2014 Oscar Nominees / Oscar 2014 Nomeados - Ilustrado [a 17 Janeiro 2014]

17 de janeiro de 2014 · 7 comentários


86ª edição dos Oscar 2014 -
os prémios da Academia Norte-Americana
de Artes e Ciências 

Chris Hemsworth e a Presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs,
a anunciarem quais os nomeados para a grande festa do cinema
A Academia norte-americana apresentou hoje, dia 16 de Janeiro de 2014, os nomeados para os Oscars 2014. A presidente da Academia Norte-Americana de Artes e Ciências, Cheryl Boone Isaacs e o ator Chris Hemsworth apresentaram hoje, no Samuel Goldwyn Theater, em Beverly Hills, os nomeados para a 86ª edição dos Oscars. A cerimónia de 2014 será em Março, no dia 2, com apresentação de Ellen DeGeneres.

Ellen DeGeneres

Craig Zadan e Neil Meron são os produtores da 86ª edição dos Oscar

Nomeados para Melhor Filme

GOLPADA AMERICANA [No Brasil: Trapaça]
CAPITÃO PHILLIPS
O CLUBE DE DALLAS [No Brasil: Clube de Compras Dallas]
GRAVIDADE
ELA
NEBRASKA
FILOMENA [No Brasil: Philomena]
12 ANOS DE ESCRAVIDÃO
O LOBO DE WALL STREET

12 ANOS DE ESCRAVIDÃO

Acima: Um dos filmes favoritos do ano: «12 ANOS DE ESCRAVIDÃO» - com Chiwetel Ejiofor, à direita, nomeado para melhor actor, Michael Fassbender, à esquerda, e Lupita Nyong'o, no centro, nomeados como actores coadjuvantes, além de Steve McQueen como realizador-diretor.


Acima: «GOLPADA AMERICANA» [No Brasil: Trapaça] tem inúmeras nomeações: melhor filme e melhor diretor, para David O. Russell, e para quatro dos seus actores. Na foto da esquerda, Amy Adams (melhor actriz), Bradley Cooper (melhor actor secundário/coadjuvante), Jeremy Renner (não nomeado), Christian Bale (melhor actor principal) e Jennifer Lawrence (melhor actriz secundária/coadjuvante).


Acima: «Nebraska» recebeu nomeações para melhor filme, melhor actor (Bruce Dern, à esquerda, com Will Forte), melhor actriz coadjuvante (June Squibb), melhor diretor (Alexander Payne) e melhor roteiro original Bob Nelson.


Judi Dench, à esquerda, foi indicada para melhor atriz por "Philomena." O filme também foi indicado para melhor filme e melhor roteiro adaptado.


Acima: «O Lobo de Wall Street» teve cinco nomeações: para melhor actor (Leonardo DiCaprio, na foto), actor secundário/coadjuvante (Jonah Hill) e roteiro adaptado (Terence Winter). Martin Scorsese foi indicado pela sua direção. Será desta a vez de Leo? Bem o merece, pois esta estatueta tem-lhe escapado à tangente.

Melhor Realizador / Director

David O. Russell em GOLPADA AMERICANA [Brasil: Trapaça] 
Alfonso Cuarón em GRAVIDADE
Alexander Payne em NEBRASKA
Steve McQueen em 12 ANOS ESCRAVO OU 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO
Martin Scorsese O LOBO DE WALL STREET

Melhor Actor

Christian Bale GOLPADA AMERICANA [No Brasil: Trapaça]
Bruce Dern NEBRASKA
Leonardo DiCaprio O LOBO DE WALL STREET
Chiwetel Ejiofor 12 ANOS ESCRAVO
Matthew McConaughey O CLUBE DE DALLAS [No Brasil: Clube de Compras Dallas]

Melhor Actor Secundário / Ator Coadjuvante

Barkhad Abdi CAPITÃO PHILLIPS
Bradley Cooper GOLPADA AMERICANA [Brasil: Trapaça]
Michael Fassbender 12 ANOS ESCRAVO
Jonah Hill O LOBO DE WALL STREET
Jared Leto O CLUBE DE DALLAS [Brasil: Clube de Compras Dallas]


Matthew McConaughey nomeado para melhor actor
em «O CLUBE DE DALLAS» [No Brasil: Clube de Compras Dallas]

Christian Bale nomeado para melhor actor principal
em «GOLPADA AMERICANA» [No Brasil: Trapaça]
Chiwetel Ejiofor nomeado para melhor actor principal 
em «12 ANOS ESCRAVO»
Leonardo DiCaprio nomeado para melhor actor principal 
em «O LOBO DE WALL STREET»
[Nesta foto estava a receber o Golden Globe em 2014]
Bradley Cooper nomeado para melhor actor secundário ou coadjuvante
em «GOLPADA AMERICANA» [Brasil: Trapaça]

Michael Fassbender nomeado para melhor actor secundário ou coadjuvante
em «12 ANOS ESCRAVO»
Jonah Hill nomeado melhor actor secundário/coadjuvante
em «O LOBO DE WALL STREET»

Melhor Actriz

Amy Adams GOLPADA AMERICANA [Brasil: Trapaça]
Cate Blanchett BLUE JASMINE
Sandra Bullock GRAVIDADE
Judi Dench FILOMENA [Brasil: Philomena]
Meryl Streep UM QUENTE AGOSTO [Brasil: Álbum de Família]

Melhor Actriz Secundária / Atriz Coadjuvante

Sally Hawkins BLUE JASMINE
Jennifer Lawrence GOLPADA AMERICANA [Brasil: Trapaça]
Lupita Nyong'o 12 ANOS ESCRAVO
Julia Roberts UM QUENTE AGOSTO [Brasil: Álbum de Família]
June Squibb NEBRASKA


Amy Adams nomeada para melhor actriz
em «GOLPADA AMERICANA» [No Brasil: Trapaça]
Cate Blanchett nomeada para melhor actriz
em «BLUE JASMINE»
Lupita Nyong'o nomeada como melhor actriz secundária/coadjuvante
em «12 ANOS ESCRAVO»
Meryl Streep, nomeada para melhor actriz e
Julia Roberts, nomeada para melhor actriz secundária, ambas
em «UM QUENTE AGOSTO» [No Brasil: Álbum de Família]

Sandra Bullock nomeada melhor actriz
em «GRAVIDADE»

Melhor Filme Estrangeiro / Filme em Língua Estrangeira

BROKEN CIRCLE BREAKDOWN Bélgica
THE GREAT BEAUTY Itália
THE HUNT [A Caça] Dinamarca
THE MISSING PICTURE [A Imagem que Falta] Cambodja
OMAR Palestina

Melhor Banda Sonora Original

A RAPARIGA QUE ROUBAVA LIVROS John Williams
GRAVIDADE Steven Price
HER William Butler e Owen Pallett
FILOMENA Alexandre Desplat
AO ENCONTRO DO SR. BANKS Thomas Newman

Melhor Canção Original

Alone Yet Not Alone ALONE YET NOT ALONE
Happy GRU O MALDISPOSTO 2 [Brasil: Meu Malvado Favorito 2]
Let It Go FROZEN - O REINO DO GELO [Brasil: Frozen – Uma Aventura Congelante9
The Moon Song HER
Ordinary Love MANDELA: LONGO CAMINHO PARA A LIBERDADE

Imagens do filme «GOLPADA AMERICANA» [No Brasil: Trapaça]


Bradley Cooper, Amy Adams, Christian Bale e Jennifer Lawrence.










Imagens do filme O CLUBE DE DALLAS [No Brasil: Clube de Compras Dallas]


Jared Leto

Jared Leto


Jared Leto e Matthew McConaughey

Matthew McConaughey, à esquerda

Matthew McConaughey



Imagens do filme 12 ANOS ESCRAVO










Imagens do filme O LOBO DE WALL STREET







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Plutão em trânsito em quadratura a Neptuno natal - Será um voo cego a nada?

14 de janeiro de 2014 · 28 comentários



Texto longo. Não perca tempo, a menos que goste muito de astrologia.

Estou num processo pessoal, que anda a mexer muito comigo, pois é um trânsito que só ocorre para as pessoas que estão entre os 64 ou 65 - Plutão em trânsito em quadratura a Neptuno natal. Como sabemos, os trânsitos de Plutão são demorados, duram cerca de 4 anos, por vezes, um pouco mais. E isto que uso uma orbe de apenas 3º ou 4º tanto de aproximação, como de separação. Ocasionalmente, e o mapa natal da pessoa é que o determina, posso usar orbes de 5º de aproximação e 3º de separação. Não é uma regra fixa. Pessoalmente não aceito bem orbes muito grandes, como as praticadas pelo astro.com - assim, sai-se do domínio da análise para uma onda mais especulativa. E isso não me agrada.

Este trânsito varia de pessoa para pessoa (devido aos seus respectivos mapas), mas como este texto é muito baseado no meu próprio trânsito, aproveito para dizer que no meu caso pessoal iniciou-se em Julho 2012, quando Plutão passava pelo grau 8 de Capricórnio. Imediatamente se fez sentir: nesse mês e ano, mudei-me da grande cidade para a pequena localidade.

O trânsito deverá terminar entre Dezembro 2016 e Fevereiro 2017. É um dos trânsitos mais difíceis que um ser humano pode passar. Em certos casos, chega a ser violento. Por tudo isto, decidi escrever um texto aprofundando este tema. E ando nisso desde 23 de Dezembro 2013. Só o publiquei a 14 de Janeiro 2014.

Estou completamente 'neptuniado'. Este trânsito fará 5 aspetos em quadratura, 3 deles, no grau exacto e 2 outros, muito próximos de serem 'partil' [exato]. O primeiro deles será já em Fevereiro próximo. A cada dia que passa, mais 'neptuniado' estou. 

Os Ciclos de PLUTÃO são muitas vezes devastadores.
Eu sei que, nos dias de hoje, não é politicamente correcto usar-se a palavra
'devastador'. Não está em consonância com a actual espiritualidade lindinha.
Sei do que falo, pois com quase 65 anos, já experimentei muito de Plutão.
Não me esqueço das caminhadas que ele fez ao meu Sol, à Lua e a Marte.
Houve muitos mais, mas nem estou a ir muito lá atrás no tempo.
Certos dos seus trânsitos foram extremamente devastadores
e dolorosos na minha vida pessoal.
Tudo me foi retirado, arrancado, perdido.
 Sim, tudo: pessoas, animais, saúde e bens.
Sempre renasci, de forma mais viva. Transformação.
Mas isso não impede de terem sido trânsitos devastadores.
Por isso sinto-me no direito de ir em contramão e dizer o que sinto e penso.

Os ciclos de Plutão levam um pouco mais de 247 anos e 250 dias, devido ao fato de se movimentar extremamente devagar e de um modo um pouco irregular, levando de 10 a 30 anos para atravessar um signo. É impossível a qualquer pessoa vivenciar um Ciclo completo deste minúsculo planeta. Durante uma existência, ele transita por poucos signos e Casas. Entretanto, o movimento de Plutão de uma casa para outra, significa um período da vida essencialmente transformador. Os aspectos formados por Plutão, em trânsito, devem ser observados com muito cuidado, pois nenhum outro planeta é capaz de causar tanta dor e sobressalto, quando funciona de forma mais pesada. É doloroso. Por experiência própria.


Deixei a informação abaixo no meu Facebbok, devido às muitas reacções de leitores, que na sua imensa boa vontade iam deixando votos de ânimo, como seu estivesse em sofrimento, sem terem percebido que eu apenas estava a analisar, em termos astrológicos. Admito inclusivamente que possa ter sido eu a criar, de forma inconsciente essa ideia. Lamento se assim foi.

PARA TODOS OS MEUS LEITORES DESTE POST - Quero agradecer as palavras de boa vontade que deixaram, quer nos comentários, quer os enviados por mensagem privada. Não faço ideia porque terão concluído que eu estava doente, prestes a morrer e resolveram deixar aquelas habituais palavras de ânimo. Por favor, têm que aprender a terem isenção de pensamentos sobre o que costumam ler. Por eu dizer que este trânsito também pode trazer a morte, devem entender como sendo APENAS um possível facto. Apenas um possível facto!!! Como dizer que 1 + 1 = 2. Como dizer que os patos gostam de água para nadarem e fazerem a sua higiene. Como dizer que o Sol aparece de dia. Apenas factos. Façam o favor de não extrapolarem para a minha pessoa tudo aquilo que eu escrevo. Já imaginaram o que seria a minha vida com mais de 2.000 artigos escritos ao longo dos anos??? Agradecido a todos pelo vosso amor e carinho. Pelo vosso interesse em mim. Não faz parte dos meus planos desencarnar nos tempos mais próximos. Mas isso não depende MUITO de mim. A única coisa que vos posso dizer é que já estou a viver dentro do último prazo de validade que me será permitido viver neste planeta. Beijos e abraços a todos.



Uma visão geral dos
 trânsitos de Plutão a Neptuno natal 
[não especialmente a quadratura]

Habitualmente, as pessoas não batem à porta dos astrólogos porque um trânsito de Plutão está activar o seu Neptuno natal. No entanto, fazem-no se Neptuno ou Plutão em trânsito estiverem em aspecto a um dos planetas pessoais na carta natal. A razão pela qual podem procurar aconselhamento, por exemplo, é o efeito de Plutão sobre um planeta pessoal, através de Neptuno. É um trânsito silencioso mas tremendamente complexo.

Neptuno por signos, simboliza os sonhos da geração a que cada um pertence. Representa os nossos objectivos sublimes e maravilhosas inspirações espirituais. Representa a forma pela qual podemos iludir-nos, que tipo de sonho/ilusão tendemos a ter, em que área da vida nos mistificamos. Leva-nos inclusivamente a crer em realidades criadas pela nossa mente. Não pensem que estou a falar de 'meditação', desde que levada a sério e candura.

As pessoas marcadamente neptunianas são aquelas que não hesitam em garantir que canalizam toda a Fraternidade Branca, em todas as dimensões possíveis. Na minha antiga editora "Anjo Dourado" recebemos inúmeros manuscritos considerados importantes pelos seus autores, mas que não passavam de "ecos" de coisas mil vezes ouvidas e lidas.

A nossa fantasia será projectada nas questões descritas pela casa onde Neptuno se encontra.

Um trânsito de Plutão por uma casa indica a necessidade de entender completamente as facetas da vida regidas por essa casa.

Assim, além de tomarmos conhecimento das questões da quinta casa, por exemplo, caso Neptuno aí se encontre na carta natal [meu caso], o trânsito de Plutão formando conjunção com o Neptuno natal removerá o véu de ilusão criado pelo facto de Neptuno estar aí em primeiro lugar. Quando o trânsito forma uma quadratura ou oposição, o desvelamento pode não ser muito agradável.

Se não aprendermos facilmente, se reagirmos ao trânsito com as características menos dignas de Plutão - como essas coisas de controle - talvez sejamos arrancados da nossa complacência.

A chave para a interpretação do trânsito é que os sonhos ou fantasias ou ilusões sobre alguma coisa devem ser transformados. Talvez a transformação signifique simplesmente trazer essa faceta da vida para a consciência. É bem trabalhoso.

Como esse trânsito dura muito tempo, como são cerca de 4 anos envolvidos nisso e usarmos um bocadinho de 'insight', podemos lidar com ele muito bem antes que se torne um desafio. Isto em teoria, porque, na prática, Neptuno dissolve as nossas intenções e acabamos por sermos apanhados de surpresa.

Esse trânsito fica mais complexo quando envolve também os planetas pessoais. Torna-se mais imperativo lidar conscientemente com o trânsito de Plutão. Os planetas pessoais requerem a atenção de Plutão, e pode ficar mais difícil perceber o sonho neptuniano.

E a ilusão, esvai-se...




Aproveito para deixar esta ideia simbólica e esotérica do nosso corpo.

Não é fácil viver numa energia tão oposta, com Plutão e Neptuno em função. Quer saber onde está Neptuno? Faça este simples exercício: estenda, em cima da sua cabeça, a palma da mão bem aberta, com o dedo mindinho virado para cima. Simbolicamente falando, Neptuno está fora, pertence ao Todo. É um planeta amplamente curador, apesar de nos poder deixar confusos, sem sabermos muito bem que fazer. E Plutão, onde fica? No sentido oposto. Volte a abrir a palma da mão e desta vez com o dedo mindinho para baixo, estique-a sobre o peito, a partir da garganta e é aí, naquela zona do coração é onde encontramos dentro de nós a força necessária para enfrentarmos a vida, muitas vezes com turbulência e desassossego. Plutão está dentro, pertence à pessoa. Obviamente, nem vou entrar naquela ideia bonitinha e muito difundida que nos dizem que são planetas geracionais, quase negando o efeito que produzem na pessoa. Felizmente, a coisa está a melhorar. Este trânsito é destemido, pois a luta simbólica entre Plutão e Neptuno, é que Hades quer retirar, de preferência, de forma violenta, o véu invisível, que o Senhor das Águas transporta.


