A voz dos outros - Saulo Taveira

8 de setembro de 2010 · 21 comentários

Saulo Taveira
Autor do excelente blogue «Partitura»

Conheci o 'Partitura' há pouco tempo e fiquei surpreendido com o conceito geral do blogue. É um blogue falado, entoado, meio cantado, em que o autor expressa o que sente e pensa no momento. Um blogue original, diferente daquilo a que estamos habituados. Vale a pena conhecer e acompanhar. Não resisti a reproduzir aqui um dos seus posts, como poderão ver mais abaixo. O Saulo define-se assim:

«Me chamo Saulo Taveira Peixoto e tenho 27 anos. Sou graduado em História, dei aulas de lingua espanhola, sou locutor e ator. Esse será um espaço de livre manifestação. Usaremos o teclado como voz, corpo, meio de expressão. Aqui vocês terão minhas impressões e predileções. Vamos trocar? Bem vindo!»

Reprodução na íntegra do seu post

«Rosas na Voz, pétalas no caminho.»


[No post original, aqui entra um ficheiro mp3, com a voz do Saulo Taveira,
que não consegui reproduzir. Pode ser ouvido no 'Partitura']

«Escolhi este texto por dois motivos:

»1º já o havia gravado numa aula de vídeo que fiz, gostei muito (embora esse tenha ficado completamente diferente), lá eu soube que ele era musicado e a primeira coisa pedida pelo professor foi que não ouvíssemos a música; muitos ouviram e não gostaram do resultado. Eu, pobre ignorante mortal não o conhecia musicado e segui a instrução do professor. Tempos depois ouvi o Ney Matogrosso. De cair o queixo, a boca, de tirar o chapéu e as roupas. O cara é, indiscutivelmente, extraordinário. É a minha Bethânia de calças e muito mais.

»2º por iniciar as postagens (gravadas) com o mestre português Fernando Pessoa, nada mais justo que vir para o Brasil nos braços de outro grande mestre, agora brasileiro, Vinícius de Moraes.

»A singela gravação acima segue o artesanato (como disse minha amiga Carmen) da primeira, gravado em casa, sem edição, ou seja, não retirei os ruídos causados por sopro no microfone, da respiração nem nada que possa interferir, quero natural. Enfim, todos serão assim, não preciso explicar isso em todos os posts, senão ficará chato e muito repetitivo. rsrs

»Claro, como gosto das performances do Ney, segue uma pitadinha:




»Nunca é demais lembrar que esse poema foi gerado devido às atrocidades do homem. Seguimos cometendo atos de horror no dia a dia, contra nossos irmãos, nosso planeta; e burros que somos, nem percebemos que os cometemos contra nós mesmos. Há muito dito nesses poucos versos. Conversem.»

Conheça o excelente blogue «Partitura».
É só clicar no nome do blogue.

Hoje, é só assim

7 de setembro de 2010 · 39 comentários



Obrigado, meu Deus.

Obrigado, meu Deus.
Obrigado, meu Deus.


Tu sabes porquê.

Quíron e a iniciação da alma - e a crise dos 50 anos

6 de setembro de 2010 · 33 comentários

Sendo Úrano o planeta regente da astrologia, no entanto, é
Quíron quem rege o astrólogo e todos os terapeutas.

Este texto foi escrito e publicado por mim a 10 de Maio de 2007 no site «Escola de Astrologia Nova-Lis», entrando agora, pela primeira vez, no 'Cova do Urso'. Leia com calma e passe bem!

Quíron é um pequeno astro descoberto em 1977 por Charles Kowal, cuja órbita ocorre entre Saturno e Úrano sendo muito irregular. Para completar uma deslocação ao longo do zodíaco demora cerca de 50 anos e, atendendo à irregularidade da sua órbita à volta do Sol, a sua passagem por cada signo varia entre 1 ano e meio quando passa por Balança, a 8 ¾ anos quando atravessa o signo oposto, Carneiro.

Sente-se que existe alguma dificuldade em analisar este astro. Há pouca bibliografia, comparada com os restantes planetas. Aprendemos em astrologia que Quíron nos fala de uma ferida [física, material, psicológica ou mental] algumas vezes provocada por acidente, por distracção, por algo irrazoável ou que nunca é esperado, introduzindo, desse modo, o tema do sacrifício na vida da própria pessoa: na sua «mortalidade», na sua projecção mundana, na sua saúde, na sua vida material, etc.

Também se aprende que Quíron representa um passo importante na descoberta das fragilidades, desajustamentos e incoerências humanas, através da compreensão da inutilidade de se lutar contra ou fugir daquilo que é a nossa realidade e essência mais básicas.

É por ser insolúvel a dor sentida, que Quíron obriga ao caminho em direcção à mestria das energias humanas; é por estar compulsivamente presente que Quíron não permite que se desligue ou se abandone o caminho traçado; é por não parecer ter explicação ou justificação que o sofrimento se torna dificilmente esquecido.

Para além destas formas de nos analisarmos, procuro ter, igualmente, um outro olhar sobre Quíron:


Quando, em meditação, deixamos a terra e subimos ao céu.



Em minha opinião, é o astro do Zodíaco que mais perto trata de nos encaminhar para o mundo espiritual. A sua localização no mapa natal representa onde nos sentimos frustrados. Tal como Plutão é a resistência e Saturno a aprendizagem, Quíron é a nossa frustração. A frustração de não podermos resolver na matéria a nossa missão espiritual, de não estarmos a fazer o que a nossa alma pede. Quíron, no nosso mapa, existe para nos obrigar a sermos nós próprios, e como habitualmente não o conseguimos, daí surgir a frustração nas nossas vidas. Quíron é o planeta do como fazer.

Muitos de nós agimos pela razão errada, pois as escolhas feitas no passado, habitualmente, não foram as melhores ou as mais apropriadas. Por exemplo, tira-se um curso de informática porque pensamos que vai dar dinheiro, quando o sonho secreto seria ser veterinário, mecânico ou ter outra actividade. Nunca existiu uma época como a que atravessamos - e falando apenas do que conheço -, nunca tanta gente se sentiu tão desajustada e infeliz com as suas vidas.

Este Quíron espiritual, pode funcionar com bastante severidade, pois sendo o planeta do como fazer, pretende que concretizemos; está sempre pronto a avisar-nos: “tu não és o teu corpo, tu és a tua alma temporariamente no teu corpo”.

Antes de avançarmos com maior especificidade sobre Quíron, tentemos analisar, com algum pormenor os grandes ciclos astrológicos do ser humano. Entre os grandes ciclos escolho 3, como sendo extremamente marcantes na nossa vida adulta.


Energia espiralante através dos quatro planos.

[Esta ilustração pertence ao livro 'Quíron',
de Barbara Hand Clow. Aqui e aqui.]




Olhando para a ilustração, de baixo para cima, encontramos o primeiro trânsito deveras significativo e que vivemos intensamente – o primeiro retorno de Saturno (clicar). Retorno é quando um planeta em trânsito, dando a volta completa ao redor do Sol, “retorna” ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Este retorno de Saturno dá-se por volta dos nossos 29 a 30 anos. É o trânsito que trata, sobretudo, de deixar para trás as questões mais ligadas ao nosso corpo físico. Em todo este tempo, desde o nascimento, passamos pelo crescimento físico do nosso corpo. É a aprendizagem para conhecermos o mundo mais físico e avançarmos na nossa evolução. Nessa idade, aos 29/30, já nos encontramos numa fase da vida em que sabemos algumas coisas e andamos muito ocupados na concretização dos desejos mais comuns: casamento, filhos, casa, emprego, etc. Os jovens neste ciclo podem passar por momentos de muita angústia, debatendo-se com estes e outros dilemas. É o primeiro grande ciclo do ser humano. É quando se dá o início do trabalho mais ligado ao corpo emocional ou astral. E são poucos os que compreendem esta questão, pois estão muito ocupados com as suas carreiras.

Continuando a olhar para a ilustração acima, a seguir temos o trânsito conhecido como Úrano em trânsito em oposição Urano natal (clicar). Oposição é quando um planeta em trânsito, na sua volta ao redor do Sol, atinge metade do seu caminho ficando oposto ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Ocorre entre os 39 e 42 anos, consoante os mapas. Entre os 30 e os 40 as questões do corpo emocional deveriam ficar bem trabalhadas, para se prosseguir com a fase seguinte, a ligada ao corpo mental. Sendo Úrano a oitava superior de Mercúrio [o planeta da mente] somos convidados a mudar a maneira de pensar, a nossa maneira de aprender as coisas; aqui atingimos o meio da idade do Homem. Se a média de idade do ser humano ronda os 80 anos, é normal que se considere os 40, como o meio da idade do Homem. É nesta oposição de Úrano, quando se pede uma maior ligação ao cosmos, ao universo. Esse Úrano, regente de Aquário, representando “a voz de Deus”, faz-se ouvir com intensidade. E deveria dar-se uma profunda alteração na vida. Cumpre-se assim um grande ciclo do ser humano. Os propósitos anteriores associados ao corpo físico (juventude) e corpo emocional (harmonia interna) deveriam estar resolvidos. É o início do trabalho para uma mais íntima ligação com o nosso corpo mental.

Ao chegamos aos 50 anos atingimos a maturidade adulta. Entre os 49/51, temos o retorno de Quíron. Os assuntos dos corpos físico, emocional e mental, já deveriam estar bastante bem resolvidos, para agora se processar um contacto em maior plenitude com a alma. Esse contacto com a alma existe desde que nascemos. Mas esta é a fase da plenitude. A iniciação deveria estar a atingir um ponto de contacto com as Hierarquias. O trânsito é profundamente espiritual, e por o ser, é vivenciado com o corpo, sendo no dia-a-dia que aprendemos os trânsitos deste astro. Enquanto Quíron não tiver feito conjunção a ele próprio, o processo Kundalini pode não estar terminado.

