Uma história verdadeira - Como, com criatividade e engenho, uma moeda virtual salvou o Brasil da bancarrota total, transformando-o num dos países mais poderosos do mundo

6 de agosto de 2011 · 14 comentários


Texto traduzido daqui. No «Planet Money»

Por Chana Joffe-Walt
Jornalista e repórter radiofónica

Esta é uma história sobre como um economista brasileiro e os seus amigos deu a volta ao povo do Brasil para salvar o país de inflação galopante. Eles tinham um plano, louco e improvável, mas funcionou.

Há 20 e tal anos atrás, a taxa de inflação no Brasil atingiu 80% por mês. Nesse ritmo, se os ovos custavam $ 1 um certo dia, eles iriam custar $ 2 no mês seguinte. Se mantivessem este ritmo por um ano, os ovos chegariam aos $ 1.000.

Na prática, isso significou que as lojas tinham que mudar os seus preços todos os dias. O empregado no supermercado andaria pelos corredores colocando adesivos dos novos preços da comida. Os compradores corriam à frente dele, para que pudessem comprar os seus alimentos aos preço do dia anterior.

O problema retornou ao acontecido na década de 1950, quando o governo imprimiu dinheiro para construir a nova capital, Brasília. Na década de 1980, o padrão de inflação estava em vigor e era o mesmo de 30 anos antes.

Foi algo como isto:

1. Um novo presidente chega com um novo plano.
2. O Presidente congela preços e / ou contas bancárias.
3. O Presidente falha.
4. O Presidente vai a votos novamente ou dão-lhe o «impeachment.»
5. Repetir.
6. Assim se formou a ditadura, que também caiu.

Esta série de planos conseguiu repetidamente apenas uma coisa: convencer todos os brasileiros que o governo era incapaz de controlar a inflação.

Havia mais uma opção que, então, ninguém conhecia. Foi idealizado por quatro jovens economistas da Universidade Católica no Rio de Janeiro. A única razão pela qual eles entraram em cena [era agora ou nunca] é porque, em 1992, foi nomeado um novo ministro das Finanças do governo brasileiro, que não sabia nada sobre economia. Assim, o ministro chamou o jovem Edmar Bacha, o economista que é o herói da nossa história.

O ministro disse: 'Bem, eu acabei de ser nomeado ministro das Finanças. Você sabe que eu não sei de economia, então por favor, venha ao meu encontro em Brasília amanhã'", conta Bacha. "Eu estava apavorado." Bacha esperava por esta chamada há muitos anos.

Ele e três amigos economistas estavam a estudar a inflação brasileira, uma vez que eram estudantes de pós-graduação - eram quatro  jovens a reclamarem uns com os outros sobre como ninguém sabia como consertar este assunto tão grave. E agora estavam com o governo a dizer-lhes: "Muito bem, façam do vosso jeito." Bacha depois de falar com o ministro foi convidado para conhecer o Presidente de então do Brasil.

"Eu pedi um autógrafo para os meus filhos", diz Bacha. Então o Presidente escreveu para as crianças Bacha uma nota que dizia: "Por favor, digam ao vosso pai para trabalhar rápido em benefício do país."

Os quatro amigos começaram a explicar a sua ideia, assim: Você tem que desacelerar a criação de dinheiro. Mas, tão importante, você tem que estabilizar a fé das pessoas no próprio dinheiro. As pessoas têm que ser levadas a pensar que o dinheiro irá realizar o seu próprio valor.

Os quatro economistas queriam criar uma nova moeda que fosse estável, segura e confiável. Havia um único problema: esta moeda não seria verdadeira. Sem moedas, sem notas, sem contas. Era falsa. Era virtual.

«Chamámos-lhe uma «Unidade de Valor Real» - UVR», diz Bacha."Era virtual; ela não existia de facto".

As pessoas ainda tinham e usavam a moeda existente, o «cruzado». Mas tudo seria listado e marcado em UVrs, a moeda falsa. Os seus salários seriam listada em UVRs. Impostos foram em UVRs. Todos os preços foram listados em UVRs. E os UVRs mantiveram-se estáveis ​- o que mudou foi o número de «cruzados» que cada UCR valia.

Digamos, por exemplo, que o leite custava 1 UVR. Em um determinado dia, um URV podia ter o valor de 10 cruzeiros. Um mês depois, o leite continuaria ainda a custar apenas 1 UVR. Mas o UVR podia ter um valor de 20 cruzados. Era tudo movimentado na moeda virtual.

A ideia era simples: que as pessoas começassem a pensar em UVRs e não em cruzados e parassem de esperar que os preços estavam sempre a subir.

"Não entendemos o que era", conta Maria Leopoldina Bierrenbach, uma dona de casa de São Paulo. "Eu costumava dizer que era uma fantasia, porque não era real."

E assim, as pessoas começaram a usar os UVRs virtuais. E depois de alguns meses desta «fantasia», constataram que os preços em UVRs foram ficando estáveis, até estabilizarem completamente​​. Uma vez isso acontecido, Bacha e os seus amigos poderiam declarar que a moeda virtual «Unidade de Valor Real» - UVR» se tornaria na moeda real do país. Seria chamada de «real». Até hoje! É a moeda de uma das economias mais pujantes do planeta.

"Todo mundo começou a receber os seus salários e pagar por todos os preços, na nova moeda, que é o «real»", diz Bacha. "Esse foi o truque."

No dia em que o governo lançou o «real», diz Bacha, um amigo jornalista perguntou-lhe: "Professor, você jura que a inflação vai acabar amanhã?" - "Sim, eu juro." disse Bacha.

E, basicamente, a inflação acabou, e a economia do país se virou. Nos anos que se seguiram, o Brasil tornou-se um grande exportador, e 30 milhões de pessoas saíram da pobreza.

Minhas notas pessoais

1 - O Ministro das Finanças [no Brasil diz-se 'Ministro da Fazenda'] mencionado na história e que confessou nada saber de economia, era Fernando Henrique Cardoso. Garantiu assim a Presidência do Brasil em 1994.

2 - O Presidente mencionado na história e que deu o autógrafo aos filhos de Bacha era Fernando Collor, que herdou o verdadeiro desastre da economia de José Sarney, sendo, no entanto, a este último a quem os brasileiros devem a democracia em que felizmente vivem. Foram Tancredo Neves [que viveu apenas 1 mês como Presidente, devido ao seu súbito falecimento] e sobretudo, José Sarney quem reconduziram o país ao regime democrático, depois de 20 anos de ditadura militar.

3 - Ironias da vida: Fernando Collor é mais recordado pelo «impeachment» que sofreu 2 anos depois de tomar posse como Presidente do Brasil, em Outubro de 1992 e são pouco os que se lembram que foi no seu governo que a inflação de 1.200% ao ano (herdada da presidência anterior) passou a nível quase «zero», conforme nos é contada na história acima. Porque teve um ministro da Fazenda absolutamente crucial: Fernando Henrique Cardoso. 

