Vénus retrógrado em Gémeos entre 16 Maio e 27 Junho

1 de maio de 2012 ·

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora.
Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho,
sempre no signo Gémeos.
Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses.


O mês de Junho 2012 será marcado por eventos de grande importância planetária, pois irão ocorrer 3 momentos de grande significado para o nosso planetas, a saber:

1 - A 11 de Junho o planeta Júpiter ingressa no signo Gémeos, o quer só ocorre a casa 12 anos.

2 - Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho, sempre no signo Gémeos. Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses e desta vez, cruzará o disco solar, ficando cazimi.

3 - A 24 Junho vai verificar-se a quadratura exacta, no grau 8, entre Úrano e Plutão. O primeiro de várias conjunções exactas.

Agora, vamos analisar o que é isso de planetas retrógrados e em particular estes movimento de Vénus, que duram apenas 40 dias, mas têm uma importância transcendental.

Há astrólogos que afirmam e com razão que os planetas retrógrados têm sua função mais dirigida para a função interior da mente, as mudanças são operadas interiormente antes de se manifestarem no mundo exterior. Mas dá uma certa introversão sim.

A minha visão sobre os “retros” e os interceptados vai no mesmo caminho. Sinto haver uma similitude, tendo em conta que uns são os actores da peça de teatro (os planetas) e outros são o cenário (signos – energias).

Para mim é nos planetas retrógrados e nos signos interceptados que vejo a “Inteligência Superior” a funcionar através da Astrologia, como linguagem meta-superior ou divina.

Procuro ver os retrógrados para além da “função interior da mente”. Entendo como sendo um estado de alma. Nesse sentido suspeito que ultrapassa a mente, indo directo às emoções, porque é destas que parte a vibração de como vivemos na crosta do planeta.

Um planeta retrógrado está nessa situação de retrógrado, de igual maneira para os 3 corpos da materialidade do ser humano - físico, mental e emocional. Por serem os corpos descartáveis de Nós mesmos, enquanto Seres. Porque a aprendizagem do ser humano é feita através da interacção da energia do planeta com os corpos da materialidade.

Em linguagem corrente podemos chamar “medo” a esse aprisionamento do retrógrado. Existe “ali” uma certa dificuldade em se realizar. As “coisas” têm que ser feitas dentro de um registo peculiar que difere de planeta para planeta.

Um retrógrado ou um interceptado, para mim, é como se quisesse dizer: “tens que fazer o exame para poderes prosseguir os estudos”. Que estudos? Os de mim mesmo. Acredito que sou apenas um corpo e vivo apenas para o materialismo mais imediato? Ou acredito que sou uma Alma provisoriamente num corpo, para fazer a experiência da fisicalidade?

É nesta subtil divisão que o retrógrado pode manifetar-me ou há um certo trânsito e transcendo-me... Habitualmente, com dor e sofrimento. Porque tenho que Me merecer a Mim mesmo. É aqui que entram as múltiplas definições de “destino”. E foi nesta base que a astrologia perdeu credibilidade no fim do século 19 até aos anos 80, quando Plutão ajudou a que esta arte fosse recuperada e massificada.

A irredutibilidade do chamado “destino” enquanto “obrigação” de cumprirmos o que supostamente nos é atribuído. Ou esse “destino”, enquanto construtor da minha própria vida”. É aqui que os trânsitos dos retrógrados me obrigam a escolher.

Ou escolho repetir, repetir e repetir. E aí estamos perante aquilo que se chama (e bem) de “função interior da mente”. E repito, repito, repito… sem querer ver que estou sempre a cair no mesmo padrão limitativo. 

É mais óbvio de constatar quando o planeta está Rx no natal. É a percepção equivocada que Eu sou apenas o meu corpo e gero os padrões repetitivos que atraio para mim mesmo e que me faz "pensar" e "dizer" que "não tenho sorte", ou que "tenho azar" (no amor, na saúde, no trabalho, etc.)

Ou escolho não repetir. E aí estamos perante a função superior do Ser, através da Alma. Conseguimos sair dos padrões. Realizando e reconstruindo o próprio destino. Aqui Plutão e Saturno em trânsito têm uma enorme responsabilidade na actuação desse retro, levando com eles o lixo psíquico que temos em enorme quantidade.

Tenho encontrado muitos casos em que os retrógrados são trabalhados durante ou após o trânsito de Plutão em quadratura a ele próprio. Também dou muita atenção à passagem de Plutão pelas casas de água e ângulos. Na minha maneira de ver, a passagem de um Plutão pela casa 12 é claramente uma mudança total. São vários anos, sendo os mais importantes quando entra ou quando sai da 12.

Se a pessoa deixar fluir todas as emoções que Plutão carrega, o mais certo é haver uma libertação da personalidade porque houve uma “infusão da alma”.

A nossa alma aproveita essas oportunidades astrológicas para “carregar as nossas baterias” (infusão energética) que faz mudar a vida da pessoa. Ou transcendem-se a eles próprios e fazem algo marcante na vida e começam a ter uma carreira fulgurante, ou ficam "presos" às regras da sociedade - a caminho de uma tremenda infelicidade. Já me alonguei demasiado e não sei se me expliquei bem.

Vénus cazimi com o Sol a 5 e 6 de Junho

Há um fenómeno cósmico a ter em atenção: sempre que Vénus atravessa o disco Solar, o seu movimento principal é o retrógrado. Apesar de Vénus ficar retrógrado a cada 16 meses, só de anos em anos é que atravessa o disco Solar, desaparecendo na Luz. A vez anterior a esta foi em 2004 e a anterior foi em 1882. A próxima será em 2117.

Este movimento em que Vénus retrógrado atravessa o disco Solar, demora 7 horas, desde o momento que começa e o que termina. É neste processo que Vénus fica cazimi no grau 16 de Gémeos, depois das 22 horas [TMG], no dia 5 Junho, terminando no dia seguinte, 6 de Junho. A conjunção exacta (cazimi) será pouco depois da 1 da manhã [TMG] do dia 6. Um pouco antes das 5 da manhã [TMG] do dia 6 de Junho, Vénus sairá do disco Solar.

