A ‘Nova Era’ não é a mesma coisa que a ‘Era de Aquário’ (Parte 2)

8 de agosto de 2010 · 28 comentários


Convido-o a ler a primeira parte deste artigo, clicando aqui, em que desenvolvo os conceitos da «Nova Era». Agora, é vez de tratar da «Era de Aquário».

ERA DE AQUÁRIO - como chegar a este conhecimento astrológico?

A mente humana tem níveis de profundidade e vastos poderes que podem mesmo substituir a realidade. "Tu crias a tua própria realidade com a tua mente". Creio que a descoberta daquela parte do nosso cérebro que ainda está no desconhecimento dos cientistas, poderá revelar-nos no futuro o que será a verdadeira Era de Aquário.

Agora, simplesmente, estamos no fim da Era de Peixes, a atravessar aquela faixa que é terra de ninguém, de transição de uma Era para outra.

Antes de mais, precisamos saber o que são «eras»? Vamos a isso?


Lamento, mas esta parte tem que ser algo técnica, mas tentarei aligeirar o máximo que puder.

Antes de mais nada, quero dizer que os cientistas e estudiosos da matéria, ainda não estão completamente de acordo, quanto aos números e às idades das «eras». Ainda por cima falando de épocas que já não pertencem a esta nossa humanidade, esotericamente conhecida como 5ª Raça-Raíz. O que pertence a esta nossa humanidade é aquele período que se inicia na Era de Leão (8.000 anos antes de Jesus) ou talvez um pouco antes, quando ainda éramos pouco mais que primatas. Obviamente, estamos a falar de Eras após as intensas glaciações havidas no planeta Terra, milhões de anos depois do desaparecimento dos dinossauros, assim como do desaparecimento de outras Raças-Raízes, anteriores à nossa.

Se fizéssemos uma extensão do nosso pólo terrestre, uma espécie de traço imaginário, encontraríamos o chamado «pólo celeste». Tal como o nosso pólo terrestre, o pólo celeste executa um movimento circular completo, de Leste para Oeste (Ocidente para Oriente), que se completa a cada 25.794 anos (aqui é que ainda não há acordo neste ‘tempo’ em concreto). Supostamente é o grande ciclo em que o Sol se alinha com o Centro Galáctico da nossa Via Láctea. Segundo os estudiosos, o planeta tem passado por intensas transformações nestes ciclos galácticos.

Da mesma maneira que os planetas fazem o seu movimento de translação à volta do Sol, este, e o seu sistema, por sua vez faz um longo bailado cósmico ao redor das constelações. O universo é movimento.


No Hemisfério Norte do nosso planeta, comemora-se o chamado «equinócio da Primavera», em teoria, no dia em que o Sol chega ao grau zero do signo Carneiro / Áries.

Sabemos que existem 89 constelações, mas o nosso Sol não dá cambalhotas atabalhoadas por estas constelações. Faz o seu percurso, de forma ordeira e organizada em apenas 1
2 constelações, que têm os mesmos nomes dos signos astrológicos. Em astrologia, o nosso Sol caminha numa espécie de auto-estrada celeste que ele percorre no ciclo de 1 ano terrestre. [Por razões desconhecidas, os antigos deram nomes de animais à maioria das 12 constelações / signos.] Em suma, o início do ano zodiacal, o "ponto vernal", ou "grau zero de Carneiro/Áries", deve coincidir com o primeiro dos 12 sectores - ou signos - repartidos no céu no caminho anual do Sol (é a auto-estrada celeste que chamamos de Zodíaco).

Nestes últimos milhares de anos, percebeu-se da existência de um fenómeno celeste conhecido como «
precessão dos equinócios» ou «Ayanamsa».

Para os Antigos, o equinócio da Primavera tinha um significado especial, pois estava terminado o Inverno e chegava a Primavera e a vida brotava de novo.

No tal círculo do
pólo celeste, mencionado mais acima, o movimento do Sol foi-se alterando e neste momento há um desfasamento real entre a passagem do Sol pelas constelações cósmicas e a mesma passagem pelos signos astrológicos.

Ora, em virtude da «
precessão dos equinócios», o Sol hoje em dia não nasce no dia 21 de Março, na constelação de Carneiro/Áries. Repito: constelação de Carneiro/Áries. Para não confundirmos com o signo do mesmo nome. Ainda há pouco tempo, em 228 depois de Cristo, o Sol nascia em Carneiro-signo e em Carneiro-constelação. Depois, pouco a pouco, o ponto vernal (equinócio da Primavera) começou a nascer no fim da constelação Peixes, mas dentro do signo astrológico Carneiro/Áries.

Este facto só foi notado nos últimos 2.000 anos, creio que por desconhecimento dos Antigos, mas eu imagino que sempre houve esta precessão, pois só assim entendo a enorme volta que o nosso Sol e os seus planetas dão fazendo uma elipse de cerca 26.000 anos. Os astrónomos sabem que o nosso pólo celeste Norte tem apontado para a estrela Polaris, mas daqui por 12.000 apontará para a estrela Vega. Por isso, creio que sempre houve a tal precessão.

Os astrólogos antigos, como Ptolomeu, não prestaram muita atenção a este assunto: era uma aproximação… A questão é que hoje em dia, a "aproximação" tornou-se "bem pouco próxim
a".




O eixo da Terra e respectivo pólo celeste giram lentamente sobre si mesmo durante 26.000 anos (números redondos), pois o número mais aproximado actualmente é de 25.794 anos. É este fenómeno, chamado "precessão dos equinócios", que faz com que o Sol nasça, em todos os dias 21 de Março, no grau zero do signo Áries, mas no que diz respeito à constelação, dá-se um pouco mais atrás na constelação de Peixes.

Em virtude dessa progressiva defasagem, os 12 sectores (signos) no céu já não coincidem com as constelações que lhes haviam dado o nome. A defasagem é mesmo tão importante que atinge hoje em dia (em 2010) cerca de 24° separativos. Os astrólogos indianos conhecem perfeitamente essa defasagem, a que chamam de «ayanamsa», e que levam em consideração na interpretação dos horóscopos.

Dou uma dica aos estudantes de astrologia, quando estiverem a analisar um mapa natal: conte a partir do grau em que se encontrar o Sol no mapa natal e faça uma contagem, recuando 24º, indo cair obviamente no signo anterior. Obviamente, esta contagem ainda não é válida para as pessoas que tenham o Sol natal nos últimos 6 graus do signo, pois se recuarem os tais 24 graus ficarão no mesmo signo. Façam discretamente perguntas a essa pessoa e terão a oportunidade de verificar que ela partilha desses dois signos. Com uma força tremenda. O signo astrológico e o ponto na constelação. Ficarão muito surpreendidos com o acerto das situações astrológicas.

Como as medidas astrológicas mantiveram-se imutáveis ao longo dos últimos milhares de anos, não existe coincidência quando o Sol atinge o seu ponto vernal entre o signo e a constelação. No mapa astrológico, o equinócio dá-se quando o Sol chega ao grau zero do signo Carneiro/Áries, quando na verdade o ponto celeste está a tocar o grau 24 ou 25 da constelação Peixes.

A explicação ficou confusa? Lamento, pois não sei explicar melhor.

Resumindo, actualmente o equinócio da Primavera no Hemisfério Norte, dá-se em termos reais na constelação de Peixes. Em breve entrará na constelação de Aquário. Como sabe, o zodíaco anda de trás para a frente. Faltam 4 a 6 graus apenas para o ponto celeste entrar na constelação de Aquário. No tempo de Jesus (há 2007 anos)o planeta ainda estava na Era de Carneiro/Áries. Falar em «eras» é falar em «constelações», em termos astronómicos, mas não astrológicos. E lá para o ano perto de 4.500 d.C iniciar-se-á a Era de Capricórnio.

Se dividirmos o ciclo completo do Sol pelas 12 constelações no período de 25.794 anos por doze signos, podemos dizer que cada era astrológica duraria cerca de 2.149 anos.

Recomendo a leitura deste meu artigo, no meu site «Escola de Astrologia Nova-Lis», clicando aqui. Espero que seja útil, apesar de ter sido escrito em 2007 e eu hoje talvez não fosse tão enfático em certas expressões usadas.

Agora, depois desta explicação demasiado técnica, vem a pergunta inevitável: então quando é que começa a Era de Aquário? Supostamente será no século 22, cerca do ano 2149.



Neste momento, em termos cósmicos, estamos numa fase de transição da Era de Peixes para a Era de Aquário. Apesar de ainda estarmos a viver na Era de Peixes e com a humanidade a evoluir da forma espantosa como o fez desde os anos 60 do século 20, pode-se dizer que já há uma muito leve aragem da Era de Aquário. Muito leve, levezinho. Tenhamos paciência e aguardemos pela passagem de Plutão pelo signo de Aquário, para aprendermos um pouco mais sobre o assunto. Isso ocorrerá no ano 2023.


É preciso estudar e aprofundar o que representou cada Era no nosso planeta, para não sermos tão levianos e, de uma vez por todas, percebermos que as mudanças de Eras sempre representaram uma evolução espiritual e material desta humanidade, que é ainda muito novinha, pois nem 20.000 anos tem. O que temos feito é «evoluir». Sempre! E a nível biológico e energético, que resumindo é a vida espiritual. Não começámos a evoluir (mesmo espiritualmente) nos últimos anos desta Nova Era, como muita gente pensa. A ‘coisa’ nos últimos anos acelerou e muito, mas mais por razões de ascensão do planeta e não porque estejamos na Era de Aquário.

Cada Era tem os seus símbolos próprios, as suas ocorrências específicas. Vamos dar alguns exemplos, que a nossa ciência conhece, pois temos dificuldade em ir mais atrás. Partindo do princípio daquilo que afirmei mais atrás que cada Era deve ter cerca de 2149 anos.

Vamos analisar como esta humanidade evoluiu ao longo das últimas Eras:



A Era de Leão ocorreu entre 11.015 até 8.855 a.C. (números redondos). Relacionada com o momento histórico/científico da evolução do homo sapiens, a partir do Neolítico, há cerca de doze mil anos atrás, quando a nossa actual civilização praticamente deu o grande e decisivo passo para o progresso que se seguiria a partir desse evento geológico. O motivo histórico/mitológico, relacionado com a série de dilúvios, relatados nos escritos de diversas escrituras sagradas das grandes religiões, e inquestionavelmente relacionados com o degelo, ocorrido no final da última glaciação, em torno de doze mil anos atrás; ou, ainda, ao buscarmos nos domínios da lenda que precede à história, fatalmente nos encontraremos frente-a-frente com os relatos de Platão sobre Sólon e relacionados com o Afundamento da Atlântida, evento igualmente ocorrido em torno de doze mil anos atrás. Com a retirada das águas e o gradativo aquecimento das regiões temperadas surgiram as florestas e um florescente ciclo de desenvolvimento vegetal, e o homem observou que as sementes caídas germinavam. Assim, aprendeu a plantar, e, plantando, iniciou o maior surto de desenvolvimento de toda a sua longa história até então. As legiões dos nossos ancestrais foram mudando hábitos e o homem, notadamente nómada e colector/caçador, inicia uma nova actividade agrícola. As sementes que ele viu germinar espontaneamente, estimularam-no a semear. Espalhou sementes pelos quatro cantos do mundo, fixando-se ao redor de suas lavouras, tornando-se cada vez mais sedentário. Aprendeu a domesticar os filhotes desgarrados dos lobos ferozes que passaram a ser os companheiros, seus cães e guardiões de suas aldeias. Gradativamente desenvolveu hábitos mais sociais e uma cultura mais humana e civilizada. É o início da Organização social.



A Era de Câncer ocorreu entre 8.855 até 6.695 a.C. (números redondos). Após o fim da última Glaciação, o aquecimento das terras proporcionou ao homem a actividade agrícola mais diversificada e se fixa à terra. É na Era de Câncer que o homem inicia uma nova e empolgante fase de maior e mais lúcido contacto com a Natureza e o ambiente ao seu redor. A partir daí ele se observa e observa o que ocorre ao seu redor. E aprende a usar com mais objectivo os instrumentos que fabrica. Tem contacto com uma rudimentar metalurgia e substitui, lenta e progressivamente, os utensílios de pedra. Conhece a roda tornando mais fácil o seu labor. Usa animais domésticos para a tracção, como o boi e o cavalo. A agricultura toma intensivo impulso, enquanto a economia colectiva e tribal abre amplas oportunidades para uma sociedade mais evoluída. Desenvolvendo novas aptidões melhora a técnica agrícola, aumentando a produção, aprende a guardar o produto da safra. Encontrando-se ante a expectativa do produto da sobra, observa a oportunidade do lucro. Surge, a partir daí, um regime de trocas, intensificando as relações com as sociedades vizinhas com as quais aprende a compartilhar. Esse acontecimento é de vital importância para estimular um incipiente e tímido comércio com outras comunidades. É o início de uma socialização que se prenuncia.O Homem se socializa, surgem os primeiros rudimentos de sociedades convivendo em pequenas aldeias. A sociedade tribal se fortalece na força do clã e a família adquire foros de entidade respeitada, sob a protecção de seus maiores. O arquétipo das futuras nações é estimulado na forja da Família que se fortalece até pela necessidade de sobrevivência da sociedade tribal primitiva.



A Era de Gémeos ocorreu entre 6.695 até 4.535 a.C. (números redondos). Surgem os primeiros surtos das civilizações mesopotâmicas, nilóticas e da Ásia Menor, na Ásia chinesa e na Índia védica. Surge a escrita cuneiforme na Mesopotâmia, e na China os primeiros escribas registam o pensamento humano de forma a perpetuá-lo. E os povos neolíticos chineses desenvolvem uma expressiva arte cerâmica com inscrições que datam até o quinto milénio antes de Cristo. Nascem cidades e nações primitivas, formam-se colónias, intensifica-se o comércio, trocas de mercadorias, cultura, religião, abrem espaço para diferentes e nascentes civilizações. Novas colónias são criadas, cada vez mais numerosas e distantes, alargando os limites dos nascentes impérios, fortalecendo o comércio que se espalharia por todo o Mediterrâneo e oceanos a fora. Outros povos começaram a povoar o vale do Nilo (5000 ante de Cristo). Inicialmente pastores, logo iniciaram uma intensa agricultura estimulada pelas cheias do Nilo. Criavam carneiros, cães e burros de carga. Surge uma intensa indústria artesanal como a fabricação de cestos e cerâmica, cuja arte de pintura se expandia. A escrita é inventada no Egitpo e os primeiros hieróglifos aparecem na nas pirâmides, na cerâmica e nos sarcófagos. A invenção da escrita hieroglífica, registando acontecimentos relacionados com a vida dos potentados e históricos mortuários, foi na realidade, uma das mais expressivas conquistas culturais da civilização nascente. Na Mesopotâmia ocorre paralelamente a escrita cuneiforme, registando apontamentos sobre economia e assuntos governamentais e sagas desses povos. A Era de Gémeos deixa a marca estimulante da conquista, das primeiras e grandes incursões dos povos se intercruzando, se comunicando, miscigenando raças, culturas, línguas, religiões. Surgem os primórdios da Astrologia, como «linguagem divina». Estão a ligar: 'gémeos' com 'linguagem'? E com 'divino'? Lembremo-nos que o signo Gémeos é o 1º do zodíaco a ser representado por 2 seres humanos. Não se diz que o Homem é feito à semelhança de Deus? Talvez me atreva a explicar isto outro dia.



A Era de Touro ocorreu entre
4.535 até 2.375
anos antes de Cristo (números redondos) e sabe-se que foi nessa altura que se deu o culto ao minotauro, uma criatura com cabeça de touro e corpo humano. Foi nesta Era de Touro que se deu o surgimento de técnicas avançadas, civilizações urbanizadas, a nova metalurgia do bronze, extensão da produtividade do trabalho agrícola, e alto desenvolvimento dos meios de comunicação por meio da escrita. Ocorreu a construção das pirâmides de Gizé, no Egipto. Data provável dos megalitos de Stonehenge, Inglaterra. Os Egípicios descobrem o papiro e a tinta para a escrita e constroem as primeiras bibliotecas. Invasão e destruição das cidades mesopotâmicas pelos Gútios, povos pastores nómades. Nasce Abraão um dos patriarcas Bíblicos, "pai" de três das maiores vertentes religiosas da humanidade - judaísmo, cristianismo e islamismo. Bom, podem investigar mais na internet e percebermos que deu-se uma tremenda evolução na nossa humanidade.



A Era de Carneiro/Áries ocorreu entre 2.375 anos antes de Cristo e 100 anos depois de Cristo (números redondos). Desenvolvimento do Império Hitita. Desenvolvimento da cultura Shang na China. Composição dos 'Vedas', um dos escritos sagrados dos hindus. Decadência do império dos cretenses. Cerca de 1370 a.C. Akhenaton implanta no Egipto um culto monoteísta ao Sol. É o primeiro movimento que em que o Cosmos é tido em atenção no sistema de deuses terrestres. Início da Civilização Olmeca, no México. Foi a primeira grande civilização da América. Fim da Idade do Bronze. Vida e morte de Moisés. Época em que ocorre o Êxodo. Começa a Idade do Ferro. Pelos cálculos de Isaac Newton, as primeiras cidades são fundadas na Grécia. David é rei dos judeus durante quarenta anos (sensivelmente de 1005 a.C. a 965 a.C.). Divisão do reino dos hebreus em dois: Israel e Judá. 878 a.C. os Fenícios fundam Cartago. Composição dos poemas épicos de Homero, a Ilíada e a Odisseia. Segundo a lenda, Rômulo e Remo fundaram Roma em 753 a.C.. Construções de aquedutos. Aperfeiçoamento do relógio solar. Império Romano, que mais tarde deu lugar ao surgimento da República Romana. Jesus da Nazaré nasce, como a sétima e últilma auto-otorgação de Micah (Miguel), soberano do nosso universo de Nebadon. Como se pode perceber, tudo isto e muito mais, representou uma tremenda evolução da nossa humanidade.


