Planetas retrógrados e o caso especial de Vénus

27 de junho de 2011 · 15 comentários


Ilha de Moçambique. É uma foto antiga, dos anos 60.
Está na página do Facebook do Sr. Jorge Henrique Borges.
Foto tirada por seu Pai, o Sr. João Manuel Coelho Borges.

Vamos analisar o que é isso de planetas retrógrados e em particular estes movimentos de Vénus, que duram apenas 40 dias, mas têm uma importância transcendental. Atendendo sobretudo que isto ocorre a cada 16 meses e a próxima retrogradação de Vénus será entre 16 Maio e 27 Junho 2012, no signo de Gémeos.

Há astrólogos que afirmam e com razão que os planetas retrógrados têm a sua função mais dirigida para a função interior da mente, pois as mudanças são operadas interiormente antes de se manifestarem no mundo exterior. Mas dá uma certa introversão, sim.

A minha visão sobre os “retros” e os signos interceptados vai no mesmo caminho. Sinto haver uma similitude, tendo em conta que uns são os actores da peça de teatro (os planetas) e outros são o cenário (signos – energias).

Para mim é nos planetas retrógrados e nos signos interceptados que vejo a “Inteligência Superior” a funcionar através da Astrologia, como linguagem meta-superior ou divina.

Procuro ver os retrógrados para além da “função interior da mente”. Entendo como sendo um estado de alma. Nesse sentido suspeito que ultrapassa a mente, indo directo às emoções, porque é destas que parte a vibração de como vivemos na crosta do planeta.

Um planeta retrógrado está nessa situação de retrógrado, de igual maneira para os 3 corpos da materialidade do ser humano - físico, mental e emocional. Por serem os corpos descartáveis de Nós mesmos, enquanto Seres. Porque a aprendizagem do ser humano é feita através da interacção da energia do planeta com os corpos da materialidade.

Em linguagem corrente podemos chamar “medo” a esse aprisionamento do retrógrado. Existe “ali” uma certa dificuldade em se realizar. As “coisas” têm que ser feitas dentro de um registo peculiar que difere de planeta para planeta.

Um retrógrado ou um interceptado, para mim, é como se quisesse dizer: “tens que fazer o exame para poderes prosseguir os estudos”. Que estudos? Os de mim mesmo. Acredito que sou apenas um corpo e vivo apenas para o materialismo mais imediato? Ou acredito que sou uma Alma provisoriamente num corpo, para fazer a experiência da fisicalidade?

É nesta subtil divisão que o retrógrado pode manifestar-me ou há um certo trânsito e transcendo-me... Habitualmente, com dor e sofrimento. Porque tenho que Me merecer a Mim mesmo. É aqui que entram as múltiplas definições de “destino”. E foi nesta base que a astrologia perdeu credibilidade no fim do século 19 até aos anos 80, quando Plutão ajudou a que esta arte fosse recuperada e massificada.

A irredutibilidade do chamado “destino” enquanto “obrigação” de cumprirmos o que supostamente nos é atribuído. Ou esse “destino”, enquanto construtor da minha própria vida”. É aqui que os trânsitos dos retrógrados me obrigam a escolher.

- Ou escolho repetir e repetir e repetir. E aí estamos perante aquilo que se chama (e bem) de “função interior da mente”. E repito, repito, repito… sem querer ver que estou sempre a cair no mesmo padrão limitativo. 

É mais óbvio de constatar quando o planeta está Rx no natal. É a percepção equivocada que Eu sou apenas o meu corpo e gero os padrões repetitivos que atraio para mim mesmo e que me faz "pensar" e "dizer" que "não tenho sorte", ou que "tenho azar" (no amor, na saúde, no trabalho, etc.)

- Ou escolho não repetir. E aí estamos perante a função superior do Ser, através da Alma. Conseguimos sair dos padrões. Realizando e reconstruindo o próprio destino. Aqui Plutão e Saturno em trânsito têm uma enorme responsabilidade na actuação desse retro, levando com eles o lixo psíquico que temos em enorme quantidade.

Tenho encontrado muitos casos em que os retrógrados são trabalhados durante ou após o trânsito de Plutão em quadratura a ele próprio. Também dou muita atenção à passagem de Plutão pelas casas de água e ângulos. Na minha maneira de ver, a passagem de um Plutão pela casa 12 é claramente uma mudança total. São vários anos, sendo os mais importantes quando entra ou quando sai da 12.

Se a pessoa deixar fluir todas as emoções que Plutão carrega, o mais certo é haver uma libertação da personalidade porque houve uma “infusão da alma”.

A nossa alma aproveita essas oportunidades astrológicas para “carregar as nossas baterias” (infusão energética) que faz mudar a vida da pessoa. Ou transcendem-se a eles próprios e fazem algo marcante na vida e começam a ter uma carreira fulgurante, ou ficam "presos" às regras da sociedade - a caminho de uma tremenda infelicidade. Já me alonguei demasiado e não sei se me expliquei bem

Quando se fala de "planetas retrógrados", fala-se do movimento  aparente  desses planetas, vistos da Terra. Quando estamos num trem e ultrapassamos um outro, mais lento, temos a impressão de que este último recua - e, no entanto, sabemos perfeitamente que não é o caso. Quando a Terra, na sua órbita, avança mais rápido que um planeta (visto da Terra), esse planeta parece recuar. Na verdade, ele continua a avançar, como o trem, e trata-se apenas de uma impressão. A astrologia é o estudo dos astros do ponto de vista da Terra; observamos os raios que esses astros nos enviam, mas não seu movimento real, objectivo (este último é estudado pela astronomia). O Sol e a Lua nunca estão retrógrados.

Como interpretar o movimento aparentemente retrógrado de um planeta? Parece que, para nós, uma parte do poder desse planeta se perdeu. Os planetas retrógrados permitem compreender os problemas de uma personalidade: eles indicam os campos nos quais se custará mais a encontrar o equilíbrio.

Os planetas retrógrados são de uma extrema importância na interpretação de um mapa, ou n os trânsitos e, particularmente nas previsões: toda a análise pode ser errada, as previsões inexactas, unicamente porque não se levou em conta essa chave essencial. Um planeta retrógrado pode bloquear as melhores previsões de um mapa, e todas as brilhantes possibilidades de uma personalidade.

Os planetas mais lentos em estado retrógrado

Os planetas pesados são os que, com maior frequência, encontramos retrógrados: Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão permanecem durante meses em "marcha-à-ré". Assim: Júpiter retrógrada durante cerca de quatro meses por ano. Saturno, cerca de quatro meses e meio. Úrano, cerca de cinco meses. Neptuno, cerca de seis meses. Plutão, cerca de seis meses e uma semana (e Plutão está sempre retrógrado no Inverno).

Assim, um enorme número de pessoas nasce sob esta influência, particularmente as pessoas do Outono e do Inverno. Os planetas pesados indicam assim um destino colectivo, o que vai de encontro às Lectures de Cayce no que diz respeito aos carmas de grupo.

Mas os planetas pesados têm também uma influência muito forte sobre os destinos individuais - de acordo com seu lugar no mapa, os aspectos que ali recebem, seu lugar no signo e na casa etc.

Marte, Vénus e Mercúrio retrógrados

Os planetas rápidos ficam mais raramente retrógrados, e permanecem por menos tempo em "marcha-à-ré". Mas quando isso acontece, eles repre­sentam um papel de bloqueio extremamente poderoso no destino do indivíduo. É preciso então verificar, por direcção secundária progredida (contando nas efemérides um dia = um ano), quanto tempo o planeta permanecerá retrógrado depois do nascimento. O ano em que Marte, Vénus e Mercúrio partem de novo em sentido directo, marca uma virada importante na vida do nativo, uma libertação de um bloqueio. 

A análise espiritual dos planetas retrógrado

Os planetas retrógrados no mapa natal representam vidas passadas em que o ego foi dominante e o Ser Espiritual não desenvolveu adequadamente a sua missão principal: a evolução espiritual. Instalou-se o medo, que perdura como memória cármica, nesta vida. Pode ter gerado padrões repetitivos de comportamento que perdura até hoje. E é nesta encarnação que surge o propósito de haver a libertação desse medo.

Os aspectos natais desses planetas retrógrados representam níveis particulares e específicos de resistência do ego, como memórias de possíveis medos com origem cármica.

A escolha do Espírito, antes de encarnar nesta vida, é uma proposta enorme e desafiante: a libertação desses pesados medos cármicos.

Com essa libertação dar-se-á o reencontro com o Ser Espiritual podendo, então, o Ser Humano escolher fazer o que deve ser feito, desde que sentido pelo coração e validado pela intuição.

Os trânsitos a esses planetas retrógrados podem significar os momentos mais adequados para:

a) A libertação desses medos cármicos.

b) Ou o acentuar do domínio dos mesmos.

Escolha com o coração! Valide com a intuição. O resto é consequência da escolha. E entregue ao céu.

Vénus retrórgado

Vénus retrógrado num mapa astral anuncia uma vida amorosa difícil. A pessoa age com o ser amado de maneira  muito contraditória. Procuram programar a sua relação amorosa com ele, seguindo uma linha  demasiado dura, demasiado exigente ou não o bastante! Há um desacordo entre os objectivos amorosos das pessoas e a sua maneira concreta de viver o amor.

As suas dificuldades com o sexo oposto devem-se a uma falta de segurança interior. Padecendo de uma grande solidão afectiva, aspiram de tal maneira à felicidade, que bloqueiam neles mesmos as forças que lhes permitiriam atingi-la.

Vénus retrógrado indica um carma bastante pesado no campo afectivo: as pessoas não haviam entendido grande coisa de amor em suas vidas passadas. O seu comportamento inadequado lhes havia acarretado grandes sofrimentos. Na vida actual, a lembrança dessa dor os impede de se darem plenamente. 

As pessoas pertencentes aos dois sexos sem se darem conta, podem suspeitar que aqueles que os amam tenham intenções egoístas ou interesseiras, mesmo quando não é este o caso. A maioria das vezes não é. Essa suspeita leva-os a recusar o amor, muitas vezes sem razão, pois assim se privam de uma oportunidade de felicidade.

Felizmente, Vénus não fica retrógrado durante toda uma vida, e chega a um momento em que o ser tem a possibilidade de sair de sua prisão afectiva. No ano em que Vénus parte de novo em sentido directo, sua vida afectiva melhora.