É onde Quíron se encontra, no signo e na casa, que nós podemos ser úteis a nós mesmos, curando as nossas feridas internas e se com isso também ajudamos os outros, é muito bom. Mas não desatem a querer ser terapeutas porque julgam possuir um 'dom' qualquer. Não é terapeuta quem quer. No entanto, o pintor, com os seus quadros, ajuda na cura dos outros. Se eu te sigo no Facebook e gosto dos vídeos que me mostras, estás a ajudar na minha curar, sem que o saibas. Poderia dar milhares de outros exemplos, de ajuda aos outros, sem sermos terapeutas. Mas, em simultâneo, tens que te ajudar a ti próprio. Tá?

Quiron e a kundalini estão intimamente associados. É a ferida e a cura, o bloqueio e o potencial. É onde Quíron se encontra no mapa natal, que cada um tem o que de melhor possui, pois é aí onde se “esconde” a sua verdadeira essência. É o nosso Ser espiritual.


Por isso, Quíron reflecte a nossa frustração. A frustração de não conseguirmos ser quem somos ao mais alto nível espiritual. É a frustração que trazemos através dos tempos, os anseios do Ser Primordial, independente das várias encarnações e dos vários corpos e vidas que essas encarnações propuseram. Esse Ser, com ideais próprios, tinha que se confrontar com a personalidade e o ego de cada uma das encarnações, e com o carma que esses egos iam acumulando nessas encarnações. Foi assim que esse Ser espiritual foi ficando mais longe de se ver completo, de exercer em toda a sua plenitude. Agora, os tempos são diferentes e tens uma oportunidade de te reaproximares do teu Ser espiritual.

É na primeira quadratura de Quíron que a energia kundalini sobe, ou tenta subir, mas nesta sociedade ocidental, pela cultura praticada, não deixamos que essa energia suba. O propósito de Quíron é perfurar a matéria, não para estarmos desligados desta, mas para estabelecermos a ligação com os planos superiores. Como a Terra possui um véu, é necessário furar, para claramente sentirmos que estamos a viver acompanhados do nosso Eu, da nossa consciência, pelas entidades e comitivas. Apesar de estamos sempre acompanhados, infelizmente, a maior parte das vezes não temos consciência disso. Nós, com a ajuda desta perfuração kundalínica de Quíron podemos adquirir essa consciência maior.

O movimento deste planeta é tão irregular que a primeira quadratura de Quiron a ele mesmo pode dar-se entre os 5 anos e meio e os 24 anos. Quando essa primeira quadratura a ele mesmo se dá na nossa vida, essa fase é absolutamente espiritual. Imaginem a primeira quadratura dar-se numa criança de 5 a 8 anos com a agravante dos pais não perceberem o que está a acontecer, e aí temos uma criança super agitada porque a energia kundalini está a subir. São crianças hiper-activas pela acção da kundalinica, que os mais velhos castram. Quando acontece ser aos 14 ou 15 anos, temos adolescentes com problemas. E assim, por diante.

Para as pessoas habituadas a fazerem meditação ou visualização, Quíron representa o caminho, o arco-íris, a ponte, a ligação entre o mundo material e o espiritual. Da mesma maneira que o trabalho de Plutão funciona para transformar a velha consciência numa nova encaminhada para a evolução; com Neptuno tomamos consciência que estamos inseridos no cosmos, no Uno, no Todo, que somos todos Um; com Úrano é a tomada de consciência da nossa ligação ao Céu, da voz de Deus, do Eu Superior a comunicar; Quíron pretende apenas que utilizemos o nosso corpo para conectarmos com o nosso Eu Interior, ou os seres multidimensionais, com o mundo espiritual. Por isto afirmamos que Quíron é o planeta do como fazer. Quíron ensina-nos o caminho do silêncio interno.

Mesmo que alguns pensem que o vosso Eu Superior é Jesus, ou Maria, ou Saint Germain, ou ainda uma outra entidade qualquer, temos que afirmar aqui, com seriedade, que estes Seres maravilhosos não são o nosso Eu Superior. São entidades maravilhosas, nossos Mestres Maiores, mas não são o nosso Eu Superior. Gostaria de insistir nesta recomendação de Quíron: o nosso Eu Superior somos nós mesmos numa dimensão superior. Se essas entidades “nos aparecem” nas meditações, é porque usam a energia do nosso Eu Superior para chegarem até nós, porque, provavelmente, não conseguimos chegar “até lá”. É que vivemos num planeta de gravidade densa…

Quanto mais cedo se tiver a primeira quadratura de Quíron, melhor para nós, porque tudo tem um propósito e mais fluída será a vida futura. Quanto mais tarde for essa quadratura, isso vai querer dizer que podemos demorar algum tempo a conseguir a atravessar a “ponte”, até que isso se torne habitual. Uma das enormes responsabilidades dos pais de hoje é estarem atentos aos seus filhos e perceberem se eles estão a passar pela primeira quadratura de Quíron. Não é catalogando-as imediatamente de “indígos” que vão resolver a questão. Porque é nessa atenção, que reside a ajuda. Compreendendo-os, entendendo-os, mas não catalogando-os.

É de toda a conveniência não confundirmos a acção de Quíron com Plutão ou Saturno, apesar de aparentemente, terem funcionamentos similares. São os três grandes planetas que nos podem causar sofrimento “cá em baixo”, mas os objectivos não são os mesmos: Saturno é para aprendizagem, para crescermos, para corrigirmos; Plutão é claramente para uma tomada de consciência de quem somos e o que temos de fazer; Quiron é o pontapé no rabiosque para fazermos o que temos que fazer.

Terminando: o posicionamento de Quíron no meu mapa diz-me que é nessas energias e áreas de vida que eu vim a esta vida para ser útil a mim mesmo.


Quíron parece ser um desconhecido, pois raramente
aparece nas ilustrações planetárias, mesmo as mais actualizadas,
como esta, onde já se vê Plutão na nova categoria de
planeta-anão. No entanto, vemos Ceres na mesma categoria de anão.
Quíron nem é mencionado.

Quem quiser saber mais sobre Quíron, clique aqui.

António Rosa

Todas as mulheres já deviam saber que o Príncipe Encantado não tem pilinha!

5 de setembro de 2010 · 32 comentários


Dedicado, sobretudo, à mulheres entre os 39 e 43 anos
Mas os homens também podem ler
Úrano em trânsito, em oposição a Úrano natal

Obviamente que o título é uma metáfora, com alguma graça e cujo mote me foi dado pela Susana Vitorino, neste post aqui.

Há uns tempos, numa palestra, dei por mim a dizer isto: “As mulheres de 39 – 43 anos, encontrando-se submetidas a uma intensa agitação interna, a uma incontrolável necessidade de mudança nas suas vidas, olham à volta e reparam que, para além de possíveis colegas e amigos, dentro da família, apenas podem “dispensar” o marido (o namorado, o companheiro), das suas vidas. Não se podem divorciar dos filhos, pais e irmãos. Mas dos maridos, sim. Divorciam-se deles para, algum tempo depois, perceberem que não era bem isso que desejavam fazer.” Sei que fui tremendamente injusto, generalizando tanto. Para nossa surpresa, uma senhora presente pediu a palavra e confirmou que esse tinha sido o seu caso, uns anos antes. Com muita graça, acrescentou: “Um ano depois, como ele não tinha arranjado outra, casei-me novamente com o meu ex-marido.” Foi aplaudida.

Tudo porque descobrem que o príncipe encantado já não tinha pilinha. É uma metáfora, no sentido de terem percebido que algo não as preenchia. Obviamente cada situação é um caso e esta é uma imagem geral, pois cada mulher pode passar pelo seu próprio inferno, mas diga-se em abono da verdade, sempre à procura do «tal», que não aparece, excepto a algumas. E todas sabem que o «Special One» já tem mulher. Depois, tudo se reduz a mais 'bla-bla-bla' ou menos 'bla-bla-bla', do género: 'Ele é casado mas quer separar-se da mulher' - 'Ele é casado mas não pode separar-se da mulher por causa disto e daquilo'. Tretas!



Nem imaginam a quantidade de situações destas que me aparecem nas consultas. Pilinhas à parte, este artigo também se aplica aos homens, e de que maneira! Só que vão atrás das mamocas mais jovens e com silicone.

Bom, faça-se justiça, agora mesmo, pois também há homens que descobrem que o seu novo príncipe encantado não tem pilinha! Assim como muitas mulheres que não acertam com as suas novas parceiras (princesas encantadas), mesmo sem pilinha. A pilinha neste texto é uma metáfora para o vazio de alma que se instala na mente dos seres humanos. O ser humano é muito especial, independentemente da sua sexualidade.

Variando de pessoa para pessoa, consoante o seu mapa astral, por volta dos 39 – 43 anos, Úrano em trânsito faz oposição ao Urano natal. É um trânsito que dura cerca de 2 anos. Este ciclo do ser humano é muito conhecido por coincidir com a chamada crise dos 40. É quando o ser humano, sentindo-se muito bem, toma profunda consciência que atingiu aquilo a que se chama meia-idade. Meia vida ficou para trás. E agora?

Está no auge da carreira profissional, filhos mais crescidos, casa própria, carro, boas roupas, informada, culta, desempoeirada, talvez autora de um blogue, faz reiki e talvez ande em círculos de meditação, cuida-se em ginásios, cabeleireiros, spa's, tentar ter férias de sonho, casamento de arromba (caríssimo) a atirar para o finaço, enfim, uma vida boa. Há muitas mulheres [e homens] que não têm nada disto. Mas não estão isentas do mesmo trânsito de Úrano.

Aparentemente, quando se chega àquela idade e tudo deveria estar em maior harmonia na sua vida, é quando percebe que, ao aproximar-se dos 40, descobre que dentro de nós inicia-se uma fase de angústias e sensações tão estranhas, que nem sabemos definir o que sente. Só mesmo a Oprah para convencer as suas audiências que as quarentonas são as 'novas' trintonas, e que as cinquentonas são as 'novas' quarentonas.

É frequente as mulheres mais modernas e desembaraçadas procurarem apoio mais técnico e acabam em consultórios fazendo análise e encharcando-se em comprimidos e, talvez, fazendo alguns disparates. Podem estar em plena depressão ou aquilo que chamam de depressão, pois para mim, como astrólogo isso é altamente discutível. O mais certo é não conseguirem resolver nada, por esta via. Os comprimidos apenas tentam abafar o seu conflito interno.



