Família, 40 anos depois

9 de janeiro de 2013 ·


Ainda por cima, mesmo ao lado da nossa casa na ilha de Moçambique.



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Lua Nova em Capricórnio na sexta-feira, dia 11 Janeiro 2013,

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Fica já a informação aos meus amigos, para se prepararem em condições para a próxima sexta-feira, dia 11 Janeiro 2013, pois teremos a primeira Lua Nova do ano, ocorrendo em Capricórnio. Vai acontecer no grau 21 e 46 minutos. Às 19:44 em Portugal (UT ou TMG), no Brasil duas horas menos para Brasília. Muito sintomático que ocorra em Capricórnio, marcando assim o início do ano.

Como sabem, a Lua Nova é indicadora de novos começos, de novas iniciativas. É época de semear para colher mais tarde.

Quando estou perante uma LUA NOVA EM CAPRICÓRNIO, algo me leva a pensar que estamos perante uma necessidade concreta: a de darmos início aos nossos «negócios» bem terrenos. Usei, de propósito, a palavra «negócios» para mostrar que são assuntos que temos que cuidar, gerir, fazer acontecer, dedicar tempo, semear, adubar, regar e colher. Não desistir.

Para tudo isto são necessárias 3 palavras-chave: persistência, disciplina e auto-estima. Sem estes três ingredientes não há garantia de sucesso, onde quer que seja na nossa vida. É preciso seriedade, alguma reserva e uma grande dedicação para pormos em pé os nossos projectos pessoais.

Capricórnio ensina-nos o valor da estrutura e das formas, de onde viemos, de valorizar a nossa família, raízes e tradições. E a comunidade onde estamos inseridos.

Palavras finais: pé no chão e coração ardente, evitando navegar na maionese, como se diz por aqui, pois assim nada resultará. E o que mais necessita é de se estruturar, quer na sua vida mais material, quer na pessoal, que ao fim e ao cabo, são a mesma. Cuide bem do seu «negócio».


ACTUALIZAÇÃO em 8/1/2013:

Solicitei à amiga Vera Braz Mendes [ http://www.facebook.com/verabrazmendes ], Astróloga, especialista em PNL - Programação Neuro Linguística, NLP Trainer, Master P Time Line Therapy e Coach, que nos ensinasse como formular os nossos objectivos. Aqui, neste excelente ensinamento:

«Aqui vai para quem quiser - Há variadíssimas formas de formular objectivos, muitas pessoas conhecem os objectivos SMART (específico, mensurável, atingível, realista e "timed" datado), no entanto, vou deixar-vos algumas chaves para uma boa formulação de objectivos de acordo com a Programação Neuro Linguística.

Um objectivo, para ser bem formulado deve ter em conta algumas “regras” e depois deve ser escrito:

1- Expresso de forma positiva e no presente (o que quero especificamente e não o que não quero).

2- Iniciado e mantido por mim – (de que necessito para o realizar (recursos)? O que impede que o atinja agora (limitações)?

3- Demonstrável através dos sentidos (como é que sei que o objectivo está a ser realizado)? – O que ouvirei, sentirei e verei quando o objectivo se concretizar.

4- Específico e contextualizado (Quando, onde e com quem estou quando o objectivo se realizar).

5- Ecológico, i.e., congruente com os meus valores e com o meu meio ambiente.

(Podemos fazer uma visualização tendo em conta todas estas “regras”).

Nota: devemos também fazer as 4 perguntas clássicas cartesianas para controlar a ecologia do objectivo:

- O que acontece se atingir o objectivo?
- O que não acontece se o atingir?
- O que acontece se o não atingir?
- O que não acontece se o não atingir?»

Vera Braz Mendes
Sua página no Facebook: http://www.facebook.com/verabrazmendes
Seu blogue 'Create Your Life' - http://verabrazmendescreateyourlife.blogspot.pt/


O SÍMBOLO SABEU DA LUA NOVA - também por Vera Braz Mendes.

Como a LUA NOVA vai acontecer no grau 21 e 46 minutos de Capricórnio, fica o grau sabeu para meditar - Símbolo sabeu do grau 22 Capricórnio - "Ao aceitar garborosamente a derrota, um general revela nobreza de carácter".

A compreensão de que é possível crescer tanto por meio da derrota quanto por meio do sucesso e, talvez, mais com aquela do que com este. (...) Neste segundo estágio encontramos o que parece ser um paradoxo. Mas a vida espiritual sempre exige um carácter paradoxal. O grande pecador pode tornar-se o mais renomado santo, assim como um Papa medieval pode tornar-se criminoso. O que mais importa sempre é a FORÇA INTERIOR - In Uma Mandala Astrológica.


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A Nova Astrologia para os próximos séculos: Do Eu humano, ao Eu espiritual - Parte 2

7 de janeiro de 2013 · 11 comentários


Parte 2

Se quiser ler a ‘Parte 1’ desta série, clique aqui.

Terminei o texto anterior afirmando isto: Os astros continuam a girar enquanto a consciência do ser humano se amplia e adquire maior capacidade para entender outras realidades do universo, de quem captamos informações. Este é um período de transição, de ponte, entre uma civilização que finaliza e uma nova que se está a iniciar sobre bases absolutamente diferentes às anteriores.

Se é um período de transição e de pontes, podemos afirmar que há espaço para todas as «astrologias». Porque o ser humano não avança no seu processo de igual forma, pois somos seres únicos e irrepetíveis. A humanidade, enquanto tal, dá enormes saltos quânticos, mas o ser humano individual faz o seu percurso, por vezes com muita lentidão.

É neste sentido que todas as «astrologias» serão necessárias durante muito tempo. Mas isto não invalida que surjam novas maneiras de se pensar aquilo que chamamos futuro.

Uma grande amiga comentava comigo, recentemente: «Como poderemos ficar interpretando através de modelos antigos o novo ‘modus vivendi’... Os astros evoluíram, as mentes evoluíram, o cosmos evoluiu... então nada do que havia antes terá continuidade da mesma forma...»

Por uma razão muito simples, querida amiga, porque cada pessoa tem o seu próprio momento. E a todos chegará aquele instante sagrado em que já não nos fixaremos tanto no passado e no futuro, ma sim, no aqui e agora. Porque a mudança não é total nem repentina. É gradual. E indo, de passo em passo, a humanidade chegará à Era de Aquário.

Os «novos astrólogos», quando chegarem irão provocar muita estranheza e serão os astrólogos que já estão a funcionar há vários anos, quem se encarregarão de os denegrir. Foi sempre assim. Ainda hoje é assim entre as diferentes correntes astrológicas. Porque é que seria diferente com a «Nova Astrologia»?

Os «novos astrólogos» terão que utilizar os meios de divulgação existentes: pela escrita, pelo som ou pelo vídeo. É a única maneira de se fazerem conhecer e de anunciarem que estará aí uma «Nova Astrologia». Não vale a pena sentirmos dentro de nós que faremos parte dessa elite astrológica que irá surgir, se não nos damos a conhecer. Será fundamental para os «novos astrólogos» difundirem o seu pensamento, pelos meios que existirem na altura à disposição da maioria. Não há outra forma, por enquanto, pois a telepatia ainda não funciona com multidões.

Tal como hoje em dia ainda se pratica a Astrologia helénica a Astrologia Indiana, a Astrologia Chinesa, a Astrologia Medieval, lado a lado com a Astrologia Karmica, a Astrologia Psicológica, a Astrologia Transpessoal e a Astrologia Contemporânea, assim vai acontecer com a «Nova Astrologia».

Não é por ter havido um salto quântico entre a Idade Média e os Dias de Hoje, que as pessoas acompanharam de IGUAL modo a evolução. Como muito bem se sabe, há lugar para tudo, pois são necessárias todas as ferramentas para os diferentes estádios de evolução em que a humanidade se encontra.

