O embondeiro

17 de maio de 2010 ·




As fotografias deste post são autoria e propriedade do
Sr. Victor Fernando Gomes Rodrigues.

Este embondeiro está situado em Sanculo, perto da ilha de Moçambique,
num 'resort' que está em vias de entrar em funcionamento.



«O embondeiro é uma árvore que chega a alcançar alturas de 5 a 25m (excepcionalmente 30m), e até 7m de diâmetro do tronco (excepcionalmente 11m). Destaca-se pela capacidade de armazenamento de água dentro do tronco, que pode alcançar até 120.000 litros. Os embondeiros desenvolvem-se em zonas sazonalmente áridas, e são árvores de folha caduca, caindo as suas folhas durante a estação seca. Alguns têm a fama de terem vários milhares de anos, mas como a sua madeira não produz anéis de crescimento, isso é impossível de ser verificado: poucos botânicos dão crédito a essas reivindicações de idade extrema. É a árvore nacional de Madagáscar e o emblema nacional do Senegal. Também existem e são muito populares na Austrália. Os aborígenes comem a sua fruta e usam as folhas como planta medicinal. Também existe em outras partes do mundo, sobretudo levadas por africanos, para utilização dos seus rituais.» - Fonte: Wikipédia.



Não há quem não se impressione com a aparência algo lúgubre, algo misteriosa, mas sempre solene e bela dessa grande árvore, um dos símbolos de África. Com a sua aparência fossilizada na idade adulta, o embondeiro além de marcar a paisagem algo árida, remete a outros significados e por isso mesmo é cercado de aspectos lendários. Mas esta árvore da vida não está presente só no imaginário africano. Todos os que leram o “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, sabem que parte da história gira à volta de um embondeiro [ou imbondeiro, baobá], pois vive num receio permanente de que esta árvore se apodere do seu pequeno asteróide.

Quando me surge a palavra «embondeiro», associo-a sempre e instantaneamente, aos meses finais do meu serviço militar em Mueda, pois recebia a cada 2 ou 3 meses uma encomenda de livros à cobrança, enviados pela D. Ivete, da Livraria Académica, em Maputo [ex-Lourenço Marques]. A última encomenda que recebi, nestas condições, foi em 1973 e nela vinha o recém editado livro de Eugénio Lisboa, «Crónica dos Anos da Peste» (1ª edição em Moçambique, Livraria Académica, 1973 [vol 1] e 1975 [vol 2]; reedição em tomo único em 1996, em Portugal, pela Imprensa Nacional). A generalidade dos ensaios que escreveu e publicou em Moçambique foram coligidos nos dois volumes desta sua «Crónica dos Anos da Peste». Uma das obras monumentais da literatura escrita em Moçambique. Eu já tinha sido informado pelo Eduardo Pitta, que o livro estava no prelo. E estava ansioso para o ler.

Ensaísta, crítico literário e poeta, Eugénio Lisboa, nesta sua obra trata, sobretudo das suas análises de crítica literária a vários autores, maioritariamente de língua portuguesa: José Régio, Rui Knopfli, José Craveirinho, Reinaldo Ferreira, Irene Lisboa, Henry de Montherlan e muitos, muitos outros autores.

Mas aquilo que tenho mais presente deste livro é um texto com o título «Os embondeiros também morrem» e que trata do desaparecimento das nossas vidas, daquelas pessoas que nos foram necessárias: pais, irmãos, amigos, tios, etc. Foi tão marcante esse texto na minha vida que quando a minha Mãe faleceu, em 2008, escrevi um curto post no meu blogue «Cova do Urso», que intitulei «No Zen For Me - os velhos embondeiros também tombam».

Até aos meus 20 anos não soube o que era perder para a morte, a presença de pessoas chegadas. Essa proximidade com a morte começou em 1970, com o desencarne do meu Pai, decorreu durante os 3 anos de serviço militar obrigatório, com vários companheiros abatidos na guerra colonial e, continuou depois, até hoje, com uma longuíssima sucessão de Seres (humanos e animais), que fizeram parte da minha vida, incluindo um filho ainda bebé.

Aquilo que os seres humanos têm de mais certo e garantido é a morte. Muitos, têm medo à morte. Porque para o resto da vida, não há certificados de garantia para coisa nenhuma.  A vida é movimento e mudanças. E a morte é isso, também. Um movimento que termina nesta nossa 3ª dimensão, mas que continua a outros níveis mais subtis para a nossa visão.

É isso que o embomdeiro representa para mim. São fortes, resistentes e têm vidas prolongadas, mas também tombam. Tal como muitos de nós.


Para se perceber o diâmetro deste embomdeiro do Sanculo.

Este post é dedicado ao amigo Victor Fernando Gomes Rodrigues e Família,
exactamente por estarem numa fase eminente de perda de um embondeiro das suas vidas.
Um abraço, Victor Fernando. Muito obrigado pela tua imensa generosidade.


.

Que é isso de Mercúrio estacionário?

· 25 comentários


Planetas em movimento directo, estacionário e retrógrado

Quando se fala de "planetas retrógrados", fala-se do movimento aparente desses planetas, vistos da Terra. Quando estamos num trem e ultrapassamos um outro, mais lento, temos a impressão de que este último recua - e, no entanto, sabemos perfeitamente que não é o caso. Quando a Terra, na sua órbita, avança mais rápido que um planeta (visto da Terra), esse planeta parece recuar. Na verdade, ele continua a avançar, como o trem, e trata-se apenas de uma impressão. O Sol e a Lua nunca estão retrógrados.

Habitualmente, aceitam-se e têm-se em conta os dois grandes movimentos dos planetas: o movimento 'directo' e o movimento 'retrógrado'. Poucas vezes encontro textos de análise onde se aprofunde o movimento 'estacionário'. Dá-se este nome quando se verificam alterações de movimento dos planetas, quer do diecto para o retrógrado, quer o inverso, do retrógrado para directo.

Com estas notas não pretendo analisar o significado dos planetas retrógrados, mas sim chamar a atenção para as fases em que eles se encontram estacionários, usando Mercúrio como exemplo. Sabemos que o movimento de translação da Terra cria a ilusão dos planetas em determinada posição ficarem 'estacionários' e entrarem em movimento 'retrógrado' oposto à sucessão dos signos. Quando terminam o seu movimento retrógrado, voltam a ficar estacionários e depois retomam o movimento direto, no sentido da sucessão dos signos. Diz-se que um planeta está 'estacionário' quando passa vários dias quase na mesma posição zodiacal antes de mudar o sentido em que se movimentava.

