Até parece um programa de recuperação: os 7 passos de um trânsito de Plutão

15 de novembro de 2012 ·

Imagem do site: «The Mythical of J.R.R. Tolkien»

Este texto foi apresentado em 2005 aos meus antigos alunos de cursos de astrologia. Foi publicado no site 'Escola de Astrologia Nova-Lis', infelizmente em off. Depois, publiquei-o aqui, no 'Cova do Urso' no dia 25 Setembro 2008. Dois anos depois [a 1 Outubro 2010] voltei a publicá-lo com o mesmo sucesso de leitores. Chegou o momento de o voltar a mostrar aos amigos e leitores, comemorando o 7º aniversário da sua primeira publicação. Bem resistente, este artigo. Agradecido a todos e à vida pela aceitação deste meu texto.

Os 7 passos de um trânsito de Plutão podem ser simplificados assim:

1) Somos apanhados numa espécie de penumbra que vai escurecendo.

2) Entretanto, as condições da crise que se vive no momento, vão-se adensando e reformando lentamente todas as direções da nossa vida.

3) Neste processo viveremos velhos temores que não resolvemos a seu tempo. São sempre vários.

4) Como consequência das intermináveis transformações que são operadas, não podemos voltar às velhas defesas e resistências emocionais que funcionavam anteriormente e que nos deixaram afastados do crescimento interno. Quem já passou por um contato Plutão-Lua ou Plutão-Sol, sabe do que falo.

5) Ao descermos ao reino de Plutão ficamos despojados do que habitualmente usávamos para encobrir as nossas fragilidades, as nossas forças e os nossos poderes que não eram tão óbvios. É quando o rei vai nu.

6) Em algum canto da nossa alma, algum impulso leva-nos a querer viver esta experiência das profundidades plutónicas. Ir ao nosso abismo, olhar bem para os nossos demónios e regressar à superfície para respirar o ar fresco da vida. É um processo de vários mergulhos sem escafandro. É um dos momentos para cuidarmos da nossa criança interior, deixando-a confortável e feliz, se conseguirmos.

7) Quando o trânsito acaba, descobrimos que não somos a mesma pessoa que fomos no passado e, mais do que isso, que não podemos voltar a ser o que fomos. É a altura de termos uma conversa franca com a nossa Lua e atender às nossas necessidades [consoante o signo, casa e aspectos que forma no mapa natal].

Parece um daqueles programas de recuperação dos alcoólicos anónimos ou afins. É sim, um programa de recuperação, só que de nós mesmos.

[Minha tentativa de escrever segundo as normas do novo Acordo Ortográfico.]

.

1 comentários:

Astrid Annabelle disse...
16 de novembro de 2012 às 13:46  

Eu vim reler hoje mais uma vez...sempre é bom!!!
Beijos António, agradecidos.
Astrid Annabelle

15 de novembro de 2012

Até parece um programa de recuperação: os 7 passos de um trânsito de Plutão

Imagem do site: «The Mythical of J.R.R. Tolkien»

Este texto foi apresentado em 2005 aos meus antigos alunos de cursos de astrologia. Foi publicado no site 'Escola de Astrologia Nova-Lis', infelizmente em off. Depois, publiquei-o aqui, no 'Cova do Urso' no dia 25 Setembro 2008. Dois anos depois [a 1 Outubro 2010] voltei a publicá-lo com o mesmo sucesso de leitores. Chegou o momento de o voltar a mostrar aos amigos e leitores, comemorando o 7º aniversário da sua primeira publicação. Bem resistente, este artigo. Agradecido a todos e à vida pela aceitação deste meu texto.

Os 7 passos de um trânsito de Plutão podem ser simplificados assim:

1) Somos apanhados numa espécie de penumbra que vai escurecendo.

2) Entretanto, as condições da crise que se vive no momento, vão-se adensando e reformando lentamente todas as direções da nossa vida.

3) Neste processo viveremos velhos temores que não resolvemos a seu tempo. São sempre vários.

4) Como consequência das intermináveis transformações que são operadas, não podemos voltar às velhas defesas e resistências emocionais que funcionavam anteriormente e que nos deixaram afastados do crescimento interno. Quem já passou por um contato Plutão-Lua ou Plutão-Sol, sabe do que falo.

5) Ao descermos ao reino de Plutão ficamos despojados do que habitualmente usávamos para encobrir as nossas fragilidades, as nossas forças e os nossos poderes que não eram tão óbvios. É quando o rei vai nu.

6) Em algum canto da nossa alma, algum impulso leva-nos a querer viver esta experiência das profundidades plutónicas. Ir ao nosso abismo, olhar bem para os nossos demónios e regressar à superfície para respirar o ar fresco da vida. É um processo de vários mergulhos sem escafandro. É um dos momentos para cuidarmos da nossa criança interior, deixando-a confortável e feliz, se conseguirmos.

7) Quando o trânsito acaba, descobrimos que não somos a mesma pessoa que fomos no passado e, mais do que isso, que não podemos voltar a ser o que fomos. É a altura de termos uma conversa franca com a nossa Lua e atender às nossas necessidades [consoante o signo, casa e aspectos que forma no mapa natal].

Parece um daqueles programas de recuperação dos alcoólicos anónimos ou afins. É sim, um programa de recuperação, só que de nós mesmos.

[Minha tentativa de escrever segundo as normas do novo Acordo Ortográfico.]

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1 comentário:

Astrid Annabelle disse...

Eu vim reler hoje mais uma vez...sempre é bom!!!
Beijos António, agradecidos.
Astrid Annabelle

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