A Nova Astrologia para os próximos séculos: Do Eu humano, ao Eu espiritual - Parte 1

1 de janeiro de 2013 ·


Parte 1

Se quiser ler a Parte 2, clique aqui.

Como a vida na Terra está a mudar, a humanidade que nela habita também muda e, obviamente, as interpretações astrológicas também mudarão. Terão que mudar. Até porque as informações registadas na esfera zodíacal estão a passar por profundas alterações.

No que me diz respeito, sobre este tema, interessa-me escrever vários artigos curtos, pois sei que hoje em dia a concentração em textos mais longos é muito difícil. Portanto, escreverei sobre este tema, por Partes. Depois, juntarei tudo num post só.

Em meu entender [apenas em meu entender] creio ser chegada a hora de se pensar seriamente sobre a Nova Astrologia. O facto de eu estar a escrever sobre essa necessidade, não significa que seja capaz de apresentar as Novas Interpretações Astrológicas vocacionadas para esta fase intermédia no nosso planeta e que antecede a Era de Aquário, assim como a Nova Astrologia a praticar como forma comum e rotineira, na segunda metade deste século 21 e os seguintes.

Tenho bem claro dentro de mim que não me sinto vocacionado para a tarefa de ajudar a criar as Novas Interpretações Astrológicas. O meu papel é o de ajudar a actual humanidade a aceitar esse Novo que aí vem, em termos astrológicos. Creio que surgirão jovens astrólogos que farão essa tarefa com muita qualidade. Vai ser necessária uma mentalidade diferente e um Verbo também diferenciado. 

Também sou dos que sabe que a Astrologia tem evoluído ao longo dos tempos, diria, ao longo dos vários saltos quânticos que a humanidade tem beneficiado. Quer um exemplo flagrante, mas tão flagrante que a maioria das pessoas dirá: mas porque não pensei eu no assunto? O exemplo simples é este: o planeta Saturno, em astrologia e em termos simbólicos, tem beneficiado de diferentes interpretações ao longo do tempo. Como será no futuro? Não sei.

Já houve tempos passados em que Saturno foi, em astrologia, considerado o 'maléfico' do zodíaco. Ainda hoje, há muitos astrólogos que definem assim este planeta e ensinam essa forma de interpretar a astrologia, a imensa gente. Convenhamos que é muito pouco. O mundo evoluiu muito desde a Idade Média. Já não estamos naquele estágio civilizacional.

A seguir apareceu o conceito (muito acarinhado por mim) em como Saturno simbolizava o Senhor do Karma, que forneceu as provas e experiências mais difíceis, quer aos astrólogos, quer aos seus clientes e alunos. Vivi muitas delas. Portanto, até aos anos 70 e 80 dos século 20, Saturno era considerado o causador de todo o 'mal'. A seguir, coexistindo com os astrólogos tradicionais e os kármicos, apareceram livros com os novos conceitos: eram as interpretações mais psicológicas. Vários autores fizeram-se notar e houve uma maciça emigração para estes novos conceitos. Demonstrou-se que Saturno nos mostrou a sombra do inconsciente. Um inconsciente e uma psique que se introduzia pela astrologia de forma aberta, com interpretações muito adequadas.

Esse aspecto era o que tínhamos para experimentar e integrar em nós e continuar avançando na vida. Saturno deixou de ser o 'homem mau' para se tornar um professor rigoroso e, mais tarde, descobrirmos que Saturno também sabia amar. Este conceito também foi muito  acarinhado por mim. Foi aquela fase em que se percebeu que podíamos usar Saturno e Quíron, enquanto arquétipos aprofundados, das dificuldades do ser humano em se religar à sua Fonte, ao seu Deus.

Foi sensivelmente a partir de 2001 que as então experiências karmicas deixaram esse caminho doloroso, esse terrível «algo deverá ter feito em outra vida», para se converterem em situações de aprendizagem para melhorarmos e podermos activar a nossa própria consciência, evoluindo a um cosmos cada vez mais próximo. Tinha-se dado outro salto quântico.

Os astros continuam a girar enquanto a consciência do ser humano se amplia e adquire maior capacidade para entender outras realidades do universo, de quem captamos informações.

Este é um período de transição, de ponte, entre uma civilização que finaliza e uma nova que se está a iniciar sobre bases absolutamente diferentes às anteriores.

Até ao próximo texto, na Parte 2.

Se quiser ler a Parte 2, clique aqui.


.

