A Morte

27 de dezembro de 2010 ·


Há histórias da nossa vida que conseguimos pôr para trás e só anos mais tarde é que o assunto volta à superfície e a situação fica mais clara. Aconteceu isso comigo, em 2005. Numa tarde de sábado, com dezenas de pessoas presentes nessa aula de astrologia, dei por mim a iniciar a aula - e a despropósito -, falando na 'morte'. Não, na morte do género, ai que pena que morreu, mas sim no exacto processo metafísico em que o espírito se desprende do corpo, com a assistência de uma comitiva de entidades.

Então, lá estava eu embalado a explicar aqueles pormenores todos dos chacras a serem desatarraxados, de baixo para cima e as razões porque a pessoa que está a desencarnar fica com os membros paralisados, sente um peso ou uma dor no peito, antes do respiro final, quando percebi num miléssimo de segundo, que tinha à minha frente aí umas 40 pessoas, que pura e simplesmente tinham deixado de tomar apontamentos (o que era habitual nas minhas aulas) e estavam todas, mas todas mesmo, especadas a olharem para mim fixamente.

Nesse fragmento de segundo, nesse instante cristalizado no tempo, realizei que me tinha posto de pé e além das palavras, estava a usar em mim mesmo, gestos muito enfáticos, nas áreas dos chacras, e lá estava eu a fazer o gesto de ir desatarraxando todos os chacras e que, em simultâneo, perdera a consciência total que tinha pessoas à minha frente.

Ao chegar ao último chacra, o coronário, lá estava eu com o braço levantado, a mão em cima da cabeça, a fazer o gesto de quem abre uma torneira qualquer. Foi nesse momento que tomei consciência do que se estava a passar e fiquei em silêncio. Todos em silêncio. Não sei durante quanto tempo. Pareceu-me uma eternidade.

A aula continuou, mas aquele momento ficou registado para sempre na minha consciência, que o tempo se encarregou de ir diluindo. Se querem que vos diga, nem me lembro sequer em que aula foi.  E, muito menos, porque estou a escrever isto. Devo ter cá por casa, uma gravação desse momento. Tenho que procurar o CD e disponibilizar esse bocado nos podcasts.

Se o tema voltou à baila, na minha memória e nas minhas células, é porque também percebi intensamente que eu próprio já usara os dois prazos anteriores para desencarnar. E que vou a caminho do terceiro e último prazo de validade. Explico melhor: todos os seres humanos ao encarnarem sabem o que escolheram vivenciar e também sabem que dispõem de 3 prazos para desencarnar. Simplesmente, aqui, no planeta Terra, não se lembram dos seus planos. Assim:

1º prazo - O prazo comum, de uma vida, variável de pessoa para pessoa, mas regra geral, é para viverem cerca de 70 a 80 anos. Não julguem que é assim tão maioritário como possa parecer.

2º prazo - É antecipado o momento do desencarne em vários anos terrestres. Por um de dois motivos: por estar a desperdiçar 'demasiado' a sua experiência terrestre (haveria muito a dizer sobre isto) ou, porque a pessoa galgou inúmeras etapas na sua reencarnação e em poucos anos, experimentou pelo menos 90% do que escolhera vivenciar ao reencarnar. Exemplos de ambos os casos? Jesus e os ladrões, crucificados no mesmo dia.

3º prazo - É concedida uma prorrogação do seu tempo limite, também por um de dois motivos: para encerrar ou completar uma experiência, ou porque, devido ao seu livre-arbítrio, esta reencarnação foi a decisiva no último milénio e a pessoa, melhor dito, o seu espírito está mais que preparado para avançar. É um esforço extra para o ser encerrar um ciclo.

Há duas grandes excepções a estas regras gerais dos 3 prazos. Aqueles que desencarnam sendo crianças, adolescentes ou jovens até por volta dos 30 anos. A maioria desses seres que morrem cedo, simplesmente terminaram um ciclo importante na roda de Samsara e, por isso, é necessário que os seus espíritos prossigam caminho em planos muito elevados. Não é de estranhar que neste vasto grupo, seja frequente a morte súbita.

Estes espíritos passam por um certo apuro no momento do desencarne, pois quando alguém morre num acidente, ou de forma súbita, tem sensações diferentes daquele que morre num leito ou de forma mais pacífica. Esses espíritos terão mais dificuldade em compreender o acontecimento no outro plano e, é nesse exacto momento, que no nosso tempo terrestre pode ser considerado como brevíssimos minutos, que os espíritos adquirem a condição exacta da sua grandeza, como seres evoluídos que se libertaram da sua experiência mortal e abraçam a eternidade.

A outra grande excepção a estes prazos são os suicidas. Não desenvolverei este tema, pois requer um tratamento especial separado. Apenas posso acrescentar que o espírito do suicida tem uma experiência completamente diferente daquele que desencarna dentro da programação genético-espiritual. A simples condição de não ter terminado com 'normalidade' a sua vida cármica, fá-lo ficar em débito com todos aqueles seres com quem deveria desenvolver relacionamentos sociais, familiares, profissionais, etc.

O momento de desencarnar é, por incrível que pareça e, ao contrário do que a nossa cultura pretende transmitir, muito menos traumático para a pessoa do que o acto de encarnar, de nascer.

A 'Morte' é entendida pela cultura ocidental como o fim de toda a vida. Já somos muitos os que a aceitamos como mais uma etapa da Grande Viagem. Significa apenas uma mudança que se traduz em deixar para trás o corpo físico e retomar outra vez o nosso lugar no plano de onde viemos. É isso que, afinal, é a morte. Não o fim, a tragédia, o luto… mas o regresso à nossa verdadeira essência, o espírito que todos somos. Por muito que nos custe aceitar e por muito forte que possa ser a nossa dor, a morte, na realidade, não é mais do que uma aprendizagem que o espírito quis realizar.

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63 comentários:

Astrid Annabelle disse...
27 de dezembro de 2010 às 08:53  

Bom dia meu querido António!
Comecei a ler sua "aula" e fiquei assim:
"....e estavam todas, mas todas mesmo, especadas a olharem para mim fixamente."
Simplesmente fantástico este post!
Eu consegui ouvir a sua voz à medida que ía lendo!
Um tema muito próprio para um momento onde o assunto em pauta é a transformação do velho em novo!
Parabéns!
Um beijo grande para um lindo dia!
Astrid Annabelle

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 09:22  

Bom dia, querida Astrid,

Este é um texto que surgiu nestas minhas mini-férias do blogue. Estive muito indeciso em o publicar agora, mas o meu raciocínio foi esse mesmo: já que as pessoas gostam tanto de fazerem planos para o ano novo (uma data artificial, meramente humana), então talvez conseguisse transmitir a ideia de 'renovação' para as nossas almas.

Muito obrigado por ter vindo. Espero que o Natal na companhia dos filhos tenha sido muito gostosa.

Muitos beijos

António

Zoai disse...
27 de dezembro de 2010 às 09:42  

Caro António,
obrigado pelas tuas palavras imensas.
Tal como a Astrid, também te consegui imaginar nessa aula que, não tendo data, é intemporal.
Votos de um belo começo de semana.
Grande Abraço.
Zoai

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 09:55  

Zoai,

Muito agradecido por teres vindo. Estou a ver se me reorganizo para te responder por email. De qualquer maneira fica aqui um abraço e isto: segue em frente, sempre. E para o alto!

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...
27 de dezembro de 2010 às 10:11  

Deve ter sido uma aula fantástica. eu teria gostado de lá e estar e tenho a certeza que também teria deixado de tomar apontamentos.

Durante este ano tenho lido algumas coisas sobre este tema e tenho aprendido bastante... bem, bastante para o que sabia antes, porque diante de uma imensidão de informação é uma gota do oceano!

Obrigada pelo post! :)

angela disse...
27 de dezembro de 2010 às 10:16  

Antonio.
Tanta gente pensando em fim e começo tem uma força enorme, mesmo que a data seja artificial.
Adorei o texto, esses momentos de inconsciência são perturbadores até que a gente entende a riqueza deles. Vou ficar atenta aos meus 3 prazos, acho que não tive nenhum ainda, mas preciso pesar num sonho estranho que tive algumas noites atrás.
Li o texto sobre o mapa astrológico do Julian Assange e achei bem interessante.
Espero que tenha tido um bom Natal e que tenha uma Boa entrada de Ano.
Beijos

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 10:24  

Gaspas

E eu gostaria de ter visto lá... :)))

Acredita em mim, quando digo que continuo a aprender. E este tema em concreto, não se estuda de ânimo leve, nem é comum falar-se assim em aulas de astrologia. Mas os meus alunos de então, sabiam que eu, na altura, era meio passado da cabeça. Hoje, sou mais sossegado.~

Beijo.

