Roteiros de Sonho - Argentina e Chile: Transpatagónia e Tierra del Fuego

5 de setembro de 2011 ·

Foto daqui.

Todas as informações foram encontradas no site de viagens «Rotas do Vento».
Fascinante travessia da Patagónia percorrendo os seus mais emblemáticos parques naturais, destacando o Torres del Paine e o Glaciares, onde se pode apreciar uma natureza possante que oferece panoramas de enorme beleza. O nosso percurso irá levar-nos ao extremo sul e a embrenhar-nos no Parque Nacional da Terra do Fogo.

Situado em plena cordilheira dos Andes, o parque das Torres del Paine é conhecido pelas suas formidáveis montanhas rochosas, lagos verde-azulados e uma flora muito verdejante. É uma região montanhosa muito selvagem, onde iremos avistar majestosos condores, enormes pica-paus patagónicos e guanacos. Iremos caminhar ao longo dos seus rios e lagos, acampando nas suas margens e apreciando uma paisagem sempre surpreendente, onde se destacam as elegantes agulhas Torres del Paine e o lago Grey, com os seus inúmeros icebergs vogando ao sabor do vento.

Foto daqui.
No Parque dos Glaciares contemplamos os possantes pináculos rochosos de Fitz Roy e Monte Torre, elevando-se acima das neves eternas. Depois visitamos o glaciar Perito Moreno, uma vasta massa de gelo em movimento, onde observamos a queda de enormes blocos de gelo que mergulham no lago com grande estrondo.

Viajamos para sul através da Patagónia atravessando o estreito de Magalhães até Ushuaia. Passaremos por regiões inóspitas e remotas onde iremos conhecer a rudeza do quotidiano nestas paragens tão agrestes.

Foto daqui.
No parque da Terra do Fogo faremos um passeio pela floresta de faias e vidoeiros e desceremos o rio Lapataia em kayak, observando curiosas aves lacustres. Navegaremos no canal Beagle para observarmos colónias de lobos marinhos e aves marinhas que nidificam em ilhéus.

Você nunca irá esquecer estas paragens longínquas varridas pelo vento, onde o crepúsculo se apresenta com uma luminosidade dramática.


Foto daqui.



PLANO DA VIAGEM


D1. Cidade de origem – Buenos  Aires. Transporte para o hotel.

D2. Buenos Aires - Voo para El Calafate. Estalagem.

D3. Autocarro para El Chaltén (3h) – Caminhada até Laguna Capri (3h). Tenda.

El Chalten (Cerro Torre & Fitz Roy) - Jakub Polomski - Photography - Daqui.
D4. Caminhada até ao campo base do Fitz Roy, depois a Laguna de los Tres, (5-6h). Tenda.

D5. Cerro Torre. Caminhada até ao campo base Bridwell e à Laguna Torre (3-4h). Tenda.

D6. Caminhada até ao campo base Maestri, e opção de caminhada no glaciar, regresso a Chaltén (4-5h, com a opção caminhada no glaciar: 9h). Estalagem.

D7. Manhã livre em El Chaltén – autocarro para El Calafate. Estalagem. 

D8. El Calafate – Visita do Glaciar Perito Moreno. Estalagem.

Torres del Paine (Chile) - Jakub Polomski - Photography - Daqui
D9. Autocarro para o Parque Nacional Torres del Paine. Caminhada de 2h. Tenda em Las Torres.

D10. Torres del Paine - Vale do Rio Ascensio. Caminhada até ao miradouro Torres del Paine, regresso a Las Torres (6h).

D11. Travessia de barco do Lago Pehoe – caminhada até Vale Francês (5-6h). Tenda.

D12. Caminhada até ao Glaciar Grey (3h). Travessia do lago Pehoé, autocarro para Puerto Natales. Estalagem.

D13. Autocarro para Rio Grande (7h). Tenda.

Valle Tierra Mayor - Joe Feller - Daqui.

D14. Autocarro para Valle Tierra Mayor (6h). Lodge de montanha.

D15. Ushuaia – caminhada no Parque Nacional da Terra do Fogo, passeio de barco pelo canal Beagle. Estalagem.

D16. Ushuaia – Buenos Aires. Manhã livre para visitar Ushuaia  e voo para Buenos Aires. Hotel.

Foto daqui.

D17 e D18. Regresso: Buenos Aires – Cidade de origem


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Não sabia que a selecção portuguesa de futebol era assunto de «interesse nacional»

4 de setembro de 2011 · 3 comentários

Foto daqui: seleccaoportuguesa.com
Ricardo Carvalho e Paulo Bento

Ricardo Carvalho abandonou o estágio da selecção portuguesa em Óbidos, a dois dias do jogo com o Chipre, depois de perceber que não  seria titular. As megas vedetas do futebol tambêm têm as suas horas infelizes. O treinador/seleccionador Paulo Bento ao fim de 24 horas [teve muito tempo para pensar], decidiu chamar o jogador de desertor. O jogador, contundentemente, chamou Paulo Bento de mercenário.

Escândalo! Os media não falaram de outra coisa e no calor das conversas e entrevistas televisivas, qual não foi o meu espanto, ouvir pessoas com responsabilidade considerarem a selecção portuguesa de futebol um assunto de «interesse nacional». Vá lá, não terem considerado assunto de Estado, já foi positivo.

E eu que pensava que asssuntos de «interesse nacional» seriam temas como a educação, saúde, comunicações, transportes, direitos dos cidadãos...

O impetuoso Úrano em trânsito de Ricardo Carvalho [o inesperado] a fazer uma oposição à Lua natal [emoções] transformou este assunto em fogo de artifício, ajudado por um Júpiter muito pressionado por Úrano e Plutão. 