Que eu saiba, estes aí na foto, já não estão disponíveis.

Curiosamente, tenho notado que as mulheres que engravidam nesta idade, ficam tremendamente aliviadas do stress deste trânsito. Estão muito concentradas na sua gravidez, a merecerem a maior e amorosa atenção do núcleo familiar, com os filhos mais velhos na expectativa de um bébe a chegar e o marido a dar-lhe uma atenção especial, o que talvez não acontecera nos últimos anos. Não precisam de um novo Príncipe Encantado! O que está em casa tem pilinha, no sentido metafórico de as preencher como parceiros a quem dão, mas também recebem amor. Não têm tempo para pensarem em grandes mudanças nas suas vidas, porque elas próprias [e o marido] estão a introduzir uma das mudanças mais importantes na vida dos seres humanos: trazerem filhos a este mundo. Regra geral, são mulheres muito felizes e realizadas.

Voltando ao nosso tema, esta época na vida das mulheres [e dos homens também] é fértil em mudanças bruscas na sua existência, de transtornos nas suas condições de vida que a obrigarão a contar apenas consigo mesma. Irão encontrar-se perante circunstâncias inesperadas que podem alterar o seu comportamento.

É uma ruptura com o passado que se revela muitas vezes desconcertante e a adaptação a novas condições, que nem sempre serão fáceis. Podem sentir-se desorientadas com uma multiplicidade de pequenos problemas nos quais nunca tinham pensado até aí e que terá de os solucionar por si mesma. Pode representar tanto um simples clima de tensão, como uma verdadeira ruptura na sua linha de conduta na vida, através de uma revisão ou de uma renúncia indo até um enfrentamento para se superarem a si mesmas.

As características principais deste trânsito astrológico notam-se pelo aparecimento de uma acentuada individualidade, uma conduta que pode roçar a excentricidade e um obstinado desejo de liberdade que pode criar problemas com as suas relações em geral. Este trânsito habitualmente coincide com outro, de seis meses de uma severa actuação, na segunda oposição de Saturno ao seu próprio lugar no mapa natal, podendo trazer uma séria crise na vida das pessoas.

As mulheres [e os homens, também] sentem-se inseguras, desorientadas e é frequente sentirem-se desapegadas no que respeita aos seus sentimentos. Nesta época é quando surgem duas grandes dúvidas:

1 - Sou verdadeiramente feliz no meu relacionamento?

2 - Sou verdadeiramente feliz no meu trabalho?

Habitualmente, a resposta que se dão é “não”. Acontece, também, que este “não” não é acompanhado de uma análise mais profunda. É neste contexto que se dão as grandes separações e divórcios, depois de vários anos de união.



Este trânsito é muito rude, para todos, homens e mulheres: às mulheres pode aparecer-lhes um estranho maravilhoso, um Príncipe Encantado. Aos homens pode aparecer-lhes uma estranha que mais parece a Miss Mundo, certamente muito mais nova que ele. Então olham para o/a “velho/a” companheiro/a e sentem-se pouco atraídos/as e cansados deles/as. E sentem que os 'velhos' companheiros são «descartáveis», pois é o que está mais à mão.

Em poucas semanas ou meses, livram-se do/a “velho” marido/mulher para ficarem com o Príncipe Encantado, ou a Miss Mundo. Antes do trânsito terminar, o Príncipe Encantado desaparece com a melhor amiga dela e só prova que não tinha 'cojones' para afirmar-se numa relação a sério. Assim como a jovem Miss Mundo também desaparece porque conheceu um jovem futebolista da primeira divisão. E os “enamorados” mais velhos vão gastar anos em terapias de análise. Passe um pouco o exagero desta afirmação. Anos em terapias que poderiam ter evitado.

Só depois deste trânsito é que o conceito de amor passa por uma mudança radical. Aprende-se a valorizar o amor incondicional dos matrimónios sólidos, harmoniosos e seguros, onde a parceria, companheirismo e amizade são valores fundamentais. Para isso deve haver falta de controle e muito desapego. Não assaltem os telemóveis das caras-metades, pois vão encontrar sempre alguma coisa que as vai fazer pensar em tolices.

Este deve ser o período mais stressante que um ser humano possui em toda a sua vida. As pessoas começam a brincar com a crise da meia-idade, mas realmente não é uma brincadeira. E começam a reavaliar o seu estilo de vida para ver onde tem estado e para onde estará a ir. A questão da meia-idade pode ser terrível, pois se o corpo físico estiver em condições [e actualmente está], como lidam com essa crise? Sentem-se belas, em excelentes condições e aparece uma crise de meia-idade? Parece uma contradição. A questão reside mais na noção de morte, de um fim que se aproxima. Meia vida foi vivida e a que resta é uma incógnita. Surge então uma tentativa de apego à juventude dos trinta. Mas o tempo avança, não recua.

A maioria das pessoas sente que o tempo está a esgotar e que é necessário fazer algo. O tempo está a esgotar, a terminar o quê? Para enfrentarmos que a nossa vida é finita. Olhamos à volta e sentimos que “ainda” vamos a tempo de mudar, para aproveitarmos o tempo que passa.

Sente-se a necessidade de começar uma “coisa” nova. Nem sabemos o quê. Olhamos à volta e simplesmente, mudamos de casa, de carro, de emprego, de marido/mulher, de cidade, de país, etc.

Na verdade, não é necessário mudar nada. Basta apenas “vermos” a nossa vida de maneira diferente. Mas se se puder efectuar essa mudança sem destruir nada à nossa volta, será muito mais positivo.

Mais uma vez, nos tempos modernos, são os relacionamentos que quebram em primeiro lugar. Talvez bastasse mudarem-se todos de casa, sem terem que mandar os maridos para fora de casa. Ou, eles abandonarem as mulheres a troco de uma Miss qualquer que lhes dá um cheirinho de juventude e virilidade e podem exibir-se perante os amigos.

Os trânsitos de Úrano trazem liberdade e potencial de renascimento. Simbolizam estágios de libertação e autonomia. A energia eléctrica de Úrano ajuda-nos a quebrar os padrões rígidos com que nos programaram. Despertam novas formas de lidar com as crises e o crescimento. Úrano traz sempre mudanças. Ou aprenderemos a mudar ou sofreremos as consequências. Nada parece estável. Nada acontece como foi planificado. Com Úrano, a sorte bate à porta e as pessoas à nossa volta oferecem novas ideias, novas formas de pensar.

A aprendizagem nesta fase da vida é simples: ser flexível. Somos convidados a deixarmos de lado a crsitalização. As pessoas que não flexibilizam e ficam na mesma durante os trânsitos de Urano, perdem o seu potencial de crescimento. Perdem as descobertas de novas formas de lidar com velhos problemas.

Então, como verificamos se as pessoas incorporaram Úrano nas suas vidas? Há jovens chatos, rígidos, sem graça. E há pessoas mais velhas bem interessantes, com uma vida intensa. Qualquer trânsito de Úrano dura cerca de dois anos e, por vezes um pouco mais. Nesses trânsitos, nesta fase da vida, só nos resta escolher:

1 - Ficar em terra a ver a banda passar,

2 - Ou pular para o carro onde vai a banda e desfrutar essa mudança.

Moçambique - manifestações, aviso de um povo (análise astrológica)

3 de setembro de 2010 · 20 comentários


Na quarta-feira, dia 1 de Setembro, acordámos com a notícia que Maputo estava a ferro e fogo e que pelo menos 10 pessoas morreram e 42 ficaram feridas nos confrontos entre a polícia e manifestantes, e quase duas centenas de detenções, tudo por protestarem contra o aumento dos preços e do custo de vida. O click foi o aumento do preço do pão. Houvera nas últimas semanas os aumentos dos preços dos combustíveis, da água e luz. O pão é o alimento fundamental de milhões de pessoas, sendo Moçambique um dos países mais pobres do mundo. Há um mês que circulavam sms a convocar greve contra os aumentos de preços. Os motins violentos estalaram quarta-feira. Foi o pandemónio. Digo foi porque entretanto os ânimos acalmaram-se. Por agora. Os manifestantes fecharam as 3 principais entradas em Maputo: a marginal, a estrada para o aeroporto e a estrada para a Matola (a sul). O avião da TAP ficou retido. O turistas encerraram-se nos hotéis e a comunidade branca (com salários fabulosos) e a classe média negra (com bons salários e negócios) preferiram ficar em casa. A cidade parou. Pneus queimados, lojas assaltadas e outras acções habituais em manifestações deste género. A realidade moçambicana [ 22 milhões de habitantes] é óbvia: em Moçambique, o salário mínimo corresponde a 2500 meticais, ou seja, a 55 euros, cerca de 200 reais. Não obstante, em Maputo, os bens essenciais são mais caros do que em Lisboa. Muito mais caros. Este assunto era um segredo de Polichinelo: toda a gente sabia do potencial destes acontecimentos. Por um lado, é um protesto justo naquilo que pretendem do Governo, que não toma medidas para estancar o crescimento do custo de vida, não dialoga e esconde-se na crise internacional, ao mesmo tempo que dá sinais de esbanjamento e de vidas faustosas. É pena que, como sempre, estes assuntos degenerem em vandalismo. São os pobres e deserdados da vida a 'falarem'. Entretanto, o Ministério do Interior emitiu um comunicado a dizer que a polícia está a usar balas de borracha e a sugerir que o povo coma batata-doce em vez de pão. Sim???? Dá vontade de rir, de tristeza. E os jovens mortos com balas? Eram de borracha? Um partido como o que está no poder há 35 anos, permite-se abusivamente mentir ao seu povo. Um partido de génese comunista que se permite o devaneio de se fazer passar por democrata. E os brancos que lá estão a trabalhar e ganhar altos salários que não conseguiriam nos seus países, fingem que vivem numa democracia, mas fecham-se imediatamente nas suas casas, cheios de medo, assim que os negros levantam a voz. A classe média e alta do país, também teme o povo, pois habituaram-se a vidas opulentas. O governo de Moçambique, como é próprio da sua natureza, fala em 'aventureiros e desordeiros'. Continuam autistas, a fingirem que não percebem as dificuldades que o povo enfrenta diariamente. Conheço bem Moçambique, pois é a minha terra de origem e vivi lá cerca de 30 anos.