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 10:24  

Querida Ângela,

Tive o meu Natal habitual, sem sobressaltos e vendo filmes na televisão. Muito agradecido pelas suas palavras e sempre pelo muito carinho que tem deixado aqui ao longo de todo este ano. Não pense nisso dos 3 prazos. Só falei nisso para as pessoas perceberem que a morte em si, está intimamente ligada às experiências do nosso espírito.

Beijos

António

Filomena Nunes disse...
27 de dezembro de 2010 às 12:36  

Bom dia , vivam todos os presentes!

Devo ser uma das poucas excepções de pessoas que nunca tiveram medo da morte. Sempre senti a morte como uma coisa natural e inevitável, vá-se lá saber porquê..
Nunca fiz um luto, nem sequer psicológico, pela morte de entes queridos como a minha avó que me criou, ou por uma amiga intima que partiu cedo num trágico acidente, ou sequer pelo meu pai, mais recentemente.

Quando comecei a estudar metafísica há quase 30 anos e a compreender o processo de reencarnações, etc, sempre me pareceu a coisa mais natural.. foi como um reavivar de memórias inconscientes.

Considero que falar neste tema com a naturalidade com que o António Rosa o fez neste post, muito importante para a sua desmistificação e melhor aceitação.
Costumo dizer às pessoas que me falam da morte com muita dor, que nada receiem porque nós pertencemos ao "outro lado" e não aqui, onde vimos como quem vai à escola! E que, enquanto aqui estiverem, aprendam as lições o melhor que conseguirem, para passarem de ano e a matérias novas..

É um bocado pueril, mas, curiosamente, é bem aceite pelas pessoas no geral.

Um grande abraço <3

Filomena

Susana Vitorino disse...
27 de dezembro de 2010 às 12:43  

Bom dia a todos, com os votos de figadeiras desentupidas e vesículas bem estimadas! :)

Também tenho andado recolhida e retirada - ai esta Lua Cheia com eclipse na minha XII - e o Mercúrio Retrógrado em Caprica com o regente na XII... Tanta XII. E eu chego aqui e encontro a Morte. No melhor dos sentidos.

Uma notinha para a minha querida Filó, antes de prosseguir. Plutão em cima do Ascendente?! É trazer a Morte em attachment. Não há como não a ver... Digo eu, que não percebo nada disto, e muito menos de Plutões :)

Querido António, que belo regresso. Que bela aula. Que bela forma de relembrar as transformações não datadas, que o Ano Novo é apenas uma data no calendário que muda.

Já tinha saudades destas reuniões de família :)))

Beijos a todos. Abraço quentinho ao António (e sim, nascer é uma morte violenta..)

Até já*

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 12:56  

Bom dia, Filomena,

Muito obrigado pelo testemunho muito bom que aqui deixou.

Também sei que as pessoas, no geral, aceitam bem a ideia do 'outro lado', mesmo que não entendam muito bem estas questões metafísicas.

A dificuldade, regra geral, como sabemos, reside no apego a deixar os que estão à volta.

Um Saturno natal na casa 8, qualquer que seja o signo, representa habitualmente o 'grande medo' - a morte. Pode representar até bastante tormento.

Um grande abraço

António

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 12:57  

Olá Susana,

O Mercúrio está quase, quase a ficar directo. É já no dia 29. E as coisas começarão a endireitar e a ficarem na normalidade que precisamos. Nem imagina os transtornos por que passei com esta retrogradação. Mas adiante.

Muito obrigado pelas suas palavras com muita ternura. Envio para si, também, muita, muita.

Um abraço quentinho para si, que sabe muito mias destas cosias do que gosta de aparentar.

Beijos

António

João H disse...
27 de dezembro de 2010 às 13:14  

António,

O élan das suas palavras, quer as da aula (presumo), quer estas escritas, sentem-se, deste lado, claramente contaminadas por 'ingredientes especiais' aos quais deu a sua voz. É um privilégio que através do seu Ser nós possamos ter vislumbres do que ainda 'insistimos' em duvidar.. Elas batem numa zona de fascínio/apagamento de ego/entrega do coração difícil de exprimir..
Graças a pessoas como o António, gradualmente, está a tornar-se mais fácil essa expressão.
Um abraço agradecido
JoãoH

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 14:20  

João, meu querido,


Que bom que é ter-te aqui a deixares a tua ideia sobre este assunto. Muito agradecido pelas palavras tão queridas e tão generosas. Sempre que falamos nestes assuntos com serenidade, as pessoas sentem e entendem.

Abraço

António

Marcio Nicolau disse...
27 de dezembro de 2010 às 14:56  

Lembrei de "Libertação", do Chico Xavier.

Já leu?

lolipop disse...
27 de dezembro de 2010 às 15:51  

Caro António,
Sou uma leiga em todos estes assuntos...desculpe.
Infelizmente continuo a ver a morte como ausência, dor e absurdo...estou a ser inteiramente franca.
Mas quero muito aprender mais sobre tudo isto...bom, vem aí um novo ano...vou ter tempo...espero.
Passei para lhe desejar os meus melhores votos nesse ano vindouro, e que nos possamos cruzar mais vezes...

Tudo de bom!
Abraço carinhoso

HAZEL disse...
27 de dezembro de 2010 às 16:08  

Que engraçado o seu post sobre o tema da "Morte", quando este tem estado presente em mim de várias formas (não necessariamente más).

Escrevi um post há uns dias onde falo sobre a Morte sem lhe referir o nome ("O homem que atravessa o tempo") e até sonhei que ia a um baile de máscaras onde eu desempenhava, justamente, o papel da Morte. :)

Desconhecia totalmente essa informação sobre os nossos "prazos de validade". Gostava de saber a origem dela.

E, se encontrar o podcast, gostava muito de ouvi-lo! :)

Um beijo, de renovação

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 16:37  

Olá Márcio,

O Chico foi um grande professor. Juntamente com outros seres com quem me abri e aprendi. Sobretudo os de filosofia oriental.

Abraço.

António

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 16:38  

Lolipop,

Muito agradecido por ter vindo. A maioria das pessoas vê a morte da maneira que descreveu. E é natural que asim seja, pois as igrejas encarregaram-se ao longo dos séculos de incutirem ideias de polaridade - céu ou inferno. Isso não existe, em meu entender, claro. Vermos «a morte como ausência, dor e absurdo» é o que nos norteia neste plano tridimensional, mas os tempos estão a mudar e novas ideias estão a surgir.

Como ambos vivemos em Portugal, vou contar-lhe esta ocorrência que vi e ouvi na TVI24, há um dia ou dois. A jornalista entrevistava o cientista Nuno Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, premiado por ter descoberto a existência de dezenas de planetas extra-solares.

A conversa foi muito interessante e esclarecedora do muito que se avizinha, consoante os equipamentos e os conhecimentos vão aumentando. No fim da conversa a entrevistadora fez a inevitável pergunta, e o diálogo foi mais ou mesmo este:

- E agora, com a descoberta desses planetas no universos e a certeza de existir vida nos mesmos, como é que fica a questão «ciência - Deus»?

Pensei que um cientista tão avançado estivesse preparado para dar uma resposta mais intensa, mas não, foi muito pobrezinho, dizendo algo assim:

- Por enquanto a ciência e a religião ainda não se cruzam.

E eu fiquei a pensar nisto: porque motivo um cientista tão avançado, quando surge a palavra «Deus» tem que ser imediatamente associado a «religião»?

Para mim não faz sentido fazer-se SEMPRE esta associação. basta pensarmos que a religião é uma criação humana. Tal como a ciência.

Muito agradecido e tenho a certeza que conviveremos mais ao longo dos próximos tempos.

Abraço

António

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 16:45  

Olá Hazel,

Muito agradecido por ter vindo e deixado o seu testemunho.

Não sei se viu um filme notável, «Meet Joe Black» com Anthony Hopkins e Brad Pitt.

http://www.youtube.com/watch?v=eTuY6n3Grkc&NR=1

Um filme simplesmente notável e que tem tudo a ver com este tema.

O tema 'morte' é tratado deste tempos imemoriais. Todos os clássicos debruçaram-se sobre o tema.

A origem da minha informação é essencialmente oriental, misturas de budismo e hinduísmo.