Cazimi (também escreve-se Casimi) é um palavra técnica árabe que significa "coração do Sol" ou "no coração do Sol". É um termo astrológico / astronómico significando um planeta que está em conjunção exata com ou muito perto do centro do disco solar.

Um planeta que forma uma conjunção com o Sol no espaço de 17 ' (minutos de arco) de partil (exactidão) é dito ser Cazimi, literalmente engolido e fortificado pelo Sol e, como ele também pode ser interpretado "no coração do sol".

Pode ler mais explicações sobre o «cazimi» na minha série «Astrologando», clicando aqui.

Muito se fala deste posicionamento em que Vénus é devorado pela Luz do Sol. A astróloga Vera Baz Mendes aconselhou-me a que eu fizesse a análise usando os símbolos sabeus. Espero que seja ela a fazer essa análise no seu blogue «Create Your Life» pois teremos muito mais a aprender, pois é uma área onde se sente muito à vontade.

O que me parece muito curioso neste movimento retrógrado de Vénus pelo signo Gémeos, é que ele ocorre na constelação de Touro. O mínimo que me ocorre pensar é que Vénus é o regente diurno do signo Touro. Não há coincidências, pois não? Não quero por-me aqui a inventar, interpretando o que não sei interpretar. 

Planetas retrógrados

Quando se fala de "planetas retrógrados", fala-se do movimento  aparente  desses planetas, vistos da Terra. Quando estamos num trem e ultrapassamos um outro, mais lento, temos a impressão de que este último recua - e, no entanto, sabemos perfeitamente que não é o caso. Quando a Terra, na sua órbita, avança mais rápido que um planeta (visto da Terra), esse planeta parece recuar. Na verdade, ele continua a avançar, como o trem, e trata-se apenas de uma impressão. A astrologia é o estudo dos astros do ponto de vista da Terra; observamos os raios que esses astros nos enviam, mas não seu movimento real, objectivo (este último é estudado pela astronomia). O Sol e a Lua nunca estão retrógrados.

Como interpretar o movimento aparentemente retrógrado de um planeta? Parece que, para nós, uma parte do poder desse planeta se perdeu. Os planetas retrógrados permitem compreender os problemas de uma personalidade: eles indicam os campos nos quais se custará mais a encontrar o equilíbrio.

Os planetas retrógrados são de uma extrema importância na interpretação de um mapa, ou n os trânsitos e, particularmente nas previsões: toda a análise pode ser errada, as previsões inexactas, unicamente porque não se levou em conta essa chave essencial. Um planeta retrógrado pode bloquear as melhores previsões de um mapa, e todas as brilhantes possibilidades de uma personalidade.

Os planetas mais lentos em estado retrógrado

Os planetas pesados são os que, com maior frequência, encontramos retrógrados: Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão permanecem durante meses em "marcha-à-ré". Assim: Júpiter retrógrada durante cerca de quatro meses por ano. Saturno, cerca de quatro meses e meio. Úrano, cerca de cinco meses. Neptuno, cerca de seis meses. Plutão, cerca de seis meses e uma semana (e Plutão está sempre retrógrado no Inverno).

Assim, um enorme número de pessoas nasce sob esta influência, particularmente as pessoas do Outono e do Inverno. Os planetas pesados indicam assim um destino colectivo, o que vai de encontro às Lectures de Cayce no que diz respeito aos carmas de grupo.

Mas os planetas pesados têm também uma influência muito forte sobre os destinos individuais - de acordo com seu lugar no mapa, os aspectos que ali recebem, seu lugar no signo e na casa etc.

Marte, Vénus e Mercúrio retrógrados

Os planetas rápidos ficam mais raramente retrógrados, e permanecem por menos tempo em "marcha-à-ré". Mas quando isso acontece, eles repre­sentam um papel de bloqueio extremamente poderoso no destino do indivíduo. É preciso então verificar, por direcção secundária progredida (contando nas efemérides um dia = um ano), quanto tempo o planeta permanecerá retrógrado depois do nascimento. O ano em que Marte, Vénus e Mercúrio partem de novo em sentido directo, marca uma virada importante na vida do nativo, uma libertação de um bloqueio. 

A análise espiritual dos planetas retrógrado

Os planetas retrógrados no mapa natal representam vidas passadas em que o ego foi dominante e o Ser Espiritual não desenvolveu adequadamente a sua missão principal: a evolução espiritual. Instalou-se o medo, que perdura como memória cármica, nesta vida. Pode ter gerado padrões repetitivos de comportamento que perdura até hoje. E é nesta encarnação que surge o propósito de haver a libertação desse medo.

Os aspectos natais desses planetas retrógrados representam níveis particulares e específicos de resistência do ego, como memórias de possíveis medos com origem cármica.

A escolha do Espírito, antes de encarnar nesta vida, é uma proposta enorme e desafiante: a libertação desses pesados medos cármicos.

Com essa libertação dar-se-á o reencontro com o Ser Espiritual podendo, então, o Ser Humano escolher fazer o que deve ser feito, desde que sentido pelo coração e validado pela intuição.

Os trânsitos a esses planetas retrógrados podem significar os momentos mais adequados para:

a) A libertação desses medos cármicos.

b) Ou o acentuar do domínio dos mesmos.

Escolha com o coração! Valide com a intuição. O resto é consequência da escolha. E entregue ao céu.

Vénus retrórgado

Vénus retrógrado num mapa astral anuncia uma vida amorosa difícil. A pessoa age com o ser amado de maneira  muito contraditória.  Procuram programar a sua relação amorosa  com ele, seguindo uma linha  demasiado dura, demasiado exigente ou não  o bastante! Há um desacordo   entre os objectivos amorosos dos nativos e   sua maneira concreta de viver o   amor.

As suas dificuldades com o sexo oposto devem-se a uma falta de segurança interior. Padecendo de uma grande solidão afectiva, aspiram de tal maneira à felicidade, que bloqueiam neles mesmos as forças que lhes permitiriam atingi-la.

Vénus retrógrado indica um carma bastante pesado no campo afectivo: as pessoas não haviam entendido grande coisa de amor em suas vidas passadas. O seu comportamento inadequado lhes havia acarretado grandes sofrimentos. Na vida actual, a lembrança dessa dor os impede de se darem plenamente. 