4 - Para quem anda no meio astrológico, vale a pena analisar o mapa do Brasil para esses anos:

Clicar para ampliar

4 - Nessa época, há 20 e tal anos, Saturno entrou em Aquário, focalizando-se em assuntos revolucionários e modernos: veja-se o que a história conta, com a tal moeda virtual, o IVR. Mas de forma organizada e metódica, mantendo-se o cruzado. Mas, mais curioso em termos astrológicos, foi o ingresso de Saturno na Casa XII do Brasil - em astrologia mundana (e não só) esta casa trata dos assuntos das muito grandes organizações. Estamos todos de acordo que o governo de um país é uma muito grande organização? Além disso, fazia excelentes aspectos à Lua e a Júpiter natais do Brasil, forçando todos a se organizarem através da sua quadratura a Saturno natal [mais tarde, o «impeachment» presidencial] que manteve rédeas curtas no cenário inovador que surgia. Úrano transitava pela Casa XI do Brasil (o seu povo), mas em Capricórnio, indicando coisas novas, mas de forma organizada. O FMI nunca chegou a intervir. Este Úrano fazia um excelente trígono ao Sol do Brasil, dando imensa vitalidade a esta originalidade. Quem quiser que veja os outros transitos.

.

Os seres humanos «sabem» como fazerem auto sabotagem sexual

4 de agosto de 2011 · 4 comentários

Os casais (solteiros ou casados) sabem que o sexo pode converter-se numa maneira fácil de manipular ou castigar o outro. Também pode ser usado como arma para atacar indirectamente alguém que nos tenha ferido. As nossas frustrações podem levar-nos a estratégias dissimuladas. É difícil afirmar quem será o mais coercivo neste caso: se o agressor que quer satisfazer-se sem perguntar primeiro, ou o repressor que se nega a ter sexo sem explicar a razão. Ambos jogam voluntariamente um desafio que a longo prazo será autodestrutivo.

Obviamente tenho estado a falar de Plutão em múltiplas vertentes: quando em trânsito pela casa 8, quando faz aspecto a Marte ou quando desafia Vénus.

Como agressor, o ser humano pode ceder aos seus instintos predatórios que o tornam muito egoísta na compulsão pela satisfação sexual. Como repressor, podemos esfriar as relações usando o distanciamento emocional como táctica de controle para mascarar o nojo que se pode chegar a sentir pela outra pessoa.

Conheço casos em que estas situações foram levadas a tais extremos que já nem se apercebem da forma como se estão a autodestruir. Se existirem estas tendências – ser agressor ou ser repressor – contem que Plutão encarregar-se-á de fazer sentir que alguém, num casal, anda a ser desonesto (agressor) ou cruel (repressor) impondo-se a limpeza energética desta situação.

Como se limpam situações extremas como esta? Sendo honestos e atrevendo-se a falar, um com o outro, com a maior abertura. Pode ser necessário um processo de redenção.

Aqueles casais que não estabelecem a ponte do diálogo, que se preparem para as consequências dos seus actos excessivos. Não é surpreendente o aparecimento de uma doença que afecte o funcionamento sexual ou cancros associados à ausência de amor.

Este pot foi publicado a 1ª vez, aqui no Cova do Urso, em Setembro 2010.

Roteiros de Sonho - Kaya Mawa Resort, no Lago Niassa/Malawi - Um dos destinos mais românticos do planeta

1 de agosto de 2011 · 12 comentários



Este resort está situado na ilha de Likoma, no Lago Malawi [Lago Niassa], em Malawi, África.


O Lake Malawi, também conhecido como Lake Nyasa ou Lago Niassa é o 3º maior lago de África e 8º, em todo o mundo e faz fronteira com 3 países: Malawi (a Oeste e Este), Moçambique (a Este) e Tanzânia (a Norte). O governo moçambicano, em Junho de 2011, declarou a parte que lhe pertence deste lago, como uma reserva natural. Esta decisão é tão recente, que ainda se espera que os outros vizinhos façam a mesma declaração. Dentro do lago existem várias ilhas e é em uma delas que está o Resort Kaya Mawa, na ilha de Likoma, a 12 kms de Moçambique, na zona norte do lago, como se pode ver no mapa acima. Apesar da grande proximidade com Moçambique, esta ilha é parte integrante do Malawi. 

Lago Niassa ou Lake Malawi
O lago tem cerca de 580 kms de comprimento e 75 kms de largura máxima com 700 metros de profundidade, possui uma área de 29.600 km2. Numerosos rios desembocam neste lago, mas é de salientar o facto de ser abastecido por muitos afluentes do muito largo rio Zambeze, o 4º maior rio de África (3.540 kms) e que banha vários países: nasce na Zâmbia e passa por Angola, Namibia, Botswana, Zimbabué, Malawi, desagoando em Moçambique, no Oceano Índico. É neste rio que estão situadas as famosas quedas de água Victória (Victoria Falls) e a conhecida barragem Cahora Bassa, em Moçambique, fornecendo energia eléctrica a este país e à África do Sul.

O Resort Kaya Mawa



Temperaturas médias:
- Junho a Agosto: 20 - 25º
- Setembro a Dezembro: 37º e a água com 20º
- Dezembro a Maio (época das chuvas): 30º





Mapa geográfico da zona: Lago Niassa e Rio Zambeze 


O Lake Malawi, igualmente conhecido como Lake Nyasa ou Lago Niassa tem esta enorme diferença de nomes devido a questões políticas. Durante cerca de 30 anos o Malawi foi governado como uma ditadura pelo falecido Presidente Hasting Banda. Ainda no tempo em que a África do Sul era governada pelos boers brancos que impuseram um sistema racista, o Presidente do Malawi estabeleceu relações diplomáticas e económicas, o que contrariou enormemente a política de alguns países daquela região, que tinham ganho a sua independência (Zâmbia e Tanzânia), gerando-se uma disputa política pelo nome do lago. Actualmente, ambos os nomes são aceites, apesar da maior parte da sua área encontrar-se do lado do Malawi. No entanto, a disputa das suas fronteiras continua nos dias de hoje, com inúmeros problemas entre pescadores e as polícias marítimas dos 3 países. Estas coisas não se esquecem facilmente, mesmo após as grandes reviravoltas políticas naquela região de África.

Apenas como apontamento curioso sobre o nome «Niassa»: desde o tempo colonial [a partir de 1891] que este território é conhecido por nomes relacionados com o grande lago que o limita a oriente. Os ingleses chamaram-lhe «Niassaland» [«Niassalândia», em português] do nome por que era conhecido o lago naquele tempo: lago Niassa. Após a independência, em 1964, o novo país adopta o nome de Malawi e com este nome rebatiza o lago. Esta palavra significa, em língua cinyanja, o «nascer do sol», tal como está representado na bandeira, uma vez que, para os malawianos, é sobre o lago que nasce o Sol.

Mais imagens do Resort Kaya Mawa






Mapa da ilha Likoma, onde está situado o resort, na região sudoeste.


Mais imagens do Resort Kaya Mawa





Clique aqui para aceder ao mapa do resort no Google Earth.

Site das cataratas Victória, vista área, circulando em 360º. Clique aqui.



.

A tradição hindu do crematório

31 de julho de 2011 · 3 comentários


Shiva, divindade hindú. Ilustração daqui
. 
Este post foi publicado anteriormente no blogue «Ilha de Moçambique».

O Adepto vê, sente e vive na própria fonte de todas as verdades fundamentais a Essência Universal, e Espiritual da Natureza, SHIVA, o Criador, Destruidor e Regenerador.

Sabe-se que na Europa, opta-se cada vez mais pela cremação, tornando mais íntima e discreta, bem como laica, a cerimónia relacionada com a morte.

Pelo contrário, a cremação hindu, é profundamente religiosa e nada tem de privado ou de discreto. A ocasião é solene e pública, envolvendo toda a comunidade. É o mais importante rito de passagem que a família pode proporcionar ao falecido.

Assim era, também na ilha de Moçambique, quando havia uma comunidade hindu bastante próspera. Hoje, essa comunidade desapareceu e já não se pratica o hinduísmo, como religião formal e uma das grandes religiões do mundo.