Tenho que procurar em que cd está essa parte da aula. Recordo-me que foi na Primavera de 2005, portanto, não vai ser muito demorado encontrar essa parte.

Um beijo agradecido

António

Ricardo Nuno disse...
27 de dezembro de 2010 às 16:57  

Boa tarde, António! Que bom hoje chegar pra ver os emails e deparar-me com um artigo como este! Não páre de escrever estas coisas, esta sociedade precisa de pedradas no charco... Gostei muito e aprendi mais alguma coisas que desconhecia. Um abraço amigo e bem haja pelas suas palavras.

Lu Souza Brito disse...
27 de dezembro de 2010 às 17:14  

Boa tarde Antonio,

Que tema interessante. Vejo com naturalidade a passagem para outro plano espiritual, mas nao conhecia nada a respeito dos 3 prazos. Claro que ás vezes me pergunto porque uma pessoa tão boa e tão justa morre de causa trágica, como aconteceu com alguns conhecidos espíritas - daquele tipo de pessoa que viveu intensamente em prol dos menos favorecidos, mas enfim...
Gostei de saber um pouco mais sobre este assunto.
Espero que o seu Natal tenha sido em total harmonia junto dos seus.
Um grande abraço

Anónimo disse...
27 de dezembro de 2010 às 17:31  

O que escreve sobre os prazos faz sentido para mim. Nunca tive medo da morte, embora não me pareça uma coisa muito agradável de se viver. Devíamos "subir céus em corpo e alma" como a´bíblia diz que aconteceu com Maria.

Últimamente parece que tenho sentido a morte a rondar por perto,não por doença, mas por tédio profundo, por ter andado a "desperdiçar" demasiado a experiência terrestre, mas o céu pode esperar, por isso vou pedir uma prorrogação.
Enfim...:-)

Grata pelo post.

HAZEL disse...
27 de dezembro de 2010 às 17:46  

Caro António:

Não conheço o filme, mas aquele link que indicou, com cerca de 2 minutos de vídeo, foi mais do que esclarecedor. Entendido!

Agora fiquei com curiosidade para ver o restante. Vou ver se encontro.

Obrigada e um beijinho

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 18:32  

Ricardo Nuno,

Que bom ouvir as suas papalvas pois animame-a prosseguir mas a forças não são muitas.

Abraço, querido.

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 18:33  

querida Lu,

Fico feliz em saber que encontrou parar mortes súbitas sobretudo de jovens que não estejam envolvidos com sistemas negativos de vida.~~

Beijos e muito obrigado.
P Natal foi bom
António

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 18:34  

Cara anónimo das 17:31

Essa metáfora da subida ao céu em corpo em alma, é muito bonitas, mas foi exclusivo de apenas unas quantos profetas.Maria foi uma das abençoadas.

Pode crer que esse «contrato» de prorrogação não é tarefa fácil. Vai ter que e explicar.

Beijo e grato pelo comentário

António Rosa disse...
27 de dezembro de 2010 às 18:37  

Hazel

O filme é óptimo mas deve fazer uma leitura adjacente,

Onda Encantada disse...
27 de dezembro de 2010 às 21:03  

António,

Confesso, ainda não acabei de ler, mas vou já fazê-lo a seguir... só que só me conseguia lembrar de uma aula em que o António colocou um abatjour na cabeça para explicar, salvo o erro, que o chacra coronário, na maior parte das pessoas, está fechado como se tivessemos um abatjour com furinhos na cabeça, e que a luz só saía por esses furinhos... e eu (que não consegui deixar de largar uma boa gargalhada) levei uma bela duma descompustura porque o assunto era sério... a morte...

LOL...

também me lembro disto! ;) :P

Agora vou acabar de ler :)

Onda Encantada disse...
27 de dezembro de 2010 às 21:26  

Bom, cá estou eu novamente...
Acabei de ler...

Vá-se lá saber porquê... a morte física sempre me pareceu "simples". Talvez o meu plutão na 8 me ajude desde muito nova neste entendimento e também sempre foi um assunto que me despertou a atenção.

Não por frieza ou por falta de emoção, ou por falta de amor, mas custa-me às vezes (a maior parte delas) explicar aos outros que a morte é mesmo uma passagem para um outro plano e que cada alma escolhe o seu momento (por tudo o que já foi explicado) para partir, e evoluir noutras "aldeias"... e recordo-me de dois momentos mais dolorosos em que tive que me despedir de um avô materno e de uma avó paterna, mas rapidamente me assolou uma serenidade como se a certeza da sua própria serenidade me inundasse... Sentia-os tranquilos... e ainda me ajudou mais a vê-los partir num Até Já...

Como sempre António, uma aula... de mestre!

Beijocas grandes

Soraia disse...
27 de dezembro de 2010 às 22:06  

Olá António!

Estou passando por aqui para agradecer pelo comentário deixado lá no blog.
Desejo a você um 2011 repleto de alegrias.

Paz e harmonia.
Bjs.

Meri Pellens disse...
27 de dezembro de 2010 às 22:26  

Excelente, Antônio! Como é bom ler um texto lúcido assim sobre a morte. Muitos evitam falar com medo de atrair. Acho errado. Por que não falar de algo que é natural e pelo qual seguramente todos iremos passar, não é mesmo?
Beijo na alma e um feliz ano novo!

dulce disse...
28 de dezembro de 2010 às 02:06  

Meu querido António,

Acho mesmo que este tema veio direitinho para mim..e nao quero ser pretenciosa! Mas esta palavra baila comigo....

Não vou dizer mais nada, até porque já tinha escrito um comentario mas como nao apareceu tentei criar aqui uma identificação..e caso resulte vão sair dois..

é igual á amizade que sinto pelo António x 2..
beijo grande

António Rosa disse...
28 de dezembro de 2010 às 07:22  

Olá Onda Encantada,

Com certeza que a imagina o meu sorriso quando me recordou da cena do abatjour numa das aulas. Eu devia andar meio louco naquela época. Mas foi muito bom recordar, Onda. Muito bom, mesmo.

Quanto a este tema, que dizer que já não saiba?

Muitos beijinhos

António

António Rosa disse...
28 de dezembro de 2010 às 07:22  

Soraia,

De nada e bom ano 2011 para si também.

António Rosa disse...
28 de dezembro de 2010 às 07:23  

Meri,

Muito obrigado pelo calor da sua mensagem. Sinto-me mais acompanhado.

Beijo

António

António Rosa disse...
28 de dezembro de 2010 às 07:23  

Dulce, minha querida

Conseguiu uma identificação

Muitos beijos

António

Maria de Fátima disse...
28 de dezembro de 2010 às 11:07  

Olá querido António, boas entradas em 2011.Beijocas.

Cristiano Melo disse...
28 de dezembro de 2010 às 11:25  

Caro amigo António,

O seu "estado inconsciente/consciente" ou se quiser denominar "em transe", não me aterei neste comentário, pois acredito que só você (só você mesmo) é que sabe, dentro aí em alguma parte, o motivo de tal feita (acho muito bom que tenha acontecido num momento de ensinamento).

Achei curioso a explicação dos três períodos, não conhecia dessa maneira, muito embora compreenda isto, aliás, muito mais que isso, acredito que seja assim, mas o meu aprendizado com o budismo denomina de outra forma, as mesmas passagens!

No budismo somos encorajados a meditar sobre a morte, a impermanência e o desapego, entre outras para outras situações. Como objetivo de treinar a mente para a tranquilidade e, na hora do início da próxima viagem, sua essência (espírito) tenha mais calma e serenidade (sapiência) para onde e como ir. Seu texto é por demais elucidativo para muitos, de forma clara e objetiva, nos aponta distintos caminhos, que são de cada um (de acordo com o seu carma).

Outrossim, aqui na Terra, ou em outros planetas e dimensões (não irei além daqui - risos), a existência de todos os seres se dá pela transformação da matéria e energia no processo de nascimento/morte/nascimento/morte... Essa é uma máxima da "Natureza". E eu consordo com você caro amigo, que o sair de uma vida é menos "traumático" que renascer. Mas ainda assim, faz parte de nossa jornada!

Como sempre eu agradeço a sua disposição em trazer ensinamentos e experiências ricas de tão humanas, num trabalho sólido e gratificante para quem tem a sorte e a lucidez para lhe "LER".

Forte Abraço brasileiro

Cris

António Rosa disse...
28 de dezembro de 2010 às 12:22  

Olá Maria de Fátima,

Muito obrigado. Também te desejo tudo de bom para 2011 e, sobretudo que a recuperação cirúrgica do teu marido esteja a decorrer pelo melhor.

