A realidade é a Matrix [com legendas]

21 de agosto de 2010 · 7 comentários



O vídeo acima é uma recomendação de Astrid Annabelle


Até à próxima, Daniel

20 de agosto de 2010 · 24 comentários

Daniel Miranda
21-05-1941 / 20-08-2010

O Daniel era o marido da minha irmã Rosa Maria, pai dos meus sobrinhos Margarete e Artur e avô do Pedro, Mafalda, Guilherme e Mateus. E, meu amigo.

'Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si e levam um pouco de nós.'


Até à próxima, Daniel.

És um patinho feio ou um cisne lindo? [Blogagem coletiva]

· 17 comentários



Este post é parte integrante da blogagem coletiva, 'Sensações e emoções'
no Café com Bolos, de Glorinha Leão

Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que tens de ti, com muita paciência e amor, reconstrói.
Não te sintas um patinho feio, mas um cisne lindo.

Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão, sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante, tu és a tua própria criação. E a mais valiosa. Não olhes para trás. Não olhes para os lados. Olha somente para dentro, para bem dentro de ti e faz dali o teu lugar de descanso, conforto e recomposição. Ama-te muito. Faz com que a tua auto-estima seja elevada. Com amor.

Como se faz isso? Como podemos amar-nos muito? Não estamos treinados para tal. Há muitas vidas que nos esquecemos de como nos podemos cuidar e amar.

Não basta dizer com a mente que te amas ou que gostas de ti. Tens que praticar a tua auto-estima, o teu amor próprio. Se não praticares, isso fica apenas no etérico mental e não conduz a lado nenhum. Uma forma positiva do coração te ouvir é felicitar-te diariamente e pessoalmente pelas coisas positivas que consegues executar no teu dia-a-dia. Felicita-te em voz alta, várias vezes ao dia. Aproveitando todas as ocorrências em que conseguiste dar um passo em frente, vencer a tua timidez, executar bem uma tarefa, cumprires bem o que planeaste. Das mais simples às mais complexas situações.

Assim, vais sendo um cisne lindo.

O mais certo foi teres sido tu próprio/a que não te soubeste valorizar. Ainda vais a tempo. Não devemos confundir o ego mental com a vontade indómita de pensarmos que somos os "donos da razão". Por assuntos muito antigos, no teu DNA existe uma partícula ínfima e invisível ao olho humano, que pode ser accionada pela tua alma [ou pela tua hierarquia], para passares por um momento menos sossegado (talvez de dor e sofrimento) e começares a dar atenção ao teu corpo físico e ao teu espírito. Para o amares. Infinitamente. Com todo o cuidado de quem reconstrói algo que se partiu.

O mais certo é termos vivido para os outros, ou continuamos a viver, dedicamo-nos demasiado aos outros, esperámos a aceitação dos outros e esquecemo-nos de nos felicitar diariamente (várias vezes ao dia) por fazermos as coisas bem feitas, por sentirmos que nos valorizavamos, dizendo simplesmente: "Hoje estou feliz e não preciso que ninguém valorize o que ando a fazer. Porque conheço o meu próprio valor."

Pois só assim, amando-te, valorizando-te, poderás amar os outros sem apegos. É assim que crias a tua auto-estima. Sem viveres dependente do amor do teu amado(a). Cria este universo para ti e sê feliz. O mundo agradecerá o teu trabalho interno. E terás o teu retorno.



Visão astrológica:

Saturno em Leão ou na Casa V ou em aspecto ao Sol, no mapa natal pode ser um indicador da necessidade de trabalhar estas questões. Quando Saturno transita por Leão, como o fez há uns anos, ou numa casa V, ou faz um aspecto com o Sol, pode significar que é o momento ideal para cuidarmos do patinho feio que temos em nós e transformá-lo num cisne lindo. Todos aprendemos isto à nossa própria custa e, algumas vezes, da forma mais dolorosa que se possa imaginar. Eu, incluído.

«»«»«»

Este artigo foi escrito por mim em 2006 para o meu já apagado blogue "Postais da Novalis". Foi publicado no “Cova do Urso” no dia 5 Junho 2008. É republicado hoje (20 Agosto 2010), para participar na blogagem colectiva da Glorinha Leão. Este texto circula na internet, sem a respectiva autoria. - António Rosa

Os relacionamentos

17 de agosto de 2010 · 43 comentários


Recomendação pessoal: a leitura deste post torna-se mais aliciante se, ao mesmo tempo, ouvir o cantor português Carlos Paião, a cantar «Cinderela». É só clicar para iniciar.




No século 18, o químico francês Antoine Lavoisier, nas suas investigações científicas, descobriu que "na natureza nada se perde, tudo se transforma". A mesma lei aplica-se a nós, seres humanos, aos nossos sentimentos e, portanto, também, aos nossos relacionamentos amorosos. Por ser uma lei do universo, não se consegue contrariá-la.

Ou é cumprida ou não. Deve ser entendida, sentida e aprofundada. Se assim for, o “resto” acontece com naturalidade, se existirem as condições apropriadas.

No entanto, atrevo-me a dizer que a maioria de nós não conseguimos entender-nos com os nossos próprios sentimentos amorosos, nem com esta lei aplicada à nossa própria vida.

E criamos obstáculos à execução da mesma, entrando frequentemente, em situações de extrema frustração e/ou depressão, que conduzem a outras situações. Que fique claro, caros leitores/as, que ao longo da minha vida, também não consegui entender esta lei e, muito menos, aplicá-la. Hoje, simplesmente, conheço e vivencio as consequências dessa "falta de atenção" às coisas que me estiveram potencialmente destinadas. E este "destinadas" não tem qualquer conotação com fatalismo. A astrologia explica isto de forma magistral.

Continuemos, por favor. Se "na natureza nada nada se perde, tudo se transforma", então façamos a pergunta essencial: que tudo é este que se transforma? A resposta é simples: a energia. Que transforma a sua forma. Porque é de energia que estamos a falar. A energia é sempre a mesma, o que muda é a forma como se apresenta. Simples. A energia do amor, também. Aquilo que vocês chamam de "amor". Aquilo que acham que é o amor.

Sabemos que os rios, mares e lagos são água em estado líquido. É energia na forma líquida. Também sabemos que o gelo é água em estado sólido. É energia na forma sólida. Igualmente sabemos que o vapor é água em estado gasoso. É energia na forma gasosa. Estas imagens pertencem ao nosso quotidiano. Em casa, todos sabemos utilizar esta energia (água) nas suas diferentes formas. O factor que processa a transformação nessas diversas formas é apenas a temperatura. Ao encontrar as condições apropriadas, a energia muda sempre de forma. Sempre. É uma lei do universo. Nas relações amorosas, também. É a mesma lei.


Outro exemplo conhecido: uma semente é um óvulo já fecundado e quando fertilizado, contém um embrião a partir do qual surge uma planta que crescerá, se encontrar as condições apropriadas. Essa planta dará uma flor que, por sua vez, contém sementes. É o ciclo completo da natureza. Estamos sempre a falar da mesma energia, em que apenas muda a forma. A mesma energia em forma de semente, planta e flor. Nas relações amorosas, também. Em astrologia estamos sempre a falar de ciclos.

Quando pensamos em água, não temos dificuldade em pensar nela como sendo energia. A humanidade tem sabido utilizar esta energia. Porque conseguimos ver a água. Tal como vemos a semente, a planta e a flor. E vemos as diferentes mudanças de formas. Isto conseguimos compreender.

Há energias que não se conseguem ver. O ar que respiramos, a brisa, o vento. Mas sabemos que existe. Não possui energia sólida. É subtil. Mas não tão subtil, ao ponto de não se sentir no nosso próprio corpo, que vibra perfeitamente com a brisa que nos toca, ou o vento que nos fustiga.


Com os sentimentos amorosos dos seres humanos é exactamente da mesma maneira. Não se consegue ver, mas está lá. O sentimento que tu chamas de amor está contigo, desde o momento que nasceste. É uma energia invisível que não te abandona nunca. Expressa-se de formas diferentes. É aqui que podem residir alguns equívocos: achares que o amor que dedicas aos teus pais, teus irmãos, teus filhos e amigos são coisas muito diferentes do amor que sentes pelo companheiro/a. Tudo é a energia do amor, que expressas de formas diferentes. Porque as condições são diferentes.

Por acaso não amas os teus filhos, independentemente da idade que tenham? Então? Em que ficamos? Claro que, quando eles são bébes tens que cuidar deles de uma forma diferente, de quando, mais tarde, são crianças, adolescentes ou adultos. No entanto, o amor é o mesmo. A forma como o expressas é que difere. Disso, não duvidas, pois não? Esse amor acompanha-te ao longo da tua vida. Não desaparece. Se as sogras olhassem para as noras e genros com apreço e gratidão, por estas e estes amarem os filhos/as que elas pariram, criaram, cuidaram e amam... Com as noras e genros, o mesmo. Pois, então! A maioria de nós não consegue pôr a funcionar o 4º Raio da Criação - tentar a Harmonia através do Conflito.

Estou sempre a falar do mesmo: novas vibrações, nova era, novas energias, aquilo que chamamos de espiritualidade... É disto que eu falo, por exemplo, com os exemplos que dei até ao momento, neste texto. Somos nós quem deve iniciar essa mudança. E este "nós", sou eu e "tu", que me estás a ler. A aprendizagem é total e global, porque estamos todos na mesma nave - o planeta Terra. É esta nave que nos está a ensinar a... amar. Aliás, sempre ensinou. E nós, cegos e surdos aos seus ensinamentos. Qualquer dia, escreverei aqui, sobre o significado holístico e metafísico da doença que chamamos "cancro", para ficares a saber que está associada à falta de amor ou, pelo menos, à sensação que se pode ter de faltar amor. É por isto que estudo astrologia. Para entender...

Cresceste e aprendeste a dar nomes diferentes à mesma energia que conheces pelo nome de amor. Amor de mãe. Amor de irmão. Amor filial. Ao amor de amigo, chamas amizade. No entanto, só pensas e classificas de “amor-amor” quando se trata do teu companheiro/a, do teu namorado/a, da pessoa com quem fazes sexo. E iludes-te, pensando que é o amor verdadeiro. Como se as outras formas de amor não fossem verdadeiras. Lá saberás o motivo, talvez porque fazes sexo com esse ser que te acompanha. O sexo faz falta, todos sabemos e gostamos. É bom e é uma energia muito positiva. Daí ter surgido a frase: “fazer amor” que, como saberás, é uma invenção da humanidade, porque o amor não se faz, vive-se. Eventualmente, fazes sexo com o ser amado, o que é diferente. Imagino que não te passa pela cabeça fazer sexo com os teus familiares e amigos [deixemos de fora as excepções negativas, que confirmam a regra, por favor]. Por estas e outras razões, talvez aches que aquilo que sentes pelo companheiro/a é o único e verdadeiro amor.

No ocidente [que conheço melhor] as pessoas são treinadas a acreditarem na ilusão. São múltiplos e enfadonhos os exemplos de ilusão. Anotemos alguns pequenos exemplos que eu tenho ouvido ao longo da vida, sobretudo do lado feminino: “é a minha alma gémea”, “é o único amor da minha vida”, “é o grande amor da minha vida”, “não consigo viver sem ele”, “que vai ser de mim, sem ele?”, “apetece-me morrer porque ele tem outra”. É um tédio. Assim está meia humanidade. Completamente dependente de uma forma de expressão e, sobretudo, de outra pessoa.

Há sempre o secreto sonho de encontrarmos a cara metade com quem se criará uma relação tão duradoura, como a dos nossos avós. Hoje, o exemplo já tem que ser com os avós… Há uns anos podíamos dar os nossos pais, como exemplo de uma relação duradoura. São outros tempos. Não que sejam melhores, apenas diferentes. A energia mudou…

Duas pessoas conhecem-se, sentem-se mutuamente atraídas e iniciam uma relação que se transforma em amorosa.

"Ele lá lhe disse a medo: 'O meu nome é Pedro e o teu qual é?'
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou a Cinderela'"*

*["Cinderela" de Carlos Paião]

Têm em comum uma característica: sentem que alguma coisa dentro deles se alterou. É um sentimento a surgir. É a energia do amor a criar uma nova forma. Essa energia sempre lá esteve. Pertence ao teu Ser único e insubstituível. Simplesmente, está a mudar de forma. Tal como acontece com a água e a semente, a energia do amor toma nova forma por ter encontrado as condições apropriadas.