A Era de Peixes ainda em funcionamento tem ocorrido entre o ano 200 anos depois de Cristo e irá até ao século 22, aí pelo ano 2150. (números redondos). [Portugal e todos os países rectangulares são do signo Peixes.] Auge e queda do Império Romano. Criação da Igreja Católica. O Império Otomano toma a cidade de Constantinopla, capital do Império Bizantino. Johannes Gutenberg imprime a 'Bíblia' - de todas as revoluções tecnológicas do milénio, a que teve maior alcance. Chegada de Cristóvão Colombo à América. Chegada de Pedro Álvares Cabral ao actual Brasil. Galileu Galilei consegue ver as luas de Júpiter por meio do telescópio que aperfeiçoara. Nele se sintetizam as tensões entre religião e ciência. Dá-se a a Revolução Francesa. A Lei Áurea é assinada pela Princesa Isabel, que acaba com a escravidão no Brasil. Leonardo da Vinci inicia a pintura da Mona Lisa que conclui três ou quatro anos depois. Massacre de Lisboa, centenas de Judeus e Cristãos-Novos são mortos. O tecto da Capela Sistina, pintado por Michelangelo Buonarroti é exibido ao público pela primeira vez. Maquiavel escreve 'O Príncipe', um tratado de filosofia política. Martinho Lutero publica as 'Noventa e Cinco Teses'. Início da Reforma. Deu-se a Inquisição. Primeira viagem de circum-navegação da Terra por Fernão de Magalhães e Juan Sebastián Elcano. Hernán Cortés conquista Tenochtitlan, capital do Império Azteca. A Igreja Anglicana rompe com a Igreja Católica. Francisco Pizarro lidera a conquista espanhola do Império Inca. O rei Henrique VIII rompe com Roma e declara-se chefe da Igreja Anglicana, por questões amorosas e intrigas da corte. Macau é cedida aos portugueses pelo imperador chinês Chi-Tsung. Fundação da cidade do Rio de Janeiro, por Estácio de Sá.O calendário gregoriano é introduzido na Europa pelo Papa Gregório XIII e adoptado pelos países católicos. Os séculos XV e XVI são a época dos desbravamentos e das descobertas. É quando surge também uma nova mentalidade, o Renascimento. É precedido de uma trilogia: Peste Negra, Guerra dos Cem Anos e a Guerra das Rosas, que leva o homem europeu a restaurar o campo e atender ao mercado urbano. Durante o século XV, Portugal foi uma potência mundial económica, social e cultural, constituindo-se o primeiro e o mais duradouro império colonial de amplitude global. Os dogmas foram decifrados, os mistérios da Trindade (Pai, Filho, Espírito Santo); Brahma, Shiva , Vishinu; Osíris, Isis, Horus, e outros, foram devidamente explicados por Helena Petrovna Blavastsky nos três aspectos do átomo de hidrogénio, unidade que contém todas as demais unidades da constituição do Universo. E poderia continuar com a enumeração de ocorrências nesta Era de Peixes, dominada sobretudo pela Igreja Católica.


A seguir virá a Era de Aquário. Nada sabemos sobre o que virá, sobre o que acontecerá. Tudo o que se disser sobre esta Era, não passará de uma tentativa de imaginar o futuro e, eventualmente criar seguidores para ideias malucas. Espero ter conseguido demonstrar porque penso que a ‘Nova Era’ não é a mesma coisa que a ‘Era de Aquário’.

Última questão, querido leitor que está a ascender com o planeta: já imaginou as muitas e muitas vidas que poderá ter tido em todas estas Eras? Fascinante, não é? Já lhe ocorreu que cada uma dessas vidas encarnadas no Planeta Terra representou mais um avanço espiritual do seu Ser Interno? Que o leitor NUNCA regrediu no seu processo evolutivo?

Se o seu gurú lhe diz que você só começou a evoluir agora, nos últimos anos, aconselho a que o 'mande dar uma voltinha às urtigas' e limite-se a entrar em contacto com o seu coração, vivendo em AMOR, em ALEGRIA, na LUZ.

Espero ter podido ser útil neste longuíssimo texto para explicar que «A ‘Nova Era’ não é a mesma coisa que a ‘Era de Aquário’»

Muito obrigado.


Fonte principal da descrição das 'eras': aqui.

A ‘Nova Era’ não é a mesma coisa que a ‘Era de Aquário’ (Parte 1)

6 de agosto de 2010 · 43 comentários


Escrevi esta frase no texto sobre Quíron em Sagitário ou na Nona Casa,
publicado aqui, que transcrevo:

«... surgiram e vão continuar a surgir muitos muitos 'profetas' da Nova Era. A internet permite isso com muita facilidade. Há centenas de blogues em língua portuguesa cuja missão é passarem canalizações. O que ainda falta surgir serão os verdadeiros profetas da Era de Aquário. Ainda não encontrei nenhum. Da Nova Era, muitos, mas da Era de Aquário, nenhum. Creio que a maioria surgirá na fornada nascida entre 1999 e 2001. Por enquanto, ainda se confunde 'Nova Era' com 'Era de Aquário' parecendo significar o mesmo, quando não é bem assim.»

Isto de afirmar que ainda se confunde a ‘Nova Er
a com a ‘Era de Aquário’, suscitou perguntas de algumas pessoas, às quais prometi explicar-me melhor. É o que vou tentar fazer a seguir, sobretudo para que se perceba que ambas as expressões não são sinónimos. O sentido de percepção das pessoas é que com facilidade as ligou como sendo a mesma coisa.

Como é possível um movimento ideológico que teve iní
cio nos anos 60 do século 20, se possa confundir com uma terminologia astrológica que só irá ocorrer no primeiro quartel do século 22? Já veremos como.

Suspeito que sairá um texto longo, pois há muito a explicar.




A NOVA ERA

A vida é feita de ciclos. Quem estuda astrologia aprende isso com rapidez. Há ciclos pequenos, como o dia e noite, ou o movimento lunar. Há ciclos longos que duram dezenas e dezenas de anos, como é o ciclo entre Plutão e Úrano, o mais poderoso de toda a astrologia. Também há ciclos imensos que duram dois mil e tal anos e estes chamamos de ‘eras’: Era de Peixes, Era de Aquário. E há ciclos ainda maiores.Vou debruçar-me sobre o ciclo usualmente chamado de «Nova Era» e que corresponde basicamente ao ciclo Plutão - Úrano. O ciclo do início da Iluminação.

Plutão permaneceu no signo Virgem de 1956 a 1971, o que lhe deu tempo para desmantelar os conceitos instalados então, no hemisfério ocidental, e que não passavam de um conjunto de regras sociais e culturais que advinham da cultura do século 19. Lentamente começou a romper com certos tabús e modismos que eram muito correntes. Acontece que Úrano vinha atrás e ingressou triunfante em Virgem em 1961 e, como lhe é peculiar, impaciente, rasgou literalmente com as culturas então vigentes. Era a ‘Voz de Deus’ a provocar um salto quântico na humanidade. E assim se iniciava um novo ciclo de Plutão e Úrano, com a sua conjunção em Virgem, no ano de 1965. Estamos na fase crescente desse ciclo, que terminará quando Úrano e Plutão se encontrarem novamente, no ano de 2104, nessa altura no signo de Touro. Será um novo ciclo, e dessa vez, quem cá estiver lidará, sobretudo, com as questão da terra e dos alimentos. Assunto sério, portanto.



Os anos 60 foram o início da ‘Nova Era’, em plena ‘Era de Peixes’. Era a humanidade a evoluir, como sempre. Da forma que podia e sabia fazer.


O signo Virgem está associado ao trabalho, à saúde, à medicina, à ecologia, e foi exactamente isso que assistimos: uma autêntica revolução nestas áreas, com a industrialização a ser dominada pelos computadores. Hoje fala-se abertamente em ecologia. Há 50 anos (nos anos 60) ninguém sabia o que era isso. Foi uma nova maneira de usar a máquina, iniciando-se assim aquilo que hoje chamamos de globalização, mas ainda estamos no início, pois quando de facto entrarmos na Era de Aquário, saberemos o que será globalização a sério e o sentido disso. Mas Virgem também está associado à espiritualidade, por representar o Cristo planetário, que já foi Jesus e agora, parece ser Miguel.




Por falar em Jesus, lembrei-me do seguinte: quando ele apareceu, estava a finalizar a Era de Carneiro/Áries e os estudiosos da Bíblia sabem que lá fala-se muito em ‘Novos Tempos’, exactamente como agora falamos em ‘Nova Era’. Eu imagino a confusão que foi na cabecinha de muita daquela gente de então ao escutarem as histórias de Jesus. Só depois da sua morte, sensivelmente 300 anos depois, é que a Igreja Católica se impôs como movimento religioso. Já em plena Era de Peixes.

Portanto, as ‘Eras’, que duram cerca de 2.149 anos não começam em anos específicos e certinhos, como o ano 2000. Mas isto dos números ainda é muito nebuloso e não há a certeza exacta do início e fim de cada ‘era’. Isto será explicado mais adiante.

Voltemos aos anos 60 e à Nova Era. No ocidente, ainda sufocados com uma Igreja Católica comandada do Vaticano em que impunha regras estritas às pessoas, controlando-as, os que eram jovens nos anos 60 apressaram-se a romper essas regras, e ainda bem que assim foi, mas meus amigos, isto passava-se em plena Era de Peixes, a era que antecede a de Aquário. A década que levou o homem à Lua dava passos gigantes na evolução da humanidade.

Como se sabe a Igreja Católica sobrevive há cerca de 1.800 anos e conseguiu ser a organização dominante no mundo dos fiéis. Claro que há cerca de 500 anos, as coisas mudaram e surgiram as novas igrejas, auto intituladas de igrejas cristãs. Na verdade eram um bocadinho mais evoluídas do que a católica, mas de qualquer forma, muito conservadores.

É assim, que os jovens dos anos 60, fruto do início do ciclo Plutão - Úrano, começam à procura de novas ideias para se libertarem das antigas. Quem viu a série de tv ‘Mad Man’ percebe perfeitamente do clima que se vivia nos anos 40 e 50. O início do ciclo Plutão - Úrano não significava que a Era de Aquário estava aí ao virar da esquina, e que estes novos movimentos ideológicos fossem uma característica dessa Era, pois provavelmente não terão os contornos que hoje conhecemos. O mundo tem muitos países e cada um com o seu governo. Será assim daqui por 500 anos, quando a humanidade viver em plena Era de Aquário? Ou a densidade populacional terá baixado tanto que haverá necessidade de criarem um sistema global de governo? Não são os movimentos espiritualistas que afirmam (e muito bem) que vamos a caminho do Uno Divino? Eu acredito nisso, mas deixo esta questão: se o que está em cima é igual ao que está em baixo, porque razão na Era de Aquário haverá tantos governos e tanta corrupção. Não creio que seja possível haver tal coisa, pois a humanidade terrestre já estará a viajar para as estrelas.


Obviamente, ao longo dos últimos 50 anos, a «Nova Era» expandiu-se por todo o mundo. Mas vejamos, então, em que consistia esse movimento, nascido no solarengo estado da Califórnia. É quando surge um movimento muito uraniano (com a ajudinha de Plutão) e que dá forma a novos conceitos, que começaram devagar e ao longo das décadas é que se foram implantando em todo o mundo.

O movimento da Nova Era (do inglês New Age) possui muitas subdivisões, sendo geralmente uma fusão de ensinos metafísicos de influência oriental, de linhas teológicas, de crenças espiritualistas, animistas e paracientíficas, com uma proposta de um novo modelo de consciência moral, psicológica e social além de integração e simbiose com o meio envolvente, a Natureza e até o Cosmos.

É nessa década que os músicos mais famosos do mundo (
exemplo: Beatles) faziam os seus retiros na Índia em Ashrams que eram, de todo, estranhos, à cultura ocidental. É quando o oriente envia os seus mais destacados membros (monges) para ensinarem o budismo, pois era a forma mais clara de se angariar simpatias para o caso do Tibete, aprisionado pela China comunista.

É assim que se dão essas simbioses culturais e tudo começou com a música, com as artes, com as palavras e surgiram então grandes figuras que se encarregaram de atrair multidões para os seus discursos: Osho, Sri Aurobindo, Kishnamurti. Do la
do ocidental ninguém se revelava, excepto na defesa dos direitos civis, como é o caso de Martin Luther King. Só mais tarde, quando Plutão passou por Sagitário, é que aparecem autores a falarem de temas que hoje são comuns. O livro «Conversas com Deus» é o principal paradigma desta evolução da humanidade no ocidente. Mas isto não significa que estejamos na Era de Aquário. Continuamos ainda na Era de Peixes. É tão só a humanidade a evoluir.

Os jovens aderiram em pleno a estas novas filosofias que chegavam: A Nova Era, ou o movimento New Age, não se manifesta em uma visão específica, mas acredita que com a evolução espiritual, algumas mudanças surgirão automaticamente na Terra, não por imposição, mas como consequência natural de uma sociedade composta por pessoas espiritualmente evoluídas. Não existem líderes no sentido institucional do termo, mas existem traços comuns que identificam os new agers. Algumas dessas mudanças serão: fim das guerras, conflitos, ausência de necessidade de polícias, exércitos, ou qualquer forma de belicismo e violência; pessoas ligadas por afecto, proximidade e amor; fim das agressões à natu
reza; uso dos avanços tecnológicos para a automatização de muitos trabalhos; evolução espiritual consciente; maior contacto com a natureza. E mais amor em toda a eternidade e mundos. Ficou bonito, não é? Há muito trabalho pela frente para atingirmos esses resultados.

Ainda hoje estes conceitos são erradamente associados à Era de Aquário. Quando estivermos nessa Era, todos estes assuntos já estarão bem resolvidos.



«É uma teologia ou uma filosofia de bem-estar, tolerância universal, para simbolizar a vinda de um novo “espírito” ou “nova mentalidade”. Esta “nova mentalidade” provocará nos seres humanos uma expressão (ou "despertar") de consciência. Para auxiliar neste processo, algumas psicotécnicas também podem ser empregadas, tais como: Tarot, Yoga, Meditação, a Holística, Astrologia, Esoterismo, novas culturas, orações, jogo de Búzios, pirâmides, cristais, numerologia, Gnose, Acupuntura, Pacifismo, Canalizações, Sincretismo, busca interior, livros de autoajuda, magia, predicção, novo pensamento, etc., e esta iluminação deverá possibilitar uma vida com menos dificuldades e menos problemas. A "Nova Era" não é vista pelos seus seguidores como uma religião propriamente dita, mas apresenta propostas de vida religiosa. Para se diferenciarem chamam-se de «espiritualistas». Não é um movimento filosófico propriamente dito, mas tenta dar respostas filosóficas a questões existenciais. Não é uma ciência, mas busca alicerçar-se em leis científicas (ou pseudocientíficas).» (fonte daqui)

Não esqueçamos o surgimento de centenas de livros de auto-ajuda e, a partir dos anos 80, as canalizações. Dois livros são de assinalar na consolidação destes conceitos: «Livro de Urântia» e «Um Curso em Milagres». Foram fundamentais nos ensinamentos que passaram do que era a arquitectura do ego e como se procedeu à construção do universo e de Urântia, o nosso planeta. A ajudar, as famosas canalizações de Kryon, as dos anos 80 e 90.

Tudo isto evoluiu espontaneamente quando Úrano e Plut
ão passaram por Sagitário, há bem poucos anos. Aquilo que era a expressão de um grupo relativamente pequeno (centenas de milhares de pessoas) passou nos anos 80 e 90 à condição de ser potencialmente entendido por milhões de pessoas. Esta é a «Nova Era», ainda dentro da Era de Peixes. Tudo provocado, em termos astrológicos, pelo ciclo Plutão - Úrano, iniciado nos anos 60 do século 20. O início da Era de Aquário ocorrerá por volta do ano de 2150, ou seja, no século 22.



E é aqui, nesta enorme amalgama de ideias que se cruzavam, que levou a percepção popular a considerar que estas manifestações eram da Era de Aquário, por contraposto à Era de Peixes, maioritariamente simbolizado na Igreja do Vaticano.

Foi o aproveitamento de nos encontramos na fase final da Era de Peixes que as pessoas se apropriaram da ideia de que a «Nova Era» significava fraternidade e igualdade (Úrano), pois assim a humanidade livrava-se da carga negativa que a Era de Peixes possui, pois está intimamente ligada à ideia de sofrimento sem razão. A música e o filme «Hair» fizeram o resto: como que puseram um selo de autenticidade em como a «Nova Era» era a mesma coisa que a «Era de Aquário». Poucos sabem que a Era de Aquário deve começar só no século 22, lá para o ano de 2150. E isto dos números e datas continuam a ser bastante imprecisos.

A «Nova Era» foi e é uma forma de evolução da humanidade. É absolutamente indiscutível. No âmbito religioso misturaram-se também os princípios filosóficos e místicos. Alguns instrumentos usados para esses fins são as pirâmides, filosofias orientais, processos quânticos, tecnologia bio-energética, energias cósmicas, cristais energéticos, amuletos, pensamentos positivos, esoterismo (cabala, horóscopo, mantra, mapa astral, yoga, relaxamento, “ecologia”, aura em harmonia com o corpo, Yin Yang). Acredita-se que a humanidade, assim como todas as coisas, são UM (estão em unidade) com o Cosmos (ou "Deus"). Todos nos assumimos como parte de Deus. Isto não significa que estamos na Era de Aquário.

Ah! Não me posso esquecer da «Lei da Atracção», ideia que se desenvolveu nestes últimos anos e que pertence a este planeta com gravidade. O resto é o grande caldo que cada um faz como entender. Foi nos anos 80 que surgiram as canalizações que deram brado e hoje são fonte de grandes rendimentos de muitos humanos: a Grande Fraternidade Branca. Num ápice, muitas pessoas substituíram as suas imagens de santos católicas pelas imagens mais glamorosas dos Mestres Ascencionados. Os próprios terreiros e centros espíritas modernizaram-se. E todas as correntes espiritualistas passaram a contar com grande difusão das suas ideias, graças à generalização da internet.

Por isso, existem inúmeros gurús da Nova Era, pois já houve tempo para se consolidadarem estas ideias. Dos anos 60 até agora passou meio século. Esses gurús da Nova Era são bastante responsáveis por incutirem nas pessoas a ideia que a Nova Era é já a vivência da Era de Aquário. Isso não está provado. É a tal percepção que se tem, como mencionei mais acima. O oculto, o misterioso, o esoterismo, a astrologia, terapias, medicina alternativa com filosofias, livros de auto-ajuda... Tudo isso faz parte da Nova Era.

Isto, para mim, é a humanidade a evoluir, mas ainda há um longo percurso a percorrer até chegarmos à Era de Aquário. A Era da ILUMINAÇÃO absoluta. Por enquanto, estamos apenas a aprender a caminhar até lá.

Como tenho repetido ao longo deste texto, não estamos, ainda, na Era de Aquário. Nem sabemos como funcionarão as sociedades na era aquariana. Só teremos um leve aroma disso quando Plutão entrar em Aquário, em 2023. Até lá, teremos muito carma para resolver e limpar. Não sei se muitos gurús da Nova Era não estarão a criar mais carma para eles próprios.

Não quero terminar esta primeira parte do tema sem recordar que o planeta está em ascensão. Este processo já começou. As minhas perguntas são simples: será que não ocorre aos new agers que o planeta daqui por umas centenas de anos poderá não ter a 'forma' que possui hoje? Com os mesmos continentes e oceanos? Com a mesma massa terrena, hoje ocupada por países? E que dizer de uma prática actual Nova Era típica de uma 3D e 4D para uma prática futura [Era de Aquário] na quinta dimensão ou mesmo na sexta dimensão? Continuaremos a fazer o mesmo? Nem pensar...

