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MINHA LENDA PESSOAL - Empresa Gráfica de Moçambique, Lda.

24 de novembro de 2014 · 11 comentários



MINHA LENDA PESSOAL - Empresa Gráfica de Moçambique, Lda.
Boa tarde a todos. Este fim-de-semana recebi um email caloroso do Filipe Soares Rebelo, a dizer-me que tinha lido o meu post de 17 Novembro, sobre a fachada da Gráfica do meu Pai.
Informou-me de esteve na ilha, com a família entre 1973 e 1975 e lembrava-se perfeitamente da Gráfica do meu pai e inclusivamente, enviou-me uma cópia de uma factura, datada de 6 de Maio de 1974, com um carimbo onde havia a assinatura de 'Nivalda Rosa' [minha Mãe].
Nessa data, o meu Pai já havia falecido, eu estava no serviço militar obrigário e a Gráfica era dirigida pela minha mãe sob a orientação do meu cunhado, Daniel Miranda, ambos já falecidos, também.
Anexo essa factura como recordação desse tempo, e com um enorme abraço de agradecimento ao Filipe Soares Rebelo, pessoa que, infelizmente, não conheço, mas certamente já surgirá a oportunidade de darmos um abraço.
No meu mapa natal dá-se um fenómeno curioso: um trânsito cármico que me trás o passado. Saturno em trânsito, em 26º de Escorpião a fazer uma conjunção ao meu Descendente, que está no grau 27º de Escorpião. E a reforçar esta ideia o Meu Saturno em trânsito iniciou agora uma quadratura ao Saturno natal, que está no grau zero de Virgem, na minha Casa IV. Pelos vistos, posso afirmar que talvez saiba o que me espera: limpezas cármicas do passado e recordações preciosas desse tempo.
Eu devia ter suspeitado que algo se estava a passar, pois estive meses seguidos sem colocar fotografias da minha ilha de Moçambique [minha Casa IV da minha lenda pessoal] e notei que nas últimas semanas comecei a publicar muitas fotos da ilha. Por um lado era o amigo Carlos Cruz que está a terminar as férias na nossa ilha, por outro, foi a amiga Palmira Carvalho quem me enviou uma fotos da ilha de uma sua visita recente [2013] e agora foi a vez do Filipe Soares Rebelo me ter enviado uma antiga factura da gráfica do meu Pai. Muito agradecido a todos.

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Ilha de Moçambique - A nossa Casa e a tipografia do meu Pai

17 de novembro de 2014 · 4 comentários



Esta é uma sequência de 5 fotografias com a fachada da Tipografia e da nossa própria casa
na Ilha de Moçambique, tiradas pelo amigo e conterrâneo Carlos Cruz, que está de férias neste exacto momento na ilha [17-11-204]. Recebi-as esta mesma manhã, gentilmente enviadas pelo próprio.

Nem sabes quanto te agradeço, Carlos. Muito obrigado.

Resolvi aproveitar a oportunidade e fazer uma pequena viagem no tempo com fotografias da família e amigos, lado-a-lado com as da fachada do edifício.

O interior está completamente degradado, com tectos e paredes caídas, uma completa ruína.

A par dos edifícios do Luso, do Sporting, do Desportivo, do Cinema Imperial, a Escola de Artes e Ofícios, Palácio, de alguns Templos, e outros similares que não me lembro agora, este edifício da Gráfica e da nossa Casa, em área coberta e zona não coberta, era um dos maiores da ilha.

Na foto de cima, vemos 3 portas, mas só as duas primeiras estavam abertas ao público. A 3ª porta e o resto das janelas, pertenciam ao salão destinado às máquinas de imprimir e essa porta nunca se abria.


Meus Pais, minha irmã Rosa Maria e a mais nova, a Rosarinha, ainda não era nascida.
Eu devia andar na 2ª classe, teria portanto, uns 6 a 7 anos. O meu Pai, faleceu muito cedo,
em 1970, aos 48 anos de idade.


Voltamos a ver apenas as duas portas principais de entrada 
para a Gráfica do meu Pai.


Aqui já estamos com a família ao completo



Aqui, já com 19 anos, ano em que morreu o meu Pai,
numa das pontas da ilha, vendo-se ao fundo o Fortim de São Lourenço.



A tal terceira porta que nunca se abria. Aqui era o início da Rua da Liberdade.
Em frente ficava a Câmara Municipal da Ilha.
Continuando por essa rua, encontrávamos vários estabelecimentos comerciais,
um deles era o Gordhandas e o outr era a loja da Família Rodrigues, e em frente ficava o Bazar Municipal, e numa das ruas laterais, encontrávamos o Templo Hindú. Se continuássemos, iríamos
parar a um jardim, que num dos lados estava a Rua das Flores, onde a Ema e muitos outros moraram.


Família ainda mais completa, pois estava o Virgilio Borges, sobrinho de minha Mãe e meu primo,
além da sua Mulher, à esquerda, a Lili e ao colo dele o filho do casal, o César João.


Já fizemos uma certa viagem de saudade, indo para a direita da foto, agora iremos para a esquerda.
Neste ponto, dava-se uma bifurcação: uma rua para a direita e nesse sentido encontramos o Escondidinho, que ainda funciona. A dividir as duas ruas estava o cinema Imperial. Se continuássemos pela rua da direita, iríamos dar à estátua do Luiz de Camões e a Casa Branca da Flora. E passaríamos pelas casas de muitas famílias conhecidas. Lembro-me da Família Lobato, por exemplo. Se seguíssemos pela rua do lado esquerdo do cinema, teríamos a casa da Gége, passaríamos depois pela casa da Família Mota [Isabel Sequeira, Carmo Mota, Eduardo Mota e outros irmãos], Na continuação passaríamos pela Capitania do Mar, Guarda Fiscal e a Polícia, antes de chegarmos à Rua dos Arcos.


A Família, quando eu tinha 8 anos e pouco depois teríamos a Rosarinha.