Há vários anos, a comunidade hindu na ilha tinha os seus pilares religiosos principais, baseados no seu templo e no crematório. O templo (se ainda existe) ficava numa rua lateral ao mercado municipal da ilha.

Eu vivia muito perto deste templo. A minha casa era mesmo em frente à Câmara Municipal, portanto, ao transpor a porta da rua, virava à esquerda em direcção ao Mercado Municipal e na primeira esquina, voltava a virar à esquerda, andava uns metros e chegava ao templo.

Interior do templo hindú na ilha de Moçambique, 2007. Foto do «Petromax», aqui.
Sempre me senti muito atraído por este templo, mas na altura, adolescente, nada sabia do significado religioso que existia por detrás. Eu apenas gostava de entrar e sentar-me, apreciando os cheiros que lá havia. Odores a frutas, especiarias e incensos. Gostava muito de lá estar e, ainda por cima, era bem recebido por um senhor que cuidava do templo e do jardim. Um dia, ele autorizou-me a entrar na zona de orações, com todas as lavagens ao corpo que isso implicava.

Foi lá que, um dia, esse mesmo senhor me disse, mais ou menos isto: «tens vidas passadas na Índia e agora estás a viver o teu dharma». Foram precisos cerca de 20 a 25 anos para eu entender direito o sentido daquela frase. 

Por isso, hoje digo que não vivo com saudades da ilha, e apesar de ter este blogue, não sou um saudosista, mas sim alguém que teve a sorte de ter tido e vivido, naquele sítio específico, um tempo mágico. Apenas isso. E é esse tempo mágico que tento cultivar aqui no blogue. Digamos de outra forma: foi uma recompensa tida nesta minha reencarnação, por ter feito alguma coisa bem feita, em vidas passadas. Foi dharma, do bom. E é bom gostarmos desse tempo mágico. Um dia, tentarei escrever mais sobre este tema em particular.

Localização do templo


Olhando-se para a ilustração do Google Earth, ve-se em direcção ao canto superior direito, paralelo ao bonequinho amarelo, um edifício sem cobertura na parte central, que corresponde ao templo hindú, tal como se pode ver na fotografia mais acima, tirada em 2007.

Na tradição hindu, os corpos dos mortos são cremados ao ar livre, e o filho mais velho é o responsável por acender a pira funerária do pai ou da mãe. É a purificação do corpo que pertence a esta vida, pois o espírito parte para outras dimensões. Nas tradições religiosas diz-se «céu». Obviamente, o momento da cremação é antecedido de um ritual que concentra as atenções da comunidade hindu local, que fazem oferendas, colocando no corpo em cima da pira, pequenos objectos com um enorme significado, e que são feitos com cânfora, cárdamo, cravo e açúcar, com a finalidade de ajudar a erradicar as imperfeições da alma, segundo a crença hindú.

Os filhos e o/a viúvo/a, sempre vestidos de branco, tocam os pés do falecido/a em sinal de veneração e respeito, juntando depois as mãos à altura do peito, inclinam-se e afastam-se um pouco do local.  O filho mais velho então pega numa tocha acesa, dá 3 voltas em redor da pira e coloca-a no meio da lenha, aguardando que se faça a fogueira. Entretanto, os presentes iniciam a entoação de mantras que são repetidos 47 vezes, para ajudarem a alma a encaminhar-se para o seu destino, afastando-se do mundo dos vivos.

Pode demorar algum tempo, sempre acompanhados dos mantras, até se ouvir um estourar seco. Quando isso acontece, quer dizer que que a cabeça do falecido abriu-se (não se vê nada, pois as chamas não permitem) e a sua alma segue em direcção aos deuses, a Brahma, Shiva e Vishnu. Ou ao «céu», como alguns chamam. Os mantras são entoados com mais energia e os presentes atiram pétalas de flores às chamas. Termina assim o ritual, que, obviamente, simplifiquei. 

Todos os presentes são convidados a se dirigirem a uma zona distinta do templo/crematório, onde lhes é servida uma espécie de banquete, muito rico e diversificado, em memória do falecido.

Na ilha, e já mais crescido, com 19 anos, tive a oportunidade de assistir à cremação de uma pessoa da terra.

 Localização do crematório

Esta é a ponta Sul da ilha de Moçambique e o edifício descoberto corresponde ao crematório hindú, cujas fotografias actuais são apresentadas mais abaixo.


A ponta Sul da ilha, vendo-se ao fundo o Fortim de S. Lourenço. Mesmo na ponta final encontra-se o crematório. Autor da foto: Sr. João Manuel Borges, antigo piloto de barra da ilha. Esta foto faz parte da página no Facebook, de Jorge Henrique Borgesaqui.

O estado actual do crematório hindu
e as imagens do pilar e assentos nas rochas que se encontram em frente,
e nesse enfiamento, um pouco à esquerda, a ilha/fortim de S. Lourenço

Agora, que já não há hindus na ilha, a grande questão para as comunidades locais,
residem nestas perguntas:

«Que fazer com este espaço? Que utilidade pública pode ser dada a esta zona?»
Vista lateral do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui. 
Vista de frente do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.

Duas fotos do interior do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.

Fotos seguintes: Em frente ao crematório existe um pilar com os assentos cravados nas rochas.
Fotos recolhidas no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor das fotos: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.


Mesma foto, mas mais próxima.
Parte da minha família, faltando apenas a minha Mãe, que foi quem tirou a foto.
Foto tirada no mesmo local das duas fotografias anteriores:
o pilar e os assentos nas rochas. Foto de 1967.

No enfiamento do crematório e do pilar, temos esta vista: a ilha/fortim de S. Lourenço.
Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui


O texto que apresento a seguir, sobre o hinduísmo, foi recolhido na Wikipédia.

«O hinduísmo é uma tradição religiosa que se originou no subcontinente indiano. Num sentido mais abrangente, o hinduísmo engloba o bramanismo, a crença na "Alma Universal", Braman; num sentido mais específico, o termo refere-se ao mundo cultural e religioso da Índia pós-budista. Entre as suas raízes está a religião védica da Idade do Ferro na Índia e, como tal, o hinduísmo é citado frequentemente como a "religião mais antiga", a "mais antiga tradição viva" ou a "mais antiga das principais tradições existentes". É formado por diferentes tradições e composto por diversos tipos, e não possui um fundador. 

O hinduísmo é a terceira maior religião do mundo, depois do cristianismo e do islamismo, com aproximadamente um bilião de fiéis, distribuídos pela Índia, Nepal, Bangladesh, Sri Lanka, Paquistão, Malásia, Singapura, espalhada um pouco por todo o mundo.

Os hindus acreditam num espírito supremo cósmico, que é reverenciado de muitas formas, representado por divindades individuais. O hinduísmo é centrado sobre uma variedade de práticas que são vistas como meios de ajudar o indivíduo a experimentar a divindade que está em todas as partes, e a realizar a verdadeira natureza de seu Ser.

O hinduísmo não tem um "sistema unificado de crenças, codificado numa declaração de fé ou um credo", mas sim é um termo abrangente, que engloba a pluralidade de fenômenos religiosos que se originaram e são baseados nas tradições védicas.

O hinduísmo por vezes é caracterizado pela crença na reencarnação (samsara), determinada pela lei do karma (karma), e que a salvação é a liberdade deste ciclo de sucessivos nascimentos e mortes.