Quanto a Paulo Bento [do signo Gémeos] tem um Neptuno (o que dissolve) danado e tenso em oposição à Lua (emoções) natal, e com o Mercúrio natal (comunicaçao) em muito mau estado celeste, não encontrou melhor forma de se expressar do que dizer disparates, imediatamente aproveitados pelos media.

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Roteiros de Sonho - Lago Baikal, Sibéria, Rússia

3 de setembro de 2011 · 1 comentários





Os meus agradecimentos à amiga Maria Georgete Raposo Almeida,
que amavelmente me enviou estas fotografias.
 Sua página Facebook, aqui.

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Rio 2016 - Parque Olímpico - O projecto vencedor

31 de agosto de 2011 · 11 comentários


 As 3 ilustrações deste post foram recolhidas no site «Rio 2016» - aqui

«O projeto define como serão ocupados os espaços públicos, praças e parques, além da disposição das instalações permanentes e temporárias e dos futuros empreendimentos imobiliários a serem construídos na área. Neste primeiro momento, o plano é conceitual.»

O projeto vencedor se destacou para a comissão julgadora “por conta do conceito de operação, o acesso separado para atletas e público, a logística do sistema de transportes, a viabilidade de execução e uma via exclusiva para estacionamento. Já no legado que o projeto deixará para a cidade, os destaques foram a preservação ambiental, a viabilidade de manutenção e a preservação da lagoa da região”


«Dois cenários foram previstos: o modo Jogos Olímpicos (acima), em que se deve assegurar as melhores condições para a realização das competições; e o modo Legado (abaixo), que garante a viabilidade da implantação de novos empreendimentos de forma sustentável após os Jogos.» Por isso, ser chamado de «Legado 2030».


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Terje Sørgjerd - TSO Photography

27 de agosto de 2011 · 5 comentários


Todas as fotos deste post são de autoria do fotógrafo norueguês
Terje Sørgjerd - TSO Photography

Seus links:

Os trabalhos do fotógrafo norueguês Terje Sørgjerd foram publicados muitas vezes em alguns dos maiores media do mundo: CNN, NBC, Today EUA, Reuters, Discovery Channel, NatGeo, The Weather Channel Guardian, Wall Street Journal e The Washington Post, Good Morning America, só para citar apenas alguns.

TSO é provavelmente mais conhecido pelas suas surpreendentes e originais fotografias do vulcão Eyjafjallajokull (Islândia), que eclodiu em 2010, deixando um impacto imediato na nossa sociedade moderna devido à suspensão do tráfego aéreo entre a América do Norte e Europa durante mais de uma semana.

A fotografia do topo deu a volta ao mundo, a quando da erupção do vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia. O fotógrafo Terje Sørgjerd tinha estado na véspera da erupção a fotografar a região, carregando com 40 kg de material fotográfico, quando foi surpreendido pelo evento.

Clique aqui, para ver o álbum de fotos do vulcão na Islândia.


Em El Teide [3.718 metros], na ilha de Tenerife, Canárias, Espanha. Visão da Via Láctea. O fotógrafo acampou durante uma semana e fotografou a nossa Via Láctea nas mais variadas horas do dia e da noite. O resultado pode ser visto em vídeo, intitulado «The Mountain», durante 3 mitutos e nove segundos, aqui - Esta série de fotos tocam-me muito de perto, pois vivi na ilha de Tenerife, entre 1983 e 1988, tendo visitado várias vezes El Teide.


Aurora boreal no grau 70 do Hemisfério Norte, a 52 km de Kirkenes, com a temperatura de 15º negativos. Na prática o que estamos a ver é uma tempestade solar.


Monument Valley Tribal Park.


O fotógrafo Terje Sørgjerd nas ilhas Fiji em 2010.


No Hawaii.


Na Jamaica.


No Grand Canyon.


Na ilha Mljet, Croácia.


Lysefjorden, Noruega.


No sudoeste americano.

Recomendo que veja os vídeos: 

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Cometa Elenin

24 de agosto de 2011 · 30 comentários

Imagem da NASA, do cometa Elenin, em 6 Agosto 2011. Foto daqui.
Informações e ideias recolhidas nos seguintes blogues/sites:
«Darkstar Astrology» - «AstroPT» - «NASA/Stereo» - «Apolo11» - «Wikipedia»

Cometa é um corpo menor do sistema solar que orbita o Sol. Quando se aproxima do Sol, um cometa passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma e uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar sobre o núcleo cometário. Os núcleos cometários são compostos de gelo, poeira e fragmentos rochosos, variando em tamanho de alguns metros até algumas dezenas de quilómetros. Acredita-se que os cometas de período curto tenham a sua origem no Cinturão de Kuiper, ou no seu disco de espalhamento, que fica além da órbita de Neptuno. Já os cometas de longo período, acredita-se que se originam na Nuvem de Oort. - Fonte Wikipedia.

Cometa Elenin

Não há 2 cometas com comportamentos iguais. Não têm luz própria e só se tornam brilhantes ao se aproximarem do Sol. O núcleo do cometa incha e forma o coma, que é uma espécie de atmosfera que faz com que brilhe e seja visível nos telescópios ou a olho nu. Esse calor gerado no núcleo produz uma cauda, que varia muito de tamanho.

O cometa Elenin foi descoberto a 10 de Dezembro de 2010 pelo astrónomo russo Leonid Elenin, através de um dos telescópios robóticos do International Scientific Optical Network, instalado no Novo México, EUA. Desde a sua recente descoberta, tem sido objecto de contínuas análises científicas e, também, de muitas especulações. Na verdade, parece que ninguém sabe muito bem o que pode acontecer. Mas já existem associações de ideias sobre certos eventos ocorridos no nosso planeta Terra, identificando a causa como sendo provocada pela trajectória do Elenin no nosso sistema solar.

