Um novo ciclo para a humanidade [Plutão em Capricórnio, saindo de Sagitário]

12 de novembro de 2013 ·





Aviso actual de 2013: como este artigo foi escrito em 2007, existe logo à partida uma diferença de 6 anos. Quando encontrarem referências em que digo, por exemplo, há '15 anos', não se esqueça de acrescentar estes 6 anos. Não mexi no original.

A história da humanidade é feita, também, de ciclos breves, que marcam milhões de pessoas para sempre. O ciclo é breve no tempo, mas é definitivo no ser humano.

Peço aos mais crescidos que tentem se lembrar de como eram a nível espiritual e que vida tinham no início dos anos 90. Há 15, 16 anos atrás. Comparem-na com o que são hoje e com a vida que têm actualmente. Muitos de vós, tentem comparar as convicções de então e as que hoje possuem. Nem sequer estou a falar da vida material, apenas das convicções espirituais. 
Foi no início dos anos 90 que se deram as explosões mundiais conhecidas como canalizações comKryon” e “Conversas com Deus”. É também nos anos 90, que J.J. Hurtak se torna mais conhecido, com a sua visão mais científica da espiritualidade, do Livro de Enoch. E surge Aurelia Jones e um infindável número de autores em todo o mundo. No Brasil, já haviam surgido Trigueirinho e Rodrigo Romo, que se tornaram mais conhecido nos anos 90. Em Portugal, também logo no início da mesma década, surge André Louro de Almeida [pintor, músico, escritor, palestrante], com o seu intenso trabalha de divulgação e interiorização espiritual. Para quem aprecia, e não tendo as mesmas características, podemos incluir o autor Paulo Coelho, que na mesma década de 90, foi promovido a fenómeno planetário, com a sua escrita espiritual zen. Entre nós, em Portugal, no início deste século, deu-se um fenómeno local equivalente com os livros "Este Jesus Cristo Que Vos Fala", de Alexandra Solnado, e, pouco depois surgem outras obras de vários autores, nomeadamente, Vitorino de SousaÉ a época dourada das canalizações e da orientação espiritual vinda do outro lado do véu.

Quando Plutão entrou em Sagitário, em 1995, já vinha iniciando (5 graus antes a este signo) a preparação da humanidade para enfrentar outras filosofias de vida. Apenas falando em Portugal, há 15 anos, a maioria das pessoas não sabia que havia formas diferentes de sentir e praticar a espiritualidade, para além das convencionais, associadas às diversas religiões maioritárias. A malha terrestre estava a alargar-se e, surgem, como cogumelos, uma plêidade de videntes, mediuns e leitores de oráculos, uns mais mediáticos do que outros, que prometem mundos e fundos aos seus clientes. A astrologia também inicia uma lenta e segura caminhada na recuperação da sua credibilidade milenar, entratento tão maltratada, por por razões de oportunismo e ignorância. O tarot é, finalmente, encarado e praticado com mais seriedade.

A bruxaria passa a ser assunto corrente e é anunciada nas revistas e jornais, com os desmandos que conhecemos. As organizações herméticas tentam sem grande sucesso, manterem-se herméticas. Não há como. Surge a wicca, ainda tímida, a dar os seus primeiros passos, sem grandes fundamentos populares, continuando reduzida a expressões minúsculas.

Simbolicamente falando, Plutão fez o trabalho transformador correspondente a esse breve ciclo, e hoje, assistimos à implantação do fenómeno oposto. Em nenhuma era da humanidade houve tanta abundância informativa sobre espiritualidade e esoterismo. Eu e os meus colaboradores, as nossa editoras, com os livros e sites, somos outro exemplo do que foi o trabalho de Plutão em Sagitário. Apenas pretendemos divulgar ideias. Agora já estamos a aprender na carne o que será Plutão em Capricórnio. Fala-se abertamente de espiritualidade, em todo o lado, fora dos “conventos” tradicionais.