As pessoas pertencentes aos dois sexos sem se darem conta, podem suspeitar que aqueles que os amam tenham intenções egoístas ou interesseiras, mesmo quando não é este o caso. A maioria das vezes não é. Essa suspeita leva-os a recusar o amor, muitas vezes sem razão, pois assim se privam de uma oportunidade de felicidade.

Felizmente, Vénus não fica retrógrado durante toda uma vida, e chega a um momento em que o ser tem a possibilidade de sair de sua prisão afectiva. No ano em que Vénus parte de novo em sentido directo, sua vida afectiva melhora.

Os trânsitos de Vénus têm esse sentido de libertação. Permitem que as pessoas se desbloqueiem ou se entreguem verdadeiramente ao ser amado. É isso que é pproposto que aconteça neste abençoado ano de 2012.

Vénus retrógrado em trânsito em Gémeos

Neste signo da comunicação, em que o ser ainda não atingiu a sua polaridade sexual, Vénus retrógrado indica alguma instabilidade afectiva nas existências anteriores, nas quais a pessoa vivia o amor como um jogo meio leviano; deve agora aprender a se comprometer seriamente. resistindo à tentação de jogar os seus parceiros um contra o outro!

Vénus trata do Amor com maiúsculas. Estou a imaginar a cara de muitos espiritualistas à espera de textos mais conformes com as suas crenças. O Amor é universal. E ponto!

Vou facilitar a vida dos leitores dando umas pistas do significado deste trânsito retrógrado pelas casas nos mapas natais. Tratem de constatar se as ideias contidas nestas mini-pistas vos servem:

Vénus a retrógradar na casa 1
A casa 1 descreve a pessoa tal como o percebem os outros. Vénus nesta casa indica que a pessoa gosta de si mesma. Quando o planeta esta retrógrado, é provável que a pessoa, em suas vidas anteriores, tenha levado esse amor ao excesso: era Narciso, deslumbrado consigo mesmo! Na vida actual, ele terá demasiada tendência a querer agradar. Procura atrair para si o amor dos outros, ao invés de dar amor àqueles que dele têm necessidade.

Vénus a retrógradar  na casa 2
Sequiosa de segurança, a pessoa permanece apegada demais aos objectos, pessoas e instituições das vidas passadas, para ele tranquilizadoras. Pode ser, com frequência, um excelente artesão, ou artista, mas as suas criações nunca são de vanguarda: ele ficou preso à sensibilidade artística de épocas passadas. Deve também aprender a generosidade (pois tem medo demais de empobrecer, dando), a abandonar suas tendências materialistas.

Vénus a retrógradar  na casa 3
Aqui, a pessoa tem algo a aprender no campo da comunicação com os outros: em vidas passadas, seus discursos agressivos, canhestros ou indelicados haviam afastado os que o cercavam, particularmente seus irmãos e irmãs, seus primos e, na escola, seus colegas. Deverá aprender a se controlar, e sobretudo a usar de mais tacto nas relações faladas ou escritas com seus parentes.

Vénus a retrógradar  na casa 4
Em suas vidas passadas, a pessoa não soubera criar um ambiente satisfatório no seu lar (ou a sua pátria, se tinha responsabilidades políticas ou administrativas). Seus parentes não se sentiam felizes em sua casa. Isso se deve ao fato de que toda uma parte afectiva dele mesmo estava subdesenvolvida. Eterna criança, apavorado com o mundo exterior, não tendo liquidado outrora seu Edipo, deve aprender agora a sair de sua concha para dar ternura e protecção aos seus.

Vénus a retrógradar  na casa 5
Em suas vidas anteriores, a pessoa estava quase que exclusivamente voltado para o prazer, para o lazer e para os amores inconstantes. Era provavelmente um jogador. Se esse Vénus retrógrado está em conjunção, ou afligido por um Marte mal aspectado, pode-se presumir que a pessoa era homossexual, ou, segundo a natureza dos outros aspectos planetários, muito pouco ortodoxo em seu comportamento sexual. E possível também que tenha negligenciado os seus filhos em vidas passadas. Deverá tentar, na vida actual, amar sinceramente, e assumir seus compromissos paternos.

Vénus a retrógradar  na casa 6
A pessoa, em seu passado anterior, não respeitara as leis naturais da higiene, e sua falta de disciplina na alimentação lhe valera uma saúde má; ou ainda (segundo as indicações do resto do mapa astral) teria feito mau uso de sua boa saúde - que lhe havia sido dada para que se colocasse a serviço dos outros. Cuidar do próximo, ministrar-lhe ensinamentos e administrá-lo-eis o que deveria ter feito, e não fez. A pessoa deverá, agora, para liquidar seu carma, respeitar uma higiene de vida e uma disciplina alimentar, e colocar sua experiência a serviço da humanidade sofredora.

Vénus a retrógradar  na casa 7
Aqui, a pessoa tem bastantes dissabores no casamento (ou nas associações), por causa das vidas cármicas demasiado individualistas. 0 nativo aceitava o amor que lhe era oferecido, e não o retribuía. Não respeitava os compromissos assumidos em contratos e "puxava a brasa para a sua sardinha" em todas as circunstâncias. Deve aprender agora a respeitar os direitos dos outros, a desenvolver a harmonia conjugal; a se conduzir de maneira generosa construtiva em todas as associações nas quais esteja envolvido.

Vénus a retrógradar  na casa 8
Em suas vidas passadas, tudo acabava mal para a pessoa, por causa de certos traços de carácter negativos, dos quais ele deve agora livrar-se. A pessoa se complicava nas relações humanas, deixava-se levar a situações inverosímeis por sua necessidade de sexo e de dinheiro. E possível também que tenha tido faculdades "psi", dons ocultos que tenha utilizado mal (para fins materiais e pessoais). É possível também que tenha vivido mortes muito dolorosas. A lição cármica a reter aqui é o bom uso do dinheiro dos outros; e uma reflexão espiritual, que permitirá aa pessoa não temer a morte.

Vénus a retrógradar  na casa 9
Esta posição de Vénus sugere que a pessoa tenha sido um beato nas vidas passadas, praticando uma religião conformista, puramente social. ao mesmo tempo que se permitia inúmeras distorções da lei que pretendia honrar. A pessoa deve, portanto, buscar um real progresso espiritual, e praticar amplamente a tolerância ecuménica.

