdade , querido amigo, sai chocada, não consegui em muitas cenas ficar de olhos abertos, fechava-os. Sou extremante sensitiva e parece-me "acordar" para lembranças sei-lá-de que. Nunca mais o vi... mas o que assisti ;( mostrou-me esta trama inteligente. Aqui no Brasil, na TV a cabo o que mais passam são mensagens assim, de filmes apontando o mal em requintes de crueldade, como uma escola a ensinar ao povo a aceitar a crueldade como "normal". Aqui e creio que no mundo é senso comum o: "Ah, deixa prá lá, não foi comigo".
Graças aos céus ainda ficamos perplexos. Mas, em termos de Arte o filme é excelente, tens razão.
No meu caso, já nem vejo mais Bruce Willis nem Mel Gibson, com eles vem rajadas de metralhadoras e sangue. E ainda são republicanos! :))
esta sua amiga é muito peixinha, quando em vez!
Beijos neste belo coração,amado amigo!

António Rosa disse...

Rosan

Tudo tem a sua época. Este género de filmes já não se fazem mais. O que se faz actualmente e vão chegando às salas de forma bastante anónimas, são filmes muito marcados por ambientes ligados ao sobrenatural: mosteiros, vampiros, coisas assim. Claro que as comédias românticas - tão perigosas como estes filmes violentos -, estão sempre na onda.

Também gostei de ver os Harry Poter. Vi o primeiro em cinema e os outros em dvd.

Beijos

António Rosa disse...

Maria Izabel,

Como a compreendo! Há certos filmes que me trnasportam para situações muito estranhas, de grande identificação. No meu caso são os filmes que envolvem o Império Romano.

Como tenho Marte coladinho ao ascendente, na casa 1, funciono como um todo-o-terreno. Aguento ver tudo. Como muito perto tenho Mercúrio, consigo ver estes filmes e distanciar-me naquilo que puder.

São filmes preparados para deixarem o corpo emocional muito agitado, pois assim é que arrebatam as massas. Por isso filmes como os do Bruce Willis e Mel Gibson já nem se fazem, pois marcaram uma época, que envolvia grandes planos.

A Modernidade sofisticou a crueldade, mas também sofisticou a capacidade de análise e de conclusão. :)

Abraço e muito agradecido pelo testemunho.

António Rosa disse...

Cris

Quando cheguei ao teu blogue senti isso. outro grande abraço.

Marise Catrine disse...

Estou a ver que o meu querido António tem gostos muito semelhantes ao meu querido Guerreiro. Primeiro a Patagónia, agora o Seven... hummm, qual será a próxima...
;)

**

António Rosa disse...

Marise

Nem eu sei qual será a próxima, pois nas últimas 3 semanas tenho escrito pouquíssimos e esgotei os posts que tinha guardados em rascunho.

Vou ter que me concentrar e preparar meia dúzia para os ter de reserva.

Espero que tenhas tido boas férias.

Beijo

adriana disse...

António,

Você tem razão.
Todas as notas emanam da Fonte.
Cabe a cada parte de nós escolher os acordes a entoar.

Obrigada pelos votos e pela lembrança.
Fiquei feliz!
:)

António Rosa disse...

Adriana

:)))

Há coisa de uns 15/20 anos eu tinha imensa dificuldade em perceber isso que disse: «Todas as notas emanam da Fonte».

Hoje convivo tranquilamente com essa ideia. Foi necessário um mergulho fundo em mim mesmo para perceber que o meu lado sombrio estava ali e que a questão era a de 'sempre' - a nossa escolha.

Muito obrigado.

.Lis disse...

Antonio,
Como todos os seus leitores deixo registrado a boa escolha desse filme com Brad Pitt e Morgan Freeman.Excelente, tipo de filme que podemos ver mais vezes que o normal.
E reiterar a admiração pela postagem no Coletivo, muito interessante sobre , provavelmente ocorrido em outra vida. Muito bom.
Abraços

angela disse...

Estão todos perfeitos nesse filme. Ele acaba com o coração da gente de tão cruel e terrivel.
Muito boa a postagem, suas explicações e fotos escolhidas e esse final de extremo conflito interior.
abraços

António Rosa disse...

Angela

O conflito final deveria merecer a nossa melhor atenção, sobretudo aqueles de nós que desejamos muito que a palavra «amor» tenha um sentido real. Era fundamental percebermos que, enquanto humanos, estamos a um passo de viver emocionalmente situações opostas, logo polares.

abraço

António Rosa disse...

.Lis

Muito obrigado pela sua gentileza. Abraço.

Fabiano Mayrink disse...

Oi Antonio, que bom que gostou da receita rs...

ja passou em minha mente em estudar decoraçao de interiores sim, mais aqui em minha cidade nao tem e é um curso caro, eu gosto muito muito de biologia sempre pensei em fazer este curso so que mesmo gostando muito tenho a conciencia que o "retorno" demora um pouco infelismente...


o filme deve ser muito bom de se assintir sem falar no elenco, deve ser otimo!

António Rosa disse...

Fabiano

Termina o de biologia, arranja um bom trabalho, muda para uma cidade onde possas tirar segundo curso, custeado por você? Parece um bom plano a longo prazo?

Abraço

Samsara disse...