19 comentários:

MARCELO DALLA disse...
31 de dezembro de 2012 às 17:39  

Maravilha!!!!!!!!
Terei muito gosto em acompanhar essas reflexões. Amigo, vou te confessar: talvez seja por isso que tenho uma certa resistência aos defensores da astrologia védica "Jyotish". Uma astrologia que foi criada para os humanos há milhares e milhares de anos... simplesmente não creio que ela se adequa mais.

Outro dia, conversando com um colega que estudo, aplica e defende essa astrologia, constatei um certo radicalismo. Ele acredita que essa astrologia foi criada por seres iluminados e não foi superada até hoje... depois disso, parei de discutir e me aquietei.

O fato é que a astrologia que venho desenvolvendo, minha forma de ler o mapa, funciona... é sei que está se tornando uma forma minha, um estilo meu...

Quero muito seguir discutindo esse assunto contigo no proximo ano.
Grande abraço!!!

Astrid Annabelle disse...
31 de dezembro de 2012 às 17:47  

Também adorei, António querido, pois sinto igual.
Como poderemos ficar interpretando através de modelos antigos o novo modus vivendi...
Os astros evoluíram, as mentes evoluíram, o cosmos evoluiu... então nada do que havia antes terá continuidade da mesma forma...
Irei acompanhar seus textos...com muito interesse e gosto!!!
Beijo grande.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...
31 de dezembro de 2012 às 18:11  

Adorei a imagem..Lindo Saturno...
Mais um beijo para não perder o costume..
Astrid Annabelle

Soraia disse...
31 de dezembro de 2012 às 22:46  

Olá António!

Agradeço seu comentário lá no Arcano Dezenove.
Passei por aqui para desejar-lhe um excelente 2013.

Voltarei amanhã (01/01/2013) para ler seu artigo com calma.

Tudo de bom para você.
Beijos

António Rosa disse...
1 de janeiro de 2013 às 12:57  

Querido Marcelo,

Muito agradecido por ter vindo e deixado o se testemunho.

Exemplos como o que indicou há muitos, inclusivamente entre os praticantes da astrologia contemporânea.

Os «novos astrólogos», quando chegarem irão provocar muita estranheza e serão os astrólogos que já estão a funcionar há vários anos, quem se encarregarão de os denegrir. Foi sempre assim. Ainda hoje é assim entre as diferentes correntes astrológicas. Porque é que seria diferente com a «Nova Astrologia»?

Os «novos astrólogos» terão que utilizar os médios de divulgação existentes: pela escrita, pelo som ou pelo vídeo. É a única maneira de fazerem conhecer e de anunciarem que estará aí uma «Nova Astrologia».

Ainda bem que está a sentir que tem uma voz própria ao ler os mapas dos seus clientes e amigos, descobrindo que isso funciona. Se quiser que essa voz seja reconhecida como «nova» e «diferente» dos demais terá que mostrar, pelos mesmos meios que mencionei acima. Não há outra forma, por enquanto, pois a telepatia aind anão funciona com multidões. Será que me fiz entender, meu querido Marcelo?

Um grande abraço e votos de muito sucesso.

António

António Rosa disse...
1 de janeiro de 2013 às 13:29  

Querida Astrid,

Tal como hoje em dia ainda se pratica a Astrologia Grega, a Astrologia Indiana, a Astrologia Chinesa, a Astrologia Medieval, lado a lado com a Astrologia Karmica, a Astrologia Psicológica, a Astrologia Transpessoal e a Astrologia Contemporânea, assim vai acontecer com a «Nova Astrologia».

Não é por ter havido um salto quântico entre a Idade Média e os Dias de Hoje, que as pessoas acompanharam de IGUAL modo a evolução. Como muito bem sabe, há lugar para tudo, pois são necessárias todas as ferramentas para os diferentes estádios de evolução em que a humanidade se encontra.

A «continidade» arrasta-se... sempre, dando lugar a coisas novas, coexistindo tudo. O universo é assim, também.

Temos a enorme obrigação de percebermos que esta humanidade tem quase 8 biliões de pessoas e que o desnivelamento evolutivo é muito acentuado e, infelizmente, é por baixo que as coisas são avaliadas.

Apesar de eu não ser um «novo astrólogo», sinto que há pessoas que acompanham o que vou escrevendo. Isso, para mim, significa, que existe uma certa quantidade de pessoas que ainda necessitam de uma visão só sobre elas.

Um grande beijinho

António

António Rosa disse...
1 de janeiro de 2013 às 13:31  

Astrid

Obrigado.

Fiz uma busca muito seleccionada de ilustrações pintadas por artistas convidados pela NASA, consoante iam descobrindo os cento e tantos exoplanetas que já existem, com sinais de vida.

Irei usando, consoante for escrevendo os artigos.

