Os relacionamentos

17 de agosto de 2008 ·

No século 18, o químico francês Antoine Lavoisier, nas suas investigações científicas, descobriu que "na natureza nada se perde, tudo se transforma". A mesma lei aplica-se a nós, seres humanos, aos nossos sentimentos e, portanto, também, aos nossos relacionamentos amorosos. Por ser uma lei do universo, não se consegue contrariá-la. Ou é cumprida ou não. Deve ser entendida, sentida e aprofundada. Se assim for, o “resto” acontece com naturalidade, se existirem as condições apropriadas.

No entanto, atrevo-me a dizer que a maioria de nós
não conseguimos entender-nos com os nossos próprios sentimentos amorosos, nem com esta lei aplicada à nossa própria vida.
E criamos obstáculos à execução da mesma, entrando frequentemente, em situações de extrema frustração e/ou depressão, que conduzem a outras situações. Que fique claro, caros leitores/as, que ao longo da minha vida, também não consegui entender esta lei e, muito menos, aplicá-la. Hoje, simplesmente, conheço e vivencio as consequências dessa "falta de atenção" às coisas que me estiveram potencialmente destinadas. E este "destinadas" não tem qualquer conotação com fatalismo. A astrologia explica isto de forma magistral.

Continuemos, por favor. Se "na natureza nada nada se perde, tudo se transforma", então façamos a pergunta essencial: que tudo é este que
se transforma? A resposta é simples: a energia. Que transforma a sua forma. Porque é de energia que estamos a falar. A energia é sempre a mesma, o que muda é a forma como se apresenta. Simples. A energia do amor, também. Aquilo que vocês chamam de "amor". Aquilo que acham que é o amor.

Sabemos que os rios, mares e lagos são água em estado líquido. É energia na forma líquida. Também sabemos que o gelo é água em estado sólido. É energia na forma sólida. Igualmente sabemos que o vapor é água em estado gasoso.
É energia na forma gasosa. Estas imagens pertencem ao nosso quotidiano. Em casa, todos sabemos utilizar esta energia (água) nas suas diferentes formas. O factor que processa a transformação nessas diversas formas é apenas a temperatura. Ao encontrar as condições apropriadas, a energia muda sempre de forma. Sempre. É uma lei do universo. Nas relações amorosas, também. É a mesma lei.
Outro exemplo conhecido: uma semente é um óvulo já fecundado e quando fertilizado, contém um embrião a partir do qual surge uma planta que crescerá, se encontrar as condições apropriadas. Essa planta dará uma flor que, por sua vez, contém sementes. É o ciclo completo da natureza. Estamos sempre a falar da mesma energia. Apenas muda a forma. A mesma energia em forma de semente, planta e flor. Nas relações amorosas, também. Em astrologia estamos sempre a falar de ciclos.

Quando pensamos em água, não temos dificuldade em pensar nela como sendo energia. A humanidade tem sabido utilizar esta energia. P
orque conseguimos ver a água. Tal como vemos a semente, a planta e a flor. E vemos as diferentes mudanças de formas. Isto conseguimos compreender.

Há energias que não se conseguem ver. O ar que respiramos, a brisa, o vento. Mas sabemos que existe. Não possui energia sólida. É subtil. Mas não tão subtil, ao ponto de não se sentir no nosso próprio corpo, que vibra perfeitamente com a brisa que nos toca, ou o vento que nos fustiga.


Com os sentimentos amorosos dos seres humanos é exactamente da mesma maneira. o se consegue ver, mas está lá. O sentimento que tu chamas de amor está contigo, desde o momento que nasceste. É uma energia invisível que não te abandona nunca. Expressa-se de formas diferentes. É aqui que podem residir alguns equívocos: achares que o amor que dedicas aos teus pais, teus irmãos, teus filhos e amigos são coisas muito diferentes do amor que sentes pelo companheiro/a. Tudo é a energia do amor. Que se expressa de formas diferentes. Porque as condições são diferentes.
Por acaso não amas os teus filhos, independentemente da idade que tenham? Então? Em que ficamos? Claro que, quando eles são bébes tens que cuidar deles de uma forma diferente, de quando, mais tarde, são crianças, adolescentes ou adultos. No entanto, o amor é o mesmo. A forma como o expressas é que difere. Disso, não duvidas, pois não? Esse amor acompanha-te ao longo da tua vida. Não desaparece. Se as sogras olhassem para as noras e genros com apreço e gratidão, por estas e estes amarem os filhos/as que elas pariram, criaram, cuidaram e amam... Com as noras e genros, o mesmo. Pois, então! A maioria de nós não consegue pôr a funcionar o 4º Raio da Criação - tentar a Harmonia através do Conflito.

Estou sempre a falar do mesmo: novas vibrações, nova era,
novas energias, era de Aquário, aquilo que chamamos de espiritualidade... É disto que eu falo, por exemplo, com os exemplos que dei até ao momento, neste texto. Somos nós quem deve iniciar essa mudança. E este "nós", sou eu e "tu", que me estás a ler. A aprendizagem é total e global, porque estamos todos na mesma nave - o planeta Terra. É esta nave que nos está a ensinar a... amar. Aliás, sempre ensinou. E nós, cegos e surdos aos seus ensinamentos. Qualquer dia, escreverei aqui, sobre o significado holístico e metafísico da doença que chamamos "cancro", para ficares a saber que está associada à falta de amor ou, pelo menos, à sensação que se pode ter de faltar amor. É por isto que estudo astrologia. Para entender...