Como é um cometa novo no nosso sistema, não há ainda profundos conhecimentos sobre este corpo celeste. Os números que vou indicar a seguir, estão a ser continuamente corrigidos e actualizados pela NASA e outros observatórios. A única certeza que os cientistas têm é que o Elenin, ao aproximar-se do nosso Sol, mais material sólido do seu núcleo [3,5 Km de diâmetro] tem sido ejectado, aumentando o tamanho do coma e da sua cauda. A sua cauda já atinge os 3 milhões de quilómetros, mas a tendência parece ser para aumentar. Dados de 23 Agosto 2011. Quando foi descoberto, o coma tinha um diâmetro de 80 mil quilómetros e a cauda tinha apenas 900 mil quilómetros. Entretanto, tem aumentado o seu corpo.

Ilustração daqui. Mostra-nos o posicionamento do cometa à data de 23 Agosto 2011.
Nesta data, o Elenin está localizado a 172 milhões de quilómetros do planeta Terra e percorre, em média, cerca de 2 milhões de quilómetros por dia. Em relação ao Sol, está a 95 milhões de quilómetros e deverá ter o seu periélio [máxima aproximação] no dia 10 de Setembro de 2011, ou seja, dentro de dias, quando estiver a 71 milhões de quilómetros da nossa estrela. O seu coma actual já vai em 213 mil quilómetros. A 10 de Outubro o cometa fará a sua máxima aproximação com a Terra, separados apenas por 35 milhões de quilómetros.

Parece que nada destes números constituem um problema grave, excepto num pormenor astrofísico: o nosso planeta, na sua órbita à volta do Sol, atravessará a cauda do cometa, podendo ser atingido por detritos do Elenin.  Consequências? Várias ou nenhuma. Só mesmo esperando. Também pode acontecer que o Elenin, por se aproximar tanto do Sol, se desintegre. Ninguém sabe ao certo.

No entanto, uma coisa é garantida: o cometa Elenin não colidirá com nenhum dos planetas do sistema solar, nem provocará qualquer efeito gravitacional nos objetos do nosso sistema.

A cauda do Elenin nem é especialmente grande, se a compararmos com a do cometa Hale-Bopp C/1995, que atingiu os 50 milhões de quilómetros. Surpreendente! A Terra possui um diâmetro de 12.713 km. Júpiter, o maior planeta do sistema solar tem 142.984 km de diâmetro. Úrano tem 51.118 km e Neptuno, 49.528km. O coma do Elenin já é várias vezes superior ao diâmetro da Terra, sendo maior do que Úrano e Neptuno.

O que neste momento já se calcula é que o Elenin parece ter uma órbita à volta do nosso Sol da ordem dos 12.000 anos [11.700]. Quem quiser pesquisar na internet, rapidamente chegará à conclusão que está a ser associado a nomes catastróficos como estes: Nibiru, Tyche, Planeta X, Hercóbulus...

Foto daqui e daqui.
Saiba tudo sobre a aproximação do cometa, clicando aqui.

Um outro olhar sobre o Elenin

A vez anterior que o Elenin se aproximou do nosso planeta e do Sol foi há cerca de 10.000 anos, mais concretamente no ano 9.800 A.C., no início do Neolítico. Esta nossa humanidade estava a dar os primeiros passos para tomar uma maior consciência de si mesma. Estavam a dar início à agricultura, ainda muito rudimentar, para complementar a sua alimentação com a caça. Davam início, também, à capacidade de domesticarem animais, pondo-os ao seu serviço ou para se alimentarem.

Essa época representou um enorme avanço evolutivo dos seres de então, pois abandonavam a vida nómada e começaram a criar raízes e a fixarem-se no terreno. Rapidamente passaram à condição de tribos ou clãs e, a partir daí, todos os conceitos que hoje conhecemos: a construção de casas, aldeias, vilas, cidades, países, em suma, iniciaram um processo de identificação grupal.

Os instrumentos usados nessa época ainda eram de pedra. Era o final da última Era Glaciar, que intercambiava com a entrada de novos conhecimentos.  Curiosamente, aqueles seres oriundos de África, nos milhares de anos anteriores, tinham-se espalhado por todo o lado, por todo o globo. Do Sul, subiram para Norte e deslocaram-se para Oeste e Este. Tinham-se instalado naqueles espaços geográficos que hoje conhecemos como Europa, Américas e Ásia. 

Eu não sou conhecedor da astrologia dos cometas. Na verdade, nunca me dediquei a este tema. Mas segundo parece, quando os cometas se aproximam do Sol, dá-se uma espécie de saltos quânticos na consciência da humanidade, trazendo mudanças e introduzindo maior aprofundamento do ser humano, quase sempre através de situações mais dramáticas, dependendo sempre do posicionamento do planeta Terra nessas ocasiões.

A 10 de Setembro de 2011, quando o Elenin estiver bem próximo do Sol, o seu posicionamento astrológico será em Câncer, no grau 22. Não sei como interpretar isto, mas também não me porei a inventar. Sei que seria fácil, pois bastava ligar o turbo da imaginação e da prosa bonita.

Conhece aquela palavra muito usada nos últimos anos: «alinhamento»? São conjunções planetárias. Como também sabe, tornou-se de vulgar, associar os chamados «alinhamentos» a situações que variam de graduação na sua interpretação: desde as profecias mais catastróficas, até grandes frases, todas muito bonitas, a apelar para o lado mais elevado do ser humano. Devido à orbita tremendamente elíptica deste cometa, têm-se verificado vários alinhamentos: na verdade, conjunções e oposições muito afastadas. Daquelas em que 1 grau de diferença significam milhões de quilómetros de afastamento. Mas o olho humano, como vê pontinhos pequenos, imagina isso como alinhamentos, pois através de potentes telescópios é o que parece ser: uma linha de pontinhos.