É exactamente aqui que se geram os maiores equívocos, por desconhecimento, das pessoas. A partir deste momento, entram em jogo outros factores de enorme importância. Entra muita coisa ao barulho, à confusão, que pode turvar essa relação. Habitualmente, esses factores conseguem contaminar a relação amorosa. Quando esta confusão está instalada muitas pessoas vão ao astrólogo/a lamentarem-se das suas vidas. E pedem sinastrias, na esperança que os astros arranjem o que elas próprias estragaram...



Porque a pessoa ao sentir que irrompe um sentimento amoroso dentro de si, encontra-se incapaz de se auto-analisar. Está disposta a se entregar a esse sentimento. Isso é muito bom.

"E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..." *
*["Cinderela" de Carlos Paião]

Se nós fizéssemos tudo para manter a energia amorosa nessa forma de pureza inicial... Se os sentimentos se ficassem por aqui... Simplesmente, que se amassem, que amassem e se deixassem amar pelo outro... É uma oportunidade única e especial que os aparelhos do corpo físico possuem para entrarem em sintonia fina com a alma. Simplesmente, amar. Mas não é assim que, habitualmente, processamos. Quando esse sentimento aparenta ser correspondido, parece entrar em imediatamente em funcionamento os mecanismos que só atrapalham o relacionamento: a personalidade de cada um, o ego exacerbado, a mente e as emoções.

A lei diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma. Essa nova forma do sentimento que surge, não é percebido como simplesmente “amor”, mas sim, entendido, como sendo “um amor exclusivo por aquela pessoa”, não sobrando nada para ela própria. Assim, dificilmente, o relacionamento poderá sobreviver. É apenas uma questão de tempo… Porque nos esquecemos de partilhar assim:

"E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos."*
*["Cinderela" de Carlos Paião]

O resto é feito por uma certa incapacidade de auto-conhecimento de cada um de nós. Se a pessoa acreditar que esse amor é apenas para ser dedicado ao outro, não percebe que, se não se amar primeiro, se não tiver a sua auto-estima bem trabalhada, não está a fazer nenhuma partilha, mas sim uma entrega submissa, cega e sem sentido. Nem sequer é uma dádiva. Simplesmente, está a criar uma enorme dependência pelo outro/a, que será fatal a esse relacionamento. [Talvez esteja na altura de ires a uma consulta de um/a astrólogo/a capaz. Já agora, aproveita e escolhe bem. Se não conheces ninguém, vai à minha lista de linques astrológicos e escolhe. Os melhores estão lá.]

Continuando. O “resto” é confundido com uma miríade de emoções e pensamentos, que são completamente independentes do sentimento amoroso. É nesta fase que se criam as dependências, tão nefastas nos relacionamentos. Praticamente, desde o início, que a relação pode ter entrado em derrapagem, desequilibrando-se, descentrando-se.

Fica assim criado o caminho certeiro para que a energia do amor volte a arrefecer, iniciando nova transformação, recolhendo-se ao sacrário do coração, por não encontrar as condições apropriadas para o seu desenvolvimento.

“Ele é meu”, “ela é minha”. Atitudes de posse, de autoridade, com todas as emoções e pensamentos negativos que isso acarreta. No início, tudo parece bonito, mas aos poucos entram os restantes factores alheios à energia amorosa. Os ciúmes, o poder, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações, etc. Todas estas questões estão muito estudadas e não é minha pretensão explicar estas coisas, aqui. Repararam que até ao momento já mencionei a natureza de todos os planetas e signos do zodíaco? Se estudas astrologia, procura bem.

Se a semente é uma energia que vai transformando a forma até surgir a flor, porque razão, o amor não pode ir assumindo formas diferentes? Porque razão, numa relação amorosa, os parceiros não dão oportunidade a que essa energia (o amor) adquira uma forma realmente amorosa?

Talvez porque todas aquelas atitudes tomadas pela personalidade, ego, mente e emoções - os ciúmes, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações... - foram esticadas ao excesso e passaram a dominar o relacionamento, por vezes de forma tão encapotada que até parece estar tudo bem. Quando não está.

Onde ficou aquela energia que desde o início vocês chamaram de amor?

O amor ficou tapado, entulhado, coberto, cheio de lixo psíquico e mental; escureceu, perdeu brilho, retirou-se, já não está presente. Em suma, voltou a mudar de forma.

E, assim, instala-se o vazio da alma. Mais uma vez, caíste na armadilha de acreditares que apenas és o corpo que tens. Ilusão, pura ilusão. Que consigas fazer melhor, da próxima vez que te enamorares. Sim, porque a vida vai dar-te outra oportunidade. Fica atento/a. Dá uma oportunidade a ti mesmo/a. Mas tenta não repetir o mesmo. Tenta melhorar.

Por favor, não me apareças nas consultas de astrologia, a quereres saber quando te vais apaixonar novamente... pois o mais certo é ouvires coisas sobre Saturno e Plutão - :) - e certamente ficarás desiludido/a.




Se quiser acompanhar a canção, aqui tem a letra para desfrutar.
Basta clicar no 'play' para ouvir a música.




Cantemos «Cinderela» de Carlos Paião:

* Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.

Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"

Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.

Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.

E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..."

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

"Cinderela" de Carlos Paião



Este artigo foi publicado no meu já desaparecido blogue «Postais da Novalis» em Junho de 2006. Foi ligeiramente adaptado para ser publicado no «Cova do Urso» em 17 Agosto de 2008, e hoje (17 Agosto 2010) é republicado sem alterações, pois há novos leitores que não o conhecem.

Jesus e Alker - uma história

16 de agosto de 2010 · 26 comentários

Um jovem hindú praticante das filosofias budistas vivia nas altas montanhas na Índia oriental. O seu nome era complexo, pois baseava-se na construção tradicional de «filho de Alkermaha». Por isso era conhecido por 'Alker'. Dedicava-se a ensinar às crianças os princípios básicos do budismo, em várias aldeias das montanhas natais.

Vindo de uma família da Índia oriental, Alker aprendera e sabia ouvir os mais velhos, que diziam que iria aparecer na Galileia um profeta; uma pessoa que traria novas informações a quem o quisesse ouvir. E que visitaria a Índia.

Jesus, antes dos seus 3 últimos anos de vida, viajara pelas montanhas do Oriente, durante vários anos a receber informações, a constatar que a Vida tinha que ser outra. Foi nesta viagem que o jovem 'Alker' conheceu o profeta nas montanhas geladas indianas. Foi uma das pessoas que se apaixonou pela forma como Jesus enunciava as suas palestras e passava a sua mensagem. Como os livros hoje nos contam, Jesus foi professorar e estudou na Índia, principalmente as histórias dos Vedas e as filosofias budistas.


Esse contacto foi emocionante e decisivo para a vida do jovem Alker. O contacto com Jesus provocou-lhe um impacto muito emotivo; naquele momento, encontrou a sua chave de vida. E nunca mais o largou, acompanhou-o
sempre! Não era um criado, pois Jesus não tinha posses para pagar a ninguém. Era um acompanhante. Uma pessoa com quem Jesus falava muito. Antes até de, mais tarde, terem surgido os Apóstolos.

Alker era um homem culto, conhecedor, um sábio apesar de jovem, um homem que, depois, foi ocupando o papel de um servidor pessoal de Jesus. Estava, simplesmente, ao Serviço. Mas, lembremo-nos, que, na Índia, o Alker era um homem de fé. Após ter contactado com o mestre Jesus, decidiu segui-lo definitivamente e essa fé tomou outros contornos mais precisos. Foi como se Jesus o tivesse iniciado no Amor e ele, como discípulo, à boa maneira indiana, seguiu-o, serviu-o, conviveu com o mestre.

Nessa altura, Jesus andou também por outras paragens. Foi um tempo deambulações, de preparação para a sua vida pública, na Judeia. Foi um tempo de deixar a semente em vários pont
os do mundo oriental. Alker acompanhou-o sempre. Era um amor incondicional, aquele que o jovem budista Alker sentia e por isso acompanhou sempre Jesus, até à sua morte. Hoje, em linguagem moderna, dir-se-ia que o seu vínculo e a sua conexão estavam intimamente ligadas à energia de Sananda.

Alker foi uma das muitas pessoas que se apaixonou pela forma como Jesus enunciava as suas palestras e passava a sua mensagem. A sua atribuição mais física no entorno de Jesus, era uma daquelas pessoas que não sendo um dos Apóstolos, tinha o papel de levar o pão e o vinho a Jesus quando havia as reuniões. Actos simples mas sagrados e que só pessoas de confiança poderiam executar. A parte mais intelectual da convivência entre ambos residia nas longas conversas havidas para aprofundarem os pontos de união muito fortes que Jesus possuía com a filosofia budista, linha judaica, a espiritualidade e o Pai.


Jesus, como homem, tinha uma postura impressionante; não precisava falar. A aura de energia à sua volta era tão grande que, quando entrava, tudo se harmonizava e silenciava. Isso aconteceu em todas as viagens que Jesus e os seus Apóstolos fizeram, acompanhados do seu séquito pessoal.
Foi assim que Alker manteve uma conexão profunda com a energia de Jesus, hoje conhecido como Sananda.


Muito, muitos e muitos anos depois, Alker, já então muito idoso e a viver de novo nas montanhas da Índia, soube a que ligação a Jesus era bem anterior ao seu primeiro contacto físico, pois este budista estivera em contacto com Micah, em estado não corpóreo, para aprender como formatar a energia do Eu Superior. Sendo Jesus, uma auto-emanação de Micah, fazia sentido que estas almas estivesses destinadas a se encontrarem e a estarem ligadas a quando da auto-outorgação de Micah, na pessoa do bebé Jesus da Nazaré.

Se quiser, deixe comentário, clicando aqui.

Osho Festival Internacional no Brasil

· 6 comentários


Osho Festival Internacional no Brasil, dia 7 de Setembro de 2010. Um evento internacional formatado no padrão do Osho International na Índia - Poona. Já tendo acontecido na Itália, Israel, Portugal, Alemanha, Argentina, Espanha e agora no Brasil. Muitas meditações, shows, eventos, workshops, oficinas e uma natureza de tirar o fôlego na bela Chapada dos Veadeiros.

Garanta a sua inscrição: www.oshobrasil.com

Já chegou o ciclo do romance, do muito sexo e, talvez do amor

14 de agosto de 2010 · 46 comentários



Pois é minhas amigas e meu amigos, se depois de lerem este artigo, não resolverem alguns 'problemas' da vossa vida, tenham por certo que irão ficar na fila de espera durante mais algum tempo, sobretudo até finais de 2012 ou, na pior das hipóteses, em 2015. É muito tempo, não? Sobretudo para estas questões dos relacionamentos, muito e saboroso sexo e, TALVEZ, a questão amorosa fique solucionada.
Aproveitem este movimento único, para claramente deixarem entrar o «amor» nas vossas vidas: amar e ser amado.

Vénus é o nome romano para a grega Afrodite, deusa do amor, graça, bele
za e êxtase sexual. Vénus também tem sido chamado de "jóia do céu", "Eosphorus como a estrela da manhã e Hesperus como a estrela da noite"; do ponto de vista dos astrónomos moderno, Vénus é "planeta irmão da Terra", e do ponto de vista um astrólogo, o complemento "de integração com Marte".


Vamos entrar num período único em que Vénus e Marte estarão em contacto próximo, pois ao longo dos próximos nove meses, e devido a um retrocesso de seis semanas de Vénus, em Outubro e Novembro, haverá três conjunções seguidas Vénus-Marte entre agora e Maio de 2011. A saber:


1ª conjunção Vénus-Marte: 20 Agosto 2010 em Libra
2ª conjunção Vénus-Marte: 3 Outubro 2010 em Escorpião

Vénus ficará em movimento retr
ógrado de 8 de Outubro até 18 de Novembro

3ª e última conjunção Vénus-Marte:
23 Maio 2011 em Touro

Todos os anos há uma conjunção entre Marte e Vénus. Mas haver três conjunções não é frequente. Estes movimentos de tripla conjunção fazem parte de um ciclo que se repete a cada 77 meses, que por sua vez faz parte de um ciclo maior de mais de 32 anos entre Vénus e Marte.