A «continuidade» arrasta-se... sempre, dando lugar a coisas novas, coexistindo tudo. O universo é assim, também. É movimento. Há não sei quantos biliões de anos que o nosso planeta e o nosso Sol não existiam. Mas lá se formaram, coexistindo com o que então havia. E, também, a seu tempo, desaparecerão, pois tudo no universo é acção e movimento, que se transforma.

Temos a enorme obrigação de percebermos que esta humanidade tem quase 8 biliões de pessoas e que o desnivelamento evolutivo é muito acentuado e, infelizmente, é por baixo que as coisas são avaliadas.

A astrologia nas suas múltiplas formas soube falar para o corpo biológico, depois para a mente e psique, mais tarde para a alma, faltando agora encontrar a ponte para falar para o Eu Energético, ou seja, o nosso Espírito, para podermos dizer que a Astrologia, no seu todo, atende ao ser humano em plenitude.

A astrologia é a «ferramenta» [uns chamarão de ciência, outros, de arte, e outros ainda de linguagem] que estuda e interpreta a relação entre os seres humanos e o cosmos. Sempre que há uma grande mudança na humanidade, há também uma mudança na maneira de ver e interpretar a vida e, assim, descobre-se um mundo novo para explorar. A Astrologia, como ciência, procura acompanhar todos os novos conhecimentos para ajudar a compreender a vida do cosmos. É de lá que viemos. É para lá que iremos. É por isso que aqui em baixo, na superfície do planeta, já se começou a receber uma nova forma de interpretar a relação entre os seres humanos e seu mapa natal. É a isto que chamo de saltos quânticos. A leitura de um mapa natal, hoje em dia, não se faz da mesma maneira que há 50 anos, ou 500 ou 2.000. Tudo muda, tudo se movimenta.

Em outras palavras, neste momento cósmico, quando um ser humano, ao nascer, tem o seu primeiro sopro de ar [vem a vida], absorve todas as energias cósmicas que dizem respeito a esse dia em concreto, essa hora especial e essa localidade. Esse momento cósmico torna-se o mapa natal daquele que nasce e dá-nos informações preciosas sobre o caminho cósmico da sua evolução pessoal, o que vem aprender, como vem interagir e, para o futuro, como se «entenderá» com o planeta onde nasceu.

Sabemos que actualmente estamos profundamente ligados às energias tremendamente subtis e distantes do centro da nossa galáxia. Eu intuo que essas energias sejam processadas pelas constelações e transmitidas daí ao nosso sistema solar. É com estes impulsos vibracionais que se reestruturam as pesadas couraças do ego que estão continuamente a caírem fazendo desaparecer crenças de outros tempos.

Se falamos em constelações temos que mencionar as «estrelas fixas». Será que os «novos astrólogos» irão apresentar-nos uma leitura mais dinâmica que a actual, que já é muito antiga? Mais uma vez afirmo que não faço ideia do que vos espera o futuro. Sim, escrevi 'vos espera' porque estou a fazer planos para, em vez de 'seguir viagem' como está combinado, retorne como «novo astrólogo». Garanto-vos que esta ideia, para mim, tem imensa piada. O melhor mesmo é nem co-criar esta situação.

Voltando a falar de constelações e estrelas fixas, deixo um «case study»: sabemos que o comportamento da mega-estrela Betelgeuse, justo a mais vermelha do cinturão de Orión, e após 20 anos de observação, indica-nos que estamos a presenciar a sua explosão e que esta ocorreu há mais de 590 anos. O assunto não é comparável à questão do planeta-anão Plutão. É muito mais delicado e cientificamente preciso. Levanto um mapa com as «estrelas fixas» e vou à procura do grau 28 de Gémeos, e onde deveria estar Betelgeuse, só há uns gases que são radiação pura, que se vai tornar ainda mais brilhante e a seguir desaparecerá. Que fique claro, sou um astrólogo tão antigo que nem sei explicar isto. Espero que no futuro surjam astrólogos que nos ponham em dia com estas questões. Porque não são só um símbolo, como muito bem gostamos de definir para não arranjarmos uns valentes sarilhos.

Neste salto quântico da consciência creio que as mesmas constelações conhecidas irão fornecer novas informações para o próximo caminho da evolução planetária, para o encaminhamento da «nova astrologia».

Isto já vai grande e prometi conter-me nestes artigos. Fico-me por aqui, desejando a todos um Bom Ano de 2013 e que os Novos Astrólogos apareçam com rapidez e conhecimentos sólidos. E que os que existimos, saibamos acarinhá-los e apoiá-los no seu desbravamento humano.

Na próxima Parte, a terceira, tenciono tratar de um assunto muito delicado e que eu próprio ainda estou a tentar compreender bem: creio que a nossa galáxia é «governada» por 13 grandes seres que na nossa linguagem chamamos de «signos». Na verdade, parecem ser 12 grandes seres que convergem para o centro, em que está o 13º deles.

Abraço-vos,

AR, 7 Janeiro 2013

Até ao próximo texto, na Parte 3.


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6 de Janeiro - o Dia do Astrólogo e dos Reis Magos

5 de janeiro de 2013 · 3 comentários

O dia 6 de Janeiro é consagrado aos Reis Magos: Gaspar, o de pele branca, Melchior, o ancião e Baltazar, de pele negra. Todos conhecemos a história dos Reis Magos que seguiram o brilho de uma estrela. Dizem que era o planeta Vénus, com a sua luz vespertina.

O 6 de Janeiro também é considerado o Dia do Astrólogo.

Na época do nascimento de Jesus, a palavra 'mago' referia-se a uma classe ou casta persa sacerdotal relacionada com o Zoroastrismo (religião monoteísta, fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra), não praticavam feitiçarias, mas eram astrólogos e, também, aquilo que hoje chamamos de astrónomos, além de terem a capacidade de interpretar os sonhos. Segundo o apóstolo Mateus, eles vieram do Oriente guiados por uma estrela. Não está comprovado que fossem realmente Reismas, com certeza, eram sábios ou magos, vindos das regiões orientais.

A data em homenagem à actividade de astrólogo foi criada em 1993 pela AFAN (Association for Astrological Networking), enas, com certeza, eram sábios, magos, vindos das regiões orientais.tidade com sede nos Estados Unidos e que congrega profissionais da área.


Parabéns a todos nós, que estudamos astrologia.

Parabéns à ASPAS - Associação Portuguesa de Astrologiapois é a entidade
que, em Portugal, pretende reunir-nos enquanto classe profissional.

É o nosso dia. Salut!




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O casamento secreto de Brad Pitt e Angelina Jolie

3 de janeiro de 2013 · 3 comentários


Segundo o jornal britânico «Daily Telegraph», Brad Pitt [49 anos] e Angelina Jolie [37 anos] já são marido e mulher, depois de 7 anos juntos e após terem anunciado em Abril 2012 o seu noivado.

Brad Pitt
18 Dezembro 1963 - 11:48:44
Shawnee, Oklahoma, USA
35N19  96W55
[Sol em Sagitário, Lua em Capricórnio, Ascendente Peixes]

Angelina Jolie
4 Junho 1975 - 11:52:13
Los Angeles, California, USA
34N03  118W14
[Sol em Gémeos, Lua em Carneiro, Ascendente Virgem]

Para quem quiser fazer a análise astrológica a informação
diz-nos que o casamento terá sido no dia 25 Dezembro 2012.


A família completa. os pais e os 6 filhos.

O casal teria realizado uma cerimónia secreta de casamento nas ilhas Turcas e Caicos, no Caribe, durante as férias natalícias em Parrot Cay, na casa da estilista Donna Karan.