Os trânsitos de Vénus têm esse sentido de libertação. Permitem que as pessoas se desbloqueiem ou se entreguem verdadeiramente ao ser amado. É isso que é proposto que aconteça neste abençoado ano de 2012. Que comecem, finalmente, a amar, mas a sério.

Vénus retrógrado em trânsito em Gémeos

Neste signo da adolescência, em que o ser ainda não atingiu a sua polaridade sexual, Vénus retrógrado indica uma instabilidade afectiva nas existências anteriores, nas quais a pessoa vivia o amor como um jogo meio leviano; deve agora aprender a se comprometer seriamente. resistindo à tentação de jogar os seus parceiros um contra o outro!

Vénus trata do Amor com maiúsculas. Estou a imaginar a cara de muitos espiritualistas à espera de textos mais conformes com as suas crenças. O Amor é universal. E ponto!

Vou facilitar a vida dos leitores dando umas pistas do significado deste trânsito retrógrado pelas casas nos mapas natais. Tratem de constatar se as ideias contidas nestas mini-pistas vos servem:

Vénus a retrógradar na casa 1
A casa 1 descreve a pessoa tal como o percebem os outros. Vénus nesta casa indica que a pessoa gosta de si mesma. Quando o planeta esta retrógrado, é provável que a pessoa, em suas vidas anteriores, tenha levado esse amor ao excesso: era Narciso, deslumbrado consigo mesmo! Na vida actual, ele terá demasiada tendência a querer agradar. Procura atrair para si o amor dos outros, ao invés de dar amor àqueles que dele têm necessidade.

Vénus a retrógradar  na casa 2
Sequiosa de segurança, a pessoa permanece apegada demais aos objectos, pessoas e instituições das vidas passadas, para ele tranquilizadoras. Pode ser, com frequência, um excelente artesão, ou artista, mas as suas criações nunca são de vanguarda: ele ficou preso à sensibilidade artística de épocas passadas. Deve também aprender a generosidade (pois tem medo demais de empobrecer, dando), a abandonar suas tendências materialistas.

Vénus a retrógradar  na casa 3
Aqui, a pessoa tem algo a aprender no campo da comunicação com os outros: em vidas passadas, seus discursos agressivos, canhestros ou indelicados haviam afastado os que o cercavam, particularmente seus irmãos e irmãs, seus primos e, na escola, seus colegas. Deverá aprender a se controlar, e sobretudo a usar de mais tacto nas relações faladas ou escritas com seus parentes.

Vénus a retrógradar  na casa 4
Em suas vidas passadas, a pessoa não soubera criar um ambiente satisfatório no seu lar (ou a sua pátria, se tinha responsabilidades políticas ou administrativas). Seus parentes não se sentiam felizes em sua casa. Isso se deve ao fato de que toda uma parte afectiva dele mesmo estava subdesenvolvida. Eterna criança, apavorado com o mundo exterior, não tendo liquidado outrora seu Edipo, deve aprender agora a sair de sua concha para dar ternura e protecção aos seus.

Vénus a retrógradar  na casa 5
Em suas vidas anteriores, a pessoa estava quase que exclusivamente voltado para o prazer, para o lazer e para os amores inconstantes. Era provavelmente um jogador. Se esse Vénus retrógrado está em conjunção, ou afligido por um Marte mal aspectado, pode-se presumir que a pessoa era homossexual, ou, segundo a natureza dos outros aspectos planetários, muito pouco ortodoxo em seu comportamento sexual. E possível também que tenha negligenciado os seus filhos em vidas passadas. Deverá tentar, na vida actual, amar sinceramente, e assumir seus compromissos paternos.

Vénus a retrógradar  na casa 6
A pessoa, em seu passado anterior, não respeitara as leis naturais da higiene, e sua falta de disciplina na alimentação lhe valera uma saúde má; ou ainda (segundo as indicações do resto do mapa astral) teria feito mau uso de sua boa saúde - que lhe havia sido dada para que se colocasse a serviço dos outros. Cuidar do próximo, ministrar-lhe ensinamentos e administrá-lo-eis o que deveria ter feito, e não fez. A pessoa deverá, agora, para liquidar seu carma, respeitar uma higiene de vida e uma disciplina alimentar, e colocar sua experiência a serviço da humanidade sofredora.

Vénus a retrógradar  na casa 7
Aqui, a pessoa tem bastantes dissabores no casamento (ou nas associações), por causa das vidas cármicas demasiado individualistas. 0 nativo aceitava o amor que lhe era oferecido, e não o retribuía. Não respeitava os compromissos assumidos em contratos e "puxava a brasa para a sua sardinha" em todas as circunstâncias. Deve aprender agora a respeitar os direitos dos outros, a desenvolver a harmonia conjugal; a se conduzir de maneira generosa construtiva em todas as associações nas quais esteja envolvido.

Vénus a retrógradar  na casa 8
Em suas vidas passadas, tudo acabava mal para a pessoa, por causa de certos traços de carácter negativos, dos quais ele deve agora livrar-se. A pessoa se complicava nas relações humanas, deixava-se levar a situações inverosímeis por sua necessidade de sexo e de dinheiro. E possível também que tenha tido faculdades "psi", dons ocultos que tenha utilizado mal (para fins materiais e pessoais). É possível também que tenha vivido mortes muito dolorosas. A lição cármica a reter aqui é o bom uso do dinheiro dos outros; e uma reflexão espiritual, que permitirá aa pessoa não temer a morte.

Vénus a retrógradar  na casa 9
Esta posição de Vénus sugere que a pessoa tenha sido um beato nas vidas passadas, praticando uma religião conformista, puramente social. ao mesmo tempo que se permitia inúmeras distorções da lei que pretendia honrar. A pessoa deve, portanto, buscar um real progresso espiritual, e praticar amplamente a tolerância ecuménica.

Vénus a retrógradar  na casa 10
A pessoa vem de uma vida passada bastante triste, na qual tudo o que desejara lhe fora recusado. Almejara particularmente o prestígio, as honras, a glória - ou, pelo menos, a aprovação dos seus chefes. O fracasso vem de certos traços negativos de sua personalidade, particularmente a falta de tacto e de diplomacia. Por um orgulho mal colocado, a pessoa deseja ser aceito por seus superiores, mas não faz nada para isso! É capaz, mas não se deve deixar bloquear por um excessivo sentimento de superioridade.

Vénus a retrógradar  na casa 11
Os amigos da pessoa foram, numa vida passada, tão mal acolhidos, que o impediram muito de progredir. Seduzido pelas lisonjas interesseiras desses amigos, não tinha coragem de afastá-los. Na vida actual, esta pessoa reen­contra suas antigas relações, e o mesmo tipo de vida social. Deve agora aprender o discernimento e escolher relações mais refinadas, que o ajudarão a se elevar cultural e moralmente.

Vénus a retrógradar  na casa 12
Aqui, a pessoa permanece apegado a um amor antigo, que data de uma outra vida - amor que nunca se rompeu. 0 nativo demonstra tendência à auto-compaixão, pois sabe, mais ou menos conscientemente, que deixou esse ser amado para trás. Muito romântico, não tem realmente os pés na Terra, e caminha na vida actual trazendo essa ferida secreta. Tem a possibilidade de transformar essa carga emotiva em obra de arte, ou em criação humanitária. Cessará de perder seu tempo em vãs lamentações (cármicas), no dia em que compreender que deve viver plenamente o presente.

Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos? 

Antes de mais, o que é a aplicação? «É o movimento de um planeta em direcção a outro planeta, cúspide de casa ou ponto sensível quando se aproxima da formação de um aspecto entre ambos. Ambos os planetas podem estar directos, um directo e outro retrógrado, ou ambos retrógrados. O termo aplicação mútua é usado quando um planeta directo está aplicando a um outro que esta retrógrado, portanto cada um deles vai em direcção ao outro. O planeta mais rápido, independentemente da direção do movimento, 'lança os seus raios' para aspectar o mais lento. Aplicação é o oposto de Separação.» ["Glossário" de Bárbara Abramo]

Se a aplicação se faz quando o planeta mais rápido está retrógrado, isto indica que a pessoa dona do mapa está perante duas possibilidades (o tal livre arbítrio): 1) ou vai facilitar o assunto, podendo ficar alguma frustração pela vontade de ter dificultado 2) ou decide dificultar a realização (conforme o aspecto e as recepções) da coisa desejada, mudando de posição, opinião, atitude. Habitualmente, a tendência é dificultar, resistir.

Se a aplicação se faz com os dois planetas retrógrados (apesar de haver sempre um planeta que é mais rápido do que o outro), são os dois que influenciam a modificação da posição da pessoa, tornando o assunto mais tenso pela necessidade de integração de ambas energias.

Num mapa natal é frequente vermos casos opostos, em que determinado aspecto aplicativo não se formou na hora de nascimento porque o planeta mais rápido, no momento que o ia fazer, tornou-se retrógrado. Este é o caso típico e algo confuso, devido às orbes que cada pessoa utiliza. Eu uso orbes bastante apertadas.

O mesmo acontece num trânsito ou progressão: é uma experiência comum, que tendencialmente faz fracassar algo que estava perto da realização. Quando o aspecto se formar, tempos depois, será um trânsito "limpinho" e fácil de realizar. Às vezes, as pessoas dizem frases significativas como esta: «À segunda, é de vez.» O complicado é quando um planeta faz 3ª, 4ª ou 5ª passagem nessa aplicação ou separação. É um bailado complexo que merece uma análise separada.

Qualquer aspecto aplicativo diz respeito a um futuro próximo (dependendo da natureza dos planetas), enquanto o aspecto separativo tem um significado de algo já passado. Quando visto num mapa natal, podemos dizer do separativo: já integrado, algo inato. Enquanto aspecto aplicativo: é literalmente a promessa do mapa, o potencial da pessoa.

Se num mapa natal há um aspecto aplicativo com um dos planetas em situação de retrógrado (a tal promessa do mapa, o tal potencial da pessoa), podemos afirmar que esta promessa ou potencial poderá realizar-se quando o mesmo aspecto se formar em arco solar, trânsito ou progredido, nos momentos indicados pelas efemérides e técnicas astrológicas, quer por retrogradação de um dos planetas ou dos dois. 

Para a promessa se realizar e o potencial se cumprir, deveria significar que a pessoa fará a revisão da sua atitude.

