A Viagem da Vida: As Cruzes Astrológicas - o nosso destino

1 de novembro de 2013 ·





As Cruzes

por António Rosa
Não é bem um artigo. São simples apontamentos. 
Apontamentos escritos para as aulas por  António Rosa 
entre Novembro 2005 a Março 2006
Publicado neste blogue no dia 1 Novembro 2013
Anteriormente publicado no site





Roda de Samsara muito minuciosa


Modos: cardinal, fixo e mutável.


As 4 cruzes cardinais em equilíbrio


Cardinal nº 1

1. (FC) É uma muito delicada posição inicial. O ser percebe que há alguma animosidade contra ele, através de possíveis mal tratos, invasão, limitação, discórdia, etc. Claro que estamos a falar que uma situação destas desemboca numa real falta de afecto pela criança ou adolescente. Esta pessoa percebe que, basicamente, só possui uma arma para se defender: atacando. Pode sentir-se frágil, mas demonstra o oposto.

2. (MC) A influência do Meio do Céu leva-o a perceber que deve pacificar-se e viver em harmonia, sem abdicar de receber o devido reconhecimento social, mesmo contra todas as experiências infantis da infância, que apontavam para cultivar uma vivência de solidão e isolamento. Assim, cumpre o seu destino, encontrando o propósito para esta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Quando a consciência começa a despertar para as energias dos Ascendente – Descendente, pode encontrar, numa primeira fase, outros que despertam em si a desconfiança. O vínculo passa a ser prudente, sem entrega, mas com a expectativa de poder gerar compreensão e amparo. A saudade de um calor afectivo na infância, encurta as distâncias com os outros, mas a sua dificuldade em expressar esse afecto, pode alargar essa distância com os outros. Esta é a experiência fundamental deste posicionamento. Só quando as energias dos dois eixos (FC-MC e Asc-Dsc) estão em equilíbrio é que este ser, um pouco tarde na vida, consegue apresentar a proposta de vivenciar o amor com serenidade. Só através da Ordem Maior é que conseguirá enfrentar o seu verdadeiro destino.


Cardinal nº 2

1. (FC) Esta pessoa pode sentir-se em paz, com o tratamento afável de quem a rodeia e, no entanto, existir um sentimento de variabilidade no que Às emoções se refere. Costuma ser um lar, por onde “desfilam” muitas pessoas, podendo provocar a ausência de um núcleo constante. A necessidade de um verdadeiro ninho vai criando uma dependência subtil com quem lhe dá mais afecto. Ou então, trata de se movimentar para criar um chão mais sólido e contínuo de afecto.

2. (MC) O Meio do Céu exige desta pessoa que invista de modo a diferenciar-se, a emergir, a fazer um lugar onde a sua presença seja notada. Se, após conseguir esse lugar o executar de acordo com a vontade da alma, terá encontrado o propósito desta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Aos poucos, esta pessoa reconhece em si uma grande vulnerabilidade. Mas é uma vulnerabilidade secreta, não conhecida. E procura, numa primeira fase, uma forma de ser apoiado pelos outros, alguém que seja um suporte, que lhe permita o seu desenvolvimento como ser humano. Ou então, nessa fase primária, este ser sente que os outros devem fazer-se responsáveis dos seus próprios relacionamentos. Passará por estas experiências até perceber que não é este o caminho a seguir e, através da frustração, se transcenda reconhecendo o seu próprio valor, a sua própria fortaleza, passando a dar sustento próprio nas suas relações com os outros. Então, aprende a palavra mágica: compartilhar. E, pela Ordem Maior, percebe que só com o sentimento de haver responsabilidade igual e compartilhada em áreas comuns é que encontra o seu próprio destino. E, só então, no enquadramento social, é que, pouca a pouco, encontra o seu caminho de liderança na comunidade onde se insere. É aí que os outros reconhecerão a necessidade dessa liderança e lhe entregarão, de pleno direito. É na integração dos dois eixos da cruz, que a consciência deste ser melhor poderá expressar a sua natureza forte e a sua inclinação a actuar de acordo com os seus sentimentos, a sua honestidade e franqueza, ao serviço de todos. É quando utiliza a sabedoria de Saturno, como regente esotérico de Capricórnio, que este ser se realizará.


Cardinal nº 3

1. (FC) Este ser vai encontrar no seu entorno todo afecto que deseja, realizar-se-á emocionalmente, não sentirá um vazio interno, pois terá provas evidentes do amor dos outros familiares. A sua raiz é sólida. Esta leitura da consciência (por força inadequada do mundo fora de casa) pode despertar sensações contraditórias: obrigação de continuar um legado e um desejo de abrir caminho por sua conta. Pode enfrentar situações que provoquem irritação ou impulsividade, ou mesmo alguma rebelião. Percebe que tem que emergir como ser individual e luta por isso, como pode.

2. (MC) As influências provenientes do Meio do Céu acentuam esse sentimento e introduz matizes muito emocionais: qualquer que seja o destino que esta pessoa procure, a comunidade sempre reconhecerá esta pessoa como um dos seus filhos dilectos. Mas essa mesma comunidade encarrega-se de exigir que mantenha a continuidade de amor que recebeu em criança. Esse amor tem que ser distribuído aos outros, afastando-se assim de um Capricórnio pouco evoluído, que possa abusar de sistemas egocêntricos. Ao encontrar este caminho, este ser terá encontrado o propósito desta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Aqui encontramos um forte sentido de procura de identidade. Isto mais parece uma conquista. Quando esta tensão se resolve, quando os planos dos meridianos se encontram mais harmonizados na consciência, este ser sabe que nesta reencarnação, para encontrar o seu destino, não vem competir com ninguém, mas sim colaborar com os outros. Só então, poderá sentir-se em sintonia com a sociedade, sem perder a sua identidade.