Carma (Karma) pode ser traduzido literalmente como "acção", "obra" ou "feito" e pode ser descrito como a "lei moral de causa e efeito". De acordo com os «Upanixades» um indivíduo, conhecido como o jiva-atma, desenvolve samskaras (impressões) a partir das acções, sejam elas físicas ou mentais. O linga sharira, um corpo mais subtil que o físico, porém menos subtil que a alma, armazena as impressões, e as carrega à vida seguinte, estabelecendo uma trajectória única para o indivíduo. Assim, o conceito de um carma infalível, neutro e universal, relaciona-se intrinsecamente à reencarnação, assim como à personalidade, característica e família de cada um. O carma une os conceitos de livre-arbítrio e destino.»


Foto encontrada na página do amigo e conterrâneo Jerry Gomes da Silva.
V~e-se a ponte que liga a ilha ao continente e à esquerda, o crematório hindu.

Eu era muito jovem

... quando li pela primeira vez o «Bhagavad Gita» («Bagavadguitá» em português). Tive que esperar uns quinze anos para o voltar a ler e poder entender as implicações desta obra maravilhosa. Obra muito especial e que ressoa dentro de mim, como nenhum outro Livro Sagrado que li ao longo da minha vida.

O «Bhagavad Gita» é considerado parte desta filosofia e foi escrito em 400 ou 300 a.C., é um texto central do hinduísmo, um diálogo filosófico entre o deus Krishna e o guerreiro Arjuna. Este é um dos mais populares e acessíveis textos do hinduísmo, e é de essencial importância para a religião. O Gita discute altruísmo, dever, devoção, meditação, integrando diferentes partes da filosofia hindu.

Um mantra hindú, dedicado a Vishnu





.

Porque tive que encerrar o meu blogue «Ilha de Moçambique, memórias de António Rosa»

30 de julho de 2011 · 5 comentários

Vista aérea da parte norte da ilha de Moçambique,
vendo-se a Fortaleza de S. Sebastião e a Capela de Nossa Senhora do Baluarte.
Não sei quem é o autor da foto.
A 6 de Abril de 2011 comecei um blogue novo e dei-lhe o título de «Ilha de Moçambique, memórias de António Rosa». Escrevi então, como apresentação do blogue, o seguinte:

«As raízes da minha lenda pessoal são daqui, da ilha de Moçambique. Vivi aqui muitos anos, intercalando com ausências em outras cidades, por motivos de estudos e, também durante o serviço militar obrigatório. Pretendo com este blogue manter vivas essas memórias de um tempo encantado.» 

Foto do Google Earth
Hoje [30 Julho 2011] tive que encerrar esse blogue por um motivo mesmo muito prosaico: desapareceram cerca de 400 fotografias. Não faz sentido ter um blogue aberto ao público com espaços em branco no lugar de fotografias. Seria uma falta de respeito pelos leitores.

Só não desapareceram os poucos posts sobre a ilha que estavam aqui, no «Cova do Urso» e que copiei para o blogue «Ilha de Moçambique». Quem tem blogues na plataforma Blogger sabe que quando se cria um blogue, automaticamente o site de ilustrações Picassa [é tudo do Google] abre um álbum onde são arquivadas todas as ilustrações e fotografias que publicamos nesse blogue. É por isso que sei que o blogue já tinha 423 fotografias e constatei que desapareceram 397 fotos, pois as restantes 27, como vinham do «Cova do Urso», ainda estão visíveis no blogue agora encerrado ao público.

Na verdade, o que «tremeu» mesmo foram os links do albúm Picassa ao blogue, fazendo com que as fotos deixassem de estar visíveis aos leitores. Sumiram para o éter. Obviamente, também encerrei no Picassa a possibilidade desse álbum de fotos poder ser visto, pois falta a identificação dos respectivos autores. Não sei se terei forças para identificar os autores e conteúdo de todas as fotos, para assim poder abrir o álbum ao público.

Entretanto, como tenho estado a criar o álbum «Minha terra - Ilha de Moçambique», com todas as fotos devidamente referenciadas, pode ser visto aqui [no Picassa/Google+] ou aqui [no Facebook]. Viva a liberdade de escolha!

O blogue, apesar de não ter disponíveis a zona de comentáros, teve em cerca de 4 meses nos seus 44 comentários, 6.784 visualizações e exactamente 888 «gostos» endereçadores para o Facebook. É uma onda gigantesca para para um pequeno blogue de curta duração.

Regata de barcos à vela na ilha de Moçambique (Novembro 2009).
Foto de Paulo Pires Teixeira.

Quando criei o blogue, eu sabia que teria uma curta duração de vida, pois inevitavelmente, em termos energéticos, não mentais, dentro de mim mesmo já havia feito a grande escolha: Não viver com saudosismo da ilha de Moçambique. Não ser saudosista. Apesar das múltiplas referências que faço, e continuarei a fazer, em vários sítios, desse espaço único no nosso planeta. Continuarei a partilhar sentimentos e emoções, ideias e imagens. Sem saudosismo. É a minha lenda pessoal.
O meu próprio passado e a interacção com muitas pessoas que me ensinaram muito, fazem de mim alguém que se vê a si mesmo como tendo a «sorte» de ter tido e vivido, naquele sítio específico, um tempo mágico. Apenas isso. Um tempo mágico. Digamos de outra forma: foi uma recompensa tida nesta minha reencarnação, por ter feito alguma coisa bem feita, em vidas passadas. Foi dharma, do bom. E é bom gostarmos desse tempo mágico.

Por isso eu sinto-me, invisível, no barco acima, prosseguindo a minha caminhada, tentando viver o «aqui e agora».

A terminar, uma pequena nota astrológica e cármica do dia de hoje no meu mapa pessoal: Mercúrio [o blogue agora encerrado] em conjunção [fusão] com Saturno [o Senhor do Tempo e das regras] na minha casa IV [o espaço do mapa da «minha casa]. Carma resgatado, lá se foi o blogue. Por outro lado esse mesmo Saturno recebe um benéfico semi-sextil da Lua [a esfera emocional] e de Vénus [os afectos] e de Neptuno [os assuntos do Alto].

O que tiver que postar sobre a ilha será feita aqui, no «Cova do Urso». Mas irei restaurar aqui no Cova, alguns dos posts que me agradavam muito no «Ilha de Moçambique, para compensar o agora desaparecido, mas isso será feito com calma.

.


Coimbra, vista de cima

29 de julho de 2011 · 4 comentários


 Estas fotografias são dedicadas aos meus amigos e casal:

José, que a investigação científica sobre a matéria negra no universo,
prossiga com a qualidade que nos habituou. Ver vídeo.

 Clicar nas imagens para ampliar.































.

6 de agosto de 2011

Uma história verdadeira - Como, com criatividade e engenho, uma moeda virtual salvou o Brasil da bancarrota total, transformando-o num dos países mais poderosos do mundo


Texto traduzido daqui. No «Planet Money»

Por Chana Joffe-Walt
Jornalista e repórter radiofónica

Esta é uma história sobre como um economista brasileiro e os seus amigos deu a volta ao povo do Brasil para salvar o país de inflação galopante. Eles tinham um plano, louco e improvável, mas funcionou.

Há 20 e tal anos atrás, a taxa de inflação no Brasil atingiu 80% por mês. Nesse ritmo, se os ovos custavam $ 1 um certo dia, eles iriam custar $ 2 no mês seguinte. Se mantivessem este ritmo por um ano, os ovos chegariam aos $ 1.000.

