Filmes da Minha Vida - O Silêncio dos Inocentes

9 de novembro de 2009 ·


«O Silêncio dos Inocentes» (1991) teve a proeza de conquistar os principais Oscar 1992 nas seguintes categorias: melhor filme, melhor director (Jonathan Demme), melhor actriz (Jodie Foster), melhor actor (Anthony Hopkins) e melhor roteiro adaptado.


Jodie Foster no espectacular papel de Clarice Starling, agente do FBI. Ganhadora do Oscar 1992 para melhor actriz principal neste filme.


Nos primeiros minutos do filme, o espectador fica a saber que estão a ocorrer vários crimes bizarros, raptos seguidos de assassinatos de mulheres jovens que apresentam a característica de serem gordinhas ou possuírem talhas grandes. Em suma, são mulheres grandes. Todos estes crimes apresentam-se como sendo a assinatura de um serial killer. Mais tarde sabe-se que o sequestrador e assassino é o psicopata transexual James 'Buffalo Bill' Gumb (Ted Levine), que, insatisfeito com a sua forma física masculina, planeia construir para si uma segunda pele feminina, servindo-se das peles das suas vítimas. Como elemento de ligação entre todos os crimes, apenas uma inusitada pista: casulos de uma borboleta tropical eram encontrados no interior dos corpos das vítimas.

Só o facto deste filme se apresentar como ganhador nas 5 principais categorias dos Oscar, é que nos faz perceber que a indústria cinematográfica americana não podia premiar Ted Levine, como actor coadjuvante ou secundário, nesta sua incrível interpretação. Seria juntar todos os ovos no mesmo filme.


Anthony Hopkins no portentoso papel de Dr. Hannibal Lecter.
Ganhador do Oscar 1992 para melhor actor principal neste filme.

O FBI, ainda antes de saber quem poderia ser o serial killer, e na esperança que os assassinos em série se reconhecem uns aos outros e às suas assinaturas homicidas, envia a ainda inexperiente agente Clarice Starling (Jodie Foster) para entrevistar o astuto mas psicótico assassino Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) numa prisão de alta segurança, tentando recolher informações sobre o perfil psicológico e pistas para os actos do assassino. Hannibal Lecter é um psiquiatra brilhante mas perigoso canibal, com uma inteligência acima da média, que decide ajudar Clarice com uma condição: apenas se ela alimentar a sua curiosidade mórbida com detalhes sobre a sua própria complicada vida pessoal.

Ver estes dois grandes actores a contracenarem é um privilégio para qualquer espectador. Neste filme, representam a dicotomia mais antiga do mundo: o Bem e o Mal. Para percebermos, que em termos humanos, ninguém é portador exclusivo do Bem ou do Mal. Todos temos a Luz e a Sombra em nós. Obviamente, como ilustração gráfica, os personagens destes actores encontram-se no extremo dos campos opostos. Merecidíssimos os Oscar conquistados como melhor actriz e melhor actor com este filme.

Jodie Foster, que iniciou a sua carreira cinematográfica em criança, é dos poucos casos em que um talento infantil, aumenta com o passar da idade. Aos catorze anos, faz o papel da prostituta adolescente Íris Steensma no filme «Taxi Driver», de Martin Scorsese, contracenando com Robert De Niro. Jodie Foster alcançou a fama mundial com o sucesso deste filme tendo recebido uma nomeação ao Oscar de melhor actriz coadjuvante/secundária.


Poucos anos depois, a tentativa de assassinato do Presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, baleado por um psicopata chamado John Hinckley, causaria um grave conflito emocional e psicológico a Jodie Foster, com a revelação feita por Hinckley de que o acto visava chamar a atenção de Jodie, por quem era platonicamente apaixonado e a quem seguia de longe há meses no campus de Yale, onde ela estudava, e que havia assistido a «Taxi Driver» por mais de quarenta vezes apenas para vê-la no ecrã.