Na continuação da fachada da Gráfica, viríamos dar a este portão,
que fica mesmo em frente à escadaria da Câmara Municipal.

A nossa casa tinha a característica de rodear o edifício da Gráfica pela traseiras, por
isso era toda virada para o interior, com dois quintais enormes e um parrot, mandado fazer pelo meu Pai, em que nos dias dias quentes [a maioria], nos servia de sala de jantar. Eu adorava estaca casa.

Mais abaixo, dois momentos de socialização com amigos. 






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Memórias da Ilha de Moçambique

13 de abril de 2014 ·


MEMÓRIAS DA ILHA DE MOÇAMBIQUE - Li num comentário feito num grupo, pelo amigo Pedro Amado [ http://www.facebook.com/CASADEMARLAES ], em que ele afirmou o seguinte:

«Quantas saudades do nascer e por do sol na Ilha. Nascia no Mar e punha-se em terra ao contrário deste nosso continente.»

A verdade é que sinto muita falta desse nascer e por do sol numa pequena ilha no Índico. Magia pura. É uma sensação que só senti parecido em certas partes da Argentina. Aqui em Portugal, o Sol nasce em terra e põe-se no mar. Por isso gosto muito de apreciar o por do sol na Ericeira: é o Sol a ir-se lá longe, no horizonte do mar.

Mas na minha ilha era muito melhor.

Na ilustração abaixo fiz uma pequena montagem fotográfica, com 3 fotos de outras pessoas, em que na foto maior vemos o por do sol do lado do continente [terra]. Na foto mais pequena, no canto inferior esquerdo, vê-se a ilha na sua totalidade [3 kms por 600 mts], onde o lado continental, o do por do sol é à direita da foto, e o lindíssimo nascer do sol, do lado do mar, é no lado esquerdo. No canto superior direito vemos outra pequena foto com o nascer do sol, no mar, na ilha de Moçambique.

Obrigado,  Pedro, por me trazeres essas recordações. Obrigado,  Carlos e Victor, pelas vossas fotos, que me permitiram explicar melhor aos meus amigos e leitores essa sensação especial que era estarmos na nossa ilha.

Fotos: A foto grande é do amigo sr. Victor Rodrigues [ http://www.facebook.com/victorfernando.gomesrodrigues ] e a foto pequena no canto superior direito é do amigo sr. Carlos Cruz [ http://www.facebook.com/carlos.cruz.7161 ]. A foto de toda a ilha é muito antiga [anos 50 ou 60] e não sei quem é o seu autor.

Ilha de Moçambique - notícias muito positivas da minha terra - Ilhéus agradados com o desempenho do actual edil,tisfação e gratidão pelo trabalho realizado pelo actual edil, Alfredo Matata [por Fernando Gil]

8 de outubro de 2013 · 0 comentários

Ilha de Moçambique. Foto de Nuno Simão Gonçalves.

Texto de Fernando Gil

«No município da Ilha de Moçambique

Os munícipes da cidade da Ilha de Moçambique, uma das sete autarquias da província de Nampula, manifestaram a sua satisfação e gratidão pelo trabalho realizado pelo actual edil, Alfredo Matata, durante os cinco anos em que esteve à frente dos destinos daquela que foi a primeira capital do nosso país.

Falando num encontro popular efectuado no bairro de Sanculo, na parte continental do município da Ilha de Moçambique, orientado pelo primeiro secretário do comité provincial do partido Frelimo, Zacarias Ivala, que serviu para apresentar o candidato á presidência desta formação política que ainda dirige os destinos da edilidade, às eleições de 20 de Novembro próximo, os munícipes arrolaram um sem número de realizações levadas a cabo no mandato de Alfredo Matata, desde que foi eleito no pleito de2008.

Na ocasião pediram ao candidato eleito nas internas do partido e que vai concorrer para a presidência do município da Ilha de Moçambique a 20 de Novembro deste ano, o jovem Saíde Amur Gimba, para que dê continuidade ao trabalho que está sendo feito até ao momento com vista a restauração daquele património mundial da humanidade, proclamado pela Unesco.

Na circunstância, os residentes apontaram as medidas tomadas pelo edil para eliminar a prática do fecalismo a céu aberto nas margens das praias que já se tinha tornado uma “cultura” dos ilhéus, tendo colocado sanitários públicos junto destas, para além de incentivar a abertura de pequenas unidades de hotelaria que, até certo ponto, inibem que as pessoas persistam naquele hábito degradante que se havia tornado rotineiro.

Nós, os ilhéus, que vivemos muito tempo aqui, apreciamos a persistente acção desenvolvida pelo presidente Matata para acabar com o hábito das pessoas de defecarem nas praias, o que até certo ponto ofuscava a sua atracção junto dos turistas que por cá passam. Hoje, a situação é, completamente, diferente, pois as praias já se tornaram atractivas para todos que escalam a nossa Ilha, anotou Jamal Ibraimo.

Para os munícipes da Ilha de Moçambique, tal como a idosa Sifa Ibraimo, a parte insular deste pedaço de terra cercado e banhado pelas águas do Oceano Índico que apresentava todas ruas e ruelas esburacadas e algumas destas intransitáveis, beneficiaram da colocação de pavê, situação que, para além de melhorar a transitabilidade de veículos, emprestam uma beleza incomum à cidade.

Há cinco anos atrás, não era possível chegar-se a algumas zonas na região de Djembesse, no continente, através de um carro ou mota impossível chegar se passando transportar num carro ou mesmo numa mota. Mas, isso já é possível, porque durante este mandato o presidente Matata privilegiou a construção de estradas e pontecas que permitem, inclusive, a travessia para os bairros de Ntriamitide e Chilabane, aludiu, visivelmente, agradada Sifa Ibraimo.

Os feitos do “reinado” de Alfredo Matata durante o mandato de cinco anos em que esteve à frente da gestão municipal, segundo a munícipe Alima Amisse, residente no bairro de Tjewere, muita coisa mudou para melhor na Ilha de Moçambique, o que até certo ponto, o candidato Saíde Amur Gimba, apresentado na ocasião pelo partido Frelimo, terá o desafio de dar continuidade com a reconstrução dos edifícios em ruínas, já iniciada pelo actual edil.