Se observarmos com atenção, estamos perante um “movimento” único, como se de uma onda gigantesca se tratasse. Nunca houve tantos terapeutas para o corpo e espírito, como agora. Com uma infinidade de especialidades. Com máquinas credíveis e sofisticadas.Nunca houve uma época como esta que atravessamos, em que a maioria das pessoas sente possuir um “dom” especial. E possuem, seja o que for. Mas não são “especiais”, por isso. Pensam que são especiais, o que é diferente. E dizem e escrevem as maiores barbaridades. Os spa's e os health centres, além dos fitness e maquinaria diversa, oferecem conforto para a alma, nos seus banhos, terapias com pedras, óleos e massagens especiais com a prática de yoga. Nunca tanta gente tentou saber qual era a sua missão nesta reencarnação. Nunca houve tantos orientadores espirituais, assim como nunca tantos canalizadores se deram a conhecer, como nos dias de hoje. Nunca tantos livros, discos, filmes, revistas, sites, blogues, cursos, palestras e seminários trataram de temas espirituais. Pelo meio, também sabemos que existe alguma confusão sobre estes assuntos. Dúvidas, receios, medos. É natural. E nunca se assistiu a uma crise de valores tão profunda e radical. O auto-convencimento ainda impera...

O breve ciclo de Plutão em Sagitário fez que tudo isto acontecesse. Conseguiu espalhar a bênção de nos descobrirmos mais do que um mero corpo físico. O próximo ciclo colocará as coisas no seu lugar definitivo. Será como se uma rede fina viesse separar o trigo do joio.

É Plutão a chegar a Capricórnio.

Com este ciclo vamos assistir a uma concentração, a uma fina peneiragem do que não serve, sobrevivendo o que tiver realmente uma "sontonia fina". Muitos desaparecerão, ficando apenas aqueles que estiverem a trabalhar o seu interno. Todas as pessoas que conheço que têm estado empenhadas nesta caminhada, passaram ou estão a passar por situações de crise enorme, a testar se são capazes de sobreviver a essa "sintonia fina". É extremamente doloroso. E vai continuar a ser...

Estamos no início de uma importantíssima alteração nos nossos conceitos básicos sobre HierarquiaAutoridade e Respeito. Essa alteração vai ser cada vez mais sentida na carne, na experiência da vida. São os “tempos chegados”. E tem data marcada e será inexorável no seu cumprimento. Já se nota que está a funcionar [em Fevereiro de 2007, encontra-se a 2 graus de Capricórnio], mas a partir do início de 2008 o novo ciclo estará aí, a funcionar em pleno.

Estas alterações forçar-nos-ão a reavaliar internamente os nossos critérios a respeito "do que" ouvir, "em que" acreditar, "onde" colocar nossas atenções e "a quem" nos colocarmos à disposição.

Cooperação será a tónica de uma nova abordagem colectiva de relacionamentos hierárquicos, não como reacção à autoridade, mas como resposta às necessidades de se assumir a própria responsabilidade diante da vida que nos cerca.

Paternalismos não mais caberão nas nossas expectativas: aquele ser austero, que mantém tudo nos trilhos, está a desaparecer.

Num primeiro momento haverá muito medo e insegurança, (já se nota no desemprego e na crise económica) mas com o tempo, as transformações das estruturas internas e externas mostrar-se-ão suportáveis e até benéficas, consoante formos percebendo que a transformação do que é velho em novo é inexorável, dolorosa e necessária. Sempre foi assim.

O poder será dos que têm "boa vontade", já que só será exercido na medida em que for permitido.

Status será dos que souberem "Fazer" e souberem "Ser" e não apenas dos que sabem "Ter".

"Ter" será substituído por "Ser" na escala de valores do inconsciente colectivo. Poder aquisitivo será um acessório, não mais uma premissa.

Dificuldades? Sim, muitas. Principalmente antes de termos estabelecido as nossas novas referências em termos de segurança e estabilidade.

A nova estabilidade só virá quando percebermos que nada na natureza é permanente, e quando nos pudermos entregar à aventura de confiar em nós mesmos, na certeza de que o novo conceito de Respeito nos abrigará quando surgirem obstáculos.