Clicar para aumentar.

Análise astrológica

Mapa de Moçambique
25 de Junho de 1975
00h00
Maputo

Este mapa não exige uma aturada análise para se perceber imediatamente que a situação é tensa e cá para mim não vai acalmar tão rapidamente. Esta situação irá manter-se em lume brando durante mais 2 anos. Veremos o desfecho da situação daqui por uns tempos.

Mais uma vez menciono a recente Grande Cruz de 2010, que começou a funcionar.
Saturno em trânsito está quase a sair da casa 6 (trabalho como fonte de rendimento) e a entrar na casa 7, portanto a olhar de frente para os poderes instalados, no simbolismo Plutão natal. Uma séria conjunção de Saturno a Plutão. Explodiu desta maneira.

O 'disparo' veio de Marte em trânsito (o senhor da guerra) que fazia uma quadratura a Saturno natal (governo dos países). Pimba! Era inevitável, atendendo às circunstâncias moçambicanas. O único aspecto que Saturno natal recebia no dia 1 de Setembro (dia do início dos acontecimentos) era exactamente essa quadratura de Marte.

Para culminar a situação, vemos Plutão em trânsito a 2 graus de entrar na casa 10 (a economia do país). Foi um Plutão em Capricórnio a dar um sério aviso ao governo moçambicano.

Olhando para a Lua em trânsito percebemos que está em Gémeos (comunicação, passar uma mensagem, neste caso em forma de protesto popular) mas na casa 2, a casa dos dinheiros, ou seja das dificuldades financeiras de um povo.

Há mais aspectos a considerar, mas deixo-vos o mapa para poderem aprofundar este assunto.


Esta foto tem 35 anos


No 25 de Junho de 1975, às 00:01, Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique, declarou a "independência total e completa" do país. Eu estive presente nesta cerimónia, do lado de cá, junto ao povo da minha terra. Este ano
comemoraram os 35 anos de independência, continuando, infelizmente, na lista de um dos países mais pobres do mundo.


Vídeos dos acontecimentos











Design - Akshardham, o templo hindú (blogagem coletiva)

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Este post é parte integrante da blogagem coletiva, 'Sensações e emoções'
no Café com Bolos, de Glorinha Leão

Pode parecer estranho que sendo o tema desta semana a 'felicidade', eu tenha escolhido fazer um post sobre um dos mais belos templos do mundo. É o templo da felicidade eterna.

Este post é fruto de uma inspiração recebida por um email da Filomena Nunes. Muito obrigado.


Akshardham
é um impressionante templo situado em Delhi, Índia, que mostra a magnitude da antiga arquitectura da Índia, apesar de ter sido construído no Sec. XX. Trata-se de um grande monumento de arenito cor de rosa e mármore branco, com 43 metros de altura e 96 de largura. Mostra-nos o que de mais tradicional a Índia possui, pois a construção deste templo obedeceu a normas arquitectónicas, culturais e espirituais próprios do sitema Vastu Shastra, que basicamente trata os edifícios com as proporções equivalentes aos seres vivos. Aquilo que hoje em dia conhecemos como Feng Shui é uma derivação relativamente recente do Vastu Shastra.

Além disso, o templo está decorado com 234 colunas talhadas em pedra, contando com mais de 20.000 esculturas e estátuas de divindades. O elegante edifício apoia-se sobre os ombros de 148 grandes estátuas de elefantes e, na parte interna, conta com três salas de exposições, situadas ao lado de dois grandes reservatórios de água. Akshardham foi criado pelo Pramukh Swami Maharaj cumprindo o desejo do seu gurú Brahmaswarup Yogiji Maharaj, o quarto sucessor de HDH Pramukh na hierarquia espiritual de Bhagwan Swaminarayan. O templo da felicidade eterna.


www.akshardham.com

Clicar nas fotos para as aumentar e ver melhor.









Mandala do Urso, por Marcelo Dalla

1 de setembro de 2010 · 38 comentários

«Mandala do Urso», por Marcelo Dalla

Que linda mandala!

Os leitores habituais sabem quem é o Marcelo Dalla, autor do blogue «Dalla Blog». Ele próprio define-se assim: «Comunicador Multi-mídia: artista gráfico, escritor, ator, astrólogo.» E é excelente em tudo o que faz. Só me falta conhecer a sua faceta de ator, mas não deve tardar. É um artista, um pensador criativo da Nova Era. Basta navegar pelo seu blogue para sabermos imediatamente que é um homem muito espiritualizado, que tem ajudado imensa gente. Um índigo de primeira geração. O meu primeiro contacto com ele foi através da astrologia [clicar 1 - 2] e, mais tarde criámos amizade que muitos chamam de virtual, mas que sinto ser muito mais que isso, bem real.

Vem isto a propósito de ter recebido um email do Marcelo em que me enviava, como oferta, a 'Mandala do Urso', que está neste post, em toda a sua glória. Imediatamente me lembrei do seu magnífico post 'Mandalas com animais de poder', e em que lhe deixei este comentário: «Excelente trabalho, excelente explicação. O meu animal de poder é o Urso. Pode ser que um dia apareça por aqui a mandala a esse animal tão poderoso.» Estava longe de imaginar que o Marcelo iria fazer a 'Mandala do Urso' e que teria a gentileza de me oferecer. Como se diz aqui em Portugal fiquei todo derretido, feliz com esta mandala, pois eu e o urso, o meu animal de poder, somos íntimos há muitos anos. Por alguma razão o meu avatar no mundo dos blogues é um urso castanho, como muitos sabem. E, sobretudo, por ser um presente tão iluminado de um amigo que admiro muito.


Só me resta mantrar:

Muito obrigado, Marcelo. Muito obrigado, Marcelo. Muito obrigado, Marcelo.


Grande abraço, querido amigo.

António

Leia as excelentes entrevistas dadas pelo Marcelo Dalla, aqui no 'Cova do Urso', no 'Anel do Coração', sendo a segunda uma entrevista colectiva, em que os leitores fizeram-lhe variadas perguntas. Clicar para aceder às entrevistas: 1 e 2


Adenda em 5 de Setembro
Há uma resposta da Astrid a uma pergunta que lhe fiz, aqui nos comentários.
Ver o seu post:
«Em missão com os Animais de Poder»

O perdão - assunto de Vénus e Neptuno

· 36 comentários

Este post foi publicado no 'Cova do Urso' a 8 Junho 2008


Ando há imensos anos a tentar aprender mais sobre o perdão, como parte do meu próprio desenvolvimento pessoal. E ainda ando nisso, na minha própria aprendizagem. E andarei, até ao último segundo.

O perdão é um campo muito mal compreendido da experiência humana. A maioria das pessoas pensa que não se consegue perdoar as humilhações, as negligências, as traições e os abusos que se sofre nas mãos dos outros. Não é bem assim.

O perdão liga-nos directamente à nossa consciência e à tentativa de conseguimos alterar (dissolver) alguns dos nossos padrões mais pesados e prejudiciais de pensamento, de crença e de comportamento.

As Leis do Universo dizem-nos que não há ninguém que não mereça o perdão. Independentemente do que fazemos, podemos libertar-nos dos erros cometidos no passado.

O perdão sara todas as feridas e ajuda-nos a estar mais disponíveis ao perdão e à aceitação dos outros.

Uma das ideias mais erradas sobre o perdão, talvez seja a de perdoar como forma de desculparmos o comportamento destrutivo de outras pessoas e de nos tornarmos ainda mais disponíveis à dor, ao embaraço e ao abuso.

Não queremos dar às outras pessoas a satisfação de serem perdoadas mas também não queremos ser um tapete que convida os outros a pisarem-nos.

Quando muito confusos, pode parecer que é a raiva e o ressentimento que nos mantém unidos e, por isso, tememos que a libertação desses sentimentos nos faça perder num abismo de emoções em conflito. Nada poderia estar mais longe da verdade.

O perdão não implica outras pessoas, antes pelo contrário, diz respeito à cura da nossa relação connosco próprios e ao fortalecimento da ligação com o nosso eu interno.

Quando exercemos o perdão, libertamo-nos das expectativas e dos padrões negativos; quando nos libertamos, disponibilizamo-nos para relações e experiências mais saudáveis e felizes.

Perdoar uma pessoa não significa que temos de a deixar entrar novamente na nossa vida, que se mude para a nossa casa ou tenha qualquer espécie de relacionamento connosco, a não ser que permitamos esse contacto ou que haja uma necessidade prática, por exemplo, no caso de haver filhos comuns. Mesmo nesta situação é possível minimizar o contacto.

Com o perdão, criamos um estado mental, emocional e espiritual que nos possibilita reclamar o poder do amor. O perdão ajuda a construir uma nova base de confiança e de comunicação entre as pessoas, mas esse não é o objectivo principal.

Várias são as situações em que não temos de continuar uma relação, com vista a perdoar a outra pessoa, a não ser que nós o queiramos.

Por vezes, o perdão ajuda a construir uma base nova de confiança e a estabelecer uma comunicação mais eficaz entre as partes envolvidas, contudo não é esse o objectivo principal do perdão.

O perdão pode dissolver o ressentimento e a culpa que de outra forma nos consumiria. Quando perdoamos, ajudamos a elevar as vibrações dos pensamentos e dos sentimentos para um nível que está em harmonia com o cosmos.

Sempre que perdoamos, somos facilmente perdoados, elevados e tocados pela respiração divina.

Claro, em tudo o que escrevi, está implícito também, o auto-perdão, o perdão a mim mesmo, o ter atraído essa situação para a minha vida.

Se tenho que perdoar alguém, antes de mais, devo perdoar-me a mim mesmo, por eu ser o responsável único de ter atraído para a minha vida essa experiência.

Parecendo que não, também tratei de astrologia neste texto. Tudo isto está no teu mapa natal. Procura, entre outros, Vénus e Neptuno e trabalha-os. Qualquer bom astrólogo(a) te poderá ajudar.