Beijos

António

Folhetim Cultural disse...
28 de dezembro de 2010 às 12:35  

Olá parabéns pelo trabalho e pelo blog. Gostaria que visitasse meu blog que é este: informativofolhetimcultural.blogspot.com
nos siga abraços
Ass: Magno Oliveira

António Rosa disse...
28 de dezembro de 2010 às 13:14  

Meu muito querido Cristiano,

Nem imaginas o quanto te agradeço este testemunho, sobretudo por saber que és budista e que as tuas convicções são profundas e acompanhadas de uma prática constante. Não deve ser fácil para um ocidental como tu, entrares em outro registo tão especial como o budismo.

Agradeço-te também a delicadeza em como expões o assunto, incentivando-me a continuar.

Como compreenderás, tenho profunda consciência que aquilo que escrevo é lido maioritariamente por pessoas inseridas na chamada cultura ocidental. Com tudo o que isso tem. Por exemplo, mais acima, alguém dizia que gostava de saber a origem destas ideias sobre os 3 prazos. A minha resposta foi muito breve e referi-me ao budismo e hinduísmo. E assim é.

Eu era muito jovem, teria uns 14 a 15 anos, e vivíamos na ilha de Moçambique, quando o meu pai me perguntou se eu gostaria de aprofundar os livros sagrados. Naquela época, há 46 anos atrás e naquela comunidade o que se sabia do assunto nada era. E assim comecei, em simultâneo, com os estudos da Bíblia e do Alcorão até aos meus 18-19 anos. Desde aí, entrei em muitas aprendizagens chamadas espirituais, entre elas o budismo e o hinduísmo. Mas houve muitas outras aprendizagens pelo meio.

Estas palavras do post são fruto dessas vivências.

Um grande abraço

António

Lua Nova disse...
28 de dezembro de 2010 às 14:01  

Seu post é muito envolvente e imagino como as pessoas ficaram absorvidas na sua narrativa, já que vc parece falar com absoluto conhecimento de causa e de todo coração. Gostaria muito de assistir uma aula sua e, quem sabe, mover meu espírito nessa direção mais uma vez. Ando muito descrente e não consigo ver muito além dos olhos físicos. Talvez seja só uma fase, e eu espero que sim, pois seria muito mais feliz se tivesse o privilégio e o conforto de crer em algo maior e muito além do que vemos. Isso está dentro de mim que eu sei, mas onde?
De qualquer modo, adoro frequentar seu blog e pretendo ser muito mais assídua ano que vem.
Beijokas.

António Rosa disse...
28 de dezembro de 2010 às 14:21  

Folhetim cultural

Terei muito gosto em retribuir a sua visita.

Até já.

António Rosa disse...
28 de dezembro de 2010 às 14:24  

Lua Nova

Gostei muito do seu testemunho, feito com o coração. Não tem mal nenhum você ver as coisas da forma que vê, assim como também não tem mal eu ter estas minhas ideias e opiniões. A caminhada é isso mesmo. Vamos seguindo e ocorrem acontecimentos que nós mesmos atrairmos para aprendermos com esses assuntos.

Gosto da sua visita ao blogue, pois é uma lufada de ar fresco.

beijos.

Siala disse...
28 de dezembro de 2010 às 16:37  

António...um texto simples, forte e extremamente interessante! Muito haveria a falar sobre este assunto da "morte" :) sempre encarei esse momento como algo natural e o regresso a "casa".
Estou em período de recolhimento, mas não podia deixar de vir aqui comentar!
Namasté!

Élys disse...
28 de dezembro de 2010 às 16:44  

Mais uma vez você escreve de forma bastante esclarecedora.
A meu ver é importante estes temas serem mostrados para que ajudem as pessoas a perderem o medo da morte. A Terra é, apenas, uma escola para a nossa evolução espiritual.
Muito boa a sua postagem.
Desejo que tenha um Ano Novo de muita paz e muito abençoado.
Um abraço.

António Rosa disse...
28 de dezembro de 2010 às 17:11  

Olá Siala,

Muito obrigado por teres interrompido o teu recolhimento e teres vindo até aqui. Eu fiz o meu recolhimento a semana passada, pois a quadra do Natal deixa-me desassossegado.

Muitos beijos

António

António Rosa disse...
28 de dezembro de 2010 às 17:13  

Caro Élys,

Espero que tenha tido uma quadra natalícia com saúde e com a família à volta. Muito obrigado pelas suas palavras, sempre gentis. Procuro escrever como sei, sem nada mais elaborado, pois eu próprio necessito de que as coisas sejam simples.

Grande abraço, meu amigo.

António

Maria Raquel Tavares disse...
28 de dezembro de 2010 às 17:55  

Querido Mestre,
como me lembro desta aula.
Tudo o que aprendi e aprendo consigo é importante para mim, mas esta aula foi uma das que mais me marcou e fez mudar a minha visão acerca da Morte.

Ainda dia 19 deste mês num workshop que dei sobre os chacras e a saúde, falei sobre o assunto e referi - "como aprendi com o meu mestre, existem 3 datas previsiveis para a morte..." o silêncio impôs-se na sala e senti a atenção de todos fixa ao tema.

A missão "de mensageiro" cumpre-se e repete-se.
Grata eternamente por estes nossos reencontros que v<~em de outras vidas.

O meu enorme abraço de luz, com todo o amor, pelo ser maravilhoso que É.

Raquel

António Rosa disse...
28 de dezembro de 2010 às 18:52  

Querida Raquel,

Li o seu comentário e fiquei muito emocionado, pois sento que se cumpriu a 'mensagem', que está a ser passada a outros.

Imagino esse momento ocorrido consigo no dia 19. Deve ter sido único.

Muito obrigado. Muito obrigado, também, por estar presente na minha vida.

Raquel, passaram 5 anos e no entanto tenho a sensação que decorreu toda uma vida.

Muitos beijos.

António

Paulo Francisco disse...
28 de dezembro de 2010 às 21:23  

Antônio, uma texto fantástico! não consegui parar pra nada...absorvi cada palavra, cada frase...e agora estou aqui a pensar.
Um grande abraço!

Adelaide Figueiredo disse...
28 de dezembro de 2010 às 22:31  

António,

Só hoje li o texto. Este Mercúrio rex trouxe problemas ao meu computador. Vamos lá ver se já os resolvi por completo.
Este texto é muito interessante. A morte para mim é mesmo o regresso a casa. Aqui estamos de passagem, para aprender, evoluir e avançar. O que me faz sentir um pouco receosa é o sofrimento, a doença, , aquelas coisas da velhice. No entanto, penso que faz parte desta estada por aqui.

Abraço

Paula Fernandes disse...
29 de dezembro de 2010 às 00:01  

Estreei hoje no Blog e olha q pensei q fosse antigo o post... que nada, fresquinho!!! Para 2011.
Lindo, que prazer. Prazer é senão a Morte desatarrachando os elos de luz para flutuarem livremente, soltando-se do peso do corpo. Corpo de luz enquanto carregados por eles, chacras.
Lindo, adorei. Com todo o carinho, prazer em te conhecer, Antonio.

marcelo dalla disse...
29 de dezembro de 2010 às 01:33  

Olá querido!!!!!!
Taí um assunto que me fascina. Adoraria estar presente nessa aula que deu, deve ter sido uma delícia.
Aliás, cá entre nós, morrer deve ser uma delícia. :)

Lá no terreiro de Umbanda que frequento, há um guia que sempre diz: - adoro estar morto! :))))

Adorei o post.
abraço querido!

António Rosa disse...
29 de dezembro de 2010 às 09:00  

Paulo,

Nem imaginas como aprecio a tua presença por este espaço.

Grande abraço e um bom 2011.

António

António Rosa disse...
29 de dezembro de 2010 às 09:00  

Adelaide, minha amiga,

Cá estamos a terminar o ano e estou ansioso que este Merc rx se vá hoje mesmo, pois em todo o ano foi sem dúvida o que mais problemas trouxe. Muito agradecido pelas palavras. Um bom 2011.

Abraço

António

António Rosa disse...
29 de dezembro de 2010 às 09:01  

Paula

Muito agradecido por ter vindo. Vou já conhecer o seu blogue. Abraços.

António

António Rosa disse...
29 de dezembro de 2010 às 09:01  

Marcelo

Já está de regresso a São Paulo? Eu sei que estes temas atraem muito a nossa atenção. Grande abraço e um excelente 2011.