São outros tempos que chegam. As novas organizações estão a chegar e a entrar, decididos a substituírem os velhos paradigmas de políticas sociais e económicas que já não funcionam. Ong's, permacultura, preço justo, associativismo responsável, etc., estão a surgir como resposta aos Estados em falência. É um Plutão Transformador, que já está a (re)estabelecer novas leis, novos códigos de conduta para a humanidade. É uma rede fina que vem trazer uma nova ordem mais subtil, uma nova energia, mais de acordo com Gaia, a nossa nave, na qual somos apenas mais um ao serviço da mesma.

O tempo dirá...

[Este artigo foi publicado em Fevereiro de 2007 no meu apagado blogue "Astrologia para Todos" -
e em 25 Dezembro 2008 no meu site 'Escola de Astrologia Nova-Lis' e foi colocado no meu blogue 
a 12 Novembro 2013, para memória futura. - A.R.] 


Se quiser escrever algum comentário, pode clicar aqui.



.

6 comentários:

Astrid Annabelle disse...
12 de novembro de 2013 às 16:06  

De uma imensa percepção meu querido António! O tempo está confirmando...
Beijo grande agradecido sempre!!!! .....muito especial este texto.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...
12 de novembro de 2013 às 17:02  

Querida Astrid,

Dei por mim um dia destes a pensar assim, também. Por isso reabilitei o texto para uma nova camada de leitores, que obviamente não conheciam.

Beijos agradecidos,

A.

ANJOS MANDALA disse...
12 de novembro de 2013 às 20:21  

Boa noite caro António ,

Concordo plenamente com seu texto , só tenho a
Dizer que está a chegar uma nova era para alinhar a raça humana que por sua vez só sabe viver em conflitos físicos emocionais , é muito triste ver este planeta que foi criado para ser habitado com respeito pelo próximo .
Desde já quero dar os parabéns a si pelas suas palavras e dedicação , assim desejo lhe muita luz e boas energias para continuar a escrever seus ideais .

Cumprimentos, e abraço

António Sousa

ANJOS MANDALA disse...
12 de novembro de 2013 às 20:24  

Boa noite caro António ,

Concordo plenamente com seu texto , só tenho a
Dizer que está a chegar uma nova era para alinhar a raça humana que por sua vez só sabe viver em conflitos físicos emocionais , é muito triste ver este planeta que foi criado para ser habitado com respeito pelo próximo .
Desde já quero dar os parabéns a si pelas suas palavras e dedicação , assim desejo lhe muita luz e boas energias para continuar a escrever seus ideais .

Cumprimentos, e abraço

António Sousa

Maria Isabel Redig de Campos disse...
13 de novembro de 2013 às 12:02  

Olha Antônio, muitíssimo obrigado por esse texto maravilhoso! Tenho ascendente a 26 de Sagitário e vivi a mais intensa crise da minha vida nesta passagem de Plutão! O estresse foi gigantesco e só agora começo a reganhar algum equilíbrio físico e emocional. O seu texto reflete exatamente às o que eu experimentei e o modo como passei a enxergar o Sagrado. Hoje, com Plutão na minha 1a Casa, já não sei mais onde me encaixo dentro das múltiplas ideologias com suas promessas de transformações mágicas, Mas começo a perceber o trabalho lento do Senhor do Tempo, a nos ensinar quem é que está no controle! Assistir ao desenrolar da vida, observar os ciclos da natureza, rever a caminhada da humanidade, podem nos dar um vislumbre da dimensão disso tudo e do quanto seremos inúteis se teimarmos em continuar no controle ao invés de nós inserirmos com uma postura cooperativa buscando dar o melhor do que já conquistamos para que seja acrescido ao Todo!
Amei ler tudo isso, escrito de um jeito que todos possam refletir!
Muito obrigado mesmo!

