Mostrar mensagens com a etiqueta Animais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Animais. Mostrar todas as mensagens

In Memoriam do Tibério - Adeus meu grande amigo e companheiro

5 de dezembro de 2012 · 32 comentários


O Tibério em 2004, no Campeonato Europeu de Futebol, em Portugal

Adeus meu grande amigo e companheiro

O meu grande amigo e companheiro desencarnou esta madrugada,
dia 5 Dezembro 2012, sem sabermos exactamente a idade que tinha,
mas segundo os especialistas deveria ter entre 16 e 17 anos.

Nossa convivência:
4 Fevereiro 2000
[já adulto com 3 ou 4 anos, segundo os veterinários] -
5 Dezembro 2012

Iria completar em Fevereiro próximo 13 anos que o
Tibério e eu, assim como os gatos, nos constituímos em 'matilha'.

Uma pequena história

Em 4 de Fevereiro de 2000, fui ao café em frente à minha antiga casa em Queluz e soube que um cão estava preso a uma corda, no jardim de uma casa abandonada, perto do jardim principal. Fui lá, imediatamente e vi um pastor alemão já adulto, nitidamente abandonado à sua sorte, com a agravante de estar amarrado a uma pequena corda e não poder safar-se pelos seus próprios meios.

Levei-o imediatamente ao veterinário, onde foi bem atendido e disseram-me que, pelos dentes, parecia já ter uns 3 a 5 anos. A seguir, obviamente, foi para minha casa, onde nos constituímos como matilha, há quase 13 anos, recheados de muitas peripécias.


Vou partilhar este assunto com todos os amigos, não estando nem aí, para o caso de alguns me chamarem 'maluco': Há coisa de 2 anos, com os 5 da matilha ainda vivos, uma noite entrei em processo de meditação. Quando isso acontecia, os três gatos [o Preto, a Maria Fôfa e o Gabriel] e o Tibério juntavam-se à minha volta, sossegados. Nessa noite, aconteceu o mesmo e, sem termos nada programado, fizemos uma despedida da matilha, tendo eu ficado muito surpreendido pois cada um veio «despedir-se» de mim, a um nível muito superior, comentando o que podiam sobre o seu desencarne futuro. Depois soube que foi o meu Eu Superior quem narrou tudo. O Tibério disse-me então, que, quando desencarnasse, iria seguir viagem e que já não regressaria ao reino animal, pois o seu processo evolutivo tinha-o afastado da alma colectiva a que pertencia e já tinha uma consciência individual. Também me disse que nos voltaríamos a encontrar nas não neste planeta, nem nesta dimensão. Os gatos também comentaram. A Maria Fôfa e o Gabriel disseram-me que era uma despedida definitiva. O Preto disse-me, na altura, que seria o último a despedir-se fisicamente de mim [o que de facto aconteceu], mas que também iria seguir viagem, mas sempre comigo, pois essa era a missão dele. Nem consigo perceber muito bem. O Preto já está com 17 anos, mas cheio de vida, ainda.


Fotografia de Maio de 2011, da Drª Maria Paula Ribeiro, em minha casa.



Muito obrigado, Magda e Michael,
por estes últimos e maravilhosos 4 meses.
Beijinho.

No Facebook muitos amigos deixaram as suas palavras de conforto. Aqui.


.

Os meus mortos sãos os meus santos pessoais. Conheci-os, amei-os e eles a mim.

1 de novembro de 2012 · 0 comentários


O Dia de Todos os Santos, que se celebra hoje, é cada vez mais o Dia dos Finados ou dos Fiéis Defuntos, marcado para amanhã. Portugal, em termos de regime constitucional é um país laico, mas na verdade é amplamente dominado pela Igreja Católica, apesar de actualmente haver todo o tipo de práticas religiosas no nosso território. Mencionei isto para dizer que as Igrejas não condenam a vontade popular de transformar o feriado 'Dia de Todos os Santos' [1 Novembro], pelo não-feriado, 2 Novembro, Dia dos Finados ou Fiéis Defuntos, como a Igreja Católica gosta de dizer. Eu aproveito e chamarei a este o DIA DOS DESENCARNADOS. Hoje, lembramos especialmente todos os nossos mortos: familiares e amigos, incluindo os de quatro patas.