António Rosa disse...
1 de janeiro de 2013 às 13:33  

Soraia

Desejo-lhe também um excelente 2013. Muito agradecido por toda a atenção que dedica a este blogue e às cosias qUe vou escrevendo.

Tudo de Bom para VocÊ.

Filomena Nunes disse...
1 de janeiro de 2013 às 19:53  

Meu querido amigo,

Vai parecer-lhe pieguice minha... e talvez seja! Ando muito sensível com tudo o que é belo e me toca profundamente!

E os seus textos têm esse efeito em mim.

Depois há a Vénus na 9 que me faz amar quem me ensina. Todos os meus professores de astrologia e doutras matérias metafísicas, moram no meu coração.

Há muito tempo, que não sei precisar, meditei sobre este assunto e tirei a mesma conclusão! Percebi, entre as pessoas que ajudo através do aconselhamento que pratico e que é baseado em todos os conhecimentos que adquiri, astrológicos e não só, que há uma grande diferença nas preocupações pessoais relativamente aos vários escalões etários. E não é apenas porque um adolescente ainda não se preocupa em constituir uma família ou com o emprego... é algo muito mais profundo!! As próprias linguagens são diferentes.

Isto fez-me pensar isso mesmo: a astrologia vai ter de se adaptar a esta nova emergência. E acredito, tal como o António que, apesar de ser nossa responsabilidade ter uma visão alargada do assunto para que o aconselhamento não seja mais prejudicial do que útil, serão os jovens de hoje que melhor adaptarão, no futuro, as linguagens às pessoas.

Adorei o seu texto e faz-me recordar os tempos em que as suas publicações eram diárias e eu ansiava por elas...

Um grande abraço e até já :)

Vera Braz Mendes disse...
1 de janeiro de 2013 às 20:16  

Olá António! Ainda não tinha visto este post. Gostei muito e fez-me reflectir. Concordo. Como vai ser..? não sei. Noto algumas diferenças ao nível dos trânsitos... talvez seja impressão minha.

bj

Vera

isabel guimaraes disse...
1 de janeiro de 2013 às 20:51  

Olá querido António, defendo muito esta teoria que escreves de Saturno, digo o mesmo aos meus formandos, que Saturno tem o lado da determinação e cria disciplina, mexendo no nosso inconsciente, passando a trazer a consciência a realidade do individuo. Fiquei muito feliz de te ver a escrever sobre Saturno da forma que defendo, e estarei com muita expectativa ao que irás escrever sobre estas novas visões, que oposto e defendo!Uma das minhas especialidades é precisamente Astrologia Kármica, que para mim é como deriva a palavra com origem no sânscrito, ação cria reção,e o Saturno, planetas retrógrados, etc, mostram muito bem esta tendência! Mais uma vez obrigada António por abrires mentes, fazeres renascer a tão maravilhosa e sagrada astrologia, que eu cada vez defendo mais como orientadora e despertar de consciências! Obrigada Isabel Guimarães

António Rosa disse...
2 de janeiro de 2013 às 08:51  

Querida Filomena,

Não creio que seja pieguice, pois entendo no seu devido lugar, como sendo sensibilidade. Já estou cansado de automatismos, por isso, a sua sensibilidade cai-me bem e deixo-me mergulhar nela, para eu também não ser um autómato.

Ainda bem que lê com agrado os meus textos, bendita a sua Vénus na 9. É minha amiga :))).

«E não é apenas porque um adolescente ainda não se preocupa em constituir uma família ou com o emprego... é algo muito mais profundo!! As próprias linguagens são diferentes.»

É exactamente isso que escreveu. Se me permite, usarei (com o seu crédito) num próximo texto meu, pois define bem o que sinto e penso.

Sem dúvida que a Nova Astrologia virá com os jovens que se dedicarem a estas coisas.

Um grande abraço muito agradecido.

António Rosa disse...
2 de janeiro de 2013 às 08:54  

Querida Vera,

Vai ser bonito de ver surgir uma nova vaga. Se eu ainda cá estiver é a segunda vaga que assisto em astrologia, desde que a estudo/pratico: a psicológica e a Nova Astrologia.

O meu papel é apenas anunciar que ela chega e tentar fazer que as pessoas se sintam cómodas com isso.

Muito obrigado.

António Rosa disse...
2 de janeiro de 2013 às 08:59  

Querida Isabel,

São os Novos Tempos e a Aspas poderá ter aqui um papel importante de se abrir a todas as formas de pensamento astrológico.

Gostei muito que tivesse deixado o seu testemunho, que agradeço profundamente.