8 de setembro de 2010

A voz dos outros - Saulo Taveira

Saulo Taveira
Autor do excelente blogue «Partitura»

Conheci o 'Partitura' há pouco tempo e fiquei surpreendido com o conceito geral do blogue. É um blogue falado, entoado, meio cantado, em que o autor expressa o que sente e pensa no momento. Um blogue original, diferente daquilo a que estamos habituados. Vale a pena conhecer e acompanhar. Não resisti a reproduzir aqui um dos seus posts, como poderão ver mais abaixo. O Saulo define-se assim:

«Me chamo Saulo Taveira Peixoto e tenho 27 anos. Sou graduado em História, dei aulas de lingua espanhola, sou locutor e ator. Esse será um espaço de livre manifestação. Usaremos o teclado como voz, corpo, meio de expressão. Aqui vocês terão minhas impressões e predileções. Vamos trocar? Bem vindo!»

Reprodução na íntegra do seu post

«Rosas na Voz, pétalas no caminho.»


[No post original, aqui entra um ficheiro mp3, com a voz do Saulo Taveira,
que não consegui reproduzir. Pode ser ouvido no 'Partitura']

«Escolhi este texto por dois motivos:

»1º já o havia gravado numa aula de vídeo que fiz, gostei muito (embora esse tenha ficado completamente diferente), lá eu soube que ele era musicado e a primeira coisa pedida pelo professor foi que não ouvíssemos a música; muitos ouviram e não gostaram do resultado. Eu, pobre ignorante mortal não o conhecia musicado e segui a instrução do professor. Tempos depois ouvi o Ney Matogrosso. De cair o queixo, a boca, de tirar o chapéu e as roupas. O cara é, indiscutivelmente, extraordinário. É a minha Bethânia de calças e muito mais.

»2º por iniciar as postagens (gravadas) com o mestre português Fernando Pessoa, nada mais justo que vir para o Brasil nos braços de outro grande mestre, agora brasileiro, Vinícius de Moraes.

»A singela gravação acima segue o artesanato (como disse minha amiga Carmen) da primeira, gravado em casa, sem edição, ou seja, não retirei os ruídos causados por sopro no microfone, da respiração nem nada que possa interferir, quero natural. Enfim, todos serão assim, não preciso explicar isso em todos os posts, senão ficará chato e muito repetitivo. rsrs

»Claro, como gosto das performances do Ney, segue uma pitadinha:




»Nunca é demais lembrar que esse poema foi gerado devido às atrocidades do homem. Seguimos cometendo atos de horror no dia a dia, contra nossos irmãos, nosso planeta; e burros que somos, nem percebemos que os cometemos contra nós mesmos. Há muito dito nesses poucos versos. Conversem.»

Conheça o excelente blogue «Partitura».
É só clicar no nome do blogue.

7 de setembro de 2010

Hoje, é só assim



Obrigado, meu Deus.

Obrigado, meu Deus.
Obrigado, meu Deus.


Tu sabes porquê.

6 de setembro de 2010

Quíron e a iniciação da alma - e a crise dos 50 anos

Sendo Úrano o planeta regente da astrologia, no entanto, é
Quíron quem rege o astrólogo e todos os terapeutas.

Este texto foi escrito e publicado por mim a 10 de Maio de 2007 no site «Escola de Astrologia Nova-Lis», entrando agora, pela primeira vez, no 'Cova do Urso'. Leia com calma e passe bem!

Quíron é um pequeno astro descoberto em 1977 por Charles Kowal, cuja órbita ocorre entre Saturno e Úrano sendo muito irregular. Para completar uma deslocação ao longo do zodíaco demora cerca de 50 anos e, atendendo à irregularidade da sua órbita à volta do Sol, a sua passagem por cada signo varia entre 1 ano e meio quando passa por Balança, a 8 ¾ anos quando atravessa o signo oposto, Carneiro.

Sente-se que existe alguma dificuldade em analisar este astro. Há pouca bibliografia, comparada com os restantes planetas. Aprendemos em astrologia que Quíron nos fala de uma ferida [física, material, psicológica ou mental] algumas vezes provocada por acidente, por distracção, por algo irrazoável ou que nunca é esperado, introduzindo, desse modo, o tema do sacrifício na vida da própria pessoa: na sua «mortalidade», na sua projecção mundana, na sua saúde, na sua vida material, etc.

Também se aprende que Quíron representa um passo importante na descoberta das fragilidades, desajustamentos e incoerências humanas, através da compreensão da inutilidade de se lutar contra ou fugir daquilo que é a nossa realidade e essência mais básicas.

É por ser insolúvel a dor sentida, que Quíron obriga ao caminho em direcção à mestria das energias humanas; é por estar compulsivamente presente que Quíron não permite que se desligue ou se abandone o caminho traçado; é por não parecer ter explicação ou justificação que o sofrimento se torna dificilmente esquecido.

Para além destas formas de nos analisarmos, procuro ter, igualmente, um outro olhar sobre Quíron:


Quando, em meditação, deixamos a terra e subimos ao céu.



Em minha opinião, é o astro do Zodíaco que mais perto trata de nos encaminhar para o mundo espiritual. A sua localização no mapa natal representa onde nos sentimos frustrados. Tal como Plutão é a resistência e Saturno a aprendizagem, Quíron é a nossa frustração. A frustração de não podermos resolver na matéria a nossa missão espiritual, de não estarmos a fazer o que a nossa alma pede. Quíron, no nosso mapa, existe para nos obrigar a sermos nós próprios, e como habitualmente não o conseguimos, daí surgir a frustração nas nossas vidas. Quíron é o planeta do como fazer.

Muitos de nós agimos pela razão errada, pois as escolhas feitas no passado, habitualmente, não foram as melhores ou as mais apropriadas. Por exemplo, tira-se um curso de informática porque pensamos que vai dar dinheiro, quando o sonho secreto seria ser veterinário, mecânico ou ter outra actividade. Nunca existiu uma época como a que atravessamos - e falando apenas do que conheço -, nunca tanta gente se sentiu tão desajustada e infeliz com as suas vidas.

Este Quíron espiritual, pode funcionar com bastante severidade, pois sendo o planeta do como fazer, pretende que concretizemos; está sempre pronto a avisar-nos: “tu não és o teu corpo, tu és a tua alma temporariamente no teu corpo”.

Antes de avançarmos com maior especificidade sobre Quíron, tentemos analisar, com algum pormenor os grandes ciclos astrológicos do ser humano. Entre os grandes ciclos escolho 3, como sendo extremamente marcantes na nossa vida adulta.


Energia espiralante através dos quatro planos.

[Esta ilustração pertence ao livro 'Quíron',
de Barbara Hand Clow. Aqui e aqui.]




Olhando para a ilustração, de baixo para cima, encontramos o primeiro trânsito deveras significativo e que vivemos intensamente – o primeiro retorno de Saturno (clicar). Retorno é quando um planeta em trânsito, dando a volta completa ao redor do Sol, “retorna” ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Este retorno de Saturno dá-se por volta dos nossos 29 a 30 anos. É o trânsito que trata, sobretudo, de deixar para trás as questões mais ligadas ao nosso corpo físico. Em todo este tempo, desde o nascimento, passamos pelo crescimento físico do nosso corpo. É a aprendizagem para conhecermos o mundo mais físico e avançarmos na nossa evolução. Nessa idade, aos 29/30, já nos encontramos numa fase da vida em que sabemos algumas coisas e andamos muito ocupados na concretização dos desejos mais comuns: casamento, filhos, casa, emprego, etc. Os jovens neste ciclo podem passar por momentos de muita angústia, debatendo-se com estes e outros dilemas. É o primeiro grande ciclo do ser humano. É quando se dá o início do trabalho mais ligado ao corpo emocional ou astral. E são poucos os que compreendem esta questão, pois estão muito ocupados com as suas carreiras.

Continuando a olhar para a ilustração acima, a seguir temos o trânsito conhecido como Úrano em trânsito em oposição Urano natal (clicar). Oposição é quando um planeta em trânsito, na sua volta ao redor do Sol, atinge metade do seu caminho ficando oposto ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Ocorre entre os 39 e 42 anos, consoante os mapas. Entre os 30 e os 40 as questões do corpo emocional deveriam ficar bem trabalhadas, para se prosseguir com a fase seguinte, a ligada ao corpo mental. Sendo Úrano a oitava superior de Mercúrio [o planeta da mente] somos convidados a mudar a maneira de pensar, a nossa maneira de aprender as coisas; aqui atingimos o meio da idade do Homem. Se a média de idade do ser humano ronda os 80 anos, é normal que se considere os 40, como o meio da idade do Homem. É nesta oposição de Úrano, quando se pede uma maior ligação ao cosmos, ao universo. Esse Úrano, regente de Aquário, representando “a voz de Deus”, faz-se ouvir com intensidade. E deveria dar-se uma profunda alteração na vida. Cumpre-se assim um grande ciclo do ser humano. Os propósitos anteriores associados ao corpo físico (juventude) e corpo emocional (harmonia interna) deveriam estar resolvidos. É o início do trabalho para uma mais íntima ligação com o nosso corpo mental.

Ao chegamos aos 50 anos atingimos a maturidade adulta. Entre os 49/51, temos o retorno de Quíron. Os assuntos dos corpos físico, emocional e mental, já deveriam estar bastante bem resolvidos, para agora se processar um contacto em maior plenitude com a alma. Esse contacto com a alma existe desde que nascemos. Mas esta é a fase da plenitude. A iniciação deveria estar a atingir um ponto de contacto com as Hierarquias. O trânsito é profundamente espiritual, e por o ser, é vivenciado com o corpo, sendo no dia-a-dia que aprendemos os trânsitos deste astro. Enquanto Quíron não tiver feito conjunção a ele próprio, o processo Kundalini pode não estar terminado.