Devemos aproveitar este período prolongado para tentarmos resolver as nossas questões pessoais, pois são estas que impedem que o amor surja nas nossas vidas.
Mapa da 1ª conjunção Vénus-Marte a 20 Agosto 2010 em Libra
Clique para ampliar

Outros nomes culturais para Vénus incluem: a Ishtar babilónica, a sírio-palestina deusa Ashtart; os astecas: Tlahuixcalpantecuhtli (que significa "Senhor da Casa de Dawn."), Uma aparição de Quetzalcoatl, a serpente emplumada, a Maya: Kukulcan (Vénus Maia foi o patrono da guerra, várias batalhas coincidindo com o alinhamento significativo de Vénus), e o Sif Norse, conhecido por sua "fidelidade conjugal."

Vénus é o único nome d
e planeta do sistema solar, tem nome de uma Deusa.

Minha querida leitora: você é a Vénus. Ame-se para ser amada.


Ora bem, parece-me claramente que todas as mulheres e homens cuja vida amorosa e sexual sejam de pouco significado ou mesmo mini-existentes, creio que este ciclo é o propício para se empenharem e (re)encontrarem a vossa cara metade que está em casa ou partirem para outra história de amor. Algumas pessoas gostam de chamar «alma gémea», mas isso é mais difícil.

Mas tem que haver consciência! Profunda! Querer amar e ser amado!

Será que as casados ou os casados que sentem um fastio na relação vão poder passar por este mesmo este ciclo Vénus-Marte nos traz, sem que nada aconteça nas suas vidas? Claro que têm que trabalhar a líbido e o amor próprio, para as coisas funcionarem bem.


Ainda falava eu esta semana com um cliente jov
em (quarenta e poucos), que me dizia que os 15 dias passados na praia, no Algarve foram piores (no que à intimidade do casal diz respeito) do que se estivessem em casa no dia-a-dia. Há sempre desculpas para nada acontecer. Inventam sempre uma desculpa, elas e eles. Imagine que programam uma saída ao fim da tarde e ela capricha imenso na roupa, na maquilhagem, no cabelo e ele, com quem está casado há vários anos, ao vê-la tão bonita, tem um repente, levanta-se e tenta abraçá-la e dar-lhe um beijo. O que fez ela imediatamente? Reclamou dizendo, 'olha que me amarrotas e que tenho que retocar o baton'. E não se dá conta que ele pensa que houve épocas que ela se arrumava para ele e que agora, arruma-se para os outros.

A líbido está a desaparecer dos casais. Parece que o tesão só está para servir os outros/as, em esquemas de ocasião.



Vénus gira na direcção oposta em relação à Terra e à sua rotação em torno do Sol. Assim, em Vénus, o Sol e as Estrelas Fixas nasceriam a oeste. Um dia de Vénus é maior que o seu ano, mas é preciso Vénus ter 243,0187 dias terrestres para fazer uma rota
ção, e 224,701 dia da Terra em órbita do Sol. O dia de Vénus é exactamente dois terços de um ano da Terra. Como Vénus gira uma vez a cada dois terços de um ano a volta da Terra, Vénus gira exactamente doze horas no período de oito anos pentagonal - mostrando assim o mesmo lado do corpo para a Terra no período de oito anos.

Esta ressonância quase perfeita com a harmonia entre o dia de Vénus e o ano da Terra é uma das astrofísicas mais dinâmicas par
a criar o personagem gentil e harmoniosa astrológico de Vénus. Este é um dos motivos porque Vénus é considerado um planeta benéfico no zodiaco.

Este ciclo de 3 contactos entre Vénus e Marte é das poucas oportunidades em que a alma quer mesmo encontrar a companhia de outra alma. Por isso é que são ciclos bastante rápidos (cerca de 9 meses). Deixe a sua alma expressar-se. É a iluminação a dar-se.


Mapa da 2ª conjunção do ciclo Vénus-Marte: 3 Outubro 2010 em Escorpião
Clique para ampliar



Se a conjunção com Vénus retrógrada cair em um grau que conjuga uma luminária ou um ângulo do mapa natal, em seguida, esse período poderia ser especialmente potente para uma metamorfose pessoal.

A conjunção próxi
ma de Vénus e Marte no início de Outubro estará em 12° Escorpião, e a casa natal em que cabe também será activada para os próximos anos.

Nos tempos modernos, desde 1960, uma aberração ocorreu neste ciclo de trânsito de Vénus, e Marte, com uma retrogradação, em que a conjunção de Vénus já não se rep
ete exactamente a cada 77 meses exactamente como antes, o que contribuiu para um declínio da sociedade, sobretudo na reflexão pessoal sobre os prazos dos relacionamentos, que teria conduzido a uma melhoria do auto-conhecimento sobre a própria responsabilidade pessoal para os problemas no relacionamento. Como resultado, sem que a introspecção exista como necessária, a sociedade evoluiu para padrões de relacionamento que se repetem várias vezes em uma sequência contra-produtiva de monogamia. Dão por terminada uma relação com muita facilidade. Casam-se ou juntam-se com muita facilidade e logo em seguida separam-se. Tudo com muita facilidade e aparente futilidade.

É a criação constante do vazio de alma. A próxima retrogradação e conjunção de Vénus com Marte directo não ocorrerá antes de 2015. Querem esperar tanto tempo para se sentirem amadas e poderem amar, também?



Mapa da 3ª e última conjunção deste ciclo Vénus-Marte: 23 Maio 2011 em Touro
Clique para ampliar

Não se esqueça de agradecer ao céu.


Esta conversa é para todos, tá?
Que ninguém se sinta excluído.






Recomendo leitura complementar, com muitos pormenores de
grande riqueza astrológica, lendo o artigo da astróloga
Ana Cristina Corrêa Mendes, «Aproveitando».




O ciclo Saturno - Plutão [especial: 21 de Agosto]

13 de agosto de 2010 · 32 comentários


Este artigo sobre o ciclo de Saturno-Plutão foi idealizado com a intenção de poder fazer pedagogia astrológica, sem assustar ninguém, pois apenas pretendo informar, educar e ajudar na discussão sobre um dos ciclos mais importantes do Zodíaco.

Tudo isto porque, dentro de poucos dias, a 21 de Agosto de 2010, viveremos um momento culminante do ciclo Saturno-Plutão, pois nesse dia farão uma quadratura exacta [aspecto tenso de 90º]. Saturno estará em Balança/Libra e Plutão em Capricórnio. Exactamente no grau - 2º 56’. Portanto, em signos cardinais. Esta quadratura fazia parte da recente
Grande Cruz. O céu dessa quadratura estará como pode ver no mapa que apresento a seguir.

Leitura 'obrigatória' de dois textos afins a esta quadratura, a propósito do mapa do 'Euro', da astróloga Ana Cristina Corrêa Mendes: aqui e aqui.



Mapa com a quadratura Saturno - Plutão no próximo dia 21 de Agosto.
Clicar na imagem para ampliar.

O PROCESSO DO CICLO

Gostaria de passar uma imagem que servisse de comparação aos ciclos astrológicos. Um ciclo astrológico inicia-se com a conjunção [separação entre eles: 0º] entre dois planetas. Comparo à fase em que se deitam as sementes na terra. O que for feito nesta conjunção terá consequências e repercussões no resto do ciclo, consoante a natureza dos signos onde os 'aspectos' ocorrerem. Depois da conjunção vem a primeira quadratura
[separação entre eles: 90º], que é a fase em que as nossas sementes já se transformaram em arbustos e terão que resistir às intempéries para sobreviver. Após a primeira quadratura o ciclo configura-se com uma oposição [separação entre eles: 180º] entre os dois planetas. Nesta fase o arbusto cresceu e já deu flor, apresentando as consequências de tudo aquilo que fora feito na conjunção e na quadratura anterior. A fase seguinte é a segunda quadratura [separação entre eles: 90º] e podemos representá-la como a fase em que o arbusto cresceu, amadureceu e dá frutos. Serão frutos amargos ou saborosos? É o remate final das decisões tomadas na conjunção. É quando já não há volta a dar. Certamente, com esta comparação, o leitor deve ter-se lembrado do ciclo lunar. É equivalente, só que dura muitos anos. No caso do ciclo Saturno-Plutão, dura cerca de 40 anos.

Quando a quadratura entre os dois planetas tão poderosos vai-se aproximando do seu ponto exacto, nós, como indivíduos e o mundo em geral, já estamos a sentir os efeitos dos temas Saturno-Plutão há alguns meses ou, talvez, há 2 anos e só agora encontramos as provas que podem conduzir a situações de instabilidade. O medo é uma palavra pequena, mas que descreve uma emoção muito grande e potencialmente muito destrutiva. Se alguém está a sentir medo, deve questionar esse sentimento e descobrir de onde está a vir, antes de poder decidir o que fazer em seguida. O medo está na nossa mente, não na nossa alma, porque o ser humano, com dificuldade se entrega ao dia-a-dia com entusiasmo, amor e alegria. Gostamos de estar pre-ocupados. A aprendizagem do 'aqui e agora' é feita com bastante dificuldade. Mas o contexto deste artigo é a análise mundana e não a dos nossos mapas natais.

O ideal seria as pessoas terem o hábito de consultar o seu astrólogo pelo menos uma vez por ano com o desejo real de poder absorver e, posteriormente, preparar-se, para possíveis temas da sua vida, sobretudo a nível mental e emocional, sejam eles assuntos de 'grande' importância ou de 'menor' significado. Mas não! Vão ao astrólogo porque, habitualmente, ou já estão em fase de perda [oposições e quadraturas], ou para lá caminham. Não me importava de ter um mealheiro onde juntaria as vezes que tenho perguntado em consultas: 'E não percebeu, não sentiu, não intuiu que a 'coisa' [seja o que for] já se estava a formar?'

Não se esqueça, por favor, que os planetas não fazem as coisas acontecerem, elas simplesmente reflectem o que acontece com o mundo aqui na Terra e nas nossas vidas individuais. Em cima, como em abaixo. É muito fácil com Saturno-Plutão cairmos numa mentalidade fatalista, negando assim a oportunidade para o desenvolvimento e crescimento. Vou deixar aqui algumas das muitas palavras que habitualmente estão ligadas a Saturno-Plutão.

Perda - Força de Pressão - Medo do futuro - O medo do fracasso - O medo de "escuro" - Negatividade - Escondendo / enterrar a cabeça na areia - Crise - Retracção / Restrição / Retirada / recessão / depressão - Difícil, difícil, o trabalho - Cavando fundo - Enfrentar os seus 'demónios' - Encontrar o caminho através da alma - Assumir a responsabilidade - Pedir ajuda * e muitas mais possibilidades, que não se colocam aqui, para não estendermos o post.

O escritor, professor universitário e astrólogo Richard Tarnas, no seu livro «Cosmos and Psyche», (Pg.210), resume o ciclo Saturno-Plutão do seguinte modo:

«... [A conjunção, quadratura e oposição] são alinhamentos do ciclo de Saturno-Plutão que coincidem com períodos históricos especialmente desafiadores, marcados por uma qualidade fundamental da contracção intensa: épocas de crises e conflitos internacionais, a capacitação das forças reaccionárias e impulsos totalitários, organizando a violência e a opressão, todas as vezes marcado por duradouro efeitos traumáticos. Uma atmosfera de gravidade e tensão ... um sentimento generalizado de encerramento de época: "o fim de uma época ", "o fim da inocência", a destruição de um modo de vida anterior que, em retrospectiva, pode parecer ter sido marcada pela indulgência generalizada, ingenuidade, negação e da inflação. Profunda transformação foi um tema dominante ... através da contracção, a reacção conservadora, crise e término.» [tradução de minha responsabilidade]

Quando falamos do ciclo Saturno-Plutão, a nível mundano [países, regiões, planeta] estamos sempre a tratar de dois assuntos em simultâneo: economia e finanças. Saturno rege a economia e Plutão, as finanças. E ambos, em conjunto podem tratar de outro tema: a guerra.