Eu sei por experiência própria que a Astrologia Karmica é muito saborosa, mas está na hora de darmos um passo em frente.

A astrologia nas sua múltiplas formas soube falar para o corpo biológico, depois para a mente e psique, mais tarde para a alma, faltando agora encontrar a ponte para falar para o Eu Energético, ou seja, o nosso Espírito, para podermos dizer que a Astrologia, no seu todo, atende ao ser humano em plenitude.

Um beijinho agradecido.

Rui António Santos disse...
2 de janeiro de 2013 às 15:09  

OlÀ António que texto que faz refletir e pensar no que eu já há algum tempo acredito, eu sempre tenho procurado criar as minhas própias formas de interpetacção, os livros que me serviam como base muitos deles são apenas de apoio e vejo apenas a forma analítica e Mercuriana na maioria dos livros, acredito que os novos Astrologos vão evoluir e vão estar mais afinados com as energias de Urano, Neptuno e Plutão, Já estão portanto numa fase de desenvolvimento e transformação pessoal, que lhes permitem aceder á mente Universal (Urano) com a visão do Espirito (Neptuno) não sei se me expliquei bem mas é isto que eu sinto.

Saturno por exemplo eu também sempre achei muito pouco o que se tem dito de Saturno, que é o planeta maléfico, ou senhor do Karma etc, penso que têm sido ideias cristalizadas de rersistência da humanidade á mudança, mas claro que a humanidade tem evoluido como pode, até lã vamos todos aprendendo e tambem acredito como o António Rosa que a Aspas pode vir a ter um papel importante neste processo de motivação para os novos Astrólogos que expõem as suas ideias e seus trabalhos de divulgação, vamos ver e que 2013 seja um ano de grande desenvolvimento destas mudanças que estáo acontecendo no mundo.

Abraço Grande

OmShistak disse...
2 de janeiro de 2013 às 18:02  

Olá António!!

Aguardo o teu novo post nesta área!!!
Será a nova astrologia um foco, uma direcção sobre todo o nosso potencial e realidades multidimensionais?
Será a nova astrologia, a ponte para entendermos o que fazemos fora daqui? noutras constelações?
Será que o papel da nova astrologia passará pela ajuda na integração e entendimento de todo esse potencial???

Abraço e feliz 2013

Filomena Nunes disse...
2 de janeiro de 2013 às 18:17  

Querido António Rosa,

Apenas lhe digo que é uma honra muito grande para mim, ser citada por um Mestre nesta arte da astrologia...

E, escusado será dizer que publiquei na minha pág fb este texto de visão já muito "à frente"! :)

Muito obrigada por tudo o que ensina e um grande abraço.

Até já

Filomena

Luiza Azancot disse...
3 de janeiro de 2013 às 10:00  

Caro Antonio, estou de volta a' minha secretaria e quero primeiro aplaudir teres tocado neste assunto. Inundados de varios tipos de astrologia - medieval, helenistica, humanista, etc. - parece-me que estamos a dividir, a compartimentar em vez de abrir. Como tu tambem nao sei qual sera' a nova astrologia mas tenho uma pista - deve ser aberta mas rigorosa e partilhada com a maior empatia. Enfim reunir o rigor de Saturno, com a abertura e perpectiva de Urano e em consulta partilhada com espirito Neptuniano. O melhor dos 3 tres ultimos arquetipos.
Pela minha parte ha' muito que bani do meu vocabulario astrologico as palavras "malefico" e "benefico". Tambem ja' nao uso exaltacoes, detrimentos, quedas porque sao conceitos cheios de conotacoes ancoradas num mundo que ja' nao e' o nosso.

António Rosa disse...
4 de janeiro de 2013 às 18:19  

Caros Rui, OmShistak, Filomena Nunes e Luiza Azancot,

Por algum disparate informático ou meu, nunca se sabe, só agora me apercebi dos vossos comentários aqui.

Já os li e prometo que amanhã, sábado virei aqui para agradecer a cada um. É que agora, estou tipo farrapo incapaz de pensar bem. nem imaginam o que já tive que emendar, apenas nestas 3 ou 4 linhas.

Até amanhã

A.

1 de janeiro de 2013

A Nova Astrologia para os próximos séculos: Do Eu humano, ao Eu espiritual - Parte 1


Parte 1

Se quiser ler a Parte 2, clique aqui.

Como a vida na Terra está a mudar, a humanidade que nela habita também muda e, obviamente, as interpretações astrológicas também mudarão. Terão que mudar. Até porque as informações registadas na esfera zodíacal estão a passar por profundas alterações.