Jodie alcançou o primeiro grande momento como actriz adulta em 1988, ao ganhar o Oscar de melhor actriz pelo filme «Acusados». O seu trabalho em «Contacto», baseado num best seller do cientista e astrónomo Carl Sagan, rendeu-lhe o nome, dado pela comunidade científica, num asteróide, o 17744 Jodiefoster.


Ted Levine no brilhante papel de James 'Buffalo Bill' Gumb, como um serial killer.

Estabelece-se uma relação estranha entre Clarice Starling e Hannibal Lecter. Uma empatia deturpada e manipulada por Lecter, que leva Clarice a se confrontar com os seus próprios demónios, mas também a encarar, face a face, um louco e horrendo homicida, uma tão poderosa encarnação do mal que ela poderá não ter a coragem ou forças suficiente para detê-lo!

Entretanto, o serial killer sequestra a filha de uma senadora, Ruth Martin e, com isso, todo o aparato policial é mobilizado para a sua captura. A filha da senadora é aprisionada num poço aberto no porão de uma velha casa. Tem início um jogo de pistas e enigmas que elevam a tensão do filme, onde Hannibal, o ex-psiquiatra que se tornara canibal, consegue engendrar uma espectacular fuga.

Seguindo as pistas do psiquiatra-canibal, Clarice passa a concentrar as suas investigações na primeira vítima do serial-killer: aquela que despertara a sua cobiça deveria viver próximo a ele. Com isso, ela descobre a residência actual de um ex-vizinho dessa vítima e, já indo embora, vê uma borboleta exótica voando no interior da residência, indicando ser aquele o verdadeiro homicida. Tem início uma das sequências mais tensas do cinema, que ocorre na escuridão dos porões da casa do assassino. Simplesmente, extraordinário.

O filme encerra, com a cena de Hannibal Lecter livre, nas ruas do Haiti, mote para a sequência que efectivamente ocorreu, mas sem o mesmo sucesso.



Crítica

«É um dos melhores filmes de suspense e mistério já realizados. Contando com um excelente roteiro, Jonathan Demme consegue passar para a tela momentos de tensão e medo que levam o espectador a acreditar que não se trata de uma simples peça de ficção. Seus diálogos são às vezes chocantes. No género, "O Silêncio dos Inocentes", pode ser considerado como um clássico. Hopkins e Foster estão maravilhosos, brilhantes, combinando força e neuroses que convencem, e merecendo os Oscars que arrebataram.

Ted Levine, como o assassino Buffalo Bill, também tem uma boa actuação. O roteiro e a direcção, como já colocado acima, são peças-chave do sucesso do filme, o que é complementado com a trilha sonora de Howard Shore e a competente fotografia de Tak Fujimoto.»

CAA



Scott Glenn no eficientíssimo papel de Jack Crawford, inspector do FBI,
chefe de Clarice Starling, conduzindo a investigação.

Anthony Heald desempenha o papel de Dr. Frederick Chilton,
psiquiatra da prisão de alta segurança onde
Hannibal Lecter se encontrava preso.


Consagrado como um dos mais importantes filmes do cinema da década de 1990, «O Silêncio dos Inocentes» foi a terceira obra a vencer as cinco principais categorias do Oscar. Os outros dois filmes que conseguiram esse feito foram «Aconteceu naquela Noite», de Frank Capra (1934) e «Voando num Ninho de Cucos» (título em Portugal) / «Um estranho no ninho» (título no Brasil), de Milos Forman (1975).




Realizador - Jonathan Demme

Jodie Foster ... Clarice Starling
Anthony Hopkins ... Dr. Hannibal Lecter
Scott Glenn ... Jack Crawford
Anthony Heald ... Dr. Frederick Chilton
Ted Levine ... Jame 'Buffalo Bill' Gumb
Frankie Faison ... Barney Matthews

17 comentários:

Maria de Fátima disse...
9 de novembro de 2009 às 15:31  

Olá António, é um excelente filme.Gostei muito de o ver.Beijocas.