Nós estamos a assistir que, afinal, aquilo que hoje são ruínas abandonadas, podem converter-se em edifícios de grande importância para a nossa cidade. Vimos também o trabalho que foi feito no campo de futebol que foi vedado e onde foi construída uma  tribuna e bancadas para os espectadores, disse a interveniente.

Por seu turno, o primeiro secretário do comité provincial do partido Frelimo em Nampula alertou aos membros da sua formação o facto da apresentação de Saíde Amur Gimba não significar automaticamente a sua eleição ao cargo de  presidente do Conselho Municipal da Ilha de Moçambique e que tal será materializado caso ele seja eleito nas eleições autárquicas a terem lugar a 20 de Novembro próximo.

Este nosso candidato ainda não é presidente do município da Ilha, embora actualmente ainda seja presidido por uma pessoa que foi eleita pelo nosso partido Frelimo.

Para que assim o seja é preciso que todos os membros que têm cartão de eleitor nesse dia vão votar nele e no partido Frelimo, apelou Zacarias Ivala em termos de mobilização dos eleitores ao sufrágio autárquico de 20 de Novembro.

Falando em breves palavras momento depois da sua apresentação pública aos eleitores de Sanculo, Saíde Amur Gimba manifestou-se convicto numa vitória nas eleições de Novembro para dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado pelo seu antecessor, para além de que vai privilegiar o empreendedorismo junto dos ilhéus com vista a resgatá-los da ociosidade que se assiste  por falta  de emprego formal na região.»

WAMPHULA FAX – 08.10.2013

Daqui: «Moçambique para Todos» de Fernando Gil - clique aqui.




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Roteiro de sonho: ilha das Cobras, vizinha da ilha de Moçambique e da ilha de Goa

2 de fevereiro de 2013 · 11 comentários

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Os meus agradecimentos:
- à organização 'Ilha Blue'
- ao amigo e conterrâneo Jerry Gomes da Silva



Update: Este post contou com a colaboração do companheiro 
«Navegante do Infinito», que fez um post especial sobre este
roteiro de sonho, usando a ilustração acima.
Como não há acasos, mas sim, momentos felizes e divinos, 
pois deu-se a particularidade,
de hoje ser 2 de Fevereiro, Dia de Nossa Senhora dos Navegantes,
protectora espiritual do melhor blogue do mundo,
 o «NAVEGANTE DO INFINITO».
Muito obrigado, querida amiga e companheira, Astrid Annabelle.
Muito obrigado, querido companheiro, Navegante do Infinito.


Roteiro de sonho e aventura:
Ilha das Cobras ou de Sena

15º S 04' 42''  40º E 46' 07''

Escolhi a foto acima como postal de abertura deste post,
que vai funcionar como se fosse uma excursão a esta ilha.
localizada na Baía de Moçambique, muito próxima da ilha de Moçambique.

Clique nas fotografias e mapas para as ampliar e poder ver melhor.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Na ilha de Moçambique há uma pequena organização local, que se dedica ao turismo,
sobretudo ao pequeno turismo meio artesanal. Conheça a organização, clicando aqui.

Esta pequena empresa providencia uma deslocação de dois dias e uma noite
à ilha das Cobras, acampando, para poderem apreciar
a beleza natural e selvagem da ilha.

A partida faz-se, em barco à vela, da ilha de Moçambique, na praia em frente
à entrada da Fortaleza de S. Sebastião, como se pode ver na fotografia acima
 neste caso, da excursão de um pequeno grupo de 3 adultos e 1 criança.

Pessoas experientes informaram-me que para se chegar às Ilhas de Goa e das Cobras,
saindo da praia da Capela de Santo António (ponto mais próximo),
são cerca de 30 / 45 minutos, dependendo do vento.
Como a saída processa-se a partir da praia da Fortaleza,
creio que o tempo de travessia será um pouco maior, uns 10 minutos mais.
Mas vale a pena pelo passeio em si, que é deslumbrante.

Nome das ilhas em macua:

A palavra «ilha» = ekisirua
Ilha de Goa = ekisirua Watolofu
Ilha das Cobras = ekisirua Takwa


A foto acima dá-nos uma ideia do percurso do barco à vela, com
os turistas e organizadores, que têm que contornar
a Fortaleza e fazerem-se ao mar alto.

A Ilha de Moçambique é uma cidade insular situada na província de Nampula,
na região norte de Moçambique, que deu o nome ao país do qual foi a primeira capital.
Devido à sua rica história, manifestada por um interessantíssimo
património arquitectónico, a Ilha foi considerada pela UNESCO,
em 1991 Património Mundial da Humanidade.
Actualmente, a cidade é um município, tendo um governo local eleito. 


Aqui vemos a parte de trás da Fortaleza, virada para o mar.
À esquerda da foto, vemos uma edificação branca: é a 
Capela de Nossa Senhora do Baluarte,
edificada dentro da Fortaleza de S. Sebastião.


Esta é a vista contrária à foto de cima.
Vendo-se a lancha à vela a deslizar no mar, com um panorama a partir da
Capela de Nossa Senhora do Baluarte.
Lindíssima imagem.

A Ilha de Moçambique tem cerca de 3 km de comprimento e 300-600 m de largura e está orientada no sentido nordeste-sudoeste à entrada da Baía de Mossuril, a uma latitude aproximada de 15º02’ S e longitude de 40º44’ E. 

A costa oriental da Ilha estabelece com as ilhas irmãs de Goa e de Sena (também conhecida por Ilha das Cobras) a Baía de Moçambique. Estas ilhas, assim como a costa próxima, são de origem coralina.



Verificará no mapa que à entrada desta baía, sobressaem
3 ilhas: a maior delas, a ilha de Moçambique, e como que a protegê-la,
há 2 pequenas ilhas com os nomes de Goa (Farol) e Sena (ou das Cobras).