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Muito ausente do blogue, por estar concentrado, em colaboração com a Susana Vitorino, na preparação das previsões astrológicas para 2012, com a Inês de Barros Baptista a ilustrar

22 de junho de 2011 ·


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Informando os leitores: o 'Cova do Urso' entrou em modo 'pausa' durante uns dias

17 de junho de 2011 ·


Mas eu continuo em modo 'play'...

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Blogues moçambicanos actuais

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Foto daqui.

Houve muitos milhares de pessoas que saíram de África (actuais PALOP africanos) absolutamente aterrorizados com a eminente independência desses países e dos governos «comunistas» e nacionalistas que se entreviam. Cá, em Portugal, foram chamados de «retornados». Mas reconstruiram as suas vidas e hoje estão espalhados pelo mundo, apesar da maioria se ter concentrado em Portugal. Eu saí de Moçambique, 4 anos e meio depois da independência de Moçambique, que se deu em 1975.

A maioria destas pessoas ficaram num limbo que chamam «saudade» e é frequente ouvir-se coisas assim: «lá é que era bom». É comum verificar-se que muitas destas pessoas não fizeram grande esforço para compreenderem os novos povos emergentes africanos. Todas estas pessoas revolucionaram absolutamente as mentalidades portuguesas, com a sua maneira de ser, com os conhecimentos que possuiam, novos sabores, novas formas de ver a vida. Portugal deu um enorme salto em frente, desde então, e a democracia instalou-se. Foi bom e positivo.

Apesar de eu próprio ter criado um blogue com as minhas memórias da Ilha de Moçambique, quem o ler com atenção, poderá constatar que não solto o saudosismo, pois não é esse o sentimento que possuo em relação a esse meu tempo [1949 - 1974]. Recordo-me desse tempo de forma prazenteira, mas como um «Tempo Mágico» que a vida me concedeu. Um dharma.

Vem isto a propósito de recomendar a leitura de 4 blogues moçambicanos, que nos permitem estarmos actualizados com o que por lá se passa. Vale a pena lê-los. São estes, é só clicar nos títulos para os conhecer:




«Reflectindo sobre Moçambique»
(Com alguns comentários que são verdadeiras jóias)

Também há jornais online. Basta procurarem.

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«O Mugido da Vaca Sagrada» por João Medeiros

· 1 comentários


«O Mugido da Vaca Sagrada»
por João Medeiros

http://www.ceia-astrologia.com/

«Provavelmente sabe que, na Índia, a vaca é considerado um animal sagrado, por ser um símbolo de abundância, riqueza, providência maternal (o leite) e biológica. Na maior parte dos Estados hindus, não se pode matar vacas ou comer carne de vaca.

Na verdade, religiões e filosofias como o Hinduismo ou o Budismo, atribuem a este animal um simbolismo muito profundo de ligação à natureza e à Terra. De tal modo é conhecida esta prática que, hoje em dia, quando falamos em "Vacas Sagradas", referimo-nos a algo que é venerável e intocável - ainda que não se entenda bem porquê.

"Mas", perguntará você, "a que propósito falar de Vacas Sagradas agora?"

Bom, em termos políticos, sociais, económicos e astrológicos - faz todo o sentido mesmo! Aliás, por razões diversas, dificilmente outra metáfora seria mais apropriada para descrever a fase de mudança civilizacional que vivemos hoje: o regresso da Vaca Sagrada.

E o que é a Vaca Sagrada? São valores profundos de respeito pelas tradições mais antigas, ecológicas, estáveis e equilibradas que existiram e que existem. Afinal de contas, está tanta coisa a mudar, que é importante entender onde verdadeiramente está a nossa estrutura, paz e sustentabilidade.

Com a entrada de Júpiter em Touro, a 4 de Junho de 2011, é iniciado um ciclo de Adoração (Júpiter) de valores tradicionais da Natureza (Touro) e da Terra. Não é por acaso que um Partido político menor (o Partido dos Animais e da Natureza - PAN) quase tenha eleito um deputado em Portugal, a 5 de Junho, nas primeiras eleições a que se candidatou.

Também não é coincidência que haja um revivalismo dos produtos hortícolas portuguesas, da agricultura, da ligação ao que é rústico e saboroso - como os excelentes produtos gastronómicos  e vinícolas que o nosso país tem.

Em geral, será de esperar que nos próximos 12 meses se acentue uma recuperação de tradições conservadoras e de relação com o interior rural dos países. Por acaso, reparou no discurso do Presidente da República no dia de Portugal? É um exemplo da tónica de regresso às raízes e à simplicidade que este trânsito irá desencadear.

Agora, em termos colectivos, por uma razão verdadeiramente ecológica e de sobrevivência da humanidade - também a relação com as vacas, em sentido literal, terá de mudar. Já imaginou um mundo muito mais vegetariano, em que cada restaurante seja obrigado a incluir na ementa um prato proteico que não seja à base de animais?

Como dizia Einstein, nada poderia ser mais revolucionário e positivo no mundo como a mudança para uma alimentação de base vegetariana. E, todos sabemos, que por mais estranho que fosse este senhor, era visionário e um génio.

O próprio Gandhi era um vegetariano convicto e os seus exemplos ainda hoje perduram no inconsciente colectivo, como dos homens mais iluminados e éticos dos últimos tempos. 

Curiosamente, hoje a ciência vem dar razão a estas visões. Por acaso, sabe qual o factor que mais contribui globalmente para a poluição no mundo (e, consequentemente, para o efeito estufa, aquecimento global, etc)?

Não são os carros. Não são os ares condicionados ou gases dos aparelhos. São as... indústrias pecuárias! Custa a acreditar, mas é a pura verdade: as pecuárias são das indústrias mais anti-ecológicas e poluentes que existem, particularmente, devido à emissão de gases tóxicos das vacas tratadas em regimes muito condicionados.

Recomendo-lhe vivamente o documentário "Meat: the Truth - Uma Verdade Mais Que Inconveniente" (ver o link), onde todos estes factos comprovados pela FAO e pelos cientistas estão referidos. São necessárias quantidades desproporcionais de cereais e soja para se conseguir produzir apenas um quilo de carne de vaca, o que por sua vez, contribui para a desflorestação maciça.

Estes argumento não são políticos ou ideológicos - são factos reais incontestáveis. A continuação de consumo de carne pela humanidade, a este ritmo, causará a total devastação da Terra e a nossa extinção enquanto espécie. Repare: é ambientalmente mais grave comer carne, do que colocar gasolina no seu automóvel (e nem estamos a falar do sofrimento dos animais).

Com este discurso não estamos a incentivar fanatismos alimentares. Apenas a constatar realidade e a dizer que faz sentido, do ponto de vista astrológico, que haja maior respeito e consciência da Natureza, particularmente agora, com Júpiter em Touro, signo da alimentação e dos produtos que vêm da Terra.

Todos temos as nossas Vacas Sagradas. Mas a pergunta é: quais os valores que verdadeiramente importam para si na vida? Qual o respeito que mostramos pelo ser humano e pelo ambiente nas nossas escolhas diárias, incluindo, a nossa alimentação?

Deixo-lhe [o link com] o vídeo "Meat: The Truth - Uma Verdade Mais Que Inconveniente", onde poderá constatar alguns factos que a maioria das pessoas desconhece absolutamente:

Obrigado por ter lido este texto até ao fim. Desejo-lhe muita tranquilidade e paz para este trânsito de Júpiter em Touro.



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«Crónicas de Júpiter - O chefe de todos os deuses, sua excelência o senhor Júpiter…», por Carmen Ferreira

16 de junho de 2011 · 3 comentários

Carmen Ferreira
«Espero que o Deus dos Deuses me perdoe a espera e não me fulmine com um raio vindo do Olimpo por esta longa pausa.

Por isso, procurei a sua indulgência e espero que ele se sinta honrado se perceber que comecei a escrever esta crónica numa quinta feira que é o dia que lhe é dedicado.

Vamos então entrar na fabulosa história de vida do Chefe de todos os deuses do Olimpo.

E começamos por ficar a saber que a sua ascensão a esta posição não foi nada tranquila, como aliás não era hábito daquela altura. As transições de poder, eram coisa muito séria e a exigir reunião de apoios importantes.

Nesse tempo Saturno governava o Olimpo como senhor absoluto mas foi avisado que seria afastado do trono por um filho por si gerado. 
Então, decidindo não correr riscos perder a sua poderosa posição, tomou a belíssima  e radical decisão de comer todos os seus filhos logo á nascença.

Reia, a sua esposa já se sentia um pouco cansada de ver os seus filhos entregues a este triste destino, decidiu pregar-lhe uma partida. Em vez de lhe entregar Júpiter, enrolou uma pedra num tecido e Saturno convencido de que continuava livre de perigo continuou o seu rigoroso e firme governo.

Assim que Júpiter se viu crescido, e apoiado no conselho de Metis, a Prudência, enfrentou o seu pai dando-lhe uma beberagem que o fez vomitar o seu filhos anteriormente deglutidos. Por favor, não se percam muito em imaginar esta imagem, porque estou certa que nos casos dos deuses este ato não é tão desagradável como no caso dos humanos.

Depois de assumir o comando do Olimpo, Júpiter casou com Juno, sua irmã e como sempre acontece nestes casos de Deuses ,sim só no caso de Deuses, porque estas coisas não são comuns entre mortais, fartou-se de dar arrelias envolvendo-se, umas vezes mais romanticamente outras mais de passagem, quer com mortais e com deusas. 

Destas aventuras teve muitos filhos, entre eles , os mais conhecidos seriam Vénus e Marte que não deixariam também eles de ser protagonistas de histórias igualmente atribuladas.

Há um outro filho muito famoso, Baco que foi tema preferido de muitos artistas inspirando muitas obras. E o seu nascimento tem uma estória engraçada, cheia de mensagens subliminares. Por mim acho bom estar atenta e ler com atenção.

O nosso herói, quando queria um passar um bom tempo envolvido com belas com mortais tinha por hábito assumir formas engraçadas, ouve-se dizer que chegou a aparecer como um touro branco, uma outra vez como um belo e gracioso cisne.

Num desses encontros sob disfarce encontrou a bela Semele que acabou por conceber um filho dessa relação. Esta ingénua mortal quando soube que estava  grávida, achou que isso lhe dava o direito de conhecer o pai do seu filho na sua forma original.

Cansado de a dissuadir, mesmo os Deuses se cansam de tentar mudar a determinação de uma mulher, seja ela mortal ou deusa, acabou por aceder ao seu pedido. 

