Ayanamsa - a precessão dos equinócios

20 de outubro de 2013 ·


O astrólogo sério, reencarnacionista ou não, deve levar em consideração a precessão dos equinócios. O grande público, muitas vezes mal informado sobre a astrologia, pensa que esta se resume aos signos solares do Zodíaco. "Ah, você é Touro? Como eu gosto desses bichos!" O estudante de astrologia pode da-ser conta de que os signos do Zodíaco eram apenas uma das "chaves" da astrologia. Os planetas são tão ou mais importantes do que eles! Alguns astrólogos não vêem os signos do Zodíaco senão como um jogo de filtros coloridos: cada planeta envia-nos as suas vibrações através do filtro do signo zodiacal que as colore.

Por vezes, espantamo-nos por certas pessoas terem poucas características descritas pelos signos... em compensação, comportam-se mais como o signo precedente. Muita gente, ainda assim, espantou-se com o facto de Hitler ter nascido com o sol em Touro - signo pacífico por excelência! Teria sido bem mais lógico que seu Sol estivesse em Carneiro, signo da guerra, sob a regência de Marte. Ora, é esse o caso... se levarmos em consideração a precessão dos equinócios!

Assim, também Luís XIV, que escolhera como símbolo o Sol e se comportou como um verdadeiro Leão, evidentemente não nasceu com o Sol em Virgem - signo do perfeccionismo! (5 de Setembro de 1638).

O Zodíaco no qual trabalhamos está alterado. Actualmente, as constelações não coincidem com os signos do mesmo nome.

Lembro que os astrónomos reagruparam as estrelas fixas em 89 constelações. Esses grupos, evidentemente, são arbitrários. Mas não se podia deixar de rotular o céu, para se poder orientar nele! Ora, o Sol não dá cambalhotas ao acaso nessas 89 constelações: limita-se, comportadamente, às 12 que percorre todo ano, e que constituem, para ele, uma espécie de auto-estrada celeste. A essas constelações os Antigos haviam dado nomes de animais: ignora-se completamente porquê... Mas não se deve pensar que fosse pura fantasia: os astrónomos-astrólogos da Caldéia possuíam profundos conhecimentos esotéricos sobre o reino animal.

Em suma, o início do ano zodiacal, o "ponto vernal", ou "grau zero de Carneiro", deve coincidir com o primeiro dos 12 sectores - ou signos - repartidos no céu no caminho anual do Sol (é a auto-estrada celeste que chamamos de Zodíaco). Esses 12 sectores do céu, de 300 (30 x 12 = 360), são baptizados de acordo com os nomes das constelações que devem enquadrar.

Ora, em virtude da precessão dos equinócios, o Sol hoje em dia não nasce no dia 21 de Março, na constelação de Carneiro. Ainda em 228 depois de Cristo, o Sol nascia em Carneiro-signo e em Carneiro-constelação. Depois, pouco a pouco, começou a nascer no fim do signo de Peixes. Os astrólogos, como Ptolomeu, não prestaram mesmo muita atenção nisso: era uma aproximação… A questão é que hoje em dia, a "aproximação" tornou-se "bem pouco próxima"!

O eixo da Terra gira lentamente sobre si mesmo durante 26.000 anos: e é esse fenómeno, chamado "precessão dos equinócios", que faz com que o Sol nasça, em todos os dias 21 de Março, um pouco mais atrás nos signos.

Em virtude dessa progressiva defasagem, os 12 sectores de 300 repartidos no céu já não coincidem com as constelações que lhes haviam dado o nome. A defasagem é mesmo tão importante que atinge hoje em dia (em 2007) cerca de 24° separativos.

Os astrólogos indianos conhecem perfeitamente essa desfasagem, a que chamam de ayanamsa, e que levam em consideração na interpretação dos horóscopos.

Assim, alguém nascido nos tempos actuais, por exemplo, com o Sol a 5° de Escorpião estaria, para os astrólogos de 20 séculos atrás (assim como para os astrólogos indianos actuais) com o Sol a 110 de Balança. Não será de estranhar, então, que na sua juventude ele apresente tantos traços de carácter de Balança.

Essa desfasagem progressiva irá levar pouco a pouco o Sol a nascer, em 21 de Março, na constelação de Aquário (mas sempre no signo, isto é, no sector de Carneiro). Desde o ano 228 da era cristã até agora, o Sol nasce na constelação de Peixes. Irá deixá-la por voltado ano 2377, para entrar na constelação de Aquário.