Por favor, sejamos simples, sejamos humanos, amemo-nos. Com amor tudo se consegue.


ERA DE AQUÁRIO

A mente humana tem níveis de profundidade e vastos poderes que podem mesmo substituir a realidade. "Tu crias a tua própria realidade com a tua mente". Creio que a descoberta daquela parte do nosso cérebro que ainda está no desconhecimento dos cientistas, poderá revelar-nos no futuro o que será a Era de Aquário.

Agora, simplesmente, estamos no fim da Era de Peixes, a entrarmos naquela faixa que é terra de ninguém, de transição de uma Era para outra.

Antes de mais, precisamos saber o que são «eras»? Vamos a isso?


Desejo(s) - Blogagem Coletiva

· 38 comentários

Este post é parte integrante da blogagem coletiva, 'Sensações e emoções'
no Café com Bolos, de Glorinha Leão

Em filosofia, o desejo é uma tensão em direcção a um fim considerado pela pessoa que deseja como uma fonte de satisfação. É uma tendência algumas vezes consciente, outras vezes inconsciente ou reprimida. Quando consciente, o desejo é uma atitude mental que acompanha a representação do fim esperado, o qual é o conteúdo mental relativo à mesma. Enquanto elemento apetitivo, o desejo se distingue da necessidade fisiológica ou psicológica que o acompanha por ser o elemento afectivo do respectivo estado fisiológico ou psicológico. Tradicionalmente, o desejo pressupõe carência, indigência. Um ser que não carecesse de nada, não desejaria nada, seria um ser perfeito, um Deus. Por isso Platão e os filósofos cristãos tomam o desejo como uma característica de seres finitos e imperfeitos. O desejo é uma atitude mental do sujeito em relação ao mundo. É subjectivo, não objectivo.

Escolhi apresentar alguns intensos desejos realizados pelo cinema
:



Filme indicado ao Globo de Ouro 2008 em 7 categorias: melhor filme de drama, melhor atcor, actriz e actriz coadjuvante, director, roteiro e trilha sonora. Não percam o esplêndido 'Desejo e reparação', transposição para as telas do romance de Ian McEwan. A adaptação feita pelo director Joe Wright é de altíssimo nível, mantendo a essência da história narrada no livro e explorando com competência as possibilidades dos recursos cinematográficos. A fotografia, centrada em planos expressivos e pouco óbvios, e a trilha sonora, pontuada pelas teclas de uma máquina de escrever, são alguns dos destaques da produção - que reencena, sob a forma de imagem, o notável 'ensaio' de McEwan sobre a arte do ficcionista. Argumento: Aos 13 anos, a jovem Briony (Saoirse Ronan/ Romola Garai) já demonstra ter um grande talento como escritora, principalmente por sua grande criatividade. Um dia, ela pensa ter visto a sua irmã mais velha, Cecilia (Keira Knightley), sendo assediada por Robbie (James McAvoy), o filho da governanta de sua casa. Ela fica em silêncio até ao dia em que uma prima é estuprada. Levada pela sua imaginação fértil, Briony tem certeza de que foi o jovem Robbie e acusa-o. O rapaz é preso, mas Cecília está apaixonada por Robbie e é a única que não acredita na acusação de Briony.


A genialidade de Stanley Kubrick fez de um filme de guerra, um intenso desejo de querer a paz. “Horizontes de Glória” foi o filme que enviou Stanley Kubrick para essa galeria dos Grandes Mestres do Cinema. E quando revemos esta obra sobre essa destrutiva e louca guerra de trincheiras que foi a Primeira Guerra Mundial, encontramos um dos maiores filmes feitos até então sobre a irracionalidade da Guerra, porque como todos sabemos nunca haverá guerras justas, porque ambos os lados terminam sempre por cometer as suas atrocidades.
Vive-se a história de uma família, durante cerca de 40 anos, no imenso Estado do Texas, tendo-se contacto com os Benedict, quem os rodeia e com a ambiência política e económica da época naquela zona dos Estados Unidos. Este contacto com o lado económico, está sobretudo ligado à relação que a personagem de James Dean (Jett Rink) tem com a família de Bick Benedict (Rock Hudson) e o intenso desejo de provar que, através do poder económico (petrolífero), tudo se compra (até o amor substituto: a paixão que ele possui por Leslie (Elizabeth Taylor) será transferida para a sua filha.

«Um Eléctrico Chamado Desejo» é um drama poderosíssimo de Elia Kazan realizado em 1951, a partir da peça teatral de Tennessee Williams 'A Streetcar Named Desire'. Depois do sucesso da peça nos palcos da Broadway, o realizador Elia Kazan resolveu aceitar o desafio de passar para filme esta história situada em Nova Orleães. A personagem principal é Blanche DuBois (Vivian Leigh), uma professora de Inglês envelhecida e neurótica que, depois de se envolver em sucessivos escândalos sexuais na sua pequena cidade natal do Mississípi, resolve vender a sua plantação e viajar para Nova Orleães para passar uma temporada com a sua irmã Stella (Kim Hunter), que vive no bairro de Desire. Esta está casada com Stanley Kowalski (Marlon Brando), um homem alcoólico com um temperamento rude e irascível. Blanche não é bem aceite pelo cunhado que acha que a sua mulher saiu a perder com a venda da plantação. Com uma gravidez em fase terminal, Stella vê-se obrigada a suportar os instintos animais do seu marido, defendendo ao mesmo tempo a irmã, apercebendo-se da sua fragilidade física e mental. O filme tornou-se uma marca de referência na cinematografia, devido à grandeza interpretativa dos seus actores e à versatilidade psicológica das suas personagens.


Estes são alguns dos filmes da minha vida.

Grande Cruz 2010 - Não há razão para ter medo

4 de agosto de 2010 · 22 comentários

Ilustração oferecida pela amiga Adriana Canova.

Comecei a notar em meados de Julho que este blogue começou a registar um impressionante número de visitas, a maioria delas concentradas na série «Grande Cruz 2010», disponível nos links do topo do blogue. Obviamente, a maioria dessas visitas vinham de pesquisas no Google ou outros buscadores.

As pesquisas são tão variadas como estas:
'alinhamento dos planetas em 07 de agosto de 2010' - 'fim do mundo em 07 de agosto de 2010' - 'cruz astrologica de 07 de agosto de 2010' - 'grande cruz de 07 de agosto de 2010'. Podia dar mais exemplos, mas creio que estes são suficientes. Obviamente, essas buscas vêm parar a este blogue, e aos blogues de amigos que escreveram sobre o assunto.

Percebo que há dois tipos de leitores: os curiosos e os temerosos.

Não temam esta Grande Cruz. Não há razão para isso. O mundo não vai acabar. Cá continuaremos os que estamos destinados a continuar a viver a nossa vida.

Nesse dia 7 haverá o mesmo que há todos os dias nos quatro cantos do mundo: bebés que nascem, pessoas que morrem, outras se casam, outras adoecem, umas irão à praia e outras curtirão o inverno das suas localidades. Muitas irão ao cinema. Outras farão churrasco. Haverá alegria, choros e, porque não, sexo. Etc., etc. Será um dia como outro qualquer.

As mudanças em nós, porque as haverá, serão nos nossos corpos subtis.

Não tenham medo. Viva a alegria.

Design - As catedrais culturais dos novos tempos

· 4 comentários


Kristiansund Opera and Culture Centre, Noruega
Designer: C.F. Møller
Localização: Kristiansund, Norway
Site: www.cfmoller.com



Projecto: Kristiansund Opera and Culture Centre
Designer: C.F. Møller
Localização: Kristiansund, Norway
Site: www.cfmoller.com

Liberdade e tolerância [Quíron em Sagitário ou na nona casa]

2 de agosto de 2010 · 47 comentários

Vou usar do maior cuidado com este post, pois eu próprio tenho Quíron em Sagitário e já aprendi a conviver há imenso tempo com esta situação. Mas ainda estou a aprender a lidar com essa energia.

Este posicionamento indica uma crise relativa à integração do Eu Superior na consciência da pessoa. Andamos em busca da alma, desejamos trazer a essência superior para a própria forma física, de modo a que possamos ligar-nos ao princípio organizador central desta reencarnação e, se possível, de todas as anteriores encarnações. Por muito que se tente, não se consegue, até que o próprio Eu Superior se integre plenamente na nossa biologia. Quando atingido esse estágio, torna-se quase desnecessário tentar entrar em contacto com o Eu Superior, pois dá-se a osmose necessária para sentirmos com quem estamos a lidar. Conheço centenas de pessoas que necessitam estar em estado alfa (a chamada meditação) para tentarem entrar em contacto com o seu Eu Superior. E muitos não conseguem, tudo por bloqueios mentais.

Júpiter é o lar dos mestres, os seres que nos amam e querem o nosso progresso na Terra. É o lar dos nossos anjos e guias espirituais. Por isso, Júpiter ser considerado em astrologia, o Grande Benéfico. As pessoas nascidas com Quíron em Sagitário estão intimamente sintonizadas com esses Seres. Se conseguem comunicar ou não, com Eles, é outra história.

É frequente que as pessoas com este posicionamento iniciem muito cedo (por volta dos 13 anos) a busca e rebusca de muitos aspectos religiosos, aprofundando-os, comparando religiões, entrando nos diversos sistemas espirituais existentes. Daí ser frequente que estas pessoas dêem grandes saltos quânticos quanto à aprendizagem daquilo que é a espiritualidade. Com facilidade, começam os estudos de Livros Sagrados e avançam para uma série de ensinamentos e doutrinas, desde o espiritismo ao yoga, dos terreiros de Orixás ao Budismo. São muitos os exemplos. Pelo meio tenta-se aprender tarot e astrologia. Hoje em dia, esses temas são ensinados com abertura, pois a maioria deixou de ser um tema esotérico (secreto) e subiu à Luz do dia. Aquilo que se mantém aparentemente secreto, é porque os respectivos 'gurus' passam essa ideia para manterem um negócio bem rentável, ou então para poderem exercer processos de controle.

Quando as pessoas com Quíron em Sagitário ou na nona Casa ultrapassam a fase de curiosidade e iniciam a busca do seu Eu Superior, percebem que não era necessário tanto estudo, tanta investigação, porque se descobre, com simplicidade, que tudo é Uno. O resto é limpeza cármica. E é assim que chegamos a uma altura da vida e percebemos que somos os que fazem a ponte, os formadores da ponte, nos nossos próprios corpos entre a essência (Úrano) e a Terra (Saturno) e, por isso, somos condutores de energia.

Muitos de nós, da geração nascida entre 1948 e 1951, nascidos com este posicionamento passaram pelas suas oposições de Úrano entre 1987 e 89. No meu caso, regressei a Portugal, após ter sido um emigrante de luxo nessa Europa, então ainda com fronteiras. Nesses anos, Quíron também fez uma oposição a Úrano por trânsito e este recebeu a conjunção de Saturno. Para a maioria de nós, 'assumimos' a alma naquela ocasião. Muitos de nós transformámo-nos em instrutores quiróticos. Foi aí, que sossegámos na busca incessante de informação de tudo o que era religioso e espiritual. Já não era preciso, pois não passava de muitas voltas e voltas para reencontrarmos o Uno, o Deus dentro de Nós, o Deus que está em todo o lado. Chame-lhe o nome que quiser. Quando se descobre que estamos nesse Uno, tudo o resto são excessos mentais.

Enquanto editor de livros espirituais posso passar a experiência que excepto as obras realmente 'tocadas' por algo divino, a maioria dos restantes livros caiem no esquecimento do público por, repetidamente, estarem a contar sempre a mesma história. Nem havia forma de ser de outra maneira. Esse é um dos motivos porque actualmente sou muito cuidadoso com os textos que me aparecem, vindos de todos os lados. Assim, surgiram e vão continuar a surgir muitos muitos 'profetas' da Nova Era. A internet permite isso com muita facilidade. Há centenas de blogues em língua portuguesa cuja missão é passarem canalizações. O que ainda falta surgir serão os verdadeiros profetas da Era de Aquário. Ainda não encontrei nenhum. Da Nova Era, muitos, mas da Era de Aquário, nenhum. Creio que a maioria surgirá na fornada nascida entre 1999 e 2001. Por enquanto, ainda se confunde 'Nova Era' com 'Era de Aquário' parecendo significar o mesmo, quando não é bem assim.

Quíron em Sagitário permitiu que muitos de nós criássemos pontes, focalizando na seta sagitariana que aponta para o coração galáctico do nosso universo de Nebadon, inserido no grande superuniverso, o 7º de sua ordem de criação. A nona Casa é o lugar onde nos unimos ao nosso Eu Superior. Façam as vossas investigações por aí e cheguem às vossas próprias conclusões.

Vou desviar-me um pouco do assunto e dar uma dica que creio não ter dado até ao momento: Quíron retrógrado no mapa natal significa que a pessoa é um(a) 'curandeiro(a)', aquele(a) que usa a energia para curar. Modernamente, pode chamar-se de 'terapeuta'. São os reikianos com mais energia para dar e curar. A todo o vapor.

Muitos astrólogos acreditam (não é o meu caso) que Quíron rege Sagitário, mas essa confusão surgiu em parte porque Quíron rege o «método da busca», enquanto que Sagitário é a «busca». Já o disse anteriormente: Quíron é o planeta do «como fazer». São conceitos diferentes, por isso eu identificar Quíron com Virgem, que trata de «métodos» e em sistemas esotéricos, tem o significado de representar o Cristo planetário. Os guias, os mestres, os seres galácticos alinhados com o Cristo planetário usam a energia de Júpiter e o foco de Sagitário por ser a maneira mais fácil de assumirmos a nossa alma. Por favor, não confundam «alma» com «Eu Superior». Mas assim como Quíron rege o terapeuta, o tarólogo, o astrólogo, também rege o processo iniciático, que começa sempre por um longo, estreito e muito sinuoso caminho, cheio de pedregulhos para a mente humana. Sagitário é o foco e a direcção e Virgem é a 'batalha' entre Saturno (forma) e Úrano (energia), que cria a solução pragmática para se chegar à expansão jupiteriana. Quando Quíron ou Júpiter se encontram na Casa 9, encontramos o símbolo que todos aqueles corpos partem em busca da união entre o corpo e a alma, do eu humano e do eu animal.

Pessoas com Quíron em Sagitário, com Saturno e Úrano bem aspectados, reúnem condições de poderem ser um farol de esperança para o futuro. O Eu Superior não pode ser incorporado sem a integração da kundalini e as pessoas com este posicionamento passarão por este processo de forma invulgarmente intensa. O sistema neurológico quirótico é o caminho de sistemas do interior do nosso corpo, que mantém a energia no campo biológico (Saturno) e integra a energia que causa a passagem da kundalini (Úrano)

Personalidades com Quíron em Sagitário: Pedro Almodovar, Princesa Ana de Inglaterra, Fred Astaire, Humphrey Bogart, Martin Borman, James Cagney, Al Capone, Natalie Cole, David Cochraine, Noel Coward, Xavier Cugat, George Cukor, Gerar Depardieu, Alexandre Dumas, Isabel de Inglaterra, Duke Ellington, Michael Ford, Benjamim Franklin, Peter Gabriel, Richard Gere, Helen Hays, James Hilton, Alfred Hitchcock, Vitor Hugo, Don Johnson, Jessica Lange, Linda Lovelace, Mark Spitz, Vladimir Nabokov, Christina Onassis, Paloma Picasso, Ramos Horta (Indonésia), Cybill Shepard, Sissy Spacek, Meryl Streep, Twiigy, Sigourney Weaver, Stevie Wonder. Personalidades com Quíron na 9ª Casa: Andre Agassi, Louisa May Alcott, Julie Andrews, Anabela Quental, Guillaume Appollinaire, Patricia Arquete, Ary dos Santos, Sri Aurobindo, Warren Beatty, Joe Biden, Karen Blixen, Beau Bridges, Carla Bruni, Jess Campbell, Frank Capra, Pablo Casal, David Beckham, Danny De Vito, T.S. Eliot.

Últimas permanências de Quíron em Sagitário: de 28 Novembro 1948 a 8 Fevereiro 1951 - de 19 Junho 1951 a 8 Novembro 1951 - de 7 Janeiro 1999 a 1 Junho 1999 - de 22 Novembro 1999 a 11 Dezembro 2001.

Dependendo muito dos aspectos e posicionamento de Saturno no mapa natal, as pessoas com Quíron em Sagitário podem exercer o seu máximo de potencial nestes dois conceitos: liberdade e tolerância. Estes dois conceitos, por si só, são indicadores dos valores máximos a que o ser humano pode aspirar: Ser livre e conceder liberdade! Ser tolerante é aceitar as diferenças.

Para se exercer estes valores, e assim atingirmos outros horizontes, quer terrestres, quer espirituais, onde entram todos os grandes saberes da humanidade, é necessário encontrar em si mesmo uma capacidade de grande humildade: saber ouvir e aprender. Para isso, deve ser portador de optimismo, entusiasmo e capacidade de acção. A resposta reside na parte em que falta algo que as pessoas com Quíron em Sagitário possuem.

Encontrar a harmonia necessária entre aquilo com que podemos contribuir e aquilo que precisamos ouvir e aprender, é o destino das pessoas com este posicionamento. É a forma de poder ser tolerante. Caso contrário, cai-se nos excessos dogmáticos da intolerância ou esticar demasiado a corda da tolerância ao ponto de tudo entrar no mesmo saco.

Sagitário tem a ver com a nossa capacidade de obter "the big picture" [a grande fotografia] e, também, com a nossa capacidade de julgar. Tentam ser salomónicos. O lado negativo deste sinal é que nos pode mostrar onde nós não ouvimos ninguém, pois já "sabemos" tudo. É uma situação muito corrente.

Por exemplo, se Quíron está em Sagitário na casa 2 (dinheiro) podemos ter dificuldade em ouvir o conselho financeiro dos outros. Talvez estejamos muito ocupados a dar a nossa própria opinião. Ouça sempre com muita atenção os conselhos dados por alguém com Quíron em Sagitário, especialmente se pretendem ser especialistas no assunto a ser debatido. É caso para desconfiar um pouco. Um Quíron em Sagitário pode ser excessivamente assertivo, tentando impor a sua opinião sobre as dos outros. Aqueles que com este posicionamento e com Saturno favorável no mapa natal, são mais propensos a dar bons conselhos, sem desmandos.

É um posicionamento perfeito para um agente de viagens que envia todos os outros em viagens fantásticas, enquanto eles ficam presos no escritório a fazer as reservas; ou de um editor que recebe para publicação os livros dos outros, quando no fundo desejaria escrever e publicar os seus próprios textos. Eu tenho Quíron em Sagitário, na sétima Casa, a casa dos contactos com os et´s.