Cardinal nº 4


1. (FC) Nesta infância há um respeito pelas formas, pela aparência e o apego à rotina. Vai notar um vazio do calor afectivo. A emoção fica circunscrita a determinados padrões. Pode não haver proibições expressas, mas o ser percebe a carência de demonstrações de afecto, ou existe uma grande economia dessas manifestações. Uma das respostas a essa situação supõe que a pessoa se mantenha isolada. A outra resposta, pode ser tentar agradar às pessoas à volta e passar a ser bastante complacente, fugindo ao seu verdadeiro carácter.


2. (MC) O poder atractivo do Meio do Céu, recorda continuamente a sua necessidade de contacto e intercâmbio, a busca de algo mais nutriente. A necessidade de distribuir e receber afecto, de partilhar emoções, de se entregar e vivenciar a alegria única de viver.

3. (Asc – Dsc) A consciência vem ter oscilações nas suas auto-referências e, como consequência, a pessoa pode fechar-se sobre si, aprendendo a tolerar e aceitar a presença do outro na sua vida, pelo que são criadas condições para a partilha. Partilhar não é pretender companhia de modo impessoal, mas envolver-se com as questões do dia-a-dia. Com a descoberta da capacidade de dar, para se entregar, é que descobrirá o prazer da partilha.




As 4 cruzes fixas em equilíbrio

Fixo nº 1



1. (FC) Touro e Escorpião são considerados os signos que personificam a “energia vital”. Esta pessoa teve um ambiente infantil de nutrição, de suporte, mas bastante condicionado. Exemplo: “Toma isto, mas tens que obedecer ao que mando fazer.”

2. (MC) Vai encontrar a tentação do poder (autoridade, coragem, força). “Se posso e tenho capacidade, vou conseguir.” Apresentam-se, ciclicamente, rigores e desafios, que alteram a calma e a rotina, obrigando a uma maior interiorização e transformação. É neste destino de auto-descoberta e regeneração, que encontra o propósito desta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Vem aprender um dos maiores desafios do ser humano. Ou afasta os seus, para aliar-se aos outros, com o intuito de ganhar espaço e adquirir o poder carismático de Leão. Ou então, mantém-se leal aos seus e, mais tarde na vida, será o seu líder grupal.


Fixo nº 2


1. (FC) Esta raiz funciona de uma forma muito particular: o ser simplesmente “sabe”. É como se tivesse impregnado em si todas as normativas de vida. Não necessita de grandes explicações do seu entorno familiar. Sabe que tem que se comportar de determinada maneira. Toma a forma de obediência a alguma autoridade. Com os anos surge a necessidade de ser premiado e mostrar com orgulho essa distinção. Sentir-se-á atraído pela beleza em todas as suas manifestações.

2. (MC) Numa fase adulta vem aprender ater reconhecimento pelo que está bem feito. Encontra o propósito desta reencarnação, quando sabe que vem servir de seio estável à comunidade. E essa comunidade é vista como uma tribo, um clã.

3. (Asc – Dsc) A noção de individualidade fortalece. É construída a segurança necessária para abandonar noções egocêntricas e vem enfrentar a diversidade dos outros, aprendendo a ultrapassar as contradições do que é novo e distinto, vivendo então o sentimento de liberdade dentro da variedade, ganhando assim o respeito da sociedade.


Fixo nº 3


1. (FC) Desde a infância que é o centro das atenções. Destacam-se expressões ansiosamente aguardadas pela família. Claro que este posicionamento, obriga o ser a obter a aprovação para tudo o que faz. Existe uma subtil dependência. Sente-se “indivíduo” desde muito cedo, mas necessita de reafirmar-se como tal. A necessidade de se sentir estável e com um grau de coerência interna, expressa-se através de movimentos e respostas mais ou menos elaboradas. Não aceita facilmente alterações e desordens no seu meio. Prefere que tudo se desenrole em paz e harmonia, cedendo, não manifestando o seu interior.

2. (MC) A palatina atracção do MC (Meio do Céu) permite-lhe vislumbrar o variável, o excitante e também o desconhecido. Descobre que o destino pode conduzi-lo a situações que estão fora do seu atávico controlo. E predispõe-se a aceitar. E sempre que aceita, vivência essas situações novas, encontrando o propósito desta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Este ser vê-se perante um dilema: alimentar-se do que já conhece para se sentir valorizado, repetindo até ao infinito velhos padrões, ou “atira-se” no escuro labirinto do encontro com o outro, arriscando-se a não ser bem considerado. Estes intercâmbios têm o encanto do atractivo da noite: desejo e temor, permanecem aliados. Um pouco mais tarde na vida, aparece alguém que o convida a deixar para trás os seus naturais reparos, começando uma verdadeira contenda. Inicialmente tentará fazer-se valer, dominando os outros, ou então, submete-se, perdendo privilégios. É um verdadeiro jogo de poder sempre presente, mesmo que não saia vitorioso. Quanto maior consciência tenha de si mesmo, mais se atreverá a desprender-se de critérios antigos, que se podem tornar em padrões repetitivos de comportamento. Percebe, então, que o seu sentido de valor não é imutável, que os demais o admiram, ou desprezam, pelas suas acções e não pela sua natureza. E isto facilitará a busca de um destino mais pessoal, de um ritmo muito próprio para a sua vida, que pode ser descrito da seguinte forma. Entrar, ficar o tempo necessário, e partir para um nível ainda mais exigente do que é vital, admitindo os seus dons para improvisar, sem sacrificar o prazer que isso lhe provoca. E aí, o contacto pessoal com pessoas de todo o tipo, torna-se estimulante. Aquieta-se, afirma-se e desfruta sem apegos, para melhor realizar o seu destino.