Na prática, isso significou que as lojas tinham que mudar os seus preços todos os dias. O empregado no supermercado andaria pelos corredores colocando adesivos dos novos preços da comida. Os compradores corriam à frente dele, para que pudessem comprar os seus alimentos aos preço do dia anterior.

O problema retornou ao acontecido na década de 1950, quando o governo imprimiu dinheiro para construir a nova capital, Brasília. Na década de 1980, o padrão de inflação estava em vigor e era o mesmo de 30 anos antes.

Foi algo como isto:

1. Um novo presidente chega com um novo plano.
2. O Presidente congela preços e / ou contas bancárias.
3. O Presidente falha.
4. O Presidente vai a votos novamente ou dão-lhe o «impeachment.»
5. Repetir.
6. Assim se formou a ditadura, que também caiu.

Esta série de planos conseguiu repetidamente apenas uma coisa: convencer todos os brasileiros que o governo era incapaz de controlar a inflação.

Havia mais uma opção que, então, ninguém conhecia. Foi idealizado por quatro jovens economistas da Universidade Católica no Rio de Janeiro. A única razão pela qual eles entraram em cena [era agora ou nunca] é porque, em 1992, foi nomeado um novo ministro das Finanças do governo brasileiro, que não sabia nada sobre economia. Assim, o ministro chamou o jovem Edmar Bacha, o economista que é o herói da nossa história.

O ministro disse: 'Bem, eu acabei de ser nomeado ministro das Finanças. Você sabe que eu não sei de economia, então por favor, venha ao meu encontro em Brasília amanhã'", conta Bacha. "Eu estava apavorado." Bacha esperava por esta chamada há muitos anos.

Ele e três amigos economistas estavam a estudar a inflação brasileira, uma vez que eram estudantes de pós-graduação - eram quatro  jovens a reclamarem uns com os outros sobre como ninguém sabia como consertar este assunto tão grave. E agora estavam com o governo a dizer-lhes: "Muito bem, façam do vosso jeito." Bacha depois de falar com o ministro foi convidado para conhecer o Presidente de então do Brasil.

"Eu pedi um autógrafo para os meus filhos", diz Bacha. Então o Presidente escreveu para as crianças Bacha uma nota que dizia: "Por favor, digam ao vosso pai para trabalhar rápido em benefício do país."

Os quatro amigos começaram a explicar a sua ideia, assim: Você tem que desacelerar a criação de dinheiro. Mas, tão importante, você tem que estabilizar a fé das pessoas no próprio dinheiro. As pessoas têm que ser levadas a pensar que o dinheiro irá realizar o seu próprio valor.

Os quatro economistas queriam criar uma nova moeda que fosse estável, segura e confiável. Havia um único problema: esta moeda não seria verdadeira. Sem moedas, sem notas, sem contas. Era falsa. Era virtual.

«Chamámos-lhe uma «Unidade de Valor Real» - UVR», diz Bacha."Era virtual; ela não existia de facto".

As pessoas ainda tinham e usavam a moeda existente, o «cruzado». Mas tudo seria listado e marcado em UVrs, a moeda falsa. Os seus salários seriam listada em UVRs. Impostos foram em UVRs. Todos os preços foram listados em UVRs. E os UVRs mantiveram-se estáveis ​- o que mudou foi o número de «cruzados» que cada UCR valia.

Digamos, por exemplo, que o leite custava 1 UVR. Em um determinado dia, um URV podia ter o valor de 10 cruzeiros. Um mês depois, o leite continuaria ainda a custar apenas 1 UVR. Mas o UVR podia ter um valor de 20 cruzados. Era tudo movimentado na moeda virtual.

A ideia era simples: que as pessoas começassem a pensar em UVRs e não em cruzados e parassem de esperar que os preços estavam sempre a subir.

"Não entendemos o que era", conta Maria Leopoldina Bierrenbach, uma dona de casa de São Paulo. "Eu costumava dizer que era uma fantasia, porque não era real."

E assim, as pessoas começaram a usar os UVRs virtuais. E depois de alguns meses desta «fantasia», constataram que os preços em UVRs foram ficando estáveis, até estabilizarem completamente​​. Uma vez isso acontecido, Bacha e os seus amigos poderiam declarar que a moeda virtual «Unidade de Valor Real» - UVR» se tornaria na moeda real do país. Seria chamada de «real». Até hoje! É a moeda de uma das economias mais pujantes do planeta.

"Todo mundo começou a receber os seus salários e pagar por todos os preços, na nova moeda, que é o «real»", diz Bacha. "Esse foi o truque."

No dia em que o governo lançou o «real», diz Bacha, um amigo jornalista perguntou-lhe: "Professor, você jura que a inflação vai acabar amanhã?" - "Sim, eu juro." disse Bacha.

E, basicamente, a inflação acabou, e a economia do país se virou. Nos anos que se seguiram, o Brasil tornou-se um grande exportador, e 30 milhões de pessoas saíram da pobreza.

Minhas notas pessoais

1 - O Ministro das Finanças [no Brasil diz-se 'Ministro da Fazenda'] mencionado na história e que confessou nada saber de economia, era Fernando Henrique Cardoso. Garantiu assim a Presidência do Brasil em 1994.

2 - O Presidente mencionado na história e que deu o autógrafo aos filhos de Bacha era Fernando Collor, que herdou o verdadeiro desastre da economia de José Sarney, sendo, no entanto, a este último a quem os brasileiros devem a democracia em que felizmente vivem. Foram Tancredo Neves [que viveu apenas 1 mês como Presidente, devido ao seu súbito falecimento] e sobretudo, José Sarney quem reconduziram o país ao regime democrático, depois de 20 anos de ditadura militar.

3 - Ironias da vida: Fernando Collor é mais recordado pelo «impeachment» que sofreu 2 anos depois de tomar posse como Presidente do Brasil, em Outubro de 1992 e são pouco os que se lembram que foi no seu governo que a inflação de 1.200% ao ano (herdada da presidência anterior) passou a nível quase «zero», conforme nos é contada na história acima. Porque teve um ministro da Fazenda absolutamente crucial: Fernando Henrique Cardoso. 

4 - Para quem anda no meio astrológico, vale a pena analisar o mapa do Brasil para esses anos:

Clicar para ampliar

4 - Nessa época, há 20 e tal anos, Saturno entrou em Aquário, focalizando-se em assuntos revolucionários e modernos: veja-se o que a história conta, com a tal moeda virtual, o IVR. Mas de forma organizada e metódica, mantendo-se o cruzado. Mas, mais curioso em termos astrológicos, foi o ingresso de Saturno na Casa XII do Brasil - em astrologia mundana (e não só) esta casa trata dos assuntos das muito grandes organizações. Estamos todos de acordo que o governo de um país é uma muito grande organização? Além disso, fazia excelentes aspectos à Lua e a Júpiter natais do Brasil, forçando todos a se organizarem através da sua quadratura a Saturno natal [mais tarde, o «impeachment» presidencial] que manteve rédeas curtas no cenário inovador que surgia. Úrano transitava pela Casa XI do Brasil (o seu povo), mas em Capricórnio, indicando coisas novas, mas de forma organizada. O FMI nunca chegou a intervir. Este Úrano fazia um excelente trígono ao Sol do Brasil, dando imensa vitalidade a esta originalidade. Quem quiser que veja os outros transitos.

.