Analise no seu mapa o Signo e a Casa onde tem o seu Neptuno
e é aí que se travará a sua batalha final.

Eu disse 'final'? Sim, disse. Depois explicarei porque o disse. No meu caso, tenho Neptuno RX em Balança / Libra, 12º26', na Casa V, mas conjunto à Casa VI. Assim ando eu.'


Clicar para aumentar a imagem e poder ler melhor.
Lamento não vos oferecer uma melhor ilustração,
mas foi o que consegui fazer, não sendo designer.

Será um voo cego a nada?

Esta pergunta foi retirada do livro de poesia do moçambicano
Reinaldo Ferreira, «Um voo cego a nada».

Eu, Rosie, eu se falasse eu dir-te-ia
Que partout, everywhere, em toda a parte,
A vida égale, idêntica, the same,
É sempre um esforço inútil,
Um voo cego a nada.
Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.
Tu pensas
Nas vantagens imensas
De um par
Que paga sem falar;
Eu, nauseado e grogue,
Eu penso, vê lá bem,
Em Arles e na orelha de Van Gogh...
E assim entre o que eu penso e o que tu sentes
A ponte que nos une - é estar ausentes.

Reinaldo Ferreira

Focando-me na quadratura,
cheguei a estas conclusões:

Este trânsito parece um voo cego a nada, 
mas não, tem mesmo um destino: a nossa alma.

Uma informação inicial: o trânsito oposto, ou seja, o trânsito de Neptuno em quadratura ao Plutão natal, é basicamente igual e tem o mesmo significado a este que vou começar a descrever, só que dura menos tempo. Em vez de 4 anos, pode levar cerca de 2 anos e meio da nossa vida.

A dificuldade deste trânsito é aparentemente óbvio, pois Plutão tudo fará para arrancar os véus de ilusão e  fantasia de Neptuno. E arranca. No trânsito oposto, dificilmente acontece. Esta é uma grande diferença entre ambos os trânsitos.

Quer isto dizer que o trânsito de Plutão em quadratura a Neptuno, tudo fará para retirar as ilusões e fantasias respeitantes à Casa e signo onde se encontra Neptuno e seus aspectos. É um buldozer que tudo arranca no seu caminho. Tudo deverá ser transformado. E isto que se diz assim com tanta facilidade, na verdade corresponde a largos picos ao longo desses 4 anos, regra geral, bastante dolorosos. 

Este trânsito pode ficar ainda mais complexo se involucrar planetas pessoais. É necessário analisar com muita atenção os mapas da pessoa. 

Uma das características principais deste trânsito é que a pessoa praticamente só pode fazer uma coisa para sobreviver de forma saudável a este trânsito: saber aceitar.  

Um dos pontos severos deste trânsito é que frequentemente, pode introduzir a morte física da pessoa. E quando não desencarna, é certo e sabido que a pessoa enfrentará penosas mortes a níveis diferenciados: da personalidade, das emoções, da mentalidade, da saúde e até espiritual.

É frequente que muitas posses, relações ou outras condições de vida tenham tendência a desaparecerem. E isto não é fácil, como se sabe. Não pensem que me estou a queixar, pois eu sou daqueles que já perdeu tudo, só resto eu mesmo. E cá estarei para o que der e vier.

Uma das possibilidades é perdermos aquelas pessoas que são muito importantes para nós. Denomino este trânsito como o dos viúvos e viúvas. [As pessoas entre os 62 e 67 podem desencarnar neste trânsito.] Conheço muitos casos. É a fase em que estas pessoas têm que ajustar as suas vidas a esta nova forma de viver, em que os seus cônjuges já não estão ao nosso lado.

Facilita muito que a pessoa esteja integrada em grupos psicológicos, de auto-ajuda, psíquicos ou metafísicos, pois em princípio estarão mais preparados para aceitarem estes factos associados ao trânsito e podem, com mais facilidade, fazer um trabalho profundo em eles mesmos.

Este trânsito tem uma particularidade: se a pessoa se dedicar a aprender e praticar filosofias mais místicas e/ou esotéricas, pois poderão funcionar como uma base de regeneração de si mesmo. Mas, por favor, não apareça na consulta do astrólogo a pedir-lhe que lhe digam qual é sua «missão espiritual».

A pessoa  pode viver consideráveis tensões devido a pressões e forças compulsivas que sente dentro de si. Pode sentir-se desconcertado, confundido ou transtornado com as experiências que terá que viver

Este trânsito é fértil em mudanças, mesmo as mais subtis, rupturas, desilusões, ou vivências mais compulsivas. Uma coisa é certa: quando o trânsito terminar, a pessoa, se não desencarnar, ter-se-á regenerado do ponto de vista interno. Prepare-se para uma longa viagem.




Eu já tinha preparado «meio texto» explicando umas quantas coisas baseadas neste conceito, extraído da astrologia esotérica:

Este trânsito parece um voo cego a nada, 
mas não, tem mesmo um destino: a nossa alma.

E nesse sentido, preferi usar um comentário feito pela astróloga Ruth Fairfield, do que usar o meu próprio texto, pois a ideia era igual. Assim, quando acima me referi à ideia de que este trânsito funciona como uma 'batalha final'. Essa batalha está descrita logo a seguir: 

«O mais fascinante é que Neptuno é o regente da personalidade de Peixes, toca a estrutura que o inconsciente colectivo está a libertar da dor, da vitimização, da auto punição, do mártir... toda a projecção astral do mundo ideal, dos homens ideais... mas o regente da alma de peixes é precisamente Plutão, esse é o resgate do poder pessoal, depois de nos libertarmos de todas as crenças (Júpiter, 2º regente de Peixes da personalidade) de dor, de sofrimento, assumindo a essência criativa e libertando a prisão a essa condição... renascemos para o nosso poder pessoal... Plutão a última experiência da alma na estrutura da forma...»



Enquanto ia escrevendo este texto, com todos os vagares possíveis, o que deixou o meu lado geminiano um bocadinho apreensivo com a lentidão da criação, fiz alguns posts alusivos ao tema, no Facebook:

Aqui - aqui - aqui e aqui.



Olhando para o meu próprio mapa:

Duração do trânsito

Início, no grau 8 de Capricórnio, em Julho 2012 - mudei da cidade para o campo.

Terminará entre Dezembro 2016 e Fevereiro 2017 - não sei o que o futuro me reserva.


Aspectos exactos Capricórnio e Balança / Libra:

 1º encontro exacto ou partil: 05/02/2014, aos 12º26'.

2º encontro exacto ou partil: 27/06/2014, aos 12º26', estando Plutão retrógrado

3º encontro exacto ou partil: 11/12/2014, aos 12º26'


Também haverá 2 aspectos não exactos entre si:

24/09/2015, aos 12º59', estando Plutão retrógrado [orbe 33']

17/09/2016, aos 14º56', estando Plutão retrógrado [orbe 2º30']

Plutão, em Abril 2015 iniciará a sua retrogradação anual,
no grau 15º33' de Capricórnio indo até Setembro nos graus rx 12º59'
Não fará aspeto partil a Neptuno, mas fará
quadratura muito próxima, com apenas 33' de orbe.


Antecedentes de encontros entre
estes planetas no meu mapa natal

É comum, em astrologia, verificarmos o ciclo dos planetas na vida das pessoas. Funciona muito bem com todos os planetas desde o Sol a Saturno. Tenho dúvidas se este conceito se aplica aos planetas mais lentos. De uma vez por todas, tentei juntar esses dados do meu próprio mapa e tentar perceber se Plutão, apesar de ter um ciclo com cerca 250 anos, também funciona como se fosse Marte ou Saturno. Sinto dúvidas sobre isso. Deixo a seguir algumas datas e aspectos entre Plutão e Neptuno, que me fizeram concluir que não sinto haver esse propósito do ciclo planetário, como escola de ensinamento. O melhor seria pedir a um colega que fizesse a análise do meu mapa em relação às datas que deixo a seguir, pois como sabem, ninguém consegue auto analisar-se a este ponto.

A conjunção foi 1976/77 - [tinha 28 anos]  - Eu ainda estava em Moçambique, ainda longe de sair de lá. Nem sequer, então, me passava pela cabeça regressar a Portugal. Morreu o meu filho e divorciei-me.

Semi-sextil - 1988 -  [tinha 39 anos] - Este ano foi paradigmático para mim, pois representou o meu regresso definitivo a Portugal, depois de alguns anos de exílio dourado ou, se quiserem, de emigrante de luxo, por esse mundo fora.

Semi-quadratura - 1994 - [tinha 45 anos] - Tenho que me esforçar para me recordar deste ano. Não tenho memórias especiais desta época da minha vida. A única sensação que tenho é que tive sérios problemas de saúde, mas como perdi as minhas agendas não consigo confirmar estes dados e, a memória, está a ser completamente absorvida por Neptuno. Por isso, sentir-me tão «neptuniado». 

Sextil - 2000 [tinha 51 anos] - Iniciei uma outra viagem, criando a minha editora esotérica, que entretanto faliu e foi encerrada, em  Dezembro de 2011.

Quintil - 2005/6 -[tinha 56 anos] - Numa viagem à Argentina, senti que atingi um certo e alto sabor espiritual, que me deixou muito feliz e que envolveu várias personalidades do mundo espiritual, que eu então conhecia.

Quadratura - 2014 - [com 64/5 anos]. É um livro em aberto. Para já sei que não tenho condições de ir viver para a Argentina, como tem sido o meu sonho nos últimos 9 ou 10 anos. Mas posso dizer o seguinte: nada mais Plutão chegar ao grau 8 de Capricórnio, quando, em meu entender iniciou o trânsito a esta quadratura, imediatamente se fez sentir: nesse mês e ano [Julho 2012], mudei-me da grande cidade para a pequena localidade, o que fez melhorar imenso a minha vida pessoal e profissional.

Muito obrigado a todos. Sejam felizes.
14-Jan-2014


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pode clicar aqui e irá parar à zona de comentários.



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SÉRIE DE TV em Portugal: «THE FOLLOWING» / «OS SEGUIDORES»

10 de janeiro de 2014 · 2 comentários

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SÉRIE DE TV: «THE FOLLOWING» / «OS SEGUIDORES» - Num mega evento especial o canal FOX tem estado a dedicar esta semana à sua mais recente série: ‘Os Seguidores’. Desde o  dia 6 de Janeiro, até domingo, dia 12, sempre a partir das 22h15, o canal vai emitir em episódio duplo toda a 1ª temporada com 15 episódios, deste fantástico thriller televisivo protagonizado por Kevin Bacon e James Purefoy. Desta forma, a FOX dá aos espectadores a possibilidade de verem toda a 1ª temporada de ‘Os Seguidores’ em apenas uma semana. Amanhã, sábado, dia 11 Janeiro, serão exibidos 3 episódios. A série pode ser vista em outros horários. 

Conheça o elenco, aqui:


Kevin Bacon no papel de Ryan Hardy
Ryan Hardy é um veterano com muitas cicatrizes psicológicas que, há nove anos atrás, conseguiu capturar o serial killer Carroll depois de este ter morto 14 estudantes num campus universitário onde dava aulas de literatura. Conhece Caroll como ninguém e é amigo íntimo da ex-mulher do assassino.


Sobre a série:

O FBI estima que haja, atualmente, cerca de 300 assassinos em série ativos nos Estados Unidos. O que aconteceria se estes tivessem uma maneira de comunicar uns com os outros? E se eles fossem capazes de trabalhar juntos e formar alianças? E se um brilhante e carismático, apesar de uma mente psicótica, fosse capaz de os juntar a todos e ativar um culto de seguidores fiéis às suas ordens?

Quando o famoso assassino em série Joe Carroll (o ator inglês James Purefoy [lembram-se de 'ROMA'? É ele mesmo.) escapa do corredor da morte e embarca numa nova jornada de assassinatos, o FBI chama o antigo agente policial Ryan Hardy (Kevin Bacon): um veterano com muitas cicatrizes psicológicas que, nove anos atrás, conseguiu capturar Carroll depois de este ter morto 14 estudantes num campus universitário onde dava aulas de literatura.

Conhecendo Carroll melhor que ninguém e amigo íntimo da ex-mulher do assassino, Claire (Natalie Zea), Hardy começa a trabalhar em conjunto com uma equipa do FBI a qual é composta pela agente Debra Parker (Annie Parisse) – a especialista que lidera a investigação – e o inteligente e ágil novato Mike Weston (Shawn Ashmore), que parece ser o único da equipa que o idolatra.


James Purefoy no excelente papel de Joe Carroll
Joe Carroll é um serial killer que conseguiu escapar do corredor da morte, embarcando numa nova onda de assassínios. Foi capturado por Ryan Hardy, depois de ter morto 14 jovens num campus universitário. Durante o tempo que esteve preso, criou uma espécie de culto, com seguidores dispostos a seguirem qualquer ordem sua. Amante de literatura e escritor, baseia todos os seus actos nas obras de Edgar Allan Poe, e tenta escrever um livro que siga todos os assassínios e com Ryan Hardy enquanto protagonista.


Rapidamente, Hardy descobre que Carroll não esteve apenas a comunicar com uma rede de assassinos nos anos em que esteve preso, como tem planeado algo muito maior do que uma simples fuga da prisão: a criação de uma espécie de culto e rede de seguidores que estão prontos a responder a todas as ordens de Carroll, sejam elas quais forem.

À medida que Hardy e o FBI são desafiados pela crescente rede de assassinos que os rodeia – nunca sabem se a pessoa que está ao lado é um seguidor de Carroll e um insensível homicida – e que são manipulados pelo diabólico Carroll, Hardy não só terá uma segunda oportunidade de capturar Carroll, como uma nova oportunidade de redenção uma vez que terá de enfrentar não uma pessoa, mas uma verdadeira seita de assassinos.


Natalie Zea no papel de Claire Matthews
Claire Matthews é a ex-mulher de Carroll, tendo-se posteriormente envolvido com o agente do FBI Ryan Hardy. Professora na universidade onde o ex-marido cometeu os crimes, Claire apenas quer falar com Hardy quando sabe que Carroll fugiu da prisão.

Uma das questões mais interessantes é o facto de Carroll basear todos os seus atos homicidas nos romances de Edgar Allan Poe, sendo estes livros a sua bíblia e os seus pregões para os seguidores. Amante da literatura e deste conceituado autor, também Carroll pretende escrever (numa segunda tentativa) uma 'masterpiece' literária, tendo como protagonista Ryan Hardy e todo o seguimento dos assassinatos.

Hardy é um verdadeiro diário ambulante sobre Carroll. Ele sabe tudo sobre o assassino e é capaz de ser a única pessoa que iguala Carroll a nível psicológico e intelectual. Mas, o Ryan Hardy que desvendou o caso Carroll anos antes, não é o mesmo Ryan Hardy de agora. Ferido, tanto fisicamente como psicologicamente, desde a sua primeira perseguição a este homicida, Hardy passou vários anos afastado do trabalho. Esta é a sua oportunidade de redenção.


Annie Parisse no papel de Debra Parker
Especialista do FBI em comportamentos de cultos, Debra Parker é a investigadora chamada para ajudar a encontrar Carroll.


‘Os Seguidores’ é uma criação de Kevin Williamson e tem como produtores executivos Marcos Siega, Kevin Williamson. A sua produção está a cargo da Bonanza Productions em associação com a Outerbanks Entertainment e a Wraner Bros. Television. 


Shawn Ashmore no papel de Mike Weston
Novato no FBI, escreveu a sua tese sobre Joe Carroll e considera Hardy o seu herói. Inteligente e ágil, é considerado o expert em Carroll.


Tudo, aqui:
Vídeos, aqui:
No Facebook:




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Astrologia e Reencarnação - Apontamentos para uma aula em 2007

8 de janeiro de 2014 · 5 comentários



ASTROLOGIA E REENCARNAÇÃO

Por Dorothée Koechlin de Bizemont
Extraído do seu livro “Astrologia Cármica”
Transcrições, excertos e sublinhados de António Rosa

Obs: Para ser estudado e analisado coma muita atenção pelos leitores.
Eu sei que a maioria dos actuais leitores não têm tempo para ler textos longos,

mas será que queremos realmente aprofundar alguma coisa?
Ou desejamos apenas umas frases lindinhas no Facebook?