Astrid Annabelle disse...
9 de novembro de 2009 às 16:17  

Olá António!
Gosto de vir ler aqui as suas análises sobre os filmes.
Assim vou me inteirando e quando chegar meu novo PC, com DVD, estarei apta a fazer belas escolhas do que quero assistir.
Por enquanto fico nas leituras....
Beijo e parabéns por este bonito post.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...
9 de novembro de 2009 às 16:29  

Maria de Fátima,

Um grande beijinho.

António Rosa disse...
9 de novembro de 2009 às 16:29  

Astrid,

Com o novo PC vai ser abrir velas e navegar em alto mar. :)))

Beijs

HAZEL disse...
9 de novembro de 2009 às 18:26  

Também é dos meus filmes preferidos, e não pude deixar de lhe fazer uma breve referência num post mais antigo:

http://casaclaridade.blogspot.com/2009/01/l-air-du-temps.html

"L'air du temps" é o perfume que uso desde há vários meses... ;)

Maria Ribeiro disse...
9 de novembro de 2009 às 19:01  

ANTÓNIO ROSA: este é daqueles filmes que não se esquecem, que nos marcam porque conseguem mostrar como é fácil ser tão tremendamente diabólico. Vi os dois que se segiram, também e a análise mantém-se. Inesquecíveis interpretações de JODIE FOSTER E ANTHONY HOPKINS!

marcelo dalla disse...
9 de novembro de 2009 às 20:04  

Antonio querido, mais um filme que me marcou. Sou fã da Jodie, admiro seu trabalho e não sabia destes detalhes sobre a vida dela.
A sequênica final da perseguição no escuro é de fazer saltar o coração pela boca!!!

O filme Contato também é fantástico!!!! Como diz a Fada: bem haja! :)))
grande abraço

Reyel disse...
9 de novembro de 2009 às 21:08  

Antonio querido,
sou muito nervosa por isso esses filmes de tensão não me fazem bem mesmo. Só se tiver comédia, ou aventura junto como O Senhor dos Aneis, Piratas do Caribe, etc. Terror desses de psicopatas evito mesmo. Arrisco às vezes... Já vi muitos e não tirei proveito algum.
Bjo na alma!

angela disse...
9 de novembro de 2009 às 23:13  

Antonio
Realmente é um filme de arrepiar e é terrivel pensar que tem gente assim ai pelo mundo.
Um resumo e comentários muito bem escritos.
beijos

António Rosa disse...
10 de novembro de 2009 às 08:38  

Hazel

Fui ler o seu post sobre o "L'air du temps". :))

António Rosa disse...
10 de novembro de 2009 às 08:38  

Maria

Sem dúvida que é um filme inesquecível. Que grandes interpretações.

António Rosa disse...
10 de novembro de 2009 às 08:38  

Marcelo

De acordo consigo, pois este é daqueles filmes que nos marca. Aquela sequência final da persiguição no escuro é demais. É um dos pontos altos de todo o cinema em geral.

Abraço

António Rosa disse...
10 de novembro de 2009 às 08:39  

Reyel

Se tem esse problema de saúde, o melhor mesmo é não ver este género de filmes.

Beijos

António Rosa disse...
10 de novembro de 2009 às 08:39  

Ângela

Este filme definiu o papel do Mal no seu maior grau.

Beijos

Anónimo disse...
10 de novembro de 2009 às 13:15  

Uma das formas que eu tenho de ver como estou, por ex, os medos que perdi, aquilo que lá foi 'limpo',aquilo que ainda nem por isso, é ver filmes ou rever e comparar a reacção actual com a antiga a esses mesmos filmes ou a outros.

Este é um filme extremamente denso. Quando puder hei-de revê-lo.

Olá1

Rui António Santos disse...
10 de novembro de 2009 às 13:40  

António, grandes filme e excelêntes interpetações.

Sou fã de Judie Foster e Robert de Niro desde o filme Taxi Driver, não sabia que Carl Sagan e a comunidade ciêntifica deram um nome de Judie a um asteróide.

Anthony Hopkins não o conhecia bem mas fez um grande trabalho.

Fez-me lembrar o Filme Jack Nicolson, "Voando sobre um ninho de cucos" onde o tema do bem e o mal se misturam e também o tema da loucura e normalidade estão bem presentes.