4 de agosto de 2011

Os seres humanos «sabem» como fazerem auto sabotagem sexual

Os casais (solteiros ou casados) sabem que o sexo pode converter-se numa maneira fácil de manipular ou castigar o outro. Também pode ser usado como arma para atacar indirectamente alguém que nos tenha ferido. As nossas frustrações podem levar-nos a estratégias dissimuladas. É difícil afirmar quem será o mais coercivo neste caso: se o agressor que quer satisfazer-se sem perguntar primeiro, ou o repressor que se nega a ter sexo sem explicar a razão. Ambos jogam voluntariamente um desafio que a longo prazo será autodestrutivo.

Obviamente tenho estado a falar de Plutão em múltiplas vertentes: quando em trânsito pela casa 8, quando faz aspecto a Marte ou quando desafia Vénus.

Como agressor, o ser humano pode ceder aos seus instintos predatórios que o tornam muito egoísta na compulsão pela satisfação sexual. Como repressor, podemos esfriar as relações usando o distanciamento emocional como táctica de controle para mascarar o nojo que se pode chegar a sentir pela outra pessoa.

Conheço casos em que estas situações foram levadas a tais extremos que já nem se apercebem da forma como se estão a autodestruir. Se existirem estas tendências – ser agressor ou ser repressor – contem que Plutão encarregar-se-á de fazer sentir que alguém, num casal, anda a ser desonesto (agressor) ou cruel (repressor) impondo-se a limpeza energética desta situação.

Como se limpam situações extremas como esta? Sendo honestos e atrevendo-se a falar, um com o outro, com a maior abertura. Pode ser necessário um processo de redenção.

Aqueles casais que não estabelecem a ponte do diálogo, que se preparem para as consequências dos seus actos excessivos. Não é surpreendente o aparecimento de uma doença que afecte o funcionamento sexual ou cancros associados à ausência de amor.

Este pot foi publicado a 1ª vez, aqui no Cova do Urso, em Setembro 2010.

1 de agosto de 2011

Roteiros de Sonho - Kaya Mawa Resort, no Lago Niassa/Malawi - Um dos destinos mais românticos do planeta



Este resort está situado na ilha de Likoma, no Lago Malawi [Lago Niassa], em Malawi, África.


O Lake Malawi, também conhecido como Lake Nyasa ou Lago Niassa é o 3º maior lago de África e 8º, em todo o mundo e faz fronteira com 3 países: Malawi (a Oeste e Este), Moçambique (a Este) e Tanzânia (a Norte). O governo moçambicano, em Junho de 2011, declarou a parte que lhe pertence deste lago, como uma reserva natural. Esta decisão é tão recente, que ainda se espera que os outros vizinhos façam a mesma declaração. Dentro do lago existem várias ilhas e é em uma delas que está o Resort Kaya Mawa, na ilha de Likoma, a 12 kms de Moçambique, na zona norte do lago, como se pode ver no mapa acima. Apesar da grande proximidade com Moçambique, esta ilha é parte integrante do Malawi. 

Lago Niassa ou Lake Malawi
O lago tem cerca de 580 kms de comprimento e 75 kms de largura máxima com 700 metros de profundidade, possui uma área de 29.600 km2. Numerosos rios desembocam neste lago, mas é de salientar o facto de ser abastecido por muitos afluentes do muito largo rio Zambeze, o 4º maior rio de África (3.540 kms) e que banha vários países: nasce na Zâmbia e passa por Angola, Namibia, Botswana, Zimbabué, Malawi, desagoando em Moçambique, no Oceano Índico. É neste rio que estão situadas as famosas quedas de água Victória (Victoria Falls) e a conhecida barragem Cahora Bassa, em Moçambique, fornecendo energia eléctrica a este país e à África do Sul.

O Resort Kaya Mawa



Temperaturas médias:
- Junho a Agosto: 20 - 25º
- Setembro a Dezembro: 37º e a água com 20º
- Dezembro a Maio (época das chuvas): 30º





Mapa geográfico da zona: Lago Niassa e Rio Zambeze 


O Lake Malawi, igualmente conhecido como Lake Nyasa ou Lago Niassa tem esta enorme diferença de nomes devido a questões políticas. Durante cerca de 30 anos o Malawi foi governado como uma ditadura pelo falecido Presidente Hasting Banda. Ainda no tempo em que a África do Sul era governada pelos boers brancos que impuseram um sistema racista, o Presidente do Malawi estabeleceu relações diplomáticas e económicas, o que contrariou enormemente a política de alguns países daquela região, que tinham ganho a sua independência (Zâmbia e Tanzânia), gerando-se uma disputa política pelo nome do lago. Actualmente, ambos os nomes são aceites, apesar da maior parte da sua área encontrar-se do lado do Malawi. No entanto, a disputa das suas fronteiras continua nos dias de hoje, com inúmeros problemas entre pescadores e as polícias marítimas dos 3 países. Estas coisas não se esquecem facilmente, mesmo após as grandes reviravoltas políticas naquela região de África.

Apenas como apontamento curioso sobre o nome «Niassa»: desde o tempo colonial [a partir de 1891] que este território é conhecido por nomes relacionados com o grande lago que o limita a oriente. Os ingleses chamaram-lhe «Niassaland» [«Niassalândia», em português] do nome por que era conhecido o lago naquele tempo: lago Niassa. Após a independência, em 1964, o novo país adopta o nome de Malawi e com este nome rebatiza o lago. Esta palavra significa, em língua cinyanja, o «nascer do sol», tal como está representado na bandeira, uma vez que, para os malawianos, é sobre o lago que nasce o Sol.

Mais imagens do Resort Kaya Mawa






Mapa da ilha Likoma, onde está situado o resort, na região sudoeste.


Mais imagens do Resort Kaya Mawa





Clique aqui para aceder ao mapa do resort no Google Earth.

Site das cataratas Victória, vista área, circulando em 360º. Clique aqui.



.

31 de julho de 2011

A tradição hindu do crematório


Shiva, divindade hindú. Ilustração daqui
. 
Este post foi publicado anteriormente no blogue «Ilha de Moçambique».

O Adepto vê, sente e vive na própria fonte de todas as verdades fundamentais a Essência Universal, e Espiritual da Natureza, SHIVA, o Criador, Destruidor e Regenerador.

Sabe-se que na Europa, opta-se cada vez mais pela cremação, tornando mais íntima e discreta, bem como laica, a cerimónia relacionada com a morte.

Pelo contrário, a cremação hindu, é profundamente religiosa e nada tem de privado ou de discreto. A ocasião é solene e pública, envolvendo toda a comunidade. É o mais importante rito de passagem que a família pode proporcionar ao falecido.

Assim era, também na ilha de Moçambique, quando havia uma comunidade hindu bastante próspera. Hoje, essa comunidade desapareceu e já não se pratica o hinduísmo, como religião formal e uma das grandes religiões do mundo.

Há vários anos, a comunidade hindu na ilha tinha os seus pilares religiosos principais, baseados no seu templo e no crematório. O templo (se ainda existe) ficava numa rua lateral ao mercado municipal da ilha.

Eu vivia muito perto deste templo. A minha casa era mesmo em frente à Câmara Municipal, portanto, ao transpor a porta da rua, virava à esquerda em direcção ao Mercado Municipal e na primeira esquina, voltava a virar à esquerda, andava uns metros e chegava ao templo.

Interior do templo hindú na ilha de Moçambique, 2007. Foto do «Petromax», aqui.
Sempre me senti muito atraído por este templo, mas na altura, adolescente, nada sabia do significado religioso que existia por detrás. Eu apenas gostava de entrar e sentar-me, apreciando os cheiros que lá havia. Odores a frutas, especiarias e incensos. Gostava muito de lá estar e, ainda por cima, era bem recebido por um senhor que cuidava do templo e do jardim. Um dia, ele autorizou-me a entrar na zona de orações, com todas as lavagens ao corpo que isso implicava.