Estes aparentes movimentos estacionários podem ser acompanhados nas efemérides para se aprofundar esta questão. Quando um planeta em movimento directo fica estacionário, pode durar poucos dias como é o caso de Mercúrio ou demorar semanas, no caso dos planetas mais lentos. Nesta fase estacionária, é frequente o planeta funcionar nos nossos mapas de forma descontínua, apesar de ainda não se encontrar retrógrado ou directo.

Vejamos o exemplo de Mercúrio, quando ficou retrógrado em Touro, de Abril para Maio de 2010.

Todos sabermos que em movimento directo normal, Mercúrio percorrer cerca de 1º 30' por dia no zodíaco. Mercúrio fica retrógrado de 19 a 24 dias a cada quatro meses. A seguir dou o exemplo dos últimos dias em que passou de directo a retrógrado [Abril 2010] e o movimento contrário, de retrógrado a directo [Maio 2010], para perceberem melhor os movimentos 'estacionários' e a sua influência nos nossos mapas natais e em trânsito.

Movimento directo de Mercúrio, sempre em Touro, a caminho da retrogradação:

15 Abr - 12º 16'
16 Abr - 12º 29'
17 Abr - 12º 37'
18 Abr - 12º 38' (iniciando neste dia o seu movimento retrógrado, em modo estacionário)
19 Abr - 12º 33' Rx
20 Abr - 12º 22' Rx

Basta olhar para os números acima para percebermos que não existe diferenças de cerca 1º 30', consoante os dias foram passando. Na verdade, o movimento estacionário, começou antes de 16 de Abril e terminou depois do dia 20. Isto é apenas, um pequeno exemplo.

Movimento retrógrado de Mercúrio, sempre em Touro, a caminho do seu movimento directo:

09 Maio - 2º 53' Rx
10 Maio - 2º 40' Rx
11 Maio - 2º 40' Rx [até à noite desse dia, em que passou a directo]
12 Maio - 2º 40'
13 Maio - 2º 45'
14 Maio - 2º 55'

Recordemo-nos de um grande acontecimento que afectou, recentemente, a Europa e o mundo: o vulcão da Islândia que paralisou a maioria dos aeroportos, interrompendo o movimento normal dos aviões e de milhões de pessoas em todo o mundo. Foi o caos, como bem se lembram.

As primeiras notícias do encerramento dos aeroportos por causa da nuvem de cinzas vulcânicas da Islândia, deram-se no dia 15 Abril. Mercúrio ainda estava directo, mas em movimento estacionário, no signo de Touro. Repetindo: no signo Touro. Que fique claro que não estou a dizer que Mercúrio é o planeta astrológico responsável pela activação do vulcão islandês. No entanto, as consequências destas erupções têm a chancela mercuriana: comunicações, movimentos de pessoas, negócios que se perderam, etc. Foi absolutamente desesperante para aqueles que estiveram directamente envolvidos nestas questões.

Quando Mercúrio ficou retrógrado, o encerramento dos aeroportos na Europa atingiu o auge. Entretanto, a nuvem de cinzas foi-se afastando do norte da Europa e uma parte dela dirigiu-se ao Sul. Portugal, que durante a crise maior, não necessitou encerrar nenhum aeroporto, mas sim cancelar centenas de voos, foi atingido pela nuvem (nos aeroportos de Lagos e Madeira) mesmo nos últimos dias de terminar o seu movimento retrógrado. Por exemplo, uma amiga minha e astróloga que vive na Madeira, não pode deslocar-se ao recente Congresso de Astrologia, realizado no Estoril (12 a 14 Maio), por causa do encerramento do aeroporto do Funchal. Ou seja, com Mercúrio já em movimento directo, mas ainda estacionário.

Para concluir: o melhor mesmo é darmos muita atenção aos planetas que iniciam ou terminam o movimento estacionário. Apliquemo-nos a fundo a usar os nossos dedos (como força de expressão) para caminharmos pelo zodíaco, contando grau a grau, enquanto olhamos também para as efemérides. Assim, daremos mais consistência às nossas análises astrológicas.

Poderei dar-vos outros exemplos de grandes ocorrências neste período mercuriano: o grande derrame de petróleo no Golfo do México, as Bolsas loucas em todo o mundo, sobretudo a de Nova Iorque que desceu a pique números astronómicos, nunca antes ocorrido e, no mesmo dia voltou a subior. A terminar, a quase conseguida tentativa dos especuladores derrubarem a moeda 'euro'. Uff!!

Outra história muito engraçada, e que deixo à vossa consideração, são as eleições na Inglaterra: sem maioria para nenhum partido. Foi necessário criarem um governo de coligação. Deixo-vos este exemplo como exercício para a vossa prática destas questões.

Bento XVI

16 de maio de 2010 · 17 comentários


«[O divino] tem o poder de chegar até nós, nomeadamente através dos sentidos interiores, de modo que a alma recebe o toque suave de algo real que está para além do sensível, tornando-a capaz de alcançar o não-sensível, o não-visível aos sentidos. Para isso exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma.»

Bento XVI
Durante a sua visita a Portugal

Congresso de Astrologia - 4º e último dia (15 Maio)

15 de maio de 2010 · 7 comentários


Último dia do Congresso de Astrologia. Hoje apresento poucas informações porque a minha máquina fotográfica ficou sem pilhas e, portanto, impossibilitado de vos mostrar alguns eventos.

Na fotografia acima, o Frederico Saraiva, a Magda Moita e eu próprio, no fim da manhã, em que tivemos a oportunidade de apresentar ao público presente, o nosso projecto astrológico, bem conhecido dos leitores deste blogue - a Escola de Astrologia Nova-Lis.

A organização proporcionou-nos acesso à internet na sala e emprestaram-nos um portátil, tendo nós a possibilidade de mostrar a imensidão de informação existente no site. Pelo diálogo havido no final da sessão, notámos que muitas pessoas estavam surpreendidas com o nosso projecto.