Mouzinho de Albuquerque, em 1899 informava assim: «A baía de Mossuril, com a Ilha de Moçambique, que lhe serve de quebra-mar e as pequenas ilhas de Goa e Sena para facilitar a conhecença, é um dos melhores portos de toda a costa e está bem farolada e balizada…. As ilhas desta costa são:
– a de Moçambique, banco de coral onde assenta a cidade e a praça de S.Sebastião;
– as de Goa, Sena, Quitangonha, Conducia, Mafamude e Angoche, esta na barra de Meluli.»



Vê-se perfeitamente as ilhas mencionadas neste artigo.
A ilha maior é Moçambique; à direita a I. S.George (ilha de Goa);
mais abaixo a I. S. Jacque [Santiago, em português], hoje ilha de Sena ou das Cobras.

Menos de 100 anos depois, os nomes das ilhas foram alteradas para os
nomes que se conhecem hoje, como o texto acima de Mouzinho de Albuquerque (1899)
já o indica.

Gosto mesmo dos nomes antigos: S. Jorge e Santiago.


Nesta imagem do Google percebe-se perfeitamente a localização das 3 ilhas.
Das 2 ilhas - Goa e Cobras - começa a Baía de Moçambique e, a partir da ilha de
Moçambique,a a Baía passa a chamar-se Mossuril.


Foto do sr. Ossemane Abdul Satar Daudo
Da Capela de Nossa Senhora do Baluarte, avista-se bem perto, a ilha de Goa,
onde está o farol que sinaliza a localização da baía.
A lancha passará por perto e irá dirigir-se cerca de 2 kms a Sul,
para a ilha de Sena ou das Cobras, que também se avista deste local.

No foto de baixo, o farol, na ilha de Goa:


O farol está situado na ponta NE da ilha de Goa (Latitude: 15°03,08' S; Longitude: 40°47,48' E). Encontrei esta descrição arquitectónica do edifício:  «Torre de alvenaria, de forma cúbica, pintada às faixas pretas e brancas, assente sobre uma base do mesmo formato, de maiores dimensões, servindo de moradia ao pessoal. A construção do actual farol iniciou-se em 1876, substituindo um aparelho de menor intensidade. Em 1923 a torre foi aumentada, passando a ter 31 metros de altura. Possuía ainda um posto semafórico. O farol é, ao mesmo tempo, um farol aero-marítimo, com alcance de 10 milhas. Foi reabilitado em 1994, passando a ter faixas vermelhas e brancas, alternadas. Actualmente está equipado com uma lanterna ML 300, com alcance luminoso de 16 milhas. A luz é branca, com dois relâmpagos em 12 segundos.»

A cerca de 2 kms da ilha de Goa [farol] e em direcção Sul, e a cerca de 5 kms Leste da ilha de Moçambque, encontramos a ilha de Sena ou das Cobras. O nome Sena vem das antigas rotas marítimas da Índia em direcção à localidade desse nome no Rio Zambeze [Sena Sugar]. 


Uma das praias da Ilha de Goa, onde está o farol.


Ilha de Goa, vista através do Google Earth - 700m x 250m

Abaixo, uma paisagem inédita: a ilha de Moçambique, vista da ilha de Goa.




Ilha das Cobras


As praias da ilha das Cobras são um atractivo natural e no interior da ilha existe uma lagoa lindíssima [se quiser, umas belas piscinas naturais, entre as rochas] ligada ao mar por canais subaquáticos e muita flora local, assim como fauna, que delicia qualquer visitante. Esta ilha tem 900m x 450m

Na ilustração acima, vemos a ilha das Cobras tal como se pode ver no Google Earth.

Os antigos navegadores portugueses comentavam a chega à ilha de Moçambique assim: «Se quiseres entrar em Moçambique deixa as ilhas de S. Jorge [Ilha de Goa] e Santiago [ilha de Sena ou das Cobras] da banda do sudoeste e alarga-te de S. Jorge à vista; irás por 6 braças e 7, e vai de ló, de maneira que vás com a proa da nau em um areal que está de Nossa Senhora do Baluarte para o sudoeste.»

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.


Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Lagoa ou piscina natural

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Lagoa ou piscina natural
Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Praia bastante rochosa
Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Lagoa ou piscina natural
Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Formações rochosas
Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Supremo luxo: acampado numa ilha selvagem
em completo contacto com o Deus Sol e  a Mãe Natureza.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
A lagoa principal.
Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.



A seguir, belíssima fotomontagem de Jerry Gomes da Silva
com base nas fotografias de 'Ilha Blue' e as ilustrações
do Google Earth, com satélites da NASA.
Também é o autor dos textos a seguir apresentados.

Página no Facebook, de Jerry Gomes da Silva, aqui.

As fotomontagens abaixo encontram-se num álbum do grupo fechado «Ilha»,
no Facebook, administrado por Ema Cheong Diniz




Na Ilha de Moçambique





Na Ilha de Goa [Farol]



A Ilha de Goa tem cerca de 700 metros por 250 metros,
 e é mais árida e com menos “verde” do que a Ilha das Cobras.










 Era nesta praia que os gasolinas desembarcavam o "Pessoal" para o passeio pela Ilha.


Na Ilha das Cobras ou de Sena



A Ilha das Cobras (Sena) tem cerca de 900 metros por 450 metros. Tem uma particularidade diferente da Ilha de Goa apesar de uma distância curta entre elas, mais ou menos 2 Kms, é muito mais arborizada e possui várias lagoas interiores e que fazem ligações subterrâneas com o mar e que a tornam mais bela. O encanto e o mistério desta Ilha está em ser uma Ilha totalmente selvagem (não habitada).



Uma outra imagem da Ilha das Cobras em plano inclinado onde se nota locais mais verdes, onde se situam as Lagoas e a arborização é maior e mais densa. No resto da Ilha a arborização é mais rasteira.


Aspecto de uma das lagoas ou piscinas naturais.