No que me diz respeito, sobre este tema, interessa-me escrever vários artigos curtos, pois sei que hoje em dia a concentração em textos mais longos é muito difícil. Portanto, escreverei sobre este tema, por Partes. Depois, juntarei tudo num post só.

Em meu entender [apenas em meu entender] creio ser chegada a hora de se pensar seriamente sobre a Nova Astrologia. O facto de eu estar a escrever sobre essa necessidade, não significa que seja capaz de apresentar as Novas Interpretações Astrológicas vocacionadas para esta fase intermédia no nosso planeta e que antecede a Era de Aquário, assim como a Nova Astrologia a praticar como forma comum e rotineira, na segunda metade deste século 21 e os seguintes.

Tenho bem claro dentro de mim que não me sinto vocacionado para a tarefa de ajudar a criar as Novas Interpretações Astrológicas. O meu papel é o de ajudar a actual humanidade a aceitar esse Novo que aí vem, em termos astrológicos. Creio que surgirão jovens astrólogos que farão essa tarefa com muita qualidade. Vai ser necessária uma mentalidade diferente e um Verbo também diferenciado. 

Também sou dos que sabe que a Astrologia tem evoluído ao longo dos tempos, diria, ao longo dos vários saltos quânticos que a humanidade tem beneficiado. Quer um exemplo flagrante, mas tão flagrante que a maioria das pessoas dirá: mas porque não pensei eu no assunto? O exemplo simples é este: o planeta Saturno, em astrologia e em termos simbólicos, tem beneficiado de diferentes interpretações ao longo do tempo. Como será no futuro? Não sei.

Já houve tempos passados em que Saturno foi, em astrologia, considerado o 'maléfico' do zodíaco. Ainda hoje, há muitos astrólogos que definem assim este planeta e ensinam essa forma de interpretar a astrologia, a imensa gente. Convenhamos que é muito pouco. O mundo evoluiu muito desde a Idade Média. Já não estamos naquele estágio civilizacional.

A seguir apareceu o conceito (muito acarinhado por mim) em como Saturno simbolizava o Senhor do Karma, que forneceu as provas e experiências mais difíceis, quer aos astrólogos, quer aos seus clientes e alunos. Vivi muitas delas. Portanto, até aos anos 70 e 80 dos século 20, Saturno era considerado o causador de todo o 'mal'. A seguir, coexistindo com os astrólogos tradicionais e os kármicos, apareceram livros com os novos conceitos: eram as interpretações mais psicológicas. Vários autores fizeram-se notar e houve uma maciça emigração para estes novos conceitos. Demonstrou-se que Saturno nos mostrou a sombra do inconsciente. Um inconsciente e uma psique que se introduzia pela astrologia de forma aberta, com interpretações muito adequadas.

Esse aspecto era o que tínhamos para experimentar e integrar em nós e continuar avançando na vida. Saturno deixou de ser o 'homem mau' para se tornar um professor rigoroso e, mais tarde, descobrirmos que Saturno também sabia amar. Este conceito também foi muito  acarinhado por mim. Foi aquela fase em que se percebeu que podíamos usar Saturno e Quíron, enquanto arquétipos aprofundados, das dificuldades do ser humano em se religar à sua Fonte, ao seu Deus.

Foi sensivelmente a partir de 2001 que as então experiências karmicas deixaram esse caminho doloroso, esse terrível «algo deverá ter feito em outra vida», para se converterem em situações de aprendizagem para melhorarmos e podermos activar a nossa própria consciência, evoluindo a um cosmos cada vez mais próximo. Tinha-se dado outro salto quântico.

Os astros continuam a girar enquanto a consciência do ser humano se amplia e adquire maior capacidade para entender outras realidades do universo, de quem captamos informações.

Este é um período de transição, de ponte, entre uma civilização que finaliza e uma nova que se está a iniciar sobre bases absolutamente diferentes às anteriores.

Até ao próximo texto, na Parte 2.

Se quiser ler a Parte 2, clique aqui.


.

19 comentários:

MARCELO DALLA disse...

Maravilha!!!!!!!!
Terei muito gosto em acompanhar essas reflexões. Amigo, vou te confessar: talvez seja por isso que tenho uma certa resistência aos defensores da astrologia védica "Jyotish". Uma astrologia que foi criada para os humanos há milhares e milhares de anos... simplesmente não creio que ela se adequa mais.

Outro dia, conversando com um colega que estudo, aplica e defende essa astrologia, constatei um certo radicalismo. Ele acredita que essa astrologia foi criada por seres iluminados e não foi superada até hoje... depois disso, parei de discutir e me aquietei.