Já se começou a falar e muito no alinhamento do cometa Elenin com os planetas do nosso Sistema Solar, incluindo a Terra e, sobretudo a nossa estrela. A própria NASA tem emitido informações que conduzem a estas interpretações. 

Então, parece terem ocorrido estas situações, fruto dos tais alinhamentos:

- 27 Fevereiro 2010 - um terramoto 8,8º no Chile, provocando um tsunami no Pacífico. O Elenin estava a 6.03 AU da Terra. 

- 3 Setembro 2010 - novo alinhamento, com o Elenin a uma distância de 6.26 A.U. da Terra. Naquele dia, houve um terramoto de magnitude 7,1º na cidade de Christ Church (Nova Zelândia).

- 11 Março 2011 - houve o grande terramoto no Japão, com tsunami com o Elenin, novamente alinhado, a uma distância aproximada de 2.14 AU da Terra.

- 25 a 28 Setembro 2011 - O próximo alinhamento irá envolver Mercúrio, Terra e Sol, com o Elenin a uma distância aproximada de 2.14 AU da Terra.

- Entre os dias 22 a 24 Novembro 2011 a uma distância de 0.6 AU da Terra [34.569.964 quilómetros], fará nova conjunção (alinhamento). De facto, estará muito perto da Terra.

- Na verdade, o que acho insólito é que uma data mítica - 11/11/11 - aparentemente não está tocada nestas configurações do Elenin. É que vai haver o alinhamento (conjunção) exacto entre Mercúrio e Vénus. Quererá isto dizer que o Elenin pura e simplesmente será desfeito pelo Sol? Temos mesmo que aguardar.

O silêncio cada vez mais denso da NASA sobre a aproximação do cometa Elenin tem provocado as mais variadas suspeitas. O máximo que se conseguiu da NASA foi a informação que em Setembro/Outubro próximos pode cair na Terra uma «violenta chuva de meteoritos».


Mapa da descoberta do cometa Elenin

Mapa da descoberta do cometa Elenin.
Levantado por Jamie Partridge, do excelente «Darkstar Astrology».
Clicando no nome do blogue pode ler a análise feita, em inglês.
ACTUALIZAÇÃO

O cometa Elenin já foi dissolvido pelo Sol,
ao aproximar-se bastante deste, em Setembro 2011.
As especulações terminaram.

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A ilha de Moçambique moderniza-se com a criação dos conhecidos «pedicabs» [riquexó a pedal] como meio de transporte local

23 de agosto de 2011 · 4 comentários

Foto recente (2011), editada por mim, e da autoria do amigo e conterrâneo sr. Ossemane Abdul Satar Daudo
Não tenho a certeza, mas parece que a comunidade municipal da ilha de Moçambique decidiu investir na construção de 4 «pedicabs» (tipo de riquexós, mas puxados por um tipo de triciclo). E fez muito bem. Só desejo que o alcatrão chegue depressa às ruas, para que as «pedicabeiras» que puxam os veículos não o façam de forma penosa. Reparem que o chão é de terra.

Em Portugal não há «pedicabs» pois a sua circulação é proibida pela legislação já ultrapassada em anos pela evolução dos acontecimento. O nosso Código da Estrada de Portugal proíbe activamente o transporte de passageiros (adultos) em velocípedes. E os «pedicabs» são classificados como velocípedes. Enquanto esta legislação obsoleta existir, a modernidade e o eco transporte não vai entrar por terras lusas.

«Pedicab» é o termo inglês para designar um triciclo-a-pedal-táxi, também conhecido por riquexó a pedal. 

Um «riquexó» é um «veículo de duas rodas para uma ou duas pessoas, puxado por uma pessoa a pé ou de bicicleta, frequente em cidades do Oriente». Existiam na ilha de Moçambique em quantidade e hoje, os poucos exemplares que restaram, estão guardados no museu. O riquexó surgiu inicialmente como sendo, basicamente, uma carroça puxada por uma pessoa, há cerca de 150 anos.


No Oriente, os riquexós estão a ser massivamente substituídos por «pedicabs»,
e ultimamente, já existem milhares de pedicabs motorizados.

Foto daqui. O chão ainda estava alcatroado.
Com a independência de Moçambique, os riquexós foram retirados de circulação.



Todos os «pedicabs» que a seguir apresento são de Nova Iorque e 
encontrados no site da empresa «Main Streets Padicabs, Inc.»


Em contrapartida, no Ocidente, vão aparecendo mais e mais, também muito ligado ao turismo, mas não só, e utilizando veículos modernos, mais eficientes e menos duros para os condutores. Nova Iorque é um dos muitos casos de sucesso da implantação deste veículo, que claramente, vai ao encontro dos ambientalistas e já lhes chamam «ecopedicabs». Não são de preço acessível, pois podem variar entre os 5.000 e os 10.000 euros por unidade.

Os primeiros «pedicabs» de Nova Iorque surgiram logo no início dos anos 90.
Não sei explicar a estranha sensação quando andei num deles. Gostei, mas senti que tinha
um ser humano a esforçar-se muito para me transportar. E isso que eu era bem menos pesado.


Alguns países que usam os «pedicabs» (por ordem alfabética):
Alemanha, Bengladesh, China, EUA (nas maiores cidades planas do país),
Filipinas, Índia, Indonésia, Inglaterra, Irlanda, Finlândia, Malásia, Polónia, Suiça,
e agora, também na Ilha de Moçambique. 


Um modelo mais moderno.


Publicidade tradicional nos pedicabs.



