Há ocasiões na nossa vida que os vínculos eróticos e amorosos são desafiados a se manifestarem a partir do ‘exterior’. Ou seja, estamos muito tranquilos no nosso relacionamento, sem pensar ou sentir nada de especial nesta matéria e quase de súbito aparece alguém que nos desafia. Pode ser o/a companheiro/a ou alguém fora da parceria. São momentos poderosos.
Se esta situação dá-se dentro da relação, o casal poderá assumir em conjunto o desafio e darem um brilho especial às questões erótica e amorosa. Se vem de fora da relação, bom… deveria ser o momento adequado para se respirar fundo e tomar decisões, mesmo que fossem dolorosas.
O desafio exterior, o que vem de fora do casal, apresenta-se de forma intensa, exercendo uma atracção profunda, quase como aquela velha ideia do ‘amor impossível’, onde abundam a revelação de segredos que inquietam, normalmente bem embrulhados em enganos, desenganos, ilusões e desilusões.
Uma coisa é certa: quem vivencia esta experiência erótico-amorosa, vai também enfrentar uma situação onde a nossa capacidade de amar é posta à prova. Em que esta capacidade de amar é profundamente desafiada. Este desafio pode tornar-se obsessivo e confundirmos amor e sexo.
É nesta fase dos relacionamentos que habitualmente tomamos as decisões menos apropriadas para aquele momento. Os vínculos que mencionei acima podem não coincidir. A vivência erótico/sexual e a vivência amorosa podem não coincidir. Ora, isto desvia a nossa atenção do que é fundamental e importante. É o velho binómio entre ‘desejo’ e ‘amor’.
Pronto, quando chegamos a este ponto já arranjámos um problema bastante sério para a nossa vida. As emoções transbordam. Não pretendo apresentar soluções, porque não sei como se resolvem estes casos, nem dar sentenças moralistas.
Como devem ter percebido, estou a falar da natureza importante do trânsito desafiante de Plutão à Vénus no nosso mapa natal. Claro que há muito mais a dizer sobre este tema e outros, característicos deste trânsito.