Abraço

António

Luisa Sal disse...
29 de dezembro de 2010 às 22:35  

António

Adorei! Lembro-me dessa aula, também lá estava...

Bem haja

Abraço

Luisa

António Rosa disse...
30 de dezembro de 2010 às 09:35  

Luisa

Que bom tê-la aqui. Veja por donde aquela tarde nos conduziu.

Muito obrigado.

Beijo.

Luz de Estrela disse...
24 de abril de 2011 às 20:32  

Oi Antônio,
Cá eu de novo. Hoje tirei o dia para te conhecer. Que benção estar diante de ti.
O tema morte foi uma das minhas grandes buscas, uma vez que perdi um filho de 11 anos e este fato foi a abertura da minha consciência.
Estou adorante esta viagem nos teus posts.
Beijo na alma.

Mercurio em Escorpiao disse...
1 de outubro de 2012 às 10:45  

Fabuloso António, aplausos, aplausos, aplausos! o António é mesmo um poço de sabedoria, aprendo todos os dias consigo e quero continuar a aprender mais, não se lembre de desencarnar tão cedo, ainda faz muita falta por cá.
Beijinhos

27 de dezembro de 2010

A Morte


Há histórias da nossa vida que conseguimos pôr para trás e só anos mais tarde é que o assunto volta à superfície e a situação fica mais clara. Aconteceu isso comigo, em 2005. Numa tarde de sábado, com dezenas de pessoas presentes nessa aula de astrologia, dei por mim a iniciar a aula - e a despropósito -, falando na 'morte'. Não, na morte do género, ai que pena que morreu, mas sim no exacto processo metafísico em que o espírito se desprende do corpo, com a assistência de uma comitiva de entidades.

Então, lá estava eu embalado a explicar aqueles pormenores todos dos chacras a serem desatarraxados, de baixo para cima e as razões porque a pessoa que está a desencarnar fica com os membros paralisados, sente um peso ou uma dor no peito, antes do respiro final, quando percebi num miléssimo de segundo, que tinha à minha frente aí umas 40 pessoas, que pura e simplesmente tinham deixado de tomar apontamentos (o que era habitual nas minhas aulas) e estavam todas, mas todas mesmo, especadas a olharem para mim fixamente.

Nesse fragmento de segundo, nesse instante cristalizado no tempo, realizei que me tinha posto de pé e além das palavras, estava a usar em mim mesmo, gestos muito enfáticos, nas áreas dos chacras, e lá estava eu a fazer o gesto de ir desatarraxando todos os chacras e que, em simultâneo, perdera a consciência total que tinha pessoas à minha frente.

Ao chegar ao último chacra, o coronário, lá estava eu com o braço levantado, a mão em cima da cabeça, a fazer o gesto de quem abre uma torneira qualquer. Foi nesse momento que tomei consciência do que se estava a passar e fiquei em silêncio. Todos em silêncio. Não sei durante quanto tempo. Pareceu-me uma eternidade.

A aula continuou, mas aquele momento ficou registado para sempre na minha consciência, que o tempo se encarregou de ir diluindo. Se querem que vos diga, nem me lembro sequer em que aula foi.  E, muito menos, porque estou a escrever isto. Devo ter cá por casa, uma gravação desse momento. Tenho que procurar o CD e disponibilizar esse bocado nos podcasts.

Se o tema voltou à baila, na minha memória e nas minhas células, é porque também percebi intensamente que eu próprio já usara os dois prazos anteriores para desencarnar. E que vou a caminho do terceiro e último prazo de validade. Explico melhor: todos os seres humanos ao encarnarem sabem o que escolheram vivenciar e também sabem que dispõem de 3 prazos para desencarnar. Simplesmente, aqui, no planeta Terra, não se lembram dos seus planos. Assim:

1º prazo - O prazo comum, de uma vida, variável de pessoa para pessoa, mas regra geral, é para viverem cerca de 70 a 80 anos. Não julguem que é assim tão maioritário como possa parecer.

2º prazo - É antecipado o momento do desencarne em vários anos terrestres. Por um de dois motivos: por estar a desperdiçar 'demasiado' a sua experiência terrestre (haveria muito a dizer sobre isto) ou, porque a pessoa galgou inúmeras etapas na sua reencarnação e em poucos anos, experimentou pelo menos 90% do que escolhera vivenciar ao reencarnar. Exemplos de ambos os casos? Jesus e os ladrões, crucificados no mesmo dia.

3º prazo - É concedida uma prorrogação do seu tempo limite, também por um de dois motivos: para encerrar ou completar uma experiência, ou porque, devido ao seu livre-arbítrio, esta reencarnação foi a decisiva no último milénio e a pessoa, melhor dito, o seu espírito está mais que preparado para avançar. É um esforço extra para o ser encerrar um ciclo.

Há duas grandes excepções a estas regras gerais dos 3 prazos. Aqueles que desencarnam sendo crianças, adolescentes ou jovens até por volta dos 30 anos. A maioria desses seres que morrem cedo, simplesmente terminaram um ciclo importante na roda de Samsara e, por isso, é necessário que os seus espíritos prossigam caminho em planos muito elevados. Não é de estranhar que neste vasto grupo, seja frequente a morte súbita.

Estes espíritos passam por um certo apuro no momento do desencarne, pois quando alguém morre num acidente, ou de forma súbita, tem sensações diferentes daquele que morre num leito ou de forma mais pacífica. Esses espíritos terão mais dificuldade em compreender o acontecimento no outro plano e, é nesse exacto momento, que no nosso tempo terrestre pode ser considerado como brevíssimos minutos, que os espíritos adquirem a condição exacta da sua grandeza, como seres evoluídos que se libertaram da sua experiência mortal e abraçam a eternidade.

A outra grande excepção a estes prazos são os suicidas. Não desenvolverei este tema, pois requer um tratamento especial separado. Apenas posso acrescentar que o espírito do suicida tem uma experiência completamente diferente daquele que desencarna dentro da programação genético-espiritual. A simples condição de não ter terminado com 'normalidade' a sua vida cármica, fá-lo ficar em débito com todos aqueles seres com quem deveria desenvolver relacionamentos sociais, familiares, profissionais, etc.

O momento de desencarnar é, por incrível que pareça e, ao contrário do que a nossa cultura pretende transmitir, muito menos traumático para a pessoa do que o acto de encarnar, de nascer.

A 'Morte' é entendida pela cultura ocidental como o fim de toda a vida. Já somos muitos os que a aceitamos como mais uma etapa da Grande Viagem. Significa apenas uma mudança que se traduz em deixar para trás o corpo físico e retomar outra vez o nosso lugar no plano de onde viemos. É isso que, afinal, é a morte. Não o fim, a tragédia, o luto… mas o regresso à nossa verdadeira essência, o espírito que todos somos. Por muito que nos custe aceitar e por muito forte que possa ser a nossa dor, a morte, na realidade, não é mais do que uma aprendizagem que o espírito quis realizar.

.

63 comentários:

Astrid Annabelle disse...

Bom dia meu querido António!
Comecei a ler sua "aula" e fiquei assim:
"....e estavam todas, mas todas mesmo, especadas a olharem para mim fixamente."
Simplesmente fantástico este post!
Eu consegui ouvir a sua voz à medida que ía lendo!
Um tema muito próprio para um momento onde o assunto em pauta é a transformação do velho em novo!
Parabéns!
Um beijo grande para um lindo dia!
Astrid Annabelle

António Rosa disse...

Bom dia, querida Astrid,

Este é um texto que surgiu nestas minhas mini-férias do blogue. Estive muito indeciso em o publicar agora, mas o meu raciocínio foi esse mesmo: já que as pessoas gostam tanto de fazerem planos para o ano novo (uma data artificial, meramente humana), então talvez conseguisse transmitir a ideia de 'renovação' para as nossas almas.

Muito obrigado por ter vindo. Espero que o Natal na companhia dos filhos tenha sido muito gostosa.

Muitos beijos

António

Zoai disse...

Caro António,
obrigado pelas tuas palavras imensas.
Tal como a Astrid, também te consegui imaginar nessa aula que, não tendo data, é intemporal.
Votos de um belo começo de semana.
Grande Abraço.
Zoai

António Rosa disse...

Zoai,

Muito agradecido por teres vindo. Estou a ver se me reorganizo para te responder por email. De qualquer maneira fica aqui um abraço e isto: segue em frente, sempre. E para o alto!

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Deve ter sido uma aula fantástica. eu teria gostado de lá e estar e tenho a certeza que também teria deixado de tomar apontamentos.