Fixo nº 4

1. (FC) Desde o berço que é tentado a sentir que parece não haver continuidade nos afectos do seu entorno familiar. Cria-se o sentimento de não ser desejado, começando a busca de um lugar, de uma condição mais propícia. A corrente de energia associada ao Leão que está no Meio do Céu, tem um pulsar muito conveniente para eles.

2. (MC) Tenta alcançar uma posição destacada, com um estatuto de notoriedade. Apercebe-se que esse caminho está minado de obstáculos e impedimentos. Afirma-se e cai, tenta e falha. É nesta aprendizagem até encontrar o equilíbrio dourado de um Sol sem manchas (regente esotérico de Leão), que vem magnificar o seu propósito nesta reencarnação. Alcançar o poder, ter brilho próprio, devido à sua capacidade de sobrevivência frente à adversidade, sempre olhando para a sua essência, sem criar inimizades, conquistando um grupo de fiéis que o ajudarão a construir o seu destino.

3. (Asc – Dsc) Quando a consciência reconhece a vibração maior, a pessoa atinge com serenidade a sua liderança junto aos outros. Uma liderança sem arrogância, com serenidade, tornando-se generoso, sem deixar de exercer o seu poder vitalista. Só percebendo que os seus dons não existem para benefício próprio, a sua consciência evolui de forma harmoniosa.



As 4 cruzes mutáveis ou comuns em equilíbrio


Mutável nº 1
1. (FC) Em criança, talvez tenha havido alguma inconsistência de afectos (Gémeos). Próprio da herança genética, a criança ou adolescente toma contacto com grande variedade de estímulos.

2. (MC) Sente necessidade de ampliar horizontes (Sagitário) e adquirir maior sabedoria. A excitação de Gémeos garante-lhe maior satisfação pessoal. Encontra o propósito desta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Oscila entre o temor e o valor. As suas imagens pessoais (Peixes) fusionam-se com a dos outros (Virgem). Há uma tentativa de adaptação natural.


Mutável nº 2
1. (FC) Há dependência de modelos incutidos pela família. Poderão ser critários diversos ou ausência de uniformidade.

2. (MC) Vem aprender a diversidade com o desejo de saber. Vem descobrir os matizes da vida com sabedoria. Começa a dar nomes às experiências pessoais. Encontra o propósito da sua reencarnação.

3. (Asc – Dsc) A capacidade de fazer bem as coisas, ao serviço aos outros, os que o julgarão. Sabe discernir e percebe as diferenças entre o próprio e os outros. Estabelecem-se canais de intercâmbio entre o seu interior e o mundo.

Mutável nº 3

1. (FC) Uma infância sem grandes alterações, dentro da rotina. Acomodar-se e “aceitar” gera segurança. Sabe escutar as críticas dos outros. Um ambiente organizado. É a típica criança que os adultos dizem: “Não dá trabalho nenhum. É tão boazinha.



2. (MC) Encontra o “mistério” de viver sem regras, sem ordem, numa entrega de evolução. Aprende a viver sem a segurança que aprendeu em criança. A ideia de que não sabe escolher entre tantas oportunidades (Peixes), podem provocar desânimo e não atingir o propósito.

3. (Asc – Dsc) Esta segurança é necessária quando percebe a necessidade de criar pontes, utilizando a comunicação e a razão para vivenciar as suas crenças.


Mutável nº 4
1. (FC) Na infância e princípios da adolescência sente-se como vindo de uma galáxia distante (o que até pode ser verdade). Vive o mundo das incertezas.

2. (MC) A ordem interior (Virgem) associado ao seu destino, convida a diferenciar-se, a separar o que lhe é próprio, do que lhe é alheio. Encontra o seu propósito ao aprender a melhorar a sua sintonia interior com a realidade. Vem aprender a condição inata para “guiar”, podendo ascender à “maestria”.

3. (Asc – Dsc) Descobre que os outros têm ideias diferentes e “tem” que os perceber, se quiser sintonizar-se com eles. Vem aprender a fazer parcerias.









 A cruz em desequilíbrio




Pode haver vários motivos para as cruzes não possuírem o mesmo modo.
Sobretudo a existência de signos interceptados.
Estamos perante situações cármicas que envolvem análises mais pessoais.

A cruz natal em desequilíbrio coloca problemas mais complexos, pois coloca a situação de os signos não pertencerem ao mesmo modo.

As possibilidades são estas:
FC – MC mutável        Asc – Dsc fixa ou cardinal
FC – MC fixa               Asc – Dsc cardinal ou mutável
FC – MC cardinal        Asc – Dsc mutável ou fixa
Com o que se geram 24 cruzes possíveis.

Há uma grande quantidade de cruzes em desequilíbrio, provocadas pela existência de signos interceptados. Estamos perante situações cármicas que envolvem análises mais pessoais.