Portanto, os astrólogos verdadeiramente preocupados com a verdade, deveriam levar em consideração a defasagem ayanamsa nas suas interpretações. Uma Lua natal a 6° de Touro, por exemplo, é, no dia do nascimento, o que há de mais Carneiro!

Dito isto, a "progressão" dos planetas fá-los evoluir através do Zodíaco. Assim, a criança que nasce actualmente com o Sol a 5° de Sagitário, nasceu na verdade em Escorpião - e manifestará as características deste. Entretanto, por progressão de um grau por ano, o Sol, aos 25 anos, entrará no 1º grau de Capricórnio. Se subtrairmos o ayanamsa de 24°, esse Sol estará na verdade a 6° da constelação de Sagitário. É só então que esse jovem terá um comportamento sagitariano.

Na prática corrente, seria preciso considerar os dois signos, antes e depois da subtracção do ayanamsa.

Os astrólogos da Pérsia antiga, os caldeus e os babilónios levavam em conta esse fenómeno e corrigiam seus horóscopos a partir disso. Mas os egípcios, depois os astrólogos do Baixo Império romano, os seus sucessores na Idade Média e depois os modernos esqueceram o ayanamsa, que não pára de crescer de século para século.

Para concluir, a astrologia ocidental comum, actualmente, trabalha sobre bases em parte falsas, a menos que leve em consideração o ayanamsa.

Exemplo muito significativo: o tema de Hitler - Para o seu nascimento, em 20 de Abril de 1889, às 18h21 min., em Braunau am Inn, na Áustria, o Zodíaco habitual dá 0" 48 Touro. Corrigindo a posição do Sol, pela subtracção do ayanamsa, encontramo-lo no início de Áries, a = 7º 48”, o que dá a esse signo de guerra e de fogo toda a sua força.



8 comentários:

Astrid Annabelle disse...
20 de outubro de 2013 às 14:36  

Quando eu voltar para casa irei comentar cada post ainda não visto ou lido com a devida atenção.
Mas já adianto que gosto de todos ...
Beijo grande meu querido António

Herodoto F. Bento-DeMello disse...
20 de outubro de 2013 às 16:15  

Puxa, António isso dá um nó na cabeça, eu preciso me reler completamente.
Quando fazes um mapa natal levas isso em consideração?

Anónimo disse...
20 de outubro de 2013 às 23:24  

É muito interessante este post. Isso pode significar que embora pertendo a um signo de nascimento, pode-se possuir um outro signo astrológico, que corresponde ao anterior? Se se tem conhecimento dessa informação, porque é que não se aplica na construção do mapa astral?
Então a ilusão criada sobre o horóscopo natal e a influência dos astros, não passa de pura fantasia para entretenimento?
Grata pela partilha.

MJ

António Rosa disse...
21 de outubro de 2013 às 11:54  

Querida Astrid,

O importante mesmo é recuperar-se.

:)))))))

Beijinho.

António Rosa disse...
21 de outubro de 2013 às 12:00  

Heródoto,

Quando faço um mapa, levo isso em consideração, mas em silêncio, pois seria uma longa explicação muito técnica e algo confusa para os clientes de consulta. Mas é frequente, muito frequente, eu perceber que as pessoas criaram de si próprias uma imagem e não é fácil, nem há tempo para corrigir isso. Numa segunda consulta, pode-se tentar iniciar essa correcção. Também é frequente eu encontrar nos comentários no Facebook, essa ideia. Ainda esta semana, a propósito de Escorpião, a leitora afirmava muito orgulhosa dos seus conhecimentos astrológicos [típico do Facebook] que afirmou ser Touro e, por isso tinha muita capacidade de iniciativa para fazer coisas. Obviamente esse conceito pertence ao signo anterior ao dela, Áries. E explicar-lhe isso no Facebook?

Abraço.

António Rosa disse...
21 de outubro de 2013 às 12:03  

MJ

Conclusões precipitadas.

Por uma razão simples que você aparenta não ter em conta, que é isto: uma coisa são as constelações e a outra são os signos zodiacais que funcionam como símbolos de uma linguagem.

Recomendo-lhe, se estiver interessado/a em procurar mais informações sobre o assunto, antes de partir para «pré-supostos» e acusar de fantasia um assunto que aparentemente você não conhece.

