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Jodie Foster - O retorno do seu Quíron em Peixes leva-a a assumir publicamente a sua homossexualidade

15 de janeiro de 2013 · 9 comentários



Jodie Foster - O retorno do seu Quíron em Peixes leva-a
a assumir publicamente a sua homossexualidade,
na verdade, um segredo conhecido por muitos

Nos Globos de Ouro de 2013, foi atribuído a Jodie Foster o prémio Cecile B. DeMille, dado por uma bela e muito bem merecida carreira cinematográfica. Quem não se lembra de filmes como: «Taxi Driver», «Contacto» e «O Silêncio dos Inocentes»? São apenas alguns de uma longa e esplêndida carreira profissional, como actriz, realizadora e produtora.

No discurso de aceitação do prémio, Jodie Foster informou publicamente que era lésbica, o que era absolutamente notório e bastante pública, mas que a actriz de 50 anos nunca o tinha dito oficialmente. Foi a mais elegante «saída do armário» [come out] que vi até hoje, numa emocionada e bem articulada frase em que se referiu à sua 'moderna família' (parceira e os filhos Charles e Kit, que estiveram presentes na cerimónia) e a Cydney Bernard, sua 'alma irmã nesta vida', apesar de ser ex-companheira amorosa.


Os filhos de Jodie Foster, Charles (14 anos) e Kit (12 anos),
que estiveram presentes na cerimónia em que a mãe foi estrela maior.


Jodie Foster com os seus filhos Charles (14 anos) e Kit (12 anos).


Jodie Foster foi acompanhada pelo seu amigo de longa data Mel Gibson (à esquerda) e os seus dois filhos. Na mesa, a apoiá-la também esteve presente a sua ex-companheira, Cydney Bernard.



JODIE FOSTER
19 Novembro 1962
8h14
Los Angeles, California, EUA

O mapa de trânsitos da actriz para Janeiro 2013

Clique no mapa para o ampliar e assim poder verificar que, em trânsito, Quíron está a fazer o seu retorno, o que acontece com todos nós, por volta dos 50 anos.

Quíron natal de Jodie Foster está a 6º 09' de Peixes, na Casa III. E o Quíron de trânsito também está no grau 6 de Peixes.

Tenho explicado em muitos textos que acredito que Quíron é o planeta do «como fazer» para se processar a iniciação da alma, quando já vivemos o suficiente para percebermos que nos temos que ligar ao Alto e ao nosso interno.

O silêncio que mantinha sobre o ser lésbica, era um assunto que a preocupava, pois preferia libertar a sua mente e o seu coração dizendo a verdade ao mundo. Não que o mundo não soubesse já, mas oficialmente ela mantinha-se calada.

Este mapa astrológico é perfeito, pois processando-se este retorno de Quíron na Casa III, a casa da mensagem, da informação e da comunicação, o ela ter escolhido esta entrega de prémios dos Globos de Ouro, com as televisões de todo o mundo a transmitirem em directo.

Cumpriu com o propósito da sua alma e fez uma bela iniciação a assuntos internos muito poderosos. Foi a «saída do armário» [come out] mais elegante que vi até hoje. 


Aquele que se supõe ser o pai biológicos dos filhos de Jodie Foster.
O produtor Randy Stone, que teve um «caso» prolongado com a actriz, numa fotografia de 1999, por ocasião dos prémios Emmy. Convém lembrarmo-nos que estes filhos são biológicos da actriz, só que
na altura, ela recusou-se a dizer quem era o pai biológico. 


Jodie Foster e a ex-companheira Cydney Bernard, numa foto de 2005. Cydney Bernard, juntamente com Jodie Foster, tem a responsabilidade partilhada da paternidade / maternidade das crianças.

.

Filmes da minha vida - «Contacto»: será que o universo desperdiça espaço?

2 de outubro de 2012 · 3 comentários


«O universo é tão abismalmente grande e com tantas galáxias que se só no nosso planeta houvesse vida inteligente, o que seria um enorme desperdício.»

Esta frase [mais ou menos] foi dita em duas ocasiões diferentes no filme «Contacto» [1997] por Jodie Foster e Matthew McConaughey dentro do contexto da obra.

Um bonito e intenso filme, bem ritmado e com excelentes interpretações.