Vénus a retrógradar  na casa 10
A pessoa vem de uma vida passada bastante triste, na qual tudo o que desejara lhe fora recusado. Almejara particularmente o prestígio, as honras, a glória - ou, pelo menos, a aprovação dos seus chefes. O fracasso vem de certos traços negativos de sua personalidade, particularmente a falta de tacto e de diplomacia. Por um orgulho mal colocado, a pessoa deseja ser aceito por seus superiores, mas não faz nada para isso! É capaz, mas não se deve deixar bloquear por um excessivo sentimento de superioridade.

Vénus a retrógradar  na casa 11
Os amigos da pessoa foram, numa vida passada, tão mal acolhidos, que o impediram muito de progredir. Seduzido pelas lisonjas interesseiras desses amigos, não tinha coragem de afastá-los. Na vida actual, esta pessoa reen­contra suas antigas relações, e o mesmo tipo de vida social. Deve agora aprender o discernimento e escolher relações mais refinadas, que o ajudarão a se elevar cultural e moralmente.

Vénus a retrógradar  na casa 12
Aqui, a pessoa permanece apegado a um amor antigo, que data de uma outra vida - amor que nunca se rompeu. 0 nativo demonstra tendência à auto-compaixão, pois sabe, mais ou menos conscientemente, que deixou esse ser amado para trás. Muito romântico, não tem realmente os pés na Terra, e caminha na vida actual trazendo essa ferida secreta. Tem a possibilidade de transformar essa carga emotiva em obra de arte, ou em criação humanitária. Cessará de perder seu tempo em vãs lamentações (cármicas), no dia em que compreender que deve viver plenamente o presente.

Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos? 

Antes de mais, o que é a aplicação? «É o movimento de um planeta em direcção a outro planeta, cúspide de casa ou ponto sensível quando se aproxima da formação de um aspecto entre ambos. Ambos os planetas podem estar directos, um directo e outro retrógrado, ou ambos retrógrados. O termo aplicação mútua é usado quando um planeta directo está aplicando a um outro que esta retrógrado, portanto cada um deles vai em direcção ao outro. O planeta mais rápido, independentemente da direção do movimento, 'lança os seus raios' para aspectar o mais lento. Aplicação é o oposto de Separação.» ["Glossário" de Bárbara Abramo]

Se a aplicação se faz quando o planeta mais rápido está retrógrado, isto indica que a pessoa dona do mapa está perante duas possibilidades (o tal livre arbítrio): 1) ou vai facilitar o assunto, podendo ficar alguma frustração pela vontade de ter dificultado 2) ou decide dificultar a realização (conforme o aspecto e as recepções) da coisa desejada, mudando de posição, opinião, atitude. Habitualmente, a tendência é dificultar, resistir.

Se a aplicação se faz com os dois planetas retrógrados (apesar de haver sempre um planeta que é mais rápido do que o outro), são os dois que influenciam a modificação da posição da pessoa, tornando o assunto mais tenso pela necessidade de integração de ambas energias.

Num mapa natal é frequente vermos casos opostos, em que determinado aspecto aplicativo não se formou na hora de nascimento porque o planeta mais rápido, no momento que o ia fazer, tornou-se retrógrado. Este é o caso típico e algo confuso, devido às orbes que cada pessoa utiliza. Eu uso orbes bastante apertadas.

O mesmo acontece num trânsito ou progressão: é uma experiência comum, que tendencialmente faz fracassar algo que estava perto da realização. Quando o aspecto se formar, tempos depois, será um trânsito "limpinho" e fácil de realizar. Às vezes, as pessoas dizem frases significativas como esta: «À segunda, é de vez.» O complicado é quando um planeta faz 3ª, 4ª ou 5ª passagem nessa aplicação ou separação. É um bailado complexo que merece uma análise separada.

Qualquer aspecto aplicativo diz respeito a um futuro próximo (dependendo da natureza dos planetas), enquanto o aspecto separativo tem um significado de algo já passado. Quando visto num mapa natal, podemos dizer do separativo: já integrado, algo inato. Enquanto aspecto aplicativo: é literalmente a promessa do mapa, o potencial da pessoa.

Se num mapa natal há um aspecto aplicativo com um dos planetas em situação de retrógrado (a tal promessa do mapa, o tal potencial da pessoa), podemos afirmar que esta promessa ou potencial poderá realizar-se quando o mesmo aspecto se formar em arco solar, trânsito ou progredido, nos momentos indicados pelas efemérides e técnicas astrológicas, quer por retrogradação de um dos planetas ou dos dois. 

Para a promessa se realizar e o potencial se cumprir, deveria significar que a pessoa fará a revisão da sua atitude.

Veja com atenção este vídeo, que está muito bem feito e bem explicado:








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4 comentários:

Rui António Santos disse...
2 de maio de 2012 às 13:38  

António, penso que esta Vénus retrogada vem completar o trabalho de saturno no signo Balança que se não me engano ingressa em Escorpião no dia 16 de Outubro.

A quadratura de Urano e Plutão, muito forte, dá para refletir sobre os testes dificeis que estão acontecendo um pouco por todo o lado, como sempre aprende-se sempre com seus artigos. Abraço

Astrid Annabelle disse...
3 de maio de 2012 às 13:20  

Wow!!!!
Isso não é para ser lido apenas uma vez...muitas vezes e com cuidado em absorver cada palavra...
Nem imagino onde esta Vênus irá atuar em minha vida, mas adoro este planeta do Amor!!!
Este post irei copiar e levar para casa...é muito rico e me trouxe vários insights significativos!!!
Parabéns meu querido António!
Aqui você caprichou!!!!
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...
3 de maio de 2012 às 21:14  

Vim ler de novo...agora com o mapa na mão e mais...com as suas explicações off post!
Esse trânsito quer falar comigo...preciso ouví-lo....muitas coisas fazendo sentido!!!

Essa sua explicação aqui da Vênus a retrogradar na casa 12 é para quem nasce com isso ou somente neste tempo de retrogradação?
Tive um arrepio pela minha coluna ao ler este texto específico!!!
Bjs António...voltarei...
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...
14 de maio de 2012 às 19:00  

Vim reler...sempre muito bom...
Beijo meu querido António.
Astrid Annabelle

1 de maio de 2012

Vénus retrógrado em Gémeos entre 16 Maio e 27 Junho

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora.
Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho,
sempre no signo Gémeos.
Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses.