Lembrando-nos que nem sempre saber toda a verdade é a melhor opção, conta-se que ao vê-lo em toda a sua glória, Semele caiu fulminada com um raio. Ficou claro? Antes de querer saber tudo, veja bem se é capaz de aguentar…

Bem, como já sabemos da crónica anterior, Júpiter que representa a generosidade, dividiu o reino com os seus irmãos Neptuno a quem destinou o reinos dos Mares, e a Plutão entregou o reino dos Mortos. 

Apesar das suas brincadeiras com mortais e deusas, como governante era piedoso e protector com os fracos e sempre tentava ser justo mas podia ser muito mauzinho quando via a sua autoridade questionada.

Traduzindo para a questão do Júpiter astrológico, e conhecendo a sua posição no seu tema natal, ficará a saber em que área da sua vida pode desfrutar da sua proteção, já que é denominado o Grande Benéfico. 

Também ficará a saber onde pode mais facilmente cair no exagero de querer tudo, por isso,  não se esqueça de questionar sobre onde em que casa astrológica ele habita no seu caso, quando estiver frente a frente com alguém habilitado a fazer essa leitura.

Fique também a saber por onde ele se passeia agora no seu mapa e que diálogo está ele tendo com os outros planetas. Isso pode ser muito útil para saber em que áreas pode encontrar o apoio e suporte para enfrentar os desafios e onde as oportunidades serão mais compensadoras. 

Como todos os Deuses, e mais este que é o chefe deles todos, necessita ser respeitado e honrado. Respeite a suas exigências e vai perceber quão maior pode ser o seu reino.

Que Júpiter em Carneiro vos proteja até nos encontremos de novo!»



A astróloga Carmen Ferreira tem uma página no site «Escola de Astrologia Nova-Lis», bastando clicar aqui, para aceder à mesma e ler os outros artigos que lá estão.

Carmen Ferreira é uma astróloga radicada no Porto.
É autora do blogue «Nem só de Lua»
Colaboradora do «Sapo Mulher».
Sua página no Facebook, aqui.

«Diz que estragou os planos da mãe a caminho da praia no dia 11 de Julho de 1965 e acabou o dia na Maternidade Júlio Dinis, para bem de todos nós, ou não teríamos todos agora o gosto de a ver diariamente no Porto Canal com as suas orientações  astrológicas e de a ler no seu blog “ Nem só de Lua” e no Sapo Mulher ,e, para os seus clientes as suas excelentes consultas de astrologia.  Além disso, é Hipnoterapeuta, com um daqueles cursos de Hipnose e Regressão e Hipnose Ericksoniana “misteriosos” de que toda gente quer saber do que se trata. No meio disto tudo, ainda consegue ter tempo para frequentar a licenciatura de Psicologia. Dizem que os caranguejos andam para o lado, mas esta em especial, parece ter o dom de mover montanhas…» De uma entrevista concedida a Ana Anes, no seu blogue «Anti Cernes»

Muito obrigado, Carmen. Um beijinho.

António

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Portugal Iniciático - Porto

15 de junho de 2011 · 7 comentários


Dedicado à minha amiga Astrid Annabelle,
em viagem iniciática por Portugal


Como muitos sabem, há um país chamado Portugal que os nossos olhos de terceira dimensão podem ver e apreciar. Há determinados espaços, edificados ou não, que correspondem a um Portugal iniciático, muito pouco visível aos nossos olhos tridimensionais. Um dos exemplos é o centro da bela cidade do Porto. Este centro histórico foi classificado pela UNESCO como «Património Mundial».


Astrid, dentro de dias, você estará de visita a esta linda cidade do Norte de Portugal. Este post é sem texto, pois terá a melhor guia que poderia haver, a Lucília Ramos.











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Luísa Sal [Cristal de Cura] no Porto, 18 Junho

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«2012 está a chegar e a Era de Aquário aproxima-se. Estamos a viver uma época de transformação das consciências e, consequentemente, de grandes mudanças.

Os Cristais tiveram um papel fundamental no desenvolvimento da Lemúria e da Atlântida. Todo o conhecimento sobre Cristais desenvolvido nestas civilizações, é importante para nós na fase de transição que atravessamos.

Lemúria, Atlântida e Nova Era têm, pois, um denominador comum : os Cristais.

Como pode a Luz e a Clareza dos Cristais nos auxiliar nesta fase confusa da nossa transição?

Os Cristais e a Cura foram as minhas escolhas para este período de transição e de ascenção que vim vivenciar. Divulgar o poder da Luz dos Cristais é um desafio maravilhoso para o meu Ser. Tenho especial atracção pelos Cristais Lemurianos. Realizo formação em Cristais.»           

Luisa Sal


Data: 18 Junho, 2011, das 15:00 às 18:30 h

Local:  Hotel Tuela, Porto
Rua Arquitecto Marques Da Silva, 200, Massarelos , 4150-483 Porto

Investimento: 20 €, a pagar no acto de inscrição.

Contactos, marcações:
968 061 279 - 925 369 755
contactos@cristaldecura.com


Evento no Facebook, aqui.

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Portugal Iniciático - Mosteiro da Batalha [Mosteiro de Santa Maria da Vitória]

14 de junho de 2011 · 5 comentários


Dedicado à minha amiga Astrid Annabelle,
em viagem iniciática por Portugal

Como muitos sabem, há um país chamado Portugal que os nossos olhos de terceira dimensão podem ver e apreciar. Há determinados espaços, edificados ou não, que correspondem a um Portugal iniciático, muito pouco visível aos nossos olhos tridimensionais. Um dos exemplos é o Mosteiro da Batalha, de seu nome completo: Mosteiro de santa Maria da Vitória. Esta edificação foi classificada pela UNESCO como «Património Mundial».



Foi mandado edificar por D.João I de Portugal como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. Este mosteiro dominicano foi construído ao longo de dois séculos, desde o início em 1386 até cerca de 1517, e ao longo do reinado de sete reis de Portugal, embora desde 1388 já ali vivessem os primeiros dominicanos. Exemplo da arquitectura gótica tardia portuguesa, ou estilo manuelino, é considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal. Em Portugal, o IPPAR ainda classifica-o como «Monumento Nacional», desde 1910.



No arranque das obras do Mosteiro da Batalha foi construído um pequeno templo, cujos vestígios eram ainda visíveis no princípio do século XIX. Era nesta edificação ― Santa Maria-a-Velha, também conhecida por Igreja Velha ― que se celebrava missa, dando apoio aos operários do estaleiro. Tratava-se de uma obra pobre, feita com escassos recursos.

Em traços esquemáticos conhece-se a evolução do estaleiro propriamente dito e o grau de avanço das obras. Sabe-se que ao projecto inicial corresponde à igreja, o claustro e as dependências monásticas inerentes, como a Sala do Capítulo, sacristia, refeitório e anexos. É um modelo que se assemelha ao adoptado, em termos de orgânica interna, pelo grande mosteiro alcobacense.

A capela do Fundador, capela funerária, foi acrescentada a este projecto inicial pelo próprio rei D. João I, o mesmo acontecendo com a rotunda funerária conhecida por Capelas Imperfeitas, da iniciativa do rei D. Duarte.

O claustro menor e dependências adjacentes, ficaria a dever-se à iniciativa de D. Afonso V, sendo de notar o desinteresse de D. João II pela edificação. Voltaria a receber os favores reais com D. Manuel, mas somente até 1516-1517, ou seja, ate à sua decisão em favorecer decididamente a fábrica do Mosteiro dos Jerónimos.



Muitos dos que hoje vivemos em Portugal e Brasil, estamos intimamente ligados a esta edificação por, em vidas passadas, termos cá estado, quer na vida monástica, quer no grupo de operários que construiu a edificação. Foram quase 200 anos de construção e milhares de pessoas aqui estiveram em trabalho. É das construções iniciáticas, aquela que tem uma localização especial no território português.


Mais informações, aqui.




O Panteão de D. Duarte, também conhecido por Capelas Imperfeitas, foi planeado tendo em conta uma leitura rigorosa do testamento de D. João I, optando aquele monarca por criar o seu próprio espaço funerário. Assim, D. Duarte deu início à edificação de uma rotunda atrás da cabeceira. De qualquer modo, as obras, também conduzidas por Huguet, não foram terminadas, uma vez que a sua edificação terá começado sensivelmente em 1434, tendo o monarca falecido quatro anos depois, deixando-as incompletas. Mas o traçado estava certamente delineado e as obras dos reinados seguintes foram lentamente tentando rematar o edifício, tendo porém ficado por fazer o principal: o lançamento da grande abóbada central. Ao contrário do que se possa julgar, esta operação não levantaria grandes problemas técnicos visto que o vão a cobrir pouco maior era do que o existente na Sala do Capítulo.

Tratava-se, efectivamente, de um edifício com um corpo central octogonal e entrada a eixo (articulada com a cabeceira por um átrio abobadado), à volta do qual se dispunham sete capelas radiantes. Nascendo dos grandes maciços polistilos que conformam a estrutura, levantar-se-ia um corpo octogonal provido de grandes janelões, abobadado e devidamente escorado em arcobotantes, previsto para configurar um amplo espaço de planta centrada completamente unificado. As capelas existentes abrem-se para o recinto através de grandes arcos quebrados acairelados, possuindo cada uma delas um coro recto e um topo prismático de três faces, com um só janelão de dois lumes em cada face e cobertura de abóbada nervurada. Entre as capelas, servindo de reforço, abrem-se seis pequenas áreas de planta triangular, sem acesso, mais baixas que as capelas e decoradas exteriormente com um janelão.

Nas capelas foi dado um acabamento posterior e mais cuidado à que se destinava a receber o mausoléu de D. João II e D. Leonor, tendo as obras sido patrocinadas pela rainha. A data desta intervenção é difícil de determinar, podendo ser bastante tardia. De qualquer modo, a decoração deste trecho atinge proporções verdadeiramente assombrosas, sendo um exemplo único no gótico português. As nervuras são acaireladas, com nervos secundários de função apenas escultórica, mas com pequenas chaves em cúspide invertida, decoradas com motivos vegetalistas trepanados, sendo as chaves maiores rendilhadas, apresentando, por sua vez, as armas reais e o «corpo de empresa» de D. João II (o pelicano) e da Rainha D. Leonor (o camaroeiro).


Estas ilustrações foram enviadas pela minha querida amiga e conterrânea,

Muito obrigado, G.