Cresceste e aprendeste a dar nomes diferentes à mesma energia que conheces pelo nome de amor. Amor de mãe. Amor de irmão. Amor filial. Ao amor de amigo, chamas amizade. No entanto, só pensas e classificas de “amor-amor” quando se trata do teu companheiro/a, do teu namorado/a. E iludes-te, pensando que é o amor verdadeiro. Como se as outras formas de amor não fossem verdadeiras. Lá saberás o motivo, talvez porque fazes sexo com esse ser que te acompanha. O sexo faz falta, todos sabemos e gostamos. É bom e é uma energia muito positiva. Daí ter surgido a frase: “fazer amor” que, como saberás, é uma invenção da humanidade, porque o amor não se faz, vive-se. Eventualmente, fazes sexo com o ser amado, o que é diferente. Imagino que não te passa pela cabeça fazer sexo com os teus familiares e amigos [deixemos de fora as excepções negativas, que confirmam a regra, por favor]. Por estas e outras razões, talvez aches que aquilo que sentes pelo companheiro/a é o único e verdadeiro amor.

No ocidente [que conheço melhor] as pessoas são treinadas a acreditarem na ilusão. São múltiplos e enfadonhos os exemplos de ilusão. Anotemos alguns pequenos exemplos que eu tenho ouvido ao longo da vida, sobretudo do lado feminino: “é a minha alma gémea”, “é o único amor da minha vida”, “é o grande amor da minha vida”, “não consigo viver sem ele”, “que vai ser de mim, sem ele?”, “apetece-m
e morrer porque ele tem outra”. É um tédio. Assim está meia humanidade. Completamente dependente de uma forma de expressão e, sobretudo, de outra pessoa.

Há sempre o secreto sonho de encontrarmos a cara metade com quem se criará uma relação tão duradoura, como a dos nossos avós. Hoje, o exemplo já tem que ser com os avós… Há uns anos podíamos dar os nossos pais, como exemplo de uma relação duradoura. São outros tempos. Não que sejam melhores, apenas diferentes. A energia mudou…

Duas pessoas conhecem-se, sentem-se mutuamente atraídas e iniciam uma relação que se transformará em amorosa.

"Ele lá lhe disse a medo: 'O meu nome é Pedro e o teu qual é?' Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou a Cinderela'"*
*["Cinderela" de Carlos Paião]

Têm em comum uma característica: sentem que alguma coisa dentro deles se alterou. É um sentimento a surgir. É a energia do amor a criar uma nova forma. Essa energia sempre lá esteve. Pertence ao teu Ser único e insubstituível. Simplesmente, está a mudar de forma. Tal como acontece com a água e a semente, a energia do amor toma nova forma por ter encontrado as condições apropriadas.

É exactamente aqui que se geram os maiores equívocos, por desconhecimento das pessoas. A partir deste momento, entram em jogo outros factores de enorme importância. Entra muita coisa ao barulh
o, à confusão, que pode turvar essa relação. Habitualmente, esses factores conseguem contaminar a relação amorosa. Quando esta confusão está instalada muitas pessoas vão ao astrólogo/a lamentarem-se das suas vidas. E pedem sinastrias, na esperança que os astros arranjem o que elas próprias estragaram...
Porque a pessoa ao sentir que irrompe um sentimento amoroso dentro de si, encontra-se incapaz de se auto-analisar. Está disposta a se entregar a esse sentimento. Isso é muito bom.

"E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si. Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..." *
*["Cinderela" de Carlos Paião]

Se nós fizéssemos tudo para manter a energia amorosa nessa forma de pureza inicial... Se os sentimentos se ficassem por aqui... Simplesmente, que se amassem, que amassem e se deixassem amar pelo outro... É uma oportunidade única e especial que os aparelhos do corpo físico possuem para entrarem em sintonia fina com a alma. Simplesmente, amar. Mas não é assim que, habitualmente, processamos. Quando esse sentimento aparenta ser correspondido, parece entrar em imediatamente em funcionamento os mecanismos que só atrapalham o relacionamento: a personalidade de cada um, o ego exacerbado, a mente e as emoções.

A lei diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma. Essa nova forma do sentimento que surge, não é percebido como simplesmente “amor”, mas sim, entendido, como sendo “um amor exclusivo por aquela pessoa”, não sobrando nada para ela própria. Assim, dificilmente, o relacionamento poderá sobreviver. É apenas uma questão de tempo… Porque nos esquecemos de partilhar assim:

"E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos."*
*["Cinderela" de Carlos Paião]

O resto é feito por uma certa incapacidade de auto-conhecimento de cada um de nós. Se a pessoa acreditar que esse amor é apenas para ser dedicado ao outro, não percebe que, se não se amar primeiro, se não tiver a sua auto-estima bem trabalhada, não está a fazer nenhuma partilha, mas sim uma entrega submissa, cega e sem sentido. Nem sequer é uma dádiva. Simplesmente, está a criar uma enorme dependência pelo outro/a, que será fatal a esse relacionamento. [Talvez esteja na altura de ires a uma consulta de um/a astrólogo/a capaz. Já agora, aproveita e escolhe bem. Se não conheces ninguém, vai à minha lista de linques astrológicos e escolhe. Os melhores, em Portugal, estão lá.]


Continuando. O “resto” é confundido com uma miríade de emoções e pensamentos, que são completamente independentes do sentimento amoroso. É nesta fase que se criam as dependências, tão nefastas nos relacionamentos. Praticamente, desde o início, que a relação pode ter entrado em derrapagem, desequilibrando-se, descentrando-se.

Fica assim criado o caminho certeiro para que a energia do amor volte a arrefecer, iniciando nova transformação, recolhendo-se ao sacrário do coração, por não encontrar as condições apropriadas para o seu desenvolvimento.

“Ele é meu”, “ela é minha”. Atitudes de posse, de autoridade, com todas as emoções e pensamentos negativos que isso acarreta. No início, tudo parece bonito, mas aos poucos entram os restantes factores alheios à energia amorosa. Os ciúmes, o poder, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações, etc. Todas estas questões estão muito estudadas e não é minha pretensão explicar estas coisas, aqui. Repararam que até ao momento já mencionei a natureza de todos os planetas e signos do zodíaco? Se estudas astrologia, procura bem.