Para mim, o Dia dos Finados é o DIA DO AMOR, porque amar também é sentir o outro, que nunca morrerá no nosso coração.

A homenagem aos mortos acontece um pouco por todo o mundo, de formas muito diferentes. O 1º de Novembro é marcado pela ida de milhares de pessoas aos cemitérios, que nesta altura estão especialmente enfeitados. O facto de se aproveitar o feriado e ser véspera do DIA DOS DESENCARNADOS, para se celebrar os nossos mortos, não significa que não o façamos ao longo da vida e durante o ano. Simplesmente, para mim «A voz do povo é a voz de Deus». Se é assim que o povo quer, faça-se a Vontade de Deus.

O Dia de Todos os Santos [declarado pela Igreja Católica] celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. De quem é que estamos a falar ao nos referirmos a 'Todos os Santos'? Com todo o respeito, não sabemos quem são. Não os conhecemos. Estão todos dentro do montão. Contrariamente, todos conhecemos os nossos mortos, os nossos desencarnados. Os meus mortos sãos os meus santos pessoais. Conheci-os, amei-os e eles a mim.

Desde sempre que se cultuam os mortos. Este culto não começou no século 1º D.C., como a Igreja Católica gosta de dizer. Sem desmerecer o esforço feito pela Igreja Católica para que esse culto se mantivesse.

O meu amor para com os meus mortos: meu filho, meu pai, minha mulher, minha mãe, meu cunhado, meu compadre, meus outros muitos familiares, meus vários amigos, meus vários companheiros de guerra em Moçambique.

Aos vários amigos de quatro patas que me acompanharam na vida. Envolvo-os a todos, humanos e não humanos e a mim também, na Chama Rosa e Dourada do meu Coração. Porque neste momento, somos apenas Espírito Uno. Amén.



A ilustração acima, citando-me, foi feita pela amiga Astrid Annabelle,
conhecida também por Ma Jivan Prabhuta, tendo colocando no seu lindo
blogue 'Navegante do Infinito'. Muito agradecido. Beijinho.

Seu Facebook.


RECOMENDAÇÕES PARA O DIA DOS FINADOS, 2 DE NOVEMBRO

Deixo esta recomendação às minhas amigas/os bruxinhas e bruxinhos, magas e magos, sacerdotes e sacerdotisas, sobretudo aos que andam em aprendizagem, mesmo aqueles e aquelas que acreditam piamente que o 'cho ku rei' defende de tudo:

Amanhã (a partir da meia-noite de hoje) não é dia para rituais ou 'coisas' esotéricas, pois haverá muito intercâmbio energético entre os 'mundos' e nem tudo o que nos chega dos reinos umbralinos é luminoso.

Tenhamos compaixão, sim. Muita. Tenhamos muito amor pelos nossos mortos, sim. Sentir e enviar amor NÃO é abrir compartimentos energéticos. Prevenir é melhor que remediar...

As bruxas/os, magas/os e sacerdotisas a «sério» sabem que amanhã, Dia de Finados, ficamos quietos, sossegados e apenas emitimos amor.

Respeitem os vossos mortos, porque já vos disse que "Os meus mortos sãos os meus santos pessoais. Conheci-os, amei-os e eles a mim." Os vossos, também.

Beijinhos e abraços.

.

Adeus, Tina, até à próxima

4 de outubro de 2011 · 6 comentários


Hoje é um dia triste na vida da minha amiga Valentim e sua Família, pois a sua companheira canina, a Tina, desencarnou esta manhã. 

Em tempos, publicou-se aqui um belo texto sobre a Tina, uma Yorkshire invisual, que era muito feliz.

Quero recordar a Tina pela voz da Valentim: «Não é porque a Tina perdeu a visão, que perdeu as suas faculdades. Dá amor, como ninguém. Todos os dias nos ensina que a vida deve ser vivida diariamente com as condições que temos e dentro dos nossos limites. E todos os dias esta minha cadela aceita de coração aberto, esta sua condição de invisual.»