É onde Quíron se encontra, no signo e na casa, que nós podemos ser úteis a nós mesmos, curando as nossas feridas internas e se com isso também ajudamos os outros, é muito bom. Mas não desatem a querer ser terapeutas porque julgam possuir um 'dom' qualquer. Não é terapeuta quem quer. No entanto, o pintor, com os seus quadros, ajuda na cura dos outros. Se eu te sigo no Facebook e gosto dos vídeos que me mostras, estás a ajudar na minha curar, sem que o saibas. Poderia dar milhares de outros exemplos, de ajuda aos outros, sem sermos terapeutas. Mas, em simultâneo, tens que te ajudar a ti próprio. Tá?

Quiron e a kundalini estão intimamente associados. É a ferida e a cura, o bloqueio e o potencial. É onde Quíron se encontra no mapa natal, que cada um tem o que de melhor possui, pois é aí onde se “esconde” a sua verdadeira essência. É o nosso Ser espiritual.


Por isso, Quíron reflecte a nossa frustração. A frustração de não conseguirmos ser quem somos ao mais alto nível espiritual. É a frustração que trazemos através dos tempos, os anseios do Ser Primordial, independente das várias encarnações e dos vários corpos e vidas que essas encarnações propuseram. Esse Ser, com ideais próprios, tinha que se confrontar com a personalidade e o ego de cada uma das encarnações, e com o carma que esses egos iam acumulando nessas encarnações. Foi assim que esse Ser espiritual foi ficando mais longe de se ver completo, de exercer em toda a sua plenitude. Agora, os tempos são diferentes e tens uma oportunidade de te reaproximares do teu Ser espiritual.

É na primeira quadratura de Quíron que a energia kundalini sobe, ou tenta subir, mas nesta sociedade ocidental, pela cultura praticada, não deixamos que essa energia suba. O propósito de Quíron é perfurar a matéria, não para estarmos desligados desta, mas para estabelecermos a ligação com os planos superiores. Como a Terra possui um véu, é necessário furar, para claramente sentirmos que estamos a viver acompanhados do nosso Eu, da nossa consciência, pelas entidades e comitivas. Apesar de estamos sempre acompanhados, infelizmente, a maior parte das vezes não temos consciência disso. Nós, com a ajuda desta perfuração kundalínica de Quíron podemos adquirir essa consciência maior.

O movimento deste planeta é tão irregular que a primeira quadratura de Quiron a ele mesmo pode dar-se entre os 5 anos e meio e os 24 anos. Quando essa primeira quadratura a ele mesmo se dá na nossa vida, essa fase é absolutamente espiritual. Imaginem a primeira quadratura dar-se numa criança de 5 a 8 anos com a agravante dos pais não perceberem o que está a acontecer, e aí temos uma criança super agitada porque a energia kundalini está a subir. São crianças hiper-activas pela acção da kundalinica, que os mais velhos castram. Quando acontece ser aos 14 ou 15 anos, temos adolescentes com problemas. E assim, por diante.

Para as pessoas habituadas a fazerem meditação ou visualização, Quíron representa o caminho, o arco-íris, a ponte, a ligação entre o mundo material e o espiritual. Da mesma maneira que o trabalho de Plutão funciona para transformar a velha consciência numa nova encaminhada para a evolução; com Neptuno tomamos consciência que estamos inseridos no cosmos, no Uno, no Todo, que somos todos Um; com Úrano é a tomada de consciência da nossa ligação ao Céu, da voz de Deus, do Eu Superior a comunicar; Quíron pretende apenas que utilizemos o nosso corpo para conectarmos com o nosso Eu Interior, ou os seres multidimensionais, com o mundo espiritual. Por isto afirmamos que Quíron é o planeta do como fazer. Quíron ensina-nos o caminho do silêncio interno.

Mesmo que alguns pensem que o vosso Eu Superior é Jesus, ou Maria, ou Saint Germain, ou ainda uma outra entidade qualquer, temos que afirmar aqui, com seriedade, que estes Seres maravilhosos não são o nosso Eu Superior. São entidades maravilhosas, nossos Mestres Maiores, mas não são o nosso Eu Superior. Gostaria de insistir nesta recomendação de Quíron: o nosso Eu Superior somos nós mesmos numa dimensão superior. Se essas entidades “nos aparecem” nas meditações, é porque usam a energia do nosso Eu Superior para chegarem até nós, porque, provavelmente, não conseguimos chegar “até lá”. É que vivemos num planeta de gravidade densa…

Quanto mais cedo se tiver a primeira quadratura de Quíron, melhor para nós, porque tudo tem um propósito e mais fluída será a vida futura. Quanto mais tarde for essa quadratura, isso vai querer dizer que podemos demorar algum tempo a conseguir a atravessar a “ponte”, até que isso se torne habitual. Uma das enormes responsabilidades dos pais de hoje é estarem atentos aos seus filhos e perceberem se eles estão a passar pela primeira quadratura de Quíron. Não é catalogando-as imediatamente de “indígos” que vão resolver a questão. Porque é nessa atenção, que reside a ajuda. Compreendendo-os, entendendo-os, mas não catalogando-os.

É de toda a conveniência não confundirmos a acção de Quíron com Plutão ou Saturno, apesar de aparentemente, terem funcionamentos similares. São os três grandes planetas que nos podem causar sofrimento “cá em baixo”, mas os objectivos não são os mesmos: Saturno é para aprendizagem, para crescermos, para corrigirmos; Plutão é claramente para uma tomada de consciência de quem somos e o que temos de fazer; Quiron é o pontapé no rabiosque para fazermos o que temos que fazer.

Terminando: o posicionamento de Quíron no meu mapa diz-me que é nessas energias e áreas de vida que eu vim a esta vida para ser útil a mim mesmo.


Quíron parece ser um desconhecido, pois raramente
aparece nas ilustrações planetárias, mesmo as mais actualizadas,
como esta, onde já se vê Plutão na nova categoria de
planeta-anão. No entanto, vemos Ceres na mesma categoria de anão.
Quíron nem é mencionado.

Quem quiser saber mais sobre Quíron, clique aqui.

António Rosa

5 de setembro de 2010

Todas as mulheres já deviam saber que o Príncipe Encantado não tem pilinha!


Dedicado, sobretudo, à mulheres entre os 39 e 43 anos
Mas os homens também podem ler
Úrano em trânsito, em oposição a Úrano natal

Obviamente que o título é uma metáfora, com alguma graça e cujo mote me foi dado pela Susana Vitorino, neste post aqui.

Há uns tempos, numa palestra, dei por mim a dizer isto: “As mulheres de 39 – 43 anos, encontrando-se submetidas a uma intensa agitação interna, a uma incontrolável necessidade de mudança nas suas vidas, olham à volta e reparam que, para além de possíveis colegas e amigos, dentro da família, apenas podem “dispensar” o marido (o namorado, o companheiro), das suas vidas. Não se podem divorciar dos filhos, pais e irmãos. Mas dos maridos, sim. Divorciam-se deles para, algum tempo depois, perceberem que não era bem isso que desejavam fazer.” Sei que fui tremendamente injusto, generalizando tanto. Para nossa surpresa, uma senhora presente pediu a palavra e confirmou que esse tinha sido o seu caso, uns anos antes. Com muita graça, acrescentou: “Um ano depois, como ele não tinha arranjado outra, casei-me novamente com o meu ex-marido.” Foi aplaudida.

Tudo porque descobrem que o príncipe encantado já não tinha pilinha. É uma metáfora, no sentido de terem percebido que algo não as preenchia. Obviamente cada situação é um caso e esta é uma imagem geral, pois cada mulher pode passar pelo seu próprio inferno, mas diga-se em abono da verdade, sempre à procura do «tal», que não aparece, excepto a algumas. E todas sabem que o «Special One» já tem mulher. Depois, tudo se reduz a mais 'bla-bla-bla' ou menos 'bla-bla-bla', do género: 'Ele é casado mas quer separar-se da mulher' - 'Ele é casado mas não pode separar-se da mulher por causa disto e daquilo'. Tretas!



Nem imaginam a quantidade de situações destas que me aparecem nas consultas. Pilinhas à parte, este artigo também se aplica aos homens, e de que maneira! Só que vão atrás das mamocas mais jovens e com silicone.

Bom, faça-se justiça, agora mesmo, pois também há homens que descobrem que o seu novo príncipe encantado não tem pilinha! Assim como muitas mulheres que não acertam com as suas novas parceiras (princesas encantadas), mesmo sem pilinha. A pilinha neste texto é uma metáfora para o vazio de alma que se instala na mente dos seres humanos. O ser humano é muito especial, independentemente da sua sexualidade.

Variando de pessoa para pessoa, consoante o seu mapa astral, por volta dos 39 – 43 anos, Úrano em trânsito faz oposição ao Urano natal. É um trânsito que dura cerca de 2 anos. Este ciclo do ser humano é muito conhecido por coincidir com a chamada crise dos 40. É quando o ser humano, sentindo-se muito bem, toma profunda consciência que atingiu aquilo a que se chama meia-idade. Meia vida ficou para trás. E agora?

Está no auge da carreira profissional, filhos mais crescidos, casa própria, carro, boas roupas, informada, culta, desempoeirada, talvez autora de um blogue, faz reiki e talvez ande em círculos de meditação, cuida-se em ginásios, cabeleireiros, spa's, tentar ter férias de sonho, casamento de arromba (caríssimo) a atirar para o finaço, enfim, uma vida boa. Há muitas mulheres [e homens] que não têm nada disto. Mas não estão isentas do mesmo trânsito de Úrano.

Aparentemente, quando se chega àquela idade e tudo deveria estar em maior harmonia na sua vida, é quando percebe que, ao aproximar-se dos 40, descobre que dentro de nós inicia-se uma fase de angústias e sensações tão estranhas, que nem sabemos definir o que sente. Só mesmo a Oprah para convencer as suas audiências que as quarentonas são as 'novas' trintonas, e que as cinquentonas são as 'novas' quarentonas.

É frequente as mulheres mais modernas e desembaraçadas procurarem apoio mais técnico e acabam em consultórios fazendo análise e encharcando-se em comprimidos e, talvez, fazendo alguns disparates. Podem estar em plena depressão ou aquilo que chamam de depressão, pois para mim, como astrólogo isso é altamente discutível. O mais certo é não conseguirem resolver nada, por esta via. Os comprimidos apenas tentam abafar o seu conflito interno.