Estas análises passam pelo conhecimento da polaridade do signo: masculino ou feminino.

Signos Masculinos ou Yang

• Emissão, dinamismo, exteriorização dos sentimentos, dos desejos e das ideias na acção, iniciativa e coragem física. 

• Atenção: risco de orgulho, impulsividade, violência, temeridade, desdém e avaliação exagerada de si próprio quando os trânsitos são contrários no horóscopo. 

Signos Femininos ou Yin

• Receptividade, reserva, discrição, interiorização dos sentimentos, reacção aos ambientes, sentido do secreto, diplomacia, tenacidade. 

• Atenção: risco de insatisfação relativamente ao seu destino, de inquietude e de passividade quando os trânsitos são contrários no horóscopo. 





Yang: o princípio activo, masculino, diurno, luminoso, quente [o tigre]

Yin: o princípio passivo, feminino, nocturno, escuro, frio [o dragão]


Ilustração daqui: Flor de Ameixeira.com


Os signos masculinos ou Yang (extroversão) estão assinalados com o sinal + (Carneiro, Gémeos, Leão, Balança, Sagitário, Aquário).

Os signos femininos ou Yin (introversão) estão assinalados com o sinal  (Touro, Caranguejo, Virgem, Escorpião, Capricórnio, Peixes).


Em linhas gerais, podemos observar os seguinte exemplos:
FC – MC mutável     -     Asc – Dsc fixa
(Virgem – Peixes)
A energia que normalmente é flutuante tem tendência a coagular. Existe uma enorme tendência à busca de coerência através de investigação profunda consigo mesmo e com os outros.


Mais destacável na versão introvertida, representada pelos signos femininos / yin : Touro – Escorpião.
FC – MC mutável     -     Asc – Dsc cardinal
(Peixes – Virgem)
A oscilação natural entre o interno e o externo encontra canalização adequada através de uma acção por iniciativa própria.


Mais destacável na versão extrovertida, representada pelos signos masculinos: Carneiro – Balança.
FC – MC fixa     -     Asc – Dsc mutável
(Leão – Aquário)
A retenção e dependência ou a necessidade de manter controlo e presença vão cedendo frente à mobilidade e desejo de interagir, originada pelos contactos com o que é diverso.


Mais destacável na versão extrovertida, representada pelos signos masculinos: Gémeos – Sagitário.
FC – MC fixa     -     Asc – Dsc cardinal
(Touro – Escorpião)
A firmeza e também a imobilidade nas determinações vão sendo postas em dúvida e condicionada pela possível acção em conjunto. Pode haver resistência, mas quando é conseguido, certamente haverá profundidade.


Mais destacável na versão introvertida, representada pelos signos femininos: Caranguejo – Capricórnio.
FC – MC cardinal     -     Asc – Dsc fixa
(Carneiro – Balança)
Há um alento especial de levar a cabo a acção, auxiliado pela intervenção de terceiros que põe vontade e critério.


Mais destacável na versão extrovertida, representada pelos signos masculinos: Leão – Aquário.
FC – MC cardinal     -     Asc – Dsc mutável
O desejo de conseguir acções mais ou menos coerente com o mundo, que são facilitadas pela ductilidade própria ou alheia (variante extrovertida: Carneiro – Balança e Gémeos – Sagitário); ou encontram dificuldades e são criticadas (variante introvertida: Caranguejo – Capricórnio e Virgem – Peixes).


Apontamentos para as aulas: António Rosa - Novembro 2005 até Março 2006 
Publicado no blogue «Cova do Urso» - 1 Novembro 2013
Anteriormente publicado no site «Escola de Astrologia Nova-Lis» em 24-12-2008





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10 comentários:

Vera Braz Mendes disse...
1 de novembro de 2013 às 20:12  

Muito bom António! Obrigada. Enviei link p os meus alunos pois a inform é mto útil p quem estuda astro.

Bj

Rogério Vieira disse...
2 de novembro de 2013 às 12:40  

Muito feliz por poder partilhar estas noções tão claras e que
ajudam o entendimento desta ciência .

Astrid Annabelle disse...
2 de novembro de 2013 às 13:26  

Ah! Irei voltar para ler com mais calma depois.
Estou comentando agora para lhe agradecer meu querido António por tanta informação e deixar um beijo.
Astrid Annabelle

Beth F Borba disse...
2 de novembro de 2013 às 14:40  

Querido António!
É um texto para se guardar. Fiz uma revisão e retomei vários aspectos. Obrigado! Adorei! Beijos
Beth F Borba

maria anuviada disse...
4 de novembro de 2013 às 03:54  

Muito Obrigado,Deus o abençõe pelas sementes que vai deixando no caminho e que farta seja a colheita.
Que bonita acção!!!Fraterno abraço .
Maria Caeiro

António Rosa disse...
4 de novembro de 2013 às 10:27  

Vera

Muito obrigado por ter gostado e por partilhar com os seus alunos.

Beijinho

António Rosa disse...
4 de novembro de 2013 às 10:28  

Rogério,

Um grande abraço, muito agradecido.

A.

António Rosa disse...
4 de novembro de 2013 às 10:29  

Querida Astrid

Este post não lhe é desconhecido pois tem estado no Nova-Lis. Além disso já fiz aqui no blogue um bocado mais pequeno só para a sua cruz pessoal.

Muito agradecido. Beijinhos.

A.

António Rosa disse...
4 de novembro de 2013 às 10:38  

Beth

Que simpatia e generosidade a sua. Fico-lhe muito grato.