Tina, so long, goodbye.

Segue em paz na tua caminhada.

.

Um abominável caso de fome, doença, abandono e miséria

16 de agosto de 2011 · 4 comentários

Convento de Mafra

Muito perto de um dos monumentos mais notáveis de Portugal,
no Beco da Toca da Raposa, na cidade de Mafra, está a acontecer
algo que pode invalidar o bom trabalho geral no município:
as pessoas abandonam gatos neste beco.
As consequências são desastrosas:


Saiba mais, lendo o blogue «Miaus e Latidos de Mafra»

Se pode acolher temporária ou definitivamente um gato,
os contactos estão no blogue. Clique aqui.


.

Mundo animal em África, a preto e branco

12 de junho de 2011 · 5 comentários



Clicar para aumentar.





















Estas fotos foram-me enviadas pela amiga Filomena Nunes.
Seu blogue «TerrAmena»

Muito obrigado, Filomena.

.

«Tina», a Yorkshire mais feliz do mundo, apesar da sua cegueira

8 de junho de 2011 · 5 comentários

A Tina
Pedi a uma grande amiga - a Valentim -, se estava disposta a escrever e ilustrar um texto sobre a sua companheira canina, a Tina, que ficou cega. Eu conheço pessoalmente a Tina, que é muito carinhosa comigo e me cumprimenta sempre. Aqui fica o seu testemunho:

«A pedido de alguém, que é muito especial na minha vida, resolvi homenagear, ainda em vida, um dos seres mais espectaculares que entraram nesta minha vida. A Tina.

Foi em Fevereiro de 2003 que a Tina chegou para abrilhantar a minha vida e a dos meus familiares. Chegou depois de ter passado um inverno muito rigoroso, perdida na Mata dos Medos, na Fonte da Telha (Costa da Caparica), Portugal. Na altura, tinha o pescoço todo ferido, magra e com sinais de luta pela sobrevivência. Comia terra e as suas fezes eram terra, também.

Rapidamente se integrou numa família que tinha perdido a sua caniche cerca uns dois anos antes. A Tina tinha cerca de 3 a 4 anos de idade. Estava no auge das suas primaveras. Ainda hoje, a Tina é muito brincalhona.

A Tina

A Tina na praia.
A praia era e ainda é, o seu local de eleição. O que dantes eram as bolas e as ondas, hoje, após ter cegado, é brincar na beira da àgua e correr para as gaivotas, o que faz com que a Tina se divirta muito numa ida à praia.

A Tina brincando com as ondas, à beira mar, já depois de ter cegado.
Vive, actualmente, com duas das suas irmãs a Ace (uma cadela arraçada de Golden Retriever) e com a Tuigui (uma Bijon Maltês). Já viu partir companheiras como a Guga e a Lucky.

A Guga, que já desencarnou.
A Lucky, que já partiu. Ver post aqui.
A Tina terá agora cerca de doze anos de idade. Está cega, mas isso não lhe retirou a sua beleza natural, o seu encanto.

A Tina, percebendo-se pelos olhos, que é invisual.
Conhece perfeitamente os cantos à casa. É a primeira a dar sinal quando qualquer um de nós está para chegar. Recebe os donos e visitantes à porta, sempre com a mesma alegria e satisfação. Vai à rua, desce e sobe as escadas pelas suas próprias patas.

Quando anda na rua apenas temos que lhe dizer palavras como: atenção ou cuidado, para que ela se desvie dos obstáculos que encontra pelo caminho.

Come no seu próprio recipiente e, se nós deixarmos, come também o comer das suas irmãs, pois cada uma tem a sua tijela. Adora rebolar-se pelo chão, nas suas mantas, em cima do sofá, na relva, enfim onde lhe apetecer.

A Tina em foto muito recente, a rebolar-se na relva
Gosta de viver um dia após outro. Gosta de passear na praia, no campo e de brincar com as suas irmãs.