Curiosidade

Local onde o barco 'Katiavara'
se encontra afundado:




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24 de novembro de 2014

MINHA LENDA PESSOAL - Empresa Gráfica de Moçambique, Lda.



MINHA LENDA PESSOAL - Empresa Gráfica de Moçambique, Lda.
Boa tarde a todos. Este fim-de-semana recebi um email caloroso do Filipe Soares Rebelo, a dizer-me que tinha lido o meu post de 17 Novembro, sobre a fachada da Gráfica do meu Pai.
Informou-me de esteve na ilha, com a família entre 1973 e 1975 e lembrava-se perfeitamente da Gráfica do meu pai e inclusivamente, enviou-me uma cópia de uma factura, datada de 6 de Maio de 1974, com um carimbo onde havia a assinatura de 'Nivalda Rosa' [minha Mãe].
Nessa data, o meu Pai já havia falecido, eu estava no serviço militar obrigário e a Gráfica era dirigida pela minha mãe sob a orientação do meu cunhado, Daniel Miranda, ambos já falecidos, também.
Anexo essa factura como recordação desse tempo, e com um enorme abraço de agradecimento ao Filipe Soares Rebelo, pessoa que, infelizmente, não conheço, mas certamente já surgirá a oportunidade de darmos um abraço.
No meu mapa natal dá-se um fenómeno curioso: um trânsito cármico que me trás o passado. Saturno em trânsito, em 26º de Escorpião a fazer uma conjunção ao meu Descendente, que está no grau 27º de Escorpião. E a reforçar esta ideia o Meu Saturno em trânsito iniciou agora uma quadratura ao Saturno natal, que está no grau zero de Virgem, na minha Casa IV. Pelos vistos, posso afirmar que talvez saiba o que me espera: limpezas cármicas do passado e recordações preciosas desse tempo.
Eu devia ter suspeitado que algo se estava a passar, pois estive meses seguidos sem colocar fotografias da minha ilha de Moçambique [minha Casa IV da minha lenda pessoal] e notei que nas últimas semanas comecei a publicar muitas fotos da ilha. Por um lado era o amigo Carlos Cruz que está a terminar as férias na nossa ilha, por outro, foi a amiga Palmira Carvalho quem me enviou uma fotos da ilha de uma sua visita recente [2013] e agora foi a vez do Filipe Soares Rebelo me ter enviado uma antiga factura da gráfica do meu Pai. Muito agradecido a todos.

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17 de novembro de 2014

Ilha de Moçambique - A nossa Casa e a tipografia do meu Pai



Esta é uma sequência de 5 fotografias com a fachada da Tipografia e da nossa própria casa
na Ilha de Moçambique, tiradas pelo amigo e conterrâneo Carlos Cruz, que está de férias neste exacto momento na ilha [17-11-204]. Recebi-as esta mesma manhã, gentilmente enviadas pelo próprio.

Nem sabes quanto te agradeço, Carlos. Muito obrigado.

Resolvi aproveitar a oportunidade e fazer uma pequena viagem no tempo com fotografias da família e amigos, lado-a-lado com as da fachada do edifício.

O interior está completamente degradado, com tectos e paredes caídas, uma completa ruína.

A par dos edifícios do Luso, do Sporting, do Desportivo, do Cinema Imperial, a Escola de Artes e Ofícios, Palácio, de alguns Templos, e outros similares que não me lembro agora, este edifício da Gráfica e da nossa Casa, em área coberta e zona não coberta, era um dos maiores da ilha.

Na foto de cima, vemos 3 portas, mas só as duas primeiras estavam abertas ao público. A 3ª porta e o resto das janelas, pertenciam ao salão destinado às máquinas de imprimir e essa porta nunca se abria.


Meus Pais, minha irmã Rosa Maria e a mais nova, a Rosarinha, ainda não era nascida.
Eu devia andar na 2ª classe, teria portanto, uns 6 a 7 anos. O meu Pai, faleceu muito cedo,
em 1970, aos 48 anos de idade.


Voltamos a ver apenas as duas portas principais de entrada 
para a Gráfica do meu Pai.


Aqui já estamos com a família ao completo



Aqui, já com 19 anos, ano em que morreu o meu Pai,
numa das pontas da ilha, vendo-se ao fundo o Fortim de São Lourenço.



A tal terceira porta que nunca se abria. Aqui era o início da Rua da Liberdade.
Em frente ficava a Câmara Municipal da Ilha.
Continuando por essa rua, encontrávamos vários estabelecimentos comerciais,
um deles era o Gordhandas e o outr era a loja da Família Rodrigues, e em frente ficava o Bazar Municipal, e numa das ruas laterais, encontrávamos o Templo Hindú. Se continuássemos, iríamos
parar a um jardim, que num dos lados estava a Rua das Flores, onde a Ema e muitos outros moraram.


Família ainda mais completa, pois estava o Virgilio Borges, sobrinho de minha Mãe e meu primo,
além da sua Mulher, à esquerda, a Lili e ao colo dele o filho do casal, o César João.


Já fizemos uma certa viagem de saudade, indo para a direita da foto, agora iremos para a esquerda.
Neste ponto, dava-se uma bifurcação: uma rua para a direita e nesse sentido encontramos o Escondidinho, que ainda funciona. A dividir as duas ruas estava o cinema Imperial. Se continuássemos pela rua da direita, iríamos dar à estátua do Luiz de Camões e a Casa Branca da Flora. E passaríamos pelas casas de muitas famílias conhecidas. Lembro-me da Família Lobato, por exemplo. Se seguíssemos pela rua do lado esquerdo do cinema, teríamos a casa da Gége, passaríamos depois pela casa da Família Mota [Isabel Sequeira, Carmo Mota, Eduardo Mota e outros irmãos], Na continuação passaríamos pela Capitania do Mar, Guarda Fiscal e a Polícia, antes de chegarmos à Rua dos Arcos.


A Família, quando eu tinha 8 anos e pouco depois teríamos a Rosarinha.


Na continuação da fachada da Gráfica, viríamos dar a este portão,
que fica mesmo em frente à escadaria da Câmara Municipal.