Laura Marques disse...
20 de janeiro de 2016 às 23:55  
Este comentário foi removido pelo autor.
Laura Marques disse...
20 de janeiro de 2016 às 23:58  
Este comentário foi removido pelo autor.

20 de outubro de 2013

Ayanamsa - a precessão dos equinócios


O astrólogo sério, reencarnacionista ou não, deve levar em consideração a precessão dos equinócios. O grande público, muitas vezes mal informado sobre a astrologia, pensa que esta se resume aos signos solares do Zodíaco. "Ah, você é Touro? Como eu gosto desses bichos!" O estudante de astrologia pode da-ser conta de que os signos do Zodíaco eram apenas uma das "chaves" da astrologia. Os planetas são tão ou mais importantes do que eles! Alguns astrólogos não vêem os signos do Zodíaco senão como um jogo de filtros coloridos: cada planeta envia-nos as suas vibrações através do filtro do signo zodiacal que as colore.

Por vezes, espantamo-nos por certas pessoas terem poucas características descritas pelos signos... em compensação, comportam-se mais como o signo precedente. Muita gente, ainda assim, espantou-se com o facto de Hitler ter nascido com o sol em Touro - signo pacífico por excelência! Teria sido bem mais lógico que seu Sol estivesse em Carneiro, signo da guerra, sob a regência de Marte. Ora, é esse o caso... se levarmos em consideração a precessão dos equinócios!

Assim, também Luís XIV, que escolhera como símbolo o Sol e se comportou como um verdadeiro Leão, evidentemente não nasceu com o Sol em Virgem - signo do perfeccionismo! (5 de Setembro de 1638).

O Zodíaco no qual trabalhamos está alterado. Actualmente, as constelações não coincidem com os signos do mesmo nome.

Lembro que os astrónomos reagruparam as estrelas fixas em 89 constelações. Esses grupos, evidentemente, são arbitrários. Mas não se podia deixar de rotular o céu, para se poder orientar nele! Ora, o Sol não dá cambalhotas ao acaso nessas 89 constelações: limita-se, comportadamente, às 12 que percorre todo ano, e que constituem, para ele, uma espécie de auto-estrada celeste. A essas constelações os Antigos haviam dado nomes de animais: ignora-se completamente porquê... Mas não se deve pensar que fosse pura fantasia: os astrónomos-astrólogos da Caldéia possuíam profundos conhecimentos esotéricos sobre o reino animal.

Em suma, o início do ano zodiacal, o "ponto vernal", ou "grau zero de Carneiro", deve coincidir com o primeiro dos 12 sectores - ou signos - repartidos no céu no caminho anual do Sol (é a auto-estrada celeste que chamamos de Zodíaco). Esses 12 sectores do céu, de 300 (30 x 12 = 360), são baptizados de acordo com os nomes das constelações que devem enquadrar.

Ora, em virtude da precessão dos equinócios, o Sol hoje em dia não nasce no dia 21 de Março, na constelação de Carneiro. Ainda em 228 depois de Cristo, o Sol nascia em Carneiro-signo e em Carneiro-constelação. Depois, pouco a pouco, começou a nascer no fim do signo de Peixes. Os astrólogos, como Ptolomeu, não prestaram mesmo muita atenção nisso: era uma aproximação… A questão é que hoje em dia, a "aproximação" tornou-se "bem pouco próxima"!

O eixo da Terra gira lentamente sobre si mesmo durante 26.000 anos: e é esse fenómeno, chamado "precessão dos equinócios", que faz com que o Sol nasça, em todos os dias 21 de Março, um pouco mais atrás nos signos.

Em virtude dessa progressiva defasagem, os 12 sectores de 300 repartidos no céu já não coincidem com as constelações que lhes haviam dado o nome. A defasagem é mesmo tão importante que atinge hoje em dia (em 2007) cerca de 24° separativos.

Os astrólogos indianos conhecem perfeitamente essa desfasagem, a que chamam de ayanamsa, e que levam em consideração na interpretação dos horóscopos.

Assim, alguém nascido nos tempos actuais, por exemplo, com o Sol a 5° de Escorpião estaria, para os astrólogos de 20 séculos atrás (assim como para os astrólogos indianos actuais) com o Sol a 110 de Balança. Não será de estranhar, então, que na sua juventude ele apresente tantos traços de carácter de Balança.