A Tina, pela trela e as amigas, a Ace (ao fundo) e a Tuigui, de pêlo claro.
A Tina está com a trela, pois como já está cega, necessita de uma leve orientação.
Espiritualmente falando, muitas vezes me interrogo, sobre qual o significado de ter um animal de estimação que perdeu a visão? À conversa com um amigo, foi-me explicado que representa uma evolução espiritual da minha parte.
A brincar com as amigas.
Desde muito jovem sempre tive cadelas como animais de estimação e a dada altura da minha vida, aprendi a lidar com a perda desses mesmos animais amigos.

A Tina, já invisual
Hoje em dia não me causa qualquer transtorno conviver diariamente com um animal de estimação que sofra qualquer doença. Antes pelo contrário. Recuso-me terminantemente a separar-me delas, sobretudo quando estou de férias ou em períodos de folga.

A Tina no Algarve, de férias
Já mais do que uma vez me foi vedada a entrada em esplanadas e outros parques por estar acompanhada pelas minhas princesas, e a minha pergunta a quem me proíbe a passagem é sempre a mesma: “Se eu vier acompanhada por crianças você também me proíbe a passagem?”

Após a indignação de quem proíbe, respondo sempre: “Se as princesas não são bem-vindas a este  espaço, então é porque eu também não sou bem-vinda”. Viro as costas e retiro-me. Só aceito separar-me delas no dia em cada uma de nós tiver cumprido a sua missão nesta vida. Nessa altura faço o meu luto e sigo em frente.

Jamais me passa pela cabeça mandar abater um animal seja porque motivo for. Jamais me passou pela cabeça mandar abater a Tina, só porque ela é cega. Seria o mesmo que mandar abater um ser humano pelo mesmo motivo, e esse direito não me assiste.

A Ace, a Tuigui e a Tina, sequiosas, num dia quente de Verão, num passeio prolongado.
De uma certa forma não concordo com os veterinários que aceitam praticar a eutanásia a pedido dos “donos” dos animais. Sobretudo com o argumento que “...não suportam ver os bichos a sofrer!” Que hipocrisia. A essas pessoas eu pergunto: “Quando um familiar seu sofrer de uma doença crónica, aguda, contagiosa, terminal, etc, você pede ao médico que pratique a eutanásia?”

Os veterinários estudaram para salvar e cuidar da vida dos animais, não para matá-los, ainda que seja a pedido dos donos, ou para não perderem um cliente.

A Tina e a Ace, a descansarem, depois de muita correria na praia.
Não é porque a Tina perdeu a visão, que perdeu as suas faculdades. Dá amor, como ninguém. Todos os dias nos ensina que a vida deve ser vivida diariamente com as condições que temos e dentro dos nossos limites. E todos os dias esta minha cadela aceita de coração aberto, esta sua condição de invisual.

A seguir, fica um pequeno vídeo feito nas férias de 2010. A Tina no seu acordar diário.






Valentim
A companheira da Tina»

Muito obrigado, Valentim. Excelente testemunho, que agradeço muito.
Beijos e carinhos às princesas.
António


.

Agora pode vacinar o seu cão amigo contra uma doença mortal - a Leishmaniose

1 de junho de 2011 · 10 comentários

O Tibério [Bahía Rosa]

Pode clicar nas imagens para aumentar e poder ler melhor.




Parece publicidade, mas não é.
Apenas me interesso pelo mundo animal e este post,
com a respectiva marca farmacêutica, pode ser útil a quem tiver cães em casa,
no diálogo com os veterinários.

Ver mais informações, aqui, no CVHB.
.

Mostrar mensagens com a etiqueta Animais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Animais. Mostrar todas as mensagens

5 de dezembro de 2012

In Memoriam do Tibério - Adeus meu grande amigo e companheiro


O Tibério em 2004, no Campeonato Europeu de Futebol, em Portugal

Adeus meu grande amigo e companheiro

O meu grande amigo e companheiro desencarnou esta madrugada,
dia 5 Dezembro 2012, sem sabermos exactamente a idade que tinha,
mas segundo os especialistas deveria ter entre 16 e 17 anos.

Nossa convivência:
4 Fevereiro 2000
[já adulto com 3 ou 4 anos, segundo os veterinários] -
5 Dezembro 2012

Iria completar em Fevereiro próximo 13 anos que o
Tibério e eu, assim como os gatos, nos constituímos em 'matilha'.