O mês de Junho 2012 será marcado por eventos de grande importância planetária, pois irão ocorrer 3 momentos de grande significado para o nosso planetas, a saber:

1 - A 11 de Junho o planeta Júpiter ingressa no signo Gémeos, o quer só ocorre a casa 12 anos.

2 - Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho, sempre no signo Gémeos. Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses e desta vez, cruzará o disco solar, ficando cazimi.

3 - A 24 Junho vai verificar-se a quadratura exacta, no grau 8, entre Úrano e Plutão. O primeiro de várias conjunções exactas.

Agora, vamos analisar o que é isso de planetas retrógrados e em particular estes movimento de Vénus, que duram apenas 40 dias, mas têm uma importância transcendental.

Há astrólogos que afirmam e com razão que os planetas retrógrados têm sua função mais dirigida para a função interior da mente, as mudanças são operadas interiormente antes de se manifestarem no mundo exterior. Mas dá uma certa introversão sim.

A minha visão sobre os “retros” e os interceptados vai no mesmo caminho. Sinto haver uma similitude, tendo em conta que uns são os actores da peça de teatro (os planetas) e outros são o cenário (signos – energias).

Para mim é nos planetas retrógrados e nos signos interceptados que vejo a “Inteligência Superior” a funcionar através da Astrologia, como linguagem meta-superior ou divina.

Procuro ver os retrógrados para além da “função interior da mente”. Entendo como sendo um estado de alma. Nesse sentido suspeito que ultrapassa a mente, indo directo às emoções, porque é destas que parte a vibração de como vivemos na crosta do planeta.

Um planeta retrógrado está nessa situação de retrógrado, de igual maneira para os 3 corpos da materialidade do ser humano - físico, mental e emocional. Por serem os corpos descartáveis de Nós mesmos, enquanto Seres. Porque a aprendizagem do ser humano é feita através da interacção da energia do planeta com os corpos da materialidade.

Em linguagem corrente podemos chamar “medo” a esse aprisionamento do retrógrado. Existe “ali” uma certa dificuldade em se realizar. As “coisas” têm que ser feitas dentro de um registo peculiar que difere de planeta para planeta.

Um retrógrado ou um interceptado, para mim, é como se quisesse dizer: “tens que fazer o exame para poderes prosseguir os estudos”. Que estudos? Os de mim mesmo. Acredito que sou apenas um corpo e vivo apenas para o materialismo mais imediato? Ou acredito que sou uma Alma provisoriamente num corpo, para fazer a experiência da fisicalidade?

É nesta subtil divisão que o retrógrado pode manifetar-me ou há um certo trânsito e transcendo-me... Habitualmente, com dor e sofrimento. Porque tenho que Me merecer a Mim mesmo. É aqui que entram as múltiplas definições de “destino”. E foi nesta base que a astrologia perdeu credibilidade no fim do século 19 até aos anos 80, quando Plutão ajudou a que esta arte fosse recuperada e massificada.

A irredutibilidade do chamado “destino” enquanto “obrigação” de cumprirmos o que supostamente nos é atribuído. Ou esse “destino”, enquanto construtor da minha própria vida”. É aqui que os trânsitos dos retrógrados me obrigam a escolher.

Ou escolho repetir, repetir e repetir. E aí estamos perante aquilo que se chama (e bem) de “função interior da mente”. E repito, repito, repito… sem querer ver que estou sempre a cair no mesmo padrão limitativo. 

É mais óbvio de constatar quando o planeta está Rx no natal. É a percepção equivocada que Eu sou apenas o meu corpo e gero os padrões repetitivos que atraio para mim mesmo e que me faz "pensar" e "dizer" que "não tenho sorte", ou que "tenho azar" (no amor, na saúde, no trabalho, etc.)

Ou escolho não repetir. E aí estamos perante a função superior do Ser, através da Alma. Conseguimos sair dos padrões. Realizando e reconstruindo o próprio destino. Aqui Plutão e Saturno em trânsito têm uma enorme responsabilidade na actuação desse retro, levando com eles o lixo psíquico que temos em enorme quantidade.

Tenho encontrado muitos casos em que os retrógrados são trabalhados durante ou após o trânsito de Plutão em quadratura a ele próprio. Também dou muita atenção à passagem de Plutão pelas casas de água e ângulos. Na minha maneira de ver, a passagem de um Plutão pela casa 12 é claramente uma mudança total. São vários anos, sendo os mais importantes quando entra ou quando sai da 12.

Se a pessoa deixar fluir todas as emoções que Plutão carrega, o mais certo é haver uma libertação da personalidade porque houve uma “infusão da alma”.

A nossa alma aproveita essas oportunidades astrológicas para “carregar as nossas baterias” (infusão energética) que faz mudar a vida da pessoa. Ou transcendem-se a eles próprios e fazem algo marcante na vida e começam a ter uma carreira fulgurante, ou ficam "presos" às regras da sociedade - a caminho de uma tremenda infelicidade. Já me alonguei demasiado e não sei se me expliquei bem.

Vénus cazimi com o Sol a 5 e 6 de Junho

Há um fenómeno cósmico a ter em atenção: sempre que Vénus atravessa o disco Solar, o seu movimento principal é o retrógrado. Apesar de Vénus ficar retrógrado a cada 16 meses, só de anos em anos é que atravessa o disco Solar, desaparecendo na Luz. A vez anterior a esta foi em 2004 e a anterior foi em 1882. A próxima será em 2117.

Este movimento em que Vénus retrógrado atravessa o disco Solar, demora 7 horas, desde o momento que começa e o que termina. É neste processo que Vénus fica cazimi no grau 16 de Gémeos, depois das 22 horas [TMG], no dia 5 Junho, terminando no dia seguinte, 6 de Junho. A conjunção exacta (cazimi) será pouco depois da 1 da manhã [TMG] do dia 6. Um pouco antes das 5 da manhã [TMG] do dia 6 de Junho, Vénus sairá do disco Solar.