Pais com este posicionamento de Quíron frequentemente tendem a empurrar as suas crianças para o exercício da educação superior, a maioria das vezes porque eles próprios não a tiveram, por circunstância da própria vida. Neste esforço para que os filhos tirem cursos superiores, poucas vezes conseguem 'ouvir' a opinião dos próprios filhos. O caso oposto também se dá: pais que impedem o progresso escolar dos filhos.

Sagitário também rege as questões da religião e das Leis Superiores. Às vezes, isso leva a pensar que a busca fanática de alguma doutrina religiosa irá curar todas as feridas do nosso interior.

A ferida de Quíron é projectada na área da religiosidade, espiritualidade e da aderência às visões e crenças colectivas. Pode haver uma sensação de separação e rejeição do mundo religioso e ideológico convencional, mas também uma adesão fanática e obstinada a crenças dogmáticas como forma de ultrapassar o sentido de inadequação. Com esta posição é preciso fazer-se uma reavaliação dos sentimentos pessoais face à cultura e aos conceitos que a sociedade veicula, e por vezes, saber ultrapassar conceitos, ideologias, leis ou normas em vigor que promovam a discriminação e a rejeição dos valores pessoais, como se a pessoa transportasse consigo um estigma social.

Algumas vezes pode-se aderir a ideias que reneguem ou não enquadrem o próprio sofrimento, mas isso apenas é uma disfarçar um problema que exige uma solução criativa para se tratar as próprias feridas. Algumas vezes o estrangeiro e os ambientes distantes e diferentes do habitual, bem como estrangeiros e forasteiros, poderão constituir uma fonte de problemas e de vulnerabilidades. O convívio com a família do cônjuge também poderá não ser dos melhores, estando sujeito a muitas vicissitudes e sentimentos de rejeição ou de indiferença. A pessoa pode sentir-se mal acolhida ou aceite em quaisquer locais ou ambientes que não os seus habituais.

Com Quíron na casa nove são, por vezes, as feridas profundas psicológicas ou físicas que se tornam o veículo para uma grande mudança nas concepções filosóficas e religiosas pessoais. É, assumindo os condicionamentos impostos pela própria incapacidade física, ferida emocional ou sofrimento anímico que se descobre uma nova realidade, abrindo-se caminho para se tornar um divulgador de novos paradigmas e novas ideias que ajudem os outros a ultrapassarem os seus próprios problemas.

Mandalma

· 16 comentários

Mapas astrais pintados à mão... para oferecer, receber,
ver, pendurar, provar, descobrir, sentir...

Encomendas por este e-mail:

mandalma@gmail.com

Encontra no Facebook. Clique aqui.




Dicionário Místico - A hierarquia angelical

1 de agosto de 2010 · 3 comentários


Existem várias versões relativamente às ordens ou coros angelicais. Entre as autoridades eclesiásticas que apresentaram as suas versões das ordens estão Santo Ambrósio, são Jerónimo, o Papa Gregório o Grande e a Constituição Apostólica. Entre as autoridades hebraicas estão Moisés Maimónides, o Zohar, o Maseket Azilut e o Bertih Menusha. Chegam-nos outras versões de Isidoro de Sevilha, Juan de Damasco, 'A Divina Comédia', de Dante e a obra sobre alta magia de Francis Barrett intitulada 'O Mago'. No entanto, a versão mais universalmente aceite é a do grupo conhecido por Pseudo-Dionísio, que data do Século VI e foi adjudicada erroneamente a Dionísio, o Aeropagita, que viveu no Século I da Era Cristã. Diz-se que Dionísio foi o primeiro bispo de Atenas e que foi martirizado pelos romanos durante o reinado do imperador Domiciano. As obras que lhe são adjudicadas são 'A Hierarquia Celestial' e 'A Hierarquia Eclesiástica' mas, na realidade, estas obras foram escritas muitos anos mais tarde por um grupo de neoplatónicos anónimos que adoptaram o seu nome e que, por isso, são conhecidos como Pseudo-Dionísio, tendo o significado de "falso Dionísio".

Estas obras, que se crê terem sido publicadas na Síria ou no Egipto, foram citadas pela primeira vez no Segundo Conselho de Constantinopla. Só após o Século VII é que os escritos de Pseudo-Dionísio apareceram na Europa, vindo a inspirar muitos teólogos e escritores cristãos como são Tomás de Aquino, Dante Alighieri e John Milton.

Segundo Pseudo-Dionísio, existem três ordens angelicais, cada uma composta por três coros, totalizando nove coros. Nas outras versões, a quantidade de coros varia. Por exemplo, segundo Santo Ambrósio e São Gregório, existem nove coros, mas a ordem seguida não é a mesma que para Pseudo—Dionísio. São Jerónimo apenas refere seis coros, mas São Tomás na sua magnífica obra, 'Summa Teológica', aceita a ordem tal como Pseudo-Dionísio a apresenta. Por outro lado, as autoridades hebraicas citam dez em vez de nove coros, porque os seus cálculos se baseiam nas dez esferas da Árvore da Vida, que é parte intrínseca da Cabala hebraica.

Vamos utilizar o conceito dos nove coros angelicais de Pseudo-Dionísio, mas vamos ter também em consideração a versão cabalística de dez coros de acordo com a Cabala hebraica.

Primeira Ordem — Esta Ordem com os seus três Coros controla a ordem do universo e a manifestação da vontade divina, que levam a cabo.

1. Serafins
2. Querubins
3. Tronos

Segunda Ordem — Esta Ordem com os seus três Coros representa o Poder de Deus e está encarregada de governar os planetas, especialmente a Terra. Também levam a cabo as ordens dos Anjos da Primeira Ordem e dirigem os Anjos da Terceira Ordem.

4. Dominações
5. Virtudes
6. Potestades

Terceira Ordem — Esta Ordem com os seus três Coros protege e guia a humanidade e elevam as nossas preces ao Criador.
7. Principados
8. Arcanjos
9. Anjos

Conforme se vê nesta lista, os Anjos formam o nono e último coro celestial de Terceira Ordem. Isto é, embora todos os membros das hostes celestes sejam conhecidos como anjos, existe um coro em especial que tem esse nome, o que significa que alguns mensageiros celestes são apenas Anjos, enquanto outros além de serem Anjos, ocupam outras posições mais importantes da hierarquia celeste. Dito de outra forma, todos pertencem ao nono coro e são Anjos, mas alguns também pertencem a coros superiores como os Arcanjos, Querubins ou Serafins.



Primeira Ordem - Serafins

Este é o mais elevado dos Coros Angelicais. A tradição hebraica descreve-os como serpentes de fogo, uma vez que a serpente é um símbolo de cura e sabedoria. O título de Serafim é composto por SER, que significa "espírito elevado" e RAFA, que significa "o que cura". Um Serafim é, então, "um espírito elevado que cura". O nome de Rafael, o médico divino, não pertence a este coro e é composto por RAFA e EL, que significa filho de Deus. Rafael significa, então, "o filho de Deus que cura". Os Serafins são descritos como seres brilhantes e incorruptíveis. O seu esplendor é tal que nenhum dos outros Coros pode olhá-los de frente. Um ser humano seria desintegrado imediatamente se conseguisse postar-se diante de um Serafim em toda a sua glória. A sua missão é controlar e dirigir a energia divina que flui do Trono de Deus e inflamar no coração do ser humano de amor por Deus. Por este motivo são conhecidos como Anjos do Amor. O profeta Isaías é o único que os menciona no Antigo Testamento, no capítulo sexto do livro com o seu nome, onde os descreve com quatro caras (símbolo dos quatro ventos e quatro elementos) e seis pares de asas. Duas asas cobrem os seus pés, duas servem para voar, e com duas cobrem o rosto. Cada asa é do tamanho do céu. Os Serafins rodeiam o trono de Deus, entoando continuamente o Triságono Divino:

Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus dos Exércitos.

Por serem os que estão mais próximos do Trono divino, e arderem continuamente no amor a Deus, os Serafins são conhecidos como "seres ardentes". Os Príncipes Regentes dos Serafins são Metraton, Miguel, Serafiel, Jehoel, Uriel, Shemuel e Natanael.

Primeira Ordem - Querubins

Este é o segundo Coro angelical. O conceito de Querubim como bebé adorável e gorducho com azinhas está completamente errado. Estes bebés alados não são Querubins mas sim "Querubens", mais conhecidos na terminologia da arte como Putti. Os Querubins são os anjos que Deus colocou como guardas na entrada do Éden, com uma espada flamejante. A palavra Querubim provém de "Karibu", e é de origem assíria e significa "aquele que reza ou intercede". Entre os assírios, os Querubins eram criaturas aladas com rosto de leão ou de homem e corpo de esfinge, águia ou touro. No Antigo Testamento, no livro do "Êxodo", Deus ordena a Moisés que coloque a imagem de um Querubim de cada lado da Arca da Aliança, com as asas estendidas. O profeta Ezequiel descreve-os com corpos humanos, quatro asas e quatro rostos, cada um virado para um ponto cardeal. O rosto que está virado para a frente é um rosto de homem; o da direita representa um leão; o da esquerda representa um touro; e o de trás, uma águia. Estes são os símbolos dos quatro elementos: água, fogo, ar e terra e as quatro triplicidades astrológicas, representadas pelos signos de Aquário, Leão, Touro e Escorpião. Ezequiel também nos diz que estes seres divinos cobrem o corpo com duas das suas asas e voam com as outras duas. S. João, no "Apocalipse", descreve os Querubins com seis asas em vez de quatro e cobertos de uma infinidade de olhos, uma descrição mais adequada aos Serafins. Na tradição judaica, os Querubins representam o vento e são eles que conduzem a Merkabah (a carruagem de Deus) e carregam o Seu Trono num andor. Os muçulmanos crêem que os Querubins foram criados a partir das lágrimas vertidas pelo Arcanjo Miguel pelos pecados dos fiéis. O seu nome entre os muçulmanos é Al-Karubyian, que significa "os que estão perto de Alá". Diz—se que dos Querubins, que são a essência da Sabedoria, flui uma subtil essência de conhecimento, que recebem directamente de Deus. Entre os nomes que lhes são atribuídos, temos "as Criaturas Vivas", "Criaturas Aladas" e "Bestas Sagradas". Os Príncipes Regentes dos Querubins são Gabriel, Querubiel, Ofaniel, Rafael, Uriel, e Zofiel.

Primeira Ordem - Tronos

Este é o terceiro Coro e o seu nome deriva de estarem à frente do Trono de Deus. A sua missão é inspirar fé no poder do Criador. Diz-se que habitam o Terceiro ou Quarto Céu. Também se diz que são eles que estão encarregados de executar a justiça divina. Algumas autoridades identificam-nos com as rodas de fogo descritas por Ezequiel na sua visão apocalíptica. Estas criaturas são descritas pelo profeta como rodas flamejantes cobertas por uma infinidade de olhos, que se movem sempre em conjunto com os Querubins. Na Cabala são conhecidas como Merkabah, a carruagem divina que os Querubins carregam sobre um andor. "As Rodas" é um dos nomes que lhes são atribuídos. Em hebreu, são por vezes identificados com Ofanim, e outras vezes com Arelim ou Erelim. Os Príncipes Regentes dos Tronos são Orifiel, Zakfiel, Jofiel e Raziel.



Segunda Ordem - Dominações

Este é o quarto Coro, que também é conhecidos como os "Senhores", e são os que adjudicam as tarefas ou missões aos anjos menores. A majestade de Deus é revelada através deles. Estes anjos não se manifestam frequentemente aos seres humanos, pois parte da sua missão é manter a ordem no Cosmos. Na Cabala são identificados com os Hasmalim. Entre os seus símbolos de autoridade encontram-se o ceptro e o globo, que simboliza o mundo, e uma espada como símbolo da sua autoridade sobre as restantes criaturas. Segundo a tradição angelical, os Dominações vestem-se de verde e dourado. Este Coro recebe as suas instruções dos Querubins e dos Tronos. O seu nome deriva da epístola de S.Paulo aos Coríntios, onde este menciona os Dominações, os Tronos, os Poderes e os Principados. O segundo Livro de Enoch também alude aos Tronos como fazendo parte dos exércitos angelicais. Diz-se que os Dominações são canais de misericórdia e que habitam o Segundo Céu. Os seus Príncipes Regentes são Zadquiel, Hashmal, Zacariel e Muriel.

Segunda Ordem - Virtudes

Este é o quinto Coro e, segundo o seu nome indica, são os que conferem o dom da virtude aos seres humanos, principalmente graça e valor. Os Virtudes presidem sobre os elementos do mundo material e regem o processo da vida celestial. Têm a seu cargo o movimento dos planetas, estrelas e galáxias e controlam as leis cósmicas. A astronomia e a astrofísica são regidas por este Coro. Quanto à Terra, os Virtudes estão encarregadas da Natureza e das leis que regem o planeta, incluindo todos os fenómenos naturais. Segundo são Tomás de Aquino, os Virtudes são o Coro que está encarregado de realizar milagres na Terra. Os anjos que ajudaram Jesus na Sua Ascensão também eram membros do Quinto Coro celeste. Os Virtudes estão associadas aos santos e a todos os heróis que combatem o Mal. Diz-se que foram os Virtudes que deram a David valor suficiente para destruir o gigante Golias. Na Cabala são conhecidos por Malachim, ou Tarshashim. Os Príncipes Regentes dos Virtudes são Miguel, Gabriel, Uzziel, Peliel, Anael, Hamaliel, Barbiel, Sabriel e Tarshish.

Segunda Ordem - Potestades

Este é o sexto Coro e a sua missão principal é guardar e defender a ordem no Céu, e evitar que os anjos do Mal destruam o Mundo. Pensa—se que este Coro angelical foi o primeiro a ser criado por Deus, apesar da tradição nos dizer que Deus criou todos os anjos ao mesmo tempo. Este Coro tem permissão divina para perdoar e castigar, e também para criar segundo a vontade divina, levando a cabo os seus desígnios. Parte da missão das Potestades é ajudar o ser humano a resistir às tentações do Mal e a vencê-lo, inclinando-se diante do amor de Deus e das suas Leis. Os Potestades residem entre o Primeiro e o Segundo Céu, e guardam o caminho para o Céu. Também actuam como guias das almas perdidas e são eles que escrevem a história da Humanidade. Os Potestades também são conhecidos como Autoridades, Potências, Dinamismo e Potentados. Segundo algumas autoridades, a maior parte dos anjos rebeldes pertencia ao Coro dos Potestades antes da sua queda. Pensa-se que um destes anjos caídos, chamado Crocell, revelou ao Rei Salomão que ainda tinha esperanças de fazer as pazes com Deus e regressar às Potestades. Os Príncipes Regentes dos Potestades são Gabriel, Verchiel e Camael, muitas vezes identificado com Samael.


Terceira Ordem - Principados

Este é o sétimo Coro e está encarregado de proteger todos os reis, príncipes, juizes e governantes da Terra, iluminando-os para que tomem decisões justas. Também protegem as nações, as grandes organizações, as religiões e os príncipes da igreja, incluindo o Papa. Os seus símbolos são o ceptro, a cruz e a espada. Os Príncipes Regentes deste coro são Anael, Cerviel e Rekiel. Os príncipes celestes são conhecidos como Sarim.

Terceira Ordem - Arcanjos

Este é o oitavo Coro e é a ele que comete interceder pelos pecados ou fraquezas (especialmente a ignorância) dos seres humanos, perante o Trono Divino. são também eles que lutam continuamente contra Satanás e as suas legiões, para proteger o mundo. Segundo a tradição judaica, os Arcanjos estão intimamente relacionados com os planetas. Outras autoridades dizem que estão relacionados com os 12 signos zodiacais. Pseudo-Dioníso descreveu—os como portadores dos segredos divinos. Os Arcanjos são mencionados tanto no Antigo como no Novo Testamento. A Epístola de Judas conta que, quando o Arcanjo Miguel estava a disputar com Satanás o corpo de Moisés (após a sua morte), não conseguiu deixar de emitir juízos sobre o espírito infernal, dizendo—lhe "O Senhor te renega". Existe uma grande confusão a respeito dos Arcanjos e muitos outros anjos que não pertencem a este Coro e são designados através deste título, porque no início da angelologia apenas se reconheciam duas classes de entidades celestiais: os Arcanjos e os Anjos. Foi através do trabalho de escritores como são Tomás de Aquino, Santo Agostinho e do grupo de Pseudo-Dionísio, que as várias ordens angelicais foram organizadas de forma correcta. Por esse motivo, os anjos mais elevados eram chamados Arcanjos, um costume que tem persistido ao longo dos tempos. Mas nem todos os anjos superiores são Arcanjos. Por exemplo, Sadkiel, Camael, Casiel, Azrael e Asariel, que se contam entre os regentes dos signos zodiacais, não são Arcanjos, embora sejam, com frequência, chamados por esse título. Na realidade, todos estes anjos pertencem a Coros de uma hierarquia superior à dos Arcanjos. Os Príncipes Regentes desta ordem são Metraton, Miguel, Rafael, Uriel, Gabriel, Barbiel, Barachiel e Jehudiel

Terceira Ordem - Anjos

Este é o Nono Coro e a sua missão principal é actuar como intermediários entre Deus e os seres humanos. Apesar de todas as hostes celestes serem conhecidas como anjos, este é um Coro específico e dele fazem parte os Anjos da Guarda. Os Anjos são o Coro Celeste que está mais próximo dos seres humanos, a quem ajudam constantemente. Diz-se que existe uma escola para os Anjos no Sexto Céu, onde os Arcanjos os ensinam, conforme nos relata Enoch, que afirma ter visitado esta escola durante a sua visão apocalíptica do Céu. Entre outros temas estudados nesta escola, estão a astronomia, a ecologia e a oceanografia, além da vegetação terrestre e da celestial e da psicologia dos seres humanos. Todos os Anjos que Enoch viu nesta escola tinham rostos idênticos e estavam vestidos da mesma maneira. Os Príncipes Regentes do Coro dos Anjos são Gabriel, Chaiiel, Adnakiel e Faleg.

8 de agosto de 2010

A ‘Nova Era’ não é a mesma coisa que a ‘Era de Aquário’ (Parte 2)


Convido-o a ler a primeira parte deste artigo, clicando aqui, em que desenvolvo os conceitos da «Nova Era». Agora, é vez de tratar da «Era de Aquário».

ERA DE AQUÁRIO - como chegar a este conhecimento astrológico?

A mente humana tem níveis de profundidade e vastos poderes que podem mesmo substituir a realidade. "Tu crias a tua própria realidade com a tua mente". Creio que a descoberta daquela parte do nosso cérebro que ainda está no desconhecimento dos cientistas, poderá revelar-nos no futuro o que será a verdadeira Era de Aquário.

Agora, simplesmente, estamos no fim da Era de Peixes, a atravessar aquela faixa que é terra de ninguém, de transição de uma Era para outra.