A nossa casa tinha a característica de rodear o edifício da Gráfica pela traseiras, por
isso era toda virada para o interior, com dois quintais enormes e um parrot, mandado fazer pelo meu Pai, em que nos dias dias quentes [a maioria], nos servia de sala de jantar. Eu adorava estaca casa.

Mais abaixo, dois momentos de socialização com amigos. 






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13 de abril de 2014

Memórias da Ilha de Moçambique


MEMÓRIAS DA ILHA DE MOÇAMBIQUE - Li num comentário feito num grupo, pelo amigo Pedro Amado [ http://www.facebook.com/CASADEMARLAES ], em que ele afirmou o seguinte:

«Quantas saudades do nascer e por do sol na Ilha. Nascia no Mar e punha-se em terra ao contrário deste nosso continente.»

A verdade é que sinto muita falta desse nascer e por do sol numa pequena ilha no Índico. Magia pura. É uma sensação que só senti parecido em certas partes da Argentina. Aqui em Portugal, o Sol nasce em terra e põe-se no mar. Por isso gosto muito de apreciar o por do sol na Ericeira: é o Sol a ir-se lá longe, no horizonte do mar.

Mas na minha ilha era muito melhor.

Na ilustração abaixo fiz uma pequena montagem fotográfica, com 3 fotos de outras pessoas, em que na foto maior vemos o por do sol do lado do continente [terra]. Na foto mais pequena, no canto inferior esquerdo, vê-se a ilha na sua totalidade [3 kms por 600 mts], onde o lado continental, o do por do sol é à direita da foto, e o lindíssimo nascer do sol, do lado do mar, é no lado esquerdo. No canto superior direito vemos outra pequena foto com o nascer do sol, no mar, na ilha de Moçambique.

Obrigado,  Pedro, por me trazeres essas recordações. Obrigado,  Carlos e Victor, pelas vossas fotos, que me permitiram explicar melhor aos meus amigos e leitores essa sensação especial que era estarmos na nossa ilha.

Fotos: A foto grande é do amigo sr. Victor Rodrigues [ http://www.facebook.com/victorfernando.gomesrodrigues ] e a foto pequena no canto superior direito é do amigo sr. Carlos Cruz [ http://www.facebook.com/carlos.cruz.7161 ]. A foto de toda a ilha é muito antiga [anos 50 ou 60] e não sei quem é o seu autor.

8 de outubro de 2013

Ilha de Moçambique - notícias muito positivas da minha terra - Ilhéus agradados com o desempenho do actual edil,tisfação e gratidão pelo trabalho realizado pelo actual edil, Alfredo Matata [por Fernando Gil]

Ilha de Moçambique. Foto de Nuno Simão Gonçalves.

Texto de Fernando Gil

«No município da Ilha de Moçambique

Os munícipes da cidade da Ilha de Moçambique, uma das sete autarquias da província de Nampula, manifestaram a sua satisfação e gratidão pelo trabalho realizado pelo actual edil, Alfredo Matata, durante os cinco anos em que esteve à frente dos destinos daquela que foi a primeira capital do nosso país.

Falando num encontro popular efectuado no bairro de Sanculo, na parte continental do município da Ilha de Moçambique, orientado pelo primeiro secretário do comité provincial do partido Frelimo, Zacarias Ivala, que serviu para apresentar o candidato á presidência desta formação política que ainda dirige os destinos da edilidade, às eleições de 20 de Novembro próximo, os munícipes arrolaram um sem número de realizações levadas a cabo no mandato de Alfredo Matata, desde que foi eleito no pleito de2008.

Na ocasião pediram ao candidato eleito nas internas do partido e que vai concorrer para a presidência do município da Ilha de Moçambique a 20 de Novembro deste ano, o jovem Saíde Amur Gimba, para que dê continuidade ao trabalho que está sendo feito até ao momento com vista a restauração daquele património mundial da humanidade, proclamado pela Unesco.

Na circunstância, os residentes apontaram as medidas tomadas pelo edil para eliminar a prática do fecalismo a céu aberto nas margens das praias que já se tinha tornado uma “cultura” dos ilhéus, tendo colocado sanitários públicos junto destas, para além de incentivar a abertura de pequenas unidades de hotelaria que, até certo ponto, inibem que as pessoas persistam naquele hábito degradante que se havia tornado rotineiro.

Nós, os ilhéus, que vivemos muito tempo aqui, apreciamos a persistente acção desenvolvida pelo presidente Matata para acabar com o hábito das pessoas de defecarem nas praias, o que até certo ponto ofuscava a sua atracção junto dos turistas que por cá passam. Hoje, a situação é, completamente, diferente, pois as praias já se tornaram atractivas para todos que escalam a nossa Ilha, anotou Jamal Ibraimo.

Para os munícipes da Ilha de Moçambique, tal como a idosa Sifa Ibraimo, a parte insular deste pedaço de terra cercado e banhado pelas águas do Oceano Índico que apresentava todas ruas e ruelas esburacadas e algumas destas intransitáveis, beneficiaram da colocação de pavê, situação que, para além de melhorar a transitabilidade de veículos, emprestam uma beleza incomum à cidade.

Há cinco anos atrás, não era possível chegar-se a algumas zonas na região de Djembesse, no continente, através de um carro ou mota impossível chegar se passando transportar num carro ou mesmo numa mota. Mas, isso já é possível, porque durante este mandato o presidente Matata privilegiou a construção de estradas e pontecas que permitem, inclusive, a travessia para os bairros de Ntriamitide e Chilabane, aludiu, visivelmente, agradada Sifa Ibraimo.

Os feitos do “reinado” de Alfredo Matata durante o mandato de cinco anos em que esteve à frente da gestão municipal, segundo a munícipe Alima Amisse, residente no bairro de Tjewere, muita coisa mudou para melhor na Ilha de Moçambique, o que até certo ponto, o candidato Saíde Amur Gimba, apresentado na ocasião pelo partido Frelimo, terá o desafio de dar continuidade com a reconstrução dos edifícios em ruínas, já iniciada pelo actual edil.