Foram testemunhas da cerimónia, os seis filhos do casal, e a família inteira de Brad, os seus pais Jane e William Pitt e os seus irmãos Doug e Julie e as suas respectivas famílias. Num total de 22 pessoas. Apesar de muito apregoado que teriam levado 12 amas para tomarem conta dos seus 6 filhos, diz o «New York Post» que «No nannies have been seen.» [Não foi vista nenhuma ama.]


A família em viagem, em Agosto passado, para férias na Europa.

Os trânsitos de Brad Pitt dizem-nos que: Júpiter em trânsito faz um belo sextil ao Júpiter natal. A Parte da Fortuna entrou na Casa 7, o sítio que trata, entre outras coisas, das parcerias de casamentos. Sol e Plutão em trânsito em uma conjunção a Marte natal.


Brad e Angelina conheceram-se no set das filmagens da película «Sr. e Sra. Smith», em 2004, quando Brad Pitt ainda era casado com Jennifer Aniston. Em Janeiro 2005, já divorciado, o seu romance com Angelina Jolie foi anunciado. Sete anos depois de iniciarem o seu romance, casaram-se. Isto é raro em Hollywood, pois o habitual é a separação nestes ciclos de 7 anos. Brad Pitt usou muito bem o seu Saturno, pois ele queria este casamento, enquanto que Angelina Jolie preferia manter-se solteira, mesmo tendo 3 filhos biológicos do actor, além de outros 3 que são adoptados.



Angelina Jolie no aeroporto, a caminho das ilhas Turcas e Caicos, vendo-se na foto 
com 4 dos seus 6 filhos. Brad Pitt, que não se vê na foto, está um pouco mais atrás,
com os dois filhos restantes.

Quando se conheceram, Angelina Jolie já tinha adoptado o menino cambojano de nome Madox. Brad Pitt, nessa altura (Janeiro 2005) não tinha filhos. Em Abril 2005, ainda só existia a criança Madox. No entanto, 3 meses depois, em Julho 2005, adoptaram em conjunto a menina etíope Zahara. E.nessa ocasião, Brad Pitt perfilhou Madox, o mais velho dos seus filhos.

Em Janeiro 2006 o casal confirmou que Angelina estava grávida. Era o primeiro bebé biológico que vinha a caminho. Era a menina Shiloh. Entretanto, adoptaram Pax uma menina vietmanita, em Março 2007. Em 12 Julho 2008, nasceram os gémeos biológicos Knox Leon e Vivienne Marcheline, em Nice, França. [Sobre os gémeos, ver aqui.]


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A Nova Astrologia para os próximos séculos: Do Eu humano, ao Eu espiritual - Parte 1

1 de janeiro de 2013 · 20 comentários


Parte 1

Se quiser ler a Parte 2, clique aqui.

Como a vida na Terra está a mudar, a humanidade que nela habita também muda e, obviamente, as interpretações astrológicas também mudarão. Terão que mudar. Até porque as informações registadas na esfera zodíacal estão a passar por profundas alterações.

No que me diz respeito, sobre este tema, interessa-me escrever vários artigos curtos, pois sei que hoje em dia a concentração em textos mais longos é muito difícil. Portanto, escreverei sobre este tema, por Partes. Depois, juntarei tudo num post só.

Em meu entender [apenas em meu entender] creio ser chegada a hora de se pensar seriamente sobre a Nova Astrologia. O facto de eu estar a escrever sobre essa necessidade, não significa que seja capaz de apresentar as Novas Interpretações Astrológicas vocacionadas para esta fase intermédia no nosso planeta e que antecede a Era de Aquário, assim como a Nova Astrologia a praticar como forma comum e rotineira, na segunda metade deste século 21 e os seguintes.

Tenho bem claro dentro de mim que não me sinto vocacionado para a tarefa de ajudar a criar as Novas Interpretações Astrológicas. O meu papel é o de ajudar a actual humanidade a aceitar esse Novo que aí vem, em termos astrológicos. Creio que surgirão jovens astrólogos que farão essa tarefa com muita qualidade. Vai ser necessária uma mentalidade diferente e um Verbo também diferenciado. 

Também sou dos que sabe que a Astrologia tem evoluído ao longo dos tempos, diria, ao longo dos vários saltos quânticos que a humanidade tem beneficiado. Quer um exemplo flagrante, mas tão flagrante que a maioria das pessoas dirá: mas porque não pensei eu no assunto? O exemplo simples é este: o planeta Saturno, em astrologia e em termos simbólicos, tem beneficiado de diferentes interpretações ao longo do tempo. Como será no futuro? Não sei.

Já houve tempos passados em que Saturno foi, em astrologia, considerado o 'maléfico' do zodíaco. Ainda hoje, há muitos astrólogos que definem assim este planeta e ensinam essa forma de interpretar a astrologia, a imensa gente. Convenhamos que é muito pouco. O mundo evoluiu muito desde a Idade Média. Já não estamos naquele estágio civilizacional.

A seguir apareceu o conceito (muito acarinhado por mim) em como Saturno simbolizava o Senhor do Karma, que forneceu as provas e experiências mais difíceis, quer aos astrólogos, quer aos seus clientes e alunos. Vivi muitas delas. Portanto, até aos anos 70 e 80 dos século 20, Saturno era considerado o causador de todo o 'mal'. A seguir, coexistindo com os astrólogos tradicionais e os kármicos, apareceram livros com os novos conceitos: eram as interpretações mais psicológicas. Vários autores fizeram-se notar e houve uma maciça emigração para estes novos conceitos. Demonstrou-se que Saturno nos mostrou a sombra do inconsciente. Um inconsciente e uma psique que se introduzia pela astrologia de forma aberta, com interpretações muito adequadas.

Esse aspecto era o que tínhamos para experimentar e integrar em nós e continuar avançando na vida. Saturno deixou de ser o 'homem mau' para se tornar um professor rigoroso e, mais tarde, descobrirmos que Saturno também sabia amar. Este conceito também foi muito  acarinhado por mim. Foi aquela fase em que se percebeu que podíamos usar Saturno e Quíron, enquanto arquétipos aprofundados, das dificuldades do ser humano em se religar à sua Fonte, ao seu Deus.

Foi sensivelmente a partir de 2001 que as então experiências karmicas deixaram esse caminho doloroso, esse terrível «algo deverá ter feito em outra vida», para se converterem em situações de aprendizagem para melhorarmos e podermos activar a nossa própria consciência, evoluindo a um cosmos cada vez mais próximo. Tinha-se dado outro salto quântico.

Os astros continuam a girar enquanto a consciência do ser humano se amplia e adquire maior capacidade para entender outras realidades do universo, de quem captamos informações.

Este é um período de transição, de ponte, entre uma civilização que finaliza e uma nova que se está a iniciar sobre bases absolutamente diferentes às anteriores.

Até ao próximo texto, na Parte 2.

Se quiser ler a Parte 2, clique aqui.


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Os textos mais conseguidos do 'Cova do Urso' em 2012

· 4 comentários



Para mim, transformou-se numa tradição o publicar um post deste género no primeiro dia de cada ano. O blogue tem 5 anos e já o fiz 4 vezes. Começo sempre o ano, no próprio dia 1 de Janeiro, fazendo uma retrospectiva do ano que passou, neste caso de 2012. Talvez por ser uma época de balanços. Ou porque se tenha tornado um hábito. Não sei bem. Uso sempre esta mesma linda ilustração e que pertence ao meu totem xamânico: o urso e a borboleta. Suponho que seja um bocadinho narcisista, o fazer este post, mas apetece-me olhar para mim mesmo, enquanto autor de um blogue, com olhar crítico e deixar aqui os linques dos textos que publiquei em 2012 e que considero os mais conseguidos.