Cazimi (também escreve-se Casimi) é um palavra técnica árabe que significa "coração do Sol" ou "no coração do Sol". É um termo astrológico / astronómico significando um planeta que está em conjunção exata com ou muito perto do centro do disco solar.

Um planeta que forma uma conjunção com o Sol no espaço de 17 ' (minutos de arco) de partil (exactidão) é dito ser Cazimi, literalmente engolido e fortificado pelo Sol e, como ele também pode ser interpretado "no coração do sol".

Pode ler mais explicações sobre o «cazimi» na minha série «Astrologando», clicando aqui.

Muito se fala deste posicionamento em que Vénus é devorado pela Luz do Sol. A astróloga Vera Baz Mendes aconselhou-me a que eu fizesse a análise usando os símbolos sabeus. Espero que seja ela a fazer essa análise no seu blogue «Create Your Life» pois teremos muito mais a aprender, pois é uma área onde se sente muito à vontade.

O que me parece muito curioso neste movimento retrógrado de Vénus pelo signo Gémeos, é que ele ocorre na constelação de Touro. O mínimo que me ocorre pensar é que Vénus é o regente diurno do signo Touro. Não há coincidências, pois não? Não quero por-me aqui a inventar, interpretando o que não sei interpretar. 

Planetas retrógrados

Quando se fala de "planetas retrógrados", fala-se do movimento  aparente  desses planetas, vistos da Terra. Quando estamos num trem e ultrapassamos um outro, mais lento, temos a impressão de que este último recua - e, no entanto, sabemos perfeitamente que não é o caso. Quando a Terra, na sua órbita, avança mais rápido que um planeta (visto da Terra), esse planeta parece recuar. Na verdade, ele continua a avançar, como o trem, e trata-se apenas de uma impressão. A astrologia é o estudo dos astros do ponto de vista da Terra; observamos os raios que esses astros nos enviam, mas não seu movimento real, objectivo (este último é estudado pela astronomia). O Sol e a Lua nunca estão retrógrados.

Como interpretar o movimento aparentemente retrógrado de um planeta? Parece que, para nós, uma parte do poder desse planeta se perdeu. Os planetas retrógrados permitem compreender os problemas de uma personalidade: eles indicam os campos nos quais se custará mais a encontrar o equilíbrio.

Os planetas retrógrados são de uma extrema importância na interpretação de um mapa, ou n os trânsitos e, particularmente nas previsões: toda a análise pode ser errada, as previsões inexactas, unicamente porque não se levou em conta essa chave essencial. Um planeta retrógrado pode bloquear as melhores previsões de um mapa, e todas as brilhantes possibilidades de uma personalidade.

Os planetas mais lentos em estado retrógrado

Os planetas pesados são os que, com maior frequência, encontramos retrógrados: Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão permanecem durante meses em "marcha-à-ré". Assim: Júpiter retrógrada durante cerca de quatro meses por ano. Saturno, cerca de quatro meses e meio. Úrano, cerca de cinco meses. Neptuno, cerca de seis meses. Plutão, cerca de seis meses e uma semana (e Plutão está sempre retrógrado no Inverno).

Assim, um enorme número de pessoas nasce sob esta influência, particularmente as pessoas do Outono e do Inverno. Os planetas pesados indicam assim um destino colectivo, o que vai de encontro às Lectures de Cayce no que diz respeito aos carmas de grupo.

Mas os planetas pesados têm também uma influência muito forte sobre os destinos individuais - de acordo com seu lugar no mapa, os aspectos que ali recebem, seu lugar no signo e na casa etc.

Marte, Vénus e Mercúrio retrógrados

Os planetas rápidos ficam mais raramente retrógrados, e permanecem por menos tempo em "marcha-à-ré". Mas quando isso acontece, eles repre­sentam um papel de bloqueio extremamente poderoso no destino do indivíduo. É preciso então verificar, por direcção secundária progredida (contando nas efemérides um dia = um ano), quanto tempo o planeta permanecerá retrógrado depois do nascimento. O ano em que Marte, Vénus e Mercúrio partem de novo em sentido directo, marca uma virada importante na vida do nativo, uma libertação de um bloqueio. 

A análise espiritual dos planetas retrógrado

Os planetas retrógrados no mapa natal representam vidas passadas em que o ego foi dominante e o Ser Espiritual não desenvolveu adequadamente a sua missão principal: a evolução espiritual. Instalou-se o medo, que perdura como memória cármica, nesta vida. Pode ter gerado padrões repetitivos de comportamento que perdura até hoje. E é nesta encarnação que surge o propósito de haver a libertação desse medo.

Os aspectos natais desses planetas retrógrados representam níveis particulares e específicos de resistência do ego, como memórias de possíveis medos com origem cármica.

A escolha do Espírito, antes de encarnar nesta vida, é uma proposta enorme e desafiante: a libertação desses pesados medos cármicos.

Com essa libertação dar-se-á o reencontro com o Ser Espiritual podendo, então, o Ser Humano escolher fazer o que deve ser feito, desde que sentido pelo coração e validado pela intuição.

Os trânsitos a esses planetas retrógrados podem significar os momentos mais adequados para:

a) A libertação desses medos cármicos.

b) Ou o acentuar do domínio dos mesmos.

Escolha com o coração! Valide com a intuição. O resto é consequência da escolha. E entregue ao céu.

Vénus retrórgado

Vénus retrógrado num mapa astral anuncia uma vida amorosa difícil. A pessoa age com o ser amado de maneira  muito contraditória.  Procuram programar a sua relação amorosa  com ele, seguindo uma linha  demasiado dura, demasiado exigente ou não  o bastante! Há um desacordo   entre os objectivos amorosos dos nativos e   sua maneira concreta de viver o   amor.

As suas dificuldades com o sexo oposto devem-se a uma falta de segurança interior. Padecendo de uma grande solidão afectiva, aspiram de tal maneira à felicidade, que bloqueiam neles mesmos as forças que lhes permitiriam atingi-la.

Vénus retrógrado indica um carma bastante pesado no campo afectivo: as pessoas não haviam entendido grande coisa de amor em suas vidas passadas. O seu comportamento inadequado lhes havia acarretado grandes sofrimentos. Na vida actual, a lembrança dessa dor os impede de se darem plenamente. 