Actualizado em 10 Junho 2007
Reorganizado em Janeiro de 2011
Actualizado em 8 Janeiro 2014
por António Rosa



Os astrólogos actuais podem repartir-se em duas tendências: os racionalistas e os espiritualistas. Os primeiros praticam a astrologia como um meio de conhecimento imediato dos homens. Empoleirada nas técnicas de investigação psicológica do século XIX e XX (psicanálise etc.), essa astrologia recusa as dimensões espirituais esotéricas. É, em suma, a irmã gémea da "medicina de consertos" ocidental, que só conhece o corpo material. Recusando a existência do corpo esotérico e do corpo astral, essa medicina só vê no homem um conjunto de reacções psicoquímicas. Como a medicina derivada das teorias de Pasteur, a astrologia racionalista ignora a finalidade cósmica do homem.

Para os astrólogos da segunda tendência, os espiritualistas, o estudo do tema individual não só descreve o corpo doente, a mente desequilibrada, ou a vida emocional perturbada, como também, mais ainda, esse tema astrológico pode responder às questões fundamentais que o indivíduo se coloca: "Quem sou eu? Para que serve a minha existência? Aonde irei depois de minha morte? De onde vim?"

O astrólogo espiritualista recoloca o homem numa estrutura de espaço e de tempo que esclarece sua finalidade. A astrologia espiritualista ou esotérica é naturalmente reencarnacionista. Seu nível de explicação é muito mais amplo. O tema actual representa apenas uma encarnação, a mais recente, que é a resultante das precedentes... O tema (em particular no momento da morte) chega a dar indicações sobre a próxima encarnação!

Efectivamente, um tema analisado nessa perspectiva "cármica" explica luminosamente os gostos, o temperamento, os defeitos e as qualidades do nativo. Descemos aí a um nível de investigação muito mais profundo do que a psicanálise, já que essa astrologia espiritual reconhece a marca das experiências anteriores sobre o comportamento actual do sujeito. Os traumatismos das vidas anteriores podem ser lidos num tema se o astrólogo é suficientemente competente, e se as faculdades de juízo são suficientemente refinadas.

Sem ser ela uma religião, a astrologia espiritualista é uma espécie de revelação sobre a organização divina do Cosmos. Assim como a "religião" tem algo a ver com "ligar", a astrologia espiritualista nos liga ao "projecto divino". "No começo, Deus criou o céu e a terra"- diz o Génesis. E Deus diz: "Que haja luminárias no firmamento do céu para separar o dia e a noite; que elas sirvam de sinais, tanto para as festas como para os dias e as estações." O estudo dessas luminárias devia ser uma forma de meditação transcendental. Assim praticada, a astrologia desemboca num deslumbramento, enlightment, como dizem os americanos (traduzindo assim a noção de iluminação, cara aos budistas). A astrologia, a cabala, a numerologia, a alquimia, o I Ching, etc. são os arcanos do conhecimento superior.

Esta era também a maneira de pensar dos grandes mestres da Antiguidade. Aí está por que reencarnação e astrologia nunca se opuseram nas civilizações antigas. Caminhavam lado a lado, com toda a naturalidade, como dois tipos de pesquisas paralelas conduzidas simultaneamente pelos sacerdotes e pelos iniciados. Terão eles, entretanto, feito a síntese entre as duas?

No Oriente, sim. No Ocidente é menos nítido. Um enorme número de tradições esotéricas ocidentais, que se transmitiam de boca em boca, perderam-se. Foi o caso do ensinamento dos druidas, por exemplo que, na Gália e na Grã-Bretanha, bem parecem ter coordenado astrologia e reencarnação, como testemunha César.

Um pouco de história

CALDEUS, GREGOS E ROMANOS

Os caldeus, observadores pacientes e apaixonados do céu, criaram a astrologia ocidental. Seus assombrosos conhecimentos astronómicos haviam feito com que descobrissem os planetas, até Saturno, inclusive. Já haviam medido suas revoluções - sideral e sinódica, com uma margem de erro muito pequena, e podiam prever com antecedência sua posição. Eram particularmente bem informados sobre as diferentes fases da Lua, e previam com precisão a volta dos eclipses. Foram eles que, tendo traçado os limites da eclíptica, haviam-na dividido em 12 porções, que se tornaram os "signos do Zodíaco". E como haviam compreendido que certas posições astronómicas pareciam ocasionar de novo os mesmos movimentos (os mesmos traços de carácter), tinham desenvolvido a interpretação simbólica daquelas posições astrais - ou seja, a nossa astrologia.

Mas teriam eles associado esta última à reencarnação? Numa palavra, seriam eles capazes de reencontrar as vidas anteriores através da leitura de um tema? Não se sabe exactamente.

Mestres consumados na arte de prever o futuro, interessar-se-iam pelo passado anterior? Os caldeus não eram certamente, assim como nós hoje em dia, estranhos à noção de reencarnação: Zoroastro parece ter sido herdeiro de uma velha tradição local. E altamente provável que certos sacerdotes-astrólogos iniciados utilizassem a astrologia para conhecer a evolução cármica das almas. Mas nenhum texto ou documento chegou até nós, actualmente.

Os babilónios, que vieram depois dos caldeus, retomaram e desenvolveram amplamente sua ciência, tanto em astronomia-astrologia, quanto em esoterismo. Transmitiram-na aos gregos, de quem a herdamos. Pensa-se que os egípcios não ignoravam de modo algum a astrologia reencarnacionista. Mas seus conhecimentos nesse assunto permanecem tão misteriosos quanto a Esfinge e a Grande Pirâmide...

Quanto aos gregos, um grande número deles, como vimos, acreditavam na transmigração das almas. Mas os filósofos do período clássico que a mencionaram não a ligaram à astrologia caldéia (que só foi vulgarizada tardiamente entre os gregos, no século III antes de Cristo).

Entretanto, Alexandre trouxera brâmanes da sua expedição à índia, intensificando assim os intercâmbios religiosos com o mundo grego. As tradições caldeia e egípcia, assim como a mitologia grega e a influência indiana irão misturar-se para dar aqueles "mistérios" iniciáticos, tão em voga no início da era cristã, mas não parecem ter convergido para criar uma verdadeira escola de astrologia reencarnacionista. Ninguém, no Ocidente, parece ter-se preocupado em coordenar astrologia e reencarnação.

Ninguém, salvo, talvez, os druidas. Mas estes logo vão desaparecer, sem deixar seus ensinamentos. A consciência das vidas anteriores apaga-se pouco a pouco na Europa, a partir do século VII. A astrologia, em compensação, permanece oficial ainda durante mil anos. Mas ninguém lhe pede que seja "reencamacionista". O Ocidente esqueceu tudo...

Nos séculos XVIII e XIX, grande buraco negro: a astrologia, por sua vez, cai num descrédito total. Raros esotéricos, rosacrucianos, alquimistas e cabalistas conseguiram, no entanto, manter viva a chama, por vezes à custa de suas vidas. Eles estarão na origem de um renascimento que só se ampliará no século seguinte. Na Alemanha, Goethe, no entanto, mostrar-se-á convencido da realidade da reencarnação, e se apaixonará pela astrologia. Não estabelecerá, no entanto, a ligação entre as duas.

Enfim, na segunda metade do século XIX, e no início do século XX, irão levantar-se alguns grandes espíritos que se voltarão para as fontes indianas e tibetanas: no Oriente não se rejeitou a reencarnação, nem a astrologia. Melhor ainda, integrou-se uma à outra, com toda a naturalidade! Corajosamente, pioneiros europeus e americanos reintroduzem no Ocidente esses dois espantalhos, "ilusões diabólicas", "especulações perigosas", nascidas de uma "mentalidade pré-científica".

Como me dizia recentemente uma velha senhora: "A reencarnação? Minha filha, é muito perigoso mexer com essas coisas! Não se meta nisso de jeito nenhum. Todos os meus conhecidos que caíram nessa história tiveram os piores aborrecimentos!"

A ASTROLOGIA INDIANA E TIBETANA

Ao leste do Éden, a Árvore do Conhecimento nem sempre foi sufocada. Nas índias, no Tibete, e em outros países do Extremo-Oriente, a reencarnação faz parte da vida quotidiana, assim como também a astrologia. Os astrólogos indianos, quando estudam um tema, têm sempre presente no espírito a "roda das reencarnações". Estimam que têm sob os olhos o "momento" da corrida milenar de uma alma. Nas Índias e no Tibete, não se cogita de empreender uma ascese espiritual sem procurar conhecer os erros das vidas precedentes. Essa busca é feita sob a orientação de um mestre, guru, swami, sishi... que guia o adepto no caminho muitas vezes difícil desse conhecimento.

A astrologia está muito naturalmente integrada nesta busca espiritual. Os astrólogos indianos não trabalham apenas na "análise lógica do tema" - utilizam sem qualquer reticência sua mediunidade para ler ali as vidas anteriores. Assim, o astrólogo indiano é, por princípio, um iniciado e um sábio. Sua função é religiosa.

Sem entrar nos detalhes que veremos mais amplamente na sequência dos capítulos deste livro, apresentaremos a seguir, em termos muito gerais, as configurações pelas quais os astrólogos indianos determinam as vidas anteriores (e futuras) de um nativo. Consideram eles, essencialmente:

O NIDÂNAS

Os "signos do Zodíaco" na astrologia indiana não correspondem exactamente aos nossos, por causa da defasagem entre signos e constelações, devida à precessão dos equinócios. Entretanto, o Zodíaco indiano admite, como o nosso, uma divisão do ano em 12 partes que correspondem às 12 constelações da eclíptica. Cada uma dessas constelações é como uma "porta", por onde entra a alma que se encarna de novo. Cada porta ou "nidâna" corresponde ao desejo, à paixão dominante, que impeliu a alma a se encarnar. Existe uma correspondência simbólica entre os 12 nidânas e os signos do Zodíaco.

Estes últimos são representados num círculo, o Bhava Chakra, ilustração gráfica da roda das transmigrações, e oferecidos sob esta forma à meditação dos fiéis.

0 primeiro nidâna é representado com os traços de uma velha cega, e simboliza a ignorância, a vontade inconsciente que leva a alma a se reencamar. Seu simbolismo lembra o de Áries, ser de desejo, movido por impulsos muitas vezes cegos.

O segundo nidâna é representado por um oleiro modelando a argila. Símbolo do apego às formas da vida física, está muito próximo de Touro.

O terceiro nidâna é representado por um macaco trepando lepidamente numa árvore. Ele simboliza o desejo de conhecimento e uma certa instabilidade, que evocam bem os Gémeos.

O quarto nidâna é representado por uma barca contendo ora apenas um homem, ora uma família. Simboliza o desejo de existir por si mesmo, de ser autónomo. Esse desejo, no Ocidente, nasce no nível de Câncer (que evoca também o Oceano primordial, como a barca).

O quinto nidâna é representado por uma casa vazia, ou por uma máscara humana: simboliza o desejo de exteriorizar o poder dos sentidos, e também a ambição (o que corresponde bem ao Leão).

O sexto nidâna é representado por um casal de esposos, ou por um trabalhador atrás do seu arado. Simboliza o desejo de realização concreta, a fecundação. Corresponde à nossa Virgem (representada no Ocidente com uma espiga de trigo na mão).

O sétimo nidâna é representado por uma figura humana cujo olho foi varado por uma flecha. Simboliza o desejo de ternura e de prazer, as ilusões do coração que terminam na dor. Corresponde a Libra.

O oitavo nidâna é representado por um homem que se embriaga, e por uma mulher segurando uma garrafa de vinho. Simboliza a sede insaciável de gozo, que acorrenta o homem à roda das reencarnações, e corresponde ao Escorpião.

O nono nidâna é representado por um homem colhendo frutos, que coloca num cesto. É o desejo dos bens materiais, o apego às gratificações deste mundo, análogo ao simbolismo de Sagitário.

O décimo nidâna é representado por uma mulher grávida. Ela representa a plenitude da existência material, e a sujeição aos trabalhos terrestres. Este nidâna corresponde a Capricórnio.

O décimo primeiro nidâna é representado por uma criança nascendo. Simboliza o desprendimento que foi adquirido e que dá ao ser o desejo de renascer uma última vez para liquidar todo o seu carma. Essa motivação espiritual corresponde a Aquário.

O décimo segundo nidâna é representado por um cadáver em seu cortejo funerário. Simboliza a dissolução (muito neptuniana) de todos os laços terrestres que aprisionavam o ser. Corresponde a Peixes.

Decanatos, graus e outras subdivisões do Zodíaco


Cada signo do Zodíaco - tanto na índia como no Ocidente estende-se, então, por 30° do céu. Um decanato - um terço de um signo - contém 10º.

Os astrólogos indianos dão muita atenção às subdivisões do Zodíaco; os decanatos permitem, segundo eles, um conhecimento das vidas anteriores; os dwads e os navamsas, subdivisões do decanato e do signo, indicariam mais o desenvolvimento futuro da Entidade.

Cada grau do círculo celeste indica também alguma coisa do carma do nativo. Não desenvolverei aqui esses tópicos - apesar de interessantes - por falta de espaço!

O Ascendente

É examinado com o maior cuidado. O signo que se encontra situado na XII casa, logo acima do horizonte, é considerado como o signo ascendente da vida precedente. Exemplo: um nativo nascido com o Ascendente Libra tinha o Ascendente Virgem na encarnação precedente; não deve, portanto, causar espanto que ele ainda apresente características de Virgem, sobretudo no início desta vida. A alma percorre, assim, o Zodíaco, experimentando em cada encarnação as possibilidades dos signos, segundo sua progressão.

Os seis mundos

Não se pode compreender a astrologia indiana esquecendo os seis mundos começando por baixo:

- O mundo infernal, que corresponde ao plano de Saturno

- O mundo dos espíritos famintos, que corresponde ao plano da Lua

- O mundo animal, que corresponde ao plano de Vénus

- O mundo humano, que corresponde ao plano de Mercúrio

- O mundo dos Titãs, ou Heróis, ou deuses ciumentos, que corresponde ao plano de Marte.

- O mundo dos deuses, mundo da felicidade e da luz, o mais alto de todos, que corresponde ao plano de Júpiter

O acesso a esses três últimos mundos se faz por um bom carma, ao passo que, ao contrário, um carma pesado obriga a entidade a se reencarnar em um dos três mundos inferiores, onde reina a infelicidade.

As almas passam de um a outro mundo, segundo seus méritos. A astrologia permite ver de que mundo vem o recém-nascido e, ao morrer, em que mundo o indivíduo se reencarnará. O Sol, energia luminosa, forma do Buda, indica, por sua posição no signo e no decanato, como se disse acima, de que mundo vem o nativo.

Resumi muito grosseiramente o ponto de vista da astrologia indiana: os especialistas que me perdoem essa simplificação.

OS PIONEIROS OCIDENTAIS

Os primeiros pioneiros ocidentais da astrologia reencarnacionista foram buscá-la nas índias. Teósofos, antropóssofos, rosacrucianos não ignoram as fontes indianas.

Depois da geração dos pioneiros, outros astrólogos desenvolveram a astrologia esotérica, apoiando-se mais na inspiração mediúnica do que nos textos indianos (Alice Fowler, Irys Vorel, Donald Yott, Charles Vouga). Mas é notável que haja uma convergência entre a inspiração desses pesquisadores e as tradições indianas.

O caso limite é o de Edgar Cayce, que nunca pôs os pés num ashram, nem estudou astrologia indiana, e nem mesmo qualquer tradição reencarnacionista, e que, por sua simples inspiração mediúnica, reencontra valores que a India conservara e que a nossa astrologia esquecera. Aliás, foi a propósito do tema astrológico de seu amigo Lammers que Cayce mencionou pela primeira vez esta evidência que é a reencarnação. Para seu próprio espanto, ele declarou, sob sono hipnótico: "Outrora, ele (Lammers) foi monge." Foi preciso, depois, que Cayce, assim como os astrólogos ocidentais, percorresse um caminho muito longo para chegar à astrologia reencarnacionista aqui apresentada.

EDGAR CAYCE CONFIRMA A REALIDADE DAS PERMANÊNCIAS PLANETÁRIAS

As leituras caycianas, evidentemente, contêm um imenso número de comentários astrológico-reencarnacionistas.

Essas referências são totalmente surpreendentes para um astrólogo ocidental "clássico". Entretanto, pôde-se verificar cem vezes a justeza das previsões de Cayce, e também o quanto seus diagnósticos, tanto físicos quanto psíquicos, se mostraram exactos. Pode-se, então, pensar que sua visão astrológica corresponde a uma realidade. A astrologia actual está, aliás, em plena evolução. O materialismo do século XIX lhe cortara as asas: o século XXI provavelmente dará razão a Cayce. Aqueles, dentre os meus leitores, a quem essa questão interessa, podem reportar-se ao excelente livro de Margareth H. Gammon: Astrology and the Edgar Cayce readings, publicado pela ARE (Edgar Cayce Foundation, 1967 e 1973).