Terei oportunidade de, nos próximos dias, voltar a fazer comentários ao Congresso de Astrologia.

Muito agradecido a todos!

Agora, é hora de descansar de 4 intensos dias de muitos contactos, de muita astrologia, de muitos abraços e beijos.

Diversos stands


Michelle Fannon


A minha querida amiga e astróloga Michelle Fannon desenvolve há vários anos um trabalho extraordinário de grande libertação pessoal, usando a astrologia como meio de chegar ao interior de cada um. Ela chama a este incrível trabalho de 'Astrologia Vivencial'.

«Uma inovadora abordagem da Astrologia que nos permite descobrir quem somos através da expressão física, emocional e espiritual do nosso Ser. Seja através da dança, do teatro, da mímica, de jogos, da expressão corporal ou da expressão oral, podemos aprender Astrologia vivenciando e sentindo a sua força através do nosso corpo, do nosso coração e do nosso espírito. "Os Planetas são vivenciados como os actores no palco da nossa vida"» - Michelle Fannon

«Utilizando recursos que nos proporcionam trabalhar a união dos dois hemisférios - o esquerdo, objectivo e racional, e o direito, subjectivo, criativo e intuitivo - conseguimos acelerar o processo de consciencialização para as mudanças interiores necessárias, e encontrar um excelente instrumento para um profundo auto-conhecimento. »Uma aprendizagem que nos permite apercebermo-nos de que a nossa essência se encontra muito além das personalidades que constroem o nosso ego, conseguindo assim sair de um comportamento automático e compulsivo, e apreciar a nossa verdadeira identidade através da descoberta da nossa energia mais pura e intrínseca. »Ao vivenciarmos todos os nossos medos, bloqueios, carências, dons e potenciais, aceleramos um intenso e catártico processo de desbloqueio emocional e de aceitação do que a vida nos reserva, podendo finalmente alcançar a tão procurada paz interior.» - Michelle Fannon

«É um autêntico resgatar da nossa criança interior. E quanto maior for a exteriorização através do nosso corpo, maior é a revelação do nosso potencial criativo. Espicaçar a criança interior que existe em cada um de nós para que ela saia, se solte, se liberte e rejuvenesça, permite-nos descobrir o artista que existe no interior de cada um, redescobrir prazeres e sensibilidades perdidas na infância, aceitar melhor os outros e melhorar a nossa relação com tudo o que os rodeia. »No fundo é uma inovadora reeducação mental, emocional, afectiva, sexual e criativa, que nos liberta da apertada estrutura da nossa personalidade e nos permite conectarmo-nos com a nossa alma.» - Michelle Fannon


Congresso de Astrologia - 3º dia (14 Maio)

14 de maio de 2010 · 4 comentários


Hoje cheguei tarde a casa e bastante cansado, mas muito feliz. O que eu tenho calcorreado o congresso. O equivalente a vários quilómetros por dia. Se, há 2 meses, me dissessem que eu iria conseguir caminhar tão bem, não acreditaria, depois de ter estado profundamente doente, e tendo o peso que tenho. O post de hoje está dividido em 2 partes: na primeira, várias fotos de pessoas que contactei hoje. Na segunda parte, notícias das palestras de astrologia que assisti. Quem quiser conhecer a lista de palestrantes de hoje, pode clicar aqui.

INFORMAÇÃO ÚTIL

Amanhã, sábado, dia 14 Maio, último dia do congresso, está dedicado ao público em geral. Com entradas muito baratas: 4 euros. Conheça o programa do dia 15, clicando aqui.

DIVERSAS FOTOS E ASSUNTOS

À esquerda: a astróloga Isabel Antunes, que teve a seu cargo (ontem, dia 13 Maio) uma das palestras mais interessantes: «A Astrologia e a Dança». Infelizmente, não consegui assistir. Há sempre 3 palestras a decorrer em simultâneo!! Consultem o site que vale muito a pena.


As minhas amigas, terapeutas e astrólogas, Celeste Simões e Gabriela Sousa.


Este barbudo que aqui está é o Frederico Saraiva, que juntamente comigo e com a Magda Moita, co-criou e co-administra o site da Escola de Astrologia Nova-Lis. Foi, juntamente com a Maria João Macieira, o criador e técnico que levantou o site deste congresso.


A 'Indian Rose' é aquela senhora que está ao fundo da foto. Chama-se Esmeralda e somos amigos há vários anos. Conheço o Hélder, o marido, e a Mariana, a filhota. Uma família feliz. É tão bom poder dizer isto.

AS PALESTRAS DO DIA ONDE ESTIVE PRESENTE

Magda Moita

Obviamente, a
Magda Moita teve uma das intervenções mais dinâmicas do dia. É co-criadora e co-administradora do nosso site «Escola de Astrologia Nova-Lis» teve direito a sala cheia, muito aplaudida, várias perguntas da assistência, pois queriam saber mais sobre «Quíron: a frustração, a espiritualidade e a alma». Sou suspeito ao falar dela, pois amo-a de paixão. Tem estado sempre comigo neste projecto que é a Astrologia Nova-Lis. Vou terminar por aqui os elogios à palestra da Magda, para não ser acusado de imparcial.



João Moreira dos Santos

Por não conhecer o seu trabalho como astrólogo, fiquei surpreendido com a imensa qualidade da palestra do astrólogo português João Moreira dos Santos. O grande especialista em 'jazz', revelou-se como um astrólogo que sabe ensinar, que sabe passar a sua mensagem. Adorei esta palestra: «Revelações astrológicas da Lua astronómica». Muito bem construída, bem ilustrada, com informação, cultura, à vontade e boa capacidade de fazer chegar a sua mensagem. Ressoou em mim todas as informações que nos passou. Partiu do científico para o astrológico. Vou estar atento a outras palestras suas. Vou querer estar presente.



Vicente Cassanya


O astrólogo espanhol Vicente Cassanya, a par da nossa querida Magda Moita, foi dos que maior assistência teve na sua estimulante conferência subordinada ao tema «A segunda década do Sec XXI - a quadratura Plutão, Úrano». Foi uma delícia ouvi-lo. Refrescante, inovador mas profundo. Avisou e bem. Muito aplaudido, deixou as pessoas gratamente surpreendidas e, ao mesmo tempo, percebeu-se que houve uma subida de consciência do que nos espera nesta 2ª década, do século que vivemos. Senti-me bem e, de repente, percebi algumas coisas da minha própria carta natal que eu nunca prestara a devida atenção, pelo menos nos termos que Vicente Cassanya nos apresentou hoje.