Deixo os links de anos anteriores para o caso de haver alguém com tempo disponível para percorrer esta minha produção de textos. Os posts de 2009 estão aqui. Os de 2010, aqui. E os de 2011, aqui. Quanto aos de 2012, estão neste mesmo post.

Os 'mais conseguidos' não significam, para mim, os 'melhores' e muito menos os 'mais vistos' ou 'mais comentados'. Nada disso. Os 'mais conseguidos' significam apenas que consegui atingir alguns dos objectivos que eu próprio me propunha. É apenas o meu critério de avaliação sobre aquilo que eu próprio escrevo. Muito obrigado a todos os amigos e leitores. Muito obrigado.

Os títulos estão lincados a cada texto:

Janeiro

Fevereiro

Março
Nenhum post

Abril

Maio

Junho

Julho
Nenhum post

Agosto

Setembro
Outubro
Novembro

Planetas retrógrados em 2013

28 de dezembro de 2012 · 13 comentários


Símbolo [glifo] para 'retrógrado'

Lista dos planetas retrógrados em 2013

Planeta
Retrógrado

Directo
Mercúrio
23 Fevereiro
19º 52' a 05º 38’ Peixes
17 Março
Mercúrio
26 Junho
23º 06' a 13º 62’ Caranguejo
20 Julho
Mercúrio
21 Outubro
18º 23' a 02º 30´Escorpião
10 Novembro
Vénus
21 Dezembro
28º 58’ a 13º 33’ Capricórnio
31 Janeiro 2014
Júpiter
4 Outubro 2012
16º 23´ a 06º 20´Gémeos
30 Janeiro 2013
Júpiter
7 Novembro
20º 30´ a 10º 26’ Caranguejo
6 Março 2014
Saturno
18 Fevereiro
11º 31’ a 04º 49’ Escorpião
8 Julho
Úrano
17 Julho
12º 31’ a 08º 35´ Carneiro
17 Dezembro
Neptuno
7 Junho
05º 22´ a 02º 34’ Peixes
13 Novembro
Plutão
12 Abril
11º 35´ a 08º 59´Capricórnio
20 Setembro


Sobre os planetas retrógrados

Vamos analisar o que é isso de planetas retrógrados. Há astrólogos que afirmam e com bastante razão que os planetas retrógrados têm a sua função mais dirigida para a operacionalidade interior da mente, pois as mudanças são operadas interiormente antes de se manifestarem no mundo exterior, dando uma certa introversão.

A minha visão sobre os “retros” e os signos interceptados vai no mesmo caminho. Sinto haver uma similitude, tendo em conta que uns são os actores da peça de teatro (os planetas) e outros são o cenário (signos – energias).

Para mim é nos planetas retrógrados e nos signos interceptados que vejo a “Inteligência Superior” a funcionar através da Astrologia, como linguagem meta-superior ou divina.

Procuro ver os retrógrados para além da “função interior da mente”. Entendo como sendo um estado de alma. Nesse sentido suspeito que ultrapassa a mente, indo directo às emoções, porque é destas que parte a vibração de como vivemos na crosta do planeta.

Um planeta retrógrado está nessa situação de retrógrado, de igual maneira para os 3 corpos da materialidade do ser humano - físico, mental e emocional. Por serem os corpos descartáveis de Nós mesmos, enquanto Seres. Porque a aprendizagem do ser humano é feita através da interacção da energia do planeta com os corpos da materialidade.

Em linguagem corrente podemos chamar “medo” a esse aprisionamento do retrógrado. Existe “ali” uma certa dificuldade em se realizar. As “coisas” têm que ser feitas dentro de um registo peculiar que difere de planeta para planeta.

Um retrógrado ou um interceptado, para mim, é como se quisesse dizer: “tens que fazer o exame para poderes prosseguir os estudos”. Que estudos? Os de mim mesmo. Acredito que sou apenas um corpo e vivo apenas para o materialismo mais imediato? Ou acredito que sou uma Alma provisoriamente num corpo, para fazer a experiência da fisicalidade?

É nesta subtil divisão que o retrógrado pode manifestar-me ou há um certo trânsito e transcendo-me... Habitualmente, com dor e sofrimento. Porque tenho que Me merecer a Mim mesmo. É aqui que entram as múltiplas definições de “destino”. E foi nesta base que a astrologia perdeu credibilidade no fim do século 19 até aos anos 80, quando Plutão ajudou a que esta arte fosse recuperada e massificada.

A irredutibilidade do chamado “destino” enquanto “obrigação” de cumprirmos o que supostamente nos é atribuído. Ou esse “destino”, enquanto construtor da minha própria vida”. É aqui que os trânsitos dos retrógrados me obrigam a escolher.

- Ou escolho repetir e repetir e repetir. E aí estamos perante aquilo que se chama (e bem) de “função interior da mente”. E repito, repito, repito… sem querer ver que estou sempre a cair no mesmo padrão limitativo.

É mais óbvio de constatar quando o planeta está Rx no natal. É a percepção equivocada que Eu sou apenas o meu corpo e gero os padrões repetitivos que atraio para mim mesmo e que me faz "pensar" e "dizer" que "não tenho sorte", ou que "tenho azar" (no amor, na saúde, no trabalho, etc.)

- Ou escolho não repetir. E aí estamos perante a função superior do Ser, através da Alma. Conseguimos sair dos padrões. Realizando e reconstruindo o próprio destino. Aqui Plutão e Saturno em trânsito têm uma enorme responsabilidade na actuação desse retro, levando com eles o lixo psíquico que temos em enorme quantidade.

Tenho encontrado muitos casos em que os retrógrados são trabalhados durante ou após o trânsito de Plutão em quadratura a ele próprio. Também dou muita atenção à passagem de Plutão pelas casas de água e ângulos. Na minha maneira de ver, a passagem de um Plutão pela casa 12 é claramente uma mudança total. São vários anos, sendo os mais importantes quando entra ou quando sai da 12.

Se a pessoa deixar fluir todas as emoções que Plutão carrega, o mais certo é haver uma libertação da personalidade porque houve uma “infusão da alma”.

A nossa alma aproveita essas oportunidades astrológicas para “carregar as nossas baterias” (infusão energética) que faz mudar a vida da pessoa. Ou transcendem-se a eles próprios e fazem algo marcante na vida e começam a ter uma carreira fulgurante, ou ficam "presos" às regras da sociedade - a caminho de uma tremenda infelicidade. Já me alonguei demasiado e não sei se me expliquei bem.


A análise espiritual dos planetas retrógrado

Os planetas retrógrados no mapa natal representam vidas passadas em que o ego foi dominante e o Ser Espiritual não desenvolveu adequadamente a sua missão principal: a evolução espiritual. Instalou-se o medo, que perdura como memória cármica, nesta vida. Pode ter gerado padrões repetitivos de comportamento que perdura até hoje. E é nesta encarnação que surge o propósito de haver a libertação desse medo.

Os aspectos natais desses planetas retrógrados representam níveis particulares e específicos de resistência do ego, como memórias de possíveis medos com origem cármica.

A escolha do Espírito, antes de encarnar nesta vida, é uma proposta enorme e desafiante: a libertação desses pesados medos cármicos.

Com essa libertação dar-se-á o reencontro com o Ser Espiritual podendo, então, o Ser Humano escolher fazer o que deve ser feito, desde que sentido pelo coração e validado pela intuição.

Os trânsitos a esses planetas retrógrados podem significar os momentos mais adequados para:

a) A libertação desses medos cármicos.

b) Ou o acentuar do domínio dos mesmos.

[Este não é um texto novo, pois já tinha sido publicado no meu site 'Escola de Astrologia Nova-Lis' e posteriormente, aqui no blogue. Aqui.]