Abraço

Marise Catrine disse...
12 de novembro de 2009 às 08:47  

António,

Quando vi este filme ainda era uma miúda e, claro, não soube apreciar a verdadeira beleza destas interpretações. Agora sei avalia-lo com outros olhos mas nunca esqueço o que senti naquela primeira vez: MEDO!!!

;)

9 de novembro de 2009

Filmes da Minha Vida - O Silêncio dos Inocentes


«O Silêncio dos Inocentes» (1991) teve a proeza de conquistar os principais Oscar 1992 nas seguintes categorias: melhor filme, melhor director (Jonathan Demme), melhor actriz (Jodie Foster), melhor actor (Anthony Hopkins) e melhor roteiro adaptado.


Jodie Foster no espectacular papel de Clarice Starling, agente do FBI. Ganhadora do Oscar 1992 para melhor actriz principal neste filme.


Nos primeiros minutos do filme, o espectador fica a saber que estão a ocorrer vários crimes bizarros, raptos seguidos de assassinatos de mulheres jovens que apresentam a característica de serem gordinhas ou possuírem talhas grandes. Em suma, são mulheres grandes. Todos estes crimes apresentam-se como sendo a assinatura de um serial killer. Mais tarde sabe-se que o sequestrador e assassino é o psicopata transexual James 'Buffalo Bill' Gumb (Ted Levine), que, insatisfeito com a sua forma física masculina, planeia construir para si uma segunda pele feminina, servindo-se das peles das suas vítimas. Como elemento de ligação entre todos os crimes, apenas uma inusitada pista: casulos de uma borboleta tropical eram encontrados no interior dos corpos das vítimas.

Só o facto deste filme se apresentar como ganhador nas 5 principais categorias dos Oscar, é que nos faz perceber que a indústria cinematográfica americana não podia premiar Ted Levine, como actor coadjuvante ou secundário, nesta sua incrível interpretação. Seria juntar todos os ovos no mesmo filme.


Anthony Hopkins no portentoso papel de Dr. Hannibal Lecter.
Ganhador do Oscar 1992 para melhor actor principal neste filme.

O FBI, ainda antes de saber quem poderia ser o serial killer, e na esperança que os assassinos em série se reconhecem uns aos outros e às suas assinaturas homicidas, envia a ainda inexperiente agente Clarice Starling (Jodie Foster) para entrevistar o astuto mas psicótico assassino Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) numa prisão de alta segurança, tentando recolher informações sobre o perfil psicológico e pistas para os actos do assassino. Hannibal Lecter é um psiquiatra brilhante mas perigoso canibal, com uma inteligência acima da média, que decide ajudar Clarice com uma condição: apenas se ela alimentar a sua curiosidade mórbida com detalhes sobre a sua própria complicada vida pessoal.

Ver estes dois grandes actores a contracenarem é um privilégio para qualquer espectador. Neste filme, representam a dicotomia mais antiga do mundo: o Bem e o Mal. Para percebermos, que em termos humanos, ninguém é portador exclusivo do Bem ou do Mal. Todos temos a Luz e a Sombra em nós. Obviamente, como ilustração gráfica, os personagens destes actores encontram-se no extremo dos campos opostos. Merecidíssimos os Oscar conquistados como melhor actriz e melhor actor com este filme.

Jodie Foster, que iniciou a sua carreira cinematográfica em criança, é dos poucos casos em que um talento infantil, aumenta com o passar da idade. Aos catorze anos, faz o papel da prostituta adolescente Íris Steensma no filme «Taxi Driver», de Martin Scorsese, contracenando com Robert De Niro. Jodie Foster alcançou a fama mundial com o sucesso deste filme tendo recebido uma nomeação ao Oscar de melhor actriz coadjuvante/secundária.