Se a semente é uma energia que vai transformando a forma até surgir a flor, porque razão, o amor não pode ir assumindo formas diferentes? Porque razão, numa relação amorosa, os parceiros não dão oportunidade a que essa energia (o amor) adquira uma forma realmente amorosa?
Talvez porque todas aquelas atitudes tomadas pela personalidade, ego, mente e emoções - os ciúmes, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações... - foram esticadas ao excesso e passaram a dominar o relacionamento, por vezes de forma tão encapotada que até parece estar tudo bem. Quando não está.

Onde ficou aquela energia que desde o início vocês chamaram de amor?

O amor ficou tapado, entulhado, coberto, cheio de lixo psíquico e mental; escureceu, perdeu brilho, retirou-se, já não está presente. Em suma, voltou a mudar de forma.

E, assim, instala-se o vazio da alma. Mais uma vez, caíste na armadilha de acreditares que apenas és o corpo que tens. Ilusão, pura ilusão. Que consigas fazer melhor, da próxima vez que te enamorares. Sim, porque a vida vai dar-te outra oportunidade. Fica atento/a. Dá uma oportunidade a ti mesmo/a. Mas tenta não repetir o mesmo. Tenta melhorar.

Por favor, não me apareças nas consultas de astrologia, a quereres saber quando te vais apaixonar novamente... pois o mais certo é ouvires coisas sobre Saturno e Plutão - :) - e certamente ficarás desiludido/a.

===

Cantemos com Carlos Paião:
* Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.
Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...
Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.
Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.
Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...
Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.
E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..."
Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.


"Cinderela" de Carlos Paião

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Este artigo foi publicado no meu já desaparecido blogue "Postais da Novalis" em Junho de 2006. Foi ligeiramente adaptado para ser publicado neste blogue de astrologia em Agosto de 2008.

35 comentários:

adelaide figueiredo disse...
17 de agosto de 2008 às 13:28  

António

Estou maravilhada!!!!

Gostei muito muito!

Não tenho palavras para descrever como tudo bateu cá dentro e encaixou no meu pemsamento!!

Penso assim, mas por vezes é difícil reagirmos quando estamos dentro das situações.

Mais uma vez obrigada por este post.

Até a música entra na perfeição!!

Não consigo dizer mais nada. Estou emocionada.

Abraço

Adelaide Figueiredo

António Rosa disse...
17 de agosto de 2008 às 13:44  

Adelaide,

Muito obrigado.

Reparou que a astrologia está presente desde o principio?

Abraço

António

Maria Paula disse...
17 de agosto de 2008 às 14:46  

Boa tarde António
Boa tarde Adelaide

Realçar a opinião da Adelaide neste post, uma verdadeira obra de arte.

Beijinhos aos dois

António Rosa disse...
17 de agosto de 2008 às 14:51  

Olá Maria Paula,

Muito obrigado. É bom saber que os amigos estão a ler. É um texto que me foi recordado recentemente pela Samsara.

Beijinho

António

Maria Paula disse...
17 de agosto de 2008 às 15:58  

Este post relembrou-me o livro "o teu corpo não mente" de Luís Simões, onde em continuidade ao teu post maravilhoso, confirma o que a Lei diz: na natureza nada se perde, tudo se transforma.

:)

Anónimo disse...
17 de agosto de 2008 às 16:02  

Em Junho de 2006?! Caramba, há tanto tempo! Podia jurar com a mão na Bíblia que foi mais tarde, mas...
Na altura li e gostei muito, gosto ainda, e então com a música do Carlos Paião fica delicioso.(na altura ainda não sabias pôr música)
Fizeste-me sorrir, Ursinho, obrigada :)

Visitante das 16.01

António Rosa disse...
17 de agosto de 2008 às 16:23  

Maria Paula,

Nós, seres humanos, é que não ligamos a estas coisas da "energia".

kiss

António

António Rosa disse...
17 de agosto de 2008 às 16:25  

Visitante das 16:02,

Também me fizeste sorrir.

:))

António

Anónimo disse...
17 de agosto de 2008 às 18:07  

“O amor não é invejoso
O amor não se vende
Não se enche de orgulho
Não é inconveniente
Não procura os seus próprios interesses
Não se irrita
Não traz mal
Não pactua com a justiça
Mas rejubila com a verdade; tudo suporta
Crê em tudo, espera tudo, tudo suporá
O amor jamais morre….”

Um post filosófico, mas de enorme beleza, parabéns

António Rosa disse...
17 de agosto de 2008 às 18:26  

Visitante das 18:07

Muito obrigado.

A.

Astrid Annabelle disse...
18 de agosto de 2008 às 12:40  

António,
eu que estava sentada me ponho de pé para aplaudí-lo!
Parabéns muitas vezes. Excelente!!!
Olha, o Navegante do Infinito tem por finalidade, entre outras coisas, divulgar excelências...se me permites irei fazer uma chamada para este seu momento maravilhoso.
Ah! tenho lembrança de junho de 2006.
Um beijo grande.
Ma Jivan Prabhuta

Astrid Annabelle disse...
18 de agosto de 2008 às 13:45  

Pronto António.
Já fiz a chamada para este excelente texto seu!!!
Espero que gostes.
Bjkas.
Ma Jivan Prabhuta

neo disse...
18 de agosto de 2008 às 18:08  

António Rosa.
Um texto portentoso, sobre o amor que o António diz conter todos os signos. Eu não vi, talvez porque sou leigo, mas senti que por ventura estivessem todos, tão vasta a dimensão da análise que nos permite pensar, eu penso, que tudo habita em nós, mas não sabemos tudo, e há ainda importantes reflexos de nós que nos são transmitidos do exterior e dos próprios interlocutores do momento que também eles são portadores de energia e receptores. E é desta interligação fabulosa,produzida globalmente, quantas vezes num instantâneo, que se evidencia o sentimento que chamamos amor.
O seu texto tém poderosas energias. É indutor delas e condutor.
O António rosa é uma fonte transmissora ou encaminhante de energias positivas, aproveito para manifestar a minha gratidão por todas as atenções que tem dedicado aos meus Blogs e ao meu projecto Biocrónicas.
As minhas calorosas saudações.
Um grande braço de amigo

António Rosa disse...
18 de agosto de 2008 às 21:32  

Astrid,

Fiquei muito emocionado com as tuas palavras e com a chamada de atenção no teu blogue. Muito obrigado. Muito sensibilizado.