Deixo aqui uma informação necessária: neste artigo dou datas precisas dos movimentos do ciclo Saturno-Plutão, mas é importante lembrarmo-nos que esses eventos têm uma duração muito mais ampla. Ocupa um período de cerca 2 a 3 anos, pois há que contar com as retrogradações e os diversos encontros e aproximações que os planetas fazem entre si.

O actual ciclo Saturno-Plutão iniciou-se com a conjunção em 1982. Desde então, este ciclo passou por três picos muito importantes: uma quadratura em 1993, uma oposição em 2001 e a actual quadratura de 2010. O ciclo terminará com o novo ciclo que se aproxima: a conjunção de Janeiro de 2020, em Capricórnio. [Cada ano está lincado a uma página na Wikipedia para ajudar o leitor nas suas investigações.]

O INÍCIO DO CICLO - A CONJUNÇÃO

Este ciclo teve início com a conjunção dos dois planetas em Novembro de 1982 (avançando por 1983) [Wikipedia - anos 80] , no signo de Balança/Libra. Os mais velhos devem recordar-se que os anos 80, em linhas globais, representou uma época de prosperidade material e social. Recordo-me, por exemplo, que em Portugal foi criado o Sistema Nacional de Saúde, o que foi de grande benefício para o povo em geral. A Europa reconstrui-se e expandiu-se, admitindo mais países. A economia com o Leste aumentou, assim que o muro de Berlim caiu. Surgiram novos países a partir desta situação. Foi nos anos 80, também, que os ainda Soviéticos se meteram em guerra com o Afeganistão, uma situação que fez ascender o movimento islâmico Talibã e, posteriormente, os inúmeros mártires islâmicos que, enrolados em granadas e bombas, se imolavam em locais públicos, assassinando centenas de pessoas nesta guerra aparentemente religiosa, espalhando o terrorismo em várias partes do mundo, com as consequências que se conhecem. Apesar de todo o movimento social e económico que os anos 80 trouxeram, era suposto que os gestores, banqueiros, políticos e donos do dinheiro tivessem aprendido alguma coisa, muito para além do aproveitamento próprio ou empresarial. Não esqueçamos que foi a década do Reaganismo e Thatcherismo, economicamente marcados pela total desregulamentação dos mercados e a subida dos salários milionários dos gestores de topo. Balança/Libra é um signo tão simpático...

A PRIMEIRA QUADRATURA

O primeiro pico foi na quadratura havida em Março de 1993 [Wikipedia- anos 90] (mapa mais abaixo), que não se dava em signos cardinais. Quem não se lembrar desse ano,
deixo aqui o link para a Wikipédia, sobretudo para os mais jovens perceberem do que se está a falar. A primeira quadratura, ou primeira crise deste ciclo dava-se de forma discreta quando os Talibãs assumiam o poder no Afeganistão, fruto do apoio decisivo dos EUA no passado. Eram as sementes mal plantadas do início do ciclo, que agora se tinham transformado em arbustos fortes. O nome de Osama bin Laden passa a ser conhecido em todo o mundo, com os efeitos que sabemos. As 'jihad' passaram a estar na ordem do dia. O resultado foi visto anos mais tarde: o ataque e destruição do World Trade Center, em Nova Iorque, em 2001, em plena oposição Saturno-Plutão.


A OPOSIÇÃO

Obviamente que no mundo não se dava apenas a guerra no Afeganistão, pois um pouco por todo o lado os estados de ânimo estavam exaltados. Ao referir-me a estes acontecimentos em concreto é por serem do conhecimento comum, devido à cobertura mediática que tiveram.

A oposição entre Saturno e Plutão deu-se em 2001 [Wikipedia - anos 2000]. O acontecimento mais emblemático para todo o mundo foi o
o ataque e destruição do World Trade Center, em Nova Iorque, em 2001. Nesse ano George W. Bush era o presidente dos Estados Unidos da América. O ex-presidente jugoslavo Slobodan Milosevic é preso e julgado por crimes contra a humanidade. A resposta do Ocidente aos atentados terroristas ao World Trade Center em Nova Iorque e no Pentágono em Washington, foi a guerra contra o terror, incluindo a invasão do Afeganistão numa tentativa de capturar Osama bin Laden, [que nunca conseguiram] destruir a Al-Qaeda [que nunca conseguiram] e remover o regime Talibã, um regime que os EUA haviam ajudado no poder durante a guerra com os soviéticos - vira-se o feitiço contra o feiticeiro. Em 2003, Luís Inácio Lula da Silva assume a presidência da República Federativa do Brasil e apesar das constantes críticas internas, o Brasil deu um salto em frente gigantesco e hoje é uma é uma potência em todo o mundo. [Alguns amigos brasileiros não vão gostar de eu achar que o Lula tem feito o melhor trabalho possível. Lembrem-se do tempo da ditadura dos coronéis e comparem]. Em 2003, os E.U.A. lideraram uma coligação e invadiram o Iraque sob a premissa de combate ao terrorismo e que iriam encontrar e desmantelar armas de destruição massiva, que nunca apareceram, até hoje. Pois, se não existiam, como poderiam aparecer? Isso acabaria por levar à morte de Saddam Hussein, uma figura anteriormente apoiada pelo Ocidente no início deste ciclo de Saturno-Plutão. Os ataques terroristas de 2001, apenas aumentaram a incerteza sobre a economia, com muitos a predizerem uma recessão mundial que se está a concretizar agora, poucos anos depois. Só que actualmente, o desenvolvimento desta oposição Saturno-Plutão conduziu a uma coisa espantosa: em 2008 o mundo iria assistir ao impensável - vários bancos gigantescos e enormes companhias de seguros fizeram ploff!! Eram as consequências das decisões tomadas no início do ciclo, com o beneplácito de banqueiros, economistas e políticos em todo o mundo - a ganância e o dinheiro virtual.

A SEGUNDA QUADRATURA

O terceiro pico é a quadratura que estamos a viver agora, em 2010 [Wikipedia - anos 10], quadratura iniciada em 2008, bem mais difícil pois estão em signos cardinais. Quando se fala em quadraturas em astrologia mundana, estamos sempre a falar de uma crise. Se estes dois planetas tratam em conjunto dos assuntos económicos e financeiros, sem esquecer a guerra, é bem claro do que estamos a comentar.


Esses poderosos bancos simplesmente caíram e num instante desapareceram dezenas e dezenas de milhares de emprego, assim como bilions de dólares esfumaram-se. Os governos de todo o mundo, em pânico, tiveram que fazer intervenções no mercado, nacionalizando Bancos para o sistema financeiro não ruir completamente. A prosperidade havida com a conjunção de Saturno-Plutão, em Balança, desaparecera. Era a demonstração prática que toda aquela teoria económica reganiana que advogava, a não intervenção estatal, tinha-se ido por um cano de esgoto. Mas o mais curioso, é que apesar desses fenómenos bem recentes, muitos políticos, economistas e banqueiros 'antigos' (não tão 'antigos' assim) ainda pensam que o liberalismo económico é o melhor sistema. Em Portugal, muitos. O mercado que se auto-regule, dizem eles. São milhares de empresas a falirem em todo o mundo, com o respectivo desemprego e a economia a não aguentar. Vê-se!

Dá-se uma mudança drástica no governo americano: o democrata Barack Obama é eleito presidente dos EUA, substituindo o republicano George Bush. Uma das primeiras medidas foi anunciar o fim da guerra com o Iraque. Entretanto, morreram milhares de jovens soldados americanos naquela guerra. Barack Obama, ao fim de 2 anos de mandato não é muito apreciado pelos americanos, pois a recessão está instalada naquele país e Obama deixou de ser visto como o deus salvador.

Como sabemos, existe uma crise financeira e económica em todo o lado. Ditas as coisas assim, não é surpresa para ninguém, pois desde finais de 2008 que não se fala de outra coisa. E isso que era apenas Plutão ingressando em Capricórnio. As coisas agravaram-se com o aproximar desta quadratura. É uma crise cardinal. Todos os dias temos notícias sobre a economia e finanças dos países em amplo desequilíbrio. Empresas em falência, desemprego elevado e famílias com sérios problemas.

Em todos os países as quedas económicas e financeiras são grandes e o desemprego aumenta. Só nos EUA, em Julho, 151.000 pessoas ficaram sem o emprego. Em Junho foram 125.000. Em Portugal é o que se sabe e em todos os países é a mesma coisa. O crescimento económico dos países é muito reduzido e inferior aos anos de 2008 e 2009. A economia americana (a mais avançada do mundo) está a bater no fundo, quase em recessão. Fala-se em descidas da ordem dos 35% em apenas um ano. No entanto, os bancos em todo o mundo e muitas multinacionais, estão a ter lucros inacreditáveis, queixando-se de serem poucos.

Até agora este clima pesado ainda não se reflectiu verdadeiramente no mercado das bolsas de valores. Não me surpreenderia nada que uns dias antes e uns dias depois de 21 de Agosto próximo, ouçamos notícias de desequilíbrio bolsista consideráveis, além de outras de natureza muito séria, a propósito da economia dos países. Bom, na verdade, já está a acontecer. Esta semana as bolsas em todo o mundo iniciaram uma descida brusca. Vai descer ainda mais.

Para aumentar os níveis de tensão, nesse dia, Mercúrio fica retrógrado, esperemos por uns dias muito difíceis, complicados e com dificuldades de entendimento a todos os níveis. Júpiter está metido ao barulho pois faz uma oposição a Saturno e uma quadratura a Plutão, e a coisa a complica-se, ficando mais tensa, pois Júpiter rege a prosperidade e a banca e é coisa que não há, em linhas gerais. No mapa a seguir, de 21 de Agosto, vê-se a interacção de Saturno, Plutão e Júpiter.

Este mapa foi recolhido no blogue «Funk Astrology»,
dos astrólogos Jamie Funk e Marina Funkstar.

É o planeta a mudar as suas regras sociais, a alterar os planos político-ideológico. Como nos aguentaremos nesta barca tão insegura? Nenhum governo sabe. Nenhum político sabe. Nenhum banqueiro sabe. Eu, também não.

Obviamente, virão tempos melhores, pois quando acabar esta quadratura, Saturno, por ser o mais rápido de ambos os planetas irá fazer um sextil (aspecto de 60º) a Plutão, o que provocará uma grande melhoria no sistema económico global; a seguir fará um semi-sextil (aspecto de 30º) adocicando o sistema. Entretanto, apesar destas melhorias, temos que contar com a introdução de mudanças de modelos económicos.

Não nos podemos esquecer que Saturno, sendo lento, vai fazer a sua caminhada com segurança e estando agora em Balança/Libra, passará por Escorpião, onde fará o sextil com Plutão; passará por Sagitário, onde fará o semi-sextil e, finalmente, chegará a Capricórnio, signo que rege e em Janeiro de 2020 iniciarão outro ciclo, quando ambos os planetas se encontrarem no grau 23.

INÍCIO DE NOVO CICLO

Nessa altura (2020) o assunto será simplesmente este: endireitar com muito rigor o que os políticos, economistas e banqueiros 'antigos' estragaram no ciclo actual. Quem estiver vivo assistirá à «guerra» dos poderes. Os da velha guarda permanecerão? Ou surgirão novos gestores, sintonizados com a Nova Era? Acredito que surjam. Até porque o planeta não espera e já está fartinho de 'reclamar'. Simplesmente, está em ascensão e evolução. E nós, seus habitantes na fina crosta do planeta, a seguirmos em frente e para cima.


Os actuais gestores. Clicar na imagem para ampliar.

Querem um exemplo de como a quadratura Saturno - Plutão está a funcionar? Aqui fica este caso: Num relatório divulgado em Julho, Kenneth R. Feinberg, conselheiro executivo especial do governo Obama para a remuneração dos altos executivos americanos, afirmou que 17 grandes empresas financeiras fizeram pagamentos altamente questionáveis ao seus gestores de topo, totalizando 1,58 biliões de dólares, imediatamente após aceitarem outros biliões em forma de ajuda dos contribuintes americanos, pelo que, supostamente, serão objecto de sanções pesadas e terão que devolver dinheiros ao governo, com os respectivos juros. Neste grupo estão gigantes de Wall Street, como Goldman Sachs, JPMorgan Chase e o American International Group e o Boston Financial Holdings.