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9 de janeiro de 2013

Família, 40 anos depois


Ainda por cima, mesmo ao lado da nossa casa na ilha de Moçambique.



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Lua Nova em Capricórnio na sexta-feira, dia 11 Janeiro 2013,


Fica já a informação aos meus amigos, para se prepararem em condições para a próxima sexta-feira, dia 11 Janeiro 2013, pois teremos a primeira Lua Nova do ano, ocorrendo em Capricórnio. Vai acontecer no grau 21 e 46 minutos. Às 19:44 em Portugal (UT ou TMG), no Brasil duas horas menos para Brasília. Muito sintomático que ocorra em Capricórnio, marcando assim o início do ano.

Como sabem, a Lua Nova é indicadora de novos começos, de novas iniciativas. É época de semear para colher mais tarde.

Quando estou perante uma LUA NOVA EM CAPRICÓRNIO, algo me leva a pensar que estamos perante uma necessidade concreta: a de darmos início aos nossos «negócios» bem terrenos. Usei, de propósito, a palavra «negócios» para mostrar que são assuntos que temos que cuidar, gerir, fazer acontecer, dedicar tempo, semear, adubar, regar e colher. Não desistir.

Para tudo isto são necessárias 3 palavras-chave: persistência, disciplina e auto-estima. Sem estes três ingredientes não há garantia de sucesso, onde quer que seja na nossa vida. É preciso seriedade, alguma reserva e uma grande dedicação para pormos em pé os nossos projectos pessoais.

Capricórnio ensina-nos o valor da estrutura e das formas, de onde viemos, de valorizar a nossa família, raízes e tradições. E a comunidade onde estamos inseridos.

Palavras finais: pé no chão e coração ardente, evitando navegar na maionese, como se diz por aqui, pois assim nada resultará. E o que mais necessita é de se estruturar, quer na sua vida mais material, quer na pessoal, que ao fim e ao cabo, são a mesma. Cuide bem do seu «negócio».


ACTUALIZAÇÃO em 8/1/2013:

Solicitei à amiga Vera Braz Mendes [ http://www.facebook.com/verabrazmendes ], Astróloga, especialista em PNL - Programação Neuro Linguística, NLP Trainer, Master P Time Line Therapy e Coach, que nos ensinasse como formular os nossos objectivos. Aqui, neste excelente ensinamento:

«Aqui vai para quem quiser - Há variadíssimas formas de formular objectivos, muitas pessoas conhecem os objectivos SMART (específico, mensurável, atingível, realista e "timed" datado), no entanto, vou deixar-vos algumas chaves para uma boa formulação de objectivos de acordo com a Programação Neuro Linguística.

Um objectivo, para ser bem formulado deve ter em conta algumas “regras” e depois deve ser escrito:

1- Expresso de forma positiva e no presente (o que quero especificamente e não o que não quero).

2- Iniciado e mantido por mim – (de que necessito para o realizar (recursos)? O que impede que o atinja agora (limitações)?

3- Demonstrável através dos sentidos (como é que sei que o objectivo está a ser realizado)? – O que ouvirei, sentirei e verei quando o objectivo se concretizar.

4- Específico e contextualizado (Quando, onde e com quem estou quando o objectivo se realizar).

5- Ecológico, i.e., congruente com os meus valores e com o meu meio ambiente.

(Podemos fazer uma visualização tendo em conta todas estas “regras”).

Nota: devemos também fazer as 4 perguntas clássicas cartesianas para controlar a ecologia do objectivo:

- O que acontece se atingir o objectivo?
- O que não acontece se o atingir?
- O que acontece se o não atingir?
- O que não acontece se o não atingir?»

Vera Braz Mendes
Sua página no Facebook: http://www.facebook.com/verabrazmendes
Seu blogue 'Create Your Life' - http://verabrazmendescreateyourlife.blogspot.pt/


O SÍMBOLO SABEU DA LUA NOVA - também por Vera Braz Mendes.

Como a LUA NOVA vai acontecer no grau 21 e 46 minutos de Capricórnio, fica o grau sabeu para meditar - Símbolo sabeu do grau 22 Capricórnio - "Ao aceitar garborosamente a derrota, um general revela nobreza de carácter".

A compreensão de que é possível crescer tanto por meio da derrota quanto por meio do sucesso e, talvez, mais com aquela do que com este. (...) Neste segundo estágio encontramos o que parece ser um paradoxo. Mas a vida espiritual sempre exige um carácter paradoxal. O grande pecador pode tornar-se o mais renomado santo, assim como um Papa medieval pode tornar-se criminoso. O que mais importa sempre é a FORÇA INTERIOR - In Uma Mandala Astrológica.


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7 de janeiro de 2013

A Nova Astrologia para os próximos séculos: Do Eu humano, ao Eu espiritual - Parte 2


Parte 2

Se quiser ler a ‘Parte 1’ desta série, clique aqui.

Terminei o texto anterior afirmando isto: Os astros continuam a girar enquanto a consciência do ser humano se amplia e adquire maior capacidade para entender outras realidades do universo, de quem captamos informações. Este é um período de transição, de ponte, entre uma civilização que finaliza e uma nova que se está a iniciar sobre bases absolutamente diferentes às anteriores.

Se é um período de transição e de pontes, podemos afirmar que há espaço para todas as «astrologias». Porque o ser humano não avança no seu processo de igual forma, pois somos seres únicos e irrepetíveis. A humanidade, enquanto tal, dá enormes saltos quânticos, mas o ser humano individual faz o seu percurso, por vezes com muita lentidão.

É neste sentido que todas as «astrologias» serão necessárias durante muito tempo. Mas isto não invalida que surjam novas maneiras de se pensar aquilo que chamamos futuro.

Uma grande amiga comentava comigo, recentemente: «Como poderemos ficar interpretando através de modelos antigos o novo ‘modus vivendi’... Os astros evoluíram, as mentes evoluíram, o cosmos evoluiu... então nada do que havia antes terá continuidade da mesma forma...»

Por uma razão muito simples, querida amiga, porque cada pessoa tem o seu próprio momento. E a todos chegará aquele instante sagrado em que já não nos fixaremos tanto no passado e no futuro, ma sim, no aqui e agora. Porque a mudança não é total nem repentina. É gradual. E indo, de passo em passo, a humanidade chegará à Era de Aquário.

Os «novos astrólogos», quando chegarem irão provocar muita estranheza e serão os astrólogos que já estão a funcionar há vários anos, quem se encarregarão de os denegrir. Foi sempre assim. Ainda hoje é assim entre as diferentes correntes astrológicas. Porque é que seria diferente com a «Nova Astrologia»?

Os «novos astrólogos» terão que utilizar os meios de divulgação existentes: pela escrita, pelo som ou pelo vídeo. É a única maneira de se fazerem conhecer e de anunciarem que estará aí uma «Nova Astrologia». Não vale a pena sentirmos dentro de nós que faremos parte dessa elite astrológica que irá surgir, se não nos damos a conhecer. Será fundamental para os «novos astrólogos» difundirem o seu pensamento, pelos meios que existirem na altura à disposição da maioria. Não há outra forma, por enquanto, pois a telepatia ainda não funciona com multidões.

Tal como hoje em dia ainda se pratica a Astrologia helénica a Astrologia Indiana, a Astrologia Chinesa, a Astrologia Medieval, lado a lado com a Astrologia Karmica, a Astrologia Psicológica, a Astrologia Transpessoal e a Astrologia Contemporânea, assim vai acontecer com a «Nova Astrologia».