Mais publicidade (filmes), que dá rentabilidade aos seus proprietários.


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5 de setembro de 2011

Roteiros de Sonho - Argentina e Chile: Transpatagónia e Tierra del Fuego

Foto daqui.

Todas as informações foram encontradas no site de viagens «Rotas do Vento».
Fascinante travessia da Patagónia percorrendo os seus mais emblemáticos parques naturais, destacando o Torres del Paine e o Glaciares, onde se pode apreciar uma natureza possante que oferece panoramas de enorme beleza. O nosso percurso irá levar-nos ao extremo sul e a embrenhar-nos no Parque Nacional da Terra do Fogo.

Situado em plena cordilheira dos Andes, o parque das Torres del Paine é conhecido pelas suas formidáveis montanhas rochosas, lagos verde-azulados e uma flora muito verdejante. É uma região montanhosa muito selvagem, onde iremos avistar majestosos condores, enormes pica-paus patagónicos e guanacos. Iremos caminhar ao longo dos seus rios e lagos, acampando nas suas margens e apreciando uma paisagem sempre surpreendente, onde se destacam as elegantes agulhas Torres del Paine e o lago Grey, com os seus inúmeros icebergs vogando ao sabor do vento.

Foto daqui.
No Parque dos Glaciares contemplamos os possantes pináculos rochosos de Fitz Roy e Monte Torre, elevando-se acima das neves eternas. Depois visitamos o glaciar Perito Moreno, uma vasta massa de gelo em movimento, onde observamos a queda de enormes blocos de gelo que mergulham no lago com grande estrondo.

Viajamos para sul através da Patagónia atravessando o estreito de Magalhães até Ushuaia. Passaremos por regiões inóspitas e remotas onde iremos conhecer a rudeza do quotidiano nestas paragens tão agrestes.

Foto daqui.
No parque da Terra do Fogo faremos um passeio pela floresta de faias e vidoeiros e desceremos o rio Lapataia em kayak, observando curiosas aves lacustres. Navegaremos no canal Beagle para observarmos colónias de lobos marinhos e aves marinhas que nidificam em ilhéus.

Você nunca irá esquecer estas paragens longínquas varridas pelo vento, onde o crepúsculo se apresenta com uma luminosidade dramática.


Foto daqui.



PLANO DA VIAGEM


D1. Cidade de origem – Buenos  Aires. Transporte para o hotel.

D2. Buenos Aires - Voo para El Calafate. Estalagem.

D3. Autocarro para El Chaltén (3h) – Caminhada até Laguna Capri (3h). Tenda.

El Chalten (Cerro Torre & Fitz Roy) - Jakub Polomski - Photography - Daqui.
D4. Caminhada até ao campo base do Fitz Roy, depois a Laguna de los Tres, (5-6h). Tenda.

D5. Cerro Torre. Caminhada até ao campo base Bridwell e à Laguna Torre (3-4h). Tenda.

D6. Caminhada até ao campo base Maestri, e opção de caminhada no glaciar, regresso a Chaltén (4-5h, com a opção caminhada no glaciar: 9h). Estalagem.

D7. Manhã livre em El Chaltén – autocarro para El Calafate. Estalagem. 

D8. El Calafate – Visita do Glaciar Perito Moreno. Estalagem.

Torres del Paine (Chile) - Jakub Polomski - Photography - Daqui
D9. Autocarro para o Parque Nacional Torres del Paine. Caminhada de 2h. Tenda em Las Torres.

D10. Torres del Paine - Vale do Rio Ascensio. Caminhada até ao miradouro Torres del Paine, regresso a Las Torres (6h).

D11. Travessia de barco do Lago Pehoe – caminhada até Vale Francês (5-6h). Tenda.

D12. Caminhada até ao Glaciar Grey (3h). Travessia do lago Pehoé, autocarro para Puerto Natales. Estalagem.

D13. Autocarro para Rio Grande (7h). Tenda.

Valle Tierra Mayor - Joe Feller - Daqui.

D14. Autocarro para Valle Tierra Mayor (6h). Lodge de montanha.

D15. Ushuaia – caminhada no Parque Nacional da Terra do Fogo, passeio de barco pelo canal Beagle. Estalagem.

D16. Ushuaia – Buenos Aires. Manhã livre para visitar Ushuaia  e voo para Buenos Aires. Hotel.

Foto daqui.

D17 e D18. Regresso: Buenos Aires – Cidade de origem


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4 de setembro de 2011

Não sabia que a selecção portuguesa de futebol era assunto de «interesse nacional»

Foto daqui: seleccaoportuguesa.com
Ricardo Carvalho e Paulo Bento

Ricardo Carvalho abandonou o estágio da selecção portuguesa em Óbidos, a dois dias do jogo com o Chipre, depois de perceber que não  seria titular. As megas vedetas do futebol tambêm têm as suas horas infelizes. O treinador/seleccionador Paulo Bento ao fim de 24 horas [teve muito tempo para pensar], decidiu chamar o jogador de desertor. O jogador, contundentemente, chamou Paulo Bento de mercenário.

Escândalo! Os media não falaram de outra coisa e no calor das conversas e entrevistas televisivas, qual não foi o meu espanto, ouvir pessoas com responsabilidade considerarem a selecção portuguesa de futebol um assunto de «interesse nacional». Vá lá, não terem considerado assunto de Estado, já foi positivo.

E eu que pensava que asssuntos de «interesse nacional» seriam temas como a educação, saúde, comunicações, transportes, direitos dos cidadãos...

O impetuoso Úrano em trânsito de Ricardo Carvalho [o inesperado] a fazer uma oposição à Lua natal [emoções] transformou este assunto em fogo de artifício, ajudado por um Júpiter muito pressionado por Úrano e Plutão. 