Adela Ferrer

A astróloga espanhola Adela Ferrer participou com uma palestra estimulante - «A Meteorologia, a origem da Astrologia». Tentem conhecer o seu site com calma. Nunca vi uma explicação de signos da forma como o faz no seu site. É muito interessante.

Um aparte geral: Tenho notado que os muitos astrólogos espanhóis presentes têm reclamado por não entenderem a língua portuguesa, havendo algumas traduções que, compreensivelmente, por vezes têm alguma dificuldade em traduzir as expressões astrológicas mais técnicas. No entanto, quando são eles a palestrar não tem havido tradução para a língua portuguesa e não fazerem o mais pequeno esforço por falarem mais devagar, de modo a serem melhor compreendidos. Percebe-se perfeitamente que durante 26 anos este congresso foi organizado em terreno espanhol.


Patrícia Kesselman

A astróloga argentina Patrícia Kesselman fez a sua palestra sob o tema «O Hileg e o Alcocoden - o binómio vital». Um assunto complexo, muito técnico, que actualmente pode não ser muito preciso, pois trata da duração de vida de uma pessoa e hoje em dia a medicina está tão adiantada que consegue prolongar a vida humana. No entanto, continua a ser muito válida no sentido de informar se temos ou não uma vida longa e de qualidade, no que à energia básica e vital se refere. Deixem-me ser um bocadinho tolinho: Patrícia Kesselman é uma mulher muito bonita, com uma figura esplêndida, vestindo-se com muita modernidade. Apreciei a sua palestra, apesar de tratar de um assunto muito técnico para uns curtos 40 minutos, a duração de cada palestra. Ver aqui.


Hugo Bonito

O argentino Hugo Bonito é o criador de uma técnica astrológica chamada de «Fechas Gemelas» (Datas Gémeas). Era um dos oradores que eu mais ansiava ouvir e conhecer. Uma técnica inovadora que pretendo incorporar na minha prática astrológica, pois revelou-se ser de uma precisão infinita. Foi um enorme prazer ter ouvido este mestre da astrologia, polémico, como poucos, pois o método que criou deixa os astrólogos mais expostos à grande veracidade da precisão astrológica.


Congresso de Astrologia - 2º dia (13 Maio)

13 de maio de 2010 · 11 comentários

E assim decorreu o 2º dia do congresso: animado, concorrido, muito positivo, intenso trabalho, 3 salas em simultâneo, 20 palestras, astrólogos de nomeada. Como podem compreender, não consegui assistir a todas as palestras. Nem ninguém. Terei que aguardar pelo cd para poder ouvir e estudar todas as palestras. Hoje, palestraram os seguintes astrólogos: JJ Lindón Campillo, Juan Verdera, Nuno Michaels, António Pires, Cristina Scharle, Celisa Beranger, Maria Flávia de Monsaraz, João Medeiros, Carmen de Hita, Luís Sanchéz Verdeger, Ruth Fairfield, Sergio Rivillo, Walter Anliker, Luís Resina, Helena Avelar, Luís Ribeiro, Francisco Torres, Isabel Antunes, Fernando Albuquerque, Tito Mácia, Juliana Estevez e Paula Chambel.

A seguir, apresento algumas fotografias de palestras e pessoas que prenderam a minha atenção.


João Medeiros

O astrólogo português João Medeiros, na sua palestra 'AME - Astrologia Mágica Electiva'. João Medeiros é o criador e dinamizador do 'CEIA - Centro de Estudos e Inovação em Astrologia. Para mim, esta foi a grande palestra do dia, obviamente, daquelas que tive oportunidade de assistir. O João Medeiros é um comunicador nato, animador de uma ambiente, fez a sua palestra em português, espanhol e inglês. Simplesmente, fantástico. O tema é aliciante e conseguiu por-nos a todos a elevar os braços ao alto e fazer uns gestos com os dedos, ao mesmo tempo que dizíamos 'szzzchh'. Segundo ele, estávamos a enviar chuva de estrelas às pessoas. Fantástico. Por outro lado, falou para uma sala cheia de portugueses, brasileiros, espanhóis e pessoas de outras nacionalidades. Quando souberem que ele vai dar alguma palestra ou seminário sob este tema, inscrevam-se imediatamente, pois irão passar umas horas deliciosas e, certamente, aprenderão como se pode simplificar a astrologia e associá-la à nossa intuição, ligada ao coração. João, parabéns, foi um excelente trabalho. Lamento não apresentar mais fotografias.


Celisa Beranger


A astróloga brasileira
Celisa Beranger apresentando o seu notável trabalho, muito bem explicado, com naturalidade, simpatia e profundo conhecimento do assunto: 'O mapa do horizonte e as suas direcções'. Foi excelente para mim, aprofundar esta matéria tão interessante. Mensagem de conclusão: não basta apenas usar o mapa natal. Muitos dos presentes terão ficado surpreendidos.




Cristina Scharle

A astróloga espanhola Cristina Scharle, cuja palestra tinha o título de 'Os Eclipses do Sol'. Lamento não apresentar mais fotografias desta palestra, mas infelizmente, não ficaram com qualidade mínima para serem expostas. Apreciei muito o seu trabalho.


Alguns stands de escolas presentes no congresso


Aura Soma

Luís Cunha no seu stand 'Aura Soma'. A seguir vemos os frascos com que trabalha e uma mandala astrológica onde os óleos da Aura Soma são associados aos signos e casas. Cliquem no seu nome para obterem os seus contactos. Tenciono apresentar aqui uma entrevista que lhe irei fazer.




Diversas fotos

A astróloga Ana Cristina Corrêa Mendes, solidária com o congresso, ofereceu o seu tempo para dar 8 consultas gratuitas no próprio local, nos dias 13 e 14 de Maio. Fiquei impressionado como, em poucos minutos, preencheu completamente a agenda.


A astróloga Magda Moita que, amanhã, dia 14, fará a sua palestra
'Quíron: a frustração, a espiritualidade e a alma'.