As pessoas pertencentes aos dois sexos sem se darem conta, podem suspeitar que aqueles que os amam tenham intenções egoístas ou interesseiras, mesmo quando não é este o caso. A maioria das vezes não é. Essa suspeita leva-os a recusar o amor, muitas vezes sem razão, pois assim se privam de uma oportunidade de felicidade.

Felizmente, Vénus não fica retrógrado durante toda uma vida, e chega a um momento em que o ser tem a possibilidade de sair de sua prisão afectiva. No ano em que Vénus parte de novo em sentido directo, sua vida afectiva melhora.

Os trânsitos de Vénus têm esse sentido de libertação. Permitem que as pessoas se desbloqueiem ou se entreguem verdadeiramente ao ser amado. É isso que é pproposto que aconteça neste abençoado ano de 2012.

Vénus retrógrado em trânsito em Gémeos

Neste signo da comunicação, em que o ser ainda não atingiu a sua polaridade sexual, Vénus retrógrado indica alguma instabilidade afectiva nas existências anteriores, nas quais a pessoa vivia o amor como um jogo meio leviano; deve agora aprender a se comprometer seriamente. resistindo à tentação de jogar os seus parceiros um contra o outro!

Vénus trata do Amor com maiúsculas. Estou a imaginar a cara de muitos espiritualistas à espera de textos mais conformes com as suas crenças. O Amor é universal. E ponto!

Vou facilitar a vida dos leitores dando umas pistas do significado deste trânsito retrógrado pelas casas nos mapas natais. Tratem de constatar se as ideias contidas nestas mini-pistas vos servem:

Vénus a retrógradar na casa 1
A casa 1 descreve a pessoa tal como o percebem os outros. Vénus nesta casa indica que a pessoa gosta de si mesma. Quando o planeta esta retrógrado, é provável que a pessoa, em suas vidas anteriores, tenha levado esse amor ao excesso: era Narciso, deslumbrado consigo mesmo! Na vida actual, ele terá demasiada tendência a querer agradar. Procura atrair para si o amor dos outros, ao invés de dar amor àqueles que dele têm necessidade.

Vénus a retrógradar  na casa 2
Sequiosa de segurança, a pessoa permanece apegada demais aos objectos, pessoas e instituições das vidas passadas, para ele tranquilizadoras. Pode ser, com frequência, um excelente artesão, ou artista, mas as suas criações nunca são de vanguarda: ele ficou preso à sensibilidade artística de épocas passadas. Deve também aprender a generosidade (pois tem medo demais de empobrecer, dando), a abandonar suas tendências materialistas.

Vénus a retrógradar  na casa 3
Aqui, a pessoa tem algo a aprender no campo da comunicação com os outros: em vidas passadas, seus discursos agressivos, canhestros ou indelicados haviam afastado os que o cercavam, particularmente seus irmãos e irmãs, seus primos e, na escola, seus colegas. Deverá aprender a se controlar, e sobretudo a usar de mais tacto nas relações faladas ou escritas com seus parentes.

Vénus a retrógradar  na casa 4
Em suas vidas passadas, a pessoa não soubera criar um ambiente satisfatório no seu lar (ou a sua pátria, se tinha responsabilidades políticas ou administrativas). Seus parentes não se sentiam felizes em sua casa. Isso se deve ao fato de que toda uma parte afectiva dele mesmo estava subdesenvolvida. Eterna criança, apavorado com o mundo exterior, não tendo liquidado outrora seu Edipo, deve aprender agora a sair de sua concha para dar ternura e protecção aos seus.

Vénus a retrógradar  na casa 5
Em suas vidas anteriores, a pessoa estava quase que exclusivamente voltado para o prazer, para o lazer e para os amores inconstantes. Era provavelmente um jogador. Se esse Vénus retrógrado está em conjunção, ou afligido por um Marte mal aspectado, pode-se presumir que a pessoa era homossexual, ou, segundo a natureza dos outros aspectos planetários, muito pouco ortodoxo em seu comportamento sexual. E possível também que tenha negligenciado os seus filhos em vidas passadas. Deverá tentar, na vida actual, amar sinceramente, e assumir seus compromissos paternos.

Vénus a retrógradar  na casa 6
A pessoa, em seu passado anterior, não respeitara as leis naturais da higiene, e sua falta de disciplina na alimentação lhe valera uma saúde má; ou ainda (segundo as indicações do resto do mapa astral) teria feito mau uso de sua boa saúde - que lhe havia sido dada para que se colocasse a serviço dos outros. Cuidar do próximo, ministrar-lhe ensinamentos e administrá-lo-eis o que deveria ter feito, e não fez. A pessoa deverá, agora, para liquidar seu carma, respeitar uma higiene de vida e uma disciplina alimentar, e colocar sua experiência a serviço da humanidade sofredora.

Vénus a retrógradar  na casa 7
Aqui, a pessoa tem bastantes dissabores no casamento (ou nas associações), por causa das vidas cármicas demasiado individualistas. 0 nativo aceitava o amor que lhe era oferecido, e não o retribuía. Não respeitava os compromissos assumidos em contratos e "puxava a brasa para a sua sardinha" em todas as circunstâncias. Deve aprender agora a respeitar os direitos dos outros, a desenvolver a harmonia conjugal; a se conduzir de maneira generosa construtiva em todas as associações nas quais esteja envolvido.

Vénus a retrógradar  na casa 8
Em suas vidas passadas, tudo acabava mal para a pessoa, por causa de certos traços de carácter negativos, dos quais ele deve agora livrar-se. A pessoa se complicava nas relações humanas, deixava-se levar a situações inverosímeis por sua necessidade de sexo e de dinheiro. E possível também que tenha tido faculdades "psi", dons ocultos que tenha utilizado mal (para fins materiais e pessoais). É possível também que tenha vivido mortes muito dolorosas. A lição cármica a reter aqui é o bom uso do dinheiro dos outros; e uma reflexão espiritual, que permitirá aa pessoa não temer a morte.

Vénus a retrógradar  na casa 9
Esta posição de Vénus sugere que a pessoa tenha sido um beato nas vidas passadas, praticando uma religião conformista, puramente social. ao mesmo tempo que se permitia inúmeras distorções da lei que pretendia honrar. A pessoa deve, portanto, buscar um real progresso espiritual, e praticar amplamente a tolerância ecuménica.