A maioria das 2.500 leituras de vidas apresentadas por Cayce entre 1923 e 1945 evocam a reencarnação. Segundo ele, as Entidades permanecem em diferentes épocas no plano terrestre - é o que chamamos de encarnações sucessivas - mas também permanecem em outros planos planetários, entre duas vidas terrestres. Edgar Cayce está longe de ser o único a ter falado nisso. Allan Kardec faz alusão ao assunto: "A medida que os Espíritos se depuram, encarnam-se em mundos cada vez mais perfeitos" (O Livro dos Espíritos, Editorial Angelorum-Novalis).

As Lettres de Christopher, de Rose-Marie Tristam, também falam nisso. Christopher, morto aos 17 anos no naufrágio de um navio torpedeado durante a Segunda Guerra Mundial, retorna depois de morto, regularmente, para falar com sua mãe. Conta-lhe suas actividades nos outros mundos: "Depois de deixar Sirius, visitamos vários satélites em tomo daquele grande centro de luz...". Conta também as expedições a Marte, a Júpiter, a Orion... É bem possível que, depois da morte, os humanos possam realizar com muita facilidade viagens interplanetárias, ou mesmo interestelares!

Albert Pauchard, em seu L'Autre Monde, fala também do "raio de Neptuno", que ilumina "o último contingente de um ciclo solar" - isto é, os que vão nascer entre 20 de Fevereiro e 20 de Março, em Peixes.

Nos Estados Unidos, o famosíssimo médium Arthur Ford falara de suas viagens em "projecção astral" (isto é, saída do corpo físico ou "desdobramento") a outros planetas. Contou mesmo que visitou Arcturus.

Voltando a Cayce, ele diz que as Entidades permanecem em outros planos planetários (ou estelares); ele chama essas permanências de "sojourns". Qual será a finalidade disso? Segundo ele, o plano divino de desenvolvimento das almas humanas prevê para elas uma série de experiências planetárias, para ampliar o campo de seus conhecimentos. Os reencarnacionistas em geral, tanto do Oriente como do Ocidente, estão de acordo: o campo terrestre é demasiado limitado. Devendo a alma chegar ao perfeito conhecimento (já que "nós somos deuses", como diz Paulo), precisa passar por uma grande diversidade de experiências cósmicas. Isso é necessário para a aprendizagem do estado divino!

Segundo Cayce, esses "sojourns" em planos de consciência diferentes são descritos no tema individual pelos planetas, que simbolizam diferentes planos de energia cósmica. Podemos, portanto, ler no nosso tema as experiências planetárias precedentes. Essas vilegiaturas em outros mundos desenvolvem nossas faculdades mentais. Nossas ideias, nossas intuições, nossos conhecimentos inatos, em suma, nossas aptidões intelectuais e imaginativas seriam directamente provenientes das experiências planetárias e siderais. Esses "estágios de formação" em diferentes "lugares" do sistema solar nos dariam nosso dinamismo mental, ao passo que nossa vida emocional seria antes o fruto de nossas encarnações terrestres.

Cayce diz frequentemente: "Tal Entidade chega de Saturno" (ou de Mercúrio, ou de Vénus etc.). Em inglês, entered from Saturn (esta alma alçou voo em Saturno).

Essas viagens interplanetárias que asseguram a "formação contínua" das almas não se limitam ao sistema solar; Cayce faz inúmeras alusões a estrelas como Arcturus (que parece um elevadíssimo lugar espiritual), Sirius, as Plêiades, Rigel, Bellatrix, Betelgeuse, a Polar ou constelações extra zodiacais, como a Grande Ursa, Orion, etc.

Sabe-se que os astrólogos da Antiguidade, e depois os astrónomos árabes, atribuíram uma grande influência às "estrelas fixas". Distinguiam perfeitamente estas últimas das "estrelas errantes", que são os planetas. A astrologia ocidental desconhece - ou simplesmente ignora - essas estrelas fixas, com raras excepções, como Vivian Robson ou Volguine; ou como a astrologia rosacruciana, que sublinha a importância de certas estrelas como Alcione, as Plêiades (constelação de Touro), as Aselli ou Anons (constelação de Câncer), Antares (constelação de Escorpião).

Alice Bailey, outra astróloga reencarnacionista, fala também da influência de Betelgeuse, da Grande Ursa, de Sirius. É óbvio que os astrólogos indianos também não ignoram as estrelas fixas, e sabem que elas encerram grandes mistérios.

Enfim, se Cayce insiste nas permanências planetárias e estrelares detém-se muito pouco nos aspectos entre os planetas, e nos signos do Zodíaco. É que o valor destes, na nossa astrologia ocidental, é alterado pela precessão dos equinócios, de que é imprescindível falar aqui.


UM PONTO IMPORTANTE: OS SIGNOS DO ZODÍACO E A PRECESSÃO DOS EQUINÓCIOS

[Este texto sobre a precessão dos equinócios, à excepção dos restantes é da autoria de António Rosa. Ver aqui.]

Nas páginas que se seguem , trataremos dos planetas nos signos do Zodíaco. Ora, impõe-se um acerto: o astrólogo sério, reencarnacionista ou não, deve levar em consideração a precessão dos equinócios.

O grande público, muitas vezes mal informado sobre a astrologia, pensa que esta se resume aos signos do Zodíaco. "Ah, você é Touro? Como eu gosto desses bichos!" O estudante pôde se dar conta de que os signos do Zodíaco eram apenas uma das "chaves" da astrologia. Os planetas são tão ou mais importantes do que eles! Alguns astrólogos não vêem os signos do Zodíaco senão como um jogo de filtros coloridos: cada planeta nos envia suas vibrações através do filtro do signo zodiacal que as colore.

Por vezes, espantamo-nos: certos nativos só têm poucas características descritas pelos signos... em compensação, comportam-se mais como o signo precedente. Muita gente, ainda assim, espantou-se com o facto de Hitler ter nascido com o sol em Touro - signo pacífico por excelência! Teria sido bem mais lógico que seu Sol estivesse em Áries, signo da guerra, sob a regência de Marte. Ora, é esse o caso... se levarmos em consideração a precessão dos equinócios!

Assim também Luís XIV, que escolhera como símbolo o Sol e se comportou como um verdadeiro Leão, evidentemente não nasceu com o Sol em Virgem - signo do perfeito subordinado! (5 de Setembro de 1638).

Assim o Zodíaco no qual trabalhamos está alterado. Actualmente, as constelações não coincidem mais com os signos do mesmo nome.

Lembro que os astrónomos reagruparam as estrelas fixas em 89 constelações. Esses grupos, evidentemente, são arbitrários. Mas não se podia deixar de rotular o céu, para poder se orientar nele! Ora, o Sol não dá cambalhotas ao acaso nessas 89 constelações: limita-se, comportadamente, às 12 que percorre todo ano, e que constituem, para ele, uma espécie de auto-estrada celeste. A essas constelações os Antigos haviam dado nomes de animais: ignora-se completamente porque... Mas não se deve pensar que fosse pura fantasia: os astrónomos astrólogos da Caldéia possuíam profundos conhecimentos esotéricos sobre o reino animal.

Em suma, o início do ano zodiacal, o "ponto vernal", ou "grau 0 de Áries", deve coincidir com o primeiro dos 12 sectores - ou signos -repartidos no céu no caminho anual do Sol (é a auto-estrada celeste que chamamos de Zodíaco). Esses 12 sectores do céu, de 300 (30x 12 = 360), são baptizados de acordo com os nomes das constelações que devem enquadrar.

Ora, em virtude da percepção dos equinócios, o Sol hoje em dia não nasce mais, no dia 21 de Março, na constelação de Áries. Em 228 depois de Cristo, era assim: o Sol nasceu bravamente, como lhe haviam mandado ao mesmo tempo em Áries-signo do Zodíaco e em Áries-constelação. Depois, pouco a pouco, começou a nascer no fim do signo de Peixes. Os astrólogos, como Ptolomeu, não prestaram mesmo muita atenção nisso: era uma aproximação… O mal é que, hoje em dia, a "aproximação" tornou-se "bem pouco próxima"!

O eixo da Terra gira lentamente sobre si mesmo em 26.000 anos: e é esse fenómeno, chamado "precessão dos equinócios", que faz com que o Sol nasça, todo dia 21 de Março, um pouco mais atrás nos signos.

Em virtude dessa progressiva defasagem, os 12 sectores de 300 repartidos no céu não coincidem mais com as constelações que lhes haviam dado o nome. A defasagem é mesmo tão importante que atinge hoje em dia (em 1983) cerca de 24°.

Os astrólogos indianos conhecem perfeitamente essa defasagem, que chamam de ayanamsa, e que levam em consideração na interpretação dos horóscopos.

Assim, um nativo de 1983, com o Sol a 5° de Escorpião estaria, para os astrólogos de 20 séculos atrás (assim como para os astrólogos indianos actuais) com o Sol a 110 de Libra. Não será de estranhar, então, que em sua juventude ele apresente tantos traços de carácter de Libra.

Essa defasagem progressiva irá levar pouco a pouco o Sol a nascer, em 21 de Março, na constelação de Aquário (mas sempre no signo, isto é, no sector de Áries). Desde o ano 228 da era cristã até agora, o Sol nascera na constelação de Peixes. Irá deixá-la por voltado ano 2 377, para entrar na de Aquário.

Portanto, os astrólogos verdadeiramente honestos, verdadeiramente preocupados com a verdade, deveriam levar em consideração a defasagem ayanamsa em suas interpretações. Uma Lua natal a 6° de Touro, por exemplo, é, no dia do nascimento, o que há de mais Áries!

Cada vez que eu mencionar um planeta (ou um nó) num signo, entenda-se que se trata do signo real, depois de feita a correcção pelo ayanamsa.

Dito isto, a "progressão" dos planetas os faz evoluir através do Zodíaco. Assim, a criança que nasce actualmente com o Sol a 5° de Sagitário, nasceu na verdade em Escorpião - e manifestará as características deste. Entretanto, por progressão de um grau por ano, o Sol, aos 25 anos, entrará no 1ºgrau de Capricórnio. Se subtrairmos o ayanamsa de 24°, esse Sol estará na verdade a 6° da constelação de Sagitário. E então que esse jovem terá um comportamento sagitariano.

Na prática corrente, seria preciso considerar os dois signos, antes e depois da subtracção do ayanamsa.

Os astrólogos da Pérsia antiga, os caldeus e os babilónios levavam em conta esse fenómeno e corrigiam seus horóscopos a partir disso. Mas os egípcios, depois os astrólogos do Baixo Império romano, seus sucessores na Idade Média e depois os modernos esqueceram o ayanamsa, que não pára de crescer de século para século.

Para concluir, a astrologia ocidental comum, actualmente, trabalha sobre bases em parte falsas, a menos que leve em consideração o ayanamsa - cuja tabela para o século XX é apresentada abaixo:

Exemplo muito significativo: o tema de Hitler

Para o seu nascimento, em 20 de Abril de 1889, às 18h21 min., em Braunau am Inn, na Áustria, o Zodíaco habitual dá 0" 48 Touro. Corrigindo a posição do Sol, pela subtracção do ayanamsa, encontramo-lo no início de Áries, a = 7º 48”, o que dá a esse signo de guerra e de fogo toda a sua força.

E A LIBERDADE, O QUE SE FAZ DELA?

A Tradição afirma, desde sempre: Astra inclinant, sed non cogunt, isto é: "Os astros indicam, mas não obrigam." Assim, segundo Tomás de Aquino: “Tudo o que existe na superfície deste mundo sublunar está sujeito à influência dos astros - mas o sábio domina os astros."

Cayce está inteiramente de acordo com essa óptica. Eis o que ele diz, textualmente: "A mais forte influência exercida sobre o destino do homem é, em primeiro lugar, a do Sol, depois a dos planetas mais próximos da Terra, ou então dos que são ascendentes na hora do nascimento. Mas é preciso entender aqui que nenhuma acção, de qualquer planeta, nem as fases do Sol, da Lua ou de qualquer corpo celeste é mais forte do que a vontade do homem."

É, portanto, claro: o sábio domina os astros.

Nenhum astrólogo sério, seja oriental, indiano ou chinês, pensa realmente que sejamos totalmente determinados pelos astros, como se fôssemos fantoches manobrados por alguém.

Só as pessoas que têm noções muito superficiais de astrologia ainda imaginam que ela seja determinista, e que nosso destino estaria organizado de antemão nos seus mínimos detalhes. A "roda das reencarnações", o samsara dos astrólogos budistas, não é uma fatalidade: os textos sagrados indianos afirmam que é preciso sair dela, para isso utilizando nossa liberdade!

Tomás de Aquino manifestou-se a respeito, de modo magistral, em sua Suma teológica (questão 96, "Da Adivinhação pelos astros"): "Quando um médico - diz ele -, à cabeceira de um doente, faz um diagnóstico a partir de determinados sintomas, e depois faz um prognóstico sobre a evolução da doença, diz-se por acaso que ele faz profecias? É evidente que não! Ele apenas exerce sua profissão de médico.

Assim também o astrólogo: ao ver tal ou tal configuração no céu, deduz dela tal ou tal previsão." Tanto o médico como o astrólogo deixam, em seu "prognóstico", uma grande margem para a liberdade do doente (ou nativo). Este último pode, por sua atitude mental, fazer fracassar os prognósticos do médico (ou do astrólogo). Sabe-se de tantos doentes que se deixam morrer, e de tantos outros que ressuscitam pela força de vontade!

Toda astrologia que negue a liberdade seria totalmente débil. Todo aquele que pretende abusar do seu poder em nome dos astros, aterrorizando o seu consulente, sacudindo-lhe no nariz um destino implacável ("Está escrito no céu"), não é digno do nome de astrólogo.

Actualizado em 10 Junho 2007

Reorganizado em Janeiro de 2011
Actualizado em 8 Janeiro 2014
por António Rosa
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Dia do Astrólogo e Dia de Reis - 6 de Janeiro - Parabéns a todos nós, que estudamos astrologia

6 de janeiro de 2014 ·


O dia 6 de Janeiro é consagrado aos Reis Magos: Gaspar, o de pele branca, Melchior, o ancião e Baltazar, de pele negra. Todos conhecemos a história dos Reis Magos que seguiram o brilho de uma estrela. Dizem que era o planeta Vénus, com a sua luz vespertina.
O 6 de Janeiro também é considerado o Dia do Astrólogo.

Na época do nascimento de Cristo, a palavra 'mago' referia-se a uma classe ou casta persa sacerdotal relacionada com o Zoroastrismo (religião monoteísta, fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra), não praticavam feitiçarias, mas eram astrólogos e, também, aquilo que hoje chamamos de astrónomos, além de terem a capacidade de interpretar os sonhos. Segundo o apóstolo Mateus, eles vieram do Oriente guiados por uma estrela. Não está comprovado que fossem realmente Reis, mas, com certeza, eram sábios, magos, vindos das regiões orientais.

Na realidade os magos do oriente eram vários, mais de três, ao que parece, segundo várias tradições hoje omissas.

A tradição Católica reduziu-os para o número de três e elevou-os à categoria de reis, para simbolizarem as forças máximas de cada continente conhecido então - Ásia, África e Europa -, personificadas em cada um deles. Daí cada um deles ter uma característica e uma oferta diferente de acordo com as suas proveniências.

Como reis, magos, astrólogos, sábios, intelectuais ou apenas curiosos nunca seriam pessoas que viajassem solitariamente - a menos que vivessem a parcos metros do acontecimento.

A data em homenagem à actividade de astrólogo foi criada em 1993 pela AFAN (Association for Astrological Networking), entidade com sede nos Estados Unidos e que congrega profissionais da área.
Parabéns a todos nós, que estudamos astrologia.

É o nosso dia. Salut!


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17 de janeiro de 2014

2014 Oscar Nominees / Oscar 2014 Nomeados - Ilustrado [a 17 Janeiro 2014]


86ª edição dos Oscar 2014 -
os prémios da Academia Norte-Americana
de Artes e Ciências 

Chris Hemsworth e a Presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs,
a anunciarem quais os nomeados para a grande festa do cinema
A Academia norte-americana apresentou hoje, dia 16 de Janeiro de 2014, os nomeados para os Oscars 2014. A presidente da Academia Norte-Americana de Artes e Ciências, Cheryl Boone Isaacs e o ator Chris Hemsworth apresentaram hoje, no Samuel Goldwyn Theater, em Beverly Hills, os nomeados para a 86ª edição dos Oscars. A cerimónia de 2014 será em Março, no dia 2, com apresentação de Ellen DeGeneres.