Poucos anos depois, a tentativa de assassinato do Presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, baleado por um psicopata chamado John Hinckley, causaria um grave conflito emocional e psicológico a Jodie Foster, com a revelação feita por Hinckley de que o acto visava chamar a atenção de Jodie, por quem era platonicamente apaixonado e a quem seguia de longe há meses no campus de Yale, onde ela estudava, e que havia assistido a «Taxi Driver» por mais de quarenta vezes apenas para vê-la no ecrã.

Jodie alcançou o primeiro grande momento como actriz adulta em 1988, ao ganhar o Oscar de melhor actriz pelo filme «Acusados». O seu trabalho em «Contacto», baseado num best seller do cientista e astrónomo Carl Sagan, rendeu-lhe o nome, dado pela comunidade científica, num asteróide, o 17744 Jodiefoster.


Ted Levine no brilhante papel de James 'Buffalo Bill' Gumb, como um serial killer.

Estabelece-se uma relação estranha entre Clarice Starling e Hannibal Lecter. Uma empatia deturpada e manipulada por Lecter, que leva Clarice a se confrontar com os seus próprios demónios, mas também a encarar, face a face, um louco e horrendo homicida, uma tão poderosa encarnação do mal que ela poderá não ter a coragem ou forças suficiente para detê-lo!

Entretanto, o serial killer sequestra a filha de uma senadora, Ruth Martin e, com isso, todo o aparato policial é mobilizado para a sua captura. A filha da senadora é aprisionada num poço aberto no porão de uma velha casa. Tem início um jogo de pistas e enigmas que elevam a tensão do filme, onde Hannibal, o ex-psiquiatra que se tornara canibal, consegue engendrar uma espectacular fuga.

Seguindo as pistas do psiquiatra-canibal, Clarice passa a concentrar as suas investigações na primeira vítima do serial-killer: aquela que despertara a sua cobiça deveria viver próximo a ele. Com isso, ela descobre a residência actual de um ex-vizinho dessa vítima e, já indo embora, vê uma borboleta exótica voando no interior da residência, indicando ser aquele o verdadeiro homicida. Tem início uma das sequências mais tensas do cinema, que ocorre na escuridão dos porões da casa do assassino. Simplesmente, extraordinário.

O filme encerra, com a cena de Hannibal Lecter livre, nas ruas do Haiti, mote para a sequência que efectivamente ocorreu, mas sem o mesmo sucesso.



Crítica

«É um dos melhores filmes de suspense e mistério já realizados. Contando com um excelente roteiro, Jonathan Demme consegue passar para a tela momentos de tensão e medo que levam o espectador a acreditar que não se trata de uma simples peça de ficção. Seus diálogos são às vezes chocantes. No género, "O Silêncio dos Inocentes", pode ser considerado como um clássico. Hopkins e Foster estão maravilhosos, brilhantes, combinando força e neuroses que convencem, e merecendo os Oscars que arrebataram.

Ted Levine, como o assassino Buffalo Bill, também tem uma boa actuação. O roteiro e a direcção, como já colocado acima, são peças-chave do sucesso do filme, o que é complementado com a trilha sonora de Howard Shore e a competente fotografia de Tak Fujimoto.»

CAA



Scott Glenn no eficientíssimo papel de Jack Crawford, inspector do FBI,
chefe de Clarice Starling, conduzindo a investigação.

Anthony Heald desempenha o papel de Dr. Frederick Chilton,
psiquiatra da prisão de alta segurança onde
Hannibal Lecter se encontrava preso.


Consagrado como um dos mais importantes filmes do cinema da década de 1990, «O Silêncio dos Inocentes» foi a terceira obra a vencer as cinco principais categorias do Oscar. Os outros dois filmes que conseguiram esse feito foram «Aconteceu naquela Noite», de Frank Capra (1934) e «Voando num Ninho de Cucos» (título em Portugal) / «Um estranho no ninho» (título no Brasil), de Milos Forman (1975).




Realizador - Jonathan Demme

Jodie Foster ... Clarice Starling
Anthony Hopkins ... Dr. Hannibal Lecter
Scott Glenn ... Jack Crawford
Anthony Heald ... Dr. Frederick Chilton
Ted Levine ... Jame 'Buffalo Bill' Gumb
Frankie Faison ... Barney Matthews

17 comentários:

Maria de Fátima disse...