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Mundo animal em África, a preto e branco

12 de junho de 2011 · 6 comentários



Clicar para aumentar.





















Estas fotos foram-me enviadas pela amiga Filomena Nunes.
Seu blogue «TerrAmena»

Muito obrigado, Filomena.

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27 de junho de 2011

Planetas retrógrados e o caso especial de Vénus


Ilha de Moçambique. É uma foto antiga, dos anos 60.
Está na página do Facebook do Sr. Jorge Henrique Borges.
Foto tirada por seu Pai, o Sr. João Manuel Coelho Borges.

Vamos analisar o que é isso de planetas retrógrados e em particular estes movimentos de Vénus, que duram apenas 40 dias, mas têm uma importância transcendental. Atendendo sobretudo que isto ocorre a cada 16 meses e a próxima retrogradação de Vénus será entre 16 Maio e 27 Junho 2012, no signo de Gémeos.

Há astrólogos que afirmam e com razão que os planetas retrógrados têm a sua função mais dirigida para a função interior da mente, pois as mudanças são operadas interiormente antes de se manifestarem no mundo exterior. Mas dá uma certa introversão, sim.

A minha visão sobre os “retros” e os signos interceptados vai no mesmo caminho. Sinto haver uma similitude, tendo em conta que uns são os actores da peça de teatro (os planetas) e outros são o cenário (signos – energias).

Para mim é nos planetas retrógrados e nos signos interceptados que vejo a “Inteligência Superior” a funcionar através da Astrologia, como linguagem meta-superior ou divina.

Procuro ver os retrógrados para além da “função interior da mente”. Entendo como sendo um estado de alma. Nesse sentido suspeito que ultrapassa a mente, indo directo às emoções, porque é destas que parte a vibração de como vivemos na crosta do planeta.

Um planeta retrógrado está nessa situação de retrógrado, de igual maneira para os 3 corpos da materialidade do ser humano - físico, mental e emocional. Por serem os corpos descartáveis de Nós mesmos, enquanto Seres. Porque a aprendizagem do ser humano é feita através da interacção da energia do planeta com os corpos da materialidade.

Em linguagem corrente podemos chamar “medo” a esse aprisionamento do retrógrado. Existe “ali” uma certa dificuldade em se realizar. As “coisas” têm que ser feitas dentro de um registo peculiar que difere de planeta para planeta.

Um retrógrado ou um interceptado, para mim, é como se quisesse dizer: “tens que fazer o exame para poderes prosseguir os estudos”. Que estudos? Os de mim mesmo. Acredito que sou apenas um corpo e vivo apenas para o materialismo mais imediato? Ou acredito que sou uma Alma provisoriamente num corpo, para fazer a experiência da fisicalidade?

É nesta subtil divisão que o retrógrado pode manifestar-me ou há um certo trânsito e transcendo-me... Habitualmente, com dor e sofrimento. Porque tenho que Me merecer a Mim mesmo. É aqui que entram as múltiplas definições de “destino”. E foi nesta base que a astrologia perdeu credibilidade no fim do século 19 até aos anos 80, quando Plutão ajudou a que esta arte fosse recuperada e massificada.

A irredutibilidade do chamado “destino” enquanto “obrigação” de cumprirmos o que supostamente nos é atribuído. Ou esse “destino”, enquanto construtor da minha própria vida”. É aqui que os trânsitos dos retrógrados me obrigam a escolher.

- Ou escolho repetir e repetir e repetir. E aí estamos perante aquilo que se chama (e bem) de “função interior da mente”. E repito, repito, repito… sem querer ver que estou sempre a cair no mesmo padrão limitativo. 

É mais óbvio de constatar quando o planeta está Rx no natal. É a percepção equivocada que Eu sou apenas o meu corpo e gero os padrões repetitivos que atraio para mim mesmo e que me faz "pensar" e "dizer" que "não tenho sorte", ou que "tenho azar" (no amor, na saúde, no trabalho, etc.)

- Ou escolho não repetir. E aí estamos perante a função superior do Ser, através da Alma. Conseguimos sair dos padrões. Realizando e reconstruindo o próprio destino. Aqui Plutão e Saturno em trânsito têm uma enorme responsabilidade na actuação desse retro, levando com eles o lixo psíquico que temos em enorme quantidade.

Tenho encontrado muitos casos em que os retrógrados são trabalhados durante ou após o trânsito de Plutão em quadratura a ele próprio. Também dou muita atenção à passagem de Plutão pelas casas de água e ângulos. Na minha maneira de ver, a passagem de um Plutão pela casa 12 é claramente uma mudança total. São vários anos, sendo os mais importantes quando entra ou quando sai da 12.

Se a pessoa deixar fluir todas as emoções que Plutão carrega, o mais certo é haver uma libertação da personalidade porque houve uma “infusão da alma”.

A nossa alma aproveita essas oportunidades astrológicas para “carregar as nossas baterias” (infusão energética) que faz mudar a vida da pessoa. Ou transcendem-se a eles próprios e fazem algo marcante na vida e começam a ter uma carreira fulgurante, ou ficam "presos" às regras da sociedade - a caminho de uma tremenda infelicidade. Já me alonguei demasiado e não sei se me expliquei bem

Quando se fala de "planetas retrógrados", fala-se do movimento  aparente  desses planetas, vistos da Terra. Quando estamos num trem e ultrapassamos um outro, mais lento, temos a impressão de que este último recua - e, no entanto, sabemos perfeitamente que não é o caso. Quando a Terra, na sua órbita, avança mais rápido que um planeta (visto da Terra), esse planeta parece recuar. Na verdade, ele continua a avançar, como o trem, e trata-se apenas de uma impressão. A astrologia é o estudo dos astros do ponto de vista da Terra; observamos os raios que esses astros nos enviam, mas não seu movimento real, objectivo (este último é estudado pela astronomia). O Sol e a Lua nunca estão retrógrados.

Como interpretar o movimento aparentemente retrógrado de um planeta? Parece que, para nós, uma parte do poder desse planeta se perdeu. Os planetas retrógrados permitem compreender os problemas de uma personalidade: eles indicam os campos nos quais se custará mais a encontrar o equilíbrio.

Os planetas retrógrados são de uma extrema importância na interpretação de um mapa, ou n os trânsitos e, particularmente nas previsões: toda a análise pode ser errada, as previsões inexactas, unicamente porque não se levou em conta essa chave essencial. Um planeta retrógrado pode bloquear as melhores previsões de um mapa, e todas as brilhantes possibilidades de uma personalidade.

Os planetas mais lentos em estado retrógrado

Os planetas pesados são os que, com maior frequência, encontramos retrógrados: Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão permanecem durante meses em "marcha-à-ré". Assim: Júpiter retrógrada durante cerca de quatro meses por ano. Saturno, cerca de quatro meses e meio. Úrano, cerca de cinco meses. Neptuno, cerca de seis meses. Plutão, cerca de seis meses e uma semana (e Plutão está sempre retrógrado no Inverno).

Assim, um enorme número de pessoas nasce sob esta influência, particularmente as pessoas do Outono e do Inverno. Os planetas pesados indicam assim um destino colectivo, o que vai de encontro às Lectures de Cayce no que diz respeito aos carmas de grupo.

Mas os planetas pesados têm também uma influência muito forte sobre os destinos individuais - de acordo com seu lugar no mapa, os aspectos que ali recebem, seu lugar no signo e na casa etc.

Marte, Vénus e Mercúrio retrógrados

Os planetas rápidos ficam mais raramente retrógrados, e permanecem por menos tempo em "marcha-à-ré". Mas quando isso acontece, eles repre­sentam um papel de bloqueio extremamente poderoso no destino do indivíduo. É preciso então verificar, por direcção secundária progredida (contando nas efemérides um dia = um ano), quanto tempo o planeta permanecerá retrógrado depois do nascimento. O ano em que Marte, Vénus e Mercúrio partem de novo em sentido directo, marca uma virada importante na vida do nativo, uma libertação de um bloqueio. 

A análise espiritual dos planetas retrógrado

Os planetas retrógrados no mapa natal representam vidas passadas em que o ego foi dominante e o Ser Espiritual não desenvolveu adequadamente a sua missão principal: a evolução espiritual. Instalou-se o medo, que perdura como memória cármica, nesta vida. Pode ter gerado padrões repetitivos de comportamento que perdura até hoje. E é nesta encarnação que surge o propósito de haver a libertação desse medo.

Os aspectos natais desses planetas retrógrados representam níveis particulares e específicos de resistência do ego, como memórias de possíveis medos com origem cármica.

A escolha do Espírito, antes de encarnar nesta vida, é uma proposta enorme e desafiante: a libertação desses pesados medos cármicos.

Com essa libertação dar-se-á o reencontro com o Ser Espiritual podendo, então, o Ser Humano escolher fazer o que deve ser feito, desde que sentido pelo coração e validado pela intuição.

Os trânsitos a esses planetas retrógrados podem significar os momentos mais adequados para:

a) A libertação desses medos cármicos.

b) Ou o acentuar do domínio dos mesmos.

Escolha com o coração! Valide com a intuição. O resto é consequência da escolha. E entregue ao céu.

Vénus retrórgado

Vénus retrógrado num mapa astral anuncia uma vida amorosa difícil. A pessoa age com o ser amado de maneira  muito contraditória. Procuram programar a sua relação amorosa com ele, seguindo uma linha  demasiado dura, demasiado exigente ou não o bastante! Há um desacordo entre os objectivos amorosos das pessoas e a sua maneira concreta de viver o amor.

As suas dificuldades com o sexo oposto devem-se a uma falta de segurança interior. Padecendo de uma grande solidão afectiva, aspiram de tal maneira à felicidade, que bloqueiam neles mesmos as forças que lhes permitiriam atingi-la.

Vénus retrógrado indica um carma bastante pesado no campo afectivo: as pessoas não haviam entendido grande coisa de amor em suas vidas passadas. O seu comportamento inadequado lhes havia acarretado grandes sofrimentos. Na vida actual, a lembrança dessa dor os impede de se darem plenamente. 

As pessoas pertencentes aos dois sexos sem se darem conta, podem suspeitar que aqueles que os amam tenham intenções egoístas ou interesseiras, mesmo quando não é este o caso. A maioria das vezes não é. Essa suspeita leva-os a recusar o amor, muitas vezes sem razão, pois assim se privam de uma oportunidade de felicidade.