Abraço.

António

António Rosa disse...
4 de novembro de 2013 às 10:38  

Maria

Muito obrigado pelas suas palavras tão generosas.

Abraço.

A.

1 de novembro de 2013

A Viagem da Vida: As Cruzes Astrológicas - o nosso destino





As Cruzes

por António Rosa
Não é bem um artigo. São simples apontamentos. 
Apontamentos escritos para as aulas por  António Rosa 
entre Novembro 2005 a Março 2006
Publicado neste blogue no dia 1 Novembro 2013
Anteriormente publicado no site





Roda de Samsara muito minuciosa


Modos: cardinal, fixo e mutável.


As 4 cruzes cardinais em equilíbrio


Cardinal nº 1

1. (FC) É uma muito delicada posição inicial. O ser percebe que há alguma animosidade contra ele, através de possíveis mal tratos, invasão, limitação, discórdia, etc. Claro que estamos a falar que uma situação destas desemboca numa real falta de afecto pela criança ou adolescente. Esta pessoa percebe que, basicamente, só possui uma arma para se defender: atacando. Pode sentir-se frágil, mas demonstra o oposto.

2. (MC) A influência do Meio do Céu leva-o a perceber que deve pacificar-se e viver em harmonia, sem abdicar de receber o devido reconhecimento social, mesmo contra todas as experiências infantis da infância, que apontavam para cultivar uma vivência de solidão e isolamento. Assim, cumpre o seu destino, encontrando o propósito para esta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Quando a consciência começa a despertar para as energias dos Ascendente – Descendente, pode encontrar, numa primeira fase, outros que despertam em si a desconfiança. O vínculo passa a ser prudente, sem entrega, mas com a expectativa de poder gerar compreensão e amparo. A saudade de um calor afectivo na infância, encurta as distâncias com os outros, mas a sua dificuldade em expressar esse afecto, pode alargar essa distância com os outros. Esta é a experiência fundamental deste posicionamento. Só quando as energias dos dois eixos (FC-MC e Asc-Dsc) estão em equilíbrio é que este ser, um pouco tarde na vida, consegue apresentar a proposta de vivenciar o amor com serenidade. Só através da Ordem Maior é que conseguirá enfrentar o seu verdadeiro destino.


Cardinal nº 2

1. (FC) Esta pessoa pode sentir-se em paz, com o tratamento afável de quem a rodeia e, no entanto, existir um sentimento de variabilidade no que Às emoções se refere. Costuma ser um lar, por onde “desfilam” muitas pessoas, podendo provocar a ausência de um núcleo constante. A necessidade de um verdadeiro ninho vai criando uma dependência subtil com quem lhe dá mais afecto. Ou então, trata de se movimentar para criar um chão mais sólido e contínuo de afecto.

2. (MC) O Meio do Céu exige desta pessoa que invista de modo a diferenciar-se, a emergir, a fazer um lugar onde a sua presença seja notada. Se, após conseguir esse lugar o executar de acordo com a vontade da alma, terá encontrado o propósito desta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Aos poucos, esta pessoa reconhece em si uma grande vulnerabilidade. Mas é uma vulnerabilidade secreta, não conhecida. E procura, numa primeira fase, uma forma de ser apoiado pelos outros, alguém que seja um suporte, que lhe permita o seu desenvolvimento como ser humano. Ou então, nessa fase primária, este ser sente que os outros devem fazer-se responsáveis dos seus próprios relacionamentos. Passará por estas experiências até perceber que não é este o caminho a seguir e, através da frustração, se transcenda reconhecendo o seu próprio valor, a sua própria fortaleza, passando a dar sustento próprio nas suas relações com os outros. Então, aprende a palavra mágica: compartilhar. E, pela Ordem Maior, percebe que só com o sentimento de haver responsabilidade igual e compartilhada em áreas comuns é que encontra o seu próprio destino. E, só então, no enquadramento social, é que, pouca a pouco, encontra o seu caminho de liderança na comunidade onde se insere. É aí que os outros reconhecerão a necessidade dessa liderança e lhe entregarão, de pleno direito. É na integração dos dois eixos da cruz, que a consciência deste ser melhor poderá expressar a sua natureza forte e a sua inclinação a actuar de acordo com os seus sentimentos, a sua honestidade e franqueza, ao serviço de todos. É quando utiliza a sabedoria de Saturno, como regente esotérico de Capricórnio, que este ser se realizará.


Cardinal nº 3

1. (FC) Este ser vai encontrar no seu entorno todo afecto que deseja, realizar-se-á emocionalmente, não sentirá um vazio interno, pois terá provas evidentes do amor dos outros familiares. A sua raiz é sólida. Esta leitura da consciência (por força inadequada do mundo fora de casa) pode despertar sensações contraditórias: obrigação de continuar um legado e um desejo de abrir caminho por sua conta. Pode enfrentar situações que provoquem irritação ou impulsividade, ou mesmo alguma rebelião. Percebe que tem que emergir como ser individual e luta por isso, como pode.