Ellen DeGeneres

Craig Zadan e Neil Meron são os produtores da 86ª edição dos Oscar

Nomeados para Melhor Filme

GOLPADA AMERICANA [No Brasil: Trapaça]
CAPITÃO PHILLIPS
O CLUBE DE DALLAS [No Brasil: Clube de Compras Dallas]
GRAVIDADE
ELA
NEBRASKA
FILOMENA [No Brasil: Philomena]
12 ANOS DE ESCRAVIDÃO
O LOBO DE WALL STREET

12 ANOS DE ESCRAVIDÃO

Acima: Um dos filmes favoritos do ano: «12 ANOS DE ESCRAVIDÃO» - com Chiwetel Ejiofor, à direita, nomeado para melhor actor, Michael Fassbender, à esquerda, e Lupita Nyong'o, no centro, nomeados como actores coadjuvantes, além de Steve McQueen como realizador-diretor.


Acima: «GOLPADA AMERICANA» [No Brasil: Trapaça] tem inúmeras nomeações: melhor filme e melhor diretor, para David O. Russell, e para quatro dos seus actores. Na foto da esquerda, Amy Adams (melhor actriz), Bradley Cooper (melhor actor secundário/coadjuvante), Jeremy Renner (não nomeado), Christian Bale (melhor actor principal) e Jennifer Lawrence (melhor actriz secundária/coadjuvante).


Acima: «Nebraska» recebeu nomeações para melhor filme, melhor actor (Bruce Dern, à esquerda, com Will Forte), melhor actriz coadjuvante (June Squibb), melhor diretor (Alexander Payne) e melhor roteiro original Bob Nelson.


Judi Dench, à esquerda, foi indicada para melhor atriz por "Philomena." O filme também foi indicado para melhor filme e melhor roteiro adaptado.


Acima: «O Lobo de Wall Street» teve cinco nomeações: para melhor actor (Leonardo DiCaprio, na foto), actor secundário/coadjuvante (Jonah Hill) e roteiro adaptado (Terence Winter). Martin Scorsese foi indicado pela sua direção. Será desta a vez de Leo? Bem o merece, pois esta estatueta tem-lhe escapado à tangente.

Melhor Realizador / Director

David O. Russell em GOLPADA AMERICANA [Brasil: Trapaça] 
Alfonso Cuarón em GRAVIDADE
Alexander Payne em NEBRASKA
Steve McQueen em 12 ANOS ESCRAVO OU 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO
Martin Scorsese O LOBO DE WALL STREET

Melhor Actor

Christian Bale GOLPADA AMERICANA [No Brasil: Trapaça]
Bruce Dern NEBRASKA
Leonardo DiCaprio O LOBO DE WALL STREET
Chiwetel Ejiofor 12 ANOS ESCRAVO
Matthew McConaughey O CLUBE DE DALLAS [No Brasil: Clube de Compras Dallas]

Melhor Actor Secundário / Ator Coadjuvante

Barkhad Abdi CAPITÃO PHILLIPS
Bradley Cooper GOLPADA AMERICANA [Brasil: Trapaça]
Michael Fassbender 12 ANOS ESCRAVO
Jonah Hill O LOBO DE WALL STREET
Jared Leto O CLUBE DE DALLAS [Brasil: Clube de Compras Dallas]


Matthew McConaughey nomeado para melhor actor
em «O CLUBE DE DALLAS» [No Brasil: Clube de Compras Dallas]

Christian Bale nomeado para melhor actor principal
em «GOLPADA AMERICANA» [No Brasil: Trapaça]
Chiwetel Ejiofor nomeado para melhor actor principal 
em «12 ANOS ESCRAVO»
Leonardo DiCaprio nomeado para melhor actor principal 
em «O LOBO DE WALL STREET»
[Nesta foto estava a receber o Golden Globe em 2014]
Bradley Cooper nomeado para melhor actor secundário ou coadjuvante
em «GOLPADA AMERICANA» [Brasil: Trapaça]

Michael Fassbender nomeado para melhor actor secundário ou coadjuvante
em «12 ANOS ESCRAVO»
Jonah Hill nomeado melhor actor secundário/coadjuvante
em «O LOBO DE WALL STREET»

Melhor Actriz

Amy Adams GOLPADA AMERICANA [Brasil: Trapaça]
Cate Blanchett BLUE JASMINE
Sandra Bullock GRAVIDADE
Judi Dench FILOMENA [Brasil: Philomena]
Meryl Streep UM QUENTE AGOSTO [Brasil: Álbum de Família]

Melhor Actriz Secundária / Atriz Coadjuvante

Sally Hawkins BLUE JASMINE
Jennifer Lawrence GOLPADA AMERICANA [Brasil: Trapaça]
Lupita Nyong'o 12 ANOS ESCRAVO
Julia Roberts UM QUENTE AGOSTO [Brasil: Álbum de Família]
June Squibb NEBRASKA


Amy Adams nomeada para melhor actriz
em «GOLPADA AMERICANA» [No Brasil: Trapaça]
Cate Blanchett nomeada para melhor actriz
em «BLUE JASMINE»
Lupita Nyong'o nomeada como melhor actriz secundária/coadjuvante
em «12 ANOS ESCRAVO»
Meryl Streep, nomeada para melhor actriz e
Julia Roberts, nomeada para melhor actriz secundária, ambas
em «UM QUENTE AGOSTO» [No Brasil: Álbum de Família]

Sandra Bullock nomeada melhor actriz
em «GRAVIDADE»

Melhor Filme Estrangeiro / Filme em Língua Estrangeira

BROKEN CIRCLE BREAKDOWN Bélgica
THE GREAT BEAUTY Itália
THE HUNT [A Caça] Dinamarca
THE MISSING PICTURE [A Imagem que Falta] Cambodja
OMAR Palestina

Melhor Banda Sonora Original

A RAPARIGA QUE ROUBAVA LIVROS John Williams
GRAVIDADE Steven Price
HER William Butler e Owen Pallett
FILOMENA Alexandre Desplat
AO ENCONTRO DO SR. BANKS Thomas Newman

Melhor Canção Original

Alone Yet Not Alone ALONE YET NOT ALONE
Happy GRU O MALDISPOSTO 2 [Brasil: Meu Malvado Favorito 2]
Let It Go FROZEN - O REINO DO GELO [Brasil: Frozen – Uma Aventura Congelante9
The Moon Song HER
Ordinary Love MANDELA: LONGO CAMINHO PARA A LIBERDADE

Imagens do filme «GOLPADA AMERICANA» [No Brasil: Trapaça]


Bradley Cooper, Amy Adams, Christian Bale e Jennifer Lawrence.










Imagens do filme O CLUBE DE DALLAS [No Brasil: Clube de Compras Dallas]


Jared Leto

Jared Leto


Jared Leto e Matthew McConaughey

Matthew McConaughey, à esquerda

Matthew McConaughey



Imagens do filme 12 ANOS ESCRAVO










Imagens do filme O LOBO DE WALL STREET







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14 de janeiro de 2014

Plutão em trânsito em quadratura a Neptuno natal - Será um voo cego a nada?



Texto longo. Não perca tempo, a menos que goste muito de astrologia.

Estou num processo pessoal, que anda a mexer muito comigo, pois é um trânsito que só ocorre para as pessoas que estão entre os 64 ou 65 - Plutão em trânsito em quadratura a Neptuno natal. Como sabemos, os trânsitos de Plutão são demorados, duram cerca de 4 anos, por vezes, um pouco mais. E isto que uso uma orbe de apenas 3º ou 4º tanto de aproximação, como de separação. Ocasionalmente, e o mapa natal da pessoa é que o determina, posso usar orbes de 5º de aproximação e 3º de separação. Não é uma regra fixa. Pessoalmente não aceito bem orbes muito grandes, como as praticadas pelo astro.com - assim, sai-se do domínio da análise para uma onda mais especulativa. E isso não me agrada.

Este trânsito varia de pessoa para pessoa (devido aos seus respectivos mapas), mas como este texto é muito baseado no meu próprio trânsito, aproveito para dizer que no meu caso pessoal iniciou-se em Julho 2012, quando Plutão passava pelo grau 8 de Capricórnio. Imediatamente se fez sentir: nesse mês e ano, mudei-me da grande cidade para a pequena localidade.

O trânsito deverá terminar entre Dezembro 2016 e Fevereiro 2017. É um dos trânsitos mais difíceis que um ser humano pode passar. Em certos casos, chega a ser violento. Por tudo isto, decidi escrever um texto aprofundando este tema. E ando nisso desde 23 de Dezembro 2013. Só o publiquei a 14 de Janeiro 2014.

Estou completamente 'neptuniado'. Este trânsito fará 5 aspetos em quadratura, 3 deles, no grau exacto e 2 outros, muito próximos de serem 'partil' [exato]. O primeiro deles será já em Fevereiro próximo. A cada dia que passa, mais 'neptuniado' estou. 

Os Ciclos de PLUTÃO são muitas vezes devastadores.
Eu sei que, nos dias de hoje, não é politicamente correcto usar-se a palavra
'devastador'. Não está em consonância com a actual espiritualidade lindinha.
Sei do que falo, pois com quase 65 anos, já experimentei muito de Plutão.
Não me esqueço das caminhadas que ele fez ao meu Sol, à Lua e a Marte.
Houve muitos mais, mas nem estou a ir muito lá atrás no tempo.
Certos dos seus trânsitos foram extremamente devastadores
e dolorosos na minha vida pessoal.
Tudo me foi retirado, arrancado, perdido.
 Sim, tudo: pessoas, animais, saúde e bens.
Sempre renasci, de forma mais viva. Transformação.
Mas isso não impede de terem sido trânsitos devastadores.
Por isso sinto-me no direito de ir em contramão e dizer o que sinto e penso.

Os ciclos de Plutão levam um pouco mais de 247 anos e 250 dias, devido ao fato de se movimentar extremamente devagar e de um modo um pouco irregular, levando de 10 a 30 anos para atravessar um signo. É impossível a qualquer pessoa vivenciar um Ciclo completo deste minúsculo planeta. Durante uma existência, ele transita por poucos signos e Casas. Entretanto, o movimento de Plutão de uma casa para outra, significa um período da vida essencialmente transformador. Os aspectos formados por Plutão, em trânsito, devem ser observados com muito cuidado, pois nenhum outro planeta é capaz de causar tanta dor e sobressalto, quando funciona de forma mais pesada. É doloroso. Por experiência própria.


Deixei a informação abaixo no meu Facebbok, devido às muitas reacções de leitores, que na sua imensa boa vontade iam deixando votos de ânimo, como seu estivesse em sofrimento, sem terem percebido que eu apenas estava a analisar, em termos astrológicos. Admito inclusivamente que possa ter sido eu a criar, de forma inconsciente essa ideia. Lamento se assim foi.

PARA TODOS OS MEUS LEITORES DESTE POST - Quero agradecer as palavras de boa vontade que deixaram, quer nos comentários, quer os enviados por mensagem privada. Não faço ideia porque terão concluído que eu estava doente, prestes a morrer e resolveram deixar aquelas habituais palavras de ânimo. Por favor, têm que aprender a terem isenção de pensamentos sobre o que costumam ler. Por eu dizer que este trânsito também pode trazer a morte, devem entender como sendo APENAS um possível facto. Apenas um possível facto!!! Como dizer que 1 + 1 = 2. Como dizer que os patos gostam de água para nadarem e fazerem a sua higiene. Como dizer que o Sol aparece de dia. Apenas factos. Façam o favor de não extrapolarem para a minha pessoa tudo aquilo que eu escrevo. Já imaginaram o que seria a minha vida com mais de 2.000 artigos escritos ao longo dos anos??? Agradecido a todos pelo vosso amor e carinho. Pelo vosso interesse em mim. Não faz parte dos meus planos desencarnar nos tempos mais próximos. Mas isso não depende MUITO de mim. A única coisa que vos posso dizer é que já estou a viver dentro do último prazo de validade que me será permitido viver neste planeta. Beijos e abraços a todos.



Uma visão geral dos
 trânsitos de Plutão a Neptuno natal 
[não especialmente a quadratura]

Habitualmente, as pessoas não batem à porta dos astrólogos porque um trânsito de Plutão está activar o seu Neptuno natal. No entanto, fazem-no se Neptuno ou Plutão em trânsito estiverem em aspecto a um dos planetas pessoais na carta natal. A razão pela qual podem procurar aconselhamento, por exemplo, é o efeito de Plutão sobre um planeta pessoal, através de Neptuno. É um trânsito silencioso mas tremendamente complexo.

Neptuno por signos, simboliza os sonhos da geração a que cada um pertence. Representa os nossos objectivos sublimes e maravilhosas inspirações espirituais. Representa a forma pela qual podemos iludir-nos, que tipo de sonho/ilusão tendemos a ter, em que área da vida nos mistificamos. Leva-nos inclusivamente a crer em realidades criadas pela nossa mente. Não pensem que estou a falar de 'meditação', desde que levada a sério e candura.

As pessoas marcadamente neptunianas são aquelas que não hesitam em garantir que canalizam toda a Fraternidade Branca, em todas as dimensões possíveis. Na minha antiga editora "Anjo Dourado" recebemos inúmeros manuscritos considerados importantes pelos seus autores, mas que não passavam de "ecos" de coisas mil vezes ouvidas e lidas.

A nossa fantasia será projectada nas questões descritas pela casa onde Neptuno se encontra.

Um trânsito de Plutão por uma casa indica a necessidade de entender completamente as facetas da vida regidas por essa casa.

Assim, além de tomarmos conhecimento das questões da quinta casa, por exemplo, caso Neptuno aí se encontre na carta natal [meu caso], o trânsito de Plutão formando conjunção com o Neptuno natal removerá o véu de ilusão criado pelo facto de Neptuno estar aí em primeiro lugar. Quando o trânsito forma uma quadratura ou oposição, o desvelamento pode não ser muito agradável.

Se não aprendermos facilmente, se reagirmos ao trânsito com as características menos dignas de Plutão - como essas coisas de controle - talvez sejamos arrancados da nossa complacência.

A chave para a interpretação do trânsito é que os sonhos ou fantasias ou ilusões sobre alguma coisa devem ser transformados. Talvez a transformação signifique simplesmente trazer essa faceta da vida para a consciência. É bem trabalhoso.

Como esse trânsito dura muito tempo, como são cerca de 4 anos envolvidos nisso e usarmos um bocadinho de 'insight', podemos lidar com ele muito bem antes que se torne um desafio. Isto em teoria, porque, na prática, Neptuno dissolve as nossas intenções e acabamos por sermos apanhados de surpresa.

Esse trânsito fica mais complexo quando envolve também os planetas pessoais. Torna-se mais imperativo lidar conscientemente com o trânsito de Plutão. Os planetas pessoais requerem a atenção de Plutão, e pode ficar mais difícil perceber o sonho neptuniano.

E a ilusão, esvai-se...




Aproveito para deixar esta ideia simbólica e esotérica do nosso corpo.

Não é fácil viver numa energia tão oposta, com Plutão e Neptuno em função. Quer saber onde está Neptuno? Faça este simples exercício: estenda, em cima da sua cabeça, a palma da mão bem aberta, com o dedo mindinho virado para cima. Simbolicamente falando, Neptuno está fora, pertence ao Todo. É um planeta amplamente curador, apesar de nos poder deixar confusos, sem sabermos muito bem que fazer. E Plutão, onde fica? No sentido oposto. Volte a abrir a palma da mão e desta vez com o dedo mindinho para baixo, estique-a sobre o peito, a partir da garganta e é aí, naquela zona do coração é onde encontramos dentro de nós a força necessária para enfrentarmos a vida, muitas vezes com turbulência e desassossego. Plutão está dentro, pertence à pessoa. Obviamente, nem vou entrar naquela ideia bonitinha e muito difundida que nos dizem que são planetas geracionais, quase negando o efeito que produzem na pessoa. Felizmente, a coisa está a melhorar. Este trânsito é destemido, pois a luta simbólica entre Plutão e Neptuno, é que Hades quer retirar, de preferência, de forma violenta, o véu invisível, que o Senhor das Águas transporta.


Analise no seu mapa o Signo e a Casa onde tem o seu Neptuno
e é aí que se travará a sua batalha final.