Não é por ter havido um salto quântico entre a Idade Média e os Dias de Hoje, que as pessoas acompanharam de IGUAL modo a evolução. Como muito bem se sabe, há lugar para tudo, pois são necessárias todas as ferramentas para os diferentes estádios de evolução em que a humanidade se encontra.

A «continuidade» arrasta-se... sempre, dando lugar a coisas novas, coexistindo tudo. O universo é assim, também. É movimento. Há não sei quantos biliões de anos que o nosso planeta e o nosso Sol não existiam. Mas lá se formaram, coexistindo com o que então havia. E, também, a seu tempo, desaparecerão, pois tudo no universo é acção e movimento, que se transforma.

Temos a enorme obrigação de percebermos que esta humanidade tem quase 8 biliões de pessoas e que o desnivelamento evolutivo é muito acentuado e, infelizmente, é por baixo que as coisas são avaliadas.

A astrologia nas suas múltiplas formas soube falar para o corpo biológico, depois para a mente e psique, mais tarde para a alma, faltando agora encontrar a ponte para falar para o Eu Energético, ou seja, o nosso Espírito, para podermos dizer que a Astrologia, no seu todo, atende ao ser humano em plenitude.

A astrologia é a «ferramenta» [uns chamarão de ciência, outros, de arte, e outros ainda de linguagem] que estuda e interpreta a relação entre os seres humanos e o cosmos. Sempre que há uma grande mudança na humanidade, há também uma mudança na maneira de ver e interpretar a vida e, assim, descobre-se um mundo novo para explorar. A Astrologia, como ciência, procura acompanhar todos os novos conhecimentos para ajudar a compreender a vida do cosmos. É de lá que viemos. É para lá que iremos. É por isso que aqui em baixo, na superfície do planeta, já se começou a receber uma nova forma de interpretar a relação entre os seres humanos e seu mapa natal. É a isto que chamo de saltos quânticos. A leitura de um mapa natal, hoje em dia, não se faz da mesma maneira que há 50 anos, ou 500 ou 2.000. Tudo muda, tudo se movimenta.

Em outras palavras, neste momento cósmico, quando um ser humano, ao nascer, tem o seu primeiro sopro de ar [vem a vida], absorve todas as energias cósmicas que dizem respeito a esse dia em concreto, essa hora especial e essa localidade. Esse momento cósmico torna-se o mapa natal daquele que nasce e dá-nos informações preciosas sobre o caminho cósmico da sua evolução pessoal, o que vem aprender, como vem interagir e, para o futuro, como se «entenderá» com o planeta onde nasceu.

Sabemos que actualmente estamos profundamente ligados às energias tremendamente subtis e distantes do centro da nossa galáxia. Eu intuo que essas energias sejam processadas pelas constelações e transmitidas daí ao nosso sistema solar. É com estes impulsos vibracionais que se reestruturam as pesadas couraças do ego que estão continuamente a caírem fazendo desaparecer crenças de outros tempos.

Se falamos em constelações temos que mencionar as «estrelas fixas». Será que os «novos astrólogos» irão apresentar-nos uma leitura mais dinâmica que a actual, que já é muito antiga? Mais uma vez afirmo que não faço ideia do que vos espera o futuro. Sim, escrevi 'vos espera' porque estou a fazer planos para, em vez de 'seguir viagem' como está combinado, retorne como «novo astrólogo». Garanto-vos que esta ideia, para mim, tem imensa piada. O melhor mesmo é nem co-criar esta situação.

Voltando a falar de constelações e estrelas fixas, deixo um «case study»: sabemos que o comportamento da mega-estrela Betelgeuse, justo a mais vermelha do cinturão de Orión, e após 20 anos de observação, indica-nos que estamos a presenciar a sua explosão e que esta ocorreu há mais de 590 anos. O assunto não é comparável à questão do planeta-anão Plutão. É muito mais delicado e cientificamente preciso. Levanto um mapa com as «estrelas fixas» e vou à procura do grau 28 de Gémeos, e onde deveria estar Betelgeuse, só há uns gases que são radiação pura, que se vai tornar ainda mais brilhante e a seguir desaparecerá. Que fique claro, sou um astrólogo tão antigo que nem sei explicar isto. Espero que no futuro surjam astrólogos que nos ponham em dia com estas questões. Porque não são só um símbolo, como muito bem gostamos de definir para não arranjarmos uns valentes sarilhos.

Neste salto quântico da consciência creio que as mesmas constelações conhecidas irão fornecer novas informações para o próximo caminho da evolução planetária, para o encaminhamento da «nova astrologia».

Isto já vai grande e prometi conter-me nestes artigos. Fico-me por aqui, desejando a todos um Bom Ano de 2013 e que os Novos Astrólogos apareçam com rapidez e conhecimentos sólidos. E que os que existimos, saibamos acarinhá-los e apoiá-los no seu desbravamento humano.

Na próxima Parte, a terceira, tenciono tratar de um assunto muito delicado e que eu próprio ainda estou a tentar compreender bem: creio que a nossa galáxia é «governada» por 13 grandes seres que na nossa linguagem chamamos de «signos». Na verdade, parecem ser 12 grandes seres que convergem para o centro, em que está o 13º deles.

Abraço-vos,

AR, 7 Janeiro 2013

Até ao próximo texto, na Parte 3.


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5 de janeiro de 2013

6 de Janeiro - o Dia do Astrólogo e dos Reis Magos

O dia 6 de Janeiro é consagrado aos Reis Magos: Gaspar, o de pele branca, Melchior, o ancião e Baltazar, de pele negra. Todos conhecemos a história dos Reis Magos que seguiram o brilho de uma estrela. Dizem que era o planeta Vénus, com a sua luz vespertina.

O 6 de Janeiro também é considerado o Dia do Astrólogo.

Na época do nascimento de Jesus, a palavra 'mago' referia-se a uma classe ou casta persa sacerdotal relacionada com o Zoroastrismo (religião monoteísta, fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra), não praticavam feitiçarias, mas eram astrólogos e, também, aquilo que hoje chamamos de astrónomos, além de terem a capacidade de interpretar os sonhos. Segundo o apóstolo Mateus, eles vieram do Oriente guiados por uma estrela. Não está comprovado que fossem realmente Reismas, com certeza, eram sábios ou magos, vindos das regiões orientais.

A data em homenagem à actividade de astrólogo foi criada em 1993 pela AFAN (Association for Astrological Networking), enas, com certeza, eram sábios, magos, vindos das regiões orientais.tidade com sede nos Estados Unidos e que congrega profissionais da área.


Parabéns a todos nós, que estudamos astrologia.

Parabéns à ASPAS - Associação Portuguesa de Astrologiapois é a entidade
que, em Portugal, pretende reunir-nos enquanto classe profissional.

É o nosso dia. Salut!




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3 de janeiro de 2013

O casamento secreto de Brad Pitt e Angelina Jolie


Segundo o jornal britânico «Daily Telegraph», Brad Pitt [49 anos] e Angelina Jolie [37 anos] já são marido e mulher, depois de 7 anos juntos e após terem anunciado em Abril 2012 o seu noivado.

Brad Pitt
18 Dezembro 1963 - 11:48:44
Shawnee, Oklahoma, USA
35N19  96W55
[Sol em Sagitário, Lua em Capricórnio, Ascendente Peixes]

Angelina Jolie
4 Junho 1975 - 11:52:13
Los Angeles, California, USA
34N03  118W14
[Sol em Gémeos, Lua em Carneiro, Ascendente Virgem]

Para quem quiser fazer a análise astrológica a informação
diz-nos que o casamento terá sido no dia 25 Dezembro 2012.


A família completa. os pais e os 6 filhos.

O casal teria realizado uma cerimónia secreta de casamento nas ilhas Turcas e Caicos, no Caribe, durante as férias natalícias em Parrot Cay, na casa da estilista Donna Karan.