20 de agosto de 2010

Até à próxima, Daniel

Daniel Miranda
21-05-1941 / 20-08-2010

O Daniel era o marido da minha irmã Rosa Maria, pai dos meus sobrinhos Margarete e Artur e avô do Pedro, Mafalda, Guilherme e Mateus. E, meu amigo.

'Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si e levam um pouco de nós.'


Até à próxima, Daniel.

És um patinho feio ou um cisne lindo? [Blogagem coletiva]



Este post é parte integrante da blogagem coletiva, 'Sensações e emoções'
no Café com Bolos, de Glorinha Leão

Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que tens de ti, com muita paciência e amor, reconstrói.
Não te sintas um patinho feio, mas um cisne lindo.

Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão, sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante, tu és a tua própria criação. E a mais valiosa. Não olhes para trás. Não olhes para os lados. Olha somente para dentro, para bem dentro de ti e faz dali o teu lugar de descanso, conforto e recomposição. Ama-te muito. Faz com que a tua auto-estima seja elevada. Com amor.

Como se faz isso? Como podemos amar-nos muito? Não estamos treinados para tal. Há muitas vidas que nos esquecemos de como nos podemos cuidar e amar.

Não basta dizer com a mente que te amas ou que gostas de ti. Tens que praticar a tua auto-estima, o teu amor próprio. Se não praticares, isso fica apenas no etérico mental e não conduz a lado nenhum. Uma forma positiva do coração te ouvir é felicitar-te diariamente e pessoalmente pelas coisas positivas que consegues executar no teu dia-a-dia. Felicita-te em voz alta, várias vezes ao dia. Aproveitando todas as ocorrências em que conseguiste dar um passo em frente, vencer a tua timidez, executar bem uma tarefa, cumprires bem o que planeaste. Das mais simples às mais complexas situações.

Assim, vais sendo um cisne lindo.

O mais certo foi teres sido tu próprio/a que não te soubeste valorizar. Ainda vais a tempo. Não devemos confundir o ego mental com a vontade indómita de pensarmos que somos os "donos da razão". Por assuntos muito antigos, no teu DNA existe uma partícula ínfima e invisível ao olho humano, que pode ser accionada pela tua alma [ou pela tua hierarquia], para passares por um momento menos sossegado (talvez de dor e sofrimento) e começares a dar atenção ao teu corpo físico e ao teu espírito. Para o amares. Infinitamente. Com todo o cuidado de quem reconstrói algo que se partiu.

O mais certo é termos vivido para os outros, ou continuamos a viver, dedicamo-nos demasiado aos outros, esperámos a aceitação dos outros e esquecemo-nos de nos felicitar diariamente (várias vezes ao dia) por fazermos as coisas bem feitas, por sentirmos que nos valorizavamos, dizendo simplesmente: "Hoje estou feliz e não preciso que ninguém valorize o que ando a fazer. Porque conheço o meu próprio valor."

Pois só assim, amando-te, valorizando-te, poderás amar os outros sem apegos. É assim que crias a tua auto-estima. Sem viveres dependente do amor do teu amado(a). Cria este universo para ti e sê feliz. O mundo agradecerá o teu trabalho interno. E terás o teu retorno.



Visão astrológica:

Saturno em Leão ou na Casa V ou em aspecto ao Sol, no mapa natal pode ser um indicador da necessidade de trabalhar estas questões. Quando Saturno transita por Leão, como o fez há uns anos, ou numa casa V, ou faz um aspecto com o Sol, pode significar que é o momento ideal para cuidarmos do patinho feio que temos em nós e transformá-lo num cisne lindo. Todos aprendemos isto à nossa própria custa e, algumas vezes, da forma mais dolorosa que se possa imaginar. Eu, incluído.

«»«»«»

Este artigo foi escrito por mim em 2006 para o meu já apagado blogue "Postais da Novalis". Foi publicado no “Cova do Urso” no dia 5 Junho 2008. É republicado hoje (20 Agosto 2010), para participar na blogagem colectiva da Glorinha Leão. Este texto circula na internet, sem a respectiva autoria. - António Rosa

17 de agosto de 2010

Os relacionamentos


Recomendação pessoal: a leitura deste post torna-se mais aliciante se, ao mesmo tempo, ouvir o cantor português Carlos Paião, a cantar «Cinderela». É só clicar para iniciar.




No século 18, o químico francês Antoine Lavoisier, nas suas investigações científicas, descobriu que "na natureza nada se perde, tudo se transforma". A mesma lei aplica-se a nós, seres humanos, aos nossos sentimentos e, portanto, também, aos nossos relacionamentos amorosos. Por ser uma lei do universo, não se consegue contrariá-la.

Ou é cumprida ou não. Deve ser entendida, sentida e aprofundada. Se assim for, o “resto” acontece com naturalidade, se existirem as condições apropriadas.

No entanto, atrevo-me a dizer que a maioria de nós não conseguimos entender-nos com os nossos próprios sentimentos amorosos, nem com esta lei aplicada à nossa própria vida.

E criamos obstáculos à execução da mesma, entrando frequentemente, em situações de extrema frustração e/ou depressão, que conduzem a outras situações. Que fique claro, caros leitores/as, que ao longo da minha vida, também não consegui entender esta lei e, muito menos, aplicá-la. Hoje, simplesmente, conheço e vivencio as consequências dessa "falta de atenção" às coisas que me estiveram potencialmente destinadas. E este "destinadas" não tem qualquer conotação com fatalismo. A astrologia explica isto de forma magistral.

Continuemos, por favor. Se "na natureza nada nada se perde, tudo se transforma", então façamos a pergunta essencial: que tudo é este que se transforma? A resposta é simples: a energia. Que transforma a sua forma. Porque é de energia que estamos a falar. A energia é sempre a mesma, o que muda é a forma como se apresenta. Simples. A energia do amor, também. Aquilo que vocês chamam de "amor". Aquilo que acham que é o amor.

Sabemos que os rios, mares e lagos são água em estado líquido. É energia na forma líquida. Também sabemos que o gelo é água em estado sólido. É energia na forma sólida. Igualmente sabemos que o vapor é água em estado gasoso. É energia na forma gasosa. Estas imagens pertencem ao nosso quotidiano. Em casa, todos sabemos utilizar esta energia (água) nas suas diferentes formas. O factor que processa a transformação nessas diversas formas é apenas a temperatura. Ao encontrar as condições apropriadas, a energia muda sempre de forma. Sempre. É uma lei do universo. Nas relações amorosas, também. É a mesma lei.


Outro exemplo conhecido: uma semente é um óvulo já fecundado e quando fertilizado, contém um embrião a partir do qual surge uma planta que crescerá, se encontrar as condições apropriadas. Essa planta dará uma flor que, por sua vez, contém sementes. É o ciclo completo da natureza. Estamos sempre a falar da mesma energia, em que apenas muda a forma. A mesma energia em forma de semente, planta e flor. Nas relações amorosas, também. Em astrologia estamos sempre a falar de ciclos.

Quando pensamos em água, não temos dificuldade em pensar nela como sendo energia. A humanidade tem sabido utilizar esta energia. Porque conseguimos ver a água. Tal como vemos a semente, a planta e a flor. E vemos as diferentes mudanças de formas. Isto conseguimos compreender.

Há energias que não se conseguem ver. O ar que respiramos, a brisa, o vento. Mas sabemos que existe. Não possui energia sólida. É subtil. Mas não tão subtil, ao ponto de não se sentir no nosso próprio corpo, que vibra perfeitamente com a brisa que nos toca, ou o vento que nos fustiga.


Com os sentimentos amorosos dos seres humanos é exactamente da mesma maneira. Não se consegue ver, mas está lá. O sentimento que tu chamas de amor está contigo, desde o momento que nasceste. É uma energia invisível que não te abandona nunca. Expressa-se de formas diferentes. É aqui que podem residir alguns equívocos: achares que o amor que dedicas aos teus pais, teus irmãos, teus filhos e amigos são coisas muito diferentes do amor que sentes pelo companheiro/a. Tudo é a energia do amor, que expressas de formas diferentes. Porque as condições são diferentes.

Por acaso não amas os teus filhos, independentemente da idade que tenham? Então? Em que ficamos? Claro que, quando eles são bébes tens que cuidar deles de uma forma diferente, de quando, mais tarde, são crianças, adolescentes ou adultos. No entanto, o amor é o mesmo. A forma como o expressas é que difere. Disso, não duvidas, pois não? Esse amor acompanha-te ao longo da tua vida. Não desaparece. Se as sogras olhassem para as noras e genros com apreço e gratidão, por estas e estes amarem os filhos/as que elas pariram, criaram, cuidaram e amam... Com as noras e genros, o mesmo. Pois, então! A maioria de nós não consegue pôr a funcionar o 4º Raio da Criação - tentar a Harmonia através do Conflito.

Estou sempre a falar do mesmo: novas vibrações, nova era, novas energias, aquilo que chamamos de espiritualidade... É disto que eu falo, por exemplo, com os exemplos que dei até ao momento, neste texto. Somos nós quem deve iniciar essa mudança. E este "nós", sou eu e "tu", que me estás a ler. A aprendizagem é total e global, porque estamos todos na mesma nave - o planeta Terra. É esta nave que nos está a ensinar a... amar. Aliás, sempre ensinou. E nós, cegos e surdos aos seus ensinamentos. Qualquer dia, escreverei aqui, sobre o significado holístico e metafísico da doença que chamamos "cancro", para ficares a saber que está associada à falta de amor ou, pelo menos, à sensação que se pode ter de faltar amor. É por isto que estudo astrologia. Para entender...

Cresceste e aprendeste a dar nomes diferentes à mesma energia que conheces pelo nome de amor. Amor de mãe. Amor de irmão. Amor filial. Ao amor de amigo, chamas amizade. No entanto, só pensas e classificas de “amor-amor” quando se trata do teu companheiro/a, do teu namorado/a, da pessoa com quem fazes sexo. E iludes-te, pensando que é o amor verdadeiro. Como se as outras formas de amor não fossem verdadeiras. Lá saberás o motivo, talvez porque fazes sexo com esse ser que te acompanha. O sexo faz falta, todos sabemos e gostamos. É bom e é uma energia muito positiva. Daí ter surgido a frase: “fazer amor” que, como saberás, é uma invenção da humanidade, porque o amor não se faz, vive-se. Eventualmente, fazes sexo com o ser amado, o que é diferente. Imagino que não te passa pela cabeça fazer sexo com os teus familiares e amigos [deixemos de fora as excepções negativas, que confirmam a regra, por favor]. Por estas e outras razões, talvez aches que aquilo que sentes pelo companheiro/a é o único e verdadeiro amor.

No ocidente [que conheço melhor] as pessoas são treinadas a acreditarem na ilusão. São múltiplos e enfadonhos os exemplos de ilusão. Anotemos alguns pequenos exemplos que eu tenho ouvido ao longo da vida, sobretudo do lado feminino: “é a minha alma gémea”, “é o único amor da minha vida”, “é o grande amor da minha vida”, “não consigo viver sem ele”, “que vai ser de mim, sem ele?”, “apetece-me morrer porque ele tem outra”. É um tédio. Assim está meia humanidade. Completamente dependente de uma forma de expressão e, sobretudo, de outra pessoa.

Há sempre o secreto sonho de encontrarmos a cara metade com quem se criará uma relação tão duradoura, como a dos nossos avós. Hoje, o exemplo já tem que ser com os avós… Há uns anos podíamos dar os nossos pais, como exemplo de uma relação duradoura. São outros tempos. Não que sejam melhores, apenas diferentes. A energia mudou…

Duas pessoas conhecem-se, sentem-se mutuamente atraídas e iniciam uma relação que se transforma em amorosa.

"Ele lá lhe disse a medo: 'O meu nome é Pedro e o teu qual é?'
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou a Cinderela'"*

*["Cinderela" de Carlos Paião]

Têm em comum uma característica: sentem que alguma coisa dentro deles se alterou. É um sentimento a surgir. É a energia do amor a criar uma nova forma. Essa energia sempre lá esteve. Pertence ao teu Ser único e insubstituível. Simplesmente, está a mudar de forma. Tal como acontece com a água e a semente, a energia do amor toma nova forma por ter encontrado as condições apropriadas.