Eu disse 'final'? Sim, disse. Depois explicarei porque o disse. No meu caso, tenho Neptuno RX em Balança / Libra, 12º26', na Casa V, mas conjunto à Casa VI. Assim ando eu.'


Clicar para aumentar a imagem e poder ler melhor.
Lamento não vos oferecer uma melhor ilustração,
mas foi o que consegui fazer, não sendo designer.

Será um voo cego a nada?

Esta pergunta foi retirada do livro de poesia do moçambicano
Reinaldo Ferreira, «Um voo cego a nada».

Eu, Rosie, eu se falasse eu dir-te-ia
Que partout, everywhere, em toda a parte,
A vida égale, idêntica, the same,
É sempre um esforço inútil,
Um voo cego a nada.
Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.
Tu pensas
Nas vantagens imensas
De um par
Que paga sem falar;
Eu, nauseado e grogue,
Eu penso, vê lá bem,
Em Arles e na orelha de Van Gogh...
E assim entre o que eu penso e o que tu sentes
A ponte que nos une - é estar ausentes.

Reinaldo Ferreira

Focando-me na quadratura,
cheguei a estas conclusões:

Este trânsito parece um voo cego a nada, 
mas não, tem mesmo um destino: a nossa alma.

Uma informação inicial: o trânsito oposto, ou seja, o trânsito de Neptuno em quadratura ao Plutão natal, é basicamente igual e tem o mesmo significado a este que vou começar a descrever, só que dura menos tempo. Em vez de 4 anos, pode levar cerca de 2 anos e meio da nossa vida.

A dificuldade deste trânsito é aparentemente óbvio, pois Plutão tudo fará para arrancar os véus de ilusão e  fantasia de Neptuno. E arranca. No trânsito oposto, dificilmente acontece. Esta é uma grande diferença entre ambos os trânsitos.

Quer isto dizer que o trânsito de Plutão em quadratura a Neptuno, tudo fará para retirar as ilusões e fantasias respeitantes à Casa e signo onde se encontra Neptuno e seus aspectos. É um buldozer que tudo arranca no seu caminho. Tudo deverá ser transformado. E isto que se diz assim com tanta facilidade, na verdade corresponde a largos picos ao longo desses 4 anos, regra geral, bastante dolorosos. 

Este trânsito pode ficar ainda mais complexo se involucrar planetas pessoais. É necessário analisar com muita atenção os mapas da pessoa. 

Uma das características principais deste trânsito é que a pessoa praticamente só pode fazer uma coisa para sobreviver de forma saudável a este trânsito: saber aceitar.  

Um dos pontos severos deste trânsito é que frequentemente, pode introduzir a morte física da pessoa. E quando não desencarna, é certo e sabido que a pessoa enfrentará penosas mortes a níveis diferenciados: da personalidade, das emoções, da mentalidade, da saúde e até espiritual.

É frequente que muitas posses, relações ou outras condições de vida tenham tendência a desaparecerem. E isto não é fácil, como se sabe. Não pensem que me estou a queixar, pois eu sou daqueles que já perdeu tudo, só resto eu mesmo. E cá estarei para o que der e vier.

Uma das possibilidades é perdermos aquelas pessoas que são muito importantes para nós. Denomino este trânsito como o dos viúvos e viúvas. [As pessoas entre os 62 e 67 podem desencarnar neste trânsito.] Conheço muitos casos. É a fase em que estas pessoas têm que ajustar as suas vidas a esta nova forma de viver, em que os seus cônjuges já não estão ao nosso lado.

Facilita muito que a pessoa esteja integrada em grupos psicológicos, de auto-ajuda, psíquicos ou metafísicos, pois em princípio estarão mais preparados para aceitarem estes factos associados ao trânsito e podem, com mais facilidade, fazer um trabalho profundo em eles mesmos.

Este trânsito tem uma particularidade: se a pessoa se dedicar a aprender e praticar filosofias mais místicas e/ou esotéricas, pois poderão funcionar como uma base de regeneração de si mesmo. Mas, por favor, não apareça na consulta do astrólogo a pedir-lhe que lhe digam qual é sua «missão espiritual».

A pessoa  pode viver consideráveis tensões devido a pressões e forças compulsivas que sente dentro de si. Pode sentir-se desconcertado, confundido ou transtornado com as experiências que terá que viver

Este trânsito é fértil em mudanças, mesmo as mais subtis, rupturas, desilusões, ou vivências mais compulsivas. Uma coisa é certa: quando o trânsito terminar, a pessoa, se não desencarnar, ter-se-á regenerado do ponto de vista interno. Prepare-se para uma longa viagem.




Eu já tinha preparado «meio texto» explicando umas quantas coisas baseadas neste conceito, extraído da astrologia esotérica:

Este trânsito parece um voo cego a nada, 
mas não, tem mesmo um destino: a nossa alma.

E nesse sentido, preferi usar um comentário feito pela astróloga Ruth Fairfield, do que usar o meu próprio texto, pois a ideia era igual. Assim, quando acima me referi à ideia de que este trânsito funciona como uma 'batalha final'. Essa batalha está descrita logo a seguir: 

«O mais fascinante é que Neptuno é o regente da personalidade de Peixes, toca a estrutura que o inconsciente colectivo está a libertar da dor, da vitimização, da auto punição, do mártir... toda a projecção astral do mundo ideal, dos homens ideais... mas o regente da alma de peixes é precisamente Plutão, esse é o resgate do poder pessoal, depois de nos libertarmos de todas as crenças (Júpiter, 2º regente de Peixes da personalidade) de dor, de sofrimento, assumindo a essência criativa e libertando a prisão a essa condição... renascemos para o nosso poder pessoal... Plutão a última experiência da alma na estrutura da forma...»



Enquanto ia escrevendo este texto, com todos os vagares possíveis, o que deixou o meu lado geminiano um bocadinho apreensivo com a lentidão da criação, fiz alguns posts alusivos ao tema, no Facebook:

Aqui - aqui - aqui e aqui.



Olhando para o meu próprio mapa:

Duração do trânsito

Início, no grau 8 de Capricórnio, em Julho 2012 - mudei da cidade para o campo.

Terminará entre Dezembro 2016 e Fevereiro 2017 - não sei o que o futuro me reserva.


Aspectos exactos Capricórnio e Balança / Libra:

 1º encontro exacto ou partil: 05/02/2014, aos 12º26'.

2º encontro exacto ou partil: 27/06/2014, aos 12º26', estando Plutão retrógrado

3º encontro exacto ou partil: 11/12/2014, aos 12º26'


Também haverá 2 aspectos não exactos entre si:

24/09/2015, aos 12º59', estando Plutão retrógrado [orbe 33']

17/09/2016, aos 14º56', estando Plutão retrógrado [orbe 2º30']

Plutão, em Abril 2015 iniciará a sua retrogradação anual,
no grau 15º33' de Capricórnio indo até Setembro nos graus rx 12º59'
Não fará aspeto partil a Neptuno, mas fará
quadratura muito próxima, com apenas 33' de orbe.


Antecedentes de encontros entre
estes planetas no meu mapa natal

É comum, em astrologia, verificarmos o ciclo dos planetas na vida das pessoas. Funciona muito bem com todos os planetas desde o Sol a Saturno. Tenho dúvidas se este conceito se aplica aos planetas mais lentos. De uma vez por todas, tentei juntar esses dados do meu próprio mapa e tentar perceber se Plutão, apesar de ter um ciclo com cerca 250 anos, também funciona como se fosse Marte ou Saturno. Sinto dúvidas sobre isso. Deixo a seguir algumas datas e aspectos entre Plutão e Neptuno, que me fizeram concluir que não sinto haver esse propósito do ciclo planetário, como escola de ensinamento. O melhor seria pedir a um colega que fizesse a análise do meu mapa em relação às datas que deixo a seguir, pois como sabem, ninguém consegue auto analisar-se a este ponto.

A conjunção foi 1976/77 - [tinha 28 anos]  - Eu ainda estava em Moçambique, ainda longe de sair de lá. Nem sequer, então, me passava pela cabeça regressar a Portugal. Morreu o meu filho e divorciei-me.

Semi-sextil - 1988 -  [tinha 39 anos] - Este ano foi paradigmático para mim, pois representou o meu regresso definitivo a Portugal, depois de alguns anos de exílio dourado ou, se quiserem, de emigrante de luxo, por esse mundo fora.

Semi-quadratura - 1994 - [tinha 45 anos] - Tenho que me esforçar para me recordar deste ano. Não tenho memórias especiais desta época da minha vida. A única sensação que tenho é que tive sérios problemas de saúde, mas como perdi as minhas agendas não consigo confirmar estes dados e, a memória, está a ser completamente absorvida por Neptuno. Por isso, sentir-me tão «neptuniado». 

Sextil - 2000 [tinha 51 anos] - Iniciei uma outra viagem, criando a minha editora esotérica, que entretanto faliu e foi encerrada, em  Dezembro de 2011.

Quintil - 2005/6 -[tinha 56 anos] - Numa viagem à Argentina, senti que atingi um certo e alto sabor espiritual, que me deixou muito feliz e que envolveu várias personalidades do mundo espiritual, que eu então conhecia.

Quadratura - 2014 - [com 64/5 anos]. É um livro em aberto. Para já sei que não tenho condições de ir viver para a Argentina, como tem sido o meu sonho nos últimos 9 ou 10 anos. Mas posso dizer o seguinte: nada mais Plutão chegar ao grau 8 de Capricórnio, quando, em meu entender iniciou o trânsito a esta quadratura, imediatamente se fez sentir: nesse mês e ano [Julho 2012], mudei-me da grande cidade para a pequena localidade, o que fez melhorar imenso a minha vida pessoal e profissional.

Muito obrigado a todos. Sejam felizes.
14-Jan-2014


Se quiser deixar um comentário, que agradeço,
pode clicar aqui e irá parar à zona de comentários.



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10 de janeiro de 2014

SÉRIE DE TV em Portugal: «THE FOLLOWING» / «OS SEGUIDORES»

Clicar para aumentar e ver melhor

SÉRIE DE TV: «THE FOLLOWING» / «OS SEGUIDORES» - Num mega evento especial o canal FOX tem estado a dedicar esta semana à sua mais recente série: ‘Os Seguidores’. Desde o  dia 6 de Janeiro, até domingo, dia 12, sempre a partir das 22h15, o canal vai emitir em episódio duplo toda a 1ª temporada com 15 episódios, deste fantástico thriller televisivo protagonizado por Kevin Bacon e James Purefoy. Desta forma, a FOX dá aos espectadores a possibilidade de verem toda a 1ª temporada de ‘Os Seguidores’ em apenas uma semana. Amanhã, sábado, dia 11 Janeiro, serão exibidos 3 episódios. A série pode ser vista em outros horários. 

Conheça o elenco, aqui:


Kevin Bacon no papel de Ryan Hardy
Ryan Hardy é um veterano com muitas cicatrizes psicológicas que, há nove anos atrás, conseguiu capturar o serial killer Carroll depois de este ter morto 14 estudantes num campus universitário onde dava aulas de literatura. Conhece Caroll como ninguém e é amigo íntimo da ex-mulher do assassino.


Sobre a série:

O FBI estima que haja, atualmente, cerca de 300 assassinos em série ativos nos Estados Unidos. O que aconteceria se estes tivessem uma maneira de comunicar uns com os outros? E se eles fossem capazes de trabalhar juntos e formar alianças? E se um brilhante e carismático, apesar de uma mente psicótica, fosse capaz de os juntar a todos e ativar um culto de seguidores fiéis às suas ordens?

Quando o famoso assassino em série Joe Carroll (o ator inglês James Purefoy [lembram-se de 'ROMA'? É ele mesmo.) escapa do corredor da morte e embarca numa nova jornada de assassinatos, o FBI chama o antigo agente policial Ryan Hardy (Kevin Bacon): um veterano com muitas cicatrizes psicológicas que, nove anos atrás, conseguiu capturar Carroll depois de este ter morto 14 estudantes num campus universitário onde dava aulas de literatura.

Conhecendo Carroll melhor que ninguém e amigo íntimo da ex-mulher do assassino, Claire (Natalie Zea), Hardy começa a trabalhar em conjunto com uma equipa do FBI a qual é composta pela agente Debra Parker (Annie Parisse) – a especialista que lidera a investigação – e o inteligente e ágil novato Mike Weston (Shawn Ashmore), que parece ser o único da equipa que o idolatra.


James Purefoy no excelente papel de Joe Carroll
Joe Carroll é um serial killer que conseguiu escapar do corredor da morte, embarcando numa nova onda de assassínios. Foi capturado por Ryan Hardy, depois de ter morto 14 jovens num campus universitário. Durante o tempo que esteve preso, criou uma espécie de culto, com seguidores dispostos a seguirem qualquer ordem sua. Amante de literatura e escritor, baseia todos os seus actos nas obras de Edgar Allan Poe, e tenta escrever um livro que siga todos os assassínios e com Ryan Hardy enquanto protagonista.


Rapidamente, Hardy descobre que Carroll não esteve apenas a comunicar com uma rede de assassinos nos anos em que esteve preso, como tem planeado algo muito maior do que uma simples fuga da prisão: a criação de uma espécie de culto e rede de seguidores que estão prontos a responder a todas as ordens de Carroll, sejam elas quais forem.

À medida que Hardy e o FBI são desafiados pela crescente rede de assassinos que os rodeia – nunca sabem se a pessoa que está ao lado é um seguidor de Carroll e um insensível homicida – e que são manipulados pelo diabólico Carroll, Hardy não só terá uma segunda oportunidade de capturar Carroll, como uma nova oportunidade de redenção uma vez que terá de enfrentar não uma pessoa, mas uma verdadeira seita de assassinos.


Natalie Zea no papel de Claire Matthews
Claire Matthews é a ex-mulher de Carroll, tendo-se posteriormente envolvido com o agente do FBI Ryan Hardy. Professora na universidade onde o ex-marido cometeu os crimes, Claire apenas quer falar com Hardy quando sabe que Carroll fugiu da prisão.

Uma das questões mais interessantes é o facto de Carroll basear todos os seus atos homicidas nos romances de Edgar Allan Poe, sendo estes livros a sua bíblia e os seus pregões para os seguidores. Amante da literatura e deste conceituado autor, também Carroll pretende escrever (numa segunda tentativa) uma 'masterpiece' literária, tendo como protagonista Ryan Hardy e todo o seguimento dos assassinatos.

Hardy é um verdadeiro diário ambulante sobre Carroll. Ele sabe tudo sobre o assassino e é capaz de ser a única pessoa que iguala Carroll a nível psicológico e intelectual. Mas, o Ryan Hardy que desvendou o caso Carroll anos antes, não é o mesmo Ryan Hardy de agora. Ferido, tanto fisicamente como psicologicamente, desde a sua primeira perseguição a este homicida, Hardy passou vários anos afastado do trabalho. Esta é a sua oportunidade de redenção.


Annie Parisse no papel de Debra Parker
Especialista do FBI em comportamentos de cultos, Debra Parker é a investigadora chamada para ajudar a encontrar Carroll.


‘Os Seguidores’ é uma criação de Kevin Williamson e tem como produtores executivos Marcos Siega, Kevin Williamson. A sua produção está a cargo da Bonanza Productions em associação com a Outerbanks Entertainment e a Wraner Bros. Television. 


Shawn Ashmore no papel de Mike Weston
Novato no FBI, escreveu a sua tese sobre Joe Carroll e considera Hardy o seu herói. Inteligente e ágil, é considerado o expert em Carroll.


Tudo, aqui:
Vídeos, aqui:
No Facebook:




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8 de janeiro de 2014

Astrologia e Reencarnação - Apontamentos para uma aula em 2007



ASTROLOGIA E REENCARNAÇÃO

Por Dorothée Koechlin de Bizemont
Extraído do seu livro “Astrologia Cármica”
Transcrições, excertos e sublinhados de António Rosa

Obs: Para ser estudado e analisado coma muita atenção pelos leitores.
Eu sei que a maioria dos actuais leitores não têm tempo para ler textos longos,

mas será que queremos realmente aprofundar alguma coisa?
Ou desejamos apenas umas frases lindinhas no Facebook?

Actualizado em 10 Junho 2007
Reorganizado em Janeiro de 2011
Actualizado em 8 Janeiro 2014
por António Rosa



Os astrólogos actuais podem repartir-se em duas tendências: os racionalistas e os espiritualistas. Os primeiros praticam a astrologia como um meio de conhecimento imediato dos homens. Empoleirada nas técnicas de investigação psicológica do século XIX e XX (psicanálise etc.), essa astrologia recusa as dimensões espirituais esotéricas. É, em suma, a irmã gémea da "medicina de consertos" ocidental, que só conhece o corpo material. Recusando a existência do corpo esotérico e do corpo astral, essa medicina só vê no homem um conjunto de reacções psicoquímicas. Como a medicina derivada das teorias de Pasteur, a astrologia racionalista ignora a finalidade cósmica do homem.