2. (MC) As influências provenientes do Meio do Céu acentuam esse sentimento e introduz matizes muito emocionais: qualquer que seja o destino que esta pessoa procure, a comunidade sempre reconhecerá esta pessoa como um dos seus filhos dilectos. Mas essa mesma comunidade encarrega-se de exigir que mantenha a continuidade de amor que recebeu em criança. Esse amor tem que ser distribuído aos outros, afastando-se assim de um Capricórnio pouco evoluído, que possa abusar de sistemas egocêntricos. Ao encontrar este caminho, este ser terá encontrado o propósito desta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Aqui encontramos um forte sentido de procura de identidade. Isto mais parece uma conquista. Quando esta tensão se resolve, quando os planos dos meridianos se encontram mais harmonizados na consciência, este ser sabe que nesta reencarnação, para encontrar o seu destino, não vem competir com ninguém, mas sim colaborar com os outros. Só então, poderá sentir-se em sintonia com a sociedade, sem perder a sua identidade.


Cardinal nº 4


1. (FC) Nesta infância há um respeito pelas formas, pela aparência e o apego à rotina. Vai notar um vazio do calor afectivo. A emoção fica circunscrita a determinados padrões. Pode não haver proibições expressas, mas o ser percebe a carência de demonstrações de afecto, ou existe uma grande economia dessas manifestações. Uma das respostas a essa situação supõe que a pessoa se mantenha isolada. A outra resposta, pode ser tentar agradar às pessoas à volta e passar a ser bastante complacente, fugindo ao seu verdadeiro carácter.


2. (MC) O poder atractivo do Meio do Céu, recorda continuamente a sua necessidade de contacto e intercâmbio, a busca de algo mais nutriente. A necessidade de distribuir e receber afecto, de partilhar emoções, de se entregar e vivenciar a alegria única de viver.

3. (Asc – Dsc) A consciência vem ter oscilações nas suas auto-referências e, como consequência, a pessoa pode fechar-se sobre si, aprendendo a tolerar e aceitar a presença do outro na sua vida, pelo que são criadas condições para a partilha. Partilhar não é pretender companhia de modo impessoal, mas envolver-se com as questões do dia-a-dia. Com a descoberta da capacidade de dar, para se entregar, é que descobrirá o prazer da partilha.




As 4 cruzes fixas em equilíbrio

Fixo nº 1



1. (FC) Touro e Escorpião são considerados os signos que personificam a “energia vital”. Esta pessoa teve um ambiente infantil de nutrição, de suporte, mas bastante condicionado. Exemplo: “Toma isto, mas tens que obedecer ao que mando fazer.”

2. (MC) Vai encontrar a tentação do poder (autoridade, coragem, força). “Se posso e tenho capacidade, vou conseguir.” Apresentam-se, ciclicamente, rigores e desafios, que alteram a calma e a rotina, obrigando a uma maior interiorização e transformação. É neste destino de auto-descoberta e regeneração, que encontra o propósito desta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Vem aprender um dos maiores desafios do ser humano. Ou afasta os seus, para aliar-se aos outros, com o intuito de ganhar espaço e adquirir o poder carismático de Leão. Ou então, mantém-se leal aos seus e, mais tarde na vida, será o seu líder grupal.


Fixo nº 2


1. (FC) Esta raiz funciona de uma forma muito particular: o ser simplesmente “sabe”. É como se tivesse impregnado em si todas as normativas de vida. Não necessita de grandes explicações do seu entorno familiar. Sabe que tem que se comportar de determinada maneira. Toma a forma de obediência a alguma autoridade. Com os anos surge a necessidade de ser premiado e mostrar com orgulho essa distinção. Sentir-se-á atraído pela beleza em todas as suas manifestações.

2. (MC) Numa fase adulta vem aprender ater reconhecimento pelo que está bem feito. Encontra o propósito desta reencarnação, quando sabe que vem servir de seio estável à comunidade. E essa comunidade é vista como uma tribo, um clã.

3. (Asc – Dsc) A noção de individualidade fortalece. É construída a segurança necessária para abandonar noções egocêntricas e vem enfrentar a diversidade dos outros, aprendendo a ultrapassar as contradições do que é novo e distinto, vivendo então o sentimento de liberdade dentro da variedade, ganhando assim o respeito da sociedade.


Fixo nº 3


1. (FC) Desde a infância que é o centro das atenções. Destacam-se expressões ansiosamente aguardadas pela família. Claro que este posicionamento, obriga o ser a obter a aprovação para tudo o que faz. Existe uma subtil dependência. Sente-se “indivíduo” desde muito cedo, mas necessita de reafirmar-se como tal. A necessidade de se sentir estável e com um grau de coerência interna, expressa-se através de movimentos e respostas mais ou menos elaboradas. Não aceita facilmente alterações e desordens no seu meio. Prefere que tudo se desenrole em paz e harmonia, cedendo, não manifestando o seu interior.

2. (MC) A palatina atracção do MC (Meio do Céu) permite-lhe vislumbrar o variável, o excitante e também o desconhecido. Descobre que o destino pode conduzi-lo a situações que estão fora do seu atávico controlo. E predispõe-se a aceitar. E sempre que aceita, vivência essas situações novas, encontrando o propósito desta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Este ser vê-se perante um dilema: alimentar-se do que já conhece para se sentir valorizado, repetindo até ao infinito velhos padrões, ou “atira-se” no escuro labirinto do encontro com o outro, arriscando-se a não ser bem considerado. Estes intercâmbios têm o encanto do atractivo da noite: desejo e temor, permanecem aliados. Um pouco mais tarde na vida, aparece alguém que o convida a deixar para trás os seus naturais reparos, começando uma verdadeira contenda. Inicialmente tentará fazer-se valer, dominando os outros, ou então, submete-se, perdendo privilégios. É um verdadeiro jogo de poder sempre presente, mesmo que não saia vitorioso. Quanto maior consciência tenha de si mesmo, mais se atreverá a desprender-se de critérios antigos, que se podem tornar em padrões repetitivos de comportamento. Percebe, então, que o seu sentido de valor não é imutável, que os demais o admiram, ou desprezam, pelas suas acções e não pela sua natureza. E isto facilitará a busca de um destino mais pessoal, de um ritmo muito próprio para a sua vida, que pode ser descrito da seguinte forma. Entrar, ficar o tempo necessário, e partir para um nível ainda mais exigente do que é vital, admitindo os seus dons para improvisar, sem sacrificar o prazer que isso lhe provoca. E aí, o contacto pessoal com pessoas de todo o tipo, torna-se estimulante. Aquieta-se, afirma-se e desfruta sem apegos, para melhor realizar o seu destino.