Um grande abraço,
Isabel Redig

Anónimo disse...
13 de novembro de 2013 às 22:13  

Obrigado António Rosa por mais uma partilha tão significativa na expansão da compreensão. Neste momento, desde 2010, a minha percepção começou a mudar acerca de mim, dos outros, do ambiente, tão só porque o que sinto se faz cada vez mais ouvir e ressoar no meu corpo qdo não há autenticidade. Não sei que energia me afecta, Plutão? Urano? Outras, todas... Apenas sei que cada vez sou mais o que sinto, e o que sinto ressoa e volta, e ressoa...na minha autenticidade.
Abraço.
MJ

12 de novembro de 2013

Um novo ciclo para a humanidade [Plutão em Capricórnio, saindo de Sagitário]





Aviso actual de 2013: como este artigo foi escrito em 2007, existe logo à partida uma diferença de 6 anos. Quando encontrarem referências em que digo, por exemplo, há '15 anos', não se esqueça de acrescentar estes 6 anos. Não mexi no original.

A história da humanidade é feita, também, de ciclos breves, que marcam milhões de pessoas para sempre. O ciclo é breve no tempo, mas é definitivo no ser humano.

Peço aos mais crescidos que tentem se lembrar de como eram a nível espiritual e que vida tinham no início dos anos 90. Há 15, 16 anos atrás. Comparem-na com o que são hoje e com a vida que têm actualmente. Muitos de vós, tentem comparar as convicções de então e as que hoje possuem. Nem sequer estou a falar da vida material, apenas das convicções espirituais. 
Foi no início dos anos 90 que se deram as explosões mundiais conhecidas como canalizações comKryon” e “Conversas com Deus”. É também nos anos 90, que J.J. Hurtak se torna mais conhecido, com a sua visão mais científica da espiritualidade, do Livro de Enoch. E surge Aurelia Jones e um infindável número de autores em todo o mundo. No Brasil, já haviam surgido Trigueirinho e Rodrigo Romo, que se tornaram mais conhecido nos anos 90. Em Portugal, também logo no início da mesma década, surge André Louro de Almeida [pintor, músico, escritor, palestrante], com o seu intenso trabalha de divulgação e interiorização espiritual. Para quem aprecia, e não tendo as mesmas características, podemos incluir o autor Paulo Coelho, que na mesma década de 90, foi promovido a fenómeno planetário, com a sua escrita espiritual zen. Entre nós, em Portugal, no início deste século, deu-se um fenómeno local equivalente com os livros "Este Jesus Cristo Que Vos Fala", de Alexandra Solnado, e, pouco depois surgem outras obras de vários autores, nomeadamente, Vitorino de SousaÉ a época dourada das canalizações e da orientação espiritual vinda do outro lado do véu.

Quando Plutão entrou em Sagitário, em 1995, já vinha iniciando (5 graus antes a este signo) a preparação da humanidade para enfrentar outras filosofias de vida. Apenas falando em Portugal, há 15 anos, a maioria das pessoas não sabia que havia formas diferentes de sentir e praticar a espiritualidade, para além das convencionais, associadas às diversas religiões maioritárias. A malha terrestre estava a alargar-se e, surgem, como cogumelos, uma plêidade de videntes, mediuns e leitores de oráculos, uns mais mediáticos do que outros, que prometem mundos e fundos aos seus clientes. A astrologia também inicia uma lenta e segura caminhada na recuperação da sua credibilidade milenar, entratento tão maltratada, por por razões de oportunismo e ignorância. O tarot é, finalmente, encarado e praticado com mais seriedade.

A bruxaria passa a ser assunto corrente e é anunciada nas revistas e jornais, com os desmandos que conhecemos. As organizações herméticas tentam sem grande sucesso, manterem-se herméticas. Não há como. Surge a wicca, ainda tímida, a dar os seus primeiros passos, sem grandes fundamentos populares, continuando reduzida a expressões minúsculas.

Simbolicamente falando, Plutão fez o trabalho transformador correspondente a esse breve ciclo, e hoje, assistimos à implantação do fenómeno oposto. Em nenhuma era da humanidade houve tanta abundância informativa sobre espiritualidade e esoterismo. Eu e os meus colaboradores, as nossa editoras, com os livros e sites, somos outro exemplo do que foi o trabalho de Plutão em Sagitário. Apenas pretendemos divulgar ideias. Agora já estamos a aprender na carne o que será Plutão em Capricórnio. Fala-se abertamente de espiritualidade, em todo o lado, fora dos “conventos” tradicionais.