Uma pequena história

Em 4 de Fevereiro de 2000, fui ao café em frente à minha antiga casa em Queluz e soube que um cão estava preso a uma corda, no jardim de uma casa abandonada, perto do jardim principal. Fui lá, imediatamente e vi um pastor alemão já adulto, nitidamente abandonado à sua sorte, com a agravante de estar amarrado a uma pequena corda e não poder safar-se pelos seus próprios meios.

Levei-o imediatamente ao veterinário, onde foi bem atendido e disseram-me que, pelos dentes, parecia já ter uns 3 a 5 anos. A seguir, obviamente, foi para minha casa, onde nos constituímos como matilha, há quase 13 anos, recheados de muitas peripécias.


Vou partilhar este assunto com todos os amigos, não estando nem aí, para o caso de alguns me chamarem 'maluco': Há coisa de 2 anos, com os 5 da matilha ainda vivos, uma noite entrei em processo de meditação. Quando isso acontecia, os três gatos [o Preto, a Maria Fôfa e o Gabriel] e o Tibério juntavam-se à minha volta, sossegados. Nessa noite, aconteceu o mesmo e, sem termos nada programado, fizemos uma despedida da matilha, tendo eu ficado muito surpreendido pois cada um veio «despedir-se» de mim, a um nível muito superior, comentando o que podiam sobre o seu desencarne futuro. Depois soube que foi o meu Eu Superior quem narrou tudo. O Tibério disse-me então, que, quando desencarnasse, iria seguir viagem e que já não regressaria ao reino animal, pois o seu processo evolutivo tinha-o afastado da alma colectiva a que pertencia e já tinha uma consciência individual. Também me disse que nos voltaríamos a encontrar nas não neste planeta, nem nesta dimensão. Os gatos também comentaram. A Maria Fôfa e o Gabriel disseram-me que era uma despedida definitiva. O Preto disse-me, na altura, que seria o último a despedir-se fisicamente de mim [o que de facto aconteceu], mas que também iria seguir viagem, mas sempre comigo, pois essa era a missão dele. Nem consigo perceber muito bem. O Preto já está com 17 anos, mas cheio de vida, ainda.


Fotografia de Maio de 2011, da Drª Maria Paula Ribeiro, em minha casa.



Muito obrigado, Magda e Michael,
por estes últimos e maravilhosos 4 meses.
Beijinho.

No Facebook muitos amigos deixaram as suas palavras de conforto. Aqui.


.

1 de novembro de 2012

Os meus mortos sãos os meus santos pessoais. Conheci-os, amei-os e eles a mim.


O Dia de Todos os Santos, que se celebra hoje, é cada vez mais o Dia dos Finados ou dos Fiéis Defuntos, marcado para amanhã. Portugal, em termos de regime constitucional é um país laico, mas na verdade é amplamente dominado pela Igreja Católica, apesar de actualmente haver todo o tipo de práticas religiosas no nosso território. Mencionei isto para dizer que as Igrejas não condenam a vontade popular de transformar o feriado 'Dia de Todos os Santos' [1 Novembro], pelo não-feriado, 2 Novembro, Dia dos Finados ou Fiéis Defuntos, como a Igreja Católica gosta de dizer. Eu aproveito e chamarei a este o DIA DOS DESENCARNADOS. Hoje, lembramos especialmente todos os nossos mortos: familiares e amigos, incluindo os de quatro patas.

Para mim, o Dia dos Finados é o DIA DO AMOR, porque amar também é sentir o outro, que nunca morrerá no nosso coração.

A homenagem aos mortos acontece um pouco por todo o mundo, de formas muito diferentes. O 1º de Novembro é marcado pela ida de milhares de pessoas aos cemitérios, que nesta altura estão especialmente enfeitados. O facto de se aproveitar o feriado e ser véspera do DIA DOS DESENCARNADOS, para se celebrar os nossos mortos, não significa que não o façamos ao longo da vida e durante o ano. Simplesmente, para mim «A voz do povo é a voz de Deus». Se é assim que o povo quer, faça-se a Vontade de Deus.