Que eu saiba, estes aí na foto, já não estão disponíveis.

Curiosamente, tenho notado que as mulheres que engravidam nesta idade, ficam tremendamente aliviadas do stress deste trânsito. Estão muito concentradas na sua gravidez, a merecerem a maior e amorosa atenção do núcleo familiar, com os filhos mais velhos na expectativa de um bébe a chegar e o marido a dar-lhe uma atenção especial, o que talvez não acontecera nos últimos anos. Não precisam de um novo Príncipe Encantado! O que está em casa tem pilinha, no sentido metafórico de as preencher como parceiros a quem dão, mas também recebem amor. Não têm tempo para pensarem em grandes mudanças nas suas vidas, porque elas próprias [e o marido] estão a introduzir uma das mudanças mais importantes na vida dos seres humanos: trazerem filhos a este mundo. Regra geral, são mulheres muito felizes e realizadas.

Voltando ao nosso tema, esta época na vida das mulheres [e dos homens também] é fértil em mudanças bruscas na sua existência, de transtornos nas suas condições de vida que a obrigarão a contar apenas consigo mesma. Irão encontrar-se perante circunstâncias inesperadas que podem alterar o seu comportamento.

É uma ruptura com o passado que se revela muitas vezes desconcertante e a adaptação a novas condições, que nem sempre serão fáceis. Podem sentir-se desorientadas com uma multiplicidade de pequenos problemas nos quais nunca tinham pensado até aí e que terá de os solucionar por si mesma. Pode representar tanto um simples clima de tensão, como uma verdadeira ruptura na sua linha de conduta na vida, através de uma revisão ou de uma renúncia indo até um enfrentamento para se superarem a si mesmas.

As características principais deste trânsito astrológico notam-se pelo aparecimento de uma acentuada individualidade, uma conduta que pode roçar a excentricidade e um obstinado desejo de liberdade que pode criar problemas com as suas relações em geral. Este trânsito habitualmente coincide com outro, de seis meses de uma severa actuação, na segunda oposição de Saturno ao seu próprio lugar no mapa natal, podendo trazer uma séria crise na vida das pessoas.

As mulheres [e os homens, também] sentem-se inseguras, desorientadas e é frequente sentirem-se desapegadas no que respeita aos seus sentimentos. Nesta época é quando surgem duas grandes dúvidas:

1 - Sou verdadeiramente feliz no meu relacionamento?

2 - Sou verdadeiramente feliz no meu trabalho?

Habitualmente, a resposta que se dão é “não”. Acontece, também, que este “não” não é acompanhado de uma análise mais profunda. É neste contexto que se dão as grandes separações e divórcios, depois de vários anos de união.



Este trânsito é muito rude, para todos, homens e mulheres: às mulheres pode aparecer-lhes um estranho maravilhoso, um Príncipe Encantado. Aos homens pode aparecer-lhes uma estranha que mais parece a Miss Mundo, certamente muito mais nova que ele. Então olham para o/a “velho/a” companheiro/a e sentem-se pouco atraídos/as e cansados deles/as. E sentem que os 'velhos' companheiros são «descartáveis», pois é o que está mais à mão.

Em poucas semanas ou meses, livram-se do/a “velho” marido/mulher para ficarem com o Príncipe Encantado, ou a Miss Mundo. Antes do trânsito terminar, o Príncipe Encantado desaparece com a melhor amiga dela e só prova que não tinha 'cojones' para afirmar-se numa relação a sério. Assim como a jovem Miss Mundo também desaparece porque conheceu um jovem futebolista da primeira divisão. E os “enamorados” mais velhos vão gastar anos em terapias de análise. Passe um pouco o exagero desta afirmação. Anos em terapias que poderiam ter evitado.

Só depois deste trânsito é que o conceito de amor passa por uma mudança radical. Aprende-se a valorizar o amor incondicional dos matrimónios sólidos, harmoniosos e seguros, onde a parceria, companheirismo e amizade são valores fundamentais. Para isso deve haver falta de controle e muito desapego. Não assaltem os telemóveis das caras-metades, pois vão encontrar sempre alguma coisa que as vai fazer pensar em tolices.

Este deve ser o período mais stressante que um ser humano possui em toda a sua vida. As pessoas começam a brincar com a crise da meia-idade, mas realmente não é uma brincadeira. E começam a reavaliar o seu estilo de vida para ver onde tem estado e para onde estará a ir. A questão da meia-idade pode ser terrível, pois se o corpo físico estiver em condições [e actualmente está], como lidam com essa crise? Sentem-se belas, em excelentes condições e aparece uma crise de meia-idade? Parece uma contradição. A questão reside mais na noção de morte, de um fim que se aproxima. Meia vida foi vivida e a que resta é uma incógnita. Surge então uma tentativa de apego à juventude dos trinta. Mas o tempo avança, não recua.

A maioria das pessoas sente que o tempo está a esgotar e que é necessário fazer algo. O tempo está a esgotar, a terminar o quê? Para enfrentarmos que a nossa vida é finita. Olhamos à volta e sentimos que “ainda” vamos a tempo de mudar, para aproveitarmos o tempo que passa.

Sente-se a necessidade de começar uma “coisa” nova. Nem sabemos o quê. Olhamos à volta e simplesmente, mudamos de casa, de carro, de emprego, de marido/mulher, de cidade, de país, etc.

Na verdade, não é necessário mudar nada. Basta apenas “vermos” a nossa vida de maneira diferente. Mas se se puder efectuar essa mudança sem destruir nada à nossa volta, será muito mais positivo.

Mais uma vez, nos tempos modernos, são os relacionamentos que quebram em primeiro lugar. Talvez bastasse mudarem-se todos de casa, sem terem que mandar os maridos para fora de casa. Ou, eles abandonarem as mulheres a troco de uma Miss qualquer que lhes dá um cheirinho de juventude e virilidade e podem exibir-se perante os amigos.

Os trânsitos de Úrano trazem liberdade e potencial de renascimento. Simbolizam estágios de libertação e autonomia. A energia eléctrica de Úrano ajuda-nos a quebrar os padrões rígidos com que nos programaram. Despertam novas formas de lidar com as crises e o crescimento. Úrano traz sempre mudanças. Ou aprenderemos a mudar ou sofreremos as consequências. Nada parece estável. Nada acontece como foi planificado. Com Úrano, a sorte bate à porta e as pessoas à nossa volta oferecem novas ideias, novas formas de pensar.

A aprendizagem nesta fase da vida é simples: ser flexível. Somos convidados a deixarmos de lado a crsitalização. As pessoas que não flexibilizam e ficam na mesma durante os trânsitos de Urano, perdem o seu potencial de crescimento. Perdem as descobertas de novas formas de lidar com velhos problemas.

Então, como verificamos se as pessoas incorporaram Úrano nas suas vidas? Há jovens chatos, rígidos, sem graça. E há pessoas mais velhas bem interessantes, com uma vida intensa. Qualquer trânsito de Úrano dura cerca de dois anos e, por vezes um pouco mais. Nesses trânsitos, nesta fase da vida, só nos resta escolher:

1 - Ficar em terra a ver a banda passar,

2 - Ou pular para o carro onde vai a banda e desfrutar essa mudança.

3 de setembro de 2010

Moçambique - manifestações, aviso de um povo (análise astrológica)


Na quarta-feira, dia 1 de Setembro, acordámos com a notícia que Maputo estava a ferro e fogo e que pelo menos 10 pessoas morreram e 42 ficaram feridas nos confrontos entre a polícia e manifestantes, e quase duas centenas de detenções, tudo por protestarem contra o aumento dos preços e do custo de vida. O click foi o aumento do preço do pão. Houvera nas últimas semanas os aumentos dos preços dos combustíveis, da água e luz. O pão é o alimento fundamental de milhões de pessoas, sendo Moçambique um dos países mais pobres do mundo. Há um mês que circulavam sms a convocar greve contra os aumentos de preços. Os motins violentos estalaram quarta-feira. Foi o pandemónio. Digo foi porque entretanto os ânimos acalmaram-se. Por agora. Os manifestantes fecharam as 3 principais entradas em Maputo: a marginal, a estrada para o aeroporto e a estrada para a Matola (a sul). O avião da TAP ficou retido. O turistas encerraram-se nos hotéis e a comunidade branca (com salários fabulosos) e a classe média negra (com bons salários e negócios) preferiram ficar em casa. A cidade parou. Pneus queimados, lojas assaltadas e outras acções habituais em manifestações deste género. A realidade moçambicana [ 22 milhões de habitantes] é óbvia: em Moçambique, o salário mínimo corresponde a 2500 meticais, ou seja, a 55 euros, cerca de 200 reais. Não obstante, em Maputo, os bens essenciais são mais caros do que em Lisboa. Muito mais caros. Este assunto era um segredo de Polichinelo: toda a gente sabia do potencial destes acontecimentos. Por um lado, é um protesto justo naquilo que pretendem do Governo, que não toma medidas para estancar o crescimento do custo de vida, não dialoga e esconde-se na crise internacional, ao mesmo tempo que dá sinais de esbanjamento e de vidas faustosas. É pena que, como sempre, estes assuntos degenerem em vandalismo. São os pobres e deserdados da vida a 'falarem'. Entretanto, o Ministério do Interior emitiu um comunicado a dizer que a polícia está a usar balas de borracha e a sugerir que o povo coma batata-doce em vez de pão. Sim???? Dá vontade de rir, de tristeza. E os jovens mortos com balas? Eram de borracha? Um partido como o que está no poder há 35 anos, permite-se abusivamente mentir ao seu povo. Um partido de génese comunista que se permite o devaneio de se fazer passar por democrata. E os brancos que lá estão a trabalhar e ganhar altos salários que não conseguiriam nos seus países, fingem que vivem numa democracia, mas fecham-se imediatamente nas suas casas, cheios de medo, assim que os negros levantam a voz. A classe média e alta do país, também teme o povo, pois habituaram-se a vidas opulentas. O governo de Moçambique, como é próprio da sua natureza, fala em 'aventureiros e desordeiros'. Continuam autistas, a fingirem que não percebem as dificuldades que o povo enfrenta diariamente. Conheço bem Moçambique, pois é a minha terra de origem e vivi lá cerca de 30 anos.