Antes de quinta-feira não vou poder colocar um post novo, pois há uns dias, a Escola de Astrologia Nova-Lis recebeu um convite muito honroso de um município português afastado de Lisboa, para no dia 20, irmos da ruma conferência astrológica. Tenho estado muito dedicada à preparação desse evento que me surpreendeu muito.

Depois conto aqui no blogue.

Um beijo e novamente a minha gratidão.

António

António Rosa disse...
18 de agosto de 2008 às 21:44  

Amigo Neo,

As suas belas palavras são bálsamo para os meus sentidos. É sempre bom quando sentimos o calor de alguém, como o Neo, que sabe cantar o amor como ninguém.

O meu coração agradece e reconhece o Ser que há em si.

Estarei meio ausente até quinta-feira, porque recebemos um honroso convite do município beirão para no dia 20 irmos falar de astrologia, e tenho estado ocupado a preparar esse material.

Muito obrigado e um abraço

António

Maria Paula disse...
18 de agosto de 2008 às 23:54  

Boa noite António!

Fico contente por si por essa conferência. ;) Com que então município beirão???? hummmmm

Se tiver disponibilidade, aproveite e venha conhecer a minha terra que também é beirã ;)

Não o vou incomodar mais. Fico tranquilamente a espera.

Força amigo! :)))

António Rosa disse...
19 de agosto de 2008 às 08:31  

Olá Maria Paula,

Em Pampilhosa da Serra.

:)


A.

HighLander77 disse...
19 de agosto de 2008 às 14:58  

Ola Antonio,
Simplesmente excelente este texto.
Nao e possivel amar o outro sem nos amarmos a nos proprios...
Os 12 "artistas" do Zodiaco bem presentes neste texto.
No meio dos relacionamentos acho que a possessividade e normalmente o grande ponto de ruptura nas mesmas...
O sr. da XII e que sabia, mas neste mundo em que vivemos nao e facil.

Abraco,

Paulo

Dunyazade disse...
22 de agosto de 2008 às 14:08  

Quando escreveu este artigo inicialmente - e, depois, quando o adatou mais tarde: o que é que o Neptuno em trânsito andava a fazer ao seu mapa natal? :p

E já agora, o plutão também :p

I'm curious!!!

MEU DOCE AMOR disse...
23 de agosto de 2008 às 14:20  

Querido António:

Faz tempo que aqui não comento.

Já te li mais que uma vez,mas hoje decidi cumprimentar.Lindo post.Voltarei para te ler mais logo.Sempre gostei do que escreves,como sabes.

Deixo um beijinho doce de saudade e oxalá que me dês a alegria da tua visita.

Talvez que me ajudes a dar a resposta que lá faço...

Um beijinho e xi apertado

Cova do Urso? Um sonho de lugar...conheço.

António Rosa disse...
23 de agosto de 2008 às 14:46  

Dunyazade,

Acredita que não faço ideia de quais seriam os trânsitos? Só mesmo indo ao mapa.

As adaptações para esta versão, foram as achegas astrológicas e uma revisão para eliminar algumas gralhas.

Abraço

António Rosa disse...
23 de agosto de 2008 às 14:47  

Meu doce amor

Vou tentar descobrir isso no meio dos vários blogues que possuis. Não vai ser tarefa fácil.

Beijos

António

António Rosa disse...
23 de agosto de 2008 às 14:49  

Olá PaulO,

Só hoje é que me apercebi que tinhas comentado aqui. Nem imaginas - entraram quase 200 emails que estavam retido não sei onde...

Só a mim.

Abraço

António Rosa disse...
23 de agosto de 2008 às 15:07  

Meu doce amor,

Julgo ter respondido no blogue certo.

António Rosa disse...
23 de agosto de 2008 às 15:08  

Agradecido a todos, pois com tantos comentários, este top entrou nos "mais"...

Beijinho

António Rosa disse...
23 de agosto de 2008 às 15:13  

Dunyazade,

Fui ver os meus trânsitos, como perguntou:

- em Junho 2006 Neptuno fazia um trígono ao meu Sol e NADA MAIS.

- em Agosto 2008 Neptuno está a despedir-se do trígono ao Sol, faz um sextil à Lua e outro ao Nodo Norte. Nada mais.

Abraço

Dunyazade disse...
23 de agosto de 2008 às 23:55  

"em Junho 2006 Neptuno fazia um trígono ao meu Sol e NADA MAIS."

Pareceu-me uma escrita inspirada por isso é que perguntei por Neptuno (e Plutão - just in case, lol).

Shin Tau disse...
4 de julho de 2009 às 00:41  

António,

obrigada por divulgares tão importante texto!

Atrevo-me a acrescentar que quando uma relação acaba transformamos esse mesmo Amor, que sempre existiu desde que nós somos, no seu pólo oposto, o ódio, esquecendo-nos de que é a nós que estamos a odiar.

Acredito que as coisas estão a mudar, mas acho que hoje em dia, temos pouca tolerância para tudo oque nos possa dar trabalho e nas relações então é notório. Crescer com alguém é duro e muitos desistem pelo caminho.

Beijocas e obrigada mesmo ;)

adriana disse...
4 de julho de 2009 às 13:18  

Belíssimo, António!
Como de costume.
A&L

Astrid Annabelle disse...
4 de julho de 2009 às 19:16  

António!
me lembrei imediatamente da emoção desse dia!
Lindo texto...para ser republicado muitas vezes...
Não é por acaso que sou sua fã de carteirinha!!!!
Um beijo.
Astrid Annabelle

Fada Moranga disse...
4 de julho de 2009 às 21:09  

António, já diz o povo:

O maior cego é aquele que não quer ver...

E o povo sabe o que diz! Viva o povo!