O Dia de Todos os Santos [declarado pela Igreja Católica] celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. De quem é que estamos a falar ao nos referirmos a 'Todos os Santos'? Com todo o respeito, não sabemos quem são. Não os conhecemos. Estão todos dentro do montão. Contrariamente, todos conhecemos os nossos mortos, os nossos desencarnados. Os meus mortos sãos os meus santos pessoais. Conheci-os, amei-os e eles a mim.

Desde sempre que se cultuam os mortos. Este culto não começou no século 1º D.C., como a Igreja Católica gosta de dizer. Sem desmerecer o esforço feito pela Igreja Católica para que esse culto se mantivesse.

O meu amor para com os meus mortos: meu filho, meu pai, minha mulher, minha mãe, meu cunhado, meu compadre, meus outros muitos familiares, meus vários amigos, meus vários companheiros de guerra em Moçambique.

Aos vários amigos de quatro patas que me acompanharam na vida. Envolvo-os a todos, humanos e não humanos e a mim também, na Chama Rosa e Dourada do meu Coração. Porque neste momento, somos apenas Espírito Uno. Amén.



A ilustração acima, citando-me, foi feita pela amiga Astrid Annabelle,
conhecida também por Ma Jivan Prabhuta, tendo colocando no seu lindo
blogue 'Navegante do Infinito'. Muito agradecido. Beijinho.

Seu Facebook.


RECOMENDAÇÕES PARA O DIA DOS FINADOS, 2 DE NOVEMBRO

Deixo esta recomendação às minhas amigas/os bruxinhas e bruxinhos, magas e magos, sacerdotes e sacerdotisas, sobretudo aos que andam em aprendizagem, mesmo aqueles e aquelas que acreditam piamente que o 'cho ku rei' defende de tudo:

Amanhã (a partir da meia-noite de hoje) não é dia para rituais ou 'coisas' esotéricas, pois haverá muito intercâmbio energético entre os 'mundos' e nem tudo o que nos chega dos reinos umbralinos é luminoso.

Tenhamos compaixão, sim. Muita. Tenhamos muito amor pelos nossos mortos, sim. Sentir e enviar amor NÃO é abrir compartimentos energéticos. Prevenir é melhor que remediar...

As bruxas/os, magas/os e sacerdotisas a «sério» sabem que amanhã, Dia de Finados, ficamos quietos, sossegados e apenas emitimos amor.

Respeitem os vossos mortos, porque já vos disse que "Os meus mortos sãos os meus santos pessoais. Conheci-os, amei-os e eles a mim." Os vossos, também.

Beijinhos e abraços.

.

4 de outubro de 2011

Adeus, Tina, até à próxima


Hoje é um dia triste na vida da minha amiga Valentim e sua Família, pois a sua companheira canina, a Tina, desencarnou esta manhã. 

Em tempos, publicou-se aqui um belo texto sobre a Tina, uma Yorkshire invisual, que era muito feliz.

Quero recordar a Tina pela voz da Valentim: «Não é porque a Tina perdeu a visão, que perdeu as suas faculdades. Dá amor, como ninguém. Todos os dias nos ensina que a vida deve ser vivida diariamente com as condições que temos e dentro dos nossos limites. E todos os dias esta minha cadela aceita de coração aberto, esta sua condição de invisual.»

Tina, so long, goodbye.

Segue em paz na tua caminhada.

.

16 de agosto de 2011

Um abominável caso de fome, doença, abandono e miséria

Convento de Mafra

Muito perto de um dos monumentos mais notáveis de Portugal,
no Beco da Toca da Raposa, na cidade de Mafra, está a acontecer
algo que pode invalidar o bom trabalho geral no município:
as pessoas abandonam gatos neste beco.
As consequências são desastrosas:


Saiba mais, lendo o blogue «Miaus e Latidos de Mafra»

Se pode acolher temporária ou definitivamente um gato,
os contactos estão no blogue. Clique aqui.


.