Antes de mais, precisamos saber o que são «eras»? Vamos a isso?


Lamento, mas esta parte tem que ser algo técnica, mas tentarei aligeirar o máximo que puder.

Antes de mais nada, quero dizer que os cientistas e estudiosos da matéria, ainda não estão completamente de acordo, quanto aos números e às idades das «eras». Ainda por cima falando de épocas que já não pertencem a esta nossa humanidade, esotericamente conhecida como 5ª Raça-Raíz. O que pertence a esta nossa humanidade é aquele período que se inicia na Era de Leão (8.000 anos antes de Jesus) ou talvez um pouco antes, quando ainda éramos pouco mais que primatas. Obviamente, estamos a falar de Eras após as intensas glaciações havidas no planeta Terra, milhões de anos depois do desaparecimento dos dinossauros, assim como do desaparecimento de outras Raças-Raízes, anteriores à nossa.

Se fizéssemos uma extensão do nosso pólo terrestre, uma espécie de traço imaginário, encontraríamos o chamado «pólo celeste». Tal como o nosso pólo terrestre, o pólo celeste executa um movimento circular completo, de Leste para Oeste (Ocidente para Oriente), que se completa a cada 25.794 anos (aqui é que ainda não há acordo neste ‘tempo’ em concreto). Supostamente é o grande ciclo em que o Sol se alinha com o Centro Galáctico da nossa Via Láctea. Segundo os estudiosos, o planeta tem passado por intensas transformações nestes ciclos galácticos.

Da mesma maneira que os planetas fazem o seu movimento de translação à volta do Sol, este, e o seu sistema, por sua vez faz um longo bailado cósmico ao redor das constelações. O universo é movimento.


No Hemisfério Norte do nosso planeta, comemora-se o chamado «equinócio da Primavera», em teoria, no dia em que o Sol chega ao grau zero do signo Carneiro / Áries.

Sabemos que existem 89 constelações, mas o nosso Sol não dá cambalhotas atabalhoadas por estas constelações. Faz o seu percurso, de forma ordeira e organizada em apenas 1
2 constelações, que têm os mesmos nomes dos signos astrológicos. Em astrologia, o nosso Sol caminha numa espécie de auto-estrada celeste que ele percorre no ciclo de 1 ano terrestre. [Por razões desconhecidas, os antigos deram nomes de animais à maioria das 12 constelações / signos.] Em suma, o início do ano zodiacal, o "ponto vernal", ou "grau zero de Carneiro/Áries", deve coincidir com o primeiro dos 12 sectores - ou signos - repartidos no céu no caminho anual do Sol (é a auto-estrada celeste que chamamos de Zodíaco).

Nestes últimos milhares de anos, percebeu-se da existência de um fenómeno celeste conhecido como «
precessão dos equinócios» ou «Ayanamsa».

Para os Antigos, o equinócio da Primavera tinha um significado especial, pois estava terminado o Inverno e chegava a Primavera e a vida brotava de novo.

No tal círculo do
pólo celeste, mencionado mais acima, o movimento do Sol foi-se alterando e neste momento há um desfasamento real entre a passagem do Sol pelas constelações cósmicas e a mesma passagem pelos signos astrológicos.

Ora, em virtude da «
precessão dos equinócios», o Sol hoje em dia não nasce no dia 21 de Março, na constelação de Carneiro/Áries. Repito: constelação de Carneiro/Áries. Para não confundirmos com o signo do mesmo nome. Ainda há pouco tempo, em 228 depois de Cristo, o Sol nascia em Carneiro-signo e em Carneiro-constelação. Depois, pouco a pouco, o ponto vernal (equinócio da Primavera) começou a nascer no fim da constelação Peixes, mas dentro do signo astrológico Carneiro/Áries.

Este facto só foi notado nos últimos 2.000 anos, creio que por desconhecimento dos Antigos, mas eu imagino que sempre houve esta precessão, pois só assim entendo a enorme volta que o nosso Sol e os seus planetas dão fazendo uma elipse de cerca 26.000 anos. Os astrónomos sabem que o nosso pólo celeste Norte tem apontado para a estrela Polaris, mas daqui por 12.000 apontará para a estrela Vega. Por isso, creio que sempre houve a tal precessão.

Os astrólogos antigos, como Ptolomeu, não prestaram muita atenção a este assunto: era uma aproximação… A questão é que hoje em dia, a "aproximação" tornou-se "bem pouco próxim
a".




O eixo da Terra e respectivo pólo celeste giram lentamente sobre si mesmo durante 26.000 anos (números redondos), pois o número mais aproximado actualmente é de 25.794 anos. É este fenómeno, chamado "precessão dos equinócios", que faz com que o Sol nasça, em todos os dias 21 de Março, no grau zero do signo Áries, mas no que diz respeito à constelação, dá-se um pouco mais atrás na constelação de Peixes.

Em virtude dessa progressiva defasagem, os 12 sectores (signos) no céu já não coincidem com as constelações que lhes haviam dado o nome. A defasagem é mesmo tão importante que atinge hoje em dia (em 2010) cerca de 24° separativos. Os astrólogos indianos conhecem perfeitamente essa defasagem, a que chamam de «ayanamsa», e que levam em consideração na interpretação dos horóscopos.

Dou uma dica aos estudantes de astrologia, quando estiverem a analisar um mapa natal: conte a partir do grau em que se encontrar o Sol no mapa natal e faça uma contagem, recuando 24º, indo cair obviamente no signo anterior. Obviamente, esta contagem ainda não é válida para as pessoas que tenham o Sol natal nos últimos 6 graus do signo, pois se recuarem os tais 24 graus ficarão no mesmo signo. Façam discretamente perguntas a essa pessoa e terão a oportunidade de verificar que ela partilha desses dois signos. Com uma força tremenda. O signo astrológico e o ponto na constelação. Ficarão muito surpreendidos com o acerto das situações astrológicas.

Como as medidas astrológicas mantiveram-se imutáveis ao longo dos últimos milhares de anos, não existe coincidência quando o Sol atinge o seu ponto vernal entre o signo e a constelação. No mapa astrológico, o equinócio dá-se quando o Sol chega ao grau zero do signo Carneiro/Áries, quando na verdade o ponto celeste está a tocar o grau 24 ou 25 da constelação Peixes.

A explicação ficou confusa? Lamento, pois não sei explicar melhor.

Resumindo, actualmente o equinócio da Primavera no Hemisfério Norte, dá-se em termos reais na constelação de Peixes. Em breve entrará na constelação de Aquário. Como sabe, o zodíaco anda de trás para a frente. Faltam 4 a 6 graus apenas para o ponto celeste entrar na constelação de Aquário. No tempo de Jesus (há 2007 anos)o planeta ainda estava na Era de Carneiro/Áries. Falar em «eras» é falar em «constelações», em termos astronómicos, mas não astrológicos. E lá para o ano perto de 4.500 d.C iniciar-se-á a Era de Capricórnio.

Se dividirmos o ciclo completo do Sol pelas 12 constelações no período de 25.794 anos por doze signos, podemos dizer que cada era astrológica duraria cerca de 2.149 anos.

Recomendo a leitura deste meu artigo, no meu site «Escola de Astrologia Nova-Lis», clicando aqui. Espero que seja útil, apesar de ter sido escrito em 2007 e eu hoje talvez não fosse tão enfático em certas expressões usadas.

Agora, depois desta explicação demasiado técnica, vem a pergunta inevitável: então quando é que começa a Era de Aquário? Supostamente será no século 22, cerca do ano 2149.



Neste momento, em termos cósmicos, estamos numa fase de transição da Era de Peixes para a Era de Aquário. Apesar de ainda estarmos a viver na Era de Peixes e com a humanidade a evoluir da forma espantosa como o fez desde os anos 60 do século 20, pode-se dizer que já há uma muito leve aragem da Era de Aquário. Muito leve, levezinho. Tenhamos paciência e aguardemos pela passagem de Plutão pelo signo de Aquário, para aprendermos um pouco mais sobre o assunto. Isso ocorrerá no ano 2023.


É preciso estudar e aprofundar o que representou cada Era no nosso planeta, para não sermos tão levianos e, de uma vez por todas, percebermos que as mudanças de Eras sempre representaram uma evolução espiritual e material desta humanidade, que é ainda muito novinha, pois nem 20.000 anos tem. O que temos feito é «evoluir». Sempre! E a nível biológico e energético, que resumindo é a vida espiritual. Não começámos a evoluir (mesmo espiritualmente) nos últimos anos desta Nova Era, como muita gente pensa. A ‘coisa’ nos últimos anos acelerou e muito, mas mais por razões de ascensão do planeta e não porque estejamos na Era de Aquário.

Cada Era tem os seus símbolos próprios, as suas ocorrências específicas. Vamos dar alguns exemplos, que a nossa ciência conhece, pois temos dificuldade em ir mais atrás. Partindo do princípio daquilo que afirmei mais atrás que cada Era deve ter cerca de 2149 anos.

Vamos analisar como esta humanidade evoluiu ao longo das últimas Eras:



A Era de Leão ocorreu entre 11.015 até 8.855 a.C. (números redondos). Relacionada com o momento histórico/científico da evolução do homo sapiens, a partir do Neolítico, há cerca de doze mil anos atrás, quando a nossa actual civilização praticamente deu o grande e decisivo passo para o progresso que se seguiria a partir desse evento geológico. O motivo histórico/mitológico, relacionado com a série de dilúvios, relatados nos escritos de diversas escrituras sagradas das grandes religiões, e inquestionavelmente relacionados com o degelo, ocorrido no final da última glaciação, em torno de doze mil anos atrás; ou, ainda, ao buscarmos nos domínios da lenda que precede à história, fatalmente nos encontraremos frente-a-frente com os relatos de Platão sobre Sólon e relacionados com o Afundamento da Atlântida, evento igualmente ocorrido em torno de doze mil anos atrás. Com a retirada das águas e o gradativo aquecimento das regiões temperadas surgiram as florestas e um florescente ciclo de desenvolvimento vegetal, e o homem observou que as sementes caídas germinavam. Assim, aprendeu a plantar, e, plantando, iniciou o maior surto de desenvolvimento de toda a sua longa história até então. As legiões dos nossos ancestrais foram mudando hábitos e o homem, notadamente nómada e colector/caçador, inicia uma nova actividade agrícola. As sementes que ele viu germinar espontaneamente, estimularam-no a semear. Espalhou sementes pelos quatro cantos do mundo, fixando-se ao redor de suas lavouras, tornando-se cada vez mais sedentário. Aprendeu a domesticar os filhotes desgarrados dos lobos ferozes que passaram a ser os companheiros, seus cães e guardiões de suas aldeias. Gradativamente desenvolveu hábitos mais sociais e uma cultura mais humana e civilizada. É o início da Organização social.



A Era de Câncer ocorreu entre 8.855 até 6.695 a.C. (números redondos). Após o fim da última Glaciação, o aquecimento das terras proporcionou ao homem a actividade agrícola mais diversificada e se fixa à terra. É na Era de Câncer que o homem inicia uma nova e empolgante fase de maior e mais lúcido contacto com a Natureza e o ambiente ao seu redor. A partir daí ele se observa e observa o que ocorre ao seu redor. E aprende a usar com mais objectivo os instrumentos que fabrica. Tem contacto com uma rudimentar metalurgia e substitui, lenta e progressivamente, os utensílios de pedra. Conhece a roda tornando mais fácil o seu labor. Usa animais domésticos para a tracção, como o boi e o cavalo. A agricultura toma intensivo impulso, enquanto a economia colectiva e tribal abre amplas oportunidades para uma sociedade mais evoluída. Desenvolvendo novas aptidões melhora a técnica agrícola, aumentando a produção, aprende a guardar o produto da safra. Encontrando-se ante a expectativa do produto da sobra, observa a oportunidade do lucro. Surge, a partir daí, um regime de trocas, intensificando as relações com as sociedades vizinhas com as quais aprende a compartilhar. Esse acontecimento é de vital importância para estimular um incipiente e tímido comércio com outras comunidades. É o início de uma socialização que se prenuncia.O Homem se socializa, surgem os primeiros rudimentos de sociedades convivendo em pequenas aldeias. A sociedade tribal se fortalece na força do clã e a família adquire foros de entidade respeitada, sob a protecção de seus maiores. O arquétipo das futuras nações é estimulado na forja da Família que se fortalece até pela necessidade de sobrevivência da sociedade tribal primitiva.



A Era de Gémeos ocorreu entre 6.695 até 4.535 a.C. (números redondos). Surgem os primeiros surtos das civilizações mesopotâmicas, nilóticas e da Ásia Menor, na Ásia chinesa e na Índia védica. Surge a escrita cuneiforme na Mesopotâmia, e na China os primeiros escribas registam o pensamento humano de forma a perpetuá-lo. E os povos neolíticos chineses desenvolvem uma expressiva arte cerâmica com inscrições que datam até o quinto milénio antes de Cristo. Nascem cidades e nações primitivas, formam-se colónias, intensifica-se o comércio, trocas de mercadorias, cultura, religião, abrem espaço para diferentes e nascentes civilizações. Novas colónias são criadas, cada vez mais numerosas e distantes, alargando os limites dos nascentes impérios, fortalecendo o comércio que se espalharia por todo o Mediterrâneo e oceanos a fora. Outros povos começaram a povoar o vale do Nilo (5000 ante de Cristo). Inicialmente pastores, logo iniciaram uma intensa agricultura estimulada pelas cheias do Nilo. Criavam carneiros, cães e burros de carga. Surge uma intensa indústria artesanal como a fabricação de cestos e cerâmica, cuja arte de pintura se expandia. A escrita é inventada no Egitpo e os primeiros hieróglifos aparecem na nas pirâmides, na cerâmica e nos sarcófagos. A invenção da escrita hieroglífica, registando acontecimentos relacionados com a vida dos potentados e históricos mortuários, foi na realidade, uma das mais expressivas conquistas culturais da civilização nascente. Na Mesopotâmia ocorre paralelamente a escrita cuneiforme, registando apontamentos sobre economia e assuntos governamentais e sagas desses povos. A Era de Gémeos deixa a marca estimulante da conquista, das primeiras e grandes incursões dos povos se intercruzando, se comunicando, miscigenando raças, culturas, línguas, religiões. Surgem os primórdios da Astrologia, como «linguagem divina». Estão a ligar: 'gémeos' com 'linguagem'? E com 'divino'? Lembremo-nos que o signo Gémeos é o 1º do zodíaco a ser representado por 2 seres humanos. Não se diz que o Homem é feito à semelhança de Deus? Talvez me atreva a explicar isto outro dia.



A Era de Touro ocorreu entre
4.535 até 2.375
anos antes de Cristo (números redondos) e sabe-se que foi nessa altura que se deu o culto ao minotauro, uma criatura com cabeça de touro e corpo humano. Foi nesta Era de Touro que se deu o surgimento de técnicas avançadas, civilizações urbanizadas, a nova metalurgia do bronze, extensão da produtividade do trabalho agrícola, e alto desenvolvimento dos meios de comunicação por meio da escrita. Ocorreu a construção das pirâmides de Gizé, no Egipto. Data provável dos megalitos de Stonehenge, Inglaterra. Os Egípicios descobrem o papiro e a tinta para a escrita e constroem as primeiras bibliotecas. Invasão e destruição das cidades mesopotâmicas pelos Gútios, povos pastores nómades. Nasce Abraão um dos patriarcas Bíblicos, "pai" de três das maiores vertentes religiosas da humanidade - judaísmo, cristianismo e islamismo. Bom, podem investigar mais na internet e percebermos que deu-se uma tremenda evolução na nossa humanidade.



A Era de Carneiro/Áries ocorreu entre 2.375 anos antes de Cristo e 100 anos depois de Cristo (números redondos). Desenvolvimento do Império Hitita. Desenvolvimento da cultura Shang na China. Composição dos 'Vedas', um dos escritos sagrados dos hindus. Decadência do império dos cretenses. Cerca de 1370 a.C. Akhenaton implanta no Egipto um culto monoteísta ao Sol. É o primeiro movimento que em que o Cosmos é tido em atenção no sistema de deuses terrestres. Início da Civilização Olmeca, no México. Foi a primeira grande civilização da América. Fim da Idade do Bronze. Vida e morte de Moisés. Época em que ocorre o Êxodo. Começa a Idade do Ferro. Pelos cálculos de Isaac Newton, as primeiras cidades são fundadas na Grécia. David é rei dos judeus durante quarenta anos (sensivelmente de 1005 a.C. a 965 a.C.). Divisão do reino dos hebreus em dois: Israel e Judá. 878 a.C. os Fenícios fundam Cartago. Composição dos poemas épicos de Homero, a Ilíada e a Odisseia. Segundo a lenda, Rômulo e Remo fundaram Roma em 753 a.C.. Construções de aquedutos. Aperfeiçoamento do relógio solar. Império Romano, que mais tarde deu lugar ao surgimento da República Romana. Jesus da Nazaré nasce, como a sétima e últilma auto-otorgação de Micah (Miguel), soberano do nosso universo de Nebadon. Como se pode perceber, tudo isto e muito mais, representou uma tremenda evolução da nossa humanidade.


A Era de Peixes ainda em funcionamento tem ocorrido entre o ano 200 anos depois de Cristo e irá até ao século 22, aí pelo ano 2150. (números redondos). [Portugal e todos os países rectangulares são do signo Peixes.] Auge e queda do Império Romano. Criação da Igreja Católica. O Império Otomano toma a cidade de Constantinopla, capital do Império Bizantino. Johannes Gutenberg imprime a 'Bíblia' - de todas as revoluções tecnológicas do milénio, a que teve maior alcance. Chegada de Cristóvão Colombo à América. Chegada de Pedro Álvares Cabral ao actual Brasil. Galileu Galilei consegue ver as luas de Júpiter por meio do telescópio que aperfeiçoara. Nele se sintetizam as tensões entre religião e ciência. Dá-se a a Revolução Francesa. A Lei Áurea é assinada pela Princesa Isabel, que acaba com a escravidão no Brasil. Leonardo da Vinci inicia a pintura da Mona Lisa que conclui três ou quatro anos depois. Massacre de Lisboa, centenas de Judeus e Cristãos-Novos são mortos. O tecto da Capela Sistina, pintado por Michelangelo Buonarroti é exibido ao público pela primeira vez. Maquiavel escreve 'O Príncipe', um tratado de filosofia política. Martinho Lutero publica as 'Noventa e Cinco Teses'. Início da Reforma. Deu-se a Inquisição. Primeira viagem de circum-navegação da Terra por Fernão de Magalhães e Juan Sebastián Elcano. Hernán Cortés conquista Tenochtitlan, capital do Império Azteca. A Igreja Anglicana rompe com a Igreja Católica. Francisco Pizarro lidera a conquista espanhola do Império Inca. O rei Henrique VIII rompe com Roma e declara-se chefe da Igreja Anglicana, por questões amorosas e intrigas da corte. Macau é cedida aos portugueses pelo imperador chinês Chi-Tsung. Fundação da cidade do Rio de Janeiro, por Estácio de Sá.O calendário gregoriano é introduzido na Europa pelo Papa Gregório XIII e adoptado pelos países católicos. Os séculos XV e XVI são a época dos desbravamentos e das descobertas. É quando surge também uma nova mentalidade, o Renascimento. É precedido de uma trilogia: Peste Negra, Guerra dos Cem Anos e a Guerra das Rosas, que leva o homem europeu a restaurar o campo e atender ao mercado urbano. Durante o século XV, Portugal foi uma potência mundial económica, social e cultural, constituindo-se o primeiro e o mais duradouro império colonial de amplitude global. Os dogmas foram decifrados, os mistérios da Trindade (Pai, Filho, Espírito Santo); Brahma, Shiva , Vishinu; Osíris, Isis, Horus, e outros, foram devidamente explicados por Helena Petrovna Blavastsky nos três aspectos do átomo de hidrogénio, unidade que contém todas as demais unidades da constituição do Universo. E poderia continuar com a enumeração de ocorrências nesta Era de Peixes, dominada sobretudo pela Igreja Católica.