Fixo nº 4

1. (FC) Desde o berço que é tentado a sentir que parece não haver continuidade nos afectos do seu entorno familiar. Cria-se o sentimento de não ser desejado, começando a busca de um lugar, de uma condição mais propícia. A corrente de energia associada ao Leão que está no Meio do Céu, tem um pulsar muito conveniente para eles.

2. (MC) Tenta alcançar uma posição destacada, com um estatuto de notoriedade. Apercebe-se que esse caminho está minado de obstáculos e impedimentos. Afirma-se e cai, tenta e falha. É nesta aprendizagem até encontrar o equilíbrio dourado de um Sol sem manchas (regente esotérico de Leão), que vem magnificar o seu propósito nesta reencarnação. Alcançar o poder, ter brilho próprio, devido à sua capacidade de sobrevivência frente à adversidade, sempre olhando para a sua essência, sem criar inimizades, conquistando um grupo de fiéis que o ajudarão a construir o seu destino.

3. (Asc – Dsc) Quando a consciência reconhece a vibração maior, a pessoa atinge com serenidade a sua liderança junto aos outros. Uma liderança sem arrogância, com serenidade, tornando-se generoso, sem deixar de exercer o seu poder vitalista. Só percebendo que os seus dons não existem para benefício próprio, a sua consciência evolui de forma harmoniosa.



As 4 cruzes mutáveis ou comuns em equilíbrio


Mutável nº 1
1. (FC) Em criança, talvez tenha havido alguma inconsistência de afectos (Gémeos). Próprio da herança genética, a criança ou adolescente toma contacto com grande variedade de estímulos.

2. (MC) Sente necessidade de ampliar horizontes (Sagitário) e adquirir maior sabedoria. A excitação de Gémeos garante-lhe maior satisfação pessoal. Encontra o propósito desta reencarnação.

3. (Asc – Dsc) Oscila entre o temor e o valor. As suas imagens pessoais (Peixes) fusionam-se com a dos outros (Virgem). Há uma tentativa de adaptação natural.


Mutável nº 2
1. (FC) Há dependência de modelos incutidos pela família. Poderão ser critários diversos ou ausência de uniformidade.

2. (MC) Vem aprender a diversidade com o desejo de saber. Vem descobrir os matizes da vida com sabedoria. Começa a dar nomes às experiências pessoais. Encontra o propósito da sua reencarnação.

3. (Asc – Dsc) A capacidade de fazer bem as coisas, ao serviço aos outros, os que o julgarão. Sabe discernir e percebe as diferenças entre o próprio e os outros. Estabelecem-se canais de intercâmbio entre o seu interior e o mundo.

Mutável nº 3

1. (FC) Uma infância sem grandes alterações, dentro da rotina. Acomodar-se e “aceitar” gera segurança. Sabe escutar as críticas dos outros. Um ambiente organizado. É a típica criança que os adultos dizem: “Não dá trabalho nenhum. É tão boazinha.



2. (MC) Encontra o “mistério” de viver sem regras, sem ordem, numa entrega de evolução. Aprende a viver sem a segurança que aprendeu em criança. A ideia de que não sabe escolher entre tantas oportunidades (Peixes), podem provocar desânimo e não atingir o propósito.

3. (Asc – Dsc) Esta segurança é necessária quando percebe a necessidade de criar pontes, utilizando a comunicação e a razão para vivenciar as suas crenças.


Mutável nº 4
1. (FC) Na infância e princípios da adolescência sente-se como vindo de uma galáxia distante (o que até pode ser verdade). Vive o mundo das incertezas.

2. (MC) A ordem interior (Virgem) associado ao seu destino, convida a diferenciar-se, a separar o que lhe é próprio, do que lhe é alheio. Encontra o seu propósito ao aprender a melhorar a sua sintonia interior com a realidade. Vem aprender a condição inata para “guiar”, podendo ascender à “maestria”.

3. (Asc – Dsc) Descobre que os outros têm ideias diferentes e “tem” que os perceber, se quiser sintonizar-se com eles. Vem aprender a fazer parcerias.









 A cruz em desequilíbrio




Pode haver vários motivos para as cruzes não possuírem o mesmo modo.
Sobretudo a existência de signos interceptados.
Estamos perante situações cármicas que envolvem análises mais pessoais.

A cruz natal em desequilíbrio coloca problemas mais complexos, pois coloca a situação de os signos não pertencerem ao mesmo modo.

As possibilidades são estas:
FC – MC mutável        Asc – Dsc fixa ou cardinal
FC – MC fixa               Asc – Dsc cardinal ou mutável
FC – MC cardinal        Asc – Dsc mutável ou fixa
Com o que se geram 24 cruzes possíveis.

