Esta é uma sequência de 5 fotografias com a fachada da Tipografia e da nossa própria casa
na Ilha de Moçambique, tiradas pelo amigo e conterrâneo
Carlos Cruz, que está de férias neste exacto momento na ilha [17-11-204]. Recebi-as esta mesma manhã, gentilmente enviadas pelo próprio.
Nem sabes quanto te agradeço, Carlos. Muito obrigado.
Resolvi aproveitar a oportunidade e fazer uma pequena viagem no tempo com fotografias da família e amigos, lado-a-lado com as da fachada do edifício.
O interior está completamente degradado, com tectos e paredes caídas, uma completa ruína.
A par dos edifícios do Luso, do Sporting, do Desportivo, do Cinema Imperial, a Escola de Artes e Ofícios, Palácio, de alguns Templos, e outros similares que não me lembro agora, este edifício da Gráfica e da nossa Casa, em área coberta e zona não coberta, era um dos maiores da ilha.
Na foto de cima, vemos 3 portas, mas só as duas primeiras estavam abertas ao público. A 3ª porta e o resto das janelas, pertenciam ao salão destinado às máquinas de imprimir e essa porta nunca se abria.
Meus Pais, minha irmã Rosa Maria e a mais nova, a Rosarinha, ainda não era nascida.
Eu devia andar na 2ª classe, teria portanto, uns 6 a 7 anos. O meu Pai, faleceu muito cedo,
em 1970, aos 48 anos de idade.
Voltamos a ver apenas as duas portas principais de entrada
para a Gráfica do meu Pai.
Aqui já estamos com a família ao completo
Aqui, já com 19 anos, ano em que morreu o meu Pai,
numa das pontas da ilha, vendo-se ao fundo o Fortim de São Lourenço.
A tal terceira porta que nunca se abria. Aqui era o início da Rua da Liberdade.
Em frente ficava a Câmara Municipal da Ilha.
Continuando por essa rua, encontrávamos vários estabelecimentos comerciais,
um deles era o Gordhandas e o outr era a loja da
Família Rodrigues, e em frente ficava o Bazar Municipal, e numa das ruas laterais, encontrávamos o Templo Hindú. Se continuássemos, iríamos
parar a um jardim, que num dos lados estava a Rua das Flores, onde a
Ema e muitos outros moraram.
Família ainda mais completa, pois estava o
Virgilio Borges, sobrinho de minha Mãe e meu primo,
além da sua Mulher, à esquerda, a Lili e ao colo dele o filho do casal, o César João.
Já fizemos uma certa viagem de saudade, indo para a direita da foto, agora iremos para a esquerda.
Neste ponto, dava-se uma bifurcação: uma rua para a direita e nesse sentido encontramos o Escondidinho, que ainda funciona. A dividir as duas ruas estava o cinema Imperial. Se continuássemos pela rua da direita, iríamos dar à estátua do Luiz de Camões e a Casa Branca da Flora. E passaríamos pelas casas de muitas famílias conhecidas. Lembro-me da Família Lobato, por exemplo. Se seguíssemos pela rua do lado esquerdo do cinema, teríamos a casa da
Gége, passaríamos depois pela casa da Família Mota [
Isabel Sequeira,
Carmo Mota,
Eduardo Mota e outros irmãos], Na continuação passaríamos pela Capitania do Mar, Guarda Fiscal e a Polícia, antes de chegarmos à Rua dos Arcos.
A Família, quando eu tinha 8 anos e pouco depois teríamos a Rosarinha.
Na continuação da fachada da Gráfica, viríamos dar a este portão,
que fica mesmo em frente à escadaria da Câmara Municipal.
A nossa casa tinha a característica de rodear o edifício da Gráfica pela traseiras, por
isso era toda virada para o interior, com dois quintais enormes e um parrot, mandado fazer pelo meu Pai, em que nos dias dias quentes [a maioria], nos servia de sala de jantar. Eu adorava estaca casa.
Mais abaixo, dois momentos de socialização com amigos.
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