Para os astrólogos da segunda tendência, os espiritualistas, o estudo do tema individual não só descreve o corpo doente, a mente desequilibrada, ou a vida emocional perturbada, como também, mais ainda, esse tema astrológico pode responder às questões fundamentais que o indivíduo se coloca: "Quem sou eu? Para que serve a minha existência? Aonde irei depois de minha morte? De onde vim?"

O astrólogo espiritualista recoloca o homem numa estrutura de espaço e de tempo que esclarece sua finalidade. A astrologia espiritualista ou esotérica é naturalmente reencarnacionista. Seu nível de explicação é muito mais amplo. O tema actual representa apenas uma encarnação, a mais recente, que é a resultante das precedentes... O tema (em particular no momento da morte) chega a dar indicações sobre a próxima encarnação!

Efectivamente, um tema analisado nessa perspectiva "cármica" explica luminosamente os gostos, o temperamento, os defeitos e as qualidades do nativo. Descemos aí a um nível de investigação muito mais profundo do que a psicanálise, já que essa astrologia espiritual reconhece a marca das experiências anteriores sobre o comportamento actual do sujeito. Os traumatismos das vidas anteriores podem ser lidos num tema se o astrólogo é suficientemente competente, e se as faculdades de juízo são suficientemente refinadas.

Sem ser ela uma religião, a astrologia espiritualista é uma espécie de revelação sobre a organização divina do Cosmos. Assim como a "religião" tem algo a ver com "ligar", a astrologia espiritualista nos liga ao "projecto divino". "No começo, Deus criou o céu e a terra"- diz o Génesis. E Deus diz: "Que haja luminárias no firmamento do céu para separar o dia e a noite; que elas sirvam de sinais, tanto para as festas como para os dias e as estações." O estudo dessas luminárias devia ser uma forma de meditação transcendental. Assim praticada, a astrologia desemboca num deslumbramento, enlightment, como dizem os americanos (traduzindo assim a noção de iluminação, cara aos budistas). A astrologia, a cabala, a numerologia, a alquimia, o I Ching, etc. são os arcanos do conhecimento superior.

Esta era também a maneira de pensar dos grandes mestres da Antiguidade. Aí está por que reencarnação e astrologia nunca se opuseram nas civilizações antigas. Caminhavam lado a lado, com toda a naturalidade, como dois tipos de pesquisas paralelas conduzidas simultaneamente pelos sacerdotes e pelos iniciados. Terão eles, entretanto, feito a síntese entre as duas?

No Oriente, sim. No Ocidente é menos nítido. Um enorme número de tradições esotéricas ocidentais, que se transmitiam de boca em boca, perderam-se. Foi o caso do ensinamento dos druidas, por exemplo que, na Gália e na Grã-Bretanha, bem parecem ter coordenado astrologia e reencarnação, como testemunha César.

Um pouco de história

CALDEUS, GREGOS E ROMANOS

Os caldeus, observadores pacientes e apaixonados do céu, criaram a astrologia ocidental. Seus assombrosos conhecimentos astronómicos haviam feito com que descobrissem os planetas, até Saturno, inclusive. Já haviam medido suas revoluções - sideral e sinódica, com uma margem de erro muito pequena, e podiam prever com antecedência sua posição. Eram particularmente bem informados sobre as diferentes fases da Lua, e previam com precisão a volta dos eclipses. Foram eles que, tendo traçado os limites da eclíptica, haviam-na dividido em 12 porções, que se tornaram os "signos do Zodíaco". E como haviam compreendido que certas posições astronómicas pareciam ocasionar de novo os mesmos movimentos (os mesmos traços de carácter), tinham desenvolvido a interpretação simbólica daquelas posições astrais - ou seja, a nossa astrologia.

Mas teriam eles associado esta última à reencarnação? Numa palavra, seriam eles capazes de reencontrar as vidas anteriores através da leitura de um tema? Não se sabe exactamente.

Mestres consumados na arte de prever o futuro, interessar-se-iam pelo passado anterior? Os caldeus não eram certamente, assim como nós hoje em dia, estranhos à noção de reencarnação: Zoroastro parece ter sido herdeiro de uma velha tradição local. E altamente provável que certos sacerdotes-astrólogos iniciados utilizassem a astrologia para conhecer a evolução cármica das almas. Mas nenhum texto ou documento chegou até nós, actualmente.

Os babilónios, que vieram depois dos caldeus, retomaram e desenvolveram amplamente sua ciência, tanto em astronomia-astrologia, quanto em esoterismo. Transmitiram-na aos gregos, de quem a herdamos. Pensa-se que os egípcios não ignoravam de modo algum a astrologia reencarnacionista. Mas seus conhecimentos nesse assunto permanecem tão misteriosos quanto a Esfinge e a Grande Pirâmide...

Quanto aos gregos, um grande número deles, como vimos, acreditavam na transmigração das almas. Mas os filósofos do período clássico que a mencionaram não a ligaram à astrologia caldéia (que só foi vulgarizada tardiamente entre os gregos, no século III antes de Cristo).

Entretanto, Alexandre trouxera brâmanes da sua expedição à índia, intensificando assim os intercâmbios religiosos com o mundo grego. As tradições caldeia e egípcia, assim como a mitologia grega e a influência indiana irão misturar-se para dar aqueles "mistérios" iniciáticos, tão em voga no início da era cristã, mas não parecem ter convergido para criar uma verdadeira escola de astrologia reencarnacionista. Ninguém, no Ocidente, parece ter-se preocupado em coordenar astrologia e reencarnação.

Ninguém, salvo, talvez, os druidas. Mas estes logo vão desaparecer, sem deixar seus ensinamentos. A consciência das vidas anteriores apaga-se pouco a pouco na Europa, a partir do século VII. A astrologia, em compensação, permanece oficial ainda durante mil anos. Mas ninguém lhe pede que seja "reencamacionista". O Ocidente esqueceu tudo...

Nos séculos XVIII e XIX, grande buraco negro: a astrologia, por sua vez, cai num descrédito total. Raros esotéricos, rosacrucianos, alquimistas e cabalistas conseguiram, no entanto, manter viva a chama, por vezes à custa de suas vidas. Eles estarão na origem de um renascimento que só se ampliará no século seguinte. Na Alemanha, Goethe, no entanto, mostrar-se-á convencido da realidade da reencarnação, e se apaixonará pela astrologia. Não estabelecerá, no entanto, a ligação entre as duas.

Enfim, na segunda metade do século XIX, e no início do século XX, irão levantar-se alguns grandes espíritos que se voltarão para as fontes indianas e tibetanas: no Oriente não se rejeitou a reencarnação, nem a astrologia. Melhor ainda, integrou-se uma à outra, com toda a naturalidade! Corajosamente, pioneiros europeus e americanos reintroduzem no Ocidente esses dois espantalhos, "ilusões diabólicas", "especulações perigosas", nascidas de uma "mentalidade pré-científica".

Como me dizia recentemente uma velha senhora: "A reencarnação? Minha filha, é muito perigoso mexer com essas coisas! Não se meta nisso de jeito nenhum. Todos os meus conhecidos que caíram nessa história tiveram os piores aborrecimentos!"

A ASTROLOGIA INDIANA E TIBETANA

Ao leste do Éden, a Árvore do Conhecimento nem sempre foi sufocada. Nas índias, no Tibete, e em outros países do Extremo-Oriente, a reencarnação faz parte da vida quotidiana, assim como também a astrologia. Os astrólogos indianos, quando estudam um tema, têm sempre presente no espírito a "roda das reencarnações". Estimam que têm sob os olhos o "momento" da corrida milenar de uma alma. Nas Índias e no Tibete, não se cogita de empreender uma ascese espiritual sem procurar conhecer os erros das vidas precedentes. Essa busca é feita sob a orientação de um mestre, guru, swami, sishi... que guia o adepto no caminho muitas vezes difícil desse conhecimento.

A astrologia está muito naturalmente integrada nesta busca espiritual. Os astrólogos indianos não trabalham apenas na "análise lógica do tema" - utilizam sem qualquer reticência sua mediunidade para ler ali as vidas anteriores. Assim, o astrólogo indiano é, por princípio, um iniciado e um sábio. Sua função é religiosa.

Sem entrar nos detalhes que veremos mais amplamente na sequência dos capítulos deste livro, apresentaremos a seguir, em termos muito gerais, as configurações pelas quais os astrólogos indianos determinam as vidas anteriores (e futuras) de um nativo. Consideram eles, essencialmente:

O NIDÂNAS

Os "signos do Zodíaco" na astrologia indiana não correspondem exactamente aos nossos, por causa da defasagem entre signos e constelações, devida à precessão dos equinócios. Entretanto, o Zodíaco indiano admite, como o nosso, uma divisão do ano em 12 partes que correspondem às 12 constelações da eclíptica. Cada uma dessas constelações é como uma "porta", por onde entra a alma que se encarna de novo. Cada porta ou "nidâna" corresponde ao desejo, à paixão dominante, que impeliu a alma a se encarnar. Existe uma correspondência simbólica entre os 12 nidânas e os signos do Zodíaco.

Estes últimos são representados num círculo, o Bhava Chakra, ilustração gráfica da roda das transmigrações, e oferecidos sob esta forma à meditação dos fiéis.

0 primeiro nidâna é representado com os traços de uma velha cega, e simboliza a ignorância, a vontade inconsciente que leva a alma a se reencamar. Seu simbolismo lembra o de Áries, ser de desejo, movido por impulsos muitas vezes cegos.

O segundo nidâna é representado por um oleiro modelando a argila. Símbolo do apego às formas da vida física, está muito próximo de Touro.

O terceiro nidâna é representado por um macaco trepando lepidamente numa árvore. Ele simboliza o desejo de conhecimento e uma certa instabilidade, que evocam bem os Gémeos.

O quarto nidâna é representado por uma barca contendo ora apenas um homem, ora uma família. Simboliza o desejo de existir por si mesmo, de ser autónomo. Esse desejo, no Ocidente, nasce no nível de Câncer (que evoca também o Oceano primordial, como a barca).

O quinto nidâna é representado por uma casa vazia, ou por uma máscara humana: simboliza o desejo de exteriorizar o poder dos sentidos, e também a ambição (o que corresponde bem ao Leão).

O sexto nidâna é representado por um casal de esposos, ou por um trabalhador atrás do seu arado. Simboliza o desejo de realização concreta, a fecundação. Corresponde à nossa Virgem (representada no Ocidente com uma espiga de trigo na mão).

O sétimo nidâna é representado por uma figura humana cujo olho foi varado por uma flecha. Simboliza o desejo de ternura e de prazer, as ilusões do coração que terminam na dor. Corresponde a Libra.

O oitavo nidâna é representado por um homem que se embriaga, e por uma mulher segurando uma garrafa de vinho. Simboliza a sede insaciável de gozo, que acorrenta o homem à roda das reencarnações, e corresponde ao Escorpião.

O nono nidâna é representado por um homem colhendo frutos, que coloca num cesto. É o desejo dos bens materiais, o apego às gratificações deste mundo, análogo ao simbolismo de Sagitário.

O décimo nidâna é representado por uma mulher grávida. Ela representa a plenitude da existência material, e a sujeição aos trabalhos terrestres. Este nidâna corresponde a Capricórnio.

O décimo primeiro nidâna é representado por uma criança nascendo. Simboliza o desprendimento que foi adquirido e que dá ao ser o desejo de renascer uma última vez para liquidar todo o seu carma. Essa motivação espiritual corresponde a Aquário.

O décimo segundo nidâna é representado por um cadáver em seu cortejo funerário. Simboliza a dissolução (muito neptuniana) de todos os laços terrestres que aprisionavam o ser. Corresponde a Peixes.

Decanatos, graus e outras subdivisões do Zodíaco


Cada signo do Zodíaco - tanto na índia como no Ocidente estende-se, então, por 30° do céu. Um decanato - um terço de um signo - contém 10º.

Os astrólogos indianos dão muita atenção às subdivisões do Zodíaco; os decanatos permitem, segundo eles, um conhecimento das vidas anteriores; os dwads e os navamsas, subdivisões do decanato e do signo, indicariam mais o desenvolvimento futuro da Entidade.

Cada grau do círculo celeste indica também alguma coisa do carma do nativo. Não desenvolverei aqui esses tópicos - apesar de interessantes - por falta de espaço!

O Ascendente

É examinado com o maior cuidado. O signo que se encontra situado na XII casa, logo acima do horizonte, é considerado como o signo ascendente da vida precedente. Exemplo: um nativo nascido com o Ascendente Libra tinha o Ascendente Virgem na encarnação precedente; não deve, portanto, causar espanto que ele ainda apresente características de Virgem, sobretudo no início desta vida. A alma percorre, assim, o Zodíaco, experimentando em cada encarnação as possibilidades dos signos, segundo sua progressão.

Os seis mundos

Não se pode compreender a astrologia indiana esquecendo os seis mundos começando por baixo:

- O mundo infernal, que corresponde ao plano de Saturno

- O mundo dos espíritos famintos, que corresponde ao plano da Lua

- O mundo animal, que corresponde ao plano de Vénus

- O mundo humano, que corresponde ao plano de Mercúrio

- O mundo dos Titãs, ou Heróis, ou deuses ciumentos, que corresponde ao plano de Marte.

- O mundo dos deuses, mundo da felicidade e da luz, o mais alto de todos, que corresponde ao plano de Júpiter

O acesso a esses três últimos mundos se faz por um bom carma, ao passo que, ao contrário, um carma pesado obriga a entidade a se reencarnar em um dos três mundos inferiores, onde reina a infelicidade.

As almas passam de um a outro mundo, segundo seus méritos. A astrologia permite ver de que mundo vem o recém-nascido e, ao morrer, em que mundo o indivíduo se reencarnará. O Sol, energia luminosa, forma do Buda, indica, por sua posição no signo e no decanato, como se disse acima, de que mundo vem o nativo.

Resumi muito grosseiramente o ponto de vista da astrologia indiana: os especialistas que me perdoem essa simplificação.

OS PIONEIROS OCIDENTAIS

Os primeiros pioneiros ocidentais da astrologia reencarnacionista foram buscá-la nas índias. Teósofos, antropóssofos, rosacrucianos não ignoram as fontes indianas.

Depois da geração dos pioneiros, outros astrólogos desenvolveram a astrologia esotérica, apoiando-se mais na inspiração mediúnica do que nos textos indianos (Alice Fowler, Irys Vorel, Donald Yott, Charles Vouga). Mas é notável que haja uma convergência entre a inspiração desses pesquisadores e as tradições indianas.

O caso limite é o de Edgar Cayce, que nunca pôs os pés num ashram, nem estudou astrologia indiana, e nem mesmo qualquer tradição reencarnacionista, e que, por sua simples inspiração mediúnica, reencontra valores que a India conservara e que a nossa astrologia esquecera. Aliás, foi a propósito do tema astrológico de seu amigo Lammers que Cayce mencionou pela primeira vez esta evidência que é a reencarnação. Para seu próprio espanto, ele declarou, sob sono hipnótico: "Outrora, ele (Lammers) foi monge." Foi preciso, depois, que Cayce, assim como os astrólogos ocidentais, percorresse um caminho muito longo para chegar à astrologia reencarnacionista aqui apresentada.

EDGAR CAYCE CONFIRMA A REALIDADE DAS PERMANÊNCIAS PLANETÁRIAS

As leituras caycianas, evidentemente, contêm um imenso número de comentários astrológico-reencarnacionistas.

Essas referências são totalmente surpreendentes para um astrólogo ocidental "clássico". Entretanto, pôde-se verificar cem vezes a justeza das previsões de Cayce, e também o quanto seus diagnósticos, tanto físicos quanto psíquicos, se mostraram exactos. Pode-se, então, pensar que sua visão astrológica corresponde a uma realidade. A astrologia actual está, aliás, em plena evolução. O materialismo do século XIX lhe cortara as asas: o século XXI provavelmente dará razão a Cayce. Aqueles, dentre os meus leitores, a quem essa questão interessa, podem reportar-se ao excelente livro de Margareth H. Gammon: Astrology and the Edgar Cayce readings, publicado pela ARE (Edgar Cayce Foundation, 1967 e 1973).