Se observarmos com atenção, estamos perante um “movimento” único, como se de uma onda gigantesca se tratasse. Nunca houve tantos terapeutas para o corpo e espírito, como agora. Com uma infinidade de especialidades. Com máquinas credíveis e sofisticadas.Nunca houve uma época como esta que atravessamos, em que a maioria das pessoas sente possuir um “dom” especial. E possuem, seja o que for. Mas não são “especiais”, por isso. Pensam que são especiais, o que é diferente. E dizem e escrevem as maiores barbaridades. Os spa's e os health centres, além dos fitness e maquinaria diversa, oferecem conforto para a alma, nos seus banhos, terapias com pedras, óleos e massagens especiais com a prática de yoga. Nunca tanta gente tentou saber qual era a sua missão nesta reencarnação. Nunca houve tantos orientadores espirituais, assim como nunca tantos canalizadores se deram a conhecer, como nos dias de hoje. Nunca tantos livros, discos, filmes, revistas, sites, blogues, cursos, palestras e seminários trataram de temas espirituais. Pelo meio, também sabemos que existe alguma confusão sobre estes assuntos. Dúvidas, receios, medos. É natural. E nunca se assistiu a uma crise de valores tão profunda e radical. O auto-convencimento ainda impera...

O breve ciclo de Plutão em Sagitário fez que tudo isto acontecesse. Conseguiu espalhar a bênção de nos descobrirmos mais do que um mero corpo físico. O próximo ciclo colocará as coisas no seu lugar definitivo. Será como se uma rede fina viesse separar o trigo do joio.

É Plutão a chegar a Capricórnio.

Com este ciclo vamos assistir a uma concentração, a uma fina peneiragem do que não serve, sobrevivendo o que tiver realmente uma "sontonia fina". Muitos desaparecerão, ficando apenas aqueles que estiverem a trabalhar o seu interno. Todas as pessoas que conheço que têm estado empenhadas nesta caminhada, passaram ou estão a passar por situações de crise enorme, a testar se são capazes de sobreviver a essa "sintonia fina". É extremamente doloroso. E vai continuar a ser...

Estamos no início de uma importantíssima alteração nos nossos conceitos básicos sobre HierarquiaAutoridade e Respeito. Essa alteração vai ser cada vez mais sentida na carne, na experiência da vida. São os “tempos chegados”. E tem data marcada e será inexorável no seu cumprimento. Já se nota que está a funcionar [em Fevereiro de 2007, encontra-se a 2 graus de Capricórnio], mas a partir do início de 2008 o novo ciclo estará aí, a funcionar em pleno.

Estas alterações forçar-nos-ão a reavaliar internamente os nossos critérios a respeito "do que" ouvir, "em que" acreditar, "onde" colocar nossas atenções e "a quem" nos colocarmos à disposição.

Cooperação será a tónica de uma nova abordagem colectiva de relacionamentos hierárquicos, não como reacção à autoridade, mas como resposta às necessidades de se assumir a própria responsabilidade diante da vida que nos cerca.

Paternalismos não mais caberão nas nossas expectativas: aquele ser austero, que mantém tudo nos trilhos, está a desaparecer.

Num primeiro momento haverá muito medo e insegurança, (já se nota no desemprego e na crise económica) mas com o tempo, as transformações das estruturas internas e externas mostrar-se-ão suportáveis e até benéficas, consoante formos percebendo que a transformação do que é velho em novo é inexorável, dolorosa e necessária. Sempre foi assim.

O poder será dos que têm "boa vontade", já que só será exercido na medida em que for permitido.

Status será dos que souberem "Fazer" e souberem "Ser" e não apenas dos que sabem "Ter".

"Ter" será substituído por "Ser" na escala de valores do inconsciente colectivo. Poder aquisitivo será um acessório, não mais uma premissa.

Dificuldades? Sim, muitas. Principalmente antes de termos estabelecido as nossas novas referências em termos de segurança e estabilidade.

A nova estabilidade só virá quando percebermos que nada na natureza é permanente, e quando nos pudermos entregar à aventura de confiar em nós mesmos, na certeza de que o novo conceito de Respeito nos abrigará quando surgirem obstáculos.