Foram testemunhas da cerimónia, os seis filhos do casal, e a família inteira de Brad, os seus pais Jane e William Pitt e os seus irmãos Doug e Julie e as suas respectivas famílias. Num total de 22 pessoas. Apesar de muito apregoado que teriam levado 12 amas para tomarem conta dos seus 6 filhos, diz o «New York Post» que «No nannies have been seen.» [Não foi vista nenhuma ama.]


A família em viagem, em Agosto passado, para férias na Europa.

Os trânsitos de Brad Pitt dizem-nos que: Júpiter em trânsito faz um belo sextil ao Júpiter natal. A Parte da Fortuna entrou na Casa 7, o sítio que trata, entre outras coisas, das parcerias de casamentos. Sol e Plutão em trânsito em uma conjunção a Marte natal.


Brad e Angelina conheceram-se no set das filmagens da película «Sr. e Sra. Smith», em 2004, quando Brad Pitt ainda era casado com Jennifer Aniston. Em Janeiro 2005, já divorciado, o seu romance com Angelina Jolie foi anunciado. Sete anos depois de iniciarem o seu romance, casaram-se. Isto é raro em Hollywood, pois o habitual é a separação nestes ciclos de 7 anos. Brad Pitt usou muito bem o seu Saturno, pois ele queria este casamento, enquanto que Angelina Jolie preferia manter-se solteira, mesmo tendo 3 filhos biológicos do actor, além de outros 3 que são adoptados.



Angelina Jolie no aeroporto, a caminho das ilhas Turcas e Caicos, vendo-se na foto 
com 4 dos seus 6 filhos. Brad Pitt, que não se vê na foto, está um pouco mais atrás,
com os dois filhos restantes.

Quando se conheceram, Angelina Jolie já tinha adoptado o menino cambojano de nome Madox. Brad Pitt, nessa altura (Janeiro 2005) não tinha filhos. Em Abril 2005, ainda só existia a criança Madox. No entanto, 3 meses depois, em Julho 2005, adoptaram em conjunto a menina etíope Zahara. E.nessa ocasião, Brad Pitt perfilhou Madox, o mais velho dos seus filhos.

Em Janeiro 2006 o casal confirmou que Angelina estava grávida. Era o primeiro bebé biológico que vinha a caminho. Era a menina Shiloh. Entretanto, adoptaram Pax uma menina vietmanita, em Março 2007. Em 12 Julho 2008, nasceram os gémeos biológicos Knox Leon e Vivienne Marcheline, em Nice, França. [Sobre os gémeos, ver aqui.]


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1 de janeiro de 2013

A Nova Astrologia para os próximos séculos: Do Eu humano, ao Eu espiritual - Parte 1


Parte 1

Se quiser ler a Parte 2, clique aqui.

Como a vida na Terra está a mudar, a humanidade que nela habita também muda e, obviamente, as interpretações astrológicas também mudarão. Terão que mudar. Até porque as informações registadas na esfera zodíacal estão a passar por profundas alterações.

No que me diz respeito, sobre este tema, interessa-me escrever vários artigos curtos, pois sei que hoje em dia a concentração em textos mais longos é muito difícil. Portanto, escreverei sobre este tema, por Partes. Depois, juntarei tudo num post só.

Em meu entender [apenas em meu entender] creio ser chegada a hora de se pensar seriamente sobre a Nova Astrologia. O facto de eu estar a escrever sobre essa necessidade, não significa que seja capaz de apresentar as Novas Interpretações Astrológicas vocacionadas para esta fase intermédia no nosso planeta e que antecede a Era de Aquário, assim como a Nova Astrologia a praticar como forma comum e rotineira, na segunda metade deste século 21 e os seguintes.

Tenho bem claro dentro de mim que não me sinto vocacionado para a tarefa de ajudar a criar as Novas Interpretações Astrológicas. O meu papel é o de ajudar a actual humanidade a aceitar esse Novo que aí vem, em termos astrológicos. Creio que surgirão jovens astrólogos que farão essa tarefa com muita qualidade. Vai ser necessária uma mentalidade diferente e um Verbo também diferenciado. 

Também sou dos que sabe que a Astrologia tem evoluído ao longo dos tempos, diria, ao longo dos vários saltos quânticos que a humanidade tem beneficiado. Quer um exemplo flagrante, mas tão flagrante que a maioria das pessoas dirá: mas porque não pensei eu no assunto? O exemplo simples é este: o planeta Saturno, em astrologia e em termos simbólicos, tem beneficiado de diferentes interpretações ao longo do tempo. Como será no futuro? Não sei.

Já houve tempos passados em que Saturno foi, em astrologia, considerado o 'maléfico' do zodíaco. Ainda hoje, há muitos astrólogos que definem assim este planeta e ensinam essa forma de interpretar a astrologia, a imensa gente. Convenhamos que é muito pouco. O mundo evoluiu muito desde a Idade Média. Já não estamos naquele estágio civilizacional.

A seguir apareceu o conceito (muito acarinhado por mim) em como Saturno simbolizava o Senhor do Karma, que forneceu as provas e experiências mais difíceis, quer aos astrólogos, quer aos seus clientes e alunos. Vivi muitas delas. Portanto, até aos anos 70 e 80 dos século 20, Saturno era considerado o causador de todo o 'mal'. A seguir, coexistindo com os astrólogos tradicionais e os kármicos, apareceram livros com os novos conceitos: eram as interpretações mais psicológicas. Vários autores fizeram-se notar e houve uma maciça emigração para estes novos conceitos. Demonstrou-se que Saturno nos mostrou a sombra do inconsciente. Um inconsciente e uma psique que se introduzia pela astrologia de forma aberta, com interpretações muito adequadas.

Esse aspecto era o que tínhamos para experimentar e integrar em nós e continuar avançando na vida. Saturno deixou de ser o 'homem mau' para se tornar um professor rigoroso e, mais tarde, descobrirmos que Saturno também sabia amar. Este conceito também foi muito  acarinhado por mim. Foi aquela fase em que se percebeu que podíamos usar Saturno e Quíron, enquanto arquétipos aprofundados, das dificuldades do ser humano em se religar à sua Fonte, ao seu Deus.

Foi sensivelmente a partir de 2001 que as então experiências karmicas deixaram esse caminho doloroso, esse terrível «algo deverá ter feito em outra vida», para se converterem em situações de aprendizagem para melhorarmos e podermos activar a nossa própria consciência, evoluindo a um cosmos cada vez mais próximo. Tinha-se dado outro salto quântico.

Os astros continuam a girar enquanto a consciência do ser humano se amplia e adquire maior capacidade para entender outras realidades do universo, de quem captamos informações.

Este é um período de transição, de ponte, entre uma civilização que finaliza e uma nova que se está a iniciar sobre bases absolutamente diferentes às anteriores.

Até ao próximo texto, na Parte 2.

Se quiser ler a Parte 2, clique aqui.


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Os textos mais conseguidos do 'Cova do Urso' em 2012



Para mim, transformou-se numa tradição o publicar um post deste género no primeiro dia de cada ano. O blogue tem 5 anos e já o fiz 4 vezes. Começo sempre o ano, no próprio dia 1 de Janeiro, fazendo uma retrospectiva do ano que passou, neste caso de 2012. Talvez por ser uma época de balanços. Ou porque se tenha tornado um hábito. Não sei bem. Uso sempre esta mesma linda ilustração e que pertence ao meu totem xamânico: o urso e a borboleta. Suponho que seja um bocadinho narcisista, o fazer este post, mas apetece-me olhar para mim mesmo, enquanto autor de um blogue, com olhar crítico e deixar aqui os linques dos textos que publiquei em 2012 e que considero os mais conseguidos.