Felizmente, Vénus não fica retrógrado durante toda uma vida, e chega a um momento em que o ser tem a possibilidade de sair de sua prisão afectiva. No ano em que Vénus parte de novo em sentido directo, sua vida afectiva melhora.

Os trânsitos de Vénus têm esse sentido de libertação. Permitem que as pessoas se desbloqueiem ou se entreguem verdadeiramente ao ser amado. É isso que é proposto que aconteça neste abençoado ano de 2012. Que comecem, finalmente, a amar, mas a sério.

Vénus retrógrado em trânsito em Gémeos

Neste signo da adolescência, em que o ser ainda não atingiu a sua polaridade sexual, Vénus retrógrado indica uma instabilidade afectiva nas existências anteriores, nas quais a pessoa vivia o amor como um jogo meio leviano; deve agora aprender a se comprometer seriamente. resistindo à tentação de jogar os seus parceiros um contra o outro!

Vénus trata do Amor com maiúsculas. Estou a imaginar a cara de muitos espiritualistas à espera de textos mais conformes com as suas crenças. O Amor é universal. E ponto!

Vou facilitar a vida dos leitores dando umas pistas do significado deste trânsito retrógrado pelas casas nos mapas natais. Tratem de constatar se as ideias contidas nestas mini-pistas vos servem:

Vénus a retrógradar na casa 1
A casa 1 descreve a pessoa tal como o percebem os outros. Vénus nesta casa indica que a pessoa gosta de si mesma. Quando o planeta esta retrógrado, é provável que a pessoa, em suas vidas anteriores, tenha levado esse amor ao excesso: era Narciso, deslumbrado consigo mesmo! Na vida actual, ele terá demasiada tendência a querer agradar. Procura atrair para si o amor dos outros, ao invés de dar amor àqueles que dele têm necessidade.

Vénus a retrógradar  na casa 2
Sequiosa de segurança, a pessoa permanece apegada demais aos objectos, pessoas e instituições das vidas passadas, para ele tranquilizadoras. Pode ser, com frequência, um excelente artesão, ou artista, mas as suas criações nunca são de vanguarda: ele ficou preso à sensibilidade artística de épocas passadas. Deve também aprender a generosidade (pois tem medo demais de empobrecer, dando), a abandonar suas tendências materialistas.

Vénus a retrógradar  na casa 3
Aqui, a pessoa tem algo a aprender no campo da comunicação com os outros: em vidas passadas, seus discursos agressivos, canhestros ou indelicados haviam afastado os que o cercavam, particularmente seus irmãos e irmãs, seus primos e, na escola, seus colegas. Deverá aprender a se controlar, e sobretudo a usar de mais tacto nas relações faladas ou escritas com seus parentes.

Vénus a retrógradar  na casa 4
Em suas vidas passadas, a pessoa não soubera criar um ambiente satisfatório no seu lar (ou a sua pátria, se tinha responsabilidades políticas ou administrativas). Seus parentes não se sentiam felizes em sua casa. Isso se deve ao fato de que toda uma parte afectiva dele mesmo estava subdesenvolvida. Eterna criança, apavorado com o mundo exterior, não tendo liquidado outrora seu Edipo, deve aprender agora a sair de sua concha para dar ternura e protecção aos seus.

Vénus a retrógradar  na casa 5
Em suas vidas anteriores, a pessoa estava quase que exclusivamente voltado para o prazer, para o lazer e para os amores inconstantes. Era provavelmente um jogador. Se esse Vénus retrógrado está em conjunção, ou afligido por um Marte mal aspectado, pode-se presumir que a pessoa era homossexual, ou, segundo a natureza dos outros aspectos planetários, muito pouco ortodoxo em seu comportamento sexual. E possível também que tenha negligenciado os seus filhos em vidas passadas. Deverá tentar, na vida actual, amar sinceramente, e assumir seus compromissos paternos.

Vénus a retrógradar  na casa 6
A pessoa, em seu passado anterior, não respeitara as leis naturais da higiene, e sua falta de disciplina na alimentação lhe valera uma saúde má; ou ainda (segundo as indicações do resto do mapa astral) teria feito mau uso de sua boa saúde - que lhe havia sido dada para que se colocasse a serviço dos outros. Cuidar do próximo, ministrar-lhe ensinamentos e administrá-lo-eis o que deveria ter feito, e não fez. A pessoa deverá, agora, para liquidar seu carma, respeitar uma higiene de vida e uma disciplina alimentar, e colocar sua experiência a serviço da humanidade sofredora.

Vénus a retrógradar  na casa 7
Aqui, a pessoa tem bastantes dissabores no casamento (ou nas associações), por causa das vidas cármicas demasiado individualistas. 0 nativo aceitava o amor que lhe era oferecido, e não o retribuía. Não respeitava os compromissos assumidos em contratos e "puxava a brasa para a sua sardinha" em todas as circunstâncias. Deve aprender agora a respeitar os direitos dos outros, a desenvolver a harmonia conjugal; a se conduzir de maneira generosa construtiva em todas as associações nas quais esteja envolvido.

Vénus a retrógradar  na casa 8
Em suas vidas passadas, tudo acabava mal para a pessoa, por causa de certos traços de carácter negativos, dos quais ele deve agora livrar-se. A pessoa se complicava nas relações humanas, deixava-se levar a situações inverosímeis por sua necessidade de sexo e de dinheiro. E possível também que tenha tido faculdades "psi", dons ocultos que tenha utilizado mal (para fins materiais e pessoais). É possível também que tenha vivido mortes muito dolorosas. A lição cármica a reter aqui é o bom uso do dinheiro dos outros; e uma reflexão espiritual, que permitirá aa pessoa não temer a morte.

Vénus a retrógradar  na casa 9
Esta posição de Vénus sugere que a pessoa tenha sido um beato nas vidas passadas, praticando uma religião conformista, puramente social. ao mesmo tempo que se permitia inúmeras distorções da lei que pretendia honrar. A pessoa deve, portanto, buscar um real progresso espiritual, e praticar amplamente a tolerância ecuménica.

Vénus a retrógradar  na casa 10
A pessoa vem de uma vida passada bastante triste, na qual tudo o que desejara lhe fora recusado. Almejara particularmente o prestígio, as honras, a glória - ou, pelo menos, a aprovação dos seus chefes. O fracasso vem de certos traços negativos de sua personalidade, particularmente a falta de tacto e de diplomacia. Por um orgulho mal colocado, a pessoa deseja ser aceito por seus superiores, mas não faz nada para isso! É capaz, mas não se deve deixar bloquear por um excessivo sentimento de superioridade.

Vénus a retrógradar  na casa 11
Os amigos da pessoa foram, numa vida passada, tão mal acolhidos, que o impediram muito de progredir. Seduzido pelas lisonjas interesseiras desses amigos, não tinha coragem de afastá-los. Na vida actual, esta pessoa reen­contra suas antigas relações, e o mesmo tipo de vida social. Deve agora aprender o discernimento e escolher relações mais refinadas, que o ajudarão a se elevar cultural e moralmente.

Vénus a retrógradar  na casa 12
Aqui, a pessoa permanece apegado a um amor antigo, que data de uma outra vida - amor que nunca se rompeu. 0 nativo demonstra tendência à auto-compaixão, pois sabe, mais ou menos conscientemente, que deixou esse ser amado para trás. Muito romântico, não tem realmente os pés na Terra, e caminha na vida actual trazendo essa ferida secreta. Tem a possibilidade de transformar essa carga emotiva em obra de arte, ou em criação humanitária. Cessará de perder seu tempo em vãs lamentações (cármicas), no dia em que compreender que deve viver plenamente o presente.

Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos? 

Antes de mais, o que é a aplicação? «É o movimento de um planeta em direcção a outro planeta, cúspide de casa ou ponto sensível quando se aproxima da formação de um aspecto entre ambos. Ambos os planetas podem estar directos, um directo e outro retrógrado, ou ambos retrógrados. O termo aplicação mútua é usado quando um planeta directo está aplicando a um outro que esta retrógrado, portanto cada um deles vai em direcção ao outro. O planeta mais rápido, independentemente da direção do movimento, 'lança os seus raios' para aspectar o mais lento. Aplicação é o oposto de Separação.» ["Glossário" de Bárbara Abramo]

Se a aplicação se faz quando o planeta mais rápido está retrógrado, isto indica que a pessoa dona do mapa está perante duas possibilidades (o tal livre arbítrio): 1) ou vai facilitar o assunto, podendo ficar alguma frustração pela vontade de ter dificultado 2) ou decide dificultar a realização (conforme o aspecto e as recepções) da coisa desejada, mudando de posição, opinião, atitude. Habitualmente, a tendência é dificultar, resistir.

Se a aplicação se faz com os dois planetas retrógrados (apesar de haver sempre um planeta que é mais rápido do que o outro), são os dois que influenciam a modificação da posição da pessoa, tornando o assunto mais tenso pela necessidade de integração de ambas energias.

Num mapa natal é frequente vermos casos opostos, em que determinado aspecto aplicativo não se formou na hora de nascimento porque o planeta mais rápido, no momento que o ia fazer, tornou-se retrógrado. Este é o caso típico e algo confuso, devido às orbes que cada pessoa utiliza. Eu uso orbes bastante apertadas.

O mesmo acontece num trânsito ou progressão: é uma experiência comum, que tendencialmente faz fracassar algo que estava perto da realização. Quando o aspecto se formar, tempos depois, será um trânsito "limpinho" e fácil de realizar. Às vezes, as pessoas dizem frases significativas como esta: «À segunda, é de vez.» O complicado é quando um planeta faz 3ª, 4ª ou 5ª passagem nessa aplicação ou separação. É um bailado complexo que merece uma análise separada.

Qualquer aspecto aplicativo diz respeito a um futuro próximo (dependendo da natureza dos planetas), enquanto o aspecto separativo tem um significado de algo já passado. Quando visto num mapa natal, podemos dizer do separativo: já integrado, algo inato. Enquanto aspecto aplicativo: é literalmente a promessa do mapa, o potencial da pessoa.

Se num mapa natal há um aspecto aplicativo com um dos planetas em situação de retrógrado (a tal promessa do mapa, o tal potencial da pessoa), podemos afirmar que esta promessa ou potencial poderá realizar-se quando o mesmo aspecto se formar em arco solar, trânsito ou progredido, nos momentos indicados pelas efemérides e técnicas astrológicas, quer por retrogradação de um dos planetas ou dos dois. 