Olá António

É sem dúvida um dos meus filmes preferidos. Excelente texto!
Fiquei com vontade de rever e já o vi várias vezes.

Beijinhos

António Rosa disse...

Olá Pat

Já estás no activo. É bom ter-te de novo entre nós, depois de umas férias maravilhosas. Beijos.

marcelo dalla disse...

Olá querido! Este é um dos filmes que marcou minha vida. Roteiro inteligente e muito bem executado. E seu texto está ótimo tb, daria um belo crítico de cinema!
abreijos

Luma disse...

O filme é perturbador e questiona sobre a nossa própria sanidade. António, o que você faria no lugar do David Mills no final? Beijus

HSLO disse...

Esse filme é show...adoro.

abraços

Hugo

António Rosa disse...

Marcelo

:))) Adoro cinema, mas não me vejo como crítico. Obrigado.

Abraço

António Rosa disse...

Luma

Nem sei responder à sua questão. Se o final fosse outro, o roteiro teria que ser mudado lá pelo meio, pois a «ira» foi a última ilustração dos 7 pecados capitais. O final que tem dá-lhe o toque de originalidade. O 'rapaz' vira 'vilão'.

Beijo

António Rosa disse...

Hugo

Já somos muitos.

Abraço.

Margot disse...

Olá António,

Espero que estejas bem...já te enviei por mail as previsões para este mês,seguiram na segunda feira mas fiquei sem saber se o recebeste.Depois diz-me qualquer coisa
Beijocas
Margot**

HAZEL disse...

Boas noites, António

Recorda-se do meu necessaire?
Pois aparece no post de hoje, junto com outras "velharias" que tanto aprecio.

Oficialmente convidado para conhecer! ;)

Um abraço!

LUZ disse...

Ola Antonio, lembra de mim? E do livrinho que tds escrevemos, sobre o Amor? E a vinda para o Montejunto nao se con cretizou ? :))) Eu ca estou pelo litoral ... até ver.

Abraço grd, Lina

Maria Ribeiro disse...

Obrigada, meu amigo! AGORA, JÁ PERCEBI E VOU ESTAR ATENTA...MAIS UMA VEZ AGRADEÇOA CONSIDERAÇAO,ELEVADÍSSIMA!
BEIJO DE LUSIBERO

Shin Tau disse...

António,

não poderia estar mais de acordo contigo sobre o filme e o realizador, mesmo se achei fraco (para ele) este Estranho caso do Benjamim Buton, acho que prefiro o seu lado negro ;) mas o filme continua a ser bom.

O terror é o meu género preferido, adoro poder experienciar toda a crueldade e ser confrontada com todo o tipo de coisas pérfidas, testar os meus limites e desenterrar sentimentos e emoções que de outra forma são ocultados.

Ainda agora, acabo de chegar do MoteL, festival de terror de Lisboa, e não deixo de ter de referir como é engraçado que a maioria das pessoas age perante o medo provocado pelo filme a rir, como se o facto de acreditarem que aquilo é a brincar torna menos real as sensações que tiveram. Acho tão interessante de analisar que fico fascinada rkrkrkrkrkr

Muitas vezes me julgaram por conseguir ver esse tipo de filmes, dizendo que não é normal pois é desarmonico e que aquilo me faria mal. Sinceramente e com o maior respeito, não acredito nisso. Fico apenas grata por conseguir ver beleza no caos e saber que todos os filmes (pelo menos aqueles que merecem esse título) têm sempre uma mensagem para os olhos de quem quer ver.

Ui...estou inspirada. Voltando ao Fincher, um dos meus realizadores preferidos "Fight Club" OBRA PRIMA, este teu post não poderia vir mais a calhar. Há tempos andava a perguntar-me que relação existiria entre os sete pecados e os sete chakras, mas não cheguei a conclusões definitivas, muitos deles se aplicam a váris chakras.

Lanço-te o desafio a ti!!! Sete pecados e sete chakras rkrkrkrkrkr

BEijocas e já tenho saudades de ouvir a tua gargalhada, será possível???

Shin Tau disse...

Dado a adiantar da hora, onde se lê MoteL, deve ler-se MoteLX, até parece que vim de um sítio mais engraçado rkrkrkrkrkrkr o resto já não consigo corrigir...

Kisses

António Rosa disse...

Olá Margot

Só hoje de manhã é que vi o email. Vou já tratar disso. Beijo

António Rosa disse...

Hazel

Vou já ver o seu post. Obrigado pelo convite :)

António Rosa disse...

Luz

Pois é, ainda continuo sem ir para Montejunto e a esta altura do campeonato, não sei se coseguirei realizar esse desejo.

Beijo

António Rosa disse...

Maria

Foi um prazer. Beijo.

António Rosa disse...

Shin Tau

Oh la la! Apreciei muito o teu testemunho. Também noto que as pessoas reagem rindo. Será nervoso miudinho. Também gostei muito do «Fight Club».

Quanto à relação dos 7 pecados capitais com os 7 chacras nada sei e creio mesmo como tu própria dizes que não há ligação directa. Mas vamos aprofundar.

Beijo

Paulo Braccini disse...

que beleza Antônio ... este filme realmente está na minha lista dos que marcaram minha vida ... suas informações sobre a obra são detalhadas e riquíssimas ... parabéns

bom fds e um ótimo feriado

bjux

;-)

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