Durante este ano tenho lido algumas coisas sobre este tema e tenho aprendido bastante... bem, bastante para o que sabia antes, porque diante de uma imensidão de informação é uma gota do oceano!

Obrigada pelo post! :)

angela disse...

Antonio.
Tanta gente pensando em fim e começo tem uma força enorme, mesmo que a data seja artificial.
Adorei o texto, esses momentos de inconsciência são perturbadores até que a gente entende a riqueza deles. Vou ficar atenta aos meus 3 prazos, acho que não tive nenhum ainda, mas preciso pesar num sonho estranho que tive algumas noites atrás.
Li o texto sobre o mapa astrológico do Julian Assange e achei bem interessante.
Espero que tenha tido um bom Natal e que tenha uma Boa entrada de Ano.
Beijos

António Rosa disse...

Gaspas

E eu gostaria de ter visto lá... :)))

Acredita em mim, quando digo que continuo a aprender. E este tema em concreto, não se estuda de ânimo leve, nem é comum falar-se assim em aulas de astrologia. Mas os meus alunos de então, sabiam que eu, na altura, era meio passado da cabeça. Hoje, sou mais sossegado.~

Beijo.

António Rosa disse...

Querida Ângela,

Tive o meu Natal habitual, sem sobressaltos e vendo filmes na televisão. Muito agradecido pelas suas palavras e sempre pelo muito carinho que tem deixado aqui ao longo de todo este ano. Não pense nisso dos 3 prazos. Só falei nisso para as pessoas perceberem que a morte em si, está intimamente ligada às experiências do nosso espírito.

Beijos

António

Filomena Nunes disse...

Bom dia , vivam todos os presentes!

Devo ser uma das poucas excepções de pessoas que nunca tiveram medo da morte. Sempre senti a morte como uma coisa natural e inevitável, vá-se lá saber porquê..
Nunca fiz um luto, nem sequer psicológico, pela morte de entes queridos como a minha avó que me criou, ou por uma amiga intima que partiu cedo num trágico acidente, ou sequer pelo meu pai, mais recentemente.

Quando comecei a estudar metafísica há quase 30 anos e a compreender o processo de reencarnações, etc, sempre me pareceu a coisa mais natural.. foi como um reavivar de memórias inconscientes.

Considero que falar neste tema com a naturalidade com que o António Rosa o fez neste post, muito importante para a sua desmistificação e melhor aceitação.
Costumo dizer às pessoas que me falam da morte com muita dor, que nada receiem porque nós pertencemos ao "outro lado" e não aqui, onde vimos como quem vai à escola! E que, enquanto aqui estiverem, aprendam as lições o melhor que conseguirem, para passarem de ano e a matérias novas..

É um bocado pueril, mas, curiosamente, é bem aceite pelas pessoas no geral.

Um grande abraço <3

Filomena

Susana Vitorino disse...

Bom dia a todos, com os votos de figadeiras desentupidas e vesículas bem estimadas! :)

Também tenho andado recolhida e retirada - ai esta Lua Cheia com eclipse na minha XII - e o Mercúrio Retrógrado em Caprica com o regente na XII... Tanta XII. E eu chego aqui e encontro a Morte. No melhor dos sentidos.

Uma notinha para a minha querida Filó, antes de prosseguir. Plutão em cima do Ascendente?! É trazer a Morte em attachment. Não há como não a ver... Digo eu, que não percebo nada disto, e muito menos de Plutões :)

Querido António, que belo regresso. Que bela aula. Que bela forma de relembrar as transformações não datadas, que o Ano Novo é apenas uma data no calendário que muda.

Já tinha saudades destas reuniões de família :)))

Beijos a todos. Abraço quentinho ao António (e sim, nascer é uma morte violenta..)

Até já*

António Rosa disse...

Bom dia, Filomena,

Muito obrigado pelo testemunho muito bom que aqui deixou.

Também sei que as pessoas, no geral, aceitam bem a ideia do 'outro lado', mesmo que não entendam muito bem estas questões metafísicas.

A dificuldade, regra geral, como sabemos, reside no apego a deixar os que estão à volta.

Um Saturno natal na casa 8, qualquer que seja o signo, representa habitualmente o 'grande medo' - a morte. Pode representar até bastante tormento.

Um grande abraço

António

António Rosa disse...

Olá Susana,

O Mercúrio está quase, quase a ficar directo. É já no dia 29. E as coisas começarão a endireitar e a ficarem na normalidade que precisamos. Nem imagina os transtornos por que passei com esta retrogradação. Mas adiante.

Muito obrigado pelas suas palavras com muita ternura. Envio para si, também, muita, muita.

Um abraço quentinho para si, que sabe muito mias destas cosias do que gosta de aparentar.

Beijos

António

João H disse...

António,

O élan das suas palavras, quer as da aula (presumo), quer estas escritas, sentem-se, deste lado, claramente contaminadas por 'ingredientes especiais' aos quais deu a sua voz. É um privilégio que através do seu Ser nós possamos ter vislumbres do que ainda 'insistimos' em duvidar.. Elas batem numa zona de fascínio/apagamento de ego/entrega do coração difícil de exprimir..
Graças a pessoas como o António, gradualmente, está a tornar-se mais fácil essa expressão.
Um abraço agradecido
JoãoH

António Rosa disse...

João, meu querido,


Que bom que é ter-te aqui a deixares a tua ideia sobre este assunto. Muito agradecido pelas palavras tão queridas e tão generosas. Sempre que falamos nestes assuntos com serenidade, as pessoas sentem e entendem.

Abraço

António

Marcio Nicolau disse...

Lembrei de "Libertação", do Chico Xavier.

Já leu?

lolipop disse...

Caro António,
Sou uma leiga em todos estes assuntos...desculpe.
Infelizmente continuo a ver a morte como ausência, dor e absurdo...estou a ser inteiramente franca.
Mas quero muito aprender mais sobre tudo isto...bom, vem aí um novo ano...vou ter tempo...espero.
Passei para lhe desejar os meus melhores votos nesse ano vindouro, e que nos possamos cruzar mais vezes...

Tudo de bom!
Abraço carinhoso

HAZEL disse...

Que engraçado o seu post sobre o tema da "Morte", quando este tem estado presente em mim de várias formas (não necessariamente más).

Escrevi um post há uns dias onde falo sobre a Morte sem lhe referir o nome ("O homem que atravessa o tempo") e até sonhei que ia a um baile de máscaras onde eu desempenhava, justamente, o papel da Morte. :)

Desconhecia totalmente essa informação sobre os nossos "prazos de validade". Gostava de saber a origem dela.

E, se encontrar o podcast, gostava muito de ouvi-lo! :)

Um beijo, de renovação

António Rosa disse...

Olá Márcio,

O Chico foi um grande professor. Juntamente com outros seres com quem me abri e aprendi. Sobretudo os de filosofia oriental.

Abraço.

António

António Rosa disse...

Lolipop,

Muito agradecido por ter vindo. A maioria das pessoas vê a morte da maneira que descreveu. E é natural que asim seja, pois as igrejas encarregaram-se ao longo dos séculos de incutirem ideias de polaridade - céu ou inferno. Isso não existe, em meu entender, claro. Vermos «a morte como ausência, dor e absurdo» é o que nos norteia neste plano tridimensional, mas os tempos estão a mudar e novas ideias estão a surgir.

Como ambos vivemos em Portugal, vou contar-lhe esta ocorrência que vi e ouvi na TVI24, há um dia ou dois. A jornalista entrevistava o cientista Nuno Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, premiado por ter descoberto a existência de dezenas de planetas extra-solares.

A conversa foi muito interessante e esclarecedora do muito que se avizinha, consoante os equipamentos e os conhecimentos vão aumentando. No fim da conversa a entrevistadora fez a inevitável pergunta, e o diálogo foi mais ou mesmo este:

- E agora, com a descoberta desses planetas no universos e a certeza de existir vida nos mesmos, como é que fica a questão «ciência - Deus»?

Pensei que um cientista tão avançado estivesse preparado para dar uma resposta mais intensa, mas não, foi muito pobrezinho, dizendo algo assim:

- Por enquanto a ciência e a religião ainda não se cruzam.

E eu fiquei a pensar nisto: porque motivo um cientista tão avançado, quando surge a palavra «Deus» tem que ser imediatamente associado a «religião»?

Para mim não faz sentido fazer-se SEMPRE esta associação. basta pensarmos que a religião é uma criação humana. Tal como a ciência.