António Rosa, a astróloga Magda Moita e Michael Violante



Maria João Macieira, a organizadora do Congresso de Astrologia

17 de maio de 2010

O embondeiro




As fotografias deste post são autoria e propriedade do
Sr. Victor Fernando Gomes Rodrigues.

Este embondeiro está situado em Sanculo, perto da ilha de Moçambique,
num 'resort' que está em vias de entrar em funcionamento.



«O embondeiro é uma árvore que chega a alcançar alturas de 5 a 25m (excepcionalmente 30m), e até 7m de diâmetro do tronco (excepcionalmente 11m). Destaca-se pela capacidade de armazenamento de água dentro do tronco, que pode alcançar até 120.000 litros. Os embondeiros desenvolvem-se em zonas sazonalmente áridas, e são árvores de folha caduca, caindo as suas folhas durante a estação seca. Alguns têm a fama de terem vários milhares de anos, mas como a sua madeira não produz anéis de crescimento, isso é impossível de ser verificado: poucos botânicos dão crédito a essas reivindicações de idade extrema. É a árvore nacional de Madagáscar e o emblema nacional do Senegal. Também existem e são muito populares na Austrália. Os aborígenes comem a sua fruta e usam as folhas como planta medicinal. Também existe em outras partes do mundo, sobretudo levadas por africanos, para utilização dos seus rituais.» - Fonte: Wikipédia.



Não há quem não se impressione com a aparência algo lúgubre, algo misteriosa, mas sempre solene e bela dessa grande árvore, um dos símbolos de África. Com a sua aparência fossilizada na idade adulta, o embondeiro além de marcar a paisagem algo árida, remete a outros significados e por isso mesmo é cercado de aspectos lendários. Mas esta árvore da vida não está presente só no imaginário africano. Todos os que leram o “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, sabem que parte da história gira à volta de um embondeiro [ou imbondeiro, baobá], pois vive num receio permanente de que esta árvore se apodere do seu pequeno asteróide.

Quando me surge a palavra «embondeiro», associo-a sempre e instantaneamente, aos meses finais do meu serviço militar em Mueda, pois recebia a cada 2 ou 3 meses uma encomenda de livros à cobrança, enviados pela D. Ivete, da Livraria Académica, em Maputo [ex-Lourenço Marques]. A última encomenda que recebi, nestas condições, foi em 1973 e nela vinha o recém editado livro de Eugénio Lisboa, «Crónica dos Anos da Peste» (1ª edição em Moçambique, Livraria Académica, 1973 [vol 1] e 1975 [vol 2]; reedição em tomo único em 1996, em Portugal, pela Imprensa Nacional). A generalidade dos ensaios que escreveu e publicou em Moçambique foram coligidos nos dois volumes desta sua «Crónica dos Anos da Peste». Uma das obras monumentais da literatura escrita em Moçambique. Eu já tinha sido informado pelo Eduardo Pitta, que o livro estava no prelo. E estava ansioso para o ler.

Ensaísta, crítico literário e poeta, Eugénio Lisboa, nesta sua obra trata, sobretudo das suas análises de crítica literária a vários autores, maioritariamente de língua portuguesa: José Régio, Rui Knopfli, José Craveirinho, Reinaldo Ferreira, Irene Lisboa, Henry de Montherlan e muitos, muitos outros autores.

Mas aquilo que tenho mais presente deste livro é um texto com o título «Os embondeiros também morrem» e que trata do desaparecimento das nossas vidas, daquelas pessoas que nos foram necessárias: pais, irmãos, amigos, tios, etc. Foi tão marcante esse texto na minha vida que quando a minha Mãe faleceu, em 2008, escrevi um curto post no meu blogue «Cova do Urso», que intitulei «No Zen For Me - os velhos embondeiros também tombam».

Até aos meus 20 anos não soube o que era perder para a morte, a presença de pessoas chegadas. Essa proximidade com a morte começou em 1970, com o desencarne do meu Pai, decorreu durante os 3 anos de serviço militar obrigatório, com vários companheiros abatidos na guerra colonial e, continuou depois, até hoje, com uma longuíssima sucessão de Seres (humanos e animais), que fizeram parte da minha vida, incluindo um filho ainda bebé.

Aquilo que os seres humanos têm de mais certo e garantido é a morte. Muitos, têm medo à morte. Porque para o resto da vida, não há certificados de garantia para coisa nenhuma.  A vida é movimento e mudanças. E a morte é isso, também. Um movimento que termina nesta nossa 3ª dimensão, mas que continua a outros níveis mais subtis para a nossa visão.

É isso que o embomdeiro representa para mim. São fortes, resistentes e têm vidas prolongadas, mas também tombam. Tal como muitos de nós.


Para se perceber o diâmetro deste embomdeiro do Sanculo.

Este post é dedicado ao amigo Victor Fernando Gomes Rodrigues e Família,
exactamente por estarem numa fase eminente de perda de um embondeiro das suas vidas.
Um abraço, Victor Fernando. Muito obrigado pela tua imensa generosidade.


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Que é isso de Mercúrio estacionário?


Planetas em movimento directo, estacionário e retrógrado

Quando se fala de "planetas retrógrados", fala-se do movimento aparente desses planetas, vistos da Terra. Quando estamos num trem e ultrapassamos um outro, mais lento, temos a impressão de que este último recua - e, no entanto, sabemos perfeitamente que não é o caso. Quando a Terra, na sua órbita, avança mais rápido que um planeta (visto da Terra), esse planeta parece recuar. Na verdade, ele continua a avançar, como o trem, e trata-se apenas de uma impressão. O Sol e a Lua nunca estão retrógrados.

Habitualmente, aceitam-se e têm-se em conta os dois grandes movimentos dos planetas: o movimento 'directo' e o movimento 'retrógrado'. Poucas vezes encontro textos de análise onde se aprofunde o movimento 'estacionário'. Dá-se este nome quando se verificam alterações de movimento dos planetas, quer do diecto para o retrógrado, quer o inverso, do retrógrado para directo.

Com estas notas não pretendo analisar o significado dos planetas retrógrados, mas sim chamar a atenção para as fases em que eles se encontram estacionários, usando Mercúrio como exemplo. Sabemos que o movimento de translação da Terra cria a ilusão dos planetas em determinada posição ficarem 'estacionários' e entrarem em movimento 'retrógrado' oposto à sucessão dos signos. Quando terminam o seu movimento retrógrado, voltam a ficar estacionários e depois retomam o movimento direto, no sentido da sucessão dos signos. Diz-se que um planeta está 'estacionário' quando passa vários dias quase na mesma posição zodiacal antes de mudar o sentido em que se movimentava.