A seguir virá a Era de Aquário. Nada sabemos sobre o que virá, sobre o que acontecerá. Tudo o que se disser sobre esta Era, não passará de uma tentativa de imaginar o futuro e, eventualmente criar seguidores para ideias malucas. Espero ter conseguido demonstrar porque penso que a ‘Nova Era’ não é a mesma coisa que a ‘Era de Aquário’.

Última questão, querido leitor que está a ascender com o planeta: já imaginou as muitas e muitas vidas que poderá ter tido em todas estas Eras? Fascinante, não é? Já lhe ocorreu que cada uma dessas vidas encarnadas no Planeta Terra representou mais um avanço espiritual do seu Ser Interno? Que o leitor NUNCA regrediu no seu processo evolutivo?

Se o seu gurú lhe diz que você só começou a evoluir agora, nos últimos anos, aconselho a que o 'mande dar uma voltinha às urtigas' e limite-se a entrar em contacto com o seu coração, vivendo em AMOR, em ALEGRIA, na LUZ.

Espero ter podido ser útil neste longuíssimo texto para explicar que «A ‘Nova Era’ não é a mesma coisa que a ‘Era de Aquário’»

Muito obrigado.


Fonte principal da descrição das 'eras': aqui.

6 de agosto de 2010

A ‘Nova Era’ não é a mesma coisa que a ‘Era de Aquário’ (Parte 1)


Escrevi esta frase no texto sobre Quíron em Sagitário ou na Nona Casa,
publicado aqui, que transcrevo:

«... surgiram e vão continuar a surgir muitos muitos 'profetas' da Nova Era. A internet permite isso com muita facilidade. Há centenas de blogues em língua portuguesa cuja missão é passarem canalizações. O que ainda falta surgir serão os verdadeiros profetas da Era de Aquário. Ainda não encontrei nenhum. Da Nova Era, muitos, mas da Era de Aquário, nenhum. Creio que a maioria surgirá na fornada nascida entre 1999 e 2001. Por enquanto, ainda se confunde 'Nova Era' com 'Era de Aquário' parecendo significar o mesmo, quando não é bem assim.»

Isto de afirmar que ainda se confunde a ‘Nova Er
a com a ‘Era de Aquário’, suscitou perguntas de algumas pessoas, às quais prometi explicar-me melhor. É o que vou tentar fazer a seguir, sobretudo para que se perceba que ambas as expressões não são sinónimos. O sentido de percepção das pessoas é que com facilidade as ligou como sendo a mesma coisa.

Como é possível um movimento ideológico que teve iní
cio nos anos 60 do século 20, se possa confundir com uma terminologia astrológica que só irá ocorrer no primeiro quartel do século 22? Já veremos como.

Suspeito que sairá um texto longo, pois há muito a explicar.




A NOVA ERA

A vida é feita de ciclos. Quem estuda astrologia aprende isso com rapidez. Há ciclos pequenos, como o dia e noite, ou o movimento lunar. Há ciclos longos que duram dezenas e dezenas de anos, como é o ciclo entre Plutão e Úrano, o mais poderoso de toda a astrologia. Também há ciclos imensos que duram dois mil e tal anos e estes chamamos de ‘eras’: Era de Peixes, Era de Aquário. E há ciclos ainda maiores.Vou debruçar-me sobre o ciclo usualmente chamado de «Nova Era» e que corresponde basicamente ao ciclo Plutão - Úrano. O ciclo do início da Iluminação.

Plutão permaneceu no signo Virgem de 1956 a 1971, o que lhe deu tempo para desmantelar os conceitos instalados então, no hemisfério ocidental, e que não passavam de um conjunto de regras sociais e culturais que advinham da cultura do século 19. Lentamente começou a romper com certos tabús e modismos que eram muito correntes. Acontece que Úrano vinha atrás e ingressou triunfante em Virgem em 1961 e, como lhe é peculiar, impaciente, rasgou literalmente com as culturas então vigentes. Era a ‘Voz de Deus’ a provocar um salto quântico na humanidade. E assim se iniciava um novo ciclo de Plutão e Úrano, com a sua conjunção em Virgem, no ano de 1965. Estamos na fase crescente desse ciclo, que terminará quando Úrano e Plutão se encontrarem novamente, no ano de 2104, nessa altura no signo de Touro. Será um novo ciclo, e dessa vez, quem cá estiver lidará, sobretudo, com as questão da terra e dos alimentos. Assunto sério, portanto.



Os anos 60 foram o início da ‘Nova Era’, em plena ‘Era de Peixes’. Era a humanidade a evoluir, como sempre. Da forma que podia e sabia fazer.


O signo Virgem está associado ao trabalho, à saúde, à medicina, à ecologia, e foi exactamente isso que assistimos: uma autêntica revolução nestas áreas, com a industrialização a ser dominada pelos computadores. Hoje fala-se abertamente em ecologia. Há 50 anos (nos anos 60) ninguém sabia o que era isso. Foi uma nova maneira de usar a máquina, iniciando-se assim aquilo que hoje chamamos de globalização, mas ainda estamos no início, pois quando de facto entrarmos na Era de Aquário, saberemos o que será globalização a sério e o sentido disso. Mas Virgem também está associado à espiritualidade, por representar o Cristo planetário, que já foi Jesus e agora, parece ser Miguel.




Por falar em Jesus, lembrei-me do seguinte: quando ele apareceu, estava a finalizar a Era de Carneiro/Áries e os estudiosos da Bíblia sabem que lá fala-se muito em ‘Novos Tempos’, exactamente como agora falamos em ‘Nova Era’. Eu imagino a confusão que foi na cabecinha de muita daquela gente de então ao escutarem as histórias de Jesus. Só depois da sua morte, sensivelmente 300 anos depois, é que a Igreja Católica se impôs como movimento religioso. Já em plena Era de Peixes.

Portanto, as ‘Eras’, que duram cerca de 2.149 anos não começam em anos específicos e certinhos, como o ano 2000. Mas isto dos números ainda é muito nebuloso e não há a certeza exacta do início e fim de cada ‘era’. Isto será explicado mais adiante.

Voltemos aos anos 60 e à Nova Era. No ocidente, ainda sufocados com uma Igreja Católica comandada do Vaticano em que impunha regras estritas às pessoas, controlando-as, os que eram jovens nos anos 60 apressaram-se a romper essas regras, e ainda bem que assim foi, mas meus amigos, isto passava-se em plena Era de Peixes, a era que antecede a de Aquário. A década que levou o homem à Lua dava passos gigantes na evolução da humanidade.

Como se sabe a Igreja Católica sobrevive há cerca de 1.800 anos e conseguiu ser a organização dominante no mundo dos fiéis. Claro que há cerca de 500 anos, as coisas mudaram e surgiram as novas igrejas, auto intituladas de igrejas cristãs. Na verdade eram um bocadinho mais evoluídas do que a católica, mas de qualquer forma, muito conservadores.

É assim, que os jovens dos anos 60, fruto do início do ciclo Plutão - Úrano, começam à procura de novas ideias para se libertarem das antigas. Quem viu a série de tv ‘Mad Man’ percebe perfeitamente do clima que se vivia nos anos 40 e 50. O início do ciclo Plutão - Úrano não significava que a Era de Aquário estava aí ao virar da esquina, e que estes novos movimentos ideológicos fossem uma característica dessa Era, pois provavelmente não terão os contornos que hoje conhecemos. O mundo tem muitos países e cada um com o seu governo. Será assim daqui por 500 anos, quando a humanidade viver em plena Era de Aquário? Ou a densidade populacional terá baixado tanto que haverá necessidade de criarem um sistema global de governo? Não são os movimentos espiritualistas que afirmam (e muito bem) que vamos a caminho do Uno Divino? Eu acredito nisso, mas deixo esta questão: se o que está em cima é igual ao que está em baixo, porque razão na Era de Aquário haverá tantos governos e tanta corrupção. Não creio que seja possível haver tal coisa, pois a humanidade terrestre já estará a viajar para as estrelas.


Obviamente, ao longo dos últimos 50 anos, a «Nova Era» expandiu-se por todo o mundo. Mas vejamos, então, em que consistia esse movimento, nascido no solarengo estado da Califórnia. É quando surge um movimento muito uraniano (com a ajudinha de Plutão) e que dá forma a novos conceitos, que começaram devagar e ao longo das décadas é que se foram implantando em todo o mundo.

O movimento da Nova Era (do inglês New Age) possui muitas subdivisões, sendo geralmente uma fusão de ensinos metafísicos de influência oriental, de linhas teológicas, de crenças espiritualistas, animistas e paracientíficas, com uma proposta de um novo modelo de consciência moral, psicológica e social além de integração e simbiose com o meio envolvente, a Natureza e até o Cosmos.

É nessa década que os músicos mais famosos do mundo (
exemplo: Beatles) faziam os seus retiros na Índia em Ashrams que eram, de todo, estranhos, à cultura ocidental. É quando o oriente envia os seus mais destacados membros (monges) para ensinarem o budismo, pois era a forma mais clara de se angariar simpatias para o caso do Tibete, aprisionado pela China comunista.

É assim que se dão essas simbioses culturais e tudo começou com a música, com as artes, com as palavras e surgiram então grandes figuras que se encarregaram de atrair multidões para os seus discursos: Osho, Sri Aurobindo, Kishnamurti. Do la
do ocidental ninguém se revelava, excepto na defesa dos direitos civis, como é o caso de Martin Luther King. Só mais tarde, quando Plutão passou por Sagitário, é que aparecem autores a falarem de temas que hoje são comuns. O livro «Conversas com Deus» é o principal paradigma desta evolução da humanidade no ocidente. Mas isto não significa que estejamos na Era de Aquário. Continuamos ainda na Era de Peixes. É tão só a humanidade a evoluir.

Os jovens aderiram em pleno a estas novas filosofias que chegavam: A Nova Era, ou o movimento New Age, não se manifesta em uma visão específica, mas acredita que com a evolução espiritual, algumas mudanças surgirão automaticamente na Terra, não por imposição, mas como consequência natural de uma sociedade composta por pessoas espiritualmente evoluídas. Não existem líderes no sentido institucional do termo, mas existem traços comuns que identificam os new agers. Algumas dessas mudanças serão: fim das guerras, conflitos, ausência de necessidade de polícias, exércitos, ou qualquer forma de belicismo e violência; pessoas ligadas por afecto, proximidade e amor; fim das agressões à natu
reza; uso dos avanços tecnológicos para a automatização de muitos trabalhos; evolução espiritual consciente; maior contacto com a natureza. E mais amor em toda a eternidade e mundos. Ficou bonito, não é? Há muito trabalho pela frente para atingirmos esses resultados.

Ainda hoje estes conceitos são erradamente associados à Era de Aquário. Quando estivermos nessa Era, todos estes assuntos já estarão bem resolvidos.



«É uma teologia ou uma filosofia de bem-estar, tolerância universal, para simbolizar a vinda de um novo “espírito” ou “nova mentalidade”. Esta “nova mentalidade” provocará nos seres humanos uma expressão (ou "despertar") de consciência. Para auxiliar neste processo, algumas psicotécnicas também podem ser empregadas, tais como: Tarot, Yoga, Meditação, a Holística, Astrologia, Esoterismo, novas culturas, orações, jogo de Búzios, pirâmides, cristais, numerologia, Gnose, Acupuntura, Pacifismo, Canalizações, Sincretismo, busca interior, livros de autoajuda, magia, predicção, novo pensamento, etc., e esta iluminação deverá possibilitar uma vida com menos dificuldades e menos problemas. A "Nova Era" não é vista pelos seus seguidores como uma religião propriamente dita, mas apresenta propostas de vida religiosa. Para se diferenciarem chamam-se de «espiritualistas». Não é um movimento filosófico propriamente dito, mas tenta dar respostas filosóficas a questões existenciais. Não é uma ciência, mas busca alicerçar-se em leis científicas (ou pseudocientíficas).» (fonte daqui)

Não esqueçamos o surgimento de centenas de livros de auto-ajuda e, a partir dos anos 80, as canalizações. Dois livros são de assinalar na consolidação destes conceitos: «Livro de Urântia» e «Um Curso em Milagres». Foram fundamentais nos ensinamentos que passaram do que era a arquitectura do ego e como se procedeu à construção do universo e de Urântia, o nosso planeta. A ajudar, as famosas canalizações de Kryon, as dos anos 80 e 90.

Tudo isto evoluiu espontaneamente quando Úrano e Plut
ão passaram por Sagitário, há bem poucos anos. Aquilo que era a expressão de um grupo relativamente pequeno (centenas de milhares de pessoas) passou nos anos 80 e 90 à condição de ser potencialmente entendido por milhões de pessoas. Esta é a «Nova Era», ainda dentro da Era de Peixes. Tudo provocado, em termos astrológicos, pelo ciclo Plutão - Úrano, iniciado nos anos 60 do século 20. O início da Era de Aquário ocorrerá por volta do ano de 2150, ou seja, no século 22.



E é aqui, nesta enorme amalgama de ideias que se cruzavam, que levou a percepção popular a considerar que estas manifestações eram da Era de Aquário, por contraposto à Era de Peixes, maioritariamente simbolizado na Igreja do Vaticano.

Foi o aproveitamento de nos encontramos na fase final da Era de Peixes que as pessoas se apropriaram da ideia de que a «Nova Era» significava fraternidade e igualdade (Úrano), pois assim a humanidade livrava-se da carga negativa que a Era de Peixes possui, pois está intimamente ligada à ideia de sofrimento sem razão. A música e o filme «Hair» fizeram o resto: como que puseram um selo de autenticidade em como a «Nova Era» era a mesma coisa que a «Era de Aquário». Poucos sabem que a Era de Aquário deve começar só no século 22, lá para o ano de 2150. E isto dos números e datas continuam a ser bastante imprecisos.

A «Nova Era» foi e é uma forma de evolução da humanidade. É absolutamente indiscutível. No âmbito religioso misturaram-se também os princípios filosóficos e místicos. Alguns instrumentos usados para esses fins são as pirâmides, filosofias orientais, processos quânticos, tecnologia bio-energética, energias cósmicas, cristais energéticos, amuletos, pensamentos positivos, esoterismo (cabala, horóscopo, mantra, mapa astral, yoga, relaxamento, “ecologia”, aura em harmonia com o corpo, Yin Yang). Acredita-se que a humanidade, assim como todas as coisas, são UM (estão em unidade) com o Cosmos (ou "Deus"). Todos nos assumimos como parte de Deus. Isto não significa que estamos na Era de Aquário.

Ah! Não me posso esquecer da «Lei da Atracção», ideia que se desenvolveu nestes últimos anos e que pertence a este planeta com gravidade. O resto é o grande caldo que cada um faz como entender. Foi nos anos 80 que surgiram as canalizações que deram brado e hoje são fonte de grandes rendimentos de muitos humanos: a Grande Fraternidade Branca. Num ápice, muitas pessoas substituíram as suas imagens de santos católicas pelas imagens mais glamorosas dos Mestres Ascencionados. Os próprios terreiros e centros espíritas modernizaram-se. E todas as correntes espiritualistas passaram a contar com grande difusão das suas ideias, graças à generalização da internet.

Por isso, existem inúmeros gurús da Nova Era, pois já houve tempo para se consolidadarem estas ideias. Dos anos 60 até agora passou meio século. Esses gurús da Nova Era são bastante responsáveis por incutirem nas pessoas a ideia que a Nova Era é já a vivência da Era de Aquário. Isso não está provado. É a tal percepção que se tem, como mencionei mais acima. O oculto, o misterioso, o esoterismo, a astrologia, terapias, medicina alternativa com filosofias, livros de auto-ajuda... Tudo isso faz parte da Nova Era.

Isto, para mim, é a humanidade a evoluir, mas ainda há um longo percurso a percorrer até chegarmos à Era de Aquário. A Era da ILUMINAÇÃO absoluta. Por enquanto, estamos apenas a aprender a caminhar até lá.

Como tenho repetido ao longo deste texto, não estamos, ainda, na Era de Aquário. Nem sabemos como funcionarão as sociedades na era aquariana. Só teremos um leve aroma disso quando Plutão entrar em Aquário, em 2023. Até lá, teremos muito carma para resolver e limpar. Não sei se muitos gurús da Nova Era não estarão a criar mais carma para eles próprios.

Não quero terminar esta primeira parte do tema sem recordar que o planeta está em ascensão. Este processo já começou. As minhas perguntas são simples: será que não ocorre aos new agers que o planeta daqui por umas centenas de anos poderá não ter a 'forma' que possui hoje? Com os mesmos continentes e oceanos? Com a mesma massa terrena, hoje ocupada por países? E que dizer de uma prática actual Nova Era típica de uma 3D e 4D para uma prática futura [Era de Aquário] na quinta dimensão ou mesmo na sexta dimensão? Continuaremos a fazer o mesmo? Nem pensar...

Por favor, sejamos simples, sejamos humanos, amemo-nos. Com amor tudo se consegue.


ERA DE AQUÁRIO

A mente humana tem níveis de profundidade e vastos poderes que podem mesmo substituir a realidade. "Tu crias a tua própria realidade com a tua mente". Creio que a descoberta daquela parte do nosso cérebro que ainda está no desconhecimento dos cientistas, poderá revelar-nos no futuro o que será a Era de Aquário.

Agora, simplesmente, estamos no fim da Era de Peixes, a entrarmos naquela faixa que é terra de ninguém, de transição de uma Era para outra.

Antes de mais, precisamos saber o que são «eras»? Vamos a isso?