Muito agradecido e tenho a certeza que conviveremos mais ao longo dos próximos tempos.

Abraço

António

António Rosa disse...

Olá Hazel,

Muito agradecido por ter vindo e deixado o seu testemunho.

Não sei se viu um filme notável, «Meet Joe Black» com Anthony Hopkins e Brad Pitt.

http://www.youtube.com/watch?v=eTuY6n3Grkc&NR=1

Um filme simplesmente notável e que tem tudo a ver com este tema.

O tema 'morte' é tratado deste tempos imemoriais. Todos os clássicos debruçaram-se sobre o tema.

A origem da minha informação é essencialmente oriental, misturas de budismo e hinduísmo.

Tenho que procurar em que cd está essa parte da aula. Recordo-me que foi na Primavera de 2005, portanto, não vai ser muito demorado encontrar essa parte.

Um beijo agradecido

António

Ricardo Nuno disse...

Boa tarde, António! Que bom hoje chegar pra ver os emails e deparar-me com um artigo como este! Não páre de escrever estas coisas, esta sociedade precisa de pedradas no charco... Gostei muito e aprendi mais alguma coisas que desconhecia. Um abraço amigo e bem haja pelas suas palavras.

Lu Souza Brito disse...

Boa tarde Antonio,

Que tema interessante. Vejo com naturalidade a passagem para outro plano espiritual, mas nao conhecia nada a respeito dos 3 prazos. Claro que ás vezes me pergunto porque uma pessoa tão boa e tão justa morre de causa trágica, como aconteceu com alguns conhecidos espíritas - daquele tipo de pessoa que viveu intensamente em prol dos menos favorecidos, mas enfim...
Gostei de saber um pouco mais sobre este assunto.
Espero que o seu Natal tenha sido em total harmonia junto dos seus.
Um grande abraço

Anónimo disse...

O que escreve sobre os prazos faz sentido para mim. Nunca tive medo da morte, embora não me pareça uma coisa muito agradável de se viver. Devíamos "subir céus em corpo e alma" como a´bíblia diz que aconteceu com Maria.

Últimamente parece que tenho sentido a morte a rondar por perto,não por doença, mas por tédio profundo, por ter andado a "desperdiçar" demasiado a experiência terrestre, mas o céu pode esperar, por isso vou pedir uma prorrogação.
Enfim...:-)

Grata pelo post.

HAZEL disse...

Caro António:

Não conheço o filme, mas aquele link que indicou, com cerca de 2 minutos de vídeo, foi mais do que esclarecedor. Entendido!

Agora fiquei com curiosidade para ver o restante. Vou ver se encontro.

Obrigada e um beijinho

António Rosa disse...

Ricardo Nuno,

Que bom ouvir as suas papalvas pois animame-a prosseguir mas a forças não são muitas.

Abraço, querido.

António Rosa disse...

querida Lu,

Fico feliz em saber que encontrou parar mortes súbitas sobretudo de jovens que não estejam envolvidos com sistemas negativos de vida.~~

Beijos e muito obrigado.
P Natal foi bom
António

António Rosa disse...

Cara anónimo das 17:31

Essa metáfora da subida ao céu em corpo em alma, é muito bonitas, mas foi exclusivo de apenas unas quantos profetas.Maria foi uma das abençoadas.

Pode crer que esse «contrato» de prorrogação não é tarefa fácil. Vai ter que e explicar.

Beijo e grato pelo comentário

António Rosa disse...

Hazel

O filme é óptimo mas deve fazer uma leitura adjacente,

Onda Encantada disse...

António,

Confesso, ainda não acabei de ler, mas vou já fazê-lo a seguir... só que só me conseguia lembrar de uma aula em que o António colocou um abatjour na cabeça para explicar, salvo o erro, que o chacra coronário, na maior parte das pessoas, está fechado como se tivessemos um abatjour com furinhos na cabeça, e que a luz só saía por esses furinhos... e eu (que não consegui deixar de largar uma boa gargalhada) levei uma bela duma descompustura porque o assunto era sério... a morte...

LOL...

também me lembro disto! ;) :P

Agora vou acabar de ler :)

Onda Encantada disse...

Bom, cá estou eu novamente...
Acabei de ler...

Vá-se lá saber porquê... a morte física sempre me pareceu "simples". Talvez o meu plutão na 8 me ajude desde muito nova neste entendimento e também sempre foi um assunto que me despertou a atenção.

Não por frieza ou por falta de emoção, ou por falta de amor, mas custa-me às vezes (a maior parte delas) explicar aos outros que a morte é mesmo uma passagem para um outro plano e que cada alma escolhe o seu momento (por tudo o que já foi explicado) para partir, e evoluir noutras "aldeias"... e recordo-me de dois momentos mais dolorosos em que tive que me despedir de um avô materno e de uma avó paterna, mas rapidamente me assolou uma serenidade como se a certeza da sua própria serenidade me inundasse... Sentia-os tranquilos... e ainda me ajudou mais a vê-los partir num Até Já...

Como sempre António, uma aula... de mestre!

Beijocas grandes

Soraia disse...

Olá António!

Estou passando por aqui para agradecer pelo comentário deixado lá no blog.
Desejo a você um 2011 repleto de alegrias.

Paz e harmonia.
Bjs.

Meri Pellens disse...

Excelente, Antônio! Como é bom ler um texto lúcido assim sobre a morte. Muitos evitam falar com medo de atrair. Acho errado. Por que não falar de algo que é natural e pelo qual seguramente todos iremos passar, não é mesmo?
Beijo na alma e um feliz ano novo!

dulce disse...

Meu querido António,

Acho mesmo que este tema veio direitinho para mim..e nao quero ser pretenciosa! Mas esta palavra baila comigo....

Não vou dizer mais nada, até porque já tinha escrito um comentario mas como nao apareceu tentei criar aqui uma identificação..e caso resulte vão sair dois..

é igual á amizade que sinto pelo António x 2..
beijo grande

António Rosa disse...

Olá Onda Encantada,

Com certeza que a imagina o meu sorriso quando me recordou da cena do abatjour numa das aulas. Eu devia andar meio louco naquela época. Mas foi muito bom recordar, Onda. Muito bom, mesmo.

Quanto a este tema, que dizer que já não saiba?

Muitos beijinhos

António

António Rosa disse...

Soraia,

De nada e bom ano 2011 para si também.

António Rosa disse...

Meri,

Muito obrigado pelo calor da sua mensagem. Sinto-me mais acompanhado.

Beijo

António

António Rosa disse...

Dulce, minha querida

Conseguiu uma identificação

Muitos beijos

António

Maria de Fátima disse...

Olá querido António, boas entradas em 2011.Beijocas.

Cristiano Melo disse...

Caro amigo António,

O seu "estado inconsciente/consciente" ou se quiser denominar "em transe", não me aterei neste comentário, pois acredito que só você (só você mesmo) é que sabe, dentro aí em alguma parte, o motivo de tal feita (acho muito bom que tenha acontecido num momento de ensinamento).

Achei curioso a explicação dos três períodos, não conhecia dessa maneira, muito embora compreenda isto, aliás, muito mais que isso, acredito que seja assim, mas o meu aprendizado com o budismo denomina de outra forma, as mesmas passagens!

No budismo somos encorajados a meditar sobre a morte, a impermanência e o desapego, entre outras para outras situações. Como objetivo de treinar a mente para a tranquilidade e, na hora do início da próxima viagem, sua essência (espírito) tenha mais calma e serenidade (sapiência) para onde e como ir. Seu texto é por demais elucidativo para muitos, de forma clara e objetiva, nos aponta distintos caminhos, que são de cada um (de acordo com o seu carma).

Outrossim, aqui na Terra, ou em outros planetas e dimensões (não irei além daqui - risos), a existência de todos os seres se dá pela transformação da matéria e energia no processo de nascimento/morte/nascimento/morte... Essa é uma máxima da "Natureza". E eu consordo com você caro amigo, que o sair de uma vida é menos "traumático" que renascer. Mas ainda assim, faz parte de nossa jornada!

Como sempre eu agradeço a sua disposição em trazer ensinamentos e experiências ricas de tão humanas, num trabalho sólido e gratificante para quem tem a sorte e a lucidez para lhe "LER".

Forte Abraço brasileiro

Cris

António Rosa disse...

Olá Maria de Fátima,

Muito obrigado. Também te desejo tudo de bom para 2011 e, sobretudo que a recuperação cirúrgica do teu marido esteja a decorrer pelo melhor.