Beijos***deFada

António Rosa, José disse...
5 de julho de 2009 às 10:49  

@Adriana
@Astrid
@Fada

Que surpresa encontrá-las aqui. Foi bom.

beijos

Marise Catrine disse...
6 de julho de 2009 às 14:24  

Sabes António, eu gosto de ti!

;)

***

Rosita de Palma disse...
8 de setembro de 2009 às 10:15  

Bom dia António,

finalmente um comentário meu neste blog (interessantíssimo).

"Amei de paixão" este texto, preciso meditar sobre ele.

Abraço!

Vimar disse...
31 de agosto de 2010 às 21:42  

António

Foi uma experiência muito gratificante esta de "passear" pelo seu Blog. Acabei a ler em vez de passear. Bem haja pelos ensinamentos que disponibiliza a todos nós.

Um abraço
Teresa Pais

17 de agosto de 2008

Os relacionamentos

No século 18, o químico francês Antoine Lavoisier, nas suas investigações científicas, descobriu que "na natureza nada se perde, tudo se transforma". A mesma lei aplica-se a nós, seres humanos, aos nossos sentimentos e, portanto, também, aos nossos relacionamentos amorosos. Por ser uma lei do universo, não se consegue contrariá-la. Ou é cumprida ou não. Deve ser entendida, sentida e aprofundada. Se assim for, o “resto” acontece com naturalidade, se existirem as condições apropriadas.

No entanto, atrevo-me a dizer que a maioria de nós
não conseguimos entender-nos com os nossos próprios sentimentos amorosos, nem com esta lei aplicada à nossa própria vida.
E criamos obstáculos à execução da mesma, entrando frequentemente, em situações de extrema frustração e/ou depressão, que conduzem a outras situações. Que fique claro, caros leitores/as, que ao longo da minha vida, também não consegui entender esta lei e, muito menos, aplicá-la. Hoje, simplesmente, conheço e vivencio as consequências dessa "falta de atenção" às coisas que me estiveram potencialmente destinadas. E este "destinadas" não tem qualquer conotação com fatalismo. A astrologia explica isto de forma magistral.

Continuemos, por favor. Se "na natureza nada nada se perde, tudo se transforma", então façamos a pergunta essencial: que tudo é este que
se transforma? A resposta é simples: a energia. Que transforma a sua forma. Porque é de energia que estamos a falar. A energia é sempre a mesma, o que muda é a forma como se apresenta. Simples. A energia do amor, também. Aquilo que vocês chamam de "amor". Aquilo que acham que é o amor.

Sabemos que os rios, mares e lagos são água em estado líquido. É energia na forma líquida. Também sabemos que o gelo é água em estado sólido. É energia na forma sólida. Igualmente sabemos que o vapor é água em estado gasoso.
É energia na forma gasosa. Estas imagens pertencem ao nosso quotidiano. Em casa, todos sabemos utilizar esta energia (água) nas suas diferentes formas. O factor que processa a transformação nessas diversas formas é apenas a temperatura. Ao encontrar as condições apropriadas, a energia muda sempre de forma. Sempre. É uma lei do universo. Nas relações amorosas, também. É a mesma lei.
Outro exemplo conhecido: uma semente é um óvulo já fecundado e quando fertilizado, contém um embrião a partir do qual surge uma planta que crescerá, se encontrar as condições apropriadas. Essa planta dará uma flor que, por sua vez, contém sementes. É o ciclo completo da natureza. Estamos sempre a falar da mesma energia. Apenas muda a forma. A mesma energia em forma de semente, planta e flor. Nas relações amorosas, também. Em astrologia estamos sempre a falar de ciclos.

Quando pensamos em água, não temos dificuldade em pensar nela como sendo energia. A humanidade tem sabido utilizar esta energia. P
orque conseguimos ver a água. Tal como vemos a semente, a planta e a flor. E vemos as diferentes mudanças de formas. Isto conseguimos compreender.

Há energias que não se conseguem ver. O ar que respiramos, a brisa, o vento. Mas sabemos que existe. Não possui energia sólida. É subtil. Mas não tão subtil, ao ponto de não se sentir no nosso próprio corpo, que vibra perfeitamente com a brisa que nos toca, ou o vento que nos fustiga.


Com os sentimentos amorosos dos seres humanos é exactamente da mesma maneira. o se consegue ver, mas está lá. O sentimento que tu chamas de amor está contigo, desde o momento que nasceste. É uma energia invisível que não te abandona nunca. Expressa-se de formas diferentes. É aqui que podem residir alguns equívocos: achares que o amor que dedicas aos teus pais, teus irmãos, teus filhos e amigos são coisas muito diferentes do amor que sentes pelo companheiro/a. Tudo é a energia do amor. Que se expressa de formas diferentes. Porque as condições são diferentes.
Por acaso não amas os teus filhos, independentemente da idade que tenham? Então? Em que ficamos? Claro que, quando eles são bébes tens que cuidar deles de uma forma diferente, de quando, mais tarde, são crianças, adolescentes ou adultos. No entanto, o amor é o mesmo. A forma como o expressas é que difere. Disso, não duvidas, pois não? Esse amor acompanha-te ao longo da tua vida. Não desaparece. Se as sogras olhassem para as noras e genros com apreço e gratidão, por estas e estes amarem os filhos/as que elas pariram, criaram, cuidaram e amam... Com as noras e genros, o mesmo. Pois, então! A maioria de nós não consegue pôr a funcionar o 4º Raio da Criação - tentar a Harmonia através do Conflito.

Estou sempre a falar do mesmo: novas vibrações, nova era,
novas energias, era de Aquário, aquilo que chamamos de espiritualidade... É disto que eu falo, por exemplo, com os exemplos que dei até ao momento, neste texto. Somos nós quem deve iniciar essa mudança. E este "nós", sou eu e "tu", que me estás a ler. A aprendizagem é total e global, porque estamos todos na mesma nave - o planeta Terra. É esta nave que nos está a ensinar a... amar. Aliás, sempre ensinou. E nós, cegos e surdos aos seus ensinamentos. Qualquer dia, escreverei aqui, sobre o significado holístico e metafísico da doença que chamamos "cancro", para ficares a saber que está associada à falta de amor ou, pelo menos, à sensação que se pode ter de faltar amor. É por isto que estudo astrologia. Para entender...