É exactamente aqui que se geram os maiores equívocos, por desconhecimento, das pessoas. A partir deste momento, entram em jogo outros factores de enorme importância. Entra muita coisa ao barulho, à confusão, que pode turvar essa relação. Habitualmente, esses factores conseguem contaminar a relação amorosa. Quando esta confusão está instalada muitas pessoas vão ao astrólogo/a lamentarem-se das suas vidas. E pedem sinastrias, na esperança que os astros arranjem o que elas próprias estragaram...



Porque a pessoa ao sentir que irrompe um sentimento amoroso dentro de si, encontra-se incapaz de se auto-analisar. Está disposta a se entregar a esse sentimento. Isso é muito bom.

"E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..." *
*["Cinderela" de Carlos Paião]

Se nós fizéssemos tudo para manter a energia amorosa nessa forma de pureza inicial... Se os sentimentos se ficassem por aqui... Simplesmente, que se amassem, que amassem e se deixassem amar pelo outro... É uma oportunidade única e especial que os aparelhos do corpo físico possuem para entrarem em sintonia fina com a alma. Simplesmente, amar. Mas não é assim que, habitualmente, processamos. Quando esse sentimento aparenta ser correspondido, parece entrar em imediatamente em funcionamento os mecanismos que só atrapalham o relacionamento: a personalidade de cada um, o ego exacerbado, a mente e as emoções.

A lei diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma. Essa nova forma do sentimento que surge, não é percebido como simplesmente “amor”, mas sim, entendido, como sendo “um amor exclusivo por aquela pessoa”, não sobrando nada para ela própria. Assim, dificilmente, o relacionamento poderá sobreviver. É apenas uma questão de tempo… Porque nos esquecemos de partilhar assim:

"E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos."*
*["Cinderela" de Carlos Paião]

O resto é feito por uma certa incapacidade de auto-conhecimento de cada um de nós. Se a pessoa acreditar que esse amor é apenas para ser dedicado ao outro, não percebe que, se não se amar primeiro, se não tiver a sua auto-estima bem trabalhada, não está a fazer nenhuma partilha, mas sim uma entrega submissa, cega e sem sentido. Nem sequer é uma dádiva. Simplesmente, está a criar uma enorme dependência pelo outro/a, que será fatal a esse relacionamento. [Talvez esteja na altura de ires a uma consulta de um/a astrólogo/a capaz. Já agora, aproveita e escolhe bem. Se não conheces ninguém, vai à minha lista de linques astrológicos e escolhe. Os melhores estão lá.]

Continuando. O “resto” é confundido com uma miríade de emoções e pensamentos, que são completamente independentes do sentimento amoroso. É nesta fase que se criam as dependências, tão nefastas nos relacionamentos. Praticamente, desde o início, que a relação pode ter entrado em derrapagem, desequilibrando-se, descentrando-se.

Fica assim criado o caminho certeiro para que a energia do amor volte a arrefecer, iniciando nova transformação, recolhendo-se ao sacrário do coração, por não encontrar as condições apropriadas para o seu desenvolvimento.

“Ele é meu”, “ela é minha”. Atitudes de posse, de autoridade, com todas as emoções e pensamentos negativos que isso acarreta. No início, tudo parece bonito, mas aos poucos entram os restantes factores alheios à energia amorosa. Os ciúmes, o poder, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações, etc. Todas estas questões estão muito estudadas e não é minha pretensão explicar estas coisas, aqui. Repararam que até ao momento já mencionei a natureza de todos os planetas e signos do zodíaco? Se estudas astrologia, procura bem.

Se a semente é uma energia que vai transformando a forma até surgir a flor, porque razão, o amor não pode ir assumindo formas diferentes? Porque razão, numa relação amorosa, os parceiros não dão oportunidade a que essa energia (o amor) adquira uma forma realmente amorosa?

Talvez porque todas aquelas atitudes tomadas pela personalidade, ego, mente e emoções - os ciúmes, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações... - foram esticadas ao excesso e passaram a dominar o relacionamento, por vezes de forma tão encapotada que até parece estar tudo bem. Quando não está.

Onde ficou aquela energia que desde o início vocês chamaram de amor?

O amor ficou tapado, entulhado, coberto, cheio de lixo psíquico e mental; escureceu, perdeu brilho, retirou-se, já não está presente. Em suma, voltou a mudar de forma.

E, assim, instala-se o vazio da alma. Mais uma vez, caíste na armadilha de acreditares que apenas és o corpo que tens. Ilusão, pura ilusão. Que consigas fazer melhor, da próxima vez que te enamorares. Sim, porque a vida vai dar-te outra oportunidade. Fica atento/a. Dá uma oportunidade a ti mesmo/a. Mas tenta não repetir o mesmo. Tenta melhorar.

Por favor, não me apareças nas consultas de astrologia, a quereres saber quando te vais apaixonar novamente... pois o mais certo é ouvires coisas sobre Saturno e Plutão - :) - e certamente ficarás desiludido/a.




Se quiser acompanhar a canção, aqui tem a letra para desfrutar.
Basta clicar no 'play' para ouvir a música.




Cantemos «Cinderela» de Carlos Paião:

* Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.

Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"

Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.

Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.

E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..."

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

"Cinderela" de Carlos Paião



Este artigo foi publicado no meu já desaparecido blogue «Postais da Novalis» em Junho de 2006. Foi ligeiramente adaptado para ser publicado no «Cova do Urso» em 17 Agosto de 2008, e hoje (17 Agosto 2010) é republicado sem alterações, pois há novos leitores que não o conhecem.

16 de agosto de 2010

Jesus e Alker - uma história

Um jovem hindú praticante das filosofias budistas vivia nas altas montanhas na Índia oriental. O seu nome era complexo, pois baseava-se na construção tradicional de «filho de Alkermaha». Por isso era conhecido por 'Alker'. Dedicava-se a ensinar às crianças os princípios básicos do budismo, em várias aldeias das montanhas natais.

Vindo de uma família da Índia oriental, Alker aprendera e sabia ouvir os mais velhos, que diziam que iria aparecer na Galileia um profeta; uma pessoa que traria novas informações a quem o quisesse ouvir. E que visitaria a Índia.

Jesus, antes dos seus 3 últimos anos de vida, viajara pelas montanhas do Oriente, durante vários anos a receber informações, a constatar que a Vida tinha que ser outra. Foi nesta viagem que o jovem 'Alker' conheceu o profeta nas montanhas geladas indianas. Foi uma das pessoas que se apaixonou pela forma como Jesus enunciava as suas palestras e passava a sua mensagem. Como os livros hoje nos contam, Jesus foi professorar e estudou na Índia, principalmente as histórias dos Vedas e as filosofias budistas.


Esse contacto foi emocionante e decisivo para a vida do jovem Alker. O contacto com Jesus provocou-lhe um impacto muito emotivo; naquele momento, encontrou a sua chave de vida. E nunca mais o largou, acompanhou-o
sempre! Não era um criado, pois Jesus não tinha posses para pagar a ninguém. Era um acompanhante. Uma pessoa com quem Jesus falava muito. Antes até de, mais tarde, terem surgido os Apóstolos.

Alker era um homem culto, conhecedor, um sábio apesar de jovem, um homem que, depois, foi ocupando o papel de um servidor pessoal de Jesus. Estava, simplesmente, ao Serviço. Mas, lembremo-nos, que, na Índia, o Alker era um homem de fé. Após ter contactado com o mestre Jesus, decidiu segui-lo definitivamente e essa fé tomou outros contornos mais precisos. Foi como se Jesus o tivesse iniciado no Amor e ele, como discípulo, à boa maneira indiana, seguiu-o, serviu-o, conviveu com o mestre.

Nessa altura, Jesus andou também por outras paragens. Foi um tempo deambulações, de preparação para a sua vida pública, na Judeia. Foi um tempo de deixar a semente em vários pont
os do mundo oriental. Alker acompanhou-o sempre. Era um amor incondicional, aquele que o jovem budista Alker sentia e por isso acompanhou sempre Jesus, até à sua morte. Hoje, em linguagem moderna, dir-se-ia que o seu vínculo e a sua conexão estavam intimamente ligadas à energia de Sananda.

Alker foi uma das muitas pessoas que se apaixonou pela forma como Jesus enunciava as suas palestras e passava a sua mensagem. A sua atribuição mais física no entorno de Jesus, era uma daquelas pessoas que não sendo um dos Apóstolos, tinha o papel de levar o pão e o vinho a Jesus quando havia as reuniões. Actos simples mas sagrados e que só pessoas de confiança poderiam executar. A parte mais intelectual da convivência entre ambos residia nas longas conversas havidas para aprofundarem os pontos de união muito fortes que Jesus possuía com a filosofia budista, linha judaica, a espiritualidade e o Pai.


Jesus, como homem, tinha uma postura impressionante; não precisava falar. A aura de energia à sua volta era tão grande que, quando entrava, tudo se harmonizava e silenciava. Isso aconteceu em todas as viagens que Jesus e os seus Apóstolos fizeram, acompanhados do seu séquito pessoal.
Foi assim que Alker manteve uma conexão profunda com a energia de Jesus, hoje conhecido como Sananda.


Muito, muitos e muitos anos depois, Alker, já então muito idoso e a viver de novo nas montanhas da Índia, soube a que ligação a Jesus era bem anterior ao seu primeiro contacto físico, pois este budista estivera em contacto com Micah, em estado não corpóreo, para aprender como formatar a energia do Eu Superior. Sendo Jesus, uma auto-emanação de Micah, fazia sentido que estas almas estivesses destinadas a se encontrarem e a estarem ligadas a quando da auto-outorgação de Micah, na pessoa do bebé Jesus da Nazaré.

Se quiser, deixe comentário, clicando aqui.

Osho Festival Internacional no Brasil


Osho Festival Internacional no Brasil, dia 7 de Setembro de 2010. Um evento internacional formatado no padrão do Osho International na Índia - Poona. Já tendo acontecido na Itália, Israel, Portugal, Alemanha, Argentina, Espanha e agora no Brasil. Muitas meditações, shows, eventos, workshops, oficinas e uma natureza de tirar o fôlego na bela Chapada dos Veadeiros.

Garanta a sua inscrição: www.oshobrasil.com

14 de agosto de 2010

Já chegou o ciclo do romance, do muito sexo e, talvez do amor



Pois é minhas amigas e meu amigos, se depois de lerem este artigo, não resolverem alguns 'problemas' da vossa vida, tenham por certo que irão ficar na fila de espera durante mais algum tempo, sobretudo até finais de 2012 ou, na pior das hipóteses, em 2015. É muito tempo, não? Sobretudo para estas questões dos relacionamentos, muito e saboroso sexo e, TALVEZ, a questão amorosa fique solucionada.
Aproveitem este movimento único, para claramente deixarem entrar o «amor» nas vossas vidas: amar e ser amado.

Vénus é o nome romano para a grega Afrodite, deusa do amor, graça, bele
za e êxtase sexual. Vénus também tem sido chamado de "jóia do céu", "Eosphorus como a estrela da manhã e Hesperus como a estrela da noite"; do ponto de vista dos astrónomos moderno, Vénus é "planeta irmão da Terra", e do ponto de vista um astrólogo, o complemento "de integração com Marte".


Vamos entrar num período único em que Vénus e Marte estarão em contacto próximo, pois ao longo dos próximos nove meses, e devido a um retrocesso de seis semanas de Vénus, em Outubro e Novembro, haverá três conjunções seguidas Vénus-Marte entre agora e Maio de 2011. A saber:


1ª conjunção Vénus-Marte: 20 Agosto 2010 em Libra
2ª conjunção Vénus-Marte: 3 Outubro 2010 em Escorpião

Vénus ficará em movimento retr
ógrado de 8 de Outubro até 18 de Novembro

3ª e última conjunção Vénus-Marte:
23 Maio 2011 em Touro

Todos os anos há uma conjunção entre Marte e Vénus. Mas haver três conjunções não é frequente. Estes movimentos de tripla conjunção fazem parte de um ciclo que se repete a cada 77 meses, que por sua vez faz parte de um ciclo maior de mais de 32 anos entre Vénus e Marte.