O fato é que a astrologia que venho desenvolvendo, minha forma de ler o mapa, funciona... é sei que está se tornando uma forma minha, um estilo meu...

Quero muito seguir discutindo esse assunto contigo no proximo ano.
Grande abraço!!!

Astrid Annabelle disse...

Também adorei, António querido, pois sinto igual.
Como poderemos ficar interpretando através de modelos antigos o novo modus vivendi...
Os astros evoluíram, as mentes evoluíram, o cosmos evoluiu... então nada do que havia antes terá continuidade da mesma forma...
Irei acompanhar seus textos...com muito interesse e gosto!!!
Beijo grande.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Adorei a imagem..Lindo Saturno...
Mais um beijo para não perder o costume..
Astrid Annabelle

Soraia disse...

Olá António!

Agradeço seu comentário lá no Arcano Dezenove.
Passei por aqui para desejar-lhe um excelente 2013.

Voltarei amanhã (01/01/2013) para ler seu artigo com calma.

Tudo de bom para você.
Beijos

António Rosa disse...

Querido Marcelo,

Muito agradecido por ter vindo e deixado o se testemunho.

Exemplos como o que indicou há muitos, inclusivamente entre os praticantes da astrologia contemporânea.

Os «novos astrólogos», quando chegarem irão provocar muita estranheza e serão os astrólogos que já estão a funcionar há vários anos, quem se encarregarão de os denegrir. Foi sempre assim. Ainda hoje é assim entre as diferentes correntes astrológicas. Porque é que seria diferente com a «Nova Astrologia»?

Os «novos astrólogos» terão que utilizar os médios de divulgação existentes: pela escrita, pelo som ou pelo vídeo. É a única maneira de fazerem conhecer e de anunciarem que estará aí uma «Nova Astrologia».

Ainda bem que está a sentir que tem uma voz própria ao ler os mapas dos seus clientes e amigos, descobrindo que isso funciona. Se quiser que essa voz seja reconhecida como «nova» e «diferente» dos demais terá que mostrar, pelos mesmos meios que mencionei acima. Não há outra forma, por enquanto, pois a telepatia aind anão funciona com multidões. Será que me fiz entender, meu querido Marcelo?

Um grande abraço e votos de muito sucesso.

António

António Rosa disse...

Querida Astrid,

Tal como hoje em dia ainda se pratica a Astrologia Grega, a Astrologia Indiana, a Astrologia Chinesa, a Astrologia Medieval, lado a lado com a Astrologia Karmica, a Astrologia Psicológica, a Astrologia Transpessoal e a Astrologia Contemporânea, assim vai acontecer com a «Nova Astrologia».

Não é por ter havido um salto quântico entre a Idade Média e os Dias de Hoje, que as pessoas acompanharam de IGUAL modo a evolução. Como muito bem sabe, há lugar para tudo, pois são necessárias todas as ferramentas para os diferentes estádios de evolução em que a humanidade se encontra.

A «continidade» arrasta-se... sempre, dando lugar a coisas novas, coexistindo tudo. O universo é assim, também.

Temos a enorme obrigação de percebermos que esta humanidade tem quase 8 biliões de pessoas e que o desnivelamento evolutivo é muito acentuado e, infelizmente, é por baixo que as coisas são avaliadas.

Apesar de eu não ser um «novo astrólogo», sinto que há pessoas que acompanham o que vou escrevendo. Isso, para mim, significa, que existe uma certa quantidade de pessoas que ainda necessitam de uma visão só sobre elas.

Um grande beijinho

António

António Rosa disse...

Astrid

Obrigado.

Fiz uma busca muito seleccionada de ilustrações pintadas por artistas convidados pela NASA, consoante iam descobrindo os cento e tantos exoplanetas que já existem, com sinais de vida.

Irei usando, consoante for escrevendo os artigos.

António Rosa disse...

Soraia

Desejo-lhe também um excelente 2013. Muito agradecido por toda a atenção que dedica a este blogue e às cosias qUe vou escrevendo.

Tudo de Bom para VocÊ.

Filomena Nunes disse...

Meu querido amigo,

Vai parecer-lhe pieguice minha... e talvez seja! Ando muito sensível com tudo o que é belo e me toca profundamente!

E os seus textos têm esse efeito em mim.

Depois há a Vénus na 9 que me faz amar quem me ensina. Todos os meus professores de astrologia e doutras matérias metafísicas, moram no meu coração.