Estes aparentes movimentos estacionários podem ser acompanhados nas efemérides para se aprofundar esta questão. Quando um planeta em movimento directo fica estacionário, pode durar poucos dias como é o caso de Mercúrio ou demorar semanas, no caso dos planetas mais lentos. Nesta fase estacionária, é frequente o planeta funcionar nos nossos mapas de forma descontínua, apesar de ainda não se encontrar retrógrado ou directo.

Vejamos o exemplo de Mercúrio, quando ficou retrógrado em Touro, de Abril para Maio de 2010.

Todos sabermos que em movimento directo normal, Mercúrio percorrer cerca de 1º 30' por dia no zodíaco. Mercúrio fica retrógrado de 19 a 24 dias a cada quatro meses. A seguir dou o exemplo dos últimos dias em que passou de directo a retrógrado [Abril 2010] e o movimento contrário, de retrógrado a directo [Maio 2010], para perceberem melhor os movimentos 'estacionários' e a sua influência nos nossos mapas natais e em trânsito.

Movimento directo de Mercúrio, sempre em Touro, a caminho da retrogradação:

15 Abr - 12º 16'
16 Abr - 12º 29'
17 Abr - 12º 37'
18 Abr - 12º 38' (iniciando neste dia o seu movimento retrógrado, em modo estacionário)
19 Abr - 12º 33' Rx
20 Abr - 12º 22' Rx

Basta olhar para os números acima para percebermos que não existe diferenças de cerca 1º 30', consoante os dias foram passando. Na verdade, o movimento estacionário, começou antes de 16 de Abril e terminou depois do dia 20. Isto é apenas, um pequeno exemplo.

Movimento retrógrado de Mercúrio, sempre em Touro, a caminho do seu movimento directo:

09 Maio - 2º 53' Rx
10 Maio - 2º 40' Rx
11 Maio - 2º 40' Rx [até à noite desse dia, em que passou a directo]
12 Maio - 2º 40'
13 Maio - 2º 45'
14 Maio - 2º 55'

Recordemo-nos de um grande acontecimento que afectou, recentemente, a Europa e o mundo: o vulcão da Islândia que paralisou a maioria dos aeroportos, interrompendo o movimento normal dos aviões e de milhões de pessoas em todo o mundo. Foi o caos, como bem se lembram.

As primeiras notícias do encerramento dos aeroportos por causa da nuvem de cinzas vulcânicas da Islândia, deram-se no dia 15 Abril. Mercúrio ainda estava directo, mas em movimento estacionário, no signo de Touro. Repetindo: no signo Touro. Que fique claro que não estou a dizer que Mercúrio é o planeta astrológico responsável pela activação do vulcão islandês. No entanto, as consequências destas erupções têm a chancela mercuriana: comunicações, movimentos de pessoas, negócios que se perderam, etc. Foi absolutamente desesperante para aqueles que estiveram directamente envolvidos nestas questões.

Quando Mercúrio ficou retrógrado, o encerramento dos aeroportos na Europa atingiu o auge. Entretanto, a nuvem de cinzas foi-se afastando do norte da Europa e uma parte dela dirigiu-se ao Sul. Portugal, que durante a crise maior, não necessitou encerrar nenhum aeroporto, mas sim cancelar centenas de voos, foi atingido pela nuvem (nos aeroportos de Lagos e Madeira) mesmo nos últimos dias de terminar o seu movimento retrógrado. Por exemplo, uma amiga minha e astróloga que vive na Madeira, não pode deslocar-se ao recente Congresso de Astrologia, realizado no Estoril (12 a 14 Maio), por causa do encerramento do aeroporto do Funchal. Ou seja, com Mercúrio já em movimento directo, mas ainda estacionário.

Para concluir: o melhor mesmo é darmos muita atenção aos planetas que iniciam ou terminam o movimento estacionário. Apliquemo-nos a fundo a usar os nossos dedos (como força de expressão) para caminharmos pelo zodíaco, contando grau a grau, enquanto olhamos também para as efemérides. Assim, daremos mais consistência às nossas análises astrológicas.

Poderei dar-vos outros exemplos de grandes ocorrências neste período mercuriano: o grande derrame de petróleo no Golfo do México, as Bolsas loucas em todo o mundo, sobretudo a de Nova Iorque que desceu a pique números astronómicos, nunca antes ocorrido e, no mesmo dia voltou a subior. A terminar, a quase conseguida tentativa dos especuladores derrubarem a moeda 'euro'. Uff!!

Outra história muito engraçada, e que deixo à vossa consideração, são as eleições na Inglaterra: sem maioria para nenhum partido. Foi necessário criarem um governo de coligação. Deixo-vos este exemplo como exercício para a vossa prática destas questões.

16 de maio de 2010

Bento XVI


«[O divino] tem o poder de chegar até nós, nomeadamente através dos sentidos interiores, de modo que a alma recebe o toque suave de algo real que está para além do sensível, tornando-a capaz de alcançar o não-sensível, o não-visível aos sentidos. Para isso exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma.»

Bento XVI
Durante a sua visita a Portugal

15 de maio de 2010

Congresso de Astrologia - 4º e último dia (15 Maio)


Último dia do Congresso de Astrologia. Hoje apresento poucas informações porque a minha máquina fotográfica ficou sem pilhas e, portanto, impossibilitado de vos mostrar alguns eventos.

Na fotografia acima, o Frederico Saraiva, a Magda Moita e eu próprio, no fim da manhã, em que tivemos a oportunidade de apresentar ao público presente, o nosso projecto astrológico, bem conhecido dos leitores deste blogue - a Escola de Astrologia Nova-Lis.

A organização proporcionou-nos acesso à internet na sala e emprestaram-nos um portátil, tendo nós a possibilidade de mostrar a imensidão de informação existente no site. Pelo diálogo havido no final da sessão, notámos que muitas pessoas estavam surpreendidas com o nosso projecto.

Terei oportunidade de, nos próximos dias, voltar a fazer comentários ao Congresso de Astrologia.