Quanto a Paulo Bento [do signo Gémeos] tem um Neptuno (o que dissolve) danado e tenso em oposição à Lua (emoções) natal, e com o Mercúrio natal (comunicaçao) em muito mau estado celeste, não encontrou melhor forma de se expressar do que dizer disparates, imediatamente aproveitados pelos media.

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3 de setembro de 2011

Roteiros de Sonho - Lago Baikal, Sibéria, Rússia





Os meus agradecimentos à amiga Maria Georgete Raposo Almeida,
que amavelmente me enviou estas fotografias.
 Sua página Facebook, aqui.

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31 de agosto de 2011

Rio 2016 - Parque Olímpico - O projecto vencedor


 As 3 ilustrações deste post foram recolhidas no site «Rio 2016» - aqui

«O projeto define como serão ocupados os espaços públicos, praças e parques, além da disposição das instalações permanentes e temporárias e dos futuros empreendimentos imobiliários a serem construídos na área. Neste primeiro momento, o plano é conceitual.»

O projeto vencedor se destacou para a comissão julgadora “por conta do conceito de operação, o acesso separado para atletas e público, a logística do sistema de transportes, a viabilidade de execução e uma via exclusiva para estacionamento. Já no legado que o projeto deixará para a cidade, os destaques foram a preservação ambiental, a viabilidade de manutenção e a preservação da lagoa da região”


«Dois cenários foram previstos: o modo Jogos Olímpicos (acima), em que se deve assegurar as melhores condições para a realização das competições; e o modo Legado (abaixo), que garante a viabilidade da implantação de novos empreendimentos de forma sustentável após os Jogos.» Por isso, ser chamado de «Legado 2030».


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27 de agosto de 2011

Terje Sørgjerd - TSO Photography


Todas as fotos deste post são de autoria do fotógrafo norueguês
Terje Sørgjerd - TSO Photography

Seus links:

Os trabalhos do fotógrafo norueguês Terje Sørgjerd foram publicados muitas vezes em alguns dos maiores media do mundo: CNN, NBC, Today EUA, Reuters, Discovery Channel, NatGeo, The Weather Channel Guardian, Wall Street Journal e The Washington Post, Good Morning America, só para citar apenas alguns.

TSO é provavelmente mais conhecido pelas suas surpreendentes e originais fotografias do vulcão Eyjafjallajokull (Islândia), que eclodiu em 2010, deixando um impacto imediato na nossa sociedade moderna devido à suspensão do tráfego aéreo entre a América do Norte e Europa durante mais de uma semana.

A fotografia do topo deu a volta ao mundo, a quando da erupção do vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia. O fotógrafo Terje Sørgjerd tinha estado na véspera da erupção a fotografar a região, carregando com 40 kg de material fotográfico, quando foi surpreendido pelo evento.

Clique aqui, para ver o álbum de fotos do vulcão na Islândia.


Em El Teide [3.718 metros], na ilha de Tenerife, Canárias, Espanha. Visão da Via Láctea. O fotógrafo acampou durante uma semana e fotografou a nossa Via Láctea nas mais variadas horas do dia e da noite. O resultado pode ser visto em vídeo, intitulado «The Mountain», durante 3 mitutos e nove segundos, aqui - Esta série de fotos tocam-me muito de perto, pois vivi na ilha de Tenerife, entre 1983 e 1988, tendo visitado várias vezes El Teide.


Aurora boreal no grau 70 do Hemisfério Norte, a 52 km de Kirkenes, com a temperatura de 15º negativos. Na prática o que estamos a ver é uma tempestade solar.


Monument Valley Tribal Park.


O fotógrafo Terje Sørgjerd nas ilhas Fiji em 2010.


No Hawaii.


Na Jamaica.


No Grand Canyon.


Na ilha Mljet, Croácia.


Lysefjorden, Noruega.


No sudoeste americano.

Recomendo que veja os vídeos: 

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24 de agosto de 2011

Cometa Elenin

Imagem da NASA, do cometa Elenin, em 6 Agosto 2011. Foto daqui.
Informações e ideias recolhidas nos seguintes blogues/sites:
«Darkstar Astrology» - «AstroPT» - «NASA/Stereo» - «Apolo11» - «Wikipedia»

Cometa é um corpo menor do sistema solar que orbita o Sol. Quando se aproxima do Sol, um cometa passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma e uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar sobre o núcleo cometário. Os núcleos cometários são compostos de gelo, poeira e fragmentos rochosos, variando em tamanho de alguns metros até algumas dezenas de quilómetros. Acredita-se que os cometas de período curto tenham a sua origem no Cinturão de Kuiper, ou no seu disco de espalhamento, que fica além da órbita de Neptuno. Já os cometas de longo período, acredita-se que se originam na Nuvem de Oort. - Fonte Wikipedia.

Cometa Elenin

Não há 2 cometas com comportamentos iguais. Não têm luz própria e só se tornam brilhantes ao se aproximarem do Sol. O núcleo do cometa incha e forma o coma, que é uma espécie de atmosfera que faz com que brilhe e seja visível nos telescópios ou a olho nu. Esse calor gerado no núcleo produz uma cauda, que varia muito de tamanho.

O cometa Elenin foi descoberto a 10 de Dezembro de 2010 pelo astrónomo russo Leonid Elenin, através de um dos telescópios robóticos do International Scientific Optical Network, instalado no Novo México, EUA. Desde a sua recente descoberta, tem sido objecto de contínuas análises científicas e, também, de muitas especulações. Na verdade, parece que ninguém sabe muito bem o que pode acontecer. Mas já existem associações de ideias sobre certos eventos ocorridos no nosso planeta Terra, identificando a causa como sendo provocada pela trajectória do Elenin no nosso sistema solar.