Há muito tempo, que não sei precisar, meditei sobre este assunto e tirei a mesma conclusão! Percebi, entre as pessoas que ajudo através do aconselhamento que pratico e que é baseado em todos os conhecimentos que adquiri, astrológicos e não só, que há uma grande diferença nas preocupações pessoais relativamente aos vários escalões etários. E não é apenas porque um adolescente ainda não se preocupa em constituir uma família ou com o emprego... é algo muito mais profundo!! As próprias linguagens são diferentes.

Isto fez-me pensar isso mesmo: a astrologia vai ter de se adaptar a esta nova emergência. E acredito, tal como o António que, apesar de ser nossa responsabilidade ter uma visão alargada do assunto para que o aconselhamento não seja mais prejudicial do que útil, serão os jovens de hoje que melhor adaptarão, no futuro, as linguagens às pessoas.

Adorei o seu texto e faz-me recordar os tempos em que as suas publicações eram diárias e eu ansiava por elas...

Um grande abraço e até já :)

Vera Braz Mendes disse...

Olá António! Ainda não tinha visto este post. Gostei muito e fez-me reflectir. Concordo. Como vai ser..? não sei. Noto algumas diferenças ao nível dos trânsitos... talvez seja impressão minha.

bj

Vera

isabel guimaraes disse...

Olá querido António, defendo muito esta teoria que escreves de Saturno, digo o mesmo aos meus formandos, que Saturno tem o lado da determinação e cria disciplina, mexendo no nosso inconsciente, passando a trazer a consciência a realidade do individuo. Fiquei muito feliz de te ver a escrever sobre Saturno da forma que defendo, e estarei com muita expectativa ao que irás escrever sobre estas novas visões, que oposto e defendo!Uma das minhas especialidades é precisamente Astrologia Kármica, que para mim é como deriva a palavra com origem no sânscrito, ação cria reção,e o Saturno, planetas retrógrados, etc, mostram muito bem esta tendência! Mais uma vez obrigada António por abrires mentes, fazeres renascer a tão maravilhosa e sagrada astrologia, que eu cada vez defendo mais como orientadora e despertar de consciências! Obrigada Isabel Guimarães

António Rosa disse...

Querida Filomena,

Não creio que seja pieguice, pois entendo no seu devido lugar, como sendo sensibilidade. Já estou cansado de automatismos, por isso, a sua sensibilidade cai-me bem e deixo-me mergulhar nela, para eu também não ser um autómato.

Ainda bem que lê com agrado os meus textos, bendita a sua Vénus na 9. É minha amiga :))).

«E não é apenas porque um adolescente ainda não se preocupa em constituir uma família ou com o emprego... é algo muito mais profundo!! As próprias linguagens são diferentes.»

É exactamente isso que escreveu. Se me permite, usarei (com o seu crédito) num próximo texto meu, pois define bem o que sinto e penso.

Sem dúvida que a Nova Astrologia virá com os jovens que se dedicarem a estas coisas.

Um grande abraço muito agradecido.

António Rosa disse...

Querida Vera,

Vai ser bonito de ver surgir uma nova vaga. Se eu ainda cá estiver é a segunda vaga que assisto em astrologia, desde que a estudo/pratico: a psicológica e a Nova Astrologia.

O meu papel é apenas anunciar que ela chega e tentar fazer que as pessoas se sintam cómodas com isso.

Muito obrigado.

António Rosa disse...

Querida Isabel,

São os Novos Tempos e a Aspas poderá ter aqui um papel importante de se abrir a todas as formas de pensamento astrológico.

Gostei muito que tivesse deixado o seu testemunho, que agradeço profundamente.

Eu sei por experiência própria que a Astrologia Karmica é muito saborosa, mas está na hora de darmos um passo em frente.

A astrologia nas sua múltiplas formas soube falar para o corpo biológico, depois para a mente e psique, mais tarde para a alma, faltando agora encontrar a ponte para falar para o Eu Energético, ou seja, o nosso Espírito, para podermos dizer que a Astrologia, no seu todo, atende ao ser humano em plenitude.

Um beijinho agradecido.

Rui António Santos disse...

OlÀ António que texto que faz refletir e pensar no que eu já há algum tempo acredito, eu sempre tenho procurado criar as minhas própias formas de interpetacção, os livros que me serviam como base muitos deles são apenas de apoio e vejo apenas a forma analítica e Mercuriana na maioria dos livros, acredito que os novos Astrologos vão evoluir e vão estar mais afinados com as energias de Urano, Neptuno e Plutão, Já estão portanto numa fase de desenvolvimento e transformação pessoal, que lhes permitem aceder á mente Universal (Urano) com a visão do Espirito (Neptuno) não sei se me expliquei bem mas é isto que eu sinto.