O filme foi baseado no romance com o mesmo título de Carl Sagan, publicado em 1985. Foi realizado / dirigido por Robert Zemeckis, que teve que ceder em algumas partes para deixar as consciências norte-americanas mais sossegadas. O eterno medo do desconhecido, muito bem aproveitado pelo Governo Sombra do Mundo.

Foi um filme envolto em polémicas da era Clinton e encabeçadas pela CNN que não gostou de se ver retratada no filme, como se isso não acontecesse todos os dias e várias vezes por dias.

O filme conta a história de uma cientista e a sua incessante busca por contacto com alguma civilização extraterrestre. O resto não vou contar... :))) Em vez de ficar agarrado a uma novela, alugue este filme na tv por cabo. Prometo-lhe 2 horas absolutamente impecáveis de cinema fantasiado e de como é o mundo [que ainda não mudou tanto assim] 15 anos depois [hoje, em 2012]

A opinião geral dos espectadores jovens é que não apreciam o filme pois não há lutas entre facções rivais. Isso, só mesmo na casa dos segredos... :))

Na verdade, o filme não deve ser colocado na lista dos habituais filmes de ficção científica, pois é muito mais que isso. Trata de questões superiores, como  a frase com que início o post. É, antes de mais, uma história que nos coloca questões, ou, a QUESTÃO MAIOR: quem somos e de onde viemos? Ou, o que somos? Estamos sós? Tem um dos mais brilhantes diálogos que já me foi dado apreciar em cinema. Ah, e a Jodie Foster está brilhante, sim.

O filme «Contacto» tenta explicar-nos de que forma poderíamos fazer uma viagem interestrelar e quando chegássemos ao destino que tipo de formas de vida iríamos encontrar e como comunicar com elas. Quanto a mim achei extraordinária a forma que Carl Sagan imaginou, simplesmente Ellie [Jodie Foster] encontra-se inconsciente e através da mente os de Vega comunicam com ela pela memórias do seu pai e terá sido esse facto que o público não terá entendido. Deixo a pergunta: de que outra forma achamos que podemos comunicar com outras formas de vida? Na fase em que nos encontramos? Achamos mesmo que será falando com o aparelho bocal comum?

Eu tenho Quiron Rx em Sagitário [1º decanato] na Casa VII. É claro que eu vim a esta reencarnação fazer a ponte entre os terrestres e os não terrestres. Se lerem muitos dos meus artigos verão que sim, que tenho feito essa ponte.

Para mim, os bons filmes de ficção científica são os que relatam e reconstituem da melhor forma a nossa presença no espaço , como «Contacto» e o «2001- Odisseia no Espaço» e, de forma muito transversal «Matrix» e a o 1º filme da série «Guerra das Estrelas». Os outros são meros filmes de acção e não ajudam nada sentirmos que temos «vizinhos» pacíficos. Porém, são estes que o grande público aplaude e enchem as salas de cinema, mas enfim...

A minha intenção era fazer um pequeno post sobre a frase «O universo é tão abismalmente grande e com tantas galáxias que se só no nosso planeta houvesse vida inteligente, o que seria um enorme desperdício.», mas saiu um comentário mais alargado.

http://www.imdb.com/title/tt0118884/

.

Filmes da Minha Vida - O Silêncio dos Inocentes

9 de novembro de 2009 · 17 comentários


«O Silêncio dos Inocentes» (1991) teve a proeza de conquistar os principais Oscar 1992 nas seguintes categorias: melhor filme, melhor director (Jonathan Demme), melhor actriz (Jodie Foster), melhor actor (Anthony Hopkins) e melhor roteiro adaptado.


Jodie Foster no espectacular papel de Clarice Starling, agente do FBI. Ganhadora do Oscar 1992 para melhor actriz principal neste filme.


Nos primeiros minutos do filme, o espectador fica a saber que estão a ocorrer vários crimes bizarros, raptos seguidos de assassinatos de mulheres jovens que apresentam a característica de serem gordinhas ou possuírem talhas grandes. Em suma, são mulheres grandes. Todos estes crimes apresentam-se como sendo a assinatura de um serial killer. Mais tarde sabe-se que o sequestrador e assassino é o psicopata transexual James 'Buffalo Bill' Gumb (Ted Levine), que, insatisfeito com a sua forma física masculina, planeia construir para si uma segunda pele feminina, servindo-se das peles das suas vítimas. Como elemento de ligação entre todos os crimes, apenas uma inusitada pista: casulos de uma borboleta tropical eram encontrados no interior dos corpos das vítimas.