Nós estamos a assistir que, afinal, aquilo que hoje são ruínas abandonadas, podem converter-se em edifícios de grande importância para a nossa cidade. Vimos também o trabalho que foi feito no campo de futebol que foi vedado e onde foi construída uma  tribuna e bancadas para os espectadores, disse a interveniente.

Por seu turno, o primeiro secretário do comité provincial do partido Frelimo em Nampula alertou aos membros da sua formação o facto da apresentação de Saíde Amur Gimba não significar automaticamente a sua eleição ao cargo de  presidente do Conselho Municipal da Ilha de Moçambique e que tal será materializado caso ele seja eleito nas eleições autárquicas a terem lugar a 20 de Novembro próximo.

Este nosso candidato ainda não é presidente do município da Ilha, embora actualmente ainda seja presidido por uma pessoa que foi eleita pelo nosso partido Frelimo.

Para que assim o seja é preciso que todos os membros que têm cartão de eleitor nesse dia vão votar nele e no partido Frelimo, apelou Zacarias Ivala em termos de mobilização dos eleitores ao sufrágio autárquico de 20 de Novembro.

Falando em breves palavras momento depois da sua apresentação pública aos eleitores de Sanculo, Saíde Amur Gimba manifestou-se convicto numa vitória nas eleições de Novembro para dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado pelo seu antecessor, para além de que vai privilegiar o empreendedorismo junto dos ilhéus com vista a resgatá-los da ociosidade que se assiste  por falta  de emprego formal na região.»

WAMPHULA FAX – 08.10.2013

Daqui: «Moçambique para Todos» de Fernando Gil - clique aqui.




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2 de fevereiro de 2013

Roteiro de sonho: ilha das Cobras, vizinha da ilha de Moçambique e da ilha de Goa

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Os meus agradecimentos:
- à organização 'Ilha Blue'
- ao amigo e conterrâneo Jerry Gomes da Silva



Update: Este post contou com a colaboração do companheiro 
«Navegante do Infinito», que fez um post especial sobre este
roteiro de sonho, usando a ilustração acima.
Como não há acasos, mas sim, momentos felizes e divinos, 
pois deu-se a particularidade,
de hoje ser 2 de Fevereiro, Dia de Nossa Senhora dos Navegantes,
protectora espiritual do melhor blogue do mundo,
 o «NAVEGANTE DO INFINITO».
Muito obrigado, querida amiga e companheira, Astrid Annabelle.
Muito obrigado, querido companheiro, Navegante do Infinito.


Roteiro de sonho e aventura:
Ilha das Cobras ou de Sena

15º S 04' 42''  40º E 46' 07''

Escolhi a foto acima como postal de abertura deste post,
que vai funcionar como se fosse uma excursão a esta ilha.
localizada na Baía de Moçambique, muito próxima da ilha de Moçambique.

Clique nas fotografias e mapas para as ampliar e poder ver melhor.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Na ilha de Moçambique há uma pequena organização local, que se dedica ao turismo,
sobretudo ao pequeno turismo meio artesanal. Conheça a organização, clicando aqui.

Esta pequena empresa providencia uma deslocação de dois dias e uma noite
à ilha das Cobras, acampando, para poderem apreciar
a beleza natural e selvagem da ilha.

A partida faz-se, em barco à vela, da ilha de Moçambique, na praia em frente
à entrada da Fortaleza de S. Sebastião, como se pode ver na fotografia acima
 neste caso, da excursão de um pequeno grupo de 3 adultos e 1 criança.

Pessoas experientes informaram-me que para se chegar às Ilhas de Goa e das Cobras,
saindo da praia da Capela de Santo António (ponto mais próximo),
são cerca de 30 / 45 minutos, dependendo do vento.
Como a saída processa-se a partir da praia da Fortaleza,
creio que o tempo de travessia será um pouco maior, uns 10 minutos mais.
Mas vale a pena pelo passeio em si, que é deslumbrante.

Nome das ilhas em macua:

A palavra «ilha» = ekisirua
Ilha de Goa = ekisirua Watolofu
Ilha das Cobras = ekisirua Takwa


A foto acima dá-nos uma ideia do percurso do barco à vela, com
os turistas e organizadores, que têm que contornar
a Fortaleza e fazerem-se ao mar alto.

A Ilha de Moçambique é uma cidade insular situada na província de Nampula,
na região norte de Moçambique, que deu o nome ao país do qual foi a primeira capital.
Devido à sua rica história, manifestada por um interessantíssimo
património arquitectónico, a Ilha foi considerada pela UNESCO,
em 1991 Património Mundial da Humanidade.
Actualmente, a cidade é um município, tendo um governo local eleito. 


Aqui vemos a parte de trás da Fortaleza, virada para o mar.
À esquerda da foto, vemos uma edificação branca: é a 
Capela de Nossa Senhora do Baluarte,
edificada dentro da Fortaleza de S. Sebastião.


Esta é a vista contrária à foto de cima.
Vendo-se a lancha à vela a deslizar no mar, com um panorama a partir da
Capela de Nossa Senhora do Baluarte.
Lindíssima imagem.

A Ilha de Moçambique tem cerca de 3 km de comprimento e 300-600 m de largura e está orientada no sentido nordeste-sudoeste à entrada da Baía de Mossuril, a uma latitude aproximada de 15º02’ S e longitude de 40º44’ E. 

A costa oriental da Ilha estabelece com as ilhas irmãs de Goa e de Sena (também conhecida por Ilha das Cobras) a Baía de Moçambique. Estas ilhas, assim como a costa próxima, são de origem coralina.



Verificará no mapa que à entrada desta baía, sobressaem
3 ilhas: a maior delas, a ilha de Moçambique, e como que a protegê-la,
há 2 pequenas ilhas com os nomes de Goa (Farol) e Sena (ou das Cobras).