Desejo(s) - Blogagem Coletiva

Este post é parte integrante da blogagem coletiva, 'Sensações e emoções'
no Café com Bolos, de Glorinha Leão

Em filosofia, o desejo é uma tensão em direcção a um fim considerado pela pessoa que deseja como uma fonte de satisfação. É uma tendência algumas vezes consciente, outras vezes inconsciente ou reprimida. Quando consciente, o desejo é uma atitude mental que acompanha a representação do fim esperado, o qual é o conteúdo mental relativo à mesma. Enquanto elemento apetitivo, o desejo se distingue da necessidade fisiológica ou psicológica que o acompanha por ser o elemento afectivo do respectivo estado fisiológico ou psicológico. Tradicionalmente, o desejo pressupõe carência, indigência. Um ser que não carecesse de nada, não desejaria nada, seria um ser perfeito, um Deus. Por isso Platão e os filósofos cristãos tomam o desejo como uma característica de seres finitos e imperfeitos. O desejo é uma atitude mental do sujeito em relação ao mundo. É subjectivo, não objectivo.

Escolhi apresentar alguns intensos desejos realizados pelo cinema
:



Filme indicado ao Globo de Ouro 2008 em 7 categorias: melhor filme de drama, melhor atcor, actriz e actriz coadjuvante, director, roteiro e trilha sonora. Não percam o esplêndido 'Desejo e reparação', transposição para as telas do romance de Ian McEwan. A adaptação feita pelo director Joe Wright é de altíssimo nível, mantendo a essência da história narrada no livro e explorando com competência as possibilidades dos recursos cinematográficos. A fotografia, centrada em planos expressivos e pouco óbvios, e a trilha sonora, pontuada pelas teclas de uma máquina de escrever, são alguns dos destaques da produção - que reencena, sob a forma de imagem, o notável 'ensaio' de McEwan sobre a arte do ficcionista. Argumento: Aos 13 anos, a jovem Briony (Saoirse Ronan/ Romola Garai) já demonstra ter um grande talento como escritora, principalmente por sua grande criatividade. Um dia, ela pensa ter visto a sua irmã mais velha, Cecilia (Keira Knightley), sendo assediada por Robbie (James McAvoy), o filho da governanta de sua casa. Ela fica em silêncio até ao dia em que uma prima é estuprada. Levada pela sua imaginação fértil, Briony tem certeza de que foi o jovem Robbie e acusa-o. O rapaz é preso, mas Cecília está apaixonada por Robbie e é a única que não acredita na acusação de Briony.


A genialidade de Stanley Kubrick fez de um filme de guerra, um intenso desejo de querer a paz. “Horizontes de Glória” foi o filme que enviou Stanley Kubrick para essa galeria dos Grandes Mestres do Cinema. E quando revemos esta obra sobre essa destrutiva e louca guerra de trincheiras que foi a Primeira Guerra Mundial, encontramos um dos maiores filmes feitos até então sobre a irracionalidade da Guerra, porque como todos sabemos nunca haverá guerras justas, porque ambos os lados terminam sempre por cometer as suas atrocidades.
Vive-se a história de uma família, durante cerca de 40 anos, no imenso Estado do Texas, tendo-se contacto com os Benedict, quem os rodeia e com a ambiência política e económica da época naquela zona dos Estados Unidos. Este contacto com o lado económico, está sobretudo ligado à relação que a personagem de James Dean (Jett Rink) tem com a família de Bick Benedict (Rock Hudson) e o intenso desejo de provar que, através do poder económico (petrolífero), tudo se compra (até o amor substituto: a paixão que ele possui por Leslie (Elizabeth Taylor) será transferida para a sua filha.

«Um Eléctrico Chamado Desejo» é um drama poderosíssimo de Elia Kazan realizado em 1951, a partir da peça teatral de Tennessee Williams 'A Streetcar Named Desire'. Depois do sucesso da peça nos palcos da Broadway, o realizador Elia Kazan resolveu aceitar o desafio de passar para filme esta história situada em Nova Orleães. A personagem principal é Blanche DuBois (Vivian Leigh), uma professora de Inglês envelhecida e neurótica que, depois de se envolver em sucessivos escândalos sexuais na sua pequena cidade natal do Mississípi, resolve vender a sua plantação e viajar para Nova Orleães para passar uma temporada com a sua irmã Stella (Kim Hunter), que vive no bairro de Desire. Esta está casada com Stanley Kowalski (Marlon Brando), um homem alcoólico com um temperamento rude e irascível. Blanche não é bem aceite pelo cunhado que acha que a sua mulher saiu a perder com a venda da plantação. Com uma gravidez em fase terminal, Stella vê-se obrigada a suportar os instintos animais do seu marido, defendendo ao mesmo tempo a irmã, apercebendo-se da sua fragilidade física e mental. O filme tornou-se uma marca de referência na cinematografia, devido à grandeza interpretativa dos seus actores e à versatilidade psicológica das suas personagens.


Estes são alguns dos filmes da minha vida.

4 de agosto de 2010

Grande Cruz 2010 - Não há razão para ter medo

Ilustração oferecida pela amiga Adriana Canova.

Comecei a notar em meados de Julho que este blogue começou a registar um impressionante número de visitas, a maioria delas concentradas na série «Grande Cruz 2010», disponível nos links do topo do blogue. Obviamente, a maioria dessas visitas vinham de pesquisas no Google ou outros buscadores.

As pesquisas são tão variadas como estas:
'alinhamento dos planetas em 07 de agosto de 2010' - 'fim do mundo em 07 de agosto de 2010' - 'cruz astrologica de 07 de agosto de 2010' - 'grande cruz de 07 de agosto de 2010'. Podia dar mais exemplos, mas creio que estes são suficientes. Obviamente, essas buscas vêm parar a este blogue, e aos blogues de amigos que escreveram sobre o assunto.

Percebo que há dois tipos de leitores: os curiosos e os temerosos.

Não temam esta Grande Cruz. Não há razão para isso. O mundo não vai acabar. Cá continuaremos os que estamos destinados a continuar a viver a nossa vida.

Nesse dia 7 haverá o mesmo que há todos os dias nos quatro cantos do mundo: bebés que nascem, pessoas que morrem, outras se casam, outras adoecem, umas irão à praia e outras curtirão o inverno das suas localidades. Muitas irão ao cinema. Outras farão churrasco. Haverá alegria, choros e, porque não, sexo. Etc., etc. Será um dia como outro qualquer.

As mudanças em nós, porque as haverá, serão nos nossos corpos subtis.

Não tenham medo. Viva a alegria.

Design - As catedrais culturais dos novos tempos


Kristiansund Opera and Culture Centre, Noruega
Designer: C.F. Møller
Localização: Kristiansund, Norway
Site: www.cfmoller.com



Projecto: Kristiansund Opera and Culture Centre
Designer: C.F. Møller
Localização: Kristiansund, Norway
Site: www.cfmoller.com

2 de agosto de 2010

Liberdade e tolerância [Quíron em Sagitário ou na nona casa]

Vou usar do maior cuidado com este post, pois eu próprio tenho Quíron em Sagitário e já aprendi a conviver há imenso tempo com esta situação. Mas ainda estou a aprender a lidar com essa energia.

Este posicionamento indica uma crise relativa à integração do Eu Superior na consciência da pessoa. Andamos em busca da alma, desejamos trazer a essência superior para a própria forma física, de modo a que possamos ligar-nos ao princípio organizador central desta reencarnação e, se possível, de todas as anteriores encarnações. Por muito que se tente, não se consegue, até que o próprio Eu Superior se integre plenamente na nossa biologia. Quando atingido esse estágio, torna-se quase desnecessário tentar entrar em contacto com o Eu Superior, pois dá-se a osmose necessária para sentirmos com quem estamos a lidar. Conheço centenas de pessoas que necessitam estar em estado alfa (a chamada meditação) para tentarem entrar em contacto com o seu Eu Superior. E muitos não conseguem, tudo por bloqueios mentais.

Júpiter é o lar dos mestres, os seres que nos amam e querem o nosso progresso na Terra. É o lar dos nossos anjos e guias espirituais. Por isso, Júpiter ser considerado em astrologia, o Grande Benéfico. As pessoas nascidas com Quíron em Sagitário estão intimamente sintonizadas com esses Seres. Se conseguem comunicar ou não, com Eles, é outra história.

É frequente que as pessoas com este posicionamento iniciem muito cedo (por volta dos 13 anos) a busca e rebusca de muitos aspectos religiosos, aprofundando-os, comparando religiões, entrando nos diversos sistemas espirituais existentes. Daí ser frequente que estas pessoas dêem grandes saltos quânticos quanto à aprendizagem daquilo que é a espiritualidade. Com facilidade, começam os estudos de Livros Sagrados e avançam para uma série de ensinamentos e doutrinas, desde o espiritismo ao yoga, dos terreiros de Orixás ao Budismo. São muitos os exemplos. Pelo meio tenta-se aprender tarot e astrologia. Hoje em dia, esses temas são ensinados com abertura, pois a maioria deixou de ser um tema esotérico (secreto) e subiu à Luz do dia. Aquilo que se mantém aparentemente secreto, é porque os respectivos 'gurus' passam essa ideia para manterem um negócio bem rentável, ou então para poderem exercer processos de controle.

Quando as pessoas com Quíron em Sagitário ou na nona Casa ultrapassam a fase de curiosidade e iniciam a busca do seu Eu Superior, percebem que não era necessário tanto estudo, tanta investigação, porque se descobre, com simplicidade, que tudo é Uno. O resto é limpeza cármica. E é assim que chegamos a uma altura da vida e percebemos que somos os que fazem a ponte, os formadores da ponte, nos nossos próprios corpos entre a essência (Úrano) e a Terra (Saturno) e, por isso, somos condutores de energia.

Muitos de nós, da geração nascida entre 1948 e 1951, nascidos com este posicionamento passaram pelas suas oposições de Úrano entre 1987 e 89. No meu caso, regressei a Portugal, após ter sido um emigrante de luxo nessa Europa, então ainda com fronteiras. Nesses anos, Quíron também fez uma oposição a Úrano por trânsito e este recebeu a conjunção de Saturno. Para a maioria de nós, 'assumimos' a alma naquela ocasião. Muitos de nós transformámo-nos em instrutores quiróticos. Foi aí, que sossegámos na busca incessante de informação de tudo o que era religioso e espiritual. Já não era preciso, pois não passava de muitas voltas e voltas para reencontrarmos o Uno, o Deus dentro de Nós, o Deus que está em todo o lado. Chame-lhe o nome que quiser. Quando se descobre que estamos nesse Uno, tudo o resto são excessos mentais.

Enquanto editor de livros espirituais posso passar a experiência que excepto as obras realmente 'tocadas' por algo divino, a maioria dos restantes livros caiem no esquecimento do público por, repetidamente, estarem a contar sempre a mesma história. Nem havia forma de ser de outra maneira. Esse é um dos motivos porque actualmente sou muito cuidadoso com os textos que me aparecem, vindos de todos os lados. Assim, surgiram e vão continuar a surgir muitos muitos 'profetas' da Nova Era. A internet permite isso com muita facilidade. Há centenas de blogues em língua portuguesa cuja missão é passarem canalizações. O que ainda falta surgir serão os verdadeiros profetas da Era de Aquário. Ainda não encontrei nenhum. Da Nova Era, muitos, mas da Era de Aquário, nenhum. Creio que a maioria surgirá na fornada nascida entre 1999 e 2001. Por enquanto, ainda se confunde 'Nova Era' com 'Era de Aquário' parecendo significar o mesmo, quando não é bem assim.

Quíron em Sagitário permitiu que muitos de nós criássemos pontes, focalizando na seta sagitariana que aponta para o coração galáctico do nosso universo de Nebadon, inserido no grande superuniverso, o 7º de sua ordem de criação. A nona Casa é o lugar onde nos unimos ao nosso Eu Superior. Façam as vossas investigações por aí e cheguem às vossas próprias conclusões.

Vou desviar-me um pouco do assunto e dar uma dica que creio não ter dado até ao momento: Quíron retrógrado no mapa natal significa que a pessoa é um(a) 'curandeiro(a)', aquele(a) que usa a energia para curar. Modernamente, pode chamar-se de 'terapeuta'. São os reikianos com mais energia para dar e curar. A todo o vapor.

Muitos astrólogos acreditam (não é o meu caso) que Quíron rege Sagitário, mas essa confusão surgiu em parte porque Quíron rege o «método da busca», enquanto que Sagitário é a «busca». Já o disse anteriormente: Quíron é o planeta do «como fazer». São conceitos diferentes, por isso eu identificar Quíron com Virgem, que trata de «métodos» e em sistemas esotéricos, tem o significado de representar o Cristo planetário. Os guias, os mestres, os seres galácticos alinhados com o Cristo planetário usam a energia de Júpiter e o foco de Sagitário por ser a maneira mais fácil de assumirmos a nossa alma. Por favor, não confundam «alma» com «Eu Superior». Mas assim como Quíron rege o terapeuta, o tarólogo, o astrólogo, também rege o processo iniciático, que começa sempre por um longo, estreito e muito sinuoso caminho, cheio de pedregulhos para a mente humana. Sagitário é o foco e a direcção e Virgem é a 'batalha' entre Saturno (forma) e Úrano (energia), que cria a solução pragmática para se chegar à expansão jupiteriana. Quando Quíron ou Júpiter se encontram na Casa 9, encontramos o símbolo que todos aqueles corpos partem em busca da união entre o corpo e a alma, do eu humano e do eu animal.

Pessoas com Quíron em Sagitário, com Saturno e Úrano bem aspectados, reúnem condições de poderem ser um farol de esperança para o futuro. O Eu Superior não pode ser incorporado sem a integração da kundalini e as pessoas com este posicionamento passarão por este processo de forma invulgarmente intensa. O sistema neurológico quirótico é o caminho de sistemas do interior do nosso corpo, que mantém a energia no campo biológico (Saturno) e integra a energia que causa a passagem da kundalini (Úrano)

Personalidades com Quíron em Sagitário: Pedro Almodovar, Princesa Ana de Inglaterra, Fred Astaire, Humphrey Bogart, Martin Borman, James Cagney, Al Capone, Natalie Cole, David Cochraine, Noel Coward, Xavier Cugat, George Cukor, Gerar Depardieu, Alexandre Dumas, Isabel de Inglaterra, Duke Ellington, Michael Ford, Benjamim Franklin, Peter Gabriel, Richard Gere, Helen Hays, James Hilton, Alfred Hitchcock, Vitor Hugo, Don Johnson, Jessica Lange, Linda Lovelace, Mark Spitz, Vladimir Nabokov, Christina Onassis, Paloma Picasso, Ramos Horta (Indonésia), Cybill Shepard, Sissy Spacek, Meryl Streep, Twiigy, Sigourney Weaver, Stevie Wonder. Personalidades com Quíron na 9ª Casa: Andre Agassi, Louisa May Alcott, Julie Andrews, Anabela Quental, Guillaume Appollinaire, Patricia Arquete, Ary dos Santos, Sri Aurobindo, Warren Beatty, Joe Biden, Karen Blixen, Beau Bridges, Carla Bruni, Jess Campbell, Frank Capra, Pablo Casal, David Beckham, Danny De Vito, T.S. Eliot.

Últimas permanências de Quíron em Sagitário: de 28 Novembro 1948 a 8 Fevereiro 1951 - de 19 Junho 1951 a 8 Novembro 1951 - de 7 Janeiro 1999 a 1 Junho 1999 - de 22 Novembro 1999 a 11 Dezembro 2001.

Dependendo muito dos aspectos e posicionamento de Saturno no mapa natal, as pessoas com Quíron em Sagitário podem exercer o seu máximo de potencial nestes dois conceitos: liberdade e tolerância. Estes dois conceitos, por si só, são indicadores dos valores máximos a que o ser humano pode aspirar: Ser livre e conceder liberdade! Ser tolerante é aceitar as diferenças.

Para se exercer estes valores, e assim atingirmos outros horizontes, quer terrestres, quer espirituais, onde entram todos os grandes saberes da humanidade, é necessário encontrar em si mesmo uma capacidade de grande humildade: saber ouvir e aprender. Para isso, deve ser portador de optimismo, entusiasmo e capacidade de acção. A resposta reside na parte em que falta algo que as pessoas com Quíron em Sagitário possuem.

Encontrar a harmonia necessária entre aquilo com que podemos contribuir e aquilo que precisamos ouvir e aprender, é o destino das pessoas com este posicionamento. É a forma de poder ser tolerante. Caso contrário, cai-se nos excessos dogmáticos da intolerância ou esticar demasiado a corda da tolerância ao ponto de tudo entrar no mesmo saco.

Sagitário tem a ver com a nossa capacidade de obter "the big picture" [a grande fotografia] e, também, com a nossa capacidade de julgar. Tentam ser salomónicos. O lado negativo deste sinal é que nos pode mostrar onde nós não ouvimos ninguém, pois já "sabemos" tudo. É uma situação muito corrente.

Por exemplo, se Quíron está em Sagitário na casa 2 (dinheiro) podemos ter dificuldade em ouvir o conselho financeiro dos outros. Talvez estejamos muito ocupados a dar a nossa própria opinião. Ouça sempre com muita atenção os conselhos dados por alguém com Quíron em Sagitário, especialmente se pretendem ser especialistas no assunto a ser debatido. É caso para desconfiar um pouco. Um Quíron em Sagitário pode ser excessivamente assertivo, tentando impor a sua opinião sobre as dos outros. Aqueles que com este posicionamento e com Saturno favorável no mapa natal, são mais propensos a dar bons conselhos, sem desmandos.

É um posicionamento perfeito para um agente de viagens que envia todos os outros em viagens fantásticas, enquanto eles ficam presos no escritório a fazer as reservas; ou de um editor que recebe para publicação os livros dos outros, quando no fundo desejaria escrever e publicar os seus próprios textos. Eu tenho Quíron em Sagitário, na sétima Casa, a casa dos contactos com os et´s.

Pais com este posicionamento de Quíron frequentemente tendem a empurrar as suas crianças para o exercício da educação superior, a maioria das vezes porque eles próprios não a tiveram, por circunstância da própria vida. Neste esforço para que os filhos tirem cursos superiores, poucas vezes conseguem 'ouvir' a opinião dos próprios filhos. O caso oposto também se dá: pais que impedem o progresso escolar dos filhos.

Sagitário também rege as questões da religião e das Leis Superiores. Às vezes, isso leva a pensar que a busca fanática de alguma doutrina religiosa irá curar todas as feridas do nosso interior.

A ferida de Quíron é projectada na área da religiosidade, espiritualidade e da aderência às visões e crenças colectivas. Pode haver uma sensação de separação e rejeição do mundo religioso e ideológico convencional, mas também uma adesão fanática e obstinada a crenças dogmáticas como forma de ultrapassar o sentido de inadequação. Com esta posição é preciso fazer-se uma reavaliação dos sentimentos pessoais face à cultura e aos conceitos que a sociedade veicula, e por vezes, saber ultrapassar conceitos, ideologias, leis ou normas em vigor que promovam a discriminação e a rejeição dos valores pessoais, como se a pessoa transportasse consigo um estigma social.