Saturno por exemplo eu também sempre achei muito pouco o que se tem dito de Saturno, que é o planeta maléfico, ou senhor do Karma etc, penso que têm sido ideias cristalizadas de rersistência da humanidade á mudança, mas claro que a humanidade tem evoluido como pode, até lã vamos todos aprendendo e tambem acredito como o António Rosa que a Aspas pode vir a ter um papel importante neste processo de motivação para os novos Astrólogos que expõem as suas ideias e seus trabalhos de divulgação, vamos ver e que 2013 seja um ano de grande desenvolvimento destas mudanças que estáo acontecendo no mundo.

Abraço Grande

OmShistak disse...

Olá António!!

Aguardo o teu novo post nesta área!!!
Será a nova astrologia um foco, uma direcção sobre todo o nosso potencial e realidades multidimensionais?
Será a nova astrologia, a ponte para entendermos o que fazemos fora daqui? noutras constelações?
Será que o papel da nova astrologia passará pela ajuda na integração e entendimento de todo esse potencial???

Abraço e feliz 2013

Filomena Nunes disse...

Querido António Rosa,

Apenas lhe digo que é uma honra muito grande para mim, ser citada por um Mestre nesta arte da astrologia...

E, escusado será dizer que publiquei na minha pág fb este texto de visão já muito "à frente"! :)

Muito obrigada por tudo o que ensina e um grande abraço.

Até já

Filomena

Luiza Azancot disse...

Caro Antonio, estou de volta a' minha secretaria e quero primeiro aplaudir teres tocado neste assunto. Inundados de varios tipos de astrologia - medieval, helenistica, humanista, etc. - parece-me que estamos a dividir, a compartimentar em vez de abrir. Como tu tambem nao sei qual sera' a nova astrologia mas tenho uma pista - deve ser aberta mas rigorosa e partilhada com a maior empatia. Enfim reunir o rigor de Saturno, com a abertura e perpectiva de Urano e em consulta partilhada com espirito Neptuniano. O melhor dos 3 tres ultimos arquetipos.
Pela minha parte ha' muito que bani do meu vocabulario astrologico as palavras "malefico" e "benefico". Tambem ja' nao uso exaltacoes, detrimentos, quedas porque sao conceitos cheios de conotacoes ancoradas num mundo que ja' nao e' o nosso.

António Rosa disse...

Caros Rui, OmShistak, Filomena Nunes e Luiza Azancot,

Por algum disparate informático ou meu, nunca se sabe, só agora me apercebi dos vossos comentários aqui.

Já os li e prometo que amanhã, sábado virei aqui para agradecer a cada um. É que agora, estou tipo farrapo incapaz de pensar bem. nem imaginam o que já tive que emendar, apenas nestas 3 ou 4 linhas.

Até amanhã

A.

linkwithin cova

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
«A vida é o que te vai sucedendo, enquanto te empenhas a fazer outros planos.»
Professor Agostinho da Silva

Visitas ao blogue

Receba os artigos por email

Para si, leitor

Caro leitor, tem muito por onde escolher. Sinta-se bem neste blogue. Pode copiar os textos que entender para seu uso pessoal, para estudar, para crescer interiormente e para ser feliz. Considere-me como estando do seu lado. No entanto, se é para reproduzir em outro blogue ou website, no mínimo, tenha a delicadeza de indicar que o texto é do «Cova do Urso» e, como tal, usar o respectivo link, este: http://cova-do-urso.blogspot.pt/ - São as regras da mais elementar cortesia na internet. E não é porque eu esteja apegado aos textos, pois no momento em que são publicados, vão para o universo. Mas, porque o meu blogue, o «Cova do Urso» merece ser divulgado. Porquê? Porque é um dos melhores do género, em língua portuguesa (no mínimo) e merece essa atenção.


Love Cova do Urso

Image and video hosting by TinyPic

Lista de Blogue que aprecio

O Cova do Urso no 'NetworkedBlogs' dentro do Facebook

.

Mapa natal do 'Cova do Urso'


Get your own free Blogoversary button!

O «Cova do Urso» nasceu a 22-11-2007, às 21:34, em Queluz, Portugal.

1º post do blogue, clicar aqui.

Blog Archive

Patagónia, Argentina

Textos de António Rosa. Com tecnologia do Blogger.

Copyright do blogue

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob a Creative Commons Attribution 3.0 Unported License
Os textos daqui são (maioritariamente) do autor do blogue. Caso haja uso indevido de imagens, promoverei as correcções, se disso for informado, bastando escrever-me para o meu email: covadourso@gmail.com -
Copyright © António Rosa, 2007-2014
 
Blogger Templates