Para a promessa se realizar e o potencial se cumprir, deveria significar que a pessoa fará a revisão da sua atitude.

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17 de junho de 2011

Informando os leitores: o 'Cova do Urso' entrou em modo 'pausa' durante uns dias


Mas eu continuo em modo 'play'...

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Blogues moçambicanos actuais

Foto daqui.

Houve muitos milhares de pessoas que saíram de África (actuais PALOP africanos) absolutamente aterrorizados com a eminente independência desses países e dos governos «comunistas» e nacionalistas que se entreviam. Cá, em Portugal, foram chamados de «retornados». Mas reconstruiram as suas vidas e hoje estão espalhados pelo mundo, apesar da maioria se ter concentrado em Portugal. Eu saí de Moçambique, 4 anos e meio depois da independência de Moçambique, que se deu em 1975.

A maioria destas pessoas ficaram num limbo que chamam «saudade» e é frequente ouvir-se coisas assim: «lá é que era bom». É comum verificar-se que muitas destas pessoas não fizeram grande esforço para compreenderem os novos povos emergentes africanos. Todas estas pessoas revolucionaram absolutamente as mentalidades portuguesas, com a sua maneira de ser, com os conhecimentos que possuiam, novos sabores, novas formas de ver a vida. Portugal deu um enorme salto em frente, desde então, e a democracia instalou-se. Foi bom e positivo.

Apesar de eu próprio ter criado um blogue com as minhas memórias da Ilha de Moçambique, quem o ler com atenção, poderá constatar que não solto o saudosismo, pois não é esse o sentimento que possuo em relação a esse meu tempo [1949 - 1974]. Recordo-me desse tempo de forma prazenteira, mas como um «Tempo Mágico» que a vida me concedeu. Um dharma.

Vem isto a propósito de recomendar a leitura de 4 blogues moçambicanos, que nos permitem estarmos actualizados com o que por lá se passa. Vale a pena lê-los. São estes, é só clicar nos títulos para os conhecer:




«Reflectindo sobre Moçambique»
(Com alguns comentários que são verdadeiras jóias)

Também há jornais online. Basta procurarem.

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«O Mugido da Vaca Sagrada» por João Medeiros


«O Mugido da Vaca Sagrada»
por João Medeiros

http://www.ceia-astrologia.com/

«Provavelmente sabe que, na Índia, a vaca é considerado um animal sagrado, por ser um símbolo de abundância, riqueza, providência maternal (o leite) e biológica. Na maior parte dos Estados hindus, não se pode matar vacas ou comer carne de vaca.

Na verdade, religiões e filosofias como o Hinduismo ou o Budismo, atribuem a este animal um simbolismo muito profundo de ligação à natureza e à Terra. De tal modo é conhecida esta prática que, hoje em dia, quando falamos em "Vacas Sagradas", referimo-nos a algo que é venerável e intocável - ainda que não se entenda bem porquê.

"Mas", perguntará você, "a que propósito falar de Vacas Sagradas agora?"

Bom, em termos políticos, sociais, económicos e astrológicos - faz todo o sentido mesmo! Aliás, por razões diversas, dificilmente outra metáfora seria mais apropriada para descrever a fase de mudança civilizacional que vivemos hoje: o regresso da Vaca Sagrada.

E o que é a Vaca Sagrada? São valores profundos de respeito pelas tradições mais antigas, ecológicas, estáveis e equilibradas que existiram e que existem. Afinal de contas, está tanta coisa a mudar, que é importante entender onde verdadeiramente está a nossa estrutura, paz e sustentabilidade.

Com a entrada de Júpiter em Touro, a 4 de Junho de 2011, é iniciado um ciclo de Adoração (Júpiter) de valores tradicionais da Natureza (Touro) e da Terra. Não é por acaso que um Partido político menor (o Partido dos Animais e da Natureza - PAN) quase tenha eleito um deputado em Portugal, a 5 de Junho, nas primeiras eleições a que se candidatou.

Também não é coincidência que haja um revivalismo dos produtos hortícolas portuguesas, da agricultura, da ligação ao que é rústico e saboroso - como os excelentes produtos gastronómicos  e vinícolas que o nosso país tem.

Em geral, será de esperar que nos próximos 12 meses se acentue uma recuperação de tradições conservadoras e de relação com o interior rural dos países. Por acaso, reparou no discurso do Presidente da República no dia de Portugal? É um exemplo da tónica de regresso às raízes e à simplicidade que este trânsito irá desencadear.

Agora, em termos colectivos, por uma razão verdadeiramente ecológica e de sobrevivência da humanidade - também a relação com as vacas, em sentido literal, terá de mudar. Já imaginou um mundo muito mais vegetariano, em que cada restaurante seja obrigado a incluir na ementa um prato proteico que não seja à base de animais?

Como dizia Einstein, nada poderia ser mais revolucionário e positivo no mundo como a mudança para uma alimentação de base vegetariana. E, todos sabemos, que por mais estranho que fosse este senhor, era visionário e um génio.

O próprio Gandhi era um vegetariano convicto e os seus exemplos ainda hoje perduram no inconsciente colectivo, como dos homens mais iluminados e éticos dos últimos tempos. 

Curiosamente, hoje a ciência vem dar razão a estas visões. Por acaso, sabe qual o factor que mais contribui globalmente para a poluição no mundo (e, consequentemente, para o efeito estufa, aquecimento global, etc)?

Não são os carros. Não são os ares condicionados ou gases dos aparelhos. São as... indústrias pecuárias! Custa a acreditar, mas é a pura verdade: as pecuárias são das indústrias mais anti-ecológicas e poluentes que existem, particularmente, devido à emissão de gases tóxicos das vacas tratadas em regimes muito condicionados.

Recomendo-lhe vivamente o documentário "Meat: the Truth - Uma Verdade Mais Que Inconveniente" (ver o link), onde todos estes factos comprovados pela FAO e pelos cientistas estão referidos. São necessárias quantidades desproporcionais de cereais e soja para se conseguir produzir apenas um quilo de carne de vaca, o que por sua vez, contribui para a desflorestação maciça.

Estes argumento não são políticos ou ideológicos - são factos reais incontestáveis. A continuação de consumo de carne pela humanidade, a este ritmo, causará a total devastação da Terra e a nossa extinção enquanto espécie. Repare: é ambientalmente mais grave comer carne, do que colocar gasolina no seu automóvel (e nem estamos a falar do sofrimento dos animais).

Com este discurso não estamos a incentivar fanatismos alimentares. Apenas a constatar realidade e a dizer que faz sentido, do ponto de vista astrológico, que haja maior respeito e consciência da Natureza, particularmente agora, com Júpiter em Touro, signo da alimentação e dos produtos que vêm da Terra.

Todos temos as nossas Vacas Sagradas. Mas a pergunta é: quais os valores que verdadeiramente importam para si na vida? Qual o respeito que mostramos pelo ser humano e pelo ambiente nas nossas escolhas diárias, incluindo, a nossa alimentação?

Deixo-lhe [o link com] o vídeo "Meat: The Truth - Uma Verdade Mais Que Inconveniente", onde poderá constatar alguns factos que a maioria das pessoas desconhece absolutamente:

Obrigado por ter lido este texto até ao fim. Desejo-lhe muita tranquilidade e paz para este trânsito de Júpiter em Touro.



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16 de junho de 2011

«Crónicas de Júpiter - O chefe de todos os deuses, sua excelência o senhor Júpiter…», por Carmen Ferreira

Carmen Ferreira
«Espero que o Deus dos Deuses me perdoe a espera e não me fulmine com um raio vindo do Olimpo por esta longa pausa.

Por isso, procurei a sua indulgência e espero que ele se sinta honrado se perceber que comecei a escrever esta crónica numa quinta feira que é o dia que lhe é dedicado.

Vamos então entrar na fabulosa história de vida do Chefe de todos os deuses do Olimpo.

E começamos por ficar a saber que a sua ascensão a esta posição não foi nada tranquila, como aliás não era hábito daquela altura. As transições de poder, eram coisa muito séria e a exigir reunião de apoios importantes.

Nesse tempo Saturno governava o Olimpo como senhor absoluto mas foi avisado que seria afastado do trono por um filho por si gerado. 
Então, decidindo não correr riscos perder a sua poderosa posição, tomou a belíssima  e radical decisão de comer todos os seus filhos logo á nascença.

Reia, a sua esposa já se sentia um pouco cansada de ver os seus filhos entregues a este triste destino, decidiu pregar-lhe uma partida. Em vez de lhe entregar Júpiter, enrolou uma pedra num tecido e Saturno convencido de que continuava livre de perigo continuou o seu rigoroso e firme governo.

Assim que Júpiter se viu crescido, e apoiado no conselho de Metis, a Prudência, enfrentou o seu pai dando-lhe uma beberagem que o fez vomitar o seu filhos anteriormente deglutidos. Por favor, não se percam muito em imaginar esta imagem, porque estou certa que nos casos dos deuses este ato não é tão desagradável como no caso dos humanos.

Depois de assumir o comando do Olimpo, Júpiter casou com Juno, sua irmã e como sempre acontece nestes casos de Deuses ,sim só no caso de Deuses, porque estas coisas não são comuns entre mortais, fartou-se de dar arrelias envolvendo-se, umas vezes mais romanticamente outras mais de passagem, quer com mortais e com deusas. 

Destas aventuras teve muitos filhos, entre eles , os mais conhecidos seriam Vénus e Marte que não deixariam também eles de ser protagonistas de histórias igualmente atribuladas.

Há um outro filho muito famoso, Baco que foi tema preferido de muitos artistas inspirando muitas obras. E o seu nascimento tem uma estória engraçada, cheia de mensagens subliminares. Por mim acho bom estar atenta e ler com atenção.

O nosso herói, quando queria um passar um bom tempo envolvido com belas com mortais tinha por hábito assumir formas engraçadas, ouve-se dizer que chegou a aparecer como um touro branco, uma outra vez como um belo e gracioso cisne.

Num desses encontros sob disfarce encontrou a bela Semele que acabou por conceber um filho dessa relação. Esta ingénua mortal quando soube que estava  grávida, achou que isso lhe dava o direito de conhecer o pai do seu filho na sua forma original.

Cansado de a dissuadir, mesmo os Deuses se cansam de tentar mudar a determinação de uma mulher, seja ela mortal ou deusa, acabou por aceder ao seu pedido. 