Clicar para aumentar.

Análise astrológica

Mapa de Moçambique
25 de Junho de 1975
00h00
Maputo

Este mapa não exige uma aturada análise para se perceber imediatamente que a situação é tensa e cá para mim não vai acalmar tão rapidamente. Esta situação irá manter-se em lume brando durante mais 2 anos. Veremos o desfecho da situação daqui por uns tempos.

Mais uma vez menciono a recente Grande Cruz de 2010, que começou a funcionar.
Saturno em trânsito está quase a sair da casa 6 (trabalho como fonte de rendimento) e a entrar na casa 7, portanto a olhar de frente para os poderes instalados, no simbolismo Plutão natal. Uma séria conjunção de Saturno a Plutão. Explodiu desta maneira.

O 'disparo' veio de Marte em trânsito (o senhor da guerra) que fazia uma quadratura a Saturno natal (governo dos países). Pimba! Era inevitável, atendendo às circunstâncias moçambicanas. O único aspecto que Saturno natal recebia no dia 1 de Setembro (dia do início dos acontecimentos) era exactamente essa quadratura de Marte.

Para culminar a situação, vemos Plutão em trânsito a 2 graus de entrar na casa 10 (a economia do país). Foi um Plutão em Capricórnio a dar um sério aviso ao governo moçambicano.

Olhando para a Lua em trânsito percebemos que está em Gémeos (comunicação, passar uma mensagem, neste caso em forma de protesto popular) mas na casa 2, a casa dos dinheiros, ou seja das dificuldades financeiras de um povo.

Há mais aspectos a considerar, mas deixo-vos o mapa para poderem aprofundar este assunto.


Esta foto tem 35 anos


No 25 de Junho de 1975, às 00:01, Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique, declarou a "independência total e completa" do país. Eu estive presente nesta cerimónia, do lado de cá, junto ao povo da minha terra. Este ano
comemoraram os 35 anos de independência, continuando, infelizmente, na lista de um dos países mais pobres do mundo.


Vídeos dos acontecimentos











Design - Akshardham, o templo hindú (blogagem coletiva)


Este post é parte integrante da blogagem coletiva, 'Sensações e emoções'
no Café com Bolos, de Glorinha Leão

Pode parecer estranho que sendo o tema desta semana a 'felicidade', eu tenha escolhido fazer um post sobre um dos mais belos templos do mundo. É o templo da felicidade eterna.

Este post é fruto de uma inspiração recebida por um email da Filomena Nunes. Muito obrigado.


Akshardham
é um impressionante templo situado em Delhi, Índia, que mostra a magnitude da antiga arquitectura da Índia, apesar de ter sido construído no Sec. XX. Trata-se de um grande monumento de arenito cor de rosa e mármore branco, com 43 metros de altura e 96 de largura. Mostra-nos o que de mais tradicional a Índia possui, pois a construção deste templo obedeceu a normas arquitectónicas, culturais e espirituais próprios do sitema Vastu Shastra, que basicamente trata os edifícios com as proporções equivalentes aos seres vivos. Aquilo que hoje em dia conhecemos como Feng Shui é uma derivação relativamente recente do Vastu Shastra.

Além disso, o templo está decorado com 234 colunas talhadas em pedra, contando com mais de 20.000 esculturas e estátuas de divindades. O elegante edifício apoia-se sobre os ombros de 148 grandes estátuas de elefantes e, na parte interna, conta com três salas de exposições, situadas ao lado de dois grandes reservatórios de água. Akshardham foi criado pelo Pramukh Swami Maharaj cumprindo o desejo do seu gurú Brahmaswarup Yogiji Maharaj, o quarto sucessor de HDH Pramukh na hierarquia espiritual de Bhagwan Swaminarayan. O templo da felicidade eterna.


www.akshardham.com

Clicar nas fotos para as aumentar e ver melhor.









1 de setembro de 2010

Mandala do Urso, por Marcelo Dalla

«Mandala do Urso», por Marcelo Dalla

Que linda mandala!

Os leitores habituais sabem quem é o Marcelo Dalla, autor do blogue «Dalla Blog». Ele próprio define-se assim: «Comunicador Multi-mídia: artista gráfico, escritor, ator, astrólogo.» E é excelente em tudo o que faz. Só me falta conhecer a sua faceta de ator, mas não deve tardar. É um artista, um pensador criativo da Nova Era. Basta navegar pelo seu blogue para sabermos imediatamente que é um homem muito espiritualizado, que tem ajudado imensa gente. Um índigo de primeira geração. O meu primeiro contacto com ele foi através da astrologia [clicar 1 - 2] e, mais tarde criámos amizade que muitos chamam de virtual, mas que sinto ser muito mais que isso, bem real.

Vem isto a propósito de ter recebido um email do Marcelo em que me enviava, como oferta, a 'Mandala do Urso', que está neste post, em toda a sua glória. Imediatamente me lembrei do seu magnífico post 'Mandalas com animais de poder', e em que lhe deixei este comentário: «Excelente trabalho, excelente explicação. O meu animal de poder é o Urso. Pode ser que um dia apareça por aqui a mandala a esse animal tão poderoso.» Estava longe de imaginar que o Marcelo iria fazer a 'Mandala do Urso' e que teria a gentileza de me oferecer. Como se diz aqui em Portugal fiquei todo derretido, feliz com esta mandala, pois eu e o urso, o meu animal de poder, somos íntimos há muitos anos. Por alguma razão o meu avatar no mundo dos blogues é um urso castanho, como muitos sabem. E, sobretudo, por ser um presente tão iluminado de um amigo que admiro muito.


Só me resta mantrar:

Muito obrigado, Marcelo. Muito obrigado, Marcelo. Muito obrigado, Marcelo.


Grande abraço, querido amigo.

António

Leia as excelentes entrevistas dadas pelo Marcelo Dalla, aqui no 'Cova do Urso', no 'Anel do Coração', sendo a segunda uma entrevista colectiva, em que os leitores fizeram-lhe variadas perguntas. Clicar para aceder às entrevistas: 1 e 2


Adenda em 5 de Setembro
Há uma resposta da Astrid a uma pergunta que lhe fiz, aqui nos comentários.
Ver o seu post:
«Em missão com os Animais de Poder»

O perdão - assunto de Vénus e Neptuno

Este post foi publicado no 'Cova do Urso' a 8 Junho 2008


Ando há imensos anos a tentar aprender mais sobre o perdão, como parte do meu próprio desenvolvimento pessoal. E ainda ando nisso, na minha própria aprendizagem. E andarei, até ao último segundo.

O perdão é um campo muito mal compreendido da experiência humana. A maioria das pessoas pensa que não se consegue perdoar as humilhações, as negligências, as traições e os abusos que se sofre nas mãos dos outros. Não é bem assim.

O perdão liga-nos directamente à nossa consciência e à tentativa de conseguimos alterar (dissolver) alguns dos nossos padrões mais pesados e prejudiciais de pensamento, de crença e de comportamento.

As Leis do Universo dizem-nos que não há ninguém que não mereça o perdão. Independentemente do que fazemos, podemos libertar-nos dos erros cometidos no passado.

O perdão sara todas as feridas e ajuda-nos a estar mais disponíveis ao perdão e à aceitação dos outros.

Uma das ideias mais erradas sobre o perdão, talvez seja a de perdoar como forma de desculparmos o comportamento destrutivo de outras pessoas e de nos tornarmos ainda mais disponíveis à dor, ao embaraço e ao abuso.

Não queremos dar às outras pessoas a satisfação de serem perdoadas mas também não queremos ser um tapete que convida os outros a pisarem-nos.

Quando muito confusos, pode parecer que é a raiva e o ressentimento que nos mantém unidos e, por isso, tememos que a libertação desses sentimentos nos faça perder num abismo de emoções em conflito. Nada poderia estar mais longe da verdade.

O perdão não implica outras pessoas, antes pelo contrário, diz respeito à cura da nossa relação connosco próprios e ao fortalecimento da ligação com o nosso eu interno.

Quando exercemos o perdão, libertamo-nos das expectativas e dos padrões negativos; quando nos libertamos, disponibilizamo-nos para relações e experiências mais saudáveis e felizes.

Perdoar uma pessoa não significa que temos de a deixar entrar novamente na nossa vida, que se mude para a nossa casa ou tenha qualquer espécie de relacionamento connosco, a não ser que permitamos esse contacto ou que haja uma necessidade prática, por exemplo, no caso de haver filhos comuns. Mesmo nesta situação é possível minimizar o contacto.

Com o perdão, criamos um estado mental, emocional e espiritual que nos possibilita reclamar o poder do amor. O perdão ajuda a construir uma nova base de confiança e de comunicação entre as pessoas, mas esse não é o objectivo principal.

Várias são as situações em que não temos de continuar uma relação, com vista a perdoar a outra pessoa, a não ser que nós o queiramos.

Por vezes, o perdão ajuda a construir uma base nova de confiança e a estabelecer uma comunicação mais eficaz entre as partes envolvidas, contudo não é esse o objectivo principal do perdão.

O perdão pode dissolver o ressentimento e a culpa que de outra forma nos consumiria. Quando perdoamos, ajudamos a elevar as vibrações dos pensamentos e dos sentimentos para um nível que está em harmonia com o cosmos.

Sempre que perdoamos, somos facilmente perdoados, elevados e tocados pela respiração divina.

Claro, em tudo o que escrevi, está implícito também, o auto-perdão, o perdão a mim mesmo, o ter atraído essa situação para a minha vida.

Se tenho que perdoar alguém, antes de mais, devo perdoar-me a mim mesmo, por eu ser o responsável único de ter atraído para a minha vida essa experiência.

Parecendo que não, também tratei de astrologia neste texto. Tudo isto está no teu mapa natal. Procura, entre outros, Vénus e Neptuno e trabalha-os. Qualquer bom astrólogo(a) te poderá ajudar.

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