Olá António, é um excelente filme.Gostei muito de o ver.Beijocas.

Astrid Annabelle disse...

Olá António!
Gosto de vir ler aqui as suas análises sobre os filmes.
Assim vou me inteirando e quando chegar meu novo PC, com DVD, estarei apta a fazer belas escolhas do que quero assistir.
Por enquanto fico nas leituras....
Beijo e parabéns por este bonito post.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...

Maria de Fátima,

Um grande beijinho.

António Rosa disse...

Astrid,

Com o novo PC vai ser abrir velas e navegar em alto mar. :)))

Beijs

HAZEL disse...

Também é dos meus filmes preferidos, e não pude deixar de lhe fazer uma breve referência num post mais antigo:

http://casaclaridade.blogspot.com/2009/01/l-air-du-temps.html

"L'air du temps" é o perfume que uso desde há vários meses... ;)

Maria Ribeiro disse...

ANTÓNIO ROSA: este é daqueles filmes que não se esquecem, que nos marcam porque conseguem mostrar como é fácil ser tão tremendamente diabólico. Vi os dois que se segiram, também e a análise mantém-se. Inesquecíveis interpretações de JODIE FOSTER E ANTHONY HOPKINS!

marcelo dalla disse...

Antonio querido, mais um filme que me marcou. Sou fã da Jodie, admiro seu trabalho e não sabia destes detalhes sobre a vida dela.
A sequênica final da perseguição no escuro é de fazer saltar o coração pela boca!!!

O filme Contato também é fantástico!!!! Como diz a Fada: bem haja! :)))
grande abraço

Reyel disse...

Antonio querido,
sou muito nervosa por isso esses filmes de tensão não me fazem bem mesmo. Só se tiver comédia, ou aventura junto como O Senhor dos Aneis, Piratas do Caribe, etc. Terror desses de psicopatas evito mesmo. Arrisco às vezes... Já vi muitos e não tirei proveito algum.
Bjo na alma!

angela disse...

Antonio
Realmente é um filme de arrepiar e é terrivel pensar que tem gente assim ai pelo mundo.
Um resumo e comentários muito bem escritos.
beijos

António Rosa disse...

Hazel

Fui ler o seu post sobre o "L'air du temps". :))

António Rosa disse...

Maria

Sem dúvida que é um filme inesquecível. Que grandes interpretações.

António Rosa disse...

Marcelo

De acordo consigo, pois este é daqueles filmes que nos marca. Aquela sequência final da persiguição no escuro é demais. É um dos pontos altos de todo o cinema em geral.

Abraço

António Rosa disse...

Reyel

Se tem esse problema de saúde, o melhor mesmo é não ver este género de filmes.

Beijos

António Rosa disse...

Ângela

Este filme definiu o papel do Mal no seu maior grau.

Beijos

Anónimo disse...

Uma das formas que eu tenho de ver como estou, por ex, os medos que perdi, aquilo que lá foi 'limpo',aquilo que ainda nem por isso, é ver filmes ou rever e comparar a reacção actual com a antiga a esses mesmos filmes ou a outros.

Este é um filme extremamente denso. Quando puder hei-de revê-lo.

Olá1

Rui António Santos disse...

António, grandes filme e excelêntes interpetações.

Sou fã de Judie Foster e Robert de Niro desde o filme Taxi Driver, não sabia que Carl Sagan e a comunidade ciêntifica deram um nome de Judie a um asteróide.

Anthony Hopkins não o conhecia bem mas fez um grande trabalho.

Fez-me lembrar o Filme Jack Nicolson, "Voando sobre um ninho de cucos" onde o tema do bem e o mal se misturam e também o tema da loucura e normalidade estão bem presentes.

Abraço

Marise Catrine disse...

António,

Quando vi este filme ainda era uma miúda e, claro, não soube apreciar a verdadeira beleza destas interpretações. Agora sei avalia-lo com outros olhos mas nunca esqueço o que senti naquela primeira vez: MEDO!!!

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