Cresceste e aprendeste a dar nomes diferentes à mesma energia que conheces pelo nome de amor. Amor de mãe. Amor de irmão. Amor filial. Ao amor de amigo, chamas amizade. No entanto, só pensas e classificas de “amor-amor” quando se trata do teu companheiro/a, do teu namorado/a. E iludes-te, pensando que é o amor verdadeiro. Como se as outras formas de amor não fossem verdadeiras. Lá saberás o motivo, talvez porque fazes sexo com esse ser que te acompanha. O sexo faz falta, todos sabemos e gostamos. É bom e é uma energia muito positiva. Daí ter surgido a frase: “fazer amor” que, como saberás, é uma invenção da humanidade, porque o amor não se faz, vive-se. Eventualmente, fazes sexo com o ser amado, o que é diferente. Imagino que não te passa pela cabeça fazer sexo com os teus familiares e amigos [deixemos de fora as excepções negativas, que confirmam a regra, por favor]. Por estas e outras razões, talvez aches que aquilo que sentes pelo companheiro/a é o único e verdadeiro amor.

No ocidente [que conheço melhor] as pessoas são treinadas a acreditarem na ilusão. São múltiplos e enfadonhos os exemplos de ilusão. Anotemos alguns pequenos exemplos que eu tenho ouvido ao longo da vida, sobretudo do lado feminino: “é a minha alma gémea”, “é o único amor da minha vida”, “é o grande amor da minha vida”, “não consigo viver sem ele”, “que vai ser de mim, sem ele?”, “apetece-m
e morrer porque ele tem outra”. É um tédio. Assim está meia humanidade. Completamente dependente de uma forma de expressão e, sobretudo, de outra pessoa.

Há sempre o secreto sonho de encontrarmos a cara metade com quem se criará uma relação tão duradoura, como a dos nossos avós. Hoje, o exemplo já tem que ser com os avós… Há uns anos podíamos dar os nossos pais, como exemplo de uma relação duradoura. São outros tempos. Não que sejam melhores, apenas diferentes. A energia mudou…

Duas pessoas conhecem-se, sentem-se mutuamente atraídas e iniciam uma relação que se transformará em amorosa.

"Ele lá lhe disse a medo: 'O meu nome é Pedro e o teu qual é?' Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou a Cinderela'"*
*["Cinderela" de Carlos Paião]

Têm em comum uma característica: sentem que alguma coisa dentro deles se alterou. É um sentimento a surgir. É a energia do amor a criar uma nova forma. Essa energia sempre lá esteve. Pertence ao teu Ser único e insubstituível. Simplesmente, está a mudar de forma. Tal como acontece com a água e a semente, a energia do amor toma nova forma por ter encontrado as condições apropriadas.

É exactamente aqui que se geram os maiores equívocos, por desconhecimento das pessoas. A partir deste momento, entram em jogo outros factores de enorme importância. Entra muita coisa ao barulh
o, à confusão, que pode turvar essa relação. Habitualmente, esses factores conseguem contaminar a relação amorosa. Quando esta confusão está instalada muitas pessoas vão ao astrólogo/a lamentarem-se das suas vidas. E pedem sinastrias, na esperança que os astros arranjem o que elas próprias estragaram...
Porque a pessoa ao sentir que irrompe um sentimento amoroso dentro de si, encontra-se incapaz de se auto-analisar. Está disposta a se entregar a esse sentimento. Isso é muito bom.

"E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si. Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..." *
*["Cinderela" de Carlos Paião]

Se nós fizéssemos tudo para manter a energia amorosa nessa forma de pureza inicial... Se os sentimentos se ficassem por aqui... Simplesmente, que se amassem, que amassem e se deixassem amar pelo outro... É uma oportunidade única e especial que os aparelhos do corpo físico possuem para entrarem em sintonia fina com a alma. Simplesmente, amar. Mas não é assim que, habitualmente, processamos. Quando esse sentimento aparenta ser correspondido, parece entrar em imediatamente em funcionamento os mecanismos que só atrapalham o relacionamento: a personalidade de cada um, o ego exacerbado, a mente e as emoções.

A lei diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma. Essa nova forma do sentimento que surge, não é percebido como simplesmente “amor”, mas sim, entendido, como sendo “um amor exclusivo por aquela pessoa”, não sobrando nada para ela própria. Assim, dificilmente, o relacionamento poderá sobreviver. É apenas uma questão de tempo… Porque nos esquecemos de partilhar assim:

"E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos."*
*["Cinderela" de Carlos Paião]

O resto é feito por uma certa incapacidade de auto-conhecimento de cada um de nós. Se a pessoa acreditar que esse amor é apenas para ser dedicado ao outro, não percebe que, se não se amar primeiro, se não tiver a sua auto-estima bem trabalhada, não está a fazer nenhuma partilha, mas sim uma entrega submissa, cega e sem sentido. Nem sequer é uma dádiva. Simplesmente, está a criar uma enorme dependência pelo outro/a, que será fatal a esse relacionamento. [Talvez esteja na altura de ires a uma consulta de um/a astrólogo/a capaz. Já agora, aproveita e escolhe bem. Se não conheces ninguém, vai à minha lista de linques astrológicos e escolhe. Os melhores, em Portugal, estão lá.]


Continuando. O “resto” é confundido com uma miríade de emoções e pensamentos, que são completamente independentes do sentimento amoroso. É nesta fase que se criam as dependências, tão nefastas nos relacionamentos. Praticamente, desde o início, que a relação pode ter entrado em derrapagem, desequilibrando-se, descentrando-se.

Fica assim criado o caminho certeiro para que a energia do amor volte a arrefecer, iniciando nova transformação, recolhendo-se ao sacrário do coração, por não encontrar as condições apropriadas para o seu desenvolvimento.