Devemos aproveitar este período prolongado para tentarmos resolver as nossas questões pessoais, pois são estas que impedem que o amor surja nas nossas vidas.
Mapa da 1ª conjunção Vénus-Marte a 20 Agosto 2010 em Libra
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Outros nomes culturais para Vénus incluem: a Ishtar babilónica, a sírio-palestina deusa Ashtart; os astecas: Tlahuixcalpantecuhtli (que significa "Senhor da Casa de Dawn."), Uma aparição de Quetzalcoatl, a serpente emplumada, a Maya: Kukulcan (Vénus Maia foi o patrono da guerra, várias batalhas coincidindo com o alinhamento significativo de Vénus), e o Sif Norse, conhecido por sua "fidelidade conjugal."

Vénus é o único nome d
e planeta do sistema solar, tem nome de uma Deusa.

Minha querida leitora: você é a Vénus. Ame-se para ser amada.


Ora bem, parece-me claramente que todas as mulheres e homens cuja vida amorosa e sexual sejam de pouco significado ou mesmo mini-existentes, creio que este ciclo é o propício para se empenharem e (re)encontrarem a vossa cara metade que está em casa ou partirem para outra história de amor. Algumas pessoas gostam de chamar «alma gémea», mas isso é mais difícil.

Mas tem que haver consciência! Profunda! Querer amar e ser amado!

Será que as casados ou os casados que sentem um fastio na relação vão poder passar por este mesmo este ciclo Vénus-Marte nos traz, sem que nada aconteça nas suas vidas? Claro que têm que trabalhar a líbido e o amor próprio, para as coisas funcionarem bem.


Ainda falava eu esta semana com um cliente jov
em (quarenta e poucos), que me dizia que os 15 dias passados na praia, no Algarve foram piores (no que à intimidade do casal diz respeito) do que se estivessem em casa no dia-a-dia. Há sempre desculpas para nada acontecer. Inventam sempre uma desculpa, elas e eles. Imagine que programam uma saída ao fim da tarde e ela capricha imenso na roupa, na maquilhagem, no cabelo e ele, com quem está casado há vários anos, ao vê-la tão bonita, tem um repente, levanta-se e tenta abraçá-la e dar-lhe um beijo. O que fez ela imediatamente? Reclamou dizendo, 'olha que me amarrotas e que tenho que retocar o baton'. E não se dá conta que ele pensa que houve épocas que ela se arrumava para ele e que agora, arruma-se para os outros.

A líbido está a desaparecer dos casais. Parece que o tesão só está para servir os outros/as, em esquemas de ocasião.



Vénus gira na direcção oposta em relação à Terra e à sua rotação em torno do Sol. Assim, em Vénus, o Sol e as Estrelas Fixas nasceriam a oeste. Um dia de Vénus é maior que o seu ano, mas é preciso Vénus ter 243,0187 dias terrestres para fazer uma rota
ção, e 224,701 dia da Terra em órbita do Sol. O dia de Vénus é exactamente dois terços de um ano da Terra. Como Vénus gira uma vez a cada dois terços de um ano a volta da Terra, Vénus gira exactamente doze horas no período de oito anos pentagonal - mostrando assim o mesmo lado do corpo para a Terra no período de oito anos.

Esta ressonância quase perfeita com a harmonia entre o dia de Vénus e o ano da Terra é uma das astrofísicas mais dinâmicas par
a criar o personagem gentil e harmoniosa astrológico de Vénus. Este é um dos motivos porque Vénus é considerado um planeta benéfico no zodiaco.

Este ciclo de 3 contactos entre Vénus e Marte é das poucas oportunidades em que a alma quer mesmo encontrar a companhia de outra alma. Por isso é que são ciclos bastante rápidos (cerca de 9 meses). Deixe a sua alma expressar-se. É a iluminação a dar-se.


Mapa da 2ª conjunção do ciclo Vénus-Marte: 3 Outubro 2010 em Escorpião
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Se a conjunção com Vénus retrógrada cair em um grau que conjuga uma luminária ou um ângulo do mapa natal, em seguida, esse período poderia ser especialmente potente para uma metamorfose pessoal.

A conjunção próxi
ma de Vénus e Marte no início de Outubro estará em 12° Escorpião, e a casa natal em que cabe também será activada para os próximos anos.

Nos tempos modernos, desde 1960, uma aberração ocorreu neste ciclo de trânsito de Vénus, e Marte, com uma retrogradação, em que a conjunção de Vénus já não se rep
ete exactamente a cada 77 meses exactamente como antes, o que contribuiu para um declínio da sociedade, sobretudo na reflexão pessoal sobre os prazos dos relacionamentos, que teria conduzido a uma melhoria do auto-conhecimento sobre a própria responsabilidade pessoal para os problemas no relacionamento. Como resultado, sem que a introspecção exista como necessária, a sociedade evoluiu para padrões de relacionamento que se repetem várias vezes em uma sequência contra-produtiva de monogamia. Dão por terminada uma relação com muita facilidade. Casam-se ou juntam-se com muita facilidade e logo em seguida separam-se. Tudo com muita facilidade e aparente futilidade.

É a criação constante do vazio de alma. A próxima retrogradação e conjunção de Vénus com Marte directo não ocorrerá antes de 2015. Querem esperar tanto tempo para se sentirem amadas e poderem amar, também?



Mapa da 3ª e última conjunção deste ciclo Vénus-Marte: 23 Maio 2011 em Touro
Clique para ampliar

Não se esqueça de agradecer ao céu.


Esta conversa é para todos, tá?
Que ninguém se sinta excluído.






Recomendo leitura complementar, com muitos pormenores de
grande riqueza astrológica, lendo o artigo da astróloga
Ana Cristina Corrêa Mendes, «Aproveitando».




13 de agosto de 2010

O ciclo Saturno - Plutão [especial: 21 de Agosto]


Este artigo sobre o ciclo de Saturno-Plutão foi idealizado com a intenção de poder fazer pedagogia astrológica, sem assustar ninguém, pois apenas pretendo informar, educar e ajudar na discussão sobre um dos ciclos mais importantes do Zodíaco.

Tudo isto porque, dentro de poucos dias, a 21 de Agosto de 2010, viveremos um momento culminante do ciclo Saturno-Plutão, pois nesse dia farão uma quadratura exacta [aspecto tenso de 90º]. Saturno estará em Balança/Libra e Plutão em Capricórnio. Exactamente no grau - 2º 56’. Portanto, em signos cardinais. Esta quadratura fazia parte da recente
Grande Cruz. O céu dessa quadratura estará como pode ver no mapa que apresento a seguir.

Leitura 'obrigatória' de dois textos afins a esta quadratura, a propósito do mapa do 'Euro', da astróloga Ana Cristina Corrêa Mendes: aqui e aqui.



Mapa com a quadratura Saturno - Plutão no próximo dia 21 de Agosto.
Clicar na imagem para ampliar.

O PROCESSO DO CICLO

Gostaria de passar uma imagem que servisse de comparação aos ciclos astrológicos. Um ciclo astrológico inicia-se com a conjunção [separação entre eles: 0º] entre dois planetas. Comparo à fase em que se deitam as sementes na terra. O que for feito nesta conjunção terá consequências e repercussões no resto do ciclo, consoante a natureza dos signos onde os 'aspectos' ocorrerem. Depois da conjunção vem a primeira quadratura
[separação entre eles: 90º], que é a fase em que as nossas sementes já se transformaram em arbustos e terão que resistir às intempéries para sobreviver. Após a primeira quadratura o ciclo configura-se com uma oposição [separação entre eles: 180º] entre os dois planetas. Nesta fase o arbusto cresceu e já deu flor, apresentando as consequências de tudo aquilo que fora feito na conjunção e na quadratura anterior. A fase seguinte é a segunda quadratura [separação entre eles: 90º] e podemos representá-la como a fase em que o arbusto cresceu, amadureceu e dá frutos. Serão frutos amargos ou saborosos? É o remate final das decisões tomadas na conjunção. É quando já não há volta a dar. Certamente, com esta comparação, o leitor deve ter-se lembrado do ciclo lunar. É equivalente, só que dura muitos anos. No caso do ciclo Saturno-Plutão, dura cerca de 40 anos.

Quando a quadratura entre os dois planetas tão poderosos vai-se aproximando do seu ponto exacto, nós, como indivíduos e o mundo em geral, já estamos a sentir os efeitos dos temas Saturno-Plutão há alguns meses ou, talvez, há 2 anos e só agora encontramos as provas que podem conduzir a situações de instabilidade. O medo é uma palavra pequena, mas que descreve uma emoção muito grande e potencialmente muito destrutiva. Se alguém está a sentir medo, deve questionar esse sentimento e descobrir de onde está a vir, antes de poder decidir o que fazer em seguida. O medo está na nossa mente, não na nossa alma, porque o ser humano, com dificuldade se entrega ao dia-a-dia com entusiasmo, amor e alegria. Gostamos de estar pre-ocupados. A aprendizagem do 'aqui e agora' é feita com bastante dificuldade. Mas o contexto deste artigo é a análise mundana e não a dos nossos mapas natais.

O ideal seria as pessoas terem o hábito de consultar o seu astrólogo pelo menos uma vez por ano com o desejo real de poder absorver e, posteriormente, preparar-se, para possíveis temas da sua vida, sobretudo a nível mental e emocional, sejam eles assuntos de 'grande' importância ou de 'menor' significado. Mas não! Vão ao astrólogo porque, habitualmente, ou já estão em fase de perda [oposições e quadraturas], ou para lá caminham. Não me importava de ter um mealheiro onde juntaria as vezes que tenho perguntado em consultas: 'E não percebeu, não sentiu, não intuiu que a 'coisa' [seja o que for] já se estava a formar?'

Não se esqueça, por favor, que os planetas não fazem as coisas acontecerem, elas simplesmente reflectem o que acontece com o mundo aqui na Terra e nas nossas vidas individuais. Em cima, como em abaixo. É muito fácil com Saturno-Plutão cairmos numa mentalidade fatalista, negando assim a oportunidade para o desenvolvimento e crescimento. Vou deixar aqui algumas das muitas palavras que habitualmente estão ligadas a Saturno-Plutão.

Perda - Força de Pressão - Medo do futuro - O medo do fracasso - O medo de "escuro" - Negatividade - Escondendo / enterrar a cabeça na areia - Crise - Retracção / Restrição / Retirada / recessão / depressão - Difícil, difícil, o trabalho - Cavando fundo - Enfrentar os seus 'demónios' - Encontrar o caminho através da alma - Assumir a responsabilidade - Pedir ajuda * e muitas mais possibilidades, que não se colocam aqui, para não estendermos o post.

O escritor, professor universitário e astrólogo Richard Tarnas, no seu livro «Cosmos and Psyche», (Pg.210), resume o ciclo Saturno-Plutão do seguinte modo:

«... [A conjunção, quadratura e oposição] são alinhamentos do ciclo de Saturno-Plutão que coincidem com períodos históricos especialmente desafiadores, marcados por uma qualidade fundamental da contracção intensa: épocas de crises e conflitos internacionais, a capacitação das forças reaccionárias e impulsos totalitários, organizando a violência e a opressão, todas as vezes marcado por duradouro efeitos traumáticos. Uma atmosfera de gravidade e tensão ... um sentimento generalizado de encerramento de época: "o fim de uma época ", "o fim da inocência", a destruição de um modo de vida anterior que, em retrospectiva, pode parecer ter sido marcada pela indulgência generalizada, ingenuidade, negação e da inflação. Profunda transformação foi um tema dominante ... através da contracção, a reacção conservadora, crise e término.» [tradução de minha responsabilidade]

Quando falamos do ciclo Saturno-Plutão, a nível mundano [países, regiões, planeta] estamos sempre a tratar de dois assuntos em simultâneo: economia e finanças. Saturno rege a economia e Plutão, as finanças. E ambos, em conjunto podem tratar de outro tema: a guerra.