Foi lá que, um dia, esse mesmo senhor me disse, mais ou menos isto: «tens vidas passadas na Índia e agora estás a viver o teu dharma». Foram precisos cerca de 20 a 25 anos para eu entender direito o sentido daquela frase. 

Por isso, hoje digo que não vivo com saudades da ilha, e apesar de ter este blogue, não sou um saudosista, mas sim alguém que teve a sorte de ter tido e vivido, naquele sítio específico, um tempo mágico. Apenas isso. E é esse tempo mágico que tento cultivar aqui no blogue. Digamos de outra forma: foi uma recompensa tida nesta minha reencarnação, por ter feito alguma coisa bem feita, em vidas passadas. Foi dharma, do bom. E é bom gostarmos desse tempo mágico. Um dia, tentarei escrever mais sobre este tema em particular.

Localização do templo


Olhando-se para a ilustração do Google Earth, ve-se em direcção ao canto superior direito, paralelo ao bonequinho amarelo, um edifício sem cobertura na parte central, que corresponde ao templo hindú, tal como se pode ver na fotografia mais acima, tirada em 2007.

Na tradição hindu, os corpos dos mortos são cremados ao ar livre, e o filho mais velho é o responsável por acender a pira funerária do pai ou da mãe. É a purificação do corpo que pertence a esta vida, pois o espírito parte para outras dimensões. Nas tradições religiosas diz-se «céu». Obviamente, o momento da cremação é antecedido de um ritual que concentra as atenções da comunidade hindu local, que fazem oferendas, colocando no corpo em cima da pira, pequenos objectos com um enorme significado, e que são feitos com cânfora, cárdamo, cravo e açúcar, com a finalidade de ajudar a erradicar as imperfeições da alma, segundo a crença hindú.

Os filhos e o/a viúvo/a, sempre vestidos de branco, tocam os pés do falecido/a em sinal de veneração e respeito, juntando depois as mãos à altura do peito, inclinam-se e afastam-se um pouco do local.  O filho mais velho então pega numa tocha acesa, dá 3 voltas em redor da pira e coloca-a no meio da lenha, aguardando que se faça a fogueira. Entretanto, os presentes iniciam a entoação de mantras que são repetidos 47 vezes, para ajudarem a alma a encaminhar-se para o seu destino, afastando-se do mundo dos vivos.

Pode demorar algum tempo, sempre acompanhados dos mantras, até se ouvir um estourar seco. Quando isso acontece, quer dizer que que a cabeça do falecido abriu-se (não se vê nada, pois as chamas não permitem) e a sua alma segue em direcção aos deuses, a Brahma, Shiva e Vishnu. Ou ao «céu», como alguns chamam. Os mantras são entoados com mais energia e os presentes atiram pétalas de flores às chamas. Termina assim o ritual, que, obviamente, simplifiquei. 

Todos os presentes são convidados a se dirigirem a uma zona distinta do templo/crematório, onde lhes é servida uma espécie de banquete, muito rico e diversificado, em memória do falecido.

Na ilha, e já mais crescido, com 19 anos, tive a oportunidade de assistir à cremação de uma pessoa da terra.

 Localização do crematório

Esta é a ponta Sul da ilha de Moçambique e o edifício descoberto corresponde ao crematório hindú, cujas fotografias actuais são apresentadas mais abaixo.


A ponta Sul da ilha, vendo-se ao fundo o Fortim de S. Lourenço. Mesmo na ponta final encontra-se o crematório. Autor da foto: Sr. João Manuel Borges, antigo piloto de barra da ilha. Esta foto faz parte da página no Facebook, de Jorge Henrique Borgesaqui.

O estado actual do crematório hindu
e as imagens do pilar e assentos nas rochas que se encontram em frente,
e nesse enfiamento, um pouco à esquerda, a ilha/fortim de S. Lourenço

Agora, que já não há hindus na ilha, a grande questão para as comunidades locais,
residem nestas perguntas:

«Que fazer com este espaço? Que utilidade pública pode ser dada a esta zona?»
Vista lateral do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui. 
Vista de frente do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.

Duas fotos do interior do crematório hindu, 2011. Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.

Fotos seguintes: Em frente ao crematório existe um pilar com os assentos cravados nas rochas.
Fotos recolhidas no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor das fotos: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui.


Mesma foto, mas mais próxima.
Parte da minha família, faltando apenas a minha Mãe, que foi quem tirou a foto.
Foto tirada no mesmo local das duas fotografias anteriores:
o pilar e os assentos nas rochas. Foto de 1967.

No enfiamento do crematório e do pilar, temos esta vista: a ilha/fortim de S. Lourenço.
Foto recolhida no grupo privado «Ilha», no Facebook.
Autor da foto: Sr. Ossemane Absul Satar Daudo.
Sua página no Facebook, aqui


O texto que apresento a seguir, sobre o hinduísmo, foi recolhido na Wikipédia.

«O hinduísmo é uma tradição religiosa que se originou no subcontinente indiano. Num sentido mais abrangente, o hinduísmo engloba o bramanismo, a crença na "Alma Universal", Braman; num sentido mais específico, o termo refere-se ao mundo cultural e religioso da Índia pós-budista. Entre as suas raízes está a religião védica da Idade do Ferro na Índia e, como tal, o hinduísmo é citado frequentemente como a "religião mais antiga", a "mais antiga tradição viva" ou a "mais antiga das principais tradições existentes". É formado por diferentes tradições e composto por diversos tipos, e não possui um fundador. 

O hinduísmo é a terceira maior religião do mundo, depois do cristianismo e do islamismo, com aproximadamente um bilião de fiéis, distribuídos pela Índia, Nepal, Bangladesh, Sri Lanka, Paquistão, Malásia, Singapura, espalhada um pouco por todo o mundo.

Os hindus acreditam num espírito supremo cósmico, que é reverenciado de muitas formas, representado por divindades individuais. O hinduísmo é centrado sobre uma variedade de práticas que são vistas como meios de ajudar o indivíduo a experimentar a divindade que está em todas as partes, e a realizar a verdadeira natureza de seu Ser.

O hinduísmo não tem um "sistema unificado de crenças, codificado numa declaração de fé ou um credo", mas sim é um termo abrangente, que engloba a pluralidade de fenômenos religiosos que se originaram e são baseados nas tradições védicas.

O hinduísmo por vezes é caracterizado pela crença na reencarnação (samsara), determinada pela lei do karma (karma), e que a salvação é a liberdade deste ciclo de sucessivos nascimentos e mortes.

Carma (Karma) pode ser traduzido literalmente como "acção", "obra" ou "feito" e pode ser descrito como a "lei moral de causa e efeito". De acordo com os «Upanixades» um indivíduo, conhecido como o jiva-atma, desenvolve samskaras (impressões) a partir das acções, sejam elas físicas ou mentais. O linga sharira, um corpo mais subtil que o físico, porém menos subtil que a alma, armazena as impressões, e as carrega à vida seguinte, estabelecendo uma trajectória única para o indivíduo. Assim, o conceito de um carma infalível, neutro e universal, relaciona-se intrinsecamente à reencarnação, assim como à personalidade, característica e família de cada um. O carma une os conceitos de livre-arbítrio e destino.»


Foto encontrada na página do amigo e conterrâneo Jerry Gomes da Silva.
V~e-se a ponte que liga a ilha ao continente e à esquerda, o crematório hindu.