“Ele é meu”, “ela é minha”. Atitudes de posse, de autoridade, com todas as emoções e pensamentos negativos que isso acarreta. No início, tudo parece bonito, mas aos poucos entram os restantes factores alheios à energia amorosa. Os ciúmes, o poder, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações, etc. Todas estas questões estão muito estudadas e não é minha pretensão explicar estas coisas, aqui. Repararam que até ao momento já mencionei a natureza de todos os planetas e signos do zodíaco? Se estudas astrologia, procura bem.

Se a semente é uma energia que vai transformando a forma até surgir a flor, porque razão, o amor não pode ir assumindo formas diferentes? Porque razão, numa relação amorosa, os parceiros não dão oportunidade a que essa energia (o amor) adquira uma forma realmente amorosa?
Talvez porque todas aquelas atitudes tomadas pela personalidade, ego, mente e emoções - os ciúmes, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações... - foram esticadas ao excesso e passaram a dominar o relacionamento, por vezes de forma tão encapotada que até parece estar tudo bem. Quando não está.

Onde ficou aquela energia que desde o início vocês chamaram de amor?

O amor ficou tapado, entulhado, coberto, cheio de lixo psíquico e mental; escureceu, perdeu brilho, retirou-se, já não está presente. Em suma, voltou a mudar de forma.

E, assim, instala-se o vazio da alma. Mais uma vez, caíste na armadilha de acreditares que apenas és o corpo que tens. Ilusão, pura ilusão. Que consigas fazer melhor, da próxima vez que te enamorares. Sim, porque a vida vai dar-te outra oportunidade. Fica atento/a. Dá uma oportunidade a ti mesmo/a. Mas tenta não repetir o mesmo. Tenta melhorar.

Por favor, não me apareças nas consultas de astrologia, a quereres saber quando te vais apaixonar novamente... pois o mais certo é ouvires coisas sobre Saturno e Plutão - :) - e certamente ficarás desiludido/a.

===

Cantemos com Carlos Paião:
* Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.
Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...
Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.
Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.
Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...
Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.
E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..."
Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.


"Cinderela" de Carlos Paião

========

Este artigo foi publicado no meu já desaparecido blogue "Postais da Novalis" em Junho de 2006. Foi ligeiramente adaptado para ser publicado neste blogue de astrologia em Agosto de 2008.

35 comentários:

adelaide figueiredo disse...

António

Estou maravilhada!!!!

Gostei muito muito!

Não tenho palavras para descrever como tudo bateu cá dentro e encaixou no meu pemsamento!!

Penso assim, mas por vezes é difícil reagirmos quando estamos dentro das situações.

Mais uma vez obrigada por este post.

Até a música entra na perfeição!!

Não consigo dizer mais nada. Estou emocionada.

Abraço

Adelaide Figueiredo

António Rosa disse...

Adelaide,

Muito obrigado.

Reparou que a astrologia está presente desde o principio?

Abraço

António

Maria Paula disse...

Boa tarde António
Boa tarde Adelaide

Realçar a opinião da Adelaide neste post, uma verdadeira obra de arte.

Beijinhos aos dois

António Rosa disse...

Olá Maria Paula,

Muito obrigado. É bom saber que os amigos estão a ler. É um texto que me foi recordado recentemente pela Samsara.

Beijinho

António

Maria Paula disse...

Este post relembrou-me o livro "o teu corpo não mente" de Luís Simões, onde em continuidade ao teu post maravilhoso, confirma o que a Lei diz: na natureza nada se perde, tudo se transforma.

:)

Anónimo disse...

Em Junho de 2006?! Caramba, há tanto tempo! Podia jurar com a mão na Bíblia que foi mais tarde, mas...
Na altura li e gostei muito, gosto ainda, e então com a música do Carlos Paião fica delicioso.(na altura ainda não sabias pôr música)
Fizeste-me sorrir, Ursinho, obrigada :)

Visitante das 16.01

António Rosa disse...

Maria Paula,

Nós, seres humanos, é que não ligamos a estas coisas da "energia".

kiss

António

António Rosa disse...

Visitante das 16:02,

Também me fizeste sorrir.

:))

António

Anónimo disse...

“O amor não é invejoso
O amor não se vende
Não se enche de orgulho
Não é inconveniente
Não procura os seus próprios interesses
Não se irrita
Não traz mal
Não pactua com a justiça
Mas rejubila com a verdade; tudo suporta
Crê em tudo, espera tudo, tudo suporá
O amor jamais morre….”

Um post filosófico, mas de enorme beleza, parabéns

António Rosa disse...

Visitante das 18:07

Muito obrigado.

A.

Astrid Annabelle disse...

António,
eu que estava sentada me ponho de pé para aplaudí-lo!
Parabéns muitas vezes. Excelente!!!
Olha, o Navegante do Infinito tem por finalidade, entre outras coisas, divulgar excelências...se me permites irei fazer uma chamada para este seu momento maravilhoso.
Ah! tenho lembrança de junho de 2006.
Um beijo grande.
Ma Jivan Prabhuta

Astrid Annabelle disse...

Pronto António.
Já fiz a chamada para este excelente texto seu!!!
Espero que gostes.
Bjkas.
Ma Jivan Prabhuta

neo disse...

António Rosa.
Um texto portentoso, sobre o amor que o António diz conter todos os signos. Eu não vi, talvez porque sou leigo, mas senti que por ventura estivessem todos, tão vasta a dimensão da análise que nos permite pensar, eu penso, que tudo habita em nós, mas não sabemos tudo, e há ainda importantes reflexos de nós que nos são transmitidos do exterior e dos próprios interlocutores do momento que também eles são portadores de energia e receptores. E é desta interligação fabulosa,produzida globalmente, quantas vezes num instantâneo, que se evidencia o sentimento que chamamos amor.
O seu texto tém poderosas energias. É indutor delas e condutor.
O António rosa é uma fonte transmissora ou encaminhante de energias positivas, aproveito para manifestar a minha gratidão por todas as atenções que tem dedicado aos meus Blogs e ao meu projecto Biocrónicas.
As minhas calorosas saudações.
Um grande braço de amigo

António Rosa disse...