A maioria das 2.500 leituras de vidas apresentadas por Cayce entre 1923 e 1945 evocam a reencarnação. Segundo ele, as Entidades permanecem em diferentes épocas no plano terrestre - é o que chamamos de encarnações sucessivas - mas também permanecem em outros planos planetários, entre duas vidas terrestres. Edgar Cayce está longe de ser o único a ter falado nisso. Allan Kardec faz alusão ao assunto: "A medida que os Espíritos se depuram, encarnam-se em mundos cada vez mais perfeitos" (O Livro dos Espíritos, Editorial Angelorum-Novalis).

As Lettres de Christopher, de Rose-Marie Tristam, também falam nisso. Christopher, morto aos 17 anos no naufrágio de um navio torpedeado durante a Segunda Guerra Mundial, retorna depois de morto, regularmente, para falar com sua mãe. Conta-lhe suas actividades nos outros mundos: "Depois de deixar Sirius, visitamos vários satélites em tomo daquele grande centro de luz...". Conta também as expedições a Marte, a Júpiter, a Orion... É bem possível que, depois da morte, os humanos possam realizar com muita facilidade viagens interplanetárias, ou mesmo interestelares!

Albert Pauchard, em seu L'Autre Monde, fala também do "raio de Neptuno", que ilumina "o último contingente de um ciclo solar" - isto é, os que vão nascer entre 20 de Fevereiro e 20 de Março, em Peixes.

Nos Estados Unidos, o famosíssimo médium Arthur Ford falara de suas viagens em "projecção astral" (isto é, saída do corpo físico ou "desdobramento") a outros planetas. Contou mesmo que visitou Arcturus.

Voltando a Cayce, ele diz que as Entidades permanecem em outros planos planetários (ou estelares); ele chama essas permanências de "sojourns". Qual será a finalidade disso? Segundo ele, o plano divino de desenvolvimento das almas humanas prevê para elas uma série de experiências planetárias, para ampliar o campo de seus conhecimentos. Os reencarnacionistas em geral, tanto do Oriente como do Ocidente, estão de acordo: o campo terrestre é demasiado limitado. Devendo a alma chegar ao perfeito conhecimento (já que "nós somos deuses", como diz Paulo), precisa passar por uma grande diversidade de experiências cósmicas. Isso é necessário para a aprendizagem do estado divino!

Segundo Cayce, esses "sojourns" em planos de consciência diferentes são descritos no tema individual pelos planetas, que simbolizam diferentes planos de energia cósmica. Podemos, portanto, ler no nosso tema as experiências planetárias precedentes. Essas vilegiaturas em outros mundos desenvolvem nossas faculdades mentais. Nossas ideias, nossas intuições, nossos conhecimentos inatos, em suma, nossas aptidões intelectuais e imaginativas seriam directamente provenientes das experiências planetárias e siderais. Esses "estágios de formação" em diferentes "lugares" do sistema solar nos dariam nosso dinamismo mental, ao passo que nossa vida emocional seria antes o fruto de nossas encarnações terrestres.

Cayce diz frequentemente: "Tal Entidade chega de Saturno" (ou de Mercúrio, ou de Vénus etc.). Em inglês, entered from Saturn (esta alma alçou voo em Saturno).

Essas viagens interplanetárias que asseguram a "formação contínua" das almas não se limitam ao sistema solar; Cayce faz inúmeras alusões a estrelas como Arcturus (que parece um elevadíssimo lugar espiritual), Sirius, as Plêiades, Rigel, Bellatrix, Betelgeuse, a Polar ou constelações extra zodiacais, como a Grande Ursa, Orion, etc.

Sabe-se que os astrólogos da Antiguidade, e depois os astrónomos árabes, atribuíram uma grande influência às "estrelas fixas". Distinguiam perfeitamente estas últimas das "estrelas errantes", que são os planetas. A astrologia ocidental desconhece - ou simplesmente ignora - essas estrelas fixas, com raras excepções, como Vivian Robson ou Volguine; ou como a astrologia rosacruciana, que sublinha a importância de certas estrelas como Alcione, as Plêiades (constelação de Touro), as Aselli ou Anons (constelação de Câncer), Antares (constelação de Escorpião).

Alice Bailey, outra astróloga reencarnacionista, fala também da influência de Betelgeuse, da Grande Ursa, de Sirius. É óbvio que os astrólogos indianos também não ignoram as estrelas fixas, e sabem que elas encerram grandes mistérios.

Enfim, se Cayce insiste nas permanências planetárias e estrelares detém-se muito pouco nos aspectos entre os planetas, e nos signos do Zodíaco. É que o valor destes, na nossa astrologia ocidental, é alterado pela precessão dos equinócios, de que é imprescindível falar aqui.


UM PONTO IMPORTANTE: OS SIGNOS DO ZODÍACO E A PRECESSÃO DOS EQUINÓCIOS

[Este texto sobre a precessão dos equinócios, à excepção dos restantes é da autoria de António Rosa. Ver aqui.]

Nas páginas que se seguem , trataremos dos planetas nos signos do Zodíaco. Ora, impõe-se um acerto: o astrólogo sério, reencarnacionista ou não, deve levar em consideração a precessão dos equinócios.

O grande público, muitas vezes mal informado sobre a astrologia, pensa que esta se resume aos signos do Zodíaco. "Ah, você é Touro? Como eu gosto desses bichos!" O estudante pôde se dar conta de que os signos do Zodíaco eram apenas uma das "chaves" da astrologia. Os planetas são tão ou mais importantes do que eles! Alguns astrólogos não vêem os signos do Zodíaco senão como um jogo de filtros coloridos: cada planeta nos envia suas vibrações através do filtro do signo zodiacal que as colore.

Por vezes, espantamo-nos: certos nativos só têm poucas características descritas pelos signos... em compensação, comportam-se mais como o signo precedente. Muita gente, ainda assim, espantou-se com o facto de Hitler ter nascido com o sol em Touro - signo pacífico por excelência! Teria sido bem mais lógico que seu Sol estivesse em Áries, signo da guerra, sob a regência de Marte. Ora, é esse o caso... se levarmos em consideração a precessão dos equinócios!

Assim também Luís XIV, que escolhera como símbolo o Sol e se comportou como um verdadeiro Leão, evidentemente não nasceu com o Sol em Virgem - signo do perfeito subordinado! (5 de Setembro de 1638).

Assim o Zodíaco no qual trabalhamos está alterado. Actualmente, as constelações não coincidem mais com os signos do mesmo nome.

Lembro que os astrónomos reagruparam as estrelas fixas em 89 constelações. Esses grupos, evidentemente, são arbitrários. Mas não se podia deixar de rotular o céu, para poder se orientar nele! Ora, o Sol não dá cambalhotas ao acaso nessas 89 constelações: limita-se, comportadamente, às 12 que percorre todo ano, e que constituem, para ele, uma espécie de auto-estrada celeste. A essas constelações os Antigos haviam dado nomes de animais: ignora-se completamente porque... Mas não se deve pensar que fosse pura fantasia: os astrónomos astrólogos da Caldéia possuíam profundos conhecimentos esotéricos sobre o reino animal.

Em suma, o início do ano zodiacal, o "ponto vernal", ou "grau 0 de Áries", deve coincidir com o primeiro dos 12 sectores - ou signos -repartidos no céu no caminho anual do Sol (é a auto-estrada celeste que chamamos de Zodíaco). Esses 12 sectores do céu, de 300 (30x 12 = 360), são baptizados de acordo com os nomes das constelações que devem enquadrar.

Ora, em virtude da percepção dos equinócios, o Sol hoje em dia não nasce mais, no dia 21 de Março, na constelação de Áries. Em 228 depois de Cristo, era assim: o Sol nasceu bravamente, como lhe haviam mandado ao mesmo tempo em Áries-signo do Zodíaco e em Áries-constelação. Depois, pouco a pouco, começou a nascer no fim do signo de Peixes. Os astrólogos, como Ptolomeu, não prestaram mesmo muita atenção nisso: era uma aproximação… O mal é que, hoje em dia, a "aproximação" tornou-se "bem pouco próxima"!

O eixo da Terra gira lentamente sobre si mesmo em 26.000 anos: e é esse fenómeno, chamado "precessão dos equinócios", que faz com que o Sol nasça, todo dia 21 de Março, um pouco mais atrás nos signos.

Em virtude dessa progressiva defasagem, os 12 sectores de 300 repartidos no céu não coincidem mais com as constelações que lhes haviam dado o nome. A defasagem é mesmo tão importante que atinge hoje em dia (em 1983) cerca de 24°.

Os astrólogos indianos conhecem perfeitamente essa defasagem, que chamam de ayanamsa, e que levam em consideração na interpretação dos horóscopos.

Assim, um nativo de 1983, com o Sol a 5° de Escorpião estaria, para os astrólogos de 20 séculos atrás (assim como para os astrólogos indianos actuais) com o Sol a 110 de Libra. Não será de estranhar, então, que em sua juventude ele apresente tantos traços de carácter de Libra.

Essa defasagem progressiva irá levar pouco a pouco o Sol a nascer, em 21 de Março, na constelação de Aquário (mas sempre no signo, isto é, no sector de Áries). Desde o ano 228 da era cristã até agora, o Sol nascera na constelação de Peixes. Irá deixá-la por voltado ano 2 377, para entrar na de Aquário.

Portanto, os astrólogos verdadeiramente honestos, verdadeiramente preocupados com a verdade, deveriam levar em consideração a defasagem ayanamsa em suas interpretações. Uma Lua natal a 6° de Touro, por exemplo, é, no dia do nascimento, o que há de mais Áries!

Cada vez que eu mencionar um planeta (ou um nó) num signo, entenda-se que se trata do signo real, depois de feita a correcção pelo ayanamsa.

Dito isto, a "progressão" dos planetas os faz evoluir através do Zodíaco. Assim, a criança que nasce actualmente com o Sol a 5° de Sagitário, nasceu na verdade em Escorpião - e manifestará as características deste. Entretanto, por progressão de um grau por ano, o Sol, aos 25 anos, entrará no 1ºgrau de Capricórnio. Se subtrairmos o ayanamsa de 24°, esse Sol estará na verdade a 6° da constelação de Sagitário. E então que esse jovem terá um comportamento sagitariano.

Na prática corrente, seria preciso considerar os dois signos, antes e depois da subtracção do ayanamsa.

Os astrólogos da Pérsia antiga, os caldeus e os babilónios levavam em conta esse fenómeno e corrigiam seus horóscopos a partir disso. Mas os egípcios, depois os astrólogos do Baixo Império romano, seus sucessores na Idade Média e depois os modernos esqueceram o ayanamsa, que não pára de crescer de século para século.

Para concluir, a astrologia ocidental comum, actualmente, trabalha sobre bases em parte falsas, a menos que leve em consideração o ayanamsa - cuja tabela para o século XX é apresentada abaixo:

Exemplo muito significativo: o tema de Hitler

Para o seu nascimento, em 20 de Abril de 1889, às 18h21 min., em Braunau am Inn, na Áustria, o Zodíaco habitual dá 0" 48 Touro. Corrigindo a posição do Sol, pela subtracção do ayanamsa, encontramo-lo no início de Áries, a = 7º 48”, o que dá a esse signo de guerra e de fogo toda a sua força.

E A LIBERDADE, O QUE SE FAZ DELA?

A Tradição afirma, desde sempre: Astra inclinant, sed non cogunt, isto é: "Os astros indicam, mas não obrigam." Assim, segundo Tomás de Aquino: “Tudo o que existe na superfície deste mundo sublunar está sujeito à influência dos astros - mas o sábio domina os astros."

Cayce está inteiramente de acordo com essa óptica. Eis o que ele diz, textualmente: "A mais forte influência exercida sobre o destino do homem é, em primeiro lugar, a do Sol, depois a dos planetas mais próximos da Terra, ou então dos que são ascendentes na hora do nascimento. Mas é preciso entender aqui que nenhuma acção, de qualquer planeta, nem as fases do Sol, da Lua ou de qualquer corpo celeste é mais forte do que a vontade do homem."

É, portanto, claro: o sábio domina os astros.

Nenhum astrólogo sério, seja oriental, indiano ou chinês, pensa realmente que sejamos totalmente determinados pelos astros, como se fôssemos fantoches manobrados por alguém.

Só as pessoas que têm noções muito superficiais de astrologia ainda imaginam que ela seja determinista, e que nosso destino estaria organizado de antemão nos seus mínimos detalhes. A "roda das reencarnações", o samsara dos astrólogos budistas, não é uma fatalidade: os textos sagrados indianos afirmam que é preciso sair dela, para isso utilizando nossa liberdade!

Tomás de Aquino manifestou-se a respeito, de modo magistral, em sua Suma teológica (questão 96, "Da Adivinhação pelos astros"): "Quando um médico - diz ele -, à cabeceira de um doente, faz um diagnóstico a partir de determinados sintomas, e depois faz um prognóstico sobre a evolução da doença, diz-se por acaso que ele faz profecias? É evidente que não! Ele apenas exerce sua profissão de médico.

Assim também o astrólogo: ao ver tal ou tal configuração no céu, deduz dela tal ou tal previsão." Tanto o médico como o astrólogo deixam, em seu "prognóstico", uma grande margem para a liberdade do doente (ou nativo). Este último pode, por sua atitude mental, fazer fracassar os prognósticos do médico (ou do astrólogo). Sabe-se de tantos doentes que se deixam morrer, e de tantos outros que ressuscitam pela força de vontade!

Toda astrologia que negue a liberdade seria totalmente débil. Todo aquele que pretende abusar do seu poder em nome dos astros, aterrorizando o seu consulente, sacudindo-lhe no nariz um destino implacável ("Está escrito no céu"), não é digno do nome de astrólogo.

Actualizado em 10 Junho 2007

Reorganizado em Janeiro de 2011
Actualizado em 8 Janeiro 2014
por António Rosa
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6 de janeiro de 2014

Dia do Astrólogo e Dia de Reis - 6 de Janeiro - Parabéns a todos nós, que estudamos astrologia


O dia 6 de Janeiro é consagrado aos Reis Magos: Gaspar, o de pele branca, Melchior, o ancião e Baltazar, de pele negra. Todos conhecemos a história dos Reis Magos que seguiram o brilho de uma estrela. Dizem que era o planeta Vénus, com a sua luz vespertina.
O 6 de Janeiro também é considerado o Dia do Astrólogo.

Na época do nascimento de Cristo, a palavra 'mago' referia-se a uma classe ou casta persa sacerdotal relacionada com o Zoroastrismo (religião monoteísta, fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra), não praticavam feitiçarias, mas eram astrólogos e, também, aquilo que hoje chamamos de astrónomos, além de terem a capacidade de interpretar os sonhos. Segundo o apóstolo Mateus, eles vieram do Oriente guiados por uma estrela. Não está comprovado que fossem realmente Reis, mas, com certeza, eram sábios, magos, vindos das regiões orientais.

Na realidade os magos do oriente eram vários, mais de três, ao que parece, segundo várias tradições hoje omissas.

A tradição Católica reduziu-os para o número de três e elevou-os à categoria de reis, para simbolizarem as forças máximas de cada continente conhecido então - Ásia, África e Europa -, personificadas em cada um deles. Daí cada um deles ter uma característica e uma oferta diferente de acordo com as suas proveniências.

Como reis, magos, astrólogos, sábios, intelectuais ou apenas curiosos nunca seriam pessoas que viajassem solitariamente - a menos que vivessem a parcos metros do acontecimento.

A data em homenagem à actividade de astrólogo foi criada em 1993 pela AFAN (Association for Astrological Networking), entidade com sede nos Estados Unidos e que congrega profissionais da área.
Parabéns a todos nós, que estudamos astrologia.

É o nosso dia. Salut!


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«A vida é o que te vai sucedendo, enquanto te empenhas a fazer outros planos.»
Professor Agostinho da Silva

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Para si, leitor

Caro leitor, tem muito por onde escolher. Sinta-se bem neste blogue. Pode copiar os textos que entender para seu uso pessoal, para estudar, para crescer interiormente e para ser feliz. Considere-me como estando do seu lado. No entanto, se é para reproduzir em outro blogue ou website, no mínimo, tenha a delicadeza de indicar que o texto é do «Cova do Urso» e, como tal, usar o respectivo link, este: http://cova-do-urso.blogspot.pt/ - São as regras da mais elementar cortesia na internet. E não é porque eu esteja apegado aos textos, pois no momento em que são publicados, vão para o universo. Mas, porque o meu blogue, o «Cova do Urso» merece ser divulgado. Porquê? Porque é um dos melhores do género, em língua portuguesa (no mínimo) e merece essa atenção.


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O «Cova do Urso» nasceu a 22-11-2007, às 21:34, em Queluz, Portugal.

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