Muito agradecido a todos!

Agora, é hora de descansar de 4 intensos dias de muitos contactos, de muita astrologia, de muitos abraços e beijos.

Diversos stands


Michelle Fannon


A minha querida amiga e astróloga Michelle Fannon desenvolve há vários anos um trabalho extraordinário de grande libertação pessoal, usando a astrologia como meio de chegar ao interior de cada um. Ela chama a este incrível trabalho de 'Astrologia Vivencial'.

«Uma inovadora abordagem da Astrologia que nos permite descobrir quem somos através da expressão física, emocional e espiritual do nosso Ser. Seja através da dança, do teatro, da mímica, de jogos, da expressão corporal ou da expressão oral, podemos aprender Astrologia vivenciando e sentindo a sua força através do nosso corpo, do nosso coração e do nosso espírito. "Os Planetas são vivenciados como os actores no palco da nossa vida"» - Michelle Fannon

«Utilizando recursos que nos proporcionam trabalhar a união dos dois hemisférios - o esquerdo, objectivo e racional, e o direito, subjectivo, criativo e intuitivo - conseguimos acelerar o processo de consciencialização para as mudanças interiores necessárias, e encontrar um excelente instrumento para um profundo auto-conhecimento. »Uma aprendizagem que nos permite apercebermo-nos de que a nossa essência se encontra muito além das personalidades que constroem o nosso ego, conseguindo assim sair de um comportamento automático e compulsivo, e apreciar a nossa verdadeira identidade através da descoberta da nossa energia mais pura e intrínseca. »Ao vivenciarmos todos os nossos medos, bloqueios, carências, dons e potenciais, aceleramos um intenso e catártico processo de desbloqueio emocional e de aceitação do que a vida nos reserva, podendo finalmente alcançar a tão procurada paz interior.» - Michelle Fannon

«É um autêntico resgatar da nossa criança interior. E quanto maior for a exteriorização através do nosso corpo, maior é a revelação do nosso potencial criativo. Espicaçar a criança interior que existe em cada um de nós para que ela saia, se solte, se liberte e rejuvenesça, permite-nos descobrir o artista que existe no interior de cada um, redescobrir prazeres e sensibilidades perdidas na infância, aceitar melhor os outros e melhorar a nossa relação com tudo o que os rodeia. »No fundo é uma inovadora reeducação mental, emocional, afectiva, sexual e criativa, que nos liberta da apertada estrutura da nossa personalidade e nos permite conectarmo-nos com a nossa alma.» - Michelle Fannon


14 de maio de 2010

Congresso de Astrologia - 3º dia (14 Maio)


Hoje cheguei tarde a casa e bastante cansado, mas muito feliz. O que eu tenho calcorreado o congresso. O equivalente a vários quilómetros por dia. Se, há 2 meses, me dissessem que eu iria conseguir caminhar tão bem, não acreditaria, depois de ter estado profundamente doente, e tendo o peso que tenho. O post de hoje está dividido em 2 partes: na primeira, várias fotos de pessoas que contactei hoje. Na segunda parte, notícias das palestras de astrologia que assisti. Quem quiser conhecer a lista de palestrantes de hoje, pode clicar aqui.

INFORMAÇÃO ÚTIL

Amanhã, sábado, dia 14 Maio, último dia do congresso, está dedicado ao público em geral. Com entradas muito baratas: 4 euros. Conheça o programa do dia 15, clicando aqui.

DIVERSAS FOTOS E ASSUNTOS

À esquerda: a astróloga Isabel Antunes, que teve a seu cargo (ontem, dia 13 Maio) uma das palestras mais interessantes: «A Astrologia e a Dança». Infelizmente, não consegui assistir. Há sempre 3 palestras a decorrer em simultâneo!! Consultem o site que vale muito a pena.


As minhas amigas, terapeutas e astrólogas, Celeste Simões e Gabriela Sousa.


Este barbudo que aqui está é o Frederico Saraiva, que juntamente comigo e com a Magda Moita, co-criou e co-administra o site da Escola de Astrologia Nova-Lis. Foi, juntamente com a Maria João Macieira, o criador e técnico que levantou o site deste congresso.


A 'Indian Rose' é aquela senhora que está ao fundo da foto. Chama-se Esmeralda e somos amigos há vários anos. Conheço o Hélder, o marido, e a Mariana, a filhota. Uma família feliz. É tão bom poder dizer isto.

AS PALESTRAS DO DIA ONDE ESTIVE PRESENTE

Magda Moita

Obviamente, a
Magda Moita teve uma das intervenções mais dinâmicas do dia. É co-criadora e co-administradora do nosso site «Escola de Astrologia Nova-Lis» teve direito a sala cheia, muito aplaudida, várias perguntas da assistência, pois queriam saber mais sobre «Quíron: a frustração, a espiritualidade e a alma». Sou suspeito ao falar dela, pois amo-a de paixão. Tem estado sempre comigo neste projecto que é a Astrologia Nova-Lis. Vou terminar por aqui os elogios à palestra da Magda, para não ser acusado de imparcial.



João Moreira dos Santos

Por não conhecer o seu trabalho como astrólogo, fiquei surpreendido com a imensa qualidade da palestra do astrólogo português João Moreira dos Santos. O grande especialista em 'jazz', revelou-se como um astrólogo que sabe ensinar, que sabe passar a sua mensagem. Adorei esta palestra: «Revelações astrológicas da Lua astronómica». Muito bem construída, bem ilustrada, com informação, cultura, à vontade e boa capacidade de fazer chegar a sua mensagem. Ressoou em mim todas as informações que nos passou. Partiu do científico para o astrológico. Vou estar atento a outras palestras suas. Vou querer estar presente.



Vicente Cassanya


O astrólogo espanhol Vicente Cassanya, a par da nossa querida Magda Moita, foi dos que maior assistência teve na sua estimulante conferência subordinada ao tema «A segunda década do Sec XXI - a quadratura Plutão, Úrano». Foi uma delícia ouvi-lo. Refrescante, inovador mas profundo. Avisou e bem. Muito aplaudido, deixou as pessoas gratamente surpreendidas e, ao mesmo tempo, percebeu-se que houve uma subida de consciência do que nos espera nesta 2ª década, do século que vivemos. Senti-me bem e, de repente, percebi algumas coisas da minha própria carta natal que eu nunca prestara a devida atenção, pelo menos nos termos que Vicente Cassanya nos apresentou hoje.