Lembrando-nos que nem sempre saber toda a verdade é a melhor opção, conta-se que ao vê-lo em toda a sua glória, Semele caiu fulminada com um raio. Ficou claro? Antes de querer saber tudo, veja bem se é capaz de aguentar…

Bem, como já sabemos da crónica anterior, Júpiter que representa a generosidade, dividiu o reino com os seus irmãos Neptuno a quem destinou o reinos dos Mares, e a Plutão entregou o reino dos Mortos. 

Apesar das suas brincadeiras com mortais e deusas, como governante era piedoso e protector com os fracos e sempre tentava ser justo mas podia ser muito mauzinho quando via a sua autoridade questionada.

Traduzindo para a questão do Júpiter astrológico, e conhecendo a sua posição no seu tema natal, ficará a saber em que área da sua vida pode desfrutar da sua proteção, já que é denominado o Grande Benéfico. 

Também ficará a saber onde pode mais facilmente cair no exagero de querer tudo, por isso,  não se esqueça de questionar sobre onde em que casa astrológica ele habita no seu caso, quando estiver frente a frente com alguém habilitado a fazer essa leitura.

Fique também a saber por onde ele se passeia agora no seu mapa e que diálogo está ele tendo com os outros planetas. Isso pode ser muito útil para saber em que áreas pode encontrar o apoio e suporte para enfrentar os desafios e onde as oportunidades serão mais compensadoras. 

Como todos os Deuses, e mais este que é o chefe deles todos, necessita ser respeitado e honrado. Respeite a suas exigências e vai perceber quão maior pode ser o seu reino.

Que Júpiter em Carneiro vos proteja até nos encontremos de novo!»



A astróloga Carmen Ferreira tem uma página no site «Escola de Astrologia Nova-Lis», bastando clicar aqui, para aceder à mesma e ler os outros artigos que lá estão.

Carmen Ferreira é uma astróloga radicada no Porto.
É autora do blogue «Nem só de Lua»
Colaboradora do «Sapo Mulher».
Sua página no Facebook, aqui.

«Diz que estragou os planos da mãe a caminho da praia no dia 11 de Julho de 1965 e acabou o dia na Maternidade Júlio Dinis, para bem de todos nós, ou não teríamos todos agora o gosto de a ver diariamente no Porto Canal com as suas orientações  astrológicas e de a ler no seu blog “ Nem só de Lua” e no Sapo Mulher ,e, para os seus clientes as suas excelentes consultas de astrologia.  Além disso, é Hipnoterapeuta, com um daqueles cursos de Hipnose e Regressão e Hipnose Ericksoniana “misteriosos” de que toda gente quer saber do que se trata. No meio disto tudo, ainda consegue ter tempo para frequentar a licenciatura de Psicologia. Dizem que os caranguejos andam para o lado, mas esta em especial, parece ter o dom de mover montanhas…» De uma entrevista concedida a Ana Anes, no seu blogue «Anti Cernes»

Muito obrigado, Carmen. Um beijinho.

António

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15 de junho de 2011

Portugal Iniciático - Porto


Dedicado à minha amiga Astrid Annabelle,
em viagem iniciática por Portugal


Como muitos sabem, há um país chamado Portugal que os nossos olhos de terceira dimensão podem ver e apreciar. Há determinados espaços, edificados ou não, que correspondem a um Portugal iniciático, muito pouco visível aos nossos olhos tridimensionais. Um dos exemplos é o centro da bela cidade do Porto. Este centro histórico foi classificado pela UNESCO como «Património Mundial».


Astrid, dentro de dias, você estará de visita a esta linda cidade do Norte de Portugal. Este post é sem texto, pois terá a melhor guia que poderia haver, a Lucília Ramos.











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Luísa Sal [Cristal de Cura] no Porto, 18 Junho


«2012 está a chegar e a Era de Aquário aproxima-se. Estamos a viver uma época de transformação das consciências e, consequentemente, de grandes mudanças.

Os Cristais tiveram um papel fundamental no desenvolvimento da Lemúria e da Atlântida. Todo o conhecimento sobre Cristais desenvolvido nestas civilizações, é importante para nós na fase de transição que atravessamos.

Lemúria, Atlântida e Nova Era têm, pois, um denominador comum : os Cristais.

Como pode a Luz e a Clareza dos Cristais nos auxiliar nesta fase confusa da nossa transição?

Os Cristais e a Cura foram as minhas escolhas para este período de transição e de ascenção que vim vivenciar. Divulgar o poder da Luz dos Cristais é um desafio maravilhoso para o meu Ser. Tenho especial atracção pelos Cristais Lemurianos. Realizo formação em Cristais.»           

Luisa Sal


Data: 18 Junho, 2011, das 15:00 às 18:30 h

Local:  Hotel Tuela, Porto
Rua Arquitecto Marques Da Silva, 200, Massarelos , 4150-483 Porto

Investimento: 20 €, a pagar no acto de inscrição.

Contactos, marcações:
968 061 279 - 925 369 755
contactos@cristaldecura.com


Evento no Facebook, aqui.

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14 de junho de 2011

Portugal Iniciático - Mosteiro da Batalha [Mosteiro de Santa Maria da Vitória]


Dedicado à minha amiga Astrid Annabelle,
em viagem iniciática por Portugal

Como muitos sabem, há um país chamado Portugal que os nossos olhos de terceira dimensão podem ver e apreciar. Há determinados espaços, edificados ou não, que correspondem a um Portugal iniciático, muito pouco visível aos nossos olhos tridimensionais. Um dos exemplos é o Mosteiro da Batalha, de seu nome completo: Mosteiro de santa Maria da Vitória. Esta edificação foi classificada pela UNESCO como «Património Mundial».



Foi mandado edificar por D.João I de Portugal como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. Este mosteiro dominicano foi construído ao longo de dois séculos, desde o início em 1386 até cerca de 1517, e ao longo do reinado de sete reis de Portugal, embora desde 1388 já ali vivessem os primeiros dominicanos. Exemplo da arquitectura gótica tardia portuguesa, ou estilo manuelino, é considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal. Em Portugal, o IPPAR ainda classifica-o como «Monumento Nacional», desde 1910.



No arranque das obras do Mosteiro da Batalha foi construído um pequeno templo, cujos vestígios eram ainda visíveis no princípio do século XIX. Era nesta edificação ― Santa Maria-a-Velha, também conhecida por Igreja Velha ― que se celebrava missa, dando apoio aos operários do estaleiro. Tratava-se de uma obra pobre, feita com escassos recursos.

Em traços esquemáticos conhece-se a evolução do estaleiro propriamente dito e o grau de avanço das obras. Sabe-se que ao projecto inicial corresponde à igreja, o claustro e as dependências monásticas inerentes, como a Sala do Capítulo, sacristia, refeitório e anexos. É um modelo que se assemelha ao adoptado, em termos de orgânica interna, pelo grande mosteiro alcobacense.

A capela do Fundador, capela funerária, foi acrescentada a este projecto inicial pelo próprio rei D. João I, o mesmo acontecendo com a rotunda funerária conhecida por Capelas Imperfeitas, da iniciativa do rei D. Duarte.

O claustro menor e dependências adjacentes, ficaria a dever-se à iniciativa de D. Afonso V, sendo de notar o desinteresse de D. João II pela edificação. Voltaria a receber os favores reais com D. Manuel, mas somente até 1516-1517, ou seja, ate à sua decisão em favorecer decididamente a fábrica do Mosteiro dos Jerónimos.



Muitos dos que hoje vivemos em Portugal e Brasil, estamos intimamente ligados a esta edificação por, em vidas passadas, termos cá estado, quer na vida monástica, quer no grupo de operários que construiu a edificação. Foram quase 200 anos de construção e milhares de pessoas aqui estiveram em trabalho. É das construções iniciáticas, aquela que tem uma localização especial no território português.


Mais informações, aqui.




O Panteão de D. Duarte, também conhecido por Capelas Imperfeitas, foi planeado tendo em conta uma leitura rigorosa do testamento de D. João I, optando aquele monarca por criar o seu próprio espaço funerário. Assim, D. Duarte deu início à edificação de uma rotunda atrás da cabeceira. De qualquer modo, as obras, também conduzidas por Huguet, não foram terminadas, uma vez que a sua edificação terá começado sensivelmente em 1434, tendo o monarca falecido quatro anos depois, deixando-as incompletas. Mas o traçado estava certamente delineado e as obras dos reinados seguintes foram lentamente tentando rematar o edifício, tendo porém ficado por fazer o principal: o lançamento da grande abóbada central. Ao contrário do que se possa julgar, esta operação não levantaria grandes problemas técnicos visto que o vão a cobrir pouco maior era do que o existente na Sala do Capítulo.

Tratava-se, efectivamente, de um edifício com um corpo central octogonal e entrada a eixo (articulada com a cabeceira por um átrio abobadado), à volta do qual se dispunham sete capelas radiantes. Nascendo dos grandes maciços polistilos que conformam a estrutura, levantar-se-ia um corpo octogonal provido de grandes janelões, abobadado e devidamente escorado em arcobotantes, previsto para configurar um amplo espaço de planta centrada completamente unificado. As capelas existentes abrem-se para o recinto através de grandes arcos quebrados acairelados, possuindo cada uma delas um coro recto e um topo prismático de três faces, com um só janelão de dois lumes em cada face e cobertura de abóbada nervurada. Entre as capelas, servindo de reforço, abrem-se seis pequenas áreas de planta triangular, sem acesso, mais baixas que as capelas e decoradas exteriormente com um janelão.

Nas capelas foi dado um acabamento posterior e mais cuidado à que se destinava a receber o mausoléu de D. João II e D. Leonor, tendo as obras sido patrocinadas pela rainha. A data desta intervenção é difícil de determinar, podendo ser bastante tardia. De qualquer modo, a decoração deste trecho atinge proporções verdadeiramente assombrosas, sendo um exemplo único no gótico português. As nervuras são acaireladas, com nervos secundários de função apenas escultórica, mas com pequenas chaves em cúspide invertida, decoradas com motivos vegetalistas trepanados, sendo as chaves maiores rendilhadas, apresentando, por sua vez, as armas reais e o «corpo de empresa» de D. João II (o pelicano) e da Rainha D. Leonor (o camaroeiro).


Estas ilustrações foram enviadas pela minha querida amiga e conterrânea,

Muito obrigado, G.




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12 de junho de 2011

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