Só o facto deste filme se apresentar como ganhador nas 5 principais categorias dos Oscar, é que nos faz perceber que a indústria cinematográfica americana não podia premiar Ted Levine, como actor coadjuvante ou secundário, nesta sua incrível interpretação. Seria juntar todos os ovos no mesmo filme.


Anthony Hopkins no portentoso papel de Dr. Hannibal Lecter.
Ganhador do Oscar 1992 para melhor actor principal neste filme.

O FBI, ainda antes de saber quem poderia ser o serial killer, e na esperança que os assassinos em série se reconhecem uns aos outros e às suas assinaturas homicidas, envia a ainda inexperiente agente Clarice Starling (Jodie Foster) para entrevistar o astuto mas psicótico assassino Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) numa prisão de alta segurança, tentando recolher informações sobre o perfil psicológico e pistas para os actos do assassino. Hannibal Lecter é um psiquiatra brilhante mas perigoso canibal, com uma inteligência acima da média, que decide ajudar Clarice com uma condição: apenas se ela alimentar a sua curiosidade mórbida com detalhes sobre a sua própria complicada vida pessoal.

Ver estes dois grandes actores a contracenarem é um privilégio para qualquer espectador. Neste filme, representam a dicotomia mais antiga do mundo: o Bem e o Mal. Para percebermos, que em termos humanos, ninguém é portador exclusivo do Bem ou do Mal. Todos temos a Luz e a Sombra em nós. Obviamente, como ilustração gráfica, os personagens destes actores encontram-se no extremo dos campos opostos. Merecidíssimos os Oscar conquistados como melhor actriz e melhor actor com este filme.

Jodie Foster, que iniciou a sua carreira cinematográfica em criança, é dos poucos casos em que um talento infantil, aumenta com o passar da idade. Aos catorze anos, faz o papel da prostituta adolescente Íris Steensma no filme «Taxi Driver», de Martin Scorsese, contracenando com Robert De Niro. Jodie Foster alcançou a fama mundial com o sucesso deste filme tendo recebido uma nomeação ao Oscar de melhor actriz coadjuvante/secundária.


Poucos anos depois, a tentativa de assassinato do Presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, baleado por um psicopata chamado John Hinckley, causaria um grave conflito emocional e psicológico a Jodie Foster, com a revelação feita por Hinckley de que o acto visava chamar a atenção de Jodie, por quem era platonicamente apaixonado e a quem seguia de longe há meses no campus de Yale, onde ela estudava, e que havia assistido a «Taxi Driver» por mais de quarenta vezes apenas para vê-la no ecrã.

Jodie alcançou o primeiro grande momento como actriz adulta em 1988, ao ganhar o Oscar de melhor actriz pelo filme «Acusados». O seu trabalho em «Contacto», baseado num best seller do cientista e astrónomo Carl Sagan, rendeu-lhe o nome, dado pela comunidade científica, num asteróide, o 17744 Jodiefoster.


Ted Levine no brilhante papel de James 'Buffalo Bill' Gumb, como um serial killer.

Estabelece-se uma relação estranha entre Clarice Starling e Hannibal Lecter. Uma empatia deturpada e manipulada por Lecter, que leva Clarice a se confrontar com os seus próprios demónios, mas também a encarar, face a face, um louco e horrendo homicida, uma tão poderosa encarnação do mal que ela poderá não ter a coragem ou forças suficiente para detê-lo!

Entretanto, o serial killer sequestra a filha de uma senadora, Ruth Martin e, com isso, todo o aparato policial é mobilizado para a sua captura. A filha da senadora é aprisionada num poço aberto no porão de uma velha casa. Tem início um jogo de pistas e enigmas que elevam a tensão do filme, onde Hannibal, o ex-psiquiatra que se tornara canibal, consegue engendrar uma espectacular fuga.

Seguindo as pistas do psiquiatra-canibal, Clarice passa a concentrar as suas investigações na primeira vítima do serial-killer: aquela que despertara a sua cobiça deveria viver próximo a ele. Com isso, ela descobre a residência actual de um ex-vizinho dessa vítima e, já indo embora, vê uma borboleta exótica voando no interior da residência, indicando ser aquele o verdadeiro homicida. Tem início uma das sequências mais tensas do cinema, que ocorre na escuridão dos porões da casa do assassino. Simplesmente, extraordinário.