12 de junho de 2011

8 de junho de 2011

«Tina», a Yorkshire mais feliz do mundo, apesar da sua cegueira

A Tina
Pedi a uma grande amiga - a Valentim -, se estava disposta a escrever e ilustrar um texto sobre a sua companheira canina, a Tina, que ficou cega. Eu conheço pessoalmente a Tina, que é muito carinhosa comigo e me cumprimenta sempre. Aqui fica o seu testemunho:

«A pedido de alguém, que é muito especial na minha vida, resolvi homenagear, ainda em vida, um dos seres mais espectaculares que entraram nesta minha vida. A Tina.

Foi em Fevereiro de 2003 que a Tina chegou para abrilhantar a minha vida e a dos meus familiares. Chegou depois de ter passado um inverno muito rigoroso, perdida na Mata dos Medos, na Fonte da Telha (Costa da Caparica), Portugal. Na altura, tinha o pescoço todo ferido, magra e com sinais de luta pela sobrevivência. Comia terra e as suas fezes eram terra, também.

Rapidamente se integrou numa família que tinha perdido a sua caniche cerca uns dois anos antes. A Tina tinha cerca de 3 a 4 anos de idade. Estava no auge das suas primaveras. Ainda hoje, a Tina é muito brincalhona.

A Tina

A Tina na praia.
A praia era e ainda é, o seu local de eleição. O que dantes eram as bolas e as ondas, hoje, após ter cegado, é brincar na beira da àgua e correr para as gaivotas, o que faz com que a Tina se divirta muito numa ida à praia.

A Tina brincando com as ondas, à beira mar, já depois de ter cegado.
Vive, actualmente, com duas das suas irmãs a Ace (uma cadela arraçada de Golden Retriever) e com a Tuigui (uma Bijon Maltês). Já viu partir companheiras como a Guga e a Lucky.

A Guga, que já desencarnou.
A Lucky, que já partiu. Ver post aqui.
A Tina terá agora cerca de doze anos de idade. Está cega, mas isso não lhe retirou a sua beleza natural, o seu encanto.

A Tina, percebendo-se pelos olhos, que é invisual.
Conhece perfeitamente os cantos à casa. É a primeira a dar sinal quando qualquer um de nós está para chegar. Recebe os donos e visitantes à porta, sempre com a mesma alegria e satisfação. Vai à rua, desce e sobe as escadas pelas suas próprias patas.

Quando anda na rua apenas temos que lhe dizer palavras como: atenção ou cuidado, para que ela se desvie dos obstáculos que encontra pelo caminho.

Come no seu próprio recipiente e, se nós deixarmos, come também o comer das suas irmãs, pois cada uma tem a sua tijela. Adora rebolar-se pelo chão, nas suas mantas, em cima do sofá, na relva, enfim onde lhe apetecer.

A Tina em foto muito recente, a rebolar-se na relva
Gosta de viver um dia após outro. Gosta de passear na praia, no campo e de brincar com as suas irmãs.

A Tina, pela trela e as amigas, a Ace (ao fundo) e a Tuigui, de pêlo claro.
A Tina está com a trela, pois como já está cega, necessita de uma leve orientação.
Espiritualmente falando, muitas vezes me interrogo, sobre qual o significado de ter um animal de estimação que perdeu a visão? À conversa com um amigo, foi-me explicado que representa uma evolução espiritual da minha parte.
A brincar com as amigas.
Desde muito jovem sempre tive cadelas como animais de estimação e a dada altura da minha vida, aprendi a lidar com a perda desses mesmos animais amigos.

A Tina, já invisual
Hoje em dia não me causa qualquer transtorno conviver diariamente com um animal de estimação que sofra qualquer doença. Antes pelo contrário. Recuso-me terminantemente a separar-me delas, sobretudo quando estou de férias ou em períodos de folga.

A Tina no Algarve, de férias
Já mais do que uma vez me foi vedada a entrada em esplanadas e outros parques por estar acompanhada pelas minhas princesas, e a minha pergunta a quem me proíbe a passagem é sempre a mesma: “Se eu vier acompanhada por crianças você também me proíbe a passagem?”