Beijos

António

Folhetim Cultural disse...

Olá parabéns pelo trabalho e pelo blog. Gostaria que visitasse meu blog que é este: informativofolhetimcultural.blogspot.com
nos siga abraços
Ass: Magno Oliveira

António Rosa disse...

Meu muito querido Cristiano,

Nem imaginas o quanto te agradeço este testemunho, sobretudo por saber que és budista e que as tuas convicções são profundas e acompanhadas de uma prática constante. Não deve ser fácil para um ocidental como tu, entrares em outro registo tão especial como o budismo.

Agradeço-te também a delicadeza em como expões o assunto, incentivando-me a continuar.

Como compreenderás, tenho profunda consciência que aquilo que escrevo é lido maioritariamente por pessoas inseridas na chamada cultura ocidental. Com tudo o que isso tem. Por exemplo, mais acima, alguém dizia que gostava de saber a origem destas ideias sobre os 3 prazos. A minha resposta foi muito breve e referi-me ao budismo e hinduísmo. E assim é.

Eu era muito jovem, teria uns 14 a 15 anos, e vivíamos na ilha de Moçambique, quando o meu pai me perguntou se eu gostaria de aprofundar os livros sagrados. Naquela época, há 46 anos atrás e naquela comunidade o que se sabia do assunto nada era. E assim comecei, em simultâneo, com os estudos da Bíblia e do Alcorão até aos meus 18-19 anos. Desde aí, entrei em muitas aprendizagens chamadas espirituais, entre elas o budismo e o hinduísmo. Mas houve muitas outras aprendizagens pelo meio.

Estas palavras do post são fruto dessas vivências.

Um grande abraço

António

Lua Nova disse...

Seu post é muito envolvente e imagino como as pessoas ficaram absorvidas na sua narrativa, já que vc parece falar com absoluto conhecimento de causa e de todo coração. Gostaria muito de assistir uma aula sua e, quem sabe, mover meu espírito nessa direção mais uma vez. Ando muito descrente e não consigo ver muito além dos olhos físicos. Talvez seja só uma fase, e eu espero que sim, pois seria muito mais feliz se tivesse o privilégio e o conforto de crer em algo maior e muito além do que vemos. Isso está dentro de mim que eu sei, mas onde?
De qualquer modo, adoro frequentar seu blog e pretendo ser muito mais assídua ano que vem.
Beijokas.

António Rosa disse...

Folhetim cultural

Terei muito gosto em retribuir a sua visita.

Até já.

António Rosa disse...

Lua Nova

Gostei muito do seu testemunho, feito com o coração. Não tem mal nenhum você ver as coisas da forma que vê, assim como também não tem mal eu ter estas minhas ideias e opiniões. A caminhada é isso mesmo. Vamos seguindo e ocorrem acontecimentos que nós mesmos atrairmos para aprendermos com esses assuntos.

Gosto da sua visita ao blogue, pois é uma lufada de ar fresco.

beijos.

Siala disse...

António...um texto simples, forte e extremamente interessante! Muito haveria a falar sobre este assunto da "morte" :) sempre encarei esse momento como algo natural e o regresso a "casa".
Estou em período de recolhimento, mas não podia deixar de vir aqui comentar!
Namasté!

Élys disse...

Mais uma vez você escreve de forma bastante esclarecedora.
A meu ver é importante estes temas serem mostrados para que ajudem as pessoas a perderem o medo da morte. A Terra é, apenas, uma escola para a nossa evolução espiritual.
Muito boa a sua postagem.
Desejo que tenha um Ano Novo de muita paz e muito abençoado.
Um abraço.

António Rosa disse...

Olá Siala,

Muito obrigado por teres interrompido o teu recolhimento e teres vindo até aqui. Eu fiz o meu recolhimento a semana passada, pois a quadra do Natal deixa-me desassossegado.

Muitos beijos

António

António Rosa disse...

Caro Élys,

Espero que tenha tido uma quadra natalícia com saúde e com a família à volta. Muito obrigado pelas suas palavras, sempre gentis. Procuro escrever como sei, sem nada mais elaborado, pois eu próprio necessito de que as coisas sejam simples.

Grande abraço, meu amigo.

António

Maria Raquel Tavares disse...

Querido Mestre,
como me lembro desta aula.
Tudo o que aprendi e aprendo consigo é importante para mim, mas esta aula foi uma das que mais me marcou e fez mudar a minha visão acerca da Morte.

Ainda dia 19 deste mês num workshop que dei sobre os chacras e a saúde, falei sobre o assunto e referi - "como aprendi com o meu mestre, existem 3 datas previsiveis para a morte..." o silêncio impôs-se na sala e senti a atenção de todos fixa ao tema.

A missão "de mensageiro" cumpre-se e repete-se.
Grata eternamente por estes nossos reencontros que v<~em de outras vidas.

O meu enorme abraço de luz, com todo o amor, pelo ser maravilhoso que É.

Raquel

António Rosa disse...

Querida Raquel,

Li o seu comentário e fiquei muito emocionado, pois sento que se cumpriu a 'mensagem', que está a ser passada a outros.

Imagino esse momento ocorrido consigo no dia 19. Deve ter sido único.

Muito obrigado. Muito obrigado, também, por estar presente na minha vida.

Raquel, passaram 5 anos e no entanto tenho a sensação que decorreu toda uma vida.

Muitos beijos.

António

Paulo Francisco disse...

Antônio, uma texto fantástico! não consegui parar pra nada...absorvi cada palavra, cada frase...e agora estou aqui a pensar.
Um grande abraço!

Adelaide Figueiredo disse...

António,

Só hoje li o texto. Este Mercúrio rex trouxe problemas ao meu computador. Vamos lá ver se já os resolvi por completo.
Este texto é muito interessante. A morte para mim é mesmo o regresso a casa. Aqui estamos de passagem, para aprender, evoluir e avançar. O que me faz sentir um pouco receosa é o sofrimento, a doença, , aquelas coisas da velhice. No entanto, penso que faz parte desta estada por aqui.

Abraço

Paula Fernandes disse...

Estreei hoje no Blog e olha q pensei q fosse antigo o post... que nada, fresquinho!!! Para 2011.
Lindo, que prazer. Prazer é senão a Morte desatarrachando os elos de luz para flutuarem livremente, soltando-se do peso do corpo. Corpo de luz enquanto carregados por eles, chacras.
Lindo, adorei. Com todo o carinho, prazer em te conhecer, Antonio.

marcelo dalla disse...

Olá querido!!!!!!
Taí um assunto que me fascina. Adoraria estar presente nessa aula que deu, deve ter sido uma delícia.
Aliás, cá entre nós, morrer deve ser uma delícia. :)

Lá no terreiro de Umbanda que frequento, há um guia que sempre diz: - adoro estar morto! :))))

Adorei o post.
abraço querido!

António Rosa disse...

Paulo,

Nem imaginas como aprecio a tua presença por este espaço.

Grande abraço e um bom 2011.

António

António Rosa disse...

Adelaide, minha amiga,

Cá estamos a terminar o ano e estou ansioso que este Merc rx se vá hoje mesmo, pois em todo o ano foi sem dúvida o que mais problemas trouxe. Muito agradecido pelas palavras. Um bom 2011.

Abraço

António

António Rosa disse...

Paula

Muito agradecido por ter vindo. Vou já conhecer o seu blogue. Abraços.

António

António Rosa disse...

Marcelo

Já está de regresso a São Paulo? Eu sei que estes temas atraem muito a nossa atenção. Grande abraço e um excelente 2011.

Abraço

António

Luisa Sal disse...

António

Adorei! Lembro-me dessa aula, também lá estava...

Bem haja

Abraço

Luisa

António Rosa disse...

Luisa

Que bom tê-la aqui. Veja por donde aquela tarde nos conduziu.

Muito obrigado.

Beijo.

Luz de Estrela disse...

Oi Antônio,
Cá eu de novo. Hoje tirei o dia para te conhecer. Que benção estar diante de ti.
O tema morte foi uma das minhas grandes buscas, uma vez que perdi um filho de 11 anos e este fato foi a abertura da minha consciência.
Estou adorante esta viagem nos teus posts.
Beijo na alma.

Mercurio em Escorpiao disse...

Fabuloso António, aplausos, aplausos, aplausos! o António é mesmo um poço de sabedoria, aprendo todos os dias consigo e quero continuar a aprender mais, não se lembre de desencarnar tão cedo, ainda faz muita falta por cá.
Beijinhos

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