O filme encerra, com a cena de Hannibal Lecter livre, nas ruas do Haiti, mote para a sequência que efectivamente ocorreu, mas sem o mesmo sucesso.



Crítica

«É um dos melhores filmes de suspense e mistério já realizados. Contando com um excelente roteiro, Jonathan Demme consegue passar para a tela momentos de tensão e medo que levam o espectador a acreditar que não se trata de uma simples peça de ficção. Seus diálogos são às vezes chocantes. No género, "O Silêncio dos Inocentes", pode ser considerado como um clássico. Hopkins e Foster estão maravilhosos, brilhantes, combinando força e neuroses que convencem, e merecendo os Oscars que arrebataram.

Ted Levine, como o assassino Buffalo Bill, também tem uma boa actuação. O roteiro e a direcção, como já colocado acima, são peças-chave do sucesso do filme, o que é complementado com a trilha sonora de Howard Shore e a competente fotografia de Tak Fujimoto.»

CAA



Scott Glenn no eficientíssimo papel de Jack Crawford, inspector do FBI,
chefe de Clarice Starling, conduzindo a investigação.

Anthony Heald desempenha o papel de Dr. Frederick Chilton,
psiquiatra da prisão de alta segurança onde
Hannibal Lecter se encontrava preso.


Consagrado como um dos mais importantes filmes do cinema da década de 1990, «O Silêncio dos Inocentes» foi a terceira obra a vencer as cinco principais categorias do Oscar. Os outros dois filmes que conseguiram esse feito foram «Aconteceu naquela Noite», de Frank Capra (1934) e «Voando num Ninho de Cucos» (título em Portugal) / «Um estranho no ninho» (título no Brasil), de Milos Forman (1975).




Realizador - Jonathan Demme

Jodie Foster ... Clarice Starling
Anthony Hopkins ... Dr. Hannibal Lecter
Scott Glenn ... Jack Crawford
Anthony Heald ... Dr. Frederick Chilton
Ted Levine ... Jame 'Buffalo Bill' Gumb
Frankie Faison ... Barney Matthews

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15 de janeiro de 2013

Jodie Foster - O retorno do seu Quíron em Peixes leva-a a assumir publicamente a sua homossexualidade



Jodie Foster - O retorno do seu Quíron em Peixes leva-a
a assumir publicamente a sua homossexualidade,
na verdade, um segredo conhecido por muitos

Nos Globos de Ouro de 2013, foi atribuído a Jodie Foster o prémio Cecile B. DeMille, dado por uma bela e muito bem merecida carreira cinematográfica. Quem não se lembra de filmes como: «Taxi Driver», «Contacto» e «O Silêncio dos Inocentes»? São apenas alguns de uma longa e esplêndida carreira profissional, como actriz, realizadora e produtora.

No discurso de aceitação do prémio, Jodie Foster informou publicamente que era lésbica, o que era absolutamente notório e bastante pública, mas que a actriz de 50 anos nunca o tinha dito oficialmente. Foi a mais elegante «saída do armário» [come out] que vi até hoje, numa emocionada e bem articulada frase em que se referiu à sua 'moderna família' (parceira e os filhos Charles e Kit, que estiveram presentes na cerimónia) e a Cydney Bernard, sua 'alma irmã nesta vida', apesar de ser ex-companheira amorosa.


Os filhos de Jodie Foster, Charles (14 anos) e Kit (12 anos),
que estiveram presentes na cerimónia em que a mãe foi estrela maior.


Jodie Foster com os seus filhos Charles (14 anos) e Kit (12 anos).


Jodie Foster foi acompanhada pelo seu amigo de longa data Mel Gibson (à esquerda) e os seus dois filhos. Na mesa, a apoiá-la também esteve presente a sua ex-companheira, Cydney Bernard.



JODIE FOSTER
19 Novembro 1962
8h14
Los Angeles, California, EUA

O mapa de trânsitos da actriz para Janeiro 2013

Clique no mapa para o ampliar e assim poder verificar que, em trânsito, Quíron está a fazer o seu retorno, o que acontece com todos nós, por volta dos 50 anos.