Deixo aqui uma informação necessária: neste artigo dou datas precisas dos movimentos do ciclo Saturno-Plutão, mas é importante lembrarmo-nos que esses eventos têm uma duração muito mais ampla. Ocupa um período de cerca 2 a 3 anos, pois há que contar com as retrogradações e os diversos encontros e aproximações que os planetas fazem entre si.

O actual ciclo Saturno-Plutão iniciou-se com a conjunção em 1982. Desde então, este ciclo passou por três picos muito importantes: uma quadratura em 1993, uma oposição em 2001 e a actual quadratura de 2010. O ciclo terminará com o novo ciclo que se aproxima: a conjunção de Janeiro de 2020, em Capricórnio. [Cada ano está lincado a uma página na Wikipedia para ajudar o leitor nas suas investigações.]

O INÍCIO DO CICLO - A CONJUNÇÃO

Este ciclo teve início com a conjunção dos dois planetas em Novembro de 1982 (avançando por 1983) [Wikipedia - anos 80] , no signo de Balança/Libra. Os mais velhos devem recordar-se que os anos 80, em linhas globais, representou uma época de prosperidade material e social. Recordo-me, por exemplo, que em Portugal foi criado o Sistema Nacional de Saúde, o que foi de grande benefício para o povo em geral. A Europa reconstrui-se e expandiu-se, admitindo mais países. A economia com o Leste aumentou, assim que o muro de Berlim caiu. Surgiram novos países a partir desta situação. Foi nos anos 80, também, que os ainda Soviéticos se meteram em guerra com o Afeganistão, uma situação que fez ascender o movimento islâmico Talibã e, posteriormente, os inúmeros mártires islâmicos que, enrolados em granadas e bombas, se imolavam em locais públicos, assassinando centenas de pessoas nesta guerra aparentemente religiosa, espalhando o terrorismo em várias partes do mundo, com as consequências que se conhecem. Apesar de todo o movimento social e económico que os anos 80 trouxeram, era suposto que os gestores, banqueiros, políticos e donos do dinheiro tivessem aprendido alguma coisa, muito para além do aproveitamento próprio ou empresarial. Não esqueçamos que foi a década do Reaganismo e Thatcherismo, economicamente marcados pela total desregulamentação dos mercados e a subida dos salários milionários dos gestores de topo. Balança/Libra é um signo tão simpático...

A PRIMEIRA QUADRATURA

O primeiro pico foi na quadratura havida em Março de 1993 [Wikipedia- anos 90] (mapa mais abaixo), que não se dava em signos cardinais. Quem não se lembrar desse ano,
deixo aqui o link para a Wikipédia, sobretudo para os mais jovens perceberem do que se está a falar. A primeira quadratura, ou primeira crise deste ciclo dava-se de forma discreta quando os Talibãs assumiam o poder no Afeganistão, fruto do apoio decisivo dos EUA no passado. Eram as sementes mal plantadas do início do ciclo, que agora se tinham transformado em arbustos fortes. O nome de Osama bin Laden passa a ser conhecido em todo o mundo, com os efeitos que sabemos. As 'jihad' passaram a estar na ordem do dia. O resultado foi visto anos mais tarde: o ataque e destruição do World Trade Center, em Nova Iorque, em 2001, em plena oposição Saturno-Plutão.


A OPOSIÇÃO

Obviamente que no mundo não se dava apenas a guerra no Afeganistão, pois um pouco por todo o lado os estados de ânimo estavam exaltados. Ao referir-me a estes acontecimentos em concreto é por serem do conhecimento comum, devido à cobertura mediática que tiveram.

A oposição entre Saturno e Plutão deu-se em 2001 [Wikipedia - anos 2000]. O acontecimento mais emblemático para todo o mundo foi o
o ataque e destruição do World Trade Center, em Nova Iorque, em 2001. Nesse ano George W. Bush era o presidente dos Estados Unidos da América. O ex-presidente jugoslavo Slobodan Milosevic é preso e julgado por crimes contra a humanidade. A resposta do Ocidente aos atentados terroristas ao World Trade Center em Nova Iorque e no Pentágono em Washington, foi a guerra contra o terror, incluindo a invasão do Afeganistão numa tentativa de capturar Osama bin Laden, [que nunca conseguiram] destruir a Al-Qaeda [que nunca conseguiram] e remover o regime Talibã, um regime que os EUA haviam ajudado no poder durante a guerra com os soviéticos - vira-se o feitiço contra o feiticeiro. Em 2003, Luís Inácio Lula da Silva assume a presidência da República Federativa do Brasil e apesar das constantes críticas internas, o Brasil deu um salto em frente gigantesco e hoje é uma é uma potência em todo o mundo. [Alguns amigos brasileiros não vão gostar de eu achar que o Lula tem feito o melhor trabalho possível. Lembrem-se do tempo da ditadura dos coronéis e comparem]. Em 2003, os E.U.A. lideraram uma coligação e invadiram o Iraque sob a premissa de combate ao terrorismo e que iriam encontrar e desmantelar armas de destruição massiva, que nunca apareceram, até hoje. Pois, se não existiam, como poderiam aparecer? Isso acabaria por levar à morte de Saddam Hussein, uma figura anteriormente apoiada pelo Ocidente no início deste ciclo de Saturno-Plutão. Os ataques terroristas de 2001, apenas aumentaram a incerteza sobre a economia, com muitos a predizerem uma recessão mundial que se está a concretizar agora, poucos anos depois. Só que actualmente, o desenvolvimento desta oposição Saturno-Plutão conduziu a uma coisa espantosa: em 2008 o mundo iria assistir ao impensável - vários bancos gigantescos e enormes companhias de seguros fizeram ploff!! Eram as consequências das decisões tomadas no início do ciclo, com o beneplácito de banqueiros, economistas e políticos em todo o mundo - a ganância e o dinheiro virtual.

A SEGUNDA QUADRATURA

O terceiro pico é a quadratura que estamos a viver agora, em 2010 [Wikipedia - anos 10], quadratura iniciada em 2008, bem mais difícil pois estão em signos cardinais. Quando se fala em quadraturas em astrologia mundana, estamos sempre a falar de uma crise. Se estes dois planetas tratam em conjunto dos assuntos económicos e financeiros, sem esquecer a guerra, é bem claro do que estamos a comentar.


Esses poderosos bancos simplesmente caíram e num instante desapareceram dezenas e dezenas de milhares de emprego, assim como bilions de dólares esfumaram-se. Os governos de todo o mundo, em pânico, tiveram que fazer intervenções no mercado, nacionalizando Bancos para o sistema financeiro não ruir completamente. A prosperidade havida com a conjunção de Saturno-Plutão, em Balança, desaparecera. Era a demonstração prática que toda aquela teoria económica reganiana que advogava, a não intervenção estatal, tinha-se ido por um cano de esgoto. Mas o mais curioso, é que apesar desses fenómenos bem recentes, muitos políticos, economistas e banqueiros 'antigos' (não tão 'antigos' assim) ainda pensam que o liberalismo económico é o melhor sistema. Em Portugal, muitos. O mercado que se auto-regule, dizem eles. São milhares de empresas a falirem em todo o mundo, com o respectivo desemprego e a economia a não aguentar. Vê-se!

Dá-se uma mudança drástica no governo americano: o democrata Barack Obama é eleito presidente dos EUA, substituindo o republicano George Bush. Uma das primeiras medidas foi anunciar o fim da guerra com o Iraque. Entretanto, morreram milhares de jovens soldados americanos naquela guerra. Barack Obama, ao fim de 2 anos de mandato não é muito apreciado pelos americanos, pois a recessão está instalada naquele país e Obama deixou de ser visto como o deus salvador.

Como sabemos, existe uma crise financeira e económica em todo o lado. Ditas as coisas assim, não é surpresa para ninguém, pois desde finais de 2008 que não se fala de outra coisa. E isso que era apenas Plutão ingressando em Capricórnio. As coisas agravaram-se com o aproximar desta quadratura. É uma crise cardinal. Todos os dias temos notícias sobre a economia e finanças dos países em amplo desequilíbrio. Empresas em falência, desemprego elevado e famílias com sérios problemas.

Em todos os países as quedas económicas e financeiras são grandes e o desemprego aumenta. Só nos EUA, em Julho, 151.000 pessoas ficaram sem o emprego. Em Junho foram 125.000. Em Portugal é o que se sabe e em todos os países é a mesma coisa. O crescimento económico dos países é muito reduzido e inferior aos anos de 2008 e 2009. A economia americana (a mais avançada do mundo) está a bater no fundo, quase em recessão. Fala-se em descidas da ordem dos 35% em apenas um ano. No entanto, os bancos em todo o mundo e muitas multinacionais, estão a ter lucros inacreditáveis, queixando-se de serem poucos.

Até agora este clima pesado ainda não se reflectiu verdadeiramente no mercado das bolsas de valores. Não me surpreenderia nada que uns dias antes e uns dias depois de 21 de Agosto próximo, ouçamos notícias de desequilíbrio bolsista consideráveis, além de outras de natureza muito séria, a propósito da economia dos países. Bom, na verdade, já está a acontecer. Esta semana as bolsas em todo o mundo iniciaram uma descida brusca. Vai descer ainda mais.

Para aumentar os níveis de tensão, nesse dia, Mercúrio fica retrógrado, esperemos por uns dias muito difíceis, complicados e com dificuldades de entendimento a todos os níveis. Júpiter está metido ao barulho pois faz uma oposição a Saturno e uma quadratura a Plutão, e a coisa a complica-se, ficando mais tensa, pois Júpiter rege a prosperidade e a banca e é coisa que não há, em linhas gerais. No mapa a seguir, de 21 de Agosto, vê-se a interacção de Saturno, Plutão e Júpiter.

Este mapa foi recolhido no blogue «Funk Astrology»,
dos astrólogos Jamie Funk e Marina Funkstar.

É o planeta a mudar as suas regras sociais, a alterar os planos político-ideológico. Como nos aguentaremos nesta barca tão insegura? Nenhum governo sabe. Nenhum político sabe. Nenhum banqueiro sabe. Eu, também não.

Obviamente, virão tempos melhores, pois quando acabar esta quadratura, Saturno, por ser o mais rápido de ambos os planetas irá fazer um sextil (aspecto de 60º) a Plutão, o que provocará uma grande melhoria no sistema económico global; a seguir fará um semi-sextil (aspecto de 30º) adocicando o sistema. Entretanto, apesar destas melhorias, temos que contar com a introdução de mudanças de modelos económicos.

Não nos podemos esquecer que Saturno, sendo lento, vai fazer a sua caminhada com segurança e estando agora em Balança/Libra, passará por Escorpião, onde fará o sextil com Plutão; passará por Sagitário, onde fará o semi-sextil e, finalmente, chegará a Capricórnio, signo que rege e em Janeiro de 2020 iniciarão outro ciclo, quando ambos os planetas se encontrarem no grau 23.

INÍCIO DE NOVO CICLO

Nessa altura (2020) o assunto será simplesmente este: endireitar com muito rigor o que os políticos, economistas e banqueiros 'antigos' estragaram no ciclo actual. Quem estiver vivo assistirá à «guerra» dos poderes. Os da velha guarda permanecerão? Ou surgirão novos gestores, sintonizados com a Nova Era? Acredito que surjam. Até porque o planeta não espera e já está fartinho de 'reclamar'. Simplesmente, está em ascensão e evolução. E nós, seus habitantes na fina crosta do planeta, a seguirmos em frente e para cima.


Os actuais gestores. Clicar na imagem para ampliar.

Querem um exemplo de como a quadratura Saturno - Plutão está a funcionar? Aqui fica este caso: Num relatório divulgado em Julho, Kenneth R. Feinberg, conselheiro executivo especial do governo Obama para a remuneração dos altos executivos americanos, afirmou que 17 grandes empresas financeiras fizeram pagamentos altamente questionáveis ao seus gestores de topo, totalizando 1,58 biliões de dólares, imediatamente após aceitarem outros biliões em forma de ajuda dos contribuintes americanos, pelo que, supostamente, serão objecto de sanções pesadas e terão que devolver dinheiros ao governo, com os respectivos juros. Neste grupo estão gigantes de Wall Street, como Goldman Sachs, JPMorgan Chase e o American International Group e o Boston Financial Holdings.


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