Astrid,

Fiquei muito emocionado com as tuas palavras e com a chamada de atenção no teu blogue. Muito obrigado. Muito sensibilizado.

Antes de quinta-feira não vou poder colocar um post novo, pois há uns dias, a Escola de Astrologia Nova-Lis recebeu um convite muito honroso de um município português afastado de Lisboa, para no dia 20, irmos da ruma conferência astrológica. Tenho estado muito dedicada à preparação desse evento que me surpreendeu muito.

Depois conto aqui no blogue.

Um beijo e novamente a minha gratidão.

António

António Rosa disse...

Amigo Neo,

As suas belas palavras são bálsamo para os meus sentidos. É sempre bom quando sentimos o calor de alguém, como o Neo, que sabe cantar o amor como ninguém.

O meu coração agradece e reconhece o Ser que há em si.

Estarei meio ausente até quinta-feira, porque recebemos um honroso convite do município beirão para no dia 20 irmos falar de astrologia, e tenho estado ocupado a preparar esse material.

Muito obrigado e um abraço

António

Maria Paula disse...

Boa noite António!

Fico contente por si por essa conferência. ;) Com que então município beirão???? hummmmm

Se tiver disponibilidade, aproveite e venha conhecer a minha terra que também é beirã ;)

Não o vou incomodar mais. Fico tranquilamente a espera.

Força amigo! :)))

António Rosa disse...

Olá Maria Paula,

Em Pampilhosa da Serra.

:)


A.

HighLander77 disse...

Ola Antonio,
Simplesmente excelente este texto.
Nao e possivel amar o outro sem nos amarmos a nos proprios...
Os 12 "artistas" do Zodiaco bem presentes neste texto.
No meio dos relacionamentos acho que a possessividade e normalmente o grande ponto de ruptura nas mesmas...
O sr. da XII e que sabia, mas neste mundo em que vivemos nao e facil.

Abraco,

Paulo

Dunyazade disse...

Quando escreveu este artigo inicialmente - e, depois, quando o adatou mais tarde: o que é que o Neptuno em trânsito andava a fazer ao seu mapa natal? :p

E já agora, o plutão também :p

I'm curious!!!

MEU DOCE AMOR disse...

Querido António:

Faz tempo que aqui não comento.

Já te li mais que uma vez,mas hoje decidi cumprimentar.Lindo post.Voltarei para te ler mais logo.Sempre gostei do que escreves,como sabes.

Deixo um beijinho doce de saudade e oxalá que me dês a alegria da tua visita.

Talvez que me ajudes a dar a resposta que lá faço...

Um beijinho e xi apertado

Cova do Urso? Um sonho de lugar...conheço.

António Rosa disse...

Dunyazade,

Acredita que não faço ideia de quais seriam os trânsitos? Só mesmo indo ao mapa.

As adaptações para esta versão, foram as achegas astrológicas e uma revisão para eliminar algumas gralhas.

Abraço

António Rosa disse...

Meu doce amor

Vou tentar descobrir isso no meio dos vários blogues que possuis. Não vai ser tarefa fácil.

Beijos

António

António Rosa disse...

Olá PaulO,

Só hoje é que me apercebi que tinhas comentado aqui. Nem imaginas - entraram quase 200 emails que estavam retido não sei onde...

Só a mim.

Abraço

António Rosa disse...

Meu doce amor,

Julgo ter respondido no blogue certo.

António Rosa disse...

Agradecido a todos, pois com tantos comentários, este top entrou nos "mais"...

Beijinho

António Rosa disse...

Dunyazade,

Fui ver os meus trânsitos, como perguntou:

- em Junho 2006 Neptuno fazia um trígono ao meu Sol e NADA MAIS.

- em Agosto 2008 Neptuno está a despedir-se do trígono ao Sol, faz um sextil à Lua e outro ao Nodo Norte. Nada mais.

Abraço

Dunyazade disse...

"em Junho 2006 Neptuno fazia um trígono ao meu Sol e NADA MAIS."

Pareceu-me uma escrita inspirada por isso é que perguntei por Neptuno (e Plutão - just in case, lol).

Shin Tau disse...

António,

obrigada por divulgares tão importante texto!

Atrevo-me a acrescentar que quando uma relação acaba transformamos esse mesmo Amor, que sempre existiu desde que nós somos, no seu pólo oposto, o ódio, esquecendo-nos de que é a nós que estamos a odiar.

Acredito que as coisas estão a mudar, mas acho que hoje em dia, temos pouca tolerância para tudo oque nos possa dar trabalho e nas relações então é notório. Crescer com alguém é duro e muitos desistem pelo caminho.

Beijocas e obrigada mesmo ;)

adriana disse...

Belíssimo, António!
Como de costume.
A&L

Astrid Annabelle disse...

António!
me lembrei imediatamente da emoção desse dia!
Lindo texto...para ser republicado muitas vezes...
Não é por acaso que sou sua fã de carteirinha!!!!
Um beijo.
Astrid Annabelle

Fada Moranga disse...

António, já diz o povo:

O maior cego é aquele que não quer ver...

E o povo sabe o que diz! Viva o povo!

Beijos***deFada

António Rosa, José disse...

@Adriana
@Astrid
@Fada

Que surpresa encontrá-las aqui. Foi bom.

beijos

Marise Catrine disse...

Sabes António, eu gosto de ti!

;)

***

Rosita de Palma disse...

Bom dia António,

finalmente um comentário meu neste blog (interessantíssimo).

"Amei de paixão" este texto, preciso meditar sobre ele.

Abraço!

Vimar disse...

António

Foi uma experiência muito gratificante esta de "passear" pelo seu Blog. Acabei a ler em vez de passear. Bem haja pelos ensinamentos que disponibiliza a todos nós.

Um abraço
Teresa Pais

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