Vénus a retrógradar  na casa 10
A pessoa vem de uma vida passada bastante triste, na qual tudo o que desejara lhe fora recusado. Almejara particularmente o prestígio, as honras, a glória - ou, pelo menos, a aprovação dos seus chefes. O fracasso vem de certos traços negativos de sua personalidade, particularmente a falta de tacto e de diplomacia. Por um orgulho mal colocado, a pessoa deseja ser aceito por seus superiores, mas não faz nada para isso! É capaz, mas não se deve deixar bloquear por um excessivo sentimento de superioridade.

Vénus a retrógradar  na casa 11
Os amigos da pessoa foram, numa vida passada, tão mal acolhidos, que o impediram muito de progredir. Seduzido pelas lisonjas interesseiras desses amigos, não tinha coragem de afastá-los. Na vida actual, esta pessoa reen­contra suas antigas relações, e o mesmo tipo de vida social. Deve agora aprender o discernimento e escolher relações mais refinadas, que o ajudarão a se elevar cultural e moralmente.

Vénus a retrógradar  na casa 12
Aqui, a pessoa permanece apegado a um amor antigo, que data de uma outra vida - amor que nunca se rompeu. 0 nativo demonstra tendência à auto-compaixão, pois sabe, mais ou menos conscientemente, que deixou esse ser amado para trás. Muito romântico, não tem realmente os pés na Terra, e caminha na vida actual trazendo essa ferida secreta. Tem a possibilidade de transformar essa carga emotiva em obra de arte, ou em criação humanitária. Cessará de perder seu tempo em vãs lamentações (cármicas), no dia em que compreender que deve viver plenamente o presente.

Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos? 

Antes de mais, o que é a aplicação? «É o movimento de um planeta em direcção a outro planeta, cúspide de casa ou ponto sensível quando se aproxima da formação de um aspecto entre ambos. Ambos os planetas podem estar directos, um directo e outro retrógrado, ou ambos retrógrados. O termo aplicação mútua é usado quando um planeta directo está aplicando a um outro que esta retrógrado, portanto cada um deles vai em direcção ao outro. O planeta mais rápido, independentemente da direção do movimento, 'lança os seus raios' para aspectar o mais lento. Aplicação é o oposto de Separação.» ["Glossário" de Bárbara Abramo]

Se a aplicação se faz quando o planeta mais rápido está retrógrado, isto indica que a pessoa dona do mapa está perante duas possibilidades (o tal livre arbítrio): 1) ou vai facilitar o assunto, podendo ficar alguma frustração pela vontade de ter dificultado 2) ou decide dificultar a realização (conforme o aspecto e as recepções) da coisa desejada, mudando de posição, opinião, atitude. Habitualmente, a tendência é dificultar, resistir.

Se a aplicação se faz com os dois planetas retrógrados (apesar de haver sempre um planeta que é mais rápido do que o outro), são os dois que influenciam a modificação da posição da pessoa, tornando o assunto mais tenso pela necessidade de integração de ambas energias.

Num mapa natal é frequente vermos casos opostos, em que determinado aspecto aplicativo não se formou na hora de nascimento porque o planeta mais rápido, no momento que o ia fazer, tornou-se retrógrado. Este é o caso típico e algo confuso, devido às orbes que cada pessoa utiliza. Eu uso orbes bastante apertadas.

O mesmo acontece num trânsito ou progressão: é uma experiência comum, que tendencialmente faz fracassar algo que estava perto da realização. Quando o aspecto se formar, tempos depois, será um trânsito "limpinho" e fácil de realizar. Às vezes, as pessoas dizem frases significativas como esta: «À segunda, é de vez.» O complicado é quando um planeta faz 3ª, 4ª ou 5ª passagem nessa aplicação ou separação. É um bailado complexo que merece uma análise separada.

Qualquer aspecto aplicativo diz respeito a um futuro próximo (dependendo da natureza dos planetas), enquanto o aspecto separativo tem um significado de algo já passado. Quando visto num mapa natal, podemos dizer do separativo: já integrado, algo inato. Enquanto aspecto aplicativo: é literalmente a promessa do mapa, o potencial da pessoa.

Se num mapa natal há um aspecto aplicativo com um dos planetas em situação de retrógrado (a tal promessa do mapa, o tal potencial da pessoa), podemos afirmar que esta promessa ou potencial poderá realizar-se quando o mesmo aspecto se formar em arco solar, trânsito ou progredido, nos momentos indicados pelas efemérides e técnicas astrológicas, quer por retrogradação de um dos planetas ou dos dois. 

Para a promessa se realizar e o potencial se cumprir, deveria significar que a pessoa fará a revisão da sua atitude.

Veja com atenção este vídeo, que está muito bem feito e bem explicado:








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4 comentários:

Rui António Santos disse...

António, penso que esta Vénus retrogada vem completar o trabalho de saturno no signo Balança que se não me engano ingressa em Escorpião no dia 16 de Outubro.

A quadratura de Urano e Plutão, muito forte, dá para refletir sobre os testes dificeis que estão acontecendo um pouco por todo o lado, como sempre aprende-se sempre com seus artigos. Abraço

Astrid Annabelle disse...

Wow!!!!
Isso não é para ser lido apenas uma vez...muitas vezes e com cuidado em absorver cada palavra...
Nem imagino onde esta Vênus irá atuar em minha vida, mas adoro este planeta do Amor!!!
Este post irei copiar e levar para casa...é muito rico e me trouxe vários insights significativos!!!
Parabéns meu querido António!
Aqui você caprichou!!!!
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Vim ler de novo...agora com o mapa na mão e mais...com as suas explicações off post!
Esse trânsito quer falar comigo...preciso ouví-lo....muitas coisas fazendo sentido!!!

Essa sua explicação aqui da Vênus a retrogradar na casa 12 é para quem nasce com isso ou somente neste tempo de retrogradação?
Tive um arrepio pela minha coluna ao ler este texto específico!!!
Bjs António...voltarei...
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Vim reler...sempre muito bom...
Beijo meu querido António.
Astrid Annabelle

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