Após a indignação de quem proíbe, respondo sempre: “Se as princesas não são bem-vindas a este  espaço, então é porque eu também não sou bem-vinda”. Viro as costas e retiro-me. Só aceito separar-me delas no dia em cada uma de nós tiver cumprido a sua missão nesta vida. Nessa altura faço o meu luto e sigo em frente.

Jamais me passa pela cabeça mandar abater um animal seja porque motivo for. Jamais me passou pela cabeça mandar abater a Tina, só porque ela é cega. Seria o mesmo que mandar abater um ser humano pelo mesmo motivo, e esse direito não me assiste.

A Ace, a Tuigui e a Tina, sequiosas, num dia quente de Verão, num passeio prolongado.
De uma certa forma não concordo com os veterinários que aceitam praticar a eutanásia a pedido dos “donos” dos animais. Sobretudo com o argumento que “...não suportam ver os bichos a sofrer!” Que hipocrisia. A essas pessoas eu pergunto: “Quando um familiar seu sofrer de uma doença crónica, aguda, contagiosa, terminal, etc, você pede ao médico que pratique a eutanásia?”

Os veterinários estudaram para salvar e cuidar da vida dos animais, não para matá-los, ainda que seja a pedido dos donos, ou para não perderem um cliente.

A Tina e a Ace, a descansarem, depois de muita correria na praia.
Não é porque a Tina perdeu a visão, que perdeu as suas faculdades. Dá amor, como ninguém. Todos os dias nos ensina que a vida deve ser vivida diariamente com as condições que temos e dentro dos nossos limites. E todos os dias esta minha cadela aceita de coração aberto, esta sua condição de invisual.

A seguir, fica um pequeno vídeo feito nas férias de 2010. A Tina no seu acordar diário.






Valentim
A companheira da Tina»

Muito obrigado, Valentim. Excelente testemunho, que agradeço muito.
Beijos e carinhos às princesas.
António


.

1 de junho de 2011

Agora pode vacinar o seu cão amigo contra uma doença mortal - a Leishmaniose

O Tibério [Bahía Rosa]

Pode clicar nas imagens para aumentar e poder ler melhor.




Parece publicidade, mas não é.
Apenas me interesso pelo mundo animal e este post,
com a respectiva marca farmacêutica, pode ser útil a quem tiver cães em casa,
no diálogo com os veterinários.

Ver mais informações, aqui, no CVHB.
.

linkwithin cova

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
«A vida é o que te vai sucedendo, enquanto te empenhas a fazer outros planos.»
Professor Agostinho da Silva

Visitas ao blogue

Para si, leitor

Caro leitor, tem muito por onde escolher. Sinta-se bem neste blogue. Pode copiar os textos que entender para seu uso pessoal, para estudar, para crescer interiormente e para ser feliz. Considere-me como estando do seu lado. No entanto, se é para reproduzir em outro blogue ou website, no mínimo, tenha a delicadeza de indicar que o texto é do «Cova do Urso» e, como tal, usar o respectivo link, este: http://cova-do-urso.blogspot.pt/ - São as regras da mais elementar cortesia na internet. E não é porque eu esteja apegado aos textos, pois no momento em que são publicados, vão para o universo. Mas, porque o meu blogue, o «Cova do Urso» merece ser divulgado. Porquê? Porque é um dos melhores do género, em língua portuguesa (no mínimo) e merece essa atenção.


Love Cova do Urso

Image and video hosting by TinyPic

Lista de Blogue que aprecio

O Cova do Urso no 'NetworkedBlogs' dentro do Facebook

.

Mapa natal do 'Cova do Urso'


Get your own free Blogoversary button!

O «Cova do Urso» nasceu a 22-11-2007, às 21:34, em Queluz, Portugal.

1º post do blogue, clicar aqui.

Blog Archive

Patagónia, Argentina

Textos de António Rosa. Com tecnologia do Blogger.

Copyright do blogue

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob a Creative Commons Attribution 3.0 Unported License
Os textos daqui são (maioritariamente) do autor do blogue. Caso haja uso indevido de imagens, promoverei as correcções, se disso for informado, bastando escrever-me para o meu email: covadourso@gmail.com -
Copyright © António Rosa, 2007-2014
 
Blogger Templates