Quíron natal de Jodie Foster está a 6º 09' de Peixes, na Casa III. E o Quíron de trânsito também está no grau 6 de Peixes.

Tenho explicado em muitos textos que acredito que Quíron é o planeta do «como fazer» para se processar a iniciação da alma, quando já vivemos o suficiente para percebermos que nos temos que ligar ao Alto e ao nosso interno.

O silêncio que mantinha sobre o ser lésbica, era um assunto que a preocupava, pois preferia libertar a sua mente e o seu coração dizendo a verdade ao mundo. Não que o mundo não soubesse já, mas oficialmente ela mantinha-se calada.

Este mapa astrológico é perfeito, pois processando-se este retorno de Quíron na Casa III, a casa da mensagem, da informação e da comunicação, o ela ter escolhido esta entrega de prémios dos Globos de Ouro, com as televisões de todo o mundo a transmitirem em directo.

Cumpriu com o propósito da sua alma e fez uma bela iniciação a assuntos internos muito poderosos. Foi a «saída do armário» [come out] mais elegante que vi até hoje. 


Aquele que se supõe ser o pai biológicos dos filhos de Jodie Foster.
O produtor Randy Stone, que teve um «caso» prolongado com a actriz, numa fotografia de 1999, por ocasião dos prémios Emmy. Convém lembrarmo-nos que estes filhos são biológicos da actriz, só que
na altura, ela recusou-se a dizer quem era o pai biológico. 


Jodie Foster e a ex-companheira Cydney Bernard, numa foto de 2005. Cydney Bernard, juntamente com Jodie Foster, tem a responsabilidade partilhada da paternidade / maternidade das crianças.

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2 de outubro de 2012

Filmes da minha vida - «Contacto»: será que o universo desperdiça espaço?


«O universo é tão abismalmente grande e com tantas galáxias que se só no nosso planeta houvesse vida inteligente, o que seria um enorme desperdício.»

Esta frase [mais ou menos] foi dita em duas ocasiões diferentes no filme «Contacto» [1997] por Jodie Foster e Matthew McConaughey dentro do contexto da obra.

Um bonito e intenso filme, bem ritmado e com excelentes interpretações.

O filme foi baseado no romance com o mesmo título de Carl Sagan, publicado em 1985. Foi realizado / dirigido por Robert Zemeckis, que teve que ceder em algumas partes para deixar as consciências norte-americanas mais sossegadas. O eterno medo do desconhecido, muito bem aproveitado pelo Governo Sombra do Mundo.

Foi um filme envolto em polémicas da era Clinton e encabeçadas pela CNN que não gostou de se ver retratada no filme, como se isso não acontecesse todos os dias e várias vezes por dias.

O filme conta a história de uma cientista e a sua incessante busca por contacto com alguma civilização extraterrestre. O resto não vou contar... :))) Em vez de ficar agarrado a uma novela, alugue este filme na tv por cabo. Prometo-lhe 2 horas absolutamente impecáveis de cinema fantasiado e de como é o mundo [que ainda não mudou tanto assim] 15 anos depois [hoje, em 2012]

A opinião geral dos espectadores jovens é que não apreciam o filme pois não há lutas entre facções rivais. Isso, só mesmo na casa dos segredos... :))

Na verdade, o filme não deve ser colocado na lista dos habituais filmes de ficção científica, pois é muito mais que isso. Trata de questões superiores, como  a frase com que início o post. É, antes de mais, uma história que nos coloca questões, ou, a QUESTÃO MAIOR: quem somos e de onde viemos? Ou, o que somos? Estamos sós? Tem um dos mais brilhantes diálogos que já me foi dado apreciar em cinema. Ah, e a Jodie Foster está brilhante, sim.

O filme «Contacto» tenta explicar-nos de que forma poderíamos fazer uma viagem interestrelar e quando chegássemos ao destino que tipo de formas de vida iríamos encontrar e como comunicar com elas. Quanto a mim achei extraordinária a forma que Carl Sagan imaginou, simplesmente Ellie [Jodie Foster] encontra-se inconsciente e através da mente os de Vega comunicam com ela pela memórias do seu pai e terá sido esse facto que o público não terá entendido. Deixo a pergunta: de que outra forma achamos que podemos comunicar com outras formas de vida? Na fase em que nos encontramos? Achamos mesmo que será falando com o aparelho bocal comum?