Eu era muito jovem

... quando li pela primeira vez o «Bhagavad Gita» («Bagavadguitá» em português). Tive que esperar uns quinze anos para o voltar a ler e poder entender as implicações desta obra maravilhosa. Obra muito especial e que ressoa dentro de mim, como nenhum outro Livro Sagrado que li ao longo da minha vida.

O «Bhagavad Gita» é considerado parte desta filosofia e foi escrito em 400 ou 300 a.C., é um texto central do hinduísmo, um diálogo filosófico entre o deus Krishna e o guerreiro Arjuna. Este é um dos mais populares e acessíveis textos do hinduísmo, e é de essencial importância para a religião. O Gita discute altruísmo, dever, devoção, meditação, integrando diferentes partes da filosofia hindu.

Um mantra hindú, dedicado a Vishnu





.

30 de julho de 2011

Porque tive que encerrar o meu blogue «Ilha de Moçambique, memórias de António Rosa»

Vista aérea da parte norte da ilha de Moçambique,
vendo-se a Fortaleza de S. Sebastião e a Capela de Nossa Senhora do Baluarte.
Não sei quem é o autor da foto.
A 6 de Abril de 2011 comecei um blogue novo e dei-lhe o título de «Ilha de Moçambique, memórias de António Rosa». Escrevi então, como apresentação do blogue, o seguinte:

«As raízes da minha lenda pessoal são daqui, da ilha de Moçambique. Vivi aqui muitos anos, intercalando com ausências em outras cidades, por motivos de estudos e, também durante o serviço militar obrigatório. Pretendo com este blogue manter vivas essas memórias de um tempo encantado.» 

Foto do Google Earth
Hoje [30 Julho 2011] tive que encerrar esse blogue por um motivo mesmo muito prosaico: desapareceram cerca de 400 fotografias. Não faz sentido ter um blogue aberto ao público com espaços em branco no lugar de fotografias. Seria uma falta de respeito pelos leitores.

Só não desapareceram os poucos posts sobre a ilha que estavam aqui, no «Cova do Urso» e que copiei para o blogue «Ilha de Moçambique». Quem tem blogues na plataforma Blogger sabe que quando se cria um blogue, automaticamente o site de ilustrações Picassa [é tudo do Google] abre um álbum onde são arquivadas todas as ilustrações e fotografias que publicamos nesse blogue. É por isso que sei que o blogue já tinha 423 fotografias e constatei que desapareceram 397 fotos, pois as restantes 27, como vinham do «Cova do Urso», ainda estão visíveis no blogue agora encerrado ao público.

Na verdade, o que «tremeu» mesmo foram os links do albúm Picassa ao blogue, fazendo com que as fotos deixassem de estar visíveis aos leitores. Sumiram para o éter. Obviamente, também encerrei no Picassa a possibilidade desse álbum de fotos poder ser visto, pois falta a identificação dos respectivos autores. Não sei se terei forças para identificar os autores e conteúdo de todas as fotos, para assim poder abrir o álbum ao público.

Entretanto, como tenho estado a criar o álbum «Minha terra - Ilha de Moçambique», com todas as fotos devidamente referenciadas, pode ser visto aqui [no Picassa/Google+] ou aqui [no Facebook]. Viva a liberdade de escolha!

O blogue, apesar de não ter disponíveis a zona de comentáros, teve em cerca de 4 meses nos seus 44 comentários, 6.784 visualizações e exactamente 888 «gostos» endereçadores para o Facebook. É uma onda gigantesca para para um pequeno blogue de curta duração.

Regata de barcos à vela na ilha de Moçambique (Novembro 2009).
Foto de Paulo Pires Teixeira.

Quando criei o blogue, eu sabia que teria uma curta duração de vida, pois inevitavelmente, em termos energéticos, não mentais, dentro de mim mesmo já havia feito a grande escolha: Não viver com saudosismo da ilha de Moçambique. Não ser saudosista. Apesar das múltiplas referências que faço, e continuarei a fazer, em vários sítios, desse espaço único no nosso planeta. Continuarei a partilhar sentimentos e emoções, ideias e imagens. Sem saudosismo. É a minha lenda pessoal.
O meu próprio passado e a interacção com muitas pessoas que me ensinaram muito, fazem de mim alguém que se vê a si mesmo como tendo a «sorte» de ter tido e vivido, naquele sítio específico, um tempo mágico. Apenas isso. Um tempo mágico. Digamos de outra forma: foi uma recompensa tida nesta minha reencarnação, por ter feito alguma coisa bem feita, em vidas passadas. Foi dharma, do bom. E é bom gostarmos desse tempo mágico.

Por isso eu sinto-me, invisível, no barco acima, prosseguindo a minha caminhada, tentando viver o «aqui e agora».

A terminar, uma pequena nota astrológica e cármica do dia de hoje no meu mapa pessoal: Mercúrio [o blogue agora encerrado] em conjunção [fusão] com Saturno [o Senhor do Tempo e das regras] na minha casa IV [o espaço do mapa da «minha casa]. Carma resgatado, lá se foi o blogue. Por outro lado esse mesmo Saturno recebe um benéfico semi-sextil da Lua [a esfera emocional] e de Vénus [os afectos] e de Neptuno [os assuntos do Alto].

O que tiver que postar sobre a ilha será feita aqui, no «Cova do Urso». Mas irei restaurar aqui no Cova, alguns dos posts que me agradavam muito no «Ilha de Moçambique, para compensar o agora desaparecido, mas isso será feito com calma.

.


29 de julho de 2011

Coimbra, vista de cima


 Estas fotografias são dedicadas aos meus amigos e casal:

José, que a investigação científica sobre a matéria negra no universo,
prossiga com a qualidade que nos habituou. Ver vídeo.

 Clicar nas imagens para ampliar.































.

linkwithin cova

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
«A vida é o que te vai sucedendo, enquanto te empenhas a fazer outros planos.»
Professor Agostinho da Silva

Visitas ao blogue

Para si, leitor

Caro leitor, tem muito por onde escolher. Sinta-se bem neste blogue. Pode copiar os textos que entender para seu uso pessoal, para estudar, para crescer interiormente e para ser feliz. Considere-me como estando do seu lado. No entanto, se é para reproduzir em outro blogue ou website, no mínimo, tenha a delicadeza de indicar que o texto é do «Cova do Urso» e, como tal, usar o respectivo link, este: http://cova-do-urso.blogspot.pt/ - São as regras da mais elementar cortesia na internet. E não é porque eu esteja apegado aos textos, pois no momento em que são publicados, vão para o universo. Mas, porque o meu blogue, o «Cova do Urso» merece ser divulgado. Porquê? Porque é um dos melhores do género, em língua portuguesa (no mínimo) e merece essa atenção.


Love Cova do Urso

Image and video hosting by TinyPic

Lista de Blogue que aprecio

O Cova do Urso no 'NetworkedBlogs' dentro do Facebook

.

Mapa natal do 'Cova do Urso'


Get your own free Blogoversary button!

O «Cova do Urso» nasceu a 22-11-2007, às 21:34, em Queluz, Portugal.

1º post do blogue, clicar aqui.

Blog Archive

Patagónia, Argentina

Textos de António Rosa. Com tecnologia do Blogger.

Copyright do blogue

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob a Creative Commons Attribution 3.0 Unported License
Os textos daqui são (maioritariamente) do autor do blogue. Caso haja uso indevido de imagens, promoverei as correcções, se disso for informado, bastando escrever-me para o meu email: covadourso@gmail.com -
Copyright © António Rosa, 2007-2014
 
Blogger Templates