Deixo os links de anos anteriores para o caso de haver alguém com tempo disponível para percorrer esta minha produção de textos. Os posts de 2009 estão aqui. Os de 2010, aqui. E os de 2011, aqui. Quanto aos de 2012, estão neste mesmo post.

Os 'mais conseguidos' não significam, para mim, os 'melhores' e muito menos os 'mais vistos' ou 'mais comentados'. Nada disso. Os 'mais conseguidos' significam apenas que consegui atingir alguns dos objectivos que eu próprio me propunha. É apenas o meu critério de avaliação sobre aquilo que eu próprio escrevo. Muito obrigado a todos os amigos e leitores. Muito obrigado.

Os títulos estão lincados a cada texto:

Janeiro

Fevereiro

Março
Nenhum post

Abril

Maio

Junho

Julho
Nenhum post

Agosto

Setembro
Outubro
Novembro

28 de dezembro de 2012

Planetas retrógrados em 2013


Símbolo [glifo] para 'retrógrado'

Lista dos planetas retrógrados em 2013

Planeta
Retrógrado

Directo
Mercúrio
23 Fevereiro
19º 52' a 05º 38’ Peixes
17 Março
Mercúrio
26 Junho
23º 06' a 13º 62’ Caranguejo
20 Julho
Mercúrio
21 Outubro
18º 23' a 02º 30´Escorpião
10 Novembro
Vénus
21 Dezembro
28º 58’ a 13º 33’ Capricórnio
31 Janeiro 2014
Júpiter
4 Outubro 2012
16º 23´ a 06º 20´Gémeos
30 Janeiro 2013
Júpiter
7 Novembro
20º 30´ a 10º 26’ Caranguejo
6 Março 2014
Saturno
18 Fevereiro
11º 31’ a 04º 49’ Escorpião
8 Julho
Úrano
17 Julho
12º 31’ a 08º 35´ Carneiro
17 Dezembro
Neptuno
7 Junho
05º 22´ a 02º 34’ Peixes
13 Novembro
Plutão
12 Abril
11º 35´ a 08º 59´Capricórnio
20 Setembro


Sobre os planetas retrógrados

Vamos analisar o que é isso de planetas retrógrados. Há astrólogos que afirmam e com bastante razão que os planetas retrógrados têm a sua função mais dirigida para a operacionalidade interior da mente, pois as mudanças são operadas interiormente antes de se manifestarem no mundo exterior, dando uma certa introversão.

A minha visão sobre os “retros” e os signos interceptados vai no mesmo caminho. Sinto haver uma similitude, tendo em conta que uns são os actores da peça de teatro (os planetas) e outros são o cenário (signos – energias).

Para mim é nos planetas retrógrados e nos signos interceptados que vejo a “Inteligência Superior” a funcionar através da Astrologia, como linguagem meta-superior ou divina.

Procuro ver os retrógrados para além da “função interior da mente”. Entendo como sendo um estado de alma. Nesse sentido suspeito que ultrapassa a mente, indo directo às emoções, porque é destas que parte a vibração de como vivemos na crosta do planeta.

Um planeta retrógrado está nessa situação de retrógrado, de igual maneira para os 3 corpos da materialidade do ser humano - físico, mental e emocional. Por serem os corpos descartáveis de Nós mesmos, enquanto Seres. Porque a aprendizagem do ser humano é feita através da interacção da energia do planeta com os corpos da materialidade.

Em linguagem corrente podemos chamar “medo” a esse aprisionamento do retrógrado. Existe “ali” uma certa dificuldade em se realizar. As “coisas” têm que ser feitas dentro de um registo peculiar que difere de planeta para planeta.

Um retrógrado ou um interceptado, para mim, é como se quisesse dizer: “tens que fazer o exame para poderes prosseguir os estudos”. Que estudos? Os de mim mesmo. Acredito que sou apenas um corpo e vivo apenas para o materialismo mais imediato? Ou acredito que sou uma Alma provisoriamente num corpo, para fazer a experiência da fisicalidade?

É nesta subtil divisão que o retrógrado pode manifestar-me ou há um certo trânsito e transcendo-me... Habitualmente, com dor e sofrimento. Porque tenho que Me merecer a Mim mesmo. É aqui que entram as múltiplas definições de “destino”. E foi nesta base que a astrologia perdeu credibilidade no fim do século 19 até aos anos 80, quando Plutão ajudou a que esta arte fosse recuperada e massificada.

A irredutibilidade do chamado “destino” enquanto “obrigação” de cumprirmos o que supostamente nos é atribuído. Ou esse “destino”, enquanto construtor da minha própria vida”. É aqui que os trânsitos dos retrógrados me obrigam a escolher.

- Ou escolho repetir e repetir e repetir. E aí estamos perante aquilo que se chama (e bem) de “função interior da mente”. E repito, repito, repito… sem querer ver que estou sempre a cair no mesmo padrão limitativo.

É mais óbvio de constatar quando o planeta está Rx no natal. É a percepção equivocada que Eu sou apenas o meu corpo e gero os padrões repetitivos que atraio para mim mesmo e que me faz "pensar" e "dizer" que "não tenho sorte", ou que "tenho azar" (no amor, na saúde, no trabalho, etc.)

- Ou escolho não repetir. E aí estamos perante a função superior do Ser, através da Alma. Conseguimos sair dos padrões. Realizando e reconstruindo o próprio destino. Aqui Plutão e Saturno em trânsito têm uma enorme responsabilidade na actuação desse retro, levando com eles o lixo psíquico que temos em enorme quantidade.

Tenho encontrado muitos casos em que os retrógrados são trabalhados durante ou após o trânsito de Plutão em quadratura a ele próprio. Também dou muita atenção à passagem de Plutão pelas casas de água e ângulos. Na minha maneira de ver, a passagem de um Plutão pela casa 12 é claramente uma mudança total. São vários anos, sendo os mais importantes quando entra ou quando sai da 12.

Se a pessoa deixar fluir todas as emoções que Plutão carrega, o mais certo é haver uma libertação da personalidade porque houve uma “infusão da alma”.

A nossa alma aproveita essas oportunidades astrológicas para “carregar as nossas baterias” (infusão energética) que faz mudar a vida da pessoa. Ou transcendem-se a eles próprios e fazem algo marcante na vida e começam a ter uma carreira fulgurante, ou ficam "presos" às regras da sociedade - a caminho de uma tremenda infelicidade. Já me alonguei demasiado e não sei se me expliquei bem.


A análise espiritual dos planetas retrógrado

Os planetas retrógrados no mapa natal representam vidas passadas em que o ego foi dominante e o Ser Espiritual não desenvolveu adequadamente a sua missão principal: a evolução espiritual. Instalou-se o medo, que perdura como memória cármica, nesta vida. Pode ter gerado padrões repetitivos de comportamento que perdura até hoje. E é nesta encarnação que surge o propósito de haver a libertação desse medo.

Os aspectos natais desses planetas retrógrados representam níveis particulares e específicos de resistência do ego, como memórias de possíveis medos com origem cármica.

A escolha do Espírito, antes de encarnar nesta vida, é uma proposta enorme e desafiante: a libertação desses pesados medos cármicos.

Com essa libertação dar-se-á o reencontro com o Ser Espiritual podendo, então, o Ser Humano escolher fazer o que deve ser feito, desde que sentido pelo coração e validado pela intuição.

Os trânsitos a esses planetas retrógrados podem significar os momentos mais adequados para:

a) A libertação desses medos cármicos.

b) Ou o acentuar do domínio dos mesmos.

[Este não é um texto novo, pois já tinha sido publicado no meu site 'Escola de Astrologia Nova-Lis' e posteriormente, aqui no blogue. Aqui.]

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