Mouzinho de Albuquerque, em 1899 informava assim: «A baía de Mossuril, com a Ilha de Moçambique, que lhe serve de quebra-mar e as pequenas ilhas de Goa e Sena para facilitar a conhecença, é um dos melhores portos de toda a costa e está bem farolada e balizada…. As ilhas desta costa são:
– a de Moçambique, banco de coral onde assenta a cidade e a praça de S.Sebastião;
– as de Goa, Sena, Quitangonha, Conducia, Mafamude e Angoche, esta na barra de Meluli.»



Vê-se perfeitamente as ilhas mencionadas neste artigo.
A ilha maior é Moçambique; à direita a I. S.George (ilha de Goa);
mais abaixo a I. S. Jacque [Santiago, em português], hoje ilha de Sena ou das Cobras.

Menos de 100 anos depois, os nomes das ilhas foram alteradas para os
nomes que se conhecem hoje, como o texto acima de Mouzinho de Albuquerque (1899)
já o indica.

Gosto mesmo dos nomes antigos: S. Jorge e Santiago.


Nesta imagem do Google percebe-se perfeitamente a localização das 3 ilhas.
Das 2 ilhas - Goa e Cobras - começa a Baía de Moçambique e, a partir da ilha de
Moçambique,a a Baía passa a chamar-se Mossuril.


Foto do sr. Ossemane Abdul Satar Daudo
Da Capela de Nossa Senhora do Baluarte, avista-se bem perto, a ilha de Goa,
onde está o farol que sinaliza a localização da baía.
A lancha passará por perto e irá dirigir-se cerca de 2 kms a Sul,
para a ilha de Sena ou das Cobras, que também se avista deste local.

No foto de baixo, o farol, na ilha de Goa:


O farol está situado na ponta NE da ilha de Goa (Latitude: 15°03,08' S; Longitude: 40°47,48' E). Encontrei esta descrição arquitectónica do edifício:  «Torre de alvenaria, de forma cúbica, pintada às faixas pretas e brancas, assente sobre uma base do mesmo formato, de maiores dimensões, servindo de moradia ao pessoal. A construção do actual farol iniciou-se em 1876, substituindo um aparelho de menor intensidade. Em 1923 a torre foi aumentada, passando a ter 31 metros de altura. Possuía ainda um posto semafórico. O farol é, ao mesmo tempo, um farol aero-marítimo, com alcance de 10 milhas. Foi reabilitado em 1994, passando a ter faixas vermelhas e brancas, alternadas. Actualmente está equipado com uma lanterna ML 300, com alcance luminoso de 16 milhas. A luz é branca, com dois relâmpagos em 12 segundos.»

A cerca de 2 kms da ilha de Goa [farol] e em direcção Sul, e a cerca de 5 kms Leste da ilha de Moçambque, encontramos a ilha de Sena ou das Cobras. O nome Sena vem das antigas rotas marítimas da Índia em direcção à localidade desse nome no Rio Zambeze [Sena Sugar]. 


Uma das praias da Ilha de Goa, onde está o farol.


Ilha de Goa, vista através do Google Earth - 700m x 250m

Abaixo, uma paisagem inédita: a ilha de Moçambique, vista da ilha de Goa.




Ilha das Cobras


As praias da ilha das Cobras são um atractivo natural e no interior da ilha existe uma lagoa lindíssima [se quiser, umas belas piscinas naturais, entre as rochas] ligada ao mar por canais subaquáticos e muita flora local, assim como fauna, que delicia qualquer visitante. Esta ilha tem 900m x 450m

Na ilustração acima, vemos a ilha das Cobras tal como se pode ver no Google Earth.

Os antigos navegadores portugueses comentavam a chega à ilha de Moçambique assim: «Se quiseres entrar em Moçambique deixa as ilhas de S. Jorge [Ilha de Goa] e Santiago [ilha de Sena ou das Cobras] da banda do sudoeste e alarga-te de S. Jorge à vista; irás por 6 braças e 7, e vai de ló, de maneira que vás com a proa da nau em um areal que está de Nossa Senhora do Baluarte para o sudoeste.»

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.


Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Lagoa ou piscina natural

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Lagoa ou piscina natural
Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Praia bastante rochosa
Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
Lagoa ou piscina natural
Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Formações rochosas
Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Supremo luxo: acampado numa ilha selvagem
em completo contacto com o Deus Sol e  a Mãe Natureza.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.
A lagoa principal.
Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.

Foto by 'Ilha Blue', aqui, no Facebook.



A seguir, belíssima fotomontagem de Jerry Gomes da Silva
com base nas fotografias de 'Ilha Blue' e as ilustrações
do Google Earth, com satélites da NASA.
Também é o autor dos textos a seguir apresentados.

Página no Facebook, de Jerry Gomes da Silva, aqui.

As fotomontagens abaixo encontram-se num álbum do grupo fechado «Ilha»,
no Facebook, administrado por Ema Cheong Diniz




Na Ilha de Moçambique





Na Ilha de Goa [Farol]



A Ilha de Goa tem cerca de 700 metros por 250 metros,
 e é mais árida e com menos “verde” do que a Ilha das Cobras.










 Era nesta praia que os gasolinas desembarcavam o "Pessoal" para o passeio pela Ilha.


Na Ilha das Cobras ou de Sena



A Ilha das Cobras (Sena) tem cerca de 900 metros por 450 metros. Tem uma particularidade diferente da Ilha de Goa apesar de uma distância curta entre elas, mais ou menos 2 Kms, é muito mais arborizada e possui várias lagoas interiores e que fazem ligações subterrâneas com o mar e que a tornam mais bela. O encanto e o mistério desta Ilha está em ser uma Ilha totalmente selvagem (não habitada).



Uma outra imagem da Ilha das Cobras em plano inclinado onde se nota locais mais verdes, onde se situam as Lagoas e a arborização é maior e mais densa. No resto da Ilha a arborização é mais rasteira.


Aspecto de uma das lagoas ou piscinas naturais.











Curiosidade

Local onde o barco 'Katiavara'
se encontra afundado:




.

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