Eu tenho Quiron Rx em Sagitário [1º decanato] na Casa VII. É claro que eu vim a esta reencarnação fazer a ponte entre os terrestres e os não terrestres. Se lerem muitos dos meus artigos verão que sim, que tenho feito essa ponte.

Para mim, os bons filmes de ficção científica são os que relatam e reconstituem da melhor forma a nossa presença no espaço , como «Contacto» e o «2001- Odisseia no Espaço» e, de forma muito transversal «Matrix» e a o 1º filme da série «Guerra das Estrelas». Os outros são meros filmes de acção e não ajudam nada sentirmos que temos «vizinhos» pacíficos. Porém, são estes que o grande público aplaude e enchem as salas de cinema, mas enfim...

A minha intenção era fazer um pequeno post sobre a frase «O universo é tão abismalmente grande e com tantas galáxias que se só no nosso planeta houvesse vida inteligente, o que seria um enorme desperdício.», mas saiu um comentário mais alargado.

http://www.imdb.com/title/tt0118884/

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9 de novembro de 2009

Filmes da Minha Vida - O Silêncio dos Inocentes


«O Silêncio dos Inocentes» (1991) teve a proeza de conquistar os principais Oscar 1992 nas seguintes categorias: melhor filme, melhor director (Jonathan Demme), melhor actriz (Jodie Foster), melhor actor (Anthony Hopkins) e melhor roteiro adaptado.


Jodie Foster no espectacular papel de Clarice Starling, agente do FBI. Ganhadora do Oscar 1992 para melhor actriz principal neste filme.


Nos primeiros minutos do filme, o espectador fica a saber que estão a ocorrer vários crimes bizarros, raptos seguidos de assassinatos de mulheres jovens que apresentam a característica de serem gordinhas ou possuírem talhas grandes. Em suma, são mulheres grandes. Todos estes crimes apresentam-se como sendo a assinatura de um serial killer. Mais tarde sabe-se que o sequestrador e assassino é o psicopata transexual James 'Buffalo Bill' Gumb (Ted Levine), que, insatisfeito com a sua forma física masculina, planeia construir para si uma segunda pele feminina, servindo-se das peles das suas vítimas. Como elemento de ligação entre todos os crimes, apenas uma inusitada pista: casulos de uma borboleta tropical eram encontrados no interior dos corpos das vítimas.

Só o facto deste filme se apresentar como ganhador nas 5 principais categorias dos Oscar, é que nos faz perceber que a indústria cinematográfica americana não podia premiar Ted Levine, como actor coadjuvante ou secundário, nesta sua incrível interpretação. Seria juntar todos os ovos no mesmo filme.


Anthony Hopkins no portentoso papel de Dr. Hannibal Lecter.
Ganhador do Oscar 1992 para melhor actor principal neste filme.

O FBI, ainda antes de saber quem poderia ser o serial killer, e na esperança que os assassinos em série se reconhecem uns aos outros e às suas assinaturas homicidas, envia a ainda inexperiente agente Clarice Starling (Jodie Foster) para entrevistar o astuto mas psicótico assassino Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) numa prisão de alta segurança, tentando recolher informações sobre o perfil psicológico e pistas para os actos do assassino. Hannibal Lecter é um psiquiatra brilhante mas perigoso canibal, com uma inteligência acima da média, que decide ajudar Clarice com uma condição: apenas se ela alimentar a sua curiosidade mórbida com detalhes sobre a sua própria complicada vida pessoal.

Ver estes dois grandes actores a contracenarem é um privilégio para qualquer espectador. Neste filme, representam a dicotomia mais antiga do mundo: o Bem e o Mal. Para percebermos, que em termos humanos, ninguém é portador exclusivo do Bem ou do Mal. Todos temos a Luz e a Sombra em nós. Obviamente, como ilustração gráfica, os personagens destes actores encontram-se no extremo dos campos opostos. Merecidíssimos os Oscar conquistados como melhor actriz e melhor actor com este filme.

Jodie Foster, que iniciou a sua carreira cinematográfica em criança, é dos poucos casos em que um talento infantil, aumenta com o passar da idade. Aos catorze anos, faz o papel da prostituta adolescente Íris Steensma no filme «Taxi Driver», de Martin Scorsese, contracenando com Robert De Niro. Jodie Foster alcançou a fama mundial com o sucesso deste filme tendo recebido uma nomeação ao Oscar de melhor actriz coadjuvante/secundária.