Como é um cometa novo no nosso sistema, não há ainda profundos conhecimentos sobre este corpo celeste. Os números que vou indicar a seguir, estão a ser continuamente corrigidos e actualizados pela NASA e outros observatórios. A única certeza que os cientistas têm é que o Elenin, ao aproximar-se do nosso Sol, mais material sólido do seu núcleo [3,5 Km de diâmetro] tem sido ejectado, aumentando o tamanho do coma e da sua cauda. A sua cauda já atinge os 3 milhões de quilómetros, mas a tendência parece ser para aumentar. Dados de 23 Agosto 2011. Quando foi descoberto, o coma tinha um diâmetro de 80 mil quilómetros e a cauda tinha apenas 900 mil quilómetros. Entretanto, tem aumentado o seu corpo.

Ilustração daqui. Mostra-nos o posicionamento do cometa à data de 23 Agosto 2011.
Nesta data, o Elenin está localizado a 172 milhões de quilómetros do planeta Terra e percorre, em média, cerca de 2 milhões de quilómetros por dia. Em relação ao Sol, está a 95 milhões de quilómetros e deverá ter o seu periélio [máxima aproximação] no dia 10 de Setembro de 2011, ou seja, dentro de dias, quando estiver a 71 milhões de quilómetros da nossa estrela. O seu coma actual já vai em 213 mil quilómetros. A 10 de Outubro o cometa fará a sua máxima aproximação com a Terra, separados apenas por 35 milhões de quilómetros.

Parece que nada destes números constituem um problema grave, excepto num pormenor astrofísico: o nosso planeta, na sua órbita à volta do Sol, atravessará a cauda do cometa, podendo ser atingido por detritos do Elenin.  Consequências? Várias ou nenhuma. Só mesmo esperando. Também pode acontecer que o Elenin, por se aproximar tanto do Sol, se desintegre. Ninguém sabe ao certo.

No entanto, uma coisa é garantida: o cometa Elenin não colidirá com nenhum dos planetas do sistema solar, nem provocará qualquer efeito gravitacional nos objetos do nosso sistema.

A cauda do Elenin nem é especialmente grande, se a compararmos com a do cometa Hale-Bopp C/1995, que atingiu os 50 milhões de quilómetros. Surpreendente! A Terra possui um diâmetro de 12.713 km. Júpiter, o maior planeta do sistema solar tem 142.984 km de diâmetro. Úrano tem 51.118 km e Neptuno, 49.528km. O coma do Elenin já é várias vezes superior ao diâmetro da Terra, sendo maior do que Úrano e Neptuno.

O que neste momento já se calcula é que o Elenin parece ter uma órbita à volta do nosso Sol da ordem dos 12.000 anos [11.700]. Quem quiser pesquisar na internet, rapidamente chegará à conclusão que está a ser associado a nomes catastróficos como estes: Nibiru, Tyche, Planeta X, Hercóbulus...

Foto daqui e daqui.
Saiba tudo sobre a aproximação do cometa, clicando aqui.

Um outro olhar sobre o Elenin

A vez anterior que o Elenin se aproximou do nosso planeta e do Sol foi há cerca de 10.000 anos, mais concretamente no ano 9.800 A.C., no início do Neolítico. Esta nossa humanidade estava a dar os primeiros passos para tomar uma maior consciência de si mesma. Estavam a dar início à agricultura, ainda muito rudimentar, para complementar a sua alimentação com a caça. Davam início, também, à capacidade de domesticarem animais, pondo-os ao seu serviço ou para se alimentarem.

Essa época representou um enorme avanço evolutivo dos seres de então, pois abandonavam a vida nómada e começaram a criar raízes e a fixarem-se no terreno. Rapidamente passaram à condição de tribos ou clãs e, a partir daí, todos os conceitos que hoje conhecemos: a construção de casas, aldeias, vilas, cidades, países, em suma, iniciaram um processo de identificação grupal.

Os instrumentos usados nessa época ainda eram de pedra. Era o final da última Era Glaciar, que intercambiava com a entrada de novos conhecimentos.  Curiosamente, aqueles seres oriundos de África, nos milhares de anos anteriores, tinham-se espalhado por todo o lado, por todo o globo. Do Sul, subiram para Norte e deslocaram-se para Oeste e Este. Tinham-se instalado naqueles espaços geográficos que hoje conhecemos como Europa, Américas e Ásia. 

Eu não sou conhecedor da astrologia dos cometas. Na verdade, nunca me dediquei a este tema. Mas segundo parece, quando os cometas se aproximam do Sol, dá-se uma espécie de saltos quânticos na consciência da humanidade, trazendo mudanças e introduzindo maior aprofundamento do ser humano, quase sempre através de situações mais dramáticas, dependendo sempre do posicionamento do planeta Terra nessas ocasiões.

A 10 de Setembro de 2011, quando o Elenin estiver bem próximo do Sol, o seu posicionamento astrológico será em Câncer, no grau 22. Não sei como interpretar isto, mas também não me porei a inventar. Sei que seria fácil, pois bastava ligar o turbo da imaginação e da prosa bonita.

Conhece aquela palavra muito usada nos últimos anos: «alinhamento»? São conjunções planetárias. Como também sabe, tornou-se de vulgar, associar os chamados «alinhamentos» a situações que variam de graduação na sua interpretação: desde as profecias mais catastróficas, até grandes frases, todas muito bonitas, a apelar para o lado mais elevado do ser humano. Devido à orbita tremendamente elíptica deste cometa, têm-se verificado vários alinhamentos: na verdade, conjunções e oposições muito afastadas. Daquelas em que 1 grau de diferença significam milhões de quilómetros de afastamento. Mas o olho humano, como vê pontinhos pequenos, imagina isso como alinhamentos, pois através de potentes telescópios é o que parece ser: uma linha de pontinhos.