Algumas vezes pode-se aderir a ideias que reneguem ou não enquadrem o próprio sofrimento, mas isso apenas é uma disfarçar um problema que exige uma solução criativa para se tratar as próprias feridas. Algumas vezes o estrangeiro e os ambientes distantes e diferentes do habitual, bem como estrangeiros e forasteiros, poderão constituir uma fonte de problemas e de vulnerabilidades. O convívio com a família do cônjuge também poderá não ser dos melhores, estando sujeito a muitas vicissitudes e sentimentos de rejeição ou de indiferença. A pessoa pode sentir-se mal acolhida ou aceite em quaisquer locais ou ambientes que não os seus habituais.

Com Quíron na casa nove são, por vezes, as feridas profundas psicológicas ou físicas que se tornam o veículo para uma grande mudança nas concepções filosóficas e religiosas pessoais. É, assumindo os condicionamentos impostos pela própria incapacidade física, ferida emocional ou sofrimento anímico que se descobre uma nova realidade, abrindo-se caminho para se tornar um divulgador de novos paradigmas e novas ideias que ajudem os outros a ultrapassarem os seus próprios problemas.

Mandalma

Mapas astrais pintados à mão... para oferecer, receber,
ver, pendurar, provar, descobrir, sentir...

Encomendas por este e-mail:

mandalma@gmail.com

Encontra no Facebook. Clique aqui.




1 de agosto de 2010

Dicionário Místico - A hierarquia angelical


Existem várias versões relativamente às ordens ou coros angelicais. Entre as autoridades eclesiásticas que apresentaram as suas versões das ordens estão Santo Ambrósio, são Jerónimo, o Papa Gregório o Grande e a Constituição Apostólica. Entre as autoridades hebraicas estão Moisés Maimónides, o Zohar, o Maseket Azilut e o Bertih Menusha. Chegam-nos outras versões de Isidoro de Sevilha, Juan de Damasco, 'A Divina Comédia', de Dante e a obra sobre alta magia de Francis Barrett intitulada 'O Mago'. No entanto, a versão mais universalmente aceite é a do grupo conhecido por Pseudo-Dionísio, que data do Século VI e foi adjudicada erroneamente a Dionísio, o Aeropagita, que viveu no Século I da Era Cristã. Diz-se que Dionísio foi o primeiro bispo de Atenas e que foi martirizado pelos romanos durante o reinado do imperador Domiciano. As obras que lhe são adjudicadas são 'A Hierarquia Celestial' e 'A Hierarquia Eclesiástica' mas, na realidade, estas obras foram escritas muitos anos mais tarde por um grupo de neoplatónicos anónimos que adoptaram o seu nome e que, por isso, são conhecidos como Pseudo-Dionísio, tendo o significado de "falso Dionísio".

Estas obras, que se crê terem sido publicadas na Síria ou no Egipto, foram citadas pela primeira vez no Segundo Conselho de Constantinopla. Só após o Século VII é que os escritos de Pseudo-Dionísio apareceram na Europa, vindo a inspirar muitos teólogos e escritores cristãos como são Tomás de Aquino, Dante Alighieri e John Milton.

Segundo Pseudo-Dionísio, existem três ordens angelicais, cada uma composta por três coros, totalizando nove coros. Nas outras versões, a quantidade de coros varia. Por exemplo, segundo Santo Ambrósio e São Gregório, existem nove coros, mas a ordem seguida não é a mesma que para Pseudo—Dionísio. São Jerónimo apenas refere seis coros, mas São Tomás na sua magnífica obra, 'Summa Teológica', aceita a ordem tal como Pseudo-Dionísio a apresenta. Por outro lado, as autoridades hebraicas citam dez em vez de nove coros, porque os seus cálculos se baseiam nas dez esferas da Árvore da Vida, que é parte intrínseca da Cabala hebraica.

Vamos utilizar o conceito dos nove coros angelicais de Pseudo-Dionísio, mas vamos ter também em consideração a versão cabalística de dez coros de acordo com a Cabala hebraica.

Primeira Ordem — Esta Ordem com os seus três Coros controla a ordem do universo e a manifestação da vontade divina, que levam a cabo.

1. Serafins
2. Querubins
3. Tronos

Segunda Ordem — Esta Ordem com os seus três Coros representa o Poder de Deus e está encarregada de governar os planetas, especialmente a Terra. Também levam a cabo as ordens dos Anjos da Primeira Ordem e dirigem os Anjos da Terceira Ordem.

4. Dominações
5. Virtudes
6. Potestades

Terceira Ordem — Esta Ordem com os seus três Coros protege e guia a humanidade e elevam as nossas preces ao Criador.
7. Principados
8. Arcanjos
9. Anjos

Conforme se vê nesta lista, os Anjos formam o nono e último coro celestial de Terceira Ordem. Isto é, embora todos os membros das hostes celestes sejam conhecidos como anjos, existe um coro em especial que tem esse nome, o que significa que alguns mensageiros celestes são apenas Anjos, enquanto outros além de serem Anjos, ocupam outras posições mais importantes da hierarquia celeste. Dito de outra forma, todos pertencem ao nono coro e são Anjos, mas alguns também pertencem a coros superiores como os Arcanjos, Querubins ou Serafins.



Primeira Ordem - Serafins

Este é o mais elevado dos Coros Angelicais. A tradição hebraica descreve-os como serpentes de fogo, uma vez que a serpente é um símbolo de cura e sabedoria. O título de Serafim é composto por SER, que significa "espírito elevado" e RAFA, que significa "o que cura". Um Serafim é, então, "um espírito elevado que cura". O nome de Rafael, o médico divino, não pertence a este coro e é composto por RAFA e EL, que significa filho de Deus. Rafael significa, então, "o filho de Deus que cura". Os Serafins são descritos como seres brilhantes e incorruptíveis. O seu esplendor é tal que nenhum dos outros Coros pode olhá-los de frente. Um ser humano seria desintegrado imediatamente se conseguisse postar-se diante de um Serafim em toda a sua glória. A sua missão é controlar e dirigir a energia divina que flui do Trono de Deus e inflamar no coração do ser humano de amor por Deus. Por este motivo são conhecidos como Anjos do Amor. O profeta Isaías é o único que os menciona no Antigo Testamento, no capítulo sexto do livro com o seu nome, onde os descreve com quatro caras (símbolo dos quatro ventos e quatro elementos) e seis pares de asas. Duas asas cobrem os seus pés, duas servem para voar, e com duas cobrem o rosto. Cada asa é do tamanho do céu. Os Serafins rodeiam o trono de Deus, entoando continuamente o Triságono Divino:

Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus dos Exércitos.

Por serem os que estão mais próximos do Trono divino, e arderem continuamente no amor a Deus, os Serafins são conhecidos como "seres ardentes". Os Príncipes Regentes dos Serafins são Metraton, Miguel, Serafiel, Jehoel, Uriel, Shemuel e Natanael.

Primeira Ordem - Querubins

Este é o segundo Coro angelical. O conceito de Querubim como bebé adorável e gorducho com azinhas está completamente errado. Estes bebés alados não são Querubins mas sim "Querubens", mais conhecidos na terminologia da arte como Putti. Os Querubins são os anjos que Deus colocou como guardas na entrada do Éden, com uma espada flamejante. A palavra Querubim provém de "Karibu", e é de origem assíria e significa "aquele que reza ou intercede". Entre os assírios, os Querubins eram criaturas aladas com rosto de leão ou de homem e corpo de esfinge, águia ou touro. No Antigo Testamento, no livro do "Êxodo", Deus ordena a Moisés que coloque a imagem de um Querubim de cada lado da Arca da Aliança, com as asas estendidas. O profeta Ezequiel descreve-os com corpos humanos, quatro asas e quatro rostos, cada um virado para um ponto cardeal. O rosto que está virado para a frente é um rosto de homem; o da direita representa um leão; o da esquerda representa um touro; e o de trás, uma águia. Estes são os símbolos dos quatro elementos: água, fogo, ar e terra e as quatro triplicidades astrológicas, representadas pelos signos de Aquário, Leão, Touro e Escorpião. Ezequiel também nos diz que estes seres divinos cobrem o corpo com duas das suas asas e voam com as outras duas. S. João, no "Apocalipse", descreve os Querubins com seis asas em vez de quatro e cobertos de uma infinidade de olhos, uma descrição mais adequada aos Serafins. Na tradição judaica, os Querubins representam o vento e são eles que conduzem a Merkabah (a carruagem de Deus) e carregam o Seu Trono num andor. Os muçulmanos crêem que os Querubins foram criados a partir das lágrimas vertidas pelo Arcanjo Miguel pelos pecados dos fiéis. O seu nome entre os muçulmanos é Al-Karubyian, que significa "os que estão perto de Alá". Diz—se que dos Querubins, que são a essência da Sabedoria, flui uma subtil essência de conhecimento, que recebem directamente de Deus. Entre os nomes que lhes são atribuídos, temos "as Criaturas Vivas", "Criaturas Aladas" e "Bestas Sagradas". Os Príncipes Regentes dos Querubins são Gabriel, Querubiel, Ofaniel, Rafael, Uriel, e Zofiel.

Primeira Ordem - Tronos

Este é o terceiro Coro e o seu nome deriva de estarem à frente do Trono de Deus. A sua missão é inspirar fé no poder do Criador. Diz-se que habitam o Terceiro ou Quarto Céu. Também se diz que são eles que estão encarregados de executar a justiça divina. Algumas autoridades identificam-nos com as rodas de fogo descritas por Ezequiel na sua visão apocalíptica. Estas criaturas são descritas pelo profeta como rodas flamejantes cobertas por uma infinidade de olhos, que se movem sempre em conjunto com os Querubins. Na Cabala são conhecidas como Merkabah, a carruagem divina que os Querubins carregam sobre um andor. "As Rodas" é um dos nomes que lhes são atribuídos. Em hebreu, são por vezes identificados com Ofanim, e outras vezes com Arelim ou Erelim. Os Príncipes Regentes dos Tronos são Orifiel, Zakfiel, Jofiel e Raziel.



Segunda Ordem - Dominações

Este é o quarto Coro, que também é conhecidos como os "Senhores", e são os que adjudicam as tarefas ou missões aos anjos menores. A majestade de Deus é revelada através deles. Estes anjos não se manifestam frequentemente aos seres humanos, pois parte da sua missão é manter a ordem no Cosmos. Na Cabala são identificados com os Hasmalim. Entre os seus símbolos de autoridade encontram-se o ceptro e o globo, que simboliza o mundo, e uma espada como símbolo da sua autoridade sobre as restantes criaturas. Segundo a tradição angelical, os Dominações vestem-se de verde e dourado. Este Coro recebe as suas instruções dos Querubins e dos Tronos. O seu nome deriva da epístola de S.Paulo aos Coríntios, onde este menciona os Dominações, os Tronos, os Poderes e os Principados. O segundo Livro de Enoch também alude aos Tronos como fazendo parte dos exércitos angelicais. Diz-se que os Dominações são canais de misericórdia e que habitam o Segundo Céu. Os seus Príncipes Regentes são Zadquiel, Hashmal, Zacariel e Muriel.

Segunda Ordem - Virtudes

Este é o quinto Coro e, segundo o seu nome indica, são os que conferem o dom da virtude aos seres humanos, principalmente graça e valor. Os Virtudes presidem sobre os elementos do mundo material e regem o processo da vida celestial. Têm a seu cargo o movimento dos planetas, estrelas e galáxias e controlam as leis cósmicas. A astronomia e a astrofísica são regidas por este Coro. Quanto à Terra, os Virtudes estão encarregadas da Natureza e das leis que regem o planeta, incluindo todos os fenómenos naturais. Segundo são Tomás de Aquino, os Virtudes são o Coro que está encarregado de realizar milagres na Terra. Os anjos que ajudaram Jesus na Sua Ascensão também eram membros do Quinto Coro celeste. Os Virtudes estão associadas aos santos e a todos os heróis que combatem o Mal. Diz-se que foram os Virtudes que deram a David valor suficiente para destruir o gigante Golias. Na Cabala são conhecidos por Malachim, ou Tarshashim. Os Príncipes Regentes dos Virtudes são Miguel, Gabriel, Uzziel, Peliel, Anael, Hamaliel, Barbiel, Sabriel e Tarshish.

Segunda Ordem - Potestades

Este é o sexto Coro e a sua missão principal é guardar e defender a ordem no Céu, e evitar que os anjos do Mal destruam o Mundo. Pensa—se que este Coro angelical foi o primeiro a ser criado por Deus, apesar da tradição nos dizer que Deus criou todos os anjos ao mesmo tempo. Este Coro tem permissão divina para perdoar e castigar, e também para criar segundo a vontade divina, levando a cabo os seus desígnios. Parte da missão das Potestades é ajudar o ser humano a resistir às tentações do Mal e a vencê-lo, inclinando-se diante do amor de Deus e das suas Leis. Os Potestades residem entre o Primeiro e o Segundo Céu, e guardam o caminho para o Céu. Também actuam como guias das almas perdidas e são eles que escrevem a história da Humanidade. Os Potestades também são conhecidos como Autoridades, Potências, Dinamismo e Potentados. Segundo algumas autoridades, a maior parte dos anjos rebeldes pertencia ao Coro dos Potestades antes da sua queda. Pensa-se que um destes anjos caídos, chamado Crocell, revelou ao Rei Salomão que ainda tinha esperanças de fazer as pazes com Deus e regressar às Potestades. Os Príncipes Regentes dos Potestades são Gabriel, Verchiel e Camael, muitas vezes identificado com Samael.


Terceira Ordem - Principados

Este é o sétimo Coro e está encarregado de proteger todos os reis, príncipes, juizes e governantes da Terra, iluminando-os para que tomem decisões justas. Também protegem as nações, as grandes organizações, as religiões e os príncipes da igreja, incluindo o Papa. Os seus símbolos são o ceptro, a cruz e a espada. Os Príncipes Regentes deste coro são Anael, Cerviel e Rekiel. Os príncipes celestes são conhecidos como Sarim.

Terceira Ordem - Arcanjos

Este é o oitavo Coro e é a ele que comete interceder pelos pecados ou fraquezas (especialmente a ignorância) dos seres humanos, perante o Trono Divino. são também eles que lutam continuamente contra Satanás e as suas legiões, para proteger o mundo. Segundo a tradição judaica, os Arcanjos estão intimamente relacionados com os planetas. Outras autoridades dizem que estão relacionados com os 12 signos zodiacais. Pseudo-Dioníso descreveu—os como portadores dos segredos divinos. Os Arcanjos são mencionados tanto no Antigo como no Novo Testamento. A Epístola de Judas conta que, quando o Arcanjo Miguel estava a disputar com Satanás o corpo de Moisés (após a sua morte), não conseguiu deixar de emitir juízos sobre o espírito infernal, dizendo—lhe "O Senhor te renega". Existe uma grande confusão a respeito dos Arcanjos e muitos outros anjos que não pertencem a este Coro e são designados através deste título, porque no início da angelologia apenas se reconheciam duas classes de entidades celestiais: os Arcanjos e os Anjos. Foi através do trabalho de escritores como são Tomás de Aquino, Santo Agostinho e do grupo de Pseudo-Dionísio, que as várias ordens angelicais foram organizadas de forma correcta. Por esse motivo, os anjos mais elevados eram chamados Arcanjos, um costume que tem persistido ao longo dos tempos. Mas nem todos os anjos superiores são Arcanjos. Por exemplo, Sadkiel, Camael, Casiel, Azrael e Asariel, que se contam entre os regentes dos signos zodiacais, não são Arcanjos, embora sejam, com frequência, chamados por esse título. Na realidade, todos estes anjos pertencem a Coros de uma hierarquia superior à dos Arcanjos. Os Príncipes Regentes desta ordem são Metraton, Miguel, Rafael, Uriel, Gabriel, Barbiel, Barachiel e Jehudiel

Terceira Ordem - Anjos

Este é o Nono Coro e a sua missão principal é actuar como intermediários entre Deus e os seres humanos. Apesar de todas as hostes celestes serem conhecidas como anjos, este é um Coro específico e dele fazem parte os Anjos da Guarda. Os Anjos são o Coro Celeste que está mais próximo dos seres humanos, a quem ajudam constantemente. Diz-se que existe uma escola para os Anjos no Sexto Céu, onde os Arcanjos os ensinam, conforme nos relata Enoch, que afirma ter visitado esta escola durante a sua visão apocalíptica do Céu. Entre outros temas estudados nesta escola, estão a astronomia, a ecologia e a oceanografia, além da vegetação terrestre e da celestial e da psicologia dos seres humanos. Todos os Anjos que Enoch viu nesta escola tinham rostos idênticos e estavam vestidos da mesma maneira. Os Príncipes Regentes do Coro dos Anjos são Gabriel, Chaiiel, Adnakiel e Faleg.

linkwithin cova

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
«A vida é o que te vai sucedendo, enquanto te empenhas a fazer outros planos.»
Professor Agostinho da Silva

Visitas ao blogue

Para si, leitor

Caro leitor, tem muito por onde escolher. Sinta-se bem neste blogue. Pode copiar os textos que entender para seu uso pessoal, para estudar, para crescer interiormente e para ser feliz. Considere-me como estando do seu lado. No entanto, se é para reproduzir em outro blogue ou website, no mínimo, tenha a delicadeza de indicar que o texto é do «Cova do Urso» e, como tal, usar o respectivo link, este: http://cova-do-urso.blogspot.pt/ - São as regras da mais elementar cortesia na internet. E não é porque eu esteja apegado aos textos, pois no momento em que são publicados, vão para o universo. Mas, porque o meu blogue, o «Cova do Urso» merece ser divulgado. Porquê? Porque é um dos melhores do género, em língua portuguesa (no mínimo) e merece essa atenção.


Love Cova do Urso

Image and video hosting by TinyPic

Lista de Blogue que aprecio

O Cova do Urso no 'NetworkedBlogs' dentro do Facebook

.

Mapa natal do 'Cova do Urso'


Get your own free Blogoversary button!

O «Cova do Urso» nasceu a 22-11-2007, às 21:34, em Queluz, Portugal.

1º post do blogue, clicar aqui.

Blog Archive

Patagónia, Argentina

Textos de António Rosa. Com tecnologia do Blogger.

Copyright do blogue

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob a Creative Commons Attribution 3.0 Unported License
Os textos daqui são (maioritariamente) do autor do blogue. Caso haja uso indevido de imagens, promoverei as correcções, se disso for informado, bastando escrever-me para o meu email: covadourso@gmail.com -
Copyright © António Rosa, 2007-2014
 
Blogger Templates