Poucos anos depois, a tentativa de assassinato do Presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, baleado por um psicopata chamado John Hinckley, causaria um grave conflito emocional e psicológico a Jodie Foster, com a revelação feita por Hinckley de que o acto visava chamar a atenção de Jodie, por quem era platonicamente apaixonado e a quem seguia de longe há meses no campus de Yale, onde ela estudava, e que havia assistido a «Taxi Driver» por mais de quarenta vezes apenas para vê-la no ecrã.

Jodie alcançou o primeiro grande momento como actriz adulta em 1988, ao ganhar o Oscar de melhor actriz pelo filme «Acusados». O seu trabalho em «Contacto», baseado num best seller do cientista e astrónomo Carl Sagan, rendeu-lhe o nome, dado pela comunidade científica, num asteróide, o 17744 Jodiefoster.


Ted Levine no brilhante papel de James 'Buffalo Bill' Gumb, como um serial killer.

Estabelece-se uma relação estranha entre Clarice Starling e Hannibal Lecter. Uma empatia deturpada e manipulada por Lecter, que leva Clarice a se confrontar com os seus próprios demónios, mas também a encarar, face a face, um louco e horrendo homicida, uma tão poderosa encarnação do mal que ela poderá não ter a coragem ou forças suficiente para detê-lo!

Entretanto, o serial killer sequestra a filha de uma senadora, Ruth Martin e, com isso, todo o aparato policial é mobilizado para a sua captura. A filha da senadora é aprisionada num poço aberto no porão de uma velha casa. Tem início um jogo de pistas e enigmas que elevam a tensão do filme, onde Hannibal, o ex-psiquiatra que se tornara canibal, consegue engendrar uma espectacular fuga.

Seguindo as pistas do psiquiatra-canibal, Clarice passa a concentrar as suas investigações na primeira vítima do serial-killer: aquela que despertara a sua cobiça deveria viver próximo a ele. Com isso, ela descobre a residência actual de um ex-vizinho dessa vítima e, já indo embora, vê uma borboleta exótica voando no interior da residência, indicando ser aquele o verdadeiro homicida. Tem início uma das sequências mais tensas do cinema, que ocorre na escuridão dos porões da casa do assassino. Simplesmente, extraordinário.

O filme encerra, com a cena de Hannibal Lecter livre, nas ruas do Haiti, mote para a sequência que efectivamente ocorreu, mas sem o mesmo sucesso.



Crítica

«É um dos melhores filmes de suspense e mistério já realizados. Contando com um excelente roteiro, Jonathan Demme consegue passar para a tela momentos de tensão e medo que levam o espectador a acreditar que não se trata de uma simples peça de ficção. Seus diálogos são às vezes chocantes. No género, "O Silêncio dos Inocentes", pode ser considerado como um clássico. Hopkins e Foster estão maravilhosos, brilhantes, combinando força e neuroses que convencem, e merecendo os Oscars que arrebataram.

Ted Levine, como o assassino Buffalo Bill, também tem uma boa actuação. O roteiro e a direcção, como já colocado acima, são peças-chave do sucesso do filme, o que é complementado com a trilha sonora de Howard Shore e a competente fotografia de Tak Fujimoto.»

CAA



Scott Glenn no eficientíssimo papel de Jack Crawford, inspector do FBI,
chefe de Clarice Starling, conduzindo a investigação.

Anthony Heald desempenha o papel de Dr. Frederick Chilton,
psiquiatra da prisão de alta segurança onde
Hannibal Lecter se encontrava preso.


Consagrado como um dos mais importantes filmes do cinema da década de 1990, «O Silêncio dos Inocentes» foi a terceira obra a vencer as cinco principais categorias do Oscar. Os outros dois filmes que conseguiram esse feito foram «Aconteceu naquela Noite», de Frank Capra (1934) e «Voando num Ninho de Cucos» (título em Portugal) / «Um estranho no ninho» (título no Brasil), de Milos Forman (1975).




Realizador - Jonathan Demme

Jodie Foster ... Clarice Starling
Anthony Hopkins ... Dr. Hannibal Lecter
Scott Glenn ... Jack Crawford
Anthony Heald ... Dr. Frederick Chilton
Ted Levine ... Jame 'Buffalo Bill' Gumb
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