Já se começou a falar e muito no alinhamento do cometa Elenin com os planetas do nosso Sistema Solar, incluindo a Terra e, sobretudo a nossa estrela. A própria NASA tem emitido informações que conduzem a estas interpretações. 

Então, parece terem ocorrido estas situações, fruto dos tais alinhamentos:

- 27 Fevereiro 2010 - um terramoto 8,8º no Chile, provocando um tsunami no Pacífico. O Elenin estava a 6.03 AU da Terra. 

- 3 Setembro 2010 - novo alinhamento, com o Elenin a uma distância de 6.26 A.U. da Terra. Naquele dia, houve um terramoto de magnitude 7,1º na cidade de Christ Church (Nova Zelândia).

- 11 Março 2011 - houve o grande terramoto no Japão, com tsunami com o Elenin, novamente alinhado, a uma distância aproximada de 2.14 AU da Terra.

- 25 a 28 Setembro 2011 - O próximo alinhamento irá envolver Mercúrio, Terra e Sol, com o Elenin a uma distância aproximada de 2.14 AU da Terra.

- Entre os dias 22 a 24 Novembro 2011 a uma distância de 0.6 AU da Terra [34.569.964 quilómetros], fará nova conjunção (alinhamento). De facto, estará muito perto da Terra.

- Na verdade, o que acho insólito é que uma data mítica - 11/11/11 - aparentemente não está tocada nestas configurações do Elenin. É que vai haver o alinhamento (conjunção) exacto entre Mercúrio e Vénus. Quererá isto dizer que o Elenin pura e simplesmente será desfeito pelo Sol? Temos mesmo que aguardar.

O silêncio cada vez mais denso da NASA sobre a aproximação do cometa Elenin tem provocado as mais variadas suspeitas. O máximo que se conseguiu da NASA foi a informação que em Setembro/Outubro próximos pode cair na Terra uma «violenta chuva de meteoritos».


Mapa da descoberta do cometa Elenin

Mapa da descoberta do cometa Elenin.
Levantado por Jamie Partridge, do excelente «Darkstar Astrology».
Clicando no nome do blogue pode ler a análise feita, em inglês.
ACTUALIZAÇÃO

O cometa Elenin já foi dissolvido pelo Sol,
ao aproximar-se bastante deste, em Setembro 2011.
As especulações terminaram.

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23 de agosto de 2011

A ilha de Moçambique moderniza-se com a criação dos conhecidos «pedicabs» [riquexó a pedal] como meio de transporte local

Foto recente (2011), editada por mim, e da autoria do amigo e conterrâneo sr. Ossemane Abdul Satar Daudo
Não tenho a certeza, mas parece que a comunidade municipal da ilha de Moçambique decidiu investir na construção de 4 «pedicabs» (tipo de riquexós, mas puxados por um tipo de triciclo). E fez muito bem. Só desejo que o alcatrão chegue depressa às ruas, para que as «pedicabeiras» que puxam os veículos não o façam de forma penosa. Reparem que o chão é de terra.

Em Portugal não há «pedicabs» pois a sua circulação é proibida pela legislação já ultrapassada em anos pela evolução dos acontecimento. O nosso Código da Estrada de Portugal proíbe activamente o transporte de passageiros (adultos) em velocípedes. E os «pedicabs» são classificados como velocípedes. Enquanto esta legislação obsoleta existir, a modernidade e o eco transporte não vai entrar por terras lusas.

«Pedicab» é o termo inglês para designar um triciclo-a-pedal-táxi, também conhecido por riquexó a pedal. 

Um «riquexó» é um «veículo de duas rodas para uma ou duas pessoas, puxado por uma pessoa a pé ou de bicicleta, frequente em cidades do Oriente». Existiam na ilha de Moçambique em quantidade e hoje, os poucos exemplares que restaram, estão guardados no museu. O riquexó surgiu inicialmente como sendo, basicamente, uma carroça puxada por uma pessoa, há cerca de 150 anos.


No Oriente, os riquexós estão a ser massivamente substituídos por «pedicabs»,
e ultimamente, já existem milhares de pedicabs motorizados.

Foto daqui. O chão ainda estava alcatroado.
Com a independência de Moçambique, os riquexós foram retirados de circulação.



Todos os «pedicabs» que a seguir apresento são de Nova Iorque e 
encontrados no site da empresa «Main Streets Padicabs, Inc.»


Em contrapartida, no Ocidente, vão aparecendo mais e mais, também muito ligado ao turismo, mas não só, e utilizando veículos modernos, mais eficientes e menos duros para os condutores. Nova Iorque é um dos muitos casos de sucesso da implantação deste veículo, que claramente, vai ao encontro dos ambientalistas e já lhes chamam «ecopedicabs». Não são de preço acessível, pois podem variar entre os 5.000 e os 10.000 euros por unidade.

Os primeiros «pedicabs» de Nova Iorque surgiram logo no início dos anos 90.
Não sei explicar a estranha sensação quando andei num deles. Gostei, mas senti que tinha
um ser humano a esforçar-se muito para me transportar. E isso que eu era bem menos pesado.


Alguns países que usam os «pedicabs» (por ordem alfabética):
Alemanha, Bengladesh, China, EUA (nas maiores cidades planas do país),
Filipinas, Índia, Indonésia, Inglaterra, Irlanda, Finlândia, Malásia, Polónia, Suiça,
e agora, também na Ilha de Moçambique. 


Um modelo mais moderno.


Publicidade tradicional nos pedicabs.



Mais publicidade (filmes), que dá rentabilidade aos seus proprietários.


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