Essa desfasagem progressiva irá levar pouco a pouco o Sol a nascer, em 21 de Março, na constelação de Aquário (mas sempre no signo, isto é, no sector de Carneiro). Desde o ano 228 da era cristã até agora, o Sol nasce na constelação de Peixes. Irá deixá-la por voltado ano 2377, para entrar na constelação de Aquário.

Portanto, os astrólogos verdadeiramente preocupados com a verdade, deveriam levar em consideração a defasagem ayanamsa nas suas interpretações. Uma Lua natal a 6° de Touro, por exemplo, é, no dia do nascimento, o que há de mais Carneiro!

Dito isto, a "progressão" dos planetas fá-los evoluir através do Zodíaco. Assim, a criança que nasce actualmente com o Sol a 5° de Sagitário, nasceu na verdade em Escorpião - e manifestará as características deste. Entretanto, por progressão de um grau por ano, o Sol, aos 25 anos, entrará no 1º grau de Capricórnio. Se subtrairmos o ayanamsa de 24°, esse Sol estará na verdade a 6° da constelação de Sagitário. É só então que esse jovem terá um comportamento sagitariano.

Na prática corrente, seria preciso considerar os dois signos, antes e depois da subtracção do ayanamsa.

Os astrólogos da Pérsia antiga, os caldeus e os babilónios levavam em conta esse fenómeno e corrigiam seus horóscopos a partir disso. Mas os egípcios, depois os astrólogos do Baixo Império romano, os seus sucessores na Idade Média e depois os modernos esqueceram o ayanamsa, que não pára de crescer de século para século.

Para concluir, a astrologia ocidental comum, actualmente, trabalha sobre bases em parte falsas, a menos que leve em consideração o ayanamsa.

Exemplo muito significativo: o tema de Hitler - Para o seu nascimento, em 20 de Abril de 1889, às 18h21 min., em Braunau am Inn, na Áustria, o Zodíaco habitual dá 0" 48 Touro. Corrigindo a posição do Sol, pela subtracção do ayanamsa, encontramo-lo no início de Áries, a = 7º 48”, o que dá a esse signo de guerra e de fogo toda a sua força.



8 comentários:

Astrid Annabelle disse...

Quando eu voltar para casa irei comentar cada post ainda não visto ou lido com a devida atenção.
Mas já adianto que gosto de todos ...
Beijo grande meu querido António

Herodoto F. Bento-DeMello disse...

Puxa, António isso dá um nó na cabeça, eu preciso me reler completamente.
Quando fazes um mapa natal levas isso em consideração?

Anónimo disse...

É muito interessante este post. Isso pode significar que embora pertendo a um signo de nascimento, pode-se possuir um outro signo astrológico, que corresponde ao anterior? Se se tem conhecimento dessa informação, porque é que não se aplica na construção do mapa astral?
Então a ilusão criada sobre o horóscopo natal e a influência dos astros, não passa de pura fantasia para entretenimento?
Grata pela partilha.

MJ

António Rosa disse...

Querida Astrid,

O importante mesmo é recuperar-se.

:)))))))

Beijinho.

António Rosa disse...

Heródoto,

Quando faço um mapa, levo isso em consideração, mas em silêncio, pois seria uma longa explicação muito técnica e algo confusa para os clientes de consulta. Mas é frequente, muito frequente, eu perceber que as pessoas criaram de si próprias uma imagem e não é fácil, nem há tempo para corrigir isso. Numa segunda consulta, pode-se tentar iniciar essa correcção. Também é frequente eu encontrar nos comentários no Facebook, essa ideia. Ainda esta semana, a propósito de Escorpião, a leitora afirmava muito orgulhosa dos seus conhecimentos astrológicos [típico do Facebook] que afirmou ser Touro e, por isso tinha muita capacidade de iniciativa para fazer coisas. Obviamente esse conceito pertence ao signo anterior ao dela, Áries. E explicar-lhe isso no Facebook?

Abraço.

António Rosa disse...

MJ

Conclusões precipitadas.

Por uma razão simples que você aparenta não ter em conta, que é isto: uma coisa são as constelações e a outra são os signos zodiacais que funcionam como símbolos de uma linguagem.

Recomendo-lhe, se estiver interessado/a em procurar mais informações sobre o assunto, antes de partir para «pré-supostos» e acusar de fantasia um assunto que aparentemente você não conhece.

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