Adela Ferrer

A astróloga espanhola Adela Ferrer participou com uma palestra estimulante - «A Meteorologia, a origem da Astrologia». Tentem conhecer o seu site com calma. Nunca vi uma explicação de signos da forma como o faz no seu site. É muito interessante.

Um aparte geral: Tenho notado que os muitos astrólogos espanhóis presentes têm reclamado por não entenderem a língua portuguesa, havendo algumas traduções que, compreensivelmente, por vezes têm alguma dificuldade em traduzir as expressões astrológicas mais técnicas. No entanto, quando são eles a palestrar não tem havido tradução para a língua portuguesa e não fazerem o mais pequeno esforço por falarem mais devagar, de modo a serem melhor compreendidos. Percebe-se perfeitamente que durante 26 anos este congresso foi organizado em terreno espanhol.


Patrícia Kesselman

A astróloga argentina Patrícia Kesselman fez a sua palestra sob o tema «O Hileg e o Alcocoden - o binómio vital». Um assunto complexo, muito técnico, que actualmente pode não ser muito preciso, pois trata da duração de vida de uma pessoa e hoje em dia a medicina está tão adiantada que consegue prolongar a vida humana. No entanto, continua a ser muito válida no sentido de informar se temos ou não uma vida longa e de qualidade, no que à energia básica e vital se refere. Deixem-me ser um bocadinho tolinho: Patrícia Kesselman é uma mulher muito bonita, com uma figura esplêndida, vestindo-se com muita modernidade. Apreciei a sua palestra, apesar de tratar de um assunto muito técnico para uns curtos 40 minutos, a duração de cada palestra. Ver aqui.


Hugo Bonito

O argentino Hugo Bonito é o criador de uma técnica astrológica chamada de «Fechas Gemelas» (Datas Gémeas). Era um dos oradores que eu mais ansiava ouvir e conhecer. Uma técnica inovadora que pretendo incorporar na minha prática astrológica, pois revelou-se ser de uma precisão infinita. Foi um enorme prazer ter ouvido este mestre da astrologia, polémico, como poucos, pois o método que criou deixa os astrólogos mais expostos à grande veracidade da precisão astrológica.


13 de maio de 2010

Congresso de Astrologia - 2º dia (13 Maio)

E assim decorreu o 2º dia do congresso: animado, concorrido, muito positivo, intenso trabalho, 3 salas em simultâneo, 20 palestras, astrólogos de nomeada. Como podem compreender, não consegui assistir a todas as palestras. Nem ninguém. Terei que aguardar pelo cd para poder ouvir e estudar todas as palestras. Hoje, palestraram os seguintes astrólogos: JJ Lindón Campillo, Juan Verdera, Nuno Michaels, António Pires, Cristina Scharle, Celisa Beranger, Maria Flávia de Monsaraz, João Medeiros, Carmen de Hita, Luís Sanchéz Verdeger, Ruth Fairfield, Sergio Rivillo, Walter Anliker, Luís Resina, Helena Avelar, Luís Ribeiro, Francisco Torres, Isabel Antunes, Fernando Albuquerque, Tito Mácia, Juliana Estevez e Paula Chambel.

A seguir, apresento algumas fotografias de palestras e pessoas que prenderam a minha atenção.


João Medeiros

O astrólogo português João Medeiros, na sua palestra 'AME - Astrologia Mágica Electiva'. João Medeiros é o criador e dinamizador do 'CEIA - Centro de Estudos e Inovação em Astrologia. Para mim, esta foi a grande palestra do dia, obviamente, daquelas que tive oportunidade de assistir. O João Medeiros é um comunicador nato, animador de uma ambiente, fez a sua palestra em português, espanhol e inglês. Simplesmente, fantástico. O tema é aliciante e conseguiu por-nos a todos a elevar os braços ao alto e fazer uns gestos com os dedos, ao mesmo tempo que dizíamos 'szzzchh'. Segundo ele, estávamos a enviar chuva de estrelas às pessoas. Fantástico. Por outro lado, falou para uma sala cheia de portugueses, brasileiros, espanhóis e pessoas de outras nacionalidades. Quando souberem que ele vai dar alguma palestra ou seminário sob este tema, inscrevam-se imediatamente, pois irão passar umas horas deliciosas e, certamente, aprenderão como se pode simplificar a astrologia e associá-la à nossa intuição, ligada ao coração. João, parabéns, foi um excelente trabalho. Lamento não apresentar mais fotografias.


Celisa Beranger


A astróloga brasileira
Celisa Beranger apresentando o seu notável trabalho, muito bem explicado, com naturalidade, simpatia e profundo conhecimento do assunto: 'O mapa do horizonte e as suas direcções'. Foi excelente para mim, aprofundar esta matéria tão interessante. Mensagem de conclusão: não basta apenas usar o mapa natal. Muitos dos presentes terão ficado surpreendidos.




Cristina Scharle

A astróloga espanhola Cristina Scharle, cuja palestra tinha o título de 'Os Eclipses do Sol'. Lamento não apresentar mais fotografias desta palestra, mas infelizmente, não ficaram com qualidade mínima para serem expostas. Apreciei muito o seu trabalho.


Alguns stands de escolas presentes no congresso


Aura Soma

Luís Cunha no seu stand 'Aura Soma'. A seguir vemos os frascos com que trabalha e uma mandala astrológica onde os óleos da Aura Soma são associados aos signos e casas. Cliquem no seu nome para obterem os seus contactos. Tenciono apresentar aqui uma entrevista que lhe irei fazer.




Diversas fotos

A astróloga Ana Cristina Corrêa Mendes, solidária com o congresso, ofereceu o seu tempo para dar 8 consultas gratuitas no próprio local, nos dias 13 e 14 de Maio. Fiquei impressionado como, em poucos minutos, preencheu completamente a agenda.


A astróloga Magda Moita que, amanhã, dia 14, fará a sua palestra
'Quíron: a frustração, a espiritualidade e a alma'.

António Rosa, a astróloga Magda Moita e Michael Violante



Maria João Macieira, a organizadora do Congresso de Astrologia

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