Há uma grande quantidade de cruzes em desequilíbrio, provocadas pela existência de signos interceptados. Estamos perante situações cármicas que envolvem análises mais pessoais.

Estas análises passam pelo conhecimento da polaridade do signo: masculino ou feminino.

Signos Masculinos ou Yang

• Emissão, dinamismo, exteriorização dos sentimentos, dos desejos e das ideias na acção, iniciativa e coragem física. 

• Atenção: risco de orgulho, impulsividade, violência, temeridade, desdém e avaliação exagerada de si próprio quando os trânsitos são contrários no horóscopo. 

Signos Femininos ou Yin

• Receptividade, reserva, discrição, interiorização dos sentimentos, reacção aos ambientes, sentido do secreto, diplomacia, tenacidade. 

• Atenção: risco de insatisfação relativamente ao seu destino, de inquietude e de passividade quando os trânsitos são contrários no horóscopo. 





Yang: o princípio activo, masculino, diurno, luminoso, quente [o tigre]

Yin: o princípio passivo, feminino, nocturno, escuro, frio [o dragão]


Ilustração daqui: Flor de Ameixeira.com


Os signos masculinos ou Yang (extroversão) estão assinalados com o sinal + (Carneiro, Gémeos, Leão, Balança, Sagitário, Aquário).

Os signos femininos ou Yin (introversão) estão assinalados com o sinal  (Touro, Caranguejo, Virgem, Escorpião, Capricórnio, Peixes).


Em linhas gerais, podemos observar os seguinte exemplos:
FC – MC mutável     -     Asc – Dsc fixa
(Virgem – Peixes)
A energia que normalmente é flutuante tem tendência a coagular. Existe uma enorme tendência à busca de coerência através de investigação profunda consigo mesmo e com os outros.


Mais destacável na versão introvertida, representada pelos signos femininos / yin : Touro – Escorpião.
FC – MC mutável     -     Asc – Dsc cardinal
(Peixes – Virgem)
A oscilação natural entre o interno e o externo encontra canalização adequada através de uma acção por iniciativa própria.


Mais destacável na versão extrovertida, representada pelos signos masculinos: Carneiro – Balança.
FC – MC fixa     -     Asc – Dsc mutável
(Leão – Aquário)
A retenção e dependência ou a necessidade de manter controlo e presença vão cedendo frente à mobilidade e desejo de interagir, originada pelos contactos com o que é diverso.


Mais destacável na versão extrovertida, representada pelos signos masculinos: Gémeos – Sagitário.
FC – MC fixa     -     Asc – Dsc cardinal
(Touro – Escorpião)
A firmeza e também a imobilidade nas determinações vão sendo postas em dúvida e condicionada pela possível acção em conjunto. Pode haver resistência, mas quando é conseguido, certamente haverá profundidade.


Mais destacável na versão introvertida, representada pelos signos femininos: Caranguejo – Capricórnio.
FC – MC cardinal     -     Asc – Dsc fixa
(Carneiro – Balança)
Há um alento especial de levar a cabo a acção, auxiliado pela intervenção de terceiros que põe vontade e critério.


Mais destacável na versão extrovertida, representada pelos signos masculinos: Leão – Aquário.
FC – MC cardinal     -     Asc – Dsc mutável
O desejo de conseguir acções mais ou menos coerente com o mundo, que são facilitadas pela ductilidade própria ou alheia (variante extrovertida: Carneiro – Balança e Gémeos – Sagitário); ou encontram dificuldades e são criticadas (variante introvertida: Caranguejo – Capricórnio e Virgem – Peixes).


Apontamentos para as aulas: António Rosa - Novembro 2005 até Março 2006 
Publicado no blogue «Cova do Urso» - 1 Novembro 2013
Anteriormente publicado no site «Escola de Astrologia Nova-Lis» em 24-12-2008





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10 comentários:

Vera Braz Mendes disse...

Muito bom António! Obrigada. Enviei link p os meus alunos pois a inform é mto útil p quem estuda astro.

Bj

Rogério Vieira disse...

Muito feliz por poder partilhar estas noções tão claras e que
ajudam o entendimento desta ciência .

Astrid Annabelle disse...

Ah! Irei voltar para ler com mais calma depois.
Estou comentando agora para lhe agradecer meu querido António por tanta informação e deixar um beijo.
Astrid Annabelle

Beth F Borba disse...

Querido António!
É um texto para se guardar. Fiz uma revisão e retomei vários aspectos. Obrigado! Adorei! Beijos
Beth F Borba

maria anuviada disse...

Muito Obrigado,Deus o abençõe pelas sementes que vai deixando no caminho e que farta seja a colheita.
Que bonita acção!!!Fraterno abraço .
Maria Caeiro

António Rosa disse...

Vera

Muito obrigado por ter gostado e por partilhar com os seus alunos.

Beijinho

António Rosa disse...

Rogério,

Um grande abraço, muito agradecido.

A.

António Rosa disse...

Querida Astrid

Este post não lhe é desconhecido pois tem estado no Nova-Lis. Além disso já fiz aqui no blogue um bocado mais pequeno só para a sua cruz pessoal.

Muito agradecido. Beijinhos.

A.

António Rosa disse...

Beth

Que simpatia e generosidade a sua. Fico-lhe muito grato.

Abraço.

António

António Rosa disse...

Maria

Muito obrigado pelas suas palavras tão generosas.

Abraço.

A.

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