São outros tempos que chegam. As novas organizações estão a chegar e a entrar, decididos a substituírem os velhos paradigmas de políticas sociais e económicas que já não funcionam. Ong's, permacultura, preço justo, associativismo responsável, etc., estão a surgir como resposta aos Estados em falência. É um Plutão Transformador, que já está a (re)estabelecer novas leis, novos códigos de conduta para a humanidade. É uma rede fina que vem trazer uma nova ordem mais subtil, uma nova energia, mais de acordo com Gaia, a nossa nave, na qual somos apenas mais um ao serviço da mesma.

O tempo dirá...

[Este artigo foi publicado em Fevereiro de 2007 no meu apagado blogue "Astrologia para Todos" -
e em 25 Dezembro 2008 no meu site 'Escola de Astrologia Nova-Lis' e foi colocado no meu blogue 
a 12 Novembro 2013, para memória futura. - A.R.] 


Se quiser escrever algum comentário, pode clicar aqui.



.

6 comentários:

Astrid Annabelle disse...

De uma imensa percepção meu querido António! O tempo está confirmando...
Beijo grande agradecido sempre!!!! .....muito especial este texto.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...

Querida Astrid,

Dei por mim um dia destes a pensar assim, também. Por isso reabilitei o texto para uma nova camada de leitores, que obviamente não conheciam.

Beijos agradecidos,

A.

ANJOS MANDALA disse...

Boa noite caro António ,

Concordo plenamente com seu texto , só tenho a
Dizer que está a chegar uma nova era para alinhar a raça humana que por sua vez só sabe viver em conflitos físicos emocionais , é muito triste ver este planeta que foi criado para ser habitado com respeito pelo próximo .
Desde já quero dar os parabéns a si pelas suas palavras e dedicação , assim desejo lhe muita luz e boas energias para continuar a escrever seus ideais .

Cumprimentos, e abraço

António Sousa

ANJOS MANDALA disse...

Boa noite caro António ,

Concordo plenamente com seu texto , só tenho a
Dizer que está a chegar uma nova era para alinhar a raça humana que por sua vez só sabe viver em conflitos físicos emocionais , é muito triste ver este planeta que foi criado para ser habitado com respeito pelo próximo .
Desde já quero dar os parabéns a si pelas suas palavras e dedicação , assim desejo lhe muita luz e boas energias para continuar a escrever seus ideais .

Cumprimentos, e abraço

António Sousa

Maria Isabel Redig de Campos disse...

Olha Antônio, muitíssimo obrigado por esse texto maravilhoso! Tenho ascendente a 26 de Sagitário e vivi a mais intensa crise da minha vida nesta passagem de Plutão! O estresse foi gigantesco e só agora começo a reganhar algum equilíbrio físico e emocional. O seu texto reflete exatamente às o que eu experimentei e o modo como passei a enxergar o Sagrado. Hoje, com Plutão na minha 1a Casa, já não sei mais onde me encaixo dentro das múltiplas ideologias com suas promessas de transformações mágicas, Mas começo a perceber o trabalho lento do Senhor do Tempo, a nos ensinar quem é que está no controle! Assistir ao desenrolar da vida, observar os ciclos da natureza, rever a caminhada da humanidade, podem nos dar um vislumbre da dimensão disso tudo e do quanto seremos inúteis se teimarmos em continuar no controle ao invés de nós inserirmos com uma postura cooperativa buscando dar o melhor do que já conquistamos para que seja acrescido ao Todo!
Amei ler tudo isso, escrito de um jeito que todos possam refletir!
Muito obrigado mesmo!

Um grande abraço,
Isabel Redig

Anónimo disse...

Obrigado António Rosa por mais uma partilha tão significativa na expansão da compreensão. Neste momento, desde 2010, a minha percepção começou a mudar acerca de mim, dos outros, do ambiente, tão só porque o que sinto se faz cada vez mais ouvir e ressoar no meu corpo qdo não há autenticidade. Não sei que energia me afecta, Plutão? Urano? Outras, todas... Apenas sei que cada vez sou mais o que sinto, e o que sinto ressoa e volta, e ressoa